O que é Ética e Moral

No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética
está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o
comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes,
regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
Os termos possuem origem etimológica distinta. A palavra “ética” vem do
Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral”
tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”.
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do
comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma
racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente
por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas
ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado,
bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São
ambas responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do
homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a
melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.

A Ética

Ética é um conjunto de princípios ou padrões pelos nos quais se pautam a
conduta humana. Algumas vezes a ética é chamada de "moral", e por
extensão, seu estudo freqüentemente chamado de Filosofia Moral. Assim,
como um ramo da Filosofia, Ética é considerada uma ciência normativa, já
que trata de normas da conduta humana, em diferença às ciências formais
(como Matemática e Lógica) e às ciências empíricas, como a Química e a
Física.
Como trata-se de um padrão de comportamento e conduta, a ética ou moral
tem características próprias em cada civilização (a exemplo da Oriental e
Ocidental) e em cada cultura. Por todo o tempo em que a humanidade tem
vivido em grupos, a regulamentação moral tem sido necessária para o bemestar desses grupos. Apesar de que a moral foi formalizada e transformada
em padrões arbitrários de conduta, ela desenvolveu-se, algumas vezes
irracionalmente, depois de que tabus religiosos foram violados, ou através de

O pensamento contemporâneo nesta linha foi expresso sucintamente pelo poeta inglês Alexander Pope. às vezes com resultados infortuitos para seus autores. Na realidade. seja na confecção das leis. na seguinte frase: "Deus disse. seja no comportamento do mercado de Bolsa de Valores. e suas mudanças se fazem normalmente através da quebra do padrão anterior. Porém não é a Ética absoluta e imutável. o código de Ética na . o que torna a ética uma ciência gerada. Agir em contradição a essas normas invariavelmente resulta em conflito e talvez dano a alguma parte. seja na educação de crianças. ou de leis impostas por chefes a fim de prevenir desarmonia em suas tribos. aliás. todos esses organismos são criações do próprio ser humano. As descobertas de Isaac Newton servem como um exemplo deste efeito. Ética na Engenharia Vejamos aqui em que pautam os engenheiros seu comportamento na profissão. Como é o padrão regulatório da Ética necessário para o bem-estar de uma população.comportamentos fortuitos que se tornaram hábito e então regra. É quando se estabelece que determinada ação ou atitude. máximas e preceitos criados por líderes seculares misturaramse com uma religião rígida que afetou o comportamento de cada egípcio. tampouco perfeita. se não causa benefício à sociedade. Pode-se considerar que esse padrão de comportamento é o que leva ao menor consumo de energia. ou à geração criação de danos à própria sociedade e ambiente. ou à menor criação de dificuldades. As Leis de Newton foram recebidas de modo geral como uma evidência de que havia uma ordem divina que era racional. Mesmo as grandes civilizações Egípcias e Sumérias não geraram uma ética sistematizada. É a Ciência. A Igreja pauta esses padrões nos escritos bíblicos." As descobertas de Newton levaram os filósofos a ganhar confiança num sistema ético que era tão racional e ordenado como a Natureza era considerada. pelo menos no mundo ocidental. De fato. esse aplica-se a todas as esferas de atuação desta população. com suas grandes descobertas. e por conseguinte viva e em mutação. A Igreja tem grande participação no desenvolvimento dos padrões éticos e morais principalmente da civilização ocidental. também não lhe causa prejuízo. que se faça Newton! E se fez a Luz. com base na tentativa e acerto. que por sua vez teriam origem divina. seja em todas as profissões. as máximas de Confúcio foram aceitas como código moral. uma grande responsável pelas mutações dos padrões éticos. assim como os demais seres vivos. Na China.

