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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP Centro de Educação a Distância – POLO SÃO BORJA CURSO CIÊNCIAS CONTÁBEIS

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP Centro de Educação a Distância – POLO SÃO BORJA

CURSO CIÊNCIAS CONTÁBEIS

ATPS: ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

ELISANGELA MATTOSO BATISTA – R.A: 7932659272 ALINE DA SILVA DRUZIAN – R.A: 439962 ANA PAULA VEIGA DE LIMA – R.A: 430481 MICHELE SOUZA FONSECA – R.A: 424569

Professor EAD: Prof° Me. Hugo David Santana Tutor Presencial: Silvia Xavier

São Borja - RS 22 de Setembro de 2015

INTRODUÇÃO

Neste trabalho iremos discorrer sobre o sistema tributário, seu surgimento, suas funções e seu propósito. Para as Empresas existem as seguintes opções para tributar o resultado: Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional. Sendo assim no decorrer desse trabalho iremos mostrar as diferentes alíquotas para que o empresário possa fazer a melhor opção. Será mostrada a foram de tributação pelo Simples Nacional, identificando as principais obrigações acessórias e trabalhistas das empresas optantes por essa tributação. Com base em todos os conhecimentos das diversas tributações, serão feitos os cálculos de uma determinada empresa dos anos de 2011 e 2012 para verificar qual a melhor forma de tributação. Também comentaremos sobre as alterações do processo de internacionalização da contabilidade brasileira.

EVOLUÇÃO DO SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO

O sistema tributário brasileiro teve grande influência do sistema existente no final do império, os tributos incidiam principalmente sobre o comercio exterior, sendo a principal fonte das receitas publicas. A Constituição de 24 de fevereiro de 1891 manteve a composição do período imperial, porem criou o regime de separação de fontes tributárias, em virtude da adoção do regime federativo, passaram a discriminar os impostos de competência da União e dos estados. Os impostos de importação, imóveis, industriais e correios eram prioridade da União, ficando aos estados autonomia de legislar sobre os impostos municipais. Ambos tinham direito de criar novas receitas tributárias Durante as primeiras décadas da Republica foram sendo incorporadas outras fontes de receitas ao sistema tributário, como a cobrança de imposto sobre o fumo, sendo posteriormente estendida a outros produtos através do imposto de consumo, porem somente em 1924 foi instituído o imposto de renda geral. Os impostos sobre importação deixaram de ser a principal fonte em virtude da Primeira guerra mundial, obrigando o governo a criar fontes de receitas internas. Com a Constituição de 1934 juntamente com outras leis trouxeram importantes alterações com a predominância dos impostos internos sobre produtos. Novos impostos

podiam ser criados pela União e pelos estados, porem, os estados deveriam repassar 30% para a União e 20% para os municípios de onde foram arrecadados. O imposto de importação passou a ser utilizado como instrumento de política econômica na década de 50, quando a sua participação no total da receita diminui bruscamente em virtude da Segunda Guerra Mundial e por ter sido superada pelos impostos de consumo que representavam 60% das receitas já no ano de 1946. A Constituição de 18 de setembro de 1946 aumentou a dotação de recursos dos municípios, criando um sistema de transferências entre estados e municípios e União e municípios, para reforçar as finanças municipais. Na década de 60 foi criada a Comissão de Reforma do Ministério da Fazenda, visando a revisão do sistema tributário e um novo sistema tributário foi reorganizado com profundas alterações no IR o que resultou no crescimento de sua arrecadação, o imposto de consumo deu origem ao Imposto sobre Produtos Industrializados . Com a reforma da década de 60 as decisões econômicas passaram a ser centralizadas na esfera federal prevendo que os estados e municípios contassem com recursos próprios para desempenhar suas funções, principalmente com a arrecadação do ICM-Imposto sobre circulação de mercadoria. Também foram criados incentivos fiscais, sendo considerável montante da receita da União repassada para os estados e municípios o que levou o governo federal a criar o PIS-Programa de Integração Social e outras contribuições. Em 1988 foi criado um novo sistema tributário, desta vez através de um processo participativo com os políticos, o qual era democrático e permitia a participação da população, através das emendas populares. Com a nova reforma foi ampliado o grau de autonomia fiscal dos estados e municípios, atribuindo-se a eles a competência de fixar autonomamente as alíquotas dos seus principais impostos. Foram fixadas parcelas fixas de recursos a serem repassados para fins sociais ocasionando um desequilíbrio do setor publico. Não só a redução de recursos disponíveis pela União foi reduzida com a Constituição de 1988, também ocasionou as dificuldades financeiras da União, mas outros fatores como a estagnação econômica e a aceleração da inflação. Em 1994 foi posto em pratica o Plano Real que diminui a inflação e como consequência a economia teve um crescimento. A evolução do sistema tributário foi lenta até chegar ao sistema vigente, até mesmo para ser tratado como instrumento econômico, sendo que primeiramente e durante um período

longo os impostos predominavam somente sobre o comercio exterior passando a incidir sobre bens e serviços muito mais tarde e por interferências do comercio exterior. As importantes revoluções tributárias que ocorreram são resultado de um século de evolução e desprezavam as estruturas vigentes. Atualmente há incompatibilidade entre fisco e contribuinte, pois com a grande carga tributária acabam ocorrendo sonegações por parte do contribuinte, fazendo-se necessário uma reforma com o objetivo de simplificar o sistema tributário. Os objetivos desejáveis para uma futura reforma baseiam-se em harmonizar a necessidade de arrecadar com a de melhorar as condições de competitividade do setor produtivo, aprimorando o sistema tributário quanto à alocação de recursos, melhorar a distribuição de carga tributária entre contribuintes, bem como simplificar o sistema tributário.

