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MOÇAMBIQUE

Integração regional na SADC
e relacionamento com os países da CPLP

Maio de 2014

Parceiro estratégico:

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Índice
Acrónimos ............................................................................................................................................................................... 5
1. SADC. Enquadramento regional, político e económico ................................................................................................... 22
1.1.Caracterização da comunidade ....................................................................................................................................... 22
1.1.1.

Principais objetivos e aspirações da SADC. ................................................................................................... 22

1.1.2.

Os Estados Membros da SADC...................................................................................................................... 24

1.1.3.

Mecanismos de integração e prioridades no desenvolvimento da SADC ....................................................... 25

1.2.

A SADC enquanto comunidade económica ............................................................................................................... 31

1.2.1.
1.3.

SADC e a COMESA ....................................................................................................................................... 35

As economias da SADC ............................................................................................................................................. 36

1.3.1.

Angola. O maior produtor de petróleo da região e um dos maiores de África. ............................................... 36

1.3.2.

Moçambique. Forte potencial de Gás Natural. ................................................................................................ 37

1.3.3.

África do Sul. O país com o maior PIB do continente africano. ...................................................................... 39

1.3.4.
Lesoto, Madagáscar, Maláui, República Democrática do Congo, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué. Regiões de
forte orientação agrícola. ........................................................................................................................................... 40
1.3.5.

Suazilândia e Zimbabué. Economias em transição para a atividade industrial. .............................................. 41

1.3.6.

Seicheles. SIDS com economia orientada para o Turismo. ............................................................................ 42

1.3.7.

Maurícias. Peso relevante da indústria, mas com motor nos serviços. ........................................................... 43

1.3.8.

Botsuana, Namíbia e Zâmbia. Regiões de forte orientação para a indústria extrativa. ................................... 44

1.4.

Trocas comerciais na SADC ...................................................................................................................................... 46

1.4.1.

Complementaridade das Economias .............................................................................................................. 46

1.4.2.

Comércio intrarregional ................................................................................................................................... 47

1.4.3.

África do Sul e Angola. Os países com maior intensidade comercial na região ............................................. 49

1.5.

Comércio extrarregional ............................................................................................................................................. 52

1.5.1.

Principais parceiros comerciais da SADC ....................................................................................................... 52

1.5.2.

Trocas comerciais entre a CPLP e a SADC ................................................................................................... 59

1.6.

Investimento direto estrangeiro na SADC .................................................................................................................. 63

1.7.

SADC. Oportunidades de investimento na modernização da agricultura e do tecido industrial ................................. 65

1.8.

Principais setores de oportunidade por país, aeroportos e portos ............................................................................. 66

1.9.

Principais produtos importados pelos países da SADC e oportunidades para as empresas Portuguesas ................ 69

2. África do Sul. O país com maior peso na região .............................................................................................................. 74
2.1.

Macroeconomia.......................................................................................................................................................... 74

2.1.1.

PIB da economia Sul-Africana ........................................................................................................................ 74

2.1.2.

Orçamento Geral do Estado ........................................................................................................................... 75

2.1.3.

Dívida Pública externa e interna ..................................................................................................................... 76

2.2.

Estrutura produtiva ..................................................................................................................................................... 77

2.2.1.

PIB por Setor .................................................................................................................................................. 77

2

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

2.2.2.
2.3.

Composição do Setor Empresarial do Estado ................................................................................................ 78

Política económica ..................................................................................................................................................... 79

2.3.1.

Perspetivas futuras ......................................................................................................................................... 79

2.3.2.

Prioridades estratégicas da África do Sul ....................................................................................................... 79

2.4.

Infraestruturas e energia ............................................................................................................................................ 82

2.5.

Grandes projetos de investimento previstos com infraestruturas ............................................................................... 90

2.6.

Abertura da Economia e Relações Comerciais .......................................................................................................... 94

2.7.

Principais setores de oportunidade .......................................................................................................................... 106

2.8.

Investimento direto estrangeiro na África do Sul ...................................................................................................... 108

2.9.

Financiamento à Economia ...................................................................................................................................... 109

2.9.1.

Principais bancos presentes ......................................................................................................................... 109

2.9.1.

Bancarização da população .......................................................................................................................... 110

2.9.2.

Microcrédito .................................................................................................................................................. 111

2.9.3.

Taxas de juro de financiamentos .................................................................................................................. 111

2.9.4.

Bolsa de valores ........................................................................................................................................... 112

3. Moçambique. Uma potência no setor do carvão, uma potência emergente no setor do gás natural ............................. 114
3.1.

Macroeconomia........................................................................................................................................................ 114

3.1.1.

PIB da economia moçambicana ................................................................................................................... 114

3.1.2.

Orçamento Geral do Estado ......................................................................................................................... 115

3.1.3.

Dívida pública ............................................................................................................................................... 117

3.1.4.

Reservas de moeda estrangeira ................................................................................................................... 117

3.1.5.

Nível de financiamento à Economia.............................................................................................................. 117

3.1.6.

Evolução das taxas de juro e variação da liquidez ....................................................................................... 118

3.2.

Política Económica................................................................................................................................................... 119

3.3.

Estrutura produtiva ................................................................................................................................................... 126

3.3.1.

PIB por setor ................................................................................................................................................. 126

3.3.2.

Setor empresarial do Estado ........................................................................................................................ 126

3.4.

Aproveitamentos hídricos e recursos naturais ......................................................................................................... 128

3.5.

Infraestruturas e energia .......................................................................................................................................... 131

3.6.

Grandes projetos de investimento previsto em infraestruturas ................................................................................ 143

3.7.

Abertura da economia e relações comerciais .......................................................................................................... 146

3.8.

Investimento direto estrangeiro de, e para Moçambique ......................................................................................... 156

3.9.

Principais polos de desenvolvimento ....................................................................................................................... 159

3.10.

Principais setores de oportunidades ................................................................................................................... 162

3.11.

Financiamento à economia ................................................................................................................................ 164

3.11.1.

Principais bancos presentes ......................................................................................................................... 164

3.11.2.

Bancarização da população .......................................................................................................................... 165

3.11.3.

Taxas de juro de empréstimo........................................................................................................................ 166

3

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

3.11.4.

Bolsa de valores ........................................................................................................................................... 166

4. Breve descrição do mercado de trabalho e do regime de segurança social .................................................................. 170
4.1.

População Ativa ....................................................................................................................................................... 170

4.2.

Desemprego............................................................................................................................................................. 170

4.3.

Desigualdades ......................................................................................................................................................... 170

4.4.

Breve descrição do regime de Segurança Social..................................................................................................... 171

4.5.

Como investir? ......................................................................................................................................................... 171

4.5.1.
4.6.

Fases/Etapas a observar no Processo de estabelecimento em Moçambique .............................................. 173

Incentivos e benefícios ao investimento ................................................................................................................... 174

4.6.1.

Benefícios genéricos ..................................................................................................................................... 174

4.6.2.

Benefícios Específicos .................................................................................................................................. 175

4.7.

Principais mecanismos de financiamento ................................................................................................................ 177

4.8.

Competitividade de Moçambique ............................................................................................................................. 180

4.8.1.
4.9.

Atratividade de Moçambique no contexto regional ....................................................................................... 180

Principais constrangimentos ao IDE e Exportação .................................................................................................. 182

4.9.1.

Alfândegas – Barreiras aduaneiras: tarifas, barreiras não tarifárias, outros impedimentos .......................... 182

4.9.2.

Estabilidade legal e fiscal – Barreiras legais, fiscais e regulamentares ........................................................ 187

4.9.3.

Obtenção de vistos, disponibilidade de mão-de-obra ................................................................................... 189

4.9.4.

Modelos de cobertura de risco – Financeiros, operacionais, propriedade .................................................... 190

4.9.5.

Sistema jurídico e judicial ............................................................................................................................. 191

4.9.6.

Resolução extrajudicial de litígios em Moçambique ...................................................................................... 192

4.10.
4.10.1.
4.11.

Principais características dos acordos Moçambicanos no domínio do comércio e investimento ....................... 193
Protocolos existentes e posicionamento de Moçambique face aos mesmos ............................................... 193
Acordos críticos estabelecidos (PTA, DTT, BTA e BIT) ..................................................................................... 195

4.11.1.

Acordos entre Estados Unidos e Moçambique – AGOA ............................................................................... 196

4.11.2.

Acordos entre a União Europeia e Moçambique........................................................................................... 197

5. Atratividade de Moçambique no contexto CPLP ............................................................................................................ 200

4

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Acrónimos ACP – African. Caribbean.Taxa de crescimento anual composta CAF – República Centro-Africana CCI – Câmara de Comércio Internacional CCIPA – Câmara de Comércio e Indústria Portugal . and Pacific Group of States ACI .Acordos Comerciais de Investimento ADT – Acordo para evitar a Dupla Tributação AGO – Angola AGOA – African Growth and Opportunity Act ANIP – Agência Nacional de Investimento Privado APPRI – Acordos de Promoção e Proteção Recíproca de Investimentos ASEAN – Association of Southeast Asian Nations BAfD – Banco Africano de Desenvolvimento BD – Barris (de petróleo) por dia BDI – Burundi BEI – Banco Europeu de Investimento BIT – Bilateral Investment Treaty BM – Banco Mundial BNA – Banco Nacional de Angola BNT – Barreiras Não Tarifárias BTA – Bilateral Trade Agreements BT – Barreiras Tarifárias BWA – Botsuana CAGR – Compound Annual Growth Rate .Angola CEDEAO – Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental 5 .

Imposto sobre o Rendimento do Trabalho LSO – Lesoto LUPP – Luanda Urban Poverty Programme MDG – Madagáscar MERCOSUL – Mercado Comum do Sul 6 .Economist Intelligence Unit EM – Estados Membros EUA – Estados Unidos da América FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura FMI – Fundo Monetário Internacional GAB – Gabão GATT – General Agreement on Tariffs and Trade GNL – Gás Natural Liquefeito GNQ – Guiné Equatorial IDE – Investimento Direto Estrangeiro IDH – Índice de Desenvolvimento Humano INE – Instituto Nacional de Estatística IPA – Investment Promotion Agency IRT .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP CEEAC – Comunidade Económica dos Estados de África Central CGD – Caixa Geral de Depósitos CMR – Camarões COD – República Democrática do Congo COG – Congo CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa CRIP .Certificado de Registo de Investimento Privado (Angola) DB – Ranking Doing Business EIU .

Organização Mundial da Propriedade Intelectual OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo PE – Projetos Estruturantes PIB – Produto Interno Bruto PME – pequenas e médias empresas PPPs – Parcerias Público-Privadas PTAs – Preferential Trade Arrangements RDC – República Democrática do Congo SACU – Southern African Customs Union SADC – Southern African Development Countries SIDS – Small Islands Developing States STP – São Tomé e Príncipe SWZ – Suazilândia SYC – Seicheles TBI – Tratado Bilateral de Investimento TCD – Chade 7 .Agência Multilateral de Garantia de Investimentos MMTZ – Maláui-Moçambique-Tanzânia-Zâmbia MPME – micro. pequenas e médias empresas MOZ – Moçambique MUS – Maurícias MWI – Maláui NAM – Namíbia OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico OEM – Original Equipment Manufacturer OMC – Organização Mundial do Comércio OMPI .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP MIGA .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação TZA – Tanzânia UE – União Europeia UNCTAD – United Nations Conference for Trade and Development USAID – United States Agency for International Development WTTC – World Travel & Tourism Council ZAF – África do Sul ZCL – Zona de Comércio Livre ZMB – Zâmbia ZWE – Zimbabué 8 .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Nota prévia 9 .

Foram integrados alguns dados e elementos adicionais que foram publicados após a fase de pesquisa e análise dada a sua relevância para o estudo. assumiremos qualquer responsabilidade relativamente a terceiros que tenham acesso ao presente documento. ( “PwC”). salvo indicação expressa em contrário. As conclusões obtidas e os cálculos efetuados estão dependentes da qualidade da informação obtida em todos os aspetos materialmente relevantes. Lda. e que sejam do nosso conhecimento. as quais foram alvo de apreciação quanto à sua materialidade e aplicabilidade à análise. A PwC e a AIP. as nossas conclusões devem ser analisadas em função das limitações referidas.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Nota prévia O presente documento constitui resultado de um trabalho de pesquisa e análise que decorreu entre 1 de julho e 31 de Dezembro de 2013. sendo que a informação recolhida foi considerada como adequada. ao abrigo de contrato celebrado entre a AIP – Associação Industrial Portuguesa (“AIP”) e a PricewaterhouseCoopers&Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas. não se responsabilizarão por qualquer dano ou prejuízo emergente de decisão tomada com base na informação aqui descrita. Projeto Co-Financiado: 10 . Esta comunicação é de natureza geral e meramente informativa. e não substitui aconselhamento profissional adequado ao caso concreto. dados e informação constantes do presente documento e que serviram de base à análise e conclusões obtidas. Desta forma. como referenciado ao longo do documento. Os valores e as conclusões apresentados só terão sustentabilidade caso se verifiquem os pressupostos considerados. Os elementos estatísticos. para além do referido. não se destinando a qualquer entidade ou situação particular. tendo presente critérios de razoabilidade e aderência às realidades locais e regionais. não tendo sido realizada qualquer forma de auditoria ou certificação. Em nenhuma circunstância. não podendo este estudo ser entendido como uma garantia ou confirmação de que esses pressupostos se verificarão. que não as de consistência com fontes concorrentes ou complementares. têm por base informação pública disponível.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Sumário
Executivo

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Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Sumário Executivo
A redefinição das centralidades de dinamismo económico, a par da relativa contração das economias
desenvolvidas, confere uma nova relevância às economias emergentes.
Entre estas, os países da
CPLP e a Região
Administrativa Especial
de Macau (RAE Macau)
assumem um papel
relevantíssimo, não só
pelo seu potencial
intrínseco, mas também
por se encontrarem
inseridas em
comunidades económicas
regionais em crescente
integração económica.
Constituem, assim, um
incontornável desafio e
uma oportunidade única
para os empresários
nacionais.
Com efeito, os países da
CPLP e a RAE de Macau
encontram-se integrados
em sete espaços regionais económicos distribuídos por quatro continentes.
Estima-se que o espaço lusófono tenha cerca de 258 milhões de habitantes e as regiões económicas que
integram cerca de 1.8 mil milhões de habitantes.
Os estados membros da CPLP e a RAE de Macau apresentam, no seu conjunto, potencialidades e
características próprias que podem permitir aumentar as exportações das empresas portuguesas, potenciar
novas parcerias para a sua internacionalização e atrair investimento direto estrangeiro.
CPLP

Comércio CPLP
%

% - Valor

Características

(% Quota Mundial)

População CPLP 2012, % da população
mundial

3,68%

CPLP - Total do comércio
mundial

3,9% - US$ 706 mil
milhões

PIB 2012, % do PIB mundial

3,67%

Exportações totais CPLP

2,1% - US$ 379 mil
milhões

Água disponível na CPLP 2012, % mundo

13,53%

Importações totais CPLP

1,8% - US$ 327 mil
milhões

Terra arável disponível na CPLP, % mundo

5,86%

Fonte: Banco Mundial, FAO e UNCTADstat

Acresce que muito embora os países da CPLP apresentem uma dinâmica de crescimento relevante, quando
comparados com o resto do mundo, verificamos a existência de um gap. Ora, este gap deverá poder ser
minimizado ou revertido, através do incremento da cooperação e da integração da CPLP, assente na
proximidade cultural e na complementaridade de competências.

12

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

4.37%

4.46%

4.51%

4.49%

3.24%

3.40%

3.38%

3.54%

O reforço da integração no espaço comum lusófono
e o estabelecimento de players regionais e de redes
de empresas oriundas desse espaço facilitarão o
acesso a novos consumidores, com preferências
tendencialmente convergentes, e a mercados com
elevadíssimo potencial de desenvolvimento e forte
necessidade de investimento.

2018

Por outro lado, o desenvolvimento será
exponenciado com o desenvolvimento dos grandes
projetos de infraestruturas regionais, aumentando
ainda o grau de integração de cada uma das
comunidades económicas regionais.

Taxa de crescimento estimada
5%
4.04%
4%
3.31%
3%
2.35%
2%
2013

2.60%

2014

2015

2016

CPLP

2017

Adicionalmente, grandes áreas dessas regiões não
apresentam, ainda, um nível de concorrência
particularmente elevado, podendo conferir uma
vantagem relevante (first mover) aos investidores
que primeiro acedam ao mercado.

Mundo

Fonte: FMI e análise PwC

As comunidades económicas regionais a que pertencem os demais países da CPLP e a RAE de Macau, são
constituídas por 53 países, aos quais acrescem ainda os EM da União Europeia e do Espaço Económico
Europeu. Apesar de Timor-Leste ainda só ser membro observador da ASEAN já apresentou o pedido formal
de adesão à ASEAN.

Comunidades económicas regionais*
SADC
MERCOSUL
Estados Membros: Angola,
Botsuana, República
Democrática do Congo, Lesoto,
Madagáscar, Maláui, Maurícias,
Moçambique, Namíbia,
Seicheles, África do Sul,
Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e
Zimbabué.

Estados Membros: Argentina,
Brasil, Paraguai, Uruguai e
Venezuela.

ASEAN

CEEAC

Estados Membros: Indonésia,
Malásia, Filipinas, Singapura,
Tailândia, Brunei Darussalam,
Vietname, Laos, Myanmar e Camboja.

Estados Membros: Angola,
Burundi, Camarões, República
Centro - Africana, Chade, Congo,
República Democrática do
Congo, Guiné Equatorial, Gabão
e São Tomé e Príncipe.

Membros observadores: Papua Nova
Guiné e Timor-Leste.

CEDEAO
*RP China e RAE Macau
Estados Membros: Benim, Burkina
Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim,
Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau,
Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal,
Serra Leoa e Togo.

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* A RAE Macau apesar de não se encontrar numa
comunidade económica regional foi analisada enquanto
plataforma para a China e RAE Hong-Kong.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

O presente guia procura portanto enfatizar como os países da CPLP e a RAE de Macau podem contribuir para
as exportações portuguesas e o IDE nacional, enquanto plataformas de acesso àqueles mercados de
integração regional. E, reciprocamente, enfatizar ainda como Portugal pode tornar-se uma plataforma de
acesso do resto do mundo àqueles mercados e, simultaneamente, promover também as exportações e o IDE
oriundos daquelas regiões, enquanto plataforma de acesso à União Europeia e ao Espaço Económico
Europeu.
Para o efeito procurou-se caraterizar, nas suas múltiplas dimensões, os mercados das comunidades
económicas regionais, o país com maior representatividade económica na região e o país da CPLP. Foi
analisado um conjunto muito alargado de variáveis económicas e oportunidades nestes mercados que
resultam no presente guia de investimento não só para os mercados alvo, neste caso Moçambique, como
também para a respetiva comunidade económica regional, neste caso a Comunidade para o Desenvolvimento
da África Austral (SADC).
Conhecer a estratégia regional comum e o nível de integração dos países, permitirá antecipar as tendências
de desenvolvimento da economia, o comportamento dos mercados e a sua futura evolução, que será sempre
reforçada pelo processo de integração destas regiões e consequente convergência económica.

Moçambique e a SADC
A crescente integração regional de Moçambique na SADC, apoiada na sua localização geográfica, no
desenvolvimento dos corredores de ligação aos países vizinhos e na crescente disponibilidade de recursos
naturais, poderá incrementar o potencial de crescimento deste país e permitir o desenvolvimento de
oportunidades nos mercados adjacentes pelos agentes económicos da CPLP (sendo o oposto, igualmente, um
objetivo).
O crescimento económico em Moçambique tem vindo a assumir uma maior solidez desde 2009. A
transformação da economia assentou nomeadamente em: i) incremento do investimento direto estrangeiro
(para compensação da deficitária conta corrente) que em 2011 ultrapassou pela 1º vez os apoios
internacionais (em parte resultante da disponibilidade de recursos naturais) e ii) a estabilidade
macroeconómica para a qual tem contribuído a manutenção do rácio entre dívida pública e PIB (após um
perdão parcial de dívida, ao abrigo de uma iniciativa do FMI).
O crescimento anual do PIB tem registado valores superiores a 7% (7,3% em 2011 e 7,4% em 2012), para o
qual contribuíram a generalidade dos diversos setores da economia, embora com preponderância no setor
extrativo, setor agrícola e setor financeiro. Estes valores deverão ser colocados em perspetiva com
acontecimentos recentes, como as cheias de 2013 e alguma instabilidade social localizada em regiões
específicas de Moçambique.
No sentido de facilitar e promover o crescimento económico o Governo Moçambicano definiu como prioridades
estratégicas para Moçambique:
i)
ii)
iii)

Crescimento das exportações em 21% (comparativamente a 2013);
Aumento do saldo de reservas internacionais líquidas para US$ 3 mil milhões, permitindo uma
cobertura de importações de bens e serviços superior a 3 meses;
Melhoria da quantidade e qualidade de serviços públicos de educação, saúde, água e
saneamento, estradas e energia.

É de realçar a previsão do aumento do investimento em infraestruturas com possíveis financiamentos do
Banco Mundial para suportar parte da execução do investimento público, assim como a aceleração da
capacidade produtiva de carvão a médio prazo, a extração futura bem-sucedida de gás natural, e a superação
de limitações estruturais históricas (ex: elevada taxa de abandono escolar). São áreas em que os agentes
económicos privados, juntamento com o Estado, terão um papel preponderante e de onde emergem
oportunidades que poderão ser exploradas.
Moçambique assume-se, cada vez mais, como um país de sucesso, como uma nação segura, como um centro
de negócios e como um território de progresso e estabilidade.
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177 milhões. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Portugal atualmente representa 5% do total das importações moçambicanas. Tubos e perfis ocos. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Carvão. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. refinado. Comércio Internacional de Moçambique com os parceiros económicos: Moçambique poderá desenvolver vantagens competitivas na região assentes em: i) dimensão e posição geográfica. potencialmente. Equipamento de telecomunicação. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Gorduras vegetais e óleos. Países Baixos. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Máquinas e aparelhos elétricos. identificamos de seguida. num volume total de US$ 312 milhões. Do total dos produtos importados por Moçambique aos seus parceiros comerciais no total de US$ 6 mil milhões.região de Nampula . Arroz. acessórios de ferro e aço. crescimento exponencial previsto para o setor cimenteiro. e. no montante de US$ 3. Produtos residuais de petróleo. Fonte: UNCTADStat. Alumínio. Relações comerciais: As suas principais relações comerciais são com a África do Sul. nomeadamente em relação às reservas de carvão e gás natural. os 25 principais produtos que representam 51% das importações. As importações globais de Moçambique ascendem a um total anual de US$ 6. alumínio. dados de 2012 15 . Veículos a motor para transporte de mercadorias. Eixos de transmissão. Produtos laminados planos de ferro e aço.e projeto de criação de uma Zona Franca Industrial na região da Beira). iii) facilidade de negócio na região (do qual resulta a criação e funcionamento de uma Zona Económica Especial em Nacala . Pneus de borracha e câmarasde-ar. e potencial energético de 12.167 milhões. uma quota de importações que se encontra.700 kms. Setor secundário:     recursos naturais significativos. Energia. Trigo e centeio em grão. perfis e seções. cantoneiras. extensão litoral superior a 2.500 MW. Setor terciário:  possibilidade de se posicionar como um player turístico da África Austral (exploração de praias paradísicas. Barras de ferro e aço. Mobiliário e peças. Sabonetes. Máquinas para a construção civil. limpeza e de polimento. sob explorada.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Setores relevantes no país: As principais oportunidades em Moçambique em encontram-se alavancadas em: Setor primário:     90% da terra arável total por cultivar (de realçar que é dos países abundantes em terra arável da SADC). e Emirados Árabes Unidos. ii) estabilização do sistema bancário. aço. zona económica exclusiva que ronda os 585 mil m2 de superfície oceânica. Fertilizantes. Estruturas e peças de ferro. por ordem decrescente. necessidade de desenvolvimento de infraestruturas sociais. que representam no conjunto cerca de 47% das importações totais de Moçambique. vastas bacias hidrográficas que permanecem por explorar.

sendo que 31% das suas importações são oriundas deste país.3% do PIB da SADC. no montante de US$ 198 milhões: Maquinas para a construção civil (7%). nas quais Portugal não apresenta vantagens comparativas. a 6ª mais significativa ao nível da comunidade. que totalizaram US$ 312 milhões identificamos de seguida. Papel e cartão. 16 . Aparelho para circuitos elétricos. bem como a realizar um conjunto de iniciativas com outras comunidades regionais. a livre circulação de pessoas. nomeadamente ao nível de bens de consumo e agroindustrial. Equipamentos e ferramentas mecânicas. Do total dos produtos importados por Moçambique a Portugal. Metais comuns. pelo que se torna necessária a especialização da cadeia de valor dos Ems. os 25 principais produtos que representam 63% das importações. Mobiliário e peças. Os investidores Portugueses poderão antecipar o esperado acréscimo de rendimento disponível em Moçambique. Material para impressão (6%). Bebidas alcoólicas. a intensificação das trocas comerciais é um dos seus objetivos. A composição das importações evidencia a dependência de Moçambique. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. foi implementado pela SADC um programa que visa a liberalização do comércio. alumínio (4%). Outras máquinas e aparelhos para as indústrias. Barras de ferro e aço. bens e capital. distribuídos pelos seus EMs que apresentam características distintas. Materiais de construção. Sendo o nível de complementaridade ainda reduzido na SADC. Tubos. são de destacar: Com o objetivo de melhorar a comunidade económica regional e desenvolver as infraestruturas de transportes e comunicações. com objetivos ambiciosos a médio prazo . Máquinas agrícolas e peças. Note-se que 50% das importações moçambicanas são relativas a energia (gasóleo e energia elétrica) e automóveis. aço ou alumínio (US$ 14 milhões). relativamente aos países industrializados. Fonte: UNCTADStat. A economia moçambicana corresponde a 2. contudo ainda um nível reduzido de relações comerciais com os restantes EMs com exceção da África do Sul. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). apresentando. tabuleiro. e posicionarem-se no sentido de diversificar a base de exportação. Estruturas e peças de ferro. Trailers e semirreboques. Em termos de setores relevantes na região. canos e mangueiras de plásticos. Produtos da indústria química. Artigos de plástico. cantoneiras. material de impressão (US $ 18 milhões) e estruturas e partes de estruturas de ferro. Equipamento para distribuição de energia elétrica.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Os produtos portugueses mais exportados para Moçambique em 2012 foram as máquinas e equipamentos para empreitadas de engenharia e construção e civil (US$ 21 milhões). Embarcações. dados de 2012 Southern Africa Development Countries (SADC) A SADC tem vindo a reforçar o seu impacto na comunidade internacional e a incrementar a integração da sua zona de comércio livre. Veículos a motor para transporte de mercadorias. aço. Geradores. Componentes para máquinas de energia elétrica. por ordem decrescente. Equipamento de telecomunicação. painéis. A SADC conta com um mercado potencial na ordem dos 286 milhões de consumidores. como da preferência dos consumidores. quer do ponto de vista das estruturas produtivas.

