Arte 6

Orientações específicas
Unidade 1

O que é arte?

Objetivos
Compreender o conceito de cultura, relacionando-o à ação humana
Entender que as habilidades técnicas e culturais do ser humano se relacionam com a produção de
obras de arte
Compreender que as criações humanas são resultado da imaginação e da criatividade
Compreender o conceito de linguagem
Entender que na arte as diferentes linguagens podem interagir e se recriar
Compreender conceitos e técnicas relacionados à produção artística contemporânea
Reconhecer o avanço tecnológico como aspecto importante para as mudanças artísticas
Experienciar a criação de obras artísticas, individual e coletivamente
Vivenciar experiências artísticas e estéticas
Desenvolver a autoconfiança e a autocrítica por meio da experimentação artística
Interessar-se pela história da arte
Apreciar e valorizar obras de arte de diferentes períodos históricos

Desenvolvimento didático
Abertura
Solicite aos alunos que observem a obra Suaveselva, de Ernesto Neto, reproduzida na
abertura da Unidade. A seguir, peça-lhes que descrevam a obra, destacando as formas, as
cores e os materiais utilizados pelo artista. Pergunte-lhes se esses materiais – rede de crochê
e bolas plásticas – normalmente são associados à produção artística. Se julgar oportuno,
aproveite esse momento para orientá-los na leitura das legendas das obras de arte. Para
isso, leia com eles o boxe “As legendas” (página 23) e ajude-os a localizar cada um dos itens
mencionados na legenda da obra. Explique-lhes que a obra faz parte do acervo da Galeria
Fortes Vilaça, sediada em São Paulo (SP); no entanto, a informação que consta na legenda se
refere ao local em que a obra foi exposta, ou seja, ao Museu de Arte Moderna (MAM) de São
Paulo. Proponha-lhes, então, a realização das atividades da seção “Começando a Unidade”.
Depois que os alunos responderem, comente com eles que, diferentemente de pinturas ou
de esculturas, que, em geral, devem ser apreciadas a certa distância, a obra Suaveselva é
interativa: o espectador é convidado a percorrer o espaço da instalação, estabelecendo um
diálogo não apenas visual, mas também tátil com a obra. Comente com eles, ainda, que obras
como Suaveselva são características da produção artística atual e que, ao longo da Unidade,
estudarão o contexto histórico no qual obras desse tipo começaram a ser produzidas.
Tema 1 A capacidade criadora

Ao iniciar o trabalho com esse tema, peça aos alunos que observem as obras Doutor
em medicina, de Duane Hanson, e Poseidon, de Cyclades (reproduzidas na página 16).
1

