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Novo ciclo do ouro em Serra Pelada (PA) promete recuperar parte de danos ambientais causados

Novo ciclo do ouro em Serra Pelada (PA) promete recuperar parte de danos ambientais causados por antigo garimpo

DATA DE EDIÇÃO

13/02/2013

MUNICÍPIOS PA - Curionópolis

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SÍNTESE

O garimpo de Serra Pelada, no sudeste do Pará, no atual município de Curionópolis, será retomado. A extração de minérios será mecanizada e a expectativa é retirar cerca de 4 milhões de toneladas de ouro, platina e paládio nos próximos oito anos. A empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral se comprometeu a preservar as condições locais.

APRESENTAÇÃO DE CASO

Em maio de 2010, o Ministério de Minas e Energia (MME) assinou concessão de lavra para retomada do garimpo na mina de Serra Pelada (AGÊNCIA BRASIL, 2010a), localizada no estado do Pará, no atual município de Curionópolis (PASCARELLI FILHO, 2009). Desativado oficialmente, em 1992, por um decreto da Presidência da República, Serra Pelada atraiu milhares de garimpeiros, na década de 1980, em uma "corrida ao ouro" (AGÊNCIA BRASIL, 2010a). Estima-se que, até 1985, cerca de 37 toneladas de ouro tenham sido extraídas na região (COSTA, 2007 apud MONTEIRO et al., 2010).

O processo de retomada do garimpo teve início com a solicitação da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) do alvará de pesquisa, deferido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em 2007 (BRASIL MINERAL, 2010). A extração de minérios será mecanizada, e a expectativa é retirar cerca de 4 milhões de toneladas de ouro, platina e paládio nos próximos oito anos. A permissão para exploração foi concedida à empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral, uma

associação entre a canadense Colossus Minerals Inc. (AGÊNCIA BRASIL, 2010a), especializada em exploração de ouro (IN, 2010), que tem 75% da sociedade, e a Coomigasp, com 45 mil garimpeiros associados, que terá 25% (AGÊNCIA BRASIL, 2010a). A Colossus descobriu um veio de 50 t de minério na região, sendo 33 t de ouro; 6,7 t, de platina; e 10,6 t, de paládio. Só o ouro vale R$ 2,28 bilhões (CHIARETTI,

2010).

Só o ouro vale R$ 2,28 bilhões (CHIARETTI, 2010). Com 2.369 km² e 18.295 habitantes (IBGE,

Com 2.369 km² e 18.295 habitantes (IBGE, 2010), Curionópolis fica no sudeste paraense, na microrregião de Parauapebas. Surgiu do desmembramento das terras do município de Marabá e de uma aglomeração humana que se estabeleceu no km 30 da Rodovia PA-275, no final da década de 1970, na expectativa de conseguir trabalho na construção da Estrada de Ferro Carajás-Ponta da Madeira ou na busca de ouro nos pequenos garimpos que proliferavam na região. Com a descoberta de ouro em Serra Pelada, no início dos anos1980, Curionópolis consolidou-se como núcleo de apoio à atividade extrativa e como local de residência de mulheres e

filhos dos garimpeiros, que, à época, eram proibidos de ingressar em Serra Pelada. Curionópolis desenvolveu comércio diversificado e setor de serviços bem equipado, o que contribuiu para sua elevação à condição de município em 1988. Em 1991, teve seu território desmembrado, dando origem ao município de Eldorado do Carajás, com o qual se limita a leste (IAHIEC-PA, 2009).

O depósito de ouro de Serra Pelada está localizado em um

“espigão” (interflúvio) da província mineral de Carajás (MEIRELES; SILVA, 1988 apud MONTEIRO et al., 2010), entre as serras Leste e do Sereno. O local é drenado pelo igarapé do Sereno, afluente da margem esquerda do rio Parauapebas. A concessão de lavra para minério de ferro na área havia sido outorgada [no primeiro ciclo do ouro] à Amazônia Mineração S.A. (AMZA), em 1974, sendo estes direitos minerários posteriormente transferidos à Vale [à época Companhia Vale do Rio Doce], que, em 1980, comunicou ao DNPM a ocorrência de ouro em Serra Pelada, após várias toneladas já terem sido exploradas pelos garimpeiros (MONTEIRO et al., 2010).

