Arte 6

Orientações específicas
Unidade 1

O que é arte?

Objetivos
Compreender o conceito de cultura, relacionando-o à ação humana
Entender que as habilidades técnicas e culturais do ser humano se relacionam com a produção de
obras de arte
Compreender que as criações humanas são resultado da imaginação e da criatividade
Compreender o conceito de linguagem
Entender que na arte as diferentes linguagens podem interagir e se recriar
Compreender conceitos e técnicas relacionados à produção artística contemporânea
Reconhecer o avanço tecnológico como aspecto importante para as mudanças artísticas
Experienciar a criação de obras artísticas, individual e coletivamente
Vivenciar experiências artísticas e estéticas
Desenvolver a autoconfiança e a autocrítica por meio da experimentação artística
Interessar-se pela história da arte
Apreciar e valorizar obras de arte de diferentes períodos históricos

Desenvolvimento didático
Abertura
Solicite aos alunos que observem a obra Suaveselva, de Ernesto Neto, reproduzida na
abertura da Unidade. A seguir, peça-lhes que descrevam a obra, destacando as formas, as
cores e os materiais utilizados pelo artista. Pergunte-lhes se esses materiais – rede de crochê
e bolas plásticas – normalmente são associados à produção artística. Se julgar oportuno,
aproveite esse momento para orientá-los na leitura das legendas das obras de arte. Para
isso, leia com eles o boxe “As legendas” (página 23) e ajude-os a localizar cada um dos itens
mencionados na legenda da obra. Explique-lhes que a obra faz parte do acervo da Galeria
Fortes Vilaça, sediada em São Paulo (SP); no entanto, a informação que consta na legenda se
refere ao local em que a obra foi exposta, ou seja, ao Museu de Arte Moderna (MAM) de São
Paulo. Proponha-lhes, então, a realização das atividades da seção “Começando a Unidade”.
Depois que os alunos responderem, comente com eles que, diferentemente de pinturas ou
de esculturas, que, em geral, devem ser apreciadas a certa distância, a obra Suaveselva é
interativa: o espectador é convidado a percorrer o espaço da instalação, estabelecendo um
diálogo não apenas visual, mas também tátil com a obra. Comente com eles, ainda, que obras
como Suaveselva são características da produção artística atual e que, ao longo da Unidade,
estudarão o contexto histórico no qual obras desse tipo começaram a ser produzidas.
Tema 1 A capacidade criadora

Ao iniciar o trabalho com esse tema, peça aos alunos que observem as obras Doutor
em medicina, de Duane Hanson, e Poseidon, de Cyclades (reproduzidas na página 16).
1