Organização Devanil Tozzi. uma determinada cultura. A produção de obras hiper-realistas teve início no fim da década de 1960. de se relacionar com sua família. reproduzindo com perfeição as expressões e as proporções humanas. Na Grécia antiga. Comente com os alunos que a escultura Poseidon é uma cópia romana de mármore feita com base em um original grego. as comidas. Destaque os significados atribuídos a essas obras. que a língua. [. que os gregos antigos davam muita importância ao corpo bonito e saudável. principalmente entre artistas estadunidenses. dança. O educador Paulo Freire já dizia que cultura é tudo que não é natureza. ao conjunto de elementos e experiências coletivas que marcam o cotidiano das pessoas. podemos sugerir algumas definições. a religião. filosofia. ela expressava o modo de vida do cidadão. mas que a beleza do corpo não era apenas aparente.. ao criar as esculturas. discutia política e tinha gosto pelo conhecimento e pela arte. A escultura original grega era de bronze. valores e regras morais que permeiam e identificam uma comunidade ou um agrupamento de pessoas. Acredita-se que os romanos copiavam as esculturas em mármore e destruíam as originais para produzir armas com o bronze. aprendia música. como Duane Hanson.. comportamentos. circo etc. A cultura é mãe de todos “Uma definição geral da cultura tornou-se particularmente complexa hoje em dia porque ela pode ser estudada sob vários pontos de vista e poderíamos escolher várias áreas do conhecimento para defini-la: sociologia. os artistas alteravam as formas físicas reais para alcançar um “ideal de beleza humana”. Cultura é o patrimônio material e imaterial de um povo – entendendo o termo imaterial não só como a produção artística (teatro. Volume 2: As linguagens do teatro e da dança e a sala de aula. Marta Marques Costa. Comente com eles. os costumes. também. explique aos alunos que a arte grega na Antiguidade era idealista.]” SÃO PAULO (Estado). Eles poderão levantar hipóteses sobre as ferramentas que foram desenvolvidas para a criação dessas e de tantas outras obras. Teatro e dança: repertórios para a educação. Eles observam cenas do dia a dia e as 2 . uma maneira de lidar com o seu meio ambiente. hábitos e comportamentos. seja do ponto de vista material ou imaterial. o espaço onde se vive e a arte são alguns dos elementos formadores da cultura de um povo. Secretaria da Educação. ainda. literatura. Chame a atenção dos alunos para o fato de a escultura de Hanson representar uma cena do cotidiano.]. São Paulo: FDE. a família. inclusive as crianças.Orientações específicas arte 6 Pergunte-lhes que habilidades teriam as pessoas que produziram essas esculturas. artes visuais. Comente com os alunos que os diferentes significados relacionam-se à cultura. com seus amigos e com a escola. mas também como somatória de crenças. Apesar da complexidade do assunto. ou seja. ou seja. leia o texto a seguir. Explique-lhes que essa é uma característica dos artistas hiper-realistas. as roupas. é cultura [. Já a obra Doutor em medicina.] É fundamental ter em mente essa premissa básica: todos têm. Thiago Honório (colaborador)... Fundação para o Desenvolvimento da Educação. classificada como hiper-realista. tudo que o homem produz. Para mais informações sobre as definições de cultura.. 2010. era considerado belo aquele que praticava exercícios físicos. Comente. A cultura é a maneira de ser de um povo.). antropologia etc.. Ao comentar as respostas da atividade da página 16. [. Secretaria da Educação. é uma composição feita com o objetivo de imitar a realidade. concebido com base na proporção áurea.

Algumas imagens de obras de Mueck podem ser encontradas em: <http://entretenimento.uol. esses artistas desejam promover uma reflexão sobre o sistema capitalista.br/album/2014/11/19/obras-de-ron-mueck-chegam-a-pinacoteca-de-sao-paulo. apresente aos alunos algumas obras de Ron Mueck (1958-). 3 . 2015). com. Se possível. Ao produzir obras em que representam pessoas trabalhando e consumindo.Orientações específicas arte 6 recriam com riqueza de detalhes em suas obras. artista hiper-realista australiano de muito sucesso na atualidade. htm#fotoNav=20> (acesso em: 8 set.