integridade e dignidade da profissão. saúde e bem-estar do público durante a execução de suas tarefas profissionais. *Engenheiros construirão sua reputação profissional com o mérito de seus serviços e não competirão de forma injusta com outros. honra e dignidade da profissão: Usando seu conhecimento e habilidade para o avanço do bem-estar da humanidade. Sendo honesto e imparcial. *Engenheiros agirão em assuntos profissionais para cada cliente como agentes fiéis e confiáveis. e servindo fielmente o público.Engenharia é bastante semelhante de país para país. Esforçando-se para aumentar a competência e prestígio da profissão de engenheiro. Suportando as sociedades profissionais e técnicas de duas disciplinas. *Engenheiros farão declarações públicas somente de maneira objetiva e confiável. e desta maneira tendo resultados semelhantes. Princípios Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros. uma vez tendo como coração de seu trabalho o uso das Ciências Naturais. Cânones Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros *Engenheiros zelarão pela segurança. Abaixo ilustramos o que diz da ética profissional o Engineer’s Council for Professional Development (ECPD) dos Estados Unidos. . e evitarão conflitos de interesse. ou Conselho de Engenheiros para o Desenvolvimento Profissional. Engenheiros mantêm e melhoram a integridade. *Engenheiros farão serviços apenas nas áreas de sua competência. Isso não é surpresa. *Engenheiros agirão de tal maneira a manter e desenvolver a honra. seus empregadores e clientes. imutáveis em qualquer parte do Universo.

seus membros e as comunidades as quais servimos. Em evitar danos a outros. Em rejeitar suborno sob todas as suas formas. membros do IEEE. em reconhecimento da importância do efeito de nossas tecnologias na qualidade de vida por todo o mundo.*Engenheiros continuarão seu desenvolvimento profissional durante sua carreira e disponibilizarão oportunidades para o desenvolvimento profissional dos engenheiros sob sua supervisão. Em promover o entendimento da tecnologia. idade ou nacionalidade. em reconhecer e corrigir erros. Em evitar conflitos reais ou prováveis de interesse sempre que possível. condição física. Em tratar com justiça todas as pessoas independente de sua raça. saúde e bem-estar do público. aceitar e oferecer críticas honestas de trabalhos técnicos. Em manter e desenvolver nossa competência técnica e assumir tarefas tecnológicas para outros somente se qualificados por treinamento ou experiência. EUA. Em ser honestos e realistas quando relatando pedidos ou estimativas baseadas em dados existentes. reputação ou emprego através de ação maliciosa ou falsa. "Nós. . e fazê-los de conhecimento das partes envolvidas quando existirem. suas aplicações apropriadas e conseqüências potenciais. e em dar crédito apropriado a colaboradores e outros. e em aceitando uma obrigação pessoal para nossa profissão. Em buscar. credo.. ou Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica. e rejeitar de imediato e tornar conhecidos fatores que possam colocar o meio-ambiente e o público em risco. ou após tornar claras as limitações pertinentes. religião. Vislumbremos agora o Código de Ética do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). sua propriedade. submetemo-nos à conduta mais ética e profissional e concordamos: Em aceitar a responsabilidade de fazer as decisões na Engenharia consistentes com a segurança. principal órgão responsável pela definição de inúmeros padrões na Engenharia Elétrica e Eletrônica usados em todo o mundo.

DE 6 FEV 1985 Regulamenta a Lei nº 5. Arquitetura e Agronomia. agindo profissionalmente como executor para o bem-estar. Sendo o engenheiro e arquiteto profissionais que têm rendimento monetário através do exercício da sua profissão. Isto é belo do ponto de vista poético. que "dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau. mas ineficaz e irreal fora do papel escrito. Ou seja. que exige a competição por espaço exemplificada no texto do item. *Pode-se observar.524. do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo. apesar de sê-lo em todo o resto da esfera do capitalismo. segundo Resolução n. sem se querer vislumbrar ganho monetário. Normas que regulamentam a profissão no CONFEA/CREA DECRETO Nº 90. se antes dele algum outro engenheiro já apresentou proposta com técnicas mais custosas. sempre de apoio nos pilares da ética? Este pitoresco item do Código de Ética do Engenheiro e Arquiteto leva a crer que a competição através de preços não é ética. por que negar-lhes o direito de usar dos mecanismos de competição e preço para lhes garantir esse rendimento. mas não tem o direito de poder executar seu trabalho de maneira melhor e mais barata. basicamente os mesmos conceitos.Em assistir colegas em seu desenvolvimento profissional e suportá-los no cumprimento deste código de ética." .922. com a adição deste interessante item: "Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais. 205. de 30 de Setembro de 1971 do Conselho Federal Brasileiro de Engenharia . ou seja. no Código de Ética Profissional do Engenheiro. e não sendo eles os únicos a assim o fazerem." Advém da leitura deste item que o engenheiro e arquiteto agem tão somente como instrumentos da aplicação das Ciências Naturais. de 5 NOV 1968. o engenheiro pode optar por adquirir seus materiais necessários ao trabalho em fornecedor que os tenha a preços menores.

