Você está na página 1de 28

ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO MESTRE SANTA BÁRBARA

POPULAÇÕES ESTELARES ASTRONOMIA E SUA IMPORTÂNCIA

Gabriel Demari Gabriela Camargo Mateus Bittencourt Pamela Machado

Bento Gonçalves, 2016

Autores:

Gabriel Demari

Gabriela Camargo

Mateus Bittencourt

Pamela Machado

POPULAÇÕES ESTELARES

ASTRONOMIA E SUA IMPORTÂNCIA

Projeto de pesquisa da terceira série do Ensino Médio Mestre Santa Bárbara de Bento Gonçalves-RS, apresentado como requisito parcial para aprovação na disciplina de Seminário Integrado.

Bento Gonçalves, 2016

Orientador: Marciela Gabana

1. INTRODUÇÃO

À partir deste trabalho, pretendemos mostrar o Universo na visão física, mais

especificadamente as estrelas. Historicamente, o fascínio pelos mistérios do Universo faz

parte da natureza humana desde o começo de sua civilização. Ao mesmo tempo que admiramos sua beleza e extensão, sentimos o desafio de conhecê-lo e o desejo de descobrir a sua conexão conosco.

O ciclo das estações, a luz e o calor do Sol durante o dia, o luar e as estrelas à

noite, a necessidade de se orientar em seus percursos de um lugar a outro e de estabelecer uma cronologia para os acontecimentos foram motivos suficientes para o homem tentar equacionar o Universo.

À principio o Universo conhecido se restringia ao Sol, à Lua e alguns planetas.

Com o aperfeiçoamento, seja de ideias ou equipamentos, o conhecimento humano foi se expandindo. Entretanto, o início da revolução astronômica acontece com a introdução do sistema heliocêntrico para o universo, com a utilização do telescópio por Galileu, e com a descoberta das leis de Kepler. Então, a partir dessas descobertas, a astronomia começou a evoluir, separando-se cada vez mais da astrologia, virando uma ciência de fato.

A experiência do cotidiano sugere que o mundo em que vivemos é plano; além

disso, muitas cosmologias eram interpretações associadas ao ambiente físico ou cultural da civilização em questão. Todavia, ainda hoje, os fenômenos celestes e atmosféricos que fazem parte de nosso cotidiano não são compreendidos por grande parte da humanidade. Inclusive, ainda ocorre a mitificação desses fenômenos naturais.

Pretendemos, mostrar, dentro de certas limitações, apresentar uma introdução dos fenômenos celestes, que embora passem despercebidos pela maioria, estão presentes no nosso dia a dia. Afinal, como podemos mostrar esses fenômenos da forma mais simples possível?

2. O ÍNICIO

As origens históricas, estão ligadas diretamente aos conceitos míticos que povoaram as religiões nos tempos antigos. Como as fronteiras eram completamente desconhecidas, cada povo adaptava o "universo" de sua forma. E tinham a necessidade de explicar a origem do lugar onde o homem vivia. Por exemplo, na Idade Antiga, representada pela astronomia egípcia e mesopotâmica. Para os egípcios, o universo era uma ilha plana cortada por um rio, sobre a qual estava suspensa uma abóbada sustentada por quatro colunas.

Temos como principal objetivo, aumentar a percepção das pessoas em relação à astronomia, e fazê-las perceberem que ela está presente no dia a dia de todos nós, sem nenhuma mitificação.

2.1 CONCEPÇÕES DE UNIVERSO

2.11 ARISTÓTELES

Os gregos foram os primeiros à tentarem entender a origem do universo, sem ajuda, ou interferência da religião. O mais influente dos filósofos foi Aristóteles, viveu em Atenas em torno do ano 340 a.C. Para os gregos, simetria e beleza eram sinônimos. Pensando nisso, Aristóteles, propôs um modelo de mundo simétrico e perfeito. Ou seja, ele dizia que a Terra era o centro do cosmo, ficando no meio de tudo e completamente imóvel.

e perfeito. Ou seja, ele dizia que a Terra era o centro do cosmo, ficando no

Para Aristóteles, a Lua, os planetas e as estrelas eram compostos por uma substância misteriosa, na qual ele chamou de Éter. Tudo feito de Éter era perfeito, esférico, e imutáveis. Descrevendo o mundo como o via, a sua explicação para a gravidade era que, por exemplo, as coisas caem no chão porque esse é o seu movimento natural: tudo que é feito de terra volta espontaneamente a ela quando deslocado. Segundo ele, as coisas caem para retornar ao seu local de origem. Já o fogo sobe porque seu lugar natural é acima da terra, da água e do ar. A concepção Aristotélica do cosmo a Terra imóvel no centro sobreviveu até o século XVI.

2.12 NICOLAU COPÉRNICO

Passaram-se longos anos até que as coisas realmente começassem a mudar. Com a exceção de uns poucos críticos, Aristóteles reinou até a Renascença. É também no século XV que a Igreja começa a perder seu poder. Nesse clima de questionamento religioso, de renascimento, que cresce Nicolau Copérnico, o polonês que irá pôr o Sol no centro do cosmo.