uma determinada cultura. Secretaria da Educação. que os gregos antigos davam muita importância ao corpo bonito e saudável. discutia política e tinha gosto pelo conhecimento e pela arte. filosofia. Volume 2: As linguagens do teatro e da dança e a sala de aula. podemos sugerir algumas definições. ou seja. o espaço onde se vive e a arte são alguns dos elementos formadores da cultura de um povo. artes visuais. mas que a beleza do corpo não era apenas aparente. ao criar as esculturas. Para mais informações sobre as definições de cultura. Destaque os significados atribuídos a essas obras. seja do ponto de vista material ou imaterial. ou seja. literatura. Comente com eles. ainda. Eles observam cenas do dia a dia e as 2 . A escultura original grega era de bronze. A cultura é mãe de todos “Uma definição geral da cultura tornou-se particularmente complexa hoje em dia porque ela pode ser estudada sob vários pontos de vista e poderíamos escolher várias áreas do conhecimento para defini-la: sociologia..] É fundamental ter em mente essa premissa básica: todos têm. principalmente entre artistas estadunidenses.. com seus amigos e com a escola.]. comportamentos. de se relacionar com sua família. Ao comentar as respostas da atividade da página 16. as roupas. A produção de obras hiper-realistas teve início no fim da década de 1960. dança. é cultura [. ela expressava o modo de vida do cidadão. que a língua. concebido com base na proporção áurea. Acredita-se que os romanos copiavam as esculturas em mármore e destruíam as originais para produzir armas com o bronze. [. os artistas alteravam as formas físicas reais para alcançar um “ideal de beleza humana”. valores e regras morais que permeiam e identificam uma comunidade ou um agrupamento de pessoas. Chame a atenção dos alunos para o fato de a escultura de Hanson representar uma cena do cotidiano. Secretaria da Educação.. mas também como somatória de crenças. como Duane Hanson. é uma composição feita com o objetivo de imitar a realidade.. classificada como hiper-realista. Comente com os alunos que a escultura Poseidon é uma cópia romana de mármore feita com base em um original grego. Comente com os alunos que os diferentes significados relacionam-se à cultura.]” SÃO PAULO (Estado). as comidas. a religião.). Marta Marques Costa. 2010. Já a obra Doutor em medicina. Thiago Honório (colaborador). Eles poderão levantar hipóteses sobre as ferramentas que foram desenvolvidas para a criação dessas e de tantas outras obras. era considerado belo aquele que praticava exercícios físicos.Orientações específicas arte 6 Pergunte-lhes que habilidades teriam as pessoas que produziram essas esculturas. A cultura é a maneira de ser de um povo. reproduzindo com perfeição as expressões e as proporções humanas. Fundação para o Desenvolvimento da Educação. também. aprendia música. ao conjunto de elementos e experiências coletivas que marcam o cotidiano das pessoas. tudo que o homem produz. Apesar da complexidade do assunto. leia o texto a seguir. Comente.. uma maneira de lidar com o seu meio ambiente. O educador Paulo Freire já dizia que cultura é tudo que não é natureza. Na Grécia antiga. Explique-lhes que essa é uma característica dos artistas hiper-realistas. [. Teatro e dança: repertórios para a educação. antropologia etc. circo etc. hábitos e comportamentos. inclusive as crianças. Organização Devanil Tozzi. Cultura é o patrimônio material e imaterial de um povo – entendendo o termo imaterial não só como a produção artística (teatro. os costumes. São Paulo: FDE.. a família. explique aos alunos que a arte grega na Antiguidade era idealista.

com.br/album/2014/11/19/obras-de-ron-mueck-chegam-a-pinacoteca-de-sao-paulo. 3 . Se possível. apresente aos alunos algumas obras de Ron Mueck (1958-). Algumas imagens de obras de Mueck podem ser encontradas em: <http://entretenimento. 2015).Orientações específicas arte 6 recriam com riqueza de detalhes em suas obras. htm#fotoNav=20> (acesso em: 8 set. artista hiper-realista australiano de muito sucesso na atualidade.uol. esses artistas desejam promover uma reflexão sobre o sistema capitalista. Ao produzir obras em que representam pessoas trabalhando e consumindo.