TAXAS, CONTRIBUIÇÕES, IMPOSTOS E AS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS

Conceitos de Taxas, Contribuições e Impostos

Diariamente, do momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir, assumimos despesas que, na maioria das vezes, não percebemos. A cada produto consumido ou serviço utilizado e até mesmo, principalmente, na atividade produtiva que realizamos, temos embutido em preços e nos rendimentos, impostos, contribuições e taxas. Apesar dessa convivência diária com a chamada carga tributária, a maioria de nós, contribuintes (pessoas físicas ou jurídicas que têm de pagar tributos), desconhece o que significam cada um de seus componentes e a diferença entre eles. Há até o costume de se generalizar, nomeando tudo simplesmente como imposto, quando, na verdade, o imposto é apenas um dos três tipos de tributos existentes.

Tributo é uma obrigação que os contribuintes, ou seja, pessoas físicas (consumidores, trabalhadores) ou jurídicas (empresas, empregadores) devem pagar ao Estado, representado pela União (nível federal), pelos estados ou pelos municípios. Basicamente, existem os tributos diretos, que incidem sobre a renda e o patrimônio, e os tributos indiretos, que incidem sobre o consumo. Na primeira categoria, estão o IR (Imposto de Renda), o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), a contribuição à Previdência, entre outros. Na segunda, estão o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), cobrado em quase todos

os produtos comercializados, e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que integra os custos das indústrias, por exemplo. Definição das três modalidades de tributos, que podem se enquadrar como diretos ou como indiretos:

Imposto: Pagamento realizado pelo contribuinte para custear a máquina pública, isto é, gerar e compor o orçamento do Estado.

Na teoria, os recursos arrecadados pelo Estado por meio dos impostos deveriam ser revertidos para o bem comum, para investimentos e custeio de bens públicos, como saúde, educação ou segurança pública. No entanto, na prática, como o imposto não está vinculado ao destino das verbas, ao contrário de taxas e contribuições, pagá-lo não dá garantia de retorno. No caso do imposto sobre propriedade de veículos, o IPVA, por exemplo, o pagamento não implica que o dinheiro será efetivamente revertido para melhoria das rodovias.

Taxa: É a cobrança que a administração faz em troca de algum serviço público. Neste caso, há um destino certo para a aplicação do dinheiro. Diferentemente do imposto, a taxa não possui uma base de cálculo e seu valor depende do serviço prestado. Como exemplos, estão a taxa de iluminação pública e de limpeza pública, instituídas pelos municípios

Contribuição: Pode ser especial ou de melhoria. A primeira possui uma destinação específica para um determinado grupo ou atividade, como a do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). A segunda se refere a algum projeto/obra de melhoria que pode resultar em algum benefício ao cidadão.

Além desses tributos, previstos no Código Tributário Brasileiro, existe o empréstimo compulsório, que foi acrescentado pelo Supremo Tribunal Federal. Essa modalidade é uma espécie de tomada de dinheiro, a título de empréstimo, que o Governo faz em determinadas situações de emergência, para futuramente restituí-lo ao cidadão. Somente a União pode determiná-lo.

Tabela única com as diferentes alíquotas e opção de tributação para pessoas jurídicas.

 

TABELA SINÓTICA DOS PRINCIPAIS TRIBUTOS BRASILEIROS

TRIBUTO

BASE DE CÁLCULO E/OU FATO IMPONÍVEL

ALÍQUOTA

IRPJ

Lucro real, presumido ou arbitrado.

15%

Adicional de IRPJ

Lucro real, presumido ou arbitrado.

10% sobre a parcela que exceder RR$ 240.000,00 por ano

IR na Fonte -remessas ao exterior

Rendimentos e ganhos de capital auferidos por não residentes remetidos por fontes pagadoras situadas no Brasil

15% ou 25%, de acordo com a natureza do rendimento

IPI

Preço de venda na saída do estabelecimento industrial ou na importação

Variável, de acordo com a classificação do produto

IOF

Operações de crédito, câmbio, seguros e sobre títulos e valores mobiliários

Variável, de acordo com a natureza da operação - 0% a

 

5,38%

CSL

Lucro líquido ajustado

9% ou 15%

PIS - Dedutível

Faturamento (receita bruta da empresa)

1,65% sob o regime não- cumulativo e 0,65% para o regime cumulativo

COFINS - Dedutível

Faturamento (receita bruta da empresa)

7,6% sob o regime não- cumulativo e 3% para o regime cumulativo e 4% para instituições financeiras.

