O que é Ética e Moral

No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética
está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o
comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes,
regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
Os termos possuem origem etimológica distinta. A palavra “ética” vem do
Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral”
tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”.
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do
comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma
racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente
por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas
ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado,
bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São
ambas responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do
homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a
melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.

A Ética

Ética é um conjunto de princípios ou padrões pelos nos quais se pautam a
conduta humana. Algumas vezes a ética é chamada de "moral", e por
extensão, seu estudo freqüentemente chamado de Filosofia Moral. Assim,
como um ramo da Filosofia, Ética é considerada uma ciência normativa, já
que trata de normas da conduta humana, em diferença às ciências formais
(como Matemática e Lógica) e às ciências empíricas, como a Química e a
Física.
Como trata-se de um padrão de comportamento e conduta, a ética ou moral
tem características próprias em cada civilização (a exemplo da Oriental e
Ocidental) e em cada cultura. Por todo o tempo em que a humanidade tem
vivido em grupos, a regulamentação moral tem sido necessária para o bemestar desses grupos. Apesar de que a moral foi formalizada e transformada
em padrões arbitrários de conduta, ela desenvolveu-se, algumas vezes
irracionalmente, depois de que tabus religiosos foram violados, ou através de

O pensamento contemporâneo nesta linha foi expresso sucintamente pelo poeta inglês Alexander Pope. uma grande responsável pelas mutações dos padrões éticos. máximas e preceitos criados por líderes seculares misturaramse com uma religião rígida que afetou o comportamento de cada egípcio. Na China. Como é o padrão regulatório da Ética necessário para o bem-estar de uma população. A Igreja tem grande participação no desenvolvimento dos padrões éticos e morais principalmente da civilização ocidental. aliás. seja em todas as profissões. É a Ciência. seja na confecção das leis.comportamentos fortuitos que se tornaram hábito e então regra. Pode-se considerar que esse padrão de comportamento é o que leva ao menor consumo de energia. que por sua vez teriam origem divina. se não causa benefício à sociedade. esse aplica-se a todas as esferas de atuação desta população. seja na educação de crianças. Porém não é a Ética absoluta e imutável. e por conseguinte viva e em mutação. ou à geração criação de danos à própria sociedade e ambiente. que se faça Newton! E se fez a Luz. assim como os demais seres vivos. também não lhe causa prejuízo. Na realidade. ou de leis impostas por chefes a fim de prevenir desarmonia em suas tribos. Mesmo as grandes civilizações Egípcias e Sumérias não geraram uma ética sistematizada. o código de Ética na . seja no comportamento do mercado de Bolsa de Valores. Ética na Engenharia Vejamos aqui em que pautam os engenheiros seu comportamento na profissão. às vezes com resultados infortuitos para seus autores. tampouco perfeita. e suas mudanças se fazem normalmente através da quebra do padrão anterior. Agir em contradição a essas normas invariavelmente resulta em conflito e talvez dano a alguma parte. com suas grandes descobertas. As descobertas de Isaac Newton servem como um exemplo deste efeito. todos esses organismos são criações do próprio ser humano. com base na tentativa e acerto." As descobertas de Newton levaram os filósofos a ganhar confiança num sistema ético que era tão racional e ordenado como a Natureza era considerada. É quando se estabelece que determinada ação ou atitude. as máximas de Confúcio foram aceitas como código moral. As Leis de Newton foram recebidas de modo geral como uma evidência de que havia uma ordem divina que era racional. na seguinte frase: "Deus disse. De fato. o que torna a ética uma ciência gerada. ou à menor criação de dificuldades. A Igreja pauta esses padrões nos escritos bíblicos. pelo menos no mundo ocidental.

*Engenheiros farão serviços apenas nas áreas de sua competência. Esforçando-se para aumentar a competência e prestígio da profissão de engenheiro. integridade e dignidade da profissão. Engenheiros mantêm e melhoram a integridade. Sendo honesto e imparcial. *Engenheiros farão declarações públicas somente de maneira objetiva e confiável. e evitarão conflitos de interesse. seus empregadores e clientes. . e desta maneira tendo resultados semelhantes. imutáveis em qualquer parte do Universo. Abaixo ilustramos o que diz da ética profissional o Engineer’s Council for Professional Development (ECPD) dos Estados Unidos. saúde e bem-estar do público durante a execução de suas tarefas profissionais. Princípios Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros. *Engenheiros agirão em assuntos profissionais para cada cliente como agentes fiéis e confiáveis. Cânones Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros *Engenheiros zelarão pela segurança. ou Conselho de Engenheiros para o Desenvolvimento Profissional. Suportando as sociedades profissionais e técnicas de duas disciplinas. e servindo fielmente o público.Engenharia é bastante semelhante de país para país. Isso não é surpresa. honra e dignidade da profissão: Usando seu conhecimento e habilidade para o avanço do bem-estar da humanidade. uma vez tendo como coração de seu trabalho o uso das Ciências Naturais. *Engenheiros construirão sua reputação profissional com o mérito de seus serviços e não competirão de forma injusta com outros. *Engenheiros agirão de tal maneira a manter e desenvolver a honra.

