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A EVOLUÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL NO MERCADO DE

TRABALHO BRASILEIRO

Daiana Rodrigues Alencar1


Janderson Salú Galvão
José Plácido dos Santos Filho
Maria Dalvaneide Cruz Siebra
Rafael Saraiva Lacerda Leite
Roberta Maria Costa Sampaio
Antonia Valdelúcia Costa 2

RESUMO

O mercado de trabalho brasileiro vem exigindo cada vez mais do profissional contábil, tem sido assim desde o
início da colonização com a chegada da corte real portuguesa no século XIX, devido a demanda de serviços que
trouxe ao Brasil o príncipe regente D. João VI viu a necessidade de incluir no mercado de trabalho brasileiro um
profissional que atuasse na área contábil, foi ai que surgiu as figuras do Contador Geral e do Guarda-Livros que
simples escriturários e trabalhariam inicialmente com controles de entradas e saídas de dinheiro. Hoje a profissão
contábil exige muito mais do que na época da colonização, o contador atua em todas as áreas econômicas e
administrativas e não só em transações mercantis. As constantes mudanças na economia mundial fazem com que
o contador se atualize e se modernize para atingir as expectativas dos usuários da contabilidade, atualmente a
profissão passa por mudanças significativas exigidas pelo mercado de trabalho e para suprir essas exigências, os
profissionais estão buscando aperfeiçoar suas técnicas e inovando seus métodos de trabalho.

Palavras-chave: Mercado de Trabalho; Profissão Contábil; Guarda-Livros.

ABSTRACT

The Brazilian labor market is increasingly demanding of professional accounting, has been so since the
beginning of colonization with the arrival of the Portuguese royal court in the nineteenth century, due to demand
for services brought to Brazil the Prince Regent D. John VI saw the need to include in the Brazilian labor market
acted in a professional accounting area, was discovered there that the figures of the Accountant General of the
bookkeeper that simple clerical staff and would work initially with controls incoming and outgoing cash. Today,
the accounting profession requires much more than that at the time of colonization, the meter operates in all
areas of economic and administrative measures and not only in business transactions. The constant changes in
the global economy mean that the meter is to update and modernize to meet the expectations of users of the

1
Alunos do II Semestre de Ciências Contábeis da Faculdade de Ciências Aplicadas Dr. Leão Sampaio.
E-mails: daiana_d4@hotmail.com; janderson_morei@hotmail.com; placidofilho@hotmail.com;
dalvaneidesiebra@hotmail.com; rafaelslleite@gmail.com; roberta_sampaio91@hotmail.com
2
Professora Orientadora Mestranda em Ciência da Educação. Titular da disciplina de Metodologia da Pesquisa e
do Trabalho Científico do Curso de Ciências Contábeis. E-mail: valdeluciacosta@hotmail.com;
Valdelucia@leaosampaio.edu.com.br.
accounting profession is currently the major changes required by the job market and to meet these requirements,
traders are seeking to improve their techniques and innovating their methods of work.

Keywords: labor market; accounting profession; the bookkeeper.

1. INTRODUÇÃO

Com a chegada da real corte portuguesa no inicio do século XIX, e com a abertura dos
portos ás nações amigas para comercialização de produtos que vinham e que saiam do Brasil,
houve a necessidade de um profissional que controlasse esse fluxo de operações mercantis.
Foi então que surgiram no Brasil a primeira menção a escrituração e relatórios contábeis no
ano de 1808 pelo Príncipe Regente D. João VI, conforme a transcrição do texto. Apud: REIS,
SILVA

Para o método de escrituração e formulas de contabilidade de minha real fazenda


não fique arbitrária a maneira de pensar de cada um dos contadores gerais, que sou
servido criarem para referido Erário:- ordeno que a escrituração seja mercantil por
partidas, por ser a única seguida pelas nações mais civilizadas, assim pela sua
brevidade, para o manejo de grande somas como por ser mais clara e que a menos
lugar dá a erros e subterfúgios, onde se esconde a malicia e a fraude dos
prevalicadores.

Foi também em 1808 que o Príncipe Regente decretou As Aulas de Comercio no


Brasil, através do decreto que rezava: REIS, SILVA, apud: Lopes de Sá, 1997.