CIDE - Remessas ao Exterior

Pagamento de royalties e remuneração por transferência de tecnologia do

10%

exterior e prestação de serviços técnicos

CIDE - combustíveis

Comercialização e importação de combustíveis

Variável, dependendo da natureza do combustível.

ICMS

Valor da Operação

7% a 33%

ISS

Preço dos serviços

2% a 5%

II

Valor aduaneiro do produto (CIF)

0% a 35%

IE

Saída do território Brasileiro de produto nacional ou nacionalizado, indicados por ato da CAMEX.

Em regra 30%, sendo possível a determinação de outras alíquotas, até o limite de 150%. Atualmente, todavia, grande parte dos produtos goza de alíquota zero.

Relatório sobre a evolução histórica dos tributos, o motivo de sua existência e os principais aspectos e características da tributação nas pessoas jurídicas.

a) Sobre a evolução histórica dos tributos: Se observarmos desde a história do descobrimento do Brasil, poderemos verificar que o tributo foi uma passagem da organização jurídica portuguesa para sua colônia o Brasil. O primeiro tributo posto em terras brasileiras foi por volta de 1534, mais em 1762 foi nomeado Vice-Rei o General Gomes Freire de Andrade que manteve os mesmo princípios de arrecadação e contribuiu para criação de alguns novos. A primeira constituição foi aprovada em 1824, mais em 1831 com o decreto de 18 de agosto que regulou o processo nas ações executivas e lei de 04 de outubro que organizou o Tesouro Nacional e criou a Tesouraria das Províncias. No ano de 1934 o decreto nº 24.036 prescreve uma reforma geral do Tesouro Nacional se refletindo no campo fiscal em 1965 mais uma constituição com intuito de construir um governo legalista, buscando a reconstrução

econômica, financeira, política e moral para o país. A constituição de 1988, vigente até os dias atuais promoveu uma reestruturação do sistema tributário, que se destacam três bases fundamentais: os princípios gerais da tributação, as limitações ao poder de tributar e a distribuição das competências tributárias.

  • a) O motivo de sua existência: Portanto, a tributação nasce para prover o bem comum

pela necessidade do homem de associar-se e criar vida política, nascendo com a finalidade primordial do financiamento do Estado por desejo da coletividade.

  • b) Principais aspectos e características da tributação nas pessoas jurídicas: As

pessoas, jurídicas, por opção ou por determinação legal, são tributadas pelas seguintes formas:

Simples Nacional,

Lucro Presumido,

Lucro Real

Lucro Arbitrado.

O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica, de renda assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos nos de renda. Isto significa que as empresas somente deveriam pagar IRPJ e, por conseguinte CSLL.

PRINCIPAIS OBRIGAÇÕES DO SIMPLES NACIONAL

Conforme a Resolução CGSN 10/2007 as principais obrigações das empresas ME e EPP optantes pelo SIMPLES NACIONAL são:

PRINCIPAIS OBRIGAÇÕES – SIMPLES NACIONAL

OBRIGAÇÃO

DESCRIÇÃO

Declaração Única

-Anualmente deverão entregar declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais para a Receita Federal , por meio da Internet, dos fatos geradores dos impostos e contribuições

previstos no Simples Nacional.

Emissão de Nota Fiscal e Arquivamento

-Emitir nota fiscal de venda ou prestação de serviço; -Manter em boa ordem os documentos que fundamentaram a apuração dos

impostos e contribuições devidos.

Livros Fiscais e Contábeis

-Deverá ser escriturado Livro caixa com toda movimentação financeira e bancária; -Deverá ser escriturado Livro Registro de Inventário onde deverá constar o estoque existente no final do ano calendário- corrente; -Deverá ser escriturado Livro Registro de Entrada destinado a escrituração dos documentos fiscais de entradas de mercadorias ou bens e aquisição de serviços de transporte e de comunicação quando a empresa for contribuinte do

ICMS.

CALCULO DO SIMPLES NACIONAL NO ANO 2011 E 2012

Para os cálculos dos tributos, levamos em consideração a atividade da empresa como “comércio” e utilizamos a tabela abaixo:

 

TABELA 2011

 

ANEXO I (COMÉRCIO - REVENDA DE MERCADORIAS)

 

Seção I: Receitas decorrentes da revenda de mercadorias não sujeitas a substituição tributária, exceto as receitas decorrentes

da revenda de mercadorias para exportação. Tabela I - Sem substituição tributária

Receita Bruta Total em 12 meses (em R$)

