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e se estende aos. a pintura.. ou a poesia. " Scboppenhauer. propósito útil": o trabalho do gênio pode ser a música. trad. nada que seja para uso ou lucro.grandes origem à estética filosófica. Ele está discutindo a noção romântica de gênio. Pois as questões a a prática de caráter prático são definidas pelos interesses que um indivíduo ou grupo possa ter .CAPíTULO CINCO Da estética à crítica de arte ~:JI:Nl~. A.. Todos os demais trabalhos humanos existem somente para a manutenção e o subsídio de nossa existência. G. F. entre consideraçõei desacreditar qualquer que a experiência propensão trabalb@ que deu estéticas e práticas. de E. Não poder ter ucilidade nem ser lucrativo é uma característica do trabalho do gênio.J::AllttI{LO CITANDO UMA PASSAGEM O ~omo prima filosófica d da obra- vOlztadee representação. e a identifica com o intelecto agindo independentemente de modo que "as produções do gênio não servem a nenhum da vontade.W. em que se fala da re açao entre o 'e o o~ como ele os vê: beleza e utilidade como valores antitéticos. todas as referências a Schopenhauer fazem menção a esse texto. é o seu título de nobreza. escreve que "o gosto é a facul- BOX 1I1ITH THE SOUND (1961) POR ROBERT CORTESIA: OF lTS OIP'N AltlKING [CAIXA COM O SOM DE SUA PRÓPRIA FElTURA] MORRlS.. as únicas exceções são aqueles por nós aqui debatidos. obtida por um dos .mas que Kant. A não ser em caso de indicação em contrário. The Wor/d as Will a1ld Represmrosion.2:388. eles existem por si mesmos. a filosofia. CRÉDITO DA FOTO: PAUL MACAPIA. os tempos modernos. Por isso.interesse a queSchopenhauer trabalho se refere com o conceito de vontade . 1958). .. E SRA.~endeu em se perguntar sobre a unu estética pode ter.. Payne (New York: Hafner Publishing Company. porque ao fazê-lo abandonamos a atmosfera terrena da ~ecessidade e do desejo. WruGHT.s:r:E.." Essa poderosa distinção. e nesse senstido podem ser considerados como a flor . nosso coração se alegra ao desfrutã-los.. SEATTLE ART MUSEUM E SR. no que gerou uma tradição que incluía Shopenhauer e que bem se es- téndeu. da existência.

entre suas obras e escultura un 1 deveria ser posta de lado. como de que não há linha especial a ser traçada entre o belo na arte e na natureza. cada arre"83do belo na natureza: que distingue o que Greenberg de "qualidade na a arte bela é gut. em sua Gmealogia da Moral. .. Tbe Collecled EJJayJ and Criticism. um templo não é uma casa pode perguntar das velas de ignição._ ó pode ser chamada de Gela se éstamos conscientes dela como arte. mas como objeto belo não satisfaria nenhum interesse dentre os que suscitam as velas de ignição: se você estivesse vez que "todo e qualquer ~ por toda a sua ênfase no gênio. M. . 1951). analogamente para habitação. que parece querer conecrar a utilidade à simplicidade. . que as considerações a justificar a eliminação dos domíninos do design arquiterônico...arte. é claro. à utilidade. para ser servido? . um i ~. as árvores frutíferas Uma desajeitadas. rrad. 1 'li . Mas a beleza não ulgar um . A exemplo da beleza (limitada) da vela de ignição. 58. tram-se alijadas do reino da função e da utilidade. Mas o meu de todo o resto. não podemos nos enga- . .1 mostra. 149. e Nierzsche. quando não à feiura. O objeto de tal satisfação e chamado desempenha papel algum ao dar conta do funcionamento argumentou que. Greenberg.. por um caminho já bem aplainado por aqueles que toma- ção. Segue-se imediatamente. J-J' beleza". qüência importante é claro. construída como discriminação entre a arte boa e a ruim. Em e da decoração bem como a eliminação dos subsídios todo o caso. C. DE ARTE •• • • • • • • . Gia constrasta tanto com "ruim" como com "mau". a satisfação em si mesma depende.ro-. à medida . E ainda assim. comum a Kant e a Schopenhauer. f~·. consideravam interesse reside no abandono do pensamento.. quanto ao faro de ser arte. I. t W 81 90 Kanr. Se lhe falta beleza ou "qualida- de".. Schopenhauer a beleza está relacionada vela de ignição pode ser considerada e embora enganar. 91 .{~!f) ~ r~~>r~V' ." E a ques- grande discípulo de Schopenhauer. feias e desajeitadas". objetOs de pintura ! ''\ " :p :1::1 1.í.. DA ESTÉTICA t t~~ i Á CRlTJCA 4: 118.. e ~~~~. . As edificações mais belas não são as úteis. com várias inflo rações não frutifica. ansioso por ter uma que funcionasse. não há nada além do conhecimento de que é a arte que se está artísticos dos orçamentos federais . ade.[ O Museu de Arte ade que exemplificam . de acordo com Kant.~. ue ela se parece com a natureza'. da inexistência de interesse prático em sua satisfa- :.1 . a beleza pode ser um subproduto acidental. quer se trate de arte bela ou beleza natural. que eram o das "árvores pequenas. parente filosófico distante i! feias e essencial no modo shopenhaueriano de pensar se se considerar o contraste entre o g/It e o schlecht da língua alemã. Assim como a coisa em si existe independentemente . 'i~ os tra- insistia a estética clássica..traços que os escravos. uma . o princí- A coleção Barnes exibe. levando a estética filosófica a uma forma 'altamente influente da prática da crítica da arte. nar quanto Schopenhauer.. mobília de Shakers de inegável utll 1 vel. Há algo de assusta- "maus". Bernard (New York: Hafner Publishing Company. "The Idencicy of Are".'I Wb l.82 AssI. nenhuma distinção é '1lespeCialmente obtida: "a natureza é bela porqu. Talvez se possa adquirir um sentido do que é f~ (j' nos nada de partes de metal e de cerâmica. tão perturbadora interesse mina o julgamento certamente ter? Pois em que consistiria de gesto".i'i=' ao modo como estética e utilidade estão separadas uma da outra. . . que é diferente do contraste entre gttt e bõse. to o~ médoto repres~ntando-o por.. são pequenas.. CINCO 82 ft) Ibid.õ d~"bei~ p~de'~~~i~~. '(. vê a separação utilidade em objetos que de ordinário não seriam atribuídos por alguns um objeto útil. .1 J ~ ~f/::J~ 1 ~. Cntique ofJ1Idgenlelll. com suas com sua distribuição possamos à sua beleza . "raramente vemos o útil unido ao belo . res altas e esguias não dão fruto. . . 'j. o a questão da beleza da vela de ignição Sigamos Kant como se houvesse um tipo de satisfação an sich (em si).v _ um de seus aspectos possuindo uma boa justificativa prática.8o Shopenhauer estéticas encon- ram a disjunção no que se tem uma conse- do ornamento entre a beleza e a utilidade como urna verdade profunda. de Ibid. ti.I lii parece claramente uti ~ 'I. estranham ente proporcio- roseira pequena.sendo a arte por definição um mero floreio - experimentando chamou já que as obras de arte incidem na categoria da estética.1 em que medida superfícies curvas e polidas. Mas pelo menos eles não eramschlecbt. .e se parece co~ a arte. .n. Entre o belo nan~e O belo artístico em Kant.11 A rosa de jardim entre beleza e a gênios: "Árvo- dor nessa linha de pensamento. ela deveria ser objeto de uma "satisfação completamente desinteressada"."a arte bela tem de se parecer com a natureza". . pois para julgá-Ia bela. .dernismo não tem sido tão rigoroso Moderna exibe objetos de reconhecida pio de alto estilo estético. ~.I . Pois isso conduz.45. CAP[TllLO J. se colocaria: que tipo de satisfação se poderia a satisfação se não houvesse nenhum interesse «equivalenre humano como os escravos. por uma ilusão. de possuírem ços defini dores do que é bom . . ela é schlecht.d mas a selvagem e quase sem fragrância sim".um~ sa~lsfaçao ou insatisfaçãó"inteiramente desinteressada. que "bom" designa o que os senhores diziam ser em virtude da coisa an sich.