e contemporâneo.] Uma vez que o contemporâneo deita suas raízes no período moderno que lhe é imediatamente anterior. quando aplicado à arte o termo contemporâneo vai além de simplesmente designar o que vem sendo feito agora. então. e os debates sobre ele seguem caudalosos.. do mesmo modo. investigando suas naturezas até o avesso. que obras como Suaveselva. Em primeiro lugar. do mesmo modo que a tridimensionalidade das segundas abandonou a ilustração de temas – o elogio de um herói. atuar como “coautor” da obra. convém observar que nem tudo que anda sendo feito no campo da arte é contemporâneo. só são possíveis graças a uma série de mudanças ocorridas na arte a partir do final do século XIX. A arte contemporânea nasce como resposta ao esgotamento desse ensimesmamento da arte. assim. outra. Essa relação entre o Modernismo e a arte contemporânea é explorada no texto a seguir. moderno é uma coisa. Coerente com esse vetor. anunciado por ele em 1847. um grupo de artistas inaugurou a chamada arte moderna. O tema é vasto. A bidimensionalidade das primeiras. do compromisso de uma representação fidedigna do mundo. a persistência das vanguardas em buscar o novo sublinha o desejo dos artistas de manter a experiência estética como fim em si mesmo [. e o Impressionismo que o seguiu. e que entrou em crise a partir da década de 1950. de um modo geral. será prudente alertar que a arte contemporânea não é prerrogativa de gente jovem. Salvo exceções.]. foram. Mas.]. A partir daí. e hoje o senso comum identifica ‘moderno’ como sinônimo do que há de mais novo.. com variados desdobramentos por quase todos os países do Ocidente. no que se refere a arte. Arte contemporânea – notas sobre uma noção “Primeiro foi o Futurismo.. a arte paulatinamente se afastou de seus cânones renascentistas. Entre os índices – e são tantos! – desse 4 . incapazes de propor um conjunto homogêneo de problemas e enigmas consistentes.. com o Realismo de Gustave Courbet. com as modalidades canônicas – pintura e escultura – explorando-se. A partir daí. em que o público é convidado a interagir e. Moderno é o nome de um movimento com características particulares que nasceu na Europa. situa-se o início da arte moderna em meados do século XIX. com as pinturas e esculturas se ocupando não em fabricar duplos da realidade. na falta de um nome melhor. quando. peça aos alunos que observem mais uma vez a instalação Suaveselva (reproduzida na abertura da Unidade) e retome as questões 1 e 2 (apresentadas na seção “Começando a Unidade”). mas em afirmar suas próprias realidades. – para encerrar-se numa discussão sobre sua materialidade. Diga-lhes. reunidas sob a etiqueta simples e genérica de arte contemporânea. as peculiaridades de sua volumetria etc. com a arte dando as costas para qualquer relação de ilustração do mundo. sua definição passa necessariamente pela definição desse movimento [. Mas. a encenação de uma passagem mítica etc. O desembocar na abstração foi o corolário desse processo de tematização de seus próprios elementos constitutivos. foi sendo substituído por um conjunto de manifestações que. a concretude de seus planos e cores seriam sua nova razão de ser. Embora escorado no senso comum. ao romper com os padrões clássicos.Orientações específicas arte 6 Tema 2 Arte e linguagem Ao iniciar o trabalho com o tópico “A liberdade de criação” (página 17). o mais atual ou mais contemporâneo. cada qual dotada de peculiaridades. os jovens artistas possuem trajetórias de início irregular. [... sobre o gesto que a formalizou.

