O que é Ética e Moral

No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética
está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o
comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes,
regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
Os termos possuem origem etimológica distinta. A palavra “ética” vem do
Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral”
tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”.
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do
comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma
racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente
por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas
ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado,
bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São
ambas responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do
homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a
melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.

A Ética

Ética é um conjunto de princípios ou padrões pelos nos quais se pautam a
conduta humana. Algumas vezes a ética é chamada de "moral", e por
extensão, seu estudo freqüentemente chamado de Filosofia Moral. Assim,
como um ramo da Filosofia, Ética é considerada uma ciência normativa, já
que trata de normas da conduta humana, em diferença às ciências formais
(como Matemática e Lógica) e às ciências empíricas, como a Química e a
Física.
Como trata-se de um padrão de comportamento e conduta, a ética ou moral
tem características próprias em cada civilização (a exemplo da Oriental e
Ocidental) e em cada cultura. Por todo o tempo em que a humanidade tem
vivido em grupos, a regulamentação moral tem sido necessária para o bemestar desses grupos. Apesar de que a moral foi formalizada e transformada
em padrões arbitrários de conduta, ela desenvolveu-se, algumas vezes
irracionalmente, depois de que tabus religiosos foram violados, ou através de

que por sua vez teriam origem divina. ou de leis impostas por chefes a fim de prevenir desarmonia em suas tribos. esse aplica-se a todas as esferas de atuação desta população. Porém não é a Ética absoluta e imutável. As descobertas de Isaac Newton servem como um exemplo deste efeito. ou à menor criação de dificuldades. aliás. assim como os demais seres vivos. seja na confecção das leis. seja no comportamento do mercado de Bolsa de Valores. e suas mudanças se fazem normalmente através da quebra do padrão anterior. com base na tentativa e acerto.comportamentos fortuitos que se tornaram hábito e então regra. as máximas de Confúcio foram aceitas como código moral. As Leis de Newton foram recebidas de modo geral como uma evidência de que havia uma ordem divina que era racional." As descobertas de Newton levaram os filósofos a ganhar confiança num sistema ético que era tão racional e ordenado como a Natureza era considerada. Na China. De fato. e por conseguinte viva e em mutação. seja na educação de crianças. Ética na Engenharia Vejamos aqui em que pautam os engenheiros seu comportamento na profissão. Pode-se considerar que esse padrão de comportamento é o que leva ao menor consumo de energia. o código de Ética na . A Igreja tem grande participação no desenvolvimento dos padrões éticos e morais principalmente da civilização ocidental. Agir em contradição a essas normas invariavelmente resulta em conflito e talvez dano a alguma parte. máximas e preceitos criados por líderes seculares misturaramse com uma religião rígida que afetou o comportamento de cada egípcio. seja em todas as profissões. todos esses organismos são criações do próprio ser humano. pelo menos no mundo ocidental. O pensamento contemporâneo nesta linha foi expresso sucintamente pelo poeta inglês Alexander Pope. É a Ciência. com suas grandes descobertas. A Igreja pauta esses padrões nos escritos bíblicos. na seguinte frase: "Deus disse. também não lhe causa prejuízo. que se faça Newton! E se fez a Luz. Na realidade. ou à geração criação de danos à própria sociedade e ambiente. É quando se estabelece que determinada ação ou atitude. às vezes com resultados infortuitos para seus autores. se não causa benefício à sociedade. tampouco perfeita. Mesmo as grandes civilizações Egípcias e Sumérias não geraram uma ética sistematizada. uma grande responsável pelas mutações dos padrões éticos. o que torna a ética uma ciência gerada. Como é o padrão regulatório da Ética necessário para o bem-estar de uma população.

