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Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações 3ºano, 2º semestre 2009/2010 Sinais e Sistemas Exercícios
Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações 3ºano, 2º semestre 2009/2010 Sinais e Sistemas Exercícios

Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações 3ºano, 2º semestre

2009/2010

Sinais e Sistemas

Exercícios resolvidos dos exercícios propostos pelo docente da cadeira

Discente: Jorge Rodrigues Valente, 2087406 Docente: Prof. Joaquim Amândio Rodrigues Azevedo

Julho de 2010

Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa

09-10-2011

1/388

Índice

 

Recordar

3

– Teoria – Sinal Discreto

Teoria

Sinal

Contínuo

4

4

Função

Exercícios

Cálculo

Exercícios

Exercícios

Exercícios

de

do

da

do

do

do

distribuição (ou generalizada)

2

3

4

7

capítulo 1

12

Energia

14

capítulo

18

capítulo

30

capítulo

64

Teoria – Par e Impar

64

Exercícios do capítulo 5

73

Teoria Correlação e Convulação

73

 

Capitulo

6,

pagina

7

85

Capitulo 6, pagina 20, exercício 6.5.7b

93

Capitulo 6, pagina 20, exercício 6.5.7e

101

Series e Transformada de Fourier

106

Recordar

106

Exercícios Práticos 7 - Serie de Fourier

114

Serie Trigonométrica da Primeira Forma

120

Serie Trigonométrica da Segunda Forma

125

Exercícios Práticos 8 - Transformada de Fourier

137

 

Pagina 10, do

capítulo 8

148

Exercícios Práticos 9 - Transformada de Laplace

168

Exercícios Práticos 9 - Transformada de Z

214

Introdução ao capítulo 11 - Análise de Sistemas de Controlo

226

Exercícios do capítulo 11 - Análise de Sistemas de Controlo

240

Modelos matemáticos

257

Exercícios do capítulo 12 - Análise de Sistemas no Domínio dos Tempos

266

Exercícios do capítulo 13 - Análise de Sistemas no Domínio das Frequências

273

Exercícios do capítulo 14 - Análise de Sistemas por Espaços de Estado

300

10

Janeiro 2005 – 3º Mini Teste

301

24

Maio 2007 – 2º Mini Teste

303

17

Março 2009 – 1º Mini Teste

339

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Sinais e Sistemas – Teórico-prática

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09-10-2011

2/388

21

Abril 2009 – 2º Mini Teste

344

19

Maio 2009 – 2º Mini Teste

356

12

Abril 2010 – 1º Mini Teste

360

24

Maio 2010 – 2º Mini Teste

368

31

Janeiro 2005 – Exame Normal

370

4 Março 2005 – Exame Recurso

371

26

Abril 2007 – Exame Normal

374

12

Junho 2009 – Exame Normal

380

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Derivadas

(

(

5 '

e

2

t

)

=

7 '

e =

3

t

)

10

21

e

e

2

3

t

t

e

  

1

3

3

t

4

5

e

5

t

 

' = e

3

t

'

=

4

e

5

t

Recordar

e

e

e

3

t

dt =

1

3

e

3

t

8

2

t

dt

= −

1

8

e

8

t

α

dt

= −

1

2

α

t

e

2

t

α

Os complexos:

e j θ = cos( θ ) + j sin ( θ ) π j
e j θ =
cos(
θ
) +
j sin
(
θ
)
π j
5
e
= 5cos(
π
) +
5
j
sin
(
π
)
=
5( 1)
+
0
= −
5
π j
3
π
π
1
3
e
= cos
+
j
sin
=
+
j
 
3
 
 
3
 
2
2
Integração:
cos(2 t
) 
(2 )'sin (2 )
t
t
2 s
.
in
(2 )
t
d t
2
2
2
1
 c os
(
2
t )
1 (2 t )'sin (
2
t
)
por ½:
∫ 
dt
.
2
2
2
2
1 (
2 ).sin (2 t )
sin
(2 )
t
.
.
(não CORTA!).
2 2
4

. Como não tenho o “2”, multiplico

Outro exemplo a ter cuidado,

0

1

(

3 t + 1

)

2

dt

(

a

) (

'

a

)

n

+

1

n

+

1

0

1

(

3

t

+

1

)

2

(

3

t +

1

) (

'

dt

3

t +

1

)

n

+

1

n

+ 1

0 3 ( 3 t + 1 ) 3 − 1 0 3 ( 3
0
3
(
3
t +
1
)
3
1
0
3
(
3 t +1
) 3
3
1

ERRADO!

