Portugalglobal

Pense global pense Portugal

Entrevista

Manuel Simões
Presidente
da ASSIMAGRA
Rochas com mais
exportação
e novos mercados 6

Destaque

A indústria da pedra
em Portugal 10

Outubro 2012 // www.portugalglobal.pt

Mercados

Potencialidades de negócio
na Rússia 30
Artigo do Embaixador
de Portugal na Rússia 34

Empresas

ICC LAVORO, Resul e FC.o 24

Outubro 2012 // www.portugalglobal.pt

sumário
Entrevista // 6
Manuel Simões, presidente da ASSIMAGRA - Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins,
fala da actividade desta associação na promoção deste sector
e da aposta de sucesso que este tem vindo a fazer nos mercados internacionais. Em entrevista, Manuel Simões defende a
necessidade de uma maior competitividade e sustentabilidade
desta actividade, realçando o empreendedorismo e o espírito
audacioso dos empresários do sector.

Destaque // 10
Em destaque nesta edição, a indústria da pedra portuguesa,
cuja qualidade, beleza e reputação têm contribuído para o
aumento significativo das exportações do sector de rochas
ornamentais, que ascenderam, em 2011, a quase 302 milhões de euros. Depois de Itália, Portugal é maior exportador
do mundo per capita. China, França, Espanha e Arábia Saudita são os principais importadores.

Empresas // 24
ICC LAVORO: calçado profissional para mercados exigentes.
RESUL: flexibilidade e diversidade são a chave do sucesso.
FC.o: na conquista por novos mercados.

Mercado // 30
Com mais de 140 milhões de consumidores, a Rússia é um mercado de oportunidade para as empresas portuguesas, sendo
vários os sectores em que estas poderão apostar: obras públicas
e construção, produtos agro-alimentares, fileira moda, TIC e os
produtos tecnologicamente inovadores, entre outros.
A Revigrés e a MMC World são algumas das empresas que
apostaram no mercado russo. Conheça a sua experiência.

Opinião // 44
Um artigo de Luís Miguel Duarte sobre a realização em
Lisboa, em 2013, da Convenção Internacional dos Rotários.

Análise de risco por país – COSEC // 46
Veja também a tabela classificativa de países.

Estatísticas // 49
Investimento directo e comércio externo.

AICEP Rede Externa // 52
Bookmarks // 54

EDITORIAL

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4 // Outubro 2012 // Portugalglobal

Exportações, o motor
da economia nacional
É no saldo positivo da nossa balança
comercial que podemos encontrar um
dos sinais mais animadores da atividade
económica nacional. Com as exportações de bens e serviços a registarem um
crescimento homólogo de 6,4 por cento nos primeiros oito meses do ano e as
importações a diminuírem 4,9 por cento
(quer por via da quebra do consumo interno, quer porque existe alguma substituição de importações por produção
nacional), Portugal teve um excedente
comercial no acumulado do ano, algo
que não acontecia há praticamente 70
anos. Os 315 milhões de saldo positivo
da balança comercial nacional verificados a quatro meses do final do ano são
um resultado atribuível ao elevado mérito dos nossos empresários. É, pois, para
todo o sector exportador com quem
quotidianamente trabalhamos que endereço os meus parabéns.
Esta dinâmica sólida das exportações,
numa conjuntura particularmente exigente, indicia que a economia portuguesa está a ganhar sustentabilidade, e
que para isso está a contar não só com
o esforço exportador das suas empresas,
mas também com a sua maior competitividade nos mercados de exportação,
cada vez mais diversificados. Esta tendência tem-se traduzido numa maior
robustez da actividade económica exportadora e sobretudo na crescente confiança dos mercados externos nos bens,
nas marcas e nos serviços portugueses.
Nesta edição, optámos por ilustrar este
efeito de amplificação das exportações
portuguesas recorrendo a dois exemplos: o sector das rochas ornamentais,
e a sua atividade exportadora, e as po-

tencialidades do mercado russo – com
os seus 142 milhões de consumidores
e elevados padrões de consumo – na
óptica das oportunidades de negócio
e como destino de exportação para as
empresas portuguesas.
A entrevista de Manuel Simões, presidente da Assimagra – Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores,
Granitos e Ramos afins, traça um perfil
consistente da indústria da pedra natural
e ornamental – que desde sempre teve
uma elevada vocação exportadora – bem
como das características de um sector
que tem sabido lidar com as dificuldades
internas e externas da economia, afirmando no mundo e em novos mercados,
a excelência das rochas ornamentais portuguesas e a qualidade do seu produto
final. O destaque que consagramos a
esta indústria mostra claramente o seu
enorme potencial económico, as vantagens competitivas da “clusterização” do
sector, as aplicações dos seus produtos
em várias áreas e ainda a vitalidade das
suas empresas exportadoras.
Apesar de o peso da Rússia ser ainda
modesto nas nossas relações económicas externas, justifica-se plenamente
um olhar aprofundado sobre este mercado por ser o terceiro maior parceiro
comercial da União Europeia, por ter
aderido recentemente à Organização
Mundial do Comércio e por ter uma
performance económica positiva e uma
classe média com poder de compra
crescente. É também desta partilha de
conhecimento que se vai construindo o
sucesso das nossas exportações.
PEDRO REIS
Presidente do Conselho de Administração da AICEP

ENTREVISTA Manuel Simões Presidente da ASSIMAGRA . presidente da Assimagra. Granitos e Ramos Afins ROCHAS ORNAMENTAIS EXPORTAM MAIS.Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores. associação do sector. faz uma forte aposta no seu sucesso nos mercados internacionais. GANHAM COMPETITIVIDADE E INVESTEM EM NOVOS MERCADOS A indústria das rochas ornamentais. Manuel Simões. 6 // Outubro 12 // Portugalglobal . defende não só a necessidade de uma maior competitividade e sustentabilidade da actividade. como a promoção da pedra ornamental portuguesa nos mercados. afirmando neles a excelência da pedra portuguesa e a qualidade do produto final. não deixando de realçar o empreendedorismo e o espírito audacioso dos empresários do sector. embora sofra os impactos da crise financeira.

de que são exemplo as negociações ocorridas nos últimos anos com a direcção do Parque Natural da Serra d’Aire e Candeeiros com bons resultados. O sector da pedra natural e ornamental compreende as vertentes de extracção e transformação. já nos restantes as nossas rochas normalmente são exportados num estado já adiantado de transformação. a sustentabilidade e a competitividade. Por outro lado. Dentro do programa de acção definido em conjunto com as empresas e instituições para criar uma visão comum e estratégica para o sector. Contudo o momento actual é bastante diferente e estamos a assistir ao encerramento de inúmeras empresas nesta área. o volume e a qualidade das rochas extraídas e os números da exportação. China. No que toca à competitividade. O sector da construção civil. Vejamos que algumas destas vantagens derivam directamente do tipo de preocupações políticas. espanhóis e italianos Portugalglobal // Outubro 12 // 7 . No caso específico do mercado árabe ele afecta principalmente o mármore português. Qual das duas actividades é mais lucrativa para o país e de que modo se articulam com a exportação? Ambas as actividades são lucrativas para o país e o ideal será conjugar as duas. pois estamos a falar de grandes países com reservas de matéria-prima enormes. ou seja. trabalhamos para que as regras aplicáveis aos empresários portugueses sejam muito semelhantes àquelas que encontramos nos países com que competimos nos mercados internacionais. O que é preciso fazer para inverter esta tendência e perda de competitividade? Será sempre difícil inverter esta tendência. acesso a financiamento). É correcto afirmar que o sector da construção civil é o principal responsável pelo forte incremento que as rochas industriais têm sofrido nos últimos anos? É correcto não só no caso de Portugal como no da vizinha Espanha. são de referir as feiras na Índia. extrair blocos nas nossas pedreiras e transformá-los em Portugal para que todo o valor acrescentado fique no nosso país. temos sim que tentar adaptarmo-nos a esta nova realidade. quais são os principais obstáculos e que acções (como feiras. Foi a diminuição brusca da procura deste material por parte de outros mercados tradicionais – como eram o português e especialmente o espanhol – que criou “O papel da Assimagra é criar as condições para que os empresários portugueses do sector das rochas ornamentais consigam promover os seus produtos no exterior e no que toca à competitividade. tanto na obra privada como no caso das obras públicas. Os produtores tradicionais como Espanha. com apoios para a exploração de pedreiras de grande dimensão. Não podemos deixar de realçar o espírito audacioso dos nossos empresários. Portugal e Itália estão a perder terreno face aos mercados emergentes da China.ENTREVISTA O grande objectivo do sector das rochas ornamentais é a internacionalização. dificuldades em algumas empresas portuguesas muito ligadas a estes mercados. Obviamente. a preocupação é criar condições para que o acesso à matéria-prima seja possível por longos anos. nomeadamente do mercado árabe. missões comerciais ou visitas ao mercado) estão planeadas no âmbito da ASSIMAGRA para 2012? Os principais obstáculos neste momento são todos aqueles que advêm de um país que se encontra intervencionado e que afectam de alguma maneira os diversos sectores da economia portuguesa. Qual é o papel da ASSIMAGRA neste panorama? O papel da Assimagra é criar as condições para que os empresários portugueses do sector das rochas ornamentais consigam promover os seus produtos no exterior. permitiu um crescimento rápido ao sector das rochas industriais. e a dificuldade nos recebimentos – que estrangula as empresas na sua gestão de tesouraria. As duas mais significativas residem na obtenção de financiamento junto da banca – que origina quebras no investimento em novas pedreiras e equipamentos. inversamente. nomeadamente com a organização de feiras internacionais. como analisa o actual estado do sector no contexto de constrangimento que afecta a economia portuguesa? O constrangimento que afecta a economia portuguesa neste momento está a provocar diversas dificuldades na maioria das empresas. Brasil e Itália. que compreendem a importância da presença nestes eventos como forma não só de potenciar os seus negócios como a própria imagem de Portugal. com mercados internos em forte crescimento e com vantagens competitivas a todos os níveis (custos laborais. Em que medida a dependência de determinados mercados. Tendo em conta o número de pedreiras em laboração. custos energéticos. e no que se refere às acções previstas e já concretizadas. Índia e Turquia. a mão-de-obra significativa. sociais e ambientais que nós – portugueses. trabalhamos para que as regras aplicáveis aos empresários portugueses sejam muito semelhantes àquelas que encontramos nos países com que competimos nos mercados internacionais.” uma forte dependência dos mercados árabes permitindo um grande aumento do poder de negociação por parte dos clientes destes países e. esta situação varia consoante o mercado: se no caso do mercado chinês a exportação funciona ao nível do bloco. Relativamente à sustentabilidade. está a contribuir para o actual contexto de dificuldade de algumas empresas? A dependência de um mercado nunca é positiva.

ENTREVISTA – temos enquanto sociedade. não pela quantidade mas pela qualidade. o Brasil e os EUA são fundamentais para o incremento das exportações. aliás. Neste momento o desafio maior que se coloca é substituir alguns mercados europeus que estão em crise por novos mercados com potencial de crescimento. no caso do mercado brasileiro. é expectável que enquanto maior mercado consumidor de rochas ornamentais da actualidade. Por isso. Obviamente. o que o torna único no panorama mundial das rochas ornamentais. não é possível de um dia para o outro. O sector dos mármores é a principal actividade económica dos concelhos alentejanos de Vila Viçosa. 8 // Outubro 12 // Portugalglobal . mas sim perante uma oportunidade. Borba e Estremoz. as altas taxas de importação aplicadas aos produtos portugueses que entram naquele país. A reestruturação do sector passa pelas rochas alentejanas no sentido de melhor potenciar as exportações? A já referida dependência do mercado árabe criou várias situações novas às empresas desta região e neste momento “As rochas ornamentais portuguesas são conhecidas em todos os mercados e sempre foram um sector com um elevado potencial de exportação. um pouco como aconteceu com os mercados árabes no início dos anos 80. possibilitam a sua aplicação nos mais diversos locais e com as formas únicas que cada bloco oferece. mercados como a China. associadas às extraordinárias qualidades técnicas que este apresenta. considerando que não estamos perante uma ameaça. Que desafios se colocam para o futuro das rochas ornamentais em termos de mercados externos? As rochas ornamentais portuguesas são conhecidas em todos os mercados e sempre foram um sector com um elevado potencial de exportação. Sendo o mercado chinês o grande consumidor dos nossos calcários. torna-se mais fácil para nós tentar inserir as nossas rochas nestes países. A China é actualmente. Neste momento o desafio maior que se coloca é substituir alguns mercados europeus que estão em crise por novos mercados com potencial de crescimento e isto. O Alentejo é o maior centro produtor de mármore e granito ornamental do nosso país. mas sabemos que as regras do comércio livre e da justiça social podem criar diferenças de comportamento significativas face ao mercado. Logo. sabemo-lo bem. O mercado chinês começa agora a interessar-se pelos mármores portugueses e a perceber de que forma estes devem ser trabalhados. qual a razão para este mercado não consumir mármore? A sua uniformidade. Estas características. a China comece gradualmente a consumir o mármore português nos próximos anos. Num mercado cada vez mais asfixiado. um dos principais mercados das rochas ornamentais portuguesas. com exportações para os quatro cantos do mundo. ao procurar novos mercados encontramos algumas barreiras difíceis de ultrapassar como por exemplo. assim como investir fortemente na reabertura de pedreiras que se encontram sem actividade para que exista matéria-prima em quantidade e com qualidade para dar uma resposta mais eficaz perante os diferentes mercados.” será necessário não só potenciar as exportações para novos mercados. O mármore português é conhecido mundialmente pelas suas variações cromáticas e movimentos irregulares.

esta seria uma nova porta de valorização para todo o sector. Os valores da StonePT baseiam-se na independência. o que está a ser feito para garantir a sua certificação da qualidade? E em que medida a certificação potencia as vendas nos mercados? A pedra portuguesa é um recurso natural abundante no nosso país.assimagra. Ainda neste sentido. Dado o prestígio e a procura interna e externa de rochas ornamentais portuguesas. 3b 1600-412 Lisboa Tel. nacional e internacionalmente. Pretende-se que a StonePT venha a ser a marca de qualidade de referência em Portugal e no mundo e a garantia de uma confiança nas empresas portuguesas. Esta organização surge no âmbito de um projecto. e já o estão a fazer. não existindo no entanto. e nesse sentido os empresários do sector têm criado planos de recuperação para as áreas abrangidas pela extracção recuperando áreas que já não estão em exploração. como o envio de newsletters com conteúdo técnico para um vasto número de contactos com interesse na matéria. promovendo formações específicas nesta área. Ouve-se cada vez mais dizer que existem actualmente boas oportunidades de negócio na reutilização dos resíduos do sector. não existindo barreiras linguísticas e – como todos sabemos – com economias emergentes. posters. pois são mercados onde existe uma grande ligação ao nosso país. permitiria resolver também de modo bastante positivo todo o passivo ambiental acumulado ao longo dos últimos anos. Caberá a esta organização divulgar os seus serviços reunindo com as principais empresas de construção (nacionais e internacionais).com www. anúncios…). avaliando com maior ênfase os estudos de mercado disponíveis e actuando com base nos dados obtidos. Como opera a StonePT no âmbito do sector? A StonePT tem assim como principal missão promover e credibilizar as suas marcas. até ao momento. quais são as soluções que estão a ser estudadas e implementadas para os minorar? Os principais impactos da extracção prendem-se com os efeitos visuais da mesma. quais são os principais impactos negativos da extracção. Assimagra Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores. Granitos e Ramos Afins Rua Aristides de Sousa Mendes. em termos locais e ambientais. É neste sentido que surge a StonePT – Marca da Pedra Portuguesa. e tem como principal desafio afastar a pedra da sua actual imagem.ENTREVISTA Devem as empresas do sector dos mármores apostar nos mercados de Angola e Brasil. com vista à internacionalização de uma Marca Portuguesa reconhecida. além de participar em feiras nacionais e internacionais e comunicar recorrendo aos diversos suportes existentes (outdoors. para além do retorno económico. uma vez que. Bento Vermelho 2004 – 2012 (Sócio-Gerente) • Eufrásio Simões 2003-2012 (Sócio-Gerente) Portugalglobal // Outubro 12 // 9 . Desta forma os empresários portugueses têm que aproveitar a oportunidade. uma organização que tem por objectivo certificar o produto Pedra Natural. como forma de aumentar as exportações e debelar a crise que atinge o negócio? Obviamente.pt BREVE BIOGRAFIA Manuel António Eufrásio Simões (8-3-1975) • Licenciado pelo Instituto Superior Técnico em Engenharia e Gestão Industrial (1993-1998) • Presidente Assimagra 2010-2012 • Project Manager Ernst & Young (1998-2003) • Granoguli Lda 2009 – 2012 (Sócio-Gerente) • A. lançado através de uma parceria entre a Assimagra e o IST – Instituto Superior Técnico. Em todo o caso.: (+351) 21 712 19 30 msimoes33@hotmail. Dispõe igualmente de outros meios. no rigor técnico e na credibilidade como forma de salvaguardar a imparcialidade e integridade da sua actuação no contacto com as diferentes entidades com as quais se relaciona e assegurando a gestão de eventuais conflitos de interesse. e de uma página Web interactiva. aproximando-a de uma imagem contemporânea e de qualidade. É verdade que a situação económica do país não facilita o investimento em novas actividades nem na investigação e desenvolvimento de novas soluções para este problema. Este é um bom momento para começar a valorizar os restos das pedras ornamentais sem valor comercial? Os momentos para aproveitar e valorizar os resíduos da actividade do sector são sempre bons. um reconhecimento formal que ateste a sua reconhecida qualidade. bem como todas as empresas a elas associadas.