Engenharia é bastante semelhante de país para país. seus empregadores e clientes. integridade e dignidade da profissão. honra e dignidade da profissão: Usando seu conhecimento e habilidade para o avanço do bem-estar da humanidade. Esforçando-se para aumentar a competência e prestígio da profissão de engenheiro. Princípios Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros. *Engenheiros agirão em assuntos profissionais para cada cliente como agentes fiéis e confiáveis. saúde e bem-estar do público durante a execução de suas tarefas profissionais. Isso não é surpresa. uma vez tendo como coração de seu trabalho o uso das Ciências Naturais. Abaixo ilustramos o que diz da ética profissional o Engineer’s Council for Professional Development (ECPD) dos Estados Unidos. imutáveis em qualquer parte do Universo. *Engenheiros farão declarações públicas somente de maneira objetiva e confiável. Sendo honesto e imparcial. *Engenheiros agirão de tal maneira a manter e desenvolver a honra. Cânones Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros *Engenheiros zelarão pela segurança. . e servindo fielmente o público. ou Conselho de Engenheiros para o Desenvolvimento Profissional. e evitarão conflitos de interesse. e desta maneira tendo resultados semelhantes. Engenheiros mantêm e melhoram a integridade. Suportando as sociedades profissionais e técnicas de duas disciplinas. *Engenheiros construirão sua reputação profissional com o mérito de seus serviços e não competirão de forma injusta com outros. *Engenheiros farão serviços apenas nas áreas de sua competência.

aceitar e oferecer críticas honestas de trabalhos técnicos. Em promover o entendimento da tecnologia. principal órgão responsável pela definição de inúmeros padrões na Engenharia Elétrica e Eletrônica usados em todo o mundo. idade ou nacionalidade. em reconhecimento da importância do efeito de nossas tecnologias na qualidade de vida por todo o mundo. submetemo-nos à conduta mais ética e profissional e concordamos: Em aceitar a responsabilidade de fazer as decisões na Engenharia consistentes com a segurança. saúde e bem-estar do público. Em buscar. Em rejeitar suborno sob todas as suas formas. "Nós. seus membros e as comunidades as quais servimos. em reconhecer e corrigir erros. credo. condição física. e em dar crédito apropriado a colaboradores e outros. suas aplicações apropriadas e conseqüências potenciais. Vislumbremos agora o Código de Ética do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). religião. EUA. Em manter e desenvolver nossa competência técnica e assumir tarefas tecnológicas para outros somente se qualificados por treinamento ou experiência.. Em tratar com justiça todas as pessoas independente de sua raça. e rejeitar de imediato e tornar conhecidos fatores que possam colocar o meio-ambiente e o público em risco. e fazê-los de conhecimento das partes envolvidas quando existirem. Em ser honestos e realistas quando relatando pedidos ou estimativas baseadas em dados existentes. membros do IEEE. ou Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica. reputação ou emprego através de ação maliciosa ou falsa. . Em evitar conflitos reais ou prováveis de interesse sempre que possível.*Engenheiros continuarão seu desenvolvimento profissional durante sua carreira e disponibilizarão oportunidades para o desenvolvimento profissional dos engenheiros sob sua supervisão. ou após tornar claras as limitações pertinentes. e em aceitando uma obrigação pessoal para nossa profissão. sua propriedade. Em evitar danos a outros.

que "dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau." .922. de 5 NOV 1968. Isto é belo do ponto de vista poético. segundo Resolução n. *Pode-se observar.Em assistir colegas em seu desenvolvimento profissional e suportá-los no cumprimento deste código de ética. ou seja. se antes dele algum outro engenheiro já apresentou proposta com técnicas mais custosas. mas não tem o direito de poder executar seu trabalho de maneira melhor e mais barata. 205. do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo. DE 6 FEV 1985 Regulamenta a Lei nº 5." Advém da leitura deste item que o engenheiro e arquiteto agem tão somente como instrumentos da aplicação das Ciências Naturais. basicamente os mesmos conceitos. Arquitetura e Agronomia. por que negar-lhes o direito de usar dos mecanismos de competição e preço para lhes garantir esse rendimento. com a adição deste interessante item: "Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais. sem se querer vislumbrar ganho monetário. Ou seja. no Código de Ética Profissional do Engenheiro. Sendo o engenheiro e arquiteto profissionais que têm rendimento monetário através do exercício da sua profissão. sempre de apoio nos pilares da ética? Este pitoresco item do Código de Ética do Engenheiro e Arquiteto leva a crer que a competição através de preços não é ética.524. Normas que regulamentam a profissão no CONFEA/CREA DECRETO Nº 90. o engenheiro pode optar por adquirir seus materiais necessários ao trabalho em fornecedor que os tenha a preços menores. agindo profissionalmente como executor para o bem-estar. e não sendo eles os únicos a assim o fazerem. que exige a competição por espaço exemplificada no texto do item. apesar de sê-lo em todo o resto da esfera do capitalismo. de 30 de Setembro de 1971 do Conselho Federal Brasileiro de Engenharia . mas ineficaz e irreal fora do papel escrito.

