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PREFÁCIO

TRÊS

REINOS E

UMA VIDA

Preso circunstancialmente ao manto carnal, o espírito se torna um ser limitado por contingências da vida material, de suas dificuldades, de suas implicações restritivas ao mundo das sensações mais íntimas da alma.

Os horizontes do conhecimento do encarnado se fecham um tanto quanto à realidade dos parâmetros do plano do espírito.

Aí é o campo de prova do espírito jungido à malha grosseira da materialidade para que se aperfeiçoe, para que evolua.

Diferente é a ação do espírito no seu próprio mundo, onde o fator de liberdade ganha a sua expressão maior, onde os horizontes se abrem em maior amplitude.

Eis então como o espírito, em seu estado livre, se mostra sob uma acuidade maior em suas percepções e, melhor assumindo o estofo de aprendizado acumulado das vidas pregressas, alcança uma maior abrangência de análise, tanto da situação própria quanto da situação dos outros.

0

conhecimento das coisas, do universo e de suas

leis também se lhe mostra em outros ângulos geralmente ocultados sob o peso da matéria densa.

Dr. Ismael Alonso y Alonso, humanitário médico de Franca, reassumindo há cerca de meio século a sua nova condição de espírito livre, vem dedicando o seu tempo ao aprendizado, às pesquisas no âmbito da medicina do espírito, tanto quanto em torno das ciências universais.

0 trabalho caritativo desse espírito não cessou com a passagem ao Outro Lado: pelo contrário, reativou- se, multiplicou-se, diversificou-se.

E' o trabalho no bem é a melhor faculdade em torno do conhecimento da intimidade da vida e da sua multifária manifestação por todo o imenso universo.

Dr. Ismael, além do bendito labor de conduzir a assistência médico-espiritual de um a outro planos dimensionais, também se dedica a outro lado da caridade: a transferência de conhecimento através dos livros.

Assim, nossa Editora se sente honrada com a participação lítero-científica desse médico do Além.

Alcançando o grande valor das informações que ele porfia em transpor ao nosso plano, já publicamos

seis importantes obras com a sua autoria e participação.

São elas: Dr. Alonso, Médico dos Pobres, O Livro dos Fluidos, Medicina do Além, Apometria vista do Além, Fitoterapia do Além e O Livro da Mediunidade.

A presente obra, Três reinos, uma vida, é outro trabalho devido ao empenho do Dr. Alonso em passar-nos o seu fecundo aprendizado, as suas diversificadíssimas experiências vividas no plano do espírito.

Aqui está, pois, uma grande soma de respostas desse dedicado irmão a outra grande soma de perguntas que tivemos a oportunidade de endereçar-lhe, através da mediunidade de João Berbel, que tem no Dr. Alonso a figura maior de seu guia espiritual, aquele que lhe secunda diuturnamente num trabalho gigante de assistência espiritual aos necessitados e de divulgação da doutrina do Cristo.

Relembremos a nossa intenção mantida em todas as obras do Dr. Alonso: transmitir com uma linguagem simples os conhecimentos que às vezes permanecem ocultos, porque camuflados numa expressão linguística e literária complexa, rebuscada, nem sempre ao alcance de todos.

Aqui, Dr. Alonso extrapola um pouco dos seus

costumeiros temas, quase sempre voltados à medicina do espírito e seus amplíssimos aspectos.

Em Três reinos, uma vida temos uma grande gama de assuntos de ordem puramente científica, mostrando a extraordinária capacidade desse benfeitor e escritor em abordar os mais intrincados temas com a profundidade e, ao mesmo tempo, grande objetividade e simplicidade de expressão que lhe são peculiares.

Os Editores

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

Este trabalho queremos dedicá-lo a todos os estudiosos da Doutrina dos Espíritos, pensando em passar-lhes um pouco do nosso pouco aprendizado e entendimento, tentando transmitir, de forma clara e sincera, as respostas àquilo que perguntamos a nós mesmos, todas as horas, todos os dias.

Viemos todos ao mundo com o propósito de evoluir e de aprender. Aqui estamos primordialmente para o crescimento espiritual.

Existe um conjunto de regras, de performances por que temos que passar no desenrolar das várias etapas.

A todo momento encontramos dificuldades de entender a razão dessa evolução, de como existe e para que existe o nosso mundo, o nosso universo, o nosso próprio ser.

Em função disso é que aqui estamos hoje, para tentar explicar através das palavras o que pensamos sobre tantas questões que fazem a dúvida dos irmãos terrestres.

Que é a vida? Como foi no passado? Como surgimos?

Estão aí indagações frequentes que todos fazemos ou devêramos fazer.

0 homem sempre acreditou em alguma coisa

transcendental, sempre teve medo de alguma coisa

inexplicável.

0 planeta foi evoluindo pouco a pouco e chegou no

que hoje vemos, do que podemos extrair análises.

Contudo, importa-nos essencialmente lembrar que somos espíritos, centelhas de luz criadas pelo Altíssimo Deus, embora queiramos sempre saber mais e mais: de onde viemos, como fomos criados, como surgimos no planeta.

Mesmo nas antigas crenças e entidades secretas já se

falava das leis da reencarnação, já se compreendia alguma coisa disso.

Mas tudo era muito confuso, porque o povo da antiguidade não estava ainda tão preparado para ouvir tantas verdades e revelações que hoje enriquecem o assunto.

Para além das reencarnações, as origens. Trata-se de assunto muito complicado. Mesmo dentro do nosso propósito de simplicidade de expressão, talvez seja difícil que as pessoas entendam o que passaremos aqui.

Procuraremos fazê-lo da forma mais fácil possível, dentro das nossas próprias limitações.

O objetivo é atingir todas as criaturas, os vários

níveis de assimilação. Porque todos convivem com

as indagações que aqui viemos de tentar aclarar.

Se somos indestrutível energia, deixamos na Terra o nosso corpo material, e o espírito, prevalecendo sobre tudo, sobrevive, porque imortal centelha que jamais perecerá.

E ele vem de se aprimorar convivendo com as energias que vibram no nosso planeta e no cosmo.

Como bem vemos e sabemos, tudo se aglutina e se aglomera para que se forme uma vida, embora esta

se inicie numa forma simples, como se fora uma minúscula semente a germinar na forma duma planta que cresce, levando avante novos frutos, novas sementes. Mas ocorre que ali nas origens já está implícito um princípio inteligente, uma energia talvez fácil, talvez difícil de se compreender como incorporadora do espírito. Mas sabemos que todos já ultrapassamos três reinos: passamos pelo mineral, pelo vegetal e chegamos ao animal. E fomos unindo forças, unindo condições, chegando a uma forma cada vez mais completa, mesmo através da evolução dos vegetais.

Lembremos, por exemplo, os microrganismos dos oceanos, os do reino vegetal: quantas espécies diferentes, sem que nenhuma se iguale à outra!

E na verdade talvez ainda haja milhares e milhares de plantas ainda desconhecidas aos olhos dos homens.

Vemos como nos vegetais há uma essência, uma qualidade, um princípio e uma forma de vida, tudo aparentemente diferenciado, mas de um tronco único de origem. E isto é o mesmo agindo também sobre o modelo humano.

Há plantas que, ao se tocá-las, aciona-se um líquido que pode ser um aviso para que nos distanciemos.

Outras há que, ao passar uma pessoa ao seu lado, emanam uma energia poderosíssima que é capaz de perturbar o corpo humano ao acumular-se sobre ele.

E há outras plantas mais que são tão venenosas, que tomar do seu líquido é como tomar um copo de herbicida.

Atentemos assim que há uma energia vibrando nesses vegetais, uns tão diferentes dos outros. Uma variedade enorme de formas, propriedades e ações!

Em algumas, por uma ação automática, as sementes são lançadas bem longe através do ar.

Sementes vão daqui para ali, a formar novos indivíduos vegetais, novas árvores. E vemos a necessidade delas integrando-se à necessidade de vida do homem, numa cadeia que vem desde o reino mineral. E observamos um conjunto de micro vidas se aglomerando para formar uma vida só: sempre um princípio inteligente administrando tudo, da vida mais simples formando a vida mais complexa. E vemos a maravilhosa interrelação dos reinos, onde várias plantas até se alimentam de pequeninos insetos: vegetal agregando-se ao animal.

Assim é que nota-se nos vegetais um processo de evolução, uns suplantando os outros na complexidade da vida.

Também no reino animal temos uma variedade imensa de espécies, em grande diferenciação.

Uns aprimoraram mais o instinto, preparando-se para assumir uma individualização mais inteligente, aproximada ao homem.

Porque também no animal inferior prevalece a existência de um espírito, embora sendo espírito inteligente inferior ao homem.

No avanço da escala, vemos, de uma forma tão clara, o homem já completo e materializado no princípio da sua criação, desde o que já nos mostram as comparações científicas dos livros terrestres, desde os hominídeos peludos da era pré-histórica, os homens das cavernas que vieram progredindo até chegar no que somos.

Passamos sim lá pelas classes animais inferiores e viemos gradativamente evoluindo, aprendendo, tentando ser mais alguém, compreender sempre algo mais além.

Todavia, perguntamos ainda constantemente de onde viemos realmente, o que somos e para onde vamos.

Sem dúvida que estamos num processo de paulatino progresso, onde nosso próprio corpo evolui.

E aprendemos sempre mais a união com outras forças, o sentido da confraternização, a união de um com outro, ao lado da vivência das energias necessárias a suportar a força da atmosfera terrestre, também em evolução constante.

Luta incessante, sempre visando o melhor! Passáramos pelo reino mineral, pelo vegetal, pelo animal. E isto é uma realidade! Não podemos fugir disto. É a verdade da evolução. Pois o espírito sempre evolui, nunca regride; sempre está à frente, nunca à retaguarda; sempre aprendendo, por mais inerte que se imagina. E' assim é nos reinos mineral, vegetal e animal.

Às vezes não fomos criados especificamente neste planeta, não passamos aqui pelo reino mineral ou vegetal, e sim em outras atmosferas, outros mundos, onde gradativamente vimos de nos aperfeiçoar.

Da mesma forma há planetas muito mais evoluídos do que este em que hoje estamos. Em nossa categoria de hoje, se fôssemos transpostos a um outro certo planeta, lá seríamos sem dúvida comparados a um macaco terrestre. E assim sucessivamente, cada qual na sua etapa.

Entretanto, marcamos passo na conscientização maior dessa realidade, não procuramos viver a essência das realidades evolutivas.

Deus não sopra um espírito e ali já nasce um corpo Isto seria injusto e incoerente. Há um processo evolutivo, e jamais um ser estacionará definitivamente na mesma forma: haverá sempre uma forma anterior e outra posterior. Um animal não está fadado a sempre e sempre servir apenas à alimentação de outro. Seria duvidar da Providência divina o crer na criação de um ser inteligente inteiramente estacionário, que uma planta permaneceria uma planta, um animal inferior sempre um animal inferior.

0 nosso princípio vital, a nossa energia de vida nos dá a caloria ao corpo. E encontramos o mesmo fluido na vida dos animais inferiores, dos vegetais. E também está neles o nosso mesmo princípio inteligente.

Podemos sim conversar com os animais e vegetais:

basta querer e ter fé.

Aplicando-se passe magnético constante numa flor, vê-se que ela se torna mais bela, mais aberta e viçosa. É porque ela tem um princípio vital com que podemos reagir, com que podemos prejudicar ou curar alguém.

Curta é a nossa inteligência para pretendermos abarcar o princípio das coisas, mas através do estudo

constante aproximamo-nos cada vez mais desse conhecimento.

Basta administrar a inteligência, acreditar que o espírito é imortal, que está inserto numa fatalidade evolutiva.

O que aqui trazemos é apenas um incentivo, um

ponto de apoio para que o homem se situe melhor no seu momento evolutivo.

E lembremos que já caminhamos muito. Há planetas

em que o homem está ainda quase na condição do simio, e ali ele representa a inteligência superior, porque mais desenvolveu o princípio inteligente, superando os demais animais dali.

E como eles vimos galgando mundos e mundos para

chegarmos no que hoje somos.

E' tudo é vida! Tudo o que se possa enxergar à frente

é efusão de vida. Não se morre. Nada há que não esteja essencialmente vivo, porque tudo é tirado do fluido universal, e este é ponte que nos dá toda a

condição da vida.

Sempre uma vida servindo à outra, em perfeita harmonia! E é sempre a bondade do Pai, no seu equilíbrio de justiça, permitindo que uma vida dê sustentação a outra.

Ao se alimentar somente de vegetais, alimenta-se de vida. Vegetais adquirem o oxigênio e expelem o gás carbónico, e vice-versa. Retira-se nutrientes de microrganismos, que por sua vez os sugam para depois ainda dar razão se ser a outra vida. E' assim incessantemente: nada se perde, tudo se transforma, mesmo a matéria terrestre dos corpos humanos. Assim que se processa o desencarne e o espírito abandona o corpo, este manifesta sua própria vida em quantidade incalculável de microrganismos ainda mais minúsculos, que se agrupam para devorar o corpo. São milhares de formas diferentes de vida que se carrega dentro do próprio corpo.

O espermatozóide e o óvulo, embriões do futuro corpo, não são o espírito, mas simplesmente dois sistemas de vida, duas energias. Não são a vida em si, mas sim dois sistemas é preciso frisar que se acoplam através da ovulação, da fecundação, possibilitando a integração encarnatória de um espírito.

0 processo da reencarnação não é um processo circunscrito e originado pura e exclusivamente num ato sexual. 0 espírito não surge instantaneamente na mãe: está nela aproximado há muito tempo, dentro do processo programativo da reencarnação.

Na natureza tudo se interpenetra e se transforma. Vida fazendo vida, uma vida dando espaço a outra

vida! E toda vez que uma vida aparentemente acaba, se esgota, ela verdadeiramente permanece com sua energia.

Se prepararmos um local totalmente fechado e cientificamente isolado do ambiente externo, depositando lá um cadáver, um pedaço de carne, de forma que nada possa ali penetrar, veremos que, mesmo nessas condições, dali mesmo os vermes emergirão.

Ora, como pode a carne morta gerar coisas vivas? É ainda a energia imanente do princípio da vida que está ali.

Da mesma maneira ocorre no reino vegetal.

Assim são as leis naturais: nada está morto, nada está perdido.

Assim vige o princípio da vida em todo o universo. Tudo na mesma origem e na mesma sintonia.

Por isso, por essa interdependência é que há os espíritos designados à proteção da natureza: se esta fosse uma coisa morta, perecível em si mesma, não haveria necessidade da preocupação do Mundo Espiritual nesse sentido, não adiantaria preocupar-se com as nascentes d'água, com os rios, com as plantas, com o solo.

Não, a vida jamais sucumbe! E, participando desse

processo de contínua renovação, viemos enriquecendo sem cessar o nosso princípio vital, da forma mineral à forma humana. E esta transcende a

si mesma, na sublimação do espírito.

Tentaremos, assim, mostrar o que é a vida ao nível da matéria e ao nível do espírito.

Ismael Alonso

1 -

ORIGEM

DA

VIDA

1 - ORIGEM DA VIDA

Sabemos que todos os elementos químicos se originaram de um único elemento, fruto também de urna matéria-prima primordial. Tudo tem origem no fluido cósmico universal?

O fluido cósmico universal é que deu origem a tudo:

o que podeis ou não ver diante dos olhos. Ele é o oxigênio, é o ar, a água, e tudo isso está repleto de

microrganismos.

Desse fluido primordial sai a matéria e a vida. Nada se cria em vosso planeta que não tenha aí a sua origem.

Do fluido cósmico universal deriva também o princípio vital. Lembrando os primórdios desse princípio na nossa Terra, como começou a se manifestar inicialmente no mundo mineral?

A primeira existência de forma de vida manifestou-

se no reino mineral.

Aí teve início a imensa história da natureza, carregando em si a essência da vida, o aprimoramento da vida.

Começou lá no reino mineral a transferência de micro-larvas para microrganismos, e vice-versa.

E assim constantemente, progredindo numa cadeia

dinâmica.

Fomos crescendo aos poucos, mudando de forma, sempre deixando vestígios para trás, para que eles se localizassem nessa mesma cadeia a circular no reino mineral.

No reino mineral incorporou-se então uma pequena parcela do fluido vital?

Começou a agrupar-se na matéria dos minerais a

essência do princípio vital, um rudimentar princípio de vida, muito frágil e simples, porque aí começa verdadeiramente a vida.

Há já ali um princípio de organização

Sim. Tudo começa ali, onde vai-se adquirindo o princípio vital, enriquecendo-se de acordo com a sua transformação.

A dúvida maior da ciência quanto aos mistérios da vida relacionase à sua geração. Que pode dizer a respeito?

A vida é constituída a dois, por uma polaridade natural, com a junção de um e outro gêneros. Não existe outro processo de geração de vida que não seja pela bissexualidade.

Não vemos isso até nas plantas? Tal é o ritmo bipolar da vida.

Todo círculo vital se processa através da união de duas criaturas. É o amor! Uma essência maior que faz com que duas criaturas se aproximem para que outro ser seja gerado.

Aí estamos falando da vida material, pois é outro o conceito de espírito. Mas é certo que este, ao atingir a matéria, passa pelos três reinos da natureza.

Referimo-nos mesmo aos primórdios da vida:

haveria então aí e sempre uma polaridade? Que mais poderia elucidar sobre o início desse processo?

Sim, sempre. Todas as energias, tudo na natureza rege-se por uma polaridade, por duas manifestações de energia: positiva e negativa.

Sem isto nada se manifesta no universo físico.

0 espaço entre uma e outra correntes, formando um campo magnético, possibilita manifestar-se a energia elétrica.

Uma energia unipolar, distante de outra energia, seria inerte: há que se fecharem de uma ponta a outra, de um lado a outro, para que assim se produza o fenômeno.

A ciência considera, dentro da teoria da panspermia, que todo o universo está povoado ou tende a sê-lo pela disseminação cósmica natural. Mas, por outro lado, há também o que a ciência considera o vácuo cósmico, onde lhe fica difícil admitir uma vida cósmica. Que pode dizer sobre isso?

A panspermia é uma ideologia que postula a criação da vida em redor de si mesma, gerada universo afora.

Ora, nós estamos no universo, nós somos alguma coisa. O nada não existe.

Não há um campo do nada, um vazio onde nada exista. Há incalculável quantidade de microrganismos circulando em torno do que se considera o nada.

Realmente, no universo não existe lugar para o nada.

Nesta nossa galáxia constatamos muitos sistemas de vida dessemelhantes uns dos outros, multifárias espécies extremamente diversificadas entre si.

A vida é o universo. O universo é rico de vida. Tudo é vida!

Pelo universo imenso circula uma energia de vida tão grandiosa! Ela circula em si mesma; tudo se move, tudo se movimenta, nada está parado, nada é absolutamente estático.

Sempre uma contínua transformação, sempre transitando vida de um lado a outro, nos planetas, nos satélites, nos cometas, nos meteoros, nas galáxias

Até naquilo que a ciência considera o vácuo cósmico, onde impera a temperatura de 270 graus negativos, deve então forçosamente haver algum

tipo de matéria e até de vida?

A temperatura não importa muito nessas

considerações. Os sistemas de vida adequam-se às temperaturas, uns mais, outros menos na sua escala.

Basta haver uma adaptação.

Olhemos, por exemplo, dentro dos nossos mares e

rios, os peixes, as formas de vida que ali estão. O homem, nas suas condições normais, não é capaz de

lá sobreviver.

Da mesma forma, as temperaturas e os meios diferem para cada criatura.

Cada planeta tem a sua temperatura, tem o seu estágio, a sua atmosfera própria a protegê-lo.

Da mesma forma que a célula humana é envolvida e protegida por uma membrana, também os planetas o são por um envoltório gasoso impedindo que sejam invadidos por outro corpo celeste e destruídos em sua penetração.

Quando se vê um meteoro cair sobre a Terra, ele se transforma numa imensa bola de fogo. Pois ali também estão a se queimar quantidades imensas de microrganismos inadequados à sobrevivência na Terra.

Então eles são mortos na medida em que são lançados sobre o planeta. Porque o nosso universo é repleto de substância viva, e talvez algum tipo dela não seja benéfico ao contato do corpo humano.

É por isso que a bondade de Deus coloca esse

envoltório fluídico-planetário sobre a Terra: para proteger as vidas de seus habitantes dessas intrusões

biológicas cósmicas.

A vida fervilha por toda parte, numa competição perene visando manter-se na sua realidade.

Lançando vistas aos oceanos, vemos os peixes se debatendo uns com os outros; sobre as colmeias, vemos os insetos pugnando uns com os outros, uma tendo de deixar o seu espaço para que a outra permaneça viva no local.

Ora, no nosso universo tudo funciona assim. Quantidades fabulosas de microrganismos se debatem para se manterem vivas.

É a luta pela vida!

Da mesma forma ocorre na concepção, quando o útero de uma mulher recebe os espermatozóides numa velocidade apreciável, indo de encontro ao óvulo: debatem-se entre si para penetrar ali e gerar uma vida humana.

