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LUTA PELA PAZ DE GÊNERO VIVIANE CARMEN DA CONCEIÇÃO SANTOS 1 Associação Luta Pela Paz

LUTA PELA PAZ DE GÊNERO

VIVIANE CARMEN DA CONCEIÇÃO SANTOS 1 Associação Luta Pela Paz /viviane@lutapelapaz.org

LORENA MOREIRA S. DE OLIVEIRA 2

Associação Luta Pela Paz/lorena@lutapelapaz.org

VIVIANE MELQUIADES DE SOUZA 3 Associação Luta Pela Paz /vivianemel@lutapelapaz.org

Resumo

A Instituição Luta pela Paz utiliza boxe e artes marciais combinados com

educação e desenvolvimento pessoal para estimular o potencial de jovens que

vivem em comunidades que sofrem com o crime e violência. Sediado na

comunidade da Nova Holanda, uma das dezesseis favelas do Complexo da Maré, conta,

ainda, com dois pólos de atendimento em outras duas comunidades do Complexo, são elas:

Bento Ribeiro Dantas e Marcílio Dias. No Complexo da Maré, assim como em várias

outras comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro, há altos níveis de pobreza, exclusão

e falta de serviços sociais, fatores que tem conduzido crianças e adolescentes ao

envolvimento com facções do Tráfico de Drogas. Desde que foi fundado, este projeto vem

desenvolvendo um modelo de prevenção e reabilitação para envolver as crianças e

adolescentes que atuam como soldados fortemente armados, olheiros, fogueteiros e ou

vendedores de drogas. Para isto, utiliza estratégia baseada na metodologia “Cinco Pilares”,

a qual se baseia a partir de uma abordagem integrada que une todos os serviços e

atividades oferecidas pelo Luta pela Paz, a saber: 1 – Boxe e artes marciais, aulas,

1 Graduada em Serviço Social (UFF), Pós Graduada em Violêcia Doméstica contra Crianças e Adolescentes (USP), Pós Graduanda em Gênero e Sexualidade (UERJ), integrante da Equipe Social do Luta pela Paz. Email: viviane@lutapelapaz.org.

2 Graduada em Direito (UNESA), Pós Graduada em Civil, Processo Civil e Empresarial (FESUDEPERJ), Advogada, integra a Equipe Social da Associação Luta Pela Paz e ainda, o corpo de Advogados do Escritório de Advocacia Lima e Mergulhão. Email: lorena@lutapelapaz.org.

3 Graduanda em Serviço Social pela UFRJ, em estágio na Associação Luta Pela Paz, na Maré. Email:

vivianemelquiades@lutapelapaz.org.

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treinamento e capacitação; 2 – Educação e desenvolvimento pessoal; 3 – Serviço de apoio aos participantes e seus familiares; 4 – Capacitação para acesso ao mercado de trabalho formal; 5 – Liderança Juvenil. A perspectiva do presente trabalho parte do pressuposto da importância da implementação de ações no espaço institucional com a finalidade de promover uma cultura de equidade de gênero. Assim, vislumbra-se a desconstrução da crença de que o uso da força é uma característica eminentemente masculina, haja vista a percepção e constatação da disparidade do número de meninas participantes nas atividades esportivas desenvolvidas no referido projeto. Outras ações pontuais vem sendo praticadas na instituição de maneira a impulsionar a reflexão das temáticas de gênero e sexualidade. Objetiva-se criar espaços para a discussão sobre tais conceitos, os quais são primordiais para a compreensão do mundo social e reflexão sobre a produção e reprodução de hierarquias entre homens e mulheres e marcam as identidades e coletividades, contribuindo, na maioria das vezes, para a propagação das múltiplas violências existentes.

Palavras-chave: Equidade. Gênero. Violência. Reflexão. Desigualdades.

1 Introdução

A partir de uma percepção da equipe do projeto sobre os números desiguais de meninos e meninas inscritos nas atividades esportivas e numa tentativa de equalizá-los, foram iniciados na instituição uma série de trabalhos voltados para as temáticas de Gênero e Sexualidade. Desta forma, a instituição busca promover uma cultura de equidade de gênero com os alunos como, por exemplo, possibilitar a incorporação de mulheres nas atividades de artes marciais bem como ampliar espaços de reflexão.