Sendo absolutamente necessário o estudo da Sciencia Econômca na presente


conjuntura..., e por me constar que José da Silva Lisboa [ futuro Visconde de Cairu
]... tem todas as provas de ser muito hábil para o ensino daquela sciencia sem a qual
secaminha ás cegas e com passos muito lentos,... Lhe faço mercê da propriedade e
regência de uma Cadeira e Aula Pública, que por este mesmo Decreto sou servido
criar no Rio de Janeiro, ...

Através do Alvará de 15 de julho de 1809, foi oficializado as Aulas de Comércio no


Brasil, nomeando então o Sr. José da Silva Lisboa, que se tornou o primeiro professor de
Contabilidade no Brasil, futuro Visconde de Cairu como ficou conhecido, nascido na Bahia
em 1756 inspirou o Príncipe Regente em algumas medidas e em 1905 foi fundada na Bahia
em sua homenagem a Fundação Visconde de Cairu, que formava peritos comerciais e
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habilitava os jovens para cargos públicos como Cônsules e Chefes de Contabilidade. Esta
fundação funciona até hoje.

Imaginava-se na época que com tantos incentivos à profissão, a população se engajaria


nos estudos do comércio, porém não houve esse interesse e os ensinos não se desenvolviam
somente em 1902, quase cem anos depois, houve um movimento para estruturar o ensino que
foi o Grêmio do Guarda-Livros de São Paulo para criação do curso, fundaram então a Escola
Prática do Comercio, que hoje tem o nome de Escola do Comércio Álvares Penteado, e
continua com a missão que lhe foi dada por seus fundadores, formar profissionais excelentes.

Ainda no período da República foi instituído o Código Comercial Brasileiro em 1850,


pelo então Imperador D. Pedro II, regulamentando assim os procedimentos de escrituração
dos livros.

A lei 556 de 25 de junho de 1850, em seus artigos de 10 a 13, normatiza:

Art. 10 - Todos os comerciantes são obrigados:

I - a seguir uma ordem uniforme de contabilidade e escrituração, e a ter os livros


para esse fim necessários;
II - a fazer registrar no Registro do Comércio todos os documentos, cujo registro for
expressamente exigido por este Código, dentro de 15 (quinze) dias úteis da data dos
mesmos documentos (artigo nº. 31), se maior ou menor prazo se não achar marcado
neste Código;
III - a conservar em boa guarda toda a escrituração, correspondências e mais papéis
pertencentes ao giro do seu comércio, enquanto não prescreverem as ações que lhes
possam ser relativas (Título. XVII);
IV - a formar anualmente um balanço geral do seu ativo e passivo, o qual deverá
compreender todos os bens de raiz móveis e semoventes, mercadorias, dinheiro,
papéis de crédito, e outra qualquer espécie de valores, e bem assim todas as dívidas
e obrigações passivas; e será datado e assinado pelo comerciante a quem pertencer.

Art. 11 - Os livros que os comerciantes são obrigados a ter indispensavelmente, na


conformidade do artigo antecedente, são o Diário e o Copiador de cartas.

Art. 12 - No Diário é o comerciante obrigado a lançar com individuação e clareza


todas as suas operações de comércio, letras e outros quaisquer papéis de crédito que
passar a aceitar, afiançar ou endossar, e em geral tudo quanto receber e despender de
sua ou alheia conta, seja por que título for, sendo suficiente que as parcelas de
despesas domésticas se lancem englobadas na data em que forem extraídas da caixa.
Os comerciantes de retalho deverão lançar diariamente no Diário a soma total das
suas vendas a dinheiro, e, em assento separado, a soma total das vendas fiadas no
mesmo dia. No mesmo Diário se lançará também em resumo o balanço geral (artigo
nº. 10, nº 4), devendo aquele conter todas as verbas deste, apresentando cada uma
verba a soma total das respectivas parcelas; e será assinado na mesma data do
balanço geral. No Copiador o comerciante é obrigado a lançar o registro de todas as
cartas missivas que expedir, com as contas, faturas ou instruções que as
acompanharem.