Nas trocas comerciais entre a SADC e os países da CPLP. Do total dos produtos importados pela SADC. Maquinas para a construção civil. reservatórios. refinado.279 milhões. Alumínio. Máquinas de processamento de dados. preparados. tabuleiro. Maquinas para a construção civil. identificamos de seguida. aço. Embarcações. Barras de ferro e aço. Turbinas a vapor e componentes. no total de US$ 216. perfis e seções. óleos de petróleo. tabuleiro. Peças e acessórios dos veículos. petróleo bruto. análise e controle. Geradores. Equipamento e componentes mecânicas. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos > óleo de 70%. dados 2012 Do total dos produtos importados pela SADC a Portugal. comestíveis. Peças. Produtos diversos da indústria química. . Máquinas e aparelhos elétricos. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Estruturas e peças de ferro. através de uma política de apoio ao desenvolvimento obtendo como contrapartida recursos naturais). aço. também. Tubos e perfis ocos de ferro e aço. Automóveis. óxidos e sais de halogéneo. Bebidas não alcoólicas. Gorduras vegetais e óleos.908 milhões: Bebidas alcoólicas. refinado. óleos de xistos. Estruturas e peças de ferro. Bombas compressoras de gás e ventiladores. no montante de cerca de US$ 119. Equipamento para distribuição de energia elétrica. os 25 principais produtos que representam 55% das importações do bloco. Máquinas e aparelhos elétricos. Aparelho para circuitos elétricos. no valor total de US$ 5. Material para impressão. outros. painéis. Outras carnes e miudezas comestíveis. identificamos de seguida. Peças e acessórios de veículos. Refira-se que a China surge como concorrente de alguns produtos que formam a base industrial portuguesa. Cobre. Bebidas alcoólicas. Metais comuns. acessórios para máquinas. o baixo preço. por ordem decrescente. Metais comuns. Trigo e centeio em grão. Pérolas. sendo também de destacar a exportação de maquinaria e equipamento de transporte. Equipamento para distribuição de energia elétrica. perfis e seções. absorvendo aproximadamente 87% destas. Componentes para máquinas de energia elétrica.171 milhões. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Materiais de construção. Fonte: UNCTADStat. tabacos e produtos químicos. Aparelhos de medição. pedras preciosas e semipreciosas. painéis. veículos automóveis para transporte de pessoas. seguido de Angola (35%). Os produtos mais importados pela SADC são os óleos brutos. Motores de pistão de combustão interna e peças. Elementos químicos inorgânicos. Calçado. O Brasil exporta para a SADC. O principal destino das exportações portuguesas na SADC é Angola. Papel e cartão. tendo como fator competitivo. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. produtos de limpeza e de polimento. Carne. caldeiras. barras. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Máquinas e ferramentas. miudezas. produtos agroalimentares. alumínio. Sabonetes. dados 2012 17 Quanto às importações da SADC a Portugal. equipamentos de telecomunicação e máquinas para a construção civil. Equipamentos domésticos elétricos. Gorduras vegetais e óleos e refinado. Aparelhos para canalizações. é de destacar o seu grau de diversificação que compreende maquinaria e equipamentos de transporte. Os mercados de maior relevância são a China (em resultado da sua incremental presença em África. Mobiliário e peças. Fertilizantes. cantoneiras. conservados. produtos alimentares. Barras de ferro e aço. no montante de US$ 2. Óleos. Artigos plásticos. Geradores. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. maioritariamente. Aparelho para circuitos elétricos. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Equipamento mecânico manuseio.893 milhões. Equipamento de telecomunicação. mas também bens e outros produtos manufaturados. cantoneiras. Fonte: UNCTADStat. os 50 principais produtos que representam 55% das importações. Minérios de cobre.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Nas exportações da SADC o petróleo tem um peso significativo. por ordem decrescente. apenas Portugal e o Brasil têm representatividade significativa (que resulta. Aeronaves e equipamentos associados. do facto de SADC incluir as duas maiores economias Africanas dos EMs da CPLP). Equipamentos de aquecimento e refrigeração. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos brutos de petróleo. A África do Sul surge como o principal mercado de destino das exportações brasileiras para a SADC (54%). Papel e cartão. Arroz. Mobiliário e peças. e Materiais de construção. Artigos plásticos. alumínio. materiais em bruto. cubas.

responsável por 59% do PIB. ultrapassada. incluindo-se i) produtos químicos e relacionados. no valor de US$ 124. dado o nível de penetração alcançado fora dos países africanos que são EM’s da CPLP. Papel e cartão.093 milhões. ii) bens manufaturados. Aparelho para circuitos elétricos. Aumento da capacidade portuária do porto de Durban (principal infraestrutura portuária do país) de 3 milhões de contentores/ano para 20 milhões em 2040. compressores de gás e ventiladores. Após a recessão ocorrida em 2009. Para o efeito. Turbinas a vapor e componentes. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos brutos de petróleo. Tendo Portugal sido o principal importador com cerca de US$ 5. nomeadamente turismo. Calçado. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). análise e controle. Equipamento de telecomunicação. com o investimento fixo do setor público a aumentar cerca de 10% até 2030. os 25 principais produtos que representam 43% das importações. e por outro à capacidade de gerar riqueza no setor agrícola e de serviços. tabuleiro.800 milhões de US$. Produtos diversos da indústria química. É um país com uma razoável rede de infraestruturas. e Eletricidade disponível deverá aumentar mais de 29 000 megawatts até 2030. um conjunto de medidas e objetivos futuros:      Aumento do PIB per capita de US$ 4.245 milhões. a África do Sul definiu. materiais em bruto. à relevância do setor mineiro (o qual contribuiu para 10% do PIB). por ordem decrescente. Nível de formação bruta de capital fixo a crescer de 17% para 30%. ii) redução dos custos associados à realização de negócios. Portugal importa quase exclusivamente petróleo (93%). Maquinas para a construção civil.876 milhões de US$ para 6. as importações do Brasil são mais diversificadas. por via das relações com África do Sul.8 mil milhões em 2012. também Portugal e o Brasil se destacam. e Arroz Fonte: UNCTADStat. identificamos de seguida. Máquinas de processamento de dados. O dinamismo económico da África do Sul deve-se. Fertilizantes.700 para US$ 10. Comércio da África do Sul com os países vizinhos deverá aumentar de 15% para 30% até 2030. Veículos a motor para transporte de mercadorias. no montante de US$ 54. e representando 34% do PIB da África Subsariana (valor revisto em baixa após a atualização da metodologia de cálculo do PIB da Nigéria para o ano de 2013). das quais se destaca a sua estrutura portuária. de respetivamente 3. Aeronaves e equipamentos associados. África do Sul A África do Sul é a principal economia da SADC. painéis. Máquinas e aparelhos elétricos. Veículos para transporte de pessoas. pela melhoria da conjuntura externa e por um conjunto de políticas governamentais expansionistas (que fomentaram a recuperação da procura interna) a economia Sul-africana retomou o crescimento embora a níveis inferiores. Peças e acessórios para máquinas. Peças e acessórios dos veículos. Já no domínio das exportações da SADC para a CPLP. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Aparelhos de medição.500 (2010-2030). iii) aumento das exportações. Equipamento mecânico e componentes. O Governo assenta a sua estratégia global de crescimento e desenvolvimento em 4 pilares fundamentais: i) a melhoria do bem-estar da população.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A experiência brasileira na região é um fator que deverá ser analisado com maior detalhe. por um lado. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. e iii) combustíveis minerais (85%). Do total dos produtos importados pela África do Sul aos seus parceiros comerciais. em parte. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos > óleo de 70%. dados 2012 18 . denotando igualmente crescimentos globais relevantes entre 2008 e 2012. e iv) na criação de mais emprego. Bombas.

81%). em particular os corredores de desenvolvimento. e ao nível de infraestruturas. a maquinaria e equipamento de transporte.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP As principais importações referem-se. poderá potenciar moçambique enquanto hub logístico de ligação entre estes. Sendo igualmente previsível um aumento do investimento nas infraestruturas básicas para acesso a água potável. possuindo grandes bacias hidrográficas que poderão ser aproveitadas para o desenvolvimento da agrícola. e em segundo lugar pelo Brasil. Portugal tem uma dimensão reduzida. Quanto a exportações da África do Sul estas compreendem matérias-primas (excetuando combustíveis – 26%). os EUA e o Japão. ou do desenvolvimento de um hub logístico na região). maioritariamente. o crescimento económico poderá potenciar o rendimento per capita da sua população. do dinamismo do setor turístico. a Índia e a região asiática. e pelo estimado dinamismo da economia (através da expansão do setor de extração de recursos. A intenção do governo de África do Sul de aumentar a estrutura industrial do país irá criar novas necessidades energéticas que poderão ser supridas por Moçambique. As importações da África do Sul aos países da CPLP não são representativas (4. representando em 2012. tendo presente a possibilidade do país se tornar um hub para a África Austral. Há um conjunto de elementos a ponderar na abordagem ao mercado que podemos sintetizar no seguinte quadro: 19 . as reservas de carvão e a hidroeletricidade poderão potenciar Moçambique enquanto fornecedor energético da região e aumentar a ligação com os países vizinhos. de redes elétricas. Acresce que apenas 10% da área agrícola moçambicana (48 milhões de hectares) encontra-se por explorar. existem relevantes oportunidades de negócio em Moçambique. representando 25% das importações.13% das importações. O país dispõe de muitas possibilidades em termos de irrigação. Conclusões Globais Face ao que foi sobredito. sendo estas maioritariamente asseguradas por Angola. bens manufaturados (23%) e maquinaria e equipamentos de transporte (17%). Por último. a África do Sul. o que criarão novas oportunidades na construção de infraestruturas. de gasodutos e de áreas de apoio associadas. Os principais destinatários são países industrializados como a China. óleos brutos de petróleo. ou iii) exploração turística. veículos para transporte de pessoas e equipamentos de telecomunicações. assentes na proximidade geográfica ao “líder de bloco” da SADC. Oportunidades a explorar foram identificadas no i) desenvolvimento de tecnologia agroindustrial. apenas 0. dada a sua significativa expansão se encontrar contemplado nos objetivos do Governo. ii) desenvolvimento de serviços e equipamentos associados ao cluster da indústria extrativa. Importa realçar oportunidades identificadas no setor energético. que ganhará novos consumidores e aumentará o consumo interno. A forte integração regional associada ao início de exploração do gás natural. combate a doenças tropicais e melhoria das condições da sua população O crescimento da economia alavancada pela integração regional e a necessidade dos países sem acesso marítimo utilizarem as infraestruturas moçambicanas para o seu comércio e exportações. sendo o 4º país com maior população da SADC.

EUA e Portugal)  Fundo Fiduciário EU-África para as Infraestruturas  Atual solidez do sistema bancário moçambicano. que potenciam o turismo  Boa cobertura geográfica dos aeroportos locais  Localização geostratégica para a Ásia – acesso aos portos do Índico por EMs da SADC Oportunidades  Elevada percentagem de abandono escolar e falta de mão-de-obra qualificada  Dificuldade na obtenção de crédito  Baixos níveis de rendimentos  Várias infraestruturas em estado debilitado  Exportações dependentes de três setores de atividade – produção e comércio de alumínio. saúde. a hospitalidade. educação. bens. no turismo com maior oferta por parte de operadores / nações geograficamente próximas com setores turísticos mais desenvolvidos)  Nível de saneamento básico e a falta de acesso a cuidados básicos de saúde contribui para a propagação de doenças 20 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Forças Fraquezas  Português é a língua oficial de Moçambique  Dimensão da ZEE oceânica  Portugal é um parceiro económico potencial ao nível de bens agrícolas  Perspetiva do início de exploração de gás natural  Elevadas reservas de gás natural descobertas na bacia oceânica do norte do país  Abertura ao investimento externo  As previsões de retoma da atividade económica nos próximos anos  Papel crescente do IDE ao nível da consolidação orçamental  Fortalecimento de Maputo enquanto centro financeiro robusto e credível  Grandes extensões de terreno arável com condições agrícolas  Outros fatores como as praias. educação e dos produtos de consumo intermédio Ameaças  Atraso no início da exploração de blocos de GPL e reservas de carvão  O elevado nível de concorrência internacional em alguns setores específicos (ex. pela SADC. de programa que visa a liberalização do comércio. o clima. livre circulação de pessoas. apoiado na tendência de crescimento económico registada nos últimos anos  A implementação. transportes (porto e aeroporto) e comunicação  Potencial privatização da TDM  Grandes projetos de investimento previstos em infraestruturas (elevada concentração no setor energético)  Plano estratégico de desenvolvimento regional (20122015)  Crescimento potencial do setor da construção civil. capital e infraestruturas  Os programas de apoio de organismos internacionais (FMI) e acordos de cooperação estabelecidos (EU. o nível de segurança e a cultura local. com forte presença de bancos internacionais  Desenvolvimento de infraestruturas (habitação. saneamento. a paisagem. gás liquefeito e eletricidade  Acesso limitado a eletricidade  Vários distritos com limitado acesso a instituições financeiras S W O T  Grande potencial de crescimento.

político e económico 21 .SADC Enquadramento regional.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.

político e económico 1. a solidariedade regional e a luta contra o apartheid. Enquadramento regional. paz duradoura e segurança.Risco dos países da SADC 2013 Dentro do contexto africano. Caracterização da comunidade 1.1. o tratado que viria a transformar a “SADCC” em SADC – Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. Moçambique. A SADCC. a segurança. Maláui. em média. Suazilândia. A 17 de agosto de 1992. durante a Cimeira de Windhoek (Namíbia). visando atingir um desenvolvimento socioeconómico sustentável e justo através de sistemas produtivos eficientes. Figura 1 .1.1 A Comunidade para o Desenvolvimento de África Austral (“SADC”) é uma organização de âmbito regional. Principais objetivos e aspirações da SADC.sadc. Tanzânia. um risco por país comparativamente menor do que a generalidade dos demais Estados do continente Africano.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. criada a 1 de abril de 1980 – constituída por Angola. cooperação e integração aprofundada. e de uma boa governação. os países da SADC são os que apresentam.1. O Tratado da SADC serve de base jurídica e de quadro regulatório para a realização da missão da SADC na promoção de um crescimento económico sustentável e equitativo. SADC. Botsuana. os Chefes de Estado e Governos da SADCC assinaram. alvejando o desenvolvimento económico dos Estados Membros (“EMs”). permitindo que a região se assuma como competitiva e eficaz nas suas relações económicas internacionais. com exceção da República Democrática do Congo e do Botsuana 1 www. A fundação da SADC teve como objetivo principal a coordenação de projetos estruturantes para a região. no âmbito da Conferência para a Coordenação do Desenvolvimento da África Austral (“SADCC”).int 22 . Lesoto. regra geral. Zâmbia e Zimbabué – orientou-se sobre a cooperação em temas como a independência política. Efetivamente os EMs da SADC apresentam. criada a 17 de agosto de 1992. menor risco.

Figura 2 .Principais etapas na criação da SADC 23 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Abaixo elencam-se as principais etapas históricas que se encontram na origem e desenvolvimento da SADCC/SADC.

 Recursos naturais e meio ambiente.  Melhorar o padrão e a qualidade de vida dos povos da África Austral. sociais e culturais desde há muito existentes entre os povos da região. Botsuana. Tanzânia. Namíbia. diplomacia. paz e segurança. que garantam o alívio da pobreza. Seicheles. Áreas de cooperação:  Segurança alimentar.  Promover e defender a paz e segurança. sistemas e instituições. cultura e desporto. com o objetivo final da sua erradicação. Maláui. Namíbia. Missão e objetivos da SADC:  Desenvolver valores políticos comuns. comércio.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.  Promover o desenvolvimento autossustentado na base da autossuficiência coletiva. Botsuana. através da integração regional.2.  Promover o crescimento económico e o desenvolvimento socioeconómico sustentáveis e equitativos. Moçambique. Suazilândia.  Desenvolvimento de recursos humanos. Lesoto.  Indústria. Madagáscar. Os Estados Membros da SADC Atualmente a SADC conta com 15 EMs: África do Sul. Suazilândia. Maláui.  Serviços.  Promover e otimizar o emprego produtivo e a utilização dos recursos da região.  Reforçar e consolidar as afinidades e laços históricos. relações internacionais. bem como apoiar os socialmente desfavorecidos. Maurícias. Tanzânia. Madagáscar. Moçambique. infraestruturas e finanças.  Política. 24 . SADC Angola. Lesoto. Zâmbia e Zimbabué. Maurícias. República Democrática do Congo. e da interdependência entre os EMs. Zâmbia e Zimbabué. África do Sul. terras e agricultura. Angola. informação. Seicheles. ciência e tecnologia.  Conseguir a utilização sustentável dos recursos naturais e a proteção efetiva do meio ambiente. República Democrática do Congo.  Bem-estar social.1.  Conseguir a complementaridade entre as estratégias e os programas nacionais e regionais.

Estão ainda incluídas na ZCL medidas dirigidas à facilitação do comércio. Comércio. como sucede. reduzindose assim a burocracia nas fronteiras e estabelecendo-se um regime para dinamizar a circulação de mercadorias na região. Maláui. 3. Ao abrigo do Protocolo do Comércio foram estabelecidas as seguintes instituições:  Comité de Ministros responsáveis pelo Comércio: Responsável pela implementação do Protocolo. pela liberalização comercial. 2. facilitando assim o movimento de capitais. e é composto por Secretários Permanentes responsáveis pelo Comércio. República Democrática do Congo e Seicheles).1. Suazilândia. Simultaneamente. bem como o Fórum de Negociação de Comércio.foi assinado em 1996 e encontra-se em vigor desde 2000. Protocolo de Comércio SADC O Protocolo de Comércio é a base legal da ZCL . Zâmbia. Participação eficaz e cumprimento dos acordos internacionais . visando harmonizar os procedimentos comerciais e burocráticos existentes ao nível da SADC. e como forma de agilizar o processo de integração.Integração do mercado de mercadorias e serviços e facilitação do crescimento. os EM eliminaram taxas e outras barreiras tarifárias e não tarifárias. a SADC introduziu medidas que visam: 1. Zimbabué (estando em via de concretização a entrada dos países que ainda não aderiram ao Protocolo de Comércio . Desenvolvimento industrial competitivo e diversificado e atração de investimento. A integração do mercado de mercadorias e serviços e facilitação do crescimento. Moçambique. desenvolvimento e liberalização do comércio Angola poderá aderir. Implementação da Zona de Comércio Livre da SADC Ao abrigo da ZCL. Lesoto. bens e serviços transfronteiriços. 4. a título exemplificativo. Maurícias.  Comité de Funcionários Seniores: Atua como um órgão técnico de consulta. 5. Finanças e Infraestruturas. 6. Concretização de uma maior cooperação monetária e correspondente concretização da convergência macroeconómica.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Madagáscar. O Protocolo vincula os EMs à eliminação das taxas existentes aquando da troca de produtos e serviços. à ZCL (que integra 12 EMs. Namíbia.  Fórum de Negociação de Comércio: O Fórum é responsável pelas negociações do comércio da SADC. Mecanismos de integração e prioridades no desenvolvimento da SADC2 Através do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (“RISDP”). a breve prazo. O processo teve início em 2008. com adesão imediata de 12 dos 15 EMs: África do Sul.3. Tanzânia. fazendo já parte do Protocolo de Comércio desde 1996) O grande objetivo nesta área está intimamente ligado à implementação e à concretização da Zona de Comércio Livre (“ZCL”). Tem ainda como objetivo a definição das regras de origem da SADC e a redução de outras barreiras ao comércio intrarregião. desenvolvimento e liberalização do comércio.Angola. 2 Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional 25 . Supervisiona a implementação do Protocolo do Comércio. Superintende o Comité de Funcionários Seniores e os subcomités. Aumento dos níveis de investimento intra-SADC e do investimento direto estrangeiro (“IDE”) e o reforço da competitividade produtiva. 1 . foram definidos quatro setores principais para impulsionar a integração regional e desta forma fomentar o crescimento e desenvolvimento económico da região: Indústria. Botsuana. Desenvolvimento e fortalecimento dos mercados financeiros e de capitais. que visa a liberalização das trocas comerciais entre os EMs. com a harmonização dos títulos de transporte de mercadorias. e pela cooperação regional noutros setores.

como Moçambique e Zâmbia. os EMs mais desenvolvidos reduziram as tarifas para níveis mais baixos . de forma igualitária. No entanto. Todas as mercadorias são classificadas em quatro categorias tarifárias: A. 26 . Namíbia e Suazilândia) eliminaram grande parte das taxas no ano 2000. Categoria A Liberalização imediata Todas as tarifas são eliminadas. armas de fogo). Esta categoria compreende um número reduzido de mercadorias (como. as mercadorias de elevada importância económica para os EMs:  A redução tarifária tem início apenas após o período de 8 anos.as tarifas são reduzidas. desde o 1. cumpridas as exigências de ratificação do tratado. B. C e E .º ano. Os países de rendimento médio. nos países menos desenvolvidos. Atraso (liberalização gradual por MMTZ) . em conjunto com outros países (Botsuana. de forma igualitária.º até ao 8. a partir da data de implementação. previsto para o período após 25 de setembro de 2000. a liberalização das tarifas na região foi efetuada progressivamente. de forma igualitária. Normalização (liberalização gradual pelas Maurícias e pelo Zimbabué) .a África do Sul. reduziram gradualmente as suas taxas no período compreendido entre os anos de 2000 e 2008. Lesoto. as reduções tarifárias foram introduzidas apenas entre 2007 e 2008. Categoria B  Liberalização gradual   Categoria C Mercadorias sensíveis Categoria E Lista de exclusão Adiantamento (liberalização gradual) . Estão incluídas nesta categoria. nomeadamente as Maurícias.as tarifas são reduzidas.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Eliminação das Tarifas no Comércio Regional Ao abrigo do protocolo de Comércio da SADC. desde o 6º até ao 8º ano.as tarifas são reduzidas. desde o 4º até ao 8º ano. Em geral.  Representam 15 % (ou menos) das tarifas. nomeadamente.