China. Mas já em 2011. desde que começou a sentir-se a contracção do mercado europeu. Espanha e Arábia Saudita são os principais importadores. o sector exportou mais de 86. França.DESTAQUE A INDÚSTRIA DA PEDRA EM PORTUGAL Qualidade. os sinais de vitalidade do sector eram positivos: as exportações registaram no ano transacto um aumento de 1. o maior aumento verificado nos últimos 5 anos. Neste período. Portugal é maior exportador do mundo per capita. Depois de Itália. representando um volume de negócios superior a 301 milhões de euros. beleza e reputação são os principais atributos da pedra portuguesa cujas exportações registaram um aumento de 28 por cento no primeiro trimestre de 2012. 10 // Outubro 12 // Portugalglobal .8 milhões de euros face aos 68 milhões registados no período homólogo.7 por cento.

num total de quase 302 milhões de euros exportados. França. Arábia Saudita. mas esta situação mereceria preocupação se as exportações portuguesas não estivessem a conquistar novos mercados. O sector da pedra calcária cresceu 50 por cento nas exportações para o mercado chinês durante o ano 2010. nos mercados emergentes a pedra portuguesa continua a conquistar adeptos. a actividade do sector é dinâmica e tem assinalado um crescimento nos últimos anos. destacam-se a China. o que se traduz por um forte impacto desta indústria na economia portuguesa.854. um aumento de importações de pedra nacional acima dos 50 por cento (relativamente a 2010). mantendo além do mais uma balança comercial positiva. Índia. como está a acontecer. Portugalglobal // Outubro 12 // 11 . Os mármores e os calcários registam elevadas taxas de exportação. assinalando-se a subida das exportações para países como a Argélia. Marrocos ou Israel. sobretudo ao nível das exportações onde se registou um aumento de 5 milhões de euros. sobretudo ao nível das exportações onde se registou um aumento de 5 milhões de euros. “Apesar da pequena dimensão da maior parte das empresas. se vem atrasar o avanço do sector da pedra a nível europeu por um lado. China. num total de quase 302 milhões de euros exportados (301. por outro torna imperativo um reposicionamento estratégico para se rever os mercados e os processos produtivos.DESTAQUE Portugal é um dos dez maiores produtores e exportadores de Pedra Natural do mundo. é de sublinhar. Entre esses países. Não só em relação a alguns países europeus. Para a Europa as vendas aumentaram 35 por cento no primeiro trimestre do ano.” É certo que se registou um comportamento negativo nas aquisições a Portugal neste primeiro trimestre de 2012. e Reino Unido. representando actualmente 44 por cento da quota de mercado. Apesar de tudo. Este desafio da competitividade. Brasil e Turquia que ocuparam o lugar de grandes produtores como a Itália. Portugal ocupa o 8º lugar no ranking mundial dos países produtores de pedra natural. Apesar da pequena dimensão da maior parte das empresas. Portugal e Grécia. de acordo com o INE. em 2011. alguns dos quais se encontram entre os melhores clientes de Portugal – França. Espanha. Espanha. a actividade do sector é dinâmica e tem assinalado um crescimento nos últimos anos. Já as exportações para mercados extracomunitários cresceram 22 por cento.5 por cento das exportações do país. Embora o mercado europeu assinale perdas.580 euros). continuando ainda a ser o principal destino das exportações portuguesas (56 por cento da quota de mercado). É de notar que a Assimagra e as empresas do sector estão a fazer frente aos desafios com que se confrontam não só no plano interno como no externo. Actualmente este sector é responsável por 1. para só citar alguns – para os quais são exportados mais de um milhão de euros por ano. tendo alcançado uma facturação na ordem dos 50 milhões de euros. com países como Singapura e o Brasil a registar. como sejam a fraca capacidade competitiva das empresas nacionais nos mercados externos e a emergência de um conjunto de países com grande potencial que têm produtos finais muito mais competitivos. nomeadamente para a China. mas também em relação a países extracomunitários e fora da Europa.

novas tecnologias para a competitividade e outros factores complementares que sejam de respos- . hoje encerra em si toda a realidade desta indústria. São eles: valorização da Pedra Natural. irão consolidar a posição de Portugal no mercado global através do reconhecimento do sector. As apostas estratégicas estão a concentrar-se no desenvolvimento de projectos que. nunca deixou de estar exposto às vicissitudes do mercado: crises cíclicas. a sustentabilidade e a competitividade do sector da Pedra Natural. SUSTENTABILIDADE E COMPETITIVIDADE >POR MIGUEL GOULÃO. aparecimento de materiais substitutos. PRESIDENTE DA VALORPEDRA – ASSOCIAÇÃO GESTORA DO CLUSTER DA PEDRA NATURAL “A prosperidade nacional não é algo herdado. reconheci- 12 // Outubro 12 // Portugalglobal do desde 2009. competitividade e grau de inovação. Se há alguns anos esta frase de Michael Porter não era um princípio para o sector da Pedra Natural. Este sector. a médio prazo.DESTAQUE CLUSTER DA PEDRA NATURAL A ESTRATÉGIA PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO. sendo a nossa ambição enquadrar a mobilização de todos os envolvidos em torno de uma Estratégia e Programa de Acção definidos e assumidos colectivamente por empresas e instituições de suporte e que resulte numa visão comum para a Pedra Natural. sustentabilidade ambiental da indústria extractiva. mas o produto do esforço criativo humano”. entrada de novos países com “vantagens” competitivas. fazendo dos constrangimentos verdadeiros impulsionadores do desenvolvimento. Para isso muito contribui também o Cluster da Pedra Natural. Temos como objectivos finais a internacionalização. desde sempre com elevada vocação exportadora. entre outras. no seu conjunto. espaço onde os seus actores juntam sinergias e estão a empreender um conjunto de iniciativas que deverão. e conseguiu sempre manter a sua posição entre os oito maiores países produtores e exportadores a nível mundial. pela sua qualidade. contribuir para a mudança de paradigma de um sector em que a inovação é um factor decisivo para a competitividade.

constituem um desafio ambicioso. da arquitectura. através “Temos como objectivos finais a internacionalização.pt Portugalglobal // Outubro 12 // 13 . soluções CNC para a produção de peças em 3D e para o processamento inteligente de acabamentos de peças. A concepção de uma estratégia de comunicação e marketing que sirva de suporte ao Marketing Estratégico Sectorial. A participação das empresas e de outros agentes nas actividades é aberta e ampla. criada especialmente para esse efeito em Maio de 2009. a valorização das potencialidades da Pedra através da sua certificação. sendo a nossa ambição enquadrar a mobilização de todos os envolvidos em torno de uma Estratégia e Programa de Acção definidos e assumidos colectivamente por empresas e instituições de suporte e que resulte numa visão comum para a Pedra Natural. como a obtenção da Denominação de Origem Controlada e o selo de qualidade StonePT. Já o Projecto Novas Tecnologias para a Competitividade consiste na investigação e experimentação de um conjunto de sistemas inteligentes de produção. é certo. A delimitação e planeamento integrado dos núcleos de actividade extractiva (visando a exploração sustentável dos recursos) e a realização de Cartografias Temáticas de diversas regiões do país (de forma a valorizar e racionalizar a sua exploração) são as actividades que irão responder ao Eixo Estratégico de Qualificação dos Recursos e dos Territórios. actividades que permitam garantir ao consumidor a autenticidade do produto. com vista à melhoria de imagem da Pedra Natural. são as actividades definidas para a consolidação e conquista de mercados. bem como soluções que permitirão minimizar impactos e contribuir para que as empresas sejam ainda mais amigas do Ambiente. CNC portáteis para a produção de replicações de objectos e para a sua manutenção. O Projecto Sustentabilidade Ambiental para a Indústria Extractiva é constituído pelas actividades que permitirão ganhos ao nível da eficiência económica e ambiental do sector. todas as actividades desenvolvidas serão divulgadas e os resultados partilhados com o sector. do design e da arte. permitindo em simultâneo posicionar as empresas de equipamentos portuguesas como produtoras de inovação tecnológica. embora controlado pelo potencial de aplicabilidade de todas as soluções.” da investigação e do encontro. e novas formas de valorização económica e estética da Pedra Natural. Embora criada com esse objectivo especifico de gestão do Cluster da Pedra Natural. O Projecto Valorização da Pedra Natural integra todas as actividades que contribuam para o aumento da dinâmica das suas empresas no mercado. que terão de responder simultaneamente aos desafios da produtividade e da inovação das empresas. Todos estes projectos e actividades que estamos a realizar são fruto da concer- tação sectorial e serão realizados em parceria pelos actores que constituem o Cluster da Pedra Natural. A promoção e a dinamização do Cluster da Pedra Natural são assumidas pela Associação Valor Pedra. a Associação assumiu desde o seu início uma visão estratégica a longo prazo que garanta a sua sustentabilidade futura. O desenvolvimento de soluções robotizadas para a extracção de pedra. A par disto. mgoulao@assimagra. a sustentabilidade e a competitividade do sector da Pedra Natural.DESTAQUE tas aos eixos estratégicos definidos. havendo sempre a possibilidade de apresentarem as suas iniciativas para análise ou juntarem-se às de outros.

ARQUITECTO. nos últimos dois séculos. de novos materiais de construção. o Homem transformou a matéria-prima em materiais de construção. escadas. O aparecimento e a larga difusão. paredes e guarnecimentos. A própria palavra estilo provém do estilete. conferindo-lhe forma e adequação construtiva através da técnica. relegando para segundo plano função das alvenarias estruturais em pedra. a resistência e a perenidade. que a evolução tecnológica dos processos mecanização de corte permitiram reduzir a espessuras mínimas potenciando a sua aplicação decorativa de acabamento no revestimento de pavimentos.092 quilómetros quadrados do território português. desafiando a gravidade. o vidro e sobretudo o betão armado. nas suas diversas vertentes e estilos. ao bloco aparelhado das cantarias permitiu a construção arquitectónica ao longo dos tempos. a riqueza e diversidade geológica 14 // Outubro 12 // Portugalglobal . Através da arte e do engenho – da poética e da técnica (nos seus sentidos mais originários). território e arquitectura Pese embora a dimensão de 92. Assim. A pedra do seu estado tosco. vieram permitir o acentuar da separação entre a delimitação muraria e a estrutura dos edifícios. o instrumento metálico com que se gravava a matéria.DESTAQUE ESTÉTICAS DA PEDRA PORTUGUESA NA ARQUITECTURA >POR JORGE CRUZ PINTO . PROFESSOR CATEDRÁTICO DA FACULDADE DE ARQUITECTURA DA UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA Sempre que o Homem pretendeu imortalizar as suas construções procurou na pedra a solidez. tais como. Pedra. que faz aparecer na obra a verdade dos materiais e a expressão das forças que permitem a sua estabilidade tectónica e a sua expressão ornamental. a pedra na história da modernidade está sobretudo ligada à condição de revestimento. a entropia e o tempo. o ferro.

além dos pavimentos artísticos da calçada à portuguesa. em distintas formas de tratamento e cromatismos: rosa. a qualidade e a riqueza estética dos calcários da região Centro e Estremadura foram aplicadas ao longo da história em diversos monumentos e conjuntos arquitectónicos. entre outros. em contraste com o mármore verde-escuro. em Lisboa (da autoria de T. entre outros factores. que a evolução tecnológica dos processos mecanização de corte permitiram reduzir a espessuras mínimas potenciando a sua aplicação decorativa de acabamento no revestimento de pavimentos. As várias civilizações e culturas e estilos.”Cidade Branca”. amarelo. entre muitas outras obras. no Alentejo os mármores e alguns granitos e xistos. Lisboa. S. que marcaram o tempo e o es- A pedra em que se construíram os principais monumentos e edifícios institucionais conferiram unidade às imagens urbanas das cidades e vilas portuguesas. Fernando Távora. desde há 2000 anos. reinterpreta e reconstrói a an- Portugalglobal // Outubro 12 // 15 . e no Algarve as brechas. Álvaro Siza e Souto Moura (autores emblemáticos da Escola do Porto). Basílica da Estrela. aos fenómenos de reflexão da proximidade do mar oceano e às aplicações dos calcários brancos: o lioz branco aplicado na construção dos principais monumentos históricos – Catedral. deve a sua peculiar luminosidade. o edifício da Caixa Geral de Depósitos (da autoria de Arsénio Cordeiro) é um exemplo da aplicação intensiva do lioz. a utilização da pedra manifesta frequentemente uma contradição e aleatoriedade com os elementos arqui- “A pedra na história da modernidade está sobretudo ligada à condição de revestimento. Porto.DESTAQUE têm permitido. no Ribatejo e na Estremadura os calcários. A larga tradição histórica da construção em granito no norte do País e na cidade do Porto é fortemente interpretada na arquitectura contemporânea de arquitectos como Fernando Távora. Também dentro da corrente pós-moderna. no centro. No norte predominam os graníticos e as ardósias. o Mosteiro da Batalha. além outros posicionamentos individuais mais a sul. executada em vidraço branco e basalto negro que marcam a paisagem urbana. Hoje a introdução de novas tecnologias de extracção e transformação tem permitido a consolidação e expansão do mercado externo da pedra ornamental portuguesa. cuja textura escacilhada esbate intencionalmente em distintos matizes cromáticos de branco. tais como: o Mosteiro de Alcobaça.” tectónicos. Coimbra ou Évora é equilibrada pelo uso dos mesmos tipos de pedra que unificam a imagem urbana. Neste contexto patrimonial foi implantada a obra contemporânea do Centro Cultural de Belém (da autoria de Gre- gotti e Salgado) que procura uma integração na imagem urbana através do revestimento das fachadas e pavimentos em placagens de lioz. Assim. Panteão. A coexistência da variedade de estilos arquitectónicos de cada época em cidades como Lisboa. início de 80). Baixa Pombalina… – e nas cantarias dos edifícios de habitação históricos e contemporâneos que contrastam com as policromias de azulejos e rebocos pintados. também aplicados nos pavimentos com acabamento amaciado. creme. a exploração de uma grande variedade de pedras ornamentais com características estéticas e técnicas particulares. em cada região do país. as arquitecturas popular e erudita apropriam-se e adequam-se aos recursos geológicos próximos. Taveira). avermelhado…. usando os recursos geológicos locais e exportando-os aos outros territórios europeus e ultramarinos. amarelo. Aqueduto. branco e abancado polido. escadas. paredes e guarnecimentos. Carmo. No pós-modernismo (final dos anos 70. Vicente. como é o caso do conjunto dos edifícios das Amoreiras ou do BNU. paço do território português deixaram na pedra o testemunho da sua passagem. expoente da arquitectura e da estatuária gótica. e o complexo do Convento de Cristo de Tomar. Património e contemporaneidade arquitectónica: alguns exemplos A diversidade. de tendência ecléctica.

à portuguesa. Da aplicação dos xistos. Na apreciável obra de E. também em Lisboa. em alternância de vazios de ruas e de blocos unidos interiormente através do subsolo. no lugar original junto da Catedral românica do Porto. face às suas características físicas. os exemplos apresentados de aplicação da pedra ornamental portuguesa na arquitectura não esgotam as aplicações estéticas. à diversidade e qualidade estéticas. das quais salientamos o edifício do Centro Cultural de Sines. demarcar ou unir sintacticamente determinados elementos arquitectónicos. apresentamos algumas das obras da nossa autoria (Jorge Cruz Pinto e Cristina Mantas) onde a pedra portuguesa assume diversas aplicações. recorre às cantarias de calcário lioz creme nos embasamentos e nas lajes de grande dimensão das varandas. blocos ciclópicos de mármore rosa e cinza claro de Vila Viçosa. para a Adega Cooperativa de Vidigueira. originalidade e abstracção geométrica na alternância compositiva entre os espaços vazios brancos minimalistas e a expressão plástica de volumes puros. Na obra de Siza o uso da pedra ornamental portuguesa estende-se também a objectos de design: como a pia baptismal da Igreja de Marco de Canavezes em lioz. na Casa das Artes no Porto e nas várias casas construídas na região norte. no edifício do Pavilhão de Portugal da EXPO 98 em Lisboa e. o detalhe ergonómico do corrimão em lioz da estação de metro do Chiado. sob o efeito da luz natural zenital. totalmente construída em granito e incluindo dois grandes envidraçados. onde o mármore verde de Serpa inunda de reflexos esverdeados as paredes dos espaços interiores. A aplicação arquitectónica dos mármores do Baixo Alentejo criando relações de contraste com os brancos dos rebocos e estuques dá-se no edifício bancário do Credito Agrícola no uso do mármore de Trigaches. São disso exemplos a aplicação da pedra calcária de lioz. referimos a discreta obra semi-enterrada. ou a sua notável chaise-long talhada em duas peças. Em dois espaços urbanos de Vidigueira recorremos à pavimentação em calçada Em suma. que têm surgido não só em Portugal. construtivas e estruturais inovadoras. contrastando intencionalmente com a linguagem minimalista dos grandes envidraçados e da dominância das grandes superfícies brancas: no Mercado Municipal de Braga. do Museu da Luz (da autoria de Pedro Pacheco e Marie Clément). pelos efeitos surpreendentes da luz. em pedra calcária de vidraço branco e basalto negro. marcada pelo experimentalismo de inovadoras metamorfoses plástico-espaciais. castanhos e cinzentos nos muros exteriores.DESTAQUE tiga torre medieval desaparecida da Casa dos 24. as obras de Aires Mateus revelam uma particular 16 // Outubro 12 // Portugalglobal Para concluir. no edifício dos Terraços de Bragança. no mesmo mármore branco. que surge como uma mole de pedra talhada. que estabelece um marco entre o design e a escultura. tornando as adequações funcionais em subtis intenções estéticas. Souto Moura. A aplicação das fiadas de xisto confere um jogo de texturas de matizes cromáticos verdes. Jorge@cruzpinto. os embasamentos e muros de cantaria em granito (perpianho) jogam um papel construtivo e estético. de escalas e tratamento refinado dos detalhes construtivos. como em obras espalhadas pelo mundo. Também do mesmo autor. integralmente revestimentos em pedra. fundamental nas delimitações arquitectónicas e na integração nos lugares. inteiramente revestida a estreitas fiadas de xisto empilhadas contra os muros de betão. a pedra ornamental é utilizada em diversas aplicações que procuram reforçar. a conhecida Casa de Ofir retoma a construção dos muros graníticos tradicionais de perpianho. delicadamente integrada Ultrapassando a condição contemporânea da pedra como revestimento. numa integração contemporânea com arquitectura pombalina.com . que se desenvolve em torno de um pátio. desenhámos o projecto experimental em alvenaria estrutural edificada em na topografia e geologia. reforçando o carácter horizontal do edifício e nos ambientes interiores. Na contemporaneidade. Entre a vasta e notável obra arquitectónica de Álvaro Siza.

recolhidos na floresta do Buçaco. a melhor pedra foi seleccionada para pavimentar a majestosa Rua Nova dos Mercadores. Assim. Os passeios passam a ser definidos dentro dos arruamentos existentes. de que é exemplo o muito conhecido mosaico bizantino da época romana. XV. tal como estas pedras da calçada o são. O fatídico terramoto de 1755 veio acarretar grandes mudanças na cidade ainda com características medievais. a que chamamos de mosaicos. que vão desenvolver. os religiosos Carmelitas Descalços. A calçada portuguesa. a higiene urbana e o desenvolvimento comercial em plena expansão na urbe lisboeta. entre outros atributos.DESIGNER GRÁFICO E AUTOR DE OBRAS SOBRE A CALÇADA PORTUGUESA Por muito desatentos que sejamos. inicialmente designada por calçada-mosaico. Mais tarde. o chão é aqui aprimorado e procura-se. é fruto da persistência de várias gerações que têm vindo a apostar numa aplicação de pavimentos que fazem actualmente parte dos longos caminhos da história de um povo. encontram-se cheias de força.” tos nas cidades medievais. em finais do séc. coloridas de preto e branco. Tal como as catedrais. o Portugalglobal // Outubro 12 // 17 . XVI. mas estas singelas sementes minerais plenas de arte e humanidade. continuam a elaborar. empenha-se pessoalmente para que a cidade de Lisboa possua uma grande artéria. as cidades portuárias. um meio para comunicar a sua fé. o facto é que muitas cidades tinham as suas principais ruelas de terra batida. João II. Muitas dessas obras chegam até nós bem conservados. No decorrer dos descobrimentos portu- gueses. de vontade para ilustrarem o planeta à imagem da alma portuguesa. em finais do séc. como é o caso dos imponentes tapetes em tessela de Conímbriga. tendo sido contudo necessário trazer pedra do Norte dado que a da região de Lisboa danificava-se com demasiada facilidade.DESTAQUE A ARTE DA CALÇADA À PORTUGUESA >POR ERNESTO MATOS . já muito depois da presença romana na Península Ibérica. na nossa vida diária. quer no chão ou nas paredes das suas edificações. digna de receber as valiosas mercadorias vindas do Oriente. Embora a pedra fosse uma presença constante na elaboração de pavimen- “O mundo é pequeno em relação ao universo. Longe vai o tempo em que várias civilizações demonstravam as suas vivências através de um desenho minuciosamente elaborado com pequenas peças coloridas. principalmente. desenhos que evidenciam uma forma singular de cultura religiosa que vê na singeleza e na pureza das simples pedras recolhidas no chão. a calçada portuguesa jamais nos deixará indiferente ao percorremos os trilhos do caminhar urbano nas principais cidades portuguesas. A renovação arquitectónica que se seguiu iria desenvolver-se através de uma perspectiva urbanística mais humanizada. o monarca D.

