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DESENVOLVIMENTO E SERVIÇOS TÉCNICOS PORTUÁRIOS Documentos Técnicos N°: 12631 Elaborador: Gustavo Fantini Matrícula:
DESENVOLVIMENTO E SERVIÇOS TÉCNICOS PORTUÁRIOS Documentos Técnicos N°: 12631 Elaborador: Gustavo Fantini Matrícula:

DESENVOLVIMENTO E SERVIÇOS TÉCNICOS PORTUÁRIOS

DESENVOLVIMENTO E SERVIÇOS TÉCNICOS PORTUÁRIOS Documentos Técnicos N°: 12631 Elaborador: Gustavo Fantini Matrícula:

Documentos Técnicos

N°:

12631

Elaborador:

Gustavo Fantini

Matrícula:

01507224

Título:

Manual Técnico - Segurança e Proteção de Transportadores de Correia

Solicitante:

Rodrigo Vasconcelos Santos

Área:

GAMNG

Data:

02/08/12

Equip:

TR de Correia

Tipo de Solicitação:

Estudo

Segmento:

Capacitação

Sub-

Segmento:

Área: GAMNG Data: 02/08/12 Equip: TR de Correia Tipo de Solicitação: Estudo Segmento: Capacitação Sub- Segmento:
MANUAL TÉCNICO Segurança e Proteção de Transportadores de Correia Especificação, Instalação e Manutenção REV04

MANUAL TÉCNICO

Segurança e Proteção de Transportadores de Correia Especificação, Instalação e Manutenção

MANUAL TÉCNICO Segurança e Proteção de Transportadores de Correia Especificação, Instalação e Manutenção

MANUAL TÉCNICO

Segurança e Proteção de Transportadores de Correia Especificação, Instalação e Manutenção

Elaborador por Guilherme P Oliveira Gustavo Fantini Marcos Vicente Alves

Apoio Técnico

Altadigno Siqueira Carlos Pires Ivo Costa Josemar Peregrino Marcel Castanheira Marcelo Gava

Patrick Falqueto Paulo Sergio Godoy Rafael Dias Pereira Ronaldo Carvalho

Silvio Fioravante Vanessa Malaco

Supervisão

Gerência

Felipe Ribeiro

Rodrigo Vasconcelos Santos

Jakson Inacio

Vale - Departamento de Inovação e Desenvolvimento / DIID Gerência Geral de Engenharia e Desenvolvimento Portuário / GEEMG Desenvolvimento Técnico Transportadores de Correias / GAMNG Vitória / ES – REV04 - 17 SET 2012

ÍNDICE

ÍNDICE INTRODUÇÃO 8 OBJETIVO 8 APLICAÇÃO 8 SISTEMAS E DISPOSITIVOS PARA SEGURANÇA 9

INTRODUÇÃO

8

OBJETIVO

8

APLICAÇÃO

8

SISTEMAS E DISPOSITIVOS PARA SEGURANÇA

9

Capacitação da Equipe

10

Premissas de Segurança

11

Pontos Potencialmente Perigosos

16

Sinalizações de Segurança

17

Etiquetas de PERIGO

17

Etiquetas de AVISO

18

Etiquetas de CUIDADO

19

Orientações de Posicionamento

20

Requisitos Mínimos para a Estrutura do Transportador de Correia

22

Guardas de Proteção

22

Chapas de Fechamento para Transportadores Elevados

22

Passadiços, Passarelas e Plataformas

23

Rampas de Acesso

23

Escadas Inclinadas

24

Escadas de Marinheiro

24

Corrimãos

25

Estrutura Principal do Transportador de Correia

25

Iluminação

26

Manutenção, Inspeção, Preparação, Ajustes e Reparos

27

Chave de Emergência

28

Seleção de Tecnologia

28

Pontos de Instalação

28

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

30

Instrução de Manutenção

30

Inspeção de Recebimento

32

Instrução de Armazenamento e Conservação

32

Dados para Aquisição

32

Alarme Sonoro de Partida (Sirene)

33

Seleção de Tecnologia

33

Pontos de Instalação

33

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

33

Instrução de Manutenção

34

Inspeção de Recebimento

35

Instrução de Armazenamento e Conservação

36

Dados

para Aquisição

36

SISTEMAS E DISPOSITIVOS PARA PROTEÇÃO

37

PREVENÇÃO CONTRA CORTE LONGITUDINAL (RASGO)

38

Condições que tornam possível a ocorrência de Corte Longitudinal

38

Condições que permitem maior impacto da ocorrência de Corte

39

Grelhas de Proteção 40 Seleção de Tecnologia 40 Pontos de Instalação 40 Garantia de

Grelhas de Proteção

40

Seleção de Tecnologia

40

Pontos de Instalação

40

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

41

Instrução de Manutenção

41

Inspeção de Recebimento

42

Instrução de Armazenamento e Conservação

42

Dados

para Aquisição

42

Detector de Corte Longitudinal (Rasgo)

43

Seleção de Tecnologia

43

Detector de Bandeja

43

Detector

de

Linha

44

Pontos de Instalação

45

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

46

Instrução de Manutenção

47

Inspeção de Recebimento

49

Instrução de Armazenamento e Conservação

49

Dados

para Aquisição

49

Detector e Extrator de Metal (Sucata Metálica)

50

Seleção de Tecnologia

50

Pontos de Instalação

51

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

53

Instrução de Manutenção

53

Inspeção de Recebimento

53

Instrução de Armazenamento e Conservação

53

Dados para Aquisição

54

PREVENÇÃO CONTRA DESALINHAMENTOS

55

Falhas na Estrutura

55

Falhas na Correia Transportadora

57

Falhas na Alimentação (Carga Descentralizada)

58

Guia Prático para Alinhamento de Correias Transportadoras

59

Chave de Desalinhamento

61

Seleção de Tecnologia

61

Pontos de Instalação

61

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

63

Instrução de Manutenção

63

Inspeção de Recebimento

65

Instrução de Armazenamento e Conservação

65

Dados para Aquisição

65

Rolete Auto Alinhante

66

Seleção de Tecnologia

66

Pontos de Instalação

67

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

69

Instrução de Manutenção

69

Inspeção de Recebimento

70

Instrução de Armazenamento e Conservação 70 Dados para Aquisição 70 PREVENÇÃO CONTRA SOBRECARGA

Instrução de Armazenamento e Conservação

70

Dados para Aquisição

70

PREVENÇÃO CONTRA SOBRECARGA

71

Capacidade Máxima ou Capacidade de Projeto

71

Capacidade Nominal

72

Velocidade Máxima de Projeto

73

Fontes de Sobrecarga e sua Correção

74

Detector de Baixa Velocidade

75

Seleção de Tecnologia

75

Pontos de Instalação

76

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

77

Instrução de Manutenção

77

Inspeção de Recebimento

78

Instrução de Armazenamento e Conservação

79

Dados para Aquisição

79

Sonda de Nível

80

Seleção de Tecnologia

80

Pontos de Instalação

82

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

84

Instrução de Manutenção

85

Inspeção de Recebimento

86

Instrução de Armazenamento e Conservação

87

Dados para Aquisição

87

Limitador de Fluxo de Material (Quebra-Camelo)

88

Seleção de Tecnologia

88

Pontos de Instalação

88

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

88

Instrução de Manutenção

89

Inspeção de Recebimento

90

Instrução de Armazenamento e Conservação

90

Dados para Aquisição

90

Balança Integradora

91

Seleção de Tecnologia

91

Pontos de Instalação

92

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

92

Instrução de Manutenção

92

Inspeção de Recebimento

94

Instrução de Armazenamento e Conservação

94

Dados para Aquisição

94

PREVENÇÃO CONTRA DANOS MECÂNICOS

95

Freio

97

Seleção de Tecnologia

97

Pontos de Instalação

98

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

98

Instrução de Manutenção

98

Inspeção de Recebimento 100 Instrução de Armazenamento e Conservação 100 Dados para Aquisição 100

Inspeção de Recebimento

100

Instrução de Armazenamento e Conservação

100

Dados para Aquisição

100

Contra-Recuo

101

Seleção de Tecnologia

101

Pontos de Instalação

101

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

101

Instrução de Manutenção

102

Inspeção de Recebimento

103

Instrução de Armazenamento e Conservação

103

Dados para Aquisição

103

Chave Fim de Curso e Sobrecurso

104

Seleção de Tecnologia

104

Pontos de Instalação

104

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

105

Instrução de Manutenção

105

Inspeção de Recebimento

106

Instrução de Armazenamento e Conservação

106

Dados para Aquisição

107

Roda Contra Elevação

108

Seleção de Tecnologia

108

Pontos de Instalação

109

Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

109

Instrução de Manutenção

109

Inspeção de Recebimento

110

Instrução de Armazenamento e Conservação

111

Dados para Aquisição

111

CONCLUSÃO

112

Referências

113

Controle de Revisões

115

1. INTRODUÇÃO

1. INTRODUÇÃO Dentre os ativos de uma planta de mineração ou terminal portuário, os transportadores de

Dentre os ativos de uma planta de mineração ou terminal portuário, os transportadores de correia apresentam papel de destaque para a movimentação dos produtos ao longo do processo produtivo. Sua importante função de movimentação de carga garante o adequado escoamento do produto ao longo das etapas de produção.

Devido as suas características mecânicas e elétricas, transportadores de correia apresentam um elevado grau de risco para a segurança pessoal da equipe de colaboradores envolvida na operação e manutenção deste equipamento. Seguir diretrizes adequadas e utilizar dispositivos de segurança, garante a mitigação destes riscos e evitam acidentes pessoais.

Por outro lado, devido a sua extensão e impacto no orçamento 1 de cada planta ou terminal, se fazem necessários também diretrizes e dispositivos de proteção do transportador de correia para reduzir o risco de ocorrências de acidentes materiais e custos não planejados.

2. OBJETIVO

Apresentar diretrizes e dispositivos de segurança e proteção que devem ser aplicados a transportadores de correia a fim de garantir condições seguras de operação e manutenção, assim como requisitos de projeto para o mesmo fim.

Definir premissas mínimas relativas à especificação, aquisição, comissionamento, instalação, armazenamento, conservação e manutenção de dispositivos de segurança e proteção para transportadores de correia.

3. APLICAÇÃO

Este manual deve ser aplicado ao parque de transportadores de correia dos terminais portuários, porém devido a sua abrangência, pode ser aplicado ao parque de transportadores de correia em todas as unidades da Vale, seja como ação de melhoria contínua, seja como referência para futuros projetos deste equipamento.

1 Juntamente com pneus fora de estrada e combustíveis, correias transportadoras, devido ao custo unitário e consumo, apresentam grande impacto na matriz de custeio da empresa.

4. SISTEMAS E DISPOSITIVOS PARA SEGURANÇA Transportadores de correia, em função de suas características mecânicas

4. SISTEMAS E DISPOSITIVOS PARA SEGURANÇA

Transportadores de correia, em função de suas características mecânicas e elétricas, apresentam um elevado grau de risco para a segurança pessoal da equipe de colaboradores envolvida na operação e manutenção deste equipamento.

A fim de mitigar estes riscos e evitar acidentes pessoais, as diretrizes e dispositivos de segurança apresentados a seguir devem ser considerados no projeto, implantação, operação e manutenção de transportadores de correia.

O primeiro passo para garantir a segurança da equipe que realiza atividades de

implantação, operação e manutenção em transportadores de correia é realizar sua capacitação. Uma equipe habilitada, qualificada, capacitada e autorizada para realizar atividades em transportadores de correia terá plano conhecimento dos riscos a que estão expostos e as medidas de proteção existentes e necessárias para a prevenção

de acidentes.

Em seguida é necessário considerar as especificações e requisitos indicados nas normas e documentos técnicos aplicáveis como premissas básicas de segurança que devem ser seguidas a fim de eliminar ou controlar os riscos inerentes à operação e manutenção de transportadores de correia.

Ter ciência de pontos potencialmente perigosos em transportadores de correia, e assim evitar o contato com os mesmos, reduz consideravelmente a possibilidade de acidentes pessoais. Estes pontos devem ser reconhecidos ao acessar um transportador de correia para que sejam evitados.

Etiquetas de sinalização devem ser afixadas em pontos estratégicos do transportador

de correia para chamar a atenção da equipe de operação e manutenção quanto aos

riscos específicos inerentes a estes pontos e ações de precaução.

Requisitos mínimos para a estrutura de transportadores de correia conforme as especificações e requisitos indicados nas normas e documentos técnicos aplicáveis garantem um ambiente de trabalho adequado quanto à segurança pessoal e devem ser seguidos no projeto, implantação e manutenção de transportadores de correia.

Transportadores de correia e seus componentes devem ser submetidos à inspeção sensitiva, manutenção preditiva, preventiva e corretiva e limpeza industrial, na forma e periodicidade determinada pelo Plano Diretor de Manutenção, com base nos dados do fabricante e conforme as normas aplicáveis a fim de que se mantenham em acordo com os requisitos de segurança.

Finalmente, dispositivos de segurança devem ser instalados adequadamente para em última instância prevenir acidentes pessoais, mesmo que observados todos os itens anteriores.

4.1. Capacitação da Equipe A operação, manutenção, inspeção e demais intervenções em transportadores de correia

4.1. Capacitação da Equipe

A operação, manutenção, inspeção e demais intervenções em transportadores de

correia devem ser realizadas por colaboradores habilitados, qualificados, capacitados ou autorizados para este fim. Estes colaboradores devem receber capacitação

compatível com suas funções, que aborde os riscos a que estão expostos e as medidas de proteção existentes e necessárias para a prevenção de acidentes.

A capacitação deve ocorrer antes que o colaborador assuma a sua função e ser

ministrada por profissionais qualificados para este fim. Essa ação é mandatória e

elimina o risco de colaboradores sem conscientização dos riscos a que estão expostos

e ainda sem conhecimento sobre o funcionamento de transportadores de correia

acessem a área. Sempre que ocorrerem modificações significativas nas instalações e

na operação ou troca de métodos, processos e organização do trabalho, uma capacitação para reciclagem deve ser realizada.