Namibe e Cunene. (MCM). Por outro lado. Disponível em http://www. não promovendo a inovação e desenvolvimento de outros setores e a diversificação económica interna. uma zona geográfica delimitada dentro de um país onde dão entrada mercadorias nacionais ou estrangeiras. As Mecanismo de Cumprimento e Monitorização do Comércio restantes tarifas serão. perspetiva-se a criação de uma zona franca de desenvolvimento da Lusofonia que integrará as províncias de Huíla. O principal objetivo da criação de uma ZFC é o de estimular as trocas comerciais e de fomentar o desenvolvimento regional. cumpre ainda fazer referência à Zona Franca de Comércio (“ZFC”).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Cooperação aduaneira e facilitação do comércio No sentido de reduzir dificuldades de cariz burocrático nas barreiras aduaneiras. potenciando as estratégias de redução da pobreza nos países menos desenvolvidos. o comércio e o desenvolvimento económico.SADC-CD . Por um lado. No entanto. é sabido que a dependência económica contribui para reduzir a probabilidade de conflitos regionais entre países. “desonerando” os produtos e tornando-os mais acessíveis às populações. ou nalguns casos mesmo de isenção. as Zonas Francas de Locone e Minheuene. 27 . beneficiando as mesmas de tarifas alfandegárias reduzidas.manica-africa. Portal do Governo Moçambicano. onde se prevê que operem os empresários destas províncias e os da Lusofonia com o objetivo de estreitar laços de investimento. e. que produtores e EMs. 2013.Oportunidade ou Ameaça ao desenvolvimento? São vários os argumentos a favor e contra a adoção de práticas regionais de comércio livre. da Indústria.com/UserFiles/File/01a%20-%20TMS%20Traders%20Manual. o livre comércio aumenta o nível global de produção.pdf Agência Angola Press. argumenta-se que os países se fecham na produção e exportação de um limitado número de produtos. consequentemente. em efetiva esteja dependente das estruturas desenvolvidas nos janeiro de 2008. ambos localizados no distrito de Nacala. Na SADC são de destacar as seguintes ZFCs (que podem ter especial interesse para potenciais investidores):  Na região do Sul de Angola no Lubango. Monitorização de implementação A Direção de Comércio. o Subcomité de Cooperação 3 Aduaneira desenvolveu e implementou um documento único . nos quais detêm vantagens comparativas. permitindo a especialização entre os países que dedicam recursos e esforços para a produção de bens e serviços específicos. das Finanças e do Investimento do Secretariado da SADC monitoriza as operações da ZCL ao nível regional. consistindo num formulário de declaração única que substituiu várias declarações aduaneiras concebidas para diferentes regimes . localizado na província de Maputo e. tendo como objetivo incrementar consideravelmente o eliminadas até 2015 comércio na região. embora a implementação Desde o estabelecimento da ZCL.  Em Moçambique foi criada uma zona franca industrial denominada Parque Industrial de Beluluane. igualmente. Acresce ainda que a redução mútua de tarifas potencia. na sua maioria. Zona Franca de Comércio (ZFC) Acordos de Comércio Livre . Resolução de disputas na ZCL A resolução de disputas entre os EM é regulada no Anexo VI do Protocolo de Comércio (baseado no Entendimento da OMC sobre o assunto). ficando igualmente dependentes da importação de um conjunto relevante de produtos e serviços. 3 4 4 No âmbito tarifário da SADC. consumidores não pagam taxas de importação em aproximadamente 85% Encontra-se previsto o (potencial) estabelecimento de um nos bens de primeira necessidade. mais recentemente.

o Maláui. quatro países – a República Democrática do Congo. foram fixados em 2013 os seguintes objetivos:  Adoção de mecanismos que aumentem os níveis da cooperação monetária regional. Determinando a origem dos bens transacionados.  Adoção de um quadro regional de política mineira da SADC. entre os quais se destacam:  Harmonização dos quadros reguladores no domínio da exploração mineira. tendo já os EMs constituído um comité de governadores de bancos centrais da SADC. tendo sido já desenvolvido o respetivo plano de implementação. 3. Compensação e Liquidação Facilitada. Para que um produto qualifique como originário de um EM. 4 .  Implementação de uma estratégia de cadeia de valores da indústria para os setores prioritários. bem como um plano de reforço da competitividade e diversificação do setor industrial. 28 . a SADC implementou uma nova política e estratégia de desenvolvimento industrial regional. No âmbito deste quadro de cooperação. deve satisfazer um dos critérios das regras de origem da SADC: Regra "totalmente produzidos/obtidos": As mercadorias produzidas ou manufaturadas num EM utilizando materiais da região. e  Desenvolvimento do Quadro Administrativo e Jurídico Institucional Facilitado. Por forma a aferir se um produto foi ou não suficientemente trabalhado ou processado. tendo sido desenvolvido um quadro para cotações duplas e cruzadas das bolsas de valores regionais. "Regra suficientemente trabalhados ou processados": a transformação de um produto num produto diferente. Para que um produto beneficie da isenção num EM.  Operacionalização do Sistema de Pagamento. a África do Sul e a Tanzânia – mantêm mecanismos de câmbio liberalizados.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Regras de “origem” na SADC: As regras de “origem” são instrumentos importantes no processo de integração regional. estas regras servem para possibilitar o tratamento pautal preferencial de mercadorias comercializadas entre os EMs da SADC (caso estas tenham origem nos EMs da região). 2 . o mesmo deverá ser submetido ao " teste de importação limitada" (critérios de conteúdo de importação ou de adição de valor) ou ao "teste de classificação pautal do SH" (regra de mudança da posição pautal).Desenvolvimento industrial competitivo e diversificado e atração de investimento No setor industrial. torna-se necessária a apresentação de evidência documental no posto aduaneiro fronteiriço.Desenvolvimento e fortalecimento dos mercados financeiro e de capitais Nesta área. a coordenação e a harmonização das políticas monetárias foi reconhecida como essencial para o aumento dos índices de integração económica regional. bem como um modelo de interligação das bolsas de valores com o objetivo de assegurar a eficiência e estabilidade do mercado financeiro e de capitais.Concretização de uma maior cooperação monetária e correspondente concretização da convergência macroeconómica No plano estratégico de desenvolvimento regional. são consideradas como originárias da região da SADC. tendo em vista a concretização de vários objetivos.

a África do Sul. com base em 12 pilares de avaliação. através de Acordos Preferenciais de Comércio (“PTA” – Preferential Trade Agreements). bem como o reforço da competitividade produtiva Em 2010. em 2010. Foi ainda desenvolvido. fiscais.Aumento dos níveis de investimento intra-SADC e do IDE. com o objetivo de regular. Assim. um portal de investimento para a região da SADC que tem uma informação prospetiva dos investimentos a realizar durante no âmbito do plano de investimento regional. sociais. o investimento estrangeiro nas suas economias. dentre os quais fatores económicos. todos os EMs da SADC conseguiram alcançar um défice inferior a 5% do PIB. em 2008. um modelo Tratado Bilateral de Investimento (“BIT”) para a SADC. foi lançado um programa para promoção do investimento da região. Este portal irá sensibilizar potenciais investidores quanto ao clima e às oportunidades em aberto na SADC.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De notar que o memorando de entendimento de convergência macroeconómica celebrado pelos EMs tem como principal objetivo o estabelecimento de um conjunto de critérios orçamentais que contribuam para a diminuição dos défices fiscais e das dívidas públicas dos EMs. Cumpre ainda notar que 13 EM atingiram uma dívida pública inferior a 60% do PIB (com exceção da República Democrática do Congo e do Zimbabué). por outro lado. Em resultado desta implementação. de forma eficaz. tendo sido também desenvolvido um modelo de tratado bilateral de investimento na SADC. Cumpre referir que em janeiro de 2011 foi inaugurado o fórum de PTA da SADC. que teve por objetivo promover o diálogo e desenvolver estratégias com a vista a melhorar o clima de investimentos na região. e criadas diretrizes para a concessão de isenções fiscais. Encontra-se atualmente a ser desenvolvido pelo Secretariado da SADC. e o Zimbabué concretizaram as metas de inflação inseridas no programa de convergência macroeconómica de 2012. através da colaboração com o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável. os EMs concordaram em desenvolver diretrizes para implementação dos BITs. as Maurícias. o Lesoto. o relatório de 2013 do World Economic Forum. a Namíbia. uma das regiões menos competitivas do mundo. entendeu que o mercado no qual a SADC se encontra inserido é pouco competitivo. No âmbito de uma avaliação macro da competitividade regional. Aliás. bem como facilitar a interação com os PTAs dos vários EMs. atendendo aos fatores em avaliação. A necessidade de coordenação das políticas e das atividades de promoção do investimento é necessária para facilitar o aumento de investimento na região. populacionais. ao ter procedido à análise da competitividade de 148 economias. 5 . tecnológicos e infraestruturais. 29 . entende o World Economic Forum que o continente Africano é.

Participação eficaz e cumprimento com os acordos internacionais Atualmente. não reflete o valor de investimentos que estes países têm captado nos últimos anos. como adiante é demonstrado . A análise em conjunto de outros fatores que não económicos. Assim. que se encontram em processo de adesão). 6. é intenção da SADC que as negociações sobre serviços e investimentos estejam concluídas até 2014.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Figura 3 – Índice Global de Competitividade 2013 Fonte: Fórum Económico Mundial Porém. Em junho de 2010. os EMs da SADC pertencentes à OMC estão adstritos ao regime jurídico estabelecido por esta organização. 30 . 14 dos EMs da SADC são também membros da Organização Mundial de Comércio (“OMC”) (com a exceção das Seicheles. Apesar de ainda não estar em vigor. os responsáveis da SADC adotaram uma estratégia com vista a concluir um PTA que abrange mercadorias. uma análise circunscrita aos fatores económicos poderá determinar uma diferente conclusão.

191 Médio 30 Lesoto 30.785 0.525 7. mais precisamente das economias avançadas e das economias emergentes.588 579 Baixo 123 Namíbia 824.4 1.317 4.051.5 15.668 Médio 84 R. O fraco desempenho económico mundial provocou uma diminuição na procura global.814 788 Baixo 175 Região SADC 9.7% 28.7 20.7% 14. Mesmo estando geograficamente ligados e tendo projetos comuns. Os resultados do IDH variam entre zero (na ausência completa de bem-estar social) e um (pleno desenvolvimento humano).469 Baixo 93 Zimbabué 390.075.724.820.1 47.313 7.456 0.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. A SADC enquanto comunidade económica O desempenho económico da região da SADC nos últimos 5 anos.8 13.5 87. Acresce que o nível de complementaridade das economias é limitado. as economias dos EM da SADC apresentam características distintas em muitos aspetos.032 11.4 2.099 4.8% 10.545 0.2.395 8.6 14.8% 9.906.306 17.291.747 3.870 272 Baixo 171 Seicheles 0.678 1.485 Baixo 158 Botsuana 581.411 7.246.275 Dados de 2012 Dados de 2012.4% 3. Dado que o PIB per capita não leva em conta níveis de educação e de saúde como dimensões mais próximas do desenvolvimento social.758 Muito Elevado 124 Suazilândia 17.203.9% 384.107 16.264 268 Baixo 118 Maurícias 2.854.0% 17.448 1.5% 10. fortemente dependente da procura de matérias-primas.0 1.7% 2.885 5 7 2.914 7.508 Médio 74 Angola 1. população e níveis de produção.9 65.705. Congo 2.985 0.393 0.7 2.807 5. comprometendo o ritmo de crescimento da economia da região da SADC.293.6% 4. 7 PIB per capita da região = PIB / População Total 6 31 . que já mostrava sinais claros de recuperação dos efeitos da crise financeira internacional.230.783.093 23.Caracterização dos países membros da SADC País Extensão Territorial (milhares de 2 km ) 5 População População (% s/ total região) PIB (milhões de US$) PIB per capita Nível de IDH 6 Índice de Liberdade Económica (Ranking Mundial 2013) África do Sul 1.910 0.3% 114. calculado pela ONU/PNUD.483 5.259.5 285.313 100% 649. Tabela 1 .0 51.0% 1.975 447 Baixo 73 Maláui 108.249 609 Baixo 98 Zâmbia 752.044 Médio 104 Tanzânia 945.6 25.197 5.8% 12.344.193 Baixo 155 Madagáscar 587.626.0 22.9% 20.492 8.124 Elevado 8 Moçambique 801.D.3 2.8% 14.189. como geografia do país. considerou-se o índice de Desenvolvimento Humano (IDH). foi largamente influenciado pela desaceleração da economia global.003.221.

e para 2014.00% 8. têm revelado um crescimento significativo. os principais impulsionadores do PIB da SADC em 2012.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2 2 A extensão territorial dos países membros oscila entre 0. República Democrática do Congo. Lesoto.15%).00% -0.71% 10. No entanto.(i. As receitas deste recurso natural representam quase ¾ do PIB do país.01% 1.32%) e República Democrática do Congo (7. Gráfico 1 – Crescimento médio anual países SADC 2008-2012 Crescimento médio 08-12 (%) 30. No entanto.14% 1.5 km das Seicheles e 2. Economicamente.25%). é também o que tem mais habitantes (65.9 km da República Democrática do Congo. 35. é a maior e mais sofisticada do continente Africano.43% do total.23% 10. a região é dominada pela África do Sul – que representa quase 60% do PIB da região –. que representa quase 18%.91%. Os menores índices de urbanização verificam-se no Maláui (15.51% 8. no Botsuana 62. Desse total. Importa salientar.06% 9. é um país rico em recursos naturais e o maior produtor de petróleo daquela região.5%).00% -30.20% 10. com taxas de crescimento médias do PIB muito próximas dos 7%. 32 . platina e diamantes. exceção para as Maurícias (que passou de 57º para 45º). 2012) Fonte: Banco Mundial Os países que apresentam um PIB per capita em 2012 abaixo da média da região . em Angola 59. representando 23% do total da população da região.275 USD . a população urbana representa 62.3%. abundante em recursos naturais como o ouro. para 2013.5% vivem em centros urbanos.00% 25. de 3. resultado dos esforços da agência de promoção de investimento – Enterprise Mauritius – na desburocratização do país.64% 0. Zâmbia (de 112º para 93º. Zâmbia e Zimbabué). denotando alguma convergência regional.08% -10. que o grau de urbanização difere entre os diversos países que constituem a região. a Zâmbia e o Zimbabué. Angola. a economia Sul-Africana desacelerou face ao ano anterior (3. A economia da África do Sul.e.00% -20.344. Madagáscar.25%.00% 11. Na África do Sul. Estima-se que a população da SADC ultrapasse os 285 milhões de habitantes (dados de 2012). Zâmbia (7.4%. Os países que mais cresceram nos últimos 5 anos (2008-2012). Com um crescimento de 2.92% 6.$2.74% 5. que.00% Crescimento médio 08-12 PIB (crescimento. e na criação de condições de maior atratividade ao investidor externo.7 milhões). no entanto. o FMI prevê uma expansão de 3. foram a Namíbia. a grande maioria dos países da SADC viram a sua posição no ranking do Índice Global de Competitividade do World Economic Forum cair entre 2008 e 2013. e nas Seicheles 54. No entanto.69% 9. a segunda maior economia da SADC. % anual.85%) e na Suazilândia (21.91% 7.54% 2. além de ser o país com maior extensão territorial.5% em 2012.01%. Moçambique. Zimbabué (de 133º para 131º) e Suazilândia (em 2009 era 128º e passou para 126º). foram Moçambique (7. seguida de Angola.10% 20.40%).

Namíbia e Tanzânia. Figura 4 . Moçambique. África do Sul. Gráfico 2 . a curto e a médio prazo. Os restantes EMs da SADC viram o seu posicionamento no ranking cair.Estimativas de crescimento do PIB em 2014 33 . que sejam valorizadas pelos investidores externos e que permitam trazer maior competitividade à Economia. não obstante o crescimento registado ao nível do PIB no mesmo período. como o demonstra a correlação deste com o crescimento do PIB (confrontar gráfico seguinte).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP No entanto o desempenho no índice é particularmente relevante. caso não sejam adotadas medidas. A manutenção dos índices de crescimento atuais pode estar em crise. do Sul Botsuana 10% Lesoto Zâmbia Angola 5% Suazilândia Madagáscar Maláui (15) (10) (5) Seicheles 0% -5% Maurícias 5 10 15 20 Alteração ao Ranking GCI 08-09 e 13-14 Fonte: Cálculos PwC com base nos dados do Fórum Económico Mundial O Lesoto manteve a sua posição no ranking global.Relacionamento do crescimento do PIB e variação no índice global de competitividade 20082013 30% Zimbabué Taxa de crescimento média anual do PIB 20082012 25% (20) 20% 15% Namíbia Moçambique Tanzânia A. como sucedeu com Angola.

00% 7.00% 10. Namíbia e Maurícias. têm uma representatividade de PIB reduzida na economia da Região que não influenciará o seu desempenho económico. 34 .000 4. apesar de um crescimento médio abaixo de África do Sul. verifica-se que o desempenho da região é influenciado fundamentalmente por dois países . a qual terá como consequência uma aproximação aos níveis de crescimento médio dos países atrás referidos e uma maior influência na economia da região.000 2.57%).00% 8.00% 1.D.00% 6. A manter-se o ritmo de crescimento médio dos últimos anos associado ao valor do PIB anual.00% 2. seguido de perto por Angola (17. Congo 4. nomeadamente com a COMESA. Maurícias e Namíbia entre 2008 e 2012. da taxa de crescimento média do PIB 2008-21012 e do peso do PIB do País no total da SADC 14.000 Maurícias Angola Namíbia 6. a taxa de crescimento média dos últimos 5 anos e a sua representatividade regional. Atendendo aos respetivos critérios de análise.00% 9.Análise do PIB per capita em 2012 de cada um dos países.00% Zâmbia Zimbabwe R.00% 5. África do Sul poderá aumentar a sua representatividade económica na SADC. Angola.000 Seicheles 12.14%). apresenta uma variação de PIB no ano de 2012 elevada.000 Swazilândia Lesoto Tanzânia Madagáscar Malawi Moçambique 0. com o PIB mais relevante da região (59. medida pela dimensão do círculo. Os países que acompanharam o crescimento de África do Sul em 2012 e que apresentam um valor de crescimento médio elevado do PIB entre 2008 e 2012. A SADC tem vindo a realizar um conjunto de iniciativas com outras comunidades regionais que poderão potenciar a integração regional entre os países africanos.000 10.000 Δ PIB 2012 (US$) África do Sul Botswana 8.a África do Sul.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 3 .00% Taxa de crescimento média do PIB 2008-2012 Fonte: Banco Mundial A análise do gráfico supra compara o crescimento do PIB.00% 3.

económica e social entre os seus EMs. eventualmente. no entanto. tem como objetivos principais:        Reduzir as tarifas impostas aos produtos originários e comercializados na região. incluindo o direito de estabelecimento conduzindo eventualmente à livre circulação de pessoas de boa-fé. os Estados membros das três Comunidades Económicas Regionais do Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA). Ruanda. Estabelecer e manter uma estrutura institucional para a implementação e administração da Área de Livre Comércio Tripartido e. Maláui. Sudão. Seicheles. Zimbabué. Zâmbia. Os principais objetivos desta organização passam. Namíbia. Livre circulação de capital e investimento suportada pela adoção de uma área comum de investimento bem como pela criação de um clima mais favorável ao investimento na região da COMESA. Reforçar a cooperação no desenvolvimento de infraestruturas. por ampliar e aprofundar a cooperação politica. Madagáscar. SADC e EAC*” Com o objetivo de aumentar a competitividade. Atualmente são 19 os Estados Membros que constituem o mercado comum de África Austral e Oriental nomeadamente. um Mercado Comum. a Comunidade do Leste Africano (EAC) e a Comunidade para o Desenvolvimento Africano Austral (SADC). A adoção de regras comuns de acordos de visto. Eritreia. Egito. A SADC e COMESA – A proposta de “Acordo Tripartido entre a COMESA. integrando as principais economias africanas e com uma maior capacidade de atrair IDE e produção em larga escala. A futura criação de uma vasta área de comércio livre composta por 26 Estados das três regiões económicas resultaria na criação do maior mercado Africano. Tanzânia e Lesoto. Criação gradual de uma união de pagamentos baseada na Casa de Compensação da COMESA e a eventual criação de uma união monetária comum com uma moeda comum. a promoção da agregação do valor de transformação da região. sido definidas como prioridade de médio prazo a “Promoção da Integração Regional através do Comércio e Investimento. SADC e a COMESA Caraterização e objetivos O Mercado Comum da África Austral e Oriental (COMESA) surge como resultado das recomendações feitas pela Comissão Económica para África (órgão das Nações Unidas) no sentido de se formar uma comunidade económica da áfrica austral e oriental. 35 . têm vindo a negociar um acordo tripartido. Uganda. tendo. Cômoros. o Ruanda. Harmonizar os procedimentos aduaneiros e adotar medidas de facilitação do comércio. Os objetivos da COMESA são amplos e de longo prazo. entre outros. Eliminar todas as barreiras tarifárias e não-tarifárias no comércio de bens.a Tanzânia e o Uganda. Moçambique. * EAC é uma organização intergovernamental regional. o Quénia. Quénia. e em 2010. O Acordo Tripartido propõe abranger igualmente a harmonização e coordenação de normas industriais e de saúde. Líbia. Etiópia. República do Burundi. Maurícias. que de acordo com a última versão proposta. uma união aduaneira. e.2. Estabelecer e promover a cooperação em todas as áreas relacionadas ao comércio entre os Estados-Membros do Acordo Tripartido. que engloba o Burundi. como meio para facilitar a integração regional. em 2005 uma União Aduaneira. com 26 dos 54 países africanos. o combate de práticas desleais de comércio e surtos de importação.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.1. a liberalização de certos setores de serviços prioritários. Para além destes países existem 5 Estados que figuram na lista de estados observadores desde Angola. tendo sido criada. Liberalizar o comércio de serviços.” São objetivos da COMESA:      A criação de uma área livre de comércio que garante a livre circulação de bens e serviços produzidos na região que integra os países membros e a remoção de todas as tarifas e de barreiras não tarifárias. RDC. na qual bens e serviços importados de Países não Membros da COMESA passem a estar sujeitos a uma tarifa única em todos os Estados da COMESA. A criação de uma união aduaneira. Djibuti. facilitar o investimento transfronteiriço e a circulação de empresários. Suazilândia.

30 6.8 Gráfico 4 .00 Comércio 30.00 20.40 Energia (*) 10.00 45. Apesar de a produção de diamantes corresponder apenas a 0. O setor da construção (8.Produto Interno Bruto por setor 2012 – Angola % 100. Angola. Contudo. As economias da SADC 1. Ministério das Finanças de Angola.00 Construção Agricultura 40.00 21. Fonte: African Economic Outlook Energia (*) – Eletricidade.00 Indústria 60.10 7.00 0. sendo caracterizado por uma forte preponderância das importações (enquanto a produção nacional não conseguir dar resposta às necessidades do mercado nacional).70 50.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. água e gás Constituindo 21.00 8. como resultado de uma forte aposta do Governo na reconstrução e requalificação das infraestruturas de apoio à produção e à população. incluindo:  Programas de incentivos.3.30 Ind. o Governo tem vindo a apostar na produção nacional através de várias iniciativas. Mineira 10. de armazenamento e de logística.40%) tem vindo a crescer.  Campanhas de marketing e de estímulo a comprar nacional. e em resultado do aumento do consumo interno e do investimento privado nos últimos 4 anos.57% do PIB da SADC. Relativamente ao setor agrícola (10. Angola é o quarto maior produtor mundial deste recurso natural. o seu processo de transformação. 2012. O Governo pretende também fomentar pólos agroindustriais com o objetivo de criar sinergias entre as produções agrícolas e pecuárias.00 0.50%). tendo a produção nesse mesmo ano sido de 1. o setor não deixa de ter um forte potencial de crescimento.3. Indicadores de desenvolvimento mundiais.00 90.50 80.70% do PIB angolano.470 milhões de barris. Banco Nacional de Angola.1. o comércio assume-se como setor essencial. e de acordo com o Sumário Global de 2009 do Esquema de Certificação do Processo de Kimberley. O maior produtor de petróleo da região e um dos maiores de África. Angola possui reservas de petróleo que no ano de 2011 foram estimadas em 10. 8 Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC. setembro 2012.618 barris/dia.  Forte investimento público. Aliás. Banco Mundial.9% do PIB. Análise BES. a elevada importância deste subsetor na economia poderá acarretar um enviesamento da estrutura produtiva do país (“dutch disease”). BPI .Research Angola julho 2013.50 Outros 70.  Linhas de financiamento.00 Representando 17. BNA 36 .