Alíquota

IRPJ

CSLL

COFINS

PIS/PASEP

INSS

ICMS

Até 120.000,00

4,00%

0,00%

0,21%

0,74%

0,00%

1,80%

1,25%

De 120.000,01 a 240.000,00

5,47%

0,00%

0,36%

1,08%

0,00%

2,17%

1,86%

De 240.000,01 a 360.000,00

6,84%

0,31%

0,31%

0,95%

0,23%

2,71%

2,33%

De 360.000,01 a 480.000,00

7,54%

0,35%

0,35%

1,04%

0,25%

2,99%

2,56%

De 480.000,01 a 600.000,00

7,60%

0,35%

0,35%

1,05%

0,25%

3,02%

2,58%

De 600.000,01 a 720.000,00

8,28%

0,38%

0,38%

1,15%

0,27%

3,28%

2,82%

De 720.000,01 a 840.000,00

8,36%

0,39%

0,39%

1,16%

0,28%

3,30%

2,84%

De 840.000,01 a 960.000,00

8,45%

0,39%

0,39%

1,17%

0,28%

3,35%

2,87%

De 960.000,01 a 1.080.000,00

9,03%

0,42%

0,42%

1,25%

0,30%

3,57%

3,07%

De 1.080.000,01 a 1.200.000,00

9,12%

0,43%

0,43%

1,26%

0,30%

3,60%

3,10%

De 1.200.000,01 a 1.320.000,00

9,95%

0,46%

0,46%

1,38%

0,33%

3,94%

3,38%

De 1.320.000,01 a 1.440.000,00

10,04%

0,46%

0,46%

1,39%

0,33%

3,99%

3,41%

De 1.440.000,01 a 1.560.000,00

10,13%

0,47%

0,47%

1,40%

0,33%

4,01%

3,45%

De 1.560.000,01 a 1.680.000,00

10,23%

0,47%

0,47%

1,42%

0,34%

4,05%

3,48%

De 1.680.000,01 a 1.800.000,00

10,32%

0,48%

0,48%

1,43%

0,34%

4,08%

3,51%

De 1.800.000,01 a 1.920.000,00

11,23%

0,52%

0,52%

1,56%

0,37%

4,44%

3,82%

De 1.920.000,01 a 2.040.000,00

11,32%

0,52%

0,52%

1,57%

0,37%

4,49%

3,85%

De 2.040.000,01 a 2.160.000,00

11,42%

0,53%

0,53%

1,58%

0,38%

4,52%

3,88%

De 2.160.000,01 a 2.280.000,00

11,51%

0,53%

0,53%

1,60%

0,38%

4,56%

3,91%

De 2.280.000,01 a 2.400.000,00

11,61%

0,54%

0,54%

1,60%

0,38%

4,60%

3,95%

ANEXO I DA LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 (vigência: 01/01/2012)

 

(Redação dada pela Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011)

 

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Comércio

 

Receita Bruta em 12 meses (em R$)

Alíquota

IRPJ

CSLL

Cofins

PIS/Pasep

CPP

ICMS

Até 180.000,00

 

4,00%

0,00%

0,00%

0,00%

0,00%

2,75%

1,25%

De 180.000,01 a 360.000,00

 

5,47%

0,00%

0,00%

0,86%

0,00%

2,75%

1,86%

De 360.000,01 a 540.000,00

 

6,84%

0,27%

0,31%

0,95%

0,23%

2,75%

2,33%

De 540.000,01 a 720.000,00

 

7,54%

0,35%

0,35%

1,04%

0,25%

2,99%

2,56%

De 720.000,01 a 900.000,00

 

7,60%

0,35%

0,35%

1,05%

0,25%

3,02%

2,58%

De 900.000,01 a 1.080.000,00

 

8,28%

0,38%

0,38%

1,15%

0,27%

3,28%

2,82%

De 1.080.000,01 a 1.260.000,00

 

8,36%

0,39%

0,39%

1,16%

0,28%

3,30%

2,84%

De 1.260.000,01 a 1.440.000,00

 

8,45%

0,39%

0,39%

1,17%

0,28%

3,35%

2,87%

De 1.440.000,01 a 1.620.000,00

 

9,03%

0,42%

0,42%

1,25%

0,30%

3,57%

3,07%

De 1.620.000,01 a 1.800.000,00

 

9,12%

0,43%

0,43%

1,26%

0,30%

3,60%

3,10%

De 1.800.000,01 a 1.980.000,00

 

9,95%

0,46%

0,46%

1,38%

0,33%

3,94%

3,38%

De 1.980.000,01 a 2.160.000,00

 

10,04%

0,46%

0,46%

1,39%

0,33%

3,99%

3,41%

De 2.160.000,01 a 2.340.000,00

 

10,13%

0,47%

0,47%

1,40%

0,33%

4,01%

3,45%

De 2.340.000,01 a 2.520.000,00

 

10,23%

0,47%

0,47%

1,42%

0,34%

4,05%

3,48%

De 2.520.000,01 a 2.700.000,00

 

10,32%

0,48%

0,48%

1,43%

0,34%

4,08%

3,51%

De 2.700.000,01 a 2.880.000,00

 

11,23%

0,52%

0,52%

1,56%

0,37%

4,44%

3,82%

De 2.880.000,01 a 3.060.000,00

 