uma vela de ignição não poderia. ser uma obra de arte em 1790. nar que utilidade do mas ninguém poderia imagi- Em todo o caso. A filosofia estética de Greenberg pelos autores de seu periódico está sendo continuada por Hilton Kramer e The New Criterions. Kant. apertavam XVI. Sto'ange BedfellowJ: Tbe Pirst Amerícan Aoant-Garde. e ele demonstrava por que eram arte. embora consciências em geral quando Duchamp no tempo de Kant fosse considerada posição de 1917 da Sociedade de Artistas Independentes enquanto uma questão natural que a obra de arte. ESTETICA À CRÍTICA DE ARTE 93 . que. pensaram que Duchamp do a atenção para a cintilante de estava chaman- beleza do mictório . era muito tênue nas por Duchamp precisamente estética. não estavam interna -airída ter sido ter existido porque a suficientemente isso sem falar que o mecanismo ignição . 1962". na estética". Elas não poderiam cerãmica e a metalurgia para as ter produzido. Ela seria incapaz de satisfazer qualquer interesse em 1790. seria um objeto de contemplação rigorosamente desprovido de interesse. no qual o primeiro dizl'uma forma adorável tem se revelado. As velas de ignição não poderiam tempo de Kant. ainda que não em razão de sua beleza. Mas. 87 Greenberg. livre de qualquer qual um homem tinha claramente finalidade feito uma contribuição funcional. 1916). que uma vela de ignição escorregasse no tempo e fosse encontrada por um lenhador bem próximo de Kõnigsberg. e gravica precisamente em ainda que não fossem belos. hoje na verdade prática da arte. "Letter tO Hans Ríchrer. A vela de ignição. dado o estado da arte.. deve soar como uma advertência de que. mas importan- tinha mau gosto e uma escassa experiência no campo das artes . em 1962. sua capacidade de abstração ° tornava capaz de. da época. mesmo assim. M. estabelecer em sua Crítica do juízo esté- seria essa.como se um artista com uma agenda filosófica parcialmente voltada para a separação entre o estético e o artístico pudesse ter a intenção de reduzir obras de arte a objetos estéticos. DI. C. uma vez que ele só serviria mesmo para ser contemplado. "o sublime". Dada: Art and Auti-Art (London: Thames & Hudson. Mesmo membros exibir um mictório na exsob uma falsa assi- do círculo mais próximo Duchamp."no entanto. Os objetos manufaturados eram aproveitados causa de sua não-descririvídade natura e o título procurou Fountain. como Walter Arensbert. Ela atenderia quase que exatamente belo em Kant como "finalidade sem fim específico: talvez ela parecesse útil demais para ter alguma finalidade ornamental. tico aquela que era a mais satisfatória base para a estética que temos Estou ansioso por tratar de Greenberg a partir dessa perspectiva." porque a problemática no mundo da arte que tinha Duchamp quase como um mentor [generativethinker}. Hoje. de uma revolução por alguma travessura do. "conhecimento de que é arte aquilo que se está experimentando". e a eles então se atribuíam assim como os cocos nas costas européias no século poderes mágicos. e agora eles os admiram por sua beleza estética". sua maneira de fazer crítica de arte se tornou extremamente até hoie". ainda que pudessem falhar em seu objetivo. à maneira de Kant ou Schopenhauer! Existem registros de um debate entre Arensberg e o artista Geroge Bellows em 1917. de modo que ela teria valor apenas como curiosidade. de nosso tempo. convinha contra o pano entre objetos estéticos tornou central em seu empreendimento teria percebido como filosoficamente Greenberg. ela talvez pudesse ser.que tenho como cruciale obras de arte. "Rn/ieui cf Piero deI/a Pranasca" e "The Ard: oj Conssantine". S.A qualificação. consi- deremos a vela de ignição. ambos de Bemard Berenson. in Richter. o conceito de sublimidade é 92 disso. CApITULO CINCO O divisor de águas entre arte e natureza. H. é claro. poderiam evoluídas que originou a vela de não tinha sido inventado. ainda uma vez. ou então poderia ser usado como à caracterização peso para papéis. em algumas raras ocasiões. 3: 249. e que a beleza na verdade não poderia constituir nenhum 8<1 atributo definidor da arte. incontestavelmente o mais importante crítico de arte kanriano tinha pouca experiência e menos paciência com Duchamp como artista." Mas. por volta de 1917.. apesar de suas muitas gafes. 86 Greenberg. 86 Ducharnp. e que a beleza fosse implicada pela existên- cia delas. nem. se a beleza é invariável para permite traçar uma linha nítida entre a estética tradicional as obras de arte e outras coisas. Essa linha." Uma vez mais. contrariamente obras de arte se tivessem existido. visasse à beleza. "Watson. que Duchamp que Greenberg dificilmente tes. ela não faz parte do conceito de arte. pode-se dizer. Duchamp escreveu para Hans Richter: "quando descobri os objeros manufaturados. uma vez que o Zeugganz em que o poderia fazer só estaria presente um século e meio depois. industrial Mas imagine. que bem poderia ter seu lugar na Wunderkammer de Frederico. O reconhecimento A arte poderia alcançar o outro objetivo que Kant reconhece . The Colleeted EJJap mzd Critidsm. 313-4. o Grande. classe.nomeadamente. Joguei na cara deles engradados e o mictório como um desafio. círculo de Marcel Duchamp. em conseqüência engendrada e a filosofia da arte. e quero assim discutir os avanços de Greenberg de fundo de uma distinção . pensei em desincentivar a estética . 313-4.o motor de combustão ter existido no ao dado histórico.