00 2.3. Save. devido à sua localização costeira. possuindo grande diversidade de recursos de pesca. nomeadamente: Maláui. pública. possuindo grandes bacias hidrográficas que continuam por explorar Serv. República de Moçambique: Country Strategy Paper.30 80. especialmente o gás natural. a duplicação da produção. apenas 10% da população tem acesso a eletricidade (2011).24% do PIB da SADC.50 90. sendo uma porta de entrada na região. A agricultura foi definida. a intensificação do repovoamento pecuário. CPI Moçambique 10 Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento. desempenham em Moçambique um papel determinante para o crescimento da Economia. A relevância dada à indústria extrativa no Plano Económico e Social para 2013 dá enfoque aos objetivos de desenvolvimento previstos para a área dos recursos minerais. Construção 50.Banco Nacional de Angola. Forte potencial de Gás Natural. Sabe-se que. estando-lhe destinado 11.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Quanto ao setor industrial (6. e comum. Gráfico 5 . setembro 2012.00 40. junho 2013.00 Indústria Transp.00 Apenas 10% da área agrícola Comércio moçambicana (48 milhões de hectares) se 0.saúde e educ. gás natural e hidroeletricidade.00 20. O Programa Estratégico para o Desenvolvimento Agrário (PEDSA 2010-2019) preconiza o crescimento acumulado da agricultura em pelo menos 7% ao ano. Cumpre notar ainda que Moçambique é um país com grandes potencialidades pesqueiras.00 28.00 encontra explorada. Limpopo). apesar de já estarem perspetivados diversos investimentos a este nível. Financeiros (*) 30. O país dispõe de muitas possibilidades em termos de Fonte: African Economic Outlook irrigação. Zâmbia e Zimbabué. este é caracterizado pelo elevado nível de importações. o que deverá conduzir a uma aposta estratégica na produção nacional.Produto Interno Bruto por setor 2011 – Moçambique % 100. No entanto. Financeiros (*) Financeiros.00 11. atualmente. Agricultura Outros 8.50%). 2011-2015 37 .50 6. 9 Análise BES.6% do orçamento de despesas totais.00 Admin.60 10. 1. condicionando o acesso ao mar a muitos dos países da SADC. O estado atual Negócio das infraestruturas em nada tem ajudado o desenvolvimento do setor agrícola do país. Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC . 30.00 7.9 Representando 2. Estima-se que o país exporte 35% da produção total de energia. maioritariamente para a África do 10 Sul e para o Zimbabué. com uma extensão de litoral de 2. Moçambique.20 60. no Orçamento de Estado de 2012.70 4. Imobiliário e Serviços de (Zambeze.00 Moçambique apresenta forte potencial de exploração de carvão. o aumento da capacidade de produção de aves e a boa gestão dos recursos naturais. Moçambique encontra-se localizado numa zona estratégica.2. Os recursos naturais. como um setor prioritário.70 70.00 Serv. não tem capacidade para explorar eficazmente estes recursos e servir as necessidades em eletricidade da sua população.750 km e uma Zona Económica Exclusiva (“ZEE”) de 586 mil km2 de superfície oceânica.

não apenas as exportações de carvão.000 milhões.Inhambane Vilanculos – Inhambane. Moçambique poderá vir a tornar-se. prevendo-se que atinja os 5.3 milhões de toneladas anuais.Cabo Delgado. Parque Nacional de Gorongosa – Sofala. e Reserva do Niassa – Niassa. energia. Beira e Nacala (o corredor de Mtwara fica a norte de Moçambique) que servem. Lago Niassa. Reserva de Marromeu. Mapa 1 Corredores de desenvolvimento e potenciais polos de desenvolvimento Apesar do peso ainda diminuto no PIB do país. estando perspetivados grandes projetos na indústria extrativa. Ilha de Moçambique. desenvolvidas em torno dos três principais corredores logísticos de Maputo. em 2018.8% em 2013. tendo sido anunciado recentemente um projeto que irá envolver duas das maiores empresas de prospeção deste recurso. Chocas Mar – Nampula. no segundo maior exportador de gás natural de África.Niassa. Parque Nacional do Limpopo – Gaza. em larga escala de um projeto de GNL. A produção industrial tem crescido a uma taxa média anual acima dos 3% no decurso dos dois últimos anos. o mobiliário e também das indústrias alimentares e bebidas. Corredor dos Parques Nacionais de Banhine. Destacam-se as áreas do país que têm vindo a ser tidas como potenciais zonas turísticas:                 Fonte: Perspetivas para os Polos de Crescimento em Moçambique: Sumário do Relatório. Pemba . Reserva de Pomene. Cidade de Inhambane. e transportes. . Assim.Inhambane. ficando apenas atrás da Nigéria. Os setores que manifestam maior potencial de crescimento são o dos cimentos. o setor do turismo tem vindo a recuperar o seu potencial. mas também o desenvolvimento dos outros setores da economia nacional e a ligação às regiões do interior. Tem-se acentuado o aumento da procura no mercado da construção em Moçambique.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De salientar que a dimensão e a qualidade do gás natural descoberto no país justificam o estudo sobre o desenvolvimento.Cabo Delgado. Um forte investimento no setor do cimento vai triplicar a capacidade de produção até 2013.Sofala. Ibo . Arquipélago de Bazaruto – Inhambane. atualmente próximo de 1. Costa Morrungulo . Perspetiva-se a construção de 10 fábricas de processamento de gás natural avaliadas no valor de US$ 50. Zinave e BazarutoInhambane/Gaza. Praia do Tofo – Inhambane. O crescimento económico do país requer investimentos nas respetivas infraestruturas. FMI 38 Zona costeira de Matutuine – Maputo. tendo reforçado a capacidade de alojamento e a qualidade do produto oferecido.Nampula. cerca de 2% (5% se considerarmos os efeitos indiretos).

no ranking mundial dos destinos turísticos.40 90. Kimberley Process Certification Scheme disponível em: https://kimberleyprocessstatistics. o setor mineiro contribuiu 10% para o PIB do país. com uma quota mundial de 6.11 Gráfico 6 .org/ 15 Conclusões com base nos dados da Análise Económica da Agricultura da África do Sul. apresentando uma quota mundial de 9. como se salienta através do gráfico.40 2.00 2. O país com o maior PIB do continente africano. aumentando para 525 mil empregados em 2012 .00 21. sendo a Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE Limited) a maior de África. 11 Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC .87%. Junho 2013. Em 2011.5%. África do Sul apresenta uma estrutura agrícola positiva.Para além disso. com os efeitos indiretos. ocupando o país. 40.90 4. adequada localização e manutenção de infraestruturas.00 13. e comum. saúde e educação Serv.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.3. Neste setor destaca-se o vinho.00 Fonte: African Economic Outlook O Governo Sul-Africano está empenhado em alcançar os resultados propostos pelo 12 Plano de Desenvolvimento Nacional. a promoção da saúde da população. tem um peso diminuto no PIB do país. cerca de 1. em grande parte. o 2º destino mais visitado do continente africano (depois de Marrocos). No entanto. O turismo também se apresenta como um importante setor na sua economia.África do Sul 100. a um aumento da atividade nos bancos comerciais.Africano.make it work”.00 Indústria 30.20 Adm. Em 2011. A indústria extrativa tem um peso preponderante no PIB Sul. setembro 2012 “Banco Nacional de Desenvolvimento 2030: “Our future . ao contrário do que sucede no resto do continente africano. em 2011.00 10. os serviços financeiros e o imobiliário desempenham.00 Energia (*) Outros Transp. mineira Representando a África do Sul 59.00 9. O crescimento do setor deveu-se. De salientar que a África do Sul dispõe de uma estrutura financeira sofisticada. melhores resultados educacionais.50 Ind. tendo empregado.30 Comércio 20. Com uma balança agrícola positiva de (2011/2012). este setor apresenta uma importância relevante. a África do Sul posicionava-se. 50. em 2010. pública. é considerado o principal produtor de milho na região SADC. A agricultura. Em 2011. Capítulo 3: “Economy and employment” 13 Factos sobre a Indústria Mineira da África do Sul – agosto de 2013.00 8. uma forte rede de segurança social. esta contribuição ascenda a 20%.Produto Interno Bruto por setor (%) . a África do Sul foi considerada a 5ª maior produtora de ouro. um papel de relevo no desenvolvimento do país. a criaçao de um Estado competente e a aposta na redução dos níveis de corrupção.80 60.200 mil pessoas (emprego direto e indireto). África do Sul. estimando-se que.00 14.00 16.20 Construção 70.14% do PIB da SADC. financeiros (*) 0.50 6. contando-se entre estes. em 31º lugar.Banco Nacional de Angola. Também ao nível do emprego.8% (tem vindo a reduzir os níveis de extração nos últimos anos) e a 4ª maior produtora de diamantes em valor 14 (US$). 2011/2012 12 39 .90 Agricultura 80. O setor 13 empregou cerca de 520 mil pessoas em 2011. o 7º lugar do ranking mundial de produção uma quota mundial de 3.3. a África do Sul não deixa de ter uma relevante base agrícola. realçando a capacidade de autoabastecimento agrícola15. Câmara de Minas da África do Sul 14 África do Sul.

cresceu a uma taxa de 14.50 6. 12/102 – FMI 18 Reino do Lesoto. este setor apresenta um peso preponderante na sua estrutura produtiva.3. respetivamente.org/. A economia do Maláui depende.60% de valor acrescentado para a economia de Maláui. O setor com maior contribuição no PIB do Lesoto é o setor dos serviços financeiros (19. pela reabertura de algumas das minas e. mandioca. vegetais 19 frescos.saúde e residente em áreas rurais.70 6. motor de crescimento e de 18 criação de emprego durante a última década (2011). bananas.80%).20 16 African Economic Outlook / Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC . As plantações mais relevantes são o arroz. No entanto.3% dos ativos do setor financeiro. Contudo. com forte peso agrícola.5%). a competitividade deste setor está condicionada à elevada concorrência dos produtores asiáticos no mercado americano. pública.org/ 20 Estratégia Nacional de Exportações do Maláui para 2013-2018 40 . Financeiros (*) Fonte: African Economic Outlook. República Democrática do Congo.2% em 2011. impulsionada por uma recuperação da atividade do setor mineiro (que. Madagáscar e Maláui apresentam uma estrutura produtiva semelhante.4. Madagáscar.16 Gráfico 7 . em 2010. setembro 2012 17 Relatório do País Nr.fao. discute-se a necessidade de diversificar a economia do país por forma a reduzir a dependência deste face à África do Sul. batata-doce.50 90 30 12.50 40 12. das exportações do tabaco. Apesar da relação entre o Lesoto e a África do Sul ter por várias vezes beneficiado o Lesoto. No caso de Madagáscar. A 17 banca comercial é responsável por 51. República Democrática do Congo.intracen. Este setor foi estimulado. Madagáscar. Maláui. 70 8. tendo estas totalizado. Zâmbia e Zimbabué. e comum.70 Construção 80 7. tem cerca de 85% da população Admin.Banco Nacional de Angola. representando assim 49% do total das exportações do país. O setor da indústria é impulsionado. por sua vez. por um lado. O setor agrícola. sustenta 85% da população e contribui com 90% de receitas de exportação. e empregando cerca de 80% da população. http://faostat. Com um peso de 1. US$ 585 milhões.53% e 0.60 Ind. responsável por 31.80 - Agricultura Comércio Lesoto. após a interrupção das quotas pelo Acordo Multi-Fibras (AMF).90 Transp. Country Strategy Paper 2013-2017. Zâmbia e Zimbabué representam cerca de 13% do PIB regional e apresentam forte peso da agricultura na sua economia.10 50 11. Tanzânia. 2011 A economia do país cresceu aproximadamente 4. por outro. mineira 60 9. apenas 5% do terreno é próprio para cultivo. milho e feijão. o acesso ao financiamento tem vindo a ser facilitado. contribuindo com 70% das receitas das exportações.Produto Interno Bruto por setor (%) – Lesoto 100 Energia (*) 4. Lesoto. educ.66% do PIB da SADC. pela indústria dos têxteis. principalmente.38% para o PIB da região. Apesar deste setor ser relativamente pequeno e subdesenvolvido. em grande medida. Regiões de forte orientação agrícola. Maláui. Outros O país que contribui com apenas 0. Tanzânia.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Indústria Serv. pela abertura de novas minas. Banco Africano de Desenvolvimento 19 http://www.80 20 10 19.

00 17.80 3. pública.00 0.20 0.60 28.40 5.00 50.00 Representando 2.00 Construção 90.3.00 80. Indústria Fonte: African Economic Outlook.00 2.00 70. Financeiros (*) 8. algodão e óleo de palma.75% do PIB da SADC.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 8 .40 Serv.00 90. o país exporta tabaco.00 Indústria Transp. 40.20 Admin. a República Democrática do Congo dispõe de inúmeros recursos naturais. 2012 Gráfico 10 .00 Comércio 10.00 90. tendo contribuído para o seu crescimento nos últimos anos.50 Construção Outros Transp.saúde e educ. madeira.5.00 Serv.40 70.60 Indústria 11. A participação de produtos minerais nas exportações do país atinge cerca de 70%.00 12. 60.30 Construção 7.Produto Interno Bruto por setor (%) Maláui 100. calçados e plástico.00 23.00 Fonte: African Economic Outlook. e nióbio.70 Comércio 40.20 30. pública. Gráfico 11 – Produto Interno Bruto por setor (%) – 41 . Ind.00 31.00 22. mineira Serv. a República Democrática do Congo produz têxteis.00 80.00 7. ouro.00 Gráfico 9 .80 50. O setor agrícola carece de ganhos de competitividade e de escala. e comum. café. Agricultura 23.00 4. 2012 Fonte: African Economic Outlook. 70.00 15. A agricultura ocupa a maior parte da mão-de-obra local.00 20. artigos de limpeza. 20. Suazilândia e Zimbabué. 2011 1.70 7.00 12.10 80. Economias em transição para a atividade industrial.00 13. mineira Transp.00 Comércio 20.00 No plano industrial.70 10.00 Agricultura Agricultura 0. e comum. cobre.00 50. Tradicionalmente.saúde e educ.60 60. e comum. embora não deixe de ser um setor de grande importância para o país.50 6.30 11. destacando-se os diamantes.00 4.Produto Interno Bruto por setor (%) Madagáscar 100.00 40.00 13.30 Admin.00 10.00 60. Financeiros (*) 30.50 Ind. cobalto. Financeiros (*) 30.Produto Interno Bruto por setor (%) República Democrática do Congo 100.

Construção Indústria 50. Country Strategy Paper and National Indicative Programme 2008-2013. e comum. pública. o turismo pesa fortemente no PIB das Seicheles. 2011 1. sendo que dos quase 31% do PIB relativos ao “Comércio”.00 9.7% respeitam à hotelaria e restauração (em 2011).00 28. o algodão. e comum. Financeiros (*) Transp.23 Representado menos de 1% do PIB da SADC.00 Ao longo dos últimos anos. a estrutura económica da Suazilândia tem vindo a alterarse.20 Outros Admin. 2011 21 Reino da Suazilândia – Comunidade Europeia.3.50 6.00 Comércio 0.Banco Nacional de Angola.00 8.00 Transp. 60.00 7.00 10. Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento 23 Fonte: Áfrican Economic Outlook / Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC . Financeiros (*) 20.40 70.00 Fonte: African Economic Outlook.00 Serv. de uma base agrícola para uma base industrial (43. pública. os produtos enlatados e o milho.00 43. setembro 2012 22 42 .Produto Interno Bruto por setor 2011 (%) – Seicheles 100.00 4. 90.6. 30. Seicheles.00 40.70 60.50 20.30 70.00 21. Entre os principais produtos exportados encontram-se o açúcar.saúde e educ.20 7.00 O setor industrial tem-se tornado mais diversificado desde meados da década de 1980.00 30. Gráfico 12 .00 7.00 Admin.00 2.00 Fonte: African Economic Outlook. SIDS22 com economia orientada para o Turismo.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O setor agrícola é ainda a principal fonte de rendimento para mais de 70% da população da Suazilândia.20 7. sendo por isso a principal 21 fonte de subsistência da Economia.00 40.00 90. 20. Indústria 0.saúde e educ.60 10.90 Construção Serv.50%). Agricultura Comércio 30.00 11.20 50. e representou cerca de 44% do PIB em 2011.40 80.50 80. Suazilândia 100.

00 17.90 Construção Acresce ainda a proatividade da agência de investimento das Maurícias na promoção das exportações e do país enquanto destino de IDE. zonas francas industriais e de comércio e da atividade de captação de IDE. mas com motor nos serviços. e comum. 20.61% do PIB da SADC. sendo ainda uma plataforma de investimento em África. um dos setores que mais impulsionou o crescimento económico das Maurícias foi o setor dos serviços.30 80.Produto Interno Bruto por setor (%) – Maurícias % Representando menos de 1.mineira Fonte: African Economic Outlook.00 90.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. 18.00 70.60 Transp.50 Comércio Serv.00 Não obstante.7.50 5. transportes. 100. 2012 43 .00 23. pública.00 50. 40. Financeiros (*) 60. comunicação e serviços financeiros. Peso relevante da indústria.50 0. o setor industrial mantém relevo económico no país. Maurícias.00 13.00 3. com destaque para o turismo. Ind.00 Admin.90 Agricultura 6. fruto da estratégia de desenvolvimento de clusters.3. Gráfico 13 .saúde e educ.00 30.00 Indústria 10.00 9.

24 Fontes: African Economic Outlook / Relatório Integrado dos Desenvolvimentos Económicos Recentes na SADC .8.70 30. a análise 100.00 6. com os serviços (hotelaria e serviços aéreos e financeiros) a responderem por grande parte deste crescimento. Regiões de forte orientação para a indústria extrativa. com as vendas perfazendo US$ 3. o Botsuana produziu 28% do valor global de diamantes.00 26.22% do PIB da SADC.Banco Nacional de Angola. devido às más condições do solo e às chuvas irregulares.40 Admin. em particular.00 conjunta dos seus principais setores permitirá 2. sendo um ponto de importante atração turística. 0.70 Agricultura 90.20 80. 70. Namíbia e Zâmbia.00 15. Representando 2. a mineira assume-se como o setor mais relevante representando 7. pública.70 Indústria 60.00 10. Financeiros (*) 18. 2011 Nos próximos anos o crescimento económico deverá manter-se “robusto”. o Botsuana tem como pilar da sua economia o setor diamantífero.900 milhões. as condições do país para a prática agrícola não são as melhores. o qual responde por uma parte significativa do PIB. e representa cerca de 45% das receitas do Governo.Produto Interno Bruto por setor (%) – Botsuana Atendendo à dimensão da economia do Botsuana. e aproximadamente 70% das receitas de exportação.00 seu impacto regional. Fonte: African Economic Outlook. 5. o que explica a incapacidade de satisfazer a população a nível alimentar.00 13.60 40. apesar da sua reduzida expressão económica no PIB. Um dos maiores sistemas de águas insulares do mundo – o Delta do Okavango – está localizado no Botsuana.00 Comércio 20.24 Gráfico 14 . setembro 2012 44 . Ainda assim. Botsuana. verifica-se que a indústria extrativa.70 uma visão mais abrangente e adequada do 4.10 Outros 6. Namíbia e Zâmbia.00 Construção Serv.3.00 50. mineira Destes países.30 Transp. Em 2011. e comum.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.saúde e educ.5% do PIB da SADC.00 A agricultura no Botsuana desempenha um papel relevante do ponto de vista social pelo número de pessoas que dependem deste setor. Ind.

A indústria extrativa representa uma grande parte das exportações de mercadorias do país.00 Transp. a Namíbia tem na base da sua economia a extração e processamento de minerais.10 3.80 Transp. Contam-se.60 Indústria 30. os têxteis.00 Construção Comércio 40.20%) e os serviços financeiros (13. Outros setores relevantes na economia do país são a agricultura (19.00 Serv. Financeiros (*) 19. 2011 Admin. ouro e diversas pedras preciosas.00 40. 2012 45 .90 3. mineira 14.97% do PIB da SADC.70 Outros 60.00 10. mercado de capitais subdesenvolvido. 28. às políticas económicas ponderadas do Governo.00 8.00 Fonte: African Economic Outlook. falta de competências de gestão financeira.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Equivalendo a 1. iliteracia e falta de proteção ao consumidor.00 7. Mais de metade da população da Namíbia depende da agricultura para a sua subsistência. devido.00 Fonte: African Economic Outlook. visando melhorar e diversificar a competitividade da Economia.00 Comércio 20.70 3.00 2. 4º maior produtor mundial de cobre. ineficiente e inadequada regulação.70 10.50 90. sistema de proteção financeira limitado.00 20. os alimentos processados e os produtos animais e de couro. e domínio de capital estrangeiro na prestação de serviços financeiros. Apesar do peso relativo do setor dos serviços financeiros ser relevante para a economia (28. os materiais de construção.20 Indústria Serv. a Zâmbia. em grande medida.Produto Interno Bruto por setor (%) – Zâmbia 100.00 3. é um país rico em vários minerais: cobalto.00 50.80 80.70%).70%). este apresenta um conjunto de fraquezas passíveis de se transformar em oportunidades: mercado financeiro superficial. representando o setor mineiro cerca de 20% do PIB do país. 27.50 80.50 10. Gráfico 15 .00 16.00 13. e comum. acesso limitado aos serviços financeiros.Produto Interno Bruto por setor (%) – Namíbia 100.00 Construção 0. entre os produtos exportados.00 Energia (*) 90.saúde e educ.30 Agricultura 50. Energia (*) 13.00 Agricultura Representando 3.10%). pública. concorrência limitada.10 30.60 Outros 60.00 Ind.00 Gráfico 16 . Financeiros (*) 0. o comércio (16. e comum.90 70. 70.18% do PIB da SADC.30 2.90 5. Nos últimos anos.00 11. o país tem vindo a crescer economicamente.

1. implicando níveis de especialização diferenciados. TCI nulo é sinónimo de não complementaridade.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.uma aspiração de muitos países da região. 26 Angola 27 Botsuana 28 República Democrática do Congo 29 Lesoto 30 Madagáscar 31 Maláui 32 Maurícias 33 Moçambique 34 Namíbia 35 Seicheles 36 África do Sul 37 Suazilândia 38 Tanzânia 39 Zâmbia 40 Zimbabué 46 . País importador Tabela 2 . poderá ser estimulada pelo desenvolvimento económico e pelo esforço de diversificação das economias . O baixo nível de industrialização das economias da região reduz essa possibilidade. através da comparação das estruturas de exportação e de importação entre países.4.TCI (Trade Complementary Index) intra-SADC 25 País Exportador MU32 MZ33 NA34 AO26 BW27 CG28 LS29 MG30 MW31 SC35 ZA36 SZ37 TZ38 ZM39 ZW40 AO - 2 0 0 0 0 1 0 0 1 53 0 50 50 50 BW 27 - 29 29 23 30 25 31 38 29 16 31 64 67 67 CG 15 20 - 9 10 13 14 19 16 16 14 10 59 63 58 LS 42 44 42 - 52 MG 23 32 26 28 - 44 47 43 43 43 44 44 71 71 71 33 23 30 31 25 22 32 65 61 64 MU 20 22 14 25 26 - 22 24 25 25 12 29 59 58 65 MUS 19 20 17 29 44 21 - 21 27 28 9 30 58 59 62 MZ 16 34 NA 39 34 18 25 18 25 13 - 21 14 34 30 64 57 64 27 40 29 35 39 36 - 40 10 37 64 66 67 SC 10 21 15 15 13 18 9 15 15 - 15 18 61 55 58 ZA 58 54 62 53 51 58 45 77 65 55 - 58 80 81 86 SZ 14 9 12 11 9 10 15 13 12 12 3 - 55 55 56 TZ 27 32 28 34 28 41 23 33 34 29 17 35 64 64 69 ZM 22 28 28 31 31 40 23 31 31 29 18 31 - - 70 ZW 24 30 20 30 23 33 24 28 28 25 19 30 62 60 - Fonte: Cálculo realizado pela PwC com base nos dados do UNCTAD.4. que. no entanto. UNCTADstat 25 O Trade Complementary Index (TCI – Indice de Complementaridade de Comércio) é um indicador utilizado para medir a compatibilidade do perfil comercial. Trocas comerciais na SADC 1. Índices mais elevados revelam potenciais de complementaridade superiores e maior correspondência entra a estrutura de exportações/importações dos 2 países. Complementaridade das Economias A intensificação das trocas exige a complementaridade industrial das economias.

Comércio intrarregional A SADC regista o 3º maior valor mundial de trocas intrarregião. e em concreto de Moçambique.12% 3. Tanzânia (69 pts) e Zâmbia (70 pts). dos quais se destacam o Zimbabué (86 pts).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O nível de complementaridade na SADC é reduzido.77% 6. 2012) Crescimento anual médio das exportações intrarregião (2008-2012) SADC União Europeia CPLP CEEAC Mercosul CEDEAO ASEAN 27. cujo nível de integração é liderado pela União Europeia (“UE”) e seguido pela ASEAN.667 324. 2012) Exportações intrarregião (% no PIB da região.86% 13.17% 8. o Zimbabué apresenta um maior nível de complementaridade com 6 países do bloco.90% 0. a Tanzânia (80 pts) e Moçambique (77 pts).2.15% 19. medido pelo rácio de exportações sobre o PIB.66% -2.62% 0.09% 0.50% 4.01% 0.Comunidades económicas regionais em perspetiva (2012) Indicador Exportações intrarregião (milhões US$.06% 1.283 1. o Lesoto (71 pts). o que indicia um nível de integração relevante. o Botsuana (67 pts).184 4.111 67.10% 2.09% 21. a Namíbia (67 pts). África do Sul (86 pts).87% 0.27% 6.4.65% Fonte: UNCTAD. Em termos de complementaridade enquanto país exportador. UNCTADstat Acresce que a dinâmica de crescimento é a mais acentuada das regiões analisadas. dos espaços de integração económica analisados.153 3. referir que os produtos petrolíferos assumem especial relevo nas trocas comerciais. 47 . 2012) Exportações intrarregião (% das exportações mundiais.90% 0.630. Importa no entanto.343 11. As exportações intraSADC só representam 8. tendo em consideração o nível de desenvolvimento da região e o facto das trocas informais nestas regiões poderem representar o dobro das registadas. a Zâmbia (81 pts). É notória a importância da África do Sul no bloco e a capacidade de absorção das exportações de um alargado conjunto de países atendendo à sua estrutura de importações.86% do total das exportações da região 1.191 16.47% 2.37% 0. havendo no entanto maior complementaridade entre a África do Sul enquanto importador de um vasto conjunto de países.43% 4. estimando-se que possam representar 20% do total das exportações intrarregião . Tabela 3 .