seja portador de diploma de habilitação específica. pagamento de impostos. e tenha sido diplomado por escola autorizada ou reconhecida. Parágrafo único . V . de 20 DEZ 1961. venda e utilização de produtos e equipamentos especializados. de 11 AGO 1971. da Constituição e tendo em vista o disposto no artigo 5º da Lei nº 5.524.É assegurado o exercício da profissão de técnico de 2º grau de que trata o artigo anterior. 1º . Art. Art. IV .O Presidente da República. 5 (cinco) anos de atividade como técnico de 2º grau. de 5 NOV 1968.conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade. II .044. poderão: I . revalidado na forma da legislação pertinente em vigor.prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. pela legislação anterior.524.tenha concluído um dos cursos técnicos industriais e agrícolas de 2º grau.Os técnicos industriais e técnicos agrícolas de 2º grau. de 5 NOV 1968. III .024.dar assistência técnica na compra. de 19 OUT 1982. III . seja por alvará municipal. a quem: I .A prova da situação referida no inciso III será feita por qualquer meio em direito permitido.orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e instalações. 3º .692. de 18 OUT 1982. . anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social ou comprovante de recolhimento de contribuições previdenciárias. Art.692.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional. item III. e 7. de 11 AGO 1971. entendem-se por técnico industrial e técnico agrícola de 2º grau ou.044. 5. de 20 DEZ 1961. no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81. observado o disposto nos arts.024. de nível médio. II . nos termos das Leis nºs 4. regularmente constituída. conte na data da promulgação da Lei nº 5.Para efeito do disposto neste Decreto. expedido por instituição de ensino estrangeira. 5. 2º . e 7. 4º e 5º.sem habilitação específica. os habilitados nos termos das Leis nºs 4.

dar assistência técnica na compra. na modalidade Edificações. VI . § 1º . 4º . arbitramento e consultoria. fiscalizar. constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus. bem como projetar. reparos ou manutenção. avaliação. perícia. que não constituam conjuntos residenciais. § 3º .executar e conduzir a execução técnica de trabalhos profissionais. demarcação de levantamentos topográficos. bem como conduzir e treinar as respectivas equipes. exercendo. orientar e coordenar diretamente serviços de manutenção e reparo de equipamentos. operação. respeitados os limites de sua formação. padronizando.executar. consistem em: I . assessorando. funcionar como perito em vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura e exercer atividade de desenhista de sua especialidade.As atribuições dos técnicos industriais de 2º grau. poderão projetar e dirigir edificações de até 80m2 de área construída. venda e utilização de equipamentos e materiais especializados. II .Os técnicos em Agrimensura terão as atribuições para a medição.ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade. bem como realizar reformas. § 2º .prestar assistência técnica e assessoria no estudo de viabilidade e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. ou nos trabalhos de vistoria. bem como exercer a atividade de desenhista de sua especialidade.Art.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional. para efeito do exercício profissional e de sua fiscalização.Os técnicos em Eletrotécnica poderão projetar e dirigir instalações elétricas com demanda de energia de até 800 Kva. V . incluída a pedagógica. em suas diversas modalidades. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino. IV . desde que não impliquem em estruturas de concreto armado ou metálica. bem como orientar e coordenar equipes de execução de instalações. instalações e arquivos técnicos específicos. . montagens.Os técnicos de 2º grau das áreas de Arquitetura e de Engenharia Civil. mensurando e orçando. as seguintes atividades: III . desde que possua formação específica. e exercer a atividade de desenhista de sua especialidade. conduzir e dirigir trabalhos topográficos. dentre outras.

Art.administrar propriedades rurais em nível gerencial. ou nos trabalhos e vistorias. fica assegurado aos técnicos industriais de 2º grau o exercício de outras atribuições. VI . XIII . arbitramento e consultoria.Art.prestar assistência técnica e assessoria no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.conduzir. XII .Além das atribuições mencionadas neste Decreto. experimentação. ensaio e divulgação técnica. incluída a pedagógica.As atribuições dos técnicos agrícolas de 2º grau em suas diversas modalidades. associativismo e em apoio à pesquisa. 6º . dentre outras. respeitados os limites de sua formação.prestar assistência técnica na comercialização e armazenamento de produtos agropecuários. constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus.emitir laudos e documentos de classificação e exercer a fiscalização de produtos de origem vegetal. II .atuar em atividades de extensão. circunscritos ao âmbito de sua habilitação. IX .dar assistência técnica na compra. desde que compatíveis com a sua formação curricular. . 5º . paraestatais e privadas. IV . venda e utilização de equipamentos em materiais especializados. análise.executar trabalhos de mensuração e controle de qualidade. III . funções ou empregos em atividades estatais. XI . perícia. X .elaborar orçamentos relativos às atividades de sua competência. padronizando. as seguintes tarefas: VII .elaborar relatórios e pareceres técnicos. consistem em: I . animal e agroindustrial. exercendo. desde que possua formação específica. executar e fiscalizar obra e serviço técnico. assessorando. compatíveis com a respectiva formação profissional. mensurando e orçando.ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade.desempenhar cargos. VIII . para efeito do exercício profissional e da sua fiscalização. V .

