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O que é Ética e Moral

No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética
está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o
comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes,
regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
Os termos possuem origem etimológica distinta. A palavra “ética” vem do
Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral”
tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”.
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do
comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma
racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente
por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas
ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado,
bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São
ambas responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do
homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a
melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.

A Ética

Ética é um conjunto de princípios ou padrões pelos nos quais se pautam a
conduta humana. Algumas vezes a ética é chamada de "moral", e por
extensão, seu estudo freqüentemente chamado de Filosofia Moral. Assim,
como um ramo da Filosofia, Ética é considerada uma ciência normativa, já
que trata de normas da conduta humana, em diferença às ciências formais
(como Matemática e Lógica) e às ciências empíricas, como a Química e a
Física.
Como trata-se de um padrão de comportamento e conduta, a ética ou moral
tem características próprias em cada civilização (a exemplo da Oriental e
Ocidental) e em cada cultura. Por todo o tempo em que a humanidade tem
vivido em grupos, a regulamentação moral tem sido necessária para o bemestar desses grupos. Apesar de que a moral foi formalizada e transformada
em padrões arbitrários de conduta, ela desenvolveu-se, algumas vezes
irracionalmente, depois de que tabus religiosos foram violados, ou através de

com base na tentativa e acerto. o que torna a ética uma ciência gerada. Ética na Engenharia Vejamos aqui em que pautam os engenheiros seu comportamento na profissão. ou de leis impostas por chefes a fim de prevenir desarmonia em suas tribos. Porém não é a Ética absoluta e imutável." As descobertas de Newton levaram os filósofos a ganhar confiança num sistema ético que era tão racional e ordenado como a Natureza era considerada. e por conseguinte viva e em mutação. às vezes com resultados infortuitos para seus autores. O pensamento contemporâneo nesta linha foi expresso sucintamente pelo poeta inglês Alexander Pope. ou à geração criação de danos à própria sociedade e ambiente. De fato. também não lhe causa prejuízo. As descobertas de Isaac Newton servem como um exemplo deste efeito.comportamentos fortuitos que se tornaram hábito e então regra. ou à menor criação de dificuldades. uma grande responsável pelas mutações dos padrões éticos. Na China. pelo menos no mundo ocidental. se não causa benefício à sociedade. Como é o padrão regulatório da Ética necessário para o bem-estar de uma população. É a Ciência. seja em todas as profissões. máximas e preceitos criados por líderes seculares misturaramse com uma religião rígida que afetou o comportamento de cada egípcio. seja na educação de crianças. na seguinte frase: "Deus disse. seja na confecção das leis. as máximas de Confúcio foram aceitas como código moral. tampouco perfeita. e suas mudanças se fazem normalmente através da quebra do padrão anterior. A Igreja tem grande participação no desenvolvimento dos padrões éticos e morais principalmente da civilização ocidental. Mesmo as grandes civilizações Egípcias e Sumérias não geraram uma ética sistematizada. esse aplica-se a todas as esferas de atuação desta população. Agir em contradição a essas normas invariavelmente resulta em conflito e talvez dano a alguma parte. com suas grandes descobertas. que por sua vez teriam origem divina. todos esses organismos são criações do próprio ser humano. aliás. Pode-se considerar que esse padrão de comportamento é o que leva ao menor consumo de energia. As Leis de Newton foram recebidas de modo geral como uma evidência de que havia uma ordem divina que era racional. assim como os demais seres vivos. Na realidade. o código de Ética na . que se faça Newton! E se fez a Luz. É quando se estabelece que determinada ação ou atitude. A Igreja pauta esses padrões nos escritos bíblicos. seja no comportamento do mercado de Bolsa de Valores.

