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MEDIDAS DA VISCOSIDADE DOS ÓLEOS DE SOJA E DE MILHO USANDO UM SISTEMA DE AGITAÇÃO

MEDIDAS DA VISCOSIDADE DOS ÓLEOS DE SOJA E DE MILHO USANDO UM SISTEMA DE AGITAÇÃO

Drª Neusa Maria Pavão Battaglini Dr Carlos Alberto Fonzar Pintão Antonio Hochgreb de Freitas Neto Mary Esther Ascheri Henry Yuji Nichiata Rodrigo de Souza Ruzzi Rodrigo Tetsuo Argenton Arminio Frech Junior Murilo Tochetti Pagin Univ. Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

ABSTRACT

This work had as objective to determine the viscosity of the refined vegetable oil of soy and corn being used an agitation system as mixer viscometer. The oil was placed in the tank of agitation and the system placed in operation with the rotation ranging form 0,67 to 3,67 rps. The range of the temperature varied from 20 to 50 ° C. With the experimental data the reograms of the viscosity in function of the rotation were elaborated according to the following temperatures: 20, 40 and 50° C. From the analysis of the reogramas it was concluded that the viscosity of the analyzed vegetal oil decreased as the temperature increased and that, for low values of the shear rate the oils presented non-Newtonian behaviour.

Keywords: viscosity, rheology, viscosimeter

1

Introdução

Os óleos vegetais são utilizados como óleo de cozinha, na pintura, como lubrificante, em cosméticos, nas industrias farmacêuticas, na iluminação, como combustível (biodiesel ou puro) e para usos industriais. Atualmente há um aumento na demanda de mercado por óleos vegetais das mais diversas fontes naturais, para usos, entre outras aplicações, em derivados alimentícios [1] .

Nas indústrias de alimentos, a viscosidade é o parâmetro fundamental para caracterizar a textura dos fluidos e determinar aceitação ou não do produto pelo consumidor. Também é importante nas etapas de execução de projetos de equipamentos e de processos segundo [2].

O estudo das propriedades como viscosidade, elasticidade e plasticidade é feito por um ramo

da Física denominada reologia que analisa o comportamento deformacional e do fluxo da matéria quando submetida a tensões, sob determinadas condições termodinâmicas ao longo de um intervalo de tempo.

Nas indústrias de alimentos, é utilizado com muita freqüência um tipo de viscosímetro, denominado misturador, para caracterizar o comportamento de fluxo de fluidos dependentes do tempo e de fluidos com partículas grandes ou de substâncias que apresentam problemas com sedimentação de partículas [3].

O princípio geral para obtenção das propriedades de escoamento usando um viscosímetro misturador baseia-se na determinação do torque no eixo do impelidor em função de sua rotação.

2/2

2 Fundamentação teórica

Determinar a viscosidade dos óleos refinados de soja e de milho adquiridos no mercado e

Um fluido em movimento pode sofrer a ação de tensões normal e cisalhante as quais são determinadas pela taxa de deformação do

nenhum tratamento adicional a diferentes temperaturas e rotações.

sem

fluido e por suas propriedades físicas. A tensão normal atua perpendicularmente a um

3

Materiais e metodologia

plano enquanto que a tensão cisalhante atua tangencialmente ao plano. Um exemplo

3.1

Materiais

simples de um fluxo cisalhante ocorre quando

o fluido está contido entre uma placa fixa e

Os óleos vegetais refinados de milho e de soja foram adquiridos no mercado local e usados

outra que se movimenta. Para essa situação, a

sem

nenhum tratamento adicional.

Lei de Newton da viscosidade relaciona a tensão cisalhante no fluido com o gradiente de

O

sistema de agitação usado como

velocidade:

viscosímetro misturador mostrado na Figura 1

τ yx

=

onde:

µ

dv x

dy

(1)

τ yx

é a tensão de cisalhamento,

v é a componente do vetor velocidade do fluido

é o gradiente de velocidade que descreve

x

dv

x

dy

o cisalhamento que ocorre entre as várias

camadas de fluidos, uma em relação às outras.

Pode ser chamado de taxa de cisalhamento ou taxa de deformação e

µ é a viscosidade do fluido

A viscosidade é, o resultado do atrito quando uma camada de fluido se move em relação a outra e é função da natureza do fluido, da temperatura, da pressão e da taxa de deformação angular.

Fluidos Newtonianos apresentam uma relação linear entre o gradiente de velocidade ou a

taxa de deformação e a tensão cisalhante, isto

é,

a viscosidade é constante ou independente

da

taxa de deformação.