11,32%

0,52%

0,52%

1,57%

0,37%

4,49%

3,85%

De 3.060.000,01 a 3.240.000,00

 

11,42%

0,53%

0,53%

1,58%

0,38%

4,52%

3,88%

De 3.240.000,01 a 3.420.000,00

 

11,51%

0,53%

0,53%

1,60%

0,38%

4,56%

3,91%

De 3.420.000,01 a 3.600.000,00

 

11,61%

0,54%

0,54%

1,60%

0,38%

4,60%

3,95%

 
   

CÁLCULO - SIMPLES NACIONAL

   
 

FATURAMENTO - 2011

 

MÊS

RECEITA

RBA

 

RBT12

ALÍQUOTA

IMPOSTO

janeiro

R$ 25.000,00

R$ 25.000,00

 

R$ 0,00

4,00%

R$ 1.000,00

fevereiro

R$ 32.000,00

R$ 57.000,00

 

R$ 25.000,00

4,00%

R$ 1.280,00

março

R$ 41.000,00

R$ 98.000,00

 

R$ 57.000,00

4,00%

R$ 1.640,00

abril

R$ 44.000,00

R$ 142.000,00

 

R$ 98.000,00

4,00%

R$ 1.760,00

maio

R$ 36.000,00

R$ 178.000,00

 

R$ 142.000,00

4,00%

R$ 1.440,00

junho

R$ 52.000,00

R$ 230.000,00

 

R$ 178.000,00

4,00%

R$ 2.080,00

julho

R$ 45.000,00

R$ 275.000,00

 

R$ 230.000,00

5,47%

R$ 2.461,50

agosto

R$ 28.000,00

R$ 303.000,00

 

R$ 275.000,00

5,47%

R$ 1.531,60

setembro

R$ 35.000,00

R$ 338.000,00

 

R$ 303.000,00

5,47%

R$ 1.914,50

outubro

R$ 32.000,00

R$ 370.000,00

 

R$ 338.000,00

5,47%

R$ 1.750,40

novembro

R$ 44.000,00

R$ 414.000,00

 

R$ 370.000,00

6,84%

R$ 3.009,60

dezembro

R$ 36.000,00

R$ 450.000,00

 

R$ 414.000,00

6,84%

R$ 2.462,40

TOTAIS

R$ 450.000,00

R$ 2.880.000,00

 

R$ 2.430.000,00

-

R$ 22.330,00

 
   

CÁLCULO - SIMPLES NACIONAL

   
 

FATURAMENTO - 2012

 

MÊS

RECEITA

RBA

RBT12

ALÍQUOTA

IMPOSTO

Janeiro

R$ 67.000,00

R$ 67.000,00

 

R$ 450.000,00

6,84%

R$ 4.582,80

Fevereiro

R$ 85.000,00

R$ 152.000,00

R$ 492.000,00

6,84%

R$ 5.814,00

Março

R$ 110.000,00

R$ 262.000,00

R$ 545.000,00

7,54%

R$ 8.294,00

Abril

R$ 120.000,00

R$ 382.000,00

R$ 614.000,00

7,54%

R$ 9.048,00

Maio

R$ 10.000,00

R$ 392.000,00

R$ 690.000,00

7,54%

R$ 754,00

Junho

R$ 140.000,00

R$ 532.000,00

R$ 664.000,00

7,54%

R$ 10.556,00

Julho

R$ 120.000,00

R$ 652.000,00

R$ 752.000,00

7,60%

R$ 9.120,00

Agosto

R$ 85.000,00

R$ 737.000,00

R$ 827.000,00

7,60%

R$ 6.460,00

Setembro

R$ 101.000,00

R$ 838.000,00

R$ 884.000,00

7,60%

R$ 7.676,00

Outubro

R$ 105.000,00

R$ 943.000,00

R$ 950.000,00

8,28%

R$ 8.694,00

Novembro

R$ 120.000,00

R$ 1.063.000,00

R$ 1.023.000,00

8,28%

R$ 9.936,00

Dezembro

R$ 137.000,00

R$ 1.200.000,00

R$ 1.099.000,00

8,36%

R$ 11.453,20

TOTAIS

R$ 1.200.000,00

R$ 7.220.000,00

R$ 8.990.000,00

-

R$ 92.388,00

TABELA COMPARATIVA DO LUCRO REAL E LUCRO PRESUMIDO NOS ANOS 2011 E 2012

a)

Lucro Real (Cálculo Anual)

 

LUCRO REAL - 2011

LUCRO REAL - 2012

Receita Bruta

450.000,00

Receita Bruta

1.200.000,00

PIS não cumulativo - 1,65%

7.425,00

PIS não cumulativo - 1,65%

19.800,00

COFINS não cumulativo - 7,60%

34.200,00

COFINS não cumulativo - 7,60%

91.200,00

Receita Líquida

408.375,00

Receita Líquida

1.089.000,00

Despesas Gerais - 10%

45.000,00

Despesas Gerais - 10%

120.000,00

Despesas com salários - 15%

67.500,00

Despesas com salários - 20,83%

250.000,00

 

