O que é Ética e Moral

No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética
está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o
comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes,
regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
Os termos possuem origem etimológica distinta. A palavra “ética” vem do
Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral”
tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”.
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do
comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma
racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente
por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas
ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado,
bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São
ambas responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do
homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a
melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.

A Ética

Ética é um conjunto de princípios ou padrões pelos nos quais se pautam a
conduta humana. Algumas vezes a ética é chamada de "moral", e por
extensão, seu estudo freqüentemente chamado de Filosofia Moral. Assim,
como um ramo da Filosofia, Ética é considerada uma ciência normativa, já
que trata de normas da conduta humana, em diferença às ciências formais
(como Matemática e Lógica) e às ciências empíricas, como a Química e a
Física.
Como trata-se de um padrão de comportamento e conduta, a ética ou moral
tem características próprias em cada civilização (a exemplo da Oriental e
Ocidental) e em cada cultura. Por todo o tempo em que a humanidade tem
vivido em grupos, a regulamentação moral tem sido necessária para o bemestar desses grupos. Apesar de que a moral foi formalizada e transformada
em padrões arbitrários de conduta, ela desenvolveu-se, algumas vezes
irracionalmente, depois de que tabus religiosos foram violados, ou através de

Como é o padrão regulatório da Ética necessário para o bem-estar de uma população. ou de leis impostas por chefes a fim de prevenir desarmonia em suas tribos. ou à geração criação de danos à própria sociedade e ambiente. Porém não é a Ética absoluta e imutável. seja no comportamento do mercado de Bolsa de Valores." As descobertas de Newton levaram os filósofos a ganhar confiança num sistema ético que era tão racional e ordenado como a Natureza era considerada. As Leis de Newton foram recebidas de modo geral como uma evidência de que havia uma ordem divina que era racional. o que torna a ética uma ciência gerada. tampouco perfeita. É quando se estabelece que determinada ação ou atitude. Pode-se considerar que esse padrão de comportamento é o que leva ao menor consumo de energia. as máximas de Confúcio foram aceitas como código moral. com suas grandes descobertas. As descobertas de Isaac Newton servem como um exemplo deste efeito. Ética na Engenharia Vejamos aqui em que pautam os engenheiros seu comportamento na profissão. com base na tentativa e acerto. Na China. todos esses organismos são criações do próprio ser humano. seja na educação de crianças. e por conseguinte viva e em mutação. também não lhe causa prejuízo. A Igreja tem grande participação no desenvolvimento dos padrões éticos e morais principalmente da civilização ocidental. seja na confecção das leis.comportamentos fortuitos que se tornaram hábito e então regra. ou à menor criação de dificuldades. que se faça Newton! E se fez a Luz. e suas mudanças se fazem normalmente através da quebra do padrão anterior. assim como os demais seres vivos. se não causa benefício à sociedade. máximas e preceitos criados por líderes seculares misturaramse com uma religião rígida que afetou o comportamento de cada egípcio. seja em todas as profissões. Agir em contradição a essas normas invariavelmente resulta em conflito e talvez dano a alguma parte. A Igreja pauta esses padrões nos escritos bíblicos. o código de Ética na . É a Ciência. Na realidade. que por sua vez teriam origem divina. esse aplica-se a todas as esferas de atuação desta população. O pensamento contemporâneo nesta linha foi expresso sucintamente pelo poeta inglês Alexander Pope. às vezes com resultados infortuitos para seus autores. De fato. uma grande responsável pelas mutações dos padrões éticos. pelo menos no mundo ocidental. na seguinte frase: "Deus disse. aliás. Mesmo as grandes civilizações Egípcias e Sumérias não geraram uma ética sistematizada.