A capacitação para operação e manutenção segura de transportadores de correia

deve abranger teoria e prática, a fim de permitir habilitação adequada do colaborador para trabalho seguro, contendo no mínimo:

a) histórico da regulamentação de segurança sobre transportadores de correia,

inclusive exigências mínimas de segurança previstas na NRs 10, 12, 22, 26 e 29, assim como nos RACs 04;

b) descrição

componentes, inclusive demonstrando as possíveis configurações de estrutura;

e) os princípios de segurança para transportadores de correia, medidas, proteções e dispositivos de segurança para evitar acidentes considerando áreas de perigo e os riscos mecânicos, elétricos e outros relevantes;

f) proteções e distâncias de segurança, seu funcionamento, como e por que devem ser usadas, como e em que circunstâncias uma proteção pode ser removida, e por quem, sendo na maioria dos casos, somente o pessoal de inspeção ou manutenção;

g) método de trabalho seguro, permissão de trabalho e sistema de bloqueio de

funcionamento do transportador de correia durante operações de inspeção, limpeza, lubrificação e manutenção.

O Sistema de Educação Vale (VES), através da Valer, disponibiliza ainda os seguintes

cursos que devem ser considerados na capacitação da equipe:

principais

e funcionamento de transportadores

de

correia

e

seus

Capacitação em Transportadores de Correia – VES / Valer

Noções Básicas de Correias Transportadoras

Execução

de

Troca

de

 

Correia Transportadora

Formação de Inspetores de Vulcanização

Execução de Emenda de

Correia Transportadora Têxtil

Execução de Emenda de Correia Cabo de Aço

Montagem e Desmontagem

de Prensa de Vulcanização

Apostila Conceitos Básicos de Transportadores de Correias e Formação de Inspetores

a

Frio

Execução de Emenda de

Correia Transportadora Têxtil

Adesivação a Frio Borracha x Metal (Revestimento de

Tambor)

a

Quente

4.2. Premissas de Segurança

4.2. Premissas de Segurança As premissas as seguir consideram os requisitos e recomendações da NR10, NR

As premissas as seguir consideram os requisitos e recomendações da NR10, NR 12, NR 22, NR 29, NBR 13742, NBR 13862, RAC 04, RAC 05, RAC 06, RAC 07, RAC 11, SPE - ET-M-406, CEMA e demais normas aplicáveis.

Somente colaboradores treinados e qualificados devem ser autorizados a operar e dar manutenção em transportadores de correia. Estes colaboradores devem ter sólidos conhecimentos sobre o funcionamento e operação do equipamento, suas limitações e dispositivos de segurança e proteção.

As proteções, dispositivos e sistemas de segurança devem integrar os transportadores de correia e não podem ser considerados itens opcionais para qualquer fim. É fundamental que os transportadores de correia possuam em quantidade adequada e condições de funcionamento as proteções, dispositivos e sistemas de segurança.

Transportadores de correia devem ser equipados com um ou mais dispositivos de parada de emergência, por meio dos quais possam ser evitadas situações de perigo latentes e existentes. Os dispositivos de parada de emergência não devem ser utilizados como dispositivos de partida ou de acionamento. Um transportador de correia que tenha parado por alguma emergência só deve partir após uma cuidadosa inspeção. O sistema de partida deve ser bloqueado enquanto a inspeção é realizada.

Em transportadores de correia que utilizam sistemas hidráulicos para manter a tensão de esticamento, ao invés de contrapeso por gravidade, devem ser adotadas medidas adicionais de proteção das mangueiras, tubulações e demais componentes pressurizados sujeitos a eventuais impactos mecânicos e outros agentes agressivos, quando houver risco. As mangueiras, tubulações e demais componentes pressurizados devem ser localizados ou protegidos de tal forma que uma situação de ruptura destes componentes e vazamentos de fluidos, não possa ocasionar acidentes.

O

acesso a região dos transportadores de correia deve ser restrita ao pessoal treinado

e

qualificado para a operação e a realização de inspeções, manutenções e outras

intervenções necessárias. Barreiras de acesso devem ser utilizadas para evitar a entrada de pessoal não habilitado nas áreas onde houver transportadores de correia. Uma atenção ainda maior deve ser dada a áreas onde há operação conjunta de máquinas de pátio e píer (empilhadeiras, recuperadoras, carregadores de navio, etc.).

Visitantes só devem acessar a área de transportadores de correia quando acompanhados por colaborador responsável pela visita e ciência ou autorização da supervisão da área em questão. É recomendado evitar o acesso a área operacional para os visitantes institucionais a fim de reduzir riscos.

Devido a sua característica de funcionamento, transportadores de correia, além de seus componentes principais e acionamento, são como um todo partes móveis. Devem ser protegidos contra contato acidental em seus pontos onde o acesso, permanência e circulação de pessoas durante a operação normal permitem contato com essas partes móveis, especialmente:

Correias

Volantes

Engrenagens

Amostradores

Tambores

Acoplamentos

Cremalheiras

Esticamento

Rolos

Freios

Correntes

Contrapeso

Guias

Alinhadores

Roldanas

Em função da necessidade de inspeção e manutenção, as proteções poderão ser móveis, porém sua

Em função da necessidade de inspeção e manutenção, as proteções poderão ser móveis, porém sua retirada só poderá ser realizada durante a intervenção, devendo ser remontada logo em seguida ao findar a atividade.

Para as proteções em transportadores de correia é mandatório seguir os requisitos do RAC 07, principalmente:

Principais requisitos do RAC 07

O dispositivo de proteção deve atender aos seguintes requisitos:

interferir o mínimo possível na operação, manutenção, lubrificação e limpeza dos equipamentos, máquinas e sistemas operacionais;

caso o dispositivo de proteção não seja fixo, ou seja, possa ser movido sem o uso de ferramentas, este deve acionar mecanismos que impeçam, por intertravamento, a movimentação da parte móvel;

ser projetado por profissional habilitado considerando as recomendações do RAC.

Em eventuais situações onde seja necessária a remoção ou inibição total ou parcial de dispositivo de proteção durante o início de operação ou manutenção de equipamentos, máquinas e sistemas operacionais, a análise de risco da tarefa deve estabelecer medidas adicionais de controle e mitigação.

As máquinas e equipamentos somente devem ser operados com os dispositivos de proteção devidamente instalados e ativos.

Ao desenergizar um transportador de correia para manutenção, os disjuntores devem ser mantidos etiquetados e bloqueados e o teste de efetividade do bloqueio deve ser realizado, para garantir que terceiros não coloquem o equipamento em operação. Se o transportador de correia opera em conjunto com uma máquina de pátio ou píer (ex.:

empilhadeira, recuperadora, escrava, carregador de navio, etc.) a mesma também deve ser desenergizada, bloqueada, etiquetada e testada quanto à efetividade do bloqueio, para que não ocorra seu acionamento acidental que provoque o movimento do transportador.

No caso de manutenção de um transportador de correias de pátio ou píer, onde haja a movimentação de empilhadeiras, recuperadoras, retomadoras, carregadores ou descarregadores de navio, e que esta movimentação ocorra próxima ao canteiro de obras, estas máquinas de pátio ou píer devem ter seu translado restringido ou também deverão ser desenergizadas, bloqueadas, etiquetadas e testadas quanto à efetividade do bloqueio, mesmo que não trabalhem em conjunto com o transportador de correia em questão, a fim de que seu movimento ou translação não entrem na região do canteiro de obras, reduzindo o risco de acidentes.

Para o bloqueio e sinalização da fonte de energia é mandatório seguir os requisitos do RAC 04, principalmente:

Principais requisitos do RAC 04

Todas as fontes de energia devem ser bloqueadas por pessoa autorizada.

Antes da realização do serviço deve ser realizado teste de verificação de liberação de energia residual.

Cada executante da atividade deve instalar o seu dispositivo de bloqueio. Somente o executante é o responsável pela remoção do seu respectivo dispositivo de bloqueio.

Em caso de travamento em grupo todos os bloqueios individuais dos envolvidos devem ser instalados em dispositivo inviolável que contem a(s) chave(s) do(s) bloqueio(s) de energia.

Principais requisitos do RAC 04 Em eventuais situações onde se torne necessária a realização de

Principais requisitos do RAC 04

Em eventuais situações onde se torne necessária a realização de atividades de operação e/ou manutenção com equipamentos parcial ou totalmente energizados (qualquer fonte de energia) deve ser realizada análise de risco da tarefa e permissão de trabalho.

Para as atividades de manutenção, abertura de linha de processo ou equipamento, trabalho em superfícies energizadas, inspeções em máquinas, equipamentos e linhas de processo deve ser emitida permissão de trabalho (PT) antes da execução do serviço, onde serão verificados os bloqueios de energia.

A lubrificação com o transportador de correia em operação somente deve ser

executada em pontos protegidos e onde não haja necessidade de retirada de guardas de proteção. Sistemas de lubrificação autônoma devem ser utilizados sempre que tecnicamente possível.

A limpeza manual só deve ser feita com o transportador de correia parado e

bloqueado, exceto quando a limpeza for através de jato d’água ou outro sistema, devendo neste caso possuir proteção, que impeça contato acidental do colaborador com as partes móveis.

Intervenções rotineiras de manutenção em transportadores de correia como a troca da correia transportadora 2 e de tambores exigem a utilização de guindaste em função das dimensões e pesos dos componentes. Sempre que a movimentação de cargas for necessária, é mandatório seguir os requisitos do RAC 05, principalmente:

Principais requisitos do RAC 05

Atender aos requisitos para instalações e equipamentos conforme indicado no RAC.

Deve ser emitido Plano de Rigging por profissional capacitado e certificado para quaisquer das seguintes condições, quando aplicável ao equipamento de movimentação de carga:

− içamento de carga superior a 10 t;

− operação onde o total da carga exceda 75% da capacidade do equipamento;

− operação onde dois ou mais equipamentos içam a carga ao mesmo tempo;

− operação próxima a redes elétricas de baixa, média ou alta tensão;

− içamento de carga de geometria complexa;

− operações portuárias;

− içamento em balsa.

Deve ser elaborada análise de risco da tarefa (ART) pelos executantes sempre que a operação de movimentação de carga exigir Plano de Rigging.

Os equipamentos somente devem ser utilizados para a sua finalidade de origem.

Emitir sinal sonoro de advertência sempre que for iniciada a movimentação.

Iniciar a movimentação somente quando não houver pessoas próximas à carga.

Iniciar o içamento de carga somente com os cabos na vertical.

O trajeto por onde passará a carga deve estar desobstruído.

A carga suspensa nunca deve ser movimentada sobre pessoas.

Devem ser adotadas medidas de segurança para evitar a queda acidental do material transportado.

2 Considerar ainda as recomendações dos PROs 003742, 003743, 003744, 005340 e 012446.

Principais requisitos do RAC 05 É proibida a fabricação / improvisação de acessórios de movimentação

Principais requisitos do RAC 05

É proibida a fabricação / improvisação de acessórios de movimentação de carga. Em caso de necessidade de acessórios especiais para içamento de cargas/peças, a fabricação destes somente será permitida mediante projeto elaborado por profissional habilitado, incluindo plano de inspeção de fabricação e montagem.

Devem ser previstos e realizados planos de manutenção nos equipamentos e acessórios de movimentação de carga conforme os requisitos da RAC.

Em função de sua geometria e dimensões, alguns chutes de transferência de transportadores de correia são considerados espaço confinado e em sua manutenção é mandatório seguir os requisitos do RAC 06, principalmente:

Principais requisitos do RAC 06

Atender aos requisitos para instalações e equipamentos do RAC.

Deve ser efetuada avaliação pré-tarefa para execução das atividades em espaço confinado. A avaliação pré-tarefa deve ser parte da permissão de trabalho e ser realizada pelo responsável pela liberação.

Devem ser monitoradas as condições de liberação e emitida uma nova permissão de trabalho a cada troca de turnos ou equipes.

Todos os equipamentos e sistemas de proteção devem ser inspecionados antes do início das atividades e substituídos em caso de detecção de anormalidades, mantendo-se os respectivos registros.

Nos serviços de solda e oxi-corte o conjunto de cilindros deve, sempre que possível, ficar fora do espaço confinado.

Não é permitida a execução de serviço em ambiente confinado, sem o acompanhamento de pessoa habilitada e designada (vigia).

Em intervenções de manutenção elétrica em transportadores de correia, é mandatório seguir os requisitos do RAC 11, como os da NR 10, principalmente.

Principais requisitos do RAC 11 e da NR 10

Os profissionais que executam atividades em instalações elétricas e serviços com eletricidade devem comprovar sua condição como qualificados, capacitados ou habilitados conforme definido na Estratégia Educacional da Valer – RAC e NR 10.

Atender aos requisitos para instalações, equipamentos e ferramentas do RAC e da NR.

Deve existir procedimento operacional específico para as atividades em instalações elétricas e serviços em eletricidade em áreas classificadas de acordo com risco envolvido.

Nas atividades em instalações elétricas e serviços em eletricidade devem ser adotadas, prioritariamente, medidas de proteção coletiva que considerem a desenergização elétrica e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança ou distância de segurança de acordo com o nível de tensão, isolação das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento automático de alimentação ou bloqueio do religamento automático.

Em eventuais situações onde se torne necessária a realização de atividades com equipamentos ou sistemas parcial ou totalmente energizados, a análise de risco da tarefa (ART) deve estabelecer medidas adicionais de controle e mitigação.

Para as atividades de manutenção e trabalho em superfícies energizadas deve ser emitida permissão de trabalho (PT) com verificação de bloqueios de energia.

As atividades em instalações elétricas e serviços em eletricidade somente podem ser realizadas por trabalhadores autorizados pela Vale, sendo que os mesmos devem ter essa condição devidamente documentada no sistema de registro de empregado da empresa ou da contratada.