Pode-se visualizar, conforme quadro abaixo, os números díspares entre os alunos de ambos os sexos no projeto em questão.

SEXO POR ATIVIDADE

SEXO POR ATIVIDADE

MASC.

FEM.

TOTAL

3

Planilhas

de

Atividades – Atletas da Paz

Controle

de

     
 

BOXE

83%

17%

100%

LUTA IVRE

94%

6%

100%

CAPOEIRA

79%

21%

100%

JUDÔ

SEXO POR ATIVIDADE(em%) 100%

0%

0%

 

TOTAL

85%

15%

100%

 

MASC.

FEM.

TOTAL

BOXE

70

14

84

LUTALIVRE

50

3

53

CAPOEIRA

38

10

48

JUDÔ

0

0

0

TOTAL

158

27

185

48 JUDÔ 0 0 0 TOTAL 158 27 185 Fonte: Relatório de acompanhamento quantitativo dos jovens

Fonte: Relatório de acompanhamento quantitativo dos jovens da Associação Luta pela Paz,

2010.

Para o Luta Pela Paz é um desafio e uma necessidade entrar no campo de

discussão destes temas, visto que a instituição tem como característica principal o trabalho

através de artes marciais, historicamente analisadas como eminentemente masculinas.

Conforme indica Carrara 4 , este olhar tem fundamento através das teorias de dimensão

biológicas que defendem a existência de machos e fêmeas na espécie humana, e logo, o

comportamento de ambos estaria atrelado ao corpo, disposição dos hormônios e ao

instinto; os quais selam as personalidades dos indivíduos. Logo, na cultura ocidental

acredita-se que o masculino seja dotado de força e agressividade, já o feminino de

suavidade e delicadeza. Contudo, o autor também informam a importância, e aqui se

compartilha desse entendimento, de apostar na mudança de paradigmas, pois avalia que a

espécie humana é essencialmente social, deste modo a maneira como o homem e a mulher

agem tem relação com a realidade social e não pela anatomia. A este respeito corrobora-se

4 O referido autor é professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, neste contexto, ele explica as teorias científicas do ocidente que reafirmam a supremacia física do homem sobre a mulher.

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com afirmação de que “não se deve contrapor igualdade a diferença. De fato, a igualdade não está oposta à diferença, e sim à desigualdade, e diferença não se opõem à igualdade, e sim à padronização”. (http://.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST1/Nogueira-Felipe-Teruya

2 Desenvolvimento Somos orientados, cotidianamente, a cuidar das crianças de forma diferenciada, criando expectativas em relação à forma como devem falar, andar, sentar, mostrar o corpo, brincar, sorrir, dançar, namorar. Ou seja, de acordo com o gênero são destinados papéis específicos de como trabalhar, dirigir o carro, ganhar dinheiro, ingerir alimentos e bebidas que se confundem com características biológicas. Estes arranjos tem consequências sérias que se refletem no posicionamento de homens e mulheres no mercado de trabalho, nas relações familiares, sexuais, no esporte e acabam por fortalecer ideais preconceituosos e violentos.

Segundo Goellner, as condições de acesso e participação das mulheres nos esportes, se comparadas às dos homens, ao longo da história foram distintas quando se pensa em incentivos e oportunidades, seja no que diz respeito à participação, gestão e administração. O mesmo autor informa que a inserção das mulheres brasileiras no mundo do esporte data de meados do século XIX. No entanto, é a partir das primeiras décadas do século XX que a participação se amplia adquirindo assim, maior visibilidade. Um marco importante a ser registrado no cenário nacional dos esportes foi em 1932 na Olimpíada sediada na cidade de Los Angeles, quando o Brasil enviou sua primeira atleta mulher, a nadadora paulista Maria Lenk, então, com 17 anos de idade, fato que proporcionou a divulgação da imagem da atleta num tempo em que à mulher correspondia mais a assistência do que a prática das atividades esportivas num grau competitivo. Este fato acontece devido à ligação da mulher à natureza de frágil que culturalmente circulava os discursos e alertava para os riscos perigosos que a prática competitiva poderia representar, entre eles, o da masculinização. Apesar de ser perceptível que o número de mulheres nos esportes aumentou consideravelmente, acredita-se que ainda há muito a ser realizado para que os valores mudem, os quais contribuem para que exista uma desigualdade na participação das mesmas nos esportes e em outros espaços da sociedade, seja por falta de incentivos governamentais, seja social. Logo, é necessário reforçar que pensar gênero e sexualidade