Esforçando-se para aumentar a competência e prestígio da profissão de engenheiro. *Engenheiros agirão de tal maneira a manter e desenvolver a honra. integridade e dignidade da profissão. Abaixo ilustramos o que diz da ética profissional o Engineer’s Council for Professional Development (ECPD) dos Estados Unidos. Suportando as sociedades profissionais e técnicas de duas disciplinas. *Engenheiros farão declarações públicas somente de maneira objetiva e confiável. honra e dignidade da profissão: Usando seu conhecimento e habilidade para o avanço do bem-estar da humanidade. saúde e bem-estar do público durante a execução de suas tarefas profissionais. *Engenheiros farão serviços apenas nas áreas de sua competência.Engenharia é bastante semelhante de país para país. Cânones Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros *Engenheiros zelarão pela segurança. Engenheiros mantêm e melhoram a integridade. e desta maneira tendo resultados semelhantes. e servindo fielmente o público. Sendo honesto e imparcial. *Engenheiros construirão sua reputação profissional com o mérito de seus serviços e não competirão de forma injusta com outros. e evitarão conflitos de interesse. imutáveis em qualquer parte do Universo. uma vez tendo como coração de seu trabalho o uso das Ciências Naturais. Isso não é surpresa. . seus empregadores e clientes. ou Conselho de Engenheiros para o Desenvolvimento Profissional. *Engenheiros agirão em assuntos profissionais para cada cliente como agentes fiéis e confiáveis. Princípios Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros.

e em aceitando uma obrigação pessoal para nossa profissão. em reconhecer e corrigir erros. ou Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica. Em buscar. credo.. Em rejeitar suborno sob todas as suas formas. seus membros e as comunidades as quais servimos. e fazê-los de conhecimento das partes envolvidas quando existirem. EUA. sua propriedade. . "Nós. e rejeitar de imediato e tornar conhecidos fatores que possam colocar o meio-ambiente e o público em risco. saúde e bem-estar do público. Em ser honestos e realistas quando relatando pedidos ou estimativas baseadas em dados existentes.*Engenheiros continuarão seu desenvolvimento profissional durante sua carreira e disponibilizarão oportunidades para o desenvolvimento profissional dos engenheiros sob sua supervisão. Em promover o entendimento da tecnologia. submetemo-nos à conduta mais ética e profissional e concordamos: Em aceitar a responsabilidade de fazer as decisões na Engenharia consistentes com a segurança. aceitar e oferecer críticas honestas de trabalhos técnicos. em reconhecimento da importância do efeito de nossas tecnologias na qualidade de vida por todo o mundo. condição física. principal órgão responsável pela definição de inúmeros padrões na Engenharia Elétrica e Eletrônica usados em todo o mundo. e em dar crédito apropriado a colaboradores e outros. idade ou nacionalidade. reputação ou emprego através de ação maliciosa ou falsa. Em manter e desenvolver nossa competência técnica e assumir tarefas tecnológicas para outros somente se qualificados por treinamento ou experiência. suas aplicações apropriadas e conseqüências potenciais. Em evitar danos a outros. Em evitar conflitos reais ou prováveis de interesse sempre que possível. ou após tornar claras as limitações pertinentes. membros do IEEE. Em tratar com justiça todas as pessoas independente de sua raça. Vislumbremos agora o Código de Ética do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). religião.

apesar de sê-lo em todo o resto da esfera do capitalismo.Em assistir colegas em seu desenvolvimento profissional e suportá-los no cumprimento deste código de ética. Arquitetura e Agronomia. por que negar-lhes o direito de usar dos mecanismos de competição e preço para lhes garantir esse rendimento. de 5 NOV 1968.922. 205.524. *Pode-se observar. ou seja. Ou seja. segundo Resolução n. mas não tem o direito de poder executar seu trabalho de maneira melhor e mais barata. de 30 de Setembro de 1971 do Conselho Federal Brasileiro de Engenharia . Isto é belo do ponto de vista poético. Normas que regulamentam a profissão no CONFEA/CREA DECRETO Nº 90. com a adição deste interessante item: "Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais." Advém da leitura deste item que o engenheiro e arquiteto agem tão somente como instrumentos da aplicação das Ciências Naturais. que exige a competição por espaço exemplificada no texto do item. DE 6 FEV 1985 Regulamenta a Lei nº 5. basicamente os mesmos conceitos. se antes dele algum outro engenheiro já apresentou proposta com técnicas mais custosas." . sem se querer vislumbrar ganho monetário. do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo. no Código de Ética Profissional do Engenheiro. e não sendo eles os únicos a assim o fazerem. sempre de apoio nos pilares da ética? Este pitoresco item do Código de Ética do Engenheiro e Arquiteto leva a crer que a competição através de preços não é ética. agindo profissionalmente como executor para o bem-estar. o engenheiro pode optar por adquirir seus materiais necessários ao trabalho em fornecedor que os tenha a preços menores. Sendo o engenheiro e arquiteto profissionais que têm rendimento monetário através do exercício da sua profissão. mas ineficaz e irreal fora do papel escrito. que "dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau.

