Você está na página 1de 8
1
1

EXCELENTISSIMO

FORTALEZA-CEARÁ.

SENHOR

JUIZ

DA

VARA

DO

TRABALHO

DA

COMARCA

DE

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

RECLAMANTE: MARIA DOS ANZÓIS 1º RECLAMADO: XXXXXXXXXXXXXX 2º RECLAMADO: XXXXXXXXXXXXXX

MARIA DOS ANZÓIS, brasileira, solteira, Assistente Social, endereço eletrônico xxxxx,

portadora da Carteira de Trabalho nº xxxx/CE, inscrita no PIS sob o nº xxxx e do CPF n.º xxxxx

residente e domiciliada na Avenida xxxx, nº xx, Bairro: xxxx, CEP: xxxx, Fortaleza-Ceará, por

intermédio de sua procuradora que a esta subscreve e com procuração anexa a este petitório,

vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com base no artigo 840 da

de 1º RECLAMADO,

Legislação Consolidada, propor RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n.º xxxxxxxx, com sede nesta capital,

na Rua xxxxxxxx, nº xxxxxxxxx Bairro: xxxxxxxxx, CEP: xxxxxxxxxxx, Fortaleza, Ceará, com

sede administrativa na Avenida xxxxxxxxxxx, nº xxx, Bairro: xxxxxxxx, Fortaleza, Ceará, CEP:

xxxxxxx, Fortaleza, Ceará; e de 2º RECLAMADO, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no

CNPJ sob o n.º xxxxxxxx, com sede nesta capital, na Rua xxxxxxxx, nº xxxxxxxxx Bairro:

xxxxxxxxx, CEP: xxxxxxxxxxx, Fortaleza, Ceará, pelos motivos de fato e de direito a seguir

aduzidos.

em face
em face

INICIALMENTE

a) DO PEDIDO DE GRATUIDADE DA JUSTIÇA:

Sendo certo que a Reclamante atualmente encontra-se desempregada, e não possui condições de arcar com os ônus processuais sem prejuízo do seu sustento e de sua família, conforme declaração de hipossuficiência anexada a esta inicial, requer se digne Vossa Excelência deferir- lhe os benefícios da Justiça Gratuita.

b) DA NÃO OBRIGATORIEDADE DE SUBMISSÃO DA RECLAMATÓRIA À COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA CCP

MM Juiz em razão da prevalência do Princípio da Inafastabilidade do controle jurisdicional, inscrito no artigo 5º, XXXV da Constituição Federal, vem a Reclamante indicar que não se submeteu à CCP da Empresa em razão de não haver obrigatoriedade legal.

2
2

c) DA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO 2º RECLAMADO

Apesar do vínculo da Reclamante ter se dado diretamente com o 1º RECLAMADO, SUAS ATIVIDADES ERAM, EXCLUSIVAMENTE, VINCULADAS AO 2º RECLAMADO, pois atuava como integrante da equipe de trabalho de Saúde da Família.

Tendo em vista que o 2º RECLAMADO se beneficiou diretamente dos serviços prestados pela Reclamante, cabia a ela fiscalizar o cumprimento das leis trabalhistas por parte do 1º RECLAMADO . Contudo, além de não zelar pelo cumprimento das leis trabalhistas, ainda cometeu error in vigilando e in eligendo, pelo que não pode ser responsabilizada a Reclamante.

Assim, nos termos dos incisos V e VI, da Súmula 331 do C. TST, o 2º RECLAMADO deve ser responsabilizado subsidiariamente na obrigação de pagamento de todas as verbas trabalhistas devidas à Reclamante:

Súmula nº 331 do TST

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE

V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.

VI A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral. [Grifo nosso].

I. DOS FATOS

01. A Reclamante foi admitida pelo 1º RECLAMADO para desenvolver suas atividades profissionais junto a postos de saúde, vinculados ao 2º RECLAMADO, atuando enquanto integrante da equipe de trabalho do Centro de Saúde “A”; Centro de Saúde “B” e Centro de Saúde “C”.

3
3

02. A Autora foi admitida em 02/12/2009, para exercer a função de Assistente Social do

NASF, conforme cópia da CTPS em anexo, com remuneração de R$ 2.587,46 (dois mil, quinhentos e oitenta e sete reais e quarenta e seis centavos). Cumpria jornada de trabalho de segunda à quinta-feira no intervalo de horário entre 08h00 e 17h00, perfazendo um total de 32 (trinta e duas) horas de trabalho semanais, o que contrariou a Lei 12.317/2010, ultrapassando em 02 (duas) horas semanais o que é determinado para a carga horária que legalmente deve ser trabalhada pelo Assistente Social.