UNCTADstat.000 572. Congo Moçambique Lesoto 4% Maláui 2% 0% Angola Tanzânia Maurícias Madagáscar 0% Seicheles5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% Exportações intra-SADC (%no total das exportações da SADC) Fonte: UNCTAD. tem um valor reduzido de importações.153 300.077 500. Namíbia e Zâmbia. conjuntamente. No polo oposto. Botsuana. 2012 48 40% 45% . apesar de apresentarem índices de importações regionais mais elevados que os demais países. estrutura.980 19.344 20. localização das economias e acordos prévios determinam o fluxo atual de trocas comerciais.620 469. têm valores de exportação reduzidos (quando comparando com as exportações).000 0 PIB a preços correntes (milhões US$) Importações.444 200. UNCTADstat A dimensão.000 5. Namíbia e Zâmbia. Gráfico 18 .000 22. demonstram um elevado nível de integração económica regional. Angola.724 700.817 600. Evolução do PIB da região 0 2008 2009 2010 Exportações (milhões US$) 2011 2012 PIB (milhões US$) Fonte: UNCTAD.Peso das exportações/importações intra-SADC no total da região Importações intra-SADC (%no total das importações intra-SADC) 18% 16% África do Sul Botsuana Zâmbia 14% 12% Namíbia 10% 8% 6% Zimbabué Rep.Evolução do comércio intra-SADC vs.000 100. apesar de apresentar um elevado índice de exportações regionais.000 27.000 15.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 658.000 472. Para mais informações sobre o grau de complementaridade verificar a análise realizada adiante em ponto autónomo.000 400. importações intrarregião revela que 4 países representem cerca de 52% das importações intrarregionais: África do Sul. Este indicador é característico de economias menos protecionistas ou de um maior grau de complementaridade regional.882 10.000 20. Dem. Exportações (Milhões US$) Gráfico 17 .562 30. A análise do peso das exportações vs.000 25.000 25. Este indicador é característico de uma economia protecionista ou de uma baixa complementaridade entre as necessidades dos países e a capacidade de exportação dos demais países da região da SADC. Botsuana.000 663.

a economia mais desenvolvida da SADC. Congo (10%). quando comparado com as regiões económicas mais desenvolvidas. 49 . mantém vínculos comerciais com quase todos os países-membros da SADC e possui uma grande diversidade de produtos exportados. Botswana (12%). Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD.e. produtos petrolíferos. consequentemente. sendo de destacar os seguintes: petróleo refinado (6%).Produtos transacionados intra-SADC (2012) Combustíveis minerais. produtos agroalimentares para satisfazer a procura decorrente do aumento populacional. sendo a República Democrática do Congo e o Lesoto aquelas que apresentam balanças comerciais proporcionalmente mais deficitárias. veículos de transporte de mercadorias (5%) e máquinas e equipamentos para a construção civil (3%). e em equipamento de transporte. Zimbabué (18%). As principais trocas assentam em matérias-primas. aqueles que revelam menos obstáculos à exportação . e uma concentração das exportações com um maior volume para seis países: Zâmbia (19%). nos quais a região é abundante. Dem. Da análise dos mercados de destino dos produtos exportados verifica-se uma dispersão das exportações de petróleo refinado pelos vários países da SADC. lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte 4% 3%3% Bens manufaturados 6% 35% Alimentos e animais vivos 8% Químicos e produtos relacionados 9% Outros artigos manufaturados 14% 17% Matérias-primas (exceto combustíveis) Commodities e transações n. Os produtos manufaturados têm ainda uma baixa representatividade. atendendo às características dos vários mercados.4. África do Sul e Angola. Moçambique (18%).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De referir que apenas a África do Sul. Importa igualmente compreender. Angola (10%) e Rep. assim como do aumento do poder de compra.3. o que representa uma oportunidade para os países que acelerem a sua industrialização. Produtos transacionados intra-SADC Gráfico 19 . UNCTADstat 1. Os países com maior intensidade comercial na região A África do Sul. quais os produtos transacionados intra-SADC e. Angola e Tanzânia (embora em menor grau) apresentam balanças comerciais intra-regionais positivas.

Principais exportações de África do Sul intra-SADC. 2012 As principais exportações para estes seis países totalizaram em 2012 um montante superior a 4 mil milhões de USD. por produto África do Sul 43% das exportações intra-SADC Fonte: UNCTAD. Angola tem um peso substancial nas trocas intra-SADC (25%). sendo as exportações de maquinarias e equipamentos de transportes responsáveis por cerca de 49% das principais exportações. mas concentrando-se apenas num produto – o petróleo (99% do total das exportações de Angola para a SADC) com destino a África do Sul.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Figura 5 .9 mil milhões de USD exportados. num total de 1. 50 . UNCTADstat.

2010 e 2012 O incremento e diversificação da base industrial. muito embora existam um conjunto de fatores críticos que. Adesão a instrumentos de harmonização fiscal.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Figura 6 .Principais exportações de Angola intra-SADC. Compatibilização e futura harmonização aduaneira. Adesão à estratégia de integração regional da SADC. Crescimento da capacidade industrial. 51 . Capacitação de quadros técnicos. poderão gerar uma base de produção para as economias vizinhas. Adesão a instrumentos regionais de facilitação de transporte de mercadorias. UNCTADstat. por produto Angola 25% das trocas intraSADC Fonte: UNCTAD. beneficiando de um mercado interno. terão de ser ultrapassados:        Concorrência da África do Sul. entre outros.

A importação de petróleo do bloco resulta em grande medida das necessidades de África do Sul que.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Aliás. Japão e Índia).5. excetuando em 2011. Nota-se que a China foi o único país que conseguiu aumentar significativamente a sua importância relativa nas importações do bloco.592 3% 2% 2% 2% 3% 1% 3% 2% 2% 3% 3% 2% 4% 4% 4% 3% 4% 5% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 3% 4% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 3% 3% 2% 3% 3% 3% 5% 6% 4% 4% 4% 5% 4% 6% 9% 9% 9% 8% 11% 12% 13% 14% 17% 2008 2009 2010 2011 2012 10% 100. pode verificar-se uma certa estagnação na importância dos países europeus.824 80% 171. assistiu-se a um crescimento do nível das importações para a região. 2008-2012 Numa análise global. ano em que as exportações superaram marginalmente as importações.1.000 150. Angola encontra-se no terceiro lugar das importações de petróleo de África do Sul. Centro de Comércio Internacional.000 Importações (milhões US$) Peso nas importações da SADC 90% China Alemanha Índia Reino Unido Japão França Gana Portugal Países Baixos Bélgica Tailândia Brasil Importações Fonte: UNCTAD.2% do PIB da região).Evolução das importações da SADC e principais países de destino 100% 205. além das importações de Angola. em parte pela sua crescente necessidade de recursos naturais.72%. entre outros. Comércio extrarregional 1. países membros da EU. o petróleo. Por outro lado.792 214. nos principais produtos importados pelo bloco. Gráfico 20 .955 70% 162. apesar de ter capacidade de produzir petróleo suficiente para suprir a totalidade das necessidades deste país.000 140. UNCTADstat.756 60% 50% 40% 30% 20% 200.000 3% 3% 8% 0% 50. 52 . o aumento das importações demonstra um crescimento contínuo e consistente das economias emergentes. Importações A SADC importa maioritariamente de países industrializados (China. Principais parceiros comerciais da SADC A SADC tem historicamente apresentado uma Balança Comercial negativa em cerca de USD 8 mil milhões (cerca de 1. dos quais se destaca.5. dos EUA e do Japão . Entre 2008 e 2012. com forte presença na região e em todo o continente Africano. importa petróleo dos Emirados Árabes Unidos e Nigéria. a ritmo anual de 5. como é o caso da China e da Índia.

óleos de xistos. Aparelhos para canalizações. Cobre. Minérios de cobre. Trigo e centeio em grão. os 50 principais produtos que representam 55% das importações. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. materiais em bruto. Equipamento para distribuição de energia elétrica. no montante de cerca US$ 119. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Produtos diversos da indústria química. tabuleiro. perfis e seções. Do total dos produtos importados pela SADC no montante de US$ 216 mil milhões identificamos de seguida. Motores de pistão de combustão interna e peças. Artigos plásticos. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Equipamento de telecomunicação. aço. acessórios para máquinas. Geradores. Gorduras vegetais e óleos. Peças. Máquinas de processamento de dados. Máquinas para a construção civil. Máquinas e aparelhos elétricos. Outras carnes e miudezas comestíveis. dados 2012 53 . Embarcações. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos brutos de petróleo. Em segundo lugar surgem as importações de combustíveis minerais. Elementos químicos inorgânicos. Automóveis. Máquinas e ferramentas. Gorduras vegetais e óleos refinados. 2012 Maquinaria e equipamentos de transporte 3%2% Combustíveis minerais. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Arroz. Veículos automóveis para transporte de pessoas. lubrificantes e materiais relacionados com um peso de 18%. Turbinas a vapor e componentes. Tubos e perfis ocos de ferro e aço. representando cerca de 33% das importações totais da região. Equipamento mecânico manuseio.9 mil milhões. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Pérolas. destacam-se as importações de maquinaria e equipamentos de transporte. análise e controle. cantoneiras. Barras de ferro e aço. outros. alumínio. Aparelhos de medição.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Importações da SADC – Top produtos Gráfico 21 – Importações da SADC . gorduras e ceras Relativamente aos produtos. reservatórios. Estruturas e peças de ferro. Sabonetes. óxidos e sais de halogéneo. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). cubas. Mobiliário e peças. dada a inexistência de capacidade instalada na refinação de petróleo na região. Bebidas alcoólicas. Peças e acessórios dos veículos. Bombas compressoras de gás e ventiladores. Metais comuns.Top produtos. Aeronaves e equipamentos associados. Papel e cartão. Fertilizantes. painéis. caldeiras. pedras preciosas e semipreciosas. Fonte: UNCTADStat. Equipamentos domésticos elétricos. Calçado. Aparelho para circuitos elétricos. Materiais de construção. produtos de limpeza e de polimento. por ordem decrescente. lubrificantes e materiais relacionados 8% 33% 9% Bens manufaturados Químicos e produtos relacionados Alimentos e animais vivos 11% Outros artigos manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) 15% 18% Óleos vegetais e animais.

equipamentos de telecomunicações e calçado. 2012 Fonte: UNCTAD. que troca petróleo por bens e infraestruturas.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Importações SADC da China e da Alemanha Gráfico 22 . turbinas de vapor e partes e acessórios para veículos automóveis. são de destacar as importações de máquinas automáticas para processamento de dados. 2012 Nas importações de maquinaria e equipamento de transporte vindas da China.Importações SADC da Alemanha 3% 21% 4% 7% 13% 45% 59% 14% 23% Maquinaria e equipamentos de transporte Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Bens manufaturados Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Alimentos e animais vivos Alimentos e animais vivos Fonte: UNCTAD.Importações SADC da China 8% Gráfico 23 . Da Alemanha os grandes fluxos de importação referem-se a veículos de transporte de pessoas. UNCTADstat. 54 . Este facto resulta da política explícita do Governo chinês. Note-se que a China posiciona-se como um concorrente de muitos produtos que formam a base da estrutura industrial portuguesa. UNCTADstat.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Importações SADC dos EUA e da Índia

Gráfico 24 - Importações SADC dos EUA

Gráfico 25 - Importações SADC da Índia

4%

7%

9%

5%
34%

13%

9%
52%
10%

18%
13%

23%

Maquinaria e equipamentos de transporte

Combustíveis minerais, lubrificantes e
materiais relacionados

Químicos e produtos relacionados

Maquinaria e equipamentos de transporte

Bens manufaturados

Químicos e produtos relacionados
Bens manufaturados

Alimentos e animais vivos

Alimentos e animais vivos

Outros artigos manufaturados

Outros artigos manufaturados

Combustíveis minerais, lubrificantes e
materiais relacionados
Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

Os Estados Unidos da América também apresentam
um peso significativo nas importações da SADC de
veículos (para transporte de pessoas e de
mercadorias), assim como de máquinas e
equipamentos de engenharia civil.

Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

Da Índia são importados veículos de transporte de
passageiros, embora pesem mais os óleos de petróleo
ou de minerais betuminosos (> 70%) e as importações
de medicamentos (incluindo medicamentos
veterinários).
A Índia, apesar de não ser um importante produtor de
petróleo, aproveita a sua capacidade excedentária de
refinação para se posicionar como um fornecedor de
combustíveis beneficiando, deste modo, as suas
exportações para o bloco.

55

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Importações SADC do Reino Unido

Gráfico 26 - Importações SADC do Reino Unido
Relativamente ao Reino Unido, são de
destacar as importações de óleos brutos
de petróleo, óleos de minerais
betuminosos, crude, artigos de cerâmica
e veículos de transporte de pessoas.

5%
5%
9%

44%

Note-se que a proximidade cultural do
Reino Unido é explorada, em produtos
menos complexos, permitindo-lhe
posicionar-se como um sério concorrente
de muitos produtos que formam a base
da estrutura industrial portuguesa.

10%

23%

Maquinaria e equipamentos de transporte
Bens manufaturados
Químicos e produtos relacionados
Outros artigos manufaturados
Combustíveis minerais, lubrificantes e
materiais relacionados
Bebidas e tabaco
Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

56

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Exportações da SADC – Top produtos

As exportações da
SADC cresceram, em
média, 17% por ano,
desde 2009

Exportações

Os principais destinos das exportações dos países da SADC são a China, os EUA, a Índia e o Reino Unido,
representando cerca de 54% do total das exportações da SADC em 2012.

100%

206,868

206,740

90%

200,000

171,049

80%

170,444

70%

131,156

150,000

60%
50%
40%
30%
20%
10%

5%
5%
6%
4%

5%
4%
5%
7%

16%

13%

4%
4%
5%
7%

4%
4%
4%
7%

4%
4%
8%
8%

13%

11%

10%

27%

28%

2011

2012

100,000

50,000

17%

20%

25%

2008

2009

2010

0%

Exportações (milhões US$)

Peso nas exportações totais da SADC

Gráfico 27 – Evolução das exportações da SADC e principais países de destino, 2008-2012

-

China

EUA

Índia

Reino Unido

Japão

Alemanha

Taipé Chinesa

Hong Kong, China

Exportações

Fonte: UNCTAD, UNCTADstat; Centro Internacional de Comércio, 2008-2012

Gráfico 28 – Exportações da SADC - Top produtos, 2012
Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados
Bens manufaturados

2%
4% 2%
4%
5%

Matérias-primas (exceto combustíveis)

40%

8%

Maquinaria e equipamentos de transporte
Alimentos e animais vivos
Commodities e transações n.e.

14%

Químicos e produtos relacionados
Outros artigos manufaturados

21%

Bebidas e tabaco
Fonte: International Trade Centre

Angola representa 85%
das exportações de
combustíveis da SADC

As exportações dos EM da SADC são maioritariamente matérias-primas, com especial relevo para o petróleo e
seus derivados, diamantes, minérios e cobre, denotando assim a elevada importância que as indústrias ligadas
à extração mineira ou petrolífera têm nos países da região.
Pela natureza das exportações (matérias-primas), os principais destinos analisados individualmente continuam
a ser os países com elevada produção industrial. Assim, boa parte do petróleo exportado pelos países da
SADC tem como destino a China, os EUA, a Índia e Taiwan.
57

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Gráfico 29 - Exportações SADC para a China

Gráfico 30 - Exportações SADC para os EUA
2%
3%
4%

2%
2% 2%
7%

10%

11%
58%

24%

72%

Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados
Bens manufaturados

Matérias-primas (exceto combustíveis)
Bens manufaturados
Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados
Químicos e produtos relacionados

Maquinaria e equipamentos de transporte

Bebidas e tabaco

Matérias-primas (exceto combustíveis)

Maquinaria e equipamentos de transporte

Químicos e produtos relacionados

Outros artigos manufaturados

Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

Gráfico 31 - Exportações SADC para a Índia

Gráfico 32 - Exportações SADC para o Reino Unido

2%2%
4%

3%3%
5%
5%

11%
8%

49%

25%
79%
Bens manufaturados
Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados

Combustíveis minerais, lubrificantes e materiais
relacionados
Alimentos e animais vivos

Commodities e transações n.e.

Matérias-primas (exceto combustíveis)
Matérias-primas (exceto combustíveis)

Maquinaria e equipamentos de transporte
Outros artigos manufaturados

Bens manufaturados

Commodities e transações n.e.
Alimentos e animais vivos
Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012
Fonte: UNCTAD, UNCTADstat, 2012

58

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1.000 Importações (milhões US$) 5.80% 3. apenas Portugal e Brasil apresentam níveis significativos no contexto global.2. 2012 59 2012 .82% 12.000 8.57% 3.000 2. Gráfico 33 .54% 3.298 2.468 4.620 3.000 6.000 8. Portugal merece especial destaque pelo aumento do volume de exportações para a SADC (crescimento médio anual de 21%.357 2009 2010 2011 4. absorvendo 87% das exportações portuguesas para este mercado Fonte: Centro de Comércio Internacional.000 10.Principais destinos das exportações portuguesas para a SADC Angola é o principal parceiro comercial de Portugal dentro da SADC.135 4.883 4.527 3.317 2008 Brasil Portugal Fonte: UNCTAD.52% 5. começando pelas importações.5.000 4.Importações da SADC aos países da CPLP (valor e crescimento médio) 14. entre 2008 e 2012).187 3. Trocas comerciais entre a CPLP e a SADC Importações Analisando a relação comercial na vertente das trocas comerciais da SADC com os países pertencentes à CPLP.895 3. UNCTADstat Figura 7 .

gorduras e ceras Fonte: UNCTAD.Angola: bebidas alcoólicas. pastas celulósicas e papel e químicos. aço ou alumínio e móveis e suas partes. para Moçambique. produtos alimentares. veículos e outros materiais de transporte. Outros artigos manufaturados Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco Químicos e produtos relacionados Óleos vegetais e animais. UNCTADstat. cujo principal destino é Angola. Se analisarmos cada um dos países da CPLP que integram a SADC são de destacar os seguintes produtos exportados por Portugal: 10% 15% 23% Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados . estruturas e partes de estruturas de ferro. metais comuns. seguido de Angola . . os que apresentam maior peso são a maquinaria. 2012 Importações SADC do Brasil Figura 8 . o equipamento de transporte e os bens manufaturados.Moçambique: máquinas e aparelhos.Principais destinos das exportações brasileiras para a SADC 60 A África do Sul é o país da SADC que mais importa produtos oriundos do Brasil.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 34 .Importações SADC a Portugal 8% 2% 30% 10% Quando observados os principais grupos de produtos exportados por Portugal para a SADC.

29% 7. 2012 Exportações A CPLP é responsável somente por cerca de 3.980 Portugal 2011 2012 Brasil Fonte: UNCTAD.27% 4. 2008-2012 Portugal tem vindo a aumentar a sua importância no seio da SADC.000 0. Angola.160 - 2008 1.808 1.000 1.000 1.68% para 2.81%.094 2009 2010 1.209 1. com competências para exportar para a África do Sul (pese embora a base de produtos corresponder a bens do setor primário).63% 3. São de destacar as “outras carnes e miudezas comestíveis” com elevado envio para Angola e para África do Sul.716 2.000 6. Gráfico 35 . Gráfico 36 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O Brasil apresenta uma forte exportação de alimentos para a SADC. UNCTADstat. 21% O Brasil apresenta uma base mais diversificada de exportação. Portugal aumentou a sua quota nas exportações da SADC de 0. UNCTADstat.000 528 692 1.3% das exportações da SADC. assim como os açúcares.392 5. Bens manufaturados Outros artigos manufaturados Químicos e produtos relacionados Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD.93% 1. Alimentos e animais vivos Maquinaria e equipamentos de transporte O peso de Moçambique nas importações do Brasil é diminuto. com presença forte em Angola. nomeadamente através da crescente importação dos produtos da SADC. sendo que apenas Portugal e Brasil apresentam valores dignos de registo. melaço e mel. 61 .000 2.000 992 5. tendo como principal destino. dentro da SADC.35% 2. Entre 2008 e 2012.Importações SADC do Brasil 4% 5% 7% 49% 10% As exportações de móveis e peças de mobiliário apresentam também um valor relevante.000 3.Exportações da SADC para a CPLP (valor e crescimento médio) Exportações (milhões US$) 8.

48% das exportações da zona . Exportações SADC para Portugal e para o Brasil Gráfico 37 .Exportações SADC para Portugal Gráfico 38 . não pertencente ao bloco. UNCTADstat. 62 . representando cerca de 0. bem como alguma maquinaria. UNCTADstat. em termos de destino das exportações dos países membros da SADC. o Brasil importa também químicos e outros bens manufaturados.Exportações SADC para o Brasil 5% 4% 8% 32% 25% 93% 27% Químicos e produtos relacionados Combustíveis minerais. lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD. lubrificantes e materiais relacionados Bens manufaturados Alimentos e animais vivos Combustíveis minerais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O Brasil surge como o 2º país da CPLP. 2012 Fonte: UNCTAD. 2012 Enquanto Portugal importa quase exclusivamente combustíveis da SADC.

080 2010 2011 1. o Lesoto.205 (3.865 Milhões US$ 11.Investimento Direto Estrangeiro nos países-membros da SADC – inward (milhões US$) País Angola Botsuana Rep. 2008-2012 18.198 5.000 7.000 15.024) (6. Congo Lesoto Madagáscar Maláui 2008 2009 2010 2011 2012 1.6. África do Sul e a Rep. Investimento direto estrangeiro na SADC A SADC tem vindo a registar desde 2008 uma tendência de abrandamento na sua competitividade para captação de investimento direto estrangeiro. seja pela sua estrutura produtiva .687 3.591 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Maláui. Democrática do Congo. os fluxos de IDE nos demais países da região têm-se apresentado heterogéneos.inward e outward. África do Sul e a Rep.898) 521 129 (6) 414 293 1. Relativamente ao aumento do investimento da região no exterior (Outward) este tem vindo a aumentar exponencialmente desde 2008. Países como o Botsuana.841 2. Os países da SADC que mais captaram IDE em 2012 foram Moçambique. Democrática do Congo.509 (514) - (5. nomeadamamente pela diminuição do capital investido na região que em 2008 registava um volume de US$ 18 mil milhões e em 2012 somente de cerca de US$ 11 mil milhões. Gráfico 39 .788 10.227) (3.000 8.727 664 2. Dem. Namíbia.679 2.8 mil milhões.169 1.714 20.312 112 100 114 132 172 1.000 13.939 1. tendo atingido em 2012 cerca de US$ 7.177 12.000) 2008 2009 Inward 2012 Outward Com exeção de Angola. Moçambique. Madagáscar.IDE na SADC . Seicheles. seja pela sua dimensão. Tabela 4 . Suazilândia e Zimbabué têm-se apresentado pouco atrativos ao investidor estrangeiro.066 808 810 895 195 49 97 129 129 63 .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP País 2008 2009 2010 2011 2012 Maurícias 383 248 430 273 361 Moçambique 592 893 1.066 Zimbabué 52 105 166 387 400 18.714 13.198 12.813 1.228 6.383 953 1.108 1.865 11. A Tanzânia e a República Democrática do Congo viram igualmente os fluxos de IDE serem reforçados em 2012.006 5.572 Suazilândia 106 66 136 93 90 1. UNCTADstat Nos últimos 2 a 3 anos registou-se um forte aumento da atratividade de Moçambique como destino de IDE. verificou-se também uma diminuição dos fluxos de IDE para a África do Sul com uma queda de 24 por cento para US$ 4. 64 .018 2.365 1.788 Tanzânia SADC Fonte: UNCTAD.6 milhões. Por outro lado.229 1.729 1.663 5.706 Zâmbia 939 695 1.218 Namíbia 720 522 793 816 357 Seicheles 130 118 160 144 114 África do Sul 9. muito tendo contribuído os projetos associados ao potencial de desenvolvimento da exploração de LNG – Gás Natural.004 4.177 8.