integridade e dignidade da profissão. *Engenheiros farão declarações públicas somente de maneira objetiva e confiável. uma vez tendo como coração de seu trabalho o uso das Ciências Naturais. e desta maneira tendo resultados semelhantes. *Engenheiros agirão de tal maneira a manter e desenvolver a honra. Isso não é surpresa. ou Conselho de Engenheiros para o Desenvolvimento Profissional. Cânones Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros *Engenheiros zelarão pela segurança. Princípios Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros. Suportando as sociedades profissionais e técnicas de duas disciplinas. imutáveis em qualquer parte do Universo. *Engenheiros agirão em assuntos profissionais para cada cliente como agentes fiéis e confiáveis. e servindo fielmente o público. *Engenheiros construirão sua reputação profissional com o mérito de seus serviços e não competirão de forma injusta com outros. . Engenheiros mantêm e melhoram a integridade. saúde e bem-estar do público durante a execução de suas tarefas profissionais. e evitarão conflitos de interesse. Esforçando-se para aumentar a competência e prestígio da profissão de engenheiro. honra e dignidade da profissão: Usando seu conhecimento e habilidade para o avanço do bem-estar da humanidade. seus empregadores e clientes. *Engenheiros farão serviços apenas nas áreas de sua competência.Engenharia é bastante semelhante de país para país. Sendo honesto e imparcial. Abaixo ilustramos o que diz da ética profissional o Engineer’s Council for Professional Development (ECPD) dos Estados Unidos.

Em ser honestos e realistas quando relatando pedidos ou estimativas baseadas em dados existentes. Vislumbremos agora o Código de Ética do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE).*Engenheiros continuarão seu desenvolvimento profissional durante sua carreira e disponibilizarão oportunidades para o desenvolvimento profissional dos engenheiros sob sua supervisão. condição física. em reconhecer e corrigir erros. Em evitar danos a outros. ou Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica. EUA. e em dar crédito apropriado a colaboradores e outros. submetemo-nos à conduta mais ética e profissional e concordamos: Em aceitar a responsabilidade de fazer as decisões na Engenharia consistentes com a segurança. seus membros e as comunidades as quais servimos. suas aplicações apropriadas e conseqüências potenciais. membros do IEEE. Em promover o entendimento da tecnologia. ou após tornar claras as limitações pertinentes. em reconhecimento da importância do efeito de nossas tecnologias na qualidade de vida por todo o mundo. credo. principal órgão responsável pela definição de inúmeros padrões na Engenharia Elétrica e Eletrônica usados em todo o mundo. e rejeitar de imediato e tornar conhecidos fatores que possam colocar o meio-ambiente e o público em risco. "Nós. Em manter e desenvolver nossa competência técnica e assumir tarefas tecnológicas para outros somente se qualificados por treinamento ou experiência. Em rejeitar suborno sob todas as suas formas. saúde e bem-estar do público. religião. idade ou nacionalidade. Em tratar com justiça todas as pessoas independente de sua raça. e em aceitando uma obrigação pessoal para nossa profissão. reputação ou emprego através de ação maliciosa ou falsa.. e fazê-los de conhecimento das partes envolvidas quando existirem. . Em buscar. sua propriedade. Em evitar conflitos reais ou prováveis de interesse sempre que possível. aceitar e oferecer críticas honestas de trabalhos técnicos.

se antes dele algum outro engenheiro já apresentou proposta com técnicas mais custosas. que "dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau. DE 6 FEV 1985 Regulamenta a Lei nº 5. Sendo o engenheiro e arquiteto profissionais que têm rendimento monetário através do exercício da sua profissão. Ou seja. basicamente os mesmos conceitos. que exige a competição por espaço exemplificada no texto do item. Isto é belo do ponto de vista poético.524. no Código de Ética Profissional do Engenheiro. Arquitetura e Agronomia. apesar de sê-lo em todo o resto da esfera do capitalismo. mas ineficaz e irreal fora do papel escrito. agindo profissionalmente como executor para o bem-estar. do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo.922. ou seja. sem se querer vislumbrar ganho monetário." . mas não tem o direito de poder executar seu trabalho de maneira melhor e mais barata. de 30 de Setembro de 1971 do Conselho Federal Brasileiro de Engenharia . *Pode-se observar. sempre de apoio nos pilares da ética? Este pitoresco item do Código de Ética do Engenheiro e Arquiteto leva a crer que a competição através de preços não é ética. o engenheiro pode optar por adquirir seus materiais necessários ao trabalho em fornecedor que os tenha a preços menores.Em assistir colegas em seu desenvolvimento profissional e suportá-los no cumprimento deste código de ética. com a adição deste interessante item: "Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais. segundo Resolução n. e não sendo eles os únicos a assim o fazerem. 205. por que negar-lhes o direito de usar dos mecanismos de competição e preço para lhes garantir esse rendimento." Advém da leitura deste item que o engenheiro e arquiteto agem tão somente como instrumentos da aplicação das Ciências Naturais. de 5 NOV 1968. Normas que regulamentam a profissão no CONFEA/CREA DECRETO Nº 90.