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em nossa sociedade ainda é uma questão fundamental, visto os reflexos negativos das desigualdades relativas à hierarquização das diferenças biológicas entre homens e mulheres nas relações sociais. Com este trabalho, busca-se problematizar que somos indivíduos pertencentes a sociedades, tempos históricos e contextos culturais diversos, os quais contribuem para o estabelecimento dos modos de classificação e convivência sociais também variados. Vários autores apontam que apesar da luta por emancipação das mulheres, iniciada pelo Movimento Feminista no Brasil, há muito para ser feito, principalmente quando se pensa nas mulheres oriundas das classes populares, pois as mesmas padecem de vários problemas relativos ao gênero, classe, raça e etnia. A realidade aponta uma lacuna reforçada pela questão de gênero no mercado de trabalho no que diz respeito a homens e mulheres. A partir do século XIX, com a entrada das mulheres no mercado de trabalho e tendo como principal contratador as fábricas têxteis, percebe-se que a situação do trabalho feminino se agrava, pois as funções atribuídas pela divisão sexual do trabalho no mundo doméstico são somadas com as atividades do lar. Hodiernamente as mulheres sofrem com as consequências de terem assumido o trabalho fora do lar, pois padecem para se desvencilhar do trabalho doméstico como atividade exclusiva do sexo feminino. Contudo, não somente as mulheres são vítimas dos arranjos de Gênero e Sexualidade 5 , para Souza (2005), a violência crescente no Brasil desde a década de 1980 tem relação com o investimento e crescente modernização do crime organizado, com o crescimento de grupos de extermínio, com o aumento da pobreza e desigualdade social e com o engajamento cada vez mais precoce de jovens e adolescentes na economia informal. Há uma distribuição diferenciada da violência por gênero e é importante analisar os marcadores sociais como classe social, cor/raça, idade e segregação espacial, pois influenciam nos resultados e possibilita pensar políticas públicas específicas. Logo, ao se visualizar as vítimas de homicídio no Brasil estas em sua maioria são compostas por jovens de 15 a 39 anos, do sexo masculino, negros, oriundos de classes populares, com baixa escolaridade, e residentes em áreas urbanas pobres e periféricas. Mesmo que já existam vários registros sobre a participação feminina em grupos

5 conforme Waiselfisz entre 1996 e 2007, o total de óbitos por homicídio no país aumentou de 38.853 para 47.658 (22,7% no período). De cada 12 pessoas que morrem assassinadas no Brasil, 11 são homens (Corrêa; Alves, 2010).

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criminosos, meninos e rapazes ainda são mais atraídos pela rápida ascensão social que o

mundo do crime pode proporcionar, dada a falência de outras instituições sociais. E para Carrara (2010, p. 67) “esse contexto leva à estigmatização da pobreza e da população negra, associadas assim à criminalidade e à violência”. A violência doméstica é uma realidade presente na vida das mulheres e no espaço da Associação Luta pela Paz não é diferente. O número de alunas que revelam suas histórias de Violência Doméstica começa a tomar uma dimensão significativa, ao passo que se observa que estas mulheres passam por um processo de transformação interno, mobilizando-as a uma tomada de consciência. Mesmo que o espaço da comunidade seja marcado por impedimentos informais, por consequência do poder do tráfico de drogas as mulheres não deixam de narrar as vivências com seus maridos, companheiros e namorados, muitas vezes membros de grupos armados, fato que ratifica o medo e impunidade. Mediante tal realidade, acredita-se que a ampliação de espaços de reflexão dos temas propostos virá a contribuir na tomada de consciência e remexer nas estruturas até então intocadas. Segundo Corrêa e Alves, infere-se que “masculinidades brasileiras dominantes