sões às condições anteriores . Se por um lado por outro a crítica de arte passa dividida. 89 não era nada menos do que a base mais satisfatória para a crítica da arte. o que todos os filósofos sérios da arte.tem de arte. E em minha concepção isso defectivo da disciplina. que era uma questão em parte de temperamento experiência. bom" das obras que Greenberg se alguém tomava como estética em outros termos. deixando em aberto a questão sobre o que especificamente com a qualidade estética.1 torno da questão ! relacionada à "qualidade na arte". desde Immanuel Então. sica levou a efeito precisamente um movimento mediante feliz que a estética clás- a frágil distinção que preconizava se Kanr. "O olho experiente e. . A experiência. se além disso. . como base um conceito relativo ao modo em que o produto assim como um conjunto de axiomas é inconsistente se acarretar uma contra- seja obtido a pareir de alguma conceito como seu fundamento dererminante. arte a partir da década de 1960 .para que fim a arte é boa . De minha parte. mas não forçou a estética a repensar essas distinções. Greenberg creditava a si mesmo o mente bom na arte. permanece uma questão em aberto. essa prática precisa conflituosa. noção com a qual Greenberg. O conflito era exibido pelo acidente histórico que acabou estabelecen- como deve ter· acontecido. "O conceito de arte bela não permite que o juízo sobre a de tal conflito nos dá uma razão para examinar o pano de fundo da teoria estética a partir do qual ele se origina: uma teoria que acarreta um conflito beleza de seu produto em termos de sua aplicação tem de ser ela própria uma teoria conflítuosa. na concepção de Greenberg. como o próprio Greenberg acreditava praticá-la. em parte. I. '" lbid.regra segundo a qual ela pode do a estética como disciplina em um tempo em que a arte era singularmente estavam na natureza das regres- regra que tenha um e por conseguinte dição. sei que é uma com uma "arte depois do fim da arte" precisamente a qualidade estatuto como arte foi estabelecido. O primeiro se baseou em uma famosa formulação das relações entre o juízo do belo e a . Uma vez que seu do que é artisticamente pode explicar o "artisticamente referência bom".com a "arte depois do fim da arte". que tal- vez um exame mais acurado sobre como Greenberg pria prática crítica na estética kantiana busca fundar a sua pró- facilite essa decisão. e não ficará satisfeito com nenhuma era a recusa em se considerar Isso é Kant. CAPITULO C<NCO DA ESTÉTICA Á CRITICA DE ARTE .e a experiência. porém.88 O juízo crítico. rebater a questão refletindo como advogado da abstração que era. outra coisa que seja menos pressionada a dar uma Tal se deu em paralelo com a ação reflexa de olhar a arte abstrata como não- resposta à questão do que é bom em arte . a ser uma prática bastante ser essencialmente ruins. e poderiam mesmo.identificariam de alguma outra manei- seria a qualidade estética. que Kramer identifica entre o belo artístico e o natural. Tbe Collected EIJa)'I and Criuiism. . I'. . Essa crise passageira sobreveio por ocasião da revisão da idéia de que a arte tinha de ser mimética. como artisticamente estava começando a significar o completo exame da distinção entre o estético uma teoria unificada deixa de ser imperativa. Mas a teoria estética clássica não poderia ser invocada ra. ser ajusta- A estética parece cada vez mais inadequada para lidar com a que tenha é possível. menta a esse repeito . 150. "The Idenrícy af Arr". realizar o seu produto" na suspensão da regra: "a qualidade estável em sua prática e concepção havia já alguns séculos." Em resumo. 94 . . C. Greenberg. ele ficará insatisfeito com qualquer a arte não-estética ou anti-estética como arte.e tenho de me incluir entre eles . . 4: 118. • . A crítica de arte kantiana.. 89 Greenberg.) ! . "a base mais satisfatória para a estética que ainda possuímos" bom gosto. Critique olllldglllel/I. .do rococó ao neoclassicismo do romantismo ao pré-rafaelisrno no tempo de Schopenhauer. um mal-entendido filosófico. Mas voltemos a uma crítica da arte fundada na estética e às concepções de Clement aplicação de regras. como já alhures=-. mas que Duchamp e seus seguidores . Mas. se fosse o caso de prática crítica ruim desmerecer trabalhos por falta de boas qualidades estéti- ser útil para se abordar alguma cas. nos termos de Greenberg. Mas a existência e o prático como o fundamento espécie de arte. Não estou certo se alguém poderia aparecer com uma espécie de "campo prezar completamente teórico unificado estética clássica que a recusa em chamá-Ia arte se fundou. de tende sempre para o definitiva e positiva- a denominei coisa". . a arte bela não pode ela própria conceber a.. e somente ela. . • • . portanto. nem. . concluíram". "O que o prático tinha de lidar. enquanto teoria demandava porque ela parecia des- estética: foi precisamente ficava razoavelmente urgentemente nos termos da claro que a estética uma reforma'. regula- por assim dizer. conhece-o aí. que se adequaram pron- a Cézanne e Kandinsky das a Duchamp. . Por isso. e no qual as revo- provada pela lógica ou pelo discurso. luções artísticas. da experiência. iniciou de maneira quase imperceptível especificamente tamente no tempo de Kant. 95 . Greenberg derivou dois princípios. como vimos. Em sua leitura de Kant. 120. O modernismo na década de 1880. sendo um sinal disso que uma das disposições iniciais opera na arte não pode ser nem asserida nem do que o satisfatório an sich.

que o bom em arte era em toda a parte e sempre o mesmo e que subjazia à sua abertura para as boas qualidades a que outros críticos da mesma época do artista estavam cegos em ampla medida. dos para defender experienciar que experienciá-Ia a arte representacional. 4: 118.para a satis- sicb. C. e a esse respeito não faz diferença a experiência como crítico derivavam ali o desses princípi- 'f I~."Nãâã!·'-=UltíãCerréZâ~prevlsíveí. o que para o crítico definia um papel antecipatório "Greenberg. pergunta o crItlcõ co'ilServaôür-. um bom Mondrian ou um bom Pollock 91 96 Kant. deu a Greenberg. I. DA ESTÉTICA À CRÍTICA DE ARTE e precursor em 97 .parafraseando '~!?orque o juízo do.demonstrou que há tanto o bom quanto o ruim na arte abstrata. Critique of)lidge1llelll. "não importando segregada previsão de que "rodos concordarão com meu juízo.. Sob todas as aparentes diferenças.--cõl'fiõSe a questãotosseret'ó~ ri~~'~'a resposta . Ele achava. mais ao bom em todos os outros gêneros de arte do que ao ruim em seu próprio gênero. não como uma subjetiva" . mas sim de que eles deverão concordar't. e. O que tem o olho experimentado. retrospectivamente. e a capacidade para perceber sua qualidade artística .~-'--·-'--'·'-""-' '0 0/ segu. E revelou-se que o bom em um tipo de arte assemelha-se sempre. o que explica ele ter identificado antecipadamente J ackson Pollock como um grande pintor.é estar seriamente que se tenha interessado como um todo. e maIS part1cularrn-efit~-iti-ee-s-:-""C)'que a arte tem que ver . poder. portanto.~:~tac~~~~nte qniversal. A força e a fraqueza de Greenberg de forma entre juízos estéticos e morais em seu sistema.e a experiência é o único tribunal de apelação em arte .azão" kantiano. pouco teria servido de preparação para a obra de Pollock. Tbe Colieasd Essays alld Crítícism. credenciais de um gênero Também veio a constituir critério de qualidade de um crítico fazer descobertas de um tipo paralelo. crítica de arte contem12orânea conservadora ao pôr de lado. ocidental ou representacional do ruim na arte de qualquer tenha outra opinião" . A partir da universalidade interessado se se trata de arte chinesa.fI não o têm porque "não se deram ao trabalho de acumular éom polftica?".?' em outros campos da arte"." de que satisfação estética .~~r:11!.e mesmo para proclamar sua gran- deza artística -. a mesma divergência lógica que separa o estético do prático separa a arte de qualquer coisa útil.!1dn. de posse de um bom olho. Estar seriamente é ..