CMV - 35%

157.500,00

CMV - 33,33%

400.000,00

Lucro Líquido

138.375,00

Lucro Líquido

319.000,00

 

CSLL - 9%

12.453,75

CSLL - 9%

28.782,00

IR - 15%

20.756,25

IR - 15%

47.970,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

7.900,00

 

Lucro Real

105.165,00

Lucro Real

234.348,00

b)

Lucro Presumido (Cálculo Trimestral)

 
 

1º - TRIMESTRE (janeiro a março)

 

LUCRO PRESUMIDO - 2011

LUCRO PRESUMIDO - 2012

Receita Bruta

98.000,00

Receita Bruta

262.000,00

PIS cumulativo - 0,65%

637,00

PIS cumulativo - 0,65%

1.703,00

COFINS cumulativo - 3,00%

2.940,00

COFINS cumulativo - 3,00%

7.860,00

Receita Líquida

94.423,00

Receita Líquida

252.437,00

Despesas Gerais - 10%

9.800,00

Despesas Gerais - 10%

26.200,00

Despesas com salários - 15%

14.700,00

Despesas com salários - 20,833333%

54.583,33

CMV - 35%

34.300,00

CMV - 33,333333%

87.333,33

Lucro Líquido

35.623,00

Lucro Líquido

84.320,34

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

7.840,00

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

20.960,00

CSLL - 9%

705,60

CSLL - 9%

1.886,40

IR - 15%

1.176,00

IR - 15%

3.144,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Lucro Presumido

33.741,40

Lucro Presumido

79.289,94

 
 

2º - TRIMESTRE (abril a junho)

 

LUCRO PRESUMIDO - 2011

LUCRO PRESUMIDO - 2012

Receita Bruta

132.000,00

Receita Bruta

270.000,00

PIS cumulativo - 0,65%

858,00

PIS cumulativo - 0,65%

1.755,00

COFINS cumulativo - 3,00%

3.960,00

COFINS cumulativo - 3,00%

8.100,00

Receita Líquida

127.182,00

Receita Líquida

260.145,00

Despesas Gerais - 10%

13.200,00

Despesas Gerais - 10%

27.000,00

Despesas com salários - 15%

19.800,00

Despesas com salários - 20,833333%

56.250,00

CMV - 35%

46.200,00

CMV - 33,333333%

90.000,00

Lucro Líquido

47.982,00

Lucro Líquido

86.895,00

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

10.560,00

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

21.600,00

CSLL - 9%

950,40

CSLL - 9%

1.944,00

IR - 15%

1.584,00

IR - 15%

3.240,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Lucro Presumido

45.447,60

Lucro Presumido

81.711,00

 
 

3º - TRIMESTRE (julho a setembro)

 

LUCRO PRESUMIDO - 2011

LUCRO PRESUMIDO - 2012

Receita Bruta

108.000,00

Receita Bruta

306.000,00

PIS cumulativo - 0,65%

702,00

PIS cumulativo - 0,65%

1.989,00

COFINS cumulativo - 3,00%

3.240,00

COFINS cumulativo - 3,00%

9.180,00

Receita Líquida

104.058,00

Receita Líquida

294.831,00

Despesas Gerais - 10%

10.800,00

Despesas Gerais - 10%

30.600,00

Despesas com salários - 15%

16.200,00

Despesas com salários - 20,833333%

63.750,00

CMV - 35%

37.800,00

CMV - 33,333333%

102.000,00

Lucro Líquido

39.258,00

Lucro Líquido

98.481,00

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

8.640,00

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

24.480,00

CSLL - 9%

777,60

CSLL - 9%

2.203,20

IR - 15%

1.296,00

IR - 15%

3.672,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Lucro Presumido

37.184,40

Lucro Presumido

92.605,80

 
 

4º TRIMESTRE (outubro a dezembro)

 

LUCRO PRESUMIDO - 2011

LUCRO PRESUMIDO - 2012

Receita Bruta

112.000,00

Receita Bruta

362.000,00

PIS cumulativo - 0,65%

728,00

PIS cumulativo - 0,65%

2.353,00

COFINS cumulativo - 3,00%

3.360,00

COFINS cumulativo - 3,00%

10.860,00

Receita Líquida

107.912,00

Receita Líquida

348.787,00

Despesas Gerais - 10%

11.200,00

Despesas Gerais - 10%

36.200,00

Despesas com salários - 15%

16.800,00

Despesas com salários - 20,833333%

75.416,67

CMV - 35%

39.200,00

CMV - 33,333333%

120.666,67

Lucro Líquido

40.712,00

Lucro Líquido

116.503,66

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

8.960,00

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

28.960,00

CSLL - 9%

806,40

CSLL - 9%

2.606,40

IR - 15%

1.344,00

IR - 15%

4.344,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Lucro Presumido

38.561,60

Lucro Presumido

109.553,26

 