foram. em que o público é convidado a interagir e. reunidas sob a etiqueta simples e genérica de arte contemporânea.Orientações específicas arte 6 Tema 2 Arte e linguagem Ao iniciar o trabalho com o tópico “A liberdade de criação” (página 17). Coerente com esse vetor. Moderno é o nome de um movimento com características particulares que nasceu na Europa.. com as pinturas e esculturas se ocupando não em fabricar duplos da realidade. a encenação de uma passagem mítica etc. a concretude de seus planos e cores seriam sua nova razão de ser. A partir daí...]. Diga-lhes. A bidimensionalidade das primeiras. então. A partir daí. as peculiaridades de sua volumetria etc. Mas. com a arte dando as costas para qualquer relação de ilustração do mundo. com o Realismo de Gustave Courbet. o mais atual ou mais contemporâneo.. outra. e o Impressionismo que o seguiu.. do mesmo modo. Entre os índices – e são tantos! – desse 4 . de um modo geral. Embora escorado no senso comum. A arte contemporânea nasce como resposta ao esgotamento desse ensimesmamento da arte. na falta de um nome melhor. quando aplicado à arte o termo contemporâneo vai além de simplesmente designar o que vem sendo feito agora. sobre o gesto que a formalizou. um grupo de artistas inaugurou a chamada arte moderna. Essa relação entre o Modernismo e a arte contemporânea é explorada no texto a seguir. os jovens artistas possuem trajetórias de início irregular. e contemporâneo. O tema é vasto. e hoje o senso comum identifica ‘moderno’ como sinônimo do que há de mais novo. com as modalidades canônicas – pintura e escultura – explorando-se. e os debates sobre ele seguem caudalosos. no que se refere a arte. foi sendo substituído por um conjunto de manifestações que. só são possíveis graças a uma série de mudanças ocorridas na arte a partir do final do século XIX.. O desembocar na abstração foi o corolário desse processo de tematização de seus próprios elementos constitutivos. situa-se o início da arte moderna em meados do século XIX. moderno é uma coisa. [. do compromisso de uma representação fidedigna do mundo. incapazes de propor um conjunto homogêneo de problemas e enigmas consistentes. será prudente alertar que a arte contemporânea não é prerrogativa de gente jovem. sua definição passa necessariamente pela definição desse movimento [. Mas. com variados desdobramentos por quase todos os países do Ocidente. peça aos alunos que observem mais uma vez a instalação Suaveselva (reproduzida na abertura da Unidade) e retome as questões 1 e 2 (apresentadas na seção “Começando a Unidade”). cada qual dotada de peculiaridades. atuar como “coautor” da obra.] Uma vez que o contemporâneo deita suas raízes no período moderno que lhe é imediatamente anterior. Em primeiro lugar.]. – para encerrar-se numa discussão sobre sua materialidade. e que entrou em crise a partir da década de 1950. convém observar que nem tudo que anda sendo feito no campo da arte é contemporâneo. anunciado por ele em 1847. do mesmo modo que a tridimensionalidade das segundas abandonou a ilustração de temas – o elogio de um herói. investigando suas naturezas até o avesso. assim. a arte paulatinamente se afastou de seus cânones renascentistas. mas em afirmar suas próprias realidades. ao romper com os padrões clássicos. Salvo exceções. que obras como Suaveselva. Arte contemporânea – notas sobre uma noção “Primeiro foi o Futurismo. quando. a persistência das vanguardas em buscar o novo sublinha o desejo dos artistas de manter a experiência estética como fim em si mesmo [.

