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CULTURA DA

MELANCIA

Citrullus lanatus

CULTURA DA MELANCIA Citrullus lanatus Profa. Stella de Castro Santos Machado

Profa. Stella de Castro Santos Machado

INTRODUÇÃO

Originário do continente africano;

É cultivado em todo o Brasil, com destaque para Bahia, Pernambuco, Maranhão, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul

Considerada hortaliça, é a 4a. mais vendida no mundo

O primeiro produtor mundial é a

China, seguida por Turquia, Irã,

Egito e EUA

A exportação brasileira é

insignificante

O Brasil produz , em médua,

28t/ha

Frutos utilizados na alimentação

humana e animal;

sementes produzem óleo de boa qualidade e podem ser consumidas tostadas;

a casca do fruto pode ser utilizada

na fabricação de doce e na alimentação de animais

ASPÉCTOS BOTÂNICOS

CLASSIFICAÇÕES

Considerada Hortaliça

Família das cucurbitáceas

Monocotiledônea

Herbácea

Anual

Crescimento rasteiro, com caules de até 5m

Gavinhas ramificadas

• Herbácea • Anual • Crescimento rasteiro, com caules de até 5m • Gavinhas ramificadas

ASPÉCTOS BOTÂNICOS

CLASSIFICAÇÕES

Ciclo de 80 a 110 dias

Em solos arenosos as raízes chegam a 1,20m

Monóica

Flores solitárias, com corola amarela

Flor masculina e a

feminina abem-se no

mesmo dia, logo ao amanhecer

Flores solitárias, com corola amarela • Flor masculina e a feminina abem-se no mesmo dia, logo
Flores solitárias, com corola amarela • Flor masculina e a feminina abem-se no mesmo dia, logo
Flores solitárias, com corola amarela • Flor masculina e a feminina abem-se no mesmo dia, logo

ASPÉCTOS BOTÂNICOS

CLASSIFICAÇÕES

Flores ficam abertas por menos de 01 dia

A maioria das polinização acontece de manhã

Flores se fecham a tarde, mesmo não polinizadas

O vento não transporta o pólem, por isso, depende de insetos

Flores se fecham a tarde, mesmo não polinizadas • O vento não transporta o pólem, por

VALOR

NUTRICIONAL

Baixo valor nutritivo

Frutos bastante apreciados pelo sabor refrescante,

principalmente

durante o verão.

 Baixo valor nutritivo  Frutos bastante apreciados pelo sabor refrescante, principalmente durante o verão.

VALOR

MEDICINAL

Recomendada para quem tem pressão alta, reumatismo ou gota

Suco de melancia provoca a

eliminação de ácido úrico

limpa o estômago e o intestino

Eficaz no trata/o da acidez

estomacal, obesidade, bronquites crônicas, problemas de boca e garganta

Protege contra o câncer e

oxidação celular

obesidade, bronquites crônicas, problemas de boca e garganta  Protege contra o câncer e oxidação celular

EXIGÊNCIAS

EDAFOCLIMÁTICAS

CLIMA

Clima: Planta de clima ameno a quente

Temperatura: 23°C 28°C; temperatura acima de 35°C aumenta o número de flores masculinas

Amplitude térmica: baixa, com dias e noites quentes

Não suporta geadas

Exigência em luz :6,8 a 8,2 horas de brilho solar/dia (baixa luminosidade produz frutos sem sabor)

Exigência de água: não suporta falta de água, mas não gosta de água nas folhas

Umidade Relativa do Ar: baixa (melhor consistência, sabor e menos doenças)

Vento: danifica as ramas, causando doenças

EXIGÊNCIAS

EDAFOCLIMÁTICAS

SOLO

Exige solos com boa aeração e drenagem

Não suporta encharcamento

Solos de textura média ou arenosa

Sistema radicular frágil e

concentrado nos primeiros 15 a 20 cm

Suporta PH de 5,5 a 7

A deficiência de Ca causa a Podridão Apical

Para produção comercial é

necessário adubar

CICLO DA PLANTA

ÉPOCA DE PLANTIO:

o

Em lavoura irrigada e locais de clima quente, planta-se o ano todo

o

Evitar período de chuva intensas

o

Além dos fatores climáticos, é importante levar em conta a variação

estacional de oferta e de preços do produto no mercado de destino.

