A Revista do Pastor é parte integrante do material da

Campanha Anual de 2016 publicado pela Junta de Missões
Nacionais da Convenção Batista Brasileira
Copyright © 2016 da Junta de Missões Nacionais.
Todos os direitos reservados.
JUNTA DE MISSÕES NACIONAIS
Direção Executiva
Fernando Brandão
Gerência de Comunicação e Mobilização
Jeremias Nunes
Gerência Executiva de Missões
Samuel Moutta
Gerência Executiva de Evangelismo
Fabrício Freitas
Gerência de Administração e Suporte
Juarez Solino
Gerência Executiva de Ação Social
Anair Bragança
Supervisão Editorial
Camila Saldanha
Jornalista Responsável:
Kesia Bezerra • DRT / SE 1409
Redação
Viviane Castanheira
Equipe de Comunicação
Alexsandro Oliveira, Alzira de Souza,
Ana Luiza Castro, Andressa Rodrigues,
Fabiola Molulo, Renata Lopes e Thais Velasco
Revisão
Karene Monte
Arte
Oliverartelucas

Nossa Missão:
Multiplicar discípulos.
Nossa Visão:
Alcançar todos com o Evangelho.
Endereço da Sede:
Rua Gonzaga Bastos, 300 Vila Isabel - 20541-015
Rio de Janeiro – RJ
Telefax: (21) 2107-1818

Índice
Palavra do Diretor
Pastor, o que a sua igreja tem feito por Missões no Brasil?
2015: Ano de avanço e colheitas nos campos missionários
Conhecendo a Campanha 2016
Ênfases da Campanha 2016
Acaso pode vir algo bom das Cracolândias do Brasil?
Eu escolho VIVER - Programa Nacional
de Prevenção ao Uso de Drogas
A importância de se estabelecer alvos de oferta na Igreja
Pastor e Promotor - Andando juntos
“Somos uma Igreja comprometida com Missões”
Multiplicando o Amor de Deus em Cabo Frio (RJ)
O que é uma Igreja Multiplicadora
Multiplique 2016
Formação de líderes na Igreja Multiplicadora
Evangelização Discipuladora de crianças
Aprofundando Raízes
Cuidado Integral do Missionária
Universidade de Missões
Somos Um
Ministério com Surdos
Povos Indígenas no Brasil
O mundo dentro do Brasil

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Palavra do Diretor

É tempo de avançar,
multiplicando o amor de Deus.
Amados Irmãos,

continuar investindo na conquista da pátria para Cristo.
Milhares de pessoas precisam ser abençoadas com a sua
oferta missionária. A oferta é algo de grande relevância
espiritual e de significado profundo na expansão do
Reino de Deus aqui na terra. Lembrando que a história da
igreja é missionária. Sua igreja não pode ficar fora dessa
campanha. Confira nos vídeos e nos testemunhos o que
Deus está fazendo através dos missionários que a sua
oferta tem sustentado anualmente.

Vivemos tempos de grandes desafios em nosso
país. Como cristãos, não podemos recuar nem omitir o
evangelho àqueles que precisam experimentar o amor
de Deus na sua plenitude em Cristo Jesus, Salvador e
Senhor das nossas vidas. Nossa missão é, por meio do
relacionamento discipulador no dia a dia, compartilhar
a verdadeira vida abundante. O nosso Deus tornou-se
missionário desde que o ser humano afastou-se dele
por causa da contaminação pelo pecado (queda). Ele
nos ama e nunca desistiu de nos trazer para perto
dele novamente. Para tanto, enviou o seu único filho
para morrer na cruz pelos nossos pecados. Hoje, como
templos do Espírito Santo, cada servo do Senhor Jesus
deve ser um discípulo frutífero que ora, oferta, investe,
discípula e contribui para a multiplicação de discípulos
em nossa pátria. Afinal, o objetivo da Grande Comissão é
fazer discípulos e o Grande Mandamento é amar a Deus
sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Portanto, é tempo de avançar em obediência ao Grande
Mandamento e à Grande Comissão.

Por meio dos vários projetos missionários em todo
o Brasil a sua igreja está mudando a história de muita
gente. A Junta de Missões Nacionais apenas coordena
o trabalho missionário das igrejas batistas, pois quem
efetivamente está plantando novas igrejas, tirando
pessoas das cracolândias, evangelizando nos presídios,
no interior da Amazônia, no sertão, no sul, nos grandes
centros... são as igrejas batistas que ofertam para o
sustento desta grande obra. Portanto, agradecemos com
todo o nosso coração aos irmãos que ofertaram e às
igrejas que enviaram a oferta missionária no ano passado
e abençoaram milhares de vidas nos campos.
Vamos avançar!

Louvamos a Deus pelas igrejas batistas em todo
o Brasil, que têm investido na oferta para a Junta de
Missões Nacionais todos os anos. Isso tem permitido
alcançar e abençoar milhares de pessoas com a Palavra
que liberta e transforma. Damos graças a Deus pelos
avanços nos últimos anos, mas precisamos fazer
muito mais, pois ainda há milhões que precisam ser
evangelizados e discipulados. Não podemos arrefecer
nem desanimar diante dos obstáculos. Como em
Neemias 2.18 – “levantemo-nos e edifiquemos! E
fortaleceram as mãos para a boa obra”, vamos continuar
firmes e focados na multiplicação de discípulos,
plantação de igrejas, formação de líderes, compaixão e
graça, e orando sem cessar pela nossa nação.

Pr. Fernando Brandão
Diretor Executivo da Junta de Missões Nacionais

Conclamamos os queridos pastores e líderes, para
uma grande campanha de Missões Nacionais este
ano. Mobilize sua igreja, envolva todos os ministérios,
departamentos, pequenos grupos multiplicadores,
escola bíblica dominical, crianças, jovens e adultos.
Vamos com determinação, trabalho e perseverança,

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Pastor, o que a sua igreja
tem feito por Missões no Brasil?
Amado pastor, é especial pensar que o olhar e a
resposta que sua igreja tem dado à obra missionária
batista, passa pela sua visão e comprometimento com
nossa causa. Primeiro, é fundamental definirmos o
porquê fazer missões no Brasil. Ainda temos 70% do
nosso povo sem experimentar uma vida de entrega
a Deus. E nosso desafio é: onde houver uma pessoa
sem Jesus, ali tem que haver todo o nosso esforço para
multiplicar o amor e a graça de Deus. Isso é papel da
igreja. E Missões Nacionais, como sua agência missionária
em nossa Pátria, está absolutamente comprometida
com essa missão. Temos razões para avançar. Temos
motivação para enfrentarmos todos os obstáculos desse
tempo, e quero compartilhar isso com você:

nossas marcas. E o que nos impulsiona? O que nos leva
a avançar não é o “orgulho batista”, mas sim um coração
que sofre junto com milhões de brasileiros que vivem
nas trevas do pecado. Então, como está a compaixão
no coração de sua igreja? A maneira como expressamos
o amor de Deus vai determinar a força com que
avançaremos com o evangelho em nossa Pátria. E nunca
se esqueça: a compaixão gera envolvimento.
3) Nós temos uma Missão.
Jesus deixou claro o que deveríamos fazer: “Ide
por todo o mundo e pregai o evangelho.” Nós somos
testemunhas a um povo que é alvo do amor de Deus.
Nós somos o sal da terra. Nós somos a luz do mundo.
Nós temos que falar, se não as pedras clamam. Foi-nos
dada uma sublime tarefa. Os anjos queriam isso pra eles,
mas Deus deu pra mim e pra você. Agora preste atenção,
quando negligenciamos essa missão, não é a homens
que fazemos, é ao próprio Deus. Diga pra ele que não vai
fazer a sua parte, que não quer se envolver. Fale para o
próprio Deus que os recursos que Ele te tem dado não são
suficientes. Fale que você está ocupado demais. Fale com
ele da sua pequena fé diante das crises desse mundo. Diga
pra ele que você tem outras prioridades. Já imaginou a
revolução missionária que poderíamos fazer no Brasil, se
cada batista estivesse comprometido com sua missão?

1) Nós temos a resposta que o Brasil precisa.
Não há méritos em nós mesmos pra isso. Não é o
nosso nome, não é a nossa tradição como denominação
no Brasil. Não é a nossa história. Mas é o Espírito de Deus
que habita em homens e mulheres que desejam servi-lo
em Espírito e em verdade. E é esse poder e autoridade
que nos habilitam. E não dá pra guardarmos isso de
maneira exclusiva pra nós ou pra nossa comunidade
local. É preciso multiplicar. E através dessa campanha, e
além disso, do envolvimento constante de nossas igrejas,
nós daremos resposta às ruas do Brasil, daremos resposta
ao sertão, aos ribeirinhos, aos presídios, a homens,
mulheres e crianças, onde quer que estejam. Seja qual for
o sotaque, nós batalharemos por eles. Você tem somado
forças nesse propósito? Já pensou que a participação de
sua igreja é combustível para chegarmos a mais pessoas?

Nessa campanha de Missões Nacionais, nós
convidamos você a dar mais um passo de fé. Unindo
forças conosco para avançarmos estrategicamente a
fim de alcançarmos a nossa Pátria para Cristo. Inicie
uma igreja em um local indicado pela visão Brasil 2020;
abrace a visão discipular, ensine isso a sua igreja! Faça
uma forte campanha missionária. É tempo de avançar,
multiplicando o amor de Deus!

2) Nós temos compaixão.
Poucas denominações no Brasil, hoje, encontram
tanta alegria e comprometimento com a evangelização.
Nós somos um povo que vai às ruas. Há uma grande
expressão de nossa denominação comprometida com
a evangelização. E temos alegria nisso. Essa é uma de

Fabiola Molulo
Gerente de Mobilização de Missões Nacionais

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2015: Ano de avanço e colheitas
nos campos missionários
Transformados pelo poder do Reino, os batistas
brasileiros seguem investindo em vidas no sertão, no
Sul, na Amazônia, nas grandes e pequenas cidades,
entre povos indígenas e imigrantes estrangeiros.
Por sua iniciativa local ou por meio dos missionários
enviados por Missões Nacionais, as igrejas batistas
brasileiras multiplicam-se em formação de novos líderes,
relacionamentos discipuladores e plantação de igrejas
em lugares estratégicos.

Realizamos 219 Encontros, capacitando 20.584 líderes
em todas as regiões do Brasil. Lançamos literaturas
e disponibilizamos um rico material de apoio para a
consolidação da Visão com essa liderança.
Como uma marca distintiva dos batistas brasileiros,
buscamos desenvolver projetos que promovam a
evangelização. Durante o ano tivemos as Operações
Jesus Transforma em diversas partes do nosso país.
Nossas ações foram direcionadas para alcançar crianças,
surdos, africanos, chineses, a região sul, sudeste, e
o sertão do país. Tivemos mais de 1.700 voluntários
envolvidos. Evangelizamos cerca de 30 mil adultos e mais
de 4 mil crianças.

O esforço cooperativo de cada batista permitiu
alcançarmos diferentes grupos em todo o território
nacional no exercício findo, incluindo o estabelecimento
e multiplicação de Pequenos Grupos Multiplicadores e
a plantação de igrejas em bairros e cidades estratégicas
que concentram grande quantidade de pessoas, ou que
não têm a presença batista.

No período de janeiro a dezembro de 2015,
realizamos 70.573 atendimentos, contando com quase
50.000 parceiros ativos do PAM Brasil.

Mesmo em um contexto de crise econômica em nosso
país, vivenciamos um ano de muitas colheitas nos campos
missionários. Plantamos com fé, colhemos milagres! Como
fruto da visão de Igreja Multiplicadora em nossos projetos
de plantação de igrejas, foram batizadas 1.813 pessoas
neste exercício. Considerando que temos em todos os
projetos um total de 8.002 membros, isso nos dá uma
média de 23 batismos para cada grupo de 100 membros
durante o exercício. Nas Cristolândias, 237 batismos e 342
pessoas reinseridas na sociedade.

Temos 673 missionários atuando nos projetos da
Junta de Missões Nacionais. Louvamos a Deus pela vida
de cada obreiro que tem se empenhado na realização
da obra missionária em todo o Brasil. Também louvamos
a Deus por cada batista brasileiro engajado na missão
de alcançarmos todos com o Evangelho da salvação em
nosso país.

CERTIFICADOS E
APROVAÇÕES DA JMN

O ano de 2015 foi marcado pela disseminação da
visão de Igreja Multiplicadora (IM) em todo o Brasil.
Somos gratos a Deus pelas Convenções e Associações
que têm sido parceiras nesse processo. Pudemos
desfrutar durante este tempo do grande valor da
cooperação. Contemplamos, nas cinco regiões, igrejas
trabalhando arduamente para glorificarem a Deus,
multiplicando discípulos e Igrejas.