condição física. e fazê-los de conhecimento das partes envolvidas quando existirem. sua propriedade. saúde e bem-estar do público. seus membros e as comunidades as quais servimos. e em dar crédito apropriado a colaboradores e outros. em reconhecer e corrigir erros. Em ser honestos e realistas quando relatando pedidos ou estimativas baseadas em dados existentes. e rejeitar de imediato e tornar conhecidos fatores que possam colocar o meio-ambiente e o público em risco. Em rejeitar suborno sob todas as suas formas. Em evitar conflitos reais ou prováveis de interesse sempre que possível. e em aceitando uma obrigação pessoal para nossa profissão. reputação ou emprego através de ação maliciosa ou falsa.. suas aplicações apropriadas e conseqüências potenciais. . ou Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica. idade ou nacionalidade. Em evitar danos a outros. Em promover o entendimento da tecnologia. EUA. ou após tornar claras as limitações pertinentes. submetemo-nos à conduta mais ética e profissional e concordamos: Em aceitar a responsabilidade de fazer as decisões na Engenharia consistentes com a segurança. em reconhecimento da importância do efeito de nossas tecnologias na qualidade de vida por todo o mundo. Vislumbremos agora o Código de Ética do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). religião. Em buscar. membros do IEEE. Em tratar com justiça todas as pessoas independente de sua raça. aceitar e oferecer críticas honestas de trabalhos técnicos.*Engenheiros continuarão seu desenvolvimento profissional durante sua carreira e disponibilizarão oportunidades para o desenvolvimento profissional dos engenheiros sob sua supervisão. Em manter e desenvolver nossa competência técnica e assumir tarefas tecnológicas para outros somente se qualificados por treinamento ou experiência. credo. principal órgão responsável pela definição de inúmeros padrões na Engenharia Elétrica e Eletrônica usados em todo o mundo. "Nós.

do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo. Isto é belo do ponto de vista poético.524. Sendo o engenheiro e arquiteto profissionais que têm rendimento monetário através do exercício da sua profissão. mas não tem o direito de poder executar seu trabalho de maneira melhor e mais barata. basicamente os mesmos conceitos. Arquitetura e Agronomia. Ou seja. no Código de Ética Profissional do Engenheiro. Normas que regulamentam a profissão no CONFEA/CREA DECRETO Nº 90. que "dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau. que exige a competição por espaço exemplificada no texto do item. apesar de sê-lo em todo o resto da esfera do capitalismo. sem se querer vislumbrar ganho monetário. mas ineficaz e irreal fora do papel escrito.922. o engenheiro pode optar por adquirir seus materiais necessários ao trabalho em fornecedor que os tenha a preços menores. agindo profissionalmente como executor para o bem-estar.Em assistir colegas em seu desenvolvimento profissional e suportá-los no cumprimento deste código de ética. de 5 NOV 1968. DE 6 FEV 1985 Regulamenta a Lei nº 5." Advém da leitura deste item que o engenheiro e arquiteto agem tão somente como instrumentos da aplicação das Ciências Naturais. segundo Resolução n. sempre de apoio nos pilares da ética? Este pitoresco item do Código de Ética do Engenheiro e Arquiteto leva a crer que a competição através de preços não é ética. com a adição deste interessante item: "Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais. e não sendo eles os únicos a assim o fazerem. *Pode-se observar. ou seja. 205. de 30 de Setembro de 1971 do Conselho Federal Brasileiro de Engenharia . por que negar-lhes o direito de usar dos mecanismos de competição e preço para lhes garantir esse rendimento. se antes dele algum outro engenheiro já apresentou proposta com técnicas mais custosas." .