Assim é o universo: vida efervescente lutando pela própria vida.

Quanto ao possível fato de os cometas carregarem algum tipo de fermento da vida em seus elementos químicos constitutivos, que pode dizer?

Um cometa é um planeta em formação. Está à procura de uma órbita onde se possa alojar, onde possa constituir o seu próprio campo atmosférico.

E' dessa forma, nesse movimento contínuo pelo cosmo, ele vai levando consigo tudo aquilo que encontra pelo caminho.

Porque o universo é de um tamanho tão grande que não há como abarcá-lo com a razão.

0 cometa vaga pelo espaço por bilhões, trilhões de anos, até encontrar condições de se aglomerar a um sistema.

Talvez tenha até que chocar-se com um asteróide para que, ao impacto de uma explosão, manifestem- se condições ideais para sua transformação manifestativa em novo sistema.

Assim é que se formam os planetas. Aí, em escala macrocósmica, repete-se o mesmo fenômeno microcósmico, em nosso sistema biológico, de procura do óvulo pelo espermatozóide.

É a mesma forma de procura, de viagem incessante.

Muitas vezes, no seu sistema de tempo e de vida imanente, o espermatozóide leva milhões de anos para atingir o óvulo.

Ora, da mesma forma é o cometa percorrendo o universo.

Teria alguma informação interessante sobre o processo de formação da matéria primitiva do nosso específico mundo?

Quando se cogita na criação de um planeta, a

primeira consideração importante é a de equacionar

o Mundo Espiritual que lhe estará acoplado.

Aglomeram-se os espíritos gradativamente, da mesma forma que se associam aí na Terra.

Espíritos dessa ou daquela classe, de três, cinco, dez

e até mais classificações: não há formulação exata

de nível, dependendo do planeta e das características que lhe serão impostas.

A partir dessa associação de espíritos, prepara-se a

matéria fluídica. Um espírito superior secundará o planeta para formá-lo, cuidá-lo, assisti-lo, dar-lhe toda a proteção.

Da mesma forma que Jesus é o Governador da Terra desde quando surgiu, há os responsáveis pelos outros planetas. Mas, como já foi dito,

primeiramente surgira ali o Mundo Espiritual respectivo.

Depois, bem devagar, vão surgindo os homens, desde a transformação dos animais inferiores.

Contudo, não nos iludamos quando a tal tempo necessário; comparemos lembrando que o animal está tão longe do homem quanto o homem o está de Deus.

Sabemos que sem as radiações do nosso Sol a vida na Terra seria impossível. Como é enxergado aí no Além esse fenômeno solar conduzindo a energia da vida?

Sol é vida. Os sóis iluminam e vivificam o universo.

Na Bíblia já se dizia: Haja luz! E a luz se fez. Haja noite! E assim se fez.

0 Sol é uma tremenda fonte de luz que irradia e nos dá as condições de vida, aquecendo o nosso planeta na temperatura ideal para que nele se possa sobreviver.

E o Sol é tudo para a Terra, a qual jamais poderia existir sem ele, na forma de vida que vemos hoje.

Da mesma forma que vemos o sistema de vida aí da Terra, também assim deve ver-se o Mundo

Espiritual, porque bem sabemos que o mundo material é uma cópia no plano espiritual.

Da mesma forma que aí necessitam do Sol, nós também dele precisamos aqui.

Da mesma forma que precisam da energia da Terra, nós também precisamos da energia dele, pois devemos sempre insistir em que o mundo do Além nada mais é do que a Terra mais evoluída.

Aqui as colônias são plasmadas através de fluidos.

E muitas colônias são constituídas de uma plêiade de espíritos superiores, comandados ainda por espíritos de outros planetas, de outras galáxias, que auxiliam na construção dos mundos espirituais.

Pois da mesma forma que se constrói aí na Terra, assim é o Mundo Espiritual construído: tudo acompanha uma escala certa, colunas sobre colunas, cidades sobre cidades, onde correm veículos, como aí na Terra.

Sim, aqui temos tudo de que necessitamos. E temos também, como prêmio, o Sol! Não poderia ser que nos faltasse também o Sol, o dia e a noite.

Mas há planos mais evoluídos onde de nada disso se necessita. Levita-se de um lado a outro, aprende-se a flutuar, e quando se o faz, é da mesma forma que aí se aprende a caminhar sobre a Terra, quando

pequeninos.

Enganam-se aqueles que julgam que, ao deixarem a matéria e chegarem ao Outro Lado, saberão tudo e compreenderão tudo. Aí é que se ilude! É com simplicidade que vamos aprendendo e evoluindo.

Então, para nós também o Sol é uma fonte de poder, é uma fonte que irradia para nós uma felicidade tão grande, que jamais sentimos quando cai a noite.

E, no vosso plano, vejam como o Sol é tão importante. Observem como as criaturas, na maior parte, desencarnam à noite. Por que? Porque é a força do Sol que nos traz as energias.

Vejam aí, num exemplo, as frutas: quais as que lhes são mais benéficas à saúde?

São aqueles que recebem mais o calor solar, como os cocos, as castanhas, que frutificam nos locais de maior temperatura, de maior tempo de incidência dos raios solares, propiciando mais substância nutritiva para os corpos.

ISMAEL ALONSO

2 - DESENVOLVIMENTO DA VIDA

2 - DESENVOLVIMENTO DA VIDA

Que poderia dizer sobre a estranhíssima manifestação atmosférica denominada relâmpago globular, que, segundo os espíritos, representaria no planeta a mais primitiva forma de vida?

Uma forma de vida. Tal relâmpago, como um circuito e o choque de duas energias, faz parte da admirável natureza.

Quando uma energia se encontra com a outra, tal choque produz fenômenos.

Todas as vezes que vemos o raio, a faísca, é sempre a manifestação de uma energia encontrando-se com outra energia.

Muitas vezes pensamos que o raio se desprende do céu e cai sobre a terra, mas é da terra que geralmente sobe ao céu. Há duas formas de manifestação.

Esse fenômeno do relâmpago globular é um tipo completamente diferente, com a forma de ciclone. Forma-se em tamanho minúsculo e manifesta-se na atmosfera, provindo do espaço.

Quando penetra no campo magnético da Terra, reage com a atmosfera.

Não é de natureza espiritual, mas apenas direcionado pelos espíritos: é uma matéria vinda de encontro à Terra, como se fora um meteorito, embora não se trate de nada disto.

Estamos aí em presença de uma espécie de esferóide fechado, um semi-vácuo repleto de microorganismos ainda muito perigosos ao homem.

Quando esse relâmpago de bola choca-se com a atmosfera terrestre, o que é que ocorre?

Uma caloria imensa que queimará os vírus ali existentes, para que tudo se torne apenas em energia, e que nesta forma seja transferido ao vosso planeta.

No momento em que penetra na camada atmosférica, na condição de um gás carregado de microrganismos, ele é desfeito sob a ação de um circuito, para que não venha a prejudicar a Terra.

Acontece que este planeta é como se fosse uma célula humana. Nela existe as proteções naturais.

Ocorre que na atmosfera há camadas de gases que trabalham nessa proteção, impedindo que ela se contamine com outro tipo de vida.

Porque, na realidade, o espaço é vasta área contaminada onde vivem quantidades incalculáveis de microrganismos, de vírus perniciosos ao corpo humano.

Assim, através daquele fenômeno não se desenvolvem eles normalmente, se há a ativação de um sistema de defesa natural da atmosfera terrestre.

Esta, através de seus gases, faz a ação saneadora naturalmente.

Idealmente, a ciência pouco conhece desse fenômeno raro

Formando-se campos magnéticos favoráveis, carregam-se de microrganismos no espaço, indetectáveis pelos olhos humanos.

E na medida em que tal aglomerado atinge a atmosfera da Terra, toma uma forma que se julga especificamente esférica, embora possa assumir qualquer forma.

Repitamos então que tal corpo e fenômeno, em linhas gerais, não passa de um campo eletromagnético carregado de minúsculas formas de vida. Sua natureza permite até passar pela pequena fenda de uma porta, mas pode tornarse tão grande como uma casa. E na medida em que encontra uma outra energia oposta, há um atrito. Ele é atraído por tal segunda energia, pelo que se desfaz mediante uma enorme caloria, ensejando que somente restem fluidos e não mais vírus, que, na explosão, perdem o seu alento de vida, restando apenas o princípio energético-vital, que irá constituir sabe lá que outra

forma de vida, um microrganismo, um inseto, um ser animal talvez ainda desconhecido da ciência.

A energia circulante nas camadas aéreas terrestres é que benéficamente faz com que se incendeie tal relâmpago de bola, assim como faz com pequenas matérias que nos chegam do espaço.

Se o próprio homem possui o seu envoltório energético-protetor, também o planeta o tem.

E da mesma forma é o universo. Imaginemos nosso corpo como uma galáxia e a Terra como uma célula do nosso corpo, cada qual com sua energia protetora.

Há uma quantidade fabulosa de microrganismos que

o homem não tem nem como mensurar.

Em cada milímetro quadrado encontramos milhões deles. Diante de tal profusão de seres em todo o universo, julga-se absurdo admitir que todo esse fervilhar de vida, sem exceção, galgará a evolução do mineral ao homem, e que isso teria apenas a

função de alimentar a vida pela vida. Que pode dizer

a respeito?

Nada se perde, tudo se transforma, como já vimos dizendo.

Se alguém morre, aí é que seu corpo está vivo, porque germinarão novas formas de vida dentro do corpo, porque já traz consigo microrganismos que

adquiriu pela respiração, buscando o oxigênio e a água para os pulmões.

Os seres vivos que estarão no ar um dia tornar-se-ão uma nova vida no corpo.

Referia-me ao possível fato de que essa quantidade fabulosa de seres minúsculos poderia não chegar a uma evolução humana

Já paramos para medir o tamanho do universo? Se a Terra, em relação a ele, é como uma célula em relação ao corpo, porque duvidaríamos de tanto microrganismo em evolução?

De fato, nosso planeta é um grão de areia. Em relação a outros planetas, é apenas um quarteirão, um bairro em relação a tantas cidades, ou menos ainda, muito menos, como nem podemos imaginar.

E, na verdade, às vezes em gigantescos planetas há menos espíritos do que na nossa Terra, onde temos, aproximadamente, de 25 a 30 bilhões de habitantes.

Em certos planetas gigantes temos cerca de nove milhões de espíritos. E ali, como em toda parte, tudo está em plena evolução.

/\ pergunta fora formulada lembrando certos irmãos espirituais afirmando que, enquanto o espírito estiver galgando a escala animalesca, não humanóide, ele

está propenso a ser eliminado, numa contingência de involução, o que jamais ocorreria a partir do momento em que galgasse a escala humana, a partir do que passaria a ser indestrutível. Que acha disso?

Acreditar numa tal ideologia é descrer da justiça e da bondade de Deus. Ele não criou o espírito, o princípio inteligente, para ser, em hipótese alguma, diferente em atributos ao espírito do homem.

Acreditar que o Pai cria um espírito mediante um princípio inteligente diferente ao do homem quanto à fatalidade evolutiva é sim duvidar de sua soberana e sábia justiça.

Consta nas informações espirituais que, com relação aos animais bem mais inferiores, como os insetos, as abelhas, as formigas, que vivem enxameados, há aquilo que se denomina espírito de raça, ou seja, uma espécie de espírito inteligente coletivo que até sobreviveria à morte, como um conjunto de energia fluídica, guardando as suas próprias características. Que pode dizer sobre isso ?

Sim, sucessivamente, em todas as condições, em todas as áreas, porque todos os seres, todos nós temos um líder, um protetor a nos auxiliar.

Cada quadra da cidade tem o seu centro, e cada centro tem as atenções que para ali se voltam. Há

também um centro de forças positivas, onde um ser superior comanda.

Da mesma forma nos fora lançado ao planeta um Cristo para nos auxiliar em nossas jornadas por este orbe imenso.

E' assim é que nos reinos da natureza também temos os líderes para auxiliarem na manutenção do processo evolutivo.

Toda aglomeração de seres funciona dessa maneira:

toda comunidade tem um prefeito, cada país tem um governador.

Também assim no mundo animal, onde há a liderança por criaturas à altura de mantê-la entre os demais do bando, do enxame, da corporação.

E isso tanto no mundo material como no espiritual. 0 mundo terreno mais não é do que a cópia do espiritual, embora um tanto ainda imperfeita.

Como podemos entender a sobrevivência dos animais deste para o Mundo Espiritual?

Através das reencarnações de animais inferiores também há uma passagem de um plano ao outro.

Há planetas adequados especialmente ao estágio evolutivo desse ou daquele animal.

Por isso é que já o afirmáramos no início: aqui um

animal não se transforma em homem, e sim vai fazê-

lo em outro planeta, de acordo com a sua

inferioridade ou evolução e de acordo com a

disponibilidade do planeta.

Quanto à desencarnação, da mesma forma que ocorre com o homem, assim ocorre com os animais.

Na própria Terra já aconteceu a mencionada transformação, há milhões de anos passados, quando os animais atingiram a escala humana.

A ciência terrestre já deu conta disso muito bem.

Mas no nosso mundo terráqueo não há mais

condição para isso.

Não temos mais aquelas criaturas ainda inferiorizadas que pudessem ultrapassar aqui mesmo o seu estágio.

Quando vão chegando à aproximação humanóide, vão para mundos inferiores à Terra, adequados ao estado evolutivo de seu espírito.

Porque repetimos o animal está tão longe do homem quanto este o está ainda de Deus.

A pergunta fora efetuada em relação aos animais como os cães, cavalos, gatos, elefantes, que adquirem aqui mesmo na Terra uma tal

potencialização do princípio inteligente que se transportam ao Além conservando uma maior individualidade e até personalidade. Que dizer a respeito?

Da mesma forma que é transposto um homem no plano terrestre, o é também um espírito.

Porque para se fazer um transporte desses exige-se um aparelho especializado, onde é levado a um laboratório imenso de espíritos passando por um aprimoramento, para depois se reencarnarem naquele determinado mundo.

Assim também quanto aos animais.

Desta feita um sensitivo viu uma pessoa pisar numa aranha e imediatamente viu também o espírito da aranha sair andando como se fosse um princípio vital ou inteligente que dali se separava. Que pode dizer sobre isso?

Da mesma forma que ocorre no desencarne com o homem ocorre com os insetos, com os aracnídeos, todos os animais. Eles têm o instinto, que já é uma conquista evolucionada do princípio inteligente.

Porque, se analisarmos criaturas que sobrevivem através do instinto, chegaremos a definir o que é na realidade o instinto: uma inteligência aflorada.

Todos os seres estamos sempre nos aprimorando, nos aperfeiçoando mais e mais.

É necessário que substituamos sempre a nossa carcaça, para que outra renovada e aprimorada sempre venha a substituí-la sob as leis da evolução.

Existem os chamados elementais, seres pequeninos que cuidariam da natureza, que viveriam em submundos, não possuindo uma vontade maior, sendo comandados por entidades mais evoluídas?

Na natureza há tantos mistérios que o próprio mistério ainda desconhece. Há mundos e sistemas de vida que a ciência nem de longe imagina existir.

Há formas de vida diversificadíssimas, sempre um estágio de vida mais avançado do que outro.

Deus permite sempre uma criatura mais evolvida para zelar, um bom espírito para proteger. Na medida em que o inferior vai evoluindo, vai tomando as tarefas próprias.

Da mesma forma nas tarefas dos homens: à medida que se aprende, vai-se subindo de posto. E' também no Mundo Espiritual.

Quando vemos determinado rebanho de animais, vemos também ali um espírito zelador a protegê-los.

Da mesma maneira há os protetores das florestas, dos lagos.

Mas tudo é superiormente controlado por Deus, que coloca os irmãos cuidando o melhor possível da missão posta às suas mãos.

Tudo se aglomera em energias e associações, mesmo entre os animais, embora havendo uma diversidade tão grande deles.

E também neles regem os centros de força, porque trata-se também de espíritos atuando sobre o reino animal.

Este também é espírito, carrega o seu progressado princípio inteligentes, também marchando ao progresso, também buscando ao Pai nas alturas para um dia chegar nas mesmas condições de um homem.

Assim não fora, estaríamos duvidando da Providência, que jamais criaria um animal para ser eternamente um animal, unicamente para servir ao homem.

Não seria justo. 0 Pai não faria isso para com os seus filhos. Porque os animais também são filhos de Deus. Através dos mundos vão evoluindo, buscando seus estágios de aperfeiçoamento, até que um dia adquiram a forma humana.

Mas, conforme já dissemos, tal transformação não ocorre no planeta Terra, que está em outro estágio e não comporta tal transição.

Já partimos para a categoria de mundo de regeneração, onde os espíritos protetores estarão mais presentes para efetuar esse processo regenerativo.

Todos seremos criaturas boas. E os animais estarão obedecendo sua escala evolutiva, talvez sendo levados a outros planetas, de acordo com a sua inferioridade, de acordo com o seu estágio, para que lá consigam condições de atingir o reino hominal, o qual, pelo que bem sabemos, é o último estágio do espírito: ignoramos um estágio superior ao humano.

Nosso irmão Chico Xavier, num desdobramento com Emmanuel, visitando as profundezas fluídicas da Terra, encontrou um ser com cabeça de mulher e corpo de réptil, e que se lançou sobre ele pedindo socorro. Que poderia dizer sobre seres monstruosos habitando as regiões subcrostrais da Terra?

Espíritos inferiores que ainda se encontram duramente enraizados no mal, que não se aderem à vontade de evoluir, porque encontram-se satisfeitos em seus prazeres de imperfeição.

Com tal persistência na negatividade, produziram tanta coisa má que foi pesando no seu perispírito,

voltando novamente numa condição de atraso. Criaram aquele mundo e aquela forma porque gostaram daquela condição.

Atentemos: não é que eles sejam completamente atrasados. 0 espírito não regride, somente evolui.

Mas, na medida em que o espírito vai penetrando nas raízes do mal, que cada vez mais vai querendo ser mal, ele tem que ser isolado a uma parte específica do mundo, pois não pode permanecer mais onde estava.

Chegado em tal ponto, é tirado de onde atuava no mal e levado a um mundo inferior. Tudo é feito para que ele sofra e aprenda.

Muitas vezes não se encontra para tal espírito outra forma de oportunidade de evolução, sendo mesmo lançado ao centro da Terra, num local em que não possa sair e onde talvez sofra o suficiente para mudar o seu modo de pensar. Talvez um dia, num grito desesperado de socorro, ele ofereça condições de retornar ao seu antigo lugar de origem, condição pouco melhor. Mas, para quitar seus débitos, somente se encaminhará isto se ele o aceitar por si mesmo, de sua própria e exclusiva vontade. Readquirirá então a mesma forma anterior. Criara em si mesmo, pelo seu próprio psiquismo, uma forma animalesca, talvez para amedrontar, porque pode usar os fluidos e se transformar no que quiser.

Muitas vezes se transforma em animais escamosos, animais horrorosos, mas adequados àquelas profundezas em que se atiraram. Ali se agrupam, numa conjunção própria, confluentes estágios evolutivos. Muitos se identificarão mais ferrenhamente a tal ambiente, enquanto outros não suportarão muito tempo tal sofrimento, pedindo para serem retirados, como aconteceu com aquele a que se referiu na pergunta.

Assinalemos que às vezes não é possível a um espírito socorrista penetrar num local desses. Então é preciso que se faça um desdobramento com uma pessoa reencarnada para que assim se consiga visitar

e retirar tais criaturas daquele poço de amarguras.

Por isso é que existe muito pesadelo nas noites de

sono dos terráqueos. Sonha-se com monstros, seres animalescos. E trata-se de outra realidade: é a

Espiritualidade trabalhando aquela criatura, levando-

a até as profundezas para que ali alivie o sofrimento de uma outra criatura.

É assim que funciona o processo da evolução espiritual. Somos o que somos. Somos o que queremos ser.

Se queremos ser bons, pensamos na evolução espiritual; se queremos ser maus, temos toda a maldade à nossa frente para praticá-la.

Somos espíritos livres. Temos o nosso soberano livre-arbítrio para fazer e agir da forma que quisermos.

Só que tudo tem um preço a ser pago, e muitas vezes esse preço pode custar-nos muito caro, exigindo muito sofrimento para que seja paga tal dívida para com o Pai.

Há uma filosofia.Hindu e até na ciência espírita (psicometria) estabelecendo que tudo o que se faz, pelo som, pela imagem, se impregna no espaço. De tal maneira até a História que se desenrola no planeta estaria ainda viva, guardada no espaço?

A psicometria nada mais é do que o desenvolvimento de um estudo, de uma análise psíquica do mundo espacial, que é ainda o mundo material.

Não é ainda o Mundo Espiritual: este está muito além do mundo material, que é uma cópia daquele.

Q ue poderia dizer sobre a camada de ozônio que envolve a Terra, sua função, os efeitos de sua falta?

Um processo normal, natural.

Planta-se uma horta e não se tem o cuidado de retirar as ervas daninhas que ali vicejaram, não se tem a paciência de manter adequado o ambiente para a

germinação e crescimento das plantas desejadas.