QUADRO RESUMO - APURAÇÃO LUCRO PRESUMIDO

 

LUCRO PRESUMIDO - 2011

LUCRO PRESUMIDO - 2012

Receita Bruta

450.000,00

Receita Bruta

1.200.000,00

PIS cumulativo - 0,65%

2.925,00

PIS cumulativo - 0,65%

7.800,00

COFINS cumulativo - 3,00%

13.500,00

COFINS cumulativo - 3,00%

36.000,00

Receita Líquida

433.575,00

Receita Líquida

1.156.200,00

Despesas Gerais - 10%

45.000,00

Despesas Gerais - 10%

120.000,00

Despesas com salários - 15%

67.500,00

Despesas com salários - 20,833333%

250.000,00

CMV - 35%

157.500,00

CMV - 33,333333%

400.000,00

Lucro Líquido

163.575,00

Lucro Líquido

386.200,00

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

36.000,00

Base de Cálculo do IRPJ e CSLL / Comércio - 8%

96.000,00

CSLL - 9%

3.240,00

CSLL - 9%

8.640,00

IR - 15%

5.400,00

IR - 15%

14.400,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Adicional de IR se > 20.000,00/mês = 10%

0,00

Lucro Presumido

154.935,00

Lucro Presumido

363.160,00

RELATÓRIO DE ANÁLISE

Com base nos cálculos efetuados para 2011 e 2012 considerando as duas modalidades de tributação: Lucro Real e Lucro Presumido, conseguimos visualizar que a empresa teria uma carga tributária maior de PIS e COFINS na modalidade de Lucro Real, pois está sujeita a PIS e a COFINS na modalidade não cumulativa e as alíquotas da contribuição para o PIS é de 1,65% e para a COFINS é 7,6% somando um montante de R$ 41.625,00 para o ano de 2011 e com o aumento no faturamento que ocorreu em 2012 o montante passou para R$ 111.000,00. Na modalidade de lucro presumido a empresa teria uma carga tributária muito menor de PIS e COFINS, pois na modalidade cumulativa sobre as receitas tributáveis a alíquota do PIS que é 0,65% geraria em 2011 apenas R$ 16.425,00 a recolher e sobre a alíquota de 3% de COFINS recolheria apenas R$ 43.800,00. Verifica-se que em 2011 a empresa recolheria R$ 25.200,00 a mais de PIS e COFINS na modalidade de Lucro Real e em 2012 a diferença chega em R$ 67.200,00. Na análise do IRPJ – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Liquida para as duas formas de tributação foi bem diferente, já que no Lucro Real o objetivo é calcular o imposto sobre o lucro “verdadeiro”, após a completa escrituração e demonstração contábil paga-se o imposto somente sobre o lucro efetivo, o que não ocorre no lucro presumido que é feito por uma presunção de percentuais de lucratividade aplicados pela lei, portanto nos cálculos realizados em 2011 a empresa recolheria apenas R$ 2.160,00 de IRPJ e R$ 1.944,00 de CSLL. No lucro presumido a carga tributaria em 2011 seria maior, pois recolheria R$ 5.400,00 de IRPJ e R$ 4.860,00 de CSLL. Em 2012, apesar do aumento do faturamento a empresa continua tendo mais vantagem em recolher o IRPJ e a CSLL, pois recolheria R$ 5.160,00 de IRPJ no Lucro Real e R$ 14.400,00 no lucro presumido, e R$ 4.644,00 de CSLL no lucro real para R$ 12.960,00 no lucro presumido.

A melhor opção de regime de tributação no período do ano de 2011 e 2012 foi a do Lucro Presumido, onde evidenciou um Lucro Presumido no valor de R$ 154.935,00 (2011) e R$ 363.160,00 (2012), enquanto no Lucro Real foi de R$ 84.165,00 (2011) e de R$ 146.248,00 (2012). Representando uma diferença de Lucro de 54,32% e 40,27% respectivamente comparando-se os dois regimes de tributação no mesmo período.

PRINCIPAIS ASPECTOS DO CPC-32

O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC-32 é determinar como deve ser o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro, envolvendo todos os impostos e contribuições, tanto nacionais quanto estrangeiros. Junto a esses, soma-se também os impostos, como os retidos na fonte. O Sumário do Pronunciamento, elaborado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, pretende elucidar os principais pontos abordados no Pronunciamento Técnico, com a finalidade de oferecer uma visão ampla do assunto.

Neste Sumário constam algumas definições, necessárias ao entendimento do texto, são

elas:

As diferenças temporárias, que se referem à diferença entre o valor contábil do ativo ou passivo em sua base fiscal;

As temporárias tributáveis, que irão resultar em valores tributáveis no futuro, quando o

valor contábil de um ativo ou passivo for recuperado ou liquidado; e, As diferenças temporárias dedutíveis, que, como já diz o próprio nome, estas irão resultar em valores dedutíveis, com a finalidade de determinar o lucro tributável de futuros períodos, quando o valor contábil do ativo ou passivo for recuperado ou liquidado.

