Você está na página 1de 45

O MUNDO DA

USINAGEM

41

Publicação da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil ISSN 1518-6091 RG BN 217-147

ENTREGAS RÁPIDAS

Entenda melhor os sistemas mais utilizados

CARBON FREE

que movimento é esse?

REAFIAÇÃO

Uma alternativa vantajosa

EDITORIAL

Francisco Marcondes
Francisco Marcondes

A prosperidade depende de se estar alinhado aos melhores caminhos que conduzem ao futuro. Cabe a nós definirmos as rotas e identificarmos os melhores atalhos, sendo que, para tanto, é indispensável conhecer o território e nos mantermos bem informados sobre tempo e circunstâncias. Boa leitura!

ÍNDICE

O MUNDO DA

USINAGEM

Publicação da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil ISSN 1518-6091 RG. BN 217-147

Fotos: AB Sandvik Coromant
Fotos: AB Sandvik Coromant

41

EDIÇÃO 11 / 2007

Capa Foto: CoroBore 825 Arquivo AB Sandvik Coromant

41 OMUNDODA USINAGEM Publicação da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil ISSN 1518-6091 RG BN
41
OMUNDODA
USINAGEM
Publicação da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil
ISSN 1518-6091 RG BN 217-147
ENTREGASRÁPIDAS
Entenda melhor
os sistemas
mais utilizados
CARBON FREE
que movimento
é esse?
REAFIAÇÃO
Uma alternativa vantajosa

03

EDITORIAL

04

ÍNDICE / EXPEDIENTE

06

GESTÃO: RECONDICIONAR AO INVÉS DE TROCAR

12

OTS: MÁQUINAS GLOBALIZADAS

16

GESTÃO: ROMPENDO BARREIRAS

23

INTERFACE: 70 ANOS DE SINAFER

26

SUPRIMENTOS: ENXUTO, ECONÔMICO E EFICAZ

33

PONTO DE VISTA: TECNOLOGIA: AGORA, SIM, É VERDADE!

36/42 INTERESSANTE SABER: FLORESTAS DE ALIMENTOS

E OUTRAS NOTÍCIAS

40

NOSSA PARCELA DE RESPONSABILIDADE

44

MOVIMENTO

46

DICAS ÚTEIS

e-mail: omundo.dausinagem@sandvik.com ou ligue: 0800 770 5700

Izilda França
Izilda França

EXPEDIENTE O MUNDO DA USINAGEM é uma publicação mensal da Divisão Coromant da Sandvik do Brasil S.A. com circulação de doze edições ao ano, tiragem de 22.000 exemplares, com distribuição gratuita. Av. das Nações Unidas, 21.732 - Sto. Amaro - CEP 04795-914 - São Paulo - SP. Conselho Editorial: Nivaldo Coppini, Francisco Marcondes, Heloisa Giraldes, Marlene Suano, Aryoldo Machado, Anselmo Diniz, Sidney Harb, Fernando de Oliveira e Vera Natale. Editora: Vera Natale Editor Chefe: Francisco Marcondes Assistente de Edição: Michel Sorci Editor do Encarte Científico: Nivaldo Coppini Jornalista Responsável: Vera Natale - MTB 33847 Propaganda: Gerente de Contas - Thaís Viceconti / Tel: (11) 6335-7558 Cel: (11) 9909-8808 Projeto Gráfico: AA Design Capa e Arte Final: 2 Estúdio Gráfico Revisão de Textos: Fernando Sacco Gráfica: Fabracor

GESTÃO EMPRESARIAL

Fotos: AB Sandvik Coromant
Fotos: AB Sandvik Coromant
GESTÃO EMPRESARIAL Fotos: AB Sandvik Coromant Recondicionar ao invés de trocar Empresas especializadas em

Recondicionar ao invés de trocar

Empresas especializadas em recondicionamento fazem com que ferramentas restauradas rendam como se fossem novas

C om o desenvolvimento de ferramentas cada vez mais sofisticadas tecnologica-

mente, e em termos de geometria, tornou-se complexo o trabalho de sua manutenção. O gerencia- mento dos processos de produção tornou-se o foco principal. Por is- so, apesar de ferramentas traba- lhando corretamente e com efi- ciência serem fundamentais para manter o ritmo de produção das máquinas e garantir a qualidade dos produtos, consumir tempo, energia e recursos internos para mantê-las sempre em boas con-

dições foi se tornando cada vez mais inviável. Por conta disso, a maioria das fábricas que utilizam ferramentas em máquinas de usinagem ou não, prefere confiar o processo de afiação e recondicionamento de brocas, fresas, serras e outras a empresas especializadas nesse tipo de serviço. “Há cerca de dez anos, as grandes empresas do mer- cado faziam a própria reafiação de suas ferramentas. Mas depois pas- saram a terceirizar esse serviço. Mesmo porque não tinham co- mo recobrir as ferramentas”, diz

É muito importante preservar

a geometria original da ferramenta reafiada para não comprometer

o rendimento da mesma

AB Sandvik Coromant
AB Sandvik Coromant

Broca CoroDrill Delta C.

mento de ferramentas e produz cerca de 6 mil ferramentas por mês, sendo que as brocas inteiri- ças de metal duro representam 75% da produção total. Quando as ferramentas che- gam à empresa, o processo de re-

condicionamento é iniciado com uma análise de suas condições para se decidir qual o melhor procedimento para o recondicio- namento ou recuperação. O tra- balho é realizado na fábrica da Tool Services, em Jundiaí, São Paulo, por meio de cinco má- quinas afiadoras CNC gerencia- das por um corpo técnico espe- cializado. Usam-se programas CNC originais, utilizados na fa- bricação dos diferentes tipos de ferramentas. O resultado final as aproxima ou até mesmo as igua- la às ferramentas novas. Um serviço prestado tam- bém pela empresa, que segundo Paulino constitui-se em um di-

Clayton Paulino, supervisor da

unidade da Tool Services, empre-

sa que presta serviços nas áreas de recondicionamento e gerencia- mento de ferramentas. ATool Services prefere chamar

o processo de afiação de ferra- mentas de “recondicionamento” pois, segundo Paulino, a empre-

sa “garante o rendimento das fer-

ramentas como se fossem novas, com a mesma geometria, inclusi- ve com a cobertura original”. Passam pelo processo de recondi- cionamento qualquer ferramenta rotativa, que é o foco principal

da empresa. São brocas, fresas, ferramentas de perfil, machos, etc.

A empresa é dedicada única e ex-

clusivamente ao recondiciona-

Cedida pela Tool Services
Cedida pela Tool Services

Processo

de reafiação.