no Rio de Janeiro. apresente aos alunos informações a respeito desse artista. em 2012.br/vivermente/artigos/as_artes_de_arthur_bispo_do_rosario. ao ser exibidas em uma reportagem de televisão sobre a Colônia Juliano Moreira. Se possível. p.” FARIAS. Obtenha mais informações sobre a obra de Bispo do Rosário no site: <www. as obras que exigiam a participação do público. mitológico etc. 13-16. Arte brasileira hoje. Comente com os alunos que. pelas poéticas dos artistas. apresente aos alunos imagens da obra Nave deusa – também de Ernesto Neto –. Agnaldo. nascido em Japaratuba. o público é convidado a adentrar o espaço construído e a interagir com as formas. Sergipe. a atenção dos alunos para a obra Suaveselva. a arte ambiental etc.org. começou a produzir objetos com materiais retirados do lixo. o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro passou a incluir as obras de Bispo do Rosário em suas exposições e. importante museu de arte contemporânea localizado em Brumadinho (MG). tocando-as.uol. A partir de sua descoberta. Pouco antes de completar 30 anos. (Coleção Folha explica) Ainda em relação à arte contemporânea. essas obras foram consideradas expressões de um conceito de arte à frente de seu tempo. mais uma vez. 2015).br/inhotim/arte-contemporanea/obras/nave-deusa> (acesso em: 8 set. São Paulo: Publifolha. Ainda nesse tópico. reproduzida na abertura da Unidade. Ao abordar o assunto do tópico “A participação do público” (página 18). que se encontra no Instituto Inhotim. 5 . 2015). pelos temas. Bispo do Rosário é reconhecido como um dos artistas que mais influenciam a produção de arte contemporânea do Brasil. as instalações. retomando as discussões propostas na atividade 3 da seção “Começando a Unidade”. uma das pessoas que se dedicaram a estudos relacionados à arte do inconsciente foi a médica psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). – até o florescimento de expressões híbridas. e destaque seu caráter participativo.com. Comente com eles que. cheirando-as e.html> (acesso em: 8 set. propôs a aplicação da arte no tratamento de portadores de transtornos psiquiátricos. Ela se opôs aos tratamentos agressivos a que eram submetidos os pacientes das clínicas psiquiátricas e adotou as ideias defendidas pelo psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961). os happenings e as performances. reconhecido como um dos mais importantes artistas brasileiros.inhotim. 2002. no Brasil. como as obras que oscilavam entre a pintura e a escultura. por apresentar sintomas de esquizofrenia e paranoia. chame. Nessa instituição.Orientações específicas arte 6 esgotamento. Imagens e informações sobre essa obra podem ser encontradas em: <www. Bispo do Rosário mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro. quando não inteiramente novas. de conteúdo político. dessa maneira. Comente com os alunos que produções artísticas como as de Bispo do Rosário são denominadas arte do inconsciente. Bispo do Rosário produziu cerca de mil obras ao longo dos quase 50 anos em que esteve internado em clínicas psiquiátricas. Explique-lhes que a arte deixou de ser apenas o espaço da contemplação para tornar-se também o da experimentação e o da provocação. pelos contextos e. figuram desde o retorno de questões e fórmulas antes vistas como ultrapassadas – a pintura e a escultura figurativas. propôs a produção de uma arte que fosse além dos museus e das galerias e se relacionasse com o mundo e com as pessoas reais. comente com os alunos que discutir arte é refletir sobre as mudanças nos objetos artísticos provocadas pelos novos suportes. ele foi internado na Colônia Juliano Moreira. algumas delas foram expostas na Bienal de Arte de São Paulo. que. comente com os alunos que Hélio Oiticica. principalmente. em Suaveselva. construindo seus próprios significados para a composição de Ernesto Neto. onde chegou a trabalhar como marinheiro. Em 1992. As obras de Bispo do Rosário foram descobertas em 1980. Comente ainda que. Ao abordar as obras de Arthur Bispo do Rosário (reproduzidas na página 17). em 1920.

dessa forma. Caiu em desuso [em cerca de] 1810. assume um caráter literal de vivência. Ao abordar a obra Parangolé P4. Algumas informações complementares podem ser encontradas em: <http://musicaclassica. a cor ganha dinamismo no espaço por meio da associação com a dança e a música e. Ao tratar de música. o instrumento precursor do piano é o clavicórdio. 6 . em Minden. a tangente. ideia explorada por diversos artistas a partir da segunda metade do século XX. se julgar oportuno. A forma habitual é de uma caixa retangular.. os veículos.. comente com os alunos que as criações humanas podem ser encontradas no dia a dia. determinado pela força com que a tangente percute a corda. Leia no texto a seguir informações que podem complementar o conteúdo apresentado no boxe “O cravo e o piano”.]. fica sob o controle direto do executante.html> (acesso em: 8 set. na música solo para teclado.. reunindo sensação visual.br/cds/01/biografia. e não percutidas. os utensílios domésticos. cravo. a alimentação.] Cravo – Instrumento de teclado com cordas. o público deveria deixar de ser um agente passivo diante da criação artística para tornar-se parte dela. Segundo ele.. em vez de pinçadas (como no cravo). peça aos alunos que observem as fotos desses instrumentos reproduzidas na página 19 e que descrevam as principais diferenças observadas. A referência mais antiga que se conhece a um cravo é de 1397. percute a corda. As roupas. e na ópera. É importante destacar que. No tópico “Os frutos da imaginação” (página 19). O volume do som. assim como as obras de arte. tátil e rítmica. seu reflorescimento moderno data dos anos 1880. é a primeira representação conhecida. [. historicamente. são frutos da imaginação e da criatividade dos seres humanos. estandartes ou bandeiras criadas para ser vestidas ou carregadas pelo participante. pois a estrutura desses objetos artísticos depende da ação. Comente que os parangolés são feitos com tecidos coloridos (que podem incluir reproduções de palavras e fotos) interligados. pequena lâmina metálica presa à extremidade posterior de cada tecla. foram por nós atribuídos para fins didáticos.] Instrumento de teclado que se distingue pelo fato de suas cordas serem percutidas por martelos. em Pádua (‘clavicembalum’). Desempenhou um papel fundamental na vida musical profissional e doméstica a partir da segunda metade do [século] XVIII.. diferenciado do clavicórdio e do piano pelo fato de suas cordas serem pinçadas.Orientações específicas arte 6 Para Oiticica. comente com os alunos que os parangolés são capas.] Piano – [. piano]* “Clavicórdio – Instrumento de teclado com cordas utilizado do [século] XV ao XVIII. com o teclado encaixado ou projetando-se de um dos lados mais longos [. com a arte. de Hélio Oiticica. e basicamente como instrumento contínuo na música de câmara e orquestral. ou percutidas por tangentes (como no clavicórdio). [. [Clavicórdio. as moradias. Sobre o cravo e o piano. ou seja. apresente aos alunos mais informações biográficas sobre Mozart. Quando o executante pressiona a tecla. só existem plenamente com a participação corporal. 2015). não * Os títulos de textos citados que aparecem entre colchetes não são do texto original..com. um retábulo de 1425.. revelados apenas quando a pessoa se movimenta. Nesses objetos.. capa 1. O cravo continuou em uso até o final do [século] XVIII. a arte deveria se relacionar com as pessoas e estas.folha.