Comente com os alunos que. Comente ainda que. em 1920.br/vivermente/artigos/as_artes_de_arthur_bispo_do_rosario. pelos temas. Se possível. o público é convidado a adentrar o espaço construído e a interagir com as formas. – até o florescimento de expressões híbridas. onde chegou a trabalhar como marinheiro. retomando as discussões propostas na atividade 3 da seção “Começando a Unidade”.org. Agnaldo. reconhecido como um dos mais importantes artistas brasileiros. 2015). cheirando-as e. principalmente. Imagens e informações sobre essa obra podem ser encontradas em: <www. que se encontra no Instituto Inhotim. A partir de sua descoberta. ao ser exibidas em uma reportagem de televisão sobre a Colônia Juliano Moreira. 13-16. comente com os alunos que Hélio Oiticica. Ao abordar o assunto do tópico “A participação do público” (página 18). em 2012. comente com os alunos que discutir arte é refletir sobre as mudanças nos objetos artísticos provocadas pelos novos suportes. pelos contextos e. Em 1992. (Coleção Folha explica) Ainda em relação à arte contemporânea. essas obras foram consideradas expressões de um conceito de arte à frente de seu tempo. no Rio de Janeiro. Sergipe. de conteúdo político. os happenings e as performances. e destaque seu caráter participativo. dessa maneira. Obtenha mais informações sobre a obra de Bispo do Rosário no site: <www. quando não inteiramente novas. as obras que exigiam a participação do público. ele foi internado na Colônia Juliano Moreira. Ao abordar as obras de Arthur Bispo do Rosário (reproduzidas na página 17). Ainda nesse tópico.br/inhotim/arte-contemporanea/obras/nave-deusa> (acesso em: 8 set.” FARIAS. uma das pessoas que se dedicaram a estudos relacionados à arte do inconsciente foi a médica psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). 2002. Nessa instituição. propôs a aplicação da arte no tratamento de portadores de transtornos psiquiátricos. 5 . reproduzida na abertura da Unidade. Explique-lhes que a arte deixou de ser apenas o espaço da contemplação para tornar-se também o da experimentação e o da provocação. mitológico etc. em Suaveselva. a atenção dos alunos para a obra Suaveselva. figuram desde o retorno de questões e fórmulas antes vistas como ultrapassadas – a pintura e a escultura figurativas. As obras de Bispo do Rosário foram descobertas em 1980. construindo seus próprios significados para a composição de Ernesto Neto. propôs a produção de uma arte que fosse além dos museus e das galerias e se relacionasse com o mundo e com as pessoas reais. Bispo do Rosário é reconhecido como um dos artistas que mais influenciam a produção de arte contemporânea do Brasil. Bispo do Rosário mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro. pelas poéticas dos artistas. as instalações. que. no Brasil. Comente com os alunos que produções artísticas como as de Bispo do Rosário são denominadas arte do inconsciente.com.Orientações específicas arte 6 esgotamento. mais uma vez. p.html> (acesso em: 8 set.uol. Ela se opôs aos tratamentos agressivos a que eram submetidos os pacientes das clínicas psiquiátricas e adotou as ideias defendidas pelo psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961). como as obras que oscilavam entre a pintura e a escultura. tocando-as. 2015). importante museu de arte contemporânea localizado em Brumadinho (MG). algumas delas foram expostas na Bienal de Arte de São Paulo. São Paulo: Publifolha. começou a produzir objetos com materiais retirados do lixo. Arte brasileira hoje. o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro passou a incluir as obras de Bispo do Rosário em suas exposições e. a arte ambiental etc. Bispo do Rosário produziu cerca de mil obras ao longo dos quase 50 anos em que esteve internado em clínicas psiquiátricas.inhotim. apresente aos alunos imagens da obra Nave deusa – também de Ernesto Neto –. nascido em Japaratuba. Pouco antes de completar 30 anos. por apresentar sintomas de esquizofrenia e paranoia. chame. Comente com eles que. apresente aos alunos informações a respeito desse artista.

e basicamente como instrumento contínuo na música de câmara e orquestral. A referência mais antiga que se conhece a um cravo é de 1397. a cor ganha dinamismo no espaço por meio da associação com a dança e a música e. a tangente. em Minden. assume um caráter literal de vivência.html> (acesso em: 8 set.br/cds/01/biografia. a arte deveria se relacionar com as pessoas e estas. Nesses objetos. Segundo ele. e na ópera. piano]* “Clavicórdio – Instrumento de teclado com cordas utilizado do [século] XV ao XVIII. Sobre o cravo e o piano. com o teclado encaixado ou projetando-se de um dos lados mais longos [. percute a corda. O cravo continuou em uso até o final do [século] XVIII. em Pádua (‘clavicembalum’). de Hélio Oiticica. ideia explorada por diversos artistas a partir da segunda metade do século XX. 2015). os veículos. o instrumento precursor do piano é o clavicórdio. historicamente. dessa forma. se julgar oportuno. revelados apenas quando a pessoa se movimenta. Comente que os parangolés são feitos com tecidos coloridos (que podem incluir reproduções de palavras e fotos) interligados. peça aos alunos que observem as fotos desses instrumentos reproduzidas na página 19 e que descrevam as principais diferenças observadas. É importante destacar que. tátil e rítmica. No tópico “Os frutos da imaginação” (página 19).]. a alimentação. capa 1.. os utensílios domésticos. apresente aos alunos mais informações biográficas sobre Mozart. Ao abordar a obra Parangolé P4. As roupas. pois a estrutura desses objetos artísticos depende da ação. na música solo para teclado. [.folha. e não percutidas.. reunindo sensação visual. 6 . seu reflorescimento moderno data dos anos 1880. com a arte..] Piano – [. Quando o executante pressiona a tecla. cravo.com. estandartes ou bandeiras criadas para ser vestidas ou carregadas pelo participante. comente com os alunos que as criações humanas podem ser encontradas no dia a dia. são frutos da imaginação e da criatividade dos seres humanos. [. em vez de pinçadas (como no cravo). pequena lâmina metálica presa à extremidade posterior de cada tecla. A forma habitual é de uma caixa retangular. Leia no texto a seguir informações que podem complementar o conteúdo apresentado no boxe “O cravo e o piano”. O volume do som. ou seja. as moradias. determinado pela força com que a tangente percute a corda. fica sob o controle direto do executante. só existem plenamente com a participação corporal. [Clavicórdio. Desempenhou um papel fundamental na vida musical profissional e doméstica a partir da segunda metade do [século] XVIII..] Instrumento de teclado que se distingue pelo fato de suas cordas serem percutidas por martelos. é a primeira representação conhecida. foram por nós atribuídos para fins didáticos. comente com os alunos que os parangolés são capas. Algumas informações complementares podem ser encontradas em: <http://musicaclassica. Ao tratar de música. um retábulo de 1425.Orientações específicas arte 6 Para Oiticica. não * Os títulos de textos citados que aparecem entre colchetes não são do texto original.] Cravo – Instrumento de teclado com cordas.. assim como as obras de arte.. o público deveria deixar de ser um agente passivo diante da criação artística para tornar-se parte dela. Caiu em desuso [em cerca de] 1810... ou percutidas por tangentes (como no clavicórdio). diferenciado do clavicórdio e do piano pelo fato de suas cordas serem pinçadas.