são reservadas aos profissionais legalmente habilitados e registrados na forma deste Decreto. 15 e do Conselho Regional que a expediu.Os técnicos agrícolas do setor agroindustrial poderão responsabilizar-se pela elaboração de projetos de detalhes e pela condução de equipe na execução direta de projetos agroindustriais. pela legislação anterior. para efeito de financiamento de investimento e custeio pelo sistema de crédito rural ou industrial e no âmbito restrito de suas respectivas habilitações. é obrigatória a manutenção de . Art. os conteúdos das disciplinas que contribuem para sua formação profissional.As qualificações de técnicos industrial ou agrícola de 2º grau só poderão ser acrescidas à denominação de pessoa jurídica composta exclusivamente de profissionais possuidores de tais títulos.conduzir equipe de instalação.XIV . a menção explícita do título profissional e do número da carteira referida no Art.prestar assistência técnica na multiplicação de sementes e mudas. aprovadas pelo Conselho Federal de Educação.500 MVR. 12 .Além das atribuições mencionadas neste Decreto. desde que compatíveis com a sua formação curricular. 8º . 7º . é obrigatória. Art. 11 . montagem e operação.Nenhum profissional poderá desempenhar atividade além daquelas que lhe competem pelas características de seu currículo escolar. considerados. Art.desempenhar outras atividades compatíveis com a sua formação profissional. em cada caso. Art. 10 . § 1º . XV . elaborar projetos de valor não superior a 1. comuns e melhoradas.Em se tratando de obras. XVI . fica assegurado aos Técnicos Agrícolas de 2º grau o exercício de outras atribuições.treinar e conduzir equipes de execução de serviços e obras de sua modalidade. de nível médio.Os técnicos em Agropecuária poderão. XVII .Nos trabalhos executados pelos técnicos de 2º grau de que trata este Decreto. 9º . reparo ou manutenção. além da assinatura.As denominações de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau ou. § 2º . Parágrafo único . Art. Art.O disposto neste Decreto aplica-se a todas as habilitações profissionais de técnico de 2º grau dos setores primário e secundário.

dos autores e co-autores responsáveis pelo projeto e pela execução.194. conforme modelo aprovado pelo respectivo Órgão.placa visível ao público.A fiscalização do exercício das profissões de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau será exercida pelos respectivos Conselhos Profissionais. obrigam-se ao visto do registro na nova região. e. Art.524. Art. prorrogável por mais um ano. 14 . o número do registro e a habilitação profissional de seu portador. 20 . filial. . a qual substituirá o diploma. títulos. escrita em letras de forma. de 5 NOV 1968. 17 .O Conselho Federal respectivo baixará as Resoluções que se fizerem necessárias à perfeita execução deste Decreto. obrigada a proceder ao seu registro na nova região. 19 .A Carteira Profissional de Técnico conterá. de 24 DEZ 1966. Art. de 26 MAIO 1982. Art.Ao profissional registrado em Conselho de Fiscalização do Exercício Profissional será expedida Carteira Profissional de Técnico. 13 . Art. no que couber. quando exercerem atividades em outra região diferente daquela em que se encontram registrados.No caso em que a atividade exceda a 180 (cento e oitenta) dias. sucursal ou escritório de obras e serviços.Os profissionais de que trata este Decreto só poderão exercer a profissão após o registro nos respectivos Conselhos Profissionais da jurisdição de exercício de sua atividade. valendo como documento de identidade e terá fé pública. por um ano. Parágrafo único . pelas disposições das Leis nºs 5. 1º caso: A explosão do foguete Challenger em 26 de janeiro de 1986. revogadas as disposições em contrário. 15 . sua agência. Parágrafo único . Art. firma ou organização registrados em qualquer Conselho Profissional.Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.O exercício da profissão de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau é regulado pela Lei nº 5. com nomes. e 6.994. a critério do mesmo Conselho. 18 . Art. 16 . fica a pessoa jurídica.Os técnicos de 2º grau cujos diplomas estejam em fase de registro poderão exercer as respectivas profissões mediante registro provisório no Conselho Profissional. números das carteiras e do CREA que a expediu. obrigatoriamente. Art.O profissional.