presentes na interpretação dos atores-cantores. No centro dele. Não sei dizer o que tenho. 545.. Além da música. Apertá-la contra o peito. A flauta mágica “[. ainda. após a audição da faixa 02 do CD.Orientações específicas arte 6 apenas porque pode fazer soar dez ou mais notas de uma só vez. Grande amor.] Tamino olha o retrato. Apaixonado. pergunte-lhes se conseguem perceber as diferenças na produção do som. percutidas. que descrevam o som de cada um desses instrumentos. Após a audição. É importante que os alunos resgatem de suas experiências os momentos em que ouviram o som desses instrumentos. Trad. as cordas são pinçadas e. há ainda elementos das artes visuais.” SADIE. Ao realizar a atividade prática proposta na página 19. que é filha da Rainha da Noite e que somente ele poderá salvá-la das mãos de um demônio. 233. no piano. se conseguem perceber que. Creio estar apaixonado. no cravo. Ao trabalhar com a ópera A flauta mágica.). ou seja. que produz sua vasta gama expressiva. 720. do teatro e da dança.. mas também porque pode ser tocado de modo piano como forte (daí o nome). comente com os alunos que a ópera reúne elementos dos diferentes campos artísticos.. doce encanto. Tamino canta: Nunca vi tão bela imagem! Sinto tão grande emoção. Depois. e assim permitir a execução de praticamente qualquer tipo de peça da música ocidental.. As montanhas se abrem e surge um céu estrelado.. Preciso encontrá-la tanto. destacando o de que mais gostaram. de acordo com o toque. Ternamente. o trono da Rainha da Noite. Sarastro. Pergunte-lhes se já tinham ouvido o som do cravo e do piano e em que situação. Dicionário Grove de música. É a imagem mais linda que ele jamais viu. 202. solicite a cada aluno que diga o que desenhou. Tamino declara-se disposto a tudo para salvar Pamina. de Mozart. comente com os alunos que a música apresentada em cravo e em piano é um trecho do “Allegro” da Sonata no 16 para piano em dó maior. Ao trabalhar com a faixa 01 do CD. 1994. Peça-lhes. Sei que queima o coração. K. que a levou para longe. Neste instante ouve-se um ruído forte como um trovão. Amor perfeito! A dúvida me consome: Qual será seu lindo nome? As damas contam a Tamino que a princesa chama-se Pamina. apresente à turma o trecho de uma adaptação do libreto dessa ópera reproduzido a seguir. Stanley (Ed.. Eduardo Francisco Alves. p. 7 . Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