Fluidos que apresentam viscosidade que seja função da taxa de deformação são chamados de não-Newtonianos. Grande número de fluidos, em vários ramos da indústria, apresenta esse comportamento.

2.1

Objetivos

é composto por um tanque com volume útil de 2 L, por um âncora colocado centrado e introduzido verticalmente no tanque

colocado centrado e introduzido verticalmente no tanque Figure 1: Sistema de agitação e impelidor 3.2 Metodologia
colocado centrado e introduzido verticalmente no tanque Figure 1: Sistema de agitação e impelidor 3.2 Metodologia

Figure 1: Sistema de agitação e impelidor

3.2

Metodologia

Os óleos foram colocados, separadamente, no

tanque e o sistema operado de 0,67 a 3,67 rps

e com tempo de medição para cada rotação de

60 s. A temperatura dos óleos foi controlada

por um termopar com precisão de ± 0,1°C

colocado no interior dos óleos e mantida por

um banho termostático. Os ensaios foram

realizados em triplicatas à 20, 40 e 50°C.

Usando um computador, com software específico e com uma interface foram obtidos os valores da viscosidade em função da rotação. Com os valores experimentais da viscosidade nas várias rotações, foram construídas as curvas das Figuras 2 e 3.

3/2

4

Resultados

As

curvas das Figuras 2 e 3 mostram que a

viscosidade diminuiu à medida que a temperatura aumentou. Para N 1,5 rps a diminuição da viscosidade foi mais acentuada para o óleo de milho. Durante os ensaios, observou-se a formação de vórtice e bolhas de ar dentro do fluido. Notou-se que a formação

do vórtice e o arraste de bolhas de ar ocorreu

em rotações menores para temperaturas mais

altas dos óleos. Esse comportamento pode ser observado na mudança das curvas, que indica que a rotação a partir da qual a viscosidade aumenta depende da temperatura dos óleos. Observações feitas em outros estudos mostraram que, para os fluidos agitados,

existe uma rotação específica em que o vórtice gerado na superfície do fluido alcança o impelidor e tem inicio a dispersão de ar dentro

do fluido. Com o ar disperso no fluido,

forma-se um sistema com duas fases

(líquido–gás), alterando, as características do fluido[4]. Portanto, a formação de bolhas de ar dentro do fluido pode alterar a viscosidade

dos óleos , explicando a mudança nas curvas

das Figuras 2 e 3. Para rotações que não

ocorreu a formação do vórtice e houve variações nos valores de viscosidade, ou seja,

a viscosidade dependeu da taxa de

deformação podemos concluir que o óleo exibiu comportamento não-newtoniano. Comportamento similar, para baixas taxas de deformação, foi observado anteriormente[2].

5,4 óleo de milho 5,2 5,0 4,8 4,6 4,4 40°C 4,2 50°C 4,0 0 1
5,4
óleo de milho
5,2
5,0
4,8
4,6
4,4
40°C
4,2
50°C
4,0
0
1
2
3
4
5
Viscosidade, Pas

Rotação, rps

Figura 2: Viscosidade em função da rotação

5,5 óleo de soja 5,0 4,5 4,0 20°C 40°C 3,5 0 1 2 3 4
5,5
óleo de soja
5,0
4,5
4,0
20°C
40°C
3,5
0
1
2
3
4
5
Viscosidade, Pas

Rotação, rps

Figura 3: Viscosidade em função da rotação.

4

Conclusões

Os reogramas mostraram que a viscosidade dos óleos diminuiu com o aumento da temperatura e para N 1,5 rps os óleos exibiram comportamento de fluxo com características dos fluidos não-newtonios.

5

Referências

[4] TETTAMANTI, K

Acad. Sci. Hung. 80, p.469 [2]BROCK, J., et. al. 2008 Determinação experimental da viscosidade e condutividade térmica de óleos vegetais. Ciência e Tecnologia de Alimentos.v.28, n.3, Campinas, 2008. [1]SANTOS, J. C.; et.al 2005 Effect of heating and cooling on rheological parameters of edible vegetable oils. Journal of Food Enginnering, v,67,n.4,p.401-. [3] STEFFE, J.F. 1992 Rheological Methods in Food Process Engineering. East Lansing:

Freeman Press, 226 p.

et. al. 1974Acta Chim.

Agradecimentos À agencia financiadora FAPESP Proc. 00/14388-0