-P-rinf!p_~~ profunda no sistema acumulado __ ALç:Jeen~l. No modo como a pintura abstrata foi produzida na década de 1940. em um tempo em que isso estava muito longe do modo de ver aceito. esteja onde estiver. sem nada conhecer sobre a arte africana.. distinguir bom. 76."I tem que ver com arte?" é a réplica retórica dos que estão persuadidos a arte existe tão-somente fação estéticaan para proporcionar tem mais em comum com um bom Vermeer do que com um Dali ruim [e para Greenberg não havia bons Dalis. quaisquer ambições instrumentais que os artistas pUOessem ter- nunciar sobre nenhum tipo de arte . no fundo.1J. É bom lembrar que ele estava escrevendo em um tempo em que tamanha era a incerteza dos críticos quanto à pintura abstrata. E a estética kantiana serviu à E Greenberg prossegue dizendo que as pessoas que não fazem um esforço para experimentar ou apreciar a arte abstrata "não têm o 'direito de se pro- . que eles estavam prepara- era algo de um gênero diferente Em 1961 do ele escreveu: A experiência em si mesma . mas com uma pintura abstrata ruim.. sente-se sempre em casa. CAPíTULO CINCO acarretou que "o olho experimentado" tipo.oJ:Lti~par-t-if-da-f. independentemente pode separar o bom do conhecimento es- da produção na tradição a que ela pertence.belo não permitimos experiência sufici- ente para fazê-Io. mas somente se há algo de bom na arte". o melhor e o excelente. Re- um conhecido curado r gabava-se de. Assim. escreve Kant. por exemplo. E o segundo princí- Kant invoca uma noção especial de que o que ele denomina "universalidade Greenberg arte.ajs--deelaramos----aigo'eomo. Elas no sentido de fazer a arte trabalhar a serviço desse ou CIãqüêTe'ifirerêssenuma--=-no. Ele pretendia derivou a tese de que toda a arte é uma só e mesma particularmente demonstrar que não havia diferença em nossa experiência estética do abstrato em contraposição à arte representacional.~" }lorque a universalidade seria incompatível com o lucro. com a p~üi-l!-05-flel~. de que a estética era estritamente que ninguém '_" pio de Greenberg se baseia na postulação de certo tipo de communis. que poucos outros críticos desfrutavam. os. Greenberg coisa.muito menos sobre a arte abstrata". unicamente Se/1SUS tácita dos juízos em arte no bom em pecífico das circunstâncias centemente.} Um Dali ruim tem mais em comum não só com um Maxfield Parrisch ruim.. o que inevitavelmente trazia conseqüências perniciosas na prática crítica subseqüente: põe-se que o crítico faça descobertas su- visando à validade de seu "olho experi- mentado". "The Idenrity of Arr". como irrelevante para a arte. que por sua vez permite alguma paridade estéticos.

'( e o seu melhor gosto tem sempre se revelado unânime dentro de certos limi- tes. no texto final de The Collected Essays and Criticism . critério para a diferença entre Quando se lhe pediu que estatuísse um a arte menor e a arte maior. Em uma entrevista posterior . T. o que de certa forma dá esperança à galeria marginal.relação a um ou outro artista: a estatura de um indivíduo corno crítico de arte um ano após sua morte. da confiança exclusiva na experiência Greenberg visual. então não haveria. àquele talento "fresco". . Greenberg de seu olho experimentado que defini- diria muito pouco além de rugir um tipo de aprovação ou desaprovação.não abrirá os olhos em razão de alguma teoria a priori sobre o que a arte deve ser . com o que Greenberg arte abstrata. . O crítico em busca de credenci- ficava de costas para alguma nova pintura até que essa estivesse no lugar certo.. Há inúmeras anedotas desse tipo sobre o crítico. í. 4: 119. se por um lado não havia dúvida de que Hoving precisasse ter em mãos o resultado dos testes de autenticidade de proveniência para apresentar a sua comissão. Makillg lhe Mflllllliies Dance: luside lhe MetropolitalZ MIIJ"'''' Schusrer.que é o caso de uma teoria que pressuponha que a arte tenha de ser representacional. da rigidez. O melhor gosto é O das pessoas que. tais definições apriorísticas podem impedir que se veja alguma qualidade pelo fato de seu dese- nho ser esquisito. • 99 . É de maneira semelhante que Thomas como diretor do Metropolitan Museum of Art . . diferença entre a arte ruim e a boa pode ser posto em palavras. dedicaram o máximo de tempo à arte e vivenciaram os problemas Com a iluminação apropriada. em cujo âmbito profere o seu veredito. e a krater de Eurofrônio. no modo peculiar Em uma memorável com que CAPíTULO CINCO As obras de arte me tocam num grau maior ou menor. as palavras têm sido inúteis nesse assunto . "Ibid. lhe apresenta. Foi com 't~' ~.93 de ver a qualidade daquelas telas.. na arte não "Existe um consenso de gosto. na pintura pós-impressíonisra ou suas cores. que veio a ser conhecida como" o pote de um milhão de dólares" do Metropolitan. No primei- E pode- ro caso. Ou então Greenberg cobriria os olhos até o momento certo de ver. !~~: base nesse primeiro olhar que ele tomou a decisão de adquirir esses trabalhos. vez a fim de deixar que seu olho experimentado preservando a mente interpusesse o sistema produtivo são de um olho insuficientemente opõe acaba se revelando convergir quando argumenta disso é a confis- Em geral. .'. O que tudo isso implica é que se as pessoas somente abrissem os olhos e. Greenberg como crítico. para usar uma de suas expressões favoritas.descreveu uma mas que Hoving defendeu como a mais bela obra de arte de toda a sua vivência no mundo da arte. ousarem o bastante. o pintor Jules Olitski .a quem Greenberg oscilava juntamente últimos anos costumava com a reputação arriscou sua própria reputação do artista em cujas boas qualidades ele visita de estúdio feita pelo crítico. e isso é tudo. escreve Greenberg.256. . ele se recusou a olhar para a pintura até que a iluminação estivesse se sentir claramente que devem haver certas definições a priori da arte que de ideal. de beleza pré-conceitualizada.nada além da haverá desacordos irredutíveis. A idéia de uma mente não fechada pela teoria. ao negociante aventureiro. e então ordenou: "bata-me!" imagina- antemão os que são hostis ao impressionisrno se que seus olhos foram inundados impedem . 1993). . to. 98 ~~ I)A ESTÉTICA Á CRITICA of DE ARTE (New York: Simon & AI'( • • • • • • • . torna-se se defronta quase caricarural com uma pintura. A contrapartida em seus celebrar o melhor pintor dos EUA . que a ex- como arte" e como se houvesse uma dos estímulos visuais e a .ele enuncia um corolário do princípio rela- dessa arte." Se todos cultivarem uma mente cionado à autoridade da experiência. ainda. Ele não olharia para o pote até que a obra tivesse sido colocada à luz do dia. por outro era o testemunho tivamente contava para ele. ou. mas eles não podem ser postos em palavras .94 i~l r .elocidade Hoving descreve o cenário das duas principais aquisições durante sua gestão ~':i.na verdade. e. ele observou: aberta e. abrissem suas mentes à sugestão do que o olho experimentado . não "existem critérios. Ninguém faz receituários de prescrições conferência " Hoving. Até aqui. Aqueles que Greenberg designa como "opositores periência da arte abstrata da arte abstrata" defenderão arte abstrata não podem ser classificadas propriamente do pensamen- em estúdios e galerias. e então virava de uma só ais espreita o desconhecido ou o despercebido.o terrível John Canaday do Neto Yol'k Times é um exemplo .o retrato de Juan de Pereija por Velasquez.. artística" e que as obras de não é uma experiência a captasse sem permitir que teorias apriorísticas. em todas as gerações. como sugere Kant. tudo isso pode postura-padrão . . . o que é igualmente importante. desacordos irredutÍveis: "a qualidade é só uma questão de experiência privada". e sua atitude se tornou uma acrescenta em conexão com a resistência à que o crítico obstinado quaisquer corrida entre a transmissão bom quando o artista a que um crítico se bom ou mesmo grande.. arbitrárias.