dessa forma. a linguagem é um sistema de sinais ou de signos. sentimentos e desejos. 4.. peça-lhes que criem um novo desenho com base nas novas informações disponibilizadas com a leitura do texto. ao lado da imaginação.. Ruth (adaptação). isto é. por meio da linguagem. designam outros ou representam outros.. A importância da linguagem 1. os signos. nos permite a criação de obras expressivas. Sem saber quem a guarda. pergunte aos alunos se fariam modificações no desenho que produziram e quais seriam essas mudanças. com princípios e leis próprios. isto é. No caso da linguagem. Wolfgang Amadeus. a fumaça é um signo ou sinal de fogo.Orientações específicas arte 6 A Rainha da Noite canta: Oh! Como é triste estar Longe da filha amada. Após a socialização do trecho de A flauta mágica. Ao iniciar o estudo do tópico “As linguagens artísticas” (página 20).. etc. 14-16. 3.. a cicatriz é signo ou sinal de uma ferida. Porque nos foi roubada. Leia no texto a seguir informações sobre esse assunto. p. A linguagem.. comente com os alunos que. tamanho e cor são signos de sarampo ou de catapora.. São Paulo: Salamandra. Mas agora a esperança Acorda no meu peito! Pois um príncipe nobre E de bom coração Dispõe-se a promover Sua libertação! As montanhas se fecham. isto é. pois como que apontam para as coisas que significam. ou objetos que indicam outros. a linguagem estabelece a comunicação entre os seres humanos. Se julgar oportuno. Dialogando com Língua Portuguesa Destaque a importância da linguagem verbal (oral e escrita) como forma de interação social. Por exemplo. 2012. isto é. os seres humanos podem comunicar ideias e transmitir sensações. sistema esse que pode ser conhecido. ROCHA.. os signos são palavras e os componentes das palavras (sons ou letras).” MOZART. uma totalidade estruturada. a linguagem é um sistema. emoções. a linguagem indica coisas. A flauta mágica. Sem poder evitar Que esse mal fosse feito. tem uma função comunicativa: por meio das palavras entramos em 8 . manchas na pele de um determinado formato. 2. os signos linguísticos (as palavras) possuem uma função indicativa ou denotativa. os elementos que formam a totalidade linguística são um tipo especial de objetos.

A definição nos diz. discutimos.. [. sentimentos e valores. ou função conotativa: uma mesma palavra pode exprimir sentidos ou significados diferentes. São Paulo: Ática. Se possível. possui uma função de conhecimento e de expressão. pureza.]” CHAUÍ. das condições ou circunstâncias em que foi empregada ou do contexto em que é usada. ensinamos e aprendemos. isto é. etc. relatamos. Assim. que a linguagem é um sistema de sinais com função indicativa. se for empregada por uma criança que chora pode estar indicando uma carência ou necessidade como a sede. estabeleça uma parceria com o professor de Língua Portuguesa. 5. 9 . se for usada por um professor numa aula de química. a palavra água. a linguagem exprime pensamentos. líquido. persuadimos.. se for empregada por um poeta. Convite à filosofia.. amamos e odiamos. 2006. expressiva e conotativa. chuvas. pode conotar rios. portanto. 151. etc. p. Marilena. por exemplo. dependendo do sujeito que a emprega. argumentamos.. dialogamos. comunicativa. do sujeito que a ouve e lê.Orientações específicas arte 6 relação com os outros. conotará o elemento químico que corresponde à fórmula H2O. mar. lágrimas. ao ampliar o trabalho do estudo da linguagem com os alunos.