Art. 13 - Os dois livros sobreditos devem ser encadernados, numerados, selados e


rubricados em todas as suas folhas por um dos membros do Tribunal do Comércio
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respectivo, a quem couber por distribuição, com termos de abertura e encerramento
subscritos pelo secretário do mesmo tribunal e assinados pelo presidente. Nas
províncias onde não houver Tribunal do Comércio, as referidas formalidades serão
preenchidas pela Relação do distrito; e, na falta desta, pela primeira a autoridade
judiciária da comarca do domicílio do comerciante, e pelo seu distribuidor e
escrivão e o comerciante não preferir antes mandar os seus livros ao Tribunal do
Comércio. A disposição deste artigo só começará a obrigar desde o dia que os
Tribunais do Comércio, cada um no seu respectivo distrito, designarem.

Em 1869 foi criada a associação dos Guarda-Livros da corte, reconhecida no ano


seguinte pelo decreto imperial 4475, esse fato foi de extrema importância para a História do
país, pois o Guarda-Livros tornou-se o primeiro profissional liberal do Brasil.(grifo nosso).

O Guarda-Livros era responsável pelos contratos e distratos comerciais, controlar a


entrada e a saída de dinheiro, através de pagamentos e recebimentos, fazer as
correspondências e fazer todas as escriturações contábeis (que na época eram feitas
manualmente), daí então a exigência do profissional ter uma ótima caligrafia, porém falar os
idiomas português e francês também era necessário como se ver em classificados da época.

Anuncio em classificado do Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 13/10/1835.

Anuncio em classificado do Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 23/01/1850.

Nessa época a grande influência no Brasil era de Portugal que implantava o mesmo
sistema contábil na colônia o que existia na metrópole. Porém outras influências tornariam a

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contabilidade brasileira mais parecida com a que vemos hoje, são elas: A Escola Italiana e a
Escola Norte-Americana.

2. OS PRIMEIROS MOVIMENTOS PARA O APRENDIZADO DA


CONTABILIDADE NO BRASIL

2.1 - A Escola Italiana de Contabilidade

A Escola Italiana é considerada o berço da contabilidade moderna, suas práticas e


modelos de escrituração serviram e servem de modelo até os dias de hoje, principalmente
após a publicação do livro do frei Luca Pacioli publicado em 1494 com o título: Summa de
Arithmetica, Geometria, Proportioni et Proportionalita.
Outro italiano que se destaca é Francesco Villa, modificando o pensamento de que o
estudioso de contabilidade não servia apenas como guarda-livros e escriturário, mais sim para
detalhar as informações e conhecer seus significados.
Seguindo a mesma linha de estudo o seu seguidor Fabio Bésta, definiu a contabilidade
como ciência de controle econômico, já o seguidor de Fabio Bésta, Vicenzo Masi em um
artigo publicado em 1923 intitulado “La Regioneria come Scienza Del Patrimonio”, “A
Contabilidade como Ciência do Patrimonio”, escreveu:

Se examinarmos os fenômenos fundamentais de Contabilidade, não podemos deixar


de reconhecer que eles requerem indagações acuradas; não se pode negar que se
torna necessário observá-los, expô-los e procurar explicá-los; depois, munidos dos
ensinamentos oferecidos pelas pesquisas feitas com o subsídio de métodos especiais
de investigação, próprios das ciências experimentais, daí retirar normas de prática
aplicação a casos concretos. Ora, os fenômenos dos custos, das receitas, do rédito,
das entradas e saídas financeiras, para lembrar só alguns dos mais evidentes
fenômenos contabilísticos já por nós referidos, são todos investigados nas suas fases
de constituição e de evolução apresentando problemas que sempre se apresentaram e
sempre se nproblemas que sempre se apresampre se apresataram e apresentarela
epoca, sase na Lei 514 de 28 de outubro de 1848.

Surgiu então na Itália a Escola Patrimonialista, doutrina de maior disseminação no


mundo. Anunciava que a contabilidade apesar de relacionar-se com outras ciências como:
direito, matemática e economia, tinha requisitos próprios para firmar-se como ciência. REIS,
SILVA, apud: Lopes de Sá, 1998.

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A Contabilidade, como ciência, só considera os instrumentos de informação como
meios que levam ao conhecimento dos fenômenos patrimoniais: tais instrumentos
servem, de fato para colher, classificar, ordenar e representar os dados que
elaborados, são depois utilizados para administração do capital das empresas ou do
patrimônio das entidades.

A Teoria Patrimonialista classifica as contas da seguinte maneira.

a) Contas Patrimoniais: Contas do Ativo, Passivo e Patrimônio Liquido;

b) Contas de Resultado: Despesas e Receitas.