O meio-ambiente é uma coisa muito séria: muito

carinho precisamos ter com ele.

De fato, não é uma mentira que teremos temperaturas mais elevadas. Também isso já estava escrito nas profecias bíblicas.

O aquecimento do planeta, já previsto há muito, é

um processo dentro da normalidade.

Mas a Terra permanecerá, irá ainda muitos milhões de anos à frente, com infinidades de encarnações. Não nos preocupemos tanto com isso.

ISMAEL ALONSO

3 - VIDA NO REINO MINERAL

3 - VIDA NO REINO MINERAL

Há no interior da Terra energias fluídicas sutis e desconhecidas do homem?

Muitas! E não somente no fundo da Terra, mas também por sobre a Terra.

Não, não necessitamos ir lá para o fundo da Terra para surpreendermos forças fluídicas ignoradas aos sentidos do homem.

No fundo da Terra existem dois polos de força: um negativo e um positivo. Em certos locais predominam fluidos positivos e noutros locais há fluidos negativos, aspirados através de canais subterrâneos.

Ora, respire-se ali nesse local negativo e adquire-se-

á uma enfermidade.

Podemos comparar isso às regiões pantanosas, quando se contamina da febre amarela em grande escala e onde há o princípio de deterioração que é maligno ao homem.

Está ali isoladamente acumulado um ambiente de vida perniciosa que pode levar ao desencarne.

Que poderia dizer sobre algum aspecto fluídico- energético das águas puras vindas das profundezas da Terra?

Tudo acontece na Terra sob os efeitos de uma matéria densa, fluidicamente pesada.

Todos os homens têm em si o princípio da violência

e da guerra de competição e sobrevivência.

Ora, forças fluídicas sobem, ficam vagando pelo espaço. Vapores condensam-se, vêm as chuvas e despejam tudo à terra; e quando a água passa pelos fluidos, contamina-se.

Mas tal não ocorre de uma forma que se imagina no plano terreno: pouco podem entender aí a tal respeito.

Há então uma transformação ao derramar-se tal matéria sobre o solo. As camadas minerais de pedras, de areia, de terra recebem as águas, filtrando-as.

Há o solo pobre, onde nada nasce, onde há somente argila na parte superficial: pois aí está um lugar rico do tipo de vibrações que fazem a terra tornar-se fraca, já que aí os fluídos também são fracos.

Mas, se formos descendo nas camadas do solo, vamos encontrando as rochas, os cristais já mais purificados. E quando subtraímos a água lá do fundo, aí temos aquela água sem contaminação, aquela água boa e saudável.

Bem se sabe, por exemplo, que, geralmente, se a água superficial é parada, não possui uma boa qualidade. Mas, na medida em que ela se movimenta, deslocando-se de um lado a outro, em que bate aqui e ali, ela tende a tornar-se pura.

Para o fundo da terra há uma imensidão de águas.

Mas encontramos também ali uma determinada parte em que a vibração é ruim, é pesada, porque ali se alojam ainda espíritos inferiorizados, e tão imperfeitos e diferentes, que talvez no vosso mundo ainda não se conheça, porque não tiveram ainda a oportunidade de estar aí, porque não adquiriram o necessário requisito de aperfeiçoamento para o reencarne na Terra.

A água, sendo formada de oxigênio e hidrogênio, dois dos primeiros elementos, não teria mais poder plástico ou magnético curador justamente por isso, ou seja, por estar ela originariamente mais próxima do fluido cósmico universal?

E' verdade. A mistura de hidrogênio e oxigênio, a que se chama água, está em toda parte.

Se analisarmos o nosso corpo material, veremos que setenta e cinco por cento dele é constituído por água.

Tudo se forma através dela: não existe vida sem água.

Quando não está ela em estado líquido, está-se a respirá-la no estado gasoso, em forma de ar.

A água é a essência da vida, é o órgão da vida. Nenhum ser vivo na Terra vive sem ela.

Se tomamos de um cristal, por mais belo que seja, e depositamo-lo num local completamente fechado e de que se retirou todo o oxigênio, sem contato nenhum com o ar, com a atmosfera, com a água, até ele acabará por se deteriorar.

Assim como as plantas e nós próprios necessitamos incondicionalmente da água, também os cristais não fogem da regra: todos somos filhos da água.

Mas há aqueles planetas em que não se tem o conhecimento da água.

Tudo se encadeia numa perfeita harmonia, mesmo na diversidade. Tudo é produto da maravilha criada pelo Pai!

Seria bem acolhida a água no próprio uso da homeopatia em virtude principalmente dessa sua identidade para com o homem, de melhor harmonizar-se com ele magneticamente?

Sim. A água é a vida, a água é tudo.

Os fluidos se transformam através do quê? Do oxigênio que está no planeta, da transmissão de um pensamento. 0 espaço entre as pessoas enriquece-se

do oxigênio, elemento entrando na composição da água. Ora, faltando ar no pulmão, como será transmitida a onda magnética?

Se isolarmos o pensamento numa ação, na força de aliviar uma enfermidade de um irmão a quem falta o oxigênio, aglomera-se ali o fluido vital como suporte de vida.

Oxigênio é vida, e nossa vida é também a água; sem água, nada somos na Terra.

Diremos, inclusive, sem espanto, que há até espíritos inferiores desencarnados que precisam respirar, que precisam de oxigênio.

Na evolução de seu aprendizado, depois já não precisarão mais do aparelho respiratório.

Atentemos: são espíritos vivendo num nível bem grosseiro, em planos bem inferiores.

Menciona-se na ciência da radiestesia que certos entroncamentos de águas subterrâneas podem causar o câncer, e que o pêndulo detecta certas emanações fluídicas noturnas que seriam perniciosas à saúde. Que há de fundamento nisso?

Sim, a água impregna-se de fluidos.

Quando estamos sujos, entramos debaixo de um chuveiro para nos lavar. A água suja decorrente, passando pelo corpo, vai passar por um orifício condutor qualquer.

Na medida em que ela cai ao solo, é benéfica também a algum sistema de vida que ali está:

microrganismos irão absorver os resíduos químicos dessa limpeza corporal, assim como também pode-se estar eliminando outra cadeia de vida.

Ora, o solo produz gases venenosos que, por leis físicas e químicas, têm de sair por algum lugar. E a água, assim como circula nas veias dos homens, circula também pelos túneis terrestres.

Em determinados locais, gases encontrarão saída, e

às vezes o farão onde estarão criaturas que os

aspirarão naturalmente.

Recentemente foi escrito um livro mediúnico referindo-se especificamente à parte do Mundo Espiritual dos oceanos, onde se refere inclusive à maior magnetização da água nesse ambiente fluídico.Que poderia dizer sobre isso?

Da água se vem, para a água se vai. Mas ninguém sabe daonde vem ou para aonde vai.

A água, como dissemos, é tudo: se não se vive com

ela nas profundezas, vive-se com ela nas superfícies.

Não existe na Terra uma maneira de viver sem ela.

Há espíritos que às vezes preferem fazer uma colônia no mar, assim como outros preferem erguê- la noutro local.

Muitos cientistas laboram sob a vontade de pesquisar o fundo dos oceanos; então, quando desencarnam, vão para aquele local, criam cidades imaginárias ou colônias espirituais.

É um mero prolongamento da vida corpórea. E ali fazem o que podem e querem.

Porque, como temos dito, se temos o nosso livre- arbítrio, podemos fazer o que quisermos, agir da forma que desejarmos, até quando nos barrem as limitações, até quando o Pai achar que é permitido.

Porque lá onde Ele acha que tentamos ultrapassar as barreiras impostas por sua sabedoria, aí vem o sofrimento, aí vêm os abismos, os segredos dos abismos.

Estudemos e compreendamos que lá no fundo das regiões abissais, através da dor e ranger de dentes, estaremos lançados para que nos lapidemos e arrependamos do que fizemos.

E, encontrando o sofrimento à frente, pensaremos um dia no progresso e em retornar à civilização.

Poderíamos dizer que no reino mineral já estão também os rudimentos do princípio inteligente?

Sim, podemos adiantar que já existem ali os seus primórdios.

De fato, quando já vige o princípio da vida, já existe uma organização imanente que um dia se tornará o princípio inteligente.

Não está ali propriamente esse princípio, mas a energia que em certo momento possibilitará a sua eclosão.

O princípio inteligente somente se forma com a ação concreta do espírito.

Já existe um substrato de energia que no futuro permitirá a sua manifestação

Isso mesmo. É como um bebê: o espermatozóide que o originou não é o espírito, mas já é uma cadeia de energias que um dia alojará o espírito.

Da mesma forma no reino mineral: na sua cadeia de vida primitiva, não é o espírito, mas prepara-se para que o princípio vital receba o princípio inteligente.

Alguns estudiosos observaram que, colocados um cristal perto do outro, começaram a manifestar

mudanças de côr, um tomando a côr do outro. Que pode comentar sobre esse fato recente?

Os cristais têm a sua energia, a sua forma de vida que se comunica através das luzes, das vibrações.

Há determinados cristais que produzem uma onda magnética tão forte, que através da energia calórica provocam queimaduras nas pessoas.

Ao colocá-los em posição ideal em relação ao Sol e, através dele, projetar-se a luz em vosso corpo, sentir-se-á a sua potência calorífica.

0 cristal também envia ondas magnéticas a outros cristais, refletindo a luz solar. Muda-se de côr permanentemente.

É, de um para outro, a transmissão de ondas magnéticas, da mesma maneira que no nível humano processa-se uma transmissão de pensamento de uma a outra pessoa.

Isolando-se um cristal, nota-se que ele como que perde a riqueza de côr. Agrupando-se-lhe a outros, percebe-se que ele se enriquece. Isto porque nele se manifesta também uma forma de vida, ainda desconhecida ao homem.

Este verá no futuro a grande energia do cristal, não com intensidade tão avantajada quanto a de si

próprio, mas já com um princípio de inteligência.

Sabemos que a formação natural dos cristais neles está relacionada com a temperatura ambiental, a ocasionar-lhes formas e cores diferentes. Tais diferenças calóricas não impregnariam conhecidas e benéficas propriedades fluídicas do interior da Terra?

São os minerais que se transformam, que evolucionam, que se agrupam na natureza e devagar vão tomando suas formas cristalinas.

Um processo muito demorado: bilhões e bilhões de anos são necessários para que se formem os cristais.

Processo tão lento quanto a própria formação do planeta.

E o que foi perguntado: esse processo lento, que talvez, ao longo do tempo, dessa transmutação, ensejaria a captação de energias fluídicas primitivas de cuja existência e efeitos

Sim, e talvez não o alcançaremos facilmente.

Talvez tenhamos de trocar de planeta para surpreender uma organização desse tipo: origem, transformação e morte de um cristal, este perdendo também a sua forma, adquirindo outra forma.

Por que será que há o cristal vermelho, o cristal amarelo, o cristal azul? É a evolução transformativa.

E dentro de tal íntima força vai explodindo uma

grande energia vital.

E os princípios e elementos que se aglomeram na

sua estrutura talvez promovam uma troca mútua de energia propiciando o desenvolvimento de uma nova

forma de vida.

Então, se os cristais têm o seu tipo próprio de energia, cada um diferenciado em si mesmo quanto à qualidade e potência, influenciarão também, de maneira diferenciada, os vários tipos de solos e plantas medicinais?

Perfeitamente. Para cada solo uma planta diferente.

Muitas vezes tomamos de uma planta para fazer um

medicamento e notamos diferença na qualidade. Um

e outro locais diferentes produzem qualidade desigual.

Se o solo é diferente, a planta produz medicamentos diferentes.

Assim é que às vezes temos de alterar fluidicamente

a planta para que consigamos atingir o objetivo, ou

seja, elaborar o exato remédio de que necessitamos para o tipo de enfermidade exigido.

Por isso é que torna-se muito complexo o estudo de raízes e plantas. É preciso entender bem de tal ciência.

É necessário tomar das raízes certas, porque a planta

certa às vezes não serve à enfermidade indicada, justamente porque o solo não está indicado para ela.

E há influências de energias magnéticas também

Sim, e nesse aspecto os cristais são muito benéficos.

Sem dúvida, todos deveriam ter cristais em casa

E podemos vislumbrar para o futuro um melhor aproveitamento dessas energias, não é mesmo? Por que hoje ainda vemos um conhecimento e uso muito empíricos sobre isso, não é verdade?

O homem ainda não a conhece. No dia em que descobrir tal energia e canalizá-la ao bem, aí sim poderá aplicá-la no combate a enfermidades difíceis que teremos pela frente.

Teria fundamento a ciência que preconiza tal e tal tipo de cristal para tal e tal tipo de pessoa, tentando obter energização benéfica?

Sim, há mesmo muito sentido nisso. Mas

presentemente não há como o homem ainda acertar isso como uma ciência exata e aplicável.

Não há ainda condição de conhecimento para destinar específicos cristais para esse ou aquele.

Contudo, podemos seguramente afirmar que a energia do cristal é benéfica ao homem, bem aplicada. Porque do cristal emana luz, é ele fonte de energia, como temos dito.

Observando bem locais mais enriquecidos com certo tipo de cristal, vê-se bolas de fogo se erguendo do chão. Isto já foi até visto e comprovado pelos homens.

Realmente, o cristal tem o poder de exercer os efeitos de uma certa energia que nos pode ajudar de certa maneira, mas não para eliminar os nossos problemas de vida mundana.

Nada disso! É apenas para concentrar, para enriquecer um pouco o nosso princípio vital. Numa harmonização, energias e fluidos interagem e se unem aos nossos próprios fluidos humanos.

Sem dúvida que os cristais passam-nos uma energia. Repetimos: é muito bom tê-los dentro de casa.

Podemos então estabelecer que há uma relação entre os cristais e algum tipo de terapia?

Sim, há uma terapia em torno dos cristais.

De fato, o cristal é rico em energia. No dia em que o homem descobrir tal força e utilizá-la beneficamente não para provocar raios destrutivos nas enfermidades, estará vencido em grande parte o câncer.

Os espíritos, desde o plano espiritual, poderiam ver algum tipo de radiação ou aura luminosa nos cristais?

Sim, vemo-lo e estamos constantemente em contato com essa realidade. E podemos assegurar até que muitos espíritos dependem da energia das rochas e dos cristais.

Há sim espíritos que se projetam diante dos cristais, porque acreditam que assim valorizam o seu interior recebendo as luzes cristalinas.

Agem eles como os encarnados terrestres que criaram também uma ideologia semi-científica baseada nos cristais.

Há aí criaturas que se servem deles formando pirâmides, permanecendo sob elas, acreditando que tal força dos cristais tem influência positiva sobre si, pode controlar a sua vida ou limpá-la das

enfermidades.

Ora, quando tais criaturas desencarnam sob esse regime de vida prática e ideológica, com essas intenções e esses costumes, também no Mundo Espiritual procuram os cristais para tentar alívio às enfermidades, já que ao outro plano carregam seus desequilíbrios físicos e psíquicos.

Procuram então tocar as partes enfermas nos cristais ou projetam-se à frente deles para receber as suas vibrações, tentando amenizar o seu sofrimento.

Quanto ao uso de cristais na agricultura como captadores de certas energias positivas da terra e do cosmo, benéficas às plantas, será que isto teria um fundamento?

Sim, bastante, assim como a própria luz exerce a sua influência sobre a vegetação, de uma maneira diversificada.

Observemos, num simples exemplo, como o girassol influi no solo: numa lavoura em que existe anexada tal p]anta os frutos são maiores.

Também assim quanto aos cristais. Estes absorvem os raios solares com intensidade tão grande, que as plantas à sua volta ganham mais força.

Observando o girassol, vejamos como ele roda, circula acompanhando o Sol, captando os raios solares, transmitindo-os às plantas que estão à sua volta.

E, como ele, o cristal exerce o mesmo tipo de força, protegendo e enriquecendo as raízes.

Deve haver então uma relação entre a energia do cristal e a energia do Sol

E' o que ilumina, o que dá forma num planeta extinto, onde não há uma forma de vida, onde talvez não é clareado ainda pelo Sol.

Vemos que aí os cristais vão-se enriquecendo e criando luzes próprias. Uma ação muito desconhecida ainda pela ciência ou pelos olhos humanos!

Ocorre que quando há pouca intensidade de luz, o astro se enriquece com a luminosidade refletida pelos cristais. Na parte do universo em que estão, eles dão luz aos astros circunstantes.

O uso empírico das bolas de cristal pelos cultores da magia e adivinhação não seria a lembrança vaga de uma ciência bem mais antiga, quando se usava melhor tal energia?

Necessitamos muito dos cristais e de sua energia.

Mas é certo que através deles não se adivinhará pensamento da vida de ninguém.

Porque de fato os cristais não carregam tal poder. Porque o próprio homem, que é muito mais do que o cristal, não tem esse poder: é-lhe tão mais superior e não é capaz de prever o futuro.

Por que então alguém pensaria que o cristal seria capaz disso?

Não tem mesmo fundamento, e seria como o uso das cartas de baralho, ou seja, apenas um suporte psíquico, não é assim?

Isso mesmo. Projeta-se na mente. A coisa mais fácil é fazer adivinhação. Fala-se cinquenta ou mais palavras diferentes, talvez acertando-se dez ou doze.

E as pessoas contentam-se com isso. E os obsessores também atuam e se divertem com as criaturas, com suas credulidades, com suas trapaças, com sua ignorância, com sua boa fé iludida.

Entenderemos então que tais bolas de cristal são uma maneira errônea de interpretar uma ciência antiga que talvez usasse o cristal de uma forma e para fins bem diferentes?

Sim. E não se usa o espelho para adivinhações? E não seria até bem mais fácil ?

Consta que os antigos atlantes usavam a energia dos cristais, refletindo cargas fluídicas à distância através deles. Têm fundamento tais revelações?

Sim. Os cristais são muito enriquecidos em energia, como já temos dito.

Quando falamos de cristais, evidentemente que não estamos falando somente de pedras preciosas, mas também dos minerais brutos em geral.

Ora, tais minerais têm com eles a essência da vida. Projeta-se-lhes também energia.

Há o cristal com maior intensidade de energia e há aquele que tem menos energia.

Os cristais mais brilhantes carregam uma força vibratória mais intensa. E há aqueles mais fracos.

ISMAEL ALONSO

4 - VIDA NO REINO VEGETAL

4 - VIDA NO REINO VEGETAL

Quando se usa remédios de plantas, às vezes se agrupam mais de uma dezena delas num mesmo composto. Não haveria entre elas, vista melhor do Além, alguma incompatibilidade fluídica, exigindo dos espíritos um meio especial de neutralizá-la?

Plantas são sempre plantas e todas têm o seu valor.

Quando se agrupam várias pessoas em auxílio de uma só pessoa, todas vibram numa mesma e única sintonia, e assim se consegue fazer com que aquelas criaturas que estão enfermas se restabeleçam da enfermidade.

Tracemos uma analogia disso para com o uso das plantas. Quando se corta os vegetais para uso medicinal, sabe-se que o que pode ser mal usado de um jeito, pode ser bem usado de outro jeito.

Imaginemos um trabalho feito através de um passe. Se aplica-se um passe sozinho, forma-se um tipo de corrente, mas se há centenas de pessoas vibrando ao mesmo tempo, aumenta-se o potencial da corrente.

Tal a teoria do passe: com a multiplicação de forças, a intensidade energética é maior e os resultados também.

Assim com as plantas: na cura, umas auxiliam as outras.

Que poderia dizer, se não quanto à descrição, pelo menos quanto às funções de aparelhos médicos espirituais usados pelos irmãos socorristas e pelos médicos do Além?

Existem numerosos tipos de aparelhos, de toda espécie que se possa imaginar.

Eles são plasmados: constitui-se um aparelho imediatamente, se dele se necessita.

Diante de um determinado câncer na cabeça, necessita-se então abri-la e retirá-lo, e para isso usa- se um aparelho especial para eliminar o tumor.

Imediatamente agüizam-se dez, vinte, cem espíritos, de acordo com a necessidade, e plasma-se um aparelho destinado à elaboração de fluidos.

Tudo funciona como aí na Terra. Tudo é fluido, retirado do fluido cósmico universal, mesmo uma liga de aço.

Quanto à conservação dos remédios dentro dos frascos, como enxergam os espíritos aqueles que já venceram: há algum indício físico melhor observável daí?

Remédio é sempre remédio. Matéria é sempre matéria. Vossos próprios olhos podem ver quando

está ou não vencido o medicamento, principalmente nesse tipo que trabalhamos, assentado na fitoterapia.

Ora, um remédio simplesmente visto como remédio vai sempre continuar como remédio, aí como aqui.

Muitas vezes passa por um processo de fermentação, vence no tempo de uso, e ao abrir-se o frasco constata-se claramente que ele está estragado.

E daqui nada acrescentaríamos sobre isso, nem é preciso que a Espiritualidade atue nesse campo: não há diferença, não há necessidade. Seria desperdício de tempo.

