Um mais um é igual a um - 1ª Parte

Estudos Bíblicos - Devocionais para Casais Papai acabara de se acomodar na poltrona com o jornal quando sentiu uma mãozinha batendo em seu joelho... Papai acabara de se acomodar na poltrona com o jornal quando sentiu uma mãozinha batendo em seu joelho. Ele baixou o jornal e deparou com Bobby, seu filho de cinco anos, olhando-o com uma expressão de urgência. - Papai, de onde eu vim? Papai ficou vermelho, e as mãos começaram a suar, mas não havia como evitar a pergunta. O menino repetiu: - Papai, de onde eu vim? Papai, com um longo suspiro, deixou o jornal de lado, sentou o menino no colo e proferiu um discurso de dez minutos sobre “flores e abelhas”. Bobby ouviu de modo educado, até o pai finalmente acabar. - É assim que as coisas acontecem, meu filho. Mais alguma pergunta? - Sim. Quero saber de onde eu vim. Susie Thompson me disse que ela veio de Albany, em Nova York. Este pai se envolveu num caso clássico de falta de comunicação. Se tivesse entendido que, na verdade, a pergunta do filho era: “Onde eu nasci?”, não falaria tanto nem passaria por constrangimento – pelo menos naquele momento. A falta de comunicação é um dos principais problemas entre marido e esposa. Não poderia escrever um livro sobre relacionamento conjugal sem falar um pouco sobre comunicação. Embora seja uma palavra muito usada atualmente, a boa “comunicação” continua sendo um dos únicos fatores mais importantes do casamento. Se você tem um casamento típico, pode-se dizer, com segurança, que você gasta menos de cinco minutos por dia numa verdadeira comunicação. Recentemente li uma tira de jornal que mostrava um casal na sala de um terapeuta. Este dera ao casal uma tarefa que consistia em serem mais comunicativos durante a semana. A esposa, reclamando que o marido não cumprira a tarefa, disse que ele falara apenas três coisas em toda a semana: “E o jantar?”, “Onde está o controle remoto?” e “Que cheiro é esse?” O marido revida afirmando que a esposa disse somente duas coisas: “Você está sentado em cima” e “são suas meias”. O terapeuta olha para o marido e pergunta: “E qual dessas respostas se referia ao jantar?” É claro que maridos e esposas que não se comunicam e que vivem brigando têm sido o alvo de cartunistas e comediantes durante muito tempo. Na vida real, porém, não é tão engraçado. De fato, pode ser um inferno ficar preso a um casamento em que há pouquíssima comunicação e em que quase não se compartilham, aberta e honestamente, os sentimentos e idéias. Acho que homens e mulheres no fundo têm medo de se comunicar, de dizer um ao outro quem são ou de expressar seus pensamentos, necessidades e sentimentos mais profundos. A palavra comunicação, neste contexto, significa “compartilhar a si mesmo de forma verbal e não-verbal, de modo que o outro possa compreender o que você disse e como você se sente”. A comunicação envolve não apenas o compartilhamento das palavras mas também, e igualmente importante, as habilidades de ouvir e entender. Há pouco tempo, um anúncio no Wall Street Journal atraiu minha atenção. Uma das empresas mais bemsucedidas dedicou uma página inteira do jornal (cujo custo deve ter sido tremendamente alto) à arte de ouvir, relatando aos leitores que todos os funcionários – de secretária a executivos – participaram de seminários sobre o assunto. Quando grandes empresas aprendem que compensa ouvir, devemos tomar nota, pois estou certo de que a base do negócio é o aumento da produtividade resultante do bom hábito de ouvir. Se, para o sucesso da companhia, uma empresa tão bem-sucedida está disposta a investir tanto tempo e esforço no processo de ouvir, é claro que você e eu devemos estar dispostos a investir nosso tempo e nossa energia em ouvir, para o bem de nossos casamentos. Kevin Leman(O Sexo Começa na Cozinha, ed. Mundo Cristão)

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