poderão: I .692.044. entendem-se por técnico industrial e técnico agrícola de 2º grau ou.A prova da situação referida no inciso III será feita por qualquer meio em direito permitido. Art. 4º e 5º.692. de 20 DEZ 1961.Os técnicos industriais e técnicos agrícolas de 2º grau. Art.É assegurado o exercício da profissão de técnico de 2º grau de que trata o artigo anterior. da Constituição e tendo em vista o disposto no artigo 5º da Lei nº 5. de 11 AGO 1971.O Presidente da República.Para efeito do disposto neste Decreto.524. pela legislação anterior. de 20 DEZ 1961. no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81. de 5 NOV 1968. V .044.seja portador de diploma de habilitação específica. IV . revalidado na forma da legislação pertinente em vigor. Parágrafo único . .024. 5 (cinco) anos de atividade como técnico de 2º grau.tenha concluído um dos cursos técnicos industriais e agrícolas de 2º grau. 1º . nos termos das Leis nºs 4. e tenha sido diplomado por escola autorizada ou reconhecida. 5. de 18 OUT 1982. de 19 OUT 1982. seja por alvará municipal.sem habilitação específica.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.dar assistência técnica na compra. 3º . e 7. III . de 5 NOV 1968. II .524. 2º . Art.prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. os habilitados nos termos das Leis nºs 4. 5. item III. expedido por instituição de ensino estrangeira. regularmente constituída. anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social ou comprovante de recolhimento de contribuições previdenciárias. III . de nível médio. pagamento de impostos.orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e instalações. venda e utilização de produtos e equipamentos especializados. a quem: I . de 11 AGO 1971. conte na data da promulgação da Lei nº 5. observado o disposto nos arts. e 7.conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade. II .024.

padronizando.Os técnicos em Agrimensura terão as atribuições para a medição. desde que não impliquem em estruturas de concreto armado ou metálica. instalações e arquivos técnicos específicos. ou nos trabalhos de vistoria. bem como orientar e coordenar equipes de execução de instalações. perícia. § 1º . funcionar como perito em vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura e exercer atividade de desenhista de sua especialidade. bem como conduzir e treinar as respectivas equipes. exercendo. desde que possua formação específica.Os técnicos em Eletrotécnica poderão projetar e dirigir instalações elétricas com demanda de energia de até 800 Kva. arbitramento e consultoria. mensurando e orçando. venda e utilização de equipamentos e materiais especializados. . VI . orientar e coordenar diretamente serviços de manutenção e reparo de equipamentos. consistem em: I . em suas diversas modalidades. respeitados os limites de sua formação. bem como projetar. incluída a pedagógica.executar. § 3º . demarcação de levantamentos topográficos.ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade. bem como realizar reformas. assessorando. § 2º .responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional.Os técnicos de 2º grau das áreas de Arquitetura e de Engenharia Civil. e exercer a atividade de desenhista de sua especialidade.executar e conduzir a execução técnica de trabalhos profissionais. II . operação.dar assistência técnica na compra. dentre outras. que não constituam conjuntos residenciais. na modalidade Edificações. constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus. as seguintes atividades: III .prestar assistência técnica e assessoria no estudo de viabilidade e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. avaliação. montagens. conduzir e dirigir trabalhos topográficos.Art. poderão projetar e dirigir edificações de até 80m2 de área construída. 4º . para efeito do exercício profissional e de sua fiscalização. reparos ou manutenção. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino. V . bem como exercer a atividade de desenhista de sua especialidade.As atribuições dos técnicos industriais de 2º grau. IV . fiscalizar.

dentre outras. XI . associativismo e em apoio à pesquisa. experimentação. VI . exercendo.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional. análise.desempenhar cargos. assessorando. V . respeitados os limites de sua formação. paraestatais e privadas. XII . VIII .dar assistência técnica na compra. X . 6º .ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade. arbitramento e consultoria. mensurando e orçando. IX . circunscritos ao âmbito de sua habilitação. padronizando. perícia. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino. consistem em: I . IV . constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus.prestar assistência técnica na comercialização e armazenamento de produtos agropecuários.emitir laudos e documentos de classificação e exercer a fiscalização de produtos de origem vegetal. fica assegurado aos técnicos industriais de 2º grau o exercício de outras atribuições.prestar assistência técnica e assessoria no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. venda e utilização de equipamentos em materiais especializados. 5º .conduzir. as seguintes tarefas: VII . para efeito do exercício profissional e da sua fiscalização. . funções ou empregos em atividades estatais. animal e agroindustrial.elaborar orçamentos relativos às atividades de sua competência. III .elaborar relatórios e pareceres técnicos. executar e fiscalizar obra e serviço técnico. Art.Além das atribuições mencionadas neste Decreto. II . incluída a pedagógica. ensaio e divulgação técnica.As atribuições dos técnicos agrícolas de 2º grau em suas diversas modalidades. desde que compatíveis com a sua formação curricular. ou nos trabalhos e vistorias. compatíveis com a respectiva formação profissional.executar trabalhos de mensuração e controle de qualidade.atuar em atividades de extensão. desde que possua formação específica.administrar propriedades rurais em nível gerencial.Art. XIII .