II . V .A prova da situação referida no inciso III será feita por qualquer meio em direito permitido. nos termos das Leis nºs 4. 5. os habilitados nos termos das Leis nºs 4.conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade. regularmente constituída. de 20 DEZ 1961. II . 5 (cinco) anos de atividade como técnico de 2º grau. IV . 1º .044. anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social ou comprovante de recolhimento de contribuições previdenciárias. 5. de nível médio. III . Art.tenha concluído um dos cursos técnicos industriais e agrícolas de 2º grau. III . . e 7.692. de 5 NOV 1968. e 7. no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81. entendem-se por técnico industrial e técnico agrícola de 2º grau ou.dar assistência técnica na compra. de 11 AGO 1971. Parágrafo único . Art. pagamento de impostos. de 11 AGO 1971. pela legislação anterior.692. item III. a quem: I .024. revalidado na forma da legislação pertinente em vigor.044. de 18 OUT 1982. Art.sem habilitação específica. de 20 DEZ 1961.524.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional. seja por alvará municipal. e tenha sido diplomado por escola autorizada ou reconhecida. 3º .É assegurado o exercício da profissão de técnico de 2º grau de que trata o artigo anterior.O Presidente da República. de 5 NOV 1968. venda e utilização de produtos e equipamentos especializados. conte na data da promulgação da Lei nº 5.Para efeito do disposto neste Decreto. observado o disposto nos arts.prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas.524. 4º e 5º. poderão: I . 2º . da Constituição e tendo em vista o disposto no artigo 5º da Lei nº 5. expedido por instituição de ensino estrangeira.seja portador de diploma de habilitação específica.024.orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e instalações. de 19 OUT 1982.Os técnicos industriais e técnicos agrícolas de 2º grau.

ou nos trabalhos de vistoria. funcionar como perito em vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura e exercer atividade de desenhista de sua especialidade. padronizando. e exercer a atividade de desenhista de sua especialidade. que não constituam conjuntos residenciais. § 3º .Os técnicos em Agrimensura terão as atribuições para a medição.As atribuições dos técnicos industriais de 2º grau. poderão projetar e dirigir edificações de até 80m2 de área construída. venda e utilização de equipamentos e materiais especializados. em suas diversas modalidades. IV . respeitados os limites de sua formação. dentre outras. as seguintes atividades: III . 4º . perícia. mensurando e orçando. VI . orientar e coordenar diretamente serviços de manutenção e reparo de equipamentos. na modalidade Edificações. bem como realizar reformas. instalações e arquivos técnicos específicos. consistem em: I .executar e conduzir a execução técnica de trabalhos profissionais. para efeito do exercício profissional e de sua fiscalização. fiscalizar. desde que não impliquem em estruturas de concreto armado ou metálica. desde que possua formação específica. reparos ou manutenção. § 1º .Os técnicos de 2º grau das áreas de Arquitetura e de Engenharia Civil.ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade. constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus. operação. . exercendo. incluída a pedagógica. bem como exercer a atividade de desenhista de sua especialidade. demarcação de levantamentos topográficos. bem como projetar. II . assessorando. montagens. § 2º .prestar assistência técnica e assessoria no estudo de viabilidade e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas.Os técnicos em Eletrotécnica poderão projetar e dirigir instalações elétricas com demanda de energia de até 800 Kva. arbitramento e consultoria. conduzir e dirigir trabalhos topográficos.dar assistência técnica na compra. avaliação. V .executar. bem como orientar e coordenar equipes de execução de instalações.Art. bem como conduzir e treinar as respectivas equipes. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.

compatíveis com a respectiva formação profissional.As atribuições dos técnicos agrícolas de 2º grau em suas diversas modalidades. . padronizando. associativismo e em apoio à pesquisa.executar trabalhos de mensuração e controle de qualidade.atuar em atividades de extensão. circunscritos ao âmbito de sua habilitação. III .elaborar orçamentos relativos às atividades de sua competência. V . perícia. desde que possua formação específica. consistem em: I . venda e utilização de equipamentos em materiais especializados. X . Art. animal e agroindustrial. VIII . 6º . respeitados os limites de sua formação. 5º . funções ou empregos em atividades estatais. IX . assessorando. incluída a pedagógica. XII .ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade.emitir laudos e documentos de classificação e exercer a fiscalização de produtos de origem vegetal. XI . fica assegurado aos técnicos industriais de 2º grau o exercício de outras atribuições.prestar assistência técnica e assessoria no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. executar e fiscalizar obra e serviço técnico. dentre outras. as seguintes tarefas: VII .administrar propriedades rurais em nível gerencial. arbitramento e consultoria. paraestatais e privadas.desempenhar cargos. IV .elaborar relatórios e pareceres técnicos. VI . experimentação. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino. II . para efeito do exercício profissional e da sua fiscalização. exercendo. desde que compatíveis com a sua formação curricular. análise. ou nos trabalhos e vistorias. ensaio e divulgação técnica.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.Art. mensurando e orçando.Além das atribuições mencionadas neste Decreto.prestar assistência técnica na comercialização e armazenamento de produtos agropecuários.conduzir.dar assistência técnica na compra. constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus. XIII .