Copérnico nunca chegou a impor sua opinião, tanto que, seu livro, Sobre as Revoluções das Esferas Celestes, foi publicado em 1543, ano de sua morte. Será que o mesmo tinha medo de suas ideias serem condenadas pela Igreja?

Ele optou pelo sistema heliocêntrico, que ia contra a filosofia de Aristóteles. A chamada "revolução coperniciana" ferveu até o início do século XVII, quando, graças ao alemão Johannes Kelper e do italiano Galileu Galilei, explodiu de vez.

2.13 JOHANNES KEPLER Kelper foi profundamente influenciado pelas ideias copernicianas, percebeu a necessidade de ir

2.13 JOHANNES KEPLER

Kelper foi profundamente influenciado pelas ideias copernicianas, percebeu a necessidade de ir além desde cedo. Para ele, o Sol, e apenas ele, poderia ser o centro do cosmo não só devido à estética elegante do esquema coperniciano, mas também por motivos religiosos. Do Sol vem a luz que ilumina o cosmo, que dissipa as trevas da noite; do Sol vem o calor que torna a vida possível. Para ele, que outra morada Deus escolheria se não aquela que depende tudo o que existe? Kelper propõe uma analogia entre Deus e o cosmo: o Pai é o Sol, no centro; o Filho, a esfera das estrelas fixas; O Espírito Santo é a luz, a energia que flui do Pai ao Filho. Nesse analogia, para Kepler, a

luz do Sol, ao espalhar-se pelo espaço, era responsável pelos movimentos planetários. Ou seja, possuíam uma espécie de ressonância entre suas "almas", que empurrava os planetas em torno do astro-rei. Se os planetas mais distantes demoravam mais para completar suas órbitas, era porque essa interação se enfraquecia com a distância.

Após anos de trabalho, Kepler chegou a duas conclusões: primeiro, que as órbitas planetárias não eram círculos mas elipses, com o Sol em um dos dois focos.

(imagem pag 56)

Em segundo lugar, demonstrou que sua ideia sobre a interação entre o Sol e os planetas estava correta. Em vez de "alma", sugeriu que forças magnéticas causavam as órbitas planetárias, propôs que o Sol e todos os planetas fossem ímãs. E podiam exercer uma atração mútua, e baseado nessa ideia, demonstrou que quanto mais perto do Sol, mais fortemente atraídos eram os planetas, de modo que seu movimento era acelerado.

eram os planetas, de modo que seu movimento era acelerado. Cada planeta possui uma velocidade areolar

Cada planeta possui uma velocidade areolar própria. Porém, a velocidade de translação do planeta ao redor do sol não é constante, pois ele necessita percorrer diferentes distâncias em intervalo de tempos iguais. O planeta possui maior velocidade quando está mais próximo do sol e menor quando está mais afastado.

2.14 GALILEU GALILEI

Segundo Aristóteles, a pedra "mais pesada" deveria cair duas vezes mais rápido em comparação à menos pesada. Mas, o único modo de aprender sobre fenômenos

naturais é mediante experimentos cuidadosos. Galileu foi o grande pioneiro do que chamamos de "método científico": hipóteses e teorias têm que ser comprovadas através de experimentos ou, quando impossível, com observações e materiais analisados cuidadosamente.

Galileu resolve desbancar de vez os aristotélicos. Conta a lenda que, após reunir uma multidão, Galileu deixou cair vários objetos de massas diferentes do alto da famosa Torre de Pisa, mostrando que chegavam ao chão praticamente ao mesmo tempo, não importando se o objetivo era duas ou dez vezes mais pesados do que o outro.

objetivo era duas ou dez vezes mais pesados do que o outro. A informação de que

A informação de que Galileu teria jogado objetos de pesos diferentes do alto da Torre de Pisa para provar que estes objetos mesmo sendo de massas diferentes, levam o mesmo tempo para tocar o solo, consta em uma biografia escrita por um aluno seu, Vincenzo Viviani. Mas não há certeza alguma de que o experimento realmente aconteceu, historiadores contam que, Galileu apenas testou o deslocamento de pesos em planos inclinados.

Mas, seu maior problema era a Igreja. Em 1600, o monge e filósofo Giordano Bruno, foi queimado em praça pública no coração de Roma. Seu crime foi por propagar os ensinamentos de Copérnico, proclamando que não só o Sol era o centro do cosmo, como também existiam infinitos outros sóis e planetas espalhados pelo espaço. Recusou-se a retirar suas ideias e pagou com a vida. Não há dúvida que Galileu soube

do ocorrido, mas as pressões e torturas da Inquisição não o detiveram, ao menos por algum tempo.

Galileu recebeu um telescópio de presente, mas acabou por construir um bem mais potente, usando lentes de qualidade superior. E então surgiu a ideia genial. Apontá-lo para o céu noturno. Sua visão acabou criando um dos conflitos mais famosos entre a ciência e religião. Com seu telescópio, Galileu viu que existiam muito mais estrelas do que aquelas visíveis a olho nu. Também observou que a Lua estava longe de ser perfeita: sua superfície era esburacada por milhares de crateras. A Via Láctea, era na verdade composta por um incontável número de estrelas. Galileu também descobriu que Júpiter, tinha luas girando à sua volta.