Cedida pela Arwi ferencial, é o chamado Tool Box: “Para os clientes que utilizam nossos
Cedida pela Arwi
Cedida pela Arwi

ferencial, é o chamado Tool Box:

“Para os clientes que utilizam nossos serviços regularmente, deixamos uma caixa especial pa- ra transporte onde são coloca- das as ferramentas que precisam ser recondicionadas. Toda sema- na pegamos a caixa e deixamos uma outra com ferramentas já prontas para a reposição”. Para os clientes que utilizam com mais freqüência os serviços de recondicionamento, a retira- da e entrega das ferramentas po- de ser feita pela Tool Services. As peças são acondicionadas em caixas plásticas apropriadas para o transporte. Em situações espe- ciais, a Tool Services mantém unidades de recondicionamento dentro de fábricas, o que ocorre na Cummins, em Guarulhos, e na Volkswagen, em São Carlos, ambas no estado de São Paulo. A Dormer Brasil, empresa do grupo Sandvik e que produz lo- calmente uma linha completa de ferramentas rotativas integrais

Centro de reafiação Arwi em Caxias do Sul, RS.

em aço rápido e metal duro, es- pecial e standard, também pres- ta serviços de recondicionamen- to de itens de sua linha de produtos, utilizando os serviços da Tool Services. De acordo com o gerente Técnico e de Treinamento da empresa, Marcos Soto, as ferra- mentas da Dormer são recondi- cionadas com a geometria origi- nal de fábrica, garantindo o seu rendimento. “Quanto mais a geometria das ferramentas evo- lui para oferecer ao cliente o me- lhor desempenho e, portanto, uma redução de tempos e custos, mais é preciso cuidar para que es- sa geometria seja reconstituída depois da ferramenta atingir o desgaste máximo”, diz Soto. De fato, a simples reafiação sem o restabelecimento da geo- metria pode fazer com que o cliente não tenha o mesmo cus-

Broca CoroDrill Delta C com refrigeração interna. to-benefício de uma ferramenta nova. “Com o recondicionamen-

Broca CoroDrill Delta C com refrigeração interna.

to-benefício de uma ferramenta nova. “Com o recondicionamen- to, a broca terá rendimento simi- lar à nova; velocidade de corte e avanço também são mantidos”, diz o gerente da Dormer. O re- condicionamento das ferramen- tas fabricadas pela empresa é rea- lizado pela Tool Services nos mesmos tipos de máquinas que as produziram originalmente. Marcos Soto explica que o desgaste natural das ferramentas encontra um limite, determina- do pelas próprias características de utilização e pelo critério de tro- ca adotado no processo. Esse li- mite não deve ser ultrapassado, para que a ferramenta não des- gaste demais ou quebre, inclusi- ve podendo danificar a peça que está sendo usinada. Esse seria o ponto ideal para a ferramenta passar pelo recondicionamento. No entanto, afirma Soto, as ferramentas não podem ser rea- fiadas e recobertas indefinida- mente. “Ferramentas têm um comprimento útil e algumas li- mitações em relação à própria geometria que impedem de se ultrapassar um número certo de recondicionamentos, as sucessi- vas recoberturas têm limite”, diz. A quantidade de vezes que

AB Sandvik Coromant
AB Sandvik Coromant

poderá ser recondicionada vai depender de onde e como é uti- lizada. “Se, por exemplo, é apli- cada em um determinado mate- rial cujo desgaste provocado na aresta de corte é relativamente elevado, e se é preciso remover da ferramenta grande volume de material quando na reafiação pa- ra depois ser recoberto, a vida útil da ferramenta é menor”. Soto recomenda que as ferra- mentas não passem por mais de 3 ou 4 vezes pelo processo de re- condicionamento e recobrimen- to, em média. No entanto, acres- centa, há um grande número de variáveis que interferem na deci- são. Existem casos que, pela com- plexidade da usinagem, configu- ração da ferramenta , tolerância da peça, etc., “apenas um recon- dicionamento já garante ao clien- te o custo-benefício, podendo depois ser descartada”.

A Dormer tem realizado com mais frequência o recondiciona- mento de ferrametas inteiriças em metal duro, “o que não quer dizer que não recondicionemos ferramentas em aço rápido, des- de que justifique o custo-bene- fício”, finaliza Soto. De acordo com Wilson Os- mar D’ Agostini, proprietário da Arwi, sediada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, “o recon- dicionamento é feito quando as ferramentas se desgastam e tam- bém quando quebram, deixando- as quase iguais às originais. Uma broca tem condições de readqui- rir até 90% de sua capacidade depois do recondicionamento, a um custo que pode ser de até 10% aquele de uma nova”.

Segundo D’Agostini, os cus- tos do serviço variam de acordo com o tipo de ferramenta que se- rá recondicionada. “As brocas es- calonadas de metal duro ou aço rápido com vários diâmetros, e as fresas com perfil em metal duro são as que apresentam maior com- plexidade”, afirma. A reposição de cobertura das ferramentas, po- rém, é cobrada separadamente. Os tipos de ferramentas mais viá- veis para o recondicionamento, segundo o proprietário da Arwi, são as brocas de metal duro esca- lonadas, as fresas de metal duro e alargadores. Quase todos os clientes en- viam as peças que precisam de re- condicionamento para a sede da Arwi. No entanto, a empresa lan-

ça mão de uma unidade in com- pany de afiação de ferramentas para atender algumas empresas, como a unidade fabril 5 da Agrale, localizada em Caxias do Sul. Com a constante pressão que sofrem as empresas do setor au- tomotivo por custos progressiva- mente menores, a terceirização dos serviços de recondicionamen- to e reafiação de ferramentas tor- na-se uma solução viável para as que precisam concentrar esfor- ços em seu “core business” e um negócio próspero para os presta- dores de serviços que apresenta- rem competência técnica e co- mercial para atender tal demanda.

Henrique Ostronoff Jornalista

serviços que apresenta- rem competência técnica e co- mercial para atender tal demanda. Henrique Ostronoff Jornalista

OTS

Máquinas

globalizadas

A Heller fornece para o setor

automobilístico nacional centros

de usinagem fabricados no Brasil e com

a mesma tecnologia que desenvolve

na matriz alemã há mais de 100 anos.

Centro de usinagem horizontal Heller 350 Cedida pela Heller
Centro de usinagem
horizontal Heller 350
Cedida pela Heller
Cedida pela Heller
Cedida pela Heller

C entros de usinagem hori- zontais fabricados no Bra- sil, com as mesmas confi-

gurações dos desenvolvidos na sede alemã e iguais aos que se encontram em produção na Eu- ropa. Esse é o perfil das máqui- nas da Heller: independentemen- te do país em que são produzidas, mantêm o mesmo padrão, obti- do por meio de um sistema de in- tercâmbio de peças entre a ma- triz localizada na Alemanha e suas filiais. “Não há diferenciais nem na tecnologia, nem na qua- lidade de componentes, entre as máquinas produzidas na matriz e a nossa filial, pois são monta-

das mundialmente com as mes- mas partes e com as mesmas téc- nicas de montagem”, explica

 

Panorama

Augusto Mestre, gerente de ven-

da fábrica

das da Heller Brasil para o setor automotivo. Esse processo permi- te atualmente à empresa realizar exportações intercompany de má- quinas prontas e componentes para a Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. Um dos principais aspectos de inovação tecnológica aplicado ao desenvolvimento das máquinas da Heller, de acordo com Mestre, é a concepção do projeto estru- tural de suas principais peças, que utiliza a técnica de elementos fi- nitos, que com “o auxílio de mo- dernos métodos de elaboração de modelos matemáticos e simula- ções gráficas de esforços e tensões, permite desenvolver estruturas de elevada rigidez, otimizando

os parâmetros de peso e espaço ocupado”, explica. Ainda segun- do o gerente de vendas, “nossas máquinas se destacam por apre- sentarem alta per for mance na re- moção de cavacos, alta precisão de posicionamento e robustez, alian- do precisão, desempenho e lon- gevidade”. De acordo com Augusto Mes- tre, interessa à empresa a capaci- dade das máquinas de gerar ga- nhos econômicos durante sua vida útil, “o melhor resultado por centavo investido”. E para que seus centros de usinagem obte- nham performance otimizada, se-

gundo Mestre, a Heller busca o “melhor balanceamento entre os diversos parâmetros que formam a