Principais requisitos do RAC 11 e da NR 10 É proibido o uso de adornos

Principais requisitos do RAC 11 e da NR 10

É proibido o uso de adornos pessoais nas atividades em instalações elétricas ou em suas proximidades.

Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes, destinados às atividades em instalações elétricas e serviços em eletricidade devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos.

Os EPI devem estar de acordo com o nível da classe de tensão das instalações elétricas onde estão sendo executadas as atividades.

Deve-se indicar e identificar de forma bem visível um local adequado para realizar emenda e reparos da correia transportadora. Este local deve observar os requisitos da SPE - ET-M-406 - Especificação Técnica Transportadores de Correia - Rev11.

 

Região de Vulcanização conforme SPE - ET-M-406

Deverá constar no projeto a indicação clara da região onde a vulcanização deverá ser realizada. Esta região deverá estar indicada no desenho de conjunto do transportador e na estrutura em campo.

Essa região devera ser dimensionada para receber carga adicional de prensas de vulcanização, pessoas

demais equipamentos. Em casos de ausência de informação sobre o peso da prensa de vulcanização, deve ser considerada uma carga de 20 ton distribuídas em 4.000 mm.

e

O

passadiço deverá ter largura de 2.000mm nesta região, em ambos os lados.

O

local deverá possuir no mínimo 4 tomadas de 440V e 2 de 220V (ver padrão de elétrica).

Deverá ser dimensionada uma região para suportar a bobina de correia, já com cavalete instalado.

Áreas de carregamento ou descarregamento de material (chutes de transferência, por exemplo), quando abertas, devem ser devidamente sinalizadas, para evitar acidentes.

Ao atravessar de um lado para o outro de um transportador de correia, deve-se usar sempre as passarelas quando o mesmo estiver no nível do piso ou áreas protegidas contra queda de material (coberturas) quando o mesmo está acima do piso. Quando não houver passarelas ou coberturas, a travessia é permitida somente contornando a região da cabeça ou da cauda.

Transportadores de correia não foram feitos para o transporte de pessoas, ferramentas ou qualquer outro material que não o produto em processo, portanto não se deve andar em cima do equipamento ou deixar ferramentas e outros materiais sobre a correia transportadora, mesmo que o equipamento esteja desligado. Graves acidentes podem acontecer caso o transportador de correia entre em operação.

Mantenha todas as proteções no lugar enquanto o equipamento estiver operando. Caso seja necessária sua retirada para alguma intervenção, as mesmas devem ser remontadas antes de liberar o equipamento para operação.

Cuidado com roupas largas, adornos, partes do corpo e cabelo. Podem se enroscar e ser puxados por componentes em movimento. Nas áreas operacionais da companhia, é recomendado não utilizar adornos para eliminar este risco.

Controles e dispositivos de segurança e proteção não devem ser modificados ou impedidos de funcionar com a utilização de travas mecânicas ou elétricas (by-pass).

Todos os colaboradores são responsáveis pelo cumprimento das regras de segurança, devendo reportar os problemas de segurança à gerência responsável pelo transportador de correia.

4.2. Pontos Potencialmente Perigosos

4.2. Pontos Potencialmente Perigosos Existem partes potencialmente perigosas nos transportadores de correia 3 , perto

Existem partes potencialmente perigosas nos transportadores de correia 3 , perto das quais é necessária maior atenção. Apesar de que estas partes devem estar protegidas adequadamente, as proteções podem não estar efetivas devido a falhas. Tais pontos são listados a seguir:

Região

Descrição

Figura

Encontro correia

Nestes pontos, a correia fica submetida a elevadas tensões internas, podendo causar acidentes fatais.

Encontro correia Nestes pontos, a correia fica submetida a elevadas tensões internas, podendo causar acidentes fatais.

tambor

Encontro correia

Normalmente não é necessária a proteção de pontos de encontro correia rolete, mas em alguns casos específicos as forças que puxam a correia contra os roletes podem ser mais elevadas, justificando a necessidade de proteção nestes pontos.

que puxam a correia contra os roletes podem ser mais elevadas, justificando a necessidade de proteção

rolete

Ponto com risco de cisalhamento

Alguns pontos do transportador oferecem grandes riscos para membros humanos, embora não haja riscos fatais. Locais onde a distância entre a correia e um obstáculo for muito pequena (inferior a 50mm) podem proporcionar o esmagamento de mãos ou dedos, e até de braços (distâncias entre 70mm e 120mm). Tais espaços devem ser evitados, como guias de material e proximidades rolo e estrutura.

entre 70mm e 120mm). Tais espaços devem ser evitados, como guias de material e proximidades rolo

Região

abaixo

Nesta região há o risco de impacto com o contrapeso devido a sua movimentação durante a operação normal da correia transportadora, além do risco de queda por algum acidente. Esta região deve ser protegida e isolada contra acesso.

transportadora, além do risco de queda por algum acidente. Esta região deve ser protegida e isolada

do contrapeso

Deve ser evitado ao máximo o contato com esses pontos e sendo seu acesso restrito ao pessoal treinado e qualificado para a operação e a realização de inspeções, manutenções e outras intervenções necessárias.

3 Para maiores detalhes e informações ver NBR 13742 e NBR 13862.

4.3. Sinalizações de Segurança

4.3. Sinalizações de Segurança Sinalizações de segurança devem ser colocadas nos transportadores de correia ou em

Sinalizações de segurança devem ser colocadas nos transportadores de correia ou em locais próximos para alertar colaboradores sobre os perigos inerentes ao trabalho com este equipamento 4 . As sinalizações devem ser mantidas em boas condições e estar bem visíveis para os colaboradores ao redor do equipamento. Cabe à gerência responsável pelo transportador de correia garantir que a sinalização perdida ou danificada seja substituída.

A CEMA - Conveyor Equipment Manufactures Association (Associação de Fabricantes de Equipamentos Transportadores) - criou etiquetas de segurança 5 utilizando cores, sinais e palavras específicos para classificar o risco em três categorias.

4.3.1. Etiquetas de PERIGO

Etiquetas de PERIGO indicam uma situação de risco iminente que, se não evitada, irá resultar em morte ou graves lesões. Devem se restringir a situações extremas.

graves lesões. Devem se restringir a situações extremas. Figura 1 – Etiquetas de Perigo 4 Observar

Figura 1 – Etiquetas de Perigo

4 Observar ainda o capítulo Sinalização da NR 10, da NR 12, NBR 13742 e NBR 13862. 5 Para maiores informações verificar http://www.cemanet.org/safety-labels/

4.3.2. Etiquetas de AVISO

4.3.2. Etiquetas de AVISO Etiquetas de AVISO indicam uma situação potencialmente perigosa que, se não evitada,

Etiquetas de AVISO indicam uma situação potencialmente perigosa que, se não evitada, pode resultar em morte ou lesões graves.

se não evitada, pode resultar em morte ou lesões graves. Figura 2 – Etiquetas de Aviso

Figura 2 – Etiquetas de Aviso

em morte ou lesões graves. Figura 2 – Etiquetas de Aviso Figura 3 – Etiquetas de

Figura 3 – Etiquetas de Aviso

4.3.3. Etiquetas de CUIDADO

4.3.3. Etiquetas de CUIDADO Etiquetas de CUIDADO indicam uma situação potencialmente perigosa que, se não evitada,

Etiquetas de CUIDADO indicam uma situação potencialmente perigosa que, se não evitada, pode resultar em lesões pequenas ou moderadas. Também podem ser utilizadas para alertar contra práticas inseguras.

podem ser utilizadas para alertar contra práticas inseguras. Figura 4 – Etiquetas de Cuidado REV04 –

Figura 4 – Etiquetas de Cuidado

4.3.4. Orientações de Posicionamento Recomenda-se afixar as etiquetas conforme esquemático 6 a seguir: Figura 5

4.3.4. Orientações de Posicionamento Recomenda-se afixar as etiquetas conforme esquemático 6 a seguir:

afixar as etiquetas conforme esquemático 6 a seguir: Figura 5 – Posicionamento de Etiquetas Local Exemplo

Figura 5 – Posicionamento de Etiquetas

Local

Exemplo de Etiqueta

Descrição

A

A Afixar em protetores removíveis para avisar que o funcionamento sem o protetor irá expor partes

Afixar em protetores removíveis para avisar que o funcionamento sem o protetor irá expor partes móveis, o que gera riscos.

B

B Afixar em transportadores em que há peças móveis expostas que devem ser desprotegidas para facilitar

Afixar em transportadores em que há peças móveis expostas que devem ser desprotegidas para facilitar o funcionamento, ou seja, rolos, tambores, eixos, correntes, etc.

C

Idem “A”

Idem “A”.

D

D É um aviso geral para os colaboradores de que o transportador possui acionamento automático e

É um aviso geral para os colaboradores de que o transportador possui acionamento automático e há risco de contato com peças móveis que deve ser evitado. Afixar ao longo do transportador e próximo às estações de trabalho caso existentes.

E

E Afixar ao longo da lateral da passarela.

Afixar ao longo da lateral da passarela.

F

F Afixar nas entradas de áreas fechadas que irão expor os empregados a riscos operacionais ou

Afixar nas entradas de áreas fechadas que irão expor os empregados a riscos operacionais ou ambientais e aos quais só devem ter acesso pessoal treinado e autorizado, sob determinadas condições. Exemplos: transportadores de elevação, espaços confinados, etc.

6 Para maiores informações verificar http://www.cemanet.org/safety-labels/

Outros locais recomendados e não indicados no esquemático: Local Exemplo de Etiqueta Descrição - Sistema

Outros locais recomendados e não indicados no esquemático:

Local

Exemplo de Etiqueta

Descrição

-

- Sistema de vedação de correia e guias laterais.

Sistema de vedação de correia e guias laterais.

-

- Mesas de impacto.

Mesas de impacto.

-

- Limpadores e raspadores de correia.

Limpadores e raspadores de correia.

-

- Sistemas de alinhamento de correia.

Sistemas de alinhamento de correia.

4.4. Requisitos Mínimos para a Estrutura do Transportador de Correia Visando a segurança dos colaboradores

4.4. Requisitos Mínimos para a Estrutura do Transportador de Correia

Visando a segurança dos colaboradores durante seu acesso e translado ao longo do transportador de correia, sua estrutura deve ser adequadamente dimensionada 7 conforme explanado a seguir:

As estruturas devem possuir dimensão, construção e fixação seguras e resistentes, de forma a suportar os esforços solicitantes e ser constituídas de materiais e revestimentos resistentes a intempéries e corrosão, caso estejam expostas em ambiente externo ou corrosivo. No caso de transportadores de correia que operam com materiais altamente corrosivos, principalmente no caso de transporte de fertilizantes, para as grades do piso é indicada a utilização de polímero ao invés de material metálico.

4.4.1. Guardas de Proteção

Guardas de proteção em chapa expandida, tela galvanizada ou polímero de adequada resistência mecânica, com abertura máxima de 12mm x 25mm, devem ser instaladas nos pontos em movimento, sujeitos a contato com colaboradores, tais como:

tambores, roletes (casos específicos), acoplamentos, freios, volantes, correias em “V” (correntes e cabos de aço), ao longo de carros de esticamento, roldanas, correias transportadoras (quando expostas em áreas de passagem de colaboradores), torres de contrapeso, dispositivos de amostragem, qualquer local onde seja necessária a segurança e proteção do colaborador.

A área de proteção dos pontos de encontro entre correia e tambor deve impedir totalmente o contato do colaborador. Do centro do tambor à extremidade da proteção, acompanhando a linha da correia, deve haver uma distância mínima de 1.100mm.

As guardas de proteção devem ser facilmente removíveis e também devem permitir a inspeção visual do componente protegido 8 . As guardas devem ser encaixadas ou aparafusadas (intertravamento).

Em transportadores de correia elevados, para se evitar a queda de roletes de retorno ou outros objetos, deve ser instalada uma proteção em tela, chapa expandida ou chapa xadrez, ao nível do passadiço e embaixo da correia no lado do retorno com abertura máxima de 38mm x 75mm.

4.4.2. Chapas de Fechamento para Transportadores Elevados

Transportadores elevados sobre rodovias, ferrovias, equipamentos, edifícios, áreas de passagem de pessoal, etc. devem ser fechados na sua parte inferior para evitar a queda de material ou componentes.

Devem ser fornecidos anteparos de segurança em tela com malha de 12mm e fio de 3mm, colocados somente sob a projeção da estrutura de apoio dos roletes, de maneira a evitar a queda de blocos de material (dimensão mínima de 20mm) ou componentes do transportador de correia. Nos casos onde houver necessidade de proteção contínua (passagem de ruas e passeios), esta deverá ser independente da estrutura do transportador de correia, pois caso haja acúmulo de material, esta sobrecarga não venha comprometê-la. Tais proteções, quando contínuas, devem possuir inclinação que possibilite escoamento do material bem como pontos de coleta, possibilitando facilidade de limpeza.

7 Considera os requisitos da NR 12, NR 22, NBR 13742, NBR 13862 e SPE-ET-M-406. 8 Verificar detalhes típicos nas SPE-DT-M-501 a 505.

4.4.3. Passadiços, Passarelas e Plataformas Transportadores de correia, cuja altura da borda da correia transportadora

4.4.3. Passadiços, Passarelas e Plataformas

Transportadores de correia, cuja altura da borda da correia transportadora esteja superior a 2,00m do piso, devem possuir, em toda a sua extensão, passadiços em ambos os lados. Passadiços internos de galerias devem ter pé-direito mínimo de 2.100mm. Exceto transportadores de correia cuja correia transportadora tenha largura de até 762mm ou 30 polegadas que podem possuir passadiço em apenas um dos lados, devendo-se adotar se necessário o uso de plataformas móveis ou elevatórias para quaisquer intervenções e inspeções.