Feito isso, o Sumário esclarece também acerca dos tributos correntes, determinando como deve ser feito o reconhecimento tanto de ativos, quanto de passivos fiscais diferidos, bem como sua mensuração. Ele orienta que essa mensuração deve ser feita pelas alíquotas aprovadas ao final do período que está sendo reportado, quando o ativo for realizado ou o passivo, liquidado.

Além disso, este documento aborda sobre o reconhecimento de despesa ou receita tributária prescrevendo que os tributos correntes e diferidos, devem ser reconhecidos como receita ou despesa e incluídos no resultado do período, o que não se aplica nos casos onde o tributo provir de transação ou evento reconhecido fora do resultado, em outros lugares abrangentes ou diretamente no patrimônio, ou quando se tratar de uma combinação de

negócios. O texto também apresenta algumas consequências tributárias dos dividendos, informando que, em diferentes jurisdições, o valor do tributo sobre o lucro, tanto pode ser mais alta quanto mais baixa, podendo o lucro ser retido ou restituível, como dividendo aos acionistas da entidade.

Na apresentação, orienta-se sobre como as entidades devem compensar seus ativos e passivos fiscais diferidos. Por fim, encerra-se com a evidenciação de que os principais componentes da despesa tributária devem ser divulgados separadamente, tais como a despesa tributária corrente, ajustes reconhecidos no período para o tributo corrente de períodos anteriores, o valor da despesa, dos benefícios, entre outros.

CONFRONTO

DOS

RESULTADOS

SEGUNDO

O

CPC

32

COM

OS

CALCULOS DO PASSO 3

Ao comparar os cálculos efetuados com a internacionalização da contabilidade brasileira segundo o CPC-32, chegamos aos seguintes conclusões:

Em 2011 e em 2012 o COFINS não cumulativo no lucro real é de 7,60%, e no presumido são de 3%; Em 2011, tanto no lucro real quanto no lucro presumido percebemos que as despesas têm as mesmas alíquotas; No lucro líquido os impostos variam, pois o presumido acrescenta-se o imposto do comércio; Os lucros tanto no real quanto no presumido variam de ano para ano. Todos os impostos calculados estão de acordo com as normas da internacionalização da contabilidade CPC-32 brasileira.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após concluirmos esse trabalho verificamos que os impostos surgiram desde o início da história do Brasil, e com o decorrer do tempo foram sendo instituídos mais impostos. Os impostos existem para que o Estado possa suprir as necessidades básicas da população, como: saúde, educação entre outros. Nos dias atuais verificamos que são vários os impostos que pagamos, portanto não temos satisfação nos serviços que recebemos do estado. Para as empresas existem opções para escolher a tributação, sendo assim é importante que elas façam uma análise da situação geral da empresa para fazer a melhor escolha.

Verificamos também as vantagens e desvantagens das diferentes opções tributárias existentes no Brasil, através de pesquisas realizadas como também da realização dos cálculos dos valores dos tributos de uma empresa pelas três opções de tributação: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Após finalizarmos o trabalho foi possível identificar que nem sempre uma empresa precisa seguir a mesma tributação por todos os anos, pode ser que o seu faturamento aumente e a melhor forma de tributação seja outra. Portanto, entendemos que um planejamento tributário bem elaborado possibilita uma tomada de decisão mais acertada, uma vez que orienta os passos da empresa alinhando à legislação vigente.

.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://www.portaltributario.com.br/tributos.htm - Acesso em 18 de setembro 2015.

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REZENDE, Amaury J.; PEREIRA, Carlos A.; ALENCAR, Roberta C. de. Contabilidade tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. São Paulo: Atlas, 2010.

Dicas de Economia Tributária. Disponível em:

<https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/1--81BH-6dUAMepelRL6lZ7UFioA-

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Impostos, taxas e contribuições, você conhece a diferença? Disponível em:

<https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/15fg2RSe0XZwznuzzHfHu9f0q7UUh1fkp

GI6ivEGkcco/edit>. Acesso em13 de Agosto de 2015.

As Espécies Tributárias: Impostos, Taxas e Contribuições. Disponível em:

<https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/1cQ9kyltvl2eQkCd6r4prlAE759JHA1TY8

-YkxOKnFlY/edit>. Acesso em 10 de Agosto.

ARZUA, Heron. Reforma Tributária e Finanças Estaduais. Revista de Direito Tributário. São Paulo: Malheiros, nº 66 (1996), p. 161-165.

ATALIBA, Geraldo. Constituinte e Reforma Tributária. Revista de Direito Tributário. São Paulo: RT, nº 42, ou/dez 1987, p. 142-152.

Chieregato, Renato; Gomes, Marliete Bezerra; Oliveira, Luís Martins de; Perez Jr, Jose Hernandez - Ed. Atlas - Manual de Contabilidade Tributária - 11ª Ed. 2012

Pêgas, Paulo Henrique- Ed:

Freitas Bastos-Manual de Contabilidade Tributária - 7ª Ed. –

2011.