gundo Mestre, a Heller busca o “melhor balanceamento entre os diversos parâmetros que formam a ‘identidade técnica’ de uma má- quina: rigidez estrutural, dados dinâmicos, capacidade de usina- gem, precisão, robustez e confia- bilidade”. Mestre acredita que em um mercado cada vez mais competitivo, os detalhes acabam fazendo a diferença. Por isso, ao projetar máquinas, a empresa es- tá sempre atenta a aspectos como facilidade e menor custo de ma- nutenção, ergonomia de utiliza- ção e impacto ambiental. No Brasil, a Heller oferece nove modelos de máquinas, de forma que, de acordo com Mes- tre, os clientes da empresa terão sempre “uma solução adequada às suas necessidades de usina- gem, dentro da gama de centros Heller”. As máquinas também podem ser customizadas de acor- do com as normas e demandas es- pecíficas das fábricas. Mestre acrescenta que a empresa ofere- ce “suporte de Engenharia de Aplicação, para atingir a máxima qualidade e produtividade em cada projeto, com o menor inves- timento possível”. Os equipa- mentos são fornecidos em regi- me de tur n-key – dotados de dispositivos de fixação, ferramen- tal e programação própria – e acompanhados de contratos de manutenção e garantia de servi- ços completos de assistência téc- nica, reforma e retrofitting. Cerca de 85% das máquinas produzidas pela empresa são em- pregadas na indústria automobi-

14 O Mundo da Usinagem

lística. São mais de 1500 unidades, quase todas centros de usinagem horizontais. “Uma parte muito significativa da produção nacional de componentes automotivos é realizada com centros de usina- gem Heller. Temos centros de usi- nagem em praticamente todas as montadoras que têm operações de manufatura, nas principais for- necedoras de motores diesel e de autopeças, além das grandes fun- dições e usinadoras do País”, afir- ma Mestre. Dentre os projetos mais recentes, destaca a parceria com a Honda no programa de nacionalização de componentes de powertrain (conjunto de motor e transmissão) da montadora. Novos produtos são desen- volvidos exclusivamente pela ma- triz alemã da Heller que, segun- do Augusto Mestre, “tem em seu DNA e seus quadros, os espe- cialistas e o conhecimento acu- mulado, uma verdadeira e ne- cessária cultura técnica na sua essência. Assim, o desenvolvi- mento nunca pára, e a melhor máquina é sempre aquela que ainda está para nascer”. Mestre afirma ainda que tem crescido a participação de engenheiros da Heller Brasil na definição de pa- râmetros e no envolvimento di- reto em alguns projetos. Dessa forma, “as necessidades mais es- pecíficas do mercado brasileiro têm sido levadas em considera- ção na concepção de novos pro- dutos do grupo”, acrescenta.

Henrique Ostronoff Jornalista

Empresa multinacional de cunho familiar

Cedida pela Heller
Cedida pela Heller

Desde 1974 no mercado bra- sileiro, a Heller se autodefine co- mo uma “empresa multinacional de cunho familiar”. Fundada em 1894, em Nürtingen, região de Stuttgart, Alemanha, além da ma- triz alemã, mantém unidades de produção na Inglaterra, Estados Unidos e no Brasil e estruturas de serviços e vendas em outros 15 países dos cinco continentes.A fi- lial brasileira está localizada em Sorocaba, interior de São Paulo. Desde a fundação atua exclu- sivamente no mercado de má- quinas operatrizes – centros de

Fachada da Heller em Sorocaba

usinagem, máquinas especiais e sistemas integrados de manufa- tura e máquinas específicas pa- ra a produção de virabrequins e eixos de comando. O faturamento médio do Gru- po Heller é da ordem de 450 mi- lhões por ano, sendo que uma par- cela expressiva deste total é originada na filial brasileira. A ex- portação, de máquinas montadas e de partes, corresponde a cerca de 30% da produção da unidade brasileira.

máquinas montadas e de partes, corresponde a cerca de 30% da produção da unidade brasileira. O

GESTÃO EMPRESARIAL

Rompendo

barreiras A partir de um programa de incremento de produtividade, a Techinousi Almar avança para
barreiras
A partir de um programa
de incremento de produtividade,
a Techinousi Almar avança
para outros patamares
2004, os diretores da Techinousi Almar
E m
foram procurados por uma grande indústria
de
componentes para o setor automotivo que
Tambor de freio
buscava um parceiro para a prestação de serviços.
A encomenda era de respeito: cinco operações de
usinagem em milhares de peças de aço forjado
por mês. Isso representaria um acréscimo em
mais de 20% de suas atividades. A Almar re-
solveu aceitar o desafio, mesmo sabendo que
com o valor pago por peça parecia ser impossí-
vel cobrir os custos e que, para produzir na quan-
Fotos: Izilda França

PP II PP:: PPLLAANNOO DDEE IINNCCRREEMMEENNTTOO DDAA PPRROODDUUTTIIVVIIDDAADDEE

Trata-se de um Plano de Melhoria concebido pela matriz da Sandvik Coromant na Suécia e que vem, desde seu estabelecimento, gerando milhões de dólares de economia em usinagem para clientes de todo o mundo. A implantação do PIP obedece a um processo de relacionamento com os clientes cujo ponto de partida é dado por uma equipe técnica da Sandvik que realiza um pré-estudo na fábrica para conhecer, a partir de informações dos clientes, quais problemas precisam ser resolvidos para melhorar a produtividade.

tidade, com a qualidade e den- tro do prazo exigidos era preciso investir, pois as

tidade, com a qualidade e den- tro do prazo exigidos era preciso investir, pois as máquinas, ferra- mentas e o preparo tecnológico não eram suficientes. A saída se- ria “promover um profundo tra- balho de engenharia comparti- lhada no processo, estreitando o relacionamento com um fornece- dor de ponta”, diz Marrara. Marrara, porém, acreditava

Área CNC localizada no prédio I da Almar.

que “a nossa empresa, pelo porte, não interessaria a um grupo líder, que tem como clientes algumas das maiores empresas do setor”. Mas em um encontro de fornece- dores da fabricante de peças com a qual a Almar assinou o con- trato, Airton Marrara, lançou um desafio ao diretor da Sand- vik, Cláudio Camacho – o de se “desenvolverem em conjunto”.

Em resposta, Camacho propôs a implantação, na Almar, do Pro- grama de Incremento da Produ- tividade (PIP). A Almar foi a primeira in- dústria brasileira a receber o PIP, já presente em países nos quais a Sandvik atua. De acordo com Silvio Bauco, supervisor do pro- grama no País, o principal obje- tivo do PIP é proporcionar aos

Desde que a filial brasileira da Sandvik adotou o programa no Brasil, cerca de 95 PIPs já foram finaliza- dos. De acordo com Silvio Bauco, existem atualmente 58 processos em desenvolvimento. O período para a implantação do PIP, de 6 a 12 meses, depende do grau de complexidade do sistema de produção e “os resultados práticos são rápidos e geralmente os ganhos são bem maiores que as estimativas teóricas”, fi- naliza Bauco.

Fotos: Izilda França Gestores do projeto: Marcelo Palácio de Carvalho – Gestor de Cliente da
Fotos: Izilda França
Fotos: Izilda França

Gestores do projeto: Marcelo Palácio de Carvalho – Gestor de Cliente da Almar, Francisco Marrara – Diretor Industrial da Almar, Fernando S. Miranda – Vendedor Técnico da Diretha e Airton Marrara – Diretor da Engenharia da Almar.

clientes ganho de produtividade e redução de custos. ” A partir da identificação do problema, es- pecialistas orientados pelo su- pervisor traçam um diagnóstico e apresentam propostas de so- luções. Após a concordância da empresa, começa a implemen- tação. Com o fechamento do contrato de fornecimento de fer- ramentas, o processo industrial

passa a ser alterado para alcançar os objetivos”, diz. O PIP começou a ser im- plantado na Almar em 2006. Fernando Miranda, vendedor técnico da Diretha, distribuido- ra da Sandvik, conta que foi re- alizada uma radiografia a partir de observações na linha de pro- dução, informações passadas pe- los operadores das máquinas e

informações passadas pe- los operadores das máquinas e Centro de usinagem localizado no prédio I. 18

Centro de usinagem localizado no prédio I.

