FIBRA DE JUTA

/2005

Período de 07 a 11/08/2006

Quadro I - PREÇO MÉDIO PAGO AO PRODUTOR (a)

(em R$/kg)

Períodos anteriores
Un.

12
meses

1
mês

1
semana

Manacapuru (AM) (b)

Kg

1,15 (c)

1,20

Castanhal (PA)

kg

1,13

1,13

Centro de Produção

Semana atual
Média do
mercado

Composto
Atacado

Preço
Mínimo

1,20

1,20

1,30

0,92

1,13

1,13

1,20

0,92

Notas: (a) Fibra Tipo 2, sem beneficiamento, incluso R$ 0,20/kg de subsídio pago pelo Governo do Amazonas,
(b) Fibra Tipo 2, sem beneficiamento,
(c) Preço nominal.

Quadro II - PREÇO MÉDIO NO ATACADO
Centro de
Comercialização

(em R$/kg)

Períodos anteriores
Un.

Semana atual

12
meses

1
mês

1
semana

Média do
mercado

Decomposição até ao
centro de produção

Manacapuru (AM)

kg

1,25 (a)

1,30

1,30

1,30

1,20

Castanhal (PA)

kg

1,20

1,20

1,20

1,20

1,13

]Nota: (a) Preço Nominal

Quadro III - PREÇO MÉDIO INTERNACIONAL (a)
Centro de
Referência
Bangladesh

(em US$)

Períodos anteriores
Un.
kg

12
meses

1
mês

1
semana

Média do mercado

Preço 28/04/2006

0,48

0,48

0,48

0,48

0,48

Câmbio: Média utilizada: R$ 2,1705/US$
Fonte: Mercado - Elaboração: Conab/Gefip
Nota: (a) = FOB Porto de Mongla, fibra Tipo “BWC”, Fonte: The Public Ledger

1 – MERCADO NACIONAL
1.1 – Safra de Fibras de Juta/malva no Amazonas
Segundo dados colhidos em reunião da cadeia produtiva de fibras de juta
e malva, realizada em 13/07/2006, na sede da CONAB, em Manaus/AM, e visitas a
produtores, realizadas em conjunto com técnicos da CTC - Companhia Têxtil de
Castanhal e IFIBRAM - Instituto de Fomento à Produção de Fibras Vegetais do
Amazonas, a safra já está colhida e com cerca de 90% comercializada.
A produção deverá alcançar em torno de 8,7 mil toneladas – 26% maior,
se comparada com as 6,9 mil toneladas colhidas em 2005. Esse incremento ocorreu
devido ao aumento da quantidade de sementes disponibilizadas aos juticultores, pelo
Governo do Amazonas, e, ao fato da fibra ter alcançado preços considerados
remuneradores pelos produtores rurais.
No Pará, cerca de 50% da safra já foi colhida e comercializada. A
perspectiva é de que a produção cresça cerca de 40%, passando de 3,5 mil toneladas,
1/4
Este texto pode ser reproduzido, por qualquer meio, desde que seja citada a fonte.

Maranhão. Indústrias. As perspectivas para safra 2006/07 são animadoras.400 10.400 300 1.888 80 3.300. provavelmente de Bangladesh.421 Rend. e o plantio. já foi iniciado e avança à medida em que as águas do rio Solimões e seus afluentes baixam. conforme pode ser observado nas fotos abaixo.3 134. por qualquer meio. disponibilizando as várzeas já prontas para receber as sementes.0 60. para 13.941 80 3.000 900 1.para 4.000 toneladas ano.000.5 23. PRODUÇÃO ESTADUAL DE FIBRA DE JUTA E MALVA (2 0 0 6 X 2 0 0 5) Comparativo de Área Cultivada e Produção.9 mil toneladas. 35%.6 mil toneladas de fibras esperada para o corrente ano é insuficiente para abastecer as indústrias de aniagem.4 275.778 8. conforme pode ser observado na planilha abaixo.640 1.8 31. . O custo FOB estimado da operação é de US$ 3.0 Fonte: Conab.746 2 0 0 5 Produção (t) 6. passando de 10. em nível nacional.2 38.826 13.239 10.4 mil toneladas.0 34.7 63.5%.000 toneladas de fibras do Oriente. com 63. (t) (kg/ha) 8.5 24. (*) = Dados parciais Cabe registrar que a produção nacional de 13.0 -5.715 900 5. a safra deverá crescer cerca de 30%.6 mil toneladas.0 2.7 0. são: Amazonas. disponibilizando várzeas limpas e adubadas para o plantio Juticultor efetuando no lanço (com as mãos).7 38.100 quilos de sementes aos juticultores dispersos nas calhas dos rios da Região Amazônica.420 1. O Governo do Amazonas já iniciou a distribuição de 164. para complementar sua demanda por matéria prima.5 12.3%. Ao que tudo indica. Ifibram. cujo consumo é de cerca de 19. ainda no corrente ano.2% e Pará.192 2 0 0 6 (*) Produção Rend.600 5. o plantio de sementes de juta na calha do rio Solimões De juta 2/4 Este texto pode ser reproduzido. demonstrando que a produção interna precisa manter-se firme e crescer.261 Área (ha) Variação Variação Variação Participação % Área % Produção % Rendimento % Produção (2005/06) (2005/06) (2005/06) (2004) 10. Cooperativas Elaboração: CONAB. pelo menos. as indústrias de aniagem instaladas no Brasil terão que importar. com 2.9 100. Rio Solimões no verão – as águas baixam cerca de 10cm dia. com 34. desde que seja citada a fonte. cerca de 6. Variações e Participação percentual ESTADO/PERÍODO Amazonas Maranhão Pará TOTAL Área (ha) 4.655 1. (kg/ha) 1. Os Estados produtores. Dados parciais indicam que.600 188 4. também motivada pelos preços remuneradores ao nível de produtor. na corrente safra.