ERRADO!

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4/388

O correcto é assim:

0

1

0

1

(

3 t + 1

)

(

3

t

+

1

)

2

2

(

a

) (

'

a

)

n

+

1

 

1

(

3

n

+

1

t +

1

)

3

3

3

 

(

3

t +

1

) (

'

3

1

)

n

+

1

b

 

1 3

(

3

t

+

1

)

3

1

3

3

3

(

3

(

1

)

+

1

)

1

9

 

+

.

t

)

dt

 

(

para

 

b

 

u

t

)

dt

 

(

 
 

a

 

(

para

- ∞ <

t

< +∞

0

(

)

1

3 ( 3 t + 1 ) 3
3
(
3
t
+
1
)
3

1

0

t +

dt

dt

1

9

.

(

3

t +

1

n

)

3

+

0

1

1

9

.

.2

2

 

9

-

∞ <

t

< +∞

)

Teoria – Sinal Contínuo

Representação: o sinal continuo representa se por u (t), em que t

(

Valor médio de um sinal u t

)

(

Energia de um sinal u t

)

(

Potência de um sinal u t

)


W

W


P

P

<


 

<

=

u

u

(

(

t

t

)

)

>

>

[

a

a

lim

a →+∞ −

a

=

;

u

b

]

(

t

lim

a →+∞

)

=

2

dt

 

b

= lim

u

(

t

)

2

dt

a

→+∞

 

a

= <

p

(

t

)

>

=

= <

p

(

t

)

>

=

1

2

a

a

a

lim

a →+∞

(

u

(

1

2 dt

(

t

)

2

a

para um intervalo de "a" a "b"

para um intervalo de "a" a "b"

a "b" para um intervalo de "a" a "b" f ( t ) f d t

f

(

t

)

para um intervalo de "a" a "b" f ( t ) f d t ) lim

f

d t

)

lim

a

→+∞

l

im

a

→+∞

Teoria – Sinal Discreto

)

O sinal DISCRETO representa se por u (n) , em que n .

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(

Valor médio de um sinal u n

)

(

Energia de um sinal u n

)

(

Potência de um sinal u n

)

Função Rampa:

W

W

P

P

<

 

<

 

=

u

u

(

(

n

n

)

T

lim

a →+∞

=

lim

a → + ∞

= <

p

=

<

p

n ) T lim a →+∞ = lim a → + ∞ = < p =

f

(

t

)

=

0

t

se

se

t < 0

t

0

Função degrau de Heaviside

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>

)

>

a

=−

n

a

a

n =− a

(

n

)

1

2 a + 1

a

=−

lim

a →+∞

1

n

a

u

a

(

n

)

(

para T=1

)

u

(

n

T

)

(

para T

1

)

n

=−

a

+∞

n =−

u

(

n

)

2

(

=

=

(

u n

)

2

lim

a →+∞

2 a + 1

=

lim

a

→+∞

para T=1

)

(

u n T

>

=

)

2

=

lim

a →+ ∞

lim

a →+∞

1

2 a + 1

+∞

n =−

a

=−

n

a

u

(

nT

u

(

n

)

2

)

2

(

para T

1

)

(

para T=1

)

(

n

T

)

>

=

lim

a → +∞

1

2 a + 1

a

= −

n

a

u

(

n

T

)

2

(

pa ra T

1

Derivada da Função de Heaviside:

( n T ) 2 ( pa ra T ≠ 1 Derivada da Função de Heaviside:

h

H

(

t

)

= f

' (

t

)

=

(

(

)

0

t

)

'

'

=

0

= 1

se

t < 0

se

t > 0

Sinais e Sistemas – Teórico-prática

)

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h

H

(

t

)

0

1

=

se

se

t < 0

t > 0

h H ( t )  0 1  =  se se t < 0

Não está definido no zero.

h

H

(

n

)

0

1

=

se

se

n

n

+

0

no zero. h H ( n )  0 1  =  se se n

h

H

(

nT

)

  se

1 se

0

=

n

n

{

{

0;

2

;2

;

T

T

T

1 se   0 =  n n ∈ ∈ { { 0; 2 ;2

Função

 0 =  n n ∈ ∈ { { 0; 2 ;2 ; − T

Gráfico de distribuição (generalizada)

− T T T Função Gráfico de distribuição (generalizada) A distribuição está representada a verde. DIRAC

A distribuição está representada a verde.