7º . Art. Art. reparo ou manutenção.As denominações de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau ou.Além das atribuições mencionadas neste Decreto. além da assinatura. fica assegurado aos Técnicos Agrícolas de 2º grau o exercício de outras atribuições. desde que compatíveis com a sua formação curricular.Os técnicos agrícolas do setor agroindustrial poderão responsabilizar-se pela elaboração de projetos de detalhes e pela condução de equipe na execução direta de projetos agroindustriais. Parágrafo único .desempenhar outras atividades compatíveis com a sua formação profissional. para efeito de financiamento de investimento e custeio pelo sistema de crédito rural ou industrial e no âmbito restrito de suas respectivas habilitações. é obrigatória. XVII .O disposto neste Decreto aplica-se a todas as habilitações profissionais de técnico de 2º grau dos setores primário e secundário. 15 e do Conselho Regional que a expediu. montagem e operação. os conteúdos das disciplinas que contribuem para sua formação profissional.Nenhum profissional poderá desempenhar atividade além daquelas que lhe competem pelas características de seu currículo escolar. a menção explícita do título profissional e do número da carteira referida no Art. pela legislação anterior.500 MVR.XIV . considerados. XVI . é obrigatória a manutenção de . em cada caso. Art.Os técnicos em Agropecuária poderão. 9º . 11 .Em se tratando de obras. 8º .prestar assistência técnica na multiplicação de sementes e mudas. XV . comuns e melhoradas. Art. elaborar projetos de valor não superior a 1. Art. de nível médio. § 2º . 12 .Nos trabalhos executados pelos técnicos de 2º grau de que trata este Decreto. § 1º . são reservadas aos profissionais legalmente habilitados e registrados na forma deste Decreto. aprovadas pelo Conselho Federal de Educação.treinar e conduzir equipes de execução de serviços e obras de sua modalidade. 10 . Art.As qualificações de técnicos industrial ou agrícola de 2º grau só poderão ser acrescidas à denominação de pessoa jurídica composta exclusivamente de profissionais possuidores de tais títulos.conduzir equipe de instalação.

A fiscalização do exercício das profissões de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau será exercida pelos respectivos Conselhos Profissionais. Art. . Art. de 26 MAIO 1982. conforme modelo aprovado pelo respectivo Órgão. 18 . quando exercerem atividades em outra região diferente daquela em que se encontram registrados. sua agência.placa visível ao público. 14 . por um ano.Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. valendo como documento de identidade e terá fé pública.Os profissionais de que trata este Decreto só poderão exercer a profissão após o registro nos respectivos Conselhos Profissionais da jurisdição de exercício de sua atividade. Art. a critério do mesmo Conselho. com nomes. títulos. Art. 16 . no que couber. Parágrafo único . a qual substituirá o diploma. Art. 13 . números das carteiras e do CREA que a expediu.524. Art. obrigatoriamente.Ao profissional registrado em Conselho de Fiscalização do Exercício Profissional será expedida Carteira Profissional de Técnico. Parágrafo único .O exercício da profissão de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau é regulado pela Lei nº 5. fica a pessoa jurídica.994. revogadas as disposições em contrário. escrita em letras de forma. 17 . 19 . e 6.194. obrigada a proceder ao seu registro na nova região. o número do registro e a habilitação profissional de seu portador. e. 20 . sucursal ou escritório de obras e serviços. prorrogável por mais um ano. 15 . obrigam-se ao visto do registro na nova região.A Carteira Profissional de Técnico conterá. firma ou organização registrados em qualquer Conselho Profissional. filial. de 5 NOV 1968. 1º caso: A explosão do foguete Challenger em 26 de janeiro de 1986. de 24 DEZ 1966.O profissional. Art.Os técnicos de 2º grau cujos diplomas estejam em fase de registro poderão exercer as respectivas profissões mediante registro provisório no Conselho Profissional. pelas disposições das Leis nºs 5.O Conselho Federal respectivo baixará as Resoluções que se fizerem necessárias à perfeita execução deste Decreto. dos autores e co-autores responsáveis pelo projeto e pela execução. Art.No caso em que a atividade exceda a 180 (cento e oitenta) dias.