• Aprovação expedida pelo Ministério da Justiça
de toda prestação de contas da JMN

• Renovação da Regularidade do Certificado de
Utilidade Pública Federal

• Instalação do Arquivo Geral de Missões Nacionais
• Atestado expedido pelo Conselho Nacional

Todos os missionários foram capacitados na
implementação da visão de Igreja Multiplicadora, a
partir de relacionamentos discipuladores e pequenos
grupos multiplicadores. Esta capacitação trouxe um
encorajamento e ânimo especial aos missionários que
estão empenhados na implementação e multiplicação
de PGMs em cada frente missionária.

de Assistência Social de inscrição e registro de
Entidade Beneficente de Ação Social

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Conhecendo a
Campanha 2016
No livro de Neemias encontramos muitos exemplos
que nos encorajam a mudar a realidade espiritual,
socioeconômica e política do nosso país. A tristeza que
ele sentiu em ver a nação destruída levou-o a lutar e a
investir na reconstrução. Por meio da oração, fiel à Palavra,
mobilizando recursos, com coragem e ousadia, Neemias
escreveu uma nova história para Jerusalém.
É isso que queremos fazer pelo Brasil! Antes de tudo,
não podemos ficar alheios às necessidades espirituais
do nosso povo. Precisamos agir estrategicamente para a
reerguer nossos muros, sendo uma igreja viva e relevante
na sociedade. Assim como Neemias, lutaremos por um
Brasil reedificado, por vidas transformadas e libertas pelo
sangue de Jesus!

cartaz oficial

Na Campanha Nacional de Mobilização 2016, a Junta
de Missões Nacionais desafiará cada batista brasileiro a
avançar na proclamação do Evangelho, multiplicando o
amor de Deus nos quatro cantos do nosso país.
Durante a Campanha, enfatizaremos algumas
problemáticas sociais, bem como as ações missionárias
que são desenvolvidas pelos batistas, por meio da JMN.
Nossas ênfases serão:

Tema: É tempo de avançar
multiplicando o amor de Deus!

• Crianças: Abandono Familiar e Social
• Cristolândia: O desafio da reinserção na sociedade.
• Sul do Brasil: O desafio da plantação de Igrejas
• Isolamento: Sertão e Amazônia, desafio na
evangelização

Divisa: “Levantemo-nos e
edifiquemos! E fortaleceram as
mãos para a boa obra.”
(Neemias 2.18)

Acreditamos que é possível ver um Brasil prostrado aos
pés do Senhor! Para que isso aconteça, precisamos que
cada batista se envolva nessa Campanha com oração,
recursos financeiros, com um coração missionário e mãos
fortes para juntos realizarmos essa obra.

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Ênfases da Campanha 2016
seco, devido à escassez de chuvas, sendo popularmente
conhecida como sertão. Nessa área do Nordeste brasileiro
habitam 21.365.929 pessoas em 1.050 municípios, sendo
62% na zona urbana e 38% na zona rural (IBGE 2010).
Estima-se a presença de 6.000 comunidades sertanejas na
região Nordeste.

Tema: É tempo de avançar
multiplicando o amor de Deus!
Divisa: “Levantemo-nos e edifiquemos!
E fortaleceram as mãos para a boa obra.”
(Neemias 2.18)

Os habitantes que se declaram evangélicos no sertão
são 5,5% de toda a população, sendo que o maior desafio
é a zona rural, que conta com menos de 2%, segundo
dados do IBGE.
O Projeto Sertão, da Junta de Missões Nacionais, tem
como objetivo o movimento intencional de multiplicação
de discípulos em toda a região do semiárido nordestino.
A JMN tem capacitado e treinado líderes sertanejos para a
plantação de igrejas contextualizadas e com forte ênfase
em relacionamentos discipuladores. Além disso, são
realizadas muitas ações de relevância social para atender
às carências de um povo tão sofrido.

Isolamento: Sertão e Amazônia
desafios na evangelização
“À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um
varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo:
Passa à Macedônia e ajuda-nos. Assim que teve a visão,
imediatamente, procuramos partir para aquele destino,
concluindo que Deus nos havia chamado para
lhes anunciar o evangelho.” (Atos 16. 9-10)

Com a chegada dos missionários naquela região,
foi possível construir igrejas perto das comunidades do
interior. Desta forma, moradores que já eram cristãos,
mas não frequentavam os cultos dominicais por causa da
distância entre as comunidades rurais e as cidades, têm a
oportunidade de servirem a Deus.

No texto acima, encontramos a passagem bíblica em
que Paulo foi direcionado pelo Espírito Santo a seguir com os
seus companheiros de ministério à pregação do Evangelho
na Macedônia. ‘Ajuda-nos’ é uma expressão marcante nessa
passagem. ‘Ajuda-nos’ foi o apelo de um povo carente
e necessitado de libertação espiritual. ‘Ajuda-nos’ foi a
demonstração de pessoas sedentas do amor de Deus!

Atualmente, nossos missionários atuam em quatro
bases: Bom Jesus da Lapa, Juazeiro e Barreiras, na Bahia, e
Exu, em Pernambuco. Estes quatro projetos alcançam 45
comunidades rurais sertanejas. Há 25 líderes locais sendo
treinados para a multiplicação das igrejas.

Assim como o macedônio presente na visão do apóstolo
Paulo, encontramos nos rincões do Brasil pessoas que
precisam conhecer o Evangelho e clamam por salvação.
Como é o caso das comunidades sertanejas, no nordeste
brasileiro e das comunidades ribeirinhas, na Amazônia.

Várias iniciativas de ação social foram realizadas por
parceiros, como o Instituto Água Viva e igrejas locais que
doaram cestas básicas, brinquedos, material escolar e até
construção de casas.
Em Exu (PE), onde atua o casal de missionários
Geiveson Gomes da Silva e Cintia de Oliveira, Deus tem
agido poderosamente! Muitas vidas alcançadas, líderes
sendo formados e algumas ações especificas como o
Programa de Educação Pré-Escolar (PEPE) com crianças
das comunidades sertanejas. Glória a Deus por isso!

A região Nordeste do Brasil possui uma área nomeada
semiárido, com 900.000 km², correspondendo a 57,4% da
área total da região. Caracteriza-se pelo clima quente e

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famílias cadastradas no programa, haverá atendimento
odontológico periódico, por meio das viagens do barco “O
Missionário” e de outras iniciativas de caravanas missionárias.
A Amazônia, corresponde a 59% do território do
país. São 775 municípios com uma população de cerca
de 24 milhões de pessoas (IBGE). A diversidade cultural,
ambiental, étnica, social e, também, religiosa é notória.
Cada espaço apresenta uma multiplicidade de formas em
que se expressam as culturas ali existentes, englobando
a identidade própria de cada povo e sua dinâmica que
se renova, tornando-se mais rica ao ter contato com
tradições e valores dos demais. Além da população
urbana, destacam-se os segmentos populacionais:
ribeirinhos e indígenas.

O Projeto Novo Sorriso da Amazônia é desenvolvido
em 4 etapas: capacitação dos missionários por
profissionais voluntários; orientação às famílias com
palestras educativas e lúdicas; distribuição regularmente
dos kits para as famílias cadastradas no programa e a
disponibilização de atendimentos odontológicos.

Nesse cenário, o Projeto Amazônia visa a um
movimento intencional de multiplicação de discípulos
em toda a região, viabilizando a plantação de igrejas
autóctones, com a capacitação de líderes das próprias
comunidades ribeirinhas, indígenas e também dos centros
urbanos na Amazônia.

Os dentistas André da Silva Matheus e Germana
Alexandrino Matheus, da Igreja Batista no Jardim Odete,
em Itaquaquecetuba (SP), nomeados como missionários
voluntários da JMN, mobilizarão voluntários e igrejas batistas
nessa causa. Se você quiser saber mais sobre esse projeto,
entre em contato com a Junta de Missões Nacionais.

Foi adquirida uma propriedade às margens do Rio
Negro, o Centro de Formação Missionária da Amazônia, na
Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé. O local
é a base de treinamento de missionários Radicais que são
enviados em duplas, para as comunidades ribeirinhas, sob
supervisão e mentoria dos missionários efetivos.
Em 2015 foi iniciado o Programa de Formação
Missionária da Amazônia, com 22 alunos, num sistema que
permite aos Radicais e líderes locais participarem à distância,
fazendo leituras e trabalhos prévios, e participando de
módulos de quinze dias a cada quatro meses. Serão três
módulos por ano, ao longo de quatro anos. Cada módulo
contemplará duas disciplinas e um seminário temático.
Os professores são voluntários, que doam uma semana
no campo missionário. Esta iniciativa tem a parceria da
Convenção Batista do Amazonas e da OPBB-AM.

Crianças: Abandono
Familiar e Social
“Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama
e não ter compaixão do filho que gerou? Contudo, ainda que
ela se esqueça, Eu jamais me esquecerei de ti!” – Isaías 49-15
O Brasil tem hoje, aproximadamente 61,4 milhões de
crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos). A realidade da
infância no país é assustadora: cerca de 30 mil crianças
e adolescentes vivem em abrigos no Brasil, segundo o
último levantamento realizado pelo Conselho Nacional do
Ministério Público (CNMP), divulgado em 2013.

Com o objetivo de erradicar a cárie das crianças
ribeirinhas nas comunidades onde atuam os Radicais
Amazônia e de educar as famílias sobre higiene bucal
foi criado o Projeto Novo Sorriso da Amazônia. Através
desse projeto, serão distribuídos, com regularidade, Kits
de higiene bucal para as famílias cadastradas. Também às

Nós, como igreja de Cristo, não podemos ficar alheios
a essa realidade. Assumindo a missão deixada por Jesus,
a Junta de Missões Nacionais desenvolve projetos para

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atender, evangelizar e discipular crianças em situação de
abandono e vulnerabilidade social.

estado é de aproximadamente 15mil, ou seja, 0,15% da
população. De um Total de 497 municípios no Estado, há
presença Batista em apenas 115 municípios. Faltam 382
municípios a serem alcançados. Ao todo são 122 Igrejas
Batistas e 95 Congregações.

Os Lares Batistas F.F. Soren, em Porto Nacional (TO),
e David Gomes, em Barreiras (BA), abrigam crianças
e adolescentes com vínculos familiares rompidos ou
fragilizados, encaminhadas pelo Juizado da Infância e
da Juventude e Conselho Tutelar. Em ambiente seguro e
acolhedor, são assistidos de forma integral, preparando-os
para a vida futura e buscando sua reinserção aos lares de
origem ou sua adoção por família substituta. Projetos em
diversas áreas temáticas são desenvolvidos com o apoio
de parceiros, incluindo igrejas, universidades, empresas,
instituições de saúde e profissionais voluntários.

O Rio Grande do Sul é atualmente o estado com a
menor taxa de crescimento de evangélicos. Pesquisas
indicam que apenas 2% da população seja evangélica.
Concentra o maior contingente espírita do Brasil,
abrigando cerca de 30 mil centros espíritas em todo o
estado. Destes, mais de 15 mil só em Porto Alegre. Outro
fator é que o Rio Grande do Sul é considerado a capital
nacional do suicídio, onde a cada 50 minutos uma pessoa
tira a própria vida.

As ações da JMN para a infância e adolescência
não se limitam aos lares Batistas. A primeira Unidade
Cristolândia Crianças foi inaugurada em Guarulhos (SP),
em maio de 2015, em resposta a solicitação feita pelo
Juiz da Vara da Infância e da Juventude, de Guarulhos. A
nova frente de trabalho atua na recuperação de crianças
que estão envolvidas com o consumo de drogas,
seguindo a proposta já adotada nas Cristolândias para
adultos. Coordenada pelo Pr. Anderson Pedersolli e Aline
Imaculada, a equipe oferece semanalmente atividades
esportivas para as crianças da Comunidade São Rafael e
acompanha 25 crianças indicadas pela vara da infância
do município. Em 2015 foram realizadas ações sociais
para 250 crianças.

Atualmente, a força missionária dos Batistas
brasileiros no Rio Grande do Sul, conta com 45
missionários (presentes em 22 cidades), 29 projetos
de plantação de igrejas e projeto de evangelização
de menores infratores (FASE, antiga FEBEM). Em 2015,
foram batizados 169 novos irmãos; 80 PGM’s estão em
funcionamento em todo o estado; mais de 200 novos
líderes de PGM foram formados; mais de 1100 pessoas
frequentando os cultos de todas as congregações. O
número de membros das congregações, mais de 850,
perfaz 5% dos Batistas no RS.

Estamos confiantes de que Deus permanecerá no
sustento dos Projetos e dos queridos missionários que
se dispõem nestas obras. Nesta certeza, alcançaremos
mais crianças para Jesus abrindo portas para novos e
abençoados sonhos!

Em Sapiranga, o trabalho que iniciou em 2008
com a família missionária do Pr. Walter Azevedo, a
missionária Nair e Naiara, tem avançado na conquista
de vidas para o Senhor Jesus. A oração tem sido um dos
pilares da PIB em Sapiranga. Todas as terças é realizado
culto de oração com ênfase na família, com o tema:
Igreja de joelhos, famílias de pé! Sempre no início dos
cultos dominicais, também é realizado um momento
de oração. Nos PGM’s, os irmãos são levados a orarem
por seus familiares e amigos não crentes (cartão alvo
de oração). Cada irmão é desafiado a ter uma vida
devocional de oração e leitura da Bíblia. Durante
uma semana por mês, as portas da igreja são abertas

Sul do Brasil: O desafio
da plantação de Igrejas
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e
ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda
a Judéia e Samária, e até os confins da terra”. (Atos 1.8)
A população estimada do Rio Grande do Sul é de 10,7
milhões de habitantes. O número de Batistas em todo o

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todas as noites para oração e no sábado subsequente
realizamos vigília de oração. Além disso, outras *ações
baseadas nos pilares da Igreja Multiplicadora têm
fortalecido os irmãos

de pessoas que, muitas vezes, perderam a esperança.
O público principal, na área social, são pessoas em
vulnerabilidade extrema. A compreensão, neste contexto,
é que o trabalho social precisa ter uma dimensão
muito ampla: “É preciso dar o peixe, mas também é
imprescindível ensinar a pescar.”