Transportadores de correia acima de 200m devem possuir uma travessia segura (passarela) a cada 150m e no mínimo uma travessia antes do início da parte elevada da correia transportadora.

Todos os passadiços e passarelas 9 devem ter uma largura útil mínima de 700mm, exceto na região do esticamento vertical por gravidade, que, quando fisicamente possível, deve ter 1.000mm, até 600mm após cada tambor de desvio. Passadiços que atendam simultaneamente a dois transportadores devem ter uma largura mínima de

1.000mm.

Os pisos podem ser em chapa xadrez, chapa expandida ou grade. Quando em chapa xadrez, devem ser de 6mm. Quando em chapa expandida, devem ter abertura máxima de 36mm por 100mm. Quando em grade metálica, devem ser do tipo soldada. A fixação das grades na estrutura não pode ser feita por soldagem.

Todo e qualquer piso deve estar apoiado na estrutura pelo menos 30mm ao longo de sua borda e deve ser fixado com solda intermitente, exceto as grades de piso, ou quando solicitado em contrário.

Eletrodutos, tubos, bandeja de cabos, etc. não devem diminuir a largura útil do passadiço. Em estruturas de treliça, os cabos elétricos devem ser instalados em bandejas externas ao passadiço. Em galerias, é admissível que as bandejas sejam instaladas internamente na parte superior da estrutura. Se a bandeja de cabos estiver na área interna do passadiço, deve ser respeitado o pé-direito mínimo de 2.100mm.

Pisos de plataformas ao redor de acionamentos ou chutes de transferência devem ser em chapa xadrez, para se evitar a queda de material ou componentes para os pisos inferiores.

4.4.4. Rampas de Acesso

Rampas de acesso a transportadores de correia devem possuir até 20° de inclinação em relação ao piso. É proibida a construção de rampas com inclinação superior a 20º em relação ao piso.

Devem possuir largura mínima e demais características construtivas conforme indicado para passadiços, passarelas e plataformas no item anterior.

As rampas com inclinação entre 10º e 20º em relação ao plano horizontal devem possuir peças transversais horizontais fixadas de modo seguro, para impedir escorregamento, distanciadas entre si 400mm em toda sua extensão quando o piso não for antiderrapante.

9 Verificar detalhes típicos nas SPE-DT-S-602.

4.4.5. Escadas Inclinadas

4.4.5. Escadas Inclinadas Os degraus das escadas metálicas podem ser em piso de grade ou chapa

Os degraus das escadas metálicas podem ser em piso de grade ou chapa xadrez. Quando em chapa xadrez, devem ter ambas as extremidades dobradas para maior rigidez. A chapa deve ter espessura mínima de 6mm.

As escadas devem atender aos requisitos mostrados na figura a seguir, respeitando preferencialmente uma inclinação de 30° a 34°, que apresentam menores riscos. Utilizar ângulos acima desta faixa aumenta o risco de acidentes e só devem ser usados em situações extremamente necessárias.

devem ser usados em situações extremamente necessárias. α P (mm) A (mm) F (mm) 30° 295

α

P (mm)

A (mm)

F (mm)

30°

295

170

2300

32°

280

175

2300

34°

275

185

2400

36°

260

190

2400

38°

250

195

2400

40°

240

200

2400

Figura 6 – Dimensionamento de Escadas Inclinadas

As escadas 10 devem ter uma largura mínima útil de 800mm, sendo 1.000mm o valor ideal a ser usado, sempre que possível. Seu maior lance sem descanso não poderá ser superior a 3.600mm na vertical.

4.4.6. Escadas de Marinheiro

A utilização de escadas de marinheiro só é permitida no acesso à torre do contrapeso do transportador de correia, ou no acesso às passarelas sobre transportadores elevados, somente quando o espaço não permitir a utilização de escadas inclinadas.

As escadas de marinheiro 11 devem ter de 450mm a 500mm de largura, sendo que acima do piso ao qual a escada dará acesso, sua largura deve ser de 700mm, facilitando a saída do usuário. Os degraus devem ser em barra redonda de 19mm, encaixados e soldados em montante de barra de 64mm x 13mm ou cantoneira de 64mm x 6mm e espaçados em 300mm.

Escadas com mais de 3.000mm de altura devem ser providas de guarda-corpo a partir de 2.100mm acima do piso inferior até o nível do corrimão do nível superior. O diâmetro interno do guarda-corpo deve ter entre 650mm e 750mm. As barras verticais do guarda-corpo devem ser de 38mm x 6mm, espaçadas em até 300mm de centro a centro, apoiadas em anéis de 64mm x 6mm, fixos na escada e espaçados em no máximo 1.100mm.

Deve haver um espaçamento mínimo de 200mm entre os degraus da escada e a face da parede ou de qualquer outro elemento que possa dificultar a sua utilização.

Para escadas em um único lance, a altura máxima é de 5.000mm. Quando houver mais de um lance, devem ser previstas plataformas intermediárias de descanso e a altura máxima é de 5.000mm entre duas plataformas. Os lances consecutivos devem ser paralelos e distanciados no mínimo 700mm entre si.

10 Verificar detalhes típicos nas SPE-DT-S-603, 610 e 613. 11 Verificar detalhes típicos nas SPE-DT-S-605 a 608.

4.4.7. Corrimãos

4.4.7. Corrimãos Todas as escadas, plataformas, passadiços, passarelas e outros locais onde exista risco de queda

Todas as escadas, plataformas, passadiços, passarelas e outros locais onde exista risco de queda ou se queira evitar a aproximação de pessoal devem ter corrimãos. Onde houver equipamentos móveis, devem-se usar corrimãos ao redor da sua área de atuação sempre que tecnicamente possível.

Os corrimãos 12 devem atender às dimensões mostradas na figura a seguir.

devem atender às dimensões mostradas na figura a seguir. Figura 7 – Dimensionamento de Corrimãos 4.4.8.

Figura 7 – Dimensionamento de Corrimãos

4.4.8. Estrutura Principal do Transportador de Correia

O projeto geral do transportador deve considerar uma estrutura que possibilite a troca

de tambores de desvio de forma segura e com o mínimo de interferência possível com as diagonais ou outras peças para permitir uma fácil remoção do tambor completo com mancais. Na parte inferior é permitida a colocação de peças removíveis. O corrimão deve ser removível nessa região. O passadiço na região dos tambores de desvio do esticamento deve ter sua largura aumentada para 1.000mm, exceto quando fisicamente impossível.

Os contrapesos de esticamento por gravidade devem ter furos para drenagem, chapa em “V” invertido (ângulo máximo do vértice de 80°) para evitar o acúmulo de material sobre a caixa; quatro olhais para içamento; indicação em pelo menos duas faces opostas, visíveis do piso, de forma indelével o peso total do contrapeso.

A caixa do contrapeso deve ser guiada em toda a extensão da torre até o nível do

piso. Devem ser previstas plataformas de manutenção para o tambor de esticamento. Nas torres de esticamento devem ser previstas escadas de acesso ao topo da torre.

Na estrutura da torre devem ser previstos pontos dimensionados para receber uma ou mais talhas para alívio do contrapeso e auxílio da manutenção do tambor de esticamento, quando necessário. Para contrapesos maiores que 60.000N, as estruturas devem ser projetadas de tal forma a não impedir a utilização também de guindastes.

Ao redor das torres de contrapeso ao nível do solo e em pisos intermediários, devem ser instaladas guardas de proteção de fácil remoção 13 .

Os carrinhos de esticamento horizontais devem possuir dispositivos que impeçam seu descarrilamento. A linha de ação do cabo de ligação entre o carrinho e o tambor de esticamento deve coincidir com a linha de ação da resultante das forças que atuam na correia, para se evitar a criação de momentos fletores capazes de provocar seu

12 Verificar detalhes típicos nas SPE-DT-S-602, 603, 611 e 612. 13 Verificar detalhes típicos na SPE-DT-M-507.

descarrilamento. Batentes devem ser instalados de ambos os lados e, em caso de colisão, devem

descarrilamento. Batentes devem ser instalados de ambos os lados e, em caso de colisão, devem atingir a estrutura do carro e não suas rodas.

As roldanas dos cabos de aço devem ter proteção em chapa lisa para evitar o acúmulo de pó ou entrada de pedra entre o cabo e a roldana.

Verificar ainda recomendações e requisitos informados no capítulo específico sobre sistema de esticamento da SPE-ET-M-406.

Pontos onde seja necessária a lubrificação com o transportador de correia em movimento devem ser de fácil acesso e seguros, não sendo necessária a retirada de guardas de proteção ou outros dispositivos de segurança. Quando conveniente, os pontos de lubrificação devem ser puxados para locais seguros por tubulação adequada.

As casas de transferência, ao nível do piso, pelo menos dois lados devem permitir a entrada de veículo de limpeza. Os chutes de transferência devem ser projetados de

forma a englobar também o tambor de encosto, quando existente. Quando o arranjo não permitir, deve ser feito um chute específico para coletar o material fino da região

do tambor de encosto.

Tubos, eletrodutos, etc. não devem impedir a limpeza embaixo da correia no retorno. A instalação de tubos, eletrodutos, etc., quando indispensável, deve ser só de um lado

do transportador.

Entre estruturas adjacentes, o pé-direito mínimo deve ser de 2.100mm.

O projeto de transportadores de correia devem sempre considerar a necessidade de

limpeza das áreas ao seu redor.

4.4.9. Iluminação

Os locais de trabalho de transportadores de correia devem possuir sistema de iluminação permanente 14 que possibilite boa visibilidade dos detalhes do trabalho, de forma que não provoquem ofuscamento, reflexos, incômodos, sombras, contrastes excessivos e efeito estroboscópico.

O efeito estroboscópico pode transmitir a sensação de que um movimento rotativo tem

uma velocidade inferior àquela que realmente tem, que a sua direção é contrária ou que inclusive o transportador de correia ou seus componentes está parado. Este efeito tem um elevado grau de perigo e pode originar acidentes com alguma gravidade.

A iluminação das partes internas de transportadores de correia que requeiram

operações de ajuste, inspeção, manutenção ou outras intervenções periódicas deve ser adequada e estar disponível em situações de emergência, quando for exigido o ingresso de pessoas, com observância, ainda das exigências específicas para áreas classificadas.

Em transportadores de correia que operam dentro de túneis e poços (em conjunto com viradores de vagão, por exemplo), é obrigatória a existência de sistema de iluminação estacionária. Deve-se manter o nível mínimo de iluminação média de 50Lux 15 .

As instalações que dependam de iluminação artificial, cuja falha possa colocar em risco acentuado a segurança das pessoas, devem ser providas de iluminação de emergência.

14 Conforme NR 22, NR 29, NBR 13742 e NBR 13862. 15 Conforme NR 22 e NR 29.

4.5. Manutenção, Inspeção, Preparação, Ajustes e Reparos Transportadores de correia e seus componentes devem ser

4.5. Manutenção, Inspeção, Preparação, Ajustes e Reparos

Transportadores de correia e seus componentes devem ser submetidos à inspeção sensitiva, manutenção preditiva, preventiva e corretiva e limpeza industrial, na forma e periodicidade determinada pelo Plano Diretor de Manutenção, com base nos dados do fabricante e conforme as normas aplicáveis.

Todas as intervenções devem seguir os procedimentos de trabalho e segurança específicos para cada atividade. Antes de iniciar as intervenções, a equipe responsável pela execução deve realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os procedimentos indicados, os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço.

As manutenções preditivas, preventivas e corretivas com potencial de causar acidentes devem ser objeto de planejamento e gerenciamento efetuado por profissionais capacitados e habilitados.

A inspeção sensitiva e a manutenção preditiva, devido a suas características de

levantamento de dados, são realizadas também com o transportador de correia em

funcionamento. Os colaboradores que executam estas atividades devem ser devidamente capacitados e habilitados e observar com atenção as premissas de segurança e normas aplicáveis para reduzir o impacto da exposição aos riscos.

As manutenções preditivas, preventivas e corretivas devem ser registradas e acompanhadas em sistema informatizado, com no mínimo os seguintes dados:

Cronograma de manutenção;

Peças reparadas ou substituídas;

 

Intervenções realizadas;

Condições de segurança do equipamento;

 

Data da realização de cada intervenção;

Equipe

responsável

pela

execução

das

Serviço realizado;

intervenções.

 

A manutenção, inspeção, reparos, limpeza, ajuste e outras intervenções que se

fizerem necessárias devem ser executadas por profissionais capacitados, qualificados ou habilitados, formalmente autorizados, com total atendimento aos requisitos e procedimentos das normas aplicáveis, as premissas de segurança apresentadas neste manual e especificamente aos RACs, principalmente os RAC 04, RAC 05, RAC 06, RAC 07 e RAC 11.

As ferramentas devem ser apropriadas ao uso a que se destinam, proibindo-se o emprego de defeituosas, danificadas ou improvisadas inadequadamente.

Observar ainda a utilização de sistemas e dispositivos de retenção com trava mecânica, para evitar o movimento de retorno acidental de partes basculadas, articuladas ou elevadas por efeito da gravidade, especialmente na região de esticamento e contrapeso, assim como na troca de roletes e seus componentes. Esse procedimento também deverá ser observado nas atividades de troca e reparo da correia transportadora.

Nas manutenções de transportadores de correia, sempre que detectado qualquer defeito em peça ou componente que comprometa a segurança, deve ser providenciada sua reparação ou substituição imediata por outra peça ou componente original ou equivalente, de modo a garantir as mesmas características e condições seguras de uso.

