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19/05/16 - Escrito por Eduardo Moura na(s) categoria(s): Gestão de projetos / Processos e Organização / Workflow

de projetos / Processos e Organização / Workflow Como já pontuei em uma série de artigos

Como já pontuei em uma série de artigos para o Blog Industrial Nomus, um dos objetivos desses textos é de alguma maneira simplificar a gestão de projetos, proporcionando um entendimento mais simples e efetivo das suas aplicações na realidade da grande maioria das empresas.

O objetivo agora passa a ser o de nos apropriarmos dos conceitos das áreas de Gerenciamento de Projetos do PMI e fazermos uma adaptação livre para tentarmos construir uma forma diferente de pensar.

Neste artigo, ainda não iremos detalhar cada uma das áreas. E sim apresentar de maneira

Neste artigo, ainda não iremos detalhar cada uma das áreas. E sim apresentar de maneira simples um entrelaçamento entre elas e, mais ainda, uma sequência lógica que irá permitir pensar a gestão de projetos em sua indústria de maneira mais estruturada.

A ordem das atividades

Quem nunca se deparou com a situação de dar o preço antes de ter o projeto do produto concluído? Prazo antes de saber os riscos? Cronograma definido sem saber quais os

requisitos de qualidade? Ou ainda deu custo sem ter certeza se o trabalho seria interno ou

externo?

Essas são situações que invariavelmente ocorrem nas indústrias, e não há como dizer que são executadas de maneira errada.

A questão aqui é entendermos o encadeamento lógico entre as áreas, pois isso cria o

pensamento estruturado. A imagem 1.1 apresenta essa sequência e cria um passo a passo para pensar o projeto em si, no qual, por exemplo, antes de efetivamente ter o custo definido, todos os processos anteriores foram avaliados e validados.

Separação dos grupos

A primeira proposta nesse tópico é criar 3 grandes grupos de áreas que se concentram em

responder as seguintes questões:

É importante notar que, embora a primeira figura apresente uma sequência lógica entre todas as

É importante notar que, embora a primeira figura apresente uma sequência lógica entre todas as áreas, os grupos podem e devem estabelecer uma conexão em ordens diferentes. É normal que após fazer a análise dos riscos, seja necessário adicionar uma nova parte interessada. Mas o pensamento deve sempre iniciar por algum ponto e ter nesse início uma sequência lógica para avançar.

Outro aspecto importante e que não existe como dissociar é essa lógica de gestão do famoso PDCA, mas isso é assunto para outro artigo.

No artigo de hoje, vamos tratar no primeiro grande grupo, no qual definimos o que vamos fazer:

I. O que fazer?

1. Partes interessadas: Identificação da equipe

Tudo começa nessa fase, na qual identificamos as partes interessadas. No início, o grande esforço deve ser de abranger todos que de alguma forma estão envolvidos com o projeto.

De maneira bastante prática, devemos reunir toda a equipe, apresentar o projeto e coletar os requisitos do cliente. Basicamente, engajar a todos para que todos trabalhem sob o mesmo direcionamento.

2. Escopo: definição do escopo

Num segundo momento, precisamos avançar para a definição do escopo. Essa é uma fase crucial e uma das mais importantes de todo e qualquer projeto.

Definir exatamente o que está incluído e tão importante quanto o que não está no escopo

do projeto. Muitas vezes a etapa da definição do que não está incluído é ignorada, e

acabamos gerando grandes confusões no momento da entrega. Definir claramente o que

está e o que não está no escopo é a melhor maneira de alinhar expectativas.

3. Qualidade: definição dos requisitos de qualidade

O que é sinônimo de qualidade para uma determinada pessoa, pode não ser para outra.

Uns podem entender que esse conceito define um produto com ótimo acabamento, outros

podem entender que dignifica um produto resistente. Portanto, ter claro os requisitos de

qualidade para a realização do projeto é crucial para o sucesso.

É importante notar como as etapas anteriores de alguma forma contribuem com

informações para as etapas futuras, o que cria o que chamamos de pensamento

estruturado.

4. Riscos: previsão de riscos

A seguinte lição foi uma das principais que recebi em minha vida profissional, passada

pelo gerente do setor de planejamento de entrega de equipamentos em uma indústria

metal-mecânica na qual eu trabalhei: “Sempre me diga que não vai dar, pois se tu me

procurar para dizer que não deu, não poderei mais te ajudar”.

Esta é a importância da área de riscos e de pensar nos perigos envolvidos antes de

executar o projeto. É preciso antecipar ações para minimizar os impactos negativos e

maximizar as oportunidades, gerando ganhos para o projeto. E o principal é prever o que

pode dar errado.

Conclusão da primeira parte

Neste momento, temos definido o que vai ser feito. Envolvemos as pessoas, definimos

o que faz e o que não faz parte do projeto, entendemos os requisitos de qualidade e quais

os riscos e oportunidades a serem trabalhadas. Continue acompanhando o Blog Industrial

Nomus e confira no próximo artigo desta série o segundo grupo de áreas e como começar

a pensar em uma forma de entregar o projeto.

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projetos-o-que-fazer/#sthash.XRoVG5zH.dpuf