DIRAC (ou Impulso de DIRAC):

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DIRAC (ou Impulso de DIRAC): Sugestões: jrvalente@netmadeira.com Sinais e Sistemas – Teórico-prática ; ; − T

Sinais e Sistemas – Teórico-prática

;

;

T

}

}

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Propriedades -

Consequência -

+∞

−∞

7

4

δ (t)dt = 1

δ

(

t

)

dt

=

0

δ

(

t

)

=

h

H

(

t

)

=

f

''

(

t

)

0

1

=

23

7

δ

(

t

)

dt

=

se

se

1

t

t = 0

0

Função de distribuição (ou generalizada)

1 t ≠ t = 0 0 Função de distribuição (ou generalizada) < x ( t

<

x

(

t

)

>

=

1

a

lim

a →+∞

2

a

x

t

dt

a

(

)

Integral Improprio

=

Se for para fazer apenas entre o zero e o 2, tira se o limite!

Se for para fazer as três função, do menos infinito até zero, de zero a dois e de dois a mais infinito,

mantém se o limite.

1

a

2

1

<

x

(

t

)

>

x

a

→+∞

2

a

a

x

=

0

x

Integral Improprio

Constante

a

lim

(

t

)

dt

(

t

)

dt

=

lim

→+∞

2

a

1

1

Quando for um sinal periódico:

lim →+∞ 2 a 1 1 Quando for um sinal periódico: 1 2 a a ∫

1

2

a

a

a

x

(

t

)

=

1

T

T

0

x

(

t

)

dt

=

<

x

(

t

)

>

=

lim

a →+∞

dt

Integral Improprio

=

2

0

Constante

(

)

dt

x

t

x

0

=

1

tdt

0

=

2

t

2

1

=

1

0 2

0

Nota: como o impulso de Dirac só toma o valor diferente de zero em m = n, a expressão anterior tem a forma

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W

=

lim

a → +∞

a

= −

n

a

v

(

nT

) 2

(2.48)

ou seja, a energia é infinita, como era de esperar, uma vez que o impulso de Dirac é um sinal de potência. No entanto, a representação de sinais discretos por impulsos de Dirac serve para representar sinais de energia ou potência em pontos discretos da variável independente. A energia só é infinita pelo facto de representarmos o sinal pelos impulsos de Dirac que tem uma energia infinita.

Regra que ajuda, a rapidamente saber qual é a função da recta:

que ajuda, a rapidamente saber qual é a função da recta: Sugestões: jrvalente@netmadeira.com Regra geral: v

Sugestões: jrvalente@netmadeira.com

Regra geral:

v

t v

(

)

(

t

0

)

y

y

0

Recta:

t

+

v

(

t

)

a

b

=

1

= m

(

t t

0

)

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9/388

Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 09-10-2011 9/388 Exemplo: Recta: t + v ( t )

Exemplo:

Recta:

t

+

v

(

t

)

2

1

=

1

(

v

t

)

y

v

=

t

2

(

t

)

1

=

1

t

2

= 1 ⇔ ( v t ) y − v = t 2 ( t )
= 1 ⇔ ( v t ) y − v = t 2 ( t )

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Nota: se somar estes dois sinais

UMa 09-10-2011 10/388 Nota: se somar estes dois sinais Quando ∆ se aproxima de zero, área)

Quando se aproxima de zero, área) é 1.

1

fica igual a . Logo é um DIRAC, o seu integral (ou seja a sua

a ∞ . Logo é um DIRAC, o seu integral (ou seja a sua ∫ 2
a ∞ . Logo é um DIRAC, o seu integral (ou seja a sua ∫ 2

2

1 δ

(

t

)

dt

=

1

porque passa no zero.