Izilda França dados fornecidos pela diretoria. “Um dos pontos que verificamos era se tiravam o
Izilda França
Izilda França

dados fornecidos pela diretoria. “Um dos pontos que verificamos era se tiravam o máximo proveito da máquina, pois em muitos ca- sos quando não existe o bom aproveitamento, a primeira pro- vidência é a aquisição de uma nova máquina, desnecessaria- mente. Detectamos também os gargalos na produção. Havia um técnico para cada máquina além de um coordenador fazendo o monitoramento”, diz. Posterior- mente, os diretores da Almar re- ceberam o relatório com os pro- cedimentos que deveriam ser adotados para que o processo de usinagem ganhasse em produ- tividade e qualidade. Para Airton Marrara, “o PIP só funciona com confiança mú- tua entre as partes, pois é preciso abrir dados de custos, o que mui- tos recusam”. De acordo ainda com Marrara, o PIP garantiu a satisfação do cliente e reverteu uma situação de prejuízo e inse-

Colaboradores envolvidos.

gurança. “Hoje, temos domínio do processo e parâmetros dos limites. Sabemos que podemos até melhorar, mas sabemos que, agora, não muito, pois estamos próximos do ideal”, afirma. Outro resultado obtido pela Almar, segundo Marrara, foi “maior comprometimento do grupo de trabalho, a partir do aumento de conhecimento téc- nico e do intercâmbio de infor- mações”. Fernando Miranda, da Diretha, afirma, no entanto, que no caso da Almar, o PIP está ain- da em andamento: “Para as próxi- mas etapas, está a busca de exce- lência e de uma maior interação com o cliente”. A partir do suces- so experimentado com o PIP, a empresa tem planos de expandir o programa para outras células de produção para ampliar a partici- pação no mercado.

Henrique Ostronoff Jornalista

Izilda França
Izilda França

Centros de Usinagem.

Evolução constante

A Techinousi Almar foi fundada por especialistas em fundição e usinagem, em 1994, com duas máquinas instaladas em um pe- queno galpão de 200 m 2 . A empresa nasceu com o objetivo de abastecer o mercado de reposição de peças automotivas de quali- dade comparável às das originais. Hoje, ocupando 6,8 mil m 2 , a Almar dispõe de mais de duas dezenas de máquinas de última gera- ção. Apesar de, a partir de 1996, ter se especializado em usinagem de peças fundidas para montadoras – 95% das atividades – a em- presa ainda se dedica à sua antiga vocação. A Techinousi Almar detém o certificado ISO 9000 e está em processo para adquirir a ISO TS, específico para o setor automobilístico, e a ISO 14000, de gestão ambiental.

a ISO TS, específico para o setor automobilístico, e a ISO 14000, de gestão ambiental. O

INTERFACE

70 anos de SINAFER

O Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas em Geral

no Estado de São Paulo – SINA- FER – pode se orgulhar de 7 dé- cadas de história a serviço da pro- dução metalúrgica no Estado de São Paulo. Exatamente em setembro de 1937, quando a indústria brasi- leira dava seus primeiros passos estruturais em direção à moder- na produção, os industriais Jair Alves Horta, Ivo Fracalanza, Per- cival Cohn, Manoel Teixeira da

Silva e Rodolfo Urschiz perce- beram a importância da união de esforços para organizar o se- tor e formaram a primeira dire- toria do então Sindicato dos Fa- bricantes de Artefatos de Metal de São Paulo. Menos de 5 anos depois, em 1941, as atividades tornaram-se mais abrangentes e o nome mu- dou para Sindicato dos Fabricantes de Artefatos de Metais em Geral de São Paulo. Em 1965 a expres-

são “Ferramentas” é acrescenta- da ao nome do Sindicato e em

1981 a base territorial passou a ser o Estado de São Paulo. O SINAFER vem acompa- nhando, desde sua fundação, os desenvolvimentos tecnológicos

e os movimentos do mercado,

assistindo seus filiados pelos ca- minhos nem sempre simples da indústria da produção em nosso país. O Sindicato chegou até nos- sos dias graças à dedicação de centenas de diretores que vieram se sucedendo e enfrentando os percalços do setor, além daque- les gerais da economia que toca- ram a todos nós. Sob sua égide se reúnem ho-

je cerca de 2.500 empresas, res-

ponsáveis por aproximadamen-

te 50 mil empregos no Estado de

São Paulo. A estrutura de apoio oferecida aos associados com- preende a tão necessária Asses-

soria Jurídica (Trabalhista, com

as Convenções do setor; Sindical,

Tributária, Fiscal e Previdenciá-

ria); possui um setor de Infor- mação/Divulgação de Assuntos Relativos ao Setor de Ferramen- tas, Artefatos de Ferro, Metais em Geral, incluindo Publicações Jurídicas, Cursos e Palestras, Ates- tados, Declarações e Consulta sobre Similar Nacional.

Mecânica de Minas Gerais (MEC- MINAS),aTECHMEI (Feira Internacional de Tecnologia em Máquinas e Equipamentos In- dustriais), para citar apenas as principais do setor. A diretoria do SINAFER pa- ra o triênio 2007-2010 acaba de

Mediante acordo com a FIESP, os associados podem ter parceria em todos os eventos como a FEI- MAFE, Feira Internacional de Me-

ser eleita e tomar posse: José Duí- lio Justi, da Cooper Tools, subs- titui Maurice Costin na Presi- dência. Milton Pessôa Rezende

cânica, a TUBOTECH (Feira

e

Waldir Magnani ocupam a 1ª

Internacional de Tubos, Válvulas,

e

a 2ª Vice-Presidência. Carlos

Conexões e Componentes), a ME- TALTECH (Feira Internacional

Roberto Stanzel é o Diretor Fi- nanceiro e Enzo Notarberardino

de Trefilação e Laminação de

o

Diretor Administrativo, asses-

Metais), a METAL MECÂNICA,

sorados por nove diretores e seis

CORTE & CONFORMAÇÃO DE METAIS, a Feira da Indústria

conselheiros fiscais. A nova diretoria está con-

fiante em relação ao desenvolvi- mento da indústria que represen- ta. Em 2006 as exportações do setor somaram US$ 199 mi- lhões, enquanto importou-se, no mesmo período, US$ 190 milhões. Espera-se, para 2008, um crescimento de 8% em re- lação a 2007.

Equipe O Mundo da Usinagem

Mais informações acesse:

www.sinafer.org.br ou entre em contato com a sede, à Av. Pau- lista, 1313 - 7º andar -cj. 707 - CEP 01311-923 - São Paulo/SP Tel.: (11) 3251 5411 e Fax: (11) 3251 5192.

à Av. Pau- lista, 1313 - 7º andar -cj. 707 - CEP 01311-923 - São Paulo/SP

SUPRIMENTOS

Enxuto, econômico

e eficaz

Não é de hoje que ser competitivo tornou-se imperativo no mundo dos negócios.