.). Ternamente. Amor perfeito! A dúvida me consome: Qual será seu lindo nome? As damas contam a Tamino que a princesa chama-se Pamina. após a audição da faixa 02 do CD. presentes na interpretação dos atores-cantores. há ainda elementos das artes visuais. que produz sua vasta gama expressiva. 720.. Creio estar apaixonado. pergunte-lhes se conseguem perceber as diferenças na produção do som. no piano. Além da música. Pergunte-lhes se já tinham ouvido o som do cravo e do piano e em que situação. As montanhas se abrem e surge um céu estrelado. de acordo com o toque. Apertá-la contra o peito.. se conseguem perceber que. que é filha da Rainha da Noite e que somente ele poderá salvá-la das mãos de um demônio. doce encanto. Ao trabalhar com a ópera A flauta mágica. que a levou para longe. Depois.. Dicionário Grove de música. A flauta mágica “[. Ao trabalhar com a faixa 01 do CD. ou seja.] Tamino olha o retrato. Após a audição. 545. Apaixonado. Neste instante ouve-se um ruído forte como um trovão. p. 7 . Tamino canta: Nunca vi tão bela imagem! Sinto tão grande emoção. as cordas são pinçadas e. comente com os alunos que a música apresentada em cravo e em piano é um trecho do “Allegro” da Sonata no 16 para piano em dó maior. ainda. o trono da Rainha da Noite. de Mozart. É importante que os alunos resgatem de suas experiências os momentos em que ouviram o som desses instrumentos. solicite a cada aluno que diga o que desenhou. Peça-lhes. Preciso encontrá-la tanto.” SADIE. Sarastro. do teatro e da dança. Grande amor. Trad. percutidas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. que descrevam o som de cada um desses instrumentos.. Sei que queima o coração. 202. Eduardo Francisco Alves. destacando o de que mais gostaram. Não sei dizer o que tenho. no cravo.. Ao realizar a atividade prática proposta na página 19. comente com os alunos que a ópera reúne elementos dos diferentes campos artísticos. Stanley (Ed. 1994. apresente à turma o trecho de uma adaptação do libreto dessa ópera reproduzido a seguir.Orientações específicas arte 6 apenas porque pode fazer soar dez ou mais notas de uma só vez. 233. No centro dele. Tamino declara-se disposto a tudo para salvar Pamina. e assim permitir a execução de praticamente qualquer tipo de peça da música ocidental. mas também porque pode ser tocado de modo piano como forte (daí o nome). K. É a imagem mais linda que ele jamais viu.