. Art. 2º .É assegurado o exercício da profissão de técnico de 2º grau de que trata o artigo anterior. e tenha sido diplomado por escola autorizada ou reconhecida.A prova da situação referida no inciso III será feita por qualquer meio em direito permitido. III . IV .692. Art. e 7.044. V . item III. Parágrafo único . regularmente constituída. II .orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e instalações.044. 1º . de 11 AGO 1971.024.024. expedido por instituição de ensino estrangeira. seja por alvará municipal. II . a quem: I .Para efeito do disposto neste Decreto. entendem-se por técnico industrial e técnico agrícola de 2º grau ou. de 18 OUT 1982. e 7. 4º e 5º.prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. 5. III . da Constituição e tendo em vista o disposto no artigo 5º da Lei nº 5.sem habilitação específica. observado o disposto nos arts.524. no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81.524.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional. 5. os habilitados nos termos das Leis nºs 4. nos termos das Leis nºs 4. de 20 DEZ 1961. Art. de nível médio. de 20 DEZ 1961. de 5 NOV 1968. pagamento de impostos. de 19 OUT 1982.seja portador de diploma de habilitação específica. revalidado na forma da legislação pertinente em vigor. 3º . poderão: I .O Presidente da República. pela legislação anterior. 5 (cinco) anos de atividade como técnico de 2º grau. de 5 NOV 1968. de 11 AGO 1971.692.tenha concluído um dos cursos técnicos industriais e agrícolas de 2º grau. venda e utilização de produtos e equipamentos especializados.dar assistência técnica na compra. anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social ou comprovante de recolhimento de contribuições previdenciárias. conte na data da promulgação da Lei nº 5.conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade.Os técnicos industriais e técnicos agrícolas de 2º grau.

. bem como realizar reformas. mensurando e orçando. montagens. demarcação de levantamentos topográficos. desde que possua formação específica. II . na modalidade Edificações.Art. ou nos trabalhos de vistoria. bem como exercer a atividade de desenhista de sua especialidade. exercendo.prestar assistência técnica e assessoria no estudo de viabilidade e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas.ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade. para efeito do exercício profissional e de sua fiscalização.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.Os técnicos em Agrimensura terão as atribuições para a medição. instalações e arquivos técnicos específicos. desde que não impliquem em estruturas de concreto armado ou metálica. § 1º . avaliação. bem como projetar. operação. conduzir e dirigir trabalhos topográficos.Os técnicos em Eletrotécnica poderão projetar e dirigir instalações elétricas com demanda de energia de até 800 Kva.executar e conduzir a execução técnica de trabalhos profissionais. arbitramento e consultoria. reparos ou manutenção. em suas diversas modalidades. consistem em: I . 4º . poderão projetar e dirigir edificações de até 80m2 de área construída. as seguintes atividades: III . V . funcionar como perito em vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura e exercer atividade de desenhista de sua especialidade.Os técnicos de 2º grau das áreas de Arquitetura e de Engenharia Civil. § 3º . e exercer a atividade de desenhista de sua especialidade.As atribuições dos técnicos industriais de 2º grau. bem como orientar e coordenar equipes de execução de instalações. dentre outras. respeitados os limites de sua formação. fiscalizar. perícia. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino. assessorando.executar. IV . bem como conduzir e treinar as respectivas equipes. orientar e coordenar diretamente serviços de manutenção e reparo de equipamentos. § 2º . padronizando. VI . venda e utilização de equipamentos e materiais especializados. incluída a pedagógica. que não constituam conjuntos residenciais. constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus.dar assistência técnica na compra.

associativismo e em apoio à pesquisa. desde que possua formação específica. paraestatais e privadas. III . desde que compatíveis com a sua formação curricular. respeitados os limites de sua formação. VIII . para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino. experimentação. ou nos trabalhos e vistorias.elaborar relatórios e pareceres técnicos. consistem em: I . constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus. . 5º . II . X . animal e agroindustrial. incluída a pedagógica.executar trabalhos de mensuração e controle de qualidade. compatíveis com a respectiva formação profissional.desempenhar cargos. dentre outras. exercendo. XIII . VI . análise. Art. perícia.ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade. venda e utilização de equipamentos em materiais especializados.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.administrar propriedades rurais em nível gerencial. assessorando.dar assistência técnica na compra. circunscritos ao âmbito de sua habilitação. V . ensaio e divulgação técnica.As atribuições dos técnicos agrícolas de 2º grau em suas diversas modalidades.prestar assistência técnica e assessoria no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas.atuar em atividades de extensão. funções ou empregos em atividades estatais.emitir laudos e documentos de classificação e exercer a fiscalização de produtos de origem vegetal. as seguintes tarefas: VII .Além das atribuições mencionadas neste Decreto. padronizando.prestar assistência técnica na comercialização e armazenamento de produtos agropecuários. executar e fiscalizar obra e serviço técnico.Art. XII . IX . fica assegurado aos técnicos industriais de 2º grau o exercício de outras atribuições. XI . arbitramento e consultoria. para efeito do exercício profissional e da sua fiscalização. 6º .elaborar orçamentos relativos às atividades de sua competência. IV . mensurando e orçando.conduzir.