4.6. Chave de Emergência

4.6. Chave de Emergência Dispositivo destinado a parar o transportador quando esse esteja operando em condição

Dispositivo destinado a parar o transportador quando esse esteja operando em condição de risco ou emergência. Devem ser instaladas em ambos os lados do transportador contínuo e de maneira que a distância entre duas chaves adjacentes não exceda a indicada pelo fabricante.

chaves adjacentes não exceda a indicada pelo fabricante. Figura 8 – Exemplos de Chave de Emergência
chaves adjacentes não exceda a indicada pelo fabricante. Figura 8 – Exemplos de Chave de Emergência

Figura 8 – Exemplos de Chave de Emergência

As chaves de emergência pré–tensionadas devem ser providas de monitoramento de cabo rompido, para que seja garantida a função de segurança de parada em situação de emergência do transportador, assim como também providas de elemento de comutação com manobra positiva de abertura, ou seja, elementos ligados ao dispositivo de comutação por peças com ligação rígida (ruptura positiva).

4.6.1. Seleção de Tecnologia

Tipos

Segurança

Segurança

Confiabilidade

Pessoal

Operacional

Cabo Pré Tensionado

Atende

N/A

Alta

Cabo Não Pré Tensionado

Não Atende

N/A

Baixa

O cabo não pré-tensionado não atende as normas de segurança, pois a chave não é acionada em caso de ruptura do cabo.

4.6.2. Pontos de Instalação

Devem ser instaladas ao longo dos transportadores, de ambos os lados, exceto quando o acesso for de um só lado. A distância entre duas chaves adjacentes deve ser indicada pelo fabricante, porém não deve ser superior a 50m e a distância das extremidades não deve ser superior a 25m.

a distância das extremidades não deve ser superior a 25m. Figura 9 – Distância entre Chaves

Figura 9 – Distância entre Chaves de Emergência

Na região do acionamento, em local de fácil acesso e bem visível, deve ser instalada

Na região do acionamento, em local de fácil acesso e bem visível, deve ser instalada para cada motor uma chave de emergência tipo soco (cogumelo).

O cabo de puxamento deve ser apoiado em suportes fixados na estrutura do

transportador (longarina principal) e ser provido de sistema de tensão. O cabo de puxamento, molas de tensão e demais acessórios devem ser de material altamente

resistente a corrosão. O material que cobre o cabo deve ser resistente o suficiente para suportar a força sem descascamento do cabo. A força aplicada no cabo deve ser

de

200N e o deslocamento do operador 400mm.

As

chaves de emergência devem parar imediatamente o equipamento e o seu rearme

deve ser possível localmente.

A instalação das chaves se inicia com a inserção do cabo conforme abaixo.

chaves se inicia com a inserção do cabo conforme abaixo. Figura 10 – Instalação de Chave
chaves se inicia com a inserção do cabo conforme abaixo. Figura 10 – Instalação de Chave
chaves se inicia com a inserção do cabo conforme abaixo. Figura 10 – Instalação de Chave

Figura 10 – Instalação de Chave de Emergência

Em seguida o cabo deve ser passado através do tensionador. Para garantir a tensão,

o tensionador deve ser ajustado até atingir o ponto central do visor na chave de emergência.

atingir o ponto central do visor na chave de emergência. Figura 11 – Instalação de Tensionador
atingir o ponto central do visor na chave de emergência. Figura 11 – Instalação de Tensionador
atingir o ponto central do visor na chave de emergência. Figura 11 – Instalação de Tensionador

Figura 11 – Instalação de Tensionador

O espaçamento entre os olhais de guia (“rabos de porco”) deve ser de 2 a 3m. Esta

distância evita o acionamento acidental da chave devido à vibração excessiva do cabo, além de garantir que haja espaço para que o cabo seja puxado, acionando a chave. O primeiro e o último olhal devem ser instalados o mais próximo possível da chave. A distância recomendada é de 300mm.

A chave não deve ser ligada diretamente à parede, conforme figura a seguir.

ser ligada diretamente à parede, conforme figura a seguir. Figura 12 – Posição da Chave Após
ser ligada diretamente à parede, conforme figura a seguir. Figura 12 – Posição da Chave Após
ser ligada diretamente à parede, conforme figura a seguir. Figura 12 – Posição da Chave Após

Figura 12 – Posição da Chave

Após completa a instalação, deve-se fazer um teste operacional incluindo todas as operações possíveis da chave.

4.6.3. Garantia de Funcionamento (Intertravamento) Ao ser acionada a chave de emergência, seus contatos devem

4.6.3. Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

Ao ser acionada a chave de emergência, seus contatos devem atuar diretamente ou através dos contatos de relé eletrônico de segurança específico e dedicado no contator elétrico do acionamento do motor principal do transportador, desligando-o.

Não é permitido que esse sinal de desarme por segurança/ emergência seja transmitido por saídas de CLP a não ser que esses equipamentos sejam homologados para tal (IEC 60204-1), em outras palavras, CLP dedicados a segurança.

4.6.4. Instrução de Manutenção

A manutenção mínima do dispositivo deve considerar, porém não se restringir a:

 

Inspeção Sensitiva

 

Recomendações Técnicas

Antes de iniciar a inspeção é obrigatório compreender o princípio de funcionamento do sistema. Estudar

conhecer o desenho esquemático da instalação, identificando os pontos de inspeção e seus acessos e riscos envolvidos na execução do trabalho.

e

ATENÇÃO: Esta inspeção sensitiva é executada com equipamento em funcionamento e, portanto, não se deve, em momento algum, acessar ou tocar componentes móveis ou acessar locais onde a pessoa fique exposta a queda de materiais ou peças. Ao efetuar qualquer INTERVENÇÃO em locais que envolvam estes riscos, o equipamento deverá ter suas energias bloqueadas, análise de riscos executada e o supervisor responsável comunicado.

Ferramentas

Atividades

 

-

Verificar acúmulo de material, sinais de trinca e corrosão,

- Máquina Fotográfica;

fixação e vedação do cabo no prensa cabo;

- Pirômetro óptico;

Verificar estado da haste de acionamento, empeno da lira / roldana;

-

- Estetoscópio;

- Caneta de vibração;

- Verificar fixação da chave na tampa e base, verificar parafusos faltantes e as condições do batente de acionamento da chave.

- Pincel;

- Verificar estado da cordoalha de acionamento e tensionador;

- Bolsa de ferramentas completa.

Observar no visor do indicador de tensão se esta na posição correta (no centro).

-

 

Observações

Para todas as anomalias encontradas devem ser abertas OS para correção ou revisadas caso já tenham sido registradas;

Alguns problemas identificados necessitam de inspeção complementar com equipamento parado para melhor tratamento e planejamento. Nestes casos, dependendo da urgência, deverá ser acionada a equipe de operação (em caso de manutenção em oportunidade), corretiva (emergências) ou PCM (manutenção planejada). Em qualquer um dos casos deverá ser feito o bloqueio do equipamento e o supervisor de inspeção deverá ser comunicado previamente.

Manutenção Preventiva Recomendações Técnicas Antes de iniciar a MP é obrigatório conhecer o funcionamento

Manutenção Preventiva

Recomendações Técnicas

Antes de iniciar a MP é obrigatório conhecer o funcionamento do sistema. Estudar e conhecer os diagramas e desenhos funcionais, identificando com segurança os seus componentes e pontos específicos de manutenção.

Ferramentas

- Bolsa de ferramentas completa;

- Pano limpo;

- Multímetro;

- Álcool isopropílico;

- Pincel de nylon ou fibra de vidro;

- Silicone.

Atividades

Solicitar bloqueio elétrico (obrigatório) e mecânico (se necessário) antes de iniciar o serviço de manutenção.

- Efetuar limpeza externa com o auxílio do pincel ou toalha industrial;

- Verificar a fixação da chave no seu suporte;

Abrir a tampa (utilizar ferramenta adequada) e verificar a borracha de vedação da chave. Se constatar ressecamentos, providenciar a troca;

-

-

Completar ou trocar parafusos se faltando ou em condições ruins;

Efetuar limpeza interna utilizando a toalha industrial e observar possíveis infiltrações de umidade e poeira.

-

- Verificar se o cabo de aço é de 1/8"", plastificado na cor vermelha. Corrigir se necessário;

- Verificar a perfeita fixação e vedação do cabo no prensa cabo;

Verificar o estado dos blocos de contatos quanto a sua fixação, trincas ou quebras e a conservação da fiação elétrica interna da chave, quanto a ressecamentos ou marcas na isolação dos fios;

-

Checar sinais de desgaste nas partes internas, ponta do atuador do bloco de contato verificando se estão lubrificados;

-

- Testar continuidade dos contatos na posição normal e atuada;

- Acionar a chave de emergência, puxando o cabo de acionamento da mesma, conferindo o

funcionamento mecânico e abertura do contato, monitorando a mudança do estado do contato (aberto ou

fechado), com o multímetro na escala de resistência;

Verificar e testar alavanca de reset, certificando travamento e liberação da chave (após reset), assegurando rearme da chave;

-

Verificar os suportes e cabos de acionamento da chave de emergência, observando sua fixação, estado de conservação e tensão;

-

Verificar se a distância entre as chaves está de acordo com as recomendações deste manual. Solicitar correção se necessário;

-

Verificar se o acionamento da chave ocorre a no máximo 1cm de flecha do cabo ou 30° da haste de acionamento. Corrigir se necessário;

-

Fazer limpeza do tensionador e em caso de ajuste de tensão utilize uma chave allen de 5mm. Enquanto for girando a chave no tensionador, observe o indicador de tensão até atingir a posição correta;

-

Após ajuste da tensão, acionar chave de emergência, conferindo atuação e posição do indicador de cabo tensionado na parte frontal da chave;

-

- Certificar atuação status no PLC (desarme do contator do motor do acionamento principal);

- Algumas chaves (ex. rockwell) atuam diretamente no contator e não mais no PLC.

4.6.5. Inspeção de Recebimento

4.6.5. Inspeção de Recebimento Itens a verificar Se o fabricante possui homologação de fornecimento emitido pela

Itens a verificar

Se o fabricante possui homologação de fornecimento emitido pela VALE.

Verificar continuidade dos contatos elétricos com multímetro, acionando o botão de emergência.

Vedação e roscas da entrada / saída de cabos elétricos.

Verificar a operação do indicador de status, acionando manualmente a chave.

Vedação da tampa e seus parafusos.

Verificar a existência dos acessórios de montagem e fixação de acordo com o manual do fabricante.

A existência de trincas no invólucro da chave.

Garantia da continuidade dos contatos elétricos com multímetro, acionando manualmente a chave.

Conformidade entre especificação técnica / dados de aquisição e a folha de dados do equipamento recebido.

4.6.6. Instrução de Armazenamento e Conservação

Deve ser mantido na embalagem original do fabricante, conservado e armazenado no almoxarifado em locais isentos de umidade excessiva e pó e protegido de choque mecânico, a fim de garantir sua instalação e funcionamento a qualquer momento.

4.6.7. Dados para Aquisição

Item

Especificação

Material do Invólucro

Liga fundida p/ aplicação pesada

Material da Porca da Argola

Aço Inoxidável

Grau de Proteção

IP 66

Temperatura Operação

- 25ºC a 80ºC

Vida Útil Mecânica

1.000.000 manobras

Tensão de Isolação Nominal

500V

Corrente Elétrica Térmica (Ith)

10A

Contato de Segurança

NF ou 3 NF ou 4 NF com ação de abertura direta

2

Entrada de Eletroduto

x M20, 3 x 1/2 pol. NPT, tipo desconexão rápida

3

Distância Máxima entre Chaves

A ser informada pelo Fabricante

Montagem

Qualquer posição

Normas

EN60947-5-5, ISO13850, ISOTR 12100, IEC 60947-5-1, EN 418

Observar ainda a SPE - EG-J-401 - Especificação Geral Fornecimento de Automação em Equipamentos Mecânicos - Rev01.

4.7. Alarme Sonoro de Partida (Sirene)

4.7. Alarme Sonoro de Partida (Sirene) Equipamento destinado a alertar e sinalizar através de alarme sonoro

Equipamento destinado a alertar e sinalizar através de alarme sonoro quando o transportador de correia vai iniciar operação.

quando o transportador de correia vai iniciar operação. Figura 13 – Exemplos de Alarme Sonoro de
quando o transportador de correia vai iniciar operação. Figura 13 – Exemplos de Alarme Sonoro de
quando o transportador de correia vai iniciar operação. Figura 13 – Exemplos de Alarme Sonoro de

Figura 13 – Exemplos de Alarme Sonoro de Partida (Sirene)

Deve ser instalado em locais onde possam ser audíveis de qualquer ponto ao longo do transportador de correia.

4.7.1. Seleção de Tecnologia

Tipos

Segurança

Segurança

Confiabilidade

Pessoal

Operacional

Sirene

Atende

N/A

Alta

A sirene deve tocar por no mínimo 20s antes que ocorra a partida do transportador (mandatório conforme NR 22 e demais normas aplicáveis) e não junto com sua partida. Deverá ter uma pressão sonora de 110dB a 5m.

4.7.2. Pontos de Instalação

Instalação obrigatória:

Comprimento do TR

QTD e Posição

Até 400m

1 sirene na cabeça

De 400 a 1.000m

1 sirene na cabeça e 1 na cauda

Acima de 1.000m

1 sirene na cabeça, 1 na cauda e 1 intermediária

Casos particulares deverão ser estudados separadamente quanto à necessidade de instalar mais sirenes que o indicado.

4.7.3. Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

O alarme sonoro de partida deverá ser intertravado com o acionamento do transportador de correia de maneira que no momento de início de operação, a sirene seja automaticamente acionada por no mínimo 20s antes da movimentação da correia transportadora a fim de garantir que colaboradores próximos ao equipamento estejam atentos ao movimento da mesma e se afastem.

4.7.4. Instrução de Manutenção A manutenção mínima do dispositivo deve considerar, porém não se restringir

4.7.4. Instrução de Manutenção A manutenção mínima do dispositivo deve considerar, porém não se restringir a:

Inspeção Sensitiva

Recomendações Técnicas

Antes de iniciar a inspeção é obrigatório compreender o princípio de funcionamento do sistema. Estudar

e conhecer o desenho esquemático da instalação, identificando os pontos de inspeção e seus acessos e riscos envolvidos na execução do trabalho.