Por ponto de vista do vencimento, que pode dizer quanto à conservação do princípio ativo das plantas nos recipientes? Há alguma indicação mais sutil que possa acuradamente ser mais observável desde o Mundo Espiritual, ou simplesmente há aí o fator tempo, sem outras interveniências ?

Tudo tem uma razão de viver, uma razão de ser. As plantas também têm o seu determinado tempo.

Tudo é bem observável na natureza. Quando uma árvore morre, já lançara centenas, milhares de sementes para que outras plantas retomassem a chama da vida.

E' assim constantemente. Mas todos os vegetais,

toda a natureza é comandada pela Espiritualidade

Maior, pelos espíritos que trabalham nessa área.

É preciso lembrar que todos nós temos uma ocupação específica no Mundo Espiritual. E trabalhamos incessantemente.

Há espíritos que se dão bem trabalhando na natureza, e somente nela, mormente no reino vegetal, na imensa flora.

Outros espíritos somente laboram junto aos animais.

Que poderia dizer sobre os efeitos fluídicos das benzeduras com plantas? Como a Espiritualidade enxerga esse processo?

Uma benzedura é um passe magnético. E ninguém pode discordar de sua realidade, de seus efeitos.

A benzedeira está também praticando um passe

fluidomagnético, embora às vezes sem conhecimento disso.

As plantas também exercem uma força magnética sobre nós. Nosso corpo produz germes sobre os quais as plantas exercem um efeito, atingindo os centros de força.

Observando uma criança submetendo-se a uma

determinada benzedura, tocando-se-lhe o estômago com um ramo de hortelã, vê-se que a energia da planta faz com que os vermes se acalmem, já que eles muitas vezes podem levar uma criança a uma convulsão, ou mesmo ao desencarne.

Ao movimentar-se os ramos, exerce-se um poder enorme no interior do estômago, ainda pelo seu forte odor, e tal força vibratória age eficazmente no sentido de acalmar os vermes.

Assim se faz quando o ser humano está com o estado nervoso alterado, atacado por um obsessor:

recolhe-se a uma câmara de passe, mediante o que o obsessor é retirado.

Da mesma forma quanto às plantas, que também têm a sua missão: uma serve para isto, outra para aquilo.

Na natureza tudo se assimila à harmonia, cada planta tendo o seu legítimo poder e aroma.

Diz-se de certas plantas que afastam o mal-olhado. Mas não é bem assim; pois em si mesmas tais plantas não têm como exercer tal energia, embora carreguem uma energia própria emanada do seu veneno: comendo-as, constatamo-lo, podendo até ocorrer o desencarne por intoxicação. Mas, partindo desse fato, as pessoas criam em torno de tais plantas uma certa vibração, a qual atua em volta delas, e,

recebendo-as, fá-las retornar.

Recebemos e emanamos bons ou maus pensamentos.

E da mesma forma quanto à nossa relação para com

os vegetais: se recebem boas vibrações, transmitem boas vibrações, e se as recebem más, transmitem-nas assim.

Então a força fluídica ativada pela benzedeira potencializa o poder fluídico-terapêutico da planta, como, por exemplo, no uso de um ramo de arruda?

Sim. Da mesma forma quando se ajoelha diante de uma estátua, adorando-a como se fosse um deus.

Que ocorre? Não é ali depositada uma força poderosa que é capaz de curar as pessoas? E quem o fizer, da mesma forma, usando um toco de madeira, retirará dali a mesma energia de que foi insuflada.

0 que aí manda são as nossas forças, as nossas vibrações, os nossos fluidos emanados e dirigidos até um objeto. Funcionamos como um transceptor que tanto emana como recebe.

E da mesma forma são as plantas.

Quanto ao trabalho espiritual que realiza usando as plantas terrestres, teria alguma coisa em especial a elucidar?

Todas as plantas são remédio, são cura. Mesmo os antibióticos são retirados de alguma planta. Necessitamos bastante delas.

Assim em nosso trabalho: vendo a necessidade do remédio, valemo-nos desse ou daquele vegetal.

Às vezes uma planta é venenosa e assim buscamos uma outra planta diferente, mas usando o seu princípio ativo, com o mesmo efeito.

Exemplo: usamos uma planta abortiva que evidentemente não pode ser ativada com tal efeito, para que não se provoque o criminoso abortar de uma criança.

Para eliminar de tal planta tal efeito abortivo, acrescentamos uma outra essência que elimina ou neutraliza todo esse efeito, passando a prevalecer somente as suas outras propriedades curativas.

E é por isso que os laboratórios terrestres estão bem longe daquele do mundo invisível, por desconhecerem até o teor e as propriedades dos princípios ativos.

Daqui produzimos, às vezes, apenas um anestésico utilizando uma planta, evitando a dor.

Pode-se, às vezes, esgotar o fluido de um médium numa cirurgia espiritual, ao abrir, por exemplo, o

abdómen de uma pessoa, e na medida em que o fizéssemos, não encontraríamos o fluido suficiente para ultimar a cirurgia, o que nos tornaria incapacitados de desmaterializar um possível tumor.

Ora, tal operação cirúrgica de corte é trabalho para os médicos da Terra, porque para isto eles estão aí.

Já nosso propósito, nossa finalidade é somente de fazer a cirurgia espiritual, e aí trata-se da manipulação de fluidos sutis, fazendo com que eles penetrem no campo magnético do enfermo e elimine a enfermidade ali existente.

Por tais razões são também de importância as plantas: com elas criamos um anestésico que, aplicado ao enfermo, permite-nos fazer a cirurgia.

E com isto a criatura verá e acreditará que está sendo

cirurgiada, pois não fora isso e não guardaria o repouso necessário nem tomaria o remédio que lhe preparamos.

Muitas vezes induzimo-la a tomar o remédio, para que a cura venha através dele. Mas também, fartas vezes, somente ao tocarmos nas pessoas já as curamos.

E às vezes somente com o tom de nossa voz, com

uma forte vibração, a pessoa já é curada.

Tais anestésicos vegetais não funcionam às vezes no

sentido de uma economia de fluidos?

Também, porque bastas vezes necessitamos de um fluido em dado momento e não o encontramos facilmente.

Temos então de trabalhar com o que temos à mão, valendo-nos de um expediente que evite um desperdício.

Assim é que as plantas exercem uma função deveras importante em nosso trabalho.

Quando tomamos das folhas, raízes, galhos, casca de uma árvore, isso representa um valor terapêutico enorme.

E por tal razão é que um nosso sábio irmão cacique nos auxilia nessa área, de que é profundo conhecedor.

Ele pede sempre que, ao ser arrancada uma árvore ou parte dela, seja feita uma prece em benefício de tal vegetal.

Ora, emanamos energia positiva perante o vegetal. E quando retiramos-lhe pedaços e aplicamos-lhe um passe magnético, estamos vibrando para que a planta novamente venha a vingar, trazendo-nos nova raiz curadora.

Falando então dos remédios da ciência terrestre, além dos efeitos colaterais que existem em função dos princípios ativos, haveria aí a questão contrária ao que acabou de dizer, ou seja, da influência negativa nos remédios pelos seus manipuladores?

Sim, influindo muito mesmo. No nosso caso não, porque é um trabalho mediúnico controlado espiritualmente.

Não é o médium quem atua, e sim espíritos que atuam sobre o médium, sem o que não se conseguiria o objetivo da cura.

Porque pode-se colocar uma substância, inadvertidamente, no paciente e provocar o seu desencarne. E é por tais razões que se vê tanto laboratórios que não dão conta de controlar o perigo das ervas.

Lembremos que quanto às plantas estamos agindo num terreno perigoso, de vida e morte. Apenas um exemplo: o barbatimão é uma erva muito poderosa na cicatrização e no fechamento das artérias.

Há então um remédio de formulação nossa, o Cardíaco, que utiliza tal planta, mas acompanhado de uma outra substância que inverte totalmente o quadro perigoso do estreitamento e obstrução de veias e artérias.

Tal substância penetra em todos os canais, neutralizando a ação de um remédio com outro remédio conjunto, onde far-se-á ativa somente a ação cicatrizante.

Estiquemos ainda o exemplo: se uma pessoa portadora do mal de angina tomar puramente o barbatimão, encontrará o desencarne ao estreitarem- se as veias do coração.

Tais os perigos dos remédios manipulados!

E por tais razões é que todas as pessoas que

trabalham na tarefa mediúnica de curas, de preparação de remédios, têm que encontrar-se devidamente preparadas.

Bastas vezes temos que isolar centenas e centenas de influenciações das pessoas que estão assistindo ou participando da manipulação de remédios. Exige-se uma concentração, um trabalho maior do médium.

É um trabalho cansativo, o que se observará

facilmente ao término de tal trabalho de

manipulação mediúnica de medicamentos.

Usamo-lo demais, esgota-se considerável parte de suas energias para um trabalho dessa natureza.

Num trabalho de manipulação de medicamentos homeopáticos, maior teria de ser tal preocupação de

neutralizar energias, em virtude de ser mais fácil a impregnação fluídica? Não seriam aí fluidos mais sutis?

Sim, é verdade. E vejamos como o reino vegetal, de que depende essa terapia, é um reino de que depende toda a existência do homem.

Este não viveria sem aquele. E da mesma forma o reino vegetal não vive sem o reino mineral: uma cadeia biológica natural, onde uma faixa de substância sustenta outra faixa.

Observemos o reino mineral oferecendo substância para que a árvore cresça, para que as plantas germinem incessantemente, integrando uma cadeia em perfeita harmonia.

Quando caem as folhas das árvores, vemos como ali vivem os pequenos insetos e os microrganismos. Do mineral ao vegetal, do vegetal ao animal: aí está a sequência da energia da vida.

E de onde vem esta? De uma diversidade de locais distantes do espaço cósmico. E vem do vosso próprio corpo, onde imanentemente está impregnadando minúsculos seres vivos.

Quando desencarnamos, enterrados no solo, na medida em que o corpo é devorado, aqueles vermes não acabam ali: nas interligações e transmutações do

reino mineral, ali a vida se dispersa pela terra.

Quando abordamos restos mortais em que a decomposição já se ultimara, em que somente resta o esqueleto, não encontramos mais os vermes ali: nem a presença, nem a energia, nem o fluido deles. Ficam em um estado sutil, imperceptível, invisível, de vida imanente?

Sim, ficam em estado de preparação transformativa, onde os fluidos estão penetrados na terra com minúsculas formas de vida e se estendem a todo o complexo do reino mineral.

Teríamos outros exemplos dessa sutileza de vida: o relâmpago globular, de que já falamos, ou ainda os meteoros. Ali estão depositadas minúsculas e multiplicadas diversidades de vidas que caem à terra.

São quantidades incalculáveis de seres microscópicos que um dia virão a se desenvolver, se transformar, tudo em perfeita harmonia, sem que nada se perca.

Erramos ao pensar que isso ou aquilo, a vida está se acabando; transforma-se, transfere-se a outro sistema.

Mas há sempre a ação daquele terceiro fluido, daquela terceira energia, desabrochando, fazendo com que surja novo e novo ser, nova e nova vida.

0 que é imperfeito e imprestável à nossa análise

humana é perfeito e prestavel à economia universal.

0 que parece maléfico para tal coisa e tal sistema é

benéfico para tal outra coisa, outro sistema vital.

E assim sucessivamente, numa cadeia de aprimoramento onde acompanhamos o restabelecimento contínuo, infindo, das energias, que são captadas, somadas, depositadas aqui e ali.

Mos três reinos vemos perfeita cadeia interativa de energias e de vida, tudo se aglomerando, tudo se aperfeiçoando, até chegar no seu estágio final, que é o homem.

Os iogues da índia fazem germinar e crescer uma planta instantaneamente, apenas concentrándose sobre elas. Como explicaremos tal fenômeno?

Qualquer um pode fazer isso; basta querer, ter plena vontade.

Ou basta adquirir amor por elas, auxiliá-las, ativá-las através de passes magnéticos, passando-lhes o sentimento vivo de amor, fazer isso com uma intensidade de força tão grande que ela possa receber tal vibração.

Recebendo carinho através do fluido lançado sobre ela, vingará tão rapidamente como uma árvore que está crescendo no seu âmbito natural.

Todas as plantas necessitam de nossas vibrações de amor, tanto quanto também nós precisamos delas, tanto quanto elas nos auxiliam absorvendo gás carbônico e produzindo oxigênio.

E temos de retribuí-lo com amor, com carinho, com boas vibrações, emanando sempre bons pensamentos em sua direção, jamais arrancando indiscriminadamente seus galhos ou folhas.

Auxiliemo-las na medida do possível, através das correntes mentomagnéticas, assim como somos capazes de vibrar positivamente ao exercer a cura de um enfermo.

Um cacique de tribo de índios brasileiros mencionou que uma nossa espécie de planta tem característica tanto feminina como masculina, e que para uso medicinal deve-se usar somente a masculina, uma vez que a feminina teria efeito contrário. Há fundamento nisso?

Sim e bastante. Da mesma forma que na biologia terrestre comenta-se de corpos animais com duas cabeças.

Se um corpo produz duas cabeças, ele logicamente anima dois espíritos, duas diferentes individualidades.

Dessa forma temos também casos similares de bipolaridade no mundo vegetal.

Ora, já temos pleno conhecimento de plantas cujo uso é benéfico numa enfermidade e maléfico noutras.

Esses dois atributos diferentes colocam duas formas de uso no homem: interno e externo.

Há, por exemplo, uma planta que atende essa verdade.

Uma parte é muito benéfica às feridas, ao câncer, principalmente de pele, e altamente anti-infecciosa; a outra parte cura externamente uma lesão, quebradura onde não haja esfolamento na pele.

Que pode dizer sobre a origem das plantas, ou sobre o poder notável de seu surgimento e adaptação?

Aproximemo-nos, por exemplo, de uma floresta toda fechada, sem chance de que no solo à sombra germine uma planta.

De repente surge uma plantinha, nativa, cuja espécie nunca se viu naquela região. Sua semente não fora trazida por animal nenhum.

Talvez planta nova, diferente de todas as demais espécies.

Observemos um local totalmente fechado e abafado, sem aparente possibilidade de germinar uma planta, e mesmo assim isso ocorre.

É o poder extraordinário da natureza!

Aí no Além é usado o próprio pensamento na geração e desenvolvimento dos vegetais?

Isso mesmo: como cresce aí, cresce aqui. Há a produção de frutos nas estações certas, acompanhando o ritmo da natureza, da mesma forma que aí na Terra.

Há também musgo, bolor, plantas feias, murchas, sem côr, sem vida.

A natureza existe para servir ao espírito, e não o

espírito para servi-la.

Onde o espírito está, ali está a natureza, que a bondade do Pai criou para que dela se utilizem os seres e, através da evolução, um sirva ao outro.

Ha' informações de que em alguns planetas certas plantas são tão estranhas que até apresentam uma luz própria. Há alguma notícia em torno disso?

Sim, temos notícia.

Cada planeta tem a sua vegetação própria, as suas espécies de vida, de acordo com a sua evolução.

Em alguns a vegetação é muito mais grosseira do que a da Terra, e já outros apresentam-na em pureza maior do que a do nosso ainda imperfeito planeta.

Ali é onde os vegetais se aproximam mais da vida animal. Tal a evolução do planeta, tal a evolução dos vegetais.

Tomemos o exemplo do solo da Lua: é bastante pobre. E como ela há infinidades de satélites perdidos pelo espaço, onde o solo é ainda morto.

Se existem ali os nutrientes, não há formas de energias e fluidos que pudessem materializar-se, reagir com eles, formar uma planta ou outro organismo.

Há mundos já bem mais adiantados, assim como os há bem mais atrasados.

espírito e sua evolução vigem de acordo com a evolução do mundo em que habitam.

Todo mundo é como uma célula do nosso corpo:

também é protegido por uma capa de fluido vital, assim como a própria Terra possui também a sua camada de ozônio, a sua atmosfera como proteção, esta impedindo a entrada de enfermidades externas, certas radiações inadequadas ao princípio de vida do nosso planeta.

Muitos planetas também morrem biologicamente. Por que? Para darem vida ainda a outra vida, o que também está dentro das necessidades e das leis do universo.

Quando o astro perde a sua luz, todos julgam que perdeu a sua vida.

Contudo, quando todos pensam que ali tudo é morte, ali se está formando uma nova vida, talvez através de uma explosão ou outro tipo de transformação fluídica.

E novamente a vida pode lá surgir. E assim sucessivamente. Nada realmente se perde, tudo se transforma. As mesmas leis naturais aí conhecidas regem o universo.

Essa a Obra que o Criador coloca em nós e sobre nós, para que a contemplemos.

Todos estamos a caminho da luz, a caminho da redenção.

Que pode dizer sobre o magnetismo dos vegetais? Como os espíritos enxergam a aura das plantas?

De fato, tudo tem aura: até o solo, a terra, as plantas.

Aqui como aí, podemos observar a riqueza, a diversidade do reino vegetal.

Vejamos, por exemplo, as plantas que atraem insetos através do odor, prendendo-os a si, transformando- os em produto de sustento, um adubo à nutrição.

A planta vale-se daqueles nutrientes por um mecanismo de instinto, valendo-se assim da putrefação dos pequeninos seres vivos.

Cada planta produz os seus próprios efeitos de vida.

Tira-se o remédio de uma e outra, na sua grande variedade de espécies, tanto quanto acontece com as individualidades humanas: cada uma pensando de uma maneira própria.

Quando uma pessoa está cuidando com carinho de uma planta, dá para observar aí, no plano espiritual, alguma alteração na aura das plantas?

Sim.

Todas as vezes que se aproxima de uma determinada planta e nela se aplica como que um passe, toca-se nela com carinho, da mesma maneira que se o faz numa pessoa, pode-se perceber o seu agradecimento e o fato de produzir um fruto melhor.

Tudo isso já foi bem comprovado pela ciência.

Há muitas pessoas do planeta, mormente nossos irmãos do Oriente, da Ásia, que conversam com as plantas.

Eles levantam de madrugada para acariciar as plantas, para depositar-lhes um fluido benéfico, para que elas produzam mais. Isso também é comprovado.

E ocorre que tantas vezes eles não permitem que as pessoas se aproximem das plantas, por saberem da existência de correntes mentomagnéticas que são capazes também de prejudicá-las.

Assim sendo, atinjamos as plantas com as boas vibrações, com bons pensamentos.

Dessa maneira conseguiremos passar ainda mais vida às plantas, que elas nos transfiram melhor oxigênio e melhores raízes.

E quanto ao magnetismo das plantas venenosas, será que a sua própria aura já não prejudicaria as pessoas que se lhes aproximam ou permaneçam em

prolongado contato com elas?

Não, de forma alguma. Prejudica-se quem ingerir- lhes o princípio ativo.

Mas as plantas nos dão tanta coisa útil! Uma delas, que às vezes é veneno mortal se ingerida, às vezes pode ser também benéfica, dependendo evidentemente da dosagem na aplicação.

Nesse contexto, não existe planta completamente má: este é um conceito relativo.

Às vezes há plantas repugnantes e evitadas em virtude de seu leite venenoso, e mesmo assim são poderosos recursos no uso medicinal, como, por exemplo, algumas que são o mais excelente remédio nos casos de micose.

E, paradoxalmente, ao tocá-las em seu estado natural e bruto, sem a devida cautela e adequada manipulação, elas queimam a pele enquanto seguramente curarão as micoses, ou mesmo o assim chamado olho-de-peixe, ou calo nos pés.

Assim, tudo o que é aparentemente ruim, se for trabalhado, passa a ter efeito benéfico.

Da mesma forma enxerguemos uma criatura considerada má: trabalhando-a com carinho,

agilizando a força dos amigos, conseguimos convertê-la ao lado bom tanto quanto a humanidade, após estudar e bem usar as plantas de que falamos, muito se beneficiará delas.

Ligando-nos agora à pergunta formulada, digamos que não há como a planta atingir apreciavelmente as pessoas à distância.

Isto porque os princípios magnéticos delas são bastante inferiores em relação ao homem.

0 magnetismo humano é enormemente mais progressado do que o do vegetal.

E, doutra parte, como encarar a questão da planta eliminar o mal-olhado, as influenciações humanas negativas?

Entendamos que não é a planta em si mesma que faz isso.

Ocorre que as pessoas depositam confiança em tais plantas, diante da imaginação e dos fatos temíveis a possivelmente acontecerem.

Não são somente das plantas que se valem as pessoas nessa crença de impedir as influenciações maléficas: muitas põem um objeto, um sapato, um balde de lixo, uma vassoura atrás da porta, para que a visita vá logo embora

Ora, a planta ou o objeto em questão não têm em si qualquer energia própria que possa agir no fim colimado. A energia aí incidente vem das correntes mentais e do magnetismo das pessoas envolvidas.

Assim, tais forças é que formam uma corrente vibratória com poder suficiente a expulsar as pessoas indesejáveis no local.

Da mesma forma é um rosário que se pega para rezar. Antigamente tanto se o fazia, usando contas ou despejando água pelo pescoço para evitar mal- olhado. E da mesma forma se usava e usa os amuletos.