Esta praça e os seus desenhos irão influenciar todo o futuro dos pavimentos artísticos: a recém-nascida calçada-mosaico. bastante mais económica. O séc. estes atapetados. uma pedra miúda. apresenta uma fantástica solução à cidade. dando assim a oportunidade aos transeuntes de se separarem de um trânsito. É então que Lisboa se apressa a edificar uma praça condigna de receber visitantes de todas as partes do mundo. quer animal ou rodoviário. Em edifícios mais pequenos. estes homens (alcunhados popularmente de grilhetas). XIX trás consigo as grandes correntes humanitárias – iniciam-se as viagens como deslocação regular. atapeta as frontarias. elabora-se o desenho de uma estrela. desponta o gosto pela arqueologia e pela história num revivalismo sem precedentes e a Arte Nova alastra pela Europa.DESTAQUE lajedo de lioz circunda agora os grandes edifícios. quer no avançar das ruas da cidade de Lisboa como no calcetamento dos principais locais emblemáticos das restantes cida- . descem diariamente a encosta do castelo até ao Rossio. extremamente viáveis e económicos não voltarão a parar. Em pouco mais de um ano edificam o calcetamento de uma das melhores praças europeias. 18 // Outubro 12 // Portugalglobal Tal como o mundo não pára. responsável pela prisão existente no espaço do Castelo de São Jorge. Por vezes. com um conjunto de ondas a preto e branco em toda a sua extensão. como crença e protecção. Após algumas experiências com excelentes resultados no próprio átrio da cadeia. 31-12-1849. Eusébio Cândido Furtado. ladeadas de desenhos de florões e no seu extremo sul a data da sua finalização. o calcetamento artístico em larga escala. dado o anterior flagelo estar ainda bem presente nas memórias dos alfacinhas. este militar cede os seus prisioneiros para o serviço de uma causa pública e mesmo amarrados nas pernas com os pesados grilhões de ferro.

as extensas folhas de cerejeira à entrada de Madrid. e aí florescem grandes empreendimentos urbanos e a calçada será levada pela diáspora e ficará na sua alma para sempre. No Rio de Janeiro. As crises económicas do séc. encontram-se cheias de força. o mundo é pequeno em relação ao universo. XX levam à partida de muitos cidadãos para distantes partes do mundo. tal como estas pedras da calçada o são. uma das mais belas baías do mundo é apresentada ao público e em toda a sua extensão é elaborado um dos pavimentos mais marcantes do turismo mundial. um colibri em São Francisco. Nas localidades do interior é também usado o mármore. sendo inclusivamente levada a Paris para a Exposição Universal de 1900 e para a de Sevilha. em 1909. o Mar Largo do Rossio. O que seria então de Copacabana ou mesmo de Ipanema sem a pedra portuguesa? Ou o Largo do Senado de Macau sem as mesmas ondas e pedras de uma cultura que atravessa continentes? O mundo está atento e algumas cidades do mundo enfeitam-se. contrariamente à dos museus. quartzo e o xisto. Nas ilhas. Enfim. mas estas singelas sementes minerais plenas de arte e humanidade. a designada calçada à portuguesa é uma referência e é utilizada como imagem nacional. e quanto mais o são.com Portugalglobal // Outubro 12 // 19 . mais brilho têm. além de reciclável. Posteriormente é usado o calcário negro de região de Mem Martins que substitui o duro basalto. como passeios do pavilhão português nestes importantes certames. tal como o basalto negro. des portuguesas. o famoso Calçadão de Copacabana. coloridas de preto e branco. o sol radiante na Lantau Island de Hong Kong ou a rosa-dos-ventos em Honolulu. maior limpeza urbana e acima de tudo um enorme poder comunicacional através do simples e sugestionável São estes os mesmos traços que Walt Disney. O desenho sai à rua para ser usufruído por toda a população. em 1929. como Alicante e as suas refrescantes ondas da Esplanada de España.matos@gmail. irregular e duro em que no próprio local de construção é penosamente partido com camartelos. são aqui manifestamente expostas para ser pisadas. dado os benefícios serem muitos – pedra económica e abundante. Os calcários das zonas litorais passam a ser extraídos com regularidade. imortalizou através do seu pincel no célebre desenho animado Alô Amigos. Agora. que longitudinalmente é banhado pelas mesmas ondas desenhadas pela pedra vindas do outro lado do Atlântico.DESTAQUE contraste cromático. uma mão-de-obra carente de trabalho. nomeadamente para as antigas colónias africanas e para o Brasil. As cidades apropriam-se definitivamente desta técnica. de vontade para ilustrarem o planeta à imagem da alma portuguesa. ernest. o seixo rolado em abundância floresce num tratuário urbano para os peões. Artistas de cada época são convidados a dar o seu contributo estético e as obras de arte. em 1942.

Brasil.DESTAQUE EXPORTAR QUALIDADE EM MÁRMORES E GRANITOS >POR JORGE GALRÃO.000 metros quadrados por mês nos produtos e é especialista em projectos à medida e à exigência do clien- 20 // Outubro 12 // Portugalglobal . As vendas para os pequenos projectos nacionais fazem-se principalmente através dos armazéns próprios estrategicamente posicionados no Porto. o Grupo Galrão cresceu sustentadamente e consolidou a sua internacionalização. é considerado um dos mais importantes e conceituados representantes de mármores e granitos portugueses no mundo. atribui cerca de 80 por cento da sua facturação ao mercado internacional. assim como as exportações. adquirem outras pedras nos mais variados mercados a nível mundial. Paralelamente. Da mesma forma. entre outros. no norte de Portugal. Leiria e Seixal e as vendas para os médios e grandes projectos nacionais. Por sua vez. A extracção do mármore é realizada nas suas pedreiras de Estremoz e Vila Viçosa e a de granito na região norte do país. O Grupo Galrão. O Grupo Galrão apresenta uma capacidade de transformação a rondar os 30. Actualmente. PRESIDENTE DO GRUPO GALRÃO Com uma estratégia de exportação e gestão arrojada. começou a exportar para o mercado espanhol e norte-americano. A transformação da pedra ocorre numa das duas fábricas em Pêro Pinheiro. designadamente França e Alemanha. fundado em 1955 por Eduardo Galrão Jorge. seguindo para os mercados tradicionais europeus. o granito é transformado em Monção. Nos anos 60. tornou-se numa empresa histórica no panorama industrial português. tal como Marrocos. fazem-se directamente das duas fábricas. tendo obras espalhadas por todo o mundo.

a Solancis exporta 92 por cento do volume de negócios para os cinco continentes. uma no Brasil e outra no Extremo Oriente. Hong Kong. não perdeu o cariz familiar que sempre caracteri- Portugalglobal // Outubro 12 // 21 . levando até eles a excelência da pedra ornamental portuguesa. os incrementos na capacidade produtiva e a actualização e modernização tecnológica permanente nas fábricas. Em 1989. Hoje. A única componente importada é a energia. vila do concelho de Alcobaça situada junto às serras de Aire e Candeeiros. a empresa decidiu apostar numa estratégia de exportação. o que dá a este sector uma importância para a economia nacional. Ao nível dos investimentos. destacam-se: a criação de novas condições de extracção nas pedreiras. experiência e maturidade. Em mais de quatro décadas de percurso. com parceiros locais. seja na comunicação social.DESTAQUE te – cut-to-size –. Este sector é fortemente exportador. empregando dezenas de milhares de pessoas com as empresas distribuídas pelo país. Desta forma. Tem uma incorporação de valor acrescentado nacional bastante significativo visto que as matérias-primas. não descurando as dimensões standard. asseguram a sustentabilidade do Grupo. utilizadas nos mercados. Canadá. pelo que o Grupo Galrão consegue compensar o decréscimo de obras em alguns países. mão-de-obra. o Grupo Galrão está a fornecer a maior obra do país: a Assembleia Nacional. Primam pela apresentação e pelo cumprimento dos mais altos parâmetros de qualidade e valor acrescentado. seja na classe política. Em Angola. Coreia. para o qual tem linhas próprias. a Solancis expandiu-se para os mercados externos. obteve várias certificações e galardões. que emprega mais de uma centena de colaboradores. qualificou os trabalhadores. por vezes pouco reconhecida. o Grupo Galrão vai abrir duas empresas. França. A sua sede e unidade transformadora mantêm-se na Benedita. noutros mercados. Singapura ou mesmo alguns países de Leste e de África. graças à sua presença em mercados fora da Europa. SOLANCIS TRADIÇÃO E INOVAÇÃO EXPORTAM PARA CINCO CONTINENTES Empresa com uma forte componente inovadora e exportadora. através de joint-ventures. vinte anos depois de ter sido fundada. estando a analisar a hipótese de se colocarem. É nestas serras que a empresa tem as suas pedreiras. Para além disso. Alemanha. Investiu em tecnologias e metodologias inovadoras. quer de grande dimensão. pelo que se esforçam constantemente para a reformulação e melhoramento da empresa. A Solancis foi constituída no dia 12 de Setembro de 1969. que se traduzem em crescimento. quer de pequena e média. das quais extrai a base de todo o negócio: a pedra. por exemplo. Referimo-nos aos mercados em franco crescimento e que têm sido muito importantes: EUA. Alargar o raio de acção é a premissa da empresa. know-how e tecnologia são portugueses.

0 por cento do total de exportações do país. o mercado da Solancis é maioritariamente externo e alcança os cinco continentes. Para além do reconhecimento do mercado. a minimização dos impactos gerados pela actividade e o investimento na modernização das tecnologias e metodologias inovadoras continuam. a ser uma prioridade para a empresa. sendo através da convergên- Reforçar a liderança no sector das pedras ornamentais a nível nacional e a nível internacional é o objectivo da empresa.DESTAQUE cia optimizada destes factores que a Solancis consegue oferecer produtos de alta qualidade. e estando vocacionado maioritariamente para a actividade de transformação a partir dos blocos das suas pedreiras. Portugal é um dos maiores exportadores de pedras ornamentais do mundo. a segurança e o bemestar dos cerca de 85 colaboradores da 22 // Outubro 12 // Portugalglobal empresa. nem perdeu de vista os objectivos. . e a tendência é de crescimento. o Prémio PME Excelência (1998 a 2001) e o prémio PME Líder (2009. a estratégia da Solancis passa pela oferta diferenciada de produtos – contemplando a incorporação do design – a preços competitivos. Hoje. principalmente entre os mercados emergentes. De forma a fazer frente à competitividade no mercado global. Ao longo das últimas duas décadas a empresa foi galardoada com vários prémios. Nesta medida. entre eles o Prémio Empresa Prestígio (1994 e 1995). A estratégia de exportação iniciada na década de 1980 privilegiava o mercado europeu. que tem levado a empresa a posições de liderança tanto a nível nacional como a nível internacional. pois a sua qualidade e beleza continuam a conquistar cada vez mais adeptos. por isso. uma atitude pró-activa na actuação com os mercados e uma preocupação constante com a produtividade e com a qualidade do produto. Sudoeste Asiático e Américas. Numa altura em que as exportações são tidas como fundamentais para um país em crise financeira profunda. o sector das pedras ornamentais é muito importante para Portugal. preocupações e prioridades que sempre moveram a empresa. 2010. a Solancis também obteve reconhecimento institucional. Em termos globais. zou a Solancis. todos pelo IAPMEI. 2011). apenas concretizável mantendo uma atenção redobrada à concorrência. mas as participações nas feiras internacionais alargaram a carteira de clientes aos mercados do Médio Oriente. a pedra portuguesa representa 1.

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na utilização de materiais naturais com vista a uma utilização sadia e confortável do calçado. pela participação em feiras internacionais do sector. sobretudo. A ICC – LAVORO incorpora hoje mais de duas décadas de investigação. disponibilizando ao mercado. desenvolvimento e inovação tecnológica são a chave do sucesso. mas é seu objectivo chegar à meia centena de mercados já no próximo ano. na feira Metalomecânica. tendo como destino o mercado holandês. A matriz tecnológica original da empresa. revela Teófilo Ribeiro Leite. O objectivo é alcançar a meia centena de destinos de exportação em 2013. fruto de uma estratégia de duas décadas. de A ICC apostou. Com relevante presença na Europa Comunitária e em exigentes mercados como a Suíça ou a Noruega. levou. é missão da ICC – LAVORO “liderar a inova- 24 // Outubro 12 // Portugalglobal ção. Fundada em 1986. precisamente. presidente do Conselho de Administração. em França. uma vasta e inovadora gama complementar de produtos – do calçado profissional ao vestuário – capaz de favorecer o estado geral de boa saúde do utilizador. enquanto especialistas em equipamentos de protecção individual. bem como no Canadá. salientando-se a criação. Qatar. à concentração de esforços no nicho de mercado do calçado profissional. um dos maiores mercados europeus. De acordo com este responsável. no entanto. desde cedo. Emirados Árabes Unidos e Nova Zelândia. a LAVORO chega já a outros mercados.EMPRESAS ICC LAVORO CALÇADO PROFISSIONAL PARA MERCADOS EXIGENTES Especializada em calçado profissional. tendo no mesmo ano chegado ao mercado alemão. a ICC – LAVORO é um dos dez maiores produtores europeus de calçado neste segmento. em Guimarães. como a Nigéria. os Emirados Árabes Unidos e a Nova Zelândia. na criação e produção de modelos com design próprio e no controlo da rede de distri- . e na feira Expoprotection. buição. em Portugal. a ICC – Indústria e Comércio de Calçado desde logo se empenhou na investigação e desenvolvimento de alta tecnologia aplicada à criação e fabrico de calçado. em 1992. onde investigação. A empresa está presente nos mercados europeus mais exigentes. bem como a criação de valor e a sustentabilidade da actividade”. entre os quais se encontram o Qatar. a produção e a comercialização de equipamentos de protecção individual. bem como as mais-valias e o carácter distintivo da produção. Uma história de inovação A internacionalização da empresa passou. desenvolvimento e inovação em projectos que associam estruturas técnicas internas e instituições externas acreditadas. A consequência natural desta estratégia foi a criação da marca LAVORO (Engineered by ICC) que é hoje referência no mercado do calçado profissional europeu e mundial. a ICC começou a exportar no ano seguinte. investindo em tecnologia avançada de produção de solas e. Sócia e fundadora do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP). A marca foi oficialmente apresentada em 1988.

Fabricando quase em exclusivo (90 por cento) para as suas próprias marcas. a diversificação de mercados e “o fim [do] período de perder clientes relevantes”. apostando na inovação dos seus produtos e na utilização de novas técnicas. segundo o seu presidente. através da descida na cadeia de distribuição na Europa. “e estar sempre com os dois pés no futuro”. e recorreu ao outsourcing na produção de gáspeas. a alcançar dentro de três a cinco anos. a inovação só é bem sucedida se se dominar as leis da podologia e da biomecânica. a LAVORO criou um Centro de Estudos de Biomecânica (SPODOS). no Reino Unido. ICC – LAVORO Sol-Pinheiro 4810-718 Guimarães . De sublinhar igualmente que a ICC – LAVORO é uma das três empresas portuguesas com maior número de registos de patentes (15) e a única não farmacêutica nas primeiras quatro posições do ranking nacional das indústrias mais inovadoras. saúde e segurança no trabalho. em processos de inovação centrados no utilizador. figurar entre os dez maiores produtores europeus de calçado profissional. na indústria do calçado.: +351 253 520 669 Fax: +351 253 140 905 info@lavoro. tais como o CTCP. a partir de Portugal. assumindo-se. que têm como principais clientes os mais diversos distribuidores e revendedores. reter em Portugal essas margens e assim acrescentar mais valor”. no desenvolvimento da primeira palmilha em cortiça (Clima Cork System) e no lançamento mundial da palmilha da geração da balística. permitem “minimizar riscos. neste nicho de mercado muito exigente do ponto de vista normativo. já que o calçado profissional é um produto típico dos países com uma industrialização madura. explica Teófilo Leite. de absoluto respeito pelas normas de higiene. e assim potenciar a performance do calçado profissional. Simultaneamente.pt Portugalglobal // Outubro 12 // 25 . adaptação constante a novos desafios. tecnológico. “Uma visão prospectiva das alterações estruturais dos mercados confere-nos a clarividência para. privilegiarmos uma cultura empresarial que valoriza a inovação aos mais variados níveis – produtivo. incluindo uma gama para senhora. e a PFI. a ICC – LAVORO facturou cerca de 15 milhões de euros no ano passado e perspectiva manter um nível semelhante em 2012. a SATRA. que. na Alemanha. tendo sido pioneira. em investigação e desenvolvimento. a ICC apostou na criação de novas marcas. com marca própria ou com identidade do cliente. com ênfase no calçado profissional. permitiu à LAVORO. Em 2011.pt www. foi a primeira empresa do sector do calçado profissional a obter a certificação IDI. a ICC – LAVORO investiu. Para aumentar as vendas nos mercados europeus. De acordo com o presidente da empresa. como um Living Lab para os equipamentos de protecção individual (EPI). designadamente. primeiro no Brasil e depois na Índia. ao longo dos anos.EMPRESAS uma empresa de distribuição na Alemanha. Os principais destinos geográficos dos produtos LAVORO são os países da Europa Central. que visa o desenvolvimento e o aconselhamento técnico do calçado mais adequado a cada tipologia de ambiente de trabalho. Mas também a percepção exacta da nossa identidade: uma indústria de serviço”. afirma o presidente do Conselho de Administração. A qualidade dos produtos LAVORO é ainda certificada por diversas organizações independentes.lavoro. Refira-se que da empresa saem todas as semanas mil embalagens de dez pares. O objectivo é crescer sustentadamente até à meta dos 25 milhões de euros. Foi essa postura. sobretudo na Europa. para dar expressão a uma política de internacionalização sustentada.Portugal  Tel. A empresa sublinha a aposta. ambiental e social. por isso. ao incorporar Kevlar. apostando na qualidade e na certificação de processos e técnicas. a par da Considerando que. em Portugal. desde sempre efectuada.