Em Santo Antônio da Patrulha, a família missionária
Pr. Filipe Niemeyer, Cristiane e Davi trabalham na
plantação de uma igreja multiplicadora. Apesar de
ser a terra do “santo casamenteiro”, a maior batalha
nesse local é combater o alto índice de divórcio,
inclusive dentro das próprias igrejas. Segundo
pesquisas realizadas pelos missionários, junto ao
cartório local e fórum da cidade, a causa da maioria
dos divórcios é adultério. Casais muito jovens, já com
filhos, provenientes de famílias desestruturadas têm
dificuldade de enfrentar os conflitos. Outro fato, é a
facilidade que é oferecida desde julho de 2010, em que
a mudança na lei possibilitou que o divórcio pudesse
ser realizado em cartórios, sem a necessidade de uma
ação na Justiça.

Quando a proposta do Projeto Cristolândia é cuidar
de um morador de rua, é importante não limitar-se a dar
banho, corte de cabelo, roupas limpas. É preciso investir na
vida dessa pessoa para que retome sua vida com dignidade.
Neste sentido, a Junta de Missões Nacionais tem
pensado em estratégias e procedimentos necessários a fim
de preparar este indivíduo para seu retorno à convivência
em sociedade. Um dos grandes desafios é o trabalho
de desenvolver a aceitação e a autoestima do próprio
aluno, para que consiga olhar para si como uma nova
criatura. Depois disso, enfrentar os preconceitos da própria
sociedade também torna o processo ainda mais desafiador.
O tema “Reinserção” vem sendo amplamente discutido
entre os missionários e as diretrizes vêm sendo conduzidas
para que, efetivamente, as pessoas que estão sob o cuidado
da Cristolândia retomem sua vida em sociedade e família.

Para a glória de Deus, a Igreja Batista em Santo Antônio
da Patrulha tem vencido os desafios culturais e espirituais
desse lugar. Por meio da oração e do relacionamento
discipulador, famílias estão fortalecendo seus laços. Hoje
o número de congregados saltou de 50 para 85 pessoas
em menos de um ano. A Igreja tem 3 PGMs, sendo 2 em
cidades vizinhas, Caará e Borussia e está se preparando
para a multiplicação de mais 2 novos PGMs, sendo uma na
Comunidade do Monjolo e outro de Universitários (PGMUniversitários Missionários).

O investimento é para que os alunos encontrem-se
com Jesus, aproximem-se de suas famílias, estudem,
trabalhem e sigam suas vidas com dignidade.
Em todo o Brasil temos colhido histórias de homens e
mulheres sendo retirados das cracolândias e levantados
por Deus para proclamarem o Evangelho da salvação.
No ano de 2015, tivemos o resultado de 342 pessoas
reinseridas na sociedade.

A Junta de Missões Nacionais está focada na
evangelização no Sul do Brasil. Com o apoio dos batistas
brasileiros levantaremos intercessores, recursos financeiros
e vocacionados para mudarmos a realidade espiritual
dessa região.

CRISTOLÂNDIA
O Projeto Cristolândia tornou-se um
referencial em nossa denominação no
tratamento à dependência química.
A relevância deste trabalho tem sido
constantemente reafirmada por autoridades
nacionais e até internacionais. Desenvolvemos
um programa de atendimento, reinserção,
saúde e discipulado nas 37 Unidades, em 7
estados. Isso só é possível pelos investimentos
através das contribuições advindas do PAM,
campanha e doações.

Cristolândia: o desafio da
reinserção na sociedade
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8.32)
Missões Nacionais no decorrer de sua história vem
desenvolvendo projetos sociais que focam na vida

15

Cristolândia

Acaso pode vir
algo bom das
Cracolândias
do Brasil?
Wellington Amorim viveu no mundo das drogas e após ser
tratado pela Cristolândia, projeto sustentando pelos batistas
brasileiros, foi transformado por Cristo Jesus. Hoje, um ministro
da Palavra e instrumento de Deus para resgatar vidas!

no pulmão esquerdo. Ele conta que fez a cirurgia para
a retirada do nódulo, usando drogas antes e depois dos
procedimentos. “Me afundei ainda mais no mundo do
crack”, revela.

Vindo de uma família humilde, Wellington sempre
teve a mãe como exemplo de trabalho e esforço para ter
do bom e do melhor.

Sem emprego, sem família, sem amigos, dormindo
em um papelão dentro da própria casa, ele foi salvo
da morte mais uma vez. Após passar a noite na casa
de uma tia que ainda abria as portas para ele, voltou
para casa e viu paredes incendiadas. Naquela noite,
traficantes queriam fazer uns acertos de contas porque
Wellington estava consumindo as drogas ao invés de
vendê-las.

Aos 17 anos, com pouco tempo de formado
em tecnologia de usinagem, ele ingressou em uma
multinacional. Usufruindo da sua independência
financeira, começou a frequentar baladas e muitas festas.
Foi então que começou o vício do álcool e da maconha.

Mudou-se para São Paulo com apenas R$ 10,00,
dados pela mãe. Ao chegar na capital procurou um
lugar para comprar o crack e foi aí que conheceu a
cracolândia. Fome, frio, roubos, prostituição, vício... Ali
ele viu crianças, idosos humilhados para alimentarem
o consumo das drogas. Mas foi em meio a toda essa
escuridão, ódio e morte, que Wellington conheceu a
Missão Batista Cristolândia. “Eu freqüentava a Missão
por causa do café, do prato de comida, de um banho,
de um corte de cabelo, mas um dia algo me envolveu.
Entrei na Missão Batista Cristolândia cansado, com
apenas 46 quilos, não acreditava mais em mim,
quando eu vi um banner escrito: “E conhecereis a
verdade, e a verdade vos libertará.” Naquele mesmo
dia eu aceitei a Jesus”.

Após receber conselhos de que a cocaína tiraria o
efeito do álcool, Wellington começou a fazer uso dessa
droga. “Quando entrei no mundo da cocaína, comecei
a perder a vontade de viver, a minha dignidade e o
esforço que eu tinha para o trabalho”, relata. A cocaína,
a maconha e o álcool não faziam mais efeito e então
veio a procura por algo mais forte: o crack. A partir daí,
Wellington também começou a perder bens materiais, a
confiança dos amigos e da família.
Após ter passado uma noite bebendo e se drogando
em uma das baladas, foi ao médico dizendo sentir dores
no peito para obter um atestado médico e não ir ao
trabalho. Foi aí que descobriu um nódulo no pulmão.
Ao procurar o especialista, foi constatado um câncer

16

A partir daí, Wellington passa a escrever uma nova
história. Reconciliou-se com a família, foi batizado,
começou a estudar teologia, e casou-se com Alessandra,
que era voluntária no projeto.

Essa é uma das milhares de histórias que temos vivido
nas Cristolândia dos Brasil! Homens e mulheres sendo
retirados das cracolândias e levantados por Deus para
proclamarem o Evangelho da salvação.
O Projeto Cristolândia se tornou um referencial em
nossa denominação no tratamento à dependência
química. A relevância deste trabalho tem sido
constantemente reafirmada por autoridades nacionais
e até internacionais. Desenvolvemos um programa
de atendimento, reinserção, saúde e discipulado nas
37 Unidades, em 7 estados. Isso só é possível pelos
investimentos através das contribuições advindas do
PAM, campanha e doações.

Trabalhando integralmente na Missão, ele e
Alessandra foram chamados para trabalhar na
Cristolândia e estudar no Rio de Janeiro. Já exercendo a
função de auxiliar de coordenação dessa unidade, em
dezembro de 2015, Wellington formou-se pelo CIEM e
no mesmo dia foi ordenado ao ministério pastoral, sendo
o primeiro aluno resgatado pela Cristolândia a se tornar
um pastor batista. “Deus me tirou das trevas para a Sua
maravilhosa luz!”

Precisamos levantar mais parceiros para essa obra
missionária!
CRISTOLÂNDIA

“Poderia ser a apenas a ordenação de mais um pastor
batista, mas quando olhamos para a história de Wellington
constatamos um verdadeiro milagre de Deus.”
Pr. Fernando Brandão, diretor executivo da JMN

17

ITENS DO PROGRAMA DE ATENDIMENTO

MENSURADOS

Batizados

237

Reinseridos na Sociedade

342

Estudos Bíblicos

29.683

Casamentos de Alunos

18

Encaminhados ao Mercado de Trabalho

73

Encontros Realizados com Famílias

931

Refeições Servidas no Período

1.474.355

Encaminhamentos Sociais

664

Encaminhamentos de Saúde/ Consultas

5.008

Eu escolho VIVER Programa Nacional
de Prevenção ao
Uso de Drogas
O “VIVER” foi desenvolvido com base em resultados
de pesquisas científicas e de campo, após oito anos
de experiências adquiridas no trato com dependentes
químicos, nas Cristolândias do Brasil.

de inclusão para estas crianças, adolescentes e jovens.
Pela graça de Deus, hoje, através do VIVER, podemos
orientar melhor, àqueles que se interessam, sobre como
estabelecer um programa de prevenção eficaz em nossas
igrejas, implementando ações simples ou não, porém,
intencionais e contínuas de prevenção ao uso de drogas.
Para isso é fundamental que os líderes tenham clareza dos
fatores que levam uma criança, adolescente e jovem a se
tornar um futuro usuário de drogas. Tendo clareza destes
Fatores de Risco (FRs), os líderes poderão implementar
projetos focados no desenvolvimento de Fatores de
Proteção (FPs) que serão estratégias contínuas para criação
de ambientes seguros nas famílias, igrejas, escolas e
comunidade em geral.

Após este período, convivendo diariamente com as
mais inusitadas experiências sobre a forma “como a droga
entrou na vida dos alunos da Cristolândia” (atualmente
mais de mil pessoas), percebemos que não é possível
continuar tratando a prevenção ao uso de drogas como
um assunto pontual e esporádico em nossas igrejas,
escolas e comunidade.
É preciso haver uma forte disposição e frequência
em se tratar o assunto na igreja local e o envolvimento
de nossas crianças, adolescentes e jovens em programas
específicos que abordem a prevenção com a devida
intencionalidade, clareza e regularidade. Além disso, é
fundamental incluir os adolescentes e jovens em projetos
específicos para que eles sejam os principais atores que
levarão a mensagem da prevenção em suas escolas e nos
demais ambientes que frequentam.

Vamos a um exemplo prático: o baixo rendimento
escolar é um Fator de Risco, que pode levar uma criança a
se tornar um futuro usuário de drogas. Conhecendo este
Fator de Risco – baixo rendimento escolar - realize em
sua igreja um levantamento de quais crianças, juniores
e adolescentes estão com dificuldades na escola (notas
baixas e dificuldades de aprendizagem). Converse com
os pais, faça pesquisas na EBD ou nos grupos pequenos.
Procure não expor as crianças ou rotulá-las. Seja discreto.

Percebemos, no decorrer das pesquisas, que muitos
jovens que hoje estão em recuperação nas Unidades
da Cristolândia, frequentaram uma igreja evangélica
em algum momento de sua vida – 85% (geralmente na
infância e adolescência). É triste constatar que, mesmo
conhecedores da Palavra de Deus, ainda se deixaram
influenciar pelo uso de drogas e hoje lutam para se
recuperar. Mais que isso, com o uso de drogas, passaram
por experiências terríveis de criminalidade, desafetos e
degradação física, moral e espiritual.

Feito este levantamento, você já pode começar a
implementar alguns Fatores de Proteção. Por exemplo:
1. Ofereça em sua igreja, no contra turno, atividades de
reforço escolar para as diferentes faixas etárias;
2. Ajude-os nas lições de casa. Convoque voluntários
para esta tarefa, principalmente os adolescentes e jovens
que não tem dificuldade de aprendizagem;

Tudo isso poderia ser evitado se as famílias recebessem
uma orientação adequada, se a igreja estivesse consciente
da importância de se falar sobre o tema com regularidade
e construísse, em seu contexto, um ambiente saudável e

3. Realize uma campanha em sua igreja para que
nenhum membro perca notas. Eleve a autoestima de suas
crianças, adolescentes e jovens neste quesito;

18

4. Chame as famílias e realize palestras de
conscientização sobre a importância de acompanhar a
vida escolar dos seus filhos;
5. Eleja em sua igreja uma comissão de
acompanhamento escolar. A cada nota recuperada o
aluno receberá um incentivo para continuar firme;
6. Amplie o alcance da atividade sugerida
anteriormente aos colegas de escola das crianças,
assim você começa a envolver a escola também em
uma estratégia de prevenção. Cada criança, junior ou
adolescente da igreja poderá convidar um amigo da escola
que tenha dificuldade de aprendizagem para participar
dessas atividades na igreja ( o reforço escolar aplicado em
sua igreja precisa ser realizado por pessoas que acolham
estas crianças com muito amor);

Há vários outros Fatores de Risco que estão
disponibilizados no livro – VIVER – Baseado em Pesquisas
Realizadas na Cristolândia da Junta de Missões Nacionais.
Conhecendo esses fatores, será possível a você
implementar dezenas de ações intencionais de prevenção
ao uso de drogas, que trarão resultados surpreendentes
para sua igreja, escola e comunidade em geral.
Disponibilizaremos em nosso site outros exemplos de
implementação do VIVER baseados em outros Fatores de
Risco, porém, o mais importante é que você compreenda
a visão. Após a compreensão da estratégia de prevenção
pautada na criação de ambientes seguros, você poderá
usar sua criatividade e implementar várias ações
intencionais de prevenção ao uso de drogas para famílias,
escolas, igreja e quaiquer outros setores da comunidade.