O Patrimonialismo obteve grande aceitação no Brasil, e isso é considerado natural


uma vez que, a influência européia era grande e a escola italiana estava em evidência na
contabilidade, assim os profissionais brasileiros se identificaram e praticaram essa doutrina.

Após anos de hegemonia, a escola italiana se entrou em declínio e seus estudos


passaram a ser secundários, e isso deixou espaço para uma nova escola, que devido às novas
exigências de mercados internacionais revolucionou a contabilidade e o modo como os
profissionais passaram a ser vistos, de meros escriturários a profissionais que junto com os
administradores decidem os rumos das empresas. Precisava-se de algo novo, foi ai que surgiu
a Escola Norte Americana de Contabilidade.

2.2 - A Escola Norte-Americana de Contabilidade

A partir da década de 20, os americanos possuíam um apoio econômico e político


muito grande e isso se deu por conta da expansão de grandes empresas, chamadas de
multinacionais ou transnacionais, essas corporações precisavam de informações que a
contabilidade tradicional não estava preparada para lhes fornecer, por conta do modelo que
predominava na época, o europeu, e sentindo a necessidade de melhores informações, surgiu
nos Estados Unidos às teorias e práticas contábeis, essas por sua vez permitiam uma
interpretação correta das informações, possibilitando aos seus acionistas e outros interessados
a averiguar com maior clareza a rentabilidade dessas empresas.

Com o passar dos anos e aperfeiçoamento das teorias e práticas contábeis os


americanos dominaram o cenário contábil, uniformizando os métodos e criando novos. No

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Brasil essa influência tem um maior efeito a partir dos anos 50, com a chegada de grandes
empresas estrangeiras.

Em 15 de dezembro de 1976 foi sancionada a Lei 6.404 das Sociedades por Ações,
que teve grande influência internacional, principalmente para os Estados Unidos que se
interessava pelas mudanças por conta das empresas que se instalavam no Brasil. Esta lei é um
marco da contabilidade brasileira, trouxe avanços que são perceptíveis até os dias de hoje,
dentre esses avanços estão os princípios fundamentais de contabilidade que também foi
regulamentado pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade) pela resolução CFC 750 de
1993. Os princípios são:

I- Principio da Entidade:

A Contabilidade deve ter plena distinção e separação entre pessoa física e pessoa
jurídica. Enfim, o patrimônio da empresa jamais se confunde com o dos seus sócios. A
contabilidade da empresa registra somente os atos e os fatos ocorridos que se refiram ao
patrimônio da empresa e não os relacionados com o patrimônio particular de seus sócios. Não
se misturam transações de uma empresa com as de outra, mesmo que ambas sejam do mesmo
grupo empresarial, é respeitada a individualidade.

II- Princípio da Continuidade:

Tal princípio diz que a empresa deve ser avaliada e escriturada na suposição de que a
entidade nunca será extinta. As Demonstrações Contábeis não podem ser desvinculadas dos
períodos anteriores e subseqüentes, a vida da empresa é continuada, até circunstância
esclarecedora em contrário. Seus Ativos devem ser avaliados de acordo com a potencialidade
que têm em gerar benefícios futuros para a empresa, na continuidade de suas operações, e não
pelo valor que se poderia obter se fossem vendidos no estado em que se encontram.

III- Princípio da Oportunidade:

Refere-se ao momento em que devem ser registradas as variações patrimoniais.


Devem ser feitas imediatamente e de forma integral, independentemente das causas que as
originaram, contemplando os aspectos físicos e monetários. A integridade dos registros é de
fundamental importância para a análise dos elementos patrimoniais, pois todos os fatos

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contábeis devem ser registrados, incluindo os das filiais, sucursais e demais dependências de
uma mesma entidade.

IV- Princípio do Registro pelo Valor Original:

Os elementos patrimoniais devem ser registrados pela contabilidade por seus valores
originais, expressos em moeda corrente do país. Assim, os registros da contabilidade são
efetuados com embasamento no valor de aquisição do bem ou pelo custo de, incluindo-se,
ainda, todos os gastos que foram necessários para colocar o bem em condições de gerar
benefícios presentes ou futuros para a empresa; caso ela efetue transações em moeda
estrangeira, os valores correspondentes devem ser convertidos à moeda nacional.