024.A prova da situação referida no inciso III será feita por qualquer meio em direito permitido. de nível médio. item III.692.O Presidente da República. da Constituição e tendo em vista o disposto no artigo 5º da Lei nº 5.524. III . venda e utilização de produtos e equipamentos especializados. Art.Os técnicos industriais e técnicos agrícolas de 2º grau. conte na data da promulgação da Lei nº 5. seja por alvará municipal.044.dar assistência técnica na compra. II . de 5 NOV 1968. 2º . 5. nos termos das Leis nºs 4. . IV . II . de 20 DEZ 1961. 4º e 5º. regularmente constituída. expedido por instituição de ensino estrangeira.orientar e coordenar a execução dos serviços de manutenção de equipamentos e instalações. poderão: I . de 5 NOV 1968.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional. revalidado na forma da legislação pertinente em vigor. e 7. Parágrafo único .É assegurado o exercício da profissão de técnico de 2º grau de que trata o artigo anterior.sem habilitação específica. os habilitados nos termos das Leis nºs 4. de 11 AGO 1971. 3º .prestar assistência técnica no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas.conduzir a execução técnica dos trabalhos de sua especialidade. e tenha sido diplomado por escola autorizada ou reconhecida. pagamento de impostos. no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81. e 7. 5 (cinco) anos de atividade como técnico de 2º grau. de 11 AGO 1971. III .tenha concluído um dos cursos técnicos industriais e agrícolas de 2º grau. 5.692. Art. de 19 OUT 1982. 1º . de 20 DEZ 1961. anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social ou comprovante de recolhimento de contribuições previdenciárias. V . observado o disposto nos arts.524. entendem-se por técnico industrial e técnico agrícola de 2º grau ou. pela legislação anterior. a quem: I .seja portador de diploma de habilitação específica.044. de 18 OUT 1982. Art.Para efeito do disposto neste Decreto.024.

operação. II . ou nos trabalhos de vistoria. desde que possua formação específica. em suas diversas modalidades.ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade. VI . reparos ou manutenção.responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional. funcionar como perito em vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura e exercer atividade de desenhista de sua especialidade. avaliação. perícia. para efeito do exercício profissional e de sua fiscalização. bem como projetar. que não constituam conjuntos residenciais. § 2º .executar e conduzir a execução técnica de trabalhos profissionais. mensurando e orçando. na modalidade Edificações. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino. orientar e coordenar diretamente serviços de manutenção e reparo de equipamentos. dentre outras. bem como realizar reformas. 4º . V . arbitramento e consultoria.Os técnicos de 2º grau das áreas de Arquitetura e de Engenharia Civil.Os técnicos em Agrimensura terão as atribuições para a medição. bem como orientar e coordenar equipes de execução de instalações. as seguintes atividades: III . respeitados os limites de sua formação.prestar assistência técnica e assessoria no estudo de viabilidade e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus. e exercer a atividade de desenhista de sua especialidade. venda e utilização de equipamentos e materiais especializados. § 3º . exercendo.executar. desde que não impliquem em estruturas de concreto armado ou metálica. assessorando. demarcação de levantamentos topográficos. § 1º . conduzir e dirigir trabalhos topográficos. instalações e arquivos técnicos específicos.dar assistência técnica na compra. . bem como exercer a atividade de desenhista de sua especialidade. fiscalizar. montagens. bem como conduzir e treinar as respectivas equipes. consistem em: I .Os técnicos em Eletrotécnica poderão projetar e dirigir instalações elétricas com demanda de energia de até 800 Kva. padronizando.Art.As atribuições dos técnicos industriais de 2º grau. poderão projetar e dirigir edificações de até 80m2 de área construída. IV . incluída a pedagógica.

desde que possua formação específica. .prestar assistência técnica na comercialização e armazenamento de produtos agropecuários.emitir laudos e documentos de classificação e exercer a fiscalização de produtos de origem vegetal. perícia.elaborar orçamentos relativos às atividades de sua competência. dentre outras. circunscritos ao âmbito de sua habilitação. paraestatais e privadas. IX .executar trabalhos de mensuração e controle de qualidade. assessorando.elaborar relatórios e pareceres técnicos. VIII .conduzir.Além das atribuições mencionadas neste Decreto. ensaio e divulgação técnica. mensurando e orçando. IV .responsabilizar-se pela elaboração e execução de projetos compatíveis com a respectiva formação profissional. associativismo e em apoio à pesquisa.atuar em atividades de extensão.desempenhar cargos. Art. desde que compatíveis com a sua formação curricular. 5º . constantes dos currículos do ensino de 1º e 2º graus.As atribuições dos técnicos agrícolas de 2º grau em suas diversas modalidades. V . experimentação.administrar propriedades rurais em nível gerencial. executar e fiscalizar obra e serviço técnico. XIII . funções ou empregos em atividades estatais. XI . incluída a pedagógica. padronizando. 6º . X . respeitados os limites de sua formação. compatíveis com a respectiva formação profissional. III . ou nos trabalhos e vistorias. para efeito do exercício profissional e da sua fiscalização. exercendo. análise.prestar assistência técnica e assessoria no estudo e desenvolvimento de projetos e pesquisas tecnológicas. animal e agroindustrial. arbitramento e consultoria.Art. para o exercício do magistério nesses dois níveis de ensino. as seguintes tarefas: VII . consistem em: I . venda e utilização de equipamentos em materiais especializados. fica assegurado aos técnicos industriais de 2º grau o exercício de outras atribuições. VI .ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade. XII . II .dar assistência técnica na compra.