20/kg (variou de R$ 1. deverá variar de 13. além de contar com terra e água para o plantio e para a maceração biológica da planta – necessária para retirada da fibra do caule da planta.10/kg no início da safra a R$ 1.785 toneladas.400. A cultura é relevante para o Amazonas porque demanda quantidade expressiva de mão-de-obra.1 toneladas) cheguem aos juticultores a tempo de serem plantadas em 2006 e que os fatores climáticos permaneçam favoráveis no decorrer da mesma. podemos afirmar que sua renda é expressiva para os padrões da região. podemos inferir que a renda deste.00. O Estado do Amazonas pode e deve produzir toda a matéria-prima que as indústrias de aniagem brasileira precisam para se abastecer. conforme pode ser observado na foto abaixo: Filhos e casa de um juticultor na calha do Rio Solimões Segundo informações do IFIBRAM. situou-se entre R$ 2. em 2006. segundo consenso da cadeia produtiva.000 kg de fibras por safra.800 quilos a 2. normalmente composta de vários filhos.45/kg no final da safra) ao nível de produtor.00 a R$ 2. Como o preço médio alcançou cerca de R$ 1. As exigências para que tal safra cresça cerca de 30% é que as sementes (164. uma vez que o agricultor amazonense possui tradição nessa cultura (já produziu 50. por qualquer meio. 3/4 Este texto pode ser reproduzido. cada juticultor Amazonense produz de 1.A safra de fibras para 2006/07. por exemplo) para vender sua força de trabalho. gerando emprego e renda para o ribeirinho em momentos que este não pode contar com outra atividade (a pesca.160. desde que seja citada a fonte. o que lhe propicia renda adicional para custear a despesa familiar.000 toneladas em 1988). Como o ribeirinho dedica-se à cultura somente de 05 a 06 meses por ano (tempo de duração do ciclo da cultura).700 toneladas a 17. .

640 toneladas. 2. cerca de 10.gov. MERCADO INTERNACIONAL 2.617. 2.1 – Cotação da Fibra Segundo informações da FAO.4 milhões de reais em papel moeda (não pagamento eletrônico).(61) 3312-6250 – fax (61) 3321-2029 – e-mail Julio. por qualquer meio.617.870.500. envolvendo cerca de 5. foram: fibra beneficiada.2% FIOS 24.9 toneladas De janeiro a julho do corrente ano foram internalizadas11.9 toneladas de fibras de juta e manufaturados. conforme especificado no gráfico ao lado. permanece variando de US$ 420. derivados do polímero e extraído do petróleo.santos@conab.br 4/4 Este texto pode ser reproduzido. . 8. estimada em 8.3 mil dólares. tipo “BWD”.7% Fonte: Secex. devido aos constantes aumentos dos fios agrícolas sintéticos (sucedâneo dos fios naturais). desde que seja citada a fonte. Entretanto. para 2006. a um custo de 6.000 famílias.664.Outra dedução que podemos fazer é que a safra de fibras. Os produtos importados. Elaboração: CONAB Total Importado = 11.1% Júlio D’Aparecida dos Santos – Técnico de Planejamento . a tendência é que as preço da fibra de juta permaneça firme e com possibilidade de elevação no mercado internacional.0 toneladas. FOB Índia e Bangladesh.IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS EM 2006 FIBRA BRUTA 73.2 – Importações FIBRA DE JUTA E MANUFATURADOS . SACOS 2.6 toneladas de embalagens. 2. injetará na economia do Amazonas – especialmente nas comunidades mais remotas. a cotação da fibra de juta.00/t a US$ 480.3 toneladas de fios e 247.00/t.

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