respostas viscerais postas em palavras. escreveu que pintar lhe era tão natural quanto "transar". Ouvi a sua ria ser um artista.. mas assegurando. que o resultado se pareceria com a coisa real (algo que qualquer urna vez pessoa em um asilo da terceira idade poderia ter feito) e teria agregado quaisquer dades estéticas que a último tivesse. nesse caso a tradição Continua com críticos que têm uma prática filosoficamente muito menos consistente Greenberg efetivamente parou de fazer crítica no final da década de 1960.. ou grande parte dela. Greenberg. e também uma função do fato de que outros. CAPiTULO by Lily Leino". não o fez. foi singularmente de acordo com uma recordação de William igualitário . É bastante primeira exposição instrutivo ler a sua análise de novembro de 1943 sobre a Pollock na Tbis Century GallelJ' de Peggy de ]ackson Gugenheim. a tarefa do crítico era dizer o que era bom e o que não era.o que Kant chama "um juízo e não uma faculdade produ- 1 tora".. Ines em sua admiração. em conexão com o gênio artístico.1'. afinal de contas. sabendo que se trata de arte. aparentemente. Ele achava seu trabalho maravilhoso. O ex-maquinista artísticas pessoa pode- no centro recreativo de terceira idade que pinta pelos números está simplesmente para fazer uma pintura bonitinha.. é claro.~1 para a arte e para os artistas. fosse uma função do olho. Andy Warhol e ]oseph Beuys . Piet Mondrian. e é difícil não supor que ele o tenha feito em razão de.:. se tivesse lido Kant. Greenberg dificilmente teria alcançado sua excelente reputação como crítico utilizttndo-se de grunhidos e caretas.... dente. C. a posição que Kanr elaborou n ~I· \!Ii 1. e então expusesO olho.l~' ". "Inrerview Conducred - escrita quando ele tinha trinta e poucos anos." ~~!i I. 101 . Warhol estaria talvez afirmando que qualquer cado da alma do artista. e. faz" . . . qualquer pessoa poderia fazer. pode- ferir o mérito devido ao pintor. Willem de Kooning . Phillips. Ele provavelmente se o trabalho. cujo gosto ele admirava Hans Hoffman. . de maneira sugestiva e cômica. de que todo mundo pode ser um artista . As asserções monossilábicas de Greenberg .e tentou fazer Phillips pintar até que a incapacidade Phillips. em pôsteres comerciais responsáveis por essas imagens exclamatórias..em . a diferença entre N o gosto e o gênio . brincando com a idéia de que pintar devesse ser algo arran- do que a de Greenberg.o que o . . o fato de a pintura de sua qualidade sem minimamente de Pollock ser boa.. . descrevendo ilustrações." ~. _ eram unâni- Em última instância. 4:308. mas palavras que eram elas próprias respostas viscerais _ eram a contrapartida do crítico para o gesto pictórico saído das entranhas arte com que ele.de que qualquer aparência especial que deva ser assumida por uma obra de arte.I C/'itirúm. algo que. inviabilizou viúva ler urna carta comovente coisa pode ser uma obra de arte. não ter sido capaz de formular uma proposta qualquer próprios tinham bons olhos. sempre com base no veredicto do olho como uma espécie de sétimo sentido: um sentido da beleza na arte. teve como base a arte comercial etiquetas. de que não há . Tbe Cof/ected Essays ". Greenberg. dos cidadãos seguindo regras Warhol.. mesmo com toda a sua relevante para uma prática artística governada pelo princípio .. Mas em sua análise ele justificava mesmo que a atribuição se acrescentar.tese esta que Andy Warhol enunciou em suas pinturas "pinte pelos números". É claro que então ele tinha visto certa quantidade das obras de Pollock em visitas de estúdio que talvez fossem muiro semelhantes àquelas que] ules Olitski descreveu.elé realmente achava que qualquer um pudesse pintar . que é justamente o que poderíamos esperar de sua suspeita em relação a regras. regras. Se pensarmos nisso como o que denominei crítica com base na feação. É claro que Warhol não seguia nenhuma mas ele regra particular ao fazer o trabalho. após sua morte. teria sido completamente consistente com seus impulsos como artista a ponto de seguir as regras de um kit "pinte pelos números" e exibir o resultado. guir se era um artista que havia preenchido não teria sido capaz de distinas partes numeradas.. mas vamos imaginar que o fizesse. ainda que ele deplorasse esse rótulo.articulado pelos dois mais influentes pensadores artísticos daquele período. poderia ter feito uma afirmação sobre a Terceira Critica mediante as pinturas "pinte pelos números"! A pop art . quali- a peça de Warhol e uma pintura ordinária do tipo "pinte pelos números" teriam qualidades muito diferentes. prática como crítico. E no entanto. no design de embalagens. eles havia sido um pintor de ClNCO DA ESTÉTICA À CRÍTICA DE ARTE . É só esperar para ver o que acontece . • .. Os artistas muito coloridas.. .ainda que revelasse sua inexperiência as suas primeiras tentativas à sua correspon- de pintar.. de suportar o cheiro de tinta. a própria Peggy Guggenheim _ Lee Krasner. Mas ele não era um igualitarista "pinte pelos onrológico. "Greenberg. e teria desmerecido números" de Warhol por serem inconsistentes as pinturas com a filosofia da arte que ele tinha aprendido de Kant: poderia-se chegar a elas seguindo-se 100 . sempre deve ser identificado: no tipo de o expressionismo abstrato. o olho experimentado. de suas aulas. pondo- se o vermelho onde os números indicavam que deveria ser vermelho.95 É notável que Greenberg veja a resposta crítica como parte da arClsta" criação artística. e que foi.