SEMADURA/ EMERGÊNCIA 0 a 5 dias

DESENVOLVIMENT O VEGETATIVO 05 a 35 dias FLORAÇÃO/ FRUTIFICAÇÃO 35 a 85 dias
DESENVOLVIMENT
O VEGETATIVO
05 a 35 dias
FLORAÇÃO/
FRUTIFICAÇÃO
35 a 85 dias

MATURAÇÃO/ COLHEITA 85 a 105 dias

CULTIVARES

CONSIDERAR:

tipo de fruto preferido pelo mercado

Sua resistência ao transporte

adaptação da cultivar à região

tolerância a doenças e aos distúrbios fisiológicos.

As cultivares tradicionais no Brasil são de origem americana(frutos compridos) ou japonesa (frutos redondos)

Cultivares se diferem quanto à:

forma do fruto

coloração externa

coloração da polpa

tolerância a doenças

HÍBRIDOS:

Sementes mais caras

maior precocidade

Produção maior

Frutos maiores e mais uniformes.

Ciclo: 70 – 80 dias • Formato: Redondo • Cor: verde escura com listras •

Ciclo: 70 80 dias

Formato: Redondo

Cor: verde escura com listras

Polpa: vermelha com

sabor atraente

Peso médio: 11 a 14 Kg

Características: Precoce,

semente grande,produtiva

e uniforme. Excelente sabor e aceitação no mercado

Melancia Híbrida Top Gun

Ciclo: 80 90 dias

Planta: Vigorosa, oferecendo boa cobertura dos frutos e boa sanidade

Frutos: de formato redondo

ovalado, casca verde escuro

com estrias verde claro, polpa vermelha brilhante, excelente

textura de polpa.

Característica: casca firme e ótima aceitação no mercado

Tamanho ou peso médio 10-

12 kg

casca firme e ótima aceitação no mercado • Tamanho ou peso médio – 10- 12 kg

Melancia Híbrida Tide

Ciclo: 85 95 dias

Planta: Vigorosa, oferecendo boa cobertura dos frutos e boa sanidade

Frutos: de formato ovalado, uniformes, ótima

coloração da casca, polpa vermelha brilhante, crocante e ótimo sabor.

Característica: ótima aceitação no mercado

brilhante, crocante e ótimo sabor. • Característica: ótima aceitação no mercado Melancia Híbrida Denver

Melancia Híbrida Denver

Ciclo: 85 – 90 dias • Formato: Redondo • Cor: verde clara listrada • Polpa:

Ciclo: 85 90 dias

Formato: Redondo

Cor: verde clara listrada

Polpa: muito firme e vermelha

Peso médio: 11 a 13 Kg

Características: Precoce,

produtiva e uniforme. Excelente sabor e aceitação no mercado

Melancia Híbrida Rubi

Ciclo: 80 90 dias

Planta: Vigorosa com boa cobertura de frutos

Frutos: de formato redondo,

coloração externa verde escura

com estrias verdes claras

Características: produção de frutos uniformes e excelente

padrão de tamanho para o

mercado. Boa tolerância ao transporte ; menos exigente em Ca

Tamanho ou peso médio: 11 kg

para o mercado. Boa tolerância ao transporte ; menos exigente em Ca • Tamanho ou peso

Crimson sweet

PREPARO DO SOLO

Aração: a 30 cm de profundidade

Gradagem cruzada (grade niveladoura): 01 ou 02, para incorporar o calcário,

controlar ervas daninhas e facilitar o coveamento

CALAGEM

Pode ser feita

À LANÇO: na área total, pelo menos 3 meses antes do plantio. A

quantidade é calculada para elevar o PH para 6,5, de acordo com a a

análise de solo

EM COVA: usando calcário Filler, na quantidade de 300g/cv

PLANTIO

Plantio em COVAS de 40 x 40 x 40 cm

ESPAÇAMENTO

cultivares americanas requerem maior espaçamento do que as japonesa

no período frio as melancias crescem menos do que no período quente

Recomenda-se, para plantio irrigado

2,0 m x 1,5 m, deixando uma planta por cova (4.166 plantas/hectare);

em cultivo mecanizado, irrigado por aspersão

3,0 m x.2,0 m; deixando 02 plantas por cova

IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO

3,0m
3,0m
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m

0,5m

3,0m

IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E ASPERSÃO 3,0m 0,5m 3,0m

IRRIGAÇÃO POR SULCO

IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m

0,5m

IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m

0,5m

IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m

2,0m

IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m

3,0m

3,0m

IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m
IRRIGAÇÃO POR SULCO 0,5m 0,5m 2,0m 3,0m 3,0m