03. Em 04/02/2013 a Reclamante foi despedida sem justa causa pelo 1º RECLAMADO que

não honrou com o pagamento das verbas rescisórias a que tem direito, consoante legislação trabalhista.

04. Conforme se pode verificar no termo de homologação de rescisão do contrato de trabalho da

Reclamante, há ressalvas deduzidas no referido documento, cujo teor é o que se segue:

“Ressalva-se o direito da empregada de pleitear junto à justiça especializada do Trabalho as seguintes verbas: aviso prévio indenizado, multa do artigo 477 da CLT, 13º salário proporcional ano de 2013, 13º salário do aviso indenizado, férias referentes ao aviso prévio indenizado, férias proporcionais e a multa dos 40% do

FGTS (

)”.

[Grifo nosso].

Assim, com base nas obrigações legais descumpridas pela Reclamada, vem a Reclamante impetrar a presente, rogando a Vossa Excelência que aprecie os fatos e defira todos os pedidos formulados.

II. DO DIREITO

Deverá o 1º RECLAMADO pagar os haveres rescisórios da Reclamante em face da despedida sem justa causa que ora se pleiteia. Desta forma, são devidas todas as verbas rescisórias, descritas enquanto ressalvas no Termo de Homologação de Rescisão do Contrato de Trabalho (THRCT), a saber: aviso prévio indenizado, multa do artigo 477 da CLT, 13º salário proporcional ano de 2013, 13º salário do aviso indenizado, férias referentes ao aviso prévio indenizado, férias proporcionais e multa de 40% sobre os depósitos do FGTS. Assim, requer-se o pagamento de todas as verbas rescisórias, devidamente corrigidas à época do efetivo pagamento, devendo o período de aviso integrar ao tempo de serviço do obreiro, para todos os fins de direito.

II.1 - DO AVISO PRÉVIO

Nos termos da Lei nº 12.506/11, após o transcurso de um ano de trabalho junto ao 1º RECLAMADO, aos trinta dias de aviso prévio serão acrescidos três (03) dias por ano de serviço realizados na mesma empresa. Sob tal fundamento, requer a condenação do 1º RECLAMADO ao pagamento de um mês e nove dias, o que equivale ao valor pecuniário de R$ 3.378,26 (três mil trezentos e setenta e oito reais e vinte e seis centavos).

Anote-se que no THRCT há indicação de aviso prévio indenizado, mas não houve qualquer pagamento à Reclamante por parte do 1º RECLAMADO.

II.2 - DOS 13º SALÁRIOS

A Reclamante não recebeu o 13º Salário proporcional (1/12) equivalente ao ano de 2013 cujo

valor corresponde a R$ 215,62 (duzentos e quinze reais e sessenta e dois centavos) e nem o 13º salário indenizado, equivalente a R$ 215,62 (duzentos e quinze reais e sessenta e dois centavos), totalizando ambos o quantum de R$ 431,24 (quatrocentos e trinta e um reais e vinte e quatro centavos).

Neste tocante indica-se a violação do disposto nas Leis nº 4.090/62 e 4.749/65 que regulamentam a matéria.

4
4

II.3 - DAS FÉRIAS

Em violação ao disposto no artigo 7º, XVII da Constituição Federal em consonância com o estabelecido nos artigos 129 a 153 da norma consolidada, a Autora NÃO RECEBEU os valores

referentes às férias proporcionais do ano de 2013, que deverão ser calculadas considerando-se

o período de 02/12 avos e acrescidas do terço constitucional, que correspondem

respectivamente aos valores de R$ 431,24 (quatrocentos e trinta e um reais e vinte e quatro centavos) e R$ 143,75 (cento e quarenta e três reais e setenta e cinco centavos).

Também não recebeu as férias indenizadas (1/12 igual a R$ 215,62) acrescidas de 1/3 (R$71,87) o que equivale a R$ 287,49 (duzentos e oitenta e sete reais e quarenta e nove centavos).