dessa forma.. a linguagem estabelece a comunicação entre os seres humanos. os elementos que formam a totalidade linguística são um tipo especial de objetos. os signos. isto é. designam outros ou representam outros. ao lado da imaginação. Wolfgang Amadeus. nos permite a criação de obras expressivas. Ao iniciar o estudo do tópico “As linguagens artísticas” (página 20). A linguagem. sentimentos e desejos. isto é. 3. Por exemplo. ROCHA. pois como que apontam para as coisas que significam.. com princípios e leis próprios. os signos linguísticos (as palavras) possuem uma função indicativa ou denotativa. Leia no texto a seguir informações sobre esse assunto.Orientações específicas arte 6 A Rainha da Noite canta: Oh! Como é triste estar Longe da filha amada. os seres humanos podem comunicar ideias e transmitir sensações. Dialogando com Língua Portuguesa Destaque a importância da linguagem verbal (oral e escrita) como forma de interação social. emoções. 4. Porque nos foi roubada. ou objetos que indicam outros. Sem poder evitar Que esse mal fosse feito. Ruth (adaptação). 2012.” MOZART.. uma totalidade estruturada. etc. Após a socialização do trecho de A flauta mágica. comente com os alunos que. isto é. a linguagem indica coisas. pergunte aos alunos se fariam modificações no desenho que produziram e quais seriam essas mudanças. A importância da linguagem 1.... os signos são palavras e os componentes das palavras (sons ou letras). A flauta mágica. peça-lhes que criem um novo desenho com base nas novas informações disponibilizadas com a leitura do texto. Mas agora a esperança Acorda no meu peito! Pois um príncipe nobre E de bom coração Dispõe-se a promover Sua libertação! As montanhas se fecham. a fumaça é um signo ou sinal de fogo. tem uma função comunicativa: por meio das palavras entramos em 8 . a linguagem é um sistema de sinais ou de signos. isto é. a linguagem é um sistema. Sem saber quem a guarda. tamanho e cor são signos de sarampo ou de catapora... Se julgar oportuno. 2. sistema esse que pode ser conhecido. No caso da linguagem. a cicatriz é signo ou sinal de uma ferida. manchas na pele de um determinado formato. p. 14-16. por meio da linguagem. São Paulo: Salamandra.

[.Orientações específicas arte 6 relação com os outros. pureza. discutimos..]” CHAUÍ.. argumentamos. Convite à filosofia. estabeleça uma parceria com o professor de Língua Portuguesa. que a linguagem é um sistema de sinais com função indicativa. portanto. se for empregada por uma criança que chora pode estar indicando uma carência ou necessidade como a sede. comunicativa.. ao ampliar o trabalho do estudo da linguagem com os alunos. mar. lágrimas. dialogamos. dependendo do sujeito que a emprega. amamos e odiamos. Assim.. das condições ou circunstâncias em que foi empregada ou do contexto em que é usada. relatamos. São Paulo: Ática. possui uma função de conhecimento e de expressão. se for empregada por um poeta. 9 . Se possível. líquido. pode conotar rios. a palavra água. persuadimos. Marilena. 5. etc. por exemplo. A definição nos diz. etc. sentimentos e valores. ou função conotativa: uma mesma palavra pode exprimir sentidos ou significados diferentes. expressiva e conotativa. conotará o elemento químico que corresponde à fórmula H2O. se for usada por um professor numa aula de química. do sujeito que a ouve e lê. 2006. p. ensinamos e aprendemos. a linguagem exprime pensamentos. isto é. chuvas. 151.