XIV . 15 e do Conselho Regional que a expediu. os conteúdos das disciplinas que contribuem para sua formação profissional. pela legislação anterior. reparo ou manutenção.desempenhar outras atividades compatíveis com a sua formação profissional.Nenhum profissional poderá desempenhar atividade além daquelas que lhe competem pelas características de seu currículo escolar.O disposto neste Decreto aplica-se a todas as habilitações profissionais de técnico de 2º grau dos setores primário e secundário. é obrigatória. XV . comuns e melhoradas. são reservadas aos profissionais legalmente habilitados e registrados na forma deste Decreto. de nível médio.treinar e conduzir equipes de execução de serviços e obras de sua modalidade. elaborar projetos de valor não superior a 1. XVI . é obrigatória a manutenção de .conduzir equipe de instalação. desde que compatíveis com a sua formação curricular. Art. 10 . fica assegurado aos Técnicos Agrícolas de 2º grau o exercício de outras atribuições. Parágrafo único . Art. 8º . considerados. 7º . Art.As denominações de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau ou. aprovadas pelo Conselho Federal de Educação.Os técnicos agrícolas do setor agroindustrial poderão responsabilizar-se pela elaboração de projetos de detalhes e pela condução de equipe na execução direta de projetos agroindustriais. 12 .Nos trabalhos executados pelos técnicos de 2º grau de que trata este Decreto. além da assinatura. Art. Art.Os técnicos em Agropecuária poderão. Art. XVII .prestar assistência técnica na multiplicação de sementes e mudas. em cada caso. § 2º .As qualificações de técnicos industrial ou agrícola de 2º grau só poderão ser acrescidas à denominação de pessoa jurídica composta exclusivamente de profissionais possuidores de tais títulos. a menção explícita do título profissional e do número da carteira referida no Art.Em se tratando de obras. montagem e operação. 9º . 11 . § 1º .500 MVR.Além das atribuições mencionadas neste Decreto. para efeito de financiamento de investimento e custeio pelo sistema de crédito rural ou industrial e no âmbito restrito de suas respectivas habilitações.

obrigada a proceder ao seu registro na nova região.524. o número do registro e a habilitação profissional de seu portador. conforme modelo aprovado pelo respectivo Órgão. títulos. 17 . fica a pessoa jurídica. no que couber. 19 .Os profissionais de que trata este Decreto só poderão exercer a profissão após o registro nos respectivos Conselhos Profissionais da jurisdição de exercício de sua atividade.Os técnicos de 2º grau cujos diplomas estejam em fase de registro poderão exercer as respectivas profissões mediante registro provisório no Conselho Profissional. 14 . prorrogável por mais um ano. Art. quando exercerem atividades em outra região diferente daquela em que se encontram registrados. 20 . pelas disposições das Leis nºs 5. sua agência. escrita em letras de forma. Art. dos autores e co-autores responsáveis pelo projeto e pela execução. de 5 NOV 1968. .Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. a qual substituirá o diploma. 1º caso: A explosão do foguete Challenger em 26 de janeiro de 1986. Art. Art.O Conselho Federal respectivo baixará as Resoluções que se fizerem necessárias à perfeita execução deste Decreto. obrigam-se ao visto do registro na nova região. Art. Parágrafo único . com nomes. Art. obrigatoriamente.A Carteira Profissional de Técnico conterá.placa visível ao público. e 6.O exercício da profissão de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau é regulado pela Lei nº 5.994. de 24 DEZ 1966. filial. a critério do mesmo Conselho. 13 .Ao profissional registrado em Conselho de Fiscalização do Exercício Profissional será expedida Carteira Profissional de Técnico. sucursal ou escritório de obras e serviços.194.A fiscalização do exercício das profissões de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau será exercida pelos respectivos Conselhos Profissionais. Parágrafo único . e. Art. 15 . 16 . firma ou organização registrados em qualquer Conselho Profissional. de 26 MAIO 1982. valendo como documento de identidade e terá fé pública. Art. números das carteiras e do CREA que a expediu. revogadas as disposições em contrário. 18 .O profissional.No caso em que a atividade exceda a 180 (cento e oitenta) dias. por um ano.

