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REDES

Reflexões sobre Boas Práticas


de Gestão

Estudo de caso:
Programa Excelência na Gestão de Instituições
Tecnológicas - PEGITec

ABIPTI/MMA
Boas Práticas de Gestão de Redes

CONCEITOS
ESTUDO DE CAS0
BOAS PRÁTICAS E FERRAMENTAS
APRENDIZADOS
Boas Práticas de Gestão de Redes

CONCEITO DE REDE
(CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999 )

"rede é um conjunto de nós interconectados"

"redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma


ilimitada, integrando novos nós desde que consigam comunicar-
se dentro da rede, ou seja, desde que compartilhem os
mesmos códigos de comunicação (por exemplo, valores ou
objetivos de desempenho).“

Quais são nossos Códigos, Missões, Valores,


Objetivos, Metas, etc.?
Boas Práticas de Gestão de Redes

Tendências convergentes e explicativas do


desenvolvimento das redes de informação:
(CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999 )

„ digitalização da rede de telecomunicação;


„ transmissão em banda larga;

„ desempenho dos computadores – micro-


eletrônica e softwares
Boas Práticas de Gestão de Redes

CONCEITO DE REDE
(Grajew, 2002 - ETHOS)

“A interlocução com os diversos públicos


possibilita aos parceiros delinear
criteriosamente as demandas e levar em
conta os diferentes interesses. [...]

Empresas, governo e organizações da


sociedade civil têm percebido que as relações
de parceria socializam conhecimentos,
experiências, aprendizados e recursos, e
têm conseqüências mais satisfatórias do que
obteriam com atuações isoladas.”
Boas Práticas de Gestão de Redes

CONCEITO DE REDE DE INOVAÇÃO


(Van Aken e Weggeman, 2000).

“uma rede de organizações engajadas


no desenvolvimento de inovações de
produtos ou processos”
Boas Práticas de Gestão de Redes

CONCEITO DE REDE DE INOVAÇÃO


(Tushman ans Scalan, 1981, Katz and Tushman, 1981 apud Van Aken e
Weggeman, 2000).

O contexto ambiental de emergência das


redes de inovação, em especial das redes
informais, é caracterizado por elevados graus
de incerteza e aumento da demanda por
especialidades e competências, um
espaço onde as trocas tecnológicas baseadas
em colaboração e confiança são fatores-
chave operacionalizados através das trocas
inter-pessoais internas ou externas
Boas Práticas de Gestão de Redes

CONCEITOS CORRELATOS
“numa economia baseada no conhecimento, o problema político
interno mais importante não é mais a distribuição (ou
redistribuição) da riqueza, mas da informação e dos meios
de informação que produzem riqueza”.
(Toffler, 1990)

O nível de desenvolvimento (de países, empresas, grupos etc.)


parece estar diretamente relacionado à cultura de estabelecer
conexões e criar redes estruturadas (associações, federações,
redes de pesquisa, grupos de projeto, comunidades de prática,
portais etc.).

(José Eustáquio – pesquisador do CETEC/MG – redação adaptada)


Boas Práticas de Gestão de Redes

CONCEITO DE GESTÃO (estratégica)


(Gestão Estratégica do Conhecimento e Competências – Rocha, Ivan)

Acompanhamento
(para monitorar o desempenho de processos, de acordo com indicadores de

eficiência)

Avaliação
(para medir a eficácia ou os impactos)

Prospectiva
(para antecipar mudanças)
Boas Práticas de Gestão de Redes

Porque trabalhar em rede


Aspectos facilitadores que favorecem:
(adaptado de Van Aken e Weggeman,
Weggeman, 2000)

„ a aprendizagem intra e/ou inter-organizacional


„ a formação de grupos inter-organizacionais,
„ a identificação de competências internas e externas;
„ o acesso a Sistemas de Informação
„ a divisão e gestão de tarefas, a coordenação dos fluxos de trabalho a
simplicidade de comunicação
„ o acesso a fontes internas e externas de recursos tangíveis e
intangíveis
„ a colocação da informação como principal matéria-prima
„ as TICs a penetrarem todas as atividades humanas
„ a flexibilidade de organização/reorganização de processos em
instituições que dependem crescentemente das TICs;
„ a crescente convergência de tecnologias
„ a solução de “problemas” de alta complexidade (ex: Redes de
mapeamento de genomas)
„ a Gestão do Conhecimento
Boas Práticas de Gestão de Redes

ESTUDO DE CASO
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas –
PEGITec – ABIPTI/CNPq/FINEP/SEBRAE

Conjunto de atividades integradas de prospecção, capacitação,


experimentação, implementação e disseminação de tecnologias e práticas
de gestão, e avaliação de seu impacto para a competitividade das
instituições tecnológicas.