Exemplos de falta de etica na engenharia Todos os jornais do mundo noticiaram o acidente ocorrido 73 segundos depois da decolagem do foguete tripulado. A origem da falha foi identificada como a perda de flexibilidade do selante anelar em baixa temperatura. que possuía o engenheiro chefe Bob Lund. diante da pressão política na competição com a Rússia. causou a dilatação do cilindro de aço que o continha. dentre os quais a primeira astronauta mulher e o programa espacial americano atrasou-se 5 anos na averiguação das causas do acidente. teria se livrado de sua parte impulsora. deixando de cumprir sua função de evitar o vazamento. já descarregado de combustível. A empresa particular encarregada da fabricação dos impulsores de combustível sólido foi a Morton Thiokol. Um dos engenheiros de Bob Lund era Roger Boisjoly. na Flórida. acelerando o programa. de Cabo Kennedy. O que se pode constatar foi que o lançamento foi feito num ambiente que registrou a mais baixa temperatura. O acidente aconteceu depois de 4 lançamentos com êxito. diferentemente dos 4 lançamentos anteriores. Se o foguete tivesse suportado mais 47 segundos. que havia lutado durante o projeto para resolver o problema material do selante. O combustível sólido. não acompanhada pelas partes frias. Não tempo tido tempo de resolver o problema dentro do prazo político estipulado. abaixo de 0ºC.o em público: “Tire o seu capacete de engenheiro e coloque na cabeça o da Morton!” Boisjoly não perdeu o emprego mas foi afastado do projeto. Morreram 7 astronautas. . Um dos gerentes principais da Morton ridicularizou. Boisjoly renunciou ao seu emprego na Morton. ao se esquentar. um mês após o término da comissão presidencial. teria navegado tranqüilamente pelo espaço e retornado à Terra. sem ser levado a sério pela Morton e pela administração da NASA. advertiu seu chefe. No final de julho de 1986. e.

houve a morte de duas pessoas. USA. atrasava o início da fabricação e prejudicava o ritmo de produção. onde morreram duas jovens dentro de um automóvel compacto. inovador. Apagaram todos os sistemas de regulagem e emergência e retiraram todas as varinhas de controle do núcleo energético. . A solução proposta por eles foi recusada pela empresa com as seguintes alegações: a solução aumentava o custo do carro. ocorreram cerca de 50 casos com demandas judiciais e pagamento de danos. Eis algumas delas: Qual o papel correto de um engenheiro diante de problemas de segurança? Deve um engenheiro aceitar prazos para resolver um problema? Quem deve decidir uma ação final. ocorreu um desastre numa rodovia de Indiana. na Ucrânia. Isto iria contra o alvo da empresa: derrotar os competidores. Engenheiros operadores da fábrica tentavam uma experiência mal sucedida. ocorreu o maior acidente nuclear da história. Durante os 7 anos da introdução do produto no mercado. da Ford. entretanto. Durante o julgamento ficou patente que os engenheiros conheciam a vulnerabilidade do veículo por choques traseiros. a engenharia ou a administração da empresa? É correto para um engenheiro. em situações críticas. divulgar informações reservadas da empresa? 2º caso: O automóvel Pinto Em 10 de agosto de 1978. O carro se incendiou depois de um abalroamento por outro carro em sua traseira.O desenrolar dos fatos sugere diversas perguntas relacionadas com a ética da engenharia. A Ford perdeu a causa e vários engenheiros pertencentes à equipe responsável pelo projeto deveriam ser presos. As perguntas éticas neste caso são: a responsabilidade de um engenheiro em relação à sociedade deve ser subordinada à sua responsabilidade diante de seu empregador? Pode um engenheiro submeter sua independência à empresa? Qual deve ser sua atitude no processo judicial? 3º caso: Central nuclear de Chernobyl Perto da cidade Prypyat. Manejos incompetentes de partes defeituosas da usina ocasionaram em 25 de abril de 1986. No primeiro caso.