já descarregado de combustível. O combustível sólido. Morreram 7 astronautas. que possuía o engenheiro chefe Bob Lund. de Cabo Kennedy. O que se pode constatar foi que o lançamento foi feito num ambiente que registrou a mais baixa temperatura. Um dos gerentes principais da Morton ridicularizou. e. Se o foguete tivesse suportado mais 47 segundos. A empresa particular encarregada da fabricação dos impulsores de combustível sólido foi a Morton Thiokol. acelerando o programa. na Flórida. dentre os quais a primeira astronauta mulher e o programa espacial americano atrasou-se 5 anos na averiguação das causas do acidente. abaixo de 0ºC. teria se livrado de sua parte impulsora. causou a dilatação do cilindro de aço que o continha. Não tempo tido tempo de resolver o problema dentro do prazo político estipulado. A origem da falha foi identificada como a perda de flexibilidade do selante anelar em baixa temperatura. O acidente aconteceu depois de 4 lançamentos com êxito. . que havia lutado durante o projeto para resolver o problema material do selante. ao se esquentar. Boisjoly renunciou ao seu emprego na Morton. diante da pressão política na competição com a Rússia. diferentemente dos 4 lançamentos anteriores. deixando de cumprir sua função de evitar o vazamento. um mês após o término da comissão presidencial. advertiu seu chefe. teria navegado tranqüilamente pelo espaço e retornado à Terra. sem ser levado a sério pela Morton e pela administração da NASA.o em público: “Tire o seu capacete de engenheiro e coloque na cabeça o da Morton!” Boisjoly não perdeu o emprego mas foi afastado do projeto. Um dos engenheiros de Bob Lund era Roger Boisjoly. No final de julho de 1986.Exemplos de falta de etica na engenharia Todos os jornais do mundo noticiaram o acidente ocorrido 73 segundos depois da decolagem do foguete tripulado. não acompanhada pelas partes frias.

Engenheiros operadores da fábrica tentavam uma experiência mal sucedida. houve a morte de duas pessoas. As perguntas éticas neste caso são: a responsabilidade de um engenheiro em relação à sociedade deve ser subordinada à sua responsabilidade diante de seu empregador? Pode um engenheiro submeter sua independência à empresa? Qual deve ser sua atitude no processo judicial? 3º caso: Central nuclear de Chernobyl Perto da cidade Prypyat. Durante os 7 anos da introdução do produto no mercado.O desenrolar dos fatos sugere diversas perguntas relacionadas com a ética da engenharia. ocorreu o maior acidente nuclear da história. inovador. onde morreram duas jovens dentro de um automóvel compacto. Manejos incompetentes de partes defeituosas da usina ocasionaram em 25 de abril de 1986. Apagaram todos os sistemas de regulagem e emergência e retiraram todas as varinhas de controle do núcleo energético. Eis algumas delas: Qual o papel correto de um engenheiro diante de problemas de segurança? Deve um engenheiro aceitar prazos para resolver um problema? Quem deve decidir uma ação final. entretanto. No primeiro caso. USA. . na Ucrânia. ocorreu um desastre numa rodovia de Indiana. O carro se incendiou depois de um abalroamento por outro carro em sua traseira. ocorreram cerca de 50 casos com demandas judiciais e pagamento de danos. divulgar informações reservadas da empresa? 2º caso: O automóvel Pinto Em 10 de agosto de 1978. Isto iria contra o alvo da empresa: derrotar os competidores. A Ford perdeu a causa e vários engenheiros pertencentes à equipe responsável pelo projeto deveriam ser presos. A solução proposta por eles foi recusada pela empresa com as seguintes alegações: a solução aumentava o custo do carro. da Ford. Durante o julgamento ficou patente que os engenheiros conheciam a vulnerabilidade do veículo por choques traseiros. a engenharia ou a administração da empresa? É correto para um engenheiro. atrasava o início da fabricação e prejudicava o ritmo de produção. em situações críticas.