Repitamos então que o poder não está aí nos vegetais ou objetos, mas nas correntes mentomagnéticas humanas, perante as quais as plantas estão muitíssimo distantes para se lhes irmanar ou competir.

Noutra linha de argumento, bem sabe-se também que em nosso planeta não há notícia de qualquer planta com evolução tamanha que lhe permita devorar o homem. Isso se vê somente em lendas, em romances, pois na realidade não existe.

Há, por exemplo, cipós venenosos que, como já se disse, são em alguma coisa benéficos ao homem.

Existe aquela planta que, em se lhe apro¬ximando, transmite uma coceira, como, por trivial exemplo, a tão conhecida aroeira.

E' semelhante a esta última, muitas árvores há com a mesma propriedade. Mas jamais qualquer planta exerce maior força magnética do que o homem.

A pergunta anterior queria referir-se a algumas possíveis pessoas que seriam tão sensíveis a ponto de não necessitarem de tomar o remédio de uma planta, beneficiando-se dela à simples aproximação, atraindo o seu princípio ativo magneticamente e a pequena distancia. Que diz disso?

O princípio do vegetal é ainda muito fraco.

Talvez em outros planetas haja tais plantas com tal capacidade de emissão que possa curar à distância, mas não ainda no nosso planeta.

Numa comunidade mística da Suécia, constituída por espiritualistas vivendo numa fazenda isolada onde os nutrientes são raros, vále-se das orações e as plantas se desenvolvem maravilhosamente bem, com um tamanho bem maior do que seria na normalidade e naquelas condições. Que diria a respeito?

Levando-se plantas a um templo religioso e depositando-se num vaso, enquanto, doutra parte, coloca-se idênticas plantas e vasos numa casa

qualquer, nota-se que as da igreja demorarão mais para fenecerem.

Isso porque as plantas necessitam de carinho, de amor, porque também são obra do misterioso Deus, que ainda deixa muitos mistérios em torno de nós, para que aprendamos e evoluamos.

Quando se busca uma planta com tais vibrações de amor, quando se lhe ministra um passe magnético, quando se conversa carinhosamente com ela, o fruto é maior, mais belo.

Da mesma forma que utilizamos uma corrente mentomagnética para prejudicar uma planta e até murchá-la, também podemos inverter essa polaridade, lançando-lhe um fluido benéfico, pelo que visivelmente ela agradecerá.

Os vegetais são como nós: filhos de Deus. Devem ser tratados com carinho.

ISMAEL ALONSO

5 - REINO HOMINAL:

ENCARNAÇÃO

E

DESENCARNAÇÃO

5 - REINO HOMINAL: ENCARNAÇÃO E DESENCARNAÇÃO

Bem sabemos que o espírito é eterno, indestrutível. Há, porém, certos mentores que afirmam que o espírito passa a ser definitivamente eterno somente a partir do momento em que adquiriu a forma humana, em que não é mais suscetível de encarnar a forma animalesca. Este é um assunto polêmico, porque leva a se considerar um bloqueio definitivo, ou seja, até a morte do espírito. Que diria sobre isso?

O espírito é imortal; apenas a matéria morre. 0 espírito é de Deus e jamais se acaba.

Quando temos de habitar outros mundos, temos então de mudar completamente o nosso perispírito para que a eles esteja adequado.

Ora, muitos acreditam que, com tais procedimentos adaptativos, está morrendo o espírito, mas não é assim; é apenas uma certa transformação para penetração fluídica de um a outro mundo, de uma a outra condição de vida.

Espíritos de milhões e milhões de anos preparam-se e aperfeiçoam-se através das reencarnações. Quando é-lhes lançada a ordem superior para que se modifiquem e se transfiram ao Mundo Espiritual, objetiva-se fazê-los adquirir nova forma em outro

plano material, há que se fazê-lo observando processo normal de modificação. E alguns acreditam que ali se dá no homem a morte do espírito, quando é simples adequação a novo planeta, o recomeçar de nova vida, de nova etapa, nova sequência evolutiva de vida. Mas a morte do espírito não existe em estágio algum. Acontecesse isso e estaríamos duvidando da Providência divina, não é mesmo?

E há ainda a transposição encarnatória de um planeta a outro, uma certa etapa aqui, outra ali, não é verdade?

Sim, como houve no passado da humanidade: somos criaturas exiladas, viemos de outro planeta para cá.

Um livro de um famoso médium francês da atualidade relata sobre os laboratórios de preparo do processo de reencarnação no Além. Ele fala de certos estágios em que passa o espírito, no estado de compactação fluídica. Refere-se a tipos estranhos de estágio: de Júpiter, da Lua, ou coisa assim. Que pode dizer sobre isso?

Os espíritos se utilizam de muitos sistemas para previamente adequar a reencarnação de muitas formas em torno do processamento fluídico.

0 próprio espírito é uma energia, já se agrega a um conjunto de fluidos. Estes então são processados de

uma a outra maneira, com este ou aquele fim, agindo no seu perispírito, reformulando o seu interior.

Muitas vezes procura-se no extenso mundo natural, no fundo do mar, em toda parte, fluidos e forças para, como uma forma de remédio, ajudar tal e tal criatura que está enferma.

Em tudo há processamento de fluidos, sendo a do reencarne uma vasta ciência nesse sentido.

Como podemos descrever o processo biológico do encarne do espírito? E quanto aos natimortos?

O espírito liga-se ao corpo, não pelo cérebro, mas pelo perispírito, insuflado pelo princípio vital.

Quando o corpo perece, o faz pelo corte do fluido vital. Enquanto este opera, o espírito está obrigatoriamente ligado ao corpo somático.

Assim, o fluido vital é o liame que liga o perispírito ao espírito.

Antes de ser ultimado o reencarne, o espírito passa por um laboratório onde é modelado de acordo às necessidades evolutivas. E dentro dessa formação agrega-se o princípio vital, o que se dá muito antes do espírito ligar-se ao útero materno. Mas somente depois que estiver plenamente completada

tal ligação é que o espírito estará efetivamente reencarnado.

Às vezes o espírito liga-se fluidicamente à mãe muito tempo antes da relação sexual.

Recebe-se energia do princípio vital da ovulação à fecundação. A partir daí o espírito vai incorporando tais fluidos e, uma vez assim acoplado, o espírito não mais abandona aquele corpo físico, a não ser que cesse o vínculo do princípio vital, quando o espírito livra-se então da matéria densa para transferir-se à vida do Além.

Se a ligação fluídica já existe desde a ovulação, a ligação psíquica completa-se de acordo com o desenvolvimento paulatino do embrião.

Esse período em que o espírito estabelece ligação com o embrião pode ser figurado ao ato de se tirar uma férias.

O espírito entra no laboratório do Além, onde prepara-se todo o processo de reencarnação. Ali é feito um estudo pormenorizado do seu futuro corpo, tanto quanto da sua vida psíquica e do seu programa de vida.

Nesse período de estudo, muitas vezes o espírito pede provações difíceis, que são sabiamente cortadas

pela metade. Tudo o que pode ser aproveitado é levado em linhas de conta. Quase sempre o espírito encontra-se numa dificuldade tremenda ao impacto da necessidade de reencarnar. Passa pelo processo de compactação fluídica, e mesmo que se esteja em presença de matéria perispiritual fluídica e moldável, o processo é difícil, porque os reencarnantes geralmente desconhecem o seu mecanismo. Nestes casos, há espíritos que necessitam como que de um medicamento sedativo para que se asserenem ao serem lançados no processo de esquecimento. E ali se lhes depositam fluidos que agirão no ato da fecundação.

Com tais fluidos assim aglomerados o espírito conviverá até o final da vida física, até deixar o corpo somático.

Realmente, é tudo um processo muito lento, muito custoso.

Lembremos que, se há vida, há um espírito. O espírito é quem faz constituir o fluido vital.

Não se forma um feto sem o princípio vital e sem o influxo do princípio inteligente.

Bem sabemos que as leis divinas são soberanas, que ninguém poderá passar-lhes por cima. Mas quanto a esses espíritos contumazes no mal, que não estão

acompanhando a evolução, que estão nascendo sem cérebro, ou coisa assim, com grandes mutilações:

por poucos minutos que eles fiquem ali reencarnados, já não lhes representa isto uma readaptação fluídica benéfica?

Sim, mas se por enquanto ainda ocorre isso, daqui a cerca de cinco anos talvez comece a não mais acontecer. Os aparelhos científicos terrestres estão evoluindo demasiadamente. Nenhuma mãe vai aceitar que um filho reencarne mutilado no seu ventre. Vai ser dificílimo concretizá-lo. Então, muito antes de a mulher engravidar-se, ou de o homem aproximar-lhe espermatozóides para que se consiga gerar outro ser, permitir a encarnação de espíritos, o casal já saberá perfeita e detalhadamente as condições desse espírito reencarnante. As criaturas da Terra bem o saberão através dos mais sofisticados exames de rastreação. Ora, é aí que ocorrem justamente os efeitos da transformação moral, da transformação íntima da Terra. E as coisas, no sentido reencarnatório, se tornam cada vez mais e mais difíceis. Por que quem é que não possui faltas perante as leis divinas? Quem é que não tem dívidas neste mundo?

Bem sabemos que os tempos realmente são chegados, e que então temos de quitar todos os nossos débitos para com a Providência divina. Não há outra opção, porque de todos nós ser-nos-á

cobrado até o último vintém, para que estejamos livres do fardo de falhas que impusemos sobre as nossas próprias costas. E se tivermos então dívida séria a pagar, aí então não será permitida aqui a reencarnação. Como não será permitido? Não encontraremos um campo, um corpo onde possamos animar a matéria, trazendo conosco a enfermidade e a dor, sob o que pudéssemos pagar o nosso grande débito.

Quando temos dito que os tempos são chegados, que todos devemos praticar o bem, auxiliar todas as criaturas da Terra, é porque sentimos em nós mesmos a necessidade de mutuamente nos auxiliarmos, para que aprendamos e evoluamos através do amor, aceitando bem as condições que Jesus nos propõe, que é a lei universal, que é a lei do amor, como já ele bem dissera: Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei!

Temos notícias de inteligentíssimos espíritos das trevas promovendo o estudo da reencarnação sem os processos cármicos, sem a participação dos espíritos programadores. Até que ponto eles teriam conseguido ou tentam conseguir isso? É verídica tal informação?

O nosso caminho é um só; não há nenhuma outra forma de chegarmos ao final da jornada.

Quando surgiu este planeta, a bondade do Pai permitiu que um espírito de um conhecimento maior, um espírito puro para aqui se deslocasse e acompanhasse de perto toda a evolução da humanidade e de seu mundo, para que o pudesse governar. É somente através dele que nós chegamos a algum lugar. Nós, espíritos, acreditamos que fora dele não há salvação.

A inteligência, na vontade do Pai, é dada a todos os espíritos da Criação, sem exceção, para que todos possam trilhar o mesmo caminho. Mas para isso devemos ser bons, devemos ter compaixão dos pequenos, sempre prestando-nos auxílio uns aos outros, para que também sejamos auxiliados.

Ocorre que despontam grandes espíritos, com um grande cabedal de conhecimentos, mas que são desprovidos de uma evolução moral que lhes permitiria acompanhar os demais. Então, por se acharem as chances bem retardadas no sentido de permanecerem ainda neste planeta, tais espíritos se preocupam bastante, acham que podem passar por cima de tudo, atropelar o que está pela frente, porque se vêem, neste momento evolutivo, num desespero tremendo. Por que? Porque, sem dúvida, nosso planeta passa por uma transformação moral e espiritual, no fim da qual permanecerão neste globo somente os espíritos regenerados, aqueles que já se aproximaram bem desse Espírito Protetor que é o

nosso amado Mestre Jesus.

Assim, tais espíritos já se encontram numa tremenda dificuldade quanto a seguir o comboio evolutivo das reencarnações, porque vemos tantas mulheres que procederam a laqueação, e o avanço da medicina vai detectar doravante uma criatura, por exemplo, aleijada, e não haverá mais condições dela reencarnar neste planeta. Sim, pois daqui para a frente as coisas se apertarão muito mais, as oportunidades se escassearão, muitos não terão mais possibilidade fluídica de permanecer neste planeta.

Ora, em função disso é que aqueles espíritos se motivam em suas desesperadas intenções negativas. Muitos enganam os médiuns até de altíssimo conhecimento, que são jogados ao chão por sua invigilância.

Vemos em trabalhos de comunicação e desobsessão tantos espíritos dessa natureza envolvendo os médiuns, fazendo com que as criaturas acreditem nas suas ideologias retrógradas. Mas é tudo uma pura farsa, uma pura mistificação que irá cair por terra, porque aquilo que não vem de Jesus não pode chegar até Jesus, não pode chegar até o Pai. Porque, se não passarmos por Jesus, não chegaremos a lugar nenhum: ficaremos por aqui mesmo, sem entender ou sem compreender nada.

Porque, sem nenhuma dúvida, o caminho é Jesus:

Eu sou o caminho, a verdade e a vida! Ninguém chega ao Pai senão por mim.

E na medida em que nos afastamos do Mestre amado, estamos caindo nas profundezas das trevas, demandando-se então muito, muito esforço mesmo para que nos reergamos.

Entretanto, tais espíritos conhecem bem tudo isso, sabem que fora de Jesus não se encontra salvação possível. Então eles acreditam neles próprios, nas suas forças próprias, olvidando orgulhosamente que para chegar no reino do Mestre têm que mudar de atitude, têm que ser cristãos, têm que ser bons, têm que amar o semelhante. Porque a lei de amor é a lei universal que tudo rege.

Que pode dizer sobre o tempo ou os meses exatos com que o espírito faz a sua ligação completa com a mãe na reencarnação?

Daremos um exemplo. Há espíritos que se ligam com outros espíritos mesmo no plano espiritual. Eles fazem um pacto entre si, porque às vezes têm ligações que vêm lá do seu longínquo passado. São espíritos amigos, simpáticos um ao outro, fortemente filiados entre si.

Tal pacto é sempre no sentido de um auxiliar o outro, muitas vezes numa missão de um pai para com o filho. Às vezes um pai vem com determinado trabalho pré-fixado para desenvolver na Terra. Às vezes ele não consegue desenvolvê-lo e então é preciso e desejável que um filho dê continuidade àquela obra para que não se a interrompa. Às vezes é um trabalho muito grande que necessita muito do apoio de um espírito que lhe tenha ligação fluí dica. Então tal compromisso já vem programado do Mundo Espiritual.

Mas há várias situações de ligação fluídico- reencarnatória. Cada caso é um exemplo diferente.

Há também espíritos que estão fluídica e evolutivamente distantes uns dos outros. São inimigos entre si, e experimentam essa condição quando encarnados. E então há pouco vínculo da mãe para com tal filho encarnado. Ela não permite que o futuro filho lhe seja admitido naturalmente.

Quando o espírito se prepara para reencarnar, entra num processo de amnésia profunda, e, nesse necessário e providencial recurso de esquecimento do passado, poucas vezes ele está em contato mais direto com a mãe. Insistindo numa aproximação fluídica mais estreita com a mãe, talvez ele conturbasse o espírito dela, até provocando um possível aborto, justamente pela notória

incompatibilidade fluídica mãe-filho. Os casos abortivos acontecem em vários exemplos desses espíritos que guardam tão grande inimizade entre si. Em tais condições, alguns não querem permanecer naquele ventre a que foram destinados por contingências cármicas. Tentam assim, por toda forma, provocar o aborto naquela sua futura mãe.

Dessa forma é que os espíritos agem do Mundo Espiritual para este plano.

Às vezes até numa anterior encarnação já se formara uma mútua ligação fluídica entre os espíritos. Sabendo de uma determinada missão, eles já sabem também o que deve ser feito. Outros já não o sabem. Tudo depende da evolução, da capacidade assimilativa de cada um. Cada espírito é um espírito. E assim nós somos.

E quanto ao processo contrário, ou seja, ao momento do desencarne. Há alguma informação importante a nos passar?

Assim como os espíritos amigos vêm à Terra auxiliar irmãos a reencarnar, da mesma forma ocorre no momento do desencarne. As mesmas técnicas são empregadas. Muitas vezes o espírito é demasiadamente apegado à matéria, e então torna-se difícil cortar-lhe os laços fluídicos.

Às vezes são espíritos bons, humildes, que compreenderam todas as leis da Terra e as praticaram com muito amor e muito carinho, mas, sendo por demais apegados ao corpo material, torna- se-lhes difícil o desligamento dos laços corpóreos. Em tal caso, um ato que poderia ser simples torna-se complicado. Exige-se o emprego de vários expedientes para levar tal espírito ao pleno desencarne, para fazer com que se rompam todos os laços que fortemente o atam ao corpo somático.

Passam-se às vezes horas e horas, e, em alguns casos, meses e meses na tentativa de desligar tais espíritos arraigados na matéria densa. Não é nada fácil, porque o espírito não quer, de forma alguma, abandonar o seu corpo, e assim impede que se lhe retire o princípio vital jungindo-o à matéria. Continua vivo na vida do espírito e então os laços encontram muita resistência para naturalmente se romperem.

Sabemos que a enfermidade atinge os terráqueos em virtude de sua própria imperfeição, que se manifesta em infinitas maneiras. Talvez pudéssemos estabelecer três categorias fundamentais de doenças:

acidentais, programadas e obsessivas. A maior dúvida haveria em relação àquelas doenças fáceis, que apenas incomodam, que não levam a uma maior preocupação, por não estarem talvez programadas. Seriam estas últimas puramente acidentais, fugindo a

um contexto cármico?

Muitas vezes um determinado acidente contribui para quitar uma determinada dívida pretérita. Por exemplo, quando se quebrou a perna em acidente, onde possa surgir um problema. Ou às vezes numa escada: o espírito não vai quebrar a escada para que a pessoa caia; ele vai intuir para que de alguma maneira ocorra a queda. Como e por que o espírito faz isso? Porque o Pai permite que se cumpra uma provação, esperando o momento certo para quitar o nosso débito.

Há doenças adquiridas no nosso passado. Fumamos, impregnamos os pulmões de matéria deletéria, e adquirimos o câncer. Então passamos ao Mundo Espiritual com essa enfermidade lançada no nosso perispírito, ali mesmo onde estão os pulmões. Estamos, assim, como enfermos no Além, e quando reencarnarmos tal doença naturalmente virá aparecer, porque ela já estava em nós, adquirida no passado.

Quanto às demais enfermidades mencionadas, lembremos que o nosso corpo é uma máquina de que nos utilizamos para o nosso trabalho. É um veículo de que o espírito se utiliza para aprender, evoluir, para extrair-lhe as lições de que precisa.

Na medida em que se toma friagem demais, algo vai

atrapalhar o bom funcionamento do nosso aparelho. Se comemos em excesso, naturalmente isso vai danificar o estômago e, de alguma maneira, o sentiremos. Se tomamos coisas geladas, naturalmente seremos atacados por uma dor de garganta ou outro mal.

Ora, tudo isso torna-se automático, porque nós o estamos buscando. Mas se soubéssemos usar a máquina como veículo do espírito, sem abusar dela em nada, veríamos que nada nos seria maléfico e difícil seria que as doenças penetrassem em nós.

Repetimos: somos uma máquina, vivendo e trabalhando. Temos a energia e a gastamos. Tornamos a recarregar a energia e a gastamos, incessantemente. Mas se buscamos as energias numa fonte e somente para a nossa sobrevivência normal, temos uma vida mais longa.

Quando vemos um espírito já bem desgarrado da matéria, que é que ele faz? Procura estar mais na Terra, mas para que sejam quitados mais rapidamente todos os seus débitos. Então a enfermidade assola tal criatura. Vai resistindo até quando pode. E por que vias ele compreendeu tudo isso? É pelo sofrimento que se desperta, e, intuindo sobre alguma dívida do passado, ele logo quer pagá- la. E quanto mais tempo permanecer na Terra, mais dívida estará pagando, aproveitando bastante o

tempo, não vacilando de modo algum, trabalhando e fazendo o Bem.

Então até as pequeninas e pouco incomodativas enfermidades servem para que nos exercitemos no equilíbrio, na tolerância, na paciência, na resignação, na reformulação de atitudes?

Isso mesmo. Temos de nos equilibrar, como se estivéssemos num barco: se bem o utilizamos, tiramos melhor proveito, e se o usamos de maneira errônea, teremos dificuldades.

Justamente por ser cada caso um caso, cremos tornar-se um fator muito complexo para os espíritos a administração do fenômeno do reencarne e do desencarne. Que poderia elucidar mais sobre as dificuldades e cuidados dos espíritos programadores desse processo do nascimento e da morte?

A s vezes o espírito está muito melindrado, está muito contrariado em seu interior, vindo de determinada situação difícil, mas de qualquer forma ele encontra-se em condições de quitar aqueles débitos com o altíssimo Deus.

Que ocorre então? Ocorre o refazimento de fluidos, de energia. Reúne-se então aquela força sobre tal espírito para que ele retome a forma de equilíbrio através do processo reencarnatório. 0 espírito vai

vivenciando aquele feixe de energias, assimilando fluidos preparados especificamente para si. Fluidos não de outros planetas, mas do nosso âmbito terrestre.