PLANTIO- PROPRIAMENTE DITO

PLANTIO- PROPRIAMENTE DITO  Irrigar as covas antes do plantio  Plantio por semeadura direta 

Irrigar as covas antes do plantio

Plantio por semeadura direta

Usar 04 sementes por cova ou 02, no

caso de sementes híbridas e tratadas

Profundidade de plantio: 2-3 cm

Média de consumo de sementes por

hectare: 150g/ha

Espaç 3x3= 1.111cv

02 sem/cv = 2.222sem = 2,2 lt

03 sem/cv = 3 lt

01g de sementes contém

20 a 24 sementes

50g de sementes (01 lata)

contém 1000 sementes

Para a acelerar e uniformizar a germinação: embebição das sementes em água, por quatro horas.

Semear em solo úmido, para evitar que as sementes se desidratem.

ADUBAÇÃO

ADUBAÇÃO QUÍMICA

Usar uma média de 250g/cv do formulado 05-30-15 ou similar na terra de

superfície da cova

 

FÓRMULAS DE PLANTIO

05

- 30 - 10

 

04

- 30 - 16

08

- 28 - 16

O Sulfato de Zinco: 10g/cv

05

- 20 - 10

Bórax: 5g/cv

04 - 14 - 08

 

MICRONUTRIENTES

A aplicação de micronutrientes deve ser feita no plantio

ou

FTE-BR12: 30g/cv

ADUBAÇÃO ORGÂNICA

Responde muito bem à adubação orgânica

Usar até 20L de esterco de gado, curtido, em cada cova, no momento do plantio

ADUBAÇÃO

Utiliza-se 1/3 do nitrogênio, todo o fósforo e 1/3 do potássio no momento do plantio

O resto do nitrogênio e do potássio devem ser aplicados em duas vezes em

cobertura:

o

1/3 aos 25 a 30 dias: 50g de sulfato de amônio ou de 20-05-20/cv

o

1/3 aos 40 dias após o plantio: a mesma adubação

O K aumenta a resistência da casca à rachadura

o Na cobertura, aos 40 a 60 dias: 150g/cv de cloreto de potássio

A adubação de cobertura deve ser feita a 20 cm do colo da planta para evitar queimaduras

Usar matraca ou uma madeira pra riscar o solo

Cobrir o adubo a 5cm de profundidade

FÓRMULAS DE COBERTURA

20

- 05 - 20

20

- 00 - 10

20

- 00 - 10

30 - 00 - 15

30 - 00 - 10

Adubação com P2O5 (fósforo) e K2O (potássio) e N (nitrogênio)

baseada na análise de solo para o Estado de Pernambuco.

Teores no solo

Plantio

Cobertura

(não analisado)

------------------- kg ha -1 .--------------------

30

Nitrogênio

(N)

90

Fósforo (P 2 O 5 ) mg dm -3 de P <6 120 - 6
Fósforo
(P 2 O 5 )
mg
dm -3 de P
<6
120
-
6 – 12
90
-
13 – 25
60
-
>25
30
-

Adubação com P2O5 (fósforo) e K2O (potássio) e N (nitrogênio)

baseada na análise de solo para o Estado de Pernambuco.

Teores no solo

 

Plantio

Cobertura

 

------------------- kg ha -1 .--------------------

 

Potássio

 

(K

2 O)

cmol

c dm -3 de K

<0,08

30

90

0,08 0,15

30

60

0,16 0,30

30

30

 

>30

-

30

TRATOS CULTURAIS

DESBASTE DE PLANTAS

25 a 30 dias após o plantio, quando as plantas apresentam

 

três a quatro folhas definitivas

Fazer o desbaste, deixando-se apenas 02 plantas por cova, nos espaçamentos de 3x3 ou 3x2

Eleger a mais vigorosa e eliminando as demais

Recomenda-se cortar com tesoura para evitar que prejudique a raiz da planta que vai ficar.