54 instituições tecnológicas:
34 institutos de pesquisa (10 ciclos)
21 unidades de design (3 ciclos)
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Competênciais essenciais – desafios da Rede

CONEXÕES
Sinergia entre as ICT’s – ações cooperativas, rede de parceiros, compartilhamento
no aprendizado (avaliação cruzada, alimentação de Bases de Dados, benchmarking,
etc.)

CONHECIMENTO
Capacitação, gestão do conhecimento, modelo de gestão e indicadores de avaliação
customizados, repositório estruturado de conhecimentos (Observatório de
Tecnologias de Gestão)

COMPETÊNCIA
Foco em Planos de Melhoria (continua)

(adaptado de Moss Kanter – Recolocando as Pessoas no Centro da Organizaç


Organização)
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Desafios do projeto (da Rede)

• promover a implementação de práticas modernas de gestão empresarial


• consolidar e validar um conjunto harmônico de indicadores de avaliação
do desempenho da gestão.
• avaliar o desempenho da gestão das ICT’s, utilizando indicadores
adequados à sua atividade, aos seus respectivos níveis de
desenvolvimento e especificidades regionais.
• gerar referenciais comparativos e informações sobre o desempenho da
gestão, como subsídio para o planejamento e a formulação de políticas
para o setor.
• formar multiplicadores, promotores e avaliadores do Modelo de
Excelência da Gestão de Instituições Tecnológicas.
• consolidar o processo de melhoria contínua do modelo de gestão das
ICT’s – Programa Excelência na Gestão de ICT’s
• gerar alternativas de sustentabilidade para o programa
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Desafio do projeto (e da Rede) – Modelo de Gestão para ICTs


Visão sistêmica da gestão organizacional

Fundamentos da Excelência na Gestão –


Modelo FNQ

Pensamento Sistêmico
Aprendizado Organizacional
Cultura de Inovação
Liderança e Constância de Propósitos
Orientação por Processos e Informações
Visão de futuro
Geração de Valor
Valorização das Pessoas
Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado
Desenvolvimento de Parcerias
Responsabilidade social

Temos um modelo de gestão formalizado


e “compartilhável”?
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Boas Práticas

Observatório de Tecnologias de Gestão – OTG


FUNÇÕES

Prospecção, adaptação, organização e


disseminação de informações sobre
modelos e tecnologias de gestão
praticadas pelas ICTs e existentes no
mercado (nacional e internacional).

Cadastro de Boas Práticas de Gestão de


IPTs - (130 práticas selecionadas,
revisadas e disponibilizadas no
Observatório de Tecnologias de Gestão
e compartilhadas com a FNQ

Glossários de Terminologia em Gestão

www.otg.org.br
otg@abipti.org.br
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Boas Práticas

Sistema de Gestão de Indicadores de Desempenho


– SGID (via Web)

Base de Dados de Indicadores


de Desempenho da Gestão de
Institutos de Pesquisa
Tecnológica – (67 Indicadores
para escolha das ICTs, em
função da sua missão).

Quais são os nossos indicadores de avaliação?


Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Boas Práticas

Papel do “facilitador da Rede”


(“Lider servidor”)
• Planejamento e gestão do Ciclo
• Gestão do conhecimento gerado (organizar, disponibilizar e
manter atualizado)
• Busca e intermediação do Funding - parcerias financeiras (Ex:
FINEP - Edital Modernit)
• Participação da ABIPTI no processo de planejamento das
ações da ATED/FINEP 2007/2008
• Participação no Comitê Conceitual do GESPÚBLICA - MPOG
• Participação nos Grupos de Trabalho da FNQ
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Boas Práticas
Benefícios (cenouras)

• Desenvolvimento de uma visão sistêmica do ambiente de


negócio - melhor conhecimento da instituição e do
segmento
• Utilização de um modelo de gestão reconhecido e utilizado
nacional e mundialmente – oportunidade de benchmarking.
• Maior comprometimento da força de trabalho com um
objetivo institucional comum.
• Maior integração/cooperação interna e externa
• Compartilhamento de tecnologias, práticas, informações e
conhecimentos.
• Oportunidade de melhoria continua na competitividade da
entidade.
• Reconhecimento dos resultados alcançados - premiação
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Boas Práticas
Benefícios (cenouras)

• Desenvolvimento de uma cultura para a gestão e


avaliação
• Desenvolvimento de lideranças para a gestão de ICTs
• Formação de equipes de alto desempenho
• Acesso a informações qualificadas: sobre tecnologias
e práticas de gestão – OTG, fontes de fomento etc.
• Acesso a resultados da aplicação de tecnologias de
gestão inovadoras no segmento – Base de Dados de
Boas Práticas de Gestão, Base de Dados de RG - OTG.
• Maior integração entre as ICT`s
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Estruturas de apoio
Resultados do OTG (Período: maio de 2006 a abril de 2007)

Quantidade Descrição

27016 Visitas ao site OTG, de 20/12/2006 a 15/04/2007.

Especialistas da Rede Nacional de Tecnologias de Gestão –


412
RNTG do Observatório.
Verbetes relacionados com Tecnologias de Gestão inseridos
380
no glossário do Observatório.

256 Especialistas em Tecnologias de Gestão cadastrados.

Boas práticas de gestão selecionadas e publicadas no site


244
do Observatório – de 200 analisadas

35 Links recomendados pelo OTG sobre Tecnologias de Gestão

34 Artigos publicados pelo OTG sobre Tecnologias de Gestão.

Número de boletins informativos e news letter sobre


10
tecnologias de gestão.

