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Universidade Estadual do Centro Oeste - UNICENTRO

Acadêmico: Adriano de Lima 3º ano de Serviço Social


Matéria de Política Social I – Prof. Marcelo

Resumo e Análise do Texto: Questão Social e Políticas Sociais em Debate


Autora: Lucia Cortes da Costa

Resumo

A reflexão se inicia com o levantamento de alguns pontos de discussão sobre a


questão social que emerge no desenvolvimento da sociedade capitalista. O primeiro ponto se
relaciona com o processo de industrialização e as condições de vida dos trabalhadores
urbanos e a busca por melhoria da vida dos trabalhadores assalariados, o segundo é a luta dos
trabalhadores pelo poder político para aumentar os direitos sociais.
O Estado serve para criar e desenvolver a economia de mercado onde na
sociedade capitalista e os interesses privados não coincidindo com os interesses coletivos
ocorendo a lutas políticas.
O ponto de vista liberal de Adam Smith vê a questão social como algo natural,
conforme a sociedade se desenvolve, cada um faz o melhor para si ajudando a melhorar a
sociedade, aumentando o bem estar do coletivo. Já para Marx traz uma critica socialista a
questão social onde a exploração capitalista para aumentar os lucros e as crises econômicas
que levam ao desemprego faz com que os trabalhadores concorram entre si a melhores postos
de trabalho e a melhores remunerações.
No século XXI a sociedade ainda é dividida em classes é definida pela
consciência dos indivíduos articulando-se com a clássica demanda gerada pelas relações de
trabalho considerando a serie de mudanças, algumas teorias de Marx devem ser reavaliadas.
Essas relações sociais surgem exigindo do Estado a formulação de políticas sociais.
Analisando o Brasil percebemos o desafio e fonte de debate sobre a questão da
universalização do poder político social que venham a amenizar a questão social, pois a
universalização é tida a partir de que o “sujeito de direito não é apenas para o individuo
pobre, – que é prioridade na atual conjuntura – mais de todo cidadão porque é parte do povo
brasileiro e tem sua cidadania como garantia jurídica de pertencimento ao Estado Nacional”.
Notamos na década de 80 no Brasil, fortes correntes de diferentes segmentos da
sociedade propondo uma forma de participar da gestão das políticas públicas, e com a
Constituição de 1988 asseguram a democracia e o direito a todos os cidadãos.
Com isso a descentralização do poder a nível federativo, passa a ser reduzida aos
municípios, criando gestão das políticas sociais a níveis locais, tendo que criar Conselhos de
políticas Publicas para efetivar a democracia e a participação popular, que enfrenta por parte
do Estado a tradição da apropriação da elite local sem a prestação de contas a população.
“A assistência social como política de produção social deve atuar de forma
inter-setorial junto as demandas políticas para garantir a inclusão nos serviços que garantam a
efetividade dos direitos para os cidadãos em situação de risco social e vulnerabilidade”.
Deve o profissional de Serviço Social, efetivar as políticas para o interesse
coletivo voltado a redução do grau de desigualdade social e reverter o quadro de pobreza,
tendo como culpado o capitalismo onde so ele terá capacidade de reverter essa situação
através de uma nova racionalidade.
A questão como democracia, cidadania e a possibilidade da emancipação
humana são temas bastante recorrentes dentro do Serviço Social.
Pelo trabalho que o Assistente Social desenvolve ter vinculo com as políticas
sociais a luta pela efetivação das mesmas se torna necessária, tendo em vista o aumento da
situação de pobreza identificando diferentes dimensões da questão social para ampliação do
campo de atuação.
Análise do Texto

Vemos que na pratica as política publicas é algo que vem minimizar a pobreza como
forma de apoio as mazelas da sociedade, como no caso da Bolsa Família, que no meu ponto
de vista acaba virando de certa forma o comodismo pois certas pessoas estão culturalmente
acostumadas a se contentar com pouco levando-as a não procurar sua emancipação.
Também devemos levar em consideração a municipalização dos serviços sociais onde a
despreocupação do órgão gestor acaba prejudicando de certa forma e articulando os
Conselhos a fazer muitas vezes o que ele quer e não o que necessita de mais imediato alem da
falta de investimentos por desconhecerem o verdadeiro sentido da profissão tamto em
instituições publicas quanto privadas.