TRATOS CULTURAIS

PENTEAMENTO OU CONDUÇÃO DAS RAMAS

Afastar as ramas para fora dos sulcos de irrigação e das faixas do

terreno reservados ao trânsito.

Esta operação é feita de três a quatro vezes durante o ciclo.

Além de facilitar as capinas, as pulverizações e a colheita, evita o apodrecimento dos frutos causados pelo contato com água ou pelos

 

danos mecânicos.

O penteamento, após o vingamento do fruto, deve ser evitado, pois pode causar o desprendimento deste.

Essa prática é mais utilizada em plantios com irrigação por sulco.

TRATOS CULTURAIS

DESPONTE OU CAPAÇÃO

Corte do meristema apical das ramas.

Finalidade: reduzir o crescimento vegetativo e manter as reservas para

a produção de frutos.

Iniciado quando as ramas se encontram no espaçamento entre filas.

Feito cortando manualmente a ponta das ramas.

TRATOS CULTURAIS

POLINIZAÇÃO

As flores masculinas e femininas localizam-se separadamente na mesma planta.

Cada flor permanece aberta por apenas um dia. A abertura ocorre de uma a

duas horas após o aparecimento do sol e o fechamento, à tarde.

A polinização é realizada por abelhas, normalmente pela manhã.

A presença de abelhas durante a fase de florescimento é fundamental para aumentar o pegamento dos frutos e a produtividade e para diminuir o número de frutos defeituosos.

Recomenda-se evitar pulverizações com inseticidas durante a fase de

florescimento, principalmente pela manhã, e instalar colmeias próximo à cultura, quando houver poucas abelhas no local.

TRATOS CULTURAIS

DESBASTE DE FRUTOS

Evita que a planta gaste nutrientes com frutos não

comercializáveis

a planta gaste nutrientes com frutos não comercializáveis  Eliminados todos os frutos defeituosos e com

Eliminados todos os frutos defeituosos e com podridão estilar

(fundo preto)

Deixar 2 ou 3 frutos por planta

Iniciado quando os frutos maiores estiverem com 10cm de

diâmetro

TRATOS CULTURAIS

CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS

Pode ser feito através de cultivos mecânicos ou tração animal entre as linhas e manualmente (enxada) entre as plantas

Tantas vezes quantas forem necessárias para manter a cultura sem a competição das ervas daninhas, até que as ramas cubram o solo

Com o desenvolvimento da planta, as capinas devem ser manuais (enxada) e localizadas, para evitar o manuseio das ramas.

Ainda não se tem herbicida registrado para controle de plantas

daninhas em melancia.

TRATOS CULTURAIS

PROTEÇÃO DA PARTE INFERIOR DOS FRUTOS

 

Recomenda-se evitar o contato direto dos frutos com o solo, principalmente em épocas chuvosas

Devem-se calçar os frutos com palha de arroz, capim seco ou

 

similar, evitando-se o apodrecimento de frutos e a mancha de encosto

Melhora a cotação do produto no mercado.

EVITAR BARRIGA BRANCA: usa-se colocar o fruto de ponta-cabeça

Adapta-se muito bem ao plantio direto devido à presença de cobertura morta

TRATOS CULTURAIS

COBRIR OS FRUTOS

Recomendado quando não há a cobertura natural pelas ramas

Usa-se capim ou o mato arrancado

Melhora a cotação do produto no mercado.

Adapta-se muito bem ao plantio direto devido à presença de cobertura morta

IRRIGAÇÃO

Na nossa região, o uso da irrigação é essencial para a produção e obtenção de

altas produtividade e de frutos com boa qualidade e tamanho

Tipos utilizados:

por sulco

por aspersão

 Tipos utilizados:  por sulco  por aspersão  Gotejamento (produções elevadas, baixa incidência de

Gotejamento (produções elevadas,

baixa incidência de doenças, facilidade no controle de plantas

daninhas e na aplicação de

fertilizantes via água de irrigação.