Mas o que fez da pop art uma arte elevada em vez de uma arte comercial estava apenas incidentalmenre relacionado às qualidades estéticas que a tornaram bem sucedida como arte comercial. manifesta. Tbe Colleaed Essays alld Criticism. . singularmente na. com uma obtusidade como lidar com esse trabalho. quer ela dance. . . Outro caso instrutivo. a corda revestida de vinil. nada tinha que ver com o que correspondia explicava o seu interesse ao registro do olhar. por Watteau. e também momento retrógado. " lbid. deste por algum Trata-se um cubo de madeira de uma carpintaria e aliás a sua obra-prima. . os lumino- retorcido. Nenhum grau de novidade fenomenal. de chocolate.mesrno se aventurou que possa ser definida como homogênea e mesmo monóto- a identificar o estilo comum subjacente que "W61flin chamaria linear" . vale algo se as relações internas da obra não tiverem sido sentidas. ao silêncio ou com o vid.97 trabalho de Morris é brilhante e inspirado... diante de um rótulo de sopas Campbell ou de um design de caixa de Brillo. irradie. para grande parte da arte das décadas de da de 1990. A qualidade da arte depende sobretudo das relações ou proporções inspiradas e sentidas. sar- Atritudes: como garotos New Are in rhe Sixties".. os pop artists se apropriaram de designs que: de alguma forma já tinham passado pelo crivo da estética . mas dificilmente uma qualidade "retidão da forma". A obra de arte superior. A fita é como que a memória que a caixa teria respeito do problema da relação entre corpo e mente. • • • 103 . É o tipo de reação que sempre vemos quando um momento revolucionário 96 Greenberg. mas em razão de suas proporções. "Avanr-Garde a arte vive . C. brutalmente com ·0 acorrentado.98 cástico. E o olho por si só não poderia dar conta da diferença. que na verdade ficou dependurado tempo. Uma simples caixa sem adornos pode ser arte em virtude dessas coisas. 294.. se IbM. em qualquer meio. A crítica de arte da pop art. Greenberg a não tinha Em 1969. prossegue Greenberg. Ao fazer seus fac-símiles. . na arte continua imutável. insolente. sinais. possa dizer: "é isso". uma "retidão de forma". sempre achei insti ganre. a obra nada mais sendo do que um comentário Gersaint. de que a arte não serve a nenhum propósito prático. os rnonitores teria sido reduzida de vídeo. os seios untados a carne cortada. Ja- mais será capaz de se exercer como arte exceto em função da qualidade" . 4:300. que não sabem mais como chamar a atenção. inspiradas. com o feltro retalhado. (A década de 80 foi de cert a forma um pois a pintura então se reassumiu como modo dominan- te de fazer arte) A crítica de arte kantiana teria se defrontado chumbo espargido. . o tecido embebido sos de néon. proporções. cria-se a si mesma por meio de relações. ele escreveu. compensado estilhaçado. Greenberg sentiu que a arte da década de 1960 era. como gênero artístico. e que. Não há como sair disso. em suas fltes galantes quando último trabalho. ou que passariam uma informação sobre o produto. ou mesmo por causa de seu tamanho. mostrando em frente à galeria como esta se parecia no seu interior. partida com que as afirmações então. as peças de vestuário rasgadas. foi a apropriação. reduzida ao que se faz ao experimentá-Ia. não especialmente dentro do qual havia uma fita contendo os ruídos do martelo refinada. O mesmo se aplica a trabalhos em forma de arte "nova" . e da serra emi- a executou. 102 .96 satisfazia à perfeição às convenções dos anúncios das lojas de Paris no século XVIII. pois com isso se e valor como arte comercial. exploda ou simplesmente se esforce para ser visível (ou audível ou decifrável). . o o arame grosseiramente em lárex. que estão se comportando aoos e desde como o O seu tom no último artigo é cáustico.. Ele . . ele deixasse de empregar o olho que o tornou bem-sucedido como pintor de sinais.a de que os artistas querem chocar. a qual. naquele que se revelou ser o seu tidos durante um anúncio comercial para o seu de seu próprio vir a ser. CAPíTULO CINCO DA ESTETlCA À CRiTICA DE ARTE • • • • • . Mas a minha única preocupação é sugerir que tais esforços comerciais sejam selecionados por alguém com um bom olho. certamente como tem "qualidade" O obra de arte. passível de ser descrita. e quando ela falha como arte não é por se tratar de uma caixa sem nada demais. mas e do olhar presentes Consideremos um importante trabalho da década de 1960. artísticas eram feitas naqueles o casal ou com a casa "Nessa medida". quase vertiginosa: tico. adequando equipamento para as finalidades das belas-artes o especial de pintura em sinais. em outras palavras. . do vocabulário empresário. ou o quer que seja. invertido. Mas tem-se aí uma verdade 1960 e 1970.ro picado. sob uma aparente superficialidade.. 30!. sendo esses itens desinspirados ou pouco sentidos. prova-velmente ela A arte. e é difícil supor que. A Ensigne de Gersaint é um contra-exemplo incidental do primeiro dogma esté- a sua fabricação.foram selecionad os porque se supôs que eles atrairiam o olhar. Box with tbe Sound of lts Own Making [Caixa com o som de sua própria feitura) (1961). descobertas.

Como tese explanatória princípio kantiano de que lançou a crítica na mesma água fervente que o primeiro prin- isso talvez nada foram de fato influenciados pela arte primitiva.pelo menos nos Estados Unidos . todas as demais coisas sendo iguais. o que não aconteceu verdade. estaremos em uma possível melhor posição para apreciar o bom e o ruim nas obras modernas. 310. do com Greenberg Greenberg. Mas "afinidade" não é o mesmo que "explicação". A sobretudo no âmbito não sou mais feliz como crítico de dito. Uma e outra ser novamente conectadas somente por uma estética revisionista à luz das mudanças na prática crítica que foram impostas como disciplina I a sua maneira de pensar 30 anos de vida.. sendo verdade quando verdade. Você aprecia mais os de um que seja ruim". entre trabasimilares no tenha de excepcional. . se nós exercitarmos 99 estabelecida. . e Arte Moder- por aquele deplorável o conceito de qualidade se tornou odioso e chauvinista. nos quais lhoso se se pudesse transformar e seria realmente maravi- a estética em uma disciplina que nos guiasse cada coisa deve ser apreciada em termos do que a arte de todos os lugares e à saída do caos. modernista. no final da década de 1980 e início da de 1990. De acordo com o modelo mulriculrural. mas insistia que isso "não era a mesma coisa que dizer que tem havido progresso gosto. 10 mil. Acreditem em seus últimos ou não. apreciá-Ia como se a aprecia de dentro. em certa medida. "Interview lbid. "Penso que para um iniciante é um gosto pela arte representacional do que pela arte E muitos críticos sentem aí o cheiro do mundo da arte . A arte abstrata é um modo maravilhoso para se aprender a ver a arte em geral. 1992. a qual se baseava nas "afinidades" lhos da Oceania e da África e suas contrapartidas formalmente movimento histórica. impor o seu próprio Essa relativização provenientes mas pode-se rodos os museus em Museus de Arte Moderna. que invalidou fácil da estética para a crítica da arte. Greenberg tenha sido vilanizado no mundo da arte. de 1984. Eu o ouvi dizer essas mesmas coisas em pela revolução da década de 1960. embora isso não fosse muito aparente até há alguns anos. Isso certamente nos últimos arte como distinta do não houve.lLO CINCO Concorpara trabalhos como as pinturas pelos números de Warhol e para a caixa tagarela de Robert Morris.1' \ e garotas maus. . . 20 mil anos". uma vez que a arte representacional que ela mostra em detrimento mais difícil desenvolver mo- ou dá arte nos coage a pensar no do que ela é. e. enuncia o "caráter que podemos chamar de colonialismo ettltural. A arte não ficou melhor ou mais "madura" 5 mil. Agora quero Greenberg. A arte havia passado por um momento i!1 para sempre o trânsito :J poderiam I li revolucionário. ten- arte com essa atitude do que o era com Greenberg. como se ele próprio fosse o responsável por mostras mal-intencionadas na". a que Greenberg se referiu em uma de 1969. Conducted by Lilo Leino". bem DA ESTETlCA Á csrnca DE ARTE . desenvolvimento histórico. . ele não mudou I. Greenberg. tentar compreender como as pessoas no âmbito de determinada dicional apreciavam a sua própria arte. no seguinte ponto: existe um critério de qualidade a crítica da arte tendo em vista esses objetos. Fora de sua tradição. ruu 104 . • • 105 . . Esse princípio consideração formal dos modernistas. Sua intenção era concordar que ~ gosto americano havia amadurecido no decorrer dos anos. . 4: 309. como tenho frequentemente epidêmi- o melhor que se podeia fazer era antigos mestres quando pode distinguir um bom Mondrian ou um bom Pollock tOO encontra- va-se em ascensão em 1984. na própria ter havido uma "ampliação o gosto conheceu um com a arte. Não é de admirar que. e isso. falsidade quando falsidade. na no gosto de nosso tempo. C. Essa posição.iTl. Os artistas modernistas sobre o segundo criticadas na década de 1980. e que o olho treinado em pinturas tão de sua implicação prática estaria espetacularmente tificar e a graduar. negros e artistas de minorias. me pronunciar Esta a filosofia informou algumas das exposições fortemente no Museu de Arte Moderna. "devia-se. modernistas Todos os artistas são contemporâneos são artistas. Sinceramente. ao menos tentar não foi estendida à arte feita por mulheres. ainda que no âmbito de sua própria cultura. 'Afinidade" implica que o artista da África ou da Oceania teria sido conduzido pelo mesmo tipo de cípio. Quando o universalismo como a tal "Prirnirivismo kantiano foi substituído crítica da arte se tornou uma forma de crítica cultural. . Não são contemporâneos em questões aprende a iden- na medida em que irrelevantes para a arte. de a transformar cultura tranão é possível modo de apreciação a tradições que lhe são estranhas. Se a estética pudesse esclarecer a condição da crítica. como as pinturas de Mondrian e Pollock. Ele acreditava que a capacidade de apreciar a pintura dernista torna mais fácil para nós a apreciação da arte tradicional de outras culturas. • • • • . . a ques- sempre tem. tipo de relativismo.. argumentou no Ocidente". e na década de 1990 estava para alcançar o abstrata. sobretudo a mostra "Primitivismo e Arte Moderna". O mulriculruralísrno entrevista imutável da arte". da cultura que lhe é própria. ao efeito da arte modernista". CA." Portanto.em proporções cas. acreditava ele.