a empresa exporta para 26 mercados externos dos continentes europeu.. a empresa sempre tenha conseguido . então para os mercados africanos de língua oficial portuguesa. Energias de Moçambique SA. Moçambique: MOZUL. Refira-se que a empresa obteve a sua certificação ISO 9001:2000 em 2003. A empresa especializou-se na produção e comercialização de equipamentos para redes de distribuição de electricidade. empresa especializada na comercialização de equipamentos para redes eléctricas.. a RESUL adquiriu no Canadá (Vancouver) a HORTON AUTOMATION INC. constituiu a RESUL a sua primeira associada de produção no exterior. De 1994 a 1998 a RESUL constituiu ainda as suas associadas no estrangeiro: a 26 // Outubro 12 // Portugalglobal Ainda em Abril de 2008. dez anos após o seu começo. adquiriu integralmente ao grupo espanhol AMARA (Iberdrola) a sua subsidiária portuguesa Trata-se. alargado a sua área de negócio para as redes de distribuição de gás. uma fábrica de unidades de comando para smart grids. Indústria de Componentes Eléctricos Lda. associando-se e participando em duas fábricas distintas: a PROMECEL. em Abril de 2008. A América do Norte. Já este ano. e a FISOLA. a Resul Angola Lda. presidente do Conselho de Administração da RESUL de “um percurso notável de crescimento e expansão. inicialmente como uma empresa meramente comercial. e a Resul Moçambique Lda. sedeadas.EMPRESAS RESUL FLEXIBILIDADE E DIVERSIDADE SÃO A CHAVE DO SUCESSO Há 30 anos a operar no mercado. em Agosto. e. – a AMARA PORTUGAL. à excepção de um só ano (1993). RESUL de Cabo Verde Lda. Fundada em Agosto de 1982. Hoje. Comércio de Equipamento Eléctrico SA. respectivamente. africano e asiático. é a próxima etapa do processo de internacionalização da RESUL. em Maputo. unidade fabril que se dedica à produção de readyboards e outros acessórios para redes eléctricas. Fábrica de Isoladores Eléctricos Lda. que fez com que desde 1982. teve início em 1986. a RESUL desde cedo encetou uma forte actividade industrial ligada ao sector produtivo. de acordo com Carlos Cunha Torres. em Braga e em Albergaria-a-Velha. a expansão internacional da RESUL. (ambas certificadas). tendo. onde acaba de adquirir uma nova fábrica.

passo este que permitirá à empresa descobrir novos mercados e oportunidades numa área geográfica onde até hoje não tem estado presente (América do Norte). tendo evoluído para segmentos de mercado de maior exigência e sofisticação técnicas. tendo-se concentrado numa primeira fase nos mercados africanos de expressão oficial portuguesa (PALOP). restringindo-se o mercado às encomendas para manutenção ou reparação de redes. acessórios e equipamentos para redes de água. te player no mercado nacional das energias renováveis e ainda no fornecimento de equipamentos altamente especializados para as chamadas smart grids. exportando para cerca de 26 países espalhados pelos continentes europeu. Portanto. ainda que os mercados alvo preferenciais sejam sempre países em vias de desenvolvimento onde. bem pelo contrário. uma vez que essa diversidade permite à empresa compensar alguma quebra que. A RESUL é já um importan- A expansão externa da RESUL foi iniciada em 1986 (quatro anos após a sua criação). alguns de grande exigência técnica. “Sendo a RESUL uma empresa sobretudo especializada na comercialização de equipamentos para redes eléctricas. na escala das suas possibilidades e da sua dimensão. “A RESUL é uma empresa extremamente ágil e flexível. É nesta óptica que se insere a muito recente aquisição no Canadá de uma fábrica de unidades de comando. africano e asiático.resul. É assim que os tempos actuais de crise em nada têm afectado a actividade da empresa. luminárias de iluminação pública. deixou de haver o mercado das novas electrificações. seria de pressupor um abaixamento de procura em Portugal. muito trabalho de infraestruturação esteja por fazer ou então países onde as condições atmosféricas determinem uma duração muito menor das redes eléctricas instaladas. e centrais solares (fotovoltaicas e térmicas) de produção energética. RESUL Equipamentos de Energia Parque Oriente Rua D.pt www. equipamentos e acessórios para redes de distribuição de gás (Gás Natural e GPL). como é o caso da Rússia”. nos três últimos anos (incluindo o corrente) a RESUL teve os melhores anos de toda a sua história”.EMPRESAS aumentar em cada ano a facturação dos anos anteriores”. que desde sempre esteve na ideia dos seus fundadores. adianta o presidente da RESUL. A diversidade de áreas de negócio e de mercados de destino dos seus produtos têm permitido à RESUL uma gestão ágil e flexível no seu processo de expansão.: +351 218 394 980 Fax: +351 218 394 981 geral@resul. então.pt Portugalglobal // Outubro 12 // 27 . a RESUL está presente também em diversos mercados. Ou seja. possa ocorrer com um ou mais produtos e/ou mercados. uma vez que a taxa de cobertura eléctrica do país chegou aos cem por cento na década de 80. Bloco 3 2695-167 Bobadela – Portugal Tel. outro caminho não havia se não a exportação”. A empresa investiu então fortemente. Nuno Alvares Pereira. equipamentos e soluções para smart grids. Eram. o que lhe tem permitido ao longo dos seus 30 anos de existência adaptar-se bem às vicissitudes várias do contexto nacional e internacional. a empresa não descurou o desenvolvimento das suas gamas de produtos. na obtenção de altos padrões de qualidade dos produtos propostos e ainda na obtenção de meios técnicos de produção eficientes de forma a poder apresentar-se nos mercados com preços suficientemente competitivos. refere o presidente da empresa. “os mercados mais óbvios uma vez que se conheciam bem as redes eléctricas instaladas nessas antigas colónias portuguesas e ainda as suas necessidades de desenvolvimento e de infraestruturação”. Um percurso de expansão Afirma o mesmo responsável que o que essencialmente determinou o real crescimento e desenvolvimento da empresa foi a estratégia de procura por mercados externos. segundo Carlos Cunha Torres. Hoje. num ou noutro ano. explica Carlos Cunha Torres. A par da procura constante e incessante de novos mercados. “ainda As gamas de produtos da RESUL distribuem-se por seis grandes áreas de intervenção no sector energético: equipamentos e acessórios para redes exteriores de distribuição e transporte de electricidade (BT/MT/AT). se a RESUL queria crescer. conclui o mesmo responsável.

foi em 2003 que se assumiu como fullservice company in multimedia. Com base nas novas tecnologias. No que respeita ao desenvolvimento de novos produtos. a museus. a estratégia de internacionalização da FCo. Lda. novos mercados africanos. alargasse esta rede de cooperação não só à Alemanha. trabalha em parceria com diversas empresas europeias (França e Bélgica). novos produtos e novos mercados. assume duas vertentes principais: a promoção de parcerias ao nível do desenvolvimento de produtos e soluções inovadoras. tem a sua estratégia de internacionalização assente na promoção de parcerias para o desenvolvimento de soluções e produtos inovadores. Assim. Presente em vários países.. agências de publicidade e áreas educativas. é objectivo desta empresa alargar os seus mercados de actuação em África. a FCo. investindo em conhecimento técnico e competências nas suas áreas de actuação. desenvolvendo soluções multimédia. é hoje líder nacional neste segmento de mercado. assim como empresas. uma empresa de produção de conteúdos e soluções multimédia na área das tecnologias de informação. – fullservice company in multimedia. Gradualmente. exposições. No mercado desde 1988. desde 2004 que a FCo. em especial. NA CONQUISTA POR NOVOS MERCADOS A FCo. oferece um vasto leque de serviços e soluções direccionadas. e a entrada em Consolidando todo o conhecimento adquirido. A aposta bem sucedida nestas parcerias. refere fonte da empresa.EMPRESAS FCO. Pioneira na introdução no mercado cultural das visitas áudio e 28 // Outubro 12 // Portugalglobal multimédia. Croácia e Hungria. A FCo. passa por uma contínua identificação de novos parceiros. instituições turísticas e de gestão do património. tem vindo a afirmar-se na indústria de conteúdos. é uma empresa que disponibiliza serviços globais e integrados na área da multimédia e do design de comunicação. e contando com o desenvol- . fez com que a FCo. mas também à China. a FCo. A estratégia integrada da FCo. plataformas interactivas e softwares para a disponibilização e gestão de conteúdos. procura e oferece continuamente relacionamentos de parceria ao nível internacional. Presente em redes de investigação e numa estreita relação com diversos empresários. fruto de uma reconversão estratégica e de uma start-up em Novas Tecnologias da Informação e Comunicação.

tendo sempre em consideração a criação de soluções que respeitem as acessibilidades. a FCo. a Fundação de Serralves. Apt. a concepção de centros interpretativos temáticos e de projectos museológicos. a FCo. Moçambique e Cabo Verde e ainda na Guiné-Bissau. investindo em conhecimento técnico e competências nas suas áreas de actuação. permitiu à FCo. adequados à especificidade do cliente. a Associação Comercial da Guarda.pt www. A FCo. tirou proveito da sua integração no Grupo CAVEX. De acordo com a fonte. a Fundação Batalha de Aljubarrota. Afirma António Canhão Veloso. história. o Oceanário de Lisboa. deu mais um importante passo neste processo de internacionalização. programadores. nos mercados africanos. novos produtos e novos mercados.” tecnologias. a Direção Geral do Património Cultural. a FCo. ilustradores. filmes e campanhas educativas. turísticas. o desenvolvimento de mobiliário interactivo multitoque personalizado. conceitos de mar���� keting inovadores com base em novas “A estratégia integrada da FCo. 6005 3701-907 S.: “A área cultural é sempre o parente pobre de qualquer governo. passa por uma contínua identificação de novos parceiros. FCo. pelo aproveitamento das suas sinergias. design. as instituições internacionais de apoio ao desenvolvimento. contribuindo para o alargar de empresas do Grupo CAVEX ao criar no mercado de Moçambique uma empresa especializada em mar���� keting e comunicação. em Angola. Actualmente a equipa é constituída por nove colaboradores permanentes e uma experiente equipa de consultores e especialistas externos. especialistas em audiovisual e marketeers. a L’Oréal Portugal e o Governo Provincial da Lunda-Norte. dos quais 16 por cento serão provenientes da exportação. ou seja cem por cento personalizados. engenheiros. iniciou o seu processo de internacionalização durante o ano de 2007. o upgrade e personalização de software de gestão para instituições culturais. sócio-gerente da FCo. Esta integração no Grupo CAVEX. mas há boas hipóteses de negócios em África”. especialmente em Angola. os governos.: +351 256 200 930 Fax +351 256 831 330 fco@fco. para smartphones e tablets. as fundações e empresas e associações comerciais. o Palácio da Pena. De referir ainda que a empresa disponibiliza produtos e serviços evolutivos. A empresa prevê aumentar as suas vendas e serviços prestados este ano para 765. é constituída por equipas de jovens designers. Em carteira estão os desenvolvimentos qualitativos de visitas multimédia e de soluções de suporte comercial (apresentação de informação sobre produtos). especialmente em tempos de crise. Em 2012. que se estendeu por cerca de quatro anos. orientados e acompanhados pelos especialistas seniores especializados em museologia. fullservice company in multimedia Rua da Madeira.. Os seus principais clientes alvo são as instituições públicas ligadas ao sector da cultura. liderança e gestão. que actua ao nível dos países da CPLP. contra cerca de 504 mil euros em 2011. João da Madeira Tel. o Museu do Fado. de que são exemplo a Fundação Calouste Gulbenkian. conseguiu concretizar os primeiros negócios representativos. a FCo. turismo ou educação.500 euros. informática. consciente de que os custos de entrada nestes mercados assumem valores e riscos muito elevados.EMPRESAS vimento de um conjunto de produtos inovadores e competitivos. Depois de uma fase de penetração nestes mercados.fco. entre outros.pt Portugalglobal // Outubro 12 // 29 . e jogos. nos quais detectou excelentes oportunidades. dar os primeiros passos nestes mercados. e educacionais.

onde se destacam o petróleo e o gás natural. sendo vários os sectores em que poderão apostar. abrindo assim a sua economia aos restantes países membros. que poderão agora ter acesso ao seu mercado e competir com as indústrias locais. pela fileira moda. sem esquecer as TIC e os produtos tecnologicamente inovadores. Para Portugal e para as empresas portuguesas esta adesão à OMC poderá alargar o leque de oportunidades de negócio naquele mercado. passando pelos produtos agro-alimentares. 30 // Outubro 12 // Portugalglobal . a Rússia acaba de aderir à Organização Mundial do Comércio (OMC). apresenta-nos este grande mercado. das obras públicas e construção. entre outros. directora do Centro de Negócios da AICEP na Rússia. Maria José Rézio.MERCADOS RÚSSIA UM GRANDE MERCADO COM VASTAS POTENCIALIDADES Com mais de 140 milhões de consumidores e vastos recursos naturais e matérias-primas.

8 por cento). Os principais produtos importados pela Rússia são máquinas e aparelhos mecânicos (18 por cento). um coeficiente de cobertura médio das importações na ordem dos 148. Esta dependência dos sectores da energia e metais colocam o país numa situação de dependência das cotações dos mercados das commodities. cerca de 69 por cento das exportações totais. verificando-se igualmente um forte crescimento das importações.5 por cento. o Chipre foi o maior investidor na Rússia com 23.World Investment Report 2011. em 2011. aos preços dos hidrocarbonetos. reforçar o Estado de direito e os direitos de propriedade. em 2011. e 4. impulsionadas pelo aumento da procura interna. Segundo o Banco Central. da Irlanda (10. seguido das Ilhas Virgens Britânicas (13. pela Holanda (13 por cento). bem como a intensificar o seu controlo sobre os sectores considerados estratégicos. ouro. a retoma da procura externa. o maior mercado de consumo da Europa. Excluindo os hidrocarbonetos. Os principais países fornecedores da Rússia. tendo o PIB crescido 3. da Holanda (13. que terão acesso ao seu mercado e poderão competir com as indústrias locais. seguidos do Japão. máquinas e aparelhos eléctricos (11 por cento). os fluxos de IDE no país ascenderam. No que respeita ao comércio externo. “Com mais de 140 milhões de consumidores. telecomunicações. a Rússia registou um crescimento médio anual de 7 por cento. potenciando o aumento das exportações nacionais. A crescente importação de máquinas e equipamentos (totalizando cerca de 29 por cento) demonstra uma aposta do país no desenvolvimento industrial. que deu um forte impulso ao comércio internacional. Portugal dispõe aqui de oportunidades em vários sectores da oferta nacional. fazem com que a prioridade actual da política económica do país esteja direccionada para acelerar a diversificação do tecido económico. irá agora abrir a sua economia aos restantes países-membros.878 milhões de dólares. o 8º lugar no ranking mundial. Após a crise. mais de 28 por cento face a 2010. o que levou o Executivo a alargar o apoio à economia e a algumas das maiores empresas privadas. armamento) foram herdadas da era soviética. que representou. ocupando a Rússia o 9º lugar entre os mercados receptores de investimento estrangeiro. Em termos de investimento. rever o sistema de financiamento das empresas. a Holanda (estes com Portugalglobal // Outubro 12 // 31 . EUA e França com idêntica quota nas importações russas (5 por cento). e sendo o mercado russo considerado. A Rússia. constam a Ucrânia. nos últimos cinco anos. a que se Quanto à estrutura das exportações russas. é uma das dez maiores economias mundiais e um dos países com maior potencial de crescimento. após 18 anos de negociações. atrair mais investimento estrangeiro.MERCADOS A Rússia. na última década havido um crescimento importante em alguns sectores tais como a distribuição. indústria espacial. incluída no grupo dos BRICS. a Alemanha (13 por cento) e a Ucrânia (7 por cento). os principais mercados de destino do investimento russo foram o Chipre.3 por cento). A recente adesão da Federação Russa à OMC. as principais especializações industriais (metalurgia. uma classe média com grande propensão para o consumo. tendo no entanto. modernizar e reestruturar os sectores da economia que mostram atraso tecnológico. Enquanto emissora de investimento para o exterior. banca e construção. a 52. níquel. ajudaram a suportar a retoma russa.8 por cento). a Rússia ocupou.3 por cento em 2011. são a China (16 por cento). Este ciclo foi abruptamente interrompido com a propagação à Rússia da crise económica e financeira.9 por cento.” No período de 2000-2008. que era a maior potência económica a não fazer parte da organização internacional que regula o comércio mundial. Neste período. seguidos da Itália e Alemanha com 6 por cento. tendo sofrido em 2009 uma recessão de 7.8 por cento do total. estimando-se que mantenha um crescimento médio anual superior a 4 por cento até 2015. Os efeitos do impacto do pacote governamental de estímulo à economia. cobalto. De realçar que a Rússia é um dos principais fornecedores de energia à Europa e o seu primeiro fornecedor de gás. veículos e outro material de transporte (14 por cento).1 por cento) e do Luxemburgo (7. na implantação de novas indústrias e modernização das fábricas já existentes. indústria nuclear. nos últimos dois anos as exportações registaram um aumento significativo. madeira) que constituem cerca de 79 por cento das suas exportações. As fraquezas da economia russa (falta de competitividade das exportações. em especial de maquinaria. é considerada o maior passo para a liberalização do comércio mundial desde a entrada da China há dez anos. China e Turquia com uma quota de 7 por cento. Primeiro exportador mundial de gás natural. a que correspondeu um montante superior a 67 mil milhões de dólares. primeiro produtor e segundo exportador de petróleo e terceiro de aço e alumínio. nesse ano. e segundo a UNCTAD . equipamentos e veículos.7 por cento em 2010. em parte. A crescente dependência da Rússia dos sectores da energia e metais (sendo que estes pesam cerca de 8 por cento nas exportações totais) colocam o país numa situação vulnerável face às variações de preços nos mercados internacionais. diamantes. Da lista dos países principais clientes da Rússia. juntaram as baixas taxas de juro. devendo-se este desempenho. em especial o sector energético. a Rússia dispõe de vastos recursos naturais e de matérias-primas (carvão. a balança comercial russa é largamente excedentária verificando-se. que é encabeçada. para breve. em que 10 a 15 por cento da população têm um grande poder de compra. em especial do petróleo e do gás. é de salientar a sua elevada concentração e permanente dependência dos combustíveis minerais. falta de investimento quer estrangeiro quer russo e uma sua forte dependência das matérias-primas).