P oucos sabem, contudo, que

data do início do século 20

a semente de um sistema

de produção criado com o obje- tivo de conferir mais competiti- vidade às empresas. A história começou no Japão, em 1902, no setor têxtil, quando Sakichi Toyoda (assim, com “d”) inven- tou o tear automático, que para- va de funcionar quando a linha enroscava, abrindo caminho pa- ra a automatização dos teares. Mais tarde, ele fundou o Grupo Toyota que, em 1930, iniciou atividades no setor automotivo. À frente do empreendimento, Kiichiro, filho de Sakichi, foi pa-

ra os EUA estudar o modelo de produção de Henry Ford e vol- tou determinado a adaptá-lo a pequenos volumes, para atender ao mercado japonês. A solução foi um sistema composto de diferentes processos seqüenciais, no qual cada um produzia somente os tipos e as quantidades de itens necessários ao processo seguinte e apenas quando fosse necessário. Nascia

o Toyota Production System (TPS)

ou Sistema Toyota de Produção, que, em poucas palavras, quer dizer produzir com qualidade, na quantidade certa e no tempo cer- to, atendendo às expectativas do cliente. Do TPS derivaram outros

sistemas visando à eficiência pro- dutiva, como o kanban, jidoka e milk run, e a filosofia just in ti- me (que pode ser traduzida como “na hora certa”), orientada para

a eliminação de estoques e des- perdícios.

FOCO NO TRANSPORTE Aqui no Brasil, o JIT foi ado- tado na década de 1980. “As em- presas de autopeças ainda não tinham familiaridade com o con- ceito, mas as matrizes das mon- tadoras no exterior já forçavam sua adoção”, conta o diretor exe- cutivo do Instituto Imam, Rei- naldo Moura. Pela falta de expe- riência, a busca pelo JIT resultou em um procedimento ineficaz:

de acordo com a necessidade de produção, o cliente fazia os pe- didos aos fornecedores que, ao fa-

Thomas Rose
Thomas Rose

zerem a entrega, for- mavam filas de cami- nhões nas portas das fábri- cas. A solução veio nos anos 1990, quando um modelo de co- leta programada já existente no exterior, o milk run, passou a ser usado também no Brasil. Nele, as montadoras contra- tam transportadoras para, numa rota pré-estabelecida, um único caminhão coletar as peças nos for- necedores. O diretor-presidente da Transportadora Grande ABC, Antônio Caetano Pinto, conta que a expressão foi inspirada nos an- tigos entregadores de leite: os va- silhames eram deixados no lugar certo, na hora certa, na quantida- de certa e recolhidos na hora cer- ta, para que o leite não azedasse.

Atualmente, confecções e fa- bricantes de linha branca e de eletrodomésticos utilizam o milk run, mas o seu principal usuário continua sendo o setor automo- bilístico. Mas como toda novida- de, exigiu esforços na implemen- tação. O engenheiro de compras da Toyota do Brasil, Ewerton Takata, lembra que, em 1998, quando o Corolla começou a ser fabricado no país, foi necessário um grande movimento de cons- cientização junto aos fornece- dores, para que toda a cadeia tra- balhasse em sincronia e com a racionalidade necessária ao milk

run. Também na época foi preciso criar uma equipe para fazer follow up junto aos fornecedores e, com isso, garan- tir a coleta de peças e componen- tes por meio do milk run.

CONTROLE TOTAL Com o amadurecimento do sistema, isso não é mais necessá- rio, o que não quer dizer que não ocorram problemas. Pode acon- tecer de um fornecedor não cum- prir o prazo da coleta e, nesse ca- so, o caminhão segue, ficando para ele, fornecedor, a responsa- bilidade da entrega. Mesmo as- sim, valem todos os esforços pa- ra que isso não aconteça porque, mais tarde, esse custo certamen- te virá embutido no preço das pe-

ças. Caso mais grave é se houver problema na produção das peças do fornecedor, o
ças. Caso mais grave é se houver
problema na produção das peças
do fornecedor, o que poderá afe-
tar a qualidade do produto final.
É aí que entra em cena o chama-
do jidoka – interrupção da pro-
dução para que o problema não
passe para o processo seguinte e,
lá na frente, acabe em retrabalho
ou recall para o fabricante.
Problemas à parte, o ritmo de
produção é ditado pelo kanban
(“cartão”, em japonês), sistema de
controle de estoque por cartão:
quando um cesto de peças vai
para produção, automaticamen-
te o kanban é retirado desse ces-
to e colocado num painel, infor-
mando, assim, a necessidade de
produzir aquela quantidade no-
vamente. Segundo João Ferro,
analista de usinagem da Magneti
Marelli Cofap, empresa do setor
de autopeças famosa pelos seus
amortecedores, o sistema garan-
te a eficiência no relacionamen-
to com os fornecedores e no
atendimento aos clientes. “É es-
sencial para evitar estoque in-
termediário, que é dinheiro pa-
rado”, afirma.
Com os fornecedores dire-
tos, a Toyota utiliza o e-kanban,
via internet, e o seu ritmo é cal-
culado com base no takt time de
produção, que é o “pulso” do
TPS, ou seja, é o tempo de pro-
dução de cada carro, para cum-
prir a demanda ditada pelo mer-
cado. “Hoje, toda nossa produção
trabalha com o takt time de 3.4
minutos. Ou seja, a cada 3.4 mi-
nutos fabricamos um veículo”,
salienta Takata.
O Mundo da Usinagem
29
Thomas Rose
CUSTO X BENEFÍCIO A economia proporcionada pela produção enxuta, diz Cae- tano Pinto, da Grande

CUSTO X BENEFÍCIO A economia proporcionada pela produção enxuta, diz Cae- tano Pinto, da Grande ABC, “é violenta”: nada de armazéns pa- ra estocagem, nem inventários muito altos, nem risco de perder, por desvio, peças que ficam mui- to tempo no estoque. Isso sem falar da redução em até 60% da

Todo esse avanço, diz Takata, da Toyota, significou uma mu- dança de cultura. “Antes, os ge- rentes consideravam os custos um ‘dado’, que estava fora de seu controle e os preços, uma variá- vel que podia ser ajustada para acomodar as flutuações dos cus- tos. Mas na atual competitivida- de do mercado global, compra-

frota movimentada, que, além

dores são os ‘árbitros’ dos preços

de economia, se traduz num pro-

e

a única maneira de as empresas

cedimento ambientalmente cor-

sobreviverem e assegurarem lucro

reto em tempos de aquecimen-

é

mantendo os custos mais bai-

to global; e da agilidade para descarregar a carga: o tempo mé- dio da Grande ABC é de meia hora; antes podia chegar até seis horas. Para o fornecedor tam-

xos do que os preços que os clien- tes estão dispostos a pagar”. Os fornecedores da empresa tam- bém relatam melhorias nas rela- ções gerente-colaborador, porque

bém é vantagem, uma vez que,

o

sistema propicia “papéis” para

porcentualmente, o frete fracio-

os colaboradores, que desenham

nado sai mais barato. “Quando

e

gerenciam o próprio trabalho.

era preciso enviar, por exemplo,

Isso faz com que ambos busquem

30 mil peças, o frete representa- va cerca de 3% a 4% do valor da

melhoria da produtividade, qua- lidade e condições de trabalho.

a

mercadoria. No frete customiza- do e fracionado, cai para algo

Thais Gebrim

entre 0,7% e 1%”, exemplifica.