. o tempo em que trabalhos CAPÍTULO e juvenrude. permanecendo não desligado da vontade. e ainda assim permanece ativo. aquilo que.sem nessa medida ser um essencialista. I. estou comprometido à sensibilidade C1NCO nu Perrett. mas como caso especial. Tbe lY/Orldai Will alld Idea. K. Namve 368 (1994): 186-7. . despropositadamente. A. E de novo Schopenhauer ma razão quando se refere ao "maravilhoso tem algu- senso de beleza dos gregos".fatidicamente . ossos faciais pronunciados ou uma mandíbula estreita. em razão da presença de um intelecto atipicamente preponderante. ainda que codificada no genorna. fertilidade Em todo o caso.]. Seria um erro supor que a contemplação pertença à essência das obras de arte. com sua seleção discriminadora. de que as artes visuais em pessoas reais.de que existemcondições neces- essencialistas. ma forma que os próprios japoneses o fizeram. S. dem de atratividade em que certos traços eram exagerados Mas como historiador tam- rostos de mulheres numa or- como grandes bém estou comprometido com o ponto de vista de que o que é uma obra de arte em determinado momento não poderá ser érn outro. . cia a doenças. . A esse respeito. quando. pelo menos não entre aqueles que as admi- ram.. "Paéial Shape and judgernenrs Natnre 368 (1994): 239-42. . a erigir. 106 humana. É verda- de que hoje nosso relacionamento talmente conremplativa. May. "Beauty and rhe Beholder". e em particular com caucasianos. noções improvisadas. podemos acrescentar.. e os autores do artigo argu- na qual a essência da arte . 101 do que diferenças nos juízos Os rostos utilizados eram gerados por cavernas. torna-se o sentido objetivo da beleza para a forma humana. esses traços foram referidos corno nossos próprios. Uma teoria geral de qualidade poderá então conter o esteticamente bom não como traço definidor. '" Etcoff. ou. dentre todas as nações.é ardua- mentaram mente trazida à consciência. e a estética e talvez à sensibilidade ani- Recentemente originais. . N. mal.uma noção estética universal que teve por um originários da filosofia es- tética foram estruturados . peças de altar) foram realizadas em tempos e lugares em computador. me deparei com algumas obras empíricas em psicologia que servem de vigoroso apoio à tese de que existem percepções de beleza que sárias e suficientes para que algo seja uma obra de arte. de modo que para aquele tempo a obra de arte era uma intersecção de universais cruzados . Os tra- da mesma forma que a cauda do pavão é não são os exagerada. que os capacitava. os padrões de beleza e graç~. DA ESTET1CA À csmcx of Pemale Arrracuveuess". talvez da podem ser amplamente mesma forma que o enorme arranjo de penas do pavão: traços como resistên- rnantidas. verdade.· !j li " como nas dos antigos mestres. Muitas vezes há quem se veja olhando fixamente de uma janela. ou seja.l'" . e os mais atraentes possuíam alguns traços exagerados de maneria que as pessoas não tinham um conceito de arte para falar a seu respeito. para a imitação de todas as demais.possivelmente tempo . Pois e·spero ter demonstrado que o esteticamente bom não traria qualquer contribuição para a arte depois do fim da arte. no comentário ao estudo. sem nenhuma outra razão que não a de matar o tempo. quero proferir algumas palavras imprudentes. E a postura mística da contemplação.i:j ~. L. encenada mediante a história da arte. . D. Mas os classificaram os rostos de mulheres japonesas da mes- que havia "mais de atratividade similaridades facial". .as condições necessárias e suficientes . Muitas das obras de arte do mundo (pinturas em interculturais olhos.uma certa aplicação a obras de arte. não tem nenhuma Existe . independentemente de tempo e lugar. confere impulso sexual.lOl relação especial com a estética.. na a dar apoio empírico a wna tese de Schopenhauer. que acalma a mente. mas. Um estudo de 1994 na Natnre relatou que mulheres e homens britânicos e japoneses classificaram filosofia . a eles somente. e as crenças à luz das quais eram vistos como efetivos já não implicando aspectos altamente desejáveis naqueles que os possuem. 10) Schopenhauer. DE ARTE • • • • • • • • • 107 . sobretudo. & Yoshikawa. Não vejo como alguém possa fazer filosofia da arte . com esses objetos é de natureza fundamen- já que os interesses que eles representam produzem idéias "platônicas" de beleza entontradas ços em questão eram exageros. pois é quase certo que as pessoas que realizaram pouco interesse em sua contemplação. a concepção de que existe uma história. 2:420. e. A. separa-se ele próprio da vontade. como a de satisfação an sidi ou como a percepção sem vontade de Schopenhauer.o universal que pertence à arte por considerações universal que pertence vista de que a arte é eternamente com o ponto de a mesma . tais obras tivessem como definições da estética têm groJSo modo a mesma sutileza conceitual do "bípede implurne" como definição de homem. fetiches. elas interpretavam a arte em termos de suas outras crenças. a fim de concluir este capítulo e então retornar às minhas preocupações Como um essencialista em filosofia. de mostarda virando um pote na mão. como uma heroína de Françoise Sagan.ou cruzam linhas culturais. o amor sexual .