7. Ofereça um lanche. Estabeleça um clima agradável,
de alegria e cordialidade nestes momentos. As crianças
precisam ter prazer em participar dessa atividade. Todas
devem ser chamadas pelo nome e se sentirem amadas e
acolhidas;
8. Marque programações extras, veja filmes com eles,
intencionalmente trabalhe o tema “drogas” de maneira
interdisciplinar. Por exemplo, ao trabalhar uma redação
coloque como tema: VIVER Sem Usar Drogas. Trabalhe
com o Gibi “Turma do Marapé” produzido pela JMN, utilize
também o material “10 Lições para VIVER”.

A proposta do VIVER é formar uma geração de crianças,
adolescentes e jovens que influenciem seus amigos
para o não uso de drogas. Precisamos fortalecer a “marca
VIVER” para que nossos jovens se unam em torno de
um ideal, que é a prevenção e para que também não se
envergonhem de pertencer a um grupo que não precisa
de drogas para ser feliz ou para se tornarem “populares
e descolados”. A graça do Senhor Jesus é suficiente para
nossas crianças, adolescentes e jovens. Esta é a proposta
do VIVER.
Estimule o uso de camisetas e produtos do VIVER em
sua igreja para que esta marca fique sempre na mente das
crianças, adolescentes e jovens e seja algo com o qual ele
se identifique e tenha orgulho de participar.
Informe sobre a implementação do Programa VIVER
em sua igreja, escola e comunidade para que possamos
dar publicidade a estas ações e fortalecer este movimento
que atuará em favor da VIDA!
Anair Bragança Soares Siqueira
Gerente Executiva de Ação Social da Junta de Missões Nacionais.

Enfim, este é apenas um exemplo de como
implementar intencionalmente um programa de
prevenção e como criar um ambiente seguro, destinado
a um grupo de risco, que é o de alunos com baixo
rendimento escolar.

Saiba mais: www.movimentoviverjmn.org.br
fb.com/movimentoviver / #escolhoviver

19

A importância de se

estabelecer
alvos
de oferta na Igreja
A Junta de Missões Nacionais estabelece
um alvo para a campanha, e o faz pensando
tanto na manutenção dos projetos atuais,
como nas necessidades de iniciar
novas ações. Este planejamento é
necessário para evitar que projetos sejam
interrompidos abruptamente, inclusive
com o desligamento de missionários e seu
retorno precoce do campo.

constrangida ou por pressão das necessidades do
campo, mas como desejo de apresentar-se a
Deus como instrumento em suas mãos para
o avanço do Reino.
Ao estabelecer este alvo de fé, os
membros que compõem a igreja passam
a interceder pelo seu alcance, colocandose, individualmente, à disposição do
Senhor para este propósito. Todos passam
a interceder por oportunidades de serem
abençoados a fim de abençoar com valores que
vão além de suas possibilidades comuns.

Mesmo compreendendo que o cristão
e sua igreja vivem pela fé, entende-se que é útil
o planejamento e estabelecimento de alvos por
ocasião do levantamento da oferta da Campanha,
conforme nos ensina Isaías 32.8: “o homem nobre
faz planos nobres, e graças aos seus feitos nobres
permanece firme”. A dificuldade da questão está,
talvez, no fato de que as ofertas devem ser um ato
de fé e gratidão, e não motivadas por qualquer
constrangimento, pesar ou obrigação, conforme
está em 2 Coríntios 9.7: “Cada um dê conforme
determinou em seu coração, não com pesar ou
por obrigação, pois Deus ama quem dá com
alegria”. Entretanto, ao destacar essa verdade, não
podemos ignorar a primeira parte do versículo:
cada um oferta de acordo com aquilo que propôs
(determinou) em seu coração. É a esta verdade
bíblica (da necessidade de um compromisso
individual) que se refere o ato de estabelecer um
alvo para a oferta da Igreja.

Uma campanha missionária deve abençoar tanto a
Junta Missionária quanto a igreja local. Para isso, os alvos
de fé, são muito importantes. Uma prática comum em
muitas igrejas no Brasil, é sugerir aos membros um
segundo dízimo (uma oferta equivalente ao dízimo).
Assim, ao estabelecer um alvo de fé, a igreja tem as
vantagens de ensinar mais sobre mordomia. Por isso,
o resultado final não é medido simplesmente em
termos do valor financeiro alcançado, mas sim, com
base na experiência de cada membro neste processo
de fazer parte ativamente da campanha e, portanto,
da obra missionária além de sua igreja local. Será
útil, inclusive, no culto de levantamento da oferta,
permitir que os membros testemunhem sobre como
foram abençoados para atingir seus próprios alvos.
Estabeleçamos, pois, alvos de fé, e oremos: “Esteja
sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano.
Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida
a obra de nossas mãos” (Salmos 90.17).

À semelhança do cristão em particular,
a igreja estabelece seu alvo, não baseada no
que é facilmente possível, mas como ato de
fé, colocando diante do Senhor o seu desejo
de abençoar a obra missionária com mais do
que aparentemente seja possível. Não o faz

Pr. Milton Monte
Gerente de Relacionamento e Gestão de Pessoas de
Missões Nacionais

20

21

salgados, sonhos, doces e pães caseiros. As mensageiras
bordavam vagonite e ponto cruz. Os adolescentes
vendiam chocolates, os jovens pizzas... A cidade toda
sabia que estávamos em campanha missionária! Fiz um
termômetro de papel, bem simples. O pastor pregava
sempre sobre despertamento missionário. Ao final da
campanha ultrapassamos os R$ 5.000,00. Era apenas o
começo do trabalho em equipe: pastor e promotor!

Pastor e
Promotor Andando juntos

Chegou a próxima campanha, com o novo alvo de
R$ 5.000,00. A igreja continuava envolvida e trabalhando
arduamente, e pra glória de Deus, ultrapassamos os
R$ 8.000,00. Veio, então, a campanha “O Brasil tem
sede de Deus, quem terá compaixão?” e nosso alvo era
R$ 8.000,00. A igreja já estava com outra visão! Havia
um desejo de trabalhar, evangelizar e fazer missões
começando dentro de casa e indo até os confins da terra!
Nesta campanha passamos os R$ 9.000,00.

Sou Silvana, promotora de Missões da Igreja Batista
em Alto Alegre-SP. Quando nasci, meu pai, Odilon dos
Santos Pereira, já era pastor. Senti o chamado missionário
nas Mensageiras do Rei. Em 1993 casei-me na Primeira
Igreja Batista de Santos, onde meu pai pastoreava. Em
1997 nos mudamos para Alto Alegre,uma pequena
cidade no interior de São Paulo,com pouco mais de
quatro mil habitantes, porém com uma igreja quase
centenária. Pastoreava a Igreja o Pr. Gilson da Hora
Silva, onde ficou por vinte e cinco abençoados anos!
Era uma igreja com noventa membros, com ofertas
missionárias em torno de R$ 600,00 a R$ 1.000,00. Deus
usou muito a vida do Pr. Gilson para confirmar o meu
chamado! Jamais me esquecerei do sermão em abril de
2007, baseado em I Sm 30, com o tema “Trabalhando
em Equipe”: Davi e 400 homens vão à luta contra seus
inimigos e 200 homens ficam com as bagagens. Davi
reconhece o trabalho dos que ficaram com as bagagens
e reparte tudo em partes iguais. Entendi! Deus me queria
na retaguarda, guardando as bagagens, promotora
de Missões! Guardei isso no meu coração! No final do
mesmo ano o Pr. Gilson me chamou para ser promotora
de Missões. Era a confirmação de Deus! Começaríamos, a
partir dali, a trabalhar em equipe: pastor e promotor!

Porém, havia um problema: nosso templo,
construído em 1934, estava com todo o madeiramento
comprometido e fazer uma reforma era uma questão de
segurança. Não tínhamos dinheiro em caixa! E agora?
Continuaríamos trabalhando para missões mesmo
precisando iniciar uma reforma? Após participar de um
Acampamento de Promotores, senti claramente Deus
falar comigo: “Você vai desafiar a igreja a fazer as maiores
campanhas missionárias e Eu darei um novo templo para
vocês!” No mesmo instante eu me prostrei em lágrimas!
Fui correndo falar com meu pastor que, mais uma vez,
deu um sorriso entusiasta e disse novamente: “Amém!
Nossos alvos serão de R$ 10.000,00!” Como é bom
trabalhar em equipe!

No culto de abertura da primeira campanha do ano
achamos bom estipular um alvo. No final do culto um
adolescente propôs: R$3.500,00! Houve um silêncio no
templo! Mas, como foi bom ouvir um forte, entusiasta
e otimista: “Amém”! Era o meu pastor! Creio que este
primeiro “Amém” foi o início de um grande mover de
Deus entre nós! Pastor e promotor alinhados, focados e
obedientes á voz do Senhor! Deus queria nos usar para
um grande avivamento missionário! Por que Deus não
usou o pastor ou a mim antes? Porque Ele queria que
trabalhássemos em equipe!
Ao começar a campanha, houve realmente um
agir de Deus entre nós! As irmãs começaram a fazer

22

Desde então começamos a fazer duas grandes
campanhas de quatro meses por ano, unindo duas
missões em uma única campanha, por semestre.

ano não tínhamos mais nenhum centavo de dívida! Deus
é fiel e cumpre suas promessas. Foi mais um milagre!
Uma irmã, muito simples, veio compartilhar comigo
que fez um alvo pessoal de dar um salário inteiro
para missões e que estava muito feliz, pois havia
conseguido cumprir seu voto! Compartilhei com a igreja
o testemunho dessa irmã na abertura da campanha
seguinte “Vivo para a Glória de Deus” e o Senhor usou
poderosamente sua experiência, pois ao somar os alvos
pessoais, chegamos a R$ 30.800,00. Desde então, nossos
alvos têm crescido e a oferta da campanha de missões
nacionais/regionais de 2015 ultrapassou os R$ 44.000,00.

Nossa reforma se transformou em uma grande
construção, pois nem as paredes puderam ser mantidas
porque os alicerces estavam comprometidos. Foi tudo
para o chão! Ficamos dois anos reunidos no salão
social nos fundos do templo, onde fizemos todas
as nossas campanhas missionárias e todas com o
alvo de R$ 10.000,00 ultrapassados. Nunca tivemos
muito dinheiro em caixa, mas, mês a mês Deus supria
todas as necessidades através de ofertas dos irmãos,
irmãos de outras igrejas, ex-membros e até incrédulos
que se sentiam tocados a contribuir! Foi algo muito
impressionante, um verdadeiro milagre! Deus nos deu
não somente um novo templo mas também todas as
dependências com salas, cozinha e banheiros novos!

Em setembro de 2015, após 25 anos de ministério em
Alto Alegre, o Pr. Gilson deixou a igreja por motivos de
saúde. Foi muito difícil! Trabalhamos em equipe durante
8 anos e vimos o grande agir de Deus entre nós! Deus,
na sua infinita bondade, nos deu o Pr. Wilson Luiz Estella
que tem o mesmo coração missionário e nossa equipe
continua, para a glória de Deus.

Como nosso centenário estava se aproximando, a
igreja aprovou fazer um empréstimo de R$ 90.000,00
para acabar a construção para as comemorações. Em
2012 comemoramos os cem anos de nossa igreja
no templo novo e com todos os alvos missionários
atingidos. Deus é fiel e cumpre suas promessas!

Obrigada Pr. Gilson, por fazer parte da minha história,
pois através da sua vida entendi o chamado de Deus.
Jamais me esquecerei do quanto seus entusiastas “Améns”
fizeram toda a diferença no nosso trabalho em equipe!

Começamos 2013 com uma dívida de R$ 90.000,00,
mas em momento algum recuamos nas campanhas
missionárias. Conversando com o pastor, achamos
interessante iniciar o alvo pessoal onde, ao invés de
estipular um alvo, cada irmão faz um alvo pessoal e a
soma chega ao alvo geral. Nosso alvo, então, passou para
R$ 13.600,00, que foi ultrapassado. Em agosto do mesmo

Querido pastor, existem diversos tipos de chamado
missionário e um deles é a mobilização. Muitas vezes
o trabalho em equipe não funciona pois o promotor
não é vocacionado para esse ministério. Por isso, seja
instrumento do Senhor para encontrar e despertar
chamados adormecidos em sua igreja. Ore, ame, apóie
e incentive seu promotor a participar dos encontros de
promotores de missões, pois, certamente essas atitudes
farão toda a diferença no avanço da obra missionária
em sua igreja! Trabalhemos em equipe e o mundo será
alcançado para Cristo. Amém!

Silvana Martines
Coordenadora do Programa de Promotores de Missões Nacionais

23

“Somos uma Igreja
comprometida com Missões”
“Porque eu bem sei os pensamentos que penso
de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e
não de mal, para vos dar o fim que esperais.
Então, me invocareis, e ireis, e orareis a mim,
e eu vos ouvirei.” Jeremias 29: 11,12

liderança foi alcançada por missões e está liderando a igreja.
Por existir esse aspecto entre nós, temos 19
missionários locais, que estão em atuação permanente e
voluntária. Estamos inseridos nas ações de crescimento
missionário de nossa denominação, sempre dispostos a
transmitir o evangelho salvador de Jesus.