II.4 - DAS HORAS EXTRAORDINÁRIAS

A Lei 12.317/2010 determina em seu artigo 5º-A determina que “a duração do trabalho do

Assistente Social é de 30 (trinta) horas semanais”. Como se pode perceber pelo teor do que foi relatado pela Reclamante, semanalmente eram excedidas 02 (duas) horas da carga horária legal para sua categoria.

Frise-se que essa carga horária passou a ter vigência a partir da data da publicação da Lei 12.317/2010 em 26 de agosto de 2010, quando o contrato da Reclamante estava em curso, não havendo a necessária adequação da jornada por ocasião da publicação da Lei.

A Reclamante deveria laborar de segunda a sexta de 08h00min as 14h00min, perfazendo o total

de 30 horas semanais, todavia não era esta a realidade laborativa da autora, laborando de

segunda a quinta-feira, de 08h00minh as 17h00 horas, o que totaliza 32 horas semanais.

Assim, houve exacerbação da carga horária de trabalho semanal que deveria ser de 30 horas e terminou por ser da forma como se demonstra no quadro abaixo:

Data Inicial

Data Final

Quantidade de

Quantidade de horas excedidas

semanas

26/08/2010*

26/08/2011

52

104

27/08/2011

26/08/2012

52

104

27/08/2012

04/02/2013

22

44

* Início da vigência da Lei 12.317/2010.

TOTAL = 252 horas

Considerando que para o cálculo de horas extras deve ser levado em conta o valor da hora normal, observamos que em regra a jornada semanal é multiplicada por cinco para encontrar a jornada mensal. Os que possuem jornada de 44 horas semanais o divisor mensal é 220 (5 x 44), os que possuem jornada semanal de 36 horas o divisor mensal é 180 (5 x 36).

O Tribunal Superior do Trabalho com a Súmula nº 431 manifestou o seguinte entendimento:

aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor do salário-hora do empregado sujeito a 40 (quarenta) horas semanais de trabalho. ”

Seguiu a mesma lógica de multiplicar o número de horas semanais por cinco (5 x 40). Ora, seguindo a mesma linha de raciocínio, podemos sustentar que deve ser aplicado o divisor 150 para o cálculo do valor do salário-hora do Assistente Social sujeito a jornada de 30 horas semanais (5 x 30).

5
5

Desta forma, o Assistente Social que prestar serviço extraordinário deverá ter sua remuneração mensal dividida por 150 para encontrar o valor do salário-hora ordinário, para base de cálculo da hora extra.

Portanto, temos que no caso da Reclamante, o valor da hora ordinária de trabalho corresponde a R$ 17,25 (dezessete reais e vinte e cinco centavos), enquanto a hora extraordinária corresponde a R$ 25,87 (vinte e cinco reais e oitenta e sete centavos). Como A RECLAMANTE REALIZOU 252 HORAS EXTRAORDINÁRIAS, FAZ JUS À PERCEPÇÃO DE R$ 6.520,50 (SEIS MIL QUINHENTOS E VINTE REAIS E CINQUENTA CENTAVOS).

II.4.1 Reflexos Horas Extras

A integração das horas extras no aviso prévio, está prevista no §5º, artigo 487 da CLT que assim dispõe: “O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado”. Temos também o Enunciado n.º94 do TST, dispondo que: “O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio indenizado”.

Ensinam a Jurisprudência e a Doutrina que tais valores são irrenunciáveis e inegociáveis pelo que devem ser pagos. Leia-se os dispositivos abaixo transcritos:

A integração das horas extras em férias vencidas e proporcionais, está previsto no §5º, artigo 142 da CLT: “Os adicionais por trabalho extraordinário noturno, insalubre ou perigoso serão computados o salário, que servirá de base ao cálculo da remuneração das férias”. No mesmo sentido temos o disposto o Enunciado nº 151 do TST que reza:

“A remuneração das férias inclui a das horas extraordinárias habitualmente prestadas (exprejulgado n.º24)”. A doutrina trilha mesmo entendimento. O professor Amauri Mascaro Nascimento, em sua obra Curso de Direito do Trabalho, ano 1989, 8ªedição, página 490, afirma que: “também a remuneração das férias é acrescida das importâncias das horas extras”.