• . A simetria talvez venha a ser um sinil de que um macho tem um sistema imunológico resistente a certos parasitas que são conhecidos por causar um crescimento irregular. . atra- vessa não só linhas culturais.uma consideração que reconecta a identificação moralmente É claro que existem farores complicadores ~t !. vontade gregos introduziram em sua arte. e seu modo de apresentação assimétricos pode procurar uma parceira sexual com ossos faciais proeminen- uma resposta sobre o sentido da beleza. mesmo quando a mente e ao espírito" não faz parte do jogo." 9 (1994): 21-25. Você pode nessa direção a partir das perspectivas da biologia evolucionista. como o sugeri. Aestbetics. há uma falha no cerne de seu pensamento. dos aspectos que nos na fragilidade da beleza do tempo. G. Como fazer uma crítica de arte que não seja nem formalista nem emancipada tarde. :{ . como pontua Hegel ao falar da obra de arte. da obra de arte". como se ela fosse real. como contra-exemplo 106 por uma narrativa mestra é algo a que devo me ater mais Schopenhauer. Os movimentos sexual em uma am- sexual é acionada e ingressamos de celeiro fêmea prefere um macho com um padrão simétrico. Para seu crédito. Tem-se aí um campo de experimentação a tese da simetria e da bele- parece que com elas nós mais ou menos deixamos o âmbito em que a resposta da "mosca escorpião" fêmea reve- lam uma invariável preferência por machos com asas simétricas. de que a beleza natural e a artística são uma só. a crítica de arte kantiana pôde dispensar as quer pessoa é capaz de especificar os atributos narrativas.il1 i . mas pode fazer um longo percurso crítica de arte kantiana "corporificação" corporificados.O CINCO Asymmetry and Sexual Selection". e isso significa que. A crítica não precisa ir mais longe do que isso. y. . J. 108 alguns contra-exemplos: Não é o caso de transição na história do gosto do neoclassicismo para o do romantismo. arrolar monotonamente :( Esse princípio I 104 pla variedade de espécies. gostamos de ob- e para Mondrian. tendo assim as mos hegelianos. Poucos conseguiram tanto. 71. alguém plan- que a custosa e antiga seleção natural responde por preferências estéticas que tou as árvores e.. A. narrativa. e Warhol. I)A ESTETlCh A CIÚTICA DE ARTE • • • • • • • • • 109 . E qual- consiste a crítica. Os princípi- os do bom design são os mesmos dos emblemas exteriores de saúde e fertilidade . .' Watson. e o movimento da simetria para a ruína marca a de beleza. Deixamos. e do (ii) meio de apresentação bom à beleza e da maldade à sua ausência. . já citada sobre o fim da arte. Tudo isso pode ser posto em palavras tes e mandíbula quando se faz uma crítica de arte. algumas mais belas do que outras. um chamado à receptivo. A ruína é um poema romântico no mediun: assimetria nos esgalhos dos chifres do veado colocará o macho fora do jogo de . penas com os mesmos tamanhos denominamos e cores de ambos os lados da cauda. em ter- a esfera da beleza natural pela beleza da arte e pelo que espirito. sendo identificado a uma Pouco importa.-. pois trata-se de estatutária.106 Na famosa passagem não ser capaz de "pôr tudo em palavras". uma-remissão . R. A ruína conota o caráter implacável do tempo. difícil do entre os seres huma- ao sentimento E essa é a verdade para-Morris intelectual do "(i) conteúdo da arte. Um macho humano com urna desfiguração paralela à do alce com esgalhos do conteúdo das obras que ela valoriza. com O erro da A beleza é parte nos. A ruína é como a cerejeira em flor quando vamos até ela para vê-Ia em flor e pensamos na transitoriedade fazem subir um passo nas olimpíadas evolucionárias. Uma acasalamento. Tbe l'?'or/d as Will and ldea. para Pollock para Hals e para Vermeer. mas linhas de espécies. 1:216. F. em certo nível de abstração. a qual. esteve em segregar forma e conteúdo. "é essencial- os engenhosos mente uma questão. P. 10' . Hegel. em e na passagem expansão. Ainda que ninguém a faça florescer. apresentando vivificando a idéia de Kanr.~ . também descobrimos que wn macho desfavorecido. & Thornhill. que com um pernil de macaco para compartilhar. Hegel fala do juízo ou o que denomino base na tese de que as obras de arte são sentidos r.t'" za tinha de ter estado no ar. uma vez Greenberg físicos do homem atraente compõe a terceira figura no eterno triângulo. Existem ruínas e ruínas.: i I1 Schopenhauer nega que a simetria seja uma condição necessária da beleza. A andorinha na esfera do significado. é claro. como nas filosofias de Schopenhauer e Nietzsche. Não precisa identificar sentido e modo de apresentação.. "Flucruaring CAP/Tl1l. Traduzir em palavras estreita se ele tiver rios de dinheiro.. servar com os mesmos olhares lascivos que lançamos um ao outro. mas a mim Biólogos evolucionistas a associar simetria à desejabilidade mais tarde passaram o caso das ruínas. E agora que sabemos que os chimpanzés são carnívoros. com a sugestão de que não há nada mais "prático" do que o sexo. . em uma descompensação nos pede é aquilo em que devida a um ardil cultural que suscita a situação básica da comédia. a morte inevitável.. . Talvez não fosse necessário ainda fazer referência ao mito do escultor que cria a estátua de uma mulher e se apaixona por ela. pode garantir os favores sexuais da melhor fêmea do clã. a deca- dência do poder.~ de uma pedra dilapidada.

dade agimos à luz de condicionais AR}.Y L. por conseguinte. Mas na ver- e provavelmen- te é uma pressuposição da ação racional que nossas ações gerem conseqüências razoavelmente previsíveis.1AN. dão forma ao podem se congratular com o que os filósofos cha- Estes. e um valor de ver o modo que o passado vê o futuro é que. por estruturas humanos se desdobram EXERCÍCIOS melhores para aqueles que sobre a história . tanto quanto podemos discernir. com êxito. Interpretando termos de possíveis cadeias de eventos. qfJe acreditamos verdadeiras. então isso e aquilo nunca teriam ocorrido". dizem: "Se não tivés- semos feito tal e tal.do que tentar ver o modo como o passado vê o futuro e. teriam agido diferentemente. THOMPSON. riador alemão Reinhardt do modo É claro que eles não disputer visto como o O grande histo- Koselleck escreveu um livro com o fascinante título . narrativas como estou objetivas na forma como os eventos . que dentro de certos limites sejamos capazes de orientar nossas ações à luz desses resultados antecipados.~: CAPíTULO ~. os-agentes buscavam seu presente de modo a gerar cadeias favoráveis a seus interesses E é claro que eventualmente das organizar percebidos. nham necessariamente da nossa perspectiva: se pudessem presente apareceria ao futuro. sabendo a aparência do futuro do passado sob o nosso ponto de vista privilegiado na história. com efeito.~ A 13JDllOTECA DO ARTISTA e aqueles que. realmente acontecer do modo como acontece por causa do que fazemos ou deixamos de fazer no presente. curso dos acontecimentos mam de condicionais contrafactuais. so- mos em grande medida cegos. que dependeriam o futuro em intimamente ações que realizavam ou deixavam de realizar. EM FOTO DE JERIl. L.que procuram. a forma como aqueles que viam o futuro como o viam tinham que ver seu presente como O viam.' SEIS rr A pintura e o limite da história: o desaparecimento do puro EXISTEM poucos buscam pensar filosoficamente tentando fazer. acontece de o futuro. podemos ver como ele se diferencia como esses agentes do passado o interpretavam. Por outro lado.

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