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A VISITAÇÃO da Virgem Maria

A Virgem Maria de Nazaré, visitou Isabel, sua prima, casada com o patriarca Zacarias.

Diz-nos a narração que Maria, jovem mulher de Nazaré, desposada com José varão da
tribo de David, ambos consagrados no serviço do Templo, havia recebido com a
mensagem do anjo Gabriel a Missão sublime de ser mãe de Jesus, o Emanuel, o filho de
Deus (faça-se em mim segundo a Vossa vontade…). Nessa mesma hora teve a notícia
inesperada da gravidez de sua prima Isabel, que já estaria mesmo de vários meses.

Maria deixou tudo, pôs de lado todas as suas dúvidas e preocupações sociais, do
momento e partiu.
Sua prima vivia em terra distante, noutra região e a viagem não seria fácil.
Nada disto preocupou Maria. Naquele momento a sua Missão era ajudar a sua prima e
tudo o resto poderia esperar. A solidariedade não era palavra vã para esta jovem e o seu
semelhante estava primeiro que tudo.
Alem do mais, Maria tinha também uma novidade. Ela também estava de esperanças e a
criança que haveria de nascer de si era o filho de Deus.
Era qualquer coisa de tão extraordinário que não cabia no seu peito! Tinha de o partilhar
com alguém.

Aqui temos Maria exemplo de solidariedade absoluta em favor de sua prima (seu
próximo) naquele momento mais necessitada e ajuda. Há que deixar tudo e partir...
Temos também Maria a missionária, que parte, sem olhar para trás a anunciar a Boa
Nova do seu Jesus. Ele é filho de Deus, é a vida de Deus em mim.

Registamos também, o testemunho de Isabel, que não duvida (“…logo que ouvi a voz
da tua saudação…”) e de imediato reconhece naquela jovem, sua prima, a “mãe do meu
Senhor”(“…d’onde me vem a dita de receber a mãe do meu Senhor?”)
A resposta de Maria é deslumbrante e constitui o hino mais belo que alguma vez
ouvimos:
“A minha alma glorifica o Senhor
E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da Sua serva…
O Todo Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o Seu Nome
A Sua misericórdia se estende de geração em geração.

Aos famintos encheu de bens
E aos ricos despediu de mãos vazias.
Glória ao Pai, ao Filhos e ao Espírito Santo
Como era no princípio agora e sempre, amem!

É a ocasião, agora, para reflectirmos nós, sobre este acontecimento na vida destas duas
mulheres fundamentais da vida do Povo de Deus e perguntarmo-nos:
- Estamos também nós suficientemente despertos para deixar tudo e partir ao encontro
do nosso irmão, carente e necessitado? Estamos nós disponíveis para partir ao encontro
daquele que está mesmo ao nosso lado e precisa de nós??
- Estamos também suficiente livres para deixar entrar a mensagem de anúncio da
presença viva do Senhor no meio de nós? Ele está mesmo à nossa frente, se calhar
revestido da aparência de um nosso semelhante que se abeira de nós e diz Olá!
Vale a pena pensarmos nisto.

Encerramos o mês de Maio, mês especialmente dedicado a Nossa Senhora, que sempre
espera de nós um olá (mãe), estamos aqui!
Não precisamos de dizer nada; bastará que olhemos para ela e deixemos que ela olhe
para nós. A uma mãe basta isto.
Mais do que grandes devoções e orações demoradas e repetitivas, dias dedicados ou
festividades muito solenes, ela espera de nós sobretudo uma mudança do nosso
comportamento e um sentido diferente à nossa vida.

Pode ser esta, afinal, a melhor forma de celebrarmos Maria, a mãe de Jesus e a nossa
mãe também!

Shalon!
ZéLuiz