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Políticas e Processos de Suprimentos Eduardo Maselli

Políticas e Processos de Suprimentos

Eduardo Maselli

Programa

O Papel de Compras na Cadeia de Suprimentos ( Supply Chain)

O Papel da Cadeia de Suprimentos na Organização

O Processo de Suprimentos

Origem da Demanda

A Requisição de Compras

Análise da Requisição

Decisão de Troca ou Manutenção do Fornecedor

Processo de Seleção de Fornecedores

Escopo de RFP

Análise Técnica e Comercial de Propostas

Identificação, Qualificação e Seleção de Fornecedores

Coleta e Análise de Informações

Compliance em Suprimentos

Aula 1

O Papel de Compras na Cadeia de Suprimentos (Supply Chain)

1- O Papel de Compras na Cadeia de Suprimentos (Supply Chain)

1.1 Evolução do Conceito

- Previsão Demanda

- Compras Transacionais

Compras/

- Emissão de Ordens

Gerência

- Plan Produção

Materiais

- Estoque Fabricação

- Armazenagem

- Manuseio Materiais

- Embalagem

- Recepção Materiais

-- Estoque Prod Acabado

- Plan Distribuição

- Proces. Pedidos

-

- Serv. ao Consumidor

Transporte

- Plan Estratégico

- Serv Informação

- Marketing/Vendas

- Financeiro

Distribuição

Física

Logística

Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos

Compras: detinha o relacionamento com

fornecedores e se integrava pouco com outras áreas da empresa (financeiro, qualidade, R&D, produção)

Trabalho transacional intenso: emissão de ordens de compras, arquivos de compras anteriores, arquivo de contratos

Foco apenas no fornecedor, sem olhar a cadeia

Compras rotineiras = trabalho dobrado

Diligenciamento e pouca confiança nos parceiros

1.2- Definição de Cadeia de Suprimentos (Supply Chain)

“A cadeia de Suprimentos abrange TODAS as atividades relacionadas com o fluxo e transformação de mercadorias, desde o estágio da matéria-prima até o usuário final, bem como os respectivos fluxos de informação. Materiais e Informações fluem para baixo e para cima na cadeia de suprimentos.”

(Handfield e Nichols Jr. 1999)

Obs: Alguns autores consideram o conceito de Supply Chain igual ao de Logística

O Papel da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) na Organização

2- O Papel da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) na Organização

Fluxo dos Produtos
Fluxo dos Produtos
Demanda Empresa Demanda Suprimento Suprimento Logística Abastecimento Logística Interna Logística Distribuição
Demanda
Empresa
Demanda
Suprimento
Suprimento
Logística Abastecimento
Logística Interna
Logística Distribuição
Fluxo de Informações
Fluxo Financeiro

3 O Processo de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos na Organização

“Uma das mais significativas mudanças de paradigma de gerenciamento de negócios é que as empresas não competirão individualmente com entidades autônomas, mas

sim através de cadeias de suprimentos.

O gerenciamento dos negócios entrou em uma era de competição entre redes, e o sucesso de uma empresa ira depender da sua habilidade de tecer intrincadas redes de relacionamento ao longo de sua cadeia logística”

(Drucker, 1998)

da sua habilidade de tecer intrincadas redes de relacionamento ao longo de sua cadeia logística” (Drucker,

3.1 Definição de Gerenciamento da Cadeia de Suprimento (SCM)

“É a INTEGRAÇÃO das atividades da cadeia de suprimentos, com o intuito de obter VANTAGEM COMPETITIVA SUSTENTÁVEL”

(Hand Field e Nichol Jr, 1999)

A INTEGRAÇÃO das atividades da cadeia de suprimentos implica na necessidade de buscar maior Eficiência e Eficácia na execução das atividades

A Eficiência e Eficácia das atividades é necessária para gerar VANTAGEM COMPETITIVA

3.2 Busca e Manutenção de Vantagem Competitiva na Cadeia de Suprimentos

Origem da Demanda de Suprimentos

Gerar mais valor que os concorrentes

Valor = Benefício - Atribuído pelo Consumidor Propensão Máxima a Pagar
Valor
=
Benefício
-
Atribuído pelo Consumidor
Propensão Máxima a Pagar
Custo Gasto Total para Produzir
Custo
Gasto Total para Produzir

Vantagem Competitiva Sustentável da Cadeia de Suprimentos:

Gerar mais Valor que os Concorrentes por um tempo indefinido

3.3 Ações que afetam o resultado da empresa

Há 3 possibilidades de aumentarmos o retorno sobre o investimento em empresas industriais:

Redução dos custos associados às atividades de vendas

Aumento das vendas com ativos disponíveis (ou mais proporcinalmente mais rápido do que os investimentos

Estratégia combinada de redução de custos e aumento das vendas com os mesmos ativos

3.4 Exemplo da Importância das Ações na Cadeia de Suprimentos

Empresa com faturamento anual de R$ 1.0 bilhão, com margem líquida de lucro de 10% e 50% de

CMV

(custo da mercadoria vendida ou custo dos serviços prestados).