A Primeira Igreja Batista em Castanhal tem 108 anos
de história. Ela nasceu num contexto missionário, em
março de 1908, organizada pelo missionário Eurico Alfredo
Nelson, “o apóstolo da Amazônia”.

Obedecer a Deus e buscar fazer sua vontade tem sido
nossa meta. Somos uma igreja comprometida com a
cooperação entre o povo de Deus.

Ao longo de sua história, essa igreja tem permanecido
com uma visão missionária muito forte, pois, no decorrer
de gerações foi internalizado o espírito missionário, que
fez com que mais de 40 igrejas fossem organizadas por
ela. Também inúmeros missionários e pastores foram
lapidados nos arraiais desta igreja. É verdade que muitas
lutas foram travadas, mas o Senhor nos concedeu vitórias
e a chama e o ardente amor por missões continuam muito
fortes também no presente tempo.

E o nosso desejo é que todos nós, crentes batistas
brasileiros, possamos nos unir mais e mais para a glória de
Deus, pois juntos somos mais fortes, juntos somos mais de
Cristo no Brasil.
Pr. José Francinel dos Santos Silva
Presidente da COPABA e Pastor presidente da PIB Castanhal - PA

Quando investimos em missões, famílias inteiras são
abençoadas e como consequência direta desta benção, a
comunidade é alcançada com o evangelho de Cristo Jesus.
O investimento nessa obra é de fundamental
importância para o avanço do evangelho, hoje temos
conhecimento de vidas transformadas, que também se
tornaram missionários e pastores que atuam no Brasil e
no mundo.
Louvo a Deus pela visão de reino que nossa igreja tem.
Sou fruto dessa visão missionária, sou fruto dessa igreja,
sou pastor presidente da referida igreja, e presidente da
nossa convenção Estadual COBAPA.
Minha família é envolvida e comprometida com o
evangelho: tenho dois irmãos pastores, irmã ministra de
música, primos pastores, minha mãe é diaconisa, filhos
com chamado missionário e esposa missionária.
A liderança da igreja, educadora religiosa, pastores
auxiliares e líderes, todos são frutos de ação missionária.
Hoje nossa igreja tem um aspecto diferenciado, onde sua

24

25

Multiplicando o Amor de Deus
em Cabo Frio (RJ)
Nos primeiros meses desse ano de 2014,
apresentamos a visão à igreja, numa série de 8 sermões,
baseados nos 5 princípios de Igreja Multiplicadora (IM).
Nossa ênfase foi o livro de IM escrito pelo pr. Fernando
Brandão, trazendo ao conhecimento da igreja o
momento histórico de entusiasmo experimentado pelas
nossas lideranças. Apresentamos à igreja, já abrasada,
a proposta de implementação dos Pequenos Grupos
Multiplicadores. Formamos a primeira turma de líderes e
optamos por ter uma escola permanente de formação de
líderes Multiplicadores, utilizando-nos do livro de “PGM”,
escrito pelo pr. Márcio Tunala, e outros já disponíveis.

Com alegria, recebemos o convite para compartilhar
com os amados pastores o que Deus tem feito nos
últimos dois anos na Primeira Igreja Batista em Cabo
Frio. De pronto, queremos destacar que nossa história
não começou a partir de então, pois a igreja tem uma
memorável história de 54 anos, cheia de ministérios
abençoados e serviço cristão reconhecido.
Podemos dizer que, nos primeiros meses de 2014, a
PIB Cabo Frio começou um nova página de sua história
ao conhecer a visão de Igreja Multiplicadora proposta
pela Junta de Missões Nacionais ao Brasil Batista. De
imediato, fomos tomados de grande expectativa por
surgir, em nosso meio, uma resposta ao anseio de tantos
pastores e igrejas que buscavam uma proposta bíblica
que se encaixasse no perfil dos batistas brasileiros.
Precisávamos de algo sólido, não baseado em modelo,
mas em princípios bíblicos, que provocasse um choque
de cultura na missão de fazer discípulos e promovesse
unidade e identidade no meio de tantas diversidades
evidenciadas pelos mais diferentes fundamentos.

Reavivamos os princípios bíblicos da Oração, da
Evangelização Discipuladora, da Plantação de Igreja, da
Formação de Líderes Multiplicadores e da Compaixão e
Graça, remontando à igreja primitiva com o auxílio do livro
“De Volta aos Princípios”, escrito pelo pr. Fabrício Freitas.
A partir daí, concomitantemente, começamos a
investir no Relacionamento Discipulador (RD), aprendendo
que Jesus não estabeleceu corte entre a evangelização e o
discipulado, mas trabalhou a evangelização discipuladora
como um processo, já conhecido entre nós, de chamar,
agregar e aperfeiçoar os discípulos.

Por aqui, ao assimilarmos a visão de Igreja
Multiplicadora, com seus princípios e ferramentas,
iniciamos um processo que nos tem tornados mais
eficientes na missão de fazer discípulos, sonho constante
da igreja. Queremos evidenciar os passos dessa
caminhada que trouxe alegria, maturidade espiritual e
crescimento para a igreja.

Estamos investindo no RD, a começar do ministério
pastoral. Entendemos que a igreja segue o exemplo
de seu pastor. Hoje, investimos no RD com 3 ministros

26

auxiliares, e com 4 pessoas ainda não crentes, na
intencionalidade de levá-las a Cristo, dedicando tempo
semanal para elas. Um casal, inclusive, já se tornou
anfitrião de um PGM, e está sendo instruído para o
batismo. Temos vários líderes de PGM vivenciando o
RD, com resultados impressionantes. Nossa meta é
que toda a igreja esteja desenvolvendo o RD. Temos
já experiências muito interessantes: Márcia, gerente
de banco, há dois meses iniciou um relacionamento
discipulador com suas colegas de trabalho. Hoje, ela
e o esposo, Rodolfo, já implantaram um PGM em sua
casa, com 4 casais não crentes, sendo que em todos,
as esposas são as colegas de trabalho de Márcia. Calê,
líder de PGM, está inserido no RD e com regularidade
me apresenta pessoas que estão sendo alcançadas
pelo relacionamento intencional. Mais batismos
têm acontecido e mais líderes estão caminhando na
mesma direção. Isso é RD! Impressionante o que está
acontecendo! É uma mudança cultural mesmo, quanto

investirem em suas crianças nos três interdependentes
ministérios infantis (até então independentes): 1) culto infantil,
cujo foco é celebração na linguagem das crianças; 2) PGMI,
com ênfase no relacionamento, incentivando as crianças a
alcançarem seu amigos ainda não crentes; 3) EBD, voltada
para o ensino da Bíblia, fundamental para o conhecimento de
Deus, preparando a criança para a vida. Os pais estão sendo
estimulados a investir em suas crianças nesses três momentos
especiais, integrando seus filhos na vida da igreja.
Por aqui, não mexemos em estrutura. Simplesmente,
abrimos espaço para uma visão onde todos os ministérios da
igreja podem e devem estar inseridos.
Recomendamos aos colegas que busquem conhecer
e se incluir no que entendemos ser o agir de Deus, com
sua soberania, em resposta ao clamor de um povo que
deseja servir mais e melhor em obediência à ordem de fazer
discípulos.

Descobrimos que, ao implementarmos os PGMs e
o RD, a igreja começou a despertar-se para as questões
relacionais e de cuidado mútuo. Os relacionamentos
intencionais começaram o ocupar espaço na cultura
da igreja a ponto de se compreender e praticar com
singularidade a multiplicação de discípulos. Hoje, com a
graça de Deus, dos 12 pequenos grupos que tínhamos
inicialmente, estamos chegando a 50 e crescendo.

É o momento de nos deixarmos abrasar pela
efervescência espiritual que vem tomando todas as
regiões desse país. É um tempo de avivamento e de
bênçãos para o ministério batista do Brasil. Pará nós,
tem sido apaixonante vivenciar esse momento de
avivamento espiritual com definições e conceitos claros
expostos pela visão de IM que tem a cara dos batistas
brasileiros. Para tanto, estão ao nosso dispor uma
liderança comprometida, uma vasta e eficiente literatura,
a JMN com competência, humildade, lucidez e apoio em
todo esse processo.

Há muita alegria na igreja. Esta parece mais feliz por
estabelecer relacionamentos saudáveis entre os irmãos e
relacionamentos intencionais de fazer discípulos de Jesus.

O momento é esse! É o momento do Brasil Batista
que fará toda a diferença nesta geração e nas gerações
futuras. Esse é o seu momento, pastor, homem de Deus!

ao relacionamento intencional de fazer de pessoas ainda
não convertidas discípulos de Jesus.

Abraço em Cristo.

Estamos caminhando, fazendo curvas e avançando.
Hoje, temos PGM’s de vários modelos e formas, com a
mensagem dominical adaptada para o roteiro semanal.

Pr. Roberto da Silva Carvalho
Pastor Presidente da Primeira Igreja Batista em Cabo Frio, RJ

Estamos investindo nos PGM’s Infantis com uma proposta
pedagógica nova para nós. Estamos orientando pais a

27

O que é uma Igreja Multiplicadora
Em um movimento de retorno aos princípios
do Novo Testamento, a Igreja Multiplicadora é uma
visão de desenvolver a multiplicação intencional de
discípulos, baseada em cinco princípios bíblicos para
crescimento: oração, evangelização discipuladora,
plantação de igrejas, formação de líderes e compaixão
e graça. Esses princípios, desenvolvidos com base nos
Relacionamentos Discipuladores – RDs (vida na vida) e
impulsionados pelos Pequenos Grupos Multiplicadores
(PGMs), resgatam o foco principal da Igreja de Cristo, que
é investir em vidas, obedecendo à Grande Comissão de
Cristo, em nossa “Jerusalém” e até aos confins da Terra!

enraizado naquela cidade ou bairro, precisamos não só
de alguns poucos discípulos ali, mas de uma igreja local
capaz de se multiplicar. Essa foi a estratégia da igreja
primitiva para cumprir a grande comissão e o plantio de
igrejas (Atos 14. 21-23).
Para o apóstolo Paulo, fazer discípulos não significava
apenas a pregação inicial ou mesmo a colheita de
alguns frutos, mas o amadurecimento e fortalecimento
dos novos convertidos com o intuito de agregá-los e
estabelecê-los em igrejas locais.
Precisamos resgatar em nossa geração este
sentimento de urgência quanto ao cumprimento da
missão, encorajando-a e capacitando-a para a plantação
de novas igrejas. É nosso desafio e desejo incendiar os
corações dos líderes, pastores e igrejas para um grande
movimento de plantação de igrejas no Brasil.

O Pequeno Grupo Multiplicador é um grupo
reduzido de discípulos que se reúne regularmente para
glorificar a Deus e cumprir a missão de fazer discípulos.
Graças aos relacionamentos saudáveis proporcionados
pelo PGM, discípulos são encorajados à prática dos
mandamentos de mutualidade, “uns aos outros” e à
multiplicação, por meio da evangelização discipuladora.
Ele é um ambiente que favorece a produção de frutos
daqueles que são verdadeiros discípulos do Senhor
Jesus. Antes de começar a implementar os PGMs em sua
igreja, recomendamos conhecer toda a visão de Igreja
Multiplicadora, entendendo os princípios bíblicos básicos
que dão todo o suporte para o início dos PGMs.

O alvo dos batistas brasileiros é 1 igreja para cada
10.000 habitantes e 4,2 milhões de membros em 2020.
A estratégia dos missionários de Missões Nacionais
para plantação e crescimento de igrejas é a visão de
Igreja Multiplicadora, baseada nos cinco princípios do
livro de atos:
• Oração;
• Evangelização discipuladora;
• Formação de líderes;
• Compaixão e graça;
• Plantação de novas igrejas.

A Junta de Missões Nacionais dedica-se à plantação
de igrejas multiplicadoras em todos os estados do Brasil.
Também são plantadas igrejas entre os indígenas, ribeirinhos,
povos étnicos e surdos em todo o território nacional.
O que é plantar igreja?

Multiplique é um movimento de retorno aos
princípios ensinados por Jesus e vividos de maneira
simples e poderosa pela igreja do primeiro século.
Multiplicar é fazer discípulos e garantir o avanço
do evangelho de Cristo, cumprindo o chamado
primordial da Grande Comissão (Mat. 28.18-20). Unase ao Multiplique! Conheça os livros e recursos, assista
aos vídeos, participe dos congressos e seminários e,
principalmente, retorne à paixão por Jesus e sua missão,
para que a salvação de pessoas seja uma realidade em
sua vida e em sua igreja.

Podemos entender o termo “igreja” como uma
comunidade de discípulos em que os mesmos devem
ser agregados e levados ao aperfeiçoamento cristão,
fazendo novos discípulos.
O ato de evangelizar alcança uma pessoa, mas o
processo de plantar igrejas faz com que o Evangelho
permaneça para as futuras gerações.
A Grande Comissão nos ordena a fazer discípulos, e
o seu pleno cumprimento em cidades ou bairros onde
não há igrejas ou há poucas, ou entre povos sem igreja,
implica a plantação de novas igrejas. Se o nosso alvo é
ganhar a população de uma cidade ou bairro, isto é, se
queremos que o Evangelho esteja permanentemente

Sua igreja também pode ser multiplicadora! Saiba
mais nos livros e no site www.igrejamultiplicadora.org

28

Multiplique 2016: Liderando
a Visão de Deus nesta Geração
Sonhar, orar e planejar alcançar uma nação para Jesus
tem sido a nossa maior tarefa. Como Batistas Brasileiros,
não perdemos de vista o nosso grande ideal de conquistar
a Pátria para Cristo. Temos a firme convicção que, antes de
ser nosso, este é um desejo de Deus. Mas, para que isso se
torne realidade, precisamos levantar um grande exército
de trabalhadores. Uma igreja Multiplicadora ora e age
intencionalmente por novos líderes.
O Multiplique 2016 tem por objetivo despertar a
liderança atual para a importância da formação de novos
líderes comprometidos com a visão de Deus em resgatar
o mundo perdido. O nosso eixo de reflexão este ano
será: Liderando a Visão de Deus nesta Geração!
Você aceita este desafio?