Às vezes procura-se as energias dos médiuns, principalmente aqueles que à noite, dormindo, emanam fluidos assimiláveis a esses espíritos em preparo reencarnatório.

É um processo muito delicado e edificante. 0 espírito

vai-se preparando devagar, sofrendo um início muito difícil dessa operação, com tal dificuldade tremenda

imperando até que seja suplantada a metade do processamento.

Achar-se-ia, erroneamente, aí na Terra, que quando

o espírito vai reencarnar isto faz-se por uma maneira direta e simplista, incorporado num tempo fixo à futura mãe. Mas há espíritos que se acham num grau evolutivo que propicia uma mais fácil ligação reencarnatória, enquanto outros manifestam problemas difíceis.

Da mesma forma quanto ao preparo da morte. Olha- se bem no próprio corpo, sente-as a sua palpitação de vida, mas quase nunca se está de acordo em deixá-lo, abandoná-lo ao plano a que pertence. E é a mesma problemática apresentada pelo processo contrário, o da reencarnação: o espírito sabe que

necessita passar por esse processo para dar mais um passo importante em sua evolução, mas no fundo ele não aceita com toda a sua força de vontade o encontrar-se naquela situação de ter de voltar ao plano inferior da matéria. E é de fato uma situação difícil, desagradabilíssima. Então são-lhe injetados fluidos de vários tipos, para estruturar-lhe uma resistência.

Sem dúvida, há espíritos que se preparam durante mais de cem anos para poderem enfrentar os mecanismos da reencarnação.

E então bem mais difícil o reencarnar do que o desencarnar?

Sim, desencarnar é fácil; difícil mesmo é reencarnar!

Convenhamos que é muito mais complexa a reencarnação do que a desencarnação.

Por isso é que em função dessa complexidade existe um laboratório colossal no Além, com sofisticadas aparelhagens, amparando e possibilitando o mecanismo o mais harmonioso possível do processo reencarnatório.

Ali bem se prepara o espírito em todos os aspectos.

Tomemos o exemplo de um espírito muito inferior.

Ora, nesse caso é muito mais fácil proceder a sua reencarnação, em comparando à de um espírito já mais avantajado na evolução, que tem mais conhecimento, que é mais consciente e com um maior psiquismo. Por isso é que promove-se todo um quimismo de fluidos a seu favor, para atender a contento a demanda de sua difícil necessidade pré- reencarnatória.

Muitas vezes há o caso do espírito que fora muito bem preparado, onde tudo fora feito com muita dedicação, previsão e eficiência, e, no entanto, no momento exato do ato do reencarne ele retraiu-se, fugiu da situação, diante do medo, da incerteza, da dúvida quanto a estar ou não suficientemente preparado para encarar novas provações programadas. Então, novo trabalho têm os espíritos amigos, ativando mais uma vez os mesmos difíceis preparativos, novos esforços de injetar-lhe os fluidos necessários, novas tentativas de contatos fluídicos com a mãe. Tenta-se fazê-lo conversar com a futura mãe do lado de cá. Programam, formam um entendimento, um pacto mútuo. Tudo é arquitetado por mais uma vez. E talvez por mais uma vez ainda haverá o malogro, uma lamentável tentativa frustrada.

Ora, quando manifestamos o medo, estamos dando vazão a uma força negativa que tem também o seu poder. Porque a energia do nosso livre-arbítrio é tão

grande que é respeitada em todo o universo, pois é um atributo inalienável do espírito.

Então, quanto ao espírito que se encontra nas condições descritas, entendamos que ele não está realmente preparado o suficiente. E às vezes está de fato em ótimas condições de reencarnar, mas ele em si mesmo julga que não o está. Não compreende, não abarca o conjunto de possibilidades e não vibra na confiança necessária. Tal situação de conflito impede então naturalmente o desejável reencarne harmonioso, e assim é ele sabiamente retirado da tentativa. Foi a primeira? Foi a segunda? Foi a terceira? Não importa, mas o preparo segue o seu curso, porque o comboio da evolução também não estaciona.

Lançado finalmente o espírito no corpo humano, começa então a se fortificarem os vínculos entre o filho e a mãe.

Contudo, cada caso é um caso, cada situação é uma situação, cada mente é uma mente, cada espírito é um espírito tudo tão diferente entre si. É bastante difícil que a mente de um se iguale ou mesmo se assemelhe à de outro.

Há a perfeita harmonia do universo. Quando há o amor, quando há serenidade e persistência no trabalho, tudo haverá de dar certo. E o Pai permite

assim a bendita reencarnação, que o espírito retorne à Terra, em perfeita condição de quitar seus débitos. Tudo em perfeita paz e harmonia.

Quando o desenlace ocorre naturalmente, sem intervenção socorrista dos espíritos, como se dá o desligamento dos fluidos, como se processa uma saída assim brusca do princípio vital?

E' tudo de acordo com o merecimento da pessoa. Às vezes uma pessoa ingeriu bastante bebida alcoólica, antes do ato do desencarne. E diante disso condena- se tal criatura por toda forma. Mas talvez ela nunca tenha bebido, e dessa vez bebera demasiadamente. Por que? Porque houve um preparo ao desencarne dessa criatura.

Ora, os espíritos estão sempre e sempre em socorro aos desencarnantes.

Às vezes tem-se uma determinada prova a cumprir na Terra, como, por exemplo, morrer esmagado por um automóvel, ou num acidente aviatório, ou num afogamento. Cada qual tem a sua dívida específica a pagar. Então Deus espera a oportunidade exata para que tal débito seja quitado.

Às vezes a pessoa se agita estranhamente em torno de alguma coisa para se dopar, e assim ocorre o seu desencarne. Mas às vezes tudo fora programado pela

Espiritualidade Maior, zelando daquela criatura para que o transe da morte lhe ocorresse em perfeita normalidade.

Muitas vezes a criatura penetra num suicídio. Por exemplo, toma de um veículo e sai correndo em velocidade anormal, e bate, explode com o veículo, embora sabendo conscientemente que aquela via não comportava aquela excessiva velocidade. Se ele ultrapassou a velocidade normal com consciência, desencarna como suicida.

Doutras vezes vai-se a uma represa, ao mar, a um lago, tentar às vezes atravessar, superar o limite normal. Sabe-se conscientemente do abuso que isso representa. Ocorre o desencarne: também é um suicídio.

Ora, tudo o que transcende as próprias limitações é um ato suicida.

Toma-se de uma máquina, avança-se com ela, superando os limites de velocidade. De repente depara-se com um obstáculo à frente, não se acha como sair da situação, porque está-se fora das limitações: não estivesse fora das limitações e sim dentro do permitido, haveria como aliviar o problema e livrar-se do obstáculo.

Dessa forma é que vemos o fenômeno da morte.

Muitas vezes vemos uma criatura em estado normal. Ela cai, bate a cabeça sobre um local qualquer e desencarna. Outro está na rua e um automóvel lhe bate e faz desencarnar. Mas é tudo muito relativo; cada caso é um caso, cada situação, uma situação. E cada situação tem o seu mérito, a sua provação. Nada acontece sem a permissão de Deus.

Como se processam os registros das diversas vidas dentro de um mesmo espírito? Elas se impregnam no perispírito como se o fizessem, por exemplo, na memória de um computador?

Sim, tudo o que fazemos está impregnado no nosso perispírito. Trazemos nele como que uma fita de filme, como que um registrador: basta ligá-lo e tudo se desdobra à nossa frente, porque de fato tudo fora ali naturalmente gravado. Por mais que se tente limpá-lo, esquecê-lo, fugir de tudo aquilo, não há como fazê-lo.

Por exemplo, lembremos os olhos. Costumamos dizer que eles são o espelho do espírito. Tudo que se vê vai-se fotografando, vai-se marcando sobre o perispírito. Tudo ali mancha, ali marca, ali reluz. Se faz-se coisas boas, o perispírito deve espelhar um filme bom; se procede-se mal, lá estão os trechos da fita do mal. Por tais razões esse é o julgamento e o tribunal certo dos próprios atos. Porque às vezes nos

esquecemos de tudo o que fizemos, mesmo estando no Mundo Espiritual. E ocorre também que quando os espíritos já se redimiram de suas falhas e erros, às vezes se engrandecem um pouco em si mesmos, perante tanta bondade que estão praticando, e então emergirão no seu registro perispirítico, quando oportuno, as faltas sepultadas lá no seu passado, para evidenciá-las ainda à consciência do espírito. Diante das imagens fiéis de si mesmos e da sua condição de espíritos suscetíveis de falhas e claudicação, terão de cair na humildade, na órbita da harmonia e da igualdade perante todos os irmãos, como filhos do mesmo Pai.

Lembremos, com insistência, que grandes espíritos tombam.

Na medida em que vamos melhor compreendendo a razão da existência, entendendo o que é a vida, vamos também, de certa maneira desagradável aos olhos de Deus, nos engrandecendo, achando que somos donos de nós mesmos. Talvez prevaleça um pouquinho da nossa vaidade. E aí está onde é que caímos.

É, pois, dificílimo permanecer retilineamente na rota da evolução. E todos estamos sujeitos a tais quedas momentâneas, às vezes desastrosas, de penosa recuperação.

Os espíritos inferiores, agindo desde o Além, não teriam condição de, por si próprios, processar o desenlace fluídico, ou desencarne. Isto se deve à sua condição moral, a algum desconhecimento técnico, ou simplesmente pelo zelo e proteção do espírito guardião, protegendo tal espírito de uma morte prematura? Ou esses três fatores se juntam para impedi-lo?

"Todos nós não somos obrigados a plantar nada, mas, se plantamos, temos que colher.

Quando se processa um determinado desencarne de uma pessoa que está numa terrível luta, na vontade de destruir o inimigo, jamais um espírito protetor consegue penetrar naquele campo vibratório. E tal

criatura é retirada e imediatamente levada a um local de criaturas inferiores. Mo momento mesmo do desencarne estas já a acolhem. E às vezes até antes do desencarne já a estão enlaçando para levá-la ao seu convívio, preparando o seu desencarne, induzindo-a a desentender-se com o seu irmão em humanidade, a lançar mão de uma arma e acioná-la contra um adversário. Como exemplo, influenciando-a a um duelo, uma pessoa desafiando

a outra até a morte, como tanto ocorria no passado.

Nesses casos os espíritos superiores não conseguem penetrar, porque cria-se um duelo entre uma criatura

e outra. Não se sabe aí quem sairá vivo ou morto.

Que ocorre então? Os espíritos inferiores já estão

induzindo aquelas criaturas ao duelo. Cria-se aquele campo favorável à rixa, porque tais criaturas apreciam viver nesse clima, acham-se superiores uma à outra. Aí nesse caso os espíritos superiores não conseguem penetrar no campo magnético para agir sobre aquelas criaturas, porque elas não estão preparados para recebê-los.

O assunto do livre-arbítrio é muito sério, todos se respeitando. Quem quiser fazer o bem, vai fazer o bem, por sua própria vontade, mas quem não quiser fazer o bem, não o faz também, pela vontade própria. Mas para tudo há um jeito. Tudo recebe a mão de Deus puxando-nos ao seu lado.

Vejamos uma criatura totalmente má. Às vezes um anjo-de-guarda foi uma sua mãe lá no passado e ela comoveu-se com o sofrimento do filho e foi-lhe em auxílio. Muitas coisas erradas que podem acontecer com aquele seu tutelado, ela o impede de levar avante e isso é uma mão de Deus limitando um pouco aquele espírito. Às vezes com uma pequena vibração de amor lançada sobre ele, vai redimir-se de suas falhas e voltar ao caminho do bem. Aí, sim, os espíritos bondosos irão ao encontro dele, acionando laços fluídicos em sua direção para que venha ao Mundo Espiritual sob sua assistência. Mas tudo fora plantado pelo espírito guardião.

Chegará o dia em que, genericamente, o próprio

encarnado terrestre administrará o seu desencarne em si mesmo, com pleno conhecimento de causa, com a serenidade e presteza necessárias?

Sim, ocorre já muito disso. Há muitas criaturas neste planeta que já sabem como agir em tais condições. Planejam, projetam tudo, como devem ou não desencarnar. Está tudo muito bem programado, porque já sabem o de que necessitam saber, já estudaram, já aprenderam, já superaram as dificuldades da vida, já compreenderam que a vida não acaba aqui, que a Terra é apenas o local de quitação de nossos débitos.

Com efeito, muitíssimos espíritos já passaram e passam por uma desencarnação conscientizada.

Quando ocorrem desencarnes coletivos, principalmente em desastres, como terremotos, furacões, vulcanismo, tem-se visto até algumas naves ou veículos estranhos por perto. Seriam os irmãos socorristas com suas naves materializadas?

Sim. Quando há os desencarnes coletivos é porque geralmente os envolvidos cometeram faltas também em caráter coletivo. Participaram juntos de alguma guerra ou coisa assim. Ali prejudicaram muitas pessoas, adquiriram as dívidas em tais idênticas situações. E assim fizeram no Mundo Espiritual um pacto de retornar à Terra agrupados, no intuito de

promover a sua redenção.

Por que ocorre tal situação? Porque às vezes o espírito tem medo de se encontrar sozinho, tem medo de relembrar naquele momento aquilo que ocorrera em seu passado, envolvendo outras criaturas. Um desencarne solitário é difícil: ele poderá estar à mercê de obsessores. Então agiliza-se o desencarne coletivo, agrupando grande quantidade de espíritos vivendo e exigindo situações similares, um dando força ao outro, um não deixando que o outro fique para trás. Sabem que poderiam perder-se.

Ora, a partir daí entram em cena os irmãos superiores para receber os desencarnantes.

Todavia, observe-se como antes de ocorrer as tragédias coletivas todos os envolvidos geralmente são avisados.

Realmente, não cai uma folha de uma árvore sem que o Pai não o queira.

Muitas vezes vai cair determinado avião, onde determinadas criaturas chegaram atrasadas ao vôo, deixando assim de participar do acidente. Outros não chegaram a tempo por causa de algum inesperado obstáculo. E tudo se explica naturalmente, porque não havia de fato chegado ainda o momento do desencarne de tal forma, ou esta não lhes estava

especificamente destinada.

Da mesma forma ocorre nos locais públicos com frequência coletiva, as praças, os cinemas, restaurantes, onde também vemos tais tragédias associando vários espíritos. 0 mesmo também nos terremotos e desastres naturais. Tudo está na vontade do Pai!

Na vasta experiência vivida aí no Além, quais os casos mais difíceis e mais penosos de desencarne que tem observado? E ainda quanto aos veículos espirituais de socorro agilizados nessas condições mais angustiantes e urgentes, há algo a acrescentar?

Podemos citar uma experiência mais particular, que mais nos toca. Foi quando desencarnou um amigo cujo nome não podemos citar. Era uma criatura de quem muito gostávamos. Estava sempre do nosso lado. Era muito amigo, mas muito materialista, por demais apegado à matéria. Do lado de cá, sentíamo- nos na condição de auxiliá-lo, mas na medida em que nos aproximávamos dele, não conseguíamos penetrar no seu campo fluídico. À medida que nos aproximávamos, ele desaparecia da nossa frente, da mesma maneira que se vê uma criatura sumindo da tela quando se desliga um aparelho de vídeo. Tenta- se fazer o contato novamente, sintonizar naquela estação, aproximar-se daquela criatura, e não se consegue.

E, vendo aquele irmão em agonia pelo chão, bateu- nos uma profunda tristeza no coração, aquele desejo incontido de auxiliar aquela criatura, por ter sido muito boa e simpática para conosco.

Encontramos então tais quase intransponíveis barreiras, mas não passamos de largo. Entramos em prece, pedindo a proteção do Mundo Maior. E assim foi que formou-se diante de nós um veículo espacial que pôde ajudar-nos a recolher aquela pessoa, o que foi feito com muita eficiência e presteza.

Somente quando o campo é muito contrário às nossas vibrações, como acontece em desencarnes coletivos, é que vemos prejudicadas nossas intenções de socorro. Por isso é que são vistas às vezes muitas naves por cima dos cataclismos.

Tais veículos são plasmados pelo ectoplasma.

Numa das oportunidades de desencarne por acidente, sabemos de um caso em que o desencarnado pereceu num desastre aviatorio. Na sua comunicação mediúnica ouviu-se até o ruído do avião em que havia perecido, com tal intensidade, que todos os presentes o constataram. É de tal maneira tão intensa essa atmosfera fluídica que nos envolve nesses momentos de desencarne?

Sim. E principalmente o médium torna-se capaz de ver e sentir tudo o que está ocorrendo nesses momentos. Se ele é preparado, vê até a queda do avião e sente todas as vibrações inter-correntes.

Quando estabelece-se uma sintonia certa, com um médium preparado, há uma vibração tão alta, que até os ruídos se fazem ouvir, como se fossem um efeito físico, não plasmado, mas manifestándo-se apenas o sutil efeito sonoro. Como os espíritos enxergam o espírito de uma pessoa desencarnada, ou desencarnando, sob os efeitos do fogo?

Da maneira como aí mesmo se vê uma criatura lançada às chamas. A sensação é a mesma: gritos, lamentos, acreditando-se que se está perecendo definitivamente.

Assim é que aprimoramos o espírito.

Muitas vezes, nesses casos de morte por fogo, aqui no Além fazemos com que haja um choque de forças tão grande, que o espírito desencarnante penetra em sono imediato. Desperta-lo-emos depois, devagar, para que ele recobre a consciência e não mais tenha aquelas traumáticas e desagradáveis sensações do fogo a lhe consumir. Há espíritos que demoram muitos anos para sair de tal situação.

Mas, quanto a isso, não falemos somente sobre o fogo; a tragédia maior é com a água. 0 encarnado que mergulha na água para nadar e ali vê suas energias interrompidas, acredita que ainda está nadando, nadando, lutando contra as correntezas, quando o corpo há muito já pereceu. E nós, espíritos, ficamos aqui auxiliando tal infeliz criatura. Aplicamos-lhe um sedativo fluídico para que, da mesma maneira, ela venha a dormir. Despertamo-la também aos poucos, aplicando energias em intensidade dosada para que retorne normalmente à sã consciência. É um processo de sucessões de tentativas. Se a criatura não está em condições normais, dorme ainda.

Por isso é que são muito importantes os trabalhos de desobsessão, dedicados aos nossos irmãos desencarnados. Muitos desses mencionados espíritos necessitam ser aproximados a um médium para que recebam o calor humano e acreditem que realmente ainda estão vivos. Geralmente não acreditam que já desencarnaram. Então, num choque fluídico, fazendo comunicar-se com aquele médium em transe no momento, tal providência permite que o desencarnado se desperte quanto à sua nova realidade: pertence já ao Mundo Espiritual e não mais ao plano carnal, onde imagina ainda estar.

Em que condições fluídicas e comportamentais fica o espírito que ao desencarnar passou pelo forno

crematório?

Cessado, cortado ali o princípio da vida, o espírito vendo-se livre da matéria, imediatamente já está transposto ao Mundo Espiritual, seja dentro de um laboratório ou nas trevas umbralinas.

Tudo depende do grau de aperfeiçoamento ou inferioridade dele.

Todos os desencarnes estão dentro de uma lei de equidade, de perfeita justiça.

Quando retornamos ao Mundo Espiritual, se plantamos o bem, colhemos o bem; se não fizemos bons amigos, não teremos bons amigos para nos prestar auxílio. Tudo o que plantamos, colhemos.

Na medida do possível, desde que tenhamos sido criaturas boas, mesmo que tenhamos sido lançados sobre o fogo, cumprimos talvez a provação de sermos jogados dentro de uma fogueira, morrendo queimados com o objetivo de cumprirmos a quitação de um nosso débito. Mas, se tivermos amigos bondosos para nos assistir e amparar, imediatamente eles já estarão do nosso lado.

Ocorre quase sempre que antes de as chamas atingirem a criatura já se há retirado o espírito, não sentindo quase nenhuma dor.

Foi assim o caso de Joana d'Arc. Quando foi lançada à fogueira, ao crepitar das primeiras chispas e às primeiras volutas fumarentas tocando em suas pernas, já não mais o espírito lá estava. Nenhuma dor então ela sentiu.

Da mesma forma ocorre quanto aos espíritos que se encontram sob condição superior de auxílio. Mas se esse não sente a dor, outro a sentirá, em função de sua inferioridade moral.

Quanto à cremação, achamos que não deveríamos adotá-la, porque julgamos que o nosso corpo físico deve enriquecer a matéria orgânica da terra, possibilitando a sustentação de outros princípios de vida, e não somente a vida fluídica, porque, mesmo queimando o corpo, ainda sobrevivem os fluidos na vida nova que se vai principiar. Então, sendo lançado o corpo ao solo, para que os germes ali encontrem condições de vida, é muito melhor do que submetê-lo ao crematório.

E quanto à condição daqueles espíritos que, desencarnados, têm seu corpo físico levado e retalhado nas pesquisas médico-científicas?