A integração das horas extras no 13º salário, ou gratificação natalina como querem alguns, está prevista no artigo 2º do Decreto n.º57.155 de 3/11/65 – Regulamento da Gratificação Natalina, que dispõe: “Para os empregados que recebem salário variável, a qualquer título, a gratificação será calculada na base de 1/12 (um doze avos) da soma das importâncias variáveis devidas nos meses trabalhados até novembro de cada ao. A essa gratificação se somará a que corresponder à parte do salário contratual fixo”. Temos também o disposto no Enunciado n.º45 do TST que reza: “A remuneração do serviço suplementar, habitualmente prestado, integra o cálculo da gratificação natalina prevista na Lei n.º4090 de 1962”. A doutrina trilha mesmo caminho. O professor Amauri Mascaro Nascimento afirma que: “O 13º salário será aduzido dos valores atribuídos ao empregado, a título de horas extras, não apenas das horas normais” (Curso de Direito do Trabalho, ano 1989, 8ªedição, página 490, Editora Saraiva).

A integração no descanso semanal remunerado DSR,ou descanso hebdomadário como querem alguns, está previsto na letra a a d, do artigo 7º da Lei n.º605 de 1949. Vejamos o que diz a letra b da referida lei: “para os que trabalham por hora, à sua jornada normal de trabalho, computadas as horas extraordinárias habitualmente

6
6

prestadas”. Na mesma linha temos o Enunciado n. 172 do TST que dispõe:

Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas (ex-prejulgado n. 52)”. A doutrina trilha mesmo caminho. O professor e Juiz do Trabalho Edilton Meireles, no Jornal Trabalhista Consulex JTb, de 1º.10.2001, página 18-883/6, assim se posiciona: “O artigo 7º da Lei n. 605/49 c/c o artigo 457 da CLT dá margem à conclusão de que, não só as horas extras devem integrar o valor do repouso semanal, mas, também, toda e qualquer parcela de natureza salarial”. O professor Amauri Mascaro em sua obra Curso de Direito do Trabalho, ano 1989, 8ª edição, Editora Saraiva, página 491, afirma que: “No cálculo da remuneração dos repousos são computados todos os pagamentos de natureza salarial, inclusive adicionais salariais, ordenando a Lei n. 605 de 1949, o cômputo das horas extraordinárias habituais”. A jurisprudência acolhe a tese de que as horas extras devem incidir nos DSRs, quando dispõem: “Ementa. Recurso Ordinário. As horas extras habitualmente prestadas devem incidir no cálculo de repouso semanal remunerado,

nos termos da alínea a do art. 7º da Lei n. 605 de 1949 e do Enunciado n. 172 do c. TST (TRT 1ª R., 2ª T. RO n. 21.861 DE 1962, Rel. Juiz Félix de Souza DJRJ 24.5.96, página 97) extraído do Jornal Trabalhista JTb de 5.8.96, ANO XIII, n. 619, página

850)”.

Requer-se, ainda, os reflexos das 10 horas extras mensais que eram realizadas com habitualidade aos depósitos mensais de FGTS, sobre a multa dos 40%, Aviso Prévio, de todas as férias do período, de todos os 13º Salários, integração ao DSR.

Reflexos de 13º 2010 - R$ 258,70

2011 R$ 258,70

2012 - R$ 258,70

2013 R$ 43,11

Total = R$ 819,21;

Reflexos de férias 2010 - R$ 258,70

2011 R$ 258,70

2012 - R$ 258,70

2013 R$ 43,11

Total = R$ 819,21;

Reflexos de depósitos de FGTSR$ 20,69 (por mês) x 31 (29 meses + 2 {13º salários}) = R$ 641,39;

Reflexos sobre a Multa 40% FGTS R$ 256,55;

Total Geral de Reflexos Hora Extras R$ 2.536,36

II.5 - DO SEGURO-DESEMPREGO

Pela despedida sem justa causa tem direito a Reclamante à indenização pelo 1º RECLAMADO da verba a que faria jus a título de seguro-desemprego, nos termos das Leis 7.998/90 e

8.900/94.

II.6 - MULTA DO ART. 477 CLT

Conforme se constatou pelos THRCT da Reclamante que o empregador até a presente data NÃO PAGOU todos os valores que lhe seriam devidos por obrigação legal.

Portanto, faz jus ao pagamento da multa do art. 477 da CLT, que infere ao pagamento de um mês de salário, conforme o § 8º do referido artigo.