IRRIGAÇÃO

A frequência das irrigações e o volume de água aplicado por irrigação variam

de acordo com o tipo de solo, as condições climáticas e o estádio de desenvolvimento da cultura

Consumo total de água durante o ciclo cultural: 3000 a 4000 m3/ha, ou

seja, 3,5 a 4,5 mm/dia em um ciclo de 100 dias, numa média de 24

litros/vc/dia;

Manter o solo úmido até uma profundidade de 40 cm, evitando-se o excesso em qualquer fase da cultura.

O intervalo entre as irrigações deve ser de dois a quatro dias em solos

arenosos, de cinco a sete dias em solos argilosos, com maior capacidade de retenção de água.

Na nossa região, devido à insolação intensa e elevada evaporação,

recomenda-se irrigar todos os dias, no início da manhã ou final da tarde,

alternado somente o volume de água.

Suspender a irrigação qdo aparecerem os primeiros frutos maduros (irrigar só os retardatários

IRRIGAÇÃO

INTENSIDADE DE IRRIGAÇÃO:

Da semeadura até o início do crescimento das ramas, o fornecimento de água deve ser moderado

Do início do crescimento das ramas até o florescimento, há um aumento gradual do consumo de água pela cultura

Entre o florescimento e o início da maturação dos frutos, a cultura atinge o consumo máximo de água e as irrigações devem ser mais freqüentes. A falta de água nesta fase pode reduzir drasticamente a produção

Do início da maturação até a colheita dos frutos, o consumo de água

diminui e as irrigações podem ser mais espaçadas. O excesso de água nesta fase pode provocar rachaduras e podridões nos frutos e diminuição do sabor.

DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS

PODRIDÃO APICAL

Conhecido como fundo preto, este distúrbio, tem sido relacionado com a

deficiência de cálcio. Sintomas:

Frutos de diversos tamanhos.

A extremidade do fruto torna-se escura e, às vezes, achatada, com uma

podridão seca, acompanhada ou não por sinais de murcha.

A presença deste tecido morto inutiliza os frutos para o comércio, pois na necrose ocorre infecção por microorganismos.

Causas:

Deficiência de cálcio

A frequência de irrigação

Temperaturas elevadas e ventos secos na fase de crescimento do fruto

Componente genético que predispõe à podridão estilar ( o formato

alongado é mais suscetível à ocorrência do distúrbio que o

arredondado)

DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS

PODRIDÃO APICAL

CONTROLE:

Uso de variedades resistentes

Pulverizações com cloreto de cálcio a 0,6% , via foliar, na fase inicial dos sintomas

de cálcio a 0,6% , via foliar, na fase inicial dos sintomas  Aplicação de nitrato

Aplicação de nitrato ou sulfato de cálcio no solo

A calagem e a gessagem

DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS

RACHADURA DOS FRUTOS

Está relacionada com o excesso de umidade disponível à planta, principalmente na fase de maturação e temperatura elevada (acima de

35°C).

FRUTOS DEFORMADOS E QUEDA DE FRUTOS

Estão relacionados com deficiência de polinização

Recomenda-se a instalação de colmeias

Evitar as aplicações de defensivos, principalmente de inseticidas, no período da manhã onde ocorre maior intensidade de trabalho das abelhas,

evitando-se a fuga ou morte dos agentes polinizadores da melancia.

DOENÇAS

A cultura da melancia pode ser afetada por várias doenças provocadas por fungos, vírus e bactérias:

o

Cancro das hastes (Didymella bryoniae)

o

Podridão-do-colo ( Macrophomina sp.)

o

Oídio ( Podosphaera xanthii.: fase perfeita; Oidium sp.: fase imperfeita)

o

Míldio (Pseudoperonospora cubensis)

o

Antracnose (Glomerella cingulata var. arbiculare

o

Murcha-de-fusarium (Fsarium oxysporum)

o

Galhas (Meloidogyne spp.)