em razão dessas construções do masculino,

[

homens matam muitos outros homens” (Corrêa e Alves, 2010). Refletir a violência impõe-nos a pensar como os arranjos de gênero marcam as relações de poder entre homens e mulheres na sociedade e como contribui para este quadro quando estabelece expectativas relacionadas ao feminino e ao masculino.

]

explicam o homicídio de mulheres, [

]

2.1 Objetivos Gerais:

Desenvolver uma cultura de equidade de gênero e sexualidade com adolescentes e jovens entre dezesseis e vinte nove anos vinculados ao Projeto Luta Pela Paz, bem como com a própria Equipe da Instituição.

2.2 Objetivos Específicos:

Reflexão dos adolescentes e jovens sobre o processo de produção e reprodução de hierarquias e desigualdades baseadas nas distinções de gênero e sexualidade; ações práticas para fomentar a discussão dos temas no espaço institucional, tais como a criação de um curso para capacitação em questões de gênero e sexualidade;

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formar os adolescentes participantes do curso em multiplicadores dos conhecimentos adquiridos.

2.3 Metodologia

A fim de demonstrar a concretização das ações argumentadas no presente trabalho, faz-se necessário demonstrar aqui a metodologia utilizada na instituição para fomentar o debate. A implementação de uma sala de recreação para crianças foi a primeira ação interventiva voltada para as temáticas no projeto. Este espaço, criado sob o intuito de possibilitar o acesso das alunas mães à sala de aula, de modo a permitir que no momento em que estivessem estudando seus filhos permaneceriam no projeto numa salinha de recreação. Outra ação que demonstra iniciativa da instituição, foi a capacitação para a Equipe do Projeto promovida no dia 08 do mês de fevereiro de 2011 com carga horária de oito horas, na qual todos os integrantes da Equipe participaram. A atividade foi ministrada por Andreza Silveira, graduanda do curso de Serviço Social e integrante da ONG Promundo 6 ·. No mesmo ano foi realizada reunião com os responsáveis dos alunos, no dia 25 do mês de março de 2011, na qual trabalhou-se o tema através da exibição do filme “Acorda Raimundo, acorda!”. Perfazendo este trabalho da temática, as aulas de Cidadania 7 realizadas no Projeto durante as comemorações do dia internacional da mulher foram marcadas pela temática de gênero. No mês de junho do mesmo ano trabalhou-se novamente com a mesma metodologia das aulas de Cidadania e desta vez com o tema diversidade sexual. A partir de então, a instituição estabeleceu um calendário permanente para os referidos meses, determinando-se que as temáticas sejam trabalhadas todos os anos. Ainda demonstrando as ações práticas da instituição, durante os meses de maio, junho, julho e agosto formou-se uma pequena Equipe composta por um professor, uma educadora, uma mentora, uma assistente social, uma advogada e uma voluntária, todos da instituição, para a elaboração e construção de curso sobre as temáticas em questão, curso este voltado para os alunos do projeto. Tal curso encontra-se em fase de

6 O Promundo é uma organização não governamental, sediada no Rio de Janeiro e que promove a igualdade de Gênero e o fim da violência contra mulheres, crianças e jovens, no Brasil e no Mundo.

7 Os alunos inscritos no projeto tem como condição a participação nas aulas de cidadania, as quais acontecem nos horários sobrepostos ou antepostos à sua atividade que eles realizam no Projeto. Estas aulas de cidadania abordam temas relacionados ao cotidiano, bem como temas levantados a partir de datas comemorativas ou campanhas em evidência. Evidenciando-se que as aulas são voltadas a jovens entre 07 a 29 anos.