sendo considerado uma das potências do futuro. incidindo a procura sobre a qualidade e o design. França e Suíça). • A estratégia de penetração no mercado deve passar pela identificação de potenciais parceiros e pela participação conjunta em projectos locais. Sotchi e Volgogrado. Máquinas e Equipamentos. sendo os maiores fornecedores do país a Alemanha. os principais sectores que consideramos de oportunidade para as empresas portuguesas que queiram apostar no mercado russo. Kalininegrado. que juntas representam aproximadamente 20 milhões de consumidores com rendimentos superiores à média na Rússia. as Ilhas Virgens Britânicas e a Suíça. e sendo o mercado russo considerado. Moldes. Petersburgo. que implica a modernização e construção de novas infra-estruturas. Serão onze as cidades que acolherão o Mundial’2018: Moscovo. promover os produtos nas revistas da especialidade e participar em feiras do sector. uma classe média com grande propensão para o consumo. São. o cliente russo torna-se cada vez mais exigente na sua escolha. para breve. Rostov-na-Donu. de seguida. o turismo e o investimento imobiliário são áreas onde igualmente as empresas portuguesas poderão encontrar oportunidades de negócio na Rússia. Nijni Novgorod. e destacando-se por serem os pólos mais atractivos para a actividade económica. prevendo-se um aumento das importações em 40 por cento. organização e realização deste evento. enquadram-se na política de desenvolvimento do país e no investimento em novas indústrias ou na modernização de fábricas. Samara. Produtos Alimentares. Confecção e Têxteis-lar. planeando despender cerca de 15 mil milhões de euros na preparação. A Rússia acolherá pela primeira vez na sua história um Mundial de Futebol. que contará com dois estádios (Lujniki e Spartak). Construção e obras públicas. em que 10 a 15 por cento da população têm um grande poder de compra. Ekaterinburgo. enquanto Portugal ocupa o 7º lugar.MERCADOS 48 por cento do total). oferecendo boas infra-estruturas. Telecomunicações. projectos e materiais de construção: • A ter em atenção a organização do Campeonato do Mundo de Futebol 2018. que rondará os 35 por cento. • Com o aumento do poder de compra. • Os produtos farmacêuticos ocupam o 4º lugar nas importações russas. o seu potencial é muito elevado. S. Kazan. Coreia do Sul e Itália. Referimos. • O sector energético é um dos sectores prioritários de desenvolvimento e de aposta do governo russo. no entanto. • Os moldes apresentam grandes oportunidades. boas acessibilidades internas e externas. Produtos Tecnologicamente Inovadores: • O crescente aumento das importações de equipamentos quer mecâ- 32 // Outubro 12 // Portugalglobal nicos (maior importação russa) quer eléctricos (3ª maior importação). Embora a dimensão da Rússia e as suas especificidades não tornem este país num mercado facilmente abordável. os produtos estrangeiros dominam o mercado com dois terços do consumo interno (os maiores exportadores são a Alemanha. Saransk. Produtos Farmacêuticos. Moscovo é ainda o centro de decisões políticas e económicas e acolhe as feiras mais importantes da Federação Russa. Oportunidades para as empresas portuguesas Com mais de 140 milhões de consumidores. Os produtos portugueses têm vantagens em termos de qualidade/preço. o maior mercado de consumo da Europa. Portugal dispõe aqui de oportunidades em vários sectores da oferta nacional. potenciando o aumento das exportações nacionais. A fileira HoReCa. Tecnologias de Informação e Sector Energético: • Previsão de um forte crescimento no sector das tecnologias de informação. Recorde-se que as principais cidades russas são Moscovo e S. de referir outras cidades que pela sua dimensão (com mais de um milhão de habitantes) poderão vir a ser alvos potenciais para a realização de actividades de promoção das . Veículos e outro Material de Transporte. Calçado e Mobiliário: • Mercado muito concorrencial e de grande absorção de bens alimentares. Petersburgo. As empresas devem aproveitar os canais de distribuição existentes.

000 hab.). Outros idiomas como o alemão. dispersão de competências entre diferentes serviços.350. o avião continua a ser o meio de transporte mais comum.000 hab. Petersburgo (700 quilómetros de percurso. informação sobre feiras e salões internacionais e apoio na sua participação.). • É muito importante estar bem preparado para as reuniões relativamente ao produto. • Falta de transparência e grande burocracia (processos na administração pública.). condições de pagamento. • Presença assídua no mercado: o contacto pessoal é incontornável na “cultura de negócios” russa.).russo. por exemplo). etc. incluindo Lisboa através da TAP. Centro de Negócios da AICEP na Rússia ul.). espanhol. é aconselhável fazer-se acompanhar de um intérprete de português . não sendo uma língua correntemente utilizada poderão surgir dificuldades no processo da comunicação. informação sectorial e sobre oportunidades de negócio. no entanto. Portugalglobal // Outubro 12 // 33 . reunindo o maior conhecimento possível sobre o parceiro em causa e sobre o papel estratégico do parceiro (conhecedor do sector. • Procure marcar as suas reuniões com algum tempo de antecedência (mínimo: um mês).250.000 hab. as ligações entre Moscovo e as maiores cidades do país são frequentes.000 hab.). Ufa (1.070.170. Facilidades de entrada na Rússia A Rússia dispõe de uma vasta rede de infra-estruturas (rodoviária e ferroviária). Obtenção prévia de informação sobre o sector. str.145. nomeadamente: Ekaterinburgo (1. Petersburgo. Nizhny Novgorod (1.Giliarovskogo 51.pt • Língua. É igualmente possível comunicar em inglês. Em Dezembro de 2009 foi inaugurada a ligação de alta velocidade entre Moscovo e S. • Apostar na qualidade e design dos produtos destinados à população com grande poder de compra. são pouco falados.).160.100.000 hab. quantidades e prazos de entrega. • Interpretação da legislação local (enquadramentos regulamentares e normativos). obtenção de certificações. A utilização da maioria das estradas é gratuita. apareceram numerosas companhias locais que fazem as ligações internas. com cinco voos semanais. Samara (1.moscow@portugalglobal.130.025. A região de Moscovo é servida por cinco aeroportos. dos quais três são aeroportos internacionais com ligações diárias para quase todas as capitais europeias. preferencialmente.: +7 495 787 1193 Fax: +7 495 787 1191 aicep. sendo sempre preferível apresentar toda a documentação em russo. Kazan (1. Rostov-na-Donu (1. identificação de potenciais importadores. Devido às grandes distâncias a percorrer. No que respeita ao transporte ferroviário. • Desalfandegamento de mercadorias e amostras. O Centro de Negócios da AICEP em Moscovo disponibiliza às empresas portuguesas que apostem no mercado russo informação económica e estatística. • Concorrência crescente dos parceiros estrangeiros tradicionais. apoio na organização de visitas de empresas portuguesas ao mercado e marcação de reuniões. e apoio às missões empresariais e mostras de produtos. institucionais e administrativos). em 3h45). • Convite a importadores para visitar Portugal como forma de apresentação dos seus produtos e da empresa. 1 Moscovo 129110 – Rússia Tel. preços. francês. • Participação ou visita a feiras: numa grande metrópole como Moscovo é aconselhável como primeiro contacto com o mercado e para dar visibilidade aos seus produtos.) e Volgogrado (1. • Clarificar todos os termos dos contratos incluindo condições seguras de pagamento para evitar disputas posteriores. Conselhos às empresas • A abordagem ao mercado deve ser feita. Chelyabinsk (1.000 hab. em língua russa.000 hab. • Procurar parcerias locais para dar solidez à oferta.000 hab. informação sobre os aspectos regulamentares mais importantes.). experiência de importação. • Acesso à informação sectorial. Nos últimos anos.). acesso a rede de distribuição e meios logísticos necessários. Omsk (1. Nas reuniões.MERCADOS AMBIENTE DE NEGÓCIOS NA RÚSSIA Dificuldades no acesso ao mercado russo empresas portuguesas e respectivos produtos e serviços. • Falta de informação qualificada sobre os parceiros locais. rede de contactos como alfândegas. sobretudo com S. • Compreensão do funcionamento de algumas entidades ligadas ao comércio externo (Alfândega.000 hab.

que proximamente partilhará o espaço físico da Chancelaria). constatar que a tendência recente se revela bastante positiva. evolução que de caminho fez passar o coeficiente de cobertura das importações pelas exportações de 22 por cento para 29 por cento. grandes ou pequenos. por via igualmente da disponibilização da residência do Embaixador com vista a apresentações colectivas perante agentes económicos russos de regiões. graças designadamente à interacção e sinergia entre os seus departamentos (incluindo a representação local da AICEP e do Turismo de Portugal. interessar os seus leitores pelo mercado russo na perspectiva da promoção do interesse nacional. E é nesse sentido que se afigura particularmente necessário um estudo atento da Rússia. apesar de uma sólida amizade histórica e de um bom relacionamento político-diplomático. liberalização de um mercado interno abarcando cerca de 175 milhões de consumidores (por via da União Aduaneira entretanto formada com a Bielorrússia e o Cazaquistão ¹) se conjugam para atrair a atenção de um número crescente de empresas portuguesas de sectores bem diversos. após dezoito anos de negociações. É verdade que o peso da Rússia nas nossas relações económicas externas tem sido relativamente modesto. conferindo nova relevância às oportunidades que este país oferece na óptica do restabelecimento em bases sólidas da economia nacional. importa não subestimar –. neste contexto. para que Portugal ocupe o lugar que lhe cabe no panorama do relacionamento económico internacional da Rússia.4 por cento em 2010. isento de diferendos sérios e dotado de um quadro jurídico em vias de renova- E é-me grato. Não nos demoremos a olhar para o passado. . ainda que insuficiente. a não ser para dele retirarmos os devidos ensinamentos. a Rússia acede por fim à Organização Mundial do Comércio. torna-se evidente que uma expansão duradoura e em termos mais equilibrados das nossas relações económicas internacionais – e em particular do nosso comércio externo – constitui condição indispensável do ressurgimento de Portugal. No momento em que. EMBAIXADOR DE PORTUGAL EM MOSCOVO Em boa hora decidiu a Direcção da AICEP. e a poucos meses de aderir igualmente à OCDE – com tudo o que isso significa em termos de segurança jurídica reforçada para os exportadores e investidores estrangeiros –. Valerá a pena sublinhar que este crescimento das exportações portuguesas para a Rússia.MERCADOS TORNAR A RÚSSIA RELEVANTE PARA A RECUPERAÇÃO NACIONAL >POR PEDRO NUNO BÁRTOLO. isso sim. ção. através deste útil instrumento de trabalho que é a revista Portugalglobal. no sentido de contribuir para tal objectivo. se acham convocados para esse desafio que é o de contribuírem. no seu próprio interesse. assente em realidades objectivas e numa comparação da nossa acção com as melhores práticas e com os resultados aqui por outros alcançados. A decisão certa no momento oportuno. Importa. em estreito contacto com as associações empresariais. através da mobilização e motivação dos seus funcionários. registar o aumento de 32 por cento das exportações nacionais para o mercado russo nos primeiros sete meses de 2012 em relação ao período homólogo do ano transacto. sectores económicos e empresas nacionais. tudo conti- 34 // Outubro 12 // Portugalglobal “Todos os actores económicos portugueses. sem esquecer o apoio que aqui vem sendo prestado à projecção da cultura portuguesa e da língua pátria – cuja importância. bem superior ao ritmo de expansão geral das nossas vendas para o exterior no mesmo período – que foi de 9 por cento – ocorre na senda de aumentos já assinaláveis nos dois anos anteriores (16. respectivamente). Numa altura em que o nosso país precisa de se reencontrar e de lutar pela recuperação da sua competitividade e de uma soberania já velha de 900 anos. vinculando-se ipso facto às respectivas regras e disciplinas.” nuará a fazer. também em termos económicos. o potencial de crescimento se afigura considerável. verificamos que uma prudente performance macroeconómica nos últimos doze anos e uma progressiva. A Embaixada de Portugal em Moscovo. e a percepção de que urge agarrar oportunidades até hoje menosprezadas se mostra cada vez mais aguda.5 por cento em 2011 e 25.

apesar das oportunidades existentes de lado a lado (desde o programa de privatizações em Portugal até à realização do Mundial de Futebol de 2018 na Rússia). do Quirguistão e do Tadjiquistão. ² Situação que levou aliás o presidente Vladimir Putin. é verdade. aliado à qualidade do destino Portugal que aqui procuramos sistematicamente valorizar. representando as suas trocas com a UE em termos absolutos o dobro do comércio combinado do Brasil e da Índia com esse mesmo espaço europeu onde nos inserimos. nosso Senhor e. E é por último a Rússia a nação que apresenta os melhores índices de desenvolvimento humano de entre aqueles cinco países. enquanto as trocas comerciais. relativamente mal colocada em rankings internacionais consagrados. de onde importamos perto de mil milhões de euros anualmente. estão longe de ter atingido um nível satisfatório. seria evidentemente deslocada. Portugalglobal // Outubro 12 // 35 . se acham convocados para esse desafio que é o de contribuírem. grandes ou pequenos. em termos de PIB per capita. a seguir aos EUA e à China mas à frente do Japão. pois os investimentos recíprocos são pouco significativos. países que relevam da área de jurisdição da Embaixada de Portugal em Moscovo. a Polónia enquanto parceiro comercial da Alemanha. E tem de se cumprir”. que convirá aproveitar quanto mais não seja para reequilibrar uma balança comercial bilateral por demais deficitária. Tratando-se do 3º maior parceiro económico da União Europeia. tendo a Rússia importado no ano passado do mundo inteiro mercadorias no valor de 324 mil milhões de dólares (um aumento de 30 por cento em relação ao ano anterior) e exportado cerca de 522 mil milhões de dólares – superavit recorrente que explica que as reservas internacionais do país se situem actualmente nuns confortáveis 530 mil milhões de dólares –. havendo ultrapassado. Tenhamos presente neste contexto que o país mais vasto do mundo e titular das maiores reservas conhecidas de recursos naturais é de longe o mais próspero dos chamados BRICS. explica o notável aumento de 40 por cento das nossas receitas turísticas originárias deste país nos primeiros sete meses de 2012. sob a orientação de quem de direito. de entre aquele lote de grandes países emergentes em forte crescimento. como tal. é serviço de Portugal. Todos os actores económicos portugueses. por mais difícil e por mais trabalho que dê. impõe-se reconhecer que o mercado objecto de destaque nesta edição da revista Portugalglobal constitui terreno ainda largamente por desbravar na parte que nos toca. para além de desequilibradas em nosso detrimento – ou não fosse aquele país o maior produtor mundial de petróleo e também de gás natural –. para que Portugal ocupe o lugar que lhe cabe no panorama do relacionamento económico internacional da Rússia. Não vou sucumbir à tentação. achando-se. do Uzbequistão. almejando para o horizonte 2018 o 20º lugar. supostos campeões deste ou daquele ramo. Pois “a soberania e o respeito de Portugal impõem que neste lugar se erga um forte. sobretudo nesta fase. e isso é obra e serviço dos homens de El-Rei.MERCADOS Qualquer complacência da nossa parte. no preciso dia da sua tomada de posse. E é igualmente. e sendo aliás responsável por uma fatia do comércio mundial substancialmente superior à destes dois países. oferece oportunidades de negócios interessantes. após um crescimento também na casa dos 40 por cento de 2010 para 2011). a todos sem excepção. Que cada um assuma pois as suas responsabilidades e faça o que lhe compete. em termos absolutos como relativos. Importará neste contexto salientar que o Cazaquistão. mas ainda assim à frente do Brasil ou da Índia. ¹ Bielorrússia e Cazaquistão. por exemplo. como o do Banco Mundial intitulado “Ease of Doing Business” ². a interessar-se pelas oportunidades aqui existentes de forma tão patente. A começar pela Embaixada de Portugal que. de identificar sectores-alvo mais ou menos prioritários nem me atreverei a incentivar empresas nacionais específicas. aqui estará para prestar a ajuda necessária. quantas vezes contraproducente como hoje começa a ser reconhecido. por mais duro. no seu próprio interesse. a fixar como objectivo do respectivo mandato a transição da Rússia do presente 120º lugar na referida classificação do Banco Mundial para o 50º posto em 2015. aquele que tem uma classe média proporcionalmente mais numerosa e com mais elevados padrões de consumo (o que. à semelhança da Arménia.

A Rússia. carne porcina. A empresa está presente em quatro continentes. MMC WORLD Exportação de produtos alimentares A MMC World. frango e peixe da América do Sul. Paraguai. o número de empresas portuguesas que exportam para esse país ascende quase à meia centena. Conheça a experiência de duas destas empresas que apostaram no mercado russo: a MMC World e a Revigrés. Argentina.MERCADOS TESTEMUNHOS DE EMPRESAS NO MERCADO RUSSO Num grande mercado como a Rússia. Holanda. América do Norte e Europa (de mais de 35 países em todo o mundo). que têm como principal destino o mercado russo. 36 // Outubro 12 // Portugalglobal A MMC World comercializa carne bovina. Brasil. dedica-se à comercialização por grosso de produtos alimentares. uma empresa essencialmente exportadora. com colaboradores em Angola. mas é na Rússia que tem o seu principal mercado. onde a empresa está presente desde 2002. Rússia e Estados Unidos da América. representa já 90 por cento .