que possuía o engenheiro chefe Bob Lund. sem ser levado a sério pela Morton e pela administração da NASA. advertiu seu chefe.o em público: “Tire o seu capacete de engenheiro e coloque na cabeça o da Morton!” Boisjoly não perdeu o emprego mas foi afastado do projeto. abaixo de 0ºC. O que se pode constatar foi que o lançamento foi feito num ambiente que registrou a mais baixa temperatura. Um dos engenheiros de Bob Lund era Roger Boisjoly. No final de julho de 1986. A empresa particular encarregada da fabricação dos impulsores de combustível sólido foi a Morton Thiokol. diante da pressão política na competição com a Rússia. diferentemente dos 4 lançamentos anteriores. Não tempo tido tempo de resolver o problema dentro do prazo político estipulado. deixando de cumprir sua função de evitar o vazamento. teria se livrado de sua parte impulsora. acelerando o programa. A origem da falha foi identificada como a perda de flexibilidade do selante anelar em baixa temperatura. causou a dilatação do cilindro de aço que o continha. que havia lutado durante o projeto para resolver o problema material do selante. Um dos gerentes principais da Morton ridicularizou. já descarregado de combustível. ao se esquentar. Morreram 7 astronautas. . na Flórida. O acidente aconteceu depois de 4 lançamentos com êxito. Boisjoly renunciou ao seu emprego na Morton. não acompanhada pelas partes frias. dentre os quais a primeira astronauta mulher e o programa espacial americano atrasou-se 5 anos na averiguação das causas do acidente. um mês após o término da comissão presidencial. teria navegado tranqüilamente pelo espaço e retornado à Terra.Exemplos de falta de etica na engenharia Todos os jornais do mundo noticiaram o acidente ocorrido 73 segundos depois da decolagem do foguete tripulado. de Cabo Kennedy. Se o foguete tivesse suportado mais 47 segundos. O combustível sólido. e.

O desenrolar dos fatos sugere diversas perguntas relacionadas com a ética da engenharia. Isto iria contra o alvo da empresa: derrotar os competidores. Durante o julgamento ficou patente que os engenheiros conheciam a vulnerabilidade do veículo por choques traseiros. houve a morte de duas pessoas. Apagaram todos os sistemas de regulagem e emergência e retiraram todas as varinhas de controle do núcleo energético. divulgar informações reservadas da empresa? 2º caso: O automóvel Pinto Em 10 de agosto de 1978. a engenharia ou a administração da empresa? É correto para um engenheiro. No primeiro caso. . O carro se incendiou depois de um abalroamento por outro carro em sua traseira. USA. na Ucrânia. Eis algumas delas: Qual o papel correto de um engenheiro diante de problemas de segurança? Deve um engenheiro aceitar prazos para resolver um problema? Quem deve decidir uma ação final. A solução proposta por eles foi recusada pela empresa com as seguintes alegações: a solução aumentava o custo do carro. Manejos incompetentes de partes defeituosas da usina ocasionaram em 25 de abril de 1986. A Ford perdeu a causa e vários engenheiros pertencentes à equipe responsável pelo projeto deveriam ser presos. ocorreu um desastre numa rodovia de Indiana. entretanto. ocorreram cerca de 50 casos com demandas judiciais e pagamento de danos. Durante os 7 anos da introdução do produto no mercado. onde morreram duas jovens dentro de um automóvel compacto. inovador. As perguntas éticas neste caso são: a responsabilidade de um engenheiro em relação à sociedade deve ser subordinada à sua responsabilidade diante de seu empregador? Pode um engenheiro submeter sua independência à empresa? Qual deve ser sua atitude no processo judicial? 3º caso: Central nuclear de Chernobyl Perto da cidade Prypyat. atrasava o início da fabricação e prejudicava o ritmo de produção. ocorreu o maior acidente nuclear da história. em situações críticas. Engenheiros operadores da fábrica tentavam uma experiência mal sucedida. da Ford.