Em 1613, publicou um livro sobre outra descoberta que abalava a concepção aristotélica: as manchas solares. Como diz, o Sol é ocasionalmente coberto por algumas manchas negras, ou seja, são regiões mais frias da superfície solar, causadas por fenômenos magnéticos.

da superfície solar, causadas por fenômenos magnéticos. Pag 73 Imagem colorizada do Sol e suas manchas,

Pag 73 Imagem colorizada do Sol e suas manchas, captada pela sonda Soho.

Galileu secretamente recolhia argumentos que provassem definitivamente que a Terra gira em torno do Sol. Planejava também desenvolver uma teoria capaz de explicar o fenômeno das marés, ou seja, porque o nível do oceanos muda em determinadas horas do dia. Imaginou que, as marés fossem consequência de dois movimentos da Terra, seu giro em torno do Sol, completado em um ano, e seu giro em torno de si mesma, em um dia.

(imagem pag 76)

Em 1633, Galileu então com 69 anos, foi condenado pelo Sagrado Tribunal da Inquisição, e forçado a declarar publicamente, sob tortura, que as ideias de Copérnico eram errôneas, e sua pena incluía prisão domiciliar e ler salmos penitenciais diariamente durante três anos. Galileu permaneceu ativo, pesquisando e realizando experimentos.

Galileu morreu em 1642, sua obra estava sendo lida em toda Europa, fomentando a grande revolução científica que ocorreria no final do século XVII. E, dentre os leitores, encontrava-se Isaac Newton, o homem que unificou a física de Kepler e de Galileu.

2.15 ISAAC NEWTON

Em 25 de dezembro de 1642, nasce na Inglaterra, o homem que criou uma nova ciência. Quando Newton entra em cena, a ciência estava em crise. Várias correntes de pensamento, completamente distintas, procuravam oferecer explicações sobre a física terrestre. O problema estava na separação de duas físicas, a celeste e a terrestre.

Aristóteles havia suposto uma divisão entre o que ocorre sob a Lua, a física da Terra, composta por quatro elementos (terra, água, ar e fogo), e a física celeste, da Lua acima, onde tudo é feito de éter e os movimentos são circulares e perfeitos. Com suas leis sobre os movimentos planetários e sua pressuposição de que as órbitas são a consequência de uma força exercida pelo Sol sobre os planetas, Kepler deu o primeiro grande passo para a física celeste. Galileu, com suas observações astronômicas, abalou mais ainda a concepção de Aristóteles e seus seguidores. Os movimentos terrestres, que não interessavam à Kelper, foram descritos por Galileu em seus experimentos, que provaram que todo objeto em queda livre é acelerado pela Terra, independentemente da sua massa. O jovem Newton, dedicou-se profundamente ao estudo da alquimia e da Bíblia. Para ele, o cosmo foi criado pela mente divina, para ele, a razão era a ponte entre o humano e o divino.

Para Newton, o desafio principal era o estudo do movimento. Mais precisamente, como descrever mudanças no movimento de um corpo. Por exemplo, um carro que está

a 60 quilômetros por hora. Se a estrada for absolutamente reta e perfeita, se as janelas

estiverem fechadas e forem opacas, de modo que não se possa enxergar o que ocorre do lado de fora, será impossível determinar se o carro está andando ou parado. O mesmo ocorreria em qualquer corpo com movimento e velocidade constante em linha reta. Esse movimento é chamado de "movimento inercial". Um corpo em movimento inercial permanecerá nessa trajetória até que algum agente, interno ou externo, interfira. Por exemplo, o motorista pisa no acelerador. A pessoa que está no carro sente seu corpo sendo empurrado para trás. Mas se ele pisa no freio, o corpo tende a continuar avançando. Ou seja, primeiro, para mudar o movimento de um objeto, uma força tem que ser aplicada sobre ele. Neste exemplo, a força é exercida pelo acelerador ou pelo freio. Quanto maior a força, maior a mudança de movimento. Segundo, um corpo em movimento inercial opõe-se a qualquer mudança em seu movimento. Essa resistência é medida da massa do corpo: quanto maior a massa, maior a resistência que o corpo oferece a mudanças em seu movimento. No carro, o corpo é "empurrado" para trás quando o carro acelera e continua avançando quando o carro freia. Na verdade, o corpo apenas quer permanecer em seu estado original de movimento.

Newton então, compreendeu que, para mudar o movimento de um corpo, uma força precisa ser aplicada sobre ele. Quanto maior a força, maior a mudança. Essa mudança pode ser chamada de aceleração do corpo, que mede a mudança em sua velocidade: quanto maior a força aplicada sobre tal corpo, maior a aceleração resultante. Ele mostrou que, os objetos são acelerados pela Terra porque a Terra exerce uma força sobre eles. Mas, e os objetos celestes? Kelper havia dito que existe uma força entre o Sol e os planetas, mas, que força é essa?