Entre fevereiro e março de 1980, mais de 60 mil homens chegaram à Serra Pelada e deu-se início à corrida pelo ouro, sem qualquer organização ou preocupação com os riscos à saúde e ao ambiente, movidos apenas pela busca da riqueza. Os lucros e os custos do ouro ficavam para os sócios, donos de fazenda. O garimpeiro ganhava muito pouco pela exploração, mesmo trabalhando dia e noite para obter algumas gramas de ouro (VIEIRA). À época, a cava da mina foi construída pelo trabalho manual de escavação em bancadas, “barrancos” ou “catas”, com uso de equipamentos de baixa tecnologia (SILVA, 1999 apud MONTEIRO et al., 2010). Por ordem do governo federal, a Vale atuou diversas vezes na terraplenagem do garimpo, visando ao rebaixamento dos taludes construídos nas cavas, o que permitia continuidade e proporcionava maior segurança aos trabalhos de explotação. Porém, uma vez atingido o lençol freático, a explotação se tornou impraticável na época chuvosa, o que conduziu os trabalhos a um regime sazonal e levou à formação do profundo lago que existe hoje na região (AB’SÁBER, 1996 apud MONTEIRO et al., 2010).

Ainda em 1980, o governo federal decidiu iniciar um processo de intervenção em Serra Pelada para garantir o controle sobre a força de trabalho e sobre o destino do ouro. Passou, então, a administrar diretamente o garimpo e a efetivar a compra do metal, por meio da Caixa Econômica Federal

(CEF). A Vale, por sua vez, manteve-se na disputa pela área,

e, em agosto de 1983, teve o seu relatório de pesquisa de

ouro aprovado pelo DNPM. No mesmo ano, a mobilização garimpeira contra o fechamento de Serra Pelada ganhou força. Em face à resistência, o Congresso Nacional concedeu a prorrogação do garimpo por três anos, sob coordenação do DNPM, que, em 1984, aprovou o “Plano de Aproveitamento Econômico”, que visava passar a mina à exploração mecanizada da Vale. Este plano, no entanto, não pôde ser viabilizado devido aos conflitos com a comunidade garimpeira

(BRASIL, 1983 apud MONTEIRO et al., 2010).

garimpeira (BRASIL, 1983 apud MONTEIRO et al., 2010). Em 1985, o governo federal decidiu retirar-se do

Em 1985, o governo federal decidiu retirar-se do papel de gestor de Serra Pelada em virtude do declínio do volume do ouro mercantilizado, da ampliação da declividade da cava e dos acidentes fatais, dentre outros fatores (MONTEIRO et al., 2010). Em setembro do mesmo ano, a Coomigasp assumiu o comando do garimpo. Em outubro, o DNPM e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) anunciaram que a cava havia atingido profundidade intolerável para operação nos moldes em que se processava, devido ao afloramento do lençol freático e, por isso, algumas “catas” foram interditadas. Diante da discordância da cooperativa, o DNPM retirou seu pessoal do garimpo. Em 1987, o tempo de garimpagem foi novamente prorrogado até quando fosse possível garantir o trabalho em condições de segurança (BRASIL, 1987 apud MONTEIRO et al., 2010 ). Em novembro do mesmo ano, em função da constatação de irregularidades, a cooperativa foi submetida à intervenção federal (MONTEIRO et al., 2010).