que noticiava a colação de grau da turma de engenheirandos de 1956. E centenas de milhares contraíram doenças. Enormes quantidades de substâncias radioativas entraram na atmosfera. No Brasil ocorreu um caso inadmissível de contaminação num ferrovelho. na íntegra..57. nasceram vacas com sérias deformações. atual e futuro? 4º caso: Césio 137 em Goiânia. com uma cápsula de césio 137 que lá foi deixada por descuido.. Nas primeiras horas do dia seguinte. a operação estava fora de controle. As perguntas pertinentes ao caso são: Pode-se exercer a engenharia sem a competência tecnológica e a necessária experiência? Qual a responsabilidade da engenharia na manutenção dos objetos que criou? Qual a atitude da engenharia ao descobrir que os objetos criados são potencialmente perigosos? Qual a responsabilidade da engenharia no bem-estar humano. dezenas de milhares morreram e o restante contraiu câncer. Ninguém foi julgado como causador do desastre. provocando em 27 de abril a evacuação dos 30. Árvores também foram contaminadas. Por pressão da Suécia. Havia sido publicado. Esse discurso. que saia da regra geral de mostrar os progressos da . A radioatividade atingiu até França e Itália. Devido à contaminação morreram logo 32 pessoas.01. Ocorreram então várias explosões que destruíram os contendores de aço e concreto armado do reator. 26 de abril. o governo russo foi obrigado a admitir o desastre. Várias pessoas morreram e muitas contraíram doenças ficando impossibilitadas de trabalhar. os monitores suecos acusaram índices anormais de radiação no vento. Destas pessoas.Isso possibilitou que a central continuasse trabalhando com 10% de sua capacidade. em 28 de abril. o meu discurso de paraninfo. Nos anos seguintes.000 habitantes de Prypyat. O governo russo tentou encobrir o ocorrido mas. deparei-me com um recorte de “A Gazeta” de 10. É ou não é um problema de ética profissional? Os responsáveis pelos equipamentos médicos podiam deixar cápsulas de material perigoso serem jogadas num ferrovelho sem qualquer advertência quanto a seu conteúdo? Abrindo casualmente pastas antigas.

Podemos fazer alguma coisa para minimizar essa deplorável situação? . como aconteceu pela primeira vez. com a escolha de um professor subalterno e não um catedrático para a honraria de paraninfar uma turma de estudantes. os únicos adquiridos na escola. além de ser essa atitude antipática e contra os ensinamentos da ética profissional. Quando estiverdes inclinados a proferir tais críticas. com esse procedimento. infelizmente. transgrediu o costume. ouvir-se um engenheiro menosprezar uma planta. Não é possível evitar as críticas contra nós mesmos. Tão importantes como seus conhecimentos técnicos. lembrai-vos bem de que. pois quem ouviu a vossa crítica. O discurso mais parecia um conselho para os novos engenheiros. e outros irão certamente criticá-lo pensando com isso em beneficiar a si próprios. Se minhas palavras puderem ser úteis em alguma situação. “Freqüentemente o engenheiro terá que exercer atividades subsidiárias. um desenho ou um projeto de outro colega antes mesmo de se inteirar completamente do que se trata. ao lado da parte técnica. mas é possível diminuir os seus efeitos nocivos procurando trabalhar com perfeição”. poderá ser uma arma de dois gumes. ela. lembrai-vos dos vossos próprios trabalhos e colocaivos na posição de adversários. No exercício dessas atividades o engenheiro precisa acautelar-se para não transgredir os postulados da ética profissional. ficará de sobreaviso para criticar-vos posteriormente em casos análogos. Lembrai-vos bem de que. pois. em vez de vos beneficiar.Engenharia e o futuro dessa profissão no Brasil. são também seus conhecimentos de relações humanas. vós só tendes a ser mal vistos e nada usufruir da antipática atitude. Um dos temas destacados foi justamente o da Ética Profissional. Isto aconteceu há 50 anos e a situação continua a mesma. Muitas vezes ridiculariza o que ele próprio costumava fazer até alguns dias atrás. Sempre que estiverdes em situação idêntica. ainda que não a transmita ao criticado. só então tendo aprendido a solução acertada. por melhor que seja vosso trabalho. de psicologia e de comércio. existe sempre um ponto fraco em que ele possa ser criticado. É muito comum. lembrai-vos sempre dessa frase: Nunca criticai um trabalho de um colega ainda que a crítica seja justa. que aqui reproduzo.

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