Quando o espírito se desliga do corpo, dali a vida se retira e o espírito perde o contato com o corpo, num grau que depende da evolução de cada um.

0 uso do corpo físico do desencarnado para pesquisa médica deve ser feito para que através do estudo se descubra algum medicamento ou solução para curar as pessoas.

Recentemente um cientista russo descobriu que passando cadáveres por um campo eletromagnético eles emitiam uma forte luz, que permaneceu por vários dias. A luz apresentava característica própria em cada cadáver. Era como se o perfil psicológico de cada pessoa ficasse impresso em cada corpo, através da análise que foi feita. Que poderia dizer sobre isso?

Há fundamento. Muitas vezes o espírito já desencarnado não acredita na morte da matéria e emite ondas vibratórias altíssimas no seu cadáver, intentando de alguma forma reanima-lo novamente. Ele não aceita abandonar o corpo material e a realidade de ter de assumir somente o corpo perispiritual. Tenta reativar seus princípios vitais por toda maneira.

Na medida em que isso se localiza e processa com uma tão grande intensidade, encontramo-nos sob uma corrente vibratória de altíssimo nível, ativada pelo desespero do espírito no sentido de reanimar aquele corpo inerte. E as luzes ali se manifestam.

Quando chega perto de um médium, o espírito dessa mesma natureza evolutiva de inconformação perante a morte tenta irradiar e obter a vitalidade humana daquela criatura encarnada, para assumir que novamente anima a vida física. E nesses casos uma foto até pode resplandecer: o espírito aparece na fotografia. Isto já ocorreu bastante.

Quando emitimos tais vibrações com mais intensidade e vontade, estamos agindo da mesma forma do que aquele que lança um pensamento sobre uma planta e é capaz de matá-la, ou aquele que lança uma forte vibração mental sobre uma luz e é capaz de apagá-la, dependendo muito da intensidade da corrente mentomagnética aí aplicada para mudar a fase de uma tecla, acionando ou interrompendo o circuito de força.

Da mesma forma se opera nas materializações de espíritos: acionam-se fluidos. Há uma utilização e um desgaste de fluidos, mormente ectoplásmicos, um efeito físico para que dele apareça um espírito à frente das pessoas.

Ora, essa mesma força, por várias maneiras, é utilizada pelos espíritos que não compreenderam ainda que deixaram ou deveriam deixar o seu corpo físico e permanecem ali ao seu redor acionando o princípio vital com uma intensidade tão grande que é até detectada em aparelhos.

No que tange ao aspecto fluídico-espiritual e à conservação dos princípios vitais, que pode dizer ainda sobre a conveniência ou inconveniência da cremação de cadáveres?

Consideramos a cremação um expediente contrário a certos princípios universais.

Há muitos espíritos que se desligam rapidamente do corpo físico, não ficando apegados à matéria, e outros não.

Atentemos que em outros casos não se dá que o cordão fluídico esteja demorando para romper-se, pois isto é feito no tempo certo.

Na medida em que cessa a ação do princípio vital, cessa toda a ligação de vida do espírito para com o corpo. Aí o perispírito não encontra mais um elo, uma força de ligação qualquer para manter-se preso ao corpo físico ou para voltar a animá-lo, porque o princípio da vida já aí cessou.

O perispírito não se liga ao corpo através encarnada escolhe a cremação por julgar-se preparada para o desencarne, mas, na realidade, pouquíssimas são aquelas que o estão. Não cuidam do desligamento do espírito como é preciso. E que ocorre? Passam a sentir as mesmas sensações com que sua mente

conviveu na existência. E isto acontece mesmo com pessoas inúmeras como já as temos tanto atendido que pertencem à Doutrina Espírita, profundas conhecedoras de tudo isso, mas que, ao passarem por esse processo, sofreram amargamente por terem que beber desse veneno.

Da mesma forma quanto a um suicida que se lança ao fogo: fica sentindo todo o drama de ser queimado, como se ainda vivo estivesse. É porque ainda está apegado bastante à matéria, ao seu corpo, valorizando este em demasia. E isto é um grande erro. Bem devemos cuidar do nosso corpo, porque ele é a máquina da nossa sobrevivência, levando-nos onde necessitamos ir, dando-nos a condição de evoluir. Cuidemo-lo então como é preciso. Mas não devemos nos envaidecer com ele, privilegiá-lo mais do que ele merece. Devemos dar-lhe somente o de que necessita e pode oferecer à rota da evolução. Usemo-lo somente como uma ferramenta de trabalho que nos dá sustento, condições de vida.

Criaturas que não pensam dessa forma causam problemas a si próprias. Muitas vezes as criaturas são profundas conhecedoras da Doutrina dos Espíritos, são suas propagadoras, falam dela em demasia e profusão de conceitos, mas estão apegadas à matéria, ainda não se deslocaram dela, ainda não venceram toda a vaidade quanto ao próprio corpo.

0 nosso corporepetimos é simples ferramenta e devemos socorrer-lhe somente as necessidades normais de sobrevivência, e nada mais.

Quando os homens se unirem nessa verdade e enxergarem a inutilidade de tanta coisa que somente os exalta negativamente, que somente sua vaidade julga necessária, terão galgado um importante patamar da evolução.

Há pessoas que, através do orgulho, fazem palestras, vão às reuniões religiosas, em seminários, dão-se ao luxo de se engrandecer, de falar, não se dando conta de que quase sempre ocorre aí um simples fato mediúnico, criaturas sendo intuídas para falar, nada ou quase nada sendo legítima aquisição delas próprias.

Quando o coração é voltado sinceramente a ajudar, naturalmente a Espiritualidade, as forças do Alto ali estão para amparar as criaturas, propiciar-lhes o assessoramento espiritual de que necessitam. E dessa forma elas se enriquecem com isso: ao invés de usarem uma roupinha simples, lá vão através de exterioridades, adquirindo e usando montanhas de ternos e trocas, uma gravata lustrosa, um terno listrado, abotoaduras de ouro, maquiagens nos olhos e cabelos. Tantas vezes usam uma gravata demasiado apertada no pescoço, dificultando a

própria respiração, agredindo as frágeis veias, que naturalmente se ressentem e enfraquecem, sob os efeitos de uma maior pressão sanguínea.

Tudo isso é maléfico à humanidade, ao homem.

Tomemos como exemplo vivo de correto procedimento uma criatura que aqui perto esteve e desprendeu-se de todas as coisas materiais, lembrou- se apenas do espírito, viveu apenas para auxiliar: o nosso irmão Eurípedes, que hoje está ao nosso lado.

Essa questão da cremação pode ser comparada à questão da doação de órgãos, quando a pessoa não está preparada?

Sim, mas a pessoa deve doar os órgãos.

É uma caridade praticá-la.

Por enquanto, no momento evolutivo do nosso planeta, ela ainda é necessária.

Porque obviamente chegará o tempo em que não mais se necessitará disso.

ISMAEL ALONSO

6 - ESPÍRITO E PERISPÍRITO:

CONSTITUIÇÃO

E AÇÃO

6 - ESPÍRITO E PERISPÍRITO: CONSTITUIÇÃO E AÇÃO

O perispírito, sendo o corpo do espirito, possui também a sua massa o seu peso. Nestes últimos anos tivemos notícia de que os russos constataram cientificamente um peso para a alma. Que pode dizer sobre isto?

Sim, a alma tem um peso, porque é matéria, e, se não fosse matéria, obviamente não teria peso.

Por mais tênues que sejamos fluidicamente, todos temos um peso.

Não vemos o ar, não o tocamos, mas ele tem o seu mensurável peso, embora de intensidade variada nas circunstâncias físico-químicas. Se é quente, é mais leve; se é frio, é mais pesado. Da mesma forma a água, passando por vários estágios diferentes.

0 perispírito também é uma matéria da mesma

origem que a da natureza, porque trata-se sempre de um fluido retirado do fluido cósmico universal.

0 peso do perispírito é medido da mesma forma que

o corpo aí na Terra. Uns têm a matéria mais densa e

pesada, outros a matéria mais leve.

Tomando por base um agrupamento de espíritos, fixemos o peso genérico de sete gramas por perispírito.

Mas por mais que se tente ai pesar e analisar, os parâmetros da Espiritualidade são bastante diferentes daquilo que possam imaginar.

Porque tratam-se de dois mundos e duas realidades diferentes.

Se temos, de modo geral, sete gramas para cada perispírito, isto representa uma outra ordem corporativa de peso em relação aos parâmetros da Terra: cada grama corresponde a quinze quilos que ele há de transportar no Mundo Espiritual.

Quando o espírito envolve-se em escândalos, em guerras, vai agregando peso ao seu perispírito, porque vai contraindo manchas, vermes, como se fosse tudo ali mesmo gerado; uma matéria densa, difícil de suportar.

Tantos espíritos se sobrecarregam tanto de matéria pesada, que são lançados naturalmente ao solo, em função do excesso de peso, rastejando como se fossem vermes chumbados ao chão.

Isso porque contraíram a maldade no seu coração, e aquilo que atraímos para nós, envolvemo-lo em nós.

Assim é que contraímos e eliminamos peso no perispírito.

Podemos, por exemplo, traçar uma escala de manchas em nosso perispírito: em primeiro lugar viria o suicídio, em segundo lugar o homicídio.

Quando mata-se uma pessoa, coloca-se no perispírito uma mancha tão grande, que vai atingi-lo como peso.

Nesse sentido, pensemos naqueles que se engajaram de corpo e alma nas guerras para matar os semelhantes sem dó nem piedade: passarão ao Mundo Espiritual com seu peso bem maior do que o que mencionamos.

E o preceito evangélico já alertara: não ferir para não ser ferido.

Muitas vezes podemos estar engrandecidos sobre uma pessoa, ofendendo-a constantemente, sem que ninguém o veja ou observe.

Podemos de momento passar por cima, mas quando retornamos ao Mundo Espiritual, trazemos tal situação carregada no perispírito como condição enfermiça, talvez com peso tão grande que se nos torne difícil suportá-lo aos ombros.

0 espírito, por mais que queira e tente, nâo consegue

livrar-se do seu perispírito, porque está fortemente interligado a ele. Por mais tente eliminá-lo, nâo o consegue.

Faz parte dele, acompanha tudo o que ele fez e faz, como se fosse um videofilme que ele há de forçosamente carregar consigo.

E, contudo, vemos sacrilégios e iniquidades a todo instante. Homens que se desentendem, debatendo-se para defender a sua própria moral, porque completamente enraizados no mal e, impregnando assim de matéria deletéria o seu perispírito, carregarão muita dificuldade pelo universo afora

Mais espíritos mais negativamente materializados têm, assim, uma facilidade maior de se tornarem tangíveis ou visíveis pelos encarnados?

Sim. Muitas vezes os espíritos que tomam uma condição dessas tentam passá-la também a outrem, principalmente um familiar ou uma pessoa ligada à família, às pessoas de quem gosta. Porque, por mais que a pessoa esteja enraizada no erro, na discórdia, na violência e noutros vícios mais que são contrários à lei da caridade e à lei do amor, ela ainda carrega dentro do coração um pouquinho de bem, um pouquinho de amor, porque ela foi, de uma ou outra forma, criada através do amor, esta energia que o Pai permitiu atingisse os primeiros seres, passando pelos três reinos e chegando ao homem.

Ora, tal criatura também tem espíritos com ela afinizados, aos quais ela está unida de alguma forma fluídica. Porque somos uma cadeia com a necessidade evolutiva de auxiliar um ao outro.

Quando efetiva-se um relacionamento sexual, atrai- se uma vida para a Terra e para a evolução, e assim está-se ajudando a continuidade biológica, propiciando o reencarne de um espírito para que ele quite as suas dívidas.

Muitas vezes ocorre que aquele espírito a quem, como mãe ou como pai, se deu tal oportunidade possui um laço amoroso com os genitores e talvez isso prossiga por milhares e milhares de anos. Uma virtude de amor adquirida.

Então, por mais ruim e perverso seja, todo ser é um alguém, sente o desejo de auxiliar alguém.

Vemos a todo instante criaturas nessa situação de espíritos errantes, preocupando-se com aqueles encarnados seus simpatizantes, ligados por laços fortes de vida, e não querendo que estes cometam os mesmos erros que cometeram. Então, dentro dessa preocupação, é-lhes propiciada uma chance de tangibilização, de materialização ou fenômeno similar, para fazer assim com que, vendo e sentindo, as pessoas encarnadas mudem de idéia, reformulem

pensamentos errados. Pois, como temos insistido em lembrar, não é porque o espírito seja perverso que deixará de ter um coração que pulse por um outro coração.

Mós, como espíritos e como cristãos, temos em nossa mão o Evangelho a ser passado aos povos, anunciando-lhes a chegada dos novos tempos; temos uma obrigação muito grande de acolher esses pequeninos que estão por aí caídos e que são mais dignos de dó do que de qualquer atitude contrária às leis da caridade e do amor. Com isso desabrochará em nosso coração a com¬paixão, fazendo com que aquele lado perverso se transforme em amor, fazendo com que a criatura perceba a força de uma nova provação, levando-a a uma nova vida, quitando os débitos, às vezes com a oportunidade de retornar como um enfermo, lançada ainda numa cadeira de rodas ou numa situação difícil qualquer. E cada vez que a criatura passa pelo sofrimento vai lapidando o espírito, eliminando a enfermidade e a mancha do perispírito.

Todas as vezes que aportamos à Terra e somos alvo de obsessores, por mais terrível que sejam, nós ainda aí estamos quitando as nossas dívidas, porque o espírito se vai tornando leve.

Vemos o que ocorre hoje: muitos aparelhos técnicos do plano terrestre capazes de detectar a enfermidade

já manifestada no feto, dentro do ventre da mãe. Criar-se-á então uma grande dificuldade para a reencarnação dessas criaturas em tais situações negativas que danificaram o seu corpo perispiritual e muito dificilmente encontrarão condições ideais para ultimar o reencarne sobre a Terra. Muito raro que a mãe queira receber um filho diante do conhecimento das sequelas físicas e psíquicas que os aparelhos previamente lhe indicarão. E tudo isso é uma característica da própria evolução do planeta.

Então o próprio peso, maior ou menor, do perispírito pode condicionar a estabilidade do espírito no seu meio ambiente, ajudando ou atrapalhando a sua própria locomoção?

Com certeza. Da mesma forma que ocorre aí na Terra. Imaginemos uma pessoa com um corpo acima de duzentos quilos como se locomoverá aí? Com uma dificuldade enorme! As forças, as batidas cardíacas, tudo propenderia para que uma enfermidade aflorasse sobre ela. Também assim com o espírito quando se sobrecarrega com o seu perispírito: encontrará as mesmas dificuldades de um encarnado, nas mesmas condições de excesso de peso. E, ainda por cima, de-forma-se grandemente, adquire traços animalescos, monstruosos, ulcerações, feridas, odor fétido.

Uma coisa horrível! Mas ele próprio contraiu isso para si, tornando-se-lhe um peso tão grande, que ele não aguenta carregar. Outros preferem as profundezas da Terra: ali se alojam e vivem como verdadeiras feras. Outros já se preocupam um pouquinho com a sua evolução, porque atraídos por aquela espécie de amor de que já falamos, e que, desabrochado no coração deles, manifesta-se afinal num pedido de socorro; e o Pai, em sua bondade infinita, jamais olvidará o chamado de nenhum de seus filhos. Da mesma forma aí na Terra, pois, quando se tem quatro ou cinco filhos, não se ama um mais do que o outro: a intenção é amar a todos de forma igualitária. Por mais que se tenha às vezes um sentimento diferente com um, um relacionamento melhor com outro, o amor do coração, genericamente, é igual para todos. Os pais labutam para que nada falte a todos. Assim também o Pai que está nos céus, com muito mais razão e intensidade.

Quando vêem os filhos perdidos nas drogas e nos vícios, os pais preocupam-se com eles, procuram um tratamento adequado, um local em que se possam reeducar e abandonar as drogas. E a esse mais necessitado redobram-se-lhe os cuidados. Da mesma forma o Pai Altíssimo: quando um ser se desequilibra, desloca-se do Mundo Espiritual um ser superior para que lhe venha em auxílio, levando tais espíritos inferiores a um plano de vida melhor.

Vemos aí a grande transformação do planeta, ocorrendo tão rapidamente perante as vidas de todos. Vemos a bondade do Pai preocupando-se com as criaturas e com a evolução da Terra. Vemos os aparelhos altamente sofisticados da ciência propiciando aos pais saber o tipo físico do filho que pode nascer: de olhos verdes, azuis; com a côr da pele preta, branca, rosa, amarela. Não importa:

haverá uma seleção, uma determinação por parte dos pais terrestres.

Ora, sabendo-se disso, desdobra-se a preocupação quanto a esses espíritos permanecerem sofrendo nos umbrais por milhares e milhares de anos. E, para acudir a situação, o Pai permitiu que um planeta pouco mais atrasado do que a Terra, com um tamanho bem maior do que ela, acolha tais criaturas, propiciando-lhes todas as oportunidades de evoluir com aquele planeta e trazer a sua essência moral, digna e justa, através da dor, para que um dia, lá mais próximo de Jesus, retornem ao seu mundo de origem.

Então os espíritos que desencarnam com relativa involução espiritual, como é quase genérico em nosso planeta, necessitam até fazer um estágio no Mundo Espiritual para que se possam locomover a contento e, quiçá, até levitar em seguida a um prolongado treino?

Sim. Tudo de acordo com o seu peso, numa correspondência evolutiva. Matéria pesada = perispírito pesado. Matéria leve = perispírito leve.

Tenhamos em mente que o espírito recém- desencarnado está entrando em novo mundo e necessita aprender a flutuar, da mesma maneira quando aí reencarna: como um bebê que necessita aprender devagar a caminhar sobre a Terra.

Vosso planeta é uma cópia do Mundo Espiritual. Aí como aqui, os primeiros passos são difíceis:

criaturas apoiam os braços dos pequeninos, levando- os para lá e para cá, para que aprendam a andar.

Nessas condições, o melhor que o espírito possa fazer é uma meditação em torno da levitação. Quando se levita no Mundo Espiritual, participa-se de uma concentração harmónica e feliz, equilibrando-se a própria consciência com o perispírito, numa vivência pura e doce.

Quando há palestras no Mundo Espiritual, criaturas se deslocam pelo espaço levitando e falam em pleno ar. Uma coisa maravilhosa que os olhos terrestres ainda não podem ver.

Assim, em função da própria maior ou menor sutilização fluídica, o espírito estaria num local ou esfera compatível com o seu próprio peso?

Assim, da mesma forma que aí na Terra. Que acontece quando a pessoa se desvirtua totalmente do seu peso normal? Procura-se uma clínica ou algo assim para tentar emagrecer, readquirir uma forma e um peso menor, e ali encontrará pessoas que estarão na sua mesma situação.

Da mesma forma no Mundo Espiritual: as pessoas com as mesmas características e problemas se agrupam nos mesmos locais, de acordo com a sua própria e igual evolução, porque elas têm de se comunicar na mesma língua. Não resolveria tomar de um espírito que traz no coração toda a raiva e todo o ódio e colocá-lo a conviver junto aos mentores: ele estará perdido consigo mesmo, ele próprio vai querer sair dali e voltar ao lugar em que se achava, porque ele não se ambienta naquele local. Da mesma maneira encaremos o peso no Mundo Espiritual: um fator acoplado à sua evolução. Quando um espírito já se tenha iluminado, sua matéria torna-se automaticamente mais pura, seu peso vai decaindo, até alcançar um estado de agradável condição de existir, com liberdade de movimento, possibilitando a volitar livremente. Não é somente viajar através do pensamento; é voar como uma ave, solta, desprendida. Mas, ao contrário, se estiver com um determinado peso, ele não consegue suplantar assim a força de gravidade.

Como vimos no nosso passado, houve muitas

histórias tratando dessa questão, referindo-se a espíritos que se tornavam enormes para assustar e prejudicar as pessoas.

Da mesma forma ainda acontece até hoje no Mundo Espiritual. Mas, graças ao bom Pai, uma camada fluídica protetora e a força das orações impedem que atinjam a Terra.

Ainda sobre a questão do peso, que mais poderia elucidar?

Tudo tem um peso. A própria Terra, embora bailando livre pelo espaço, tem o seu peso e os seus parâmetros gravitacionais.

Há mundos diferentes, cada qual com o seu peso.

Para que permaneçamos na Terra ou em qualquer outro mundo, devemos estar também ajustados à questão de nosso peso para com o peso dela, tal como as próprias leis universais o pedem.

E isto tanto no mundo material quanto no Mundo Espiritual. Apenas o espírito não tem peso algum:

ele é uma chama, algo indefinível pelos nossos recursos assimilativos e descritivos. Já a matéria condiciona a própria luz a ter o seu peso.

Afirma-se a existência no Além de extensos laboratórios onde se constrói naves, veículos para

transporte. Que pode dizer sobre isso?

Laboratórios há em toda parte: dentro das colônias, fora delas. Laboratórios de todo tipo e finalidade. De estudo, de amparo aos mais necessitados

O desdobramento do perispírito-espírito é um

procedimento muito delicado e complexo, fenômeno que existe e ocorre bastante, mas os terráqueos ainda não estão preparados para receber tais mencionadas informações.