constituindo aqui também uma oportunidade de investimento. a par de um incremento do tecido industrial com potencial exportador. O tecido industrial deverá ser igualmente alvo de crescimento a prazo como resultado da política de fomento. em particular as de menor dimensão. Os planos de desenvolvimento e reforço de integração gerarão a prazo oportunidades de modernização económica da região e intensificação de trocas comerciais. a aceleração esperada da Economia colocará mais capital a circular nas ruas. tem focos desenvolvimento no projeto de exploração de gás natural. com elevada concentração de exportações de petróleo para a África do Sul. sendo que. os quais poderão ser impulsionados pela concretização das ZCL e dos instrumentos para o desenvolvimento de setores industriais competitivos a nível global. Dem. Químicos e Combustíveis. Oportunidades de investimento na modernização da agricultura e do tecido industrial A SADC constitui uma geografia de oportunidade de IDE. apresenta uma estrutura produtiva bastante diversificada. mas com estruturas produtivas substancialmente diferentes. As exportações com maior volume destinam-se à Zâmbia (19%). até às atividades de logística e serviços. sendo que este conjunto de nações importa. verificou-se um declínio das relações comerciais relativas com os EUA. De igual modo. bens manufaturados e químicos constituem cerca de 75% das importações da SADC. fundamentalmente. extração e exploração possam prosperar a médio / longo prazo. da Namíbia e das Seicheles. Zimbabué (18%). 65 . A oportunidade que o gás natural poderá gerar tem levado a um intensificar dos níveis de IDE para Moçambique. agregando cerca de US$ 650 mil milhões de PIB e mais de 285 milhões de habitantes. A África do Sul. na contribuição para o seu desenvolvimento. respetivamente. em termos de balança comercial. passando pela indústria agroalimentar. bem como do incremento do rendimento da população e do consumo privado. de Madagáscar. De fato. A heterogeneidade económica dos EMs da SADC releva o peso da África do Sul e Angola. combustíveis. No quadro da estratégia do Governo de Angola surge o fomento à diversificação da economia. desde o setor agrícola. representando 43% das exportações intra-SADC e com elevada diversidade de produtos exportados. a prazo. excetuando o que respeita a combustíveis que são exportados a partir da Índia e também de Angola (por refinar). As importações de fora da SADC têm origem na sua maioria da China.7. Botsuana (12%). que representam cerca de 60% e 18% do PIB da região. Moçambique (18%). EUA. Maquinaria e Equipamento de Transporte. SADC. Esta opção governativa introduz um conjunto de oportunidades de investimento no tecido empresarial local. presentemente as importações de maquinaria. que desde 2010 têm crescido a um ritmo superior a 100% ao ano. fomentando o aumento do consumo de bens duradouros e bens não . Fortalecida por uma Balança Comercial positiva. desde o final da década de 90. Por outro lado. Congo (10%).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. Aliás. Moçambique. Angola (10%) e Rep. as restantes 13 economias representam cerca de 22% do PIB (dados de 2012). O petróleo é particularmente significativo na estrutura económica angolana. como resultado da incapacidade de refinação dos países produtores de petróleo (Angola em particular) e da menor industrialização das economias. a que não ficará alheia a modernização e maior integração do mercado de capitais e do sistema financeiro. o desempenho económico e a balança comercial dos países da SADC encontram-se altamente correlacionados com o crescimento da economia chinesa. Alemanha e Reino Unido. Estas mudanças são particularmente expressivas no caso da África do Sul. Angola representa 25% das trocas comerciais da SADC. sendo o parceiro dominante nas trocas comerciais intra-regionais. estimando-se que todas as atividades no cluster da prospeção. a par das atividades subsidiárias e acessórias ao mencionado cluster. deixando assim os países da SADC menos expostos ao desempenho da Economia norte-americana. de Angola. quando comparada com as restantes economias da região.duradouros.

oportunidades de mecanização e incremento de produtividade. Frutas. ordenamento do território e construção e infraestruturas. Óleo de palma. que no seu conjunto representam cerca de 16% do PIB da região. Namíbia e Zâmbia. São também estes países que se têm apresentado menos atrativos à captação de IDE. Zâmbia e Zimbabué. Educação. na sua maioria. Principal fonte de emprego. Acresce ainda que é um setor que em muitos países apresenta fortes índices de exportação. 1. Saúde. Açúcar. As oportunidades de investimento no Turismo têm sido. Sorgo. Milho. Saúde. Indústria naval. é preponderante nas economias do Botsuana. Turismo. seja pela sua dimensão. a prazo. Bangoka International Airport. A indústria extrativa. Energia. Chá. Lubumbashi International Airport Banana SADC Congo RD (produtos e serviços associados aos setores) 66 . concretizadas nas Seicheles e Maurícias. Mandioca. Kasane Airport Maun Airport N/A Café. Cacau. Banana. Amendoim Indústria mineira. apresentando um peso relevante na Balança Comercial desses países. Amendoim. sendo que o Botsuana (Bacia do Okavango). Algodão. Feijão. Indústria mineira. a criação de uma indústria de Turismo. o qual impulsionará atividades de serviços profissionais nas áreas do ambiente. N'Djili International Airport. Madagáscar. seja pela sua estrutura produtiva. Indústria têxtil. Principais setores de oportunidade por país. Angola tem também como objetivo. Milho. aeroportos e portos Região País Principais produtos agrícolas Oportunidades Principais aeroportos Principais portos para o bloco Botsuana Pecuária. Borracha. Produtos de madeira Agricultura. Kalandula e junto ao Okavango.8. Indústria alimentar Goma International Airport. na maioria das explorações. Telecomunicações. Maláui. em particular a mineira. República Democrática do Congo.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A agricultura surge com principal relevo no Lesoto. Girassol. a agricultura apresenta. promovendo o desenvolvimento de 3 polos turísticos em Cabo Ledo. Moçambique e Namíbia vêm apostando no desenvolvimento deste setor. Indústria têxtil Francistown International Airport. Tanzânia. concentrando-se as oportunidades de negócio neste cluster. Sir Seretse Khama International Airport. Tubérculos.

Turismo. Batata. gado. Turismo Walvis Bay Luderitz Agronegócio. Atum Maurícia Namíbia Seicheles Alimentos. Feijão. Mandioca Bananas. Indústria alimentar. Lilongwe International Airport Chipoka Monkey Bay Nkhata Bay Nkhotakota Chilumba N/A Moshoeshoe International Airport Milho. nozes de macadâmia. Indústria alimentar. amendoim. Uvas. cabras Lesoto Madagáscar Maláui Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP . Produtos de origem animal Tabaco. Pecuária. Saúde. Coco (fibra de coco) corda. Sorgo. Banana. milho. Pecuária Café. Mineração. Cevada. Indústria mineira. Milho. cana-deaçúcar. Baunilha. Amendoim. Indústria têxtil. Construção de barcos.67 Windhoek Hosea Kutako International Airport Seychelles International Airport N/A Sir Seewoosagur Ramgoolam International Airport Agricultura. Turismo Pesca. Arroz. Cacau. Turismo Chileka International Airport. Indústria têxtil. Turismo Indústria mineira. Bebidas Port Louis Cana de açúcar. Cana-de-açúcar. Chá. chá. Indústria petrolífera Indústria automóvel Ivato International Airport Antsiranana Mahajanga Toamasina Toliara Agricultura. Canela. Batatadoce. Gado. Leguminosas. leguminosas. Baunilha. Vestuário. Bebidas. Aves. Têxteis. Peixe Cocos. Construção. Cabras. Banana. Indústria alimentar. Peixe Sorgo. Mineração. sorgo. Amendoim. Turismo. Tecnologia. Indústria alimentar. Processamento de coco e baunilha. Cravo. Mandioca. Energia. Trigo. Legumes. algodão. Artesanato. batata. mandioca.

Chá. Indústria de calçado. Harare International Airport Binga Kariba Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 68 . Algodão. Ovelhas Agricultura. Milho. Amendoim. Serviços financeiros. Legumes. Sorgo. Milho. Café. Algodão. Kilimanjaro International Airport Dar es Salaam Zanzibar Zâmbia Milho. Turismo Lusaka International Airport Mpulungu Zimbabué Milho. Indústria têxtil. Tabaco. Castanha de Caju. Bananas. Tabaco. Aves. Sorgo. Frutas. Turismo Matsapha International Airport N/A Tanzânia Café. Leite. Mineração. Turismo Julius Nyerere International Airport. Mineração. Amendoim. Suínos. Indústria alimentar. Arroz. Ovos. Indústria alimentar. Caprinos. Tabaco. Indústria têxtil. Ovinos. Amendoim. Gado. Mandioca. Arroz. Indústria automóvel. Suínos Agricultura. Café.Suazilândia Cana de açúcar. Trigo. Mineração. Indústria petrolífera. Peles Agricultura. Algodão. Cabras. Indústria têxtil. Energia. Mineração. Semente de girassol. Ovinos. Bovinos. Flores. Caprinos Agricultura. Tabaco. Cana-deaçúcar. Caprinos. Legumes. Abacaxi. Bovinos. Algodão). Sisal. Mandioca. Turismo Joshua Mqabuko Nkomo International Airport. Trigo. Laranjas. Indústria de calçado.

por ordem decrescente. Máquinas de processamento de dados. alumínio. Outras carnes e miudezas comestíveis. Equipamento para distribuição de energia elétrica.870 milhões. Gorduras vegetais e óleos. tabuleiro. Alumínio. Principais produtos importados pelos países da SADC e oportunidades para as empresas Portuguesas A SADC apresenta um conjunto alargado de oportunidades para as empresas portuguesas em termos de exportações e que. Bombas. cantoneiras. Energia.9 mil milhões: Do total dos produtos importados por Moçambique aos seus parceiros comerciais no total de US$ 6 mil milhões. Máquinas para a construção civil. Peças e acessórios de veículos. aço. alumínio.025 mil milhões. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Pérolas. tabuleiro. limpeza e de polimento. aço. Tubos e perfis ocos. Aparelhos para circuitos elétricos. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). painéis. por ordem decrescente. no montante de US$ 5. refinado. Peças e acessórios dos veículos. alumínio. os 25 principais produtos que representam 51% das importações. Máquinas de energia elétrica e componentes. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Bebidas alcoólicas. Materiais de construção. Veículos automóveis para transporte de pessoas.3 mil milhões. Calçado. painéis. Aparelho para circuitos elétricos. Metais comuns. Tabaco. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Mobiliário e peças. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Equipamento de telecomunicação. Equipamento para distribuição de energia elétrica. Equipamento e componentes mecânicas. Roupas e outros artigos têxteis. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Máquinas e aparelhos elétricos. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Veículos a motor para transporte de mercadorias. no montante de US$ 3. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Peixe fresco ou congelado. Aeronaves e equipamentos associados. Arroz. identificamos de seguida. Do total dos produtos importados pelo Botsuana aos seus parceiros comerciais no. Eixos de transmissão. geradores. Máquinas e aparelhos elétricos. por ordem decrescente. Barras de ferro e aço. Energia. identificamos de seguida.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 1. no total US$ 5. alumínio. conservados. Fertilizantes. Cereais em grão. Mobiliário e peças. Bebidas não alcoólicas. os 25 principais produtos que representam 50% das importações. aço. Maquinas para a construção civil. Produtos comestíveis e preparações. Farinha de trigo e farinha de trigo com centeio. Geradores. Trigo e centeio em grão. Alumínio. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. preparados. Ferramentas mecânicas e outras. identificamos de seguida. aço.167 milhões. Estruturas e peças de ferro. Barras de ferro e aço. Bombas para água. 69 . Geradores. Máquinas e aparelhos elétricos. Mobiliário e peças. Carvão. Sabonetes. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. poderão ser potenciados por Moçambique. painéis. Estruturas e peças de ferro. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados pela República Democrática do Congo aos seus parceiros comerciais no. acessórios de ferro e aço. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. no montante de US$ 2. Carne. Materiais de construção. Tecidos de algodão. Do total dos produtos importados pela SADC a Portugal. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). perfis e seções. comestíveis. barras. Aparelho para circuitos elétricos. refinado. identificamos de seguida. Produtos laminados planos de ferro e aço. Produtos comestíveis e preparações. Máquinas para a construção civil. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. pedras preciosas e semipreciosas. Estruturas e peças de ferro. Trigo e centeio em grão. os 25 principais produtos que representam 51% das importações. Tubos e perfis ocos. Máquinas para a construção civil. Componentes para máquinas de energia elétrica.9. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. compressores a gás e ventiladores.1 mil milhões. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Produtos residuais de petróleo. Equipamento de telecomunicação. tabuleiro. Papel e cartão. Madeira e aparas de madeira. perfis e seções. no montante de cerca de US$ 3 mil milhões. Gorduras vegetais e óleos. total US$ 6. miudezas. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Metais comuns. cantoneiras. Material para impressão. Equipamento de telecomunicação. Metais comuns. Materiais de construção. Artigos plásticos. os 25 principais produtos que representam 55% das importações. de ferro e aço. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). total US$ 8. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Estruturas e peças de ferro. em muitos casos. por ordem decrescente.

e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%.4 mil milhões.4 mil milhões. Metais 70 . Produtos residuais de petróleo. folheados. Preparações de cereais.05 mil milhões. Perfumaria e cosméticos. Do total dos produtos importados pela Namíbia aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 6. Do total dos produtos importados pela Maurícia aos seus parceiros comerciais no. Arroz. Gorduras vegetais e óleos. refinado. aço não ligado. identificamos de seguida. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Tecidos de malha. Barras de ferro e aço. Trigo e centeio em grão. perfis e seções. Veículos automóveis para transporte de pessoas. os 25 principais produtos que representam 54% das importações. Gorduras vegetais e óleos. os 25 principais produtos que representam 54% das importações. revestidos. Embarcações. total US$ 5. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados por Madagáscar aos seus parceiros comerciais no. Minerais em bruto.7 mil milhões. porcas. pedras preciosas e semipreciosas. identificamos de seguida. Óleos essenciais e perfumes. Materiais de construção. parafusos. Artigos de matérias têxteis. Sabonetes. Pregos. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Fios têxteis. Gorduras vegetais e óleos. no montante de US$ 3. identificamos de seguida. no montante de cerca de US$ 1.679 milhões. Os óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. no montante de cerca de US$ 5. Materiais de construção. Do total dos produtos importados pelo Maláui aos seus parceiros comerciais no. Equipamento de telecomunicação. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Calçado. Lã. Fios têxteis. parafusos. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. produtos de limpeza e de polimento. revestidos. folheados. refinado. Produtos comestíveis e preparações. Peixe fresco ou congelado. Tecidos de algodão. Perfumaria e cosméticos. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Fertilizantes. no montante de cerca de US$ 513 milhões. Carvão. Máquinas e aparelhos elétricos. painéis. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Veículos automóveis para transporte de pessoas. Peixe fresco ou congelado. por ordem decrescente. Veículos a motor para transporte de mercadorias.5 mil milhões. por ordem decrescente. Artigos de plástico. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Elementos químicos inorgânicos. Metais comuns. Arroz. Recetores de televisão. Motores de pistão de combustão interna e componentes. Outros tecidos. do fracionamento. total US$ 2. Tabaco. refinado. os 25 principais produtos que representam 68% das importações. Tecidos de algodão. Estruturas e peças de ferro. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Sabonetes. Pérolas. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Veículos automóveis para transporte de pessoas. melaço e mel. Aparelhos elétricos de diagnóstico para as ciências médicas. Embarcações. Automóveis. rebites e semelhantes. Outras refeições à base de cereais e farinha. Carvão. Tecidos de malha. Equipamento de Do total dos produtos importados pelas Seicheles aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 752 milhões. Tecidos de algodão. identificamos de seguida. Tabaco. Equipamento de telecomunicação. farinha de frutas ou vegetais. óxidos e sais de halogéneo. Mobiliário e peças. Máquinas de processamento de dados. Máquinas para a construção civil. aço. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares.6 mil milhões. total US$ 3. Polímeros de etileno. Mobiliário e peças. Aparelho para circuitos elétricos. Papel e cartão. Outras carnes e miudezas comestíveis. Pérolas. Materiais de construção. Milho. por ordem decrescente.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Do total dos produtos importados pelo Lesoto aos seus parceiros comerciais no. no montante de US$ 1. Artigos de plástico. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Máquinas e aparelhos elétricos. no montante de cerca de US$ 1. Peixe fresco ou congelado. identificamos de seguida. cantoneiras. os 25 principais produtos que representam 56% das importações. Propano e butano liquefeito. farinha de frutas ou vegetais. Açúcar. Leite e produtos lácteos. Equipamento de telecomunicação. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Produtos laminados de ferro. Produtos medicinais e farmacêuticos. pedras preciosas e semipreciosas.7 mil milhões. Produtos laminados de ferro. por ordem decrescente. Máquinas e aparelhos elétricos. Automóveis. Artigos de plástico.7 mil milhões. Madeira e aparas. Trigo e centeio em grão. Minérios de cobre. Leite e produtos lácteos. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Fios têxteis. Mobiliário e peças.7 mil milhões. por ordem decrescente. Equipamento de telecomunicação. identificamos de seguida. produtos de limpeza e polimento. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Preparações de cereais. Material para impressão. Farinha de trigo e farinha de trigo com centeio. os 25 principais produtos que representam 53% das importações. Tecidos artificiais. Papel e cartão. Gás natural. Trigo e centeio em grão. alumínio. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Gorduras vegetais e óleos. aço não ligado. os 25 principais produtos que representam 57% das importações. por ordem decrescente. total US$ 2. Artigos de matérias têxteis.

Mobiliário e peças. Veículos automóveis para transporte de pessoas. perfis e seções. farinha de frutas ou vegetais. em formas primárias. Preparações de cereais. Veículos a motor para transporte de mercadorias. os 25 principais produtos que representam 61% das importações. Barras de ferro e aço. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Minérios de cobre e seus concentrados. Tecidos artificiais. Cobre. Recipientes de metal para armazenamento ou transporte. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados pelo Zimbabué aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 4. Aeronaves e equipamentos associados. Artigos de matérias têxteis. Cobre.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP telecomunicação. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Tecidos de malha. Motocicletas e velocípedes. Materiais de construção. Máquinas para a construção civil. produtos de limpeza e de polimento. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Açúcar. Do total dos produtos importados pela Suazilândia aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 2 mil milhões. Cobre. Calçado. Máquinas de processamento de dados. Farinha de trigo e farinha de trigo com centeio. no montante de cerca de US$ 5 mil milhões. Níquel minérios e concentrados. Produtos comestíveis e preparações. no montante de cerca de US$ 1. Veículos automóveis para transporte de pessoas. Automóveis.9 mil milhões. Bebidas alcoólicas. Metais comuns. perfis e seções. Fertilizantes. Equipamento de telecomunicação. revestidos. Do total dos produtos importados pela Zâmbia aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 8. Óleos brutos de petróleo e outros. Estruturas e peças de ferro. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Geradores.7 mil milhões. Outras carnes e miudezas comestíveis. os 25 principais produtos que representam 59% das importações. Tules. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Barras de ferro e aço. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Preparações de cereais. Artigos de plástico. Sumos de frutas e de vegetais. Legumes. Automóveis. cantoneiras. barras. Aeronaves e equipamentos associados. Metais comuns. Papel e cartão. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Artigos de plástico. Máquinas e aparelhos para as indústrias particulares.4 mil milhões. Trigo e centeio em grão. óxidos e sais de halogéneo. melaço e mel. Embarcações.3 mil milhões. Produtos laminados planos de ferro. Sabonetes. cantoneiras.2 mil milhões. fitas e outras mercadorias pequenas. Veículos automóveis para transporte de pessoas. óxidos e sais de halogéneo. Energia. por ordem decrescente. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). farinha de frutas ou vegetais. Aparelhos de medição. aço não ligado e não revestido. Sais metálicos e 71 . Trigo e centeio em grão. os 25 principais produtos que representam 61% das importações. Produtos diversos das indústrias químicas. produtos de limpeza e de polimento. Artigos plásticos. Outras matérias plásticas em formas primárias. Polímeros de etileno. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Produtos comestíveis e preparações. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Metais comuns. Bebidas alcoólicas. Óleos essenciais e perfumes. Peças e acessórios dos veículos. refinado. Gorduras vegetais e óleos. Barras de ferro e aço. comuns. pedras preciosas e semipreciosas. cantoneiras. Trigo e centeio em grão. Produtos laminados de ferro. Bombas de água. Elementos químicos inorgânicos. por ordem decrescente. Sabonetes. Material para impressão. Veículos a motor para transporte de mercadorias. perfis e seções. identificamos de seguida. por ordem decrescente. Outros produtos químicos orgânicos. Peças e acessórios de veículos. Equipamento de telecomunicação. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Produtos diversos das indústrias químicas. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Papel e cartão. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Açúcar. Bebidas alcoólicas. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). os 25 principais produtos que representam 52% das importações. folheados. identificamos de seguida. Tecidos de algodão. Outras carnes e miudezas comestíveis. Máquinas para a construção civil. Recipientes de metal para armazenamento ou transporte. Máquinas para a construção civil. Máquinas para a construção civil. por ordem decrescente. Milho. aço não ligado. rendas. Gorduras vegetais e óleos. Fertilizantes. Tubos e perfis ocos. Mobiliário e peças. produtos de limpeza e de polimento. Refeições à base de cereais e farinha. refinado. Máquinas e aparelhos elétricos. no montante de cerca de US$ 6. Equipamento de telecomunicação.2 mil milhões. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados pela Tanzânia aos seus parceiros comerciais no total de cerca de US$ 11. Minérios e concentrados de metais básicos. Tabaco. identificamos de seguida. Sabonetes. identificamos de seguida. análise e controle. Equipamento de telecomunicação. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Fertilizantes. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Veículos automóveis para transporte de pessoas. no montante de cerca de US$ 2. Aparelhos e equipamentos fotográficos. Arroz. Leite e produtos lácteos. Semirreboques. Equipamento de telecomunicação. aço e alumínio. melaço e mel. Elementos químicos inorgânicos. Material para impressão. Pérolas. Energia. Artigos plásticos. Artigos de plásticos. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%.

tabuleiro. painéis. por ordem decrescente. Máquinas para a construção civil. aço. caldeiras. Veículos a motor para transporte de mercadorias. Tubos e perfis ocos. Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. total US$ 24 mil milhões. compressores a gás e ventiladores. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias. cubas. reservatórios. Óleos brutos de petróleo. Bebidas alcoólicas. painéis. Equipamento de telecomunicação. folheados. por ordem decrescente. outras. Peças e acessórios dos veículos. Turbinas a vapor e componentes. Pneus de borracha e câmaras-de-ar. Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). ferro e aço. ferro. perfis e seções. Veículos para transporte de pessoas.811 milhões. Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares. Ferramentas mecânicas. materiais em bruto. análise e controle. Países analisados autonomamente Do total dos produtos importados por Angola aos seus parceiros comerciais no. Peças e acessórios de veículos. 2012 72 . Mobiliário e peças. de ácidos inorgânicos. Máquinas de processamento de dados. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Equipamento para distribuição de energia elétrica. Geradores. Peças e acessórios para máquinas. Arroz. os 25 principais produtos que representam 49% das importações. Papel e cartão. alumínio. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70%. Aeronaves e equipamentos associados. acessórios. cantoneiras. análise e controle. identificamos de seguida. Aparelhos de medição. Fertilizantes. Aparelho para circuitos elétricos. peroxossais. Calçado. Preparações de cereais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP acessórios. Aparelhos para canalizações. Metais comuns. e a negrito os produtos que poderão representar oportunidades de exportação para as empresas portuguesas: Do total dos produtos importados a África do Sul aos seus parceiros comerciais no total de US$ 124 mil milhões. Ferramentas mecânicas e outros. os 25 principais produtos que representam 43% das importações. Equipamento mecânico e componentes. Veículos a motor para transporte de mercadorias. compressores de gás e ventiladores. Carnes e miudezas comestíveis. aço. Estruturas e peças de ferro. Veículos automóveis para transporte de pessoas. identificamos de seguida. Aparelho para circuitos elétricos. UNCTADstat. Equipamentos de aquecimento e refrigeração. Barras de ferro e aço. revestidos. Aparelho para circuitos elétricos. Produtos laminados planos de ferro e aço. Automóveis. Artigos de plástico. farinha de frutas ou vegetais. Produtos diversos da indústria química. Aparelhos de medição. Máquinas para a construção civil. Bombas. Bombas. tabuleiro. Máquinas e aparelhos elétricos. tabuleiro. Fonte: UNCTAD. no montante de US$ 11. Materiais de construção. Equipamento de telecomunicação. Tecidos artificiais. Motocicletas e velocípedes. no montante de US$ 54 mil milhões. painéis.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.África do Sul O país com maior peso na região 73 .

1.16% Namíbia 1. A sua importância no continente Africano foi confirmada pela inclusão no acrónimo BRICS (Brasil.24% Malauí Maurícia 0. PIB da economia Sul-Africana A África do Sul é o país com maior peso na região.75% Botsuana 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.1. dispõe de uma razoável rede de infraestruturas e transportes e apresenta um sistema financeiro bastante desenvolvido. 41 World Bank Fonte: FMI (Fundo Monetário Internacional). e Análise BPI agosto 2013 42 74 . Macroeconomia 2. Análise do Orçamento de Estado de 2012 da República da África do Sul.53% Lesoto 0. África do Sul. É uma economia abundante em recursos naturais. diamantes e carvão. Gráfico 40 – Representação da percentagem do PIB dos EM na SADC Tanzânia Zâmbia 4. ouro.14% Angola 17.38% Congo R.35% 3.66% Madagáscar 1. representando mais de 59% do PIB da SADC. China e África do Sul .61% 1. IFI (Instituto de Finanças Internacionais). Índia.57% 42 A economia da África do Sul é a maior e mais sofisticada do continente Africano.South Africa).58% 41 Zimbabué 1. representando cerca de 34% do PIB da África Subsaariana e 59% do PIB da SADC.66% Seicheles 0.97% Moçambique 2. como platina.18% Suazilândia 0. O país com maior peso na região 2. Rússia.22% África do Sul 59.1.D 2.