Art.desempenhar outras atividades compatíveis com a sua formação profissional. para efeito de financiamento de investimento e custeio pelo sistema de crédito rural ou industrial e no âmbito restrito de suas respectivas habilitações.Nos trabalhos executados pelos técnicos de 2º grau de que trata este Decreto. Art. são reservadas aos profissionais legalmente habilitados e registrados na forma deste Decreto.Além das atribuições mencionadas neste Decreto. além da assinatura. § 1º . 12 . 7º .As qualificações de técnicos industrial ou agrícola de 2º grau só poderão ser acrescidas à denominação de pessoa jurídica composta exclusivamente de profissionais possuidores de tais títulos. de nível médio. os conteúdos das disciplinas que contribuem para sua formação profissional. Art. elaborar projetos de valor não superior a 1. 9º .conduzir equipe de instalação. Art. comuns e melhoradas.O disposto neste Decreto aplica-se a todas as habilitações profissionais de técnico de 2º grau dos setores primário e secundário. pela legislação anterior.Os técnicos agrícolas do setor agroindustrial poderão responsabilizar-se pela elaboração de projetos de detalhes e pela condução de equipe na execução direta de projetos agroindustriais. em cada caso.500 MVR. 15 e do Conselho Regional que a expediu. Parágrafo único .As denominações de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau ou. 8º .Em se tratando de obras. é obrigatória a manutenção de . XVII .Nenhum profissional poderá desempenhar atividade além daquelas que lhe competem pelas características de seu currículo escolar.XIV . § 2º . reparo ou manutenção. a menção explícita do título profissional e do número da carteira referida no Art.prestar assistência técnica na multiplicação de sementes e mudas. Art. Art. XVI .Os técnicos em Agropecuária poderão. considerados.treinar e conduzir equipes de execução de serviços e obras de sua modalidade. aprovadas pelo Conselho Federal de Educação. 10 . 11 . é obrigatória. desde que compatíveis com a sua formação curricular. fica assegurado aos Técnicos Agrícolas de 2º grau o exercício de outras atribuições. XV . montagem e operação.

15 . obrigam-se ao visto do registro na nova região. de 24 DEZ 1966. e. Art.Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.994.Os profissionais de que trata este Decreto só poderão exercer a profissão após o registro nos respectivos Conselhos Profissionais da jurisdição de exercício de sua atividade. pelas disposições das Leis nºs 5. sucursal ou escritório de obras e serviços. Parágrafo único .A fiscalização do exercício das profissões de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau será exercida pelos respectivos Conselhos Profissionais. conforme modelo aprovado pelo respectivo Órgão. o número do registro e a habilitação profissional de seu portador. por um ano. 16 . valendo como documento de identidade e terá fé pública. fica a pessoa jurídica. 17 . obrigada a proceder ao seu registro na nova região. a qual substituirá o diploma. Art. filial. Art. 13 . 18 .194. de 5 NOV 1968. títulos. escrita em letras de forma. a critério do mesmo Conselho.placa visível ao público. 19 . sua agência.O profissional. de 26 MAIO 1982. obrigatoriamente. prorrogável por mais um ano. números das carteiras e do CREA que a expediu. Art.Os técnicos de 2º grau cujos diplomas estejam em fase de registro poderão exercer as respectivas profissões mediante registro provisório no Conselho Profissional. .No caso em que a atividade exceda a 180 (cento e oitenta) dias. Art.A Carteira Profissional de Técnico conterá. firma ou organização registrados em qualquer Conselho Profissional. no que couber.524. revogadas as disposições em contrário. 14 . 1º caso: A explosão do foguete Challenger em 26 de janeiro de 1986. quando exercerem atividades em outra região diferente daquela em que se encontram registrados. Art. dos autores e co-autores responsáveis pelo projeto e pela execução. e 6.O Conselho Federal respectivo baixará as Resoluções que se fizerem necessárias à perfeita execução deste Decreto. Art.Ao profissional registrado em Conselho de Fiscalização do Exercício Profissional será expedida Carteira Profissional de Técnico. com nomes. Parágrafo único .O exercício da profissão de técnico industrial e de técnico agrícola de 2º grau é regulado pela Lei nº 5. Art. 20 .