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implementação, consubstanciando-se o mesmo no 1º Curso de Gênero e Sexualidade do Luta pela Paz, cujo público alvo é de alunos de 16 anos a 29 anos, de ambos os sexos. O Curso apresenta a perspectiva de criação de um espaço de reflexão sobre os temas, no qual utiliza-se metodologia voltada para a formação de multiplicadores das informações adquiridas. Terá a duração de um mês e meio, iniciando-se em de 27 de setembro, com término previsto para 14 de novembro do corrente ano. Por fim, numa tentativa de alterar o número de meninas nas atividades esportivas do Projeto, inauguramos turmas de artes marciais específicas para mulheres. Mister se faz esclarecer que a abertura de uma turma específica feminina, ao contrário de segregar, possibilita atrair novas alunas ao projeto, confirmando assim a tentativa de equalizar os números desiguais nas turmas de Luta e Artes Marciais.

3 Considerações finais

Espera-se ter atingido o objetivo de demonstrar com o presente artigo a importância em se estabelecer ações no espaço institucional com a finalidade de promover uma cultura de equidade de gênero e sexualidade. Percebe-se que são poucos os espaços fora dos muros da instituição que promovem este tipo de debate, sendo este um marco fundamental. Outras ações são planejadas para propiciar a desconstrução das hierarquias já mencionadas neste trabalho, tais como a contratação de uma profissional mulher para também executar atividades esportivas, já que o Projeto conta apenas com profissionais do sexo masculino como professores no esporte, fator que reforça o propósito em desestabilizar os arranjos de gênero, ao passo que tornará uma referência de que artes marciais é possível para mulheres. Acredita-se na mudança dessas normas sob uma perspectiva micro, dentro da própria instituição, promovendo a mudança de paradigmas de dentro para fora. Ressalte-se que o investimento nesta estratégia se dá sem, porém, perder de vista que é necessário propiciar um espaço de integração e troca individual entre todos os alunos. Por fim, existe enorme expectativa quanto à repercussão e retorno positivo dessas ações, reflexo que será possível observar muito em breve com a consolidação deste espaço para formadores de opiniões contrárias aos estigmas históricos que cada cidadão carrega, a

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partir da formação dos jovens multiplicadores das informações adquiridas no curso e das

muitas outras ações desenvolvidas pela instituição.

4 Referências

ALVES, José Eustáquio Diniz. CORRÊA, Sonia. Violência letal e gênero: decifrando números obscenos? Disponível em http://www.clam.org.br. Acesso em 08 ago. 2011.

CARRARA, Sérgio. Curso de Especialização em Gênero e Sexualidade v.2 e 4. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília/DF Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, 2010.

GOELLER, Silvana Vilodre. Mulher e Esporte no Brasil: Entre os Incentivos e interdições elas fazem história in: Mulher e esporte no Brasil: fragmentos de uma história generificada do livro. Pensar a Prática 8/1: 85-100, Jan./Jun. – 2005. Disponível http://www.revistas.ufg.br.php/fef/article/download/106/101 . Acesso em 02 set. 2011.

LAQUEUR, T. Inventando o sexo: Corpo e gênero dos gregos a Freud. Rio de Janeiro:

Relume Dumará, 2001.

FARAH, Marta Ferreira Santos. Gênero e políticas públicas. Revista Estud. Fem. Vol. 12 nº. 1 Florianópolis Jan./Apr. 2004.

NOGUEIRA, Juliana Keller; FELIPE, Aparecido Denton; TERUYA, Kazuko Tereza. Conceitos de Gênero, etnia e raça: reflexões sobre a diversidade cultural na educação escolar, in: Fhttp://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST1/Nogueira-Felipe-Teruya_01.pdf. Acesso em 02 set. 2011.

SANTOS, Viviane Carmen da Conceição. Luta pela Paz de Gênero – Como refletir gênero e sexualidade numa instituição de Luta e Artes Marciais? : Trabalho acadêmico de conclusão do curso de Pós Graduação Latu Sensu – Especialização em Gênero e Sexualidade/UERJ: apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

WAISELFISZ, Júlio Jacobo. Mapa da violência III: os jovens do Brasil: juventude, violência e cidadania. Brasília: UNESCO, 2002.