ATENÇÃO: Esta inspeção sensitiva é executada com equipamento em funcionamento e, portanto, não se deve, em momento algum, acessar ou tocar componentes móveis ou acessar locais onde a pessoa fique exposta a queda de materiais ou peças. Ao efetuar qualquer INTERVENÇÃO em locais que envolvam estes riscos, o equipamento deverá ter suas energias bloqueadas, análise de riscos executada e o supervisor responsável comunicado.

Ferramentas

Atividades

- Máquina Fotográfica;

- Pirômetro óptico;

- Estetoscópio;

- Caneta de vibração;

- Pincel;

- Bolsa de ferramentas completa.

- Verificar acúmulo de material;

- Verificar fixação da sirene no suporte;

- Verificar presença dos parafusos de fixação;

- Verificar prensa-cabo folgado / solto;

- Verificar atuação da sirene ao iniciar a partida.

Caso a sirene não atue em qualquer início de partida, deve

ser solicitada a troca imediata da sirene.

Observações

Para todas as anomalias encontradas devem ser abertas OS para correção ou revisadas caso já tenham sido registradas;

Alguns problemas identificados necessitam de inspeção complementar com equipamento parado para melhor tratamento e planejamento. Nestes casos, dependendo da urgência, deverá ser acionada a equipe de operação (em caso de manutenção em oportunidade), corretiva (emergências) ou PCM (manutenção planejada). Em qualquer um dos casos deverá ser feito o bloqueio do equipamento e o supervisor de inspeção deverá ser comunicado previamente.

Manutenção Preventiva

Recomendações Técnicas

Antes de iniciar a MP é obrigatório conhecer o funcionamento do sistema. Estudar e conhecer os diagramas e desenhos funcionais, identificando com segurança os seus componentes e pontos específicos de manutenção.

Ferramentas

- Bolsa de ferramentas completa;

-

- Pincel de nylon ou fibra de vidro;

Multímetro;

- Pano limpo;

- Álcool isopropílico;

- Silicone.

Atividades

Solicitar bloqueio elétrico (obrigatório) e mecânico (se necessário) antes de iniciar o serviço de manutenção.

Carcaça e Base

- Verificar acúmulo de sujeira, danos físicos, pintura danificada e falta ou dano em parafusos

- Verificar fixação e executar limpeza.

  Atividades   Sirene - Limpar externamente a sirene; - Verificar fixação da sirene no
 

Atividades

 

Sirene

- Limpar externamente a sirene;

- Verificar fixação da sirene no suporte;

- Abrir e retirar a tampa / caixa de ligação;

- Verificar ausência de tensão utilizando multímetro;

- Verificar presença de umidade e corrosão;

- Executar limpeza interna;

- Verificar bornes e conexões elétricas;

- Verificar fios e cabos quanto a danos no isolamento, descoloração e carbonização;

- Verificar estado e existência de identificação dos cabos (força e controle);

- Se for mecânica, verificar escovas e substituir se necessário;

- Verificar aterramento (conexão e fixação);

- Recolocar tampa vedando com fina camada de silicone;

- Vedar possíveis entradas de água e/ou sujeira.

Eletrodutos e Acessórios

Verificar falta ou dano em eletrodutos (rígido e flexível), luvas, conexões, calha, bandeja, conduletes, tampa, parafusos e fixações;

-

-

Falta, dano ou folga em box ou prensa-cabo.

Aterramento Elétrico

- Falta ou dano em cabo de aterramento e conexões;

- Terminal de ligação danificado (oxidado, quebrado).

 

Teste

-

Desbloquear energia e testar sirene.

4.7.5. Inspeção de Recebimento

Itens a verificar

Itens a verificar

Se o fabricante possui homologação de fornecimento emitido pela VALE.

Vedação e roscas da entrada / saída de cabos elétricos.

Vedação da tampa e seus parafusos.

A existência de trincas no invólucro da sirene.

Garantir o desempenho sonoro, alimentando eletricamente a sirene (teste).

Verificar a existência dos acessórios de montagem e fixação de acordo com o manual do fabricante.

Verificar a existência dos acessórios de montagem e fixação de acordo com o manual do fabricante.

Conformidade entre especificação técnica / dados de aquisição e a folha de dados do equipamento recebido.

4.7.6. Instrução de Armazenamento e Conservação Deve ser mantido na embalagem original do fabricante, conservado

4.7.6. Instrução de Armazenamento e Conservação

Deve ser mantido na embalagem original do fabricante, conservado e armazenado no almoxarifado em locais isentos de umidade excessiva e pó e protegido de choque mecânico, a fim de garantir sua instalação e funcionamento a qualquer momento.

4.7.7. Dados para Aquisição

Item

Especificação

Consumo Máximo

15W

Potência de Áudio

Pulsos de 60 Wpp

Pressão Acústica a 5m

110dB +/- 5%

Tensão Aplicada

1 kV – 1 minuto

Temperatura Ambiente

- 10°C a 60ºC

Grau de Proteção

IP 65

Alimentação Elétrica

220 Vac - 60Hz

Tolerância de Alimentação

+/- 15%

Observar ainda a SPE - EG-J-401 - Especificação Geral Fornecimento de Automação em Equipamentos Mecânicos - Rev01.

5. SISTEMAS E DISPOSITIVOS PARA PROTEÇÃO Transportadores de correia, devido a sua extensão e custo

5. SISTEMAS E DISPOSITIVOS PARA PROTEÇÃO

Transportadores de correia, devido a sua extensão e custo unitário da correia transportadora, apresentam elevado impacto no orçamento 16 de cada planta ou terminal 17 , onde o aproveitamento pleno de sua vida útil é mandatório para reduzir custos operacionais.

O histórico de ocorrências portuárias nos terminais de Tubarão e Portos Sul (DIOP) e Ponta da Madeira (DIPN) em 2010 indicam como ocorrências com transportadores de correia impactam em nossas operações conforme figuras a seguir.

Acidente

DIOP

 

DIPN

Outras

com

 

Ocorrênci

Correia

Correia     as
   
Correia     as

as

27%

36%

Outras

Acidente

Ocorrênci

com

as

Correia

 

73%

64%

Figura 14 – Porcentagem de Acidentes com Correias nos Terminais em 2010

Durante o ano de 2011, foram aplicadas diretrizes e dispositivos de proteção nos transportadores de correias nas áreas dos terminais, o que reduziu em 51% o total de trocas corretivas (em metros) devido a acidentes com correias transportadoras 18 .

Acidente 2010 com Correia (m); 37.493; 37% Fim de Vida Útil (m); 62.916; 63%
Acidente
2010
com
Correia
(m);
37.493;
37%
Fim de
Vida Útil
(m);
62.916;
63%
Acidente 2011 com Correia (m); 18.062; 18% Fim de Vida Útil (m); 81.950; 82%
Acidente
2011
com
Correia
(m);
18.062;
18%
Fim de
Vida Útil
(m);
81.950;
82%

Figura 15 – Comparativo do Consumo de Correias em metros - 2010 e 2011

A fim de mitigar os riscos de ocorrências de acidentes materiais com correias transportadoras, as diretrizes e dispositivos de proteção apresentados 19 a seguir devem ser considerados no projeto, implantação, operação e manutenção de transportadores de correia.

16 Juntamente com pneus fora de estrada e combustíveis, correias transportadoras, devido ao custo unitário e consumo, apresentam grande impacto na matriz de custeio da empresa.

Transportadores de correia são responsáveis por grande parte da movimentação de material nos terminais e representam o maior custo de material para a manutenção portuária.

18 Conforme histórico de ocorrências portuárias e acompanhamento de trocas de correias transportadoras em 2011.

17

19

Observar atendimento a exigência da NR 22, NBR 13742 e NBR 13862.

5.1. PREVENÇÃO CONTRA CORTE LONGITUDINAL (RASGO) O acidente por rasgo pode ser dividido em dois

5.1. PREVENÇÃO CONTRA CORTE LONGITUDINAL (RASGO)

O acidente por rasgo pode ser dividido em dois tipos principais: o corte longitudinal e o corte pontual, de acordo com a extensão do dano.

Tipo

Extensão

Principais Causas

   

Entrada de corpos estranhos

Corte

Queda de componentes do chute

longitudinal

Cortes de grande extensão

Roletes ausentes ou danificados

Destaque de tiras de correia

   

Impacto do próprio material

Pouca extensão ou praticamente pontual (< 0,5m)

Entrada de corpos estranhos

Corte pontual

Queda de componentes do chute

 

Desgaste excessivo da cobertura

Devido ao próprio movimento de translação da correia transportadora, caso o sistema não seja paralisado em tempo hábil, é possível perder toda a correia transportadora ou grande trecho com a ocorrência de um corte longitudinal.

Já o corte pontual gera prejuízo devido a aumentar a ocorrência de material fugitivo (impacto na limpeza), sem necessariamente impedir o completo funcionamento do transportador de correia na grande maioria das ocorrências.

Assim cada tipo de ocorrência de corte deve ser atacado de forma diferente para que seja evitado ou reduzido seu impacto caso ocorra. Este manual se concentrará na proteção contra cortes longitudinais devido a seu maior impacto. Além disso, as providências para proteção contra cortes longitudinais reduzem também o risco de cortes pontuais.

5.1.1. Condições que tornam possível a ocorrência de Corte Longitudinal

Estas condições estão relacionadas à causa da ocorrência em si. São condições que permitem a entrada de corpos estranhos (sucata ou material em bloco) no sistema e que estes corpos estranhos por ventura se engastem em algum ponto do transportador de correia, criando um perfil cortante. Também nesta classe estão condições da própria estrutura do transportador de correia que podem se tornar um ponto de perfil cortante como cavaletes sem roletes, roletes travados ou chapas de desgaste e outros componentes metálicos que venham a entrar em contato com a correia transportadora.

Item

Condição de Falha

Possíveis Origens

Principais Providências

   

Sucata metálica e corpos estranhos na descarga dos Viradores de Vagões

Instalar grelhas nas moegas de alimentação

Utilizar detector de metal e extrator de sucata

01

Corpos estranhos

Dentes de caçamba de EPs, RPs ou ERs

Sucata metálica e corpos estranhos nas pilhas

 
Item Condição de Falha Possíveis Origens Principais Providências 02 Componentes soltos de chutes e

Item

Condição de Falha

Possíveis Origens

Principais Providências

02

Componentes soltos

de chutes e transferências

Baixa freqüência de

inspeção e manutenção

Inspeção e manutenção adequada

Manutenção sem zelo

Utilizar detector de metal e extrator de sucata

   

Tipo incorreto ou instalação incorreta

Baixa freqüência de inspeção e manutenção

Utilizar tipo correto

Danos em roletes

Inspeção e manutenção adequada de roletes

03

Cavaletes sem rolos ou rolos travados

Manter rotina de limpeza

Material acumulado gerando travamento

Evitar condições que geram material fugitivo

   

Espessura da cobertura de correia incorreta

Dimensionar corretamente a espessura de carga

Chutes que permitem impacto na queda do

Dimensionar corretamente as rampas dos chutes

04

Destaque de tiras de correia

material na correia

Emenda mal executada

Executar emendas conforme melhores práticas

 

Postergação de troca por fim de vida útil (desgaste de cobertura)

Evitar ultrapassar a vida útil da correia (desgaste de cobertura)

Como estas condições de falha possibilitam a ocorrência de cortes longitudinais, atuar na sua contenção ou eliminação é o melhor caminho para sanar a ocorrência de cortes longitudinais nos terminais portuários.

5.1.2. Condições que permitem maior impacto da ocorrência de Corte

Estas condições estão relacionadas com a detecção da ocorrência, ou seja, o corte já iniciou e seu objetivo é acionar mecanismos de proteção que desligam a correia transportadora para evitar que o corte longitudinal avance por uma extensão muito grande. Basicamente se trata dos dispositivos de proteção, sua correta instalação e posicionamento e sua manutenção preventiva adequada.

Item

Condição de Falha

Possíveis Origens

Principais Providências

01

Dispositivos

Especificação incorreta

Substituir por dispositivos adequados

inadequados

 

Dispositivos corretos,

Baixa freqüência de

Inspeção e manutenção adequada

02

inspeção e manutenção

Substituir danificados

porém sem funcionamento

Detector bloqueado

Retirar bloqueio

 

Dispositivos corretos, em funcionamento, porém impacto ainda é elevado

Quantidade insuficiente

Revisar quantidade e posicionamento dos dispositivos

03

Posicionamento incorreto

Como estas condições de falha permitem maior impacto no caso da ocorrência de cortes longitudinais,

Como estas condições de falha permitem maior impacto no caso da ocorrência de cortes longitudinais, sua correção é fundamental para reduzir este impacto. Somado às ações recomendadas de contenção ou eliminação das condições que possibilitam a ocorrência (conforme capítulo 5.1.1), encontramos uma solução robusta para sanar a ocorrência de cortes longitudinais nos terminais portuários.

A seguir apresentamos opções de dispositivos de proteção contra cortes longitudinais.

5.2. Grelhas de Proteção

Seu objetivo é evitar a entrada de corpos estranhos no sistema, que ao se engastar na estrutura dos transportadores de correia podem formar perfis cortantes e ocasionar cortes na correia transportadora.

cortantes e ocasionar cortes na correia transportadora. Figura 16 – Exemplos de Grelha de Proteção Sua
cortantes e ocasionar cortes na correia transportadora. Figura 16 – Exemplos de Grelha de Proteção Sua

Figura 16 – Exemplos de Grelha de Proteção

Sua abertura de malha deve ser entre 8 a 10 vezes maior que a granulometria média do material movimentado a fim de evitar entupimentos, uma vez que o objetivo é retirar corpos estranhos e não restringir a passagem de material.