a operação estava fora de controle. É ou não é um problema de ética profissional? Os responsáveis pelos equipamentos médicos podiam deixar cápsulas de material perigoso serem jogadas num ferrovelho sem qualquer advertência quanto a seu conteúdo? Abrindo casualmente pastas antigas. os monitores suecos acusaram índices anormais de radiação no vento. Por pressão da Suécia. Várias pessoas morreram e muitas contraíram doenças ficando impossibilitadas de trabalhar. As perguntas pertinentes ao caso são: Pode-se exercer a engenharia sem a competência tecnológica e a necessária experiência? Qual a responsabilidade da engenharia na manutenção dos objetos que criou? Qual a atitude da engenharia ao descobrir que os objetos criados são potencialmente perigosos? Qual a responsabilidade da engenharia no bem-estar humano.01. Ninguém foi julgado como causador do desastre. No Brasil ocorreu um caso inadmissível de contaminação num ferrovelho. Árvores também foram contaminadas. Destas pessoas. Havia sido publicado. E centenas de milhares contraíram doenças. A radioatividade atingiu até França e Itália. Ocorreram então várias explosões que destruíram os contendores de aço e concreto armado do reator. deparei-me com um recorte de “A Gazeta” de 10.. que noticiava a colação de grau da turma de engenheirandos de 1956.57. que saia da regra geral de mostrar os progressos da . Enormes quantidades de substâncias radioativas entraram na atmosfera.. atual e futuro? 4º caso: Césio 137 em Goiânia. o governo russo foi obrigado a admitir o desastre. Nas primeiras horas do dia seguinte. em 28 de abril. O governo russo tentou encobrir o ocorrido mas. provocando em 27 de abril a evacuação dos 30. Esse discurso. Devido à contaminação morreram logo 32 pessoas.000 habitantes de Prypyat. nasceram vacas com sérias deformações. o meu discurso de paraninfo. com uma cápsula de césio 137 que lá foi deixada por descuido.Isso possibilitou que a central continuasse trabalhando com 10% de sua capacidade. na íntegra. 26 de abril. dezenas de milhares morreram e o restante contraiu câncer. Nos anos seguintes.

existe sempre um ponto fraco em que ele possa ser criticado. lembrai-vos bem de que. No exercício dessas atividades o engenheiro precisa acautelar-se para não transgredir os postulados da ética profissional.Engenharia e o futuro dessa profissão no Brasil. um desenho ou um projeto de outro colega antes mesmo de se inteirar completamente do que se trata. os únicos adquiridos na escola. Lembrai-vos bem de que. “Freqüentemente o engenheiro terá que exercer atividades subsidiárias. como aconteceu pela primeira vez. em vez de vos beneficiar. ao lado da parte técnica. Podemos fazer alguma coisa para minimizar essa deplorável situação? . que aqui reproduzo. Sempre que estiverdes em situação idêntica. vós só tendes a ser mal vistos e nada usufruir da antipática atitude. Isto aconteceu há 50 anos e a situação continua a mesma. infelizmente. pois quem ouviu a vossa crítica. com a escolha de um professor subalterno e não um catedrático para a honraria de paraninfar uma turma de estudantes. pois. só então tendo aprendido a solução acertada. Tão importantes como seus conhecimentos técnicos. poderá ser uma arma de dois gumes. É muito comum. e outros irão certamente criticá-lo pensando com isso em beneficiar a si próprios. com esse procedimento. Um dos temas destacados foi justamente o da Ética Profissional. são também seus conhecimentos de relações humanas. O discurso mais parecia um conselho para os novos engenheiros. lembrai-vos dos vossos próprios trabalhos e colocaivos na posição de adversários. Muitas vezes ridiculariza o que ele próprio costumava fazer até alguns dias atrás. ouvir-se um engenheiro menosprezar uma planta. além de ser essa atitude antipática e contra os ensinamentos da ética profissional. lembrai-vos sempre dessa frase: Nunca criticai um trabalho de um colega ainda que a crítica seja justa. de psicologia e de comércio. por melhor que seja vosso trabalho. ficará de sobreaviso para criticar-vos posteriormente em casos análogos. Quando estiverdes inclinados a proferir tais críticas. Se minhas palavras puderem ser úteis em alguma situação. Não é possível evitar as críticas contra nós mesmos. ainda que não a transmita ao criticado. ela. mas é possível diminuir os seus efeitos nocivos procurando trabalhar com perfeição”. transgrediu o costume.