que possuía o engenheiro chefe Bob Lund. A origem da falha foi identificada como a perda de flexibilidade do selante anelar em baixa temperatura. causou a dilatação do cilindro de aço que o continha. e. na Flórida. teria se livrado de sua parte impulsora. Boisjoly renunciou ao seu emprego na Morton. abaixo de 0ºC. O acidente aconteceu depois de 4 lançamentos com êxito. diante da pressão política na competição com a Rússia. O que se pode constatar foi que o lançamento foi feito num ambiente que registrou a mais baixa temperatura. A empresa particular encarregada da fabricação dos impulsores de combustível sólido foi a Morton Thiokol. Não tempo tido tempo de resolver o problema dentro do prazo político estipulado.Exemplos de falta de etica na engenharia Todos os jornais do mundo noticiaram o acidente ocorrido 73 segundos depois da decolagem do foguete tripulado. . não acompanhada pelas partes frias. que havia lutado durante o projeto para resolver o problema material do selante. Um dos engenheiros de Bob Lund era Roger Boisjoly. Se o foguete tivesse suportado mais 47 segundos. dentre os quais a primeira astronauta mulher e o programa espacial americano atrasou-se 5 anos na averiguação das causas do acidente. teria navegado tranqüilamente pelo espaço e retornado à Terra. já descarregado de combustível. advertiu seu chefe. Um dos gerentes principais da Morton ridicularizou. Morreram 7 astronautas. um mês após o término da comissão presidencial. diferentemente dos 4 lançamentos anteriores. No final de julho de 1986. de Cabo Kennedy.o em público: “Tire o seu capacete de engenheiro e coloque na cabeça o da Morton!” Boisjoly não perdeu o emprego mas foi afastado do projeto. deixando de cumprir sua função de evitar o vazamento. ao se esquentar. O combustível sólido. acelerando o programa. sem ser levado a sério pela Morton e pela administração da NASA.

Durante os 7 anos da introdução do produto no mercado. Manejos incompetentes de partes defeituosas da usina ocasionaram em 25 de abril de 1986. Isto iria contra o alvo da empresa: derrotar os competidores. A solução proposta por eles foi recusada pela empresa com as seguintes alegações: a solução aumentava o custo do carro. houve a morte de duas pessoas.O desenrolar dos fatos sugere diversas perguntas relacionadas com a ética da engenharia. Engenheiros operadores da fábrica tentavam uma experiência mal sucedida. Durante o julgamento ficou patente que os engenheiros conheciam a vulnerabilidade do veículo por choques traseiros. O carro se incendiou depois de um abalroamento por outro carro em sua traseira. divulgar informações reservadas da empresa? 2º caso: O automóvel Pinto Em 10 de agosto de 1978. USA. onde morreram duas jovens dentro de um automóvel compacto. atrasava o início da fabricação e prejudicava o ritmo de produção. . ocorreu o maior acidente nuclear da história. inovador. No primeiro caso. As perguntas éticas neste caso são: a responsabilidade de um engenheiro em relação à sociedade deve ser subordinada à sua responsabilidade diante de seu empregador? Pode um engenheiro submeter sua independência à empresa? Qual deve ser sua atitude no processo judicial? 3º caso: Central nuclear de Chernobyl Perto da cidade Prypyat. entretanto. ocorreu um desastre numa rodovia de Indiana. ocorreram cerca de 50 casos com demandas judiciais e pagamento de danos. A Ford perdeu a causa e vários engenheiros pertencentes à equipe responsável pelo projeto deveriam ser presos. em situações críticas. Eis algumas delas: Qual o papel correto de um engenheiro diante de problemas de segurança? Deve um engenheiro aceitar prazos para resolver um problema? Quem deve decidir uma ação final. Apagaram todos os sistemas de regulagem e emergência e retiraram todas as varinhas de controle do núcleo energético. da Ford. a engenharia ou a administração da empresa? É correto para um engenheiro. na Ucrânia.