Um projeto de estratégia de suprimentos obtém uma redução de 5% do CMV / CSP

Qual

será a nova margem de Lucro nesta condição?

Lucro Liquido = Receita Total - CMV

10% de margem de lucro = =

50% CMV

5% de redução do CMV

------------------------------------------------------------------

Nova Margem de Lucro Total =

R$ 100 milhões R$ 500 milhões

R$

=

25 milhões

R$ 125 milhões (incremento R$ 25 milhões , 25%)

Quanto a Receita deveria aumentar para obtermos o mesmo resultado de lucro de R$ 125 milhões ,

mantendo a mesma margem de lucro em 10% ?

R$ 125 milhões = 10% da Receita, logo a Receita = R$ 1.25 Bilhão (incremento de R$ 250 milhões

ou 25% de aumento de Receita)

Avalie o esforço de aumentar a venda / receita em 25% atualmente !!!!

CMV = Custo Mercadoria Vendida

CSP = Custo Serviço Prestado

“A arte de comprar está se tornando cada vez mais uma profissão e cada vez menos um jogo de sorte. Em muitos casos não é o custo que determina o preço de venda, mas o inverso. O preço de venda necessário determina qual deve ser o

custo. Qualquer economia, resultando em redução de custo de compra, que é uma

parte de despesa de operação de uma indústria, é 100% lucro. Os lucros das compras são líquidos”. (HENRY FORD)

3.5 Importância das Ações na Cadeia de Suprimentos

O gasto das empresas em recursos externos tende a crescer quando comparado aos gastos internos como, por exemplo, salários, devido a:

Terceirização

Automação

Flexibilidade, de um modo geral, dependente de recursos externos

Desenvolvimento de fornecedores especializados

Cooperação com fornecedores-chave

O fornecimento de materiais representa em média 50 a 60% do custo de produtos industriais fabricados

3.6- Custo Total da Propriedade

Redução do

TCO

Total Cost of Ownership (TCO)

Propriedade Redução do TCO Total Cost of Ownership (TCO) Preço de Aquisição Redução do Custo da
Propriedade Redução do TCO Total Cost of Ownership (TCO) Preço de Aquisição Redução do Custo da
Preço de Aquisição Redução do Custo da Transporte Aquisição Estoque Administração Compra Produtividade
Preço de
Aquisição
Redução do
Custo da
Transporte
Aquisição
Estoque
Administração
Compra
Produtividade
Importação
Redução dos
da
Fábrica
custos internos
Movimentação
Garantia
materiais
Redução dos custos
conjuntos do
fornecedor e
compahia/ clientes
Capacisdade
P&D
Danos ao material
no campo
de Produção
Especificação
Expedição
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3.7 Objetivo de Compras

Suprir a organização com um fluxo seguro de materiais e serviços para atender sua necessidades

Assegurar continuidade de suprimento para manter relacionamentos efetivos com fontes existentes, desenvolvendo outras fontes de suprimento alternativas, contribuindo para a melhoria contínua da vantagem competitiva da empresa

Atuar de maneira ética, sustentável e de maneira integrada à cadeia (supply chain)

Administrar estoques para proporcionar o melhor serviço possível aos usuários e ao menor custo

Monitorar as tendências do mercado de suprimentos

Negociar eficazmente para trabalhar com fornecedores que buscarão benefício mútuo por meio de desempenho economicamente superior

Procurar e providenciar a entrega de materiais

Na Qualidade especificada

No Prazo necessário

No Preço justo

Na Fonte Certa

Para o funcionamento, manutenção ou ampliação da empresa

3.8- Pontos Chaves

Estratégia de Suprimento tem que estar alinhada com a estratégia de negócio da empresa

Entender sua posição relativa para maximizar resultados

Avaliar opções de fornecimento de baixo custo como

estratégia de referência

A estratégia é um documento vivo.