Para progredir nos estudos sobre os movimentos, Newton teve que inventar uma matemática capaz de descrever as mudanças. Hoje, essa matemática é chamada de cálculo diferencial e integral. Ou seja, desenvolveu o cálculo e fundamentos da mecânica, a física que estuda o movimento. Para descrever o movimento de objeto é preciso antes definir espaço e tempo. O espaço é arena onde ocorrem os fenômenos naturais. Esse espaço não muda. Já o tempo corre sempre da mesma forma, independentemente dos fenômenos. A massa de um objeto é uma medida de sua bruta

e define sua inércia, ou melhor, a resistência que oferece a qualquer mudança em seu movimento. Afinal, é bem mais fácil empurrar uma cadeia do que uma geladeira.

Com as definições de espaço, tempo e massa, Newton formula as três leis do movimento. A primeira afirma o que já foi dito: um corpo em movimento inercial permanecerá nesse movimento a menos que seja perturbado por um agente externo ou interno.

Quando o ônibus freia, os passageiros tendem, por inércia, a prosseguir com a velocidade que

Quando o ônibus freia, os passageiros tendem, por inércia, a prosseguir com a velocidade que tinham, em relação ao solo. Assim, são atirados para frente em relação ao ônibus. Quando o ônibus parte, os passageiros tendem, por inércia, a permanecer em repouso, em relação ao solo. Assim, são atirados para trás em relação ao ônibus.

A segunda lei trata dessa mudança de movimento, afirmando que ela é

provocada por uma força, e que a aceleração resultante é proporcional à essa força. Podendo ser escrita como:

é proporcional à essa força. Podendo ser escrita como: A terceira lei diz que cada ação

A terceira lei diz que cada ação corresponde à uma reação de mesma magnitude

e sentido contrário. Ou seja, se a Terra exerce uma atração sobre a maçã, a maçã exerce a mesma atração sobre a Terra.

A teoria de Newton também explica o fenômeno das marés, como resultado da

atração gravitacional da Lua. A teoria de Galileu, baseada no movimento da Terra em torno do Sol e em torno do seu eixo, estava incorreta. As marés são a consequência do fato de a força gravitacional cair com o quadrado da distância. As águas do oceano

mais próximo da Lua sofrem um puxão maior do que as do lado oposto. Consequentemente, o lado mais próximo da Lua sofre uma maré alta. No lado oposto, a Terra é puxada mais fortemente do as águas. A maré também será alta, embora menos do que no lado voltado para a Lua. Já as mares baixas ocorrem nos pontos perpendiculares à linha (imaginária) que liga a Lua à Terra.

(img pag 99)

(pag 101 comentário do matématico francês marquês de Laplace à Napoleão)

2.16 ALBERT EINSTEIN

O jovem Einstein propôs uma profunda revisão dos conceitos newtonianos de espaço e tempo. Como dito, para Newton o espaço e o tempo eram absolutos, independentemente de quem o media. O que Einstein mostrou em sua teoria da relatividade é que essa rigidez é ilusória.

Einstein descobriu que a gravidade pode ser explicada como sendo produto da curvatura do espaço em torno de um corpo com massa. Newton explicou a força da gravidade como uma misteriosa "ação à distância", uma espécie de força invisível capaz de influenciar corpos muito distantes um do outro, como o Sol e a Terra, separados por 150 milhões de quilômetros. Ele sugere que a presença de um objeto curva o espaço à sua volta, tal como um colchão que afunda quando sentamos nele:

quanto mais pesada a pessoa, mais curvo o colchão. Uma objeto que porventura passasse perto do colchão viajaria num espaço curvo: quanto mais longe do objeto, menos curvo o espaço.

Einstein sugeriu certos fenômenos que podiam confirmar sua teoria da gravidade. Dentre eles, a luz de uma estrela distante, ao passar perto do Sol, seria desviada pelo fato de o espaço em torno do Sol ser ligeiramente curvo. Mas como a luz de uma estrela perto do Sol? Durante um eclipse. Afinal, a Lua oculta momentaneamente o Sol. Ele imaginou que a posição da estrela seria diferente da que possui quando o Sol não se interpõe entre ela e a Terra. A teoria de Newton continua válida, porém, aplicada somente quando a gravidade causada pelo corpo não é muito grande. No caso do Sol e das estrelas, os efeitos da curvatura do espaço começam a ser sentidos.

Einstein supôs que o universo fosse estático e esférico, como uma bola, para que fosse possível estimar toda a matéria existente no universo, ou seja, poderia usar suas equações para determinar a curvatura do cosmo como um todo. Afinal, as observações que indicaram com toda certeza que o cosmo está em expansão só foram obtidas doze anos mais tarde. Para estimar a quantidade de matéria do universo, basta supor que este é, em média, parecido em todos os lugares, homogêneo. Se soubermos a quantidade de matéria de uma região, em outra ela será parecida. Einstein chamou isso de "princípio cosmológico", que diz que a distribuição de matéria no Universo, quando vista de grande distância, é aproximadamente a mesma em todos os lugares. Só que seu universo era instável, após um certo tempo, colapsaria, devido à própria gravidade até desaparecer.

Em 1922, Friedmann mostrou que a suposição de Einstein de um cosmo estático

era demais, não havia necessidade. Ele encontrou dois tipos de universo: ou o cosmo continuaria a se expandir para sempre, ou cresceria até um ponto máximo e começaria

a encolher.