Jornalista

Para não ficar de fora Segundo Moura, do Imam, ain- tup ), criando dificuldade de
Para não ficar de fora
Segundo Moura, do Imam, ain-
tup ), criando dificuldade de o
da existem máquinas operatri-
fornecedor produzir lotes me-
zes de uma geração que não
nores, exigidos pelo milk run. A
permite fazer a troca rápida (se-
solução é uma só: modernizar os
equipamentos.
Thomas Rose

PONTODEVISTA

H á muito fala-se em inclu- são digital no Brasil. Gran- de parte das estatísticas
H á muito fala-se em inclu-
são digital no Brasil. Gran-
de parte das estatísticas re-
Thomas Rose

Tecnologia:

agora, sim, é verdade!

centes gerou dúvidas, seja pela informalidade das informações ou até mesmo pelos baixos índices de brasileiros com aces- so aos mais simples recursos tec- nológicos. Mas esta incerteza quanto ao movimento de aces- sibilidade foi reduzida com o desempenho do mercado de PCs em 2006, quando as ven- das ultrapassaram em quase 50% o ano anterior. Além disso, a manutenção dos incentivos do governo fede- ral e a queda de preço dos pro- dutos garantirão mais um ano de vendas crescentes e o brasi- leiro, pela primeira vez, deverá adquirir mais computadores do que televisores, segundo esti- mativa da ABINEE (Associação

Nacional da Indústria Eletro- eletrônica). De fato, a venda de PCs em 2007 deve atingir

Nacional da Indústria Eletro- eletrônica). De fato, a venda de PCs em 2007 deve atingir 10,1 milhões de unidades, aumento de 23% sobre o ano passado, número que poderá ser superado se a valori- zação do real for mantida. Hoje, mais da metade dos computa- dores vendidos custa menos do que R$ 1 mil, o que impulsiona as vendas e coloca o Brasil em quarto lugar no ranking mun- dial do consumo do equipamen- to. E a cada ano o número de usuários da Internet cresce cer- ca de 20%. A conclusão mais importan- te desses dados vai além do aces- so do brasileiro à tecnologia. Por trás deste movimento de in- clusão digital abre-se porta gi- gantesca para o desenvolvimen- to econômico e social do país. Afinal, não é apenas no âmbito doméstico que o equipamento está mais presente. Nossas es- colas cada vez mais cedo intro- duzem em seus programas de ensino a informática, o que me- lhora a formação dos estudan- tes e, conseqüentemente, o ní- vel profissional no país torna-se cada vez mais elevado. Além disso, outros setores e indústrias se beneficiam da inclu- são digital e muitas empresas es- tão se preparando para dar as boas-vindas a este novo e poten- cial consumidor. Os fabricantes de impressoras, por exemplo, têm desenvolvido equipamentos pa- ra o chamado “primeiro usuá- rio”, aquele consumidor que aca-

ba de adquirir o PC e que, com certeza, ambiciona possuir uma impressora. Hoje, com menos de R$ 300,00 é possível adqui- rir uma impressora de desempe- nho excelente, que imprime fo-

tografias e que possui até tintas

à prova d´água. É claro que sofremos muito ainda com a pesada carga tribu-

tária e a própria desigualdade so- cial. Mas este momento aponta

o Brasil para o desenvolvimento, fundamentalmente das pessoas, que poderão por meio da maior

consciência, evolução intelectual

e profissional contribuir com a

construção de uma nação cada vez mais promissora e em igual- dade com grandes potências mundiais. Um fato é inegável: vonta- de e criatividade nunca falta- ram para o nosso povo. A inclu- são digital só faz crescer a nossa esperança.

Odivaldo Moreno Gerente Geral da Epson do Brasil.

gem cedida pelo autorIma
gem cedida pelo autorIma

INTERESSANTESABER

Florestas de alimentos

A tualmente, a consciência da grave cri- se ambiental em que nos colocamos, gerou dois movimentos de preserva-

ção sobre os quais devemos ponderar. O primeiro movimento, que já conta com milhares de empresas adeptas pelo mundo todo, visa diminuir ao máximo a emissão de carbono ao longo de sua rede de suprimentos e de fabricação final, ofere- cendo produtos de serviços de “baixo car- bono” ao cliente final. As empresas Walters, Trinity Mirror, Boots e Marks & Spencer, todas inglesas,

foram as pioneiras nessa linha e não por na- da são todas afiliadas ao “Carbon Trust”, uma empresa privada, criada pelo governo inglês, com o objetivo de acelerar a mudan- ça para uma indústria de baixa emissão de carbono no Reino Unido (http://www.car bontrust.co.uk). A chamada “auditoria de carbono” ras- treia toda a emissão de carbono em cada es- tágio do ciclo de vida dos produtos, desde as fontes de matéria-prima, passando pela fabricação, até as prateleiras do consumidor e, claro, seu descarte. Isso é chamado de “pe-

Fernanda Martins

F ernanda Martins Navegando em “furo” próximo a Curuçá. gadas de carbono” ou carbon foot- print

Navegando em “furo” próximo a Curuçá.

gadas de carbono” ou carbon foot- print e a empresa Carbon Trust tem elaborado projetos com es- sa finalidade em todo o Reino Unido e já começa a se fazer pre- sente em outros países da Europa. Essa linha de atuação, extre- mamente desejável e recomen- dada, é bastante lenta e sua im- plantação depende muitíssimo

da cultura vigente. Os britânicos, habituados a parcos recursos am- bientais e às enormes privações das grandes guerras mundiais, são particularmente afeitos à consciência da necessidade de li- mites nas atividades humanas.

O Brasil, terra do “em se

plantando tudo dá”, moldado, como o resto dos países das Amé- ricas, na confiança dos recursos fartos e “inesgotáveis”, começa a interessar-se pela solução alterna- tiva, de aplicação imediata, que pode minimizar a situação en- quanto, esperamos, a educação ambiental e a cultura política ga- nham alento. A linha imediata é a da “neu- tralização do carbono emitido”, ou seja, neutralizar carbono com o plantio de florestas como um dos meios para combater o aque- cimento global. Esse sistema, muito popular nos Estados Uni- dos, calcula a emissão de carbo- no de determinados eventos e verifica quantas árvores deveriam

ser plantadas para compensar o carbono lançado à atmosfera. Determina-se o plantio de tais ár- vores e o evento passa a ser con- siderado – e anunciado – como “livre de carbono” (carbon free).

Os ambientalistas radicais se

insurgem contra tal prática, ale- gando que se trata de simples “compra de consciência tranqui- la”, já que o ideal mesmo é a re- dução das emissões.

Contudo, os ambientalistas mais pragmáticos e cientes do lento tempo necessário para mu- danças não apenas tecnológicas como, sobretudo, de usos e cos- tumes, vêem na alternativa da neutralização por meio do plan- tio de árvores, uma compensação mais imediata, que nos ganha tempo enquanto as mudanças maiores são encaminhadas. A revista O Mundo da Usina- gem, para elucidar essa questão pa- ra nossos leitores, consultou a atuação do Instituto Peabiru, com sedes em São Paulo e em Belém do Pará, uma das entidades pio- neiras em conservação e consumo sustentável em nosso país. Dedicado especificamente à conservação da floresta amazô- nica, embora mantendo outros projetos, o Instituto Peabiru vê, na compensação de emissões de carbono, uma excelente oportu- nidade de aliar o combate ao aquecimento global com a solu- ção do mais grave problema da Amazônia: a falta de segurança ali- mentar (moderno nome para a “fome”) dos caboclos da região. O Instituto Peabiru iniciou o Projeto “Florestas de Comida” na zona mais devastada da Amazônia, o Nordeste Paraense, que pode ser chamado de “Mata Atlântica da Amazônia”, pois 97% da cobertu- ra vegetal foi alterada pela ação do homem. Este programa faz par- te de um eixo de trabalho da ins-

Fernanda Martins

F ernanda Martins tituição, denominado Casa da Virada, que conta com apoio da Petrobras, entre outros

tituição, denominado Casa da Virada, que conta com apoio da

Petrobras, entre outros parceiros.

