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Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Curso de Comunicações em Mídias Digitais Linguagens em Mídias Móveis ­ Nadja Carvalho

Késsia Dutra (Mat. 11412237)

5. As mídias & as imagens artísticas

Existe um grande e variado banco de imagens compondo a história da arte. As imagens desse banco sempre foram utilizadas por publicitários, designers, pelo cinema, pela televisão, entre outros. Porém tal uso foi intensificado, a partir dos anos 80, com a possibilidade de digitalizar e armazenar as imagens em um computador. O designer, por exemplo, através da internet, teve acesso a grandes obras de museus, que antes só podiam ser vistas apenas indo até o local, sites de vários artistas, e, tudo isso, sem precisar sair da frente do seu computador, de dentro da sua casa, do seu conforto. A utilização das imagens artísticas pelas mídias e o acesso a programas de tratamentos de imagens, que permitem manipular a mesma, é um mercado que cresce cada vez mais.

Os vanguardistas da arte moderna tinham o objetivo de retardar o reconhecimento e a leitura de suas imagens com a finalidade de renovar a percepção e desafiar o intelecto do receptor. Por possuir certa complexidade, ao ser transmitida massivamente pelas mídias, o público as consideraram sem sentido. Parece inadequado que as mídias tenham se apropriado dessas imagens tão difíceis de serem compreendidas, uma vez que o objetivo, principalmente dos meios de comunicação de massa, é ter uma rápida comunicação com o maior numero de pessoas ao mesmo tempo. Então a mensagem deve ser simples para não criar problemas de compreensão, nem exigir muito esforço do público. Dentre os diversos movimentos de vanguarda, que despertaram e continuam despertando o interesse da mídia, o Surrealismo e o

Pop Art mostraram ser os mais atraentes dentro das agencias de publicidade.

O Surrealismo surgiu nos anos 20 sobre influencia das teorias do psicanalista

Sigmund Freud (1856­1939), enfatizando o papel do inconsciente na atividade criativa, defendendo que a racionalidade estava acabando com a arte. O Pop Art surgiu entre os anos 50 e 60 propondo uma admissão da crise que a arte sofreu no século XX ­ uma ruptura dos valores do seculo XIX impulsionada pelos ideias de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, propostos pela Revolução Francesa em 1789 ­ e, também, com o intuito de demonstrar através de suas obras a massificação da cultura popular capitalista. Tais obras procuravam transmitir a estética das massas de forma similar ao que costuma ser chamado de kitsch ­ estética para designar uma categoria de objetos baratos, de mau gosto, que copiam referências da cultura erudita sem critério e sem atingirem o nível de qualidade de seus modelos, destinado ao consumo de massas.

Há duas principais razões pelas quais as mídias se apropriaram das imagens da arte: a

imitação no seu modo de compor, seus estilos (pois acreditavam ser difícil transferir tal conhecimento de forma verbal ou escrita, restando a imitação para aprender como se era feito); e pela incorporação de uma imagem artística mesclada à imagem do produto anunciado (porque isso transfere os valores culturais positivos da arte, como beleza, nobreza, elegância e riqueza, para o produto que se quer vender). A publicidade aspira o status das artes (os valores culturais positivos); a confirmação para essa afirmação é a existência de cerimonias de premiação anual de publicidade, onde os trabalhos vencedores saem com prestigio de grandes obras de arte.