2

0 δ

(

t

)

dt = 1.

3

2 δ

(

t

)

dt = 0

porque não passa no zero.

0

3 δ

(

t

)

dt

=

1.

Quando:

∆ =1

tem uma área.

∆ =

1

tem metade da área.

2

∆ → 0

tem um sinal que tende para o degrau de Heaviside.

E a respectiva derivada tende para a função DIRAC.

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11/388

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12/388

Exercícios do capítulo 1

Exercício 1.1.1 - Determine o valor médio do degrau de Heaviside,

h

H

( ).

t

Resolução 1.1.1:

Função degrau de Heaviside

h

H

(

t

)

=

0 se

1 se

t < 0

t > 0

H ( t )  =   0 se 1 se t < 0 t

Qualquer função é um sinal. E é em função do tempo h(t)   .

Porque é que é

<

h

(

1

2a ?

t

)

>

=

1

a

h

H

(

t

)

a

dt

Integral Improprio

l m

i

a →+∞

2

a

=

lim

a

→+∞

a dt Integral Improprio l m i a →+∞ 2 a = lim a →+∞ 1

1

2

a

0

h

H

(

t

)

dt

 

a

1

1

 

=

 

a

(

a

)

2a

+

a

0

h

H

(

t

)

dt

Pelo gráfico, sei que do infinito até zero (eixo) a função é zero, e do eixo até ao mais infinito é 1, assim sendo fica (e porque é CONTINUO!):

<

h

(

t

)

>

 

=

 

<

h

(

t

)

>

li m

a

→+∞

1

2 a

=

lim

a

→+∞

0

a

a

h

H

t

=

0

dt

(

)

dt

+

0

h t

H

=

1

(

)

Conforme está definido pela funç

ão

!

1

2 a

0

+

[

t

]

a

0

=

li m

a

→+∞

1

2

a

[

=

a

lim

a

0

]

→+∞

=

0 1  0 dt +  ∫ 2 a  − a 1 l
0
1
0
dt
+
2
a
− a
1
l i m
a
a
→+∞
2 a

a

0

1 d

=

t

1

2

=

Nota: se a função fosse DISCRETA, teria que se calcular uma serie (e não um integral).

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Exercício 1.1.2 - Determine o valor médio da seguinte função:

1.1.2 - Determine o valor médio da seguinte função:  3 se t < 4 f
 3 se t < 4 f ( t ) = [ ]  no
3
se
t < 4
f
(
t
)
=
[
]
no intervalo
1 ;
7
 se
2
t > 4
5 x 3
+
3 x
2
5 x 3
+
3 x 2
21
x
y
x
y
Resolução 1.1.2 – Intuitivamente é:
=
=
. Mas usando a integração:
5
+
3
5
+
3
8
x
a
7
4
7
1
1
1
<
f
(
t
)
>
=
l
i m
h
(
t
)
dt
=
f
(
t
)
dt
=
f t
(
)
dt
+
(
t
)
dt
=
[
− 1 ; 7
]
H
7 −
a →+∞
2
a
(
1
)
8
f
− a
1
− 1
4
= 3
=
2
Integral Improprio
Como está limitado por "-1" e "7",
lim
deixa de fazer sentido.

<

f

(

t

)

>

[

<

1 ; 7

f

]

(

t

)

=

>

[

1 ; 7

]

1

8

(

3

(

<

=

4

)

f

(

t

1

  +  

+

4

7

4

2

=

8

1

3

dt

3

)

(

1

)

>

[

1 ; 7

]

Assim, o valor médio (é uma aérea) é de 21

8

.

dt

2

(

7

)

2

1

8

(

15

=

(

4

)

+

6

1

8

 

)

)

[

=

3

t

=

]

4

1

+

[

a →+∞

2t

]

7

4

1

8

21

8

([

12

+

3

]

=

+

[

14

8

])

=

Nota: quando a energia é infinita, é porque é um sinal de Potência. Quando finita, tem se um sinal de Energia.