provocando em 27 de abril a evacuação dos 30. em 28 de abril. na íntegra.. E centenas de milhares contraíram doenças. Havia sido publicado. a operação estava fora de controle. 26 de abril. Várias pessoas morreram e muitas contraíram doenças ficando impossibilitadas de trabalhar. As perguntas pertinentes ao caso são: Pode-se exercer a engenharia sem a competência tecnológica e a necessária experiência? Qual a responsabilidade da engenharia na manutenção dos objetos que criou? Qual a atitude da engenharia ao descobrir que os objetos criados são potencialmente perigosos? Qual a responsabilidade da engenharia no bem-estar humano. No Brasil ocorreu um caso inadmissível de contaminação num ferrovelho. os monitores suecos acusaram índices anormais de radiação no vento. que noticiava a colação de grau da turma de engenheirandos de 1956. Devido à contaminação morreram logo 32 pessoas.000 habitantes de Prypyat. com uma cápsula de césio 137 que lá foi deixada por descuido. Esse discurso. Enormes quantidades de substâncias radioativas entraram na atmosfera. Destas pessoas. o governo russo foi obrigado a admitir o desastre. A radioatividade atingiu até França e Itália. Nos anos seguintes.57. Ocorreram então várias explosões que destruíram os contendores de aço e concreto armado do reator. dezenas de milhares morreram e o restante contraiu câncer. Nas primeiras horas do dia seguinte. Árvores também foram contaminadas. Por pressão da Suécia. deparei-me com um recorte de “A Gazeta” de 10. o meu discurso de paraninfo. atual e futuro? 4º caso: Césio 137 em Goiânia. nasceram vacas com sérias deformações.01. O governo russo tentou encobrir o ocorrido mas.. que saia da regra geral de mostrar os progressos da . Ninguém foi julgado como causador do desastre.Isso possibilitou que a central continuasse trabalhando com 10% de sua capacidade. É ou não é um problema de ética profissional? Os responsáveis pelos equipamentos médicos podiam deixar cápsulas de material perigoso serem jogadas num ferrovelho sem qualquer advertência quanto a seu conteúdo? Abrindo casualmente pastas antigas.

lembrai-vos bem de que. ao lado da parte técnica. No exercício dessas atividades o engenheiro precisa acautelar-se para não transgredir os postulados da ética profissional. e outros irão certamente criticá-lo pensando com isso em beneficiar a si próprios. lembrai-vos sempre dessa frase: Nunca criticai um trabalho de um colega ainda que a crítica seja justa. pois. vós só tendes a ser mal vistos e nada usufruir da antipática atitude. só então tendo aprendido a solução acertada. de psicologia e de comércio. os únicos adquiridos na escola. poderá ser uma arma de dois gumes. Tão importantes como seus conhecimentos técnicos. Um dos temas destacados foi justamente o da Ética Profissional. pois quem ouviu a vossa crítica. em vez de vos beneficiar. existe sempre um ponto fraco em que ele possa ser criticado. lembrai-vos dos vossos próprios trabalhos e colocaivos na posição de adversários. que aqui reproduzo. ouvir-se um engenheiro menosprezar uma planta.Engenharia e o futuro dessa profissão no Brasil. Sempre que estiverdes em situação idêntica. com a escolha de um professor subalterno e não um catedrático para a honraria de paraninfar uma turma de estudantes. Não é possível evitar as críticas contra nós mesmos. ficará de sobreaviso para criticar-vos posteriormente em casos análogos. É muito comum. ela. infelizmente. Se minhas palavras puderem ser úteis em alguma situação. “Freqüentemente o engenheiro terá que exercer atividades subsidiárias. Isto aconteceu há 50 anos e a situação continua a mesma. O discurso mais parecia um conselho para os novos engenheiros. transgrediu o costume. como aconteceu pela primeira vez. com esse procedimento. ainda que não a transmita ao criticado. por melhor que seja vosso trabalho. Muitas vezes ridiculariza o que ele próprio costumava fazer até alguns dias atrás. Podemos fazer alguma coisa para minimizar essa deplorável situação? . um desenho ou um projeto de outro colega antes mesmo de se inteirar completamente do que se trata. são também seus conhecimentos de relações humanas. mas é possível diminuir os seus efeitos nocivos procurando trabalhar com perfeição”. Quando estiverdes inclinados a proferir tais críticas. além de ser essa atitude antipática e contra os ensinamentos da ética profissional. Lembrai-vos bem de que.

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