5.2.1. Seleção de Tecnologia

Tipos

Segurança

Segurança

Confiabilidade

Pessoal

Operacional

Grelha metálica

N/A

Atende

Alta

Poderá ser utilizada cobertura de material duro para aumentar a resistência à abrasão e assim a durabilidade da grelha de proteção.

5.2.2. Pontos de Instalação

Nos terminais portuários é recomendada a instalação de grelhas de proteção nas moegas dos alimentadores dos viradores de vagão onde há a entrada do sistema.

Transportadores de correia que possuam moegas móveis e são alimentados por pás mecânicas, também devem possuir grelhas de proteção, principalmente aqueles que recebem materiais oriundos de limpeza operacional e rechegos.

5.2.3. Garantia de Funcionamento (Intertravamento) Não se aplica. 5.2.4. Instrução de Manutenção A manutenção

5.2.3. Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

Não se aplica.

5.2.4. Instrução de Manutenção

A manutenção mínima do dispositivo deve considerar, porém não se restringir a:

Inspeção Sensitiva

Recomendações Técnicas

Antes de iniciar a inspeção é obrigatório compreender o princípio de funcionamento do sistema. Estudar

e conhecer o desenho esquemático da instalação, identificando os pontos de inspeção e seus acessos e riscos envolvidos na execução do trabalho.

ATENÇÃO: Esta inspeção sensitiva é executada com equipamento em funcionamento e, portanto, não se deve, em momento algum, acessar ou tocar componentes móveis ou acessar locais onde a pessoa fique exposta a queda de materiais ou peças. Ao efetuar qualquer INTERVENÇÃO em locais que envolvam estes riscos, o equipamento deverá ter suas energias bloqueadas, análise de riscos executada e o supervisor responsável comunicado.

Ferramentas

Atividades

- Máquina Fotográfica;

- Bolsa de ferramentas completa.

- Verificar acúmulo de material;

- Verificar fixação da estrutura;

- Verificar a integridade física;

Observações

Para todas as anomalias encontradas devem ser abertas OS para correção ou revisadas caso já tenham sido registradas;

Alguns problemas identificados necessitam de inspeção complementar com equipamento parado para melhor tratamento e planejamento. Nestes casos, dependendo da urgência, deverá ser acionada a equipe de operação (em caso de manutenção em oportunidade), corretiva (emergências) ou PCM (manutenção planejada). Em qualquer um dos casos deverá ser feito o bloqueio do equipamento e o supervisor de inspeção deverá ser comunicado previamente.

Manutenção Preventiva

Recomendações Técnicas

Antes de iniciar a MP é obrigatório conhecer o funcionamento do sistema. Estudar e conhecer os diagramas e desenhos funcionais, identificando com segurança os seus componentes e pontos específicos de manutenção.

Ferramentas

- Bolsa de ferramentas completa;

- Equipamento de solda completo.

Atividades

Solicitar bloqueio elétrico (obrigatório) e mecânico (se necessário) antes de iniciar o serviço de manutenção.

- Retirar acúmulo de material e verificar danos físicos;

- Efetuar reparos ou substituir peças / conjunto conforme necessário;

5.2.5. Inspeção de Recebimento

5.2.5. Inspeção de Recebimento Itens a verificar Se o fabricante possui homologação de fornecimento emitido pela

Itens a verificar

Itens a verificar

Se o fabricante possui homologação de fornecimento emitido pela VALE.

Integridade física e ausência de trincas / deformações.

Verificar a existência dos acessórios de montagem e fixação de acordo com o manual do fabricante.

Conformidade entre especificação técnica / dados de aquisição e a folha de dados do equipamento recebido.

5.2.6. Instrução de Armazenamento e Conservação

Esses equipamentos devem ser mantidos na embalagem original do fabricante, conservados e armazenados no almoxarifado em locais isentos de umidade excessiva e pó e protegidos de choque mecânico, a fim de garantir sua instalação e funcionamento a qualquer momento.

5.2.7. Dados para Aquisição

Opcionalmente, devido a sua simplicidade, este dispositivo pode ser fabricado diretamente pela própria área de manutenção.

Tanto para fabricação própria, quanto para aquisição externa, um desenho específico deve ser elaborado de acordo com as características técnicas do ponto de instalação. Este desenho deve servir de base de dados para aquisição, fabricação e instalação.

5.3. Detector de Corte Longitudinal (Rasgo)

5.3. Detector de Corte Longitudinal (Rasgo) Trata-se de um dispositivo cuja finalidade é detectar o início

Trata-se de um dispositivo cuja finalidade é detectar o início do surgimento de corte longitudinal na correia transportadora e provocar a interrupção imediata do funcionamento do transportador de correia. Com isso, evita-se o prolongamento do corte longitudinal, porém não o seu surgimento.

5.3.1. Seleção de Tecnologia

Tipos

Segurança

Segurança

Confiabilidade

Pessoal

Operacional

Detector de Bandeja

N/A

Atende Parcial

Média

Detector de Fios

N/A

Atende Parcial

Média

Acelerômetro / Medição Volumétrica

N/A

Em estudo / teste

Em estudo / teste

Medição Volumétrica por Scanner

N/A

Em estudo / teste

Em estudo / teste

Detector Laser

N/A

Em estudo / teste

Em estudo / teste

5.3.1.1. Detector de Bandeja

Este mecanismo, além de tradicional, é muito simples. Trata-se de uma bandeja de tela montada em balanço com contrapeso sobre um eixo com mancais de rolamento. O mesmo é montado sob a região de carga da correia. Quando ocorre o corte e a separação da correia em duas partes, o material em carga escorre pelo corte, acumula sobre a bandeja, que com o peso, gira sobre o eixo, elevando uma haste que aciona seu sensor. Veja figura abaixo.

uma haste que aciona seu sensor. Veja figura abaixo. Figura 17 – Exemplos de Detector de
uma haste que aciona seu sensor. Veja figura abaixo. Figura 17 – Exemplos de Detector de

Figura 17 – Exemplos de Detector de Bandeja

Ainda é possível regular a posição do contrapeso e dos sensores para acertar a sensibilidade do detector, sendo um sensor para emitir alarme e outro para emitir sinal de parada. Na prática, detectores com apenas um sensor, que emite sinal de parada, são mais utilizados.

A tela pode ser de material metálico ou não, sendo recomendado observar sua malha de acordo com a granulometria do material transportado para evitar acúmulo por material fugitivo e falsos alarmes. Outra recomendação importante é que a bandeja seja de largura inferior à largura da correia, com o mesmo objetivo de evitar acúmulo

de material fugitivo. Porém ainda se fazem necessárias inspeção e limpeza periódica para garantir bom

de material fugitivo. Porém ainda se fazem necessárias inspeção e limpeza periódica para garantir bom funcionamento.

Devido ao seu princípio de funcionamento, esse dispositivo não detecta ocorrências em que as bandas cortadas trespassam entre si, o que impede a queda de material na bandeja, e enfim o não acionamento do mecanismo. A mesma ineficiência é observada em cortes que ocorrem em operação a vazio.

5.3.1.2. Detector de Linha

Em função do detector de bandeja atuar somente a partir da queda de material, ele não é capaz de detectar a ocorrências de tiras soltas que podem vir a gerar um corte e assim agir preventivamente. Para este caso foi desenvolvido o detector de linha. Tão simples e tradicional quanto o detector de bandeja, o detector de linha possui um suporte por onde se passa uma ou mais linhas que podem ser fios de nylon (mais comum) ou cabos de aço de pequeno calibre. Estas linhas estão interligadas a um contrapeso e sensor. Quando uma tira entra em contato com as linhas, puxa as mesmas e assim aciona o sensor através do contrapeso.

as mesmas e assim aciona o sensor através do contrapeso. Figura 18 – Exemplos de Detector
as mesmas e assim aciona o sensor através do contrapeso. Figura 18 – Exemplos de Detector

Figura 18 – Exemplos de Detector de Linha

A diferença entre utilizar somente uma ou várias linhas é de que com uma maior quantidade de linhas, além de detectar as tiras, este mecanismo também poderá detectar cortes com a queda de material. Porém não substitui completamente o detector de bandeja e assim é usual utilizar somente uma linha para detectar tiras soltas e que trabalhe em conjunto com o detector de bandeja.

Existem dois modelos básicos: a) suporte em ângulo, onde se ajusta o formato para acompanhar o ângulo de inclinação do rolete, utilizado na carga e b) suporte plano, utilizado no retorno. Em ambos os casos deve se observar a adequada tensão da linha ou linhas (devem ficar rixas) e a distância até a face da correia entre 100 a 150mm para que seu funcionamento seja adequado.

100 a

100 a 150mm para que seu funcionamento seja adequado. 100 a 150mm 100 a 100 a

150mm

100 a 100 a 150mm 150mm
100 a
100 a
150mm
150mm

Carga

Retorno

Figura 19 – Montagem do Detector de Linha – Distância da Correia

5.3.2. Pontos de Instalação

5.3.2. Pontos de Instalação É recomendado instalar em conjunto um detector de bandeja e um detector

É recomendado instalar em conjunto um detector de bandeja e um detector de linha sob a carga logo após o chute de transferência a uma distância de 3 a 5m a partir do final da guia lateral na saída do chute. Isso se deve ao fato de que a maior incidência de engaste de corpos estranhos ocorre nas guias laterais ou nas rampas do chute.

Detector Detector Chute bandeja linha carga 3 a 5m 3 a 5m
Detector
Detector
Chute
bandeja
linha carga
3 a 5m
3 a 5m

Figura 20 – Pontos de Instalação de Detectores de Rasgo

Além da região do chute de transferência, é recomendada a instalação de detectores de linha
Além da região do chute de transferência, é recomendada a instalação de detectores
de linha montados sob o retorno, sempre após tambores de desvio do “turnover”, de
desvio do contrapeso e de descarga, a uma distância de 3 a 5m do ponto de
referência.
Detector linha retorno
3 a 5m após tambor

Figura 21 – Pontos de Instalação de Detectores de Rasgo

Para transportadores de correia críticos para o processo, cuja parada tem grande impacto para a operação, é recomendado um segundo detector de bandeja instalado 10m após o primeiro na região do chute de transferência. Essa redundância tem o objetivo de aumentar o grau de proteção do equipamento.

Chute Detector Detector bandeja 1 bandeja 2 3 a 5m 10m Figura 22 – Pontos
Chute Detector Detector bandeja 1 bandeja 2 3 a 5m 10m
Chute
Detector
Detector
bandeja 1
bandeja 2
3 a 5m
10m

Figura 22 – Pontos de Instalação de Detectores de Rasgo

Destaca-se que é muito baixo o risco de ocorrência de cortes longitudinais em regiões intermediárias do transportador de correia (longe dos chutes e transferências), não sendo, portanto, recomendada a instalação ao longo de todo o transportador de correia. Porém, no caso de transportadores de correia que trabalham em conjunto com máquinas de pátio (ex.: empilhadeiras retomadoras), onde o chute é móvel, recomenda-se a instalação de mais detectores de bandeja ao longo do comprimento. Não há literatura a respeito, porém a experiência recomenda uma distância de 100 a 150m entre estes detectores intermediários para conter a extensão de um possível corte longitudinal.

Chute da máquina 100 a 150m 100 a 150m 100 a 150m
Chute da máquina
100 a 150m
100 a 150m
100 a 150m

Detectores intermediários

Figura 23 – Pontos de Instalação de Detectores de Rasgo

Em resumo, a recomendação prática é a instalação de detectores de bandeja em conjunto com detectores de linha após a saída de chutes de transferência na carga e detectores de linha após os tambores de desvio no retorno. No caso de funcionamento com máquinas de pátio, recomenda-se ainda a instalação de detectores intermediários, sempre sob a carga.

5.3.3. Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

Consiste no deslocamento do elemento sensor (sensoriamento por elementos indutivos ou por microruptor) toda vez que ocorrer o deslocamento mecânico do detector (bandeja ou fios). Esse sinal pode ser de alerta (alarme) ou de desligamento do motor de acionamento do transportador de correia que poderá ser feito através do CLP de controle a partir de lógica dedicada, sendo importante que seja sinalizado qual detector atuou e sua localização no transportador de correia, a fim de facilitar as ações de manutenção e retorno da operação.

Não é necessária atuação do contato do sensor diretamente no contator do motor de acionamento,

Não é necessária atuação do contato do sensor diretamente no contator do motor de acionamento, já que a segurança é apenas material e não humana.

5.3.4. Instrução de Manutenção

A manutenção mínima do dispositivo deve considerar, porém não se restringir a:

 

Inspeção Sensitiva

 
 

Recomendações Técnicas

 

Antes de iniciar a inspeção é obrigatório compreender o princípio de funcionamento do sistema. Estudar

conhecer o desenho esquemático da instalação, identificando os pontos de inspeção e seus acessos e riscos envolvidos na execução do trabalho.

e

ATENÇÃO: Esta inspeção sensitiva é executada com equipamento em funcionamento e, portanto, não se deve, em momento algum, acessar ou tocar componentes móveis ou acessar locais onde a pessoa fique exposta a queda de materiais ou peças. Ao efetuar qualquer INTERVENÇÃO em locais que envolvam estes riscos, o equipamento deverá ter suas energias bloqueadas, análise de riscos executada e o supervisor responsável comunicado.

Ferramentas

 

Atividades

 
 

Detector de bandeja

 

-

Verificar infiltração de água no painel dedicado caso houver;

 

- Máquina Fotográfica;

- Verificar acúmulo de material, sinais de trinca / corrosão;

- Pirômetro óptico;

fixação e vedação do cabo elétrico no prensa cabo;

 

- Estetoscópio;

- Verificar fixação da chave na base, tampa e parafusos faltantes;

- Caneta de vibração;

- Verificar integridade física do acionamento:

 

- Pincel;

 

a) Estado da haste de acionamento, empeno da haste, estado

do contrapeso, condição da bandeja, ou;

 

- Bolsa de ferramentas completa.