2.17 EDWIN HUBBLE

Vimos como os telescópios progrediram durante os séculos XVIII e XIX, e que, quanto mais poderosos, mais distantes os objetos podiam ser observados. Na década de 1920, um telescópio com um espelho de 100 polegadas (cerca de 2,20 metros), foi construído no topo do Monte Wilson, ao leste de Los Angeles. A partir deste telescópio, Hubble teve resultados fundamentais para a história. Em 1924, resolveu uma polêmica que se estendia: até então, não sabia se as nebulosas avistadas com telescópios faziam parte da Via Láctea ou eram, na verdade, outras galáxias. Muitos pensavam que

a Via Láctea era a única galáxia do universo inteiro.

Hubble mostrou que as nebulosas eram, na maioria, outras galáxias, repletas de estrelas, a distância de milhões de anos-luz do Sol, ou seja, a distância que a luz percorre em um ano, viajando sempre na velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, um ano-luz corresponde aproximadamente à distância de dez trilhões de quilômetros.

Hubble mediu o espectro de várias galáxias distantes, comparando-os com os de galáxias vizinhas, e descobriu que não só as galáxias flutuavam independentes pelo espaço, ou seja, a Via Láctea era uma dentre inúmeras, como também estavam se afastando de nós a velocidades proporcionais à sua distância: quanto mais longe a galáxia, mais rápido ela se afastava. Esse resultado ficou conhecido como Lei de Hubble, é ela que estabelece que o universo está em expansão. E se o universo está em expansão, é porque foi menor no passado, quando as galáxias estavam próximas. Nesse caso, se voltarmos, chegaremos a um momento em que a toda matéria existente estava amontoada em um volume minúsculo, marcando o início do tempo. Ou seja, essa expansão mostra que o universo possui um passado, um nascimento. Hubble estimou a "idade do universo", mas com seus dados um tanto imprecisos, produziu uma idade muito curta, de apenas 2 bilhões de anos. Levando em consideração que já se sabia que a Terra possuia mais de 4 bilhões de anos.

Hoje, conhecemos com precisão a idade do universo desde o início da sua história: 13,7 bilhões de ano.

2.2 COSMOLOGIA

A Cosmologia é uma ciência que estuda a origem, estrutura e evolução do

Universo. Seu objetivo é entender como o Universo se formou, por qual razão ele possui

a forma que tem hoje. Afinal, sempre estaremos questionando nossas origens: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Contudo, parte do estudo da Cosmologia vem de indagações recentes, como:

1. Como o universo foi formado?

2. Como as estruturas em grande escala se formaram?

3. As leis da física oferecem uma descrição aceitável da criação?

“O Universo não passa de um grande vazio povoado de estrelas aqui e ali, em geral agrupadas em miríades. Povoada também por nuvens de gás e poeira. Há mais de cinco bilhões de anos, uma dessas grandes nuvens cósmicas começava a implodir e dava origem ao Sol e a seu cortejo de planetas”. (VERDET, 1987, p.1).

No final da década de 1920, o americano Edwin Hubble demonstrou que as

galáxias se afastam umas das outras à velocidades que aumentam devido à sua distância. A conclusão inevitável da expansão de Hubble é: o universo teve uma origem. Pela primeira vez, o universo deixou de estático, possivelmente eterno, tornando-se dinâmico, em transformação. (CONTINUAR AQ PAG 142) O nosso Universo, nasceu há 13,7 bilhões de anos, numa grande explosão, o Big Bang. Uma gotícula de energia pura, infinitamente quente e densa, entrou em expansão

e foi ficando cada vez menos fria e menos densa. Após 200 milhões de anos de

escuridão, formou-se a primeira geração de estrelas que reiluminaram o universo. As grandes estrelas formaram o oxigênio; as intermediárias formaram o carbono e hidrogênio. Aos cinco bilhões de anos, a tabela dos elementos químicos estava completa.

3. ASTRONOMIA NO DIA A DIA Voltando no tempo, mais precisamente na pré-história, quando o ser humano vivia em pequenos grupos sem tecnologia alguma. A sobrevivência num ambiente natural era crucial, seja caçando, pescando, fugindo de animais perigosos e se escondendo de mudanças climáticas. Nessa época, não existia conhecimento nenhum sobre tais assuntos, como a mudança de dia-noite, ou à mudança de estações. Mas claro, que o Sol foi o primeiro astro à ser notado. Mas esse tipo de investigação, necessitava de um pouco mais de inteligência, acabando por se tornar uma divindade por não ser inteiramente compreendido. Para Faria (2009, p. 13) o desconhecimento da verdadeira natureza dos astros deve ter produzido no homem primitivo um sentimento misto de curiosidade, admiração e temor, levando-o a acreditar na natureza divina dos corpos. Uma das questões fundamentais para a Humanidade é entender o Universo que a cerca

e do qual faz parte. O homem pré-histórico buscava encontrar explicações mitológicas

para vários fenômenos observados: o dia, a noite, os eclipses, as fases da Lua, os cometas, e as estrelas cadentes. Assim, a Astrologia e Astronomia surgiram juntas, pois as civilizações antigas buscavam entender as vontades dos "deuses" observando os astros no céu. Desde muito cedo na história das civilizações, ficou claro que os objetos celestes, descreviam movimentos ordenados, que se repetiam periodicamente. A regularidade dos

movimentos celestes era extremamente útil, estudando-a, era possível prever às

estações do ano, a época de plantio, de colher, das secas e cheias. Um exemplo famoso