II.7 - DA MULTA DO ARTIGO 467 da CLT

Também é devida a aplicação do que estabelece o art. 467, caput, da CLT, i.e., o pagamento da parte incontroversa das verbas rescisórias devidas à reclamante à data do comparecimento à audiência, sob pena de pagá-las acrescidas de 50% (cinquenta por cento), incidindo inclusive sobre o saldo de salário supramencionado. Pelo que faz jus a Reclamante mesmo em caso de revelia, cf. a S. 69, do TST.

7
7

II.8 - MULTA DE 40% FGTS

Conforme se constatou pelo THRCT da Reclamante o 1º RECLAMADO não efetuou o depósito referente a multa de 40% dos valores depositados a título de Fundo de Garantia, contrariando frontalmente o estabelecido no artigo 15, § 1º da Lei 8.036/90.

O Extrato da Conta do Fundo de Garantia da Reclamante, em 19/02/2013, possuía saldo de R$ 8.366,60 (oito mil reais, trezentos e sessenta e seis reais e sessenta centavos), portanto fazendo jus a R$ 3.346,64 (três mil trezentos e sessentas e seis reais e sessenta centavos).

Desta feita, a Reclamante requer a condenação dos RECLAMADOS ao pagamento de honorários advocatícios contratuais no importe de 20% sobre o valor da condenação, a título de perdas e danos, já que, conforme contrato de honorários anexo (documento da inicial), foi este o valor pactuado.

III. DOS PEDIDOS

Em face do exposto, requer-se, o recebimento da presente petição, seguida da

RECLAMADOS, para

do 1º RECLAMADO ao pagamento das verbas especificadas e ora discriminadas:

dos

, ofertar defesa à presente, pugnando-se ainda pela condenação

notificação

querendo
querendo

a) Aviso Prévio (39 dias)

R$ 3.378,26

b) Saldo de salário (4/28)

R$

369,64

c) 13º proporcional (1/12)

R$

216,56

d) 13º indenizado

R$

216,56

e) Horas extras (252)

R$ 6.520,50

f) Férias proporcionais (2/12)

R$

433,11

g) 1/3 férias proporcionais

R$

143,75

h) Férias indenizadas

R$

216,56

i) 1/3 férias indenizadas

R$

71,87

j) 40% - multa do FGTS

R$ 3.346,64

k) Multa do artigo 477, §6º e 8º da CLT

R$ 2.587,46

l) Multa do artigo 467 da CLT

ilíquido*

m) Restituição Honorário Contratuais

R$

2.195,95

n) Reflexos de horas extras

R$

2.536,36

* Valor a ser definido.

Total Parcial

R$ 22.233,22

Total Geral

R$ 24.652,92

Requer ainda a Reclamante:

a) Concessão do benefício da gratuidade da Justiça;

b) Pagamento de todas as verbas discriminadas neste petitório;

8
8

c) Sejam os Reclamados compelidos a efetuar o pagamento em audiência das verbas

incontroversas, sob as penas do artigo 467 da CLT;

d) Pagamento de férias proporcionais referente ao ano de 2013, acrescida de 1/3, nos termos

da fundamentação supra e das férias indenizadas mais um terço;

e) Pagamento das verbas rescisórias: 13º salário proporcional e indenizado, no montante de

01/12 avos, e multa de 40% sobre os depósitos do FGTS, devidamente corrigidos à época do efetivo pagamento;

f) Pagamento do aviso prévio calculado sobre 39 (trinta e nove) dias, consoante Lei 12.506/2011;

g) Pagamento das horas extras (252 horas) e seus reflexos legais durante todo o período;

h) Condenar o 1º RECLAMADO e o 2º RECLAMADO de forma subsidiária, à restituição de

honorários contratuais no importe de 20% sobre o valor da condenação, a título de perdas e

danos, eis que foi o valor pactuado entre a Reclamante e seus patronos.

i) Apuração do quantum debeatur mediante simples cálculos após o trânsito em julgado da sentença.

Indica-se como provas a serem produzidas as de caráter documental, testemunhal e depoimento pessoal do representante legal dos Reclamados, sob pena de confissão, na amplitude do artigo 369 do Código de Processo Civil.

Dá-se à causa o valor de R$ 24.652,92 (vinte e quatro mil seiscentos e cinquenta e dois reais e noventa e dois centavos).

Nesses Termos, Pede e confia no deferimento.

Fortaleza, Ceará, xx de mês de 2013.

Advogado(a)

OAB/