26 de abril. Nos anos seguintes. E centenas de milhares contraíram doenças. Árvores também foram contaminadas.Isso possibilitou que a central continuasse trabalhando com 10% de sua capacidade. provocando em 27 de abril a evacuação dos 30. deparei-me com um recorte de “A Gazeta” de 10.01. Várias pessoas morreram e muitas contraíram doenças ficando impossibilitadas de trabalhar. A radioatividade atingiu até França e Itália. Enormes quantidades de substâncias radioativas entraram na atmosfera. em 28 de abril. nasceram vacas com sérias deformações. os monitores suecos acusaram índices anormais de radiação no vento. o governo russo foi obrigado a admitir o desastre. As perguntas pertinentes ao caso são: Pode-se exercer a engenharia sem a competência tecnológica e a necessária experiência? Qual a responsabilidade da engenharia na manutenção dos objetos que criou? Qual a atitude da engenharia ao descobrir que os objetos criados são potencialmente perigosos? Qual a responsabilidade da engenharia no bem-estar humano. Nas primeiras horas do dia seguinte.000 habitantes de Prypyat. dezenas de milhares morreram e o restante contraiu câncer. com uma cápsula de césio 137 que lá foi deixada por descuido. que saia da regra geral de mostrar os progressos da . O governo russo tentou encobrir o ocorrido mas. Esse discurso.57. a operação estava fora de controle. Devido à contaminação morreram logo 32 pessoas. Havia sido publicado.. Ocorreram então várias explosões que destruíram os contendores de aço e concreto armado do reator. Por pressão da Suécia. No Brasil ocorreu um caso inadmissível de contaminação num ferrovelho. o meu discurso de paraninfo. atual e futuro? 4º caso: Césio 137 em Goiânia.. Ninguém foi julgado como causador do desastre. que noticiava a colação de grau da turma de engenheirandos de 1956. na íntegra. É ou não é um problema de ética profissional? Os responsáveis pelos equipamentos médicos podiam deixar cápsulas de material perigoso serem jogadas num ferrovelho sem qualquer advertência quanto a seu conteúdo? Abrindo casualmente pastas antigas. Destas pessoas.

lembrai-vos dos vossos próprios trabalhos e colocaivos na posição de adversários. Um dos temas destacados foi justamente o da Ética Profissional. Quando estiverdes inclinados a proferir tais críticas. transgrediu o costume. pois. Se minhas palavras puderem ser úteis em alguma situação. ainda que não a transmita ao criticado. No exercício dessas atividades o engenheiro precisa acautelar-se para não transgredir os postulados da ética profissional. Não é possível evitar as críticas contra nós mesmos. poderá ser uma arma de dois gumes. de psicologia e de comércio. Muitas vezes ridiculariza o que ele próprio costumava fazer até alguns dias atrás. infelizmente. um desenho ou um projeto de outro colega antes mesmo de se inteirar completamente do que se trata. ao lado da parte técnica. Isto aconteceu há 50 anos e a situação continua a mesma. além de ser essa atitude antipática e contra os ensinamentos da ética profissional. ficará de sobreaviso para criticar-vos posteriormente em casos análogos. existe sempre um ponto fraco em que ele possa ser criticado.Engenharia e o futuro dessa profissão no Brasil. em vez de vos beneficiar. mas é possível diminuir os seus efeitos nocivos procurando trabalhar com perfeição”. são também seus conhecimentos de relações humanas. com esse procedimento. O discurso mais parecia um conselho para os novos engenheiros. pois quem ouviu a vossa crítica. ouvir-se um engenheiro menosprezar uma planta. com a escolha de um professor subalterno e não um catedrático para a honraria de paraninfar uma turma de estudantes. ela. por melhor que seja vosso trabalho. como aconteceu pela primeira vez. “Freqüentemente o engenheiro terá que exercer atividades subsidiárias. os únicos adquiridos na escola. É muito comum. vós só tendes a ser mal vistos e nada usufruir da antipática atitude. só então tendo aprendido a solução acertada. Tão importantes como seus conhecimentos técnicos. Lembrai-vos bem de que. e outros irão certamente criticá-lo pensando com isso em beneficiar a si próprios. lembrai-vos bem de que. que aqui reproduzo. Sempre que estiverdes em situação idêntica. lembrai-vos sempre dessa frase: Nunca criticai um trabalho de um colega ainda que a crítica seja justa. Podemos fazer alguma coisa para minimizar essa deplorável situação? .

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