é do círculo de pedras conhecido como Stonehenge, na Inglaterra. As pedras foram

arranjadas de propósito para marcar certos fenômenos, como o solstício de verão (início do verão) ou a posição onde a Lua nasce no decorrer do ano.

verão) ou a posição onde a Lua nasce no decorrer do ano. Stonehenge, sítio arqueológico localizado

Stonehenge, sítio arqueológico localizado em Amesbury, interior da Inglaterra. Os arqueólogos acreditam que o monumento seja um dos primeiros instrumentos astronômicos que se possui notícia, servindo para marcar o movimento do Sol ao longo do ano.

Além dos conhecimentos obtidos com a Astronomia para o uso próprio, muitas áreas foram supridas com informações e inspirações: a Biologia, a Física, a Química, a História, a Geografia, e muito mais outras áreas, sendo uma ciência que transforma a vida do homem e muda o jeito de pensar sobre cada elemento, cada corpo celeste do espaço, estimulando um pensamento que permitirá um avanço na construção do conhecimento.

4. VIDA E MORTE DE UMA ESTRELA Uma das primeiras coisas que devem ser dita em relação às estrelas é que estão sempre no céu. Só não as vemos durante o dia, porque a luz do Sol, ao se difundir pela atmosfera, as ofusca. Os filósofos gregos, seguindo os passos de Aristóteles, acreditavam que o Sol e as estrelas eram feitos de uma substância imutável, o éter ou quintessência. Galileu desmentiu essa noção ao demonstrar que a superfície do Sol era coberta ocasionalmente por manchas, estando longe da perfeição. Também que o Sol é feito dos mesmos elementos químicos encontrados na Terra, embora em proporções diferentes, ou seja, ele é uma gigante esfera composta por 91,2% de hidrogênio, 8,7% de hélio e 0,1% dos outros elementos. As estrelas são fornalhas nucleares capazes de transformar o hidrogênio em todos outros elementos químicos, que se iniciou com o Big Bang, a formação dos átomos de hidrogênio. Todo o carbono, o sódio e oxigênio que constituem nosso corpo, os elementos da vida, foram produzidos nas estrelas. No caso das estrelas, existe uma relação direta entre a sua cor e a temperatura. Sendo assim, elas podem ter cores diferentes, que variam com a temperatura de sua fotosfera. Por exemplo, as estrelas mais frias, emitem luz vermelha. Enquanto as mais quentes, emitem luz azul, sendo respectivamente chamadas de gigantes vermelhas e gigantes azuis. O Sol é uma estrela com cerca de 700 mil quilômetros de raio, basicamente, as estrelas devem sua existência a um equilíbrio entre a atração gravitacional, que quer concentrar sua massa em um volume pequeno, e a enorme pressão gerada em seu interior, que tende à fazer ela se expandir como um balão. Estrelas com muita massa precisam gerar mais pressão para manter-se em equilíbrio, já as mais leves geram menos pressão. Portanto, o tamanho de uma estrela está diretamente relacionado à sua massa. E, o seu destino também. Uma consequência direta desse equilíbrio entre duas forças opostas é que, se gerar pressão suficiente em seu interior, a estrela entrará em colapso devido à própria gravidade. Ou seja, a estrela precisa gerar energia eficientemente para evitar o seu colapso. Como as estrelas, são objetos de massa limitada, a um determinado momento a produção de energia começa a cair. A gravidade então começa seu trabalho de compressão. Nosso Sol nasceu há aproximadamente 5 bilhões de anos, e desde então vem produzindo energia. E é óbvio que essa situação não irá se manter infinitamente: o Sol vai esgotar o combustível existente e entrar em colapso. O Sol, em sua região central, onde a pressão e temperatura são gigantescas, acaba chegando a 15 milhões de graus. Algo aparentemente incompreensível, que na verdade, há um dispositivo na Terra capaz de imitar, por frações de segundos, a temperatura solar: as bombas de hidrogênio. A fusão interior do Sol é que a cada segundo, 300 milhões de toneladas de hidrogênio são convertidos em hélio. Basta dizer que, a fusão de 1 quilo de hidrogênio em hélio gera energia suficiente para manter uma lâmpada de 100 watts brilhando por um milhão de anos.

Apesar da extrema eficiência da fusão nuclear no interior das estrelas, nada dura para sempre. A medida que o tempo passa, quantidades cada vez maiores de hidrogênio são transformadas em hélio. O Sol por exemplo, já converteu 5% de sua massa total em hélio, e demorou 5 bilhões de anos. Porém, um dia irá faltar hidrogênio. Quando o hélio aumenta, consequentemente aumenta a luminosidade também, ou seja, em 1,1 bilhões de anos, o sol será 10% mais luminoso, o que causará um aumento de temperatura muito grande. Ou seja, teríamos que encontrar uma nova casa, a exploração do espaço não é um luxo, é uma necessidade, mesmo que a longo prazo. O Sol encontra-se em sua meia vida. Quando o hidrogênio finalmente acabar, ela iniciará uma luta para preservar sua existência. O Sol se transformará numa gigante vermelha.

existência. O Sol se transformará numa gigante vermelha. As gigantes vermelhas mais conhecidas são: Antares, na

As gigantes vermelhas mais conhecidas são: Antares, na constelação de Escorpião e Betelgeuse, na constelação de Órion.