Nosso Preletor
O Multiplique 2016 terá a honra
de ter como seu preletor oficial o Dr.
Dave Earley. Dr. Earley é um pastor
experiente, plantador de igreja
e coach. É Diretor de Plantação
de Igreja da Liberty University e
presidente do Departamento de
Liderança Pastoral e Plantação
de Igreja no Liberty Theological
Seminary, onde também é professor.
Ele escreveu dez livros em temas como
pequenos grupos, liderança, oração e vida cristã. Ele é
pastor fundador da Grace City Church em Las Vegas (EUA).

Painéis

Formando Líderes para a Nova Geração

Os Desafios da Formação de Líderes na Igreja Local

A importância da supervisão na multiplicação
Colocando em Prática

Implementando a Visão de IM

8 Hábitos de um Líder de PGM Eficaz

Transformando Membros em Líderes

Discipulando a Criança: Evangelização Discipuladora
de Crianças

Saltando Barreiras e Destravando o Processo - como
avançar quando tudo para

PGM Universitário

Formando umaNova Geração de Plantadores de Igreja

Além do Dr. Dave Earley teremos várias oficinas e
painéis incluindo diversos líderes envolvidos com a visão de
Igreja Multiplicadora:






Fernando Brandão
Roberto Silvado
Márcio Tunala
Gilson Breder
Walmir Andrade
Diogo Carvalho
Roosevelt Arantes






Marcos Paulo Ferreira
Flávio Alves
Samuel Moutta
Cirino Refosco
Jaqueline da Hora Santos
Elaine Oliveira

Inscrições: www.missoesnacionais.org.br
Informações: falecom@missoesnacionais.org.br

29

Formação de líderes na
Igreja Multiplicadora
“A seara é grande, mas os trabalhadores
são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara
que envie trabalhadores para a sua seara”.
Mateus 9.35-38

multiplicação do grupo poderá então assumir um papel
de líder. O PGM forjará o discípulo no acolher e cuidar
do outro exercendo o princípio da Igreja Multiplicadora
descrito pelo pastor Fernando Brandão: Compaixão e
Graça. Como participante de um PGM, ele vivenciará a
real necessidade das pessoas.

Um dos cinco princípios apresentados pelo pastor
Fernando Brandão, no livro Igreja Multiplicadora, é
a oração. Portanto, ao falar de formação de líderes
é impossível iniciar por outra temática que não
esta. Analisando o texto bíblico de Mateus 9:35-38
encontramos um verbo no imperativo, sim Jesus diz
“peçam”. Primeiro oramos e pedimos e então recebemos
aqueles que serão os trabalhadores da seara. A pergunta
é como formá-los para o exercício da colheita?

Quando o líder está convivendo próximo às
necessidades das pessoas, é que ele tem noção do
tamanho da obra. Percebe o quanto é preciso crescer
no aperfeiçoamento dos dons e habilidade e o quanto
é necessário mais obreiros para dar conta dos “campos
prontos para colheita”. “Experimentar a compaixão
e a graça nos dá uma visão clara da realidade e nos
predispõe a experimentarmos a intervenção divina, pois
vemos que sozinhos não conseguiremos realizar a obra”.1

Uma pessoa ao tornar-se discípula de Jesus recebe
um chamado a ser cumprido: fazer discípulos (Mateus
28:18-20) acompanhado de uma segunda ordem:
ensinar. Para este discípulo tornar-se um multiplicador
precisará de conhecimento e experiências de vida junto
de outros e andar com alguém de forma discipular.

Assim aconteceu com Jesus, ao ver seu desafio, olhou
para si, olhou para os seus discípulos e rapidamente
identificou que a necessidade de mais líderes era
urgente. “Quem iria acolher essa multidão de pessoas
tão machucadas e “desamparadas, como ovelhas sem
pastor”?... A compaixão e a graça nos colocam na dimensão
do milagre, nos põem como dependentes, pedintes do
“Senhor da Seara”, nos move a orar por mais líderes”.2

O segundo passo a ser dado após orar é acolher
e cuidar deste que chega para ser um trabalhador e
para isto quero deixar neste artigo, o desafio para você
leitor, de investir na formação de líderes por meio de
um tripé: Relacionamento Discipulador, Pequeno Grupo
Multiplicador e Escola Bíblica Discipuladora. A formação
de líderes não acontece, em uma Igreja Multiplicadora,
somente por palavras ou conceituações, mas junto com
vivências e experimentação.

A terceira ferramenta para formação do líder está
ligada à educação, é a Escola Bíblica Discipuladora.
Dentro de uma Igreja Multiplicadora ela necessita voltar
aos princípios dos primórdios batistas: ser um local de
evangelização e relacionamentos intencionais. Como
vemos no texto a seguir:

O início da jornada de um líder é entender-se um
discípulo de Jesus. O relacionamento discipulador será
a primeira ferramenta que ele terá para seu preparo. Um
discipulador o ajudará no seu aperfeiçoamento como
pessoa e na sua atuação como servo, a fim de que se
torne discípulo multiplicador.

O Manual Escola Bíblica Dominical (p.54, 1986), quando
trata da classe de novos decididos e novos membros,
coloca a importância de um plano de adoção. Cita o livro
“Integração Segundo o Novo Testamento”, onde sugere
que cada novo membro seja adotado por um crente mais
antigo, que, por meio de um programa de estudo bíblico,
de oração e de serviço, o ajude a crescer espiritualmente.
Isso é relacionamento discipulador3.

A outra ferramenta para formação deste discípulo
líder será o precioso campo do PGM. Ser membro de um
pequeno grupo multiplicador para conviver de forma
discipular com os outros, após certo período tornarse um líder em treinamento, quando no processo de

1 Livro Escola Bíblica Discipuladora, Marcos Paulo Ferreira, 2015
2 Idem, 2015
3 Idem, 2015

30

O alvo principal da Escola Bíblica Discipuladora é
formar os ceifeiros que o Senhor da seara envia (Mateus
9.35-38; Lucas 10.1-3; João 4.34-36). Esses trabalhadores
nascem da oração, do “pedir ao Senhor da seara” (Mateus
9.35-38; Lucas 10.1-3), e traz a missão de “preparar para
obra do ministério”, de equipá-los para que se tornem
participantes da obra missionária, usando seus dons e
talentos para glória de Deus.4 (Efésios 4.11)

necessita de interação, compartilhar, vivências e sair da
aula com um compromisso para a prática. Com este
processo de aprendizagem o antigo método escolar não
combina, pois a aquisição de conhecimento de forma
conteudista é insuficiente para modificar a vida e a prática.
As aulas precisam ser participativas e voltados para
a experiência, envolvendo ativamente o participante
no processo de aprendizagem. O participante precisa
ser provocado a fazer uma associação das novas
descobertas, mentalidades e habilidades com suas
próprias experiências e seu cotidiano.

A Escola Bíblica Discipuladora, torna-se o coração
da visão multiplicadora, precisa impulsionar para todo
o Corpo o sonho de liderar pessoas, discípulas de
Jesus, e de que cada líder desenvolva relacionamentos
discipuladores que sejam frutíferos.

A “andragogia” é o método que pode, em sala de
aula, melhor fortalecer o estilo de vida discipular para o
ensino de adultos. Adultos aprendem de forma diferente
que criança. Adultos trazem consigo experiências e
informações construídas durante a vida que precisam ser
valorizadas enquanto se pretende ensinar algo novo.

O quarto princípio da igreja multiplicadora destaca que:
“o objetivo de todo o processo de formação de liderança é a
preparação de líderes que possam preparar outros e manter
o processo de multiplicação e crescimento.” 5
A Escola Bíblica Discipuladora6 tem papel de
formar para alcançar as multidões, acolher e cuidar
bem de cada pessoa, levando-as à reconciliação com
Deus e preparando-as como discípulas para serem
multiplicadoras de vida.

Resumindo a formação de líderes em uma Igreja
Multiplicadora se dará de forma eficiente e frutífera
quando reunirmos o relacionamento discipulador
onde caráter é forjado, as dificuldades são ouvidas, a
vida é compartilhada; o PGM, espaços de acolhimento,
integração, vivência da mutualidade cristã e preparo
dos discípulos multiplicadores; e a Escola Bíblica
Discipuladora, local em que são transmitidos os
fundamentos e as ferramentas para a preparação e
a aplicação da visão multiplicadora, compartilhando
conhecimento e vida.

Algo é importante ressaltar, a metodologia de ensino
muda. Uma formação que objetiva desenvolver o
caráter, os conhecimentos e as aptidões de cada pessoa,
levando-as a ser mais do que conhecedoras de doutrinas
e assumindo seu papel como discípulas multiplicadoras
4 Igreja Multiplicadora Pág. 126
5 Igreja Multiplicadora Pág. 128
6 Programa de Educação Religiosa – pags.30 e 31

Elaine Oliveira
Ministra de Educação Cristã Coordenadora do Centro de Formação
Integral Lidera da Igreja Batista do Bacacheri, PR

31

32

Evangelização Discipuladora
de crianças - formando uma
nova geração de discípulos
O Salmo 78.1 a 8 mostra-nos a importância de
compartilharmos com a nova geração os feitos do Senhor.
Negligenciarmos essa verdade é um grande perigo para o
evangelho, pois basta que uma geração deixe de anunciar
aos mais novos as verdades bíblicas para que toda uma
geração se perca longe de Cristo. Nós somos os responsáveis
por fazer de cada criança brasileira um discípulo de Cristo,
não apenas por informá-la a respeito do evangelho.

lutar por esta geração de
crianças. Precisamos formar
uma geração firme na fé,
comprometida com Jesus e
pronta para fazer discípulos
de todas as nações!
Nós, adultos, precisamos
acreditar que Deus chama
as crianças e que elas têm
capacidade de responder a
esse chamado. E o momento
é este. O Brasil é um país
de crianças, adolescentes
e jovens. Investir na nova
geração é uma demanda
estratégica para a igreja em
nossos dias. Segundo o
IBGE, os brasileiros de até
18 anos representavam
31% da população em 2010.

Quando uma criança nasce, sonhamos com o futuro
dela. Sonhamos em como será a pessoa com quem se
casará, qual profissão seguirá, quais experiências viverá.
Sempre desejamos o melhor. Empenhamos nossos
melhores recursos para dar a ela a segurança de um
bom futuro. Essa é a hora de sonharmos também com o
destino eterno dela, sonharmos os “sonhos de Deus” para
sua vida. Precisamos pensar que esta criança estará neste
mundo por um breve espaço de tempo, quando viverá
para cumprir os planos de Deus em sua geração. Portanto,
precisamos conduzir as crianças aos braços do Pai.

Discipular crianças é, portanto, uma das tarefas mais
fundamentais e estratégicas para a igreja local. As crianças
têm um valor inigualável. Nelas está todo o potencial
de um país diferente e melhor. Com certeza, nossa
sociedade seria completamente diferente se os adultos
de hoje tivessem dedicado a vida para Jesus ainda na
infância. Temos perdido muitas oportunidades por não
acreditarmos na conversão das crianças. Essa visão precisa
mudar. Precisamos investir nosso tempo e os melhores
recursos para que as crianças tenham um encontro
com Cristo e aprendam a ser discípulos multiplicando
discípulos em toda parte. Uma igreja empenhada em
discipular crianças está também trabalhando para que as
gerações futuras caminhem lado a lado com Jesus.

Deus preparou o caminho para as crianças brasileiras.
Tudo o que temos que fazer é levá-las a trilhar esse
caminho. Crianças que nunca aprenderam a orar
estarão buscando uma intimidade com Ele por meio da
oração. Crianças que nem sequer ouviram falar sobre
compaixão e graça estarão estendendo suas mãos para
socorrer os aflitos. Crianças proclamarão que o Senhor é
Deus e que chama todas as pessoas da terra a viver um
relacionamento de intimidade com Ele. Essas crianças
influenciarão a muitos com o seu exemplo.
Precisamos abraçar as crianças deste tempo. Se não
o fizermos, o mundo fará. Se não enchermos o coração
delas com os princípios bíblicos, com o amor do Pai,
elas absorverão as inversões de valores que a mídia, os
colegas, o governo, a educação secular e a ciência desta
época estão estabelecendo como código de vida. A
igreja de Jesus tem algo maior para oferecer. Se a igreja
resgatar a visão da transmissão intencional de princípios
bíblicos de uma geração à geração seguinte, o impacto da
mudança será evidente em toda a sociedade. Precisamos

Portanto, convido você a mergulhar nas páginas deste
livro que apresento com o coração aberto e a mente cheia
com a esperança de que é possível mudar a realidade do
nosso tempo, começando com a nova geração.
Jaqueline da Hora Santos
Missionaria coordenadora do Programa de Evangelização Discipuladora de
Crianças de Missões Nacionais

33

APROFUNDANDO
RAÍZES

As dinâmicas e os elementos
do Relacionamento Discipulador
Depois Jesus subiu a um monte e chamou os
que ele mesmo quis; e estes foram até ele.
Então designou doze para que estivessem
com ele, e os enviasse a pregar.
(Marcos 3.13,14)
Para quem tem acompanhado o avanço da visão
de Igreja Multiplicadora, é lindo ver como as igrejas
tem se disposto a retornar aos princípios bíblicos
que por muitos anos foram experimentados na nossa
história Batista, mas que, por alguns motivos, foram
sendo deixados em segundo plano. A visão de Igreja
Multiplicadora tem promovido um despertamento
em nosso tempo de tal forma que muitos líderes têm
renovado suas experiências ministeriais.
A cada dia que se passa nossas igrejas estão
se despertando para a Intencionalidade dos
Relacionamentos discipuladores. No entanto alguns
ainda dizem: “Sim eu sei que devo fazer discípulos, mas
como fazer isso?”.

mostrar como desenvolver esse tipo de relacionamento,
bem como a maneira de acolhimento que deve ser a
experiência de ser igreja.
Todavia, além de chamar seus discípulos, Jesus os
designou para que “estivessem com ele, e os enviasse
a pregar” (Marcos 3.14). Isso significa dizer que cada
discípulo precisa ser desenvolvido para o cumprimento
da Grande Comissão. Ou seja, cada Relacionamento
Discipulador deve ser desenvolvido de forma a gerar
novos discípulos multiplicadores.