O

“direito de lavra” continuou a ser reivindicado pela Vale, que

o

obteve em 1990. Sucessivos decretos presidenciais e uma

portaria do DNPM prorrogaram a garimpagem em Serra Pelada até fevereiro de 1992, quando o garimpo foi fechado definitivamente. Nesse meio tempo, o Ministério de Infraestrutura editou Nota Técnica, que retirava o controle de Serra Pelada da cooperativa de garimpeiros e o transferia à Vale. Com o ouro escasseando, a comunidade garimpeira ficou incerta quanto ao futuro. Alguns garimpeiros ficaram em Serra Pelada; outros se dirigiram a cidades como Marabá (PA) e Imperatriz (MA), assumindo a condição de pequenos comerciantes, porém sem perder de vista a perspectiva de retornar ao garimpo, quando não deixavam lá seus representantes. Alguns se mantiveram em sítios nas redondezas. Muitos voltaram para as atividades rurais ou procuraram trabalho, nas imediações, como empregados nas fazendas ou em firmas contratadas pela Vale. Os demais se dirigiram a novos garimpos da Amazônia. Os ex- trabalhadores de garimpo (“formigas”, “meia-praças” e “requeiros”), não sendo legítimos garimpeiros, tentavam sobreviver de “biscates” nas periferias das cidades vizinhas (MONTEIRO et al., 2010).

Em meados de 1996, a Vale, que realizava trabalhos de sondagem na serra Leste, começou a comprar barracos dos antigos garimpeiros, objetivando a desocupação da área. Após derrubá-los, cercava a região para impedir sua reocupação. No entanto, diante da pressão do Governo Federal, em 2007, a empresa acabou cedendo à cooperativa seus direitos de lavra e pesquisa, abrangendo a área de 100 ha definida ainda nos anos 1990 (MONTEIRO et al., 2010).

Em contrapartida, a cooperativa cedeu à Vale uma área de 49

ha para exploração de calcário, a ser utilizado na produção de

ferro-gusa. Na verdade, o terreno cedido pela Vale foi apenas uma parte da sua área de concessão para exploração de ferro

na região, que é de 10 mil ha (ZIMMERMANN, 2007).

Com a cessão dos direitos de lavra e pesquisa à Coomigasp,

a ideia era a elaboração de um projeto para a extração de

ouro em moldes industriais, por meio da associação entre a cooperativa e alguma empresa do setor mineral, considerando-se que os garimpeiros não dispunham de recursos para realizar investimentos em pesquisa, infraestrutura de mineração (industrial) e todo o trâmite exigido para a concessão de lavra. Para execução deste objetivo, várias medidas institucionais tiveram de ser tomadas. Em junho de 2007, foi publicado aviso em jornais de

grande circulação, divulgando a eventuais interessados que a entidade receberia propostas para realização de pesquisas e eventual implantação da mina. Em julho do mesmo ano, ficou decidida a participação da canadense Colossus, representada no Brasil pela Colossus Geologia e Participações, no novo ciclo do ouro em Serra Pelada. Para oficializar a união e a Coomigasp poder funcionar e gerir recursos como uma mineradora, foi criada a Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral. Por sua vez, a cooperativa, apesar de ter sido criada em 1983, foi registrada como pessoa jurídica em 2007, sendo certificada, em 2009, pelo Sindicato das Cooperativas Brasileiras do Estado do Pará (MONTEIRO

et

al., 2010).

O

processo que levou à parceria entre a Coomigasp e a

Colossus foi marcado por conflitos, principalmente entre grupos rivais de garimpeiros. Havia disputas internas na cooperativa, e desta com o Sindicato de Garimpeiros de Serra Pelada (Singasp) e o Movimento dos Trabalhadores da

Mineração. Algumas irregularidades no contrato, e na própria condução do processo – que envolveu disputas pela direção da Coomigasp – foram apontadas em Representação do Singasp ao Ministério Público. Além disso, em julho de 2009,

o mesmo sindicato enviou ao governo do Pará ofício

solicitando a não liberação de Licença Ambiental (LA) ao empreendimento em Serra Pelada. No entanto, em fevereiro

de 2010, o Conselho Estadual de Meio Ambiente concedeu a

Licença Prévia (LP) (MONTEIRO et al., 2010) e, em maio do mesmo ano, o Ministério de Minas e Energia assinou concessão de lavra para retomada do garimpo (AGÊNCIA BRASIL, 2010a). Levando-se em consideração os trabalhos

de prospecção da Colossus, o desenho do atual projeto prevê

exploração por oito anos (MONTEIRO et al., 2010). A mina, bem próxima ao antigo garimpo, deve produzir 1.000 t/dia de

minério que serão beneficiados em planta convencional construída perto da mina (JORNOW, 2010).