V- Princípio da Atualização Monetária:

Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos


nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos
componentes patrimoniais

VI- Princípio da Competência:

As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em


que ocorrer, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de
recebimento ou pagamento.

VII- Princípio da Prudência:

Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para


os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a
quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. (grifo do autor).

Esses princípios servem até hoje como base fundamental para direcionar os contadores
à correta escrituração contábil, segui-las significa ser correto nos procedimentos e ter respeito
pelas leis, normas e demais meios de regulamentação que são necessários ao exercício da
profissão.

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3. ÁREAS DE ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL CONTÁBIL

Depois de muitos anos atuando como um profissional que exercia funções limitadas, o
Guarda-livros evoluiu até chegar ao Contador dos dias de hoje, ganhou mais destaque no
mercado de trabalho nacional e internacional.
Foi um caminho longo e de grandes desafios, mais com a união e a força da classe
conseguiram o seu espaço e o reconhecimento pelos avanços que não seriam alcançados sem
sua dedicação à causa.
Dentre as funções que podem ser exercidas pelo contador destaca-se:

I – Nas Empresas:

 Planejador Tributário
 Analista Financeiro
 Contador Geral
 Auditor Interno
 Contador de Custos
 Contador Gerencial
 Atuário

II – No Ensino:

 Professor
 Pesquisador
 Escritor
 Parecerista
 Conferencista

III – Como Autônomo

 Auditor Independente
 Consultor
 Empresário Contábil

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 Perito Contábil
 Investigador de Fraudes

IV – Em Órgãos Públicos

 Contador Público
 Agente ou Auditor Público
 Tribunal de Contas
 Oficial Contador
 Dentre outros.
Fonte: www.cosif.com.br, apud: Marion, José Carlos; Uma Visão Panorâmica da Profissão Contábil, publicado
pelo jornal do CRC/RJ de março/abril de 1999.

Em muitas dessas áreas somente o Contador pode atuar, e isso acontece por ele ser o
profissional mais qualificado para entender os fatos que acontecem nas diversas áreas
econômicas e sociais.
Para tanto foram muitos os esforços e chegar ao modelo de profissão que vemos, e os
congressos foram uma das formas mais significativas para alcançar esse modelo, até hoje
foram 18, como segue: apud: História dos congressos brasileiros de contabilidade/ Conselho
Federal de Contabilidade - Brasília: CFC, 2008.

I - CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 16 a 24 de agosto de 1924


 Cidade: Rio de Janeiro
 Local: Associação dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro.
 Tema: Contabilidade, Ensino Técnico, Exercício Profissional, Comércio e
Legislação.

II - CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 18 a 25 de abril de 1932


 Cidade: Rio de Janeiro
 Local: Associação dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro

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 Tema: Assuntos relacionados com a Prática da Contabilidade, o Ensino
Profissional e o Exercício da Profissão.
III - CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 21 a 26 de maio de 1934


 Cidade: São Paulo
 Local: Escola de Comércio Álvares Penteado
 Tema: Contabilidade, Ensino Técnico, Exercício Profissional e Legislação
Comercial.

IV - CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data 5 a 11 de setembro de 1937


 Cidade Rio de Janeiro
 Local Associação dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro
 Tema: Definição de Contabilidade como Ciência, Ensino Técnico, Exercício
Profissional, Regulamentação Profissional, Comércio e Legislação.

V - CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 8 a 15 de julho de 1950


 Cidade: Belo Horizonte
 Local: Hotel Financial
 Tema: Contabilidade, Ensino Técnico, Exercício Profissional e Comércio e
Legislação.

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 22 a 28 de fevereiro de 1953


 Cidade: Porto Alegre
 Local: Pontifícia Universidade Católica
 Tema: Doutrina e Técnica, Ensino, Legislação, Exercício Profissional,
Assuntos Diversos

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VII CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 22 a 28 de outubro de 1961


 Cidade: Petrópolis
 Local: Hotel Quitandinha
 Tema: Doutrina e Técnica Contábil, Ensino da Contabilidade, Legislação
Federal, Estadual e Municipal, Exercício Profissional, Assuntos Gerais,
Contabilidade de Custo.

VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 1 a 7 de setembro de 1969


 Cidade: Belo Horizonte
 Local: Colégio Instituto Municipal de Administração e Ciências Contábeis
(Imaco)
 Tema: Auditoria, Contabilidade Gerencial, Análise Contábil, Contabilidade
Fiscal e Tributária, Contabilidade Geral e Aplicada, Custos e Medidas de
Produtividade, A Computação Eletrônica na Contabilidade.