O livro “Aprofundando Raízes” surge como resposta
a essa necessidade. Ele é um livro que parte da prática
de implementação da cadeira discipular em nosso
campo missionário em Resende-RJ. Baseado no acróstico
RAÍZES, – que representa: R – Relacionar; A – Acolher; I –
Interceder; Z – zelar; E – Ensinar o Evangelho; S – Solicitar
contas – , esse livro pode ser lido individualmente ou
utilizado em classes para mostrar, passo a passo, como
desenvolver um Relacionamento Discipulador, quer
seja na dimensão chamar, acolher ou aperfeiçoar, ou
seja, é tanto para ser desenvolvido no discipulado com
os não crentes como também para os convertidos que
participam na igreja.

Sendo assim, a segunda parte do livro “Aprofundando
Raízes” está focado na formação e capacitação do discípulo
e de seus discípulos, pois trabalha sobre a vida de oração
do discipulador e do discípulo, sobre o ensino da Palavra de
Deus e sobre a prática da solicitação de contas.
É uma ferramenta fundamental para a formação de uma
cadeira de Relacionamentos Discipuladores de sua igreja.

Em seu ministério Jesus chamou para si os
seus discípulos (Marcos 3.13). Ele desenvolveu um
Relacionamento Discipulador em sua caminhada de vida.
Os primeiros capítulos do livro “Aprofundando Raízes” vai

Pr. Roosevelt Arantes
Escritor e Missionário de Missões Nacionais em Resende, RJ

34

CUIDADO INTEGRAL DO

MISSIONÁRIO
A NECESSIDADE DE CUIDAR DOS QUE CUIDAM
O Cuidado integral deve incluir efetivamente
a família, cônjuge e filhos, pois é certo que
quando Deus nos chamou para o ministério, ele
tinha em mente nossa família.

Na perspectiva do CIM o missionário pode ser
compreendido por dimensões não subdivididas, mas
inter-relacionadas, onde cada dimensão malcuidada
pode afetar todos os outros aspectos da vida,
influenciando diretamente no desenvolvimento pessoal,
familiar e ministerial, e potencialmente, na multiplicação
de discípulos. As seis dimensões da vida do líder são: a
espiritual, a emocional, a física, a familiar, a educacional e
a financeira.

Querido Pastor, cremos que seja indiscutível a
necessidade de cuidar dos que cuidam. Missionários,
pastores e líderes de PGMs precisam de cuidado integral
e não podemos esquecer de suas famílias.
Não é possível estabelecer cuidado integral sem
relacionamento intencional com o líder e sua família,
e quem pode ser melhor modelo de cuidado integral
do que Jesus Cristo? Nosso mestre, intencionalmente
estabelecia, desenvolvia e mantinha seus
relacionamentos. Jesus Cristo:

O CIM busca, dessa forma, apoiar e prover suporte
ao missionário e à sua família nas seguintes fases do
ministério:
• Processo de seleção - em conjunto com a área de
Recursos Humanos auxilia na análise vocacional e na saúde
emocional, física e familiar.

• Teve um relacionamento intencional com Deus e com
seus líderes com tempo de qualidade;

• Treinamento pré-campo - além de ser preparado
para as suas atribuições, o líder com sua família é orientado
sobre a importância de cuidar de si mesmo em todas as
dimensões.

• Teve um relacionamento intencional com sua Missão
com tempo de descanso para ele e seus líderes;
• Teve um relacionamento intencional de intimidade
com o Pai com disciplina espiritual;

• Envio, chegada, mudanças ou transferências desenvolve protocolos de cuidado e acompanhamento para
que o choque cultural e adaptação seja o mais saudável
possível.

• Teve intencionalmente a prática do cuidado mútuo em
seu pequeno grupo com seus líderes-chave.
Dessa maneira o líder, com sua família, precisa buscar o
equilíbrio saudável em cada dimensão da vida e em todas
as fases do ministério. É possível por mais tempo e com
mais contentamento, cumprir o ministério e multiplicar
discípulos, sem perder a família e a própria saúde.

• Execução do projeto – Nesse período os programas de
prevenção e intervenção do CIM estão sendo desenvolvidos
junto com aRede de Apoio do CIM que darão o apoio e o
suporte no acompanhamento preventivo e no cuidado
interventivo diante as lutas do ministério.

Missões Nacionais, pensando na necessidade de
cuidar dos que cuidam, deu início em 2015 à unidade do
Cuidado Integral do Missionário (CIM). Foi implantado com
a missão de apoiar e prover suporte ao missionário para
que esteja apto e saudável para multiplicar discípulos.

• Aposentadoria ou encerramento do contrato –
apoia de forma preventiva a família missionária provendo
informações e orientações para um retorno saudável ou
para um novo desafio ministerial.

35

Como o CIM proverá apoio e suporte ao missionário
e sua família em todo o Brasil nas seis dimensões e em
todas as fases do ministério missionário? O CIM tem
como base dois programas e está estabelecendo uma
rede de apoio em todas as regiões do Brasil:

atenderem os missionários de sua Rede de Cuidado
Regional.
• Rede de Intercessores: é composta de irmãos em
Cristo e grupos de intercessão ou PGMs das Igrejas locais.
Tem como objetivo o compromisso de orar semanalmente
por aqueles que cuidam. Ligar pessoalmente para os
missionários de sua região e orar por todas as dimensões
da vida e pelos desafios do campo.

Programa de Prevenção - visa fornecer conteúdo,
treinamento e acompanhamento constante de cuidado
integral em todas as dimensões para que estejam
preparados para as possíveis crises da vida missionária e/
ou lutas pessoais, e principalmente, para que trabalhem
com antecedência no cuidado próprio e familiar.

• Rede Multidisciplinar: é composta por profissionais
voluntários mobilizados em todas as regiões do Brasil.
Tem como objetivo dar suporte aos programas de
Prevenção e de Intervenção do CIM no atendimento à
Equipe Missões Nacionais.

Programa de Intervenção - são ações direcionadas
com base no aconselhamento bíblico para solucionar
os conflitos e suprir necessidades já presentes na
vida do missionário e de sua família. É executado
com um acompanhamento direcionado e pessoal, e
com o apoio multidisciplinar de conselheiros bíblicos,
pastores, mentores, psicólogos, médicos de diversas
especialidades, advogados, economistas ou contadores,
administradores, educadores físicos dentre outros.

• Rede de Locais de Descanso: é composta por casas
de praia e de campo, pousadas, hotéis, acampamentos e
outros espaços bem localizados e mobiliados em todas
as regiões. O objetivo é prover oportunidades para que
o missionário e sua família repousem e revigorem suas
forças em períodos de descanso e refrigério planejados.
A necessidade de cuidar dos que cuidam é muito
importante para cumprirmos a missão de multiplicar
discípulos. A Igreja local enviadora é uma engrenagem
imprescindível para prover apoio e suporte aos líderes
missionários no Brasil. Entre em contato com Missões
Nacionais e faça parte da Rede de Apoio do CIM.

Rede de Apoio do CIM - está sendo implantada para
multiplicarmos líderes saudáveis. Dessa forma, o CIM está
mobilizando em todo Brasil quatro tipos de rede:
• Rede de Cuidadores: é composta por missionários
do quadro da JMN e /ou pastores e líderes conselheiros
voluntários. Tem como objetivo colocar em prática os
programas de Prevenção e de Intervenção, treinar e
mobilizar voluntários e igrejas em suas regiões para

Pr. Sandro Pereira
Coordenador do CIM de Missões Nacionais

36

Universidade Corporativa da
Junta de Missões Nacionais da
Convenção Batista Brasileira
comunicação, linguagem, coaching, gramática, construção e
interpretação de textos, pregação, teologia, contextualização,
relacionamento interpessoal, tecnologia da informação e do
processamento de dados, gestão de projetos,
meios auxiliares, pedagogia e didática, entre
tantos outros interesses e necessidades,
ajudem a construir o saber missionário para a
excelência da tarefa de Missões em nossos dias.
As demandas, contatos e relacionamentos são
cada vez mais exigentes para o missionário e
para todos os que estão envolvidos em Missões
e, por isso, a UniMissões tem aberta sua rede
de relações e parcerias com igrejas para o
suprimento e o avanço das Missões Nacionais.

Os empreendimentos dos mais diferentes seguimentos têm
se preocupado com a condução do seu futuro e investido na
educação corporativa, fazendo surgir as universidades corporativas.
E não foi diferente o processo que levou
Missões Nacionais a se preocupar com a gestão
da capacitação voltada à estratégia missionária.
Segundo o site educor.desenvolvimento.gov.
br, existem atualmente no Brasil cerca de 500
universidades corporativas.
A UniMissões é uma universidade
corporativa, e como tal, existe para
desenvolver e oferecer infraestrutura para
a educação continuada de todo o quadro
de colaboradores, tendo a base de seu
trabalho no mapeamento de competências
e no aprendizado focado ao planejamento
estratégico da JMN.

Assim como as empresas recebem
seus trabalhadores da sociedade já com a
formação ou a técnica requerida para suas
funções e depois constroem seus saberes
específicos, conforme seu nicho de negócio,
nós de Missões Nacionais também recebemos
das igrejas os vocacionados para Missões
já fortemente preparados com o conteúdo
e a prática que trouxeram dos seminários,
faculdades e institutos bíblicos de sua
formação ou de outro grau educacional. E
com essa base necessária podemos, então, promover o ensino
estratégico para a plantação de igrejas nos diversos contextos
regionais e culturais, investir criativamente na revitalização de
trabalhos que solicitam parceria missionária, agir na ação social
tão específica com as Cristolândias e as Casas abrigo e também
o Colégio de Carolina. Com educação estratégica corporativa
podemos também realizar evangelização tática para as etnias no
país e para os grupos minoritários e as tribos urbanas.

Em plataforma presencial e à distância,
desenvolvemos leitura das competências,
fornecimento de treinamento e ações com
avaliação de resultados, registros do crescimento
educacional e novos implementos, valorização
do treinamento, da habilidade e da experiência
missionária e corporativa buscando novas
leituras e propostas para a manutenção e o avanço missionário,
além do estudo e pesquisa missiológica.
A instrução referente à vida educacional, envolvendo
missionários, funcionários e todos os tipos de colaboradores
chama-se PDM, o Programa de Desenvolvimento Missionário, que
se estrutura em três níveis de aprofundamento ou dinâmica: a) o
conhecimento requerido alusivo à entrada na JMN e a familiaridade
aos seus processos; b) a educação continuada e permanente; c) o
investimento em cursos de extensão, formação e pós-graduação
através dos seminários, faculdades teológicas e diversas parcerias.

A UniMissões é a universidade corporativa dos Batistas Brasileiros
voltada para a gestão do saber missionário de Missões Nacionais
buscando multiplicar discípulos e alcançar todos com o Evangelho.

É muito importante o investimento na capacitação, no
desenvolvimento e no incremento das ferramentas missionárias.
Interessa muito que voluntários professores ou especialistas em

Pr. Valdeir Contaifer
Missionário Coordenador da Universidade de Missões

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“Os roteiros para PGM UNIVERSITÁRIO são
ótimos! Chamam a atenção das pessoas e elas
se mostram mais abertas a conversar sobre
a palavra de Deus no ambiente universitário.
Vi muitos jovens cristãos comentarem que o
material é interessante até para ser usado em
grupos de jovens de suas igrejas. Parabéns a toda
equipe pelo material elaborado!”

• Perguntas que não querem calar: esta ferramenta que permite
ao jovem se engajar num Relacionamento Discipulador e preparar o
caminho para a apresentação do evangelho já foi disponibilizada para
724 universitários.

Helloá • Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO) - Membro da PIB de Bacaxá

• Além do trabalho da produção destes novos materiais, o último
ano foi marcado pela participação em eventos em todo o Brasil, onde
tivemos a oportunidade de compartilhar a visão e capacitar jovens.
Estivemos presentes na Assembleia da CBB em Santos, de 13 a 17 de abril
e no Congresso Multiplique Jovem, de 26 a 28 de maio.