8º .Em se tratando de obras.Os técnicos em Agropecuária poderão. § 2º . em cada caso. XVII . Art. desde que compatíveis com a sua formação curricular. Art. 15 e do Conselho Regional que a expediu.500 MVR. Art.treinar e conduzir equipes de execução de serviços e obras de sua modalidade. são reservadas aos profissionais legalmente habilitados e registrados na forma deste Decreto. 11 . § 1º . para efeito de financiamento de investimento e custeio pelo sistema de crédito rural ou industrial e no âmbito restrito de suas respectivas habilitações. considerados. XVI .Os técnicos agrícolas do setor agroindustrial poderão responsabilizar-se pela elaboração de projetos de detalhes e pela condução de equipe na execução direta de projetos agroindustriais. 12 . montagem e operação. é obrigatória.XIV . aprovadas pelo Conselho Federal de Educação.desempenhar outras atividades compatíveis com a sua formação profissional. elaborar projetos de valor não superior a 1.As qualificações de técnicos industrial ou agrícola de 2º grau só poderão ser acrescidas à denominação de pessoa jurídica composta exclusivamente de profissionais possuidores de tais títulos.Além das atribuições mencionadas neste Decreto. 7º . Parágrafo único .Nos trabalhos executados pelos técnicos de 2º grau de que trata este Decreto.O disposto neste Decreto aplica-se a todas as habilitações profissionais de técnico de 2º grau dos setores primário e secundário. os conteúdos das disciplinas que contribuem para sua formação profissional. Art. 9º . Art. fica assegurado aos Técnicos Agrícolas de 2º grau o exercício de outras atribuições.prestar assistência técnica na multiplicação de sementes e mudas.Nenhum profissional poderá desempenhar atividade além daquelas que lhe competem pelas características de seu currículo escolar. Art.As denominações de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau ou. pela legislação anterior. de nível médio. além da assinatura. XV . a menção explícita do título profissional e do número da carteira referida no Art. comuns e melhoradas. é obrigatória a manutenção de .conduzir equipe de instalação. reparo ou manutenção. 10 .

Art. 17 . obrigam-se ao visto do registro na nova região. escrita em letras de forma. obrigatoriamente. valendo como documento de identidade e terá fé pública.Os técnicos de 2º grau cujos diplomas estejam em fase de registro poderão exercer as respectivas profissões mediante registro provisório no Conselho Profissional. por um ano.524. Art. a critério do mesmo Conselho. conforme modelo aprovado pelo respectivo Órgão. de 26 MAIO 1982. Art.Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. 13 . 16 . firma ou organização registrados em qualquer Conselho Profissional. a qual substituirá o diploma. de 5 NOV 1968.Ao profissional registrado em Conselho de Fiscalização do Exercício Profissional será expedida Carteira Profissional de Técnico. Art.194. dos autores e co-autores responsáveis pelo projeto e pela execução. 15 .994. sua agência.No caso em que a atividade exceda a 180 (cento e oitenta) dias. quando exercerem atividades em outra região diferente daquela em que se encontram registrados.A Carteira Profissional de Técnico conterá. e 6.A fiscalização do exercício das profissões de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau será exercida pelos respectivos Conselhos Profissionais. Art. sucursal ou escritório de obras e serviços. 20 . no que couber.O profissional. 18 . .Os profissionais de que trata este Decreto só poderão exercer a profissão após o registro nos respectivos Conselhos Profissionais da jurisdição de exercício de sua atividade. fica a pessoa jurídica. Parágrafo único . 1º caso: A explosão do foguete Challenger em 26 de janeiro de 1986. filial. Art. e. pelas disposições das Leis nºs 5. o número do registro e a habilitação profissional de seu portador. 14 . Art. títulos. revogadas as disposições em contrário.placa visível ao público. Parágrafo único .O exercício da profissão de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau é regulado pela Lei nº 5. com nomes. de 24 DEZ 1966. números das carteiras e do CREA que a expediu. Art. prorrogável por mais um ano. 19 . obrigada a proceder ao seu registro na nova região.O Conselho Federal respectivo baixará as Resoluções que se fizerem necessárias à perfeita execução deste Decreto.