Assim. No entanto. 43 Fontes: African Economic Outlook. 2.766 2008 2008 3. tendo a economia sido afetada pela instabilidade no mercado laboral e pela diminuição dos preços nas matérias-primas. e com as previsões orçamentais. comunicações e habitação social).265 5.1 7. 2013 75 . tendo subido de 20% do PIB em 2011. por via da realização do Mundial de Futebol.951 2. O Governo previu para o ano de 2013 um aumento na despesa pública. tudo indica que este aumento está a decorrer a um ritmo inferior quando comparado com os resultados do exercício anterior. Orçamento Geral do Estado43 A situação orçamental da África do Sul é sólida.507 5.1.5 2009 2010 2011 2009 2010 2011 2012 -1. A importância deste setor resulta do facto da África do Sul ser um país bastante rico em recursos minerais. muito embora se tenha registado uma ligeira quebra no exercício de 2012.6 3.Evolução anual do PIB per capita em US$ Gráfico 42 . resulta da contribuição positiva das exportações (evolução dos preços das commodities). mas também da procura interna.5 2012 Após o decréscimo do PIB registado em 2009 a trajetória de crescimento do PIB recuperou. Para além deste setor.5% (segundo o FMI e o IFI). a agricultura e o turismo . Em 2011 o crescimento do PIB de 3. o maior produtor de platina (com uma quota mundial de 76%). o ritmo moderado do seu crescimento tem afetado negativamente as receitas. tendo contribuído em 2010 com cerca de 8.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 41 . O setor mineiro apresenta-se como um dos setores mais importantes da economia Sul-Africana. que visaram apoiar o crescimento e o emprego.Taxa de crescimento anual do PIB PIB (variação anual) PIB per capita (USD) 3. o 5º maior produtor de ouro e o 4º maior produtor de diamantes (em volume e valor). aqueles que têm maior peso no crescimento económico do país são as infraestruturas (transportes. o país foi o maior produtor mundial de crómio.9% em 2012. Relatório Económico Anual – Banco Central da África do sul. energia.6% para o PIB e em 2011 com cerca de 10% (Análise BES 2012). a despesa pública governamental aumentou. para 4. Em 2010. para 29.5 7.2% do PIB em 2012. Os maiores défices orçamentais recentes foram consequência de medidas anticíclicas do Governo. A degradação contínua do crescimento económico verificada nos principais parceiros comerciais do país também não contribuiu para inverter esta tendência.1% do PIB em 2011. em parte como resultado do conjunto de políticas governamentais de estímulo fiscal e da recuperação da procura interna.591 7. Apesar da economia Sul-Africana ter continuado a crescer desde a recessão de 2009.2. O défice do setor público administrativo aumentou ligeiramente de 4.

e através de financiamento externo com vista a financiar investimentos em infraestruturas.3.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. a longo e a curto prazo (para um período de três anos). estão alinhadas com as notações das outras principais agências de notação de risco de crédito. em grande parte.de A3 para Baa1. Devido à natureza da moeda nacional e dos mercados de capitais.1. ao aumento do financiamento junto dos mercados de capitais internacionais pelo Governo.8% do PIB em 2011. A estratégia para a gestão da dívida faz parte integrante das amplas políticas de sustentabilidade do Governo. O rácio do serviço da dívida (que avalia a proporção das receitas da exportação necessárias para pagar o serviço da dívida). sendo improvável que afetem o acesso do país aos mercados de crédito internacionais. Cumpre informar que as notações revistas. 44 Fonte: African Economic Outlook 76 . para 3. aumentou de 93. e de obrigações indexadas à inflação.9 mil milhões) do PIB em 2011. para cerca de US$ 105 mil milhões em 2012. Dívida Pública externa e interna44 A dívida pública interna aumentou substancialmente.. A dívida pública externa reduziu de 3. de obrigações de taxa fixa. para 29. enquanto a dívida externa total passou de 27% (US$ 50. O aumento da dívida externa deveu-se. sendo de destacar afixação dos objetivos líquidos de financiamento.8% em 2011. emitidas pela Moody’s.4% em 2012.2% (US$ 53. A dívida nacional corresponde a 90% do endividamento total. tendo passado de cerca US$ 87 mil milhões em 2011. para US$ 119 mil milhões em 2012. pelo setor bancário. O total da dívida bruta aumentou de cerca US$ 97 mil milhões. para 96. que incluem projeções detalhadas de componentes internos e externos. a fonte de financiamento primária para o défice orçamental continua a ser a contratação de empréstimos internos através de uma combinação de títulos do Tesouro. bem como as notações dos depósitos externos das principais instituições financeiras e dos bancos comerciais.3 mil milhões) em 2012. a 31 de março de 2011.7% em 2012. A Moody’s desceu a notação do crédito soberano da África do Sul em um nível .

Kimberley Process Certification Scheme available at: https://kimberleyprocessstatistics. Em 2011. a África do Sul foi considerada a 5ª maior produtora de ouro.2. em grande parte. ao contrário do que sucede no resto do continente Africano. no ranking mundial dos destinos turísticos.87% ). o setor mineiro contribuiu 10% para o PIB do país. PIB por setor 2011 Serviços Pessoais Serviços Públicos 10% 2% 7% Serviços Financeiros e imobiliário 16% Transportes e comunicação 13% Turismo e Comércio 3% Construção 5% 21% Eletricidade.org/ 46 77 . pescas e florestas No setor dos serviços. Câmara de Minas da África do Sul BES Research Africa do Sul. O crescimento do setor deveu-se. sendo um dos setores determinantes na contribuição para o PIB.2.África do Sul. a África do Sul não deixa de ter relevantes fundações agrícolas.8% (tem vindo a reduzir os níveis de extração nos últimos anos) e a 4ª maior produtora de diamantes em valor (apresentando 46 uma quota mundial de 9. com uma quota mundial de 3. A agricultura. os serviços financeiros e o imobiliário desempenham um papel de relevo no desenvolvimento da África do Sul. em 2010.Para além disso. De salientar que a África do Sul dispõe de uma estrutura financeira sofisticada. o turismo vem-se apresentando como um importante setor na sua Economia. do investimento na Economia. Gráfico 43 . tem um peso diminuto no PIB do país.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. aumentando para 525 mil empregados em 2012 . PIB por Setor O papel do Governo é relevante ao ponto de assegurar 40%. estimando-se que com os efeitos indiretos destas contribuições ascendam a 20%. a África do Sul posicionava-se. gás e água 15% Indústria Transformadora 8% Mineração Agricultura. Neste setor destaca-se o vinho.5%. o 2º destino mais visitado do continente Africano (depois de Marrocos).1. é considerado o principal produtor de milho na região SADC. Junho 2013. ocupando o país. A indústria extrativa tem um peso preponderante no PIB sul-Africano. em 31º lugar. contribuindo fortemente para os níveis de emprego. Conforme referido. com uma quota mundial de 6. O setor 45 empregou cerca de 520 mil pessoas em 2011. o 7º lugar do ranking mundial de produção. Estrutura produtiva 2. No entanto. sendo a Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE Limited) a maior de África. Com uma balança 45 Facts about South African Mining-August 2013. Em 2011. a um aumento da atividade dos bancos comerciais. Em 2011.

tendo um papel vital no desenvolvimento rural e na redução do desemprego local. bem como os seus clientes e fornecedores. O objetivo deste departamento é o de impulsionar o investimento e a produtividade. criação de novas empresas e o desenvolvimento de novas competências. Composição do Setor Empresarial do Estado O Departamento de Empresas Públicas (Department of Public Enterprises – DPE) é o representante do Governo com responsabilidade pelas seguintes empresas detidas pelo Estado (State Owned Companies SOC):    Setor da Energia e Extração Mineira . Setor da Produção . Os investimentos em infraestruturas são um elemento fulcral da estratégia de crescimento.Denel. África do Sul apresenta uma estrutura agrícola positiva. realçando a capacidade de autoabastecimento agrícola 47. os objetivos e atividades do departamento deverão estar em linha com os do Governo. A Eskom é responsável por 95% da energia usada na África do Sul e por cerca de 45% da energia usada em todo o continente Africano. Estas empresas são responsáveis pelo desenvolvimento de infraestruturas chave e contribuem para o aumento da capacidade de produção do país – por exemplo.Eskom e Alexkor. e as empresas detidas pelo Estado estão a implementar programas por forma a assegurar que são criadas oportunidades sustentáveis para investir. a Komatiland Forests.2. e um peso muito importante em vários domínios da região da África Subsariana.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP agrícola positiva de (2011/2012).2. industrialização. Para que tal aconteça. Setor dos Transportes . 2.South Áfrican Airways. Safcol e Broadband Infraco. a principal filial da Safcol. e transformar o leque de empresas do Estado. Estas empresas têm um papel fundamental no crescimento económico do país.Indústrias Florestais de Manica -. detém 80% da companhia de florestas moçambicana . Transnet e South Áfrican Express Airways. por forma a incentivar o crescimento. 47 Conclusões com base nos dados do Economic Review of the South African Agriculture 2011/2012 78 .

nomeadamente o ainda significativo flagelo da incidência de VIH. ineficiência das entidades públicas e um crescimento mundial mais fraco. uma população que vive com escassos rendimentos (contextos que explicam os elevados índices de criminalidade). entre os fatores que mais contribuem para esta situação. ainda que o cenário do FMI aponte para um crescimento de 2.Crescimento anual do PIB (1994-2018). A desaceleração da Economia da África do Sul é consistente com o abrandamento da taxa de crescimento dos BRICS e da economia mundial. sobretudo jovem. 48 Fonte: FMI. Por outro lado. A nível económico. e para 2015 as instituições internacionais esperam um crescimento de 3. IFI. Vários são os fatores limitativos do potencial crescimento da África do Sul: um mercado de trabalho ineficiente.1. com grande falta de formação técnica e infraestruturas deficitárias e degradadas. as elevadas taxas de criminalidade.2. O retomar das taxas de crescimento de 5%. Perspetivas futuras Gráfico 44 . Para 2014. causando roturas nos transportes e na atividade económica. prevendo o FMI um crescimento de apenas 3. Mais recentemente. a média das previsões de instituições internacionais aponta para um crescimento de 3. a expansão da classe média.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.4%. corrupção. A maior economia Africana.0%. Neste ponto. e também da conjuntura mundial. pontua a dificuldade sentida nos últimos anos em alcançar patamares de expansão mais robustos.BPI Research agosto 2012 79 . o comportamento volátil do setor de extração e transformação de minério. No entanto. Análise do Orçamento de Estado de 2012 da República da África do Sul . 2. Política económica 2. a África do Sul continua a debater-se com desafios significativos. para além de questões de saúde pública. que permitam sustentar a trajetória de desenvolvimento e prosseguir na senda do crescimento. encontra-se pois dependente de alterações da estrutura económica.3. designadamente. enfrenta um alto nível de desemprego.3.3. 48 África do Sul As perspetivas de crescimento futuro continuam a refletir uma incapacidade estrutural do país em retomar o crescimento registado na última década.5%.7%. continuarão a atrasar o crescimento do país. o impacto desfasado das políticas económicas restritivas antes da crise de 2008. e a 28º do mundo. e o recuo da procura externa e dos preços das commodities nos mercados internacionais. verificam-se alguns aspetos positivos como. A fraca qualidade do ensino e lacunas ao nível da educação contribuem também para o posicionamento mais frágil em termos de desenvolvimento. destacam-se a deficiente oferta de energia elétrica. o Governo Sul-Africano anunciou as linhas gerais do Plano Nacional de Desenvolvimento (NDP) para 2030. Prioridades estratégicas da África do Sul Embora tenham ocorrido avanços significativos em determinadas áreas. que deverá estimular o consumo privado de bens duradouros e serviços e a melhoria de redes de transporte e estações elétricas que deverão permitir um reforço gradual da atratividade ao investimento externo .

na sigla original). com o objetivo de impulsionar o investimento e o crescimento económico. com o objetivo último de tornar o crescimento económico mais inclusivo. (iii) o aumento das exportações e (iv) a criação de mais emprego. Impulso ao desenvolvimento em infraestruturas até 10% do PIB.7 vezes em termos reais. em 2010. de 7% para cerca de 25% até 2030. 9. Melhoria da gestão e responsabilidade do serviço público. 8. Plano Nacional de Desenvolvimento – África do Sul: 10 Ações Prioritárias 1. O PIB per capita deverá aumentar de R50 000 por pessoa. impulso da competitividade do país e das exportações. a coordenação do Governo com outras áreas e eliminação da corrupção. Economia  O PIB deverá aumentar 2. até 2030 nas diversas dimensões.  As exportações (medidas em volume) deverão registar uma taxa de crescimento de 6% ao ano em 2030. e 10. Impulso ao investimento em setores com maior intensidade de trabalho (com especial foco na criação de emprego para os mais jovens). tem como principal foco (i) a melhoria do bem estar da população. o que implica uma taxa de crescimento médio anual do PIB de aproximadamente 5. através da modernização das infraestruturas de apoio à saúde pública. desenvolver a rede de transportes públicos e aumentar o rendimento dos trabalhadores em zonas rurais.  As poupanças nacionais deverão aumentar de 16% do PIB para 25% do PIB até 2030. Desenvolvimento do sistema de saúde. 2. aumentando a densidade populacional das cidades. para R110 000 por pessoa em 2030 (preços constantes). Desenvolvimento do sistema educativo. criando empregos mais próximos das zonas residenciais e desenvolvendo o mercado imobiliário. de uma maior formação e desenvolvimento dos profissionais de saúde e da redução do custo dos seguros privados de saúde (em relação aos seguros públicos). Redução da criminalidade através do reforço da justiça criminal e da melhoria do ambiente comunitário. com o nível de investimento fixo do setor público a aumentar cerca de 10% até 2030. Comércio  49 O comércio intrarregional da África Austral deverá aumentar. criado com o objetivo de introduzir uma estratégia de longo prazo para um combate definitivo à pobreza e para reduzir as desigualdades sociais até 2030. 3. reforçar o salário mínimo nacional.  O nível da formação bruta de capital fixo deverá crescer de 17% para 30%. melhorando o sistema de transportes. sindicatos e a sociedade civil) para reduzir a pobreza e as desigualdades. setor privado.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Plano Nacional de Desenvolvimento: Uma estratégia para o crescimento e desenvolvimento 49 O Orçamento para 2013 consubstancia os objetivos estratégicos de crescimento e redução da pobreza definidos no Plano Nacional de Desenvolvimento (“NDP”. 4. com a rubrica das exportações “não tradicionais” a crescerem cerca de 10% ao ano. Definição de uma estratégia para erradicar a pobreza e os seus efeitos que passe por reduzir o desemprego. 7. (ii) a redução dos custos associados à realização de negócios. Fontes: NDP 2030 – Governo África do Sul / BPI Research agosto 2013 80 Aumento estimado do comércio intrarregional na África Austral de 7% para 25% em 2030 . Reforma do espaço geográfico. As ações prioritárias têm por base um conjunto de medidas e objetivos futuros definidos pelo Governo. 5.4%. Criação de um pacto social (entre o Governo. O NDP. 6. Assegurar a sustentabilidade ambiental e a capacidade de proteção contra choques externos.

Este deverá registar um desenvolvimento considerável até 2030. de aproximadamente 3 milhões de contentores por ano para 20 milhões em 2040. Emprego  A taxa de desemprego deverá baixar de 24. de acordo com o Department water affairs – Rep of South África) e que este recurso é suficiente para satisfazer as necessidades relativas à agricultura e indústria. deverá aumentar de 29% para 40% até 2030.  A percentagem da população adulta a trabalhar. O porto de Durban concorre diretamente com o Porto de Maputo no qual foi anunciado em 2011 um investimento de US$ 750 milhões até 2030 .8 Energia  A proporção de pessoas com acesso à rede elétrica deverá aumentar pelo menos 90% até 2030 (segundo dados da IEA.  A percentagem da população adulta a trabalhar deverá aumentar de 41% para 61% até 2030.  Até 2030. (estima-se que cerca de 94% da população tenha acesso a água potável. Tabela 5 .9% em 2012 (junho 2012) para 14% em 2020 e 6% em 2030. Seguindo estas previsões.3 milhões).Objetivos definidos pelo Governo para o mercado de trabalho.9 23. a percentagem de utilizadores de transportes públicos no seu dia-a-dia deverá aumentar substancialmente.8 18. o “emprego total” deverá aumentar de 13 milhões para 24 milhões de pessoas empregadas. Transportes  Futuramente. World Energy Outlook 2011. e o número de pessoas sem eletricidade é de cerca de 12. 81 . nas áreas rurais. e será dada maior importância ao setor das energias renováveis.  Os programas do Governo para o apoio ao emprego deverão atingir 1 milhão de pessoas em 2015 e 2 milhões de pessoas até 2030. 2030 Objetivos 2010 2015 2020 2030 Taxa de desemprego (%) 25% 20% 14% 6% Emprego (milhões) 13 15. a taxa de eletrificação na África do Sul é de cerca de 75% nas zonas urbanas / centrais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP  O comércio da África do Sul com os países vizinhos deverá aumentar de 15% para 30% até 2030 . Água  Assegurar que toda a população tenha acesso a água limpa e potável. Um dos objetivos do Governo para 2030 é tornar os transportes públicos mais “amigos do utilizador e do ambiente” e mais económicos. a África do Sul precisará de mais 29 000 MW de eletricidade disponível. Portos  É esperado um aumento da capacidade portuária de Durban.

possuindo uma área de 1.Panorâmica das infraestruturas em África . Desde as eleições de 1994. varia bastante de província para província Figura 9 . o Zimbabué e Moçambique. PwC.1 milhões de quilómetros quadrados.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. A densidade populacional. 2013 82 . o Botsuana.4. como se poderá apreender da tabela ao lado. que o país se encontra dividido em nove províncias distintas. a África do Sul faz fronteira com a Namíbia.África do Sul. Infraestruturas e energia Panorâmica das infraestruturas na África do Sul Situada no extremo sul do continente Africano.

2010 . linhas ferroviárias.1 África do Sul 51.4 A atual degradação de infraestruturas é comumente apontada como um constrangimento ao crescimento (destacando-se o défice na rede de fornecimento elétrica. na rede de transportes e nas rodovias).462 45.039.1 KwaZulu-Natal 10. Note-se que de acordo com o índice de Competitividade Global do World Economic Fórum para 2012-2013.813 42.Investimento público em infraestruturas.º lugar (de um total de 144 países).939 76.267. Na tabela seguinte pode-se ver o investimento público previsto em infraestruturas.2 Transporte e logística 262.953 104.8 North West 3.868 125. em portos e no setor energético.404. Mas.755 43.561 1.734 129. acima do nível padrão da região.562.0 Limpopo 5.145.861 372.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Tabela 6 .0 Eastern Cape 6. entre 2010 e 2015.590 129. a nível de infraestruturas.178 675. e muitas delas encontram-se obsoletas.2015 Setor Total Serviços Económicos 677 Energia 296.1 Northern Cape 1. ainda assim.2 Saúde 36.5 Free State 2.7 Serviços às comunidades 57. o que é ampliado pelo fraco investimento no desenvolvimento das estruturas de apoio à capacidade produtiva.882 33.509.2 Água e saneamento 75.8 Mpumalanga 4.745.361 108. continua a existir falta de dinamismo no setor.825 21.272.495 52. As suas infraestruturas requerem manutenção.263 18. Apesar de em 2012 o investimento público ter aumentado em estradas. o país encontra-se posicionado em 63.8 Western Cape 5.822. a África do Sul está. muito devido aos baixos níveis de investimento privado.220.770.6 Fonte: Census 2011 Fonte: Análise do Orçamento de Estado para 2012 83 (US$M) .6 140.300 94. Tabela 7 .966 38.Características das Províncias Sul-Africanas 50 Província População (2011) Área (km²) Densidade populacional (por km²) Gauteng 12.0 Outros serviços económicos Serviços sociais 50 51 51 43. por setor.0 Educação 40.889 3. por setor.053 168.

não tem conseguido responder às necessidades da população. As infraestruturas elétricas deficitárias constituem graves obstáculos à produção. o total de energia passível de distribuição é inferior aos níveis de 2006. que detém e opera a maioria das infraestruturas elétricas. especialmente quanto à produção mineira. empresa de distribuição elétrica SulAfricana.º lugar (de 185. 52 Fonte: Eskom (2011) 84 . acrescendo ainda que. fornecendo 95% da energia do país. reflexo do avançado estado de degradação das infraestruturas.º posições possíveis). Figura 10 . a Eskom. reduzindo assim a capacidade elétrica nacional. O índice Doing Business de 2013 do Banco Mundial. encontrando-se o país em 150.Infraestrutura da rede de eletricidade da África do Sul 52 Como resultado de baixos investimentos no setor.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Energia O setor elétrico na África do Sul é dominado pela Eskom. quando comparado com uma norma internacional de 15% não deixa de ser preocupante. o que. A falta de manutenção adequada tem resultado numa recorrência cada vez maior nos cortes energéticos imprevistos. O país não se encontra capaz de gerar a energia necessária para fazer face à procura. estabelece que um dos aspetos mais negativos no investimento na África do Sul está relacionado com a obtenção de eletricidade. As reservas marginais de energia da Eskom têm vindo a descer abaixo de 1% nos passados meses.

Ltd (2010) 85 . por se estabelecer como uma área bastante deficitária. e orientais. Os comboios de passageiros e de mercadorias utilizam as mesmas linhas ferroviárias (pelo menos em serviços intercidades). Porto Elizabeth.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Apesar de a Eskom deter o monopólio no setor. sendo a operação dos portos efetuada na sua maioria pela Transnet (que detém uma posição dominante nos portos Sul-Africanos). Cidade do Cabo. liga o país à Zâmbia). visando a quebra do atual monopólio na energia Sul-Africana. por corredores. ao Botsuana. Baía de Mossel. Cumpre salientar as seguintes caraterísticas da rede ferroviária da África do Sul (figura abaixo):    Ligação dos oito principais portos marítimos ao interior do país. Baía de Richards. A divisão geográfica decorre da respetiva área de influência que cada porto serve. Os vários portos encontram-se ligados. Baía de Saldanha. Transportes Os transportes. A rede ferroviária Sul-Africana é constituída por quase 21 mil quilómetros de linha (num total de mais de 30 mil quilómetros. A linha ferroviária percorre ainda a Suazilândia. e Ligação da África do Sul à Namíbia. Porto de East London. existem hoje expetativas claras relativas à alteração das regras que vigoram presentemente. a Moçambique e ao Zimbabué (e através do Zimbabué. 53 Fonte: Transnet. são o setor que tem atraído maior atenção por parte do Governo. e à implementação de regulação económica neste âmbito. quando consideramos as rotas ferroviárias principais que têm linhas duplas). a par da energia. centrais.Principais rotas ferroviárias e portos Sul-Africanos 53 Na África do Sul existem oito principais portos marítimos comerciais (cuja localização pode ser vista na figura ao lado):         Durban. Nggura / Coega. Os portos sul-Africanos encontram-se divididos em três grupos: ocidentais. Figura 11 . aos centros industriais e mineiros de Gauteng e Mpumalanga.

