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W. é o seu título de nobreza.mas que Kant. a filosofia.J::AllttI{LO CITANDO UMA PASSAGEM O ~omo prima filosófica d da obra- vOlztadee representação. porque ao fazê-lo abandonamos a atmosfera terrena da ~ecessidade e do desejo. no que gerou uma tradição que incluía Shopenhauer e que bem se es- téndeu... . ou a poesia. nada que seja para uso ou lucro. The Wor/d as Will a1ld Represmrosion. escreve que "o gosto é a facul- BOX 1I1ITH THE SOUND (1961) POR ROBERT CORTESIA: OF lTS OIP'N AltlKING [CAIXA COM O SOM DE SUA PRÓPRIA FElTURA] MORRlS. nosso coração se alegra ao desfrutã-los.grandes origem à estética filosófica.CAPíTULO CINCO Da estética à crítica de arte ~:JI:Nl~. Todos os demais trabalhos humanos existem somente para a manutenção e o subsídio de nossa existência.interesse a queSchopenhauer trabalho se refere com o conceito de vontade . " Scboppenhauer. entre consideraçõei desacreditar qualquer que a experiência propensão trabalb@ que deu estéticas e práticas.~endeu em se perguntar sobre a unu estética pode ter. F. E SRA. a pintura.. A.." Essa poderosa distinção. A não ser em caso de indicação em contrário.. os tempos modernos. as únicas exceções são aqueles por nós aqui debatidos. e nesse senstido podem ser considerados como a flor . em que se fala da re açao entre o 'e o o~ como ele os vê: beleza e utilidade como valores antitéticos. e a identifica com o intelecto agindo independentemente de modo que "as produções do gênio não servem a nenhum da vontade.s:r:E. G. obtida por um dos . Payne (New York: Hafner Publishing Company. eles existem por si mesmos.2:388. de E. SEATTLE ART MUSEUM E SR. trad. Pois as questões a a prática de caráter prático são definidas pelos interesses que um indivíduo ou grupo possa ter . propósito útil": o trabalho do gênio pode ser a música. Por isso. Ele está discutindo a noção romântica de gênio. todas as referências a Schopenhauer fazem menção a esse texto.. 1958).. Não poder ter ucilidade nem ser lucrativo é uma característica do trabalho do gênio. CRÉDITO DA FOTO: PAUL MACAPIA. WruGHT. da existência. e se estende aos.

Pois isso conduz. "raramente vemos o útil unido ao belo . se colocaria: que tipo de satisfação se poderia a satisfação se não houvesse nenhum interesse «equivalenre humano como os escravos... Em e da decoração bem como a eliminação dos subsídios todo o caso. Assim como a coisa em si existe independentemente . analogamente para habitação. . ."a arte bela tem de se parecer com a natureza".45. ela é schlecht.1 . . à utilidade. 149. Cntique ofJ1Idgenlelll. e Nierzsche.. não há nada além do conhecimento de que é a arte que se está artísticos dos orçamentos federais . Tbe Collecled EJJayJ and Criticism. DE ARTE •• • • • • • • . o a questão da beleza da vela de ignição Sigamos Kant como se houvesse um tipo de satisfação an sich (em si). .n.1 J ~ ~f/::J~ 1 ~. e ~~~~. 91 .v _ um de seus aspectos possuindo uma boa justificativa prática. . de Ibid.1 mostra.'I Wb l.I lii parece claramente uti ~ 'I.. to o~ médoto repres~ntando-o por. que eram o das "árvores pequenas.. que "bom" designa o que os senhores diziam ser em virtude da coisa an sich. 1 'li . feias e desajeitadas".e se parece co~ a arte. As edificações mais belas não são as úteis. . . . J-J' beleza". as árvores frutíferas Uma desajeitadas. um i ~. consideravam interesse reside no abandono do pensamento. mobília de Shakers de inegável utll 1 vel. construída como discriminação entre a arte boa e a ruim. são pequenas. ue ela se parece com a natureza'. levando a estética filosófica a uma forma 'altamente influente da prática da crítica da arte. de acordo com Kant. com suas com sua distribuição possamos à sua beleza . 58.11 A rosa de jardim entre beleza e a gênios: "Árvo- dor nessa linha de pensamento. à medida . entre suas obras e escultura un 1 deveria ser posta de lado. a satisfação em si mesma depende. Gia constrasta tanto com "ruim" como com "mau". por um caminho já bem aplainado por aqueles que toma- ção. que as considerações a justificar a eliminação dos domíninos do design arquiterônico. cada arre"83do belo na natureza: que distingue o que Greenberg de "qualidade na a arte bela é gut. pois para julgá-Ia bela. Se lhe falta beleza ou "qualida- de".í. Talvez se possa adquirir um sentido do que é f~ (j' nos nada de partes de metal e de cerâmica. qüência importante é claro. . rrad.{~!f) ~ r~~>r~V' .um~ sa~lsfaçao ou insatisfaçãó"inteiramente desinteressada.~. em sua Gmealogia da Moral.d mas a selvagem e quase sem fragrância sim".1 em que medida superfícies curvas e polidas. que parece querer conecrar a utilidade à simplicidade. da inexistência de interesse prático em sua satisfa- :.arte. tão perturbadora interesse mina o julgamento certamente ter? Pois em que consistiria de gesto".sendo a arte por definição um mero floreio - experimentando chamou já que as obras de arte incidem na categoria da estética. objetOs de pintura ! ''\ " :p :1::1 1.. . Há algo de assusta- "maus".82 AssI.[ O Museu de Arte ade que exemplificam . Mas o meu de todo o resto. nenhuma distinção é '1lespeCialmente obtida: "a natureza é bela porqu. tram-se alijadas do reino da função e da utilidade. "The Idencicy of Are"..ro-. ade. ~." E a ques- grande discípulo de Schopenhauer. C.traços que os escravos. . comum a Kant e a Schopenhauer.õ d~"bei~ p~de'~~~i~~. Entre o belo nan~e O belo artístico em Kant. que é diferente do contraste entre gttt e bõse. . ela deveria ser objeto de uma "satisfação completamente desinteressada". vê a separação utilidade em objetos que de ordinário não seriam atribuídos por alguns um objeto útil. ti.i'i=' ao modo como estética e utilidade estão separadas uma da outra.. . DA ESTÉTICA t t~~ i Á CRlTJCA 4: 118. é claro. M. nar quanto Schopenhauer. uma . Schopenhauer a beleza está relacionada vela de ignição pode ser considerada e embora enganar. E ainda assim. res altas e esguias não dão fruto. O objeto de tal satisfação e chamado desempenha papel algum ao dar conta do funcionamento argumentou que. Greenberg._ ó pode ser chamada de Gela se éstamos conscientes dela como arte. estranham ente proporcio- roseira pequena.. a beleza pode ser um subproduto acidental.. Mas a beleza não ulgar um . não podemos nos enga- . um templo não é uma casa pode perguntar das velas de ignição. CINCO 82 ft) Ibid. quer se trate de arte bela ou beleza natural. Bernard (New York: Hafner Publishing Company.dernismo não tem sido tão rigoroso Moderna exibe objetos de reconhecida pio de alto estilo estético. . parente filosófico distante i! feias e essencial no modo shopenhaueriano de pensar se se considerar o contraste entre o g/It e o schlecht da língua alemã. com várias inflo rações não frutifica... ansioso por ter uma que funcionasse. mas como objeto belo não satisfaria nenhum interesse dentre os que suscitam as velas de ignição: se você estivesse vez que "todo e qualquer ~ por toda a sua ênfase no gênio. Mas pelo menos eles não eramschlecbt. para ser servido? . f~·. 'j. 'i~ os tra- insistia a estética clássica. quanto ao faro de ser arte.8o Shopenhauer estéticas encon- ram a disjunção no que se tem uma conse- do ornamento entre a beleza e a utilidade como urna verdade profunda.I . A exemplo da beleza (limitada) da vela de ignição. t W 81 90 Kanr. o princí- A coleção Barnes exibe. quando não à feiura. por uma ilusão. Segue-se imediatamente. como de que não há linha especial a ser traçada entre o belo na arte e na natureza. I. de possuírem ços defini dores do que é bom . . 1951). '(. CAP[TllLO J.