por exemplo. 20-23. desperta em você uma sensação de leveza que combina com as linhas também leves da cadeira. Sobre essa questão. 10 . portanto. Você tem a sensação de que quem a concebeu entendia do corpo humano e de sua necessidade de conforto.. do som. então. e os braços parecem convidar o usuário a se apoiar. de uma imagem e não de outra. resultando da sua composição e harmonia. tem a ver com o que se viveu na infância. Comente com eles. leia o texto a seguir. da maneira como nós percebemos essas coisas. Chamam de prazer estético aquele que. Nota ainda que a forma das pernas é harmoniosa e permite uma movimentação livre por parte de quem se senta. Gosta tanto dela que a deixa em lugar bem visível. bem-feita e de preço acessível. uma interpretação deve ser capaz de estimular a imaginação do público que a ela se entrega. uma foto. Como a obra representa uma cena dramática.” COSTA. suas linhas.. O prazer do belo “Dentre as características mais importantes da arte. do colorido. com o que se aprendeu em casa ou na escola. cheias de significados sugeridos pela forma. Tudo isso nos faz sensíveis a determinadas linguagens e a certas soluções plásticas. faça aos alunos as seguintes perguntas: “Que sentimentos a obra de Candido Portinari despertou em vocês?”.. E também com o que se é. consegue distinguir a sua forma interessante e peculiar. com nosso temperamento.Orientações específicas arte 6 Tema 3 O belo e a cultura Ao iniciar o trabalho com o tema promova uma reflexão a respeito do conceito de belo na arte. constituem o prazer do belo. uma pintura. Cristina. em sua casa. para ser arte.] O prazer que a arte desperta vem da forma das coisas. “Vocês a consideram tão bela quanto a escultura Poseidon. Imaginemos o seguinte: você vê uma cadeira em uma loja. do tempo e das pessoas com quem convivemos. Trata-se do prazer que sentimos ao apreciar uma música. Quando a olha. 2004. sob a forma de uma entrega ou de uma fruição emocionada. que o valor estético de uma obra de arte é conferido com base nos sentimentos que ela pode despertar no observador. porque aprecia sua concepção. Questões de arte: o belo. cor. do ritmo. Você finalmente compra a cadeira e sente prazer quando a olha. Para dar início a essa reflexão. uma dança. da sociedade em que se vive. é apreciado através da contemplação ou fruição. destacamos a emoção e o prazer que ela desperta e que alguns filósofos identificam como o prazer do belo ou prazer estético. mesmo quando não está pensando sequer em se sentar nela. [. A sua cor clara. p. sua forma. A emoção artística depende. Esse prazer é o prazer típico da arte. visuais ou musicais. textura e mesmo pelo conjunto como um todo. você a acha bela. Afirma que.] O diretor de teatro inglês Peter Brook diz que a beleza de uma peça está na qualidade e na perfeição que o público é capaz de identificar num simples gesto ou numa palavra.. fácil de carregar. reproduzida na página 16?”.. além de tudo isso. muitos alunos poderão considerá-la feia e dizer que a escultura grega é mais bela. Todas essas impressões agradáveis.. Acha que ela é leve. da região. O que faz a gente sentir essa emoção diante de uma música e não de outra. Mas. São Paulo: Moderna. Ele está assim procurando mostrar que a beleza que caracteriza a obra de arte deve vir de dentro do observador. a percepção estética e o fazer estético. nem são sensíveis aos mesmos efeitos. Isso explica por que nem todos acham as mesmas coisas belas. [.

apresente-lhes outras criações do artista. por exemplo). Peça-lhes que observem os materiais utilizados pelo artista e comente com eles que a citação de obras clássicas é uma característica da arte contemporânea. açúcar e chocolate. depois de Caravaggio (reproduzida na página 25) e Medusa Marinara (reproduzida na página 26). Explique-lhes que a escolha de materiais inusitados. 2015). Imagens das obras do artista podem ser acessadas em: <http://vikmuniz. pois nele se concretiza a ação do artista. Comente que o sentido artístico também encontra-se no registro fotográfico das obras de Vik Muniz apresentadas na Unidade. como lixo. de Vik Muniz.Orientações específicas arte 6 Se julgar oportuno. Diga-lhes ainda que Vik Muniz utiliza diferentes técnicas para produzir suas obras e. considerado um expoente da arte contemporânea brasileira. marca muitas produções de Vik Muniz. 11 . se possível. Ao abordar os tópicos “Narciso. depois de Caravaggio” e “Recriando obras clássicas” (páginas 25 e 26). apresente um trecho do texto acima aos alunos.net/pt/gallery> (acesso em: 8 set. retome as discussões a respeito da liberdade de criação dos artistas na atualidade e apresente aos alunos as obras Narciso. papel picado e alimentos (macarrão. A discussão a respeito do valor estético das produções artísticas é fundamental para que eles compreendam as propostas contemporâneas que serão apresentadas ao longo da coleção.

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