O Programa Casa da Virada

é direcionado ao aumento da au- to-estima das populações tradi- cionais do município de Curuçá,

no Nordeste Paraense, valorizan- do o modo de fazer caboclo. Até

o momento apenas os mangue-

zais sobrevivem, e, mesmo assim já sofrem as conseqüências da erosão das áreas desmatadas.

O Peabiru iniciou a neutra-

lização de carbono de eventos e de outras ações voluntárias em agosto de 2007, com o Belém Fashion Days Iguatemi, em Belém do Pará, para o Shopping Igua- temi e para o SONAE Sierra, que lança o Manauara Shopping, em Manaus. Para cada um des- tes eventos foi calculado o plan-

tio de 200 árvores que serão plan- tadas na estação chuvosa de 2007/2008 em Curuçá, Pará.

O cálculo do número de ár-

vores a serem plantadas é reali-

zado de forma independente, pe-

la Key Associados.

ATIVIDADES E RESULTADOS

As árvores como neutralizado-

ras do carbono (CO e CO 2 ), além de terem ação direta no combate

às mudanças climáticas, propi- ciam a ação de restauração da Amazônia pelos próprios amazô- nidas. O reflorestamento se faz em ecossistemas críticos – entor- no de manguezais e nascentes – e com espécies úteis para Amazônia

– açaí (Euterpe oleracea), bacuri

(Platonia insígnia) e outras frutí-

38 O Mundo da Usinagem

insígnia ) e outras frutí- 38 O Mundo da Usinagem feras nas áreas de terra firme,

feras nas áreas de terra firme, e as 3 espécies de mangues nas áreas de mangue adjacentes. Durante o processo de reflo- restamento dessa que é a região

mais devastada da Amazônia, se alerta sobre os cuidados com a água, lixo, saneamento etc., em um amplo enfoque na educação ambiental. A utilização de espécies úteis – que produzem comida, atraem abelhas e pássaros (polini- zadores e dispersores de sementes respectivamente), além de prote- ger as encostas contra a erosão, etc., oferece opção de sustentabi- lidade às populações locais. Nessas iniciativas, o Instituto

Peabiru vem amealhando cada vez mais parceiros, pois para as

empresas que aderem, neutrali- zar o carbono gerado por seus eventos ou atividades, de forma

empresas que aderem, neutrali- zar o carbono gerado por seus eventos ou atividades, de forma sustentável e exemplar, caracte- riza-se como atividade de res- ponsabilidade sócio-ambiental. Demonstra, também, que a em-

presa se preocupa com o meio

ambiente, associando sua marca

à consciência ambiental perante

o consumidor final, perante ou- tros públicos e a imprensa. Curuçá é o ponto final de en- contro entre o rio Amazonas e

Colheita de açaí.

do Araguaia/Tocantins e o Ocea- no Atlântico. Trata-se, para o Instituto Peabiru, de excelente maneira de participar, de manei- ra direta, de ação ambiental com resultados práticos e de educa- ção ambiental. Nesta ação, aler- tar sobre a questão da água, de- monstrando a relação direta de proteção das nascentes que ali- mentam os manguezais, um dos ecossistemas mais ameaçados da Amazônia e que contam entre os maiores do planeta, leva à for- mação de forte relacionamento entre o Instituto Peabiru e as po- pulações locais, pela atuação con- junta na produção e no plantio e manutenção das mudas.

Equipe O Mundo da Usinagem

Para maiores informações e para participar da preservação da Ama- zônia, consulte www.institutopea biru.org.br.

Par a maiores informações e para participar da preservação da Ama- zônia, consulte www.institutopea biru.org.br.

NOSSAPARCELADE

RESPONSABILIDADE

Crescimento – mais que uma oportunidade, um imperativo do mercado

M uito se tem falado a respeito do cres- cimento da economia brasileira no ano corrente. Obviamente, os da-

dos que encontramos na mídia nos causam um impacto positivo, mas também nos fa- zem refletir sobre a questão do crescimento em si e o planejamento de nossas ações fu-

turas. Quais as implicações de tais projeções?

O crescimento previsto está vinculado à

maior demanda? Temos capacidade de ofer-

ta?

De mão-de-obra qualificada? O que is-

so

afeta o segmento metal-mecânico?

Estamos preparados? Em que medida?

A necessidade de expansão física ou de

aumentar o parque fabril de muitas empre-

sas

tida pela maior demanda por máquinas-fer- ramentas e com exigência de entrega cada vez menor. Se isso, por um lado, denota o desejo de aumento da capacidade de produ- ção e conseqüentemente da produtividade, por outro traz à tona a questão dos traba- lhos de otimização dos processos. O fabricante de ferramentas deve esgo-

do meio metal-mecânico já pode ser sen-

tar todas as possibilidades que se descorti-

nam à sua frente – de um lado, ferramentar as novas máquinas com ferramentas de úl- tima geração e alto desempenho que estejam alinhadas com o propósito de produzir mais, em menos tempo, gerando portanto maior produtividade. De outro, para aqueles que

ainda não podem expandir fisicamente sua fábrica, mas que sofrem pressão igual por re- sultados mais econômicos e lucrativos, uma das soluções pode ser otimizar os processos

de usinagem – do planejamento à peça aca-

bada. Seja pelo aumento dos dados de cor-

te, seja pela substituição de um produto an- tigo por um outro mais avançado tecnolo- gicamente, com maior potencial para a de- sejada obtenção ou superação das metas estabelecidas. Cumpre dizer que independente da con- dição do cliente, apto a expandir fisicamen- te sua planta, ou a começar a otimizar seus processos de fabricação, deve fazer parte constante do objetivo do fabricante de fer- ramentas o trabalho em parceria para a aná- lise e planejamento conjuntos, estabelecen- do ações para extração de todo o potencial de melhoria da empresa que atende. Entendendo a sinalização de crescimen- to do mercado, podemos dizer que o ano de 2007 foi muito positivo – aumentamos nos- sa equipe, lançamos 3150 produtos apostan- do na idéia de que podemos continuar a dar suporte a todos aqueles que buscam a so- nhada produtividade.

José Edson Bernini

Gerente Nacional de vendas Sandvik Coromant do Brasil

Adriana Elias
Adriana Elias

INTERESSANTESABER

notícias

Empresas se unem para aumentar taxas de sucesso e inovação

F oi lançada em outubro último, duran- te a 14ª edição do Café Tecnológico do Centro Incubador de Empresas

Tecnológicas (Cietec), a Rede de Apoio à Inovação Tecnológica nos Empreendimen-

tos em Criação (Raitec). A Agência Fapesp de Notícias divulgou que “o objetivo é unificar os esforços de

247 empresas residentes em dez incubado-

ras no Estado de São Paulo, de modo a au- mentar suas taxas de sucesso no mercado,

alavancar novos negócios e criar diferentes canais de comunicação entre as empresas.