Produtos Alimentares SA. E foi com um pavilhão em forma de caravela. tendo passado a ser representantes exclusivos deste matadouro no mercado da Rússia. directora da MMC World. a entrada no mercado russo surgiu através da divulgação da empresa nas mais importantes feiras internacionais. 920 4050-273 Gens . SA. porcina. especificando que a MMC World marca presença na SIAL Paris. actualmente é possível encontrarmos nas grandes superfícies comerciais da Rússia vinhos.Gondomar Tel.MERCADOS do seu volume de negócios.Indústria de Carnes do Minho SA. que tem como objectivo a comercialização de produtos nacionais de qualidade no mercado russo. Uma clara aposta na divulgação e exportação para a Rússia de produtos alimentares de qualidade. em 2011 e apenas neste mercado. SA. a maior feira de produtos alimentares da Rússia. a Primor Char- A mesma fonte adiantou que é objectivo da MMC World aumentar a diversidade de produtos comercializados e fidelizar o mercado russo aos produtos de qualidade portugueses. numa parceria liderada pela MMC World. nomeadamente a Sovena Portugal Consumer Goods. azeite. inexistentes naquele mercado de grande potencial. SA. Se inicialmente a empresa comercializava carne bovina. que ascendeu. na ANUGA e na Prodexport. em 2010 iniciou a exportação de carne de origem portuguesa através de uma parceria com o ICM . frango e peixe oriunda de países terceiros.com www. como forma de divulgação dos produtos que ela oferece. acrescenta a directora da empresa. MMC World. SA Rua de Midões. sendo 98 por cento dos seus clientes originários dos mercados externos. em 2011 a empresa apostou no alargamento do seu leque de produtos. “A Rússia é um mercado de difícil abordagem. nascendo o projecto “Porto Union”. é a participação em feiras internacionais do sector”. que as cinco empresas do projecto Porto Union. Segundo Sónia Mendes.com Portugalglobal // Outubro 12 // 37 . na SIAL China. e a José Maria da Fonseca Vinhos. Este projecto. a empresa conta com 11 colaboradores. a 70 milhões de euros.: +351 224 502 302 Fax: +351 224 502 301 mmc@mmc-world. Refira-se ainda que a MMC World é uma empresa virada para o exterior. no entanto com elevado potencial. Segundo Sónia Mendes. cutaria Prima. sendo que “da parte do mercado russo. bolachas e charcutaria nacional. a Vieira de Castro . Dado o sucesso do produto nacional neste mercado. levou a MMC World a criar parcerias com algumas empresas portuguesas. frisa a mesma responsável. se apresentaram na Prodexport. “Uma das grandes apostas da MMC World. a aceitação destes produtos tem sido bastante satisfatória”. e a experiência da MMC World neste mercado é sem dúvida a chave do sucesso do projecto Porto Union”. Nos escritórios em Portugal.mmc-world.

foram as colecções de autor Atitudes que a empresa portuguesa apresentou nesse ano. onde apostou. Actualmente. entre outros projectos. a principal feira internacional de revestimentos e pavimentos cerâmicos que se realiza todos os anos em Bolonha. do escultor Rui Vasquez.MERCADOS REVIGRÉS PRESENÇA DE MARCA NUM MERCADO EXIGENTE Presente em cerca de 50 países. numa parceria com uma arquitecta local para o desenvolvimento de colecções de autor que se têm revelado um sucesso. “H20” do pintor João Vaz de Carvalho. “Praia” e “Nós” do pintor João Moreira e “Rakú” da ceramista Carmina Anastácio – que chamaram a atenção do empresário russo que viria a ser seu representante.”LeoeBea” do escultor João Castro Silva. A relação da Revigrés com o mercado russo dura há já 11 anos e começou com a visita do seu actual parceiro à CERSAIE. em Itália. o parceiro da Revigrés no mercado russo tem oito showrooms . a Revigrés. Segundo fon- 38 // Outubro 12 // Portugalglobal te da Revigrés. desenvolvidas em parceria com seis artistas plásticos –“Diálogos”. especializada na produção de revestimentos e pavimentos cerâmicos e uma referência no mundo cerâmico. está há mais de uma década no mercado russo.

abrangendo cerca de 50 países. além de trabalhar também com alguns retalhistas noutras cidades da Rússia.MERCADOS de design exclusivo em Moscovo e um showroom em S. Os produtos da Revigrés têm sido também seleccionados para vários projectos. administradora da Revigrés. Portugal Tel. foi seleccionado o porcelanato técnico da Revigrés. considera o Conselho de Gerência da Revigrés. acrescenta Paula Roque.5 milhões de euros afecto a inovação tecnológica. “Actualmente estamos a desenvolver produtos para renovar a colecção Architecture e de- “A Rússia representa cerca de 9 por cento das vendas totais da Revigrés no mercado externo e as previsões de vendas da empresa neste mercado são de crescimento moderado. EUA. valores que coincidem com o posicionamento diferenciador da Revigrés”. a Revigrés desenvolveu vários projectos no mercado da Rússia. em parceria com a arquitecta russa Alena Agafonova que.” safiámos a arquitecta Alena Agafonova a criar novas colecções de design exclusivo para o mercado russo. Butterflies e Chocolate.6 milhões de euros na aquisição das melhores tecnologias disponíveis (MTD) para produzir um grande formato (90x90 cm). no segmento alto. ao desgaste e a amplitudes térmicas. a realizar até ao final do ano. que investiu recentemente 4. tais como centros comerciais. desde sempre. de que é exemplo o aeroporto de Vnukovo. acções de marketing e de promoção no mercado externo. a Revigrés comercializa os seus produtos para a Europa. especialmente destinada a projectos inovadores (Projecto Ícarus). Ao longo de mais de uma década. nomeadamente a concretização de grandes formatos. a convite da Revigrés. A Revigrés pretende consolidar e reforçar a estratégia de diferenciação. um produto com elevada qualidade técnica. A empresa apostou também no desenvolvimento de colecções de autor. Japão e PALOP. é uma tendência da arquitectura contemporânea e este novo produto irá contribuir para o reforço dos mercados existentes e para a conquista de novos mercados internacionais”.: +351 234 660 100 Fax: +351 234 666 555 Lisboa: Pç José Fontana 26 A-C 1050-129 Lisboa.revigres. para o qual. inovação de produto.pt www. Este investimento integra um valor total de cerca de 7. resistência a manchas. escritórios e edifícios residenciais. “A contínua inovação. afirma Paula Roque. Portugal Tel. Canadá. uma grande sensibilidade para o design e a inovação. em Moscovo. inovação e competitividade prosseguida.com Portugalglobal // Outubro 12 // 39 .: +351213 170 280 Fax: +351 213 170 282 revigres@revigres. no âmbito de uma candidatura ao QREN. único em Portugal. “A Rússia é um mercado com elevado poder aquisitivo. nomeadamente impermeabilidade.Petersburgo. criou três colecções: Architecture. desenvolvidas pela Revigrés”. apetência por produtos de qualidade. Refira-se que a Rússia representa cerca de 9 por cento das vendas totais da Revigrés no mercado externo e que as previsões de vendas da empresa neste mercado são de crescimento moderado. por se tratar de um local público e com tráfego intenso. Actualmente. entre outros. pela empresa. no segmento alto. REVIGRÉS Águeda: Apartado 1 3754-001 Barrô (Águeda).

em valor. A Rússia é.957 -- -283.350 31.443 107. máquinas e aparelhos. produtos agrícolas. Segundo dados do INE. A estrutura das exportações portuguesas para a Rússia é muito diversificada.895 -293.8 Importações 559. e o 18º fornecedor.3 por cento. a que corresponde uma quota de 0. Confirmando a tendência verificada.33 por cento do total exportado. um crescimento.048 139. apresentando uma taxa média de crescimento de 6.8 Saldo -416.050 -260. que representou 15. de 5. verificandose em 2008 e 2010 uma melhoria deste indicador devido. sas para o mercado. Dados relativos ao 1º semestre do corrente ano. os seis grupos de produtos mais representativos – madeira e cortiça. Este grupo é composto quase exclusivamente por um único produto: calçado O grupo da madeira e cortiça ocupou o primeiro lugar nas exportações portugueBALANÇA BILATERAL . com o coeficiente de cobertura a registar o valor mais baixo (18.8 por cento. produtos alimentares e metais comuns – foram responsáveis por 69 por cento (73. reflectem um forte incremento das vendas nacionais (mais 30.1 por cento). O subgrupo que absorveu grande parte das exportações deste agregado foi o da cortiça aglomerada e suas obras. Também as importações evoluíram em sentido ascendente. para o O calçado representou 11.9 por cento).359 -422. e nos dois últimos anos assistiu-se a uma ligeira recuperação com este coeficiente a subir até 29.515 0.703 120. A balança comercial entre os dois países. o seu maior défice em 2009. nos últimos cinco anos.7 por cento do total exportado nesse período. um mercado de vastas oportunidades para os produtos portugueses. 2008 revelou-se o ano em que o saldo da balança comercial atingiu o seu valor mais baixo dos últimos 5 anos (menos 212 milhões de euros).493 367. com uma quota de 0. a um decréscimo acentuado das importações.2 por cento.4 por cento.252 -432. calçado.Instituto Nacional de Estatística Unidade: Milhares de euros Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2007-2011. atingindo um valor próximo dos 433 milhões de euros. o 31º cliente de Portugal. Em 2009 este cenário alterou-se negativamente. com uma quota de 0. contabilizando um aumento de 11.9 por cento em 2010) da totalidade das exportações portuguesas para o mercado. sobretudo.4 364. tal como as nossas compras ao mercado.0 por cento em relação ao ano anterior.3 por cento em relação a 2010.38 por cento.407 562.4 por cento. as quais registaram uma subida de 4. 2007 a 2009: Resultados definitivos.5 por cento em relação ao ano anterior) e invertendo a quebra das compras portuguesas ao mercado. A Rússia foi.MERCADOS RELACIONAMENTO ECONÓMICO PORTUGAL .6 por cento.551 528.1% 29. confirmando a recuperação das nossas vendas (mais 16. 2010 a 2012: Resultados preliminares 40 // Outubro 12 // Portugalglobal (b) Taxa de variação homóloga 2011-2012 .0 por cento e 24. em 2011. com um aumento de 36.8 por cento do total exportado para aquele mercado.853 6. mas o saldo comercial desfavorável a Portugal mantém-se elevado devido às importações de combustíveis minerais.6% 47. Em 2011.299 95.164 -- 25.598 413. A este segue-se o grupo de máquinas e aparelhos com uma quota de 17.810 4. uma quebra de 6. período em análise.237 403. Cobertura (%) Fonte: INE .9 por cento.2% -- Coef. e quando comparados com o período homólogo.051 -212.3% 29.4% 18.COMÉRCIO DE BENS 2007 2008 2009 2010 2011 Var %a 07/11 2011 Jan/Julho 2012 Jan/Julho Var %b 11/12 Exportações 143.186 191.73 por cento do total das nossas importações.4 81.RÚSSIA As exportações portuguesas para a Rússia têm vindo a crescer. tradicionalmente muito desequilibrada e desfavorável a Portugal registou. com uma quota de 18. as exportações nacionais para a Rússia registaram um comportamento positivo. no entanto.8% -- 22.0% 24.

5 por cento e 7. em 2011. com as vendas a aproximarem-se dos 67 milhões de euros. uma taxa de crescimento médio anual de 25. no período de 2007-2011. os combustíveis minerais.7 por cento.1 por cento em termos homólogos. No que diz respeito às importações portuguesas provenientes da Rússia. No período em análise. De acordo com os dados do INE. A Federação Russa é um mercado emergente para Portugal e em forte crescimento. a maioria incidiu em produtos de baixa intensidade tecnológica (58. na área dos serviços a balança bilateral tem sido tradicionalmente favorável a Portugal.1 por cento).8 por cento. sobretudo. Os produtos agrícolas e os produtos alimentares posicionaram-se. Dos restantes grupos de produtos. Por fim. destacam-se os montantes aplicados em 2008 e. o grupo dos metais comuns que ocupou a 6ª posição nas exportações de Portugal para a Rússia (5. os de média-baixa (15. em 2011 o número de empresas portuguesas que importam da Rússia registou o segundo valor mais baixo dos últimos cinco anos. destacam-se ainda os produtos químicos e os produtos agrícolas. sendo dominada. Em 2010 (último ano disponível). assistiu-se.5 por cento.9 por cento. confirmando uma tendência ascendente verificada nos últimos anos. quase exclusivamente. no ano transacto.6 por cento). que representaram 75. embora se venha assistido a uma subida dos produtos de média-alta intensidade tecnológica para 13.6 milhões de euros. um incremento de 10. o que representa uma taxa média de crescimento anual de 557. Os produtos de alta intensidade tecnológica representaram apenas 0. cerca de 33 por cento. um carácter pontual e pouco significativo. sobretudo. com as receitas a crescerem. ano em que ocupou a 29ª posição. 91.9 por cento do total em 2011). a Rússia tem assumido uma posição pouco significativa. contrariando uma tendência de baixos montantes aplicados no nosso país. um significativo aumento de 52. No ano transacto a Rússia ocupou o 25º lugar no ranking dos investidores estrangeiros. um aumento de 48. No período de 2007-2011. plástico.8 por cento. couro e parte superior em couro natural e. com mais de 11 milhões de turistas a viajar para fora do país em 2011.4 por cento em termos homólogos. a uma subida do número de empresas portuguesas que exportam para a Rússia. Estes três grupos de produtos representaram. em 2011.8 por cento das vendas nacionais à Rússia. Serviços e investimento Ao contrário do que se verifica no comércio de bens.1 por cento do total das importações portuguesas provenientes deste mercado. contrariada em 2011. Segundo o Banco de Portugal. Os dados relativos aos primeiros sete meses de 2012 a evolução das exportações nacionais. a Rússia registou. até 2004. a estrutura do grau de intensidade tecnológica das compras portuguesas à Rússia de produtos industriais transformados (72. Turismo É inquestionável a importância da Rússia enquanto mercado outbound. Por outro lado. contra 409 em 2010. pelos produtos de média-baixa intensidade (76. em linha com a posição ocupada nos últimos quatro anos. com quotas de 7.3 por cento do total em 2011. enquanto destino do investimento directo português no exterior (IDPE).8 milhões de euros. o investimento directo da Rússia em Portugal passou a ter alguma expressão a partir de 2008.6 por cento das expedições portuguesas para o mercado de produtos industriais transformados.4 por cento. Segundo o Banco de Portugal. Dados disponíveis relativos ao 1º semestre do corrente ano reforçam este bom desempenho. o crescimento médio das exportações nacionais de serviços foi de 19. verifica-se uma forte concentração num único produto.4 por cento). e de acordo com o Banco de Portugal. Informação relativa aos primeiros sete meses deste ano contabiliza um investimento português na Rússia de 4.3 por cento. de um total de 96. tendo sido contabilizadas 486 empresas. Seguiram-se os produtos de médiaalta intensidade com 25. com um total de 183 empresas (em 2010 esse número foi de 156 empresas). enquanto as compras se quedaram nos 23. nos 4º e 5º lugares nas expor- tações de Portugal para a Rússia.7 por cento. em termos homólogos. registou uma forte subida de 48.4 por cento do total importado em 2011. Portugalglobal // Outubro 12 // 41 . ao crescimento que as exportações têm vindo a registar. e num conjunto de 55 mercados. respectivamente. ocupou a 22ª posição no ranking das receitas com uma taxa de crescimento médio anual de 21. o investimento directo de Portugal na Rússia assumiu. com o saldo a crescer ano após ano graças. No investimento. Segundo o INE. enquanto o das importações se quedou pelos 10.3 por cento no que se refere ao número de hóspedes.3 por cento do total de 2010) tem-se mantido constante. Nos últimos cinco anos (2006-2010).MERCADOS com sola exterior de borracha. Em 2011.

respectivamente.europa.htm BANCO EUROPEU DE RECONSTRUÇÃO E DESENVOLVIMENTO Ducat Place III. Imp.3% Imp.org www.ebrd.4 hab.400 km2 Língua: Russo e línguas locais.ru/en 42 // Outubro 12 // Portugalglobal Área: 17. Novosibirsk. 109097 Moscovo – Russia Tel. 1 Moscovo – Rússia Tel.minfin. Mundial (2010) = 1.org MINISTRY OF FINANCE OF THE RUSSIAN FEDERATION Ilinka st. População: 142. As próximas eleições legislativas e presidenciais terão lugar em Dezembro de 2016 e em 2018..europa.: +7 495 987 9372 Fax: +7 495 913 4697 pr@minfin.eu http://eeas.MERCADOS ENDEREÇOS ÚTEIS RÚSSIA EM FICHA EMBAIXADA DA FEDERAÇÃO RUSSA Rua Visconde Santarém. Banco de Portugal.: +7 495 721 2000 Fax: +7 495 721 2020 Delegation-Russia@eeas. / PIB = 22.075.eu/delegations/russia/ index_en. / Imp.1 milhões de habitantes) Outras cidades importantes: S. Partido Liberal Democrático. Ranking em negócios: Índice 5. + Imp.: +7 495 787 1111 Fax: +7 495 787 1122 moscow@ebrd. 36/1 121069 Moscovo – Rússia Tel. Yekateringburg. budistas e judeus. Nizhny Novgorod.7375 RUB (03/09/2012) Densidade populacional: 8.: +351 218 462 423/4 Fax: +351 218 463 008 mail@embrussia. D = risco maior) Primeiro-Ministro: Dmitry Medvedev Data da actual Constituição: 12 de Dezembro de 1993./Km2 (estimativa oficial de 1 de Outubro de 2010). D = risco maior) (EIU – Agosto 2012) Risco de crédito: 3 (1 = risco menor. . The Economist Intelligence Unit (EIU). Partido Comunista da Federação Russa.embrussia.6% Capital: Moscovo (10. Second floor 6. Principais Partidos Políticos: Partido Rússia Unida. expresso através da Igreja Ortodoxa Russa.com www. / PIB = 53. Petersburgo.6% Fontes: WTO.ru/ EMBAIXADA DE PORTUGAL NA RÚSSIA Moscovo Rússia Botanitchesky Per.9 milhões de habitantes (estimativa oficial de Outubro de 2010).com BANCO MUNDIAL Bolshaya Molchanovka st.worldbank. Unidade monetária: Rublo (RUB) 1 EUR = 40.: +7 495-981 3410 Fax: +7 095 789 8539 DELEGAÇÃO DA UE NA FEDERAÇÃO RUSSA Kadashevskaya embankment 14-1 Moscovo 119017 – Rússia Tel. 7 = risco maior) (COSEC – Agosto 2012) Grau de abertura e dimensão relativa do mercado (2011): Exp.ru www. Gasheka Street Moscovo 125047 – Rússia Tel.83 (10 = máximo) Designação oficial: Federação Russa Ranking geral: 62 (entre 82 países) Chefe do Estado: Vladimir Putin Risco País: Risco político BB (AAA = risco menor. Religião: O cristianismo é a religião predominante.: +7 495 745 7000 moscow@worldbank. 9. COSEC. 57 1000-286 Lisboa Tel. Partido da Rússia Justa.ru www. Existem igualmente minorias significativas de muçulmanos. Risco de estrutura económica: BB (AAA = risco menor.

1050-051 Lisboa Tel: + 351 217 909 500 Porto Rua António Bessa Leite. Obtenha a informação sobre os mercados internacionais que necessita e esclareça as suas dúvidas sobre: • Potenciais clientes • Canais de distribuição • Aspectos regulamentares • Feiras e eventos • Informações específicas sobre o mercado Para mais informação e condições de utilização consulte o site: www.Videoconferências AICEP Global Network A AICEP disponibiliza um novo serviço de videoconferência para reuniões em directo.portugalglobal. 5 de Outubro. onde quer que se encontre. 1430 . sem sair do seu escritório Lisboa Av.portugalglobal. 101. com os nossos responsáveis da Rede Externa presentes em mais de 40 países.pt Web: www.pt Tudo isto.2º andar 4150-074 Porto Tel: + 351 226 055 300 E-mail: aicep@portugalglobal.pt .