 

b)

Existência

de

cabos

de

acionamento

danificados

ou

rompidos, tensão (ajuste) dos cabos de acionamento;

Acionar a corretiva eletromecânica para efetuar os reparos.

 

Observações

 

Para todas as anomalias encontradas devem ser abertas OS para correção ou revisadas caso já tenham sido registradas;

Alguns problemas identificados necessitam de inspeção complementar com equipamento parado para melhor tratamento e planejamento. Nestes casos, dependendo da urgência, deverá ser acionada a equipe de operação (em caso de manutenção em oportunidade), corretiva (emergências) ou PCM (manutenção planejada). Em qualquer um dos casos deverá ser feito o bloqueio do equipamento e o supervisor de inspeção deverá ser comunicado previamente.

Manutenção Preventiva

Recomendações Técnicas

Antes de iniciar a MP é obrigatório conhecer o funcionamento do sistema. Estudar e conhecer os diagramas e desenhos funcionais, identificando com segurança os seus componentes e pontos específicos de manutenção.

Ferramentas - Bolsa de ferramentas completa; - Pano limpo; - Multímetro; - Álcool isopropílico; -

Ferramentas

- Bolsa de ferramentas completa;

- Pano limpo;

- Multímetro;

- Álcool isopropílico;

- Pincel de nylon ou fibra de vidro;

- Silicone.

Atividades

Solicitar bloqueio elétrico (obrigatório) e mecânico (se necessário) antes de iniciar o serviço de manutenção.

Detector de Linha – verificar:

- Vedação da tampa;

- Se o visor da tampa esta sujo, efetuar limpeza tomando o cuidado de não arranhá-lo;

- Infiltração de água, em caso positivo, vedar com silicone;

- Acúmulo de material; sinais de trinca / corrosão;

- Fixação dos cabos na caixa de bornes e nos micro interruptores;

Atuação dos batentes, acionando as cordas, observar se estão trabalhando livremente, se não, lixar e aplicar graxa lubrificante tomando cuidado para não sujar os micro interruptores de graxa;

-

- Fixação dos micro interruptores na base;

- Se há parafusos faltantes;

- Com um multímetro o funcionamento dos contatos acionando os batentes através das cordas;

- Se não há cabo rompido, em caso positivo, substituir cabo;

- Se os batentes de acionamento dos micro interruptores estiverem desregulados, basta que a regulagem seja feita pelo parafuso do meio das presilhas, esticando o cabo guia até a posição correta;

-

Certificar atuação status no PLC desarme do contator principal.

Detector de Bandeja – verificar:

- Efetuar limpeza externa no sensor indutivo com o auxílio do pincel ou toalha industrial;

- Verificar estado da carcaça e corrosão do sensor e suporte;

- Verificar estado de eletrodutos;

- Verificar a regulagem do sensor com relação ao atuador (entre 5 a 8mm);

- Verificar a fixação do sensor no suporte;

Verificar a perfeita fixação e conexão do cabo de controle, eliminando folgas excessivas no cabo, quando houver, pra evitar danos durante funcionamento da correia;

-

- Checar reaperto do sensor, se o mesmo estiver folgado, apertar as porcas e travar com silicone;

- Retirar acúmulo de sujeira depositado na bandeja;

Verificar funcionamento mecânico do atuador, se funcionando com dificuldade, lubrificar partes móveis. Atentar para sistemas com rolamento, que em caso de mau funcionamento, providenciar troca;

-

-

Certificar atuação status no PLC desarme do contator principal.

5.3.5. Inspeção de Recebimento

5.3.5. Inspeção de Recebimento Itens a verificar Se o fabricante possui homologação de fornecimento emitido pela

Itens a verificar

Se o fabricante possui homologação de fornecimento emitido pela VALE.

Vedação e roscas da entrada / saída de cabos elétricos.

Falta visível de algum componente (ex.: fios).

A integridade estrutural do equipamento, quanto a soldas, pontos de oxidação e a especificação de sua pintura.

Vedação da tampa e seus parafusos.

Verificar a existência dos acessórios de montagem e fixação de acordo com o manual do fabricante.

A existência de trincas no invólucro da chave.

Garantia da continuidade dos contatos elétricos com multímetro, acionando manualmente a chave.

Conformidade entre especificação técnica / dados de aquisição e a folha de dados do equipamento recebido.

5.3.6. Instrução de Armazenamento e Conservação

Esses equipamentos devem ser mantidos na embalagem original do fabricante, conservados e armazenados no almoxarifado em locais isentos de umidade excessiva e pó e protegidos de choque mecânico, a fim de garantir sua instalação e funcionamento a qualquer momento.

Embora o equipamento venha pintado de fábrica se faz necessário uma aplicação de uma proteção extra contra oxidação previamente recomendada pelo fabricante.

5.3.7. Dados para Aquisição

Item

Especificação

Material de fabricação

Aço A-36

Material das porcas do invólucro dos atuadores

Aço Inoxidável

Grau de Proteção

IP 66

Temperatura Operação

- 25ºC a 80ºC

Vida Útil Mecânica

1.000.000 manobras

Tensão de Isolação Nominal

500V

Corrente Elétrica Térmica (Ith)

10A

Contato de Segurança

2 NF ou 3 NF ou 4 NC com ação de abertura direta

Entrada de Eletroduto

3 x M20, 3 x 1/2 pol. NPT, tipo desconexão rápida

Chaveamento / Atuação

Por sensor indutivo

Normas

EN60947-5-5, ISO13850, ISOTR 12100, IEC 60947-5-1, EN 418

Observar ainda a SPE - EG-J-401 - Especificação Geral Fornecimento de Automação em Equipamentos Mecânicos - Rev01.

5.4. Detector e Extrator de Metal (Sucata Metálica) Extratores de sucata são instalados suspensos sobre

5.4. Detector e Extrator de Metal (Sucata Metálica)

Extratores de sucata são instalados suspensos sobre os transportadores de correia e tem como objetivo extrair magneticamente peças metálicas (sucatas) contaminantes do material, evitando alteração da qualidade do produto movimentado e danos às correias transportadoras e chutes de transferência.

às correias transportadoras e chutes de transferência. Figura 24 – Exemplos de Extratores de Sucata Ainda
às correias transportadoras e chutes de transferência. Figura 24 – Exemplos de Extratores de Sucata Ainda

Figura 24 – Exemplos de Extratores de Sucata

Ainda é recomendado que trabalhem em conjunto com detectores de metal (ver figura abaixo) para aumentar seu desempenho e eficiência 20 .

para aumentar seu desempenho e eficiência 2 0 . Figura 25 – Exemplo de Detector de

Figura 25 – Exemplo de Detector de Metal

5.4.1. Seleção de Tecnologia

Tipos

Segurança

Segurança

Confiabilidade

Pessoal

Operacional

Extrator de Imã Permanente

N/A

Não Atende

Baixa

Extrator de Eletroímã Limpeza Manual

N/A

Atende Parcial

Média

Extrator de Eletroímã Limpeza Automática

N/A

Atende

Alta

Devido a sua funcionalidade e confiabilidade, é recomendado que se utilize o extrator de eletroímã com limpeza automática.

20 Maiores informações e detalhamento verificar o Manual para Especificação e Instalação de Extratores de Sucatas - Portos - Rev16-11.

5.4.2. Pontos de Instalação

5.4.2. Pontos de Instalação Para evitar todos os tipos de problemas ocasionados por peças metálicas indesejadas,

Para evitar todos os tipos de problemas ocasionados por peças metálicas indesejadas, é necessário que os extratores de sucata sejam instalados 21 nos transportadores de correia na quantidade e posição corretas e rotas conforme características dos processos operacionais de um terminal portuário.

Processo

Ponto de Instalação

O primeiro transportador da Descarga, ou seja, que recebe material de um virador de vagões, descarregador de navios, moegas ou alimentadores deve possuir extrator de sucata.

Isso irá prevenir que materiais metálicos oriundos de vagões ou navios alcancem os pátios de estocagem.

Caso não exista espaço físico para instalação de um extrator de sucata no primeiro transportador do processo, este deverá ser instalado no transportador subseqüente.

Descarga

Pátio

Todos os transportadores do Pátio alimentados por recuperadoras ou empilhadeiras / recuperadoras devem possuir extrator de sucata, instalado antes do chute de transferência.

Isso irá prevenir que materiais metálicos que por ventura estejam misturados nas pilhas de estoque retornem ao sistema.

Embarque

O último transportador do Embarque, ou seja, o último transportador a movimentar para um carregador de navios ou silo de abastecimento de vagões deve também possuir um extrator de sucata.

Isso irá garantir a qualidade dos produtos a serem embarcados e prevenir danos aos componentes do transportador de correia.

Caso não exista espaço físico para instalação de um extrator de sucata no último transportador do processo, este deverá ser instalado no transportador antecedente.

Processos

Intermediários

Caso existam processos operacionais intermediários de carregamento, ou seja, transportadores que possuam moegas móveis e são alimentados por pás mecânicas, também devem possuir extrator de sucata. É obrigatória a instalação de extratores de sucata nos transportadores que recebem materiais oriundos de limpeza operacional e rechegos.

Cada transportador de correia que se enquadrar nos critérios indicados anteriormente deverá possuir no mínimo um extrator de sucata instalado. Em projetos onde o transportador de correia seja reversível, é necessária a instalação de no mínimo dois extratores de sucata.

21 Maiores informações e detalhamento verificar o Manual para Especificação e Instalação de Extratores de Sucatas - Portos - Rev16-11.

Há duas possibilidades de posicionamento para instalação: a) Longitudinal ao transportador : instalado na cabeceira

Há duas possibilidades de posicionamento para instalação:

a) Longitudinal ao transportador: instalado na cabeceira do transportador de correia.

Posição recomendada quando a velocidade da correia transportadora é superior a 1,8m/s; A face magnética
Posição recomendada quando a velocidade da
correia transportadora é superior a 1,8m/s;
A
face magnética do extrator deverá estar
paralela ao plano tangente à linha média da
curva de descarga do material, observando-se
a inclinação máxima de 22°;
O
tanque de expansão deverá estar localizado
na
parte mais alta do extrator;
Deve ser observada a inclinação máxima de
22° do extrator com a horizontal, para se evitar
o
descobrimento da bobina pelo óleo de
resfriamento.

b) Transversal ao transportador: instalado ao longo do transportador de correia, no máximo até 1m de distancia da cabeceira.

A velocidade da correia transportadora deve ser observada. Para altas velocidades o extrator deverá ser
A
velocidade da correia transportadora deve
ser observada. Para altas velocidades o
extrator deverá ser sobre dimensionado;
A
face magnética do
extrator deverá estar
paralela ao plano da correia;
O
tanque de expansão deverá estar localizado
na
parte mais alta do extrator, quando este for
instalado em plano inclinado;
Deve ser observada a inclinação máxima de
22° do extrator com a horizontal, para se evitar
o
descobrimento da bobina pelo óleo de
resfriamento.

A instalação longitudinal é a mais recomendada e deve ser aplicada a todos os casos,

salvo aqueles que sejam tecnicamente inviáveis.

É importante observar a existência de sobrecargas de material (“camelos”) na correia

transportadora para evitar danos devido a choques do material transportado contra a estrutura e corpo do extrator de sucata. Essa situação é mais freqüente na configuração de posicionamento transversal.

A fim de evitar os danos por choque de material transportado, limitadores de fluxo de

material 22 (“quebra-camelo”) devem ser instalados após o chute de transferência

imediatamente antes do extrator de sucata.

Em transportadores de correia com configuração onde ocorra a elevação da correia transportadora (descolamento dos rolos) e haja o risco que a correia transportadora toque a região inferior do extrator de sucata, recomenda-se a instalação de rodas de contra elevação 23 antes, depois ou nas duas posições citadas. Essa situação ocorre em região de elevação ou em transportadores de correia que trabalham em conjunto com maquinas de pátio.

22 Ver capítulo 5.11. Limitador de Fluxo de Material (“Quebra-Camelo”). 23 Ver capítulo 5.17. Rodas de Contra Elevação.

5.4.3. Garantia de Funcionamento (Intertravamento) O extrator de sucata deve estar intertravado com o transportador

5.4.3. Garantia de Funcionamento (Intertravamento)

O extrator de sucata deve estar intertravado com o transportador de correia de duas

maneiras:

a) Desligamento do extrator de sucata quando a alimentação do acionamento do transportador de correia for interrompida;

b) Não permitir o funcionamento do transportador de correia caso o extrator de sucata não esteja em funcionamento.

É recomendada, para que o extrator de sucata tenha sua vida útil prolongada, melhor

desempenho e economia de energia, a instalação em associação a um detector de metais. O detector de metais é instalado antes do extrator a certa distância em relação ao sentido de fluxo. Quando detecta a presença de material metálico, envia um sinal para que o extrator de sucata entre em operação e retire a impureza já detectada, proporcionando redução do desgaste de componentes do extrator de sucata.

A inviabilidade técnica da instalação do detector de metais como acionador do extrator

de sucata se dá em casos de correias transportadoras curtas ou onde os extratores de sucata estejam muito próximos dos chutes de transferência. Isto pode ocasionar tempo de resposta insuficiente em função da distância entre o detector de matais e o extrator de sucata e da velocidade da correia transportadora.

Em transportadores de correia críticos para o processo ou com histórico de acidentes materiais por falhas ou ineficiência do extrator de sucata, é recomendado instalar um detector de metais após o extrator de sucata para garantia da eliminação do risco.

5.4.4. Instrução de Manutenção

A manutenção mínima do dispositivo deve considerar, porém não se restringir ao

indicado no capítulo 10 (Estratégia de Manutenção em Extratores de Sucatas) e capítulo 11 (Anexo I - Planos de Manutenção para Extratores de Sucatas) do Manual para Especificação e Instalação de Extratores de Sucatas - Portos - Rev16-11.

5.4.5. Inspeção de Recebimento

Itens a verificar

Itens a verificar