acelerando o programa. Boisjoly renunciou ao seu emprego na Morton. sem ser levado a sério pela Morton e pela administração da NASA. causou a dilatação do cilindro de aço que o continha. já descarregado de combustível. No final de julho de 1986. não acompanhada pelas partes frias. O acidente aconteceu depois de 4 lançamentos com êxito. Um dos engenheiros de Bob Lund era Roger Boisjoly. diferentemente dos 4 lançamentos anteriores. O combustível sólido. Morreram 7 astronautas. abaixo de 0ºC. teria navegado tranqüilamente pelo espaço e retornado à Terra. dentre os quais a primeira astronauta mulher e o programa espacial americano atrasou-se 5 anos na averiguação das causas do acidente. um mês após o término da comissão presidencial. . ao se esquentar. de Cabo Kennedy. O que se pode constatar foi que o lançamento foi feito num ambiente que registrou a mais baixa temperatura. A origem da falha foi identificada como a perda de flexibilidade do selante anelar em baixa temperatura.Exemplos de falta de etica na engenharia Todos os jornais do mundo noticiaram o acidente ocorrido 73 segundos depois da decolagem do foguete tripulado. deixando de cumprir sua função de evitar o vazamento. que havia lutado durante o projeto para resolver o problema material do selante. na Flórida. Não tempo tido tempo de resolver o problema dentro do prazo político estipulado. advertiu seu chefe. Se o foguete tivesse suportado mais 47 segundos. e. A empresa particular encarregada da fabricação dos impulsores de combustível sólido foi a Morton Thiokol. teria se livrado de sua parte impulsora. Um dos gerentes principais da Morton ridicularizou. diante da pressão política na competição com a Rússia.o em público: “Tire o seu capacete de engenheiro e coloque na cabeça o da Morton!” Boisjoly não perdeu o emprego mas foi afastado do projeto. que possuía o engenheiro chefe Bob Lund.

atrasava o início da fabricação e prejudicava o ritmo de produção.O desenrolar dos fatos sugere diversas perguntas relacionadas com a ética da engenharia. A Ford perdeu a causa e vários engenheiros pertencentes à equipe responsável pelo projeto deveriam ser presos. USA. Durante o julgamento ficou patente que os engenheiros conheciam a vulnerabilidade do veículo por choques traseiros. ocorreram cerca de 50 casos com demandas judiciais e pagamento de danos. na Ucrânia. No primeiro caso. entretanto. divulgar informações reservadas da empresa? 2º caso: O automóvel Pinto Em 10 de agosto de 1978. Engenheiros operadores da fábrica tentavam uma experiência mal sucedida. houve a morte de duas pessoas. Isto iria contra o alvo da empresa: derrotar os competidores. ocorreu um desastre numa rodovia de Indiana. Eis algumas delas: Qual o papel correto de um engenheiro diante de problemas de segurança? Deve um engenheiro aceitar prazos para resolver um problema? Quem deve decidir uma ação final. . em situações críticas. ocorreu o maior acidente nuclear da história. onde morreram duas jovens dentro de um automóvel compacto. A solução proposta por eles foi recusada pela empresa com as seguintes alegações: a solução aumentava o custo do carro. Apagaram todos os sistemas de regulagem e emergência e retiraram todas as varinhas de controle do núcleo energético. Durante os 7 anos da introdução do produto no mercado. inovador. da Ford. O carro se incendiou depois de um abalroamento por outro carro em sua traseira. Manejos incompetentes de partes defeituosas da usina ocasionaram em 25 de abril de 1986. a engenharia ou a administração da empresa? É correto para um engenheiro. As perguntas éticas neste caso são: a responsabilidade de um engenheiro em relação à sociedade deve ser subordinada à sua responsabilidade diante de seu empregador? Pode um engenheiro submeter sua independência à empresa? Qual deve ser sua atitude no processo judicial? 3º caso: Central nuclear de Chernobyl Perto da cidade Prypyat.