Mas, a pressão no centro continuará crescendo, devido à força da gravidade. Quando a temperatura no seu interior chegar a 300 milhões de graus, o Sol irá passar por outra transformação, chamada: anã branca. Uma anã branca possui massa semelhante á do Sol comprimida no tamanho da Terra. A energia liberada por essa transformação viajara até a superfície do Sol com força explosiva. Restará apenas a anã branca e um véu, chamado de nebulosa planetária, que espalha hidrogênio, hélio, carbono e oxigênio pelo espaço.

Este será, portanto o destino do Sol em aproximadamente 5 bilhões de anos.

o destino do Sol em aproximadamente 5 bilhões de anos. Uma impressão artística de Sirius A

Uma impressão artística de Sirius A (maior) e de Sirius B (menor). Sirius B foi a primeira anã branca descoberta. (Credit:NASA)

Acredita-se que após a Anã Branca resfriar-se completamente, de modo que não emita mais luz ou calor, vire uma Anã Negra. Mas como se calcula que o tempo para uma anã branca atingir este estado seja maior que a idade do universo, não se espera que alguma anã negra já exista no universo.

Quando a massa de uma estrela é de duas ou três vezes a mais que o Sol, a contração final será muito forte, e a fusão nuclear irá continuar. Por isso o hélio, torna- se cada vez mais pesado até chegar ao ferro. O núcleo fica tão denso que ele não consegue mais suportar o próprio peso e consequentemente desaba. Liberando tanta energia que a estrela, literalmente, se despedaça a meio. Esse fenômeno é chamado de Supernova.

A supernova do Caranguejo, vista em pleno dia em 1054, pelos chineses. No seu centro

A supernova do Caranguejo, vista em pleno dia em 1054, pelos chineses. No seu centro se observa um pulsar: uma estrela de nêutrons com fortes campos magnéticos.

Mas, se o núcleo que entrou em colapso tiver menos do que três massas solares, o que vai restar da supernova é uma crosta de ferro sólida, e muito denso, e por cima dele, se aglomera uma camada de nêutrons.

Representação artística de uma estrela de nêutrons. Se o núcleo que irá entrar em colapso

Representação artística de uma estrela de nêutrons.

Se o núcleo que irá entrar em colapso for mais de três vezes o tamanho do Sol, o destino da estrela é se contrair até virar um ponto de pura gravidade, sem nenhum diâmetro. Conhecido como buraco negro.

de pura gravidade, sem nenhum diâmetro. Conhecido como buraco negro. Concepção artística de um buraco negro.

Concepção artística de um buraco negro. (NASA)

Quando um corpo celeste de baixa luminosidade não consegue iniciar a fusão de hidrogênio em seu núcleo, é chamada de Anã Marrom. Essa estrela possui massa similar à um planeta, mas não tão massiva quanto a massa de uma estrela. As anãs marrons são consideras estrelas fracassadas.

As anãs marrons são consideras estrelas fracassadas. Ilustração de uma Anã Marrom. 4.1 ESTRELAS VERDES? A

Ilustração de uma Anã Marrom.

4.1 ESTRELAS VERDES?

A cor de uma estrela está diretamente relacionada a sua temperatura. Cada temperatura possui um pico de emissão em algum ponto do espectro eletromagnético. As temperaturas possíveis de estrelas fazem com que os seus picos de emissão caiam exatamente sobre o intervalo que corresponde ao espectro de luz visível.

Sendo assim, podemos averiguar que as estrelas que possuem seu pico na região do vermelho,

Sendo assim, podemos averiguar que as estrelas que possuem seu pico na região do vermelho, possuem a temperatura mais baixa, consequentemente são mais frias. Estrelas com a temperatura mais alta, possuem o pico de emissão no azul. E estrelas com a temperatura aproximadamente de 6,000 K possui o pico de emissão no amarelo-verde. Mas, o Sol é branco, como ele possui um pico de emissão no amarelo- verde?

Pela radiação de corpo negro, um corpo nunca emitirá uma única frequência de luz, então o Sol, emite todas as cores de luz visível. A soma de todas essas frequências é o branco.

Nossa retina possui dois tipos de células que interpretam a luz: os cones e os bastonetes. Os bastonetes são as células que detectam a intensidade luminosa, e os cones, as respectivas cores. Os cones conseguem detectar três cores, que podem ser misturadas para formar todas as outras: verde, vermelho e azul. O problema é que nem todos os cones são estimulados de maneira igual. Olhando para o gráfico abaixo, vemos que os cones correspondentes ao verde quase se sobrepõem aos cones correspondentes ao vermelho.