convencional construída perto da mina (JORNOW, 2010). O primeiro ciclo do ouro em Serra Pelada deixou

O primeiro ciclo do ouro em Serra Pelada deixou grande passivo socioambiental (JORNOW, 2010). As condições de trabalho no garimpo eram precárias, e vários garimpeiros morreram em soterramentos, devido à quebra de escadas e barrancos, e tiveram problemas respiratórios em decorrência da queima do ouro com mercúrio (PORTAL ORIGINAL DESIGNER, 2010). Com a desativação da mina, restou a desestruturada Vila de Serra Pelada, com moradores que não usufruíram das riquezas proporcionadas pelos metais (JORNOW, 2010). Cerca de 6 mil pessoas vivem na periferia da antiga cava em situação de miséria, em barracos de madeira, sem água encanada, saúde ou saneamento (AGÊNCIA BRASIL, 2010b). O garimpo artesanal impactou negativamente o meio ambiente (JORNOW, 2010). Após quatro anos de extração, onde havia morro, surgiu uma cratera com 200 metros de profundidade (PASCARELLI FILHO, 2009). Muito mercúrio foi usado, seja na cratera formada na cava principal, seja nos vilarejos nas suas imediações, mesmo considerando-se o período em que seu uso foi proibido (CAHETÉ, 1995).

Com a retomada do garimpo, a Colossus se comprometeu a recuperar toda a área degradada pelo garimpo e levar água encanada para as famílias residentes no local (REDAÇÃO SP, 2010). Muitas obras foram e estão sendo feitas ou custeadas pela mineradora em parceria com a prefeitura de Curionópolis. A estrada de chão que liga a Vila de Serra Pelada à rodovia PA-275 e às cidades próximas foi recuperada. As escolas públicas e o posto de saúde da vila também receberam obras de recuperação. A mineradora sustenta campanhas de assistência à população da vila, conduz programas de requalificação profissional, entre outras ações voltadas a promover saúde, educação e infraestrutura. Além disso, em vez do mercúrio que poluiu rios e a terra em Serra Pelada, na fase final do garimpo, a companhia utilizará tecnologia de ponta para evitar danos ao ambiente (JORNOW, 2010).

Os trabalhos de implementação da nova Mina Serra Pelada ganharam reforço, em dezembro de 2010, com a chegada

das road headers, conhecidas como "tatus de túnel", que vão impulsionar escavações, que devem atingir 3.930 m de plano inclinado com profundidade de 400 m. Uma das preocupações é a segurança dos operários que trabalham direta e indiretamente na escavação e a fortificação da rampa de acesso ao subsolo (O LIBERAL, 2010). O empreendimento deve gerar 2 mil empregos diretos e indiretos na fase de implantação (AGÊNCIA BRASIL, 2010a).

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Curionópolis, cuja latitude é 6°03’58”S e longitude 49°33’40”W, é o município que abriga atualmente o garimpo de Serra Pelada, no sudeste do Pará.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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concessao-da-mina-de-serra-pelada. Acesso em: 08 jan. 2011. Garimpeiros ainda têm esperança de "bamburrar" em Serra Pelada. Correio Braziliense, 07 mai. 2010b. Disponível em:

,191070/index.shtml. Acesso em: 10 jan. 2011. BRASIL MINERAL. Garimpo: MME esclarece situação em Serra Pelada. In:

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CAHETÉ, Frederico Luiz Silva. A extração do ouro na Amazônia e suas implicações para o meio ambiente, 1995. Disponível em:

10 jan. 2011.

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