• Página do Facebook. Criamos a página www.facebook.com/
universitariosmissionarios, onde divulgamos vídeos, textos e eventos de
interesse da comunidade virtual que forma esse movimento.

O depoimento acima nos enche de alegria, pois mostra que
o sonho do programa “Somos UM: Universitários Missionários” já é
uma realidade. Nossa visão é despertar e capacitar o universitário
cristão para que ele resista às influências negativas da vida no
campus e para que faça discípulos na universidade. Isto já está
acontecendo. No último ano, universitários de todo o Brasil batista
têm sido abençoados com os seguintes materiais:

Ainda em 2016, participaremos dos seguintes eventos de
divulgação e capacitação: Congresso Multiplique Nacional, em
Aracruz – ES (11-14/10); lançamento nacional do Projeto Verdade,
em Belém – PA (20/10); II Congresso Nacional Somos UM, Brasília
– DF (21,22/10), Conferência de Missões Universitárias em Manaus
– AM (4,5/11). Em 2017, investiremos ainda mais nesse sentido.

• Roteiros para PGM UNIVERSITÁRIO: este é o material
mencionado no testemunho de Helloá. Em cada kit, 20 roteiros
para pequenos grupos são apresentados no formato de um cartão
com uma imagem impactante, e no verso, o texto para ser usado
pelo líder do grupo. 366 kits já foram vendidos até aqui. Em 2016,
produzimos um novo kit com 20 novos roteiros, que incluem temas
como: A Ansiedade Nossa de Cada Dia, Aproveite a Juventude, Orar
Faz Diferença? e Verificação Final.

Queremos avançar também no mundo virtual. Pretendemos
lançar um canal de vídeos no Youtube para transmitir mensagens
e reflexões referentes ao contexto universitário. Há muito trabalho
a ser feito! Damos graças a Deus pelas conquistas alcançadas até
aqui, e pelas orações e apoio para essa obra tão grande.
Pastor, leve os jovens de sua igreja a conhecer o Programa
Somos UM. Adquira os materiais, forme rodas de conversa em
torno dos mesmos. Mais importante ainda, leve-os a ter a visão de
que eles são os missionários de Deus no campus. Com a sua ajuda
e a nossa, o sonho de alcançar as universidades para Jesus será
cada vez mais uma realidade!

• TrueU: Verdade na Universidade: outro material que tem sido uma
bênção nas mãos dos universitários cristãos. 10 vídeo-aulas em DVD
que preparam o adolescente e o jovem para responder aos ataques
intelectuais à fé cristã. O volume 1, “Deus Existe?”, já esgotou nossa
primeira tiragem de 1.000 unidades! Este ano, lançaremos uma nova
tiragem. Além disso, estivemos trabalhando na revisão da tradução do
volume 2 e 3 da série, que serão lançados este ano: “A Bíblia é Confiável?”
e “Quem é Jesus?”

Pr. Marcelo de Souza Santos
Coordenador do Programa Somos UM de Missões Nacionais

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O Ministério com Surdos, de Missões Nacionais,
tem trabalhado com o objetivo de apoiar as igrejas no
desenvolvimento deste serviço e despertar vocacionados, surdos
e ouvintes, para esta grande obra missionária. Para tanto, temos
como objetivos específicos: desenvolver clínicas de mobilização
e capacitação para o ministério com surdos; realizar impactos
evangelísticos voltados para comunidade surda através do
projeto Alcance Surdos; plantar cerca de cinco igrejas em Libras
nas Regiões de nosso Brasil até 2020; aumentar o número de
Pequenos Grupos Multiplicadores em Libras - PGMLs, visando
à evangelização discipuladora; realizar encontros regionais de
mobilização e despertamento de vocacionados – Evangesurdos;
confeccionar material de apoio para evangelização discipuladora e
mentorear e gerir os missionários surdos.

frentes: 101; neste período foram realizados 17 batismos; iniciamos
nas 6 frentes missionárias 13 pequenos grupos.
Os surdos, como povo etnolinguístico, ainda não possuem
a Bíblia em sua própria linguagem e o pequeno grupo é um
momento em que as Escrituras e seus ensinamentos são
compartilhados. Meu desejo é que não só os nossos projetos
utilizem essa estratégia, mas também as igrejas que desejam
acessibilizar o evangelho aos surdos. Anualmente, oferecemos
para as igrejas e seus membros, surdos e ouvintes, que desejam se
preparar para evangelização discipuladora dos surdos, dois cursos.
Desejamos acessibilizar a mensagem do evangelho aos
mais de 9 milhões de surdos não alcançados, devido ao fato de
não terem a oportunidade de ouvir a mensagem de salvação.
Eles não podem compreender esta mensagem se ela não for
pregada em sua língua, a Língua Brasileira de Sinais. É necessário
capacitar liderança formadora de discípulos, conforme a ordem
deixada por Jesus em Mateus 28.19 e 20, e levar o povo de Deus
ao conhecimento dos surdos, de sua língua e cultura. O ministério
com surdos, de missões nacionais, gostaria de tê-lo, como um
parceiro que mobilize suas igrejas para a importância desse
ministério, sustentando-o através de suas orações e também
através de sua Parceria na Ação Missionária - PAM Brasil, para que o
evangelho seja expandido entre os surdos no Brasil.

Capacitar líderes multiplicadores em todo o Brasil tem sido a
visão para alcançarmos os mais de 9 milhões de surdos em nosso
país. Formar líderes que se reproduzam em cada estado brasileiro
é um dos nossos maiores desafios. Com este foco, durante o
ano de 2015, capacitamos 725 pessoas através das 22 clínicas de
capacitação – “O Clamor do Silêncio”, realizadas nas regiões Sul,
Sudeste, Centro Oeste, Norte e Nordeste do Brasil.
Temos atuado na mobilização, e neste período visitamos
36 igrejas fomentando a visão multiplicadora do Ministério
com Surdos que visa a plantar igrejas em Libras bilíngues.
Ainda na mobilização, foi realizado, com 250 participantes, o II
EVANGESURDOS, que tem como objetivo levantar vocacionados
na evangelização discipuladora deste grupo.

Marília Manhães
Gestora do Ministério com Surdos da JMN e Pedagoga em Educação
Especial de Surdos

Durantes estes meses, acompanhamos os missionários que
atuam nas cidades de Arapiraca (AL), Camaçari (BA), Marituba (PA),
Macapá (AP), Nova Iguaçu (RJ) e Vila Isabel (RJ). Com o avanço
do trabalho, temos o seguinte panorama: total de membros nas

Se você quer contribuir com essa ação missionária por
meio de oração ou com ofertas, acesse o site:
http://www.missoesnacionais.com.br/#!surdos/c1nwf

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Povos Indígenas
no Brasil: Uma
Tarefa Inacabada
A população indígena no Brasil tem crescido e alcançou
um milhão de habitantes. São mais de 300 povos, falando
mais de 180 línguas diferentes. Um contexto transcultural
muito vasto que temos dentro das nossas fronteiras.
Cinquenta por cento da população indígena encontra-se nos
grandes centros, resultando em um grande impacto social,
tanto para a população indígena quanto para a não indígena.

Testamento já traduzido na língua Xerente e publicado no
ano de 2006 pelo casal Guenther Carlos Krieger e Wanda
Krieger, após 30 anos de muito estudo e vivência entre o
povo, continuamos trabalhando no desenvolvimento do
Antigo Testamento.
Missões Nacionais tem desenvolvido diversas
publicações em línguas indígenas, como é o caso do povo
Yanomami, Guajajara e Nyengatu. Elas têm sido elaboradas
na própria língua, atendendo a pedidos de líderes indígenas
para orientar suas comunidades no campo da educação
e cultura, para atender uma nova geração que não utiliza
habitualmente a comunicação oral, preservando sempre o
contexto cultural de cada povo.

A Juventude indígena tem buscado ocupar seu
espaço no cenário nacional, como professores nas
escolas indígenas, ingressando nas universidades com
determinação e concluindo seus cursos, mesmo tendo que
lidar com os diversos conteúdos programáticos oferecidos
nas Universidades mais direcionados aos não indígenas.

A música entre os povos indígenas tem sido uma
forma de comunicar a sua arte e cultura de geração em
geração. O canto é uma marca que caracteriza a maioria
dos povos indígenas do Brasil. Os Xerente, no Tocantins,
têm formado grupos musicais com o objetivo de visitar as
aldeias, inclusive de outros povos, com a visão de realizarem
celebrações e compartilharem dos avanços que estão
alcançando nas últimas décadas nas áreas sociais e do
próprio fortalecimento da cultura. Missões Nacionais tem
orgulho de ser participante dessa obra. Esta ação musical
e cultural tem produzido um impacto salutar motivando a
etnia a expressar a sua riqueza musical. Recentemente, um
quarteto jovem Xerente lançou um CD com músicas na sua
própria língua, que ajuda significantemente na preservação
da língua e cultura do povo. Para que isto acontecesse
um líder não indígena investiu neles musicalmente,
culturalmente e linguisticamente.

O líder Eli Ticuna está concluindo o seu curso em
Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas, no
município de Benjamin Constant e já planeja seu futuro
no mestrado em Sociedade e Culturas Amazônicas. A sua
esposa Anita Ticuna concluiu o Mestrado em Linguística na
UNBDe atua como professora na rede de ensino com o seu
povo Ticuna. Ambos trabalham em Missões Nacionais e tem
contribuído para o avanço dos projetos na região do Alto
Solimões, AM. Este fato, é um crescimento educacional e
social expressivo para líderes indígenas jovens, dentro da sua
comunidade, que almejam ser instrumentos para orientar e
capacitar o seu povo a enfrentar as diversas realidades sociais,
educacionais e financeiras do mundo atual.
A pedido de líderes indígenas do Alto Solimões, temos
realizado o trabalho de alfabetização e reforço escolar a
adolescentes e jovens, sempre de acordo com as normas
das Secretarias de Educação Municipal e Estadual, sendo
capacitados e autorizados a ministrarem aulas nas aldeias.
Essa abertura tem sido fundamental no preparo desses
futuros líderes indígenas. Ainda no campo da educação,
o ‘Dicionário Xerente-Português’ está passando por uma
revisão. Ele tem sido utilizado há décadas nas Escolas
Indígenas Xerente, no Tocantins e reconhecido pela
Secretaria Estadual de Educação como grande contribuição
educacional ao povo indígena Xerente. Além do Novo

Os desafios são imensos dentro da realidade indígena
em nosso Brasil. Há necessidade de nos unirmos em prol
das realidades indígenas. Juntos podemos realizar grandes
coisas na orientação e dependência do nosso Deus!
Pr.Valdir Soares da Silva e Ana Maria Pereira da Silva.
Coordenador Nacional de Projetos Indígenas no Brasil
de Missões Nacionais

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O mundo
dentro
do Brasil
estudar a Bíblia na igreja e não em suas casas. No centro
de São Paulo essa igreja se reúne para glorificar a Deus
com suas músicas e sua cultura.

A Junta de Missões Nacionais tem o desafio de
alcançar todas as pessoas em solo brasileiro com a
mensagem de esperança e com o evangelho da salvação,
sendo assim, não descuidamos das várias representações
de estrangeiros que aqui chegam, com sua cultura,
língua e costumes. Nos últimos anos, o fluxo imigratório
tem se multiplicado e o clamor de apoio aos refugiados
tem sido um desafio para nossas igrejas.

Os hispanos somam uma população de 500 mil
habitantes e as condições com que trabalham e moram
são desumanas, muitos são submetidas a trabalho
forçado. Nossa missionária tem acompanhado toda a
dificuldade com amor, dedicação e compartilhamento
do evangelho, criando relacionamentos discipuladores
e formando Pequenos Grupos Multiplicadores, com
muitos da mesma família. Alcançamos também o povo
cigano, um povo nômade que mora em acampamento,
com traços culturais bem marcantes, mas que tem sido
alcançado através de nossos missionários, onde temos
a Tenda Batista Nômade,na cidade de Itaquaquecetuba.
Ciganos têm testemunhado de sua fé através do
batismo e cultos têm acontecido com a presença e
apoio de algumas igrejas parceiras.

A Junta de Missões Nacionais tem desenvolvido, em
Belo Horizonte, estratégias de plantação de igrejas com
povos chineses, que tem se multiplicado intensivamente,
desenvolvendo líderes entre essa cultura milenar. Em
Assaí, nosso missionário tem plantado uma igreja entre
os japoneses. Após a decisão ao lado de Cristo, muitos
têm voltado para sua terra levando a esperança de uma
nova vida. Nosso missionário no Paraná, tem alcançado
o povo árabe e refugiados sírios que encontram amor
e receptividade entre nosso povo batista, para firmarem
moradia. No estado de São Paulo é que encontramos a
maior quantidade e a maior variedade de etnias do nosso
pais. Os povos africanos em números oficiais constam
18.000, mas na realidade o número é muito maior. Muitos
chegam iludidos com as perspectivas de sucesso, frustramse e são aliciados no transportes de drogas e acabam
sendo presos. Nossos missionários tem dado assistência
para que eles tenham seus empregos e casas e têm até
mesmo ensinando a nossa língua. Alguns preferem

O desafio da Junta de Missões Nacionais é envolver
outras igrejas que encontram povos em seus bairros
a trabalhar com eles em suas próprias igrejas com o
treinamentos de nossos missionários. Invista, conheça e
seja um parceiro desses projetos com etnias.
Pastor Helder Ticou Didoff
Coordenador dos missionários de IM e etnias no estado de São Paulo
de Missões Nacionais

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