Ou seja, quando nós olhamos para uma estrela que tem o pico de emissão no

Ou seja, quando nós olhamos para uma estrela que tem o pico de emissão no verde, tanto os nossos cones verdes quanto os vermelhos e azuis são ativados. E a soma de essas cores nos dá o branco. O que isso significa, na prática? Isso significa que nossos olhos nunca vão ativar somente os cones verdes, o que nos permitiria enxergar estrelas com coloração verde. O único caso em que isso seria possível, seria quando uma estrela emitisse somente a frequência de onda correspondente ao verde, o que é impossível. O espectro de corpo negro do Sol nos mostra que quase todas as cores visíveis são emitidas com a mesma intensidade. Ou seja, você pode procurar o quando quiser, mas nunca encontrará uma estrela verde.

5. ASTRONOMIA NA EDUCAÇÃO A sobrevivência da biosfera é a preocupação mais fundamental da humanidade. A compreensão das razões que provocam mudanças ambientais e a maneira de se preservar o ambiente são importantes pois, dependemos do Sol para existir, e existiremos enquanto as condições ambientais forem propícias à vida. O processo do qual a energia Solar se distribui na Terra e suas consequências climáticas são mal conhecidos, mas também é necessário estudar a influência humana sobre o clima.

Gerenciar corretamente essa situação é complicado, pois depende muito mais da população do que quem a comanda. Sendo necessário que as pessoas se conscientizem de tal problema, e de sua tamanha gravidade. E há apenas um caminho para a solução:

a educação. Afinal, formar um cidadão que possua uma visão da ciência, discutindo o

papel e função da mesma na sociedade, acabando por influenciar às pessoas ao seu redor. A astronomia deveria ser uma das áreas mais fáceis de divulgar, porque possui belas imagens, seja do céu, estrelas, assim como a origem do universo. A história da criação é muito mais que uma história clássica de qualquer religião ou conto de fadas.

6. A CURIOSIDADE

O Big Bang, ou Grande Explosão, criou não somente a matéria e a radiação, mas também o próprio espaço e o tempo. Sendo assim, o início do Universo. Note que as

noções básicas sobre o Sistema Solar são dadas nas aulas de geografia, as leis de movimentos dos planetas estão no curso de física, o andamento da corrida espacial no século 20 está na disciplina de história, e as descobertas mais sofisticadas sobre a origem do universo, não estão em lugar algum. Quando um professor fala de espaço, planetas, qualquer assunto relacionado, ele provoca uma curiosidade por parte dos alunos, que não possuem esse conhecimento. Desperta todo interesse relacionado à pesquisa espacial, por exemplo, quando é citado

o assunto de vida extraterreste.

A inteligência, interesse sobre o que está acontecendo no Universo, é um desdobramento da vida na Terra, resultado da evolução e seleção natural. Os seres inteligentes produzem manifestações artificiais, como as ondas eletromagnéticas moduladas em amplitude (AM) ou frequência (FM) produzidas pelos terráqueos para transmitir informação (sinais com estrutura lógica). Acreditando que possíveis seres extraterrestres inteligentes se manifestem de maneira similar, desde 1960 se usam radiotelescópios para tentar captar sinais deles. Essa busca leva a sigla SETI, do inglês Search for ExtraTerrestrial Intelligence, ou Busca de Inteligência Extraterrestre. (ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA, 2004, p. 167)

Mas, qual seria a probabilidade de formação de vida como a da Terra? Seria alta ou baixa em outros lugares? A água, é uma das substâncias mais comum e antiga do Universo. Ela se formou no Big Bang, usando o hidrogênio e o oxigênio expelido. Os outros átomos, nitrogênio e carbono, também foram formados há mais de 12 bilhões de anos. Esses quatro elementos químicos, formam quase toda a matéria viva. Os ingredientes essenciais para a vida são muito comuns no Universo.

6. METODOLOGIA

A metodologia empregada neste trabalho foi feita através de pesquisas em materiais já publicados, constituído por livros, artigos e materiais sobre Astronomia. Embora muitos artigos não fossem de total compreendimento, mas de certa forma, foi possível estudar e montar muitas informações sobre a Astronomia.

REFERÊNCIAS

DAMINELI, Augusto. STEINER, João. FASCÍNIO PELO UNIVERSO. Edição 1. São Paulo. Odysseus Editora Ltda., 2010.

MILONE DE CASTRO, André. ALEXANDRE WUENSCHE, Carlos. VILEGA RODRIGUES, Cláudia. JOSÉ JABLONSKI, Francisco. VICENTE CAPELATO, Hugo. WILLIAMS VILLAS-BOAS, José. ROBERTO CECATTO, José. VILLELA NETO, Thyrso. INTRODUÇÃO À ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA. Disponível em:

<staff.on.br/maia/Intr_Astron_eAstrof_Curso_do_INPE.pdf>. Acesso em: 28.08.16

S.O., Kepler. DE FÁTIMA OLIVEIRA SARAIVA, Maria. ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA. Disponível em:<http://astro.if.ufrgs.br/livro.pdf>. Acesso em: 28.08.16

NOGUEIRA, Salvador. COLEÇÃO EXPLORANDO O ENSINO: A ASTRONOMIA. Disponível

em:<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=42

32-colecaoexplorandooensino-vol11&category_slug=marco-2010-pdf&Itemid=30192>.

Acesso em: 28.08.16