Infraestrutura do Porto de Durban (o maior porto do país) 54 Fontes: Trasnet. se especializam num só tipo de carga. por outro lado.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Considerando que os portos são compostos por uma mistura complexa de infraestruturas físicas e serviços operacionais. Porto Categoria de mercadorias por porto e suas especializações Baía de Richards e Durban 65% de todo o fluxo de carga e passageiros Baía de Richards e de Saldanha 80% de carga de granéis sólidos (principalmente minérios) Durban e Baía de Saldanha 84% de granéis líquidos Durban e Porto de East London 98% de todas as importações e exportações de veículos Durban e Cidade do Cabo 82% do comércio de contentores Figura 12 . criando assim valor para a economia nacional. presta apoio à indústria off-shore petrolífera). De referir que os portos sul-Africanos abrangem várias funções – enquanto uns estão focados quase exclusivamente em produtos a granel. Ltd. por exemplo. outros dão apoio apenas a determinados setores (a Baía Mussel. 2010 86 54 . Existem portos que. a sua eficácia é avaliada através da eficiência com que os portos conseguem servir quem os utiliza.

servindo uma função mais regional. e de produtos alimentares frescos). As exportações e importações de veículos são hoje a principal atividade do porto. um terminal de granel. Está previsto um plano de expansão para o porto. 87 . reparação de navios e instalações de lazer. na sua maioria. carvão. uma vez que muitas empresas têm estado a sair de Durban (devido ao ambiente menos congestionado à volta da zona de Richards). Não obstante. de veículos. equipados com carros e guindastes pórticos de última geração. Os principais bens a serem transacionados no porto são carga contentorizada (destinada tanto a exportações como a importações). bem como as exportações de minério de manganês. o Porto da Cidade do Cabo dispõe de atividade piscatória. Não tem a relevância do porto de Durban e da Baía de Richards em termos de comércio nacional. Entre os principais produtos movimentados contam-se os contentores. É o porto com maior profundidade do país.   É o porto mais recente do país. de carga a granel fracionada. de carga a granel. provinciais ou municipais. A carga a ser movimentada neste porto tem crescido. tendo começado a sua atividade em outubro de 2009. O comércio do porto é dominado por exportações de carvão e de fluxos de granéis sólidos. Desempenha um importante papel na reparação de navios. Os terminais do porto estão. produtos petrolíferos e químicos). granéis líquidos (petróleo bruto. Dispõe de um terminal multiusos (incluindo um terminal de contentores). Mais do que uma infraestrutura facilitadora do comércio. desempenha um papel relevante enquanto centro de transbordo para mercadoria destinada à África Ocidental.    É. e estando localizado na muito preenchida rota marítima oriental-ocidental. especialmente nos setores da indústria petrolífera. atualmente. fruta. e 454 mil quilómetros de estradas de cascalho.  Tem seis terminais. veículos. aproximadamente.5 m de calado. de navios petroleiros. o único porto fluvial do país.  Porto Elizabeth É o porto que oferece o maior leque de infraestruturas e serviços em todo o país. estando apto a receber embarcações até 21. esta compreende. que servem diferentes funções (de contentores. Fica apenas a 20 km nordeste do porto Elizabeth. e um terminal de veículos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Porto Principais características   Durban  Baía de Richards      Cidade do Cabo   Baía de Saldanha    Nggura / Coega Porto de East London Baía de Mossel Maior porto de granéis sólidos do país. açúcar e passageiros (incluindo navios de cruzeiro). diamantífera e piscatória do Atlântico Sul. através da Associação Nacional dos Portos. apoiando a indústria automóvel. 154 mil quilómetros de estradas pavimentadas.  É quase totalmente dedicado a prestar apoio à indústria off-shore petrolífera. ainda que alguns terminais sejam operados por empresas privadas. grãos (arroz e milho). O porto pertence à Transnet. produtos florestais (incluindo aparas de madeira).  Relativamente à rede rodoviária Sul-Africana. Grande parte da carga que passa pelo porto é a granel. aço. As estradas são classificadas como estradas nacionais. fertilizante.

no entanto. possibilitando um acesso eficiente a localidades mais dispersas.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Existem. Apesar da condição das estradas Sul-Africanas se ter deteriorado devido à sobreutilização e parco investimento há. e com baixa densidade populacional. estradas “não reclamadas” cuja dimensão ascende aos 140. Para além de melhorias na qualidade da rede rodoviária. nem existe qualquer entidade responsável pela sua manutenção. O principal eixo rodoviário que liga estas duas cidades é a estrada N4/EN4 passando pelo eixo principal de Lebombo.000 quilómetros e que se encontram normalmente nas áreas rurais do país. Não são incluídas nas contagens oficiais. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul 88 . A estrada entre Maputo e Joanesburgo é alcatroada e dispõe de facilidades de acesso. conhecida em Moçambique como Ressano Garcia.  Os custos pelos utilizadores numa estrada em más condições são o dobro quando comparados com uma estrada em boas condições. É um dos principais eixos viários do país e é muito utilizada por camiões de carga provenientes da África do Sul.Principais redes rodoviárias Sul-Africanas 55 A distância entre Maputo e Joanesburgo é de cerca de 460 kms. á data. como postos de combustíveis. mostra-se também necessário um planeamento de acesso a estradas rurais. mas afeta mais gravemente as estradas de cascalho localizadas na província. A deterioração das estradas sul-Africanas acarreta três principais consequências:  Estima-se que o custo para reparar a deterioração sofrida é. sete vezes maior do que se a manutenção tivesse sido feita atempadamente. que assegurem ligações a estradas provinciais e distritais. contudo. Figura 13 . estabilidade na condição dos eixos rodoviários principais (como resultado de investimentos mais elevados ao longo dos últimos anos) . A má condição da rede rodoviária Sul-Africana é geral. 55 Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. e na capacidade operacional da rede ferroviária. Em termos ferroviários são necessárias melhorias na qualidade do serviço oferecido aos utilizadores da rede. e  A acumulação do investimento subiu aos R 65 mil milhões em 1999.

é o membro que utiliza. Os sistemas móveis. 57 TIC58 As telecomunicações são dominadas pelo setor privado. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul 57 Fonte: Organização Mundial de Saúde.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Uma vez que é dada prioridade. grande parte da população continua sem acesso à internet de banda larga. na rede ferroviária Sul-Africana aos comboios de mercadorias. Cerca de 77% da água da superfície (armazenada em barragens e rios) está a ser usada. Estima-se que 17. sendo que existem dois sistemas de acesso digital no país:   A internet. dentro da SADC. Água e saneamento56 A África do Sul é um dos países onde a água mais escasseia. 56 Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. Mais. 78% da rede ferroviária do país já ultrapassou os vinte anos de vida útil inicialmente previstos. Assim. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul 59 Estatísticas Mundiais da Internet. como por exemplo a introdução de um regulador económico para o efeito. O Governo definiu 2014 como meta para garantir o financiamento dos serviços básicos de abastecimento de água e saneamento a todos os cidadãos sul-Africanos. As suas bacias hidrográficas já estão totalmente utilizadas. As redes móveis não estão a conseguir acompanhar a procura que tem havido pelos seus serviços. 2013 58 Fonte: Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. o que não tem chegado para colmatar as necessidades do país (sendo que a água existente para consumo é mal repartida entre a população). Por outro lado. a maioria dos comboios de passageiros estão limitados à velocidade máxima de 70 km/h. separando-se a gestão das infraestruturas das operações. 74% da população Sul-Africana dispõe de acesso a saneamento básico no país. Estatísticas Mundiais de Saúde. e publicitando-se o papel desempenhado pela rede ferroviária no comércio internacional sulAfricano.4%59 da população tenha acesso à internet. em maior grau. encontrandose os operadores de telecomunicações a investir em novas infraestruturas. os seus recursos hídricos. tendo vindo a ser alocados recursos para a criação de uma infraestrutura digital nacional. Em 2013. o que indica necessidades urgentes de reabilitação. A escassez da água representa um dos maiores obstáculos em termos de infraestruturas. Mostram-se ainda prementes alterações institucionais que visam tornar a rede ferroviária mais eficiente. Os rios e as barragens sustentados pela água da chuva constituem a maior fonte de água. apesar de o Governo exercer uma influência significativa através de políticas nacionais e regulamentação. o período de viagem em comboios tem-se revelado mais longo quando comparado a viagem por autocarro. O setor encontra-se atualmente numa fase decisiva da evolução para a internet de banda larga. 2012 89 . sendo que.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP É pouca a população Sul-Africana que atualmente tem acesso a computadores. Neste âmbito. A África do Sul tem o objetivo claro de reforçar a sua centralidade em África. são também de destacar outros departamentos e agências responsáveis por iniciativas marcantes quanto às políticas de comércio e de investimento. o futuro não deixa de ser otimista – estima-se que a maioria da população adulta estará a utilizar a internet no final da década. assinado em 1999 com a União Europeia (UE). encontra-se o estabelecimento de um ambiente regulatório justo que tenha em vista possibilitar o investimento. ou a dispositivos de utilizadores finais. Note-se que a África do Sul possui diversos acordos que complementam os tratados multilaterais. elaborado em finais de 2011. 2011 (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) 61 Fonte: Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. 60 Fonte: África do Sul – Perfil e Oportunidades Comerciais. um papel decisivo no desenvolvimento destas iniciativas. sendo de destacar o Acordo de Comércio. o da Agricultura. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul 90 .5. Grandes projetos de investimento previstos com infraestruturas60 A criação e a coordenação das políticas comerciais e industriais na África do Sul está a cargo do Departamento de Comércio e Indústria (DTI). contribuirá em larga medida para o investimento e correspondente desenvolvimento em infraestruturas a curto prazo. apoiando a cadeia de valor do setor da construção e promovendo a exportação de serviços 2. prevendo-se 61 um investimento para os próximos três anos – o equivalente a 25. O Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) para 2030. Mas. o comércio e o desenvolvimento empresarial de modo equitativo e socialmente responsável. configurando esta última não só a principal fonte de IDE do país. naturalmente. entre as quais se contam o Departamento do Tesouro Nacional. O Banco Central desempenha. o de Saúde e o de Assuntos Minerais e Energéticos. mas ainda o principal parceiro comercial da África do Sul. Desenvolvimento e Cooperação (ACDC).8% do PIB de 2012/2013 . havendo uma repartição inapropriada de recursos. Entre os cinco objetivos estratégicos do DTI. e não obstante. Do valor global do investimento estima-se que parte do investimento projetado (cerca de 4%) possa ocorrer por recurso a PPPs.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 45 . 63 91 . Tabela 8 . Mercados Financeiros (África do Sul) agosto 2013. os problemas ao nível da produção e do fornecimento de eletricidade..Gastos do Governo em infraestruturas (incluindo parcerias público-privadas) 62 Departamentos Provinciais 22% Autoridades locais 48% Instituições fora do orçamento 18% Parcerias Público-Privadas 4% 5% Empresas públicas não-financeiras Este investimento deverá resolver. ainda que parcialmente. há um conjunto de medidas que se encontram a ser adotadas de modo a aumentar a capacidade de produção e distribuição de energia elétrica .4 mil milhões 62 Fonte: Análise Orçamental de 2012 do Tesouro Nacional Fonte: E.Projetos previstos para a África do Sul no setor energético 63 Projeto Montante Plano de Desenvolvimento Nacional para 2030 Até 10% do PIB Funcionamento das estações de energia elétrica de Kesuli e de Medupi (que irão adicionar 4.800 MW à capacidade de distribuição da Eskom.      Aumentar a proporção da população com energia elétrica Redução da intensidade energética Desenvolvimento das infraestruturas de transmissão Redução da utilização do carvão Maior recurso ao gás e às energias renováveis Estas medidas integram-se no Plano de Desenvolvimento Nacional e em projetos específicos que permitirão atingir os índices de capacidade e distribuição necessários ao país. e dadas as necessidades energéticas do país. e da captação e distribuição de água e alojamento. cada uma) US$ 1. Tabela 9 . dos combustíveis.F. Profundo Economic Research. dos transportes.E. outubro 2010. BPI. Financing of Kusile and Medupi Power Plants – a research paper prepared for BankTrack and Pacific Environment. Energia Dado o crescimento económico da África do Sul.Expansão da capacidade de produção e de distribuição de energia elétrica Objetivo Medidas Políticas Pretende-se que a escassez de energia não constitua um entrave ao potencial crescimento da economia.

Trasnet.5 mil milhões. ampliação dos canais. 92 . Ltd 2010. Tabela 11 . bem como a própria rede das infraestruturas de saneamento básico. dos portos e da rede ferroviária  Aumentar a capacidade ferroviária  Recapitalização total da frota ferroviária  Expansão dos terminais dos portos.8 mil milhões Água e saneamento No setor da água e saneamento há um conjunto de medidas programáticas que visam melhorar o acesso. Nesse sentido há um conjunto de medidas programáticas que orientam os investimentos no setor dos transportes. Tabela 10 .Abastecimento de água e saneamento básico Objetivo Medidas Políticas Garantir o abastecimento de água e de saneamento básico a todos os cidadãos sul-Africanos     Gestão dos escassos recursos hídricos do país Assegurar que a população tem acesso a água e a saneamento básico Alocação da água mais eficiente Redução de perdas de água 64 Fonte: Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul.Eficiência dos transportes Objetivo Medidas Políticas Melhorar a eficiência da rede rodoviária.Projetos previstos para a África do Sul no setor dos transportes 64 Projeto Montante Projetos no setor dos transportes públicos US$ 9. e reconstrução de algumas estruturas dos portos  Promover uma utilização maior dos transportes públicos  Melhorias na qualidade da rede ferroviária (ao invés de se aumentar apenas o comprimento das estradas) Estas medidas programáticas irão resultar num conjunto vasto de investimentos que se estima virem a totalizar cerca de US$ 12. o crescimento económico de África do Sul tem vindo a revelar uma crescente necessidade de aumentar a eficiência dos transportes.2 mil milhões Melhorias nos principais portos comerciais do país US$ 496 milhões Projetos no setor rodoviário US$ 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Transportes Igualmente. Tabela 12 .

65 Fonte: Fonte: Infraestrutura Económica do Estado da África do Sul: Oportunidades e Desafios de 2012.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Para se atingirem estes objetivos o Governo encontra-se a elaborar um programa nacional de gestão de recursos hídricos com medias a médio e longo prazo. O PND visa ainda incentivar o investimento privado. no setor das TIC.Projetos previstos na África do Sul no setor da água e saneamento 65 Projeto Montante Programa de gestão dos recursos hídricos n. ainda não tendo definido o montante global de investimentos.d. regionais e municipais). na área das energias renováveis e no desenvolvimento de mais infraestruturas. Tabela 13 . 93 . de forma coordenada com o investimento público (de forma a evitar duplicações) na área dos transportes públicos. promovendo a facilitação para a entrada do investimento privado no país. Presidência da República da África do Sul e Banco de Desenvolvimento da África do Sul. e o crescimento de parcerias público-privadas (especialmente em matéria de instalação de redes de fibra ótica nacionais.

Fonte: Banco Mundial.d.88%) (0. com valores de exportação elevado e diversificado.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. A balança comercial apresenta-se continuamente deficitária entre 2008 e 2012. Importações As importações têm apresentado um ritmo crescente desde 2009. OANDA Relativamente à taxa de câmbio. importa referir que vigora um sistema de câmbio flutuante. mantendo-se a China e a Alemanha como principais mercados de origem. Ao nível da taxa de inflação identifica-se uma tendência crescente.35%) (3. e no segundo caso 46%.6.20 7.62%) (3.13% Balança Comercial (em % do PIB) (3. sem intervenção do Banco Central.40 8. maximizado pela sua entrada no grupo dos BRIC .20%) (0. tendo representado no primeiro caso 61%. assim como a balança corrente.Abertura da economia Sul-Africana África do Sul 2008 2009 2010 2011 2012 Taxa de câmbio (US$ /ZAR) 8.06%) (0.30 8. tendo atingido um pico em 2011 justificado pelo aumento mundial dos preços dos alimentos e do petróleo.40% 4.10% 11. no total das importações da África do Sul.99%) (2.23 7. maquinaria e equipamentos de transporte. Abertura da Economia e Relações Comerciais A África do Sul apresenta uma economia relativamente aberta. O Rand desvalorizou face ao Dólar. em 2012.23 Inflação 3.41%) n. Tanto a China como a Alemanha exportam.79%) (3. 94 A África do Sul enquanto plataforma de acesso aos mercados da região da SADC tem um importante papel de destaque dentro da comunidade perante o mercado externo.05%) Balança Corrente (em % do PIB) (7. na sua maioria. Tabela 14 .64% 7. comparando com 2009 e 2010. e é expetável que assim permaneça.54% 7.

606 90% 122. 2012 O país da CPLP com maior relevo nas importações de África do Sul é Angola.226 70% 100.054 60% 80. lubrificantes e materiais relacionados 9% Químicos e produtos relacionados 36% 11% Bens manufaturados Outros artigos manufaturados 11% Alimentos e animais vivos 24% Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD. tendo representado 2.000 China Importações 20.000 Índia 74.25% do total das importações da África do Sul.000 80% 101. Gráfico 47 .Evolução das importações de África do Sul e principais países de origem.640 94. 95 . lubrificantes e materiais relacionados. UNCTAD.Top produtos Maquinaria e equipamentos de transporte 5% 2% Combustíveis minerais.000 Japão EUA 50% 40% 30% 20% 5% 5% 3% 6% 3% 5% 4% 5% 4% 5% 8% 8% 7% 8% 6% 5% 4% 4% 8% 12% 11% 11% 10% 11% 60.000 121. UNCTADstat.000 10% 11% 13% 14% 14% 14% 2008 2009 2010 2011 2012 0% - Fonte: Centro Internacional de Comércio.760 120. representando este dois grupos de produtos cerca de 60% do total das importações da África do Sul. pelas exportações de petróleo. UNCTADstat As importações Sul-Africanas correspondem essencialmente a maquinaria e equipamentos de transporte e combustíveis minerais. 2008-2012 Peso nas importações totais de África do Sul 100% 140.000 Arábia Saudita Alemanha 7% 40.Importações Sul-Africanas .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Importações Sul-Africanas – Top produtos Gráfico 46 .

25% 2.6 mil milhões em 2011 para cerca de US$ 4 mil milhões em 2012.998 2.667 1. respetivamente.052 2011 Brasil 1.686 1. A CPLP representou.500 4.354 1. representando apenas 0.23% 1.500 3.585 4.65% 4. açúcar.500 4.81% 5. de cerca de US$ 2. destacando-se as exportações de carne.805 4. Com maior peso surgem as exportações portuguesas de veículos e outro material de transporte e as exportações de cortiça.Importações Sul-Africanas da CPLP 6.270 2012 Angola Fonte: UNCTAD. em 2012.81% das importações sul africanas Gráfico 48 .371 1. Moçambique exportou essencialmente combustíveis minerais: petróleo (50%). em 2012.500 1.500 1.500 2.242 500 398 (500) 2008 420 528 2009 2010 Portugal Moçambique 1.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Em segundo lugar surge o Brasil que apresentou uma maior variedade de produtos exportados para a África do Sul. com crescimentos. com especial destaque para os parceiros da CPLP inseridos na SADC. 96 . apenas 4. Portugal tem uma dimensão reduzida no global das trocas. principalmente em 2012. trigo e Minério de ferro e seus concentrados. Angola e Moçambique. gás natural (19%) e eletricidade (15%).661 1.79% Importações (milhões US$) 3.13% do total das importações de África do Sul.671 1. UNCTADstat As importações a partir de países da CPLP têm aumentado de forma relativamente consistente e expressiva nos últimos 3 anos.

2012 97 .a SulAfricana PetroSA e a angolana Sonangol Fonte: UNCTAD.25% das importações sul africanas Angola e África do Sul mantêm um acordo para exploração.36% das importações sul africanas Fonte: UNCTAD.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Importações Sul-Africanas de Angola Figura 14 .Principais importações Sul-Africanas do Brasil Brasil 1. 2012 Angola apresenta um forte fluxo de exportação de petróleo para África do Sul. refinação e distribuição de petróleo entre as principais empresas do ramo de ambos os países . Importações Sul-Africanas do Brasil Figura 15 . potenciado pelos diversos acordos comerciais existentes que incluem a cooperação neste setor . UNCTADstat.Principais importações Sul-Africanas de Angola Angola 2. UNCTADstat.

são os produtos alimentares que ocupam o lugar cimeiro da pauta alfandegária brasileira para este país. 14% 27% Alimentos e animais vivos Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Químicos e produtos relacionados Fonte: UNCTAD. em 2012. 2012 Importações Sul-Africanas de Moçambique Figura 16 . ocorrendo um aumento do peso dos produtos relacionados com o setor alimentar.03% das importações sul africanas Fonte: UNCTAD. UNCTADstat.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 49 .Principais importações Sul-Africanas de Moçambique Moçambique 1. com especial destaque para o abate e a preparação de produtos de carne e de pescado. 2012 98 . UNCTADstat. 7% 33% 9% De facto.Importações Sul-Africanas do Brasil Nos últimos anos o perfil de exportações do Brasil para a África do Sul têm vindo a alterarse.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 50 . 2012 Importações Sul-Africanas de Portugal Figura 17 .Principais importações Sul-Africanas de Portugal Portugal Representação marginal nas importações sul africanas Fonte: UNCTAD. as quais correspondem essencialmente (87%) a exportações de petróleo. lubrificantes e materiais relacionados Alimentos e animais vivos Bens manufaturados Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD. UNCTADstat. UNCTADstat. gás natural e eletricidade. não obstante a facilidade logística de acesso ao mercado. 2012 99 . 3%3% 5% 87% Combustíveis minerais.Importações Sul-Africanas de Moçambique Moçambique tem um peso pouco expressivo nas importações Sul-Africanas.

000 5% 7% 3% 8% 11% 4% 6% 4% 7% 8% 9% 10% 80.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 51 .000 11% 11% 13% 12% 2009 2010 2011 2012 - Fonte: International Trade Center.892 90% 3% 5% 4% 8% 3% 4% 4% 6% 9% 8% 10% 9% 4% 4% 4% 5% 6% 2008 30. UNCTADstat.000 60.2012 Exportações Tal como ao nível das importações.000 10.000 60% 40% Países Baixos 70.17% do total das exportações portuguesas para África do Sul em 2012.976 Peso nas exportações totais de África do Sul 100% 86.677 70% 50% 90. 2% 6% 11% Graças ao forte desenvolvimento do setor automóvel da África do Sul (atualmente entre os 20 primeiros a nível mundial em termos de produção automóvel).966 30% 20% 0% Reino Unido Índia 50.000 9% 11% 6% 40.Evolução das exportações de África do Sul e principais países de destino 92.712 80% 73. representando 7.000 Alemanha China Exportações . UNCTADstat.000 61. 2008-2012 100 Japão EUA 20. 36% 13% 29% A cortiça também merece destaque. UNCTAD.000 80.Importações Sul-Africanas de Portugal As empresas nacionais não aproveitam o mercado Moçambicano como ponte para o mercado sul-africano. seguido da Alemanha. Portugal tem visto o seu fluxo de exportações de veículos e outro material de transporte aumentar. os lugares cimeiros dos clientes Sul-Africanos são preenchidos pela China e pelos Estados Unidos da América. o que pode justificar a fraca penetração no referido mercado. O Japão surge em 3º lugar. Gráfico 52 . Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados As empresas portuguesas gozam de um acordo comercial celebrado entre a África do Sul e a União Europeia que prevê a redução ou mesmo isenção de tarifas nos produtos importados Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados Alimentos e animais vivos Matérias-primas (exceto combustíveis) Fonte: UNCTAD.

11% Alimentos e animais vivos Outros artigos manufaturados 23% 17% Bebidas e tabaco Óleos vegetais e animais.Exportações Sul-Africanas .500 2.000 500 2. seguido do Brasil e de Portugal.026 593 338 2008 773 777 709 744 107 2011 1.e.077 2. apenas Portugal apresenta uma tendência decrescente. 4. lubrificantes e materiais relacionados 7% Químicos e produtos relacionados Commodities e transações n.CPLP Exportações (milhões US$) 4.500 3.65% 3.142 629 368 193 2009 Portugal 163 2010 Brasil Angola Fonte: UNCTAD.65% das exportações sul africanas. Destes 4 países.08% 2.Exportações Sul-Africanas .000 3. 2008-2012 101 Moçambique 728 85 2012 A CPLP representou.270 1.000 3.94% 4. gorduras e ceras Fonte: International Trade Centre. o que se justifica em grande parte pela proximidade geográfica dos dois países. Exportações Sul-Africanas – Top produtos Gráfico 53 .324 747 1.500 4.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Quanto à estrutura das exportações Sul-Africanas. Em segundo lugar surge Angola. Gráfico 54 .78% 3. a África do Sul exporta mais para Moçambique. 2012 Relativamente à CPLP.500 - 1. carvão (8%) e platina (7%).Top produtos Matérias-primas (exceto combustíveis) 6% Bens manufaturados 2% 7% Maquinaria e equipamentos de transporte 26% Combustíveis minerais.000 1. o top 3 dos produtos mais exportados foi preenchido em 2012 pelas exportações de ferro (13%).116 1. UNCTADstat. com destaque para Moçambique . em 2012.61% 4. como anteriormente referido.

na sua relação comercial com a África do Sul. 18% 23% Maquinaria e equipamentos de transporte Combustíveis minerais. traduzindo uma forte relação comercial. apresentando no entanto uma balança comercial superavitária. UNCTADstat.Exportações Sul-Africanas para Moçambique 6% 9% A África do Sul representa cerca de 31% na quota de importações de Moçambique. lubrificantes e materiais relacionados Bens manufaturados Alimentos e animais vivos Fonte: UNCTAD. apresenta um peso relativamente reduzido.39% das exportações sul africanas Fonte: UNCTAD. UNCTADstat. Figura 18 . sustentada fundamentalmente pelas exportações de petróleo de Angola. sendo fornecedor de inúmeros produtos. 2012 Gráfico 55 . no entanto. 28% 14% São.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Exportações Sul-Africanas para Moçambique A CPLP.Principais exportações Sul-Africanas para Moçambique Moçambique 2. de destacar as exportações Sul-Africanas de eletricidade e carvão e ainda de maquinaria e equipamentos de transporte. 2012 Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados 102 .

2012 Gráfico 56 . veículos de transporte de mercadorias (8%) e bebidas alcoólicas (6%). UNCTADstat. mas apresenta ainda assim uma grande diversidade de produtos exportados.32% das exportações sul africanas Fonte: UNCTAD. 28% 11% 18% 26% Maquinaria e equipamentos de transporte Químicos e produtos relacionados Alimentos e animais vivos Bens manufaturados Bebidas e tabaco Outros artigos manufaturados Fonte: UNCTAD. UNCTADstat.Exportações Sul-Africanas para Angola Com Angola o fluxo de exportações não é tão intenso como em relação a Moçambique. lubrificantes e materiais relacionados 103 .Principais exportações Sul-Africanas para Angola Angola 1. 2012 Combustíveis minerais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Exportações Sul-Africanas para Angola Figura 19 . 5% 4% 8% Os