O projeto é apoiado pela Financiadora de

Estudos e Projetos (Finep), com as incu- badoras investindo, ao longo de 2008, R$

981 mil em atividades como outros cafés

tecnológicos, participações em feiras de negócios, implantações de sistemas para avaliação das empresas e registros de mar- cas, patentes e softwares. ”. “Também fazem parte dessas ações o

aprimoramento dos planos de negócio de pelo menos 50 novos empreendimentos

que desejam se candidatar às incubadoras, além da capacitação dos empresários pa-

ra o acesso a financiamentos oferecidos pe-

las principais agências de fomento do país”, disse o gerente executivo do Cietec,

Sérgio Risola. “A nossa intenção é apro- ximar as demandas do mercado das em- presas da rede, que estão num raio de 50 quilômetros da capital paulista”, afirmou. A rede deverá ainda, segundo Risola,

aprimorar o modelo de gestão das incuba- doras no acompanhamento de suas empre- sas por meio de plataformas computacio- nais integradas. O “pacote” inclui ainda cursos, oficinas e consultorias em assuntos diversos, como gestão empresarial, mar- keting, negociação com investidores e ma- neiras de atrair capital de risco. “Os pequenos e médios empresários, com a agregação do conhecimento dos pes- quisadores da academia, representam os atores principais para o desenvolvimento da inovação tecnológica. Então, nada me- lhor do que criarmos uma rede para que as empresas incubadas gerem riqueza e te- nham maiores chances de se tornarem glo- bais”, disse Cláudio Rodrigues, presiden- te do Conselho Deliberativo do Cietec e Superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Além do Cietec, compõem a Raitec a Incubadora de Empresas de Guarulhos, Incubadora de Empresas Barão de Mauá, Incubadora Aceleradora de Empreendi- mentos, In Nova Incubadora Tecnológica e Educacional de Santo André, Incubadora da Fundação de Estudos Agrários “Luiz de Queiroz”, Incubadora de Empresas de Santos, Incubadora Tecnológica de Em- presas de Sorocaba, Incubadora de São Ber- nardo do Campo e Incubadora Tecnológica de Mogi das Cruzes.

Fonte: Agência FAPESP

MOVIMENTO

MOVIMENTO

SANDVIK COROMANT - PROGRAMA DE TREINAMENTO 2007

Mês

TBU

TBU

TFR

UMM

EAFT

EAFF

OUT

OUF

TUCAS

TGU

Noturno

Diurno

Dez

 

03 e 04

               

TBU - D-Técnicas Básicas de Usinagem (Diurno - 14 horas em 2 dias)

TBU - N- Técnicas Básicas de Usinagem (Noturno - 14 horas em 4 dias - das 19h00 às 22h30)

TFR - Técnicas de Furação e Rosqueamento com fresa de metal duro (14 horas em 2 dias)

EAFT - Escolha e Aplicação de Ferramentas para Torneamento (21 horas em 3 dias)

UMM - Usinagem de Moldes e Matrizes (28 horas em 4 dias)

EAFF - Escolha e Aplicação de Ferramentas para Fresamento (21 horas em 3 dias)

OUT - Otimização da Usinagem em Torneamento (28 horas em 4 dias)

OUF - Otimização da Usinagem em Fresamento (28 horas em 4 dias)

TUCAS - Tecnologia para Usinagem de Componentes Aeroespaciais e Superligas (14 horas em 2 dias)

TGU - Técnicas Gerenciais para Usinagem (21 horas em 3 dias)

Para mais informações, acesse www.cimm.com.br (Treinamento Sandvik)

Gerenciais para Usinagem (21 horas em 3 dias) Para mais informações, acesse www.cimm.com.br (Treinamento Sandvik)
Gerenciais para Usinagem (21 horas em 3 dias) Para mais informações, acesse www.cimm.com.br (Treinamento Sandvik)
Gerenciais para Usinagem (21 horas em 3 dias) Para mais informações, acesse www.cimm.com.br (Treinamento Sandvik)

DICASÚTEIS

HGF Comunicação
HGF Comunicação

SANDVIK COROMANT - DISTRIBUIDORES

ARWI Tel: 054 3026 8888 Caxias do Sul - RS ATALANTA TOOLS Tel: 011 3837 9106 São Paulo - SP COFAST Tel: 011 4997 1255 Santo André - SP COFECORT Tel: 016 3333 7700 Araraquara - SP COMED Tel: 011 6442 7780 Guarulhos - SP CONSULTEC Tel: 051 3343 6666 Porto Alegre - RS COROFERGS Tel: 051 3337 1515 Porto Alegre - RS CUTTING TOOLS Tel: 019 3243 0422 Campinas - SP DIRETHA Tel: 011 6163 0004 São Paulo - SP ESCÂNDIA Tel: 031 3295 7297 Belo Horizonte - MG FERRAMETAL Tel: 085 3287 4669 Fortaleza - CE GALE Tel: 041 3339 2831 Curitiba - PR GC Tel: 049 3522 0955 Joaçaba - SC HAILTOOLS Tel: 027 3320 6047 Vila Velha - ES JAFER Tel: 021 2270 4835 Rio de Janeiro - RJ KAIMÃ Tel: 067 3321 3593 Campo Grande - MS MACHFER Tel: 021 2560 0577 Rio de Janeiro - RJ

MAXVALE Tel: 012 3941 2902 São José dos Campos - SP MSC Tel: 092 3613 2350 Manaus - AM NEOPAQ Tel: 051 3527 1111 Novo Hamburgo - RS PS Tel: 014 3312 3312 Bauru - SP PS Tel: 044 3265 1600 Maringá - PR PÉRSICO Tel: 019 3421 2182 Piracicaba - SP PRODUS Tel: 015 3225 3496 Sorocaba - SP RECIFE TOOLS Tel: 081 3268 1491 Recife - PE REPATRI Tel: 048 3433 4415 Criciúma - SC SANDI Tel: 031 3295 5438 Belo Horizonte - MG SINAFERRMAQ Tel: 071 3379 5653 Lauro de Freitas - BA TECNITOOLS Tel: 031 3295 2951 Belo Horizonte - MG THIJAN Tel: 047 3433 3939 Joinville - SC TOOLSET Tel: 021 3884 0606 Rio de Janeiro - RJ TRIGON Tel: 021 2270 4566 Rio de Janeiro - RJ TUNGSFER Tel: 031 3825 3637 Ipatinga - MG

O MUNDO DA

USINAGEM

O leitor de O Mundo da Usinagem pode entrar em contato com os editores pelo e-mail:

omundo.dausinagem@sandvik.com ou ligue: 0800 770 5700

FALE COM ELES

Arwi – 54 3026 8888 Dormer – 11 5660 3006 Epson do Brasil – 11 5502 5444 Heller Máquinas Operatrizes – 15 2103 3221 IMAM – www.imam.com.br Magnetti Marelli Cofap – 11 2144 1569 Sinafer – www.sinafer.org.br Tool Services – 11 8447 6992 Toyota do Brasil – 11 4390 5100

ANUNCIANTES NESTA EDIÇÃO

O Mundo da Usinagem 41

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

45

Agie-Charmilles.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

31

Arwi

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

08

Blaser

Swisslube.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 10

Deb’Maq .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

05

Diadur

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

44

Dormer

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

25

Dynamach.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

11

Ergomat

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

41

Esab

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

43

Grob

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

21

Haas

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

28

Hanna

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

18

HEF .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

30

IGM .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

39

Intertech

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

22

Kone

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

32

MachSystem .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

15

MarktEvents

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

35

Mazak

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

24

Meggatech

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

19

Nestor di

Marco.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

14

Romi .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

09

Sandvik

Coromant .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

48

Selltis

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

02

SKA.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

20

Stamac

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

34

TAG

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 47

Vitor

Buono .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

38

SANDVIK COROMANT - Atendimento ao cliente 0800 559698

46 O Mundo da Usinagem

. . . . . . . 38 SANDVIK COROMANT - Atendimento ao cliente 0800 559698