Resumo: O valor médio do sinal (continuo) f (t) no intervalo [a ; b] é dado por:

<

f

(

t

)

>

[

a

; b

]

=

lim

a →+∞

1

b a

b

a

f (

t

)

d

t

Mas se em vez de ser num intervalo limitado fosse em ( , + ∞) , é dado por

<

f

(

t

)

>

Sugestões: jrvalente@netmadeira.com

=

lim

a →+∞

1

+∞ −∞

b

(

)

a

−∞

f

(

t

)

dt

Sinais e Sistemas – Teórico-prática

Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa

09-10-2011

14/388

E pela regras dadas em Calculo I – Modulo II:

<

f t >

(

)

Continuo!

=

1

a

lim

a →+∞

2

a

f

dt

a

(

t

)

Integral Improprio

Nota: usa se a variável “t” para função contínua, e variável “n” para funções discretas:

Também se usa a seguinte notação:

f

Fd

(

n

)

, em que o “d” denuncia o discreto.

Cálculo da Energia

Agora vai se estudar o cálculo da energia, mas a definição da energia e da potência.

A energia dissipada do sinal f (t) em [a ; b] é dado por (não se divide por

1

T

.

W

T

=

W [

a

; b

]

b

=

a

f (

t )

2 dt

< f

.

(

n

)

>

Discreta!

A energia dissipada do sinal f (t) em ( , + ∞) é dado por

W

=

a

lim

a →∞ −

a

f

(

t

)

2

dt

Aqui não se devide o integral pelo período (T). Não confundir com a potência do sinal. Pode parecer desnecessário ter o módulo e o expoente ao quadrado ao mesmo tempo, mas este módulo é para os números COMPLEXOS.

Exercício 1.2 - Calcule a energia dos sinais:

1.2.3 –

1.2.1

1.2.2

v

v

(

(

t

t

)

)

= h

e

=

H

( ).

t

α

h

H

( ),

t

com

α

>

0

1.2.4 –

Sugestões: jrvalente@netmadeira.com

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09-10-2011

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Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 09-10-2011 15/388 Resolução - 1.2.1 – v ( t )
Jorge Rodrigues Valente – 2087406 UMa 09-10-2011 15/388 Resolução - 1.2.1 – v ( t )

Resolução - 1.2.1 –

v

(

t

)

= h

H

( ).

t

Aqui não é num intervalo de tempo! Logo é a 2ª fórmula:

W

=

a

lim

a →∞ −

a

f

(

t

)

2

dt

Assim,

W =

a

a

lim

→∞

v

(

t

)

2 2

(

)

dt dt

lim

h

H

t

→∞

= =

a a

a

a

lim

a

→∞

0

a

W =

lim

a →∞


0

a

0

2 dt +

a

0

1

2 dt



=

(

lim 0+

a

→∞

[

t

]

h

H

0 )

a

(

)

2

a

(

)

2

dt

t

+

h

H

t

d

t

 

0

=

lim

(

a

0

)

=

+

a

→∞

   

=

Resolução - 1.2.2 – fórmula:

(

v t

)

=

e

Assim,

W

a

lim

a

→∞

v

(

t

)

2

= =

dt

a

α

h

H

lim

a

→∞

( ),

t

a

a

e

com

α

W

=

> 0

. Aqui não é num intervalo de tempo! Logo é a 2ª

a

lim

a →∞ −

a

f

(

t

) 2

dt

0

a

(

)

2

a

0

e

α

(

)

2

d

t

α α

h

H

t

(

)

2

dt dt

=

lim

e

h

H

t

a

→∞

+

h t

H

=

1

= 0

=

Para decorar, pois é sempre assim. A função é sempre zero de

"-A a 0"

e 1 de "0 a A". Funciona como "on/off " de um circuito.

W =

lim

a →∞

0 a

a

e

α (

0 )

2

dt +

0

e

α (

1 )

2

dt

= lim 0+

a →∞

a

0

α

e

2

dt

=

l im

a → ∞

a

e

0

2

α dt

=

Agora cuidado com esta integração:

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W

=

lim

a

→∞

a

0

e

2

α

dt

W

=

=

-

 

1

→∞

a

1

2

α

(

e

−∞

2

α

e

0

lim

e

2

α

)

t

 

=

a

0

-

=

1

2

α

1

2

α

(

0

1

lim

a

)

→∞

=

(

e

2

1

α

2

α

(

a

)

e

2

α

(

0