IX CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 21 a 27 de outubro de 1973


 Cidade: Salvador
 Local: Associação Atlética da Bahia
 Tema: Normas e Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos, Auditoria e
Análise de Balanços, Fusões e Incorporações de Empresas, Contabilidade
Gerencial e Métodos Quantitativos, Contabilistas no Contexto Econômico-
Financeiro Nacional.

X CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 21 a 26 de novembro de 1976


 Cidade: Fortaleza

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 Local: Centro de Convenções
 Tema: Efeitos da Inflação sobre os Balanços, Custos e Avaliações dos
Estoques, Contabilização das Imobilizações Técnicas, Contabilização das
Imobilizações Financeiras, Consolidação de Balanços, Sistema e Planejamento
Contábil

XI CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 17 a 22 de novembro de 1980


 Cidade: Curitiba
 Local: Palácio de Cristal (Círculo Militar)
 Tema: Contabilidade, Formação do Contabilista, Exercício Profissional,
Aspectos Financeiros da Contabilidade, Sistemas de Informações,
Contabilidade Pública.

XII CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 29 de setembro a 3 de outubro de 1985


 Cidade: Recife
 Local: Centro de Convenções – Teatro Guararapes
 Tema: Exercício Profissional e Formação Cultural do Contabilista,
Contabilidade, Auditoria Contábil.

XIII CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 18 a 23 de outubro de 1992


 Cidade: Salvador
 Local: Centro de Convenções
 Tema: Contabilidade: Evolução dos Princípios Contábeis no Brasil, Auditoria,
Responsabilidade do Contabilista na Evolução da Profissão, Perícia Contábil,
Contabilidade Pública; e Conflitos entre o Fisco e o Contabilista

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XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 18 a 23 de outubro de 1992


 Cidade: Salvador
 Local: Centro de Convenções
 Tema: Normas e Princípios Contábeis, Exercício Profissional, Perícia
Contábil, Auditoria, Contabilidade de Custos, Educação, Contabilidade e
Orçamento Público, Contabilidade em Atividades específicas, Temas Livres

XV CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 20 a 25 de outubro de 1996


 Cidade: Fortaleza
 Local: Centro de Convenções
 Tema: Princípios e Normas Contábeis, Contabilidade Pública, Perícia
Contábil, Exercício Profissional, Auditoria, Legislação Tributária, Educação,
Tema Livre

XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 15 a 20 de outubro de 2000


 Cidade: Goiânia
 Local: Centro de Convenções
 Tema: A Contabilidade e o Meio Ambiente, A Contabilidade Frente à
Corrupção, A Contabilidade e os Avanços Tecnológicos, A Contabilidade e o
Processo de Comunicação, O Perfil do Futuro Profissional e sua
Responsabilidade Social, A Contabilidade e a Harmonização as Práticas
Internacionais, A Contabilidade e o Capital Intelectual, A Contabilidade e a
Tributação, Tema Livre

XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 25 a 28 de outubro de 2004


 Cidade: Santos
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 Local: Mendes Convention Center
 Tema: Educação como Fator de Competência Profissional, A Contabilidade e
a Governança Corporativa, Normas Brasileiras de Contabilidade –
Harmonização Internacional, A Contabilidade e a Responsabilidade Social, A
Contabilidade e o Setor Público, A Contabilidade na Era Digital, O Processo
de Comunicação das Informações Contábeis, A Contabilidade e o Sistema
Tributário, Contabilidade – Conflito de Interesses e Independência, Tema
Livre.

XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

 Data: 24 a 28 de agosto de 2008


 Cidade: Gramado
 Local: Serra Park – Centro de Feiras e Eventos
 Tema: A Contabilidade e a Governança Corporativa, Auditoria e Perícia,
Contabilidade de Custos, Contabilidade Financeira, Contabilidade Gerencial,
Contabilidade Governamental e do Terceiro Setor, Contabilidade
Internacional, Contabilidade Tributária, Educação e Pesquisa em
Contabilidade, Ética e Responsabilidade Social, Sistemas de Informações,
Teoria da Contabilidade

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE CONTABILIDADE

Este congresso será realizado em 2012 na cidade de Belém do Pará.