No âmbito do lema global do movimento rotário “A Paz pelo Servir”. combate à fome e à exclusão social. contribuição para a melhoria das condições de vida. antes de pensar em si”. quadros de empresas ou líderes comunitários que colocam as suas competências. iniciado em 2006. Uma oportunidade para promovermos o nosso país. Os rotários estão organizados em clubes locais (são cerca de 34 mil no mundo inteiro) e são na sua maioria empresários. o Rotary Portugal é uma entidade composta actualmente por 160 clubes distribuídos geograficamente por todo o país e que é parte integrante do Rotary Internacional. graças à qua- .000 rotários de todo o mundo e que terá um impacto directo na nossa economia de aproximadamente 100 milhões de euros. congregando mais de 1. Fundado em 1926. o Rotary International é a maior ONG do mundo. um movimento que nasceu em 1905 nos Estados Unidos com uma ideia central: “Dar de si.OPINIÃO CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ROTÁRIOS UMA OPORTUNIDADE PARA A ECONOMIA PORTUGUESA >POR LUÍS MIGUEL DUARTE. entre muitas outras causas locais e globais. um momento privilegiado de aprendizagem. Em Junho de 2013.2 milhões de rotários distribuídos por mais de 200 países e áreas geográficas. para todos os rotários melhor servirem as suas comunidades. apoio cultural. uma vez que a selecção foi feita entre 34 cidades. desenvolvidas por todos os clubes. também. GOVERNADO DO DISTRITO 1960 E RESPONSÁVEL PELA COMISSÃO ORGANIZADORA DA 104ª CONVENÇÃO DE ROTARY INTERNACIONAL O Rotary International vai realizar em Portugal a sua 104ª Convenção Internacional que trará ao nosso país cerca de 30. Foi um longo percurso. Lisboa vai ser o ponto de encontro dos rotários de todo o 44 // Outubro 12 // Portugalglobal mundo e onde serão partilhadas as experiências individuais e colectivas. Hoje. as nossas empresas e de mostrarmos o que de bom se faz e temos em Portugal. os quais virão dar o seu contributo e as suas perspectivas para a construção de um mundo melhor. humanitário e social. a convenção contará com a presença de cidadãos do mundo e personalidades destacadas da cena internacional. o seu saber e o seu tempo ao serviço das comunidades em que estão inseridos e para as quais desenvolvem inúmeros projectos. A escolha de Lisboa para capital mundial dos rotários em 2013 foi um orgulho para a equipa que em Portugal preparou a candidatura. que veio a culminar com a escolha de Lisboa. desde a promoção da educação e da saúde. Para além desse importante momento de partilha de conhecimento entre os rotários. Será. Lisboa foi nomeada um “Porto para a Paz”.

De tal forma. Portugalglobal // Outubro 12 // 45 . portanto. as pessoas poderão contribuir com 60 cêntimos de euro (acrescidos de IVA) para esta campanha. e do ponto de vista do Rotary.OPINIÃO lidade da proposta apresentada. esta Convenção encerra ainda um importante motivo de destaque. subsistindo ainda outros três países endémicos: Nigéria. por exemplo. apenas 650 casos foram reportados a nível mundial.” de virmos anunciar a erradicação da poliomielite no mundo. E estamos cientes que sairemos vencedores e que Lisboa será o palco mundial do fim da pólio. A forte probabilidade “Vale a pena ressalvar o importante apoio que recebemos das entidades públicas nacionais. a Câmara Municipal de Lisboa. a poliomielite infectava mais de 350 mil crianças anualmente em todo o mundo. prevenindo 5 milhões de paralisias e 250 mil mortes. A Índia foi declarada livre da pólio neste ano. Do ponto de vista internacional. que. o Turismo de Portugal e a Associação de Turismo de Lisboa. Vale a pena ressalvar o importante apoio que recebemos das entidades públicas nacionais. estima-se que a convenção tenha um impacto directo na nossa economia de aproximadamente 100 milhões de euros em exportações. o Rotary International anunciou a angariação de mais 200 milhões de dólares e a contribuição de 405 milhões de dólares pela fundação Bill & Melinda Gates. como a AICEP. mas também uma oportunidade para demonstrarmos a qualidade do nosso produto turístico. a campanha “End of Polio Now” é um dos grandes projectos do Rotary Internacional. naturalmente. os rotários portugueses criaram este ano a linha telefónica solidária de apoio à erradicação da Poliomielite no mundo. de uma iniciativa muito relevante para Portugal. esta convenção pode ser uma oportunidade para alavancarmos a promoção internacional da nossa economia. fruto do trabalho de recolha de fundos por parte dos Rotários e de outras doações. o Turismo de Portugal e a Associação de Turismo de Lisboa. segundo um estudo elaborado pelo próprio Rotary. num momento em que as exportações são um factor crítico para Portugal ultrapassar a crise. A Convenção será também mais uma demonstração da nossa capacidade de organização e de gestão logística. mas porque é também uma oportunidade muito importante que deverá merecer a atenção de todos os agentes económicos e políticos. tal como aconteceu anteriormente. que permitirá promovermos o nosso país e que vai contribuir para construir e consolidar a boa imagem de Portugal além-fronteiras. o mundo viu os casos de poliomielite reduzirem-se em mais de 99 por cento. a campanha envolveu um financiamento global agregado de 900 milhões de dólares. Em 2012. da nossa cultura e da nossa gastronomia. Em Janeiro deste ano. que permitiram que a 104ª Convenção do Rotary Internacional seja o maior evento de negócios alguma vez realizado em Portugal. esperamos receber figuras ilustres dos cinco continentes que poderão transformar-se em excelentes endorsers do nosso país e daquilo que temos para oferecer. que permitiram que a 104ª Convenção do Rotary Internacional seja o maior evento de negócios alguma vez realizado em Portugal. da nossa arte de receber e. Através de uma chamada para o número 760 30 20 13. Nestes próximos 10 meses o nosso esforço será a chave do sucesso do fim da transmissão do vírus da pólio. a Câmara Municipal de Lisboa. mais eficaz. Paquistão e Afeganistão. Desde que começou. não só pelo actual contexto económico nacional e internacional. Na verdade. O fim da Pólio é hoje uma realidade tangível e deve-se à persistência e contínuo apoio dos rotários a esta causa. em 1985. iniciado em 1985 em conjunto com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a UNICEF. Por exemplo. Quando foi iniciado. mas faltam recursos para concluirmos o nosso trabalho. Em suma. nas cimeiras da União Europeia ou da NATO. como a AICEP. mas foi também a confirmação de que o nosso país continua a ser um excelente destino e um dos mais reconhecidos internacionalmente para o turismo de negócios. o que significa uma entrada directa para o top 10 das entidades exportadoras em Portugal em 2013. Na verdade. Trata-se. Graças ao intenso trabalho desenvolvido ao longo dos anos. Temos agora uma nova vacina.

terão uma ponderação positiva na análise do risco. Colômbia C Carta de crédito irrevogável. 46 // Outubro 12 // Portugalglobal Líbia T Fora de cobertura. Montenegro C Caso a caso. M/L Não definida. e com exigência de garantia soberana ou bancária. M/L Garantia bancária. numa base muito restritiva. Outros Clientes públicos e privados: Aberta. numa base restritiva. Cuba T Fora de cobertura. Irão C M/L Carta de crédito irrevogável ou garantia bancária. M/L Eventual exigência de garantia bancária ou de garantia soberana (decisão casuística). com exigência de garantia soberana ou bancária. Barein C Aberta sem condições restritivas. M/L Garantia bancária (decisão casuística). exigência de garantia bancária ou garantia soberana. Angola C Caso a caso. Koweit C Aberta sem condições restritivas. Líbano C Clientes públicos: caso a caso numa base muito restritiva. Sector privado: caso a caso numa base muito restritiva. para clientes privados. M/L Lituânia C Carta de crédito irrevogável. numa base muito restritiva. Cazaquistão Temporariamente fora de cobertura. Clientes privados: caso a caso numa base muito restritiva. numa base muito restritiva. M/L Clientes soberanos: Aberta sem condições restritivas. Brasil* C Aberta sem condições restritivas. M/L Caso a caso. Emirados Árabes Unidos C Aberta sem condições restritivas. Garantia soberana. privilegiando-se operações de pequeno montante. mediante análise das garantias oferecidas. M/L Coreia do Sul C Aberta sem condições restritivas. M/L Em princípio aberta sem restrições. M/L Não definida.  aso a caso. M/L Não definida. M/L Garantia bancária. Chipre C Aberta sem condições restritivas. M/L Caso a caso numa base muito restritiva. Martinica C Aberta sem condições restritivas. Argélia C Sector público: aberta sem restrições. Jordânia C Caso a caso. M/L  lientes públicos: fora de coberC tura.  Clientes públicos e soberanos: caso a caso. garantia bancária emitida por um banco aceite pela COSEC e aumento do prazo constitutivo de sinistro). M/L Não definida. Fora de cobertura. Sector privado: eventual exigência de carta de crédito irrevogável. numa base restritiva. Extensão do prazo constitutivo de sinistro para 12 meses. numa base restritiva (eventualmente com a exigência de carta de crédito irrevogável. M/L Letónia C Carta de crédito irrevogável. Costa Rica C Aberta sem condições restritivas. com eventual exiC gência de garantia bancária ou garantia soberana. Camarões T Caso a caso. Limite por operação. excepto para operações de interesse nacional. numa base restritiva. numa base muito C restritiva e com a exigência de contra garantias. Limite total de responsabilidades. Etiópia C Carta de crédito irrevogável. M/L Caso a caso. Benim C Caso a caso. M/L Garantia bancária ou garantia soberana. Costa do Marfim T Decisão casuística. Malawi C Caso a caso. M/L Macau C Aberta sem condições restritivas. Guiné Equatorial C Caso a caso. Arábia Saudita C Carta de crédito irrevogável (decisão casuística). Croácia C Carta de crédito irrevogável ou garantia bancária. Estónia M/L Garantia bancária. M/L Não definida. A eventual exigência de garantia bancária. numa base muito restritiva. Malásia C Aberta sem condições restritivas. Clientes privados: análise casuística. M/L Garantia bancária ou garantia soberana. M/L Caso a caso. Extensão do prazo constitutivo de sinistro para 12 meses. condicionada a eventuais contrapartidas (garantia de banco comercial aceite pela COSEC ou contrapartidas do petróleo). numa base restritiva. designadamente contrapartidas do petróleo. Filipinas C Aberta sem condições restritivas. Clientes privados: carta de crédito irrevogável ou garantia bancária. Marrocos* C Aberta sem condições restritivas. Operações relativas a projectos geradores de divisas e/ou que admitam a afectação prioritária de receitas ao pagamento dos créditos garantidos. M/L Garantia bancária. M/L Garantia bancária (decisão casuística). numa base muito restritiva. Redução da percentagem de cobertura para 90 por cento. Iraque T Fora de cobertura. M/L Em princípio. M/L Garantia bancária. com eventual exigência de garantia soberana ou bancária. Cabo Verde C Aberta sem condições restritivas. M/L Garantia bancária ou garantia soberana. Aumento do prazo constitutivo de sinistro. Clientes privados: caso a caso. Argentina T Caso a caso. será decidida casuisticamente. Índia C M/L Aberta sem condições restritivas. Egipto C Carta de crédito irrevogável M/L Caso a caso. M/L Não definida. com eventual exigência de carta de crédito irrevogável ou garantia bancária. numa base restritiva. para operações de pequeno montante. M/L Caso a caso. Caso a caso. M/L Clientes públicos: fora de cobertura. China* C Aberta sem condições restritivas. México* C Aberta sem restrições.ANÁLISE DE RISCO . . privilegiando-se operações de pequeno montante. Indonésia C Caso a caso. numa base restritiva. Moçambique C Caso a caso. M/L Não definida. sector público: caso a caso numa base muito restritiva.PAÍS COSEC Políticas de cobertura para mercados No âmbito de apólices individuais África do Sul* C Aberta sem condições restritivas. M/L  aso a caso. numa base muito restritiva. M/L Não definida. Garantia bancária. Malta C Aberta sem condições restritivas. Limite por operação. Redução da percentagem de cobertura para 90 por cento. M/L Guiné-Bissau T Fora de cobertura. Gana C Caso a caso numa base muito restritiva. Bulgária C Carta de crédito irrevogável. Geórgia C Caso a caso numa base restritiva. M/L Caso a caso. M/L Garantia soberana. Hong-Kong C Aberta sem condições restritivas. Iémen C Caso a caso. M/L Não definida. caso a caso. M/L Garantia bancária (decisão casuística).

M/L Exigência de garantia bancária ou garantia soberana (decisão casuística). Tunísia* C Aberta sem condições restritivas. numa base muito restritiva. Tanzânia T Caso a caso. Qatar C Aberta sem condições restritivas. numa base muito restritiva. Síria T  aso a caso. e que se repetem com alguma frequência. M/L Não definida. sector privado: exigência de garantia bancária ou garantia emitida pela Autoridade Monetária (preferência a projectos que permitam a alocação prioritária dos cash-flows ao reembolso do crédito). cujas transações envolvem créditos de curto prazo (média 60-90 dias). numa base restritiva. Tomé e Príncipe. Suazilândia C Carta de crédito irrevogável. Turquia C Carta de crédito irrevogável. com eventual exigência de garantia bancária ou garantia soberana. C M/L T Curto Prazo Médio / Longo Prazo Todos os Prazos Não definida. M/L Garantia bancária ou garantia soberana. numa base muito restritiva.  lientes soberanos: aberta sem C condições restritivas. M/L Advertência: * Mercado prioritário. Quénia C Carta de crédito irrevogável. M/L Garantia bancária. Ucrânia C Clientes públicos: eventual exigência de garantia soberana. M/L Não definida. Clientes privados: eventual exigência de garantia bancária. Na apólice individual está em causa a cobertura de uma única transação para um determinado mercado. M/L Caso a caso. M/L Sérvia C C  aso a caso. M/L Fora de cobertura. M/L Oman C Aberta sem condições restritivas. numa base muito restritiva. Para todas as operações. o prazo constitutivo de sinistro é definido caso a caso. Iraque e S. Os países que constam da lista são os mais representativos em termos de consultas e responsabilidades assumidas. Clientes privados: aberta caso a caso com eventual exigência de carta de crédito irrevogável e/ou garantia de transferência. M/L Fora de cobertura.pt Portugalglobal // Outubro 12 // 47 . A. Sector público: caso a caso. Sector privado: caso a caso. M/L Caso a caso.pt www. Guiné-Bissau. Taiwan C Aberta sem condições restritivas. República Checa C Aberta sem condições restritivas. S. Uganda C Caso a caso. Direcção Internacional Avenida da República. M/L Garantia bancária (decisão casuística).  lientes públicos: eventual C exigência de garantia soberana. com eventual exigência de garantia soberana ou bancária. numa base restritiva (designadamente em termos de alargamento do prazo constitutivo de sinistro e exigência de garantia bancária). numa base restritiva. As apólices globais são aplicáveis às empresas que vendem bens de consumo e intermédio. Clientes privados: eventual exigência de carta de crédito irrevogável. M/L Aberta caso a caso com exigência de garantia soberana (emitida pela Secretaria de Finanzas ou pelo Banco Central) ou garantia bancária. Panamá C Aberta sem condições restritivas. Paquistão Temporariamente fora de cobertura. condicionado a eventuais garantias (bancárias ou contrapartidas do petróleo) e ao alargamento do prazo contitutivo de sinistro. caso a caso. Tailândia C Carta de crédito irrevogável (decisão casuística). M/L Garantia bancária (decisão casuística). não excedendo um ano. para operações de pequeno montante. com exigência de C garantia soberana ou bancária. com eventual exigência de carta de crédito irrevogável ou garantia bancária emitida por um banco aceite pela COSEC. M/L A lista e as políticas de cobertura são indicativas e podem ser alteradas sempre que se justifique. 58 1069-057 Lisboa Tel. numa base muito restritiva. Sector privado: caso a caso. M/L Garantia bancária ou garantia soberana. Rússia C Sector público: aberta sem restrições. M/L Fora de cobertura. privilegiando-se operações de pequeno montante. S. Paraguai C Carta de crédito irrevogável. M/L Garantia bancária (decisão casuística).: +351 217 913 832 Fax: +351 217 913 839 internacional@cosec. numa base restritiva. M/L Sector público: aberta sem restrições. República Dominicana C Aberta caso a caso. COSEC Companhia de Seguro de Créditos. a política de cobertura é casuística e.  berta caso a caso com exigência A de garantia soberana. Encontram-se também fora de cobertura Cuba. Legenda: Uruguai C Carta de crédito irrevogável (decisão casuística). Zimbabwe C Caso a caso. M/L Não definida. enquanto a apólice global cobre todas as transações em todos os países para onde o empresário exporta os seus produtos ou serviços. mais flexível do que a indicada para as transações no âmbito das apólices individuais. Tendo em conta a dispersão do risco neste tipo de apólices. Roménia C Exigência de carta de crédito irrevogável (decisão casuística). Zâmbia C Caso a caso. exigência de garantia bancária emitida por um banco aceite pela COSEC e eventual alargamento do prazo constitutivo de sinistro. M/L Caso a caso. numa base muito restritiva.ANÁLISE DE RISCO . Análise caso a caso. numa base muito C restritiva. Venezuela C Clientes públicos: aberta caso a caso com eventual exigência de garantia de transferência ou soberana. M/L Não definida.cosec. em geral. M/L  aso a caso. Todas as operações são objecto de análise e decisão específicas. com exigência de garantia de pagamento e transferência emitida pela Autoridade Monetária (BCEAO). Peru C M/L Aberta sem condições restritivas.PAÍS de destino das exportações portuguesas No âmbito de apólices globais Nigéria C Caso a caso. Singapura C Aberta sem condições restritivas. Tomé e Príncipe C Senegal C Em princípio. Clientes públicos e privados: aberta. E ventual alargamento do prazo constitutivo de sinistro.