Matérias publicadas no jornal Gestão C&T sobre as


9
atividades do Observatório.
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Estruturas de apoio

Gestão C&T Online


Gestão C&T impresso
Portal Gestão C&T
Caderno de Excelência na Gestão
Caderno de TIB
Caderno C&T Integra – Desenvolvimento Regional
Informe ABIPTI
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Resultados
(em oito Ciclos de Avaliação - 1998 a 2007)

• 134 Relatórios de Avaliação, PF/OM na gestão nos IPT;


• Instrumento de gestão do conhecimento do programa - OTG
• Expansão do modelo de gestão para um novo segmento –
unidades de Design (19 RG);
• 360 adesões ao Projeto
• 366 examinadores atuantes
• Mais de 29.000 horas de trabalho voluntário
• 2000 representantes de institutos capacitados (2007)
• Cerca de 60 trabalhos publicados no Congresso ABIPTI 2006
• Uma tese de doutorado
• Uma dissertação de mestrado
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Resumo de Boas Práticas de Gestão de Redes

• Trabalho voluntário
• Adesão espontânea (sob critérios)
• Planejamento - Lógica do PDCA – “Plan–Do–Check–Act”
• Gestão e construção compartilhada - indicadores de
avaliação/Plano de Melhorias (sistemas auto-
organizados)
• Cultura para a liderança “servidora” - busca por
propósitos sinérgicos, engajamentos efetivos e
aprendizagem coletiva
• Gestão do Conhecimento – compartilhamento de
experiências, documentação/publicação – interno e
externo
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Resumo de Boas Práticas de Gestão de Redes

• Benchmarking e transparência (“avaliação cruzada”)


• Uso intensivo das TICs – Portal – Comunidades de Prática
• Visão do cliente/parceiro – avaliação periódica
• Foco na excelência – consultores/instrutores, informações
qualificadas
• Integração com outros projetos
• Desafio com capacitação, liberdade e confiança
• Prospecção (OTG) em âmbito nacional e internacional
• Propriedade Intelectual – INPI (marcas)
• Reconhecimento – Premiação
• Normas de consenso - código de ética e princípios
• Diversidade/heterogeneidade
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Promovendo mudanças paradigmáticas:


(Rocha, Ivan – Gestão Estratégicas de Conhecimentos e Competências)

• implantar modelo de planejamento e gestão estratégica


(flexíveis);
• gerir por monitoramento, avaliação e prospecção;
• formar equipes de alto desempenho – aprendizagem
organizacional;
• criar e disseminar uma “visão de futuro”;
• intensificar a conectividade organizacional (olhar para
dentro/olhar para fora);
• sistematizar e gerir os ativos intangíveis;
• criar e manter “ambientes inovadores” ;
• desenvolver cultura organizacional favorável à indução de
inovações;
• avaliar sistematicamente;
• criar infra-estrutura tecnológica – gestão do conhecimento
e competências
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Resumo de aprendizados
(aprendizagem organizacional – Ivan - ampliados)

• os processos se desenvolvem de forma dinâmica e não linear;


• os fatores limitantes devem ser combinados com esforços de crescimento
– (oportunidades/ameaças);
• identificação adequada dos germes de mudanças ou origens de
inquietações e não dos sintomas;
• capacitação interna;
• objetivos compartilhados e inspiradores são como motores do
engajamento;
• não há caminhos fáceis ou atalhos para problemas fundamentais
• identificação das interdependências e interações sistêmicas;
• não basta entender os princípios, é essencial praticá-los.
• adotar modelo de gestão que possibilite a troca de conhecimentos
• as “apostas” (projetos) vêm antes da Rede.
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Para refletir

“Toda vez que dou um passo o mundo muda de


lugar”.
(Mestre Ciba)
Programa Excelência na Gestão de Instituições Tecnológicas

Para decidir hoje

Organizar um processo de estruturação


compartilhada da Rede ...

Plano de “Negócio”
Alceu Castello Branco

alceu@abipti.org.br
castelo@onix.com.br

61 3348 3110
61 8127 8669

www.abipti.org.br
www.otg.org.br
www.gestaoct.org.br