4. OS SIMBOLOS DA PROFISSÃO CONTÁBIL

4.1 São Mateus Padroeiro dos Contabilistas

São Mateus foi um contabilista. Atuava na área da Contabilidade


Pública, pois era um rendeiro, isto é, um arrendatário de tributos. O
exercício da sua profissão exigia rígidos controles, os quais se refletiam
na formulação do documentário contábil, sua exibição e sua revelação. Escriturava e auditava,

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era um publicano, e por isso não era bem visto pela sociedade, sendo considerado um
pecador. Na verdade, ele gozava de má fama pelo fato de ser um cobrador e arrecadador de
tributos. Chamava-se telônio o local onde se efetivava o pagamento dos tributos e onde
também se trocava moeda estrangeira um misto de casa de câmbio e de pagamento dos
tributos. Mateus nasceu em Cafarnaum. Não se conhece a data do seu nascimento. Seu pai,
Alfeu, deu-lhe o nome de Levi. Sua cidade natal era cortada pelas principais estradas da
Palestina, ponto de convergência e centro comercial da região. Jesus Cristo tinha especial
simpatia por essa cidade, tendo nela pregado a sua doutrina. Na época, era uma província
romana. Em sua peregrinação, Cristo passa diante do telônio de Levi, pára, e o chama:
"Segue-me". Levi se levanta, acompanha o Mestre e abandona seus rendosos negócios. Troca
de nome e de vida. Diz São Jerônimo que Levi, vendo Nosso Senhor, ficou atraído pelo brilho
da divina majestade que fulgurava em seus olhos.

4.2 O Anel do Contabilista

O Anel do Contabilista possui as seguintes


características: A Pedra de Turmalina Rosa Clara,
ladeada de Diamantes e o aro de um lado, o Caduceu
de Mercúrio, que é a insígnia (realeza, atributo de
dignidade) do Deus do Comércio (bastão que
representa o poder, com duas Serpentes entrelaçadas,
simbolizando a sabedoria; e o capacete com duas Asas que representam Atividade e
Diligência); do outro lado, as Tábuas da Lei, com a legenda "LEX" (leis).

4.3 O Caduceu

Bastão entrelaçado com duas serpentes, que na parte superior


tem duas pequenas asas ou um elmo alado. Sua origem se explica racional e
historicamente pela suposta intervenção de Mercúrio diante de duas serpentes que lutavam, as
quais se enroscavam em seu bastão. Os romanos utilizaram o caduceu como símbolo do
equilíbrio moral e da boa conduta; o bastão expressa o poder; as duas serpentes, a sabedoria;
as asas, a diligência; o elmo é emblemático de pensamentos elevados.

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O caduceu é na atualidade a insígnia do bispo católico ucraniano. Do ponto de vista
dos elementos, o caduceu representa sua integração, correspondendo o bastão a terra, as asas,
ao ar; as serpentes à água e ao fogo (movimento ondulante da onda e da chama).

5. CONCLUSÃO

Por tudo, conclui-se que essa evolução trouxe para o profissional contábil, o respeito
merecido e um destaque maior no mercado de trabalho, e que não foi fácil chegar a esse
reconhecimento.
A profissão contábil é necessária para existência de integração entre, organizações,
sociedade e governos, e sua necessidade continuará sendo exigida em virtude das constantes
mudanças no cenário econômico.

Continuar com a missão de fornecer informações aos usuários da contabilidade é a


missão que fica para os futuros contadores, seguindo as leis e a ética profissional.

REFERÊNCIAS

História dos congressos brasileiros de contabilidade/ Conselho Federal de Contabilidade:


Brasília: CFC, 2008. – História dos Congressos de Contabilidade.
IUDICIBUS, Sérgio de. Manual de contabilidade das sociedades por ações: aplicável também
as demais sociedades/FIPECAFI, Sérgio de Iudicibus, Eliseus Martins, Ernesto Rubens
Gelbcke, 4a Ed. São Paulo: Atlas, 1994. – Lei 6404.
Lopes de Sá, A. (2001): "Bases das Escolas Européia e Norte-Americana, perante a cultura
contábil e a proposta neopatrimonialista”. Artigo.
MARION, José Carlos. Contabilidade Básica, 7ª Ed. São Paulo: Atlas, 2004. – Conceitos e
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