TABELA CLASSIFICATIVA DE PAÍSES COSEC Tabela classificativa de países Para efeitos de Seguro de Crédito à exportação A Portugalglobal e a COSEC apresentam-lhe uma Tabela Classificativa de Países com a graduação dos mercados em função do seu risco de crédito. Chade Congo. Rep. * País pertencente ao grupo 0 da classificação risco-país da OCDE. Não é aplicável o sistema de prémios mínimos. ou seja. Turks e Caicos . corresGrupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Alemanha * Andorra * Austrália * Áustria * Bélgica * Canadá * Checa.A. Nova Caledónia. Marianas. Ras Al Khaimah. Wallis e Futuna g) Ilhas Cook e Tokelau. Rep. Z. Ilhas Virgens. Ilhas Virgens e Porto Rico 48 // Outubro 12 // Portugalglobal f) G  uiana Francesa. Dem. Bermudas. Rep. Ilhas Nive h) A  nguilla. da definição das condições de cobertura e das taxas de prémio aplicáveis. e Nevis S. Mayotte. Egipto Gabão Gana Guatemala Jordânia Lesoto Macedónia Mongólia Nigéria Papua–Nova Guiné Paraguai S. * Chipre Coreia do Sul * Dinamarca * Eslováquia * Eslovénia * Espanha * Estónia EUA * Finlândia * França * Grécia * Holanda * Hong-Kong Hungria * Irlanda * Islândia * Israel * Itália * Japão * Liechtenstein * Luxemburgo * Malta * Mónaco * Noruega * Nova Zelândia * Polónia * Portugal * Reino Unido * São Marino * Singapura * Suécia * Suiça * Taiwan Vaticano * Arábia Saudita Botswana Brunei Chile China • Gibraltar Koweit Macau Malásia Oman Qatar Trind. Helena. S. Martinica. Falkland. Cayman. Ascensão. Hong-Kong e Taiwan. Monserrat. Rep. Tomé e Príncipe • Salomão Seicheles Serra Leoa Síria Somália Sudão Suriname Tadzequistão Togo Tonga Ucrânia Venezuela Zimbabué Jamaica Kosovo Laos Líbano Libéria Líbia Madagáscar Malawi Maldivas Mali Mauritânia Moldávia Myanmar Nepal Fonte: COSEC . Existem sete grupos de risco (de 1 a 7). Guadalupe. Fujairah. Sharjah.c Dep/ter Esp. da Guiné-Bissau • Haiti Iemen Irão Iraque • Nicarágua Níger Paquistão Quirguistão Ruanda S. Um Al Quaiwain e Ajma b) Ilhas Norfolk c) Ilhas Faroe e Gronelândia d) Ceuta e Melilha e) Samoa. Santa Lúcia Vietname Albânia Ant. Coreia do Norte C.Companhia de Seguro de Créditos.d Dep/ter EUAe Dep/ter Fra. Grupo 5 Grupo 6 Angola Azerbeijão Cazaquistão Croácia Dominicana. a curto. excepto operações de relevante interesse nacional NOTAS a) Abu Dhabi. Polinésia Francesa.b Dep/ter Din. Rep.g Dep/ter RUh EAUa Ilhas Marshall Índia Indonésia Lituânia Marrocos • Maurícias México • Micronésia Namíbia Palau Panamá Peru Rússia Tailândia Tunísia • Uruguai Grupo 4 Aruba Barein Bulgária Colômbia El Salvador Fidji Filipinas Letónia Roménia Turquia pondendo o grupo 1 à menor probabilidade de incumprimento e o grupo 7 à maior. • Mercado de diversificação de oportunidades • Fora de cobertura • Fora de cobertura. a médio e a longo prazos. Vic. consoante a probabilidade de cumprimento das suas obrigações externas. e Barbuda Arménia Bangladesh Belize Benin Bolívia Butão Cabo Verde Camarões Camboja Comores Congo Djibouti Dominica Geórgia Honduras Kiribati Moçambique Montenegro Nauru Quénia Samoa Oc. S. Senegal Sérvia Sri Lanka Suazilândia Tanzânia Turquemenistão Tuvalu Uganda Uzbequistão Vanuatu Zâmbia Grupo 7 Afeganistão Argentina Bielorussia Bósnia e Herzegovina Burkina Faso Burundi Campuchea Cent. Sta. As categorias de risco assim definidas são a base da avaliação do risco país. Tristão da Cunha. e Tobago África do Sul • Argélia Bahamas Barbados Brasil • Costa Rica Dep/ter Austr. Crist. à excepção do Chipre. Pedro e Miquelon. Dubai. Af. Reunião. do Marfim Cuba • Equador Eritreia Etiópia Gâmbia Grenada Guiana Guiné Equatorial Guiné. Guam.f Dep/ter N. Pitcairn. e Gren.

0% -18. consultoria e técnicas 2. tvh 12/11 Ago.230 1.7% Act.4% 24.466 34.3% Espanha 11.7% Luxemburgo 2.5% IDE Extra UE 3.0% 18.458 1.)   2011 Dez tvh 11/10 Dez. financeiras e de seguros 23.5% 1.5% Unidade: Milhões de euros Fonte: Banco de Portugal Portugalglobal // Outubro 12 // 49 .8% IDPE Extra UE 1.ESTATÍSTICAS INVESTIMENTO e COMÉRCIO EXTERNO >PRINCIPAIS DADOS DE INVESTIMENTO (IDE E IDPE).194 -30.3% 408.143 -32.4% -28.9% Construção 4. água 11.3% 91.2% 20.8% IDE Intra UE 35.792 140./Ago.4% INVESTIMENTO DIRECTO DE PORTUGAL NO EXTERIOR IDE bruto .5% -136./Ago.6% -64.7% -24.1% 23.7% 8.885 2. tvc 12/12 Ago.2% 136. tvc 12/11 Jun./Jul.741 -17.Origem 2012 (Jan.9% França 16.9% -11.092 260. tvh 12/11 Jan.021 82. IDPE bruto .5% -46.7% 56.5% 5.7% 2011 tvh 2011/10 2011 Jan. transformadoras 8.6% 1.051 -14.4% -2.1% Comércio 32.269 -5.1% Act. IDPE bruto 15.2% -102.4% 11.5% Ind.9% 17.3% Angola 2.6% 602.9% -35. Transformadoras 17.) 16.788 729 -84.Sector 2012 (Jan.3% 54. Stock IDE 84./Dez.7% -31.308 0. financeiras e de seguros 78.626 0.7% Luxemburgo 14./Ago.664 25.9% -2.9% IDE Intra UE 90.3% 21. tvh 12/11 Ago.Sector 2012 (Jan.978 6.9% -116.8% -387. tvh 12/11 Jun.1% 45.9% Reino Unido 15.6% 21.7% 5.) Unidade: Milhões de euros % Total IDPE bruto IDPE bruto .3% 7.800 -55.5% 165./Ago./Ago.165 21.1% -60.337 220.2% IDE líquido 7.3% 8.478 2.486 23.6% -- 89.3% 46.9% 87. gás.7% Act.3% -25./Ago.6% 30. INVESTIMENTO DIRECTO COM O EXTERIOR INVESTIMENTO DIRECTO DO EXTERIOR EM PORTUGAL 2011 tvh 2011/10 2011 Jan/Ago 2012 Jan.8% IDPE Intra UE 13.1% Países Baixos 9.4% Brasil 8.0% 2.145 -14./Ago.4% -- 10.7% 86.9% -11./Ago.5% Electricidade.1% 83.8% Ind. tvc 12/12 Ago.338 -5. informação e comunicação 6.) 2011 Jun.8% -31.071 5.2% IDPE Intra UE 88. tvh 12/11 Jan.7% -- -- -- IDE Extra UE 9.143 27.3% 15.5% IDPE desinvestimento 6.481 274.0% -- -- -- % Total tvh 12/11 % Total tvh 12/11 Países Baixos 63.7% 13. 2012 Jan.3% Act.5% 236.8% 35.594 5.630 5. IDE bruto 39.478 51.8% -35.5% Comércio 2.309 -6.9% 57.0% -- -- -- IDPE Extra UE 11.3% Stock IDPE 52.4% 46. EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES.859 6.4% 81.592 59./Ago.1% -66./Mar./Jun.4% 43.7% IDE desinvestimento 32.9% 4.7% 4.796 20.3% -14.7% 1.Destinos 2012 (Jan./Ago.6% IDPE líquido 9./Ago.500 -57./Jul. 2012 Jun.0% 23.3% -- -- -- Unidade: Milhões de euros % Total IDE bruto % Total tvh 12/11 % Total tvh 12/11 Espanha IDE bruto .

/Ago.5% -- -- --  SERVIÇOS Unidade: Milhões de euros Unidade: % do total 50 // Outubro 12 // Portugalglobal   .) Exp. tvc 12/12 Ago./Jul. tvh 12/11 Ago.5% 7.2% -4./Ago.838 1.6% 13.4% Espanha -292 -1.5% -- -- -- Exportações serviços extra UE27 28.039 14.9 0./Ago.916 8.0% 12./Ago.514 3. tvh 12/11 Jan. 2012 Jan.1% 45.344 13.8% 3./Ago.525 4. 2012 Jan.7% -18.7% 20.1% 10./Ago.9% Plásticos.1% 27.3% -10.1% Combustíveis Minerais 867 3./Ago.5 Exp. Aparelhos 562 2.5% -- 72.2% 10.7% França 199 0.3% -0.7 Reino Unido 5. Borracha 6.0% 71. Bens .466 11./Ago.0 Combustíveis Minerais 9.6% -1.0% China 357 1.1% 68.784 27.5% Exportações bens UE27 31. tvc 12/12 Ago./Jul.5% 6. tvh 12/11 Ago.7 Metais Comuns 8.Var.4% Exportações serviços extra UE27 5.0% -- -- -- Exportações bens Extra UE27 25.9% 9.3 11.0% 14. Borracha 146 0.1% Alemanha 12.799 -3.5% Exportações serviços UE27 71.1% Exportações bens Extra UE27 10.1 Veículos.1% Exportações bens UE27 74. Máquinas.1 EUA 4. tvh 12/11 Jan. Outro Material de Transporte 11. Bens .1% -- 75. Bens .6% 10. Valor (12/11) 2011 tvh 2011/10 2011 Jan.7% Agrícolas 153 0.ESTATÍSTICAS COMÉRCIO INTERNACIONAL 2011 tvh 2011/10 2011 Jan.982 19.3% 15.0% 37. p.2% 36.9% 7.5 % Total tvh 12/11 Exp.Clientes 2012 (Jan. Aparelhos 15. Exportações totais de serviços 19. Valor (12/11) Meur Cont.7 Países Baixos 4.5% -- 27. Angola 536 1.9% Metais Comuns 198 0.Produtos 2012 (Jan.9% -0.9% -- 25.6 Plásticos.8% México -147 -0.9% 31.9% EUA 344 1.8% 3.2% 8. Exportações bens 42.159 9.4% Bélgica 180 0. p.326 15.0% 29.129 8.2% Exportações serviços UE27 13.654 12.7% -26.5% França Meur Cont.9% 5./Ago. p.) % Total tvh 12/11 Espanha 22.Var.645 30.729 21.1% Máquinas.2% 39.693 7. p./Ago.299 9.0% -- -- -- BENS (Exportação) Unidade: Milhões de euros Unidade: % do total Exp. Bens .5% 1.2 Angola 6.

9% -- -- -- Importações bens Extra UE27 27.403 5.1 3.0% -8.4% 2.784 2.2 : -0.149 -2./Jul. Valor (12/11) Unidade: Milhões de euros Unidade: % do total PREVISÕES 2012 : 2013 (tvh real %) Fontes: INE/Banco de Portugal Notas e siglas: Meur . tvc 12/12 Ago.0% Combustíveis Minerais 1./Ago.0 Exportações Bens e Serviços 7.Pontos percentuais tvh . 12 Out.6% -26.0 -3./Ago./Ago.Contributo para o crescimento das exportações p.5% 10.6 -12. p.2 4. Combustíveis Minerais 21. Aparelhos -419 -1.894 -13.5% -10.4 : 5.503 10.0 -3.7% 3.0 -9.5 3. Transporte -1.Var.9 2011 tvh 2011/10 2011 Jan.118 -2.)  SERVIÇOS Imp.1% -13. Bens .016 2.581 12.Fornecedores 2012 (Jan.7 4. Bens .5 4.9% 70.1% Importações serviços UE27 70.760 37.0% Máquinas.0% Espanha -465 -1.2% 105.6 5.9 Agrícolas 10.297 -6.1% 2.8% Nigéria -571 -1.1% -- -- -- Unidade: Milhões de euros Unidade: % do total Imp.7% -  28.5 Reino Unido 3. 12 PIB -1. ./Ago.8% Alemanha 11. Outro Material de Transporte 8.2% Alemanha -624 -1./Ago.0% 7.4% -7.6 Máquinas.3% -- 71.Taxa de variação homóloga Portugalglobal // Outubro 12 // 51 .1 Veículos. . Angola 606 1.1% -- -- -- 2011 2012 1ºS FMI CE OCDE BdP Min.8% Importações serviços extra UE27 3. Importações bens 57.0% -- 27./Ago. Papel -157 -0.099 -5.5% 5.993 -8.2% Importações serviços UE27 8. 2012 Jan.6% -8.414 5. Importações totais de serviços 11.081 -4.2 Angola 3. 12 Jul. Aparelhos 14.Produtos 2012 (Jan.6 % Total tvh 12/11 Imp./Ago.1% 72.730 1.4% -3.8% -3.3% 5. 2012 Jan.2% 38.7% Azerbaijão 241 0.0% -- 72.5% -3. tvh 12/11 Ago.p./Ago. tvh 12/11 Jan.5 6.8 -3.257 26. Valor (12/11) Meur Cont. 12 Out.0 : -1.7% 24.Taxa de variação em cadeia Cont.Milhões de euros tvc .6 Imp.6% -3.0 : 0. Bens .601 6.023 4. p. O.3 : 3. p. tvh 12/11 Ago. tvh 12/11 Jan. Finanças INE INE Out.0% Veículos.2% 13.0 : -1.0 : -1.1 3.2% -7.9% Guiné-Equatorial 385 1.6% Importações bens UE27 73.7 -2.391 6.) % Total tvh 12/11 Espanha 31.3% Importações bens Extra UE27 15.198 1. p.5 : 3.Var.3 : 3.5% França -259 -0.1% -10.4% França 6.1% 29.5% Itália Países Baixos Meur Cont.9% -2.0% 15. Mat./Jul. Bens .ESTATÍSTICAS BENS (Importação) 2011 tvh 2011/10 2011 Jan.1% Metais Comuns -352 -0.4% Importações bens UE27 42.3% Pastas Celulósicas.4% 28. tvc 12/12 Ago. 12 Jul.9% 27.2% -7.4 Químicos 11.8% -7.9 -3./Ago./Ago.5 : 5.9% -- -- -- Importações serviços extra UE27 29.0 -3.

Francisco Madrid Rabat Mérida Praia Cidade do México Caracas Bogotá São Paulo Santiago do Chile Centro de Negócios Escritórios Representações 52 // Outubro 12 // Portugalglobal Buenos Aires Argel .REDE EXTERNA DA AICEP ÁFRICA DO SUL / Joanesburgo BRASIL / São Paulo CABO VERDE / Praia ALEMANHA / Berlim CANADÁ / Toronto ANGOLA / Benguela CHILE / Santiago do Chile ANGOLA / Luanda CHINA. REPÚBLICA POPULAR DA / Pequim ARGENTINA / Buenos Aires ÁUSTRIA / Viena CHINA. REPÚBLICA POPULAR DA / Macau ARGÉLIA / Argel CHINA. REPÚBLICA POPULAR DA / Xangai BÉLGICA / Bruxelas COLÔMBIA / Bogotá Copenhaga Berlim Haia Bruxelas Dublin Londres Paris Milão Toronto Nova Iorque Vigo Barcelona S.

REPÚBLICA DA / Nova Deli MOÇAMBIQUE / Maputo TUNÍSIA / Tunes ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA / Nova Iorque INDONÉSIA / Jacarta POLÓNIA / Varsóvia TURQUIA / Ancara IRLANDA / Dublin REINO UNIDO / Londres TURQUIA / Istambul ITÁLIA / Milão REPÚBLICA CHECA / Praga VENEZUELA / Caracas ESPANHA / Madrid ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA / S.DINAMARCA / Copenhaga FINLÂNDIA / Helsínquia JAPÃO / Tóquio ROMÉNIA / Bucareste EMIRADOS ÁRABES UNIDOS / Abu Dhabi FRANÇA / Paris LÍBIA / Tripoli RÚSSIA / Moscovo GRÉCIA/ Atenas MALÁSIA/ Kuala Lumpur SINGAPURA / Singapura ESPANHA / Barcelona HOLANDA / Haia MARROCOS / Rabat SUÉCIA / Estocolmo ESPANHA / Mérida HUNGRIA / Budapeste MÉXICO / Cidade do México SUÍÇA / Zurique ESPANHA / Vigo ÍNDIA. Francisco Helsínquia Estocolmo Zurique Moscovo Varsóvia Praga Budapeste Viena Bucareste Pequim Ancara Istambul Atenas Tunes Tóquio Tripoli Nova Deli Abu Dhabi Xangai Macau Kuala Lumpur Singapura Jacarta Luanda Benguela Maputo Joanesburgo Portugalglobal // Outubro 12 // 53 .

investigador do International Institute for Applied Systems Analysis. Todos sabemos o que significa ficar algumas horas sem Internet. como assustadoramente provável. Autor: R  odrigo Leitão Editor: Edições Sílabo Nº de páginas: 216 Ano: 2012 Preço: 12. num mercado saturado de oferta muito si- milar. traçados pelo matemático e cientista norte-americano John Casti. Uma catástrofe destas não só é possível. para apresentar um modelo estratégico. Neste livro. Áustria. De uma pandemia global à destruição do equilíbrio nuclear. A constatação deste fenómeno. em Laxenburg. Se durasse uma semana poderia provocar o colapso da nossa civilização. John Casti desenha-nos 11 cenários possíveis para um colapso. Abre o espectro de acção das marcas. da Internet à economia. O modo como todos estes bens nos chegam à mão assenta numa cadeia hiper-complexa de pessoas e tecnologias. passando pela derrocada dos mercados financeiros. Uma marca que induza expectativas relevantes alternativas à norma. Autores: John Casti Editor: Lua de Papel Nº de páginas: 360 Ano: 2012 Preço: 15. O publicitário Rodrigo Leitão perscrutou os meandros da investigação científica que tem vindo a ser publicada sobre o fenómeno. Agora imagine os efeitos de uma falha à escala global.90€ . O autor mostra como. À luz da era digital. E basta um erro humano para perdermos o controlo 54 // Outubro 12 // Portugalglobal das comunicações digitais. que habilitará o profissional de marketing ou de comunicação a explorar o potencial efeito placebo das suas marcas em termos desejáveis. seria o caos. mas alerta também para ameaça de eventuais erros de percepção. na óptica dos sistemas complexos. ilustrado com casos práticos. a técnicas para despertar a motivação dos consumidores.90€ ACONTECIMENTOS EXTREMOS 11 CENÁRIOS PARA UMA CATÁSTROFE Cenários para uma catástrofe. reformula a visão de mercado vigente. cruzando-a com a vasta literatura sobre o comportamento dos consumidores. torna-se a única oferta credível capaz de as suprir. o que está em causa não é tanto o produto em si. porque a Internet assenta num sistema tecnológico tão complexo como frágil. chamado efeito placebo. Se durasse um dia. e que formule um significado em conformidade. Expectativas suficientes para que hoje a experiência de consumo e o grau de satisfação ou insatisfação do consumidor estejam frequentemente desvinculados das propriedades do produto. são também exemplificadas diversas abordagens passáveis de gerar expectativas. mas as crenças que este evoca. e as probabilidades de ruptura são muito maiores do que pensamos. passando pelas pequenas coisas de que depende o nosso dia-a-dia.BOOKMARKS GRANDES EXPECTATIVAS Por trás de uma grande marca há sobretudo grandes expectativas. “Grandes Expectativas” apresenta ainda um conjunto ferramentas úteis: desde o modo como se elabora um significado e respectiva tradução num conceito.

Em portugalglobal.. Sobre nós Rede Externa Produtos e Serviços AICEP Gestores de Cliente Incentivos Financeiros Novos apoios a PME’s Actividade Promocional Livraria Digital Sobre Mercados Externos Sobre Portugal Estatísticas Contactos úteis Inov Contacto Inov Export Revista Portugalglobal Portugalnews internacionalizar quer exportar? mais e melhor? internacionalizar-se? A AICEP e as PME’s Testemunhos O portal da aicep Portugal Global é a sua porta de entrada no mundo da Internacionalização. .O caminho para os Mercados Externos começa aqui.pt explicamos como.pt 808 214 214 aicep@portugalglobal. portugalglobal. O sucesso nos Mercados Externos passa por Saber. Promover e Vender.pt Mais contactos investir em Portugal comprar a Portugal porquê? como? porquê? o quê e a quem? conte connosco! as marcas. Agir. Movimente o seu rato e clique em cada janela..