em sua casa. cheias de significados sugeridos pela forma. Esse prazer é o prazer típico da arte. A emoção artística depende. uma interpretação deve ser capaz de estimular a imaginação do público que a ela se entrega. 2004. sua forma. Todas essas impressões agradáveis. com o que se aprendeu em casa ou na escola. [. tem a ver com o que se viveu na infância. resultando da sua composição e harmonia. da maneira como nós percebemos essas coisas. leia o texto a seguir. da sociedade em que se vive. então. 20-23. Questões de arte: o belo. uma foto. O prazer do belo “Dentre as características mais importantes da arte. Trata-se do prazer que sentimos ao apreciar uma música. Nota ainda que a forma das pernas é harmoniosa e permite uma movimentação livre por parte de quem se senta. você a acha bela. é apreciado através da contemplação ou fruição. portanto. para ser arte. consegue distinguir a sua forma interessante e peculiar. uma dança. suas linhas. Você tem a sensação de que quem a concebeu entendia do corpo humano e de sua necessidade de conforto.] O prazer que a arte desperta vem da forma das coisas. sob a forma de uma entrega ou de uma fruição emocionada.” COSTA.. da região. Imaginemos o seguinte: você vê uma cadeira em uma loja. destacamos a emoção e o prazer que ela desperta e que alguns filósofos identificam como o prazer do belo ou prazer estético. O que faz a gente sentir essa emoção diante de uma música e não de outra. Quando a olha.. p. além de tudo isso. bem-feita e de preço acessível. do som. E também com o que se é. visuais ou musicais. Chamam de prazer estético aquele que. constituem o prazer do belo. [. a percepção estética e o fazer estético. muitos alunos poderão considerá-la feia e dizer que a escultura grega é mais bela. desperta em você uma sensação de leveza que combina com as linhas também leves da cadeira.. faça aos alunos as seguintes perguntas: “Que sentimentos a obra de Candido Portinari despertou em vocês?”. e os braços parecem convidar o usuário a se apoiar. do colorido. São Paulo: Moderna. porque aprecia sua concepção. que o valor estético de uma obra de arte é conferido com base nos sentimentos que ela pode despertar no observador. Como a obra representa uma cena dramática. reproduzida na página 16?”. nem são sensíveis aos mesmos efeitos. por exemplo. Para dar início a essa reflexão. textura e mesmo pelo conjunto como um todo. com nosso temperamento. Tudo isso nos faz sensíveis a determinadas linguagens e a certas soluções plásticas. Sobre essa questão. fácil de carregar. “Vocês a consideram tão bela quanto a escultura Poseidon.Orientações específicas arte 6 Tema 3 O belo e a cultura Ao iniciar o trabalho com o tema promova uma reflexão a respeito do conceito de belo na arte. Ele está assim procurando mostrar que a beleza que caracteriza a obra de arte deve vir de dentro do observador.. Isso explica por que nem todos acham as mesmas coisas belas. Acha que ela é leve. Afirma que. 10 . do tempo e das pessoas com quem convivemos. uma pintura. A sua cor clara. Mas.] O diretor de teatro inglês Peter Brook diz que a beleza de uma peça está na qualidade e na perfeição que o público é capaz de identificar num simples gesto ou numa palavra. Comente com eles. do ritmo. cor. Gosta tanto dela que a deixa em lugar bem visível. mesmo quando não está pensando sequer em se sentar nela... Você finalmente compra a cadeira e sente prazer quando a olha. Cristina. de uma imagem e não de outra.

Explique-lhes que a escolha de materiais inusitados. 2015). pois nele se concretiza a ação do artista. Imagens das obras do artista podem ser acessadas em: <http://vikmuniz. de Vik Muniz. Peça-lhes que observem os materiais utilizados pelo artista e comente com eles que a citação de obras clássicas é uma característica da arte contemporânea. Comente que o sentido artístico também encontra-se no registro fotográfico das obras de Vik Muniz apresentadas na Unidade. se possível. como lixo. marca muitas produções de Vik Muniz. depois de Caravaggio (reproduzida na página 25) e Medusa Marinara (reproduzida na página 26). açúcar e chocolate. depois de Caravaggio” e “Recriando obras clássicas” (páginas 25 e 26). 11 . papel picado e alimentos (macarrão. retome as discussões a respeito da liberdade de criação dos artistas na atualidade e apresente aos alunos as obras Narciso. Ao abordar os tópicos “Narciso. apresente um trecho do texto acima aos alunos. Diga-lhes ainda que Vik Muniz utiliza diferentes técnicas para produzir suas obras e. A discussão a respeito do valor estético das produções artísticas é fundamental para que eles compreendam as propostas contemporâneas que serão apresentadas ao longo da coleção. por exemplo).net/pt/gallery> (acesso em: 8 set. apresente-lhes outras criações do artista.Orientações específicas arte 6 Se julgar oportuno. considerado um expoente da arte contemporânea brasileira.

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