• Atacam o ano todo • Folhas, frutos e hastes • Favorecida por chuvas e
• Atacam o ano todo
• Folhas, frutos e hastes
• Favorecida por chuvas e alta
temperatura
• Transmissão por restos de cultura,
sementes contaminadas,pingos de
chuva
ANTRACNOSE
Variedades resistentes (C. sweet)
Controle químico
Rotação de cultura
Semente tratada

Controle:

MURCHA DE FUSARIUM Disseminação: • Sementes contaminadas • Água • Solo já contaminado Sintoma: •

MURCHA DE FUSARIUM

Disseminação:

Sementes contaminadas

Água

Solo já contaminado

Sintoma:

Murcha nas horas mais quentes

Vasos escurecidos

Controle:

Sementes sadias

Eliminação de plantas murchas

Rotação de cultura

Cultivares resistentes (não existem no Brasil)

Sintoma: • Galhas • Murcha GALHA (NEMATÓIDE) Controle: • Rotação de cultura • Solarização

Sintoma:

Galhas

Murcha

Sintoma: • Galhas • Murcha GALHA (NEMATÓIDE) Controle: • Rotação de cultura • Solarização

GALHA (NEMATÓIDE)

Controle:

Rotação de cultura

Solarização

Evitar a entrada

Controle: MOSAICO • Variedade resistente • Controle de insetos • Retirar plantas doentes
Controle:
MOSAICO
Variedade resistente
Controle de insetos
Retirar plantas doentes

PRAGAS

As principais pragas do melancia são:

Mosca Branca

Pulgão

Mosca Minadora

Tripes

Ácaros

Vaquinha: as larvas atacam as raízes; os adultos cortam as folhas

Broca das Cucurbitáceas

os adultos cortam as folhas  Broca das Cucurbitáceas Transmitem viroses; o pulgão atrai formigas e

Transmitem viroses; o pulgão atrai formigas e fumagina

Lagarta Rosca: corta mudas novas

No controle das pragas da melancia, quando da utilização de inseticidas, deve-se pulverizar a cultura de preferência no final da tarde , quando é menor a atividade de abelhas e a planta está menos sujeita a prováveis

efeitos fitotóxicos.

Sempre escolher produtos menos tóxicos às abelhas.

Pulgão
Pulgão
Vaquinha – Diabrotica speciosa

Vaquinha Diabrotica speciosa

Mosca branca Adulto da broca-das- cucurbitáceas. Diaphania nitidalis

Mosca branca

Adulto da broca-das-

cucurbitáceas. Diaphania nitidalis

Mosca branca Adulto da broca-das- cucurbitáceas. Diaphania nitidalis

COLHEITA

Inicia entre 35 e 45 dias após a abertura das flores, o que corresponde ao período de 85 a 90 dias após o plantio

Indicadores do Ponto de colheita

mudança de coloração da parte do fruto em contato com o solo, que passa de branco para amarelo ou creme;

secamento de gavinha existente no mesmo nó ou no pedúnculo do fruto

mudança na casca do fruto que passa de verde brilhante para um tom mais opaco;

ao bater no fruto com o nó do dedo, se o som for “ metálico “, o fruto

ainda não está no ponto de colheita e se o som for “ ôco”, o fruto está

maduro.

Horário da colheita: deve ser realizada de preferência pela manhã, quando os frutos ainda estão frios e túrgidos.

 O pedúnculo deve ser cortado a cerca de 5 cm do fruto, para evitar

O pedúnculo deve ser cortado a cerca

de 5 cm do fruto, para evitar a entrada de fungos e bactérias causadores de

podridões pós-colheita.

ser cortado a cerca de 5 cm do fruto, para evitar a entrada de fungos e

COLHEITA

Após a colheita, os frutos são transportados imediatamente para um local à sombra, seco e ventilado.

Podem ser armazenados por um período de duas a três semanas

Durante a colheita e o transporte, os frutos devem ser manuseados com

cuidado, a fim de evitar qualquer tipo de ferimento.

Produtividade média 20 a 50 T/ha Pode chegar a 80 t/ha
Produtividade média 20 a 50 T/ha
Pode chegar a 80 t/ha

CLASSIFICAÇÃO

A classificação dos frutos da melancia é feita de acordo com o peso

Extra ou especial: acima de 9 kg

Primeira: de 6 a 9 kg

Fraco ou Borréia: abaixo de 6 kg (cabeça de gato, tamboeira ou pororoca)

TRANSPORTE

O transporte para o mercado normalmente é feito a granel, em caminhões.

Recomenda-se colocar capim seco, palha de arroz no fundo e nas laterais da carroceria, assim como entre as camadas de frutos, a fim de protegê-los de choques.

Para evitar que os frutos de baixo se amassem ou arranhem, deve-se empilhar no máximo três camadas de frutos grandes ou cinco de frutos pequenos.