Quanto aos laboratórios, repisamos que por toda parte os vemos aqui, assim como há os centros de pesquisa aí na Terra, tudo funcionando em harmonioso intercâmbio.

Como os irmãos espirituais interpretam o tempo terrestre nos comuns intercâmbios entre os dois mundos? Acham as atividades aqui muito demoradas em confronto com a maior rapidez do pensamento e da vida aí no Além?

E' uma questão de entendimento pela razão.

Vejamos, por exemplo, um caso de suicídio. Lançado no Mundo Espiritual, o suicida leva consigo o sofrimento. Estando fixado neste, parece- lhe que o tempo não corre, que ele estaciona em cima dele. Um dia é então um ano de sofrimento.

Da mesma forma quando se está com uma espada sobre o peito, sentindo-a penetrar as entranhas incessantemente. Tal ato se perpetua, a dor é pertinaz, incessante.

Para tais espíritos o tempo se estica. Já para outros, completamente diferentes, firmados no bem e completamente empenhados em praticá-lo, na preocupação constante de cada vez mais estarem melhorados, com tal vontade parece então que o tempo passa mais rapidamente, esvaindo-se depressa demais em relação à sua consciência sobre ele. Já encontram a Terra pela frente em plena transformação. Outros correm contra o tempo, agilizam os atos para promover as suas encarnações, para retornarem mais depressa e assim se redimirem de suas falhas com mais rapidez. Alguns estarão muito angustiados pelo tempo perdido lá pelo passado, almejam que o tempo lhes seja lento. Mas este não para, antes caminha célere. É uma luta perene contra o tempo e contra as próprias falhas, almejando com isto conseguir a sua permanência na Terra que se transforma.

Assim no Mundo Espiritual, assim no plano terrestre. Um trabalhador que labuta numa indústria fica apreensivo com o lento correr das horas, dos minutos, para que ele saia do serviço e possa descansar. Mas as horas não passam

Vemos outra situação em que a pessoa está ansiosa por vencer na vida e adquirir bens materiais. Então luta para as horas passarem depressa para que adquira a necessária verba e erga o seu lar.

Outros, diferentemente, enraizados nas dúvidas, detestam ver o tempo passar. Querem admitir que o tempo corre célere, querendo esperar mais e mais, porque julgam e sentem que se o tempo passar celeremente não terão o numerário suficiente para quitarem o seu débito.

Tudo é então um fenômeno igual, sob a luz do bom

senso. É o despertar de nossa consciência à realidade das coisas que muitas vezes deixamos de perceber, ensejando que assim o tempo se nos afigure fugidio

e ingrato, sem condencender-mos com os fatos, com

a necessidade de que temos que rapidamente quitar os nossos débitos.

Os espíritos enxergam as energias pelo espaço, como a energia elétrica, a radiação atômica? Enxergam um fenômeno luminoso ou coisa assim? Podem diferenciar visualmente uma energia da outra?

Sim. Mas analisemos o que é o próprio espírito: não

é um vórtice de forças, de grandes energias? Então

ele tem o poder de captar facilmente as energias à sua volta.

Porque ele é mais purificado do que todas elas, é- lhes superior, uma energia bem mais pura. A tal respeito, nada se lhe pode comparar, pois ele está à frente de tudo, vem da fonte da vida.

Todos carregamos conosco o nosso perispírito, o qual, pela nossa própria vontade e imperfeição, tornamos pesado, ao depositar-lhe enfermidade.

0 espírito tem em si o poder de ver e reagir com energias por toda parte, e também de as controlar.

Quando um livro mediúnico falando profusamente de uma pessoa desencarnada é publicado, em cada leitor provocará uma reação psíquica diferente, seja neutra, a favor ou contra.

Os espíritos, nesse caso, sentem os laços fluídicos dessas reações? De que maneira?

Quando os encarnados fazem um trabalho, quando terminam de executar uma tarefa, se chega alguém e os elogia, eles se alegram; e se alguém contrário ao trabalho faz-lhes uma crítica negativa, eles se entristecem.

De igual maneira reagem todos, encarnados ou desencarnados.

Quando, daqui do Além, trabalhamos, colocando fluidos benéficos nas criaturas, ou através do pão espiritual, fazendo com que as criaturas leiam e entendam o que lhes passamos, sentimo-nos completamente satisfeitos.

Assim funcionam as forças fluídicas. E quando o

trabalho é bem visto à humanidade, também é bem visto aos olhos de Deus. E isto mais ainda nos enche

o coração de bondade e de alegria.

0 nosso planeta é um planeta bom. Por mais que a maldade aqui forceje por permanecer, é um plano justo, porque o Altíssimo Deus que está nas alturas trouxe-lhe um espírito muito bondoso para que o governasse, para que viesse também dar testemunho da verdade, mostrar aos homens a razão do amor, entender o motivo pelo qual fomos criados, sentir a

essência da vida. Nesse planeta, no fundo dos mares, no meio das florestas, encontramos por todos os lados somente a bondade do Criador, somente a paz

e o amor, porque tudo se une no justo e no

agradável, tudo se encadeia em perfeita harmonia, vibrando numa corrente de amor que é bem vista aos olhos do Pai. Tais correntes são fluidos que, emanados pela Terra, desfazem-se nas camadas de ozônio, criando a cápsula protetora onde os

invasores cósmicos são incapazes de penetrar.

De que maneira os espíritos agem no clima terrestre?

Assim como uma pilha produz energia para um pequeno rádio, que vai captar ondas eletromagnéticas, os espíritos influem à distância no tempo: através de ondas de força.

Tudo age através de fluidos, através de energias.

E quanto às chuvas e incêndios que haveria nas regiões inferiores dos umbrais, conforme noticiam os espíritos?

Funciona também da forma elucidada, pois através dos pensamentos os espíritos também podem influir no clima do Mundo Espiritual.

Temos em determinada parte do umbral uma chuva incessante, formando uma espécie de barro. Ali os espíritos fazem as suas necessidades, cria-se um odor insuportável. A chuva não para nunca. 0 Sol é fraco, oculto pelas brumas. As pessoas vagam daqui para ali e de uma ou outra forma são aprisionadas nesse local para que não perturbem a humanidade encarnada. Mas ocorre também que muitos encarnados é que os atraem, principalmente ao entrarem numa vibração negativa, numa depressão, numa enfermidade.

De fato, os espíritos umbralinos vêm

incessantemente ao plano dos encarnados, porque estes não conseguem ainda controlar os pensamentos, nem guiá-los benéficamente através de uma harmônica corrente mentomagnética.

Quando dizemos que os encarnados geralmente não sabem orar, colocamo-lo como a expressão de uma verdade.

Devemos tentar compreender melhor a essência da prece.

E quanto às possíveis influências do clima nas sessões mediúnicas? Há referências de que nuvens pesadas interferem negativamente

Sim, interferem muito. E sabe por que? Por causa dos relâmpagos, dos ventos fortes. Pois muitas vezes as criaturas que estão numa sessão mediúnica sentem forte medo, manifestam uma preocupação para saírem, para retornarem ao seu ambiente e local de origem, à sua aconchegante casa. Sentem a eminência de uma chuva pesada e ficam preocupadas, esperando que o tempo convulso passe logo para que possam sair logo dali. Ou então ficam preocupadas com os seus familiares no lar, ou com outras pessoas.

Nesse sentido o tempo influi em muitas áreas, e não somente nas sessões mediúnicas: nos lares, nos

logradouros públicos. E' sempre causa alguma preocupação. Esta pode atingir uma alta vibração e até promover um reverso de influência: do homem ao clima. Por exemplo, no caso do raio: há criaturas com um tremendo medo do relâmpago. E que acontece? Canaliza-se tais vibrações de temor até às nuvens e com isso se provocam os relâmpagos! Ao passo que se estivessem vibrando em outro campo, sem medo, sem preconceito de nada, apenas com a fé que há dentro do coração, eliminar-se-ia todo o temporal.

ISMAEL ALONSO

7 - VIDA EXTRATERRENA

7 - VIDA EXTRATERRENA

O irmão já teve a oportunidade de visitar, ou mesmo somente se aproximar de um satélite, seja da Terra ou de outro planeta?

Sim, já participamos várias vezes de várias palestras em outros mundos. Da mesma forma que é efetivada uma palestra aqui, também o é em outros planetas.

Como se realiza um seminário aqui na Terra, onde as criaturas dispõem-se a estudar, as criaturas também são convidadas em outros planetas para participar de estudos.

Outros espíritos também vêm à Terra para pesquisas.

De fato, vai-se de um lado a outro pelo universo. Mas, como já fora dito, fazemo-lo através de aparelhos que se movimentam tão rapida¬mente quanto o pensamento numa velocidade tremenda que aí na Terra ainda não podem conceber.

Estamos sempre visitando outros planetas, auxiliando também as criaturas necessitadas.

O irmão tem notícia de que em algum planeta haja animais gigantes como os nossos extintos dinossauros?

Sim, em muitos planetas há animais como os dinossauros. Porque os animais também fazem os seus ciclos de vida; eles também, em espírito, se deslocam de um planeta a outro.

Porque, sem dúvida, neles também permanece atuante um espírito.

Aí está a confusão tremenda que às vezes penetra na cabeça dos cientistas terrestres, pensando somente em função da Terra.

0 ser não chega à classe hominal no seu próprio planeta.

Às vezes é deslocado, como espírito de animal, a um outro planeta, para que lá vá tomando uma forma adequada de um outro animal, surgindo então na Terra um outro ser mais evoluído.

Assim funciona incessantemente em relação ao homem.

Por exemplo: um símio desencarna aqui e o seu espírito é levado a um planeta que está começando a se transformar, ou onde já hajam aqueles homens chamados primatas, homens das cavernas. Então, o espírito de um símio evolucionado habitará um corpo de tais hominídeos primitivos, aprimorando-se ainda mais, até ser levado a um outro planeta e reencarnar na forma humana mais evolucionada. Assim segue constantemente a evolução dos seres.

Não é quase nunca uma escala contínua de evolução dos seres num único planeta

Não, não poderia ser assim, porque dessa maneira estaríamos tendo homens das cavernas continuamente; o tempo todo estaríamos vendo

macacos semi-humanos andando por aí

os vê em profusão exatamente por isso: porque há uma transmigração evolutiva, porque a bondade do Pai é tão grande que permite que somente seres já

assimilados a um certo grau de adiantamento de evolução permaneçam no planeta, para que todos

Mas não se

evoluam a contento nos ambientes que lhes são próprios.

O irmão já ou viu falar ou constatou a existência de algum planeta onde não há raios solares e que mesmo assim abriga vidas similares às humanas?

Sim, vários planetas. Não podemos mencionar nomes para não conflitar com a ciência terrestre, ou com o vosso mundo, pela sua própria comunidade espírita, já que poderia ser gerada aí uma polêmica sem fim. Contudo, há mundos de formas de vida que nem se pode imaginar aí na Terra. Há planetas em que a temperatura vai muito abaixo de zero, e que são como que bolas de gelo, e ali ainda se produz vida. E da mesma forma há outros planetas onde há somente água em estado líquido, e mesmo ali também há vida humanóide, porque os espíritos que lá habitam têm o seu perispírito e sua matéria adequados àquele mundo. E da mesma forma ainda outros mundos em que não há oxigênio, e onde, mesmo assim, vicejam tipos de vida adequados àquele orbe. Se tais criaturas viessem à Terra, morreriam instantaneamente, porque se envenenariam com o oxigênio.

Lembremos então que cada planeta, cada astro têm sua forma própria de vida. Porque se fosse como geralmente se pensa aí na Terra, ou seja, mundos e vidas somente iguais às da Terra, seria uma

maravilha: poder-se-ia deslocar uma nave de um planeta ao outro e as criaturas assim viveriam em paz. Mas não é bem assim que funciona. Somos aprisionados no nosso planeta de origem: não há como sair tão facilmente dele, mesmo em espírito. Para que um espírito retire-se deste globo é necessária a permissão do Mundo Maior, e tal deslocação há de valer-se de naves especiais, porque talvez o seu perispírito não esteja apropriado a aportar a outros mundos, necessitando receber um tratamento adequado ao espírito e ao perispírito, para que possam permanecer em outro planeta. Há que se fazer um preparo para que estejamos adequados fluidicamente ao planeta em que vamos permanecer, mesmo que momentaneamente.

Da mesma forma diríamos quanto ao assim chamado planeta Hercólubus: ele tem as mesmas características da Terra, apenas que é ainda um tanto mais primitivo, acolhendo muito choro e ranger de dentes, e onde as criaturas se conhecem uma à outra somente através do instinto sexual.

E assim é a grande diversidade de vida do universo, pois na Casa de nosso Pai há realmente muitas moradas.

Há notícias de que certos planetas e satélites não são habitados em sua superfície, mas sim em suas profundezas, uma vez que o tipo de radiação em sua

atmosfera lhes seria prejudicial. O irmão tem alguma notícia sobre isso?

Sim. Miríades, centenas de milhares de planetas, onde a vida começa no fundo, no seu interior. Ali vai brotando, constituindo-se a vida, lentamente.

Evoluindo, evoluindo, alcançam o nível da Terra.

É um círculo de força transformativa.

0 universo funciona em perfeita harmonia, um astro em relação ao outro, uma galáxia com a outra, um universo com outro. Tudo se encadeia perfeitamente.

Vemos planetas que estão em sua formação, planetas que já abandonam tal estágio, planetas que já se extinguem e que se verão transformados ainda em seu nível evolutivo, para começar tudo de novo:

solo, terra, microrganismos, vegetação.

Tudo evoluindo lentamente, de acordo com o ordenamento inteligente da Criação.

Muitas vezes a transformação de um astro dá-se pela explosão, na ação profusa de gases. Muitas vezes ocorre que planetas como a Terra vão sofrendo um aquecimento gradativo, num processo de milhões de anos. Um dia poderão não suportar tal caloria:

desfazer-se-ão para que outro novo planeta se forme,

reiniciando todo o processo de vida. Aglomeram-se, refundem-se os seus componentes e novamente tudo se recons¬titui, numa nova condição, numa nova órbita, talvez até num novo sistema

É então que tudo recomeça. E todo o universo funciona assim. Da mesma forma que no nosso corpo: de uma célula, outras infinidades alcançam multiplicação.

0 universo se renova sempre, através das chuvas meteóricas, reconstituindo-se o ciclo vital através dos microrganismos, recompondo o germe da vida nos astros.

De acordo com a evolução material do planeta, tal a evolução de seu Mundo Espiritual específico.

Ha notícias de que alguns irmãos do universo, em alguma circunstância, tenham desviado a rota de um asteróide qualquer que pudesse atingir negativamente uma vasta região populacional?

Muitas vezes ocorre isso. Enganam-se os terrestres ao pensarem que estão sozinhos no universo. Existem pessoas muito mais adiantadas. Existem plêiades de espíritos poderosos, que já venceram as batalhas probativas até em planetas bem superiores à Terra. Eles vigiam e cuidam constantemente do universo. Em cada galáxia há uma plêiade de

espíritos dessa envergadura, aptos a lhe cuidar, de conformidade à vontade divina. Agem sintonizados com as determinações do Altíssimo, exclusivamente conforme à sua permissão. Estabelecem órbitas, podem até desviar um planeta de sua rota, podem evitar choques entre astros e outros corpos cósmicos.

Na nossa própria galáxia, no nosso sistema solar, vemos planetas constantemente cruzarem entre si as respectivas órbitas, numa perfeita matemática, sem se chocarem.

Da mesma forma é também o Mundo Espiritual. É como a nossa Terra, onde existe um Governador Maior, que é o nosso Mestre Jesus, com aquela plêiade de espíritos ao lado dele, cuidando de tudo o que acontece aqui. Tudo o que aqui ocorre passa por sua supervisão.

É o mesmo processo administrativo no nosso sistema solar, na nossa galáxia, nas galáxias.

Em toda parte, em todo sistema de agrupamento de vida e espíritos, há aqueles mais avançados, seres poderosos cuidando de tudo, ajudando sempre, em perfeita paz e harmonia.

Sempre um equilíbrio perfeito de energias e de vontades, jamais se observando o caos

Sim, perfeitamente !

Sabemos da existência de planetas em que seus habitantes utilizariam energias provenientes dos vulcões, de várias maneiras. Assim, tais vulcões que aqui na Terra são considerados um flagelo, lá seriam uma bênção. Tem fundamento tal informação?

As energias de um vulcão, vindas de dentro da Terra, carregam uma caloria e um magnetismo diferentes do que a gente conhece: coisas de que ainda pouco sabemos.

Cada planeta tem um sistema de vida diferente. Por mais inusitada e esquisita que seja uma forma de vida, é uma forma de vida. Por exemplo: há planetas em que a temperatura passa dos cem graus centígrados, onde evidentemente o terráqueo teria dificuldades extremas ou impossíveis de sobreviver. Mas mesmo ali há espíritos encarnados com o corpo adequado a viver somente lá, naquele específico tipo de vida, onde estão bem, onde agradecem ao Pai a oportunidade de estarem vivendo. E já outros têm um sistema de vida melhor, por merecerem viver naquela situação, porque trabalharam para isso.

E assim sucessivamente, mundo a mundo.

Há alguns tipos de energias terrestres que a Espiritualidade conhece e que são totalmente

ignorados pelo homem. E os fluidos de que o homem não tem conhecimento ainda? Ele perde-se na ganância de procurar tesouros, cava a terra, destrói barrancas nos rios, mas não conhece a essência da vida, o fluido da vida, a razão maior de manter-se vivo sem ter que destruir nada, sem ter que extinguir formas vivas. Por não conhecer a intimidade do princípio da vida, tudo destrói.

Sim, há um reservatório imenso de sutis energias e fluidos e que um dia poderá até fazer-lhe muita falta.

Quanto aos espíritos de outros planetas, encarnados ou desencarnados, até que ponto e de que maneira têm visitado a Terra?

Constantemente somos visitados por criaturas de outros mundos, geralmente em forma espiritual.

São criaturas de mundos mais evoluídos do que a Terra e que alcançaram a graça de viajar pelo espaço em suas máquinas, como aquelas que no nosso planeta denominam discos voadores, que provêem do plano espiritual.

É difícil que os espíritos se transportem de um mundo a outro, porque os perispíritos não são às vezes adequados às condições físicas e fluídicas desse ou daquele orbe. Há que se transportar através de uma máquina que os proteja, para que ali passem

por um estágio preparatório, uma roupagem adequada à sobrevivência. Porque muitas vezes a temperatura é altíssima, chega a quase 500 ou 1000 graus positivos de calor. E doutras vezes são até 300 graus abaixo de zero. E pelos mundos, mesmo nessas condições tão diferentes, há formas de vida, da mesma forma que existem-nas na Terra, talvez com um corpo, um perispírito diferentes. Sim, porque os espíritos são todos iguais. 0 espírito é universal, em todos os mundos o espírito é o espírito, é uma centelha de luz que age em todo o universo, porque a sua linguagem é universal, tudo se encadeia perfeitamente.

Vemos um planeta influenciar-se dos seus próprios satélites, a importância que isso lhe carreia: é um elo que une um astro ao outro, transmitindo forças positivas, a energia para que se harmonizem as formas de vida.

Assim é o universo: tudo se conjugando, astros com astros, seres com seres, um estágio respeitando o outro, um estágio ajudando o outro.

Que mais outro fato astronômico importante e que tenha observado pode o irmão relatar?

Quando olhamos ao céu e vemos essa perfeição absoluta que traduz o poder do Pai, essa multiplicidade incalculável de estrelas, essas

dimensões infinitas que fogem dos nossos raciocínios, mais as admiramos e penetramos com a alma.

É a bondade de Deus tal fenómeno esplêndido!

Ver o Sol, esse astro-rei que nos ilumina, que tanta energia de vida nos transmite, já é uma grande contemplação. Isso já nos satisfaria os nossos anseios de viver.

E imaginemos então os inescrutáveis segredos do

Arquiteto do Universo que tanto nos inspiram à

evolução!

Os poetas, através dessa visão sublime, enriquecem- se em suas criações.

A bondade de Deus é de uma grandeza tão sublime

que dá-nos a razão da transformação moral.

Na medida em que acordamos para o nosso próprio ser nos despertamos à nossa condição de filhos de um Pai grandioso e vemos em nós uma pequena centelha fazendo parte desse universo incomensurável.

Estamos, na Terra e em cada estágio universal, sempre no intuito de aprender e auxiliar, de nunca magoar ninguém, de nunca prejudicar ninguém, porque tais procedimentos contrários às leis divinas

nos levam às desilusões.

Ora, contemplar esse universo grandioso é encher a nossa alma de luz, com um calor interno tão grande, que nos esquecemos de nossas imperfeições.

Através de uma prece chegamos bem perto de Deus.

Assim é que somos ou seremos.

Para nós é esse o maior fenômeno que já nos aconteceu!

ISMAEL ALONSO