que noticiava a colação de grau da turma de engenheirandos de 1956. 26 de abril. os monitores suecos acusaram índices anormais de radiação no vento. dezenas de milhares morreram e o restante contraiu câncer. atual e futuro? 4º caso: Césio 137 em Goiânia.. Esse discurso. Nas primeiras horas do dia seguinte.Isso possibilitou que a central continuasse trabalhando com 10% de sua capacidade. Ocorreram então várias explosões que destruíram os contendores de aço e concreto armado do reator. deparei-me com um recorte de “A Gazeta” de 10.. nasceram vacas com sérias deformações. É ou não é um problema de ética profissional? Os responsáveis pelos equipamentos médicos podiam deixar cápsulas de material perigoso serem jogadas num ferrovelho sem qualquer advertência quanto a seu conteúdo? Abrindo casualmente pastas antigas. o meu discurso de paraninfo.57. Por pressão da Suécia. Várias pessoas morreram e muitas contraíram doenças ficando impossibilitadas de trabalhar. a operação estava fora de controle. Árvores também foram contaminadas. As perguntas pertinentes ao caso são: Pode-se exercer a engenharia sem a competência tecnológica e a necessária experiência? Qual a responsabilidade da engenharia na manutenção dos objetos que criou? Qual a atitude da engenharia ao descobrir que os objetos criados são potencialmente perigosos? Qual a responsabilidade da engenharia no bem-estar humano. Nos anos seguintes. O governo russo tentou encobrir o ocorrido mas. na íntegra. E centenas de milhares contraíram doenças.01.000 habitantes de Prypyat. Devido à contaminação morreram logo 32 pessoas. No Brasil ocorreu um caso inadmissível de contaminação num ferrovelho. com uma cápsula de césio 137 que lá foi deixada por descuido. o governo russo foi obrigado a admitir o desastre. Enormes quantidades de substâncias radioativas entraram na atmosfera. Ninguém foi julgado como causador do desastre. Destas pessoas. A radioatividade atingiu até França e Itália. provocando em 27 de abril a evacuação dos 30. em 28 de abril. que saia da regra geral de mostrar os progressos da . Havia sido publicado.

Quando estiverdes inclinados a proferir tais críticas. Isto aconteceu há 50 anos e a situação continua a mesma. lembrai-vos bem de que. ao lado da parte técnica. pois quem ouviu a vossa crítica. ouvir-se um engenheiro menosprezar uma planta. com a escolha de um professor subalterno e não um catedrático para a honraria de paraninfar uma turma de estudantes. É muito comum. ainda que não a transmita ao criticado. Lembrai-vos bem de que. O discurso mais parecia um conselho para os novos engenheiros. Se minhas palavras puderem ser úteis em alguma situação. Tão importantes como seus conhecimentos técnicos. vós só tendes a ser mal vistos e nada usufruir da antipática atitude. No exercício dessas atividades o engenheiro precisa acautelar-se para não transgredir os postulados da ética profissional.Engenharia e o futuro dessa profissão no Brasil. mas é possível diminuir os seus efeitos nocivos procurando trabalhar com perfeição”. poderá ser uma arma de dois gumes. em vez de vos beneficiar. infelizmente. por melhor que seja vosso trabalho. e outros irão certamente criticá-lo pensando com isso em beneficiar a si próprios. de psicologia e de comércio. os únicos adquiridos na escola. além de ser essa atitude antipática e contra os ensinamentos da ética profissional. com esse procedimento. “Freqüentemente o engenheiro terá que exercer atividades subsidiárias. Sempre que estiverdes em situação idêntica. lembrai-vos sempre dessa frase: Nunca criticai um trabalho de um colega ainda que a crítica seja justa. Não é possível evitar as críticas contra nós mesmos. um desenho ou um projeto de outro colega antes mesmo de se inteirar completamente do que se trata. só então tendo aprendido a solução acertada. transgrediu o costume. pois. que aqui reproduzo. como aconteceu pela primeira vez. lembrai-vos dos vossos próprios trabalhos e colocaivos na posição de adversários. Podemos fazer alguma coisa para minimizar essa deplorável situação? . são também seus conhecimentos de relações humanas. ficará de sobreaviso para criticar-vos posteriormente em casos análogos. Um dos temas destacados foi justamente o da Ética Profissional. Muitas vezes ridiculariza o que ele próprio costumava fazer até alguns dias atrás. ela. existe sempre um ponto fraco em que ele possa ser criticado.

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