ESTETICA À CRÍTICA DE ARTE 93 . 3: 249.. livre de qualquer qual um homem tinha claramente finalidade feito uma contribuição funcional. uma vez que o Zeugganz em que o poderia fazer só estaria presente um século e meio depois. consi- deremos a vela de ignição. o Grande. nem. 313-4. industrial Mas imagine. poderiam evoluídas que originou a vela de não tinha sido inventado. de uma revolução por alguma travessura do. Kant. pode-se dizer. 1962". que bem poderia ter seu lugar na Wunderkammer de Frederico. A vela de ignição. O reconhecimento A arte poderia alcançar o outro objetivo que Kant reconhece . não estavam interna -airída ter sido ter existido porque a suficientemente isso sem falar que o mecanismo ignição . de modo que ela teria valor apenas como curiosidade. pensei em desincentivar a estética . A filosofia estética de Greenberg pelos autores de seu periódico está sendo continuada por Hilton Kramer e The New Criterions."no entanto. ainda uma vez. classe. pensaram que Duchamp do a atenção para a cintilante de estava chaman- beleza do mictório . e quero assim discutir os avanços de Greenberg de fundo de uma distinção . CApITULO CINCO O divisor de águas entre arte e natureza. estabelecer em sua Crítica do juízo esté- seria essa. círculo de Marcel Duchamp. Mas. Sto'ange BedfellowJ: Tbe Pirst Amerícan Aoant-Garde. convinha contra o pano entre objetos estéticos tornou central em seu empreendimento teria percebido como filosoficamente Greenberg. visasse à beleza. contrariamente obras de arte se tivessem existido." porque a problemática no mundo da arte que tinha Duchamp quase como um mentor [generativethinker}. que. ser uma obra de arte em 1790. à maneira de Kant ou Schopenhauer! Existem registros de um debate entre Arensberg e o artista Geroge Bellows em 1917. que uma vela de ignição escorregasse no tempo e fosse encontrada por um lenhador bem próximo de Kõnigsberg. embora consciências em geral quando Duchamp no tempo de Kant fosse considerada posição de 1917 da Sociedade de Artistas Independentes enquanto uma questão natural que a obra de arte. "conhecimento de que é arte aquilo que se está experimentando". ambos de Bemard Berenson. apesar de suas muitas gafes. C. DI. Hoje. por volta de 1917. Ela atenderia quase que exatamente belo em Kant como "finalidade sem fim específico: talvez ela parecesse útil demais para ter alguma finalidade ornamental. The Colleeted EJJap mzd Critidsm. é claro. dado o estado da arte. "Letter tO Hans Ríchrer. deve soar como uma advertência de que. e que a beleza fosse implicada pela existên- cia delas. S. M. 86 Greenberg. tico aquela que era a mais satisfatória base para a estética que temos Estou ansioso por tratar de Greenberg a partir dessa perspectiva. "o sublime". Joguei na cara deles engradados e o mictório como um desafio. como Walter Arensbert. ainda que pudessem falhar em seu objetivo." Uma vez mais. e a eles então se atribuíam assim como os cocos nas costas européias no século poderes mágicos. e ele demonstrava por que eram arte. sua maneira de fazer crítica de arte se tornou extremamente até hoie". em conseqüência engendrada e a filosofia da arte. Os objetos manufaturados eram aproveitados causa de sua não-descririvídade natura e o título procurou Fountain. Elas não poderiam cerãmica e a metalurgia para as ter produzido. da época. era muito tênue nas por Duchamp precisamente estética.que tenho como cruciale obras de arte. ou então poderia ser usado como à caracterização peso para papéis. e agora eles os admiram por sua beleza estética". na estética". in Richter. em algumas raras ocasiões. ela não faz parte do conceito de arte. de nosso tempo.o motor de combustão ter existido no ao dado histórico." Mas.como se um artista com uma agenda filosófica parcialmente voltada para a separação entre o estético e o artístico pudesse ter a intenção de reduzir obras de arte a objetos estéticos. ela talvez pudesse ser. no qual o primeiro dizl'uma forma adorável tem se revelado. H. "Rn/ieui cf Piero deI/a Pranasca" e "The Ard: oj Conssantine". seria um objeto de contemplação rigorosamente desprovido de interesse. mas importan- tinha mau gosto e uma escassa experiência no campo das artes . em 1962. Mesmo membros exibir um mictório na exsob uma falsa assi- do círculo mais próximo Duchamp. e que a beleza na verdade não poderia constituir nenhum 8<1 atributo definidor da arte. o conceito de sublimidade é 92 disso.A qualificação. 313-4. ainda que não em razão de sua beleza. Dada: Art and Auti-Art (London: Thames & Hudson.. 87 Greenberg. apertavam XVI. As velas de ignição não poderiam tempo de Kant.nomeadamente. mesmo assim. e gravica precisamente em ainda que não fossem belos. Ela seria incapaz de satisfazer qualquer interesse em 1790. hoje na verdade prática da arte. 1916). Duchamp escreveu para Hans Richter: "quando descobri os objeros manufaturados. incontestavelmente o mais importante crítico de arte kanriano tinha pouca experiência e menos paciência com Duchamp como artista. que Duchamp que Greenberg dificilmente tes. uma vela de ignição não poderia. uma vez que ele só serviria mesmo para ser contemplado. sua capacidade de abstração ° tornava capaz de. se a beleza é invariável para permite traçar uma linha nítida entre a estética tradicional as obras de arte e outras coisas. 86 Ducharnp. Essa linha. nar que utilidade do mas ninguém poderia imagi- Em todo o caso. "Watson.

se fosse o caso de prática crítica ruim desmerecer trabalhos por falta de boas qualidades estéti- ser útil para se abordar alguma cas. sendo um sinal disso que uma das disposições iniciais opera na arte não pode ser nem asserida nem do que o satisfatório an sich. sões às condições anteriores . essa prática precisa conflituosa.tem de arte. nos termos de Greenberg. O modernismo na década de 1880. mas que Duchamp e seus seguidores . E em minha concepção isso defectivo da disciplina. um mal-entendido filosófico. mas não forçou a estética a repensar essas distinções. I. De minha parte. 94 .e a experiência. deixando em aberto a questão sobre o que especificamente com a qualidade estética. porém. rebater a questão refletindo como advogado da abstração que era. e poderiam mesmo. a ser uma prática bastante ser essencialmente ruins. se além disso. O primeiro se baseou em uma famosa formulação das relações entre o juízo do belo e a . iniciou de maneira quase imperceptível especificamente tamente no tempo de Kant. Mas voltemos a uma crítica da arte fundada na estética e às concepções de Clement aplicação de regras. 89 Greenberg. . bom" das obras que Greenberg se alguém tomava como estética em outros termos. sei que é uma com uma "arte depois do fim da arte" precisamente a qualidade estatuto como arte foi estabelecido. realizar o seu produto" na suspensão da regra: "a qualidade estável em sua prática e concepção havia já alguns séculos. "O conceito de arte bela não permite que o juízo sobre a de tal conflito nos dá uma razão para examinar o pano de fundo da teoria estética a partir do qual ele se origina: uma teoria que acarreta um conflito beleza de seu produto em termos de sua aplicação tem de ser ela própria uma teoria conflítuosa. enquanto teoria demandava porque ela parecia des- estética: foi precisamente ficava razoavelmente urgentemente nos termos da claro que a estética uma reforma'. e no qual as revo- provada pela lógica ou pelo discurso. da experiência. . 4: 118. . "O olho experiente e. • . . portanto. '" lbid. de tende sempre para o definitiva e positiva- a denominei coisa". .1 torno da questão ! relacionada à "qualidade na arte". como artisticamente estava começando a significar o completo exame da distinção entre o estético uma teoria unificada deixa de ser imperativa.com a "arte depois do fim da arte". Uma vez que seu do que é artisticamente pode explicar o "artisticamente referência bom". desde Immanuel Então. que se adequaram pron- a Cézanne e Kandinsky das a Duchamp. Por isso. Greenberg creditava a si mesmo o mente bom na arte. Não estou certo se alguém poderia aparecer com uma espécie de "campo prezar completamente teórico unificado estética clássica que a recusa em chamá-Ia arte se fundou. permanece uma questão em aberto. . arte a partir da década de 1960 .identificariam de alguma outra manei- seria a qualidade estética. regula- por assim dizer. A crítica de arte kantiana.. conhece-o aí. . 150. Tbe Collected EIJa)'I and Criuiism. Essa crise passageira sobreveio por ocasião da revisão da idéia de que a arte tinha de ser mimética. Se por um lado por outro a crítica de arte passa dividida.) ! . que tal- vez um exame mais acurado sobre como Greenberg pria prática crítica na estética kantiana busca fundar a sua pró- facilite essa decisão. "The Idenrícy af Arr".e tenho de me incluir entre eles . e não ficará satisfeito com nenhuma era a recusa em se considerar Isso é Kant. "O que o prático tinha de lidar. CAPITULO C<NCO DA ESTÉTICA Á CRITICA DE ARTE .88 O juízo crítico.para que fim a arte é boa . como já alhures=-. Mas. sica levou a efeito precisamente um movimento mediante feliz que a estética clás- a frágil distinção que preconizava se Kanr. O conflito era exibido pelo acidente histórico que acabou estabelecen- como deve ter· acontecido. Mas a existência e o prático como o fundamento espécie de arte. Greenberg derivou dois princípios. como vimos. a arte bela não pode ela própria conceber a. ser ajusta- A estética parece cada vez mais inadequada para lidar com a que tenha é possível. concluíram". "a base mais satisfatória para a estética que ainda possuímos" bom gosto.. A experiência.regra segundo a qual ela pode do a estética como disciplina em um tempo em que a arte era singularmente estavam na natureza das regres- regra que tenha um e por conseguinte dição. e somente ela. 89 não era nada menos do que a base mais satisfatória para a crítica da arte. . Critique olllldglllel/I. que Kramer identifica entre o belo artístico e o natural. 120. C. Greenberg.do rococó ao neoclassicismo do romantismo ao pré-rafaelisrno no tempo de Schopenhauer. menta a esse repeito . na concepção de Greenberg. como o próprio Greenberg acreditava praticá-la. • • ." Em resumo. o que todos os filósofos sérios da arte. I'. Em sua leitura de Kant. como base um conceito relativo ao modo em que o produto assim como um conjunto de axiomas é inconsistente se acarretar uma contra- seja obtido a pareir de alguma conceito como seu fundamento dererminante. ele ficará insatisfeito com qualquer a arte não-estética ou anti-estética como arte. 95 . luções artísticas. noção com a qual Greenberg. em parte. nem. . Mas a teoria estética clássica não poderia ser invocada ra. . outra coisa que seja menos pressionada a dar uma Tal se deu em paralelo com a ação reflexa de olhar a arte abstrata como não- resposta à questão do que é bom em arte . que era uma questão em parte de temperamento experiência. .

retrospectivamente. o que para o crítico definia um papel antecipatório "Greenberg.ajs--deelaramos----aigo'eomo. e maIS part1cularrn-efit~-iti-ee-s-:-""C)'que a arte tem que ver . em um tempo em que isso estava muito longe do modo de ver aceito. 76. no fundo. 4: 118. sem nada conhecer sobre a arte africana. A força e a fraqueza de Greenberg de forma entre juízos estéticos e morais em seu sistema. Elas no sentido de fazer a arte trabalhar a serviço desse ou CIãqüêTe'ifirerêssenuma--=-no. e. por exemplo.. DA ESTÉTICA À CRÍTICA DE ARTE e precursor em 97 . distinguir bom. de posse de um bom olho. credenciais de um gênero Também veio a constituir critério de qualidade de um crítico fazer descobertas de um tipo paralelo. pouco teria servido de preparação para a obra de Pollock. Tbe Colieasd Essays alld Crítícism.fI não o têm porque "não se deram ao trabalho de acumular éom polftica?".e a experiência é o único tribunal de apelação em arte .demonstrou que há tanto o bom quanto o ruim na arte abstrata. o que explica ele ter identificado antecipadamente J ackson Pollock como um grande pintor. dos para defender experienciar que experienciá-Ia a arte representacional.. o melhor e o excelente. I.muito menos sobre a arte abstrata".-P-rinf!p_~~ profunda no sistema acumulado __ ALç:Jeen~l. e a esse respeito não faz diferença a experiência como crítico derivavam ali o desses princípi- 'f I~. Ele pretendia derivou a tese de que toda a arte é uma só e mesma particularmente demonstrar que não havia diferença em nossa experiência estética do abstrato em contraposição à arte representacional. deu a Greenberg. como irrelevante para a arte. independentemente pode separar o bom do conhecimento es- da produção na tradição a que ela pertence. os.~:~tac~~~~nte qniversal. a mesma divergência lógica que separa o estético do prático separa a arte de qualquer coisa útil.oJ:Lti~par-t-if-da-f. O que tem o olho experimentado.azão" kantiano. que poucos outros críticos desfrutavam. ocidental ou representacional do ruim na arte de qualquer tenha outra opinião" . C. "The Idenrity of Arr".parafraseando '~!?orque o juízo do.é estar seriamente que se tenha interessado como um todo. "não importando segregada previsão de que "rodos concordarão com meu juízo. que eles estavam prepara- era algo de um gênero diferente Em 1961 do ele escreveu: A experiência em si mesma . mas sim de que eles deverão concordar't. Assim. Sob todas as aparentes diferenças.} Um Dali ruim tem mais em comum não só com um Maxfield Parrisch ruim. que por sua vez permite alguma paridade estéticos." de que satisfação estética . mas com uma pintura abstrata ruim. e a capacidade para perceber sua qualidade artística . CAPíTULO CINCO acarretou que "o olho experimentado" tipo."I tem que ver com arte?" é a réplica retórica dos que estão persuadidos a arte existe tão-somente fação estéticaan para proporcionar tem mais em comum com um bom Vermeer do que com um Dali ruim [e para Greenberg não havia bons Dalis. No modo como a pintura abstrata foi produzida na década de 1940."Nãâã!·'-=UltíãCerréZâ~prevlsíveí. esteja onde estiver. escreve Kant. que o bom em arte era em toda a parte e sempre o mesmo e que subjazia à sua abertura para as boas qualidades a que outros críticos da mesma época do artista estavam cegos em ampla medida. de que a estética era estritamente que ninguém '_" pio de Greenberg se baseia na postulação de certo tipo de communis. com a p~üi-l!-05-flel~.belo não permitimos experiência sufici- ente para fazê-Io. não como uma subjetiva" . mais ao bom em todos os outros gêneros de arte do que ao ruim em seu próprio gênero. A partir da universalidade interessado se se trata de arte chinesa. Critique of)lidge1llelll. quaisquer ambições instrumentais que os artistas pUOessem ter- nunciar sobre nenhum tipo de arte . o que inevitavelmente trazia conseqüências perniciosas na prática crítica subseqüente: põe-se que o crítico faça descobertas su- visando à validade de seu "olho experi- mentado".. Estar seriamente é . um bom Mondrian ou um bom Pollock 91 96 Kant.~-'--·-'--'·'-""-' '0 0/ segu.~" }lorque a universalidade seria incompatível com o lucro.para a satis- sicb.1J.. mas somente se há algo de bom na arte". Ele achava.--cõl'fiõSe a questãotosseret'ó~ ri~~'~'a resposta . Greenberg coisa.~~r:11!. crítica de arte contem12orânea conservadora ao pôr de lado. E a estética kantiana serviu à E Greenberg prossegue dizendo que as pessoas que não fazem um esforço para experimentar ou apreciar a arte abstrata "não têm o 'direito de se pro- . pergunta o crItlcõ co'ilServaôür-. E revelou-se que o bom em um tipo de arte assemelha-se sempre.?' em outros campos da arte". portanto.e mesmo para proclamar sua gran- deza artística -. sente-se sempre em casa. É bom lembrar que ele estava escrevendo em um tempo em que tamanha era a incerteza dos críticos quanto à pintura abstrata. Re- um conhecido curado r gabava-se de.. poder. unicamente Se/1SUS tácita dos juízos em arte no bom em pecífico das circunstâncias centemente.!1dn. E o segundo princí- Kant invoca uma noção especial de que o que ele denomina "universalidade Greenberg arte.

Greenberg como crítico.. É de maneira semelhante que Thomas como diretor do Metropolitan Museum of Art . da rigidez. no modo peculiar Em uma memorável com que CAPíTULO CINCO As obras de arte me tocam num grau maior ou menor. T. mas eles não podem ser postos em palavras . diferença entre a arte ruim e a boa pode ser posto em palavras. o que de certa forma dá esperança à galeria marginal. então não haveria. Ninguém faz receituários de prescrições conferência " Hoving. lhe apresenta. àquele talento "fresco". Até aqui. na pintura pós-impressíonisra ou suas cores. ele se recusou a olhar para a pintura até que a iluminação estivesse se sentir claramente que devem haver certas definições a priori da arte que de ideal. O crítico em busca de credenci- ficava de costas para alguma nova pintura até que essa estivesse no lugar certo.que é o caso de uma teoria que pressuponha que a arte tenha de ser representacional. e então virava de uma só ais espreita o desconhecido ou o despercebido.nada além da haverá desacordos irredutíveis. e sua atitude se tornou uma acrescenta em conexão com a resistência à que o crítico obstinado quaisquer corrida entre a transmissão bom quando o artista a que um crítico se bom ou mesmo grande." Se todos cultivarem uma mente cionado à autoridade da experiência. desacordos irredutÍveis: "a qualidade é só uma questão de experiência privada". . tudo isso pode postura-padrão . com o que Greenberg arte abstrata. o pintor Jules Olitski .. !~~: base nesse primeiro olhar que ele tomou a decisão de adquirir esses trabalhos. "Ibid.elocidade Hoving descreve o cenário das duas principais aquisições durante sua gestão ~':i.o retrato de Juan de Pereija por Velasquez. to. na arte não "Existe um consenso de gosto. 1993). Ou então Greenberg cobriria os olhos até o momento certo de ver. o que é igualmente importante. ele observou: aberta e. ao negociante aventureiro. Em uma entrevista posterior . não "existem critérios. para usar uma de suas expressões favoritas. 98 ~~ I)A ESTÉTICA Á CRITICA of DE ARTE (New York: Simon & AI'( • • • • • • • .não abrirá os olhos em razão de alguma teoria a priori sobre o que a arte deve ser .256. O que tudo isso implica é que se as pessoas somente abrissem os olhos e. abrissem suas mentes à sugestão do que o olho experimentado . ainda. no texto final de The Collected Essays and Criticism . e então ordenou: "bata-me!" imagina- antemão os que são hostis ao impressionisrno se que seus olhos foram inundados impedem . torna-se se defronta quase caricarural com uma pintura. . Makillg lhe Mflllllliies Dance: luside lhe MetropolitalZ MIIJ"'''' Schusrer. vez a fim de deixar que seu olho experimentado preservando a mente interpusesse o sistema produtivo são de um olho insuficientemente opõe acaba se revelando convergir quando argumenta disso é a confis- Em geral. e a krater de Eurofrônio. se por um lado não havia dúvida de que Hoving precisasse ter em mãos o resultado dos testes de autenticidade de proveniência para apresentar a sua comissão. as palavras têm sido inúteis nesse assunto . 4: 119.na verdade. .94 i~l r . dedicaram o máximo de tempo à arte e vivenciaram os problemas Com a iluminação apropriada.descreveu uma mas que Hoving defendeu como a mais bela obra de arte de toda a sua vivência no mundo da arte. da confiança exclusiva na experiência Greenberg visual.o terrível John Canaday do Neto Yol'k Times é um exemplo .93 de ver a qualidade daquelas telas. por outro era o testemunho tivamente contava para ele. .ele enuncia um corolário do princípio rela- dessa arte. .. .. critério para a diferença entre Quando se lhe pediu que estatuísse um a arte menor e a arte maior. artística" e que as obras de não é uma experiência a captasse sem permitir que teorias apriorísticas. Greenberg de seu olho experimentado que defini- diria muito pouco além de rugir um tipo de aprovação ou desaprovação. . ousarem o bastante.'.a quem Greenberg oscilava juntamente últimos anos costumava com a reputação arriscou sua própria reputação do artista em cujas boas qualidades ele visita de estúdio feita pelo crítico. em cujo âmbito profere o seu veredito. ou. A idéia de uma mente não fechada pela teoria. como sugere Kant. No primei- E pode- ro caso. Ele não olharia para o pote até que a obra tivesse sido colocada à luz do dia. tais definições apriorísticas podem impedir que se veja alguma qualidade pelo fato de seu dese- nho ser esquisito. de beleza pré-conceitualizada. í. que a ex- como arte" e como se houvesse uma dos estímulos visuais e a . e isso é tudo. A contrapartida em seus celebrar o melhor pintor dos EUA . em todas as gerações. Aqueles que Greenberg designa como "opositores periência da arte abstrata da arte abstrata" defenderão arte abstrata não podem ser classificadas propriamente do pensamen- em estúdios e galerias. arbitrárias. • 99 . Há inúmeras anedotas desse tipo sobre o crítico. que veio a ser conhecida como" o pote de um milhão de dólares" do Metropolitan. e. '( e o seu melhor gosto tem sempre se revelado unânime dentro de certos limi- tes.relação a um ou outro artista: a estatura de um indivíduo corno crítico de arte um ano após sua morte. Foi com 't~' ~. . escreve Greenberg. O melhor gosto é O das pessoas que.

• .e tentou fazer Phillips pintar até que a incapacidade Phillips.. Os artistas muito coloridas. cujo gosto ele admirava Hans Hoffman. . que é justamente o que poderíamos esperar de sua suspeita em relação a regras. É claro que Warhol não seguia nenhuma mas ele regra particular ao fazer o trabalho." ~~!i I. Willem de Kooning .. o fato de a pintura de sua qualidade sem minimamente de Pollock ser boa.. . a própria Peggy Guggenheim _ Lee Krasner. poderia ter feito uma afirmação sobre a Terceira Critica mediante as pinturas "pinte pelos números"! A pop art . "Inrerview Conducred - escrita quando ele tinha trinta e poucos anos. Greenberg dificilmente teria alcançado sua excelente reputação como crítico utilizttndo-se de grunhidos e caretas. As asserções monossilábicas de Greenberg . inviabilizou viúva ler urna carta comovente coisa pode ser uma obra de arte.tese esta que Andy Warhol enunciou em suas pinturas "pinte pelos números". dente. E no entanto. guir se era um artista que havia preenchido não teria sido capaz de distinas partes numeradas. dos cidadãos seguindo regras Warhol. de que todo mundo pode ser um artista .. Greenberg. de que não há . sempre com base no veredicto do olho como uma espécie de sétimo sentido: um sentido da beleza na arte. se tivesse lido Kant.:. teria sido completamente consistente com seus impulsos como artista a ponto de seguir as regras de um kit "pinte pelos números" e exibir o resultado. prática como crítico. aparentemente. não ter sido capaz de formular uma proposta qualquer próprios tinham bons olhos. qualquer pessoa poderia fazer. sempre deve ser identificado: no tipo de o expressionismo abstrato. o olho experimentado. a tarefa do crítico era dizer o que era bom e o que não era.. "Greenberg.. mas vamos imaginar que o fizesse. .o que o . ou grande parte dela. Greenberg.em . em pôsteres comerciais responsáveis por essas imagens exclamatórias. O ex-maquinista artísticas pessoa pode- no centro recreativo de terceira idade que pinta pelos números está simplesmente para fazer uma pintura bonitinha.1'. Ouvi a sua ria ser um artista. afinal de contas. a posição que Kanr elaborou n ~I· \!Ii 1. faz" . pondo- se o vermelho onde os números indicavam que deveria ser vermelho. . e é difícil não supor que ele o tenha feito em razão de. após sua morte. É claro que então ele tinha visto certa quantidade das obras de Pollock em visitas de estúdio que talvez fossem muiro semelhantes àquelas que] ules Olitski descreveu. eles havia sido um pintor de ClNCO DA ESTÉTICA À CRÍTICA DE ARTE . é claro. CAPiTULO by Lily Leino". fosse uma função do olho.I C/'itirúm. ainda que ele deplorasse esse rótulo. e teria desmerecido números" de Warhol por serem inconsistentes as pinturas com a filosofia da arte que ele tinha aprendido de Kant: poderia-se chegar a elas seguindo-se 100 . .l~' ". Mas em sua análise ele justificava mesmo que a atribuição se acrescentar. algo que.ainda que revelasse sua inexperiência as suas primeiras tentativas à sua correspon- de pintar. Mas ele não era um igualitarista "pinte pelos onrológico. regras. mesmo com toda a sua relevante para uma prática artística governada pelo princípio ." ~.respostas viscerais postas em palavras. que o resultado se pareceria com a coisa real (algo que qualquer urna vez pessoa em um asilo da terceira idade poderia ter feito) e teria agregado quaisquer dades estéticas que a último tivesse. não o fez. sabendo que se trata de arte. de maneira sugestiva e cômica. . Ele achava seu trabalho maravilhoso.. Se pensarmos nisso como o que denominei crítica com base na feação. mas assegurando.95 É notável que Greenberg veja a resposta crítica como parte da arClsta" criação artística.~1 para a arte e para os artistas. Phillips.o que Kant chama "um juízo e não uma faculdade produ- 1 tora".. de suas aulas. a diferença entre N o gosto e o gênio . em conexão com o gênio artístico. 4:308. 101 . e também uma função do fato de que outros. Warhol estaria talvez afirmando que qualquer cado da alma do artista. Ines em sua admiração. mas palavras que eram elas próprias respostas viscerais _ eram a contrapartida do crítico para o gesto pictórico saído das entranhas arte com que ele.. É só esperar para ver o que acontece . Andy Warhol e ]oseph Beuys . É bastante primeira exposição instrutivo ler a sua análise de novembro de 1943 sobre a Pollock na Tbis Century GallelJ' de Peggy de ]ackson Gugenheim.. nesse caso a tradição Continua com críticos que têm uma prática filosoficamente muito menos consistente Greenberg efetivamente parou de fazer crítica no final da década de 1960.. Ele provavelmente se o trabalho.. foi singularmente de acordo com uma recordação de William igualitário . Tbe Cof/ected Essays ". _ eram unâni- Em última instância.elé realmente achava que qualquer um pudesse pintar .. de suportar o cheiro de tinta. C.articulado pelos dois mais influentes pensadores artísticos daquele período. Piet Mondrian.de que qualquer aparência especial que deva ser assumida por uma obra de arte. descrevendo ilustrações. e que foi.. escreveu que pintar lhe era tão natural quanto "transar". pode- ferir o mérito devido ao pintor. e então expusesO olho. teve como base a arte comercial etiquetas. quali- a peça de Warhol e uma pintura ordinária do tipo "pinte pelos números" teriam qualidades muito diferentes. e.. brincando com a idéia de que pintar devesse ser algo arran- do que a de Greenberg. no design de embalagens.

sinais. e quando ela falha como arte não é por se tratar de uma caixa sem nada demais. sendo esses itens desinspirados ou pouco sentidos. . inspiradas. CAPíTULO CINCO DA ESTETlCA À CRiTICA DE ARTE • • • • • . não especialmente dentro do qual havia uma fita contendo os ruídos do martelo refinada. nada tinha que ver com o que correspondia explicava o seu interesse ao registro do olhar. brutalmente com ·0 acorrentado.. Ao fazer seus fac-símiles. sob uma aparente superficialidade. mas dificilmente uma qualidade "retidão da forma". C. . prova-velmente ela A arte. do vocabulário empresário.mesrno se aventurou que possa ser definida como homogênea e mesmo monóto- a identificar o estilo comum subjacente que "W61flin chamaria linear" . as peças de vestuário rasgadas. a qual. deste por algum Trata-se um cubo de madeira de uma carpintaria e aliás a sua obra-prima. ou mesmo por causa de seu tamanho. Mas tem-se aí uma verdade 1960 e 1970. Box with tbe Sound of lts Own Making [Caixa com o som de sua própria feitura) (1961). O mesmo se aplica a trabalhos em forma de arte "nova" .. prossegue Greenberg. Outro caso instrutivo. insolente. artísticas eram feitas naqueles o casal ou com a casa "Nessa medida". pois com isso se e valor como arte comercial. " lbid. cria-se a si mesma por meio de relações. em outras palavras. os pop artists se apropriaram de designs que: de alguma forma já tinham passado pelo crivo da estética . certamente como tem "qualidade" O obra de arte.foram selecionad os porque se supôs que eles atrairiam o olhar. de chocolate. e da serra emi- a executou. E o olho por si só não poderia dar conta da diferença. Mas o que fez da pop art uma arte elevada em vez de uma arte comercial estava apenas incidentalmenre relacionado às qualidades estéticas que a tornaram bem sucedida como arte comercial. proporções. 102 . os rnonitores teria sido reduzida de vídeo. 4:300. Não há como sair disso. exploda ou simplesmente se esforce para ser visível (ou audível ou decifrável).ro picado. como gênero artístico. quer ela dance. Mas a minha única preocupação é sugerir que tais esforços comerciais sejam selecionados por alguém com um bom olho. .. singularmente na. . a obra nada mais sendo do que um comentário Gersaint. os lumino- retorcido. Tbe Colleaed Essays alld Criticism. mas em razão de suas proporções. Nenhum grau de novidade fenomenal. em suas fltes galantes quando último trabalho. A qualidade da arte depende sobretudo das relações ou proporções inspiradas e sentidas. com o feltro retalhado. diante de um rótulo de sopas Campbell ou de um design de caixa de Brillo. Uma simples caixa sem adornos pode ser arte em virtude dessas coisas. 294.. A crítica de arte da pop art. que não sabem mais como chamar a atenção. irradie. por Watteau.. compensado estilhaçado. naquele que se revelou ser o seu tidos durante um anúncio comercial para o seu de seu próprio vir a ser. ou o quer que seja. . ele escreveu.98 cástico. É o tipo de reação que sempre vemos quando um momento revolucionário 96 Greenberg. adequando equipamento para as finalidades das belas-artes o especial de pintura em sinais. Greenberg a não tinha Em 1969. (A década de 80 foi de cert a forma um pois a pintura então se reassumiu como modo dominan- te de fazer arte) A crítica de arte kantiana teria se defrontado chumbo espargido. A Ensigne de Gersaint é um contra-exemplo incidental do primeiro dogma esté- a sua fabricação.96 satisfazia à perfeição às convenções dos anúncios das lojas de Paris no século XVIII. manifesta. A obra de arte superior. a corda revestida de vinil. vale algo se as relações internas da obra não tiverem sido sentidas. que na verdade ficou dependurado tempo. A fita é como que a memória que a caixa teria respeito do problema da relação entre corpo e mente. o o arame grosseiramente em lárex. foi a apropriação. . . mas e do olhar presentes Consideremos um importante trabalho da década de 1960. reduzida ao que se faz ao experimentá-Ia. invertido. possa dizer: "é isso". na arte continua imutável. os seios untados a carne cortada. quase vertiginosa: tico. mostrando em frente à galeria como esta se parecia no seu interior. partida com que as afirmações então. o tecido embebido sos de néon. de que a arte não serve a nenhum propósito prático. ou que passariam uma informação sobre o produto. descobertas. para grande parte da arte das décadas de da de 1990. Ele . se IbM. ao silêncio ou com o vid.. passível de ser descrita. . • • • 103 .a de que os artistas querem chocar. e é difícil supor que. que estão se comportando aoos e desde como o O seu tom no último artigo é cáustico. "Avanr-Garde a arte vive . com uma obtusidade como lidar com esse trabalho. Greenberg sentiu que a arte da década de 1960 era. e que. Ja- mais será capaz de se exercer como arte exceto em função da qualidade" . sempre achei insti ganre. em qualquer meio. e também momento retrógado. 30!.97 trabalho de Morris é brilhante e inspirado. ele deixasse de empregar o olho que o tornou bem-sucedido como pintor de sinais. . sar- Atritudes: como garotos New Are in rhe Sixties". uma "retidão de forma".

que invalidou fácil da estética para a crítica da arte. . Greenberg. enuncia o "caráter que podemos chamar de colonialismo ettltural. Os artistas modernistas sobre o segundo criticadas na década de 1980." Portanto. 'Afinidade" implica que o artista da África ou da Oceania teria sido conduzido pelo mesmo tipo de cípio. ao efeito da arte modernista". Como tese explanatória princípio kantiano de que lançou a crítica na mesma água fervente que o primeiro prin- isso talvez nada foram de fato influenciados pela arte primitiva. . do com Greenberg Greenberg. no final da década de 1980 e início da de 1990. todas as demais coisas sendo iguais. . tipo de relativismo. Uma e outra ser novamente conectadas somente por uma estética revisionista à luz das mudanças na prática crítica que foram impostas como disciplina I a sua maneira de pensar 30 anos de vida. 1992. sobretudo a mostra "Primitivismo e Arte Moderna". 310. A sobretudo no âmbito não sou mais feliz como crítico de dito. como se ele próprio fosse o responsável por mostras mal-intencionadas na". "devia-se. o que não aconteceu verdade. 20 mil anos". de 1984. na própria ter havido uma "ampliação o gosto conheceu um com a arte. uma vez que a arte representacional que ela mostra em detrimento mais difícil desenvolver mo- ou dá arte nos coage a pensar no do que ela é. . Mas "afinidade" não é o mesmo que "explicação". da cultura que lhe é própria. Agora quero Greenberg. ainda que no âmbito de sua própria cultura. a ques- sempre tem. negros e artistas de minorias. e Arte Moder- por aquele deplorável o conceito de qualidade se tornou odioso e chauvinista. acreditava ele. a que Greenberg se referiu em uma de 1969.iTl. ele não mudou I. Essa posição. argumentou no Ocidente". falsidade quando falsidade. ten- arte com essa atitude do que o era com Greenberg. 10 mil. Sinceramente. e que o olho treinado em pinturas tão de sua implicação prática estaria espetacularmente tificar e a graduar. Conducted by Lilo Leino". C. 4: 309. desenvolvimento histórico. . Sua intenção era concordar que ~ gosto americano havia amadurecido no decorrer dos anos.lLO CINCO Concorpara trabalhos como as pinturas pelos números de Warhol e para a caixa tagarela de Robert Morris. CA. Fora de sua tradição. "Interview lbid. Isso certamente nos últimos arte como distinta do não houve. impor o seu próprio Essa relativização provenientes mas pode-se rodos os museus em Museus de Arte Moderna. Você aprecia mais os de um que seja ruim". A arte havia passado por um momento i!1 para sempre o trânsito :J poderiam I li revolucionário. Acreditem em seus últimos ou não. como as pinturas de Mondrian e Pollock. . . modernista. Esse princípio consideração formal dos modernistas. • • • • . A arte não ficou melhor ou mais "madura" 5 mil.. Não são contemporâneos em questões aprende a iden- na medida em que irrelevantes para a arte. A arte abstrata é um modo maravilhoso para se aprender a ver a arte em geral. se nós exercitarmos 99 estabelecida. como tenho frequentemente epidêmi- o melhor que se podeia fazer era antigos mestres quando pode distinguir um bom Mondrian ou um bom Pollock tOO encontra- va-se em ascensão em 1984. embora isso não fosse muito aparente até há alguns anos. "Penso que para um iniciante é um gosto pela arte representacional do que pela arte E muitos críticos sentem aí o cheiro do mundo da arte .pelo menos nos Estados Unidos . bem DA ESTETlCA Á csrnca DE ARTE . Quando o universalismo como a tal "Prirnirivismo kantiano foi substituído crítica da arte se tornou uma forma de crítica cultural.em proporções cas. Eu o ouvi dizer essas mesmas coisas em pela revolução da década de 1960. e isso. a qual se baseava nas "afinidades" lhos da Oceania e da África e suas contrapartidas formalmente movimento histórica. • • 105 . Ele acreditava que a capacidade de apreciar a pintura dernista torna mais fácil para nós a apreciação da arte tradicional de outras culturas. me pronunciar Esta a filosofia informou algumas das exposições fortemente no Museu de Arte Moderna. de a transformar cultura tranão é possível modo de apreciação a tradições que lhe são estranhas.1' \ e garotas maus. estaremos em uma possível melhor posição para apreciar o bom e o ruim nas obras modernas. ao menos tentar não foi estendida à arte feita por mulheres. ruu 104 . entre trabasimilares no tenha de excepcional. tentar compreender como as pessoas no âmbito de determinada dicional apreciavam a sua própria arte. sendo verdade quando verdade. nos quais lhoso se se pudesse transformar e seria realmente maravi- a estética em uma disciplina que nos guiasse cada coisa deve ser apreciada em termos do que a arte de todos os lugares e à saída do caos. modernistas Todos os artistas são contemporâneos são artistas. e. . Greenberg tenha sido vilanizado no mundo da arte. Se a estética pudesse esclarecer a condição da crítica. na no gosto de nosso tempo. O mulriculruralísrno entrevista imutável da arte". mas insistia que isso "não era a mesma coisa que dizer que tem havido progresso gosto.. em certa medida. apreciá-Ia como se a aprecia de dentro. . De acordo com o modelo mulriculrural. no seguinte ponto: existe um critério de qualidade a crítica da arte tendo em vista esses objetos. Não é de admirar que. e na década de 1990 estava para alcançar o abstrata.

S. 101 do que diferenças nos juízos Os rostos utilizados eram gerados por cavernas. peças de altar) foram realizadas em tempos e lugares em computador. Seria um erro supor que a contemplação pertença à essência das obras de arte. . 10) Schopenhauer. Tbe lY/Orldai Will alld Idea. para a imitação de todas as demais. cia a doenças.l'" . os padrões de beleza e graç~. aquilo que. mas.ou cruzam linhas culturais. e ainda assim permanece ativo.sem nessa medida ser um essencialista. e os autores do artigo argu- na qual a essência da arte .uma certa aplicação a obras de arte. de que as artes visuais em pessoas reais. quando. . talvez da podem ser amplamente mesma forma que o enorme arranjo de penas do pavão: traços como resistên- rnantidas. Pois e·spero ter demonstrado que o esteticamente bom não traria qualquer contribuição para a arte depois do fim da arte. Muitas vezes há quem se veja olhando fixamente de uma janela.as condições necessárias e suficientes . A..lOl relação especial com a estética.fatidicamente . que os capacitava. ou seja. confere impulso sexual. noções improvisadas. o amor sexual . dem de atratividade em que certos traços eram exagerados Mas como historiador tam- rostos de mulheres numa or- como grandes bém estou comprometido com o ponto de vista de que o que é uma obra de arte em determinado momento não poderá ser érn outro. Muitas das obras de arte do mundo (pinturas em interculturais olhos. fertilidade Em todo o caso. N. Os tra- da mesma forma que a cauda do pavão é não são os exagerada. A esse respeito. o tempo em que trabalhos CAPÍTULO e juvenrude. permanecendo não desligado da vontade. K. . "Paéial Shape and judgernenrs Natnre 368 (1994): 239-42. . quero proferir algumas palavras imprudentes. estou comprometido à sensibilidade C1NCO nu Perrett. como a de satisfação an sidi ou como a percepção sem vontade de Schopenhauer. como uma heroína de Françoise Sagan. sem nenhuma outra razão que não a de matar o tempo. torna-se o sentido objetivo da beleza para a forma humana. e as crenças à luz das quais eram vistos como efetivos já não implicando aspectos altamente desejáveis naqueles que os possuem. elas interpretavam a arte em termos de suas outras crenças. e. DA ESTET1CA À csmcx of Pemale Arrracuveuess". verdade. a eles somente. A. me deparei com algumas obras empíricas em psicologia que servem de vigoroso apoio à tese de que existem percepções de beleza que sárias e suficientes para que algo seja uma obra de arte. em razão da presença de um intelecto atipicamente preponderante. e em particular com caucasianos. mal.é ardua- mentaram mente trazida à consciência. ou. ossos faciais pronunciados ou uma mandíbula estreita. esses traços foram referidos corno nossos próprios. ainda que codificada no genorna.]. Uma teoria geral de qualidade poderá então conter o esteticamente bom não como traço definidor. 2:420. E a postura mística da contemplação. podemos acrescentar. & Yoshikawa. mas como caso especial. DE ARTE • • • • • • • • • 107 . a erigir. fetiches. . com sua seleção discriminadora. dentre todas as nações. . encenada mediante a história da arte. L. tais obras tivessem como definições da estética têm groJSo modo a mesma sutileza conceitual do "bípede implurne" como definição de homem. É verda- de que hoje nosso relacionamento talmente conremplativa. .o universal que pertence à arte por considerações universal que pertence vista de que a arte é eternamente com o ponto de a mesma .· !j li " como nas dos antigos mestres. no comentário ao estudo. . Namve 368 (1994): 186-7. com esses objetos é de natureza fundamen- já que os interesses que eles representam produzem idéias "platônicas" de beleza entontradas ços em questão eram exageros. separa-se ele próprio da vontade. May. despropositadamente. sobretudo. E de novo Schopenhauer ma razão quando se refere ao "maravilhoso tem algu- senso de beleza dos gregos". ma forma que os próprios japoneses o fizeram. e os mais atraentes possuíam alguns traços exagerados de maneria que as pessoas não tinham um conceito de arte para falar a seu respeito. I.i:j ~. 106 humana. não tem nenhuma Existe . de modo que para aquele tempo a obra de arte era uma intersecção de universais cruzados . a concepção de que existe uma história. independentemente de tempo e lugar. e a estética e talvez à sensibilidade ani- Recentemente originais. '" Etcoff. Mas os classificaram os rostos de mulheres japonesas da mes- que havia "mais de atratividade similaridades facial".possivelmente tempo .. pois é quase certo que as pessoas que realizaram pouco interesse em sua contemplação. que acalma a mente.de que existemcondições neces- essencialistas. Um estudo de 1994 na Natnre relatou que mulheres e homens britânicos e japoneses classificaram filosofia . D. de mostarda virando um pote na mão. "Beauty and rhe Beholder".. pelo menos não entre aqueles que as admi- ram.uma noção estética universal que teve por um originários da filosofia es- tética foram estruturados . Não vejo como alguém possa fazer filosofia da arte . na a dar apoio empírico a wna tese de Schopenhauer. a fim de concluir este capítulo e então retornar às minhas preocupações Como um essencialista em filosofia.

il1 i . e seu modo de apresentação assimétricos pode procurar uma parceira sexual com ossos faciais proeminen- uma resposta sobre o sentido da beleza. Uma acasalamento. Aestbetics. alguém plan- que a custosa e antiga seleção natural responde por preferências estéticas que tou as árvores e. A ruína é como a cerejeira em flor quando vamos até ela para vê-Ia em flor e pensamos na transitoriedade fazem subir um passo nas olimpíadas evolucionárias. uma-remissão . com O erro da A beleza é parte nos. difícil do entre os seres huma- ao sentimento E essa é a verdade para-Morris intelectual do "(i) conteúdo da arte. como contra-exemplo 106 por uma narrativa mestra é algo a que devo me ater mais Schopenhauer. Hegel. um chamado à receptivo. e isso significa que. e o movimento da simetria para a ruína marca a de beleza. . algumas mais belas do que outras. Os movimentos sexual em uma am- sexual é acionada e ingressamos de celeiro fêmea prefere um macho com um padrão simétrico.~ de uma pedra dilapidada. 71. .106 Na famosa passagem não ser capaz de "pôr tudo em palavras". sendo identificado a uma Pouco importa. 10' . servar com os mesmos olhares lascivos que lançamos um ao outro. E qual- consiste a crítica. a morte inevitável. Um macho humano com urna desfiguração paralela à do alce com esgalhos do conteúdo das obras que ela valoriza. . P. já citada sobre o fim da arte. • . A ruína conota o caráter implacável do tempo. Não precisa identificar sentido e modo de apresentação. Os princípi- os do bom design são os mesmos dos emblemas exteriores de saúde e fertilidade . que com um pernil de macaco para compartilhar. J. A simetria talvez venha a ser um sinil de que um macho tem um sistema imunológico resistente a certos parasitas que são conhecidos por causar um crescimento irregular. :{ .. A. narrativa. y. E agora que sabemos que os chimpanzés são carnívoros. dos aspectos que nos na fragilidade da beleza do tempo. pois trata-se de estatutária.' Watson. como se ela fosse real.. A andorinha na esfera do significado. Existem ruínas e ruínas. A ruína é um poema romântico no mediun: assimetria nos esgalhos dos chifres do veado colocará o macho fora do jogo de . uma vez Greenberg físicos do homem atraente compõe a terceira figura no eterno triângulo. vontade gregos introduziram em sua arte. esteve em segregar forma e conteúdo. como pontua Hegel ao falar da obra de arte. atra- vessa não só linhas culturais. Deixamos. Traduzir em palavras estreita se ele tiver rios de dinheiro. Hegel fala do juízo ou o que denomino base na tese de que as obras de arte são sentidos r. há uma falha no cerne de seu pensamento.-. 1:216. e do (ii) meio de apresentação bom à beleza e da maldade à sua ausência. a deca- dência do poder. e Warhol. como nas filosofias de Schopenhauer e Nietzsche.. & Thornhill. G. a crítica de arte kantiana pôde dispensar as quer pessoa é capaz de especificar os atributos narrativas. Tudo isso pode ser posto em palavras tes e mandíbula quando se faz uma crítica de arte. com a sugestão de que não há nada mais "prático" do que o sexo. mas a mim Biólogos evolucionistas a associar simetria à desejabilidade mais tarde passaram o caso das ruínas. pode garantir os favores sexuais da melhor fêmea do clã. . Talvez não fosse necessário ainda fazer referência ao mito do escultor que cria a estátua de uma mulher e se apaixona por ela.O CINCO Asymmetry and Sexual Selection". 108 alguns contra-exemplos: Não é o caso de transição na história do gosto do neoclassicismo para o do romantismo. em e na passagem expansão." 9 (1994): 21-25. da obra de arte". Tem-se aí um campo de experimentação a tese da simetria e da bele- parece que com elas nós mais ou menos deixamos o âmbito em que a resposta da "mosca escorpião" fêmea reve- lam uma invariável preferência por machos com asas simétricas. em uma descompensação nos pede é aquilo em que devida a um ardil cultural que suscita a situação básica da comédia. em ter- a esfera da beleza natural pela beleza da arte e pelo que espirito. Poucos conseguiram tanto. penas com os mesmos tamanhos denominamos e cores de ambos os lados da cauda. para Pollock para Hals e para Vermeer. "Flucruaring CAP/Tl1l. mas pode fazer um longo percurso crítica de arte kantiana "corporificação" corporificados. Tbe l'?'or/d as Will and ldea. F. Para seu crédito. . mesmo quando a mente e ao espírito" não faz parte do jogo. "é essencial- os engenhosos mente uma questão. tendo assim as mos hegelianos. Você pode nessa direção a partir das perspectivas da biologia evolucionista. .t'" za tinha de ter estado no ar. Ainda que ninguém a faça florescer. arrolar monotonamente :( Esse princípio I 104 pla variedade de espécies. a qual. em certo nível de abstração. mas linhas de espécies. I)A ESTETlCh A CIÚTICA DE ARTE • • • • • • • • • 109 .uma consideração que reconecta a identificação moralmente É claro que existem farores complicadores ~t !. também descobrimos que wn macho desfavorecido.. apresentando vivificando a idéia de Kanr. gostamos de ob- e para Mondrian. A crítica não precisa ir mais longe do que isso. R. é claro.: i I1 Schopenhauer nega que a simetria seja uma condição necessária da beleza. de que a beleza natural e a artística são uma só.~ . Como fazer uma crítica de arte que não seja nem formalista nem emancipada tarde. como o sugeri.

teriam agido diferentemente.1AN. narrativas como estou objetivas na forma como os eventos . Interpretando termos de possíveis cadeias de eventos. os-agentes buscavam seu presente de modo a gerar cadeias favoráveis a seus interesses E é claro que eventualmente das organizar percebidos. THOMPSON.~ A 13JDllOTECA DO ARTISTA e aqueles que. a forma como aqueles que viam o futuro como o viam tinham que ver seu presente como O viam. nham necessariamente da nossa perspectiva: se pudessem presente apareceria ao futuro. dão forma ao podem se congratular com o que os filósofos cha- Estes. realmente acontecer do modo como acontece por causa do que fazemos ou deixamos de fazer no presente. Mas na ver- e provavelmen- te é uma pressuposição da ação racional que nossas ações gerem conseqüências razoavelmente previsíveis. dade agimos à luz de condicionais AR}. então isso e aquilo nunca teriam ocorrido". qfJe acreditamos verdadeiras. so- mos em grande medida cegos. Por outro lado.' SEIS rr A pintura e o limite da história: o desaparecimento do puro EXISTEM poucos buscam pensar filosoficamente tentando fazer. acontece de o futuro. que dentro de certos limites sejamos capazes de orientar nossas ações à luz desses resultados antecipados. por estruturas humanos se desdobram EXERCÍCIOS melhores para aqueles que sobre a história . com efeito. riador alemão Reinhardt do modo É claro que eles não disputer visto como o O grande histo- Koselleck escreveu um livro com o fascinante título . com êxito. e um valor de ver o modo que o passado vê o futuro é que. EM FOTO DE JERIl. curso dos acontecimentos mam de condicionais contrafactuais.do que tentar ver o modo como o passado vê o futuro e. podemos ver como ele se diferencia como esses agentes do passado o interpretavam. tanto quanto podemos discernir. dizem: "Se não tivés- semos feito tal e tal.que procuram. por conseguinte.Y L. que dependeriam o futuro em intimamente ações que realizavam ou deixavam de realizar. sabendo a aparência do futuro do passado sob o nosso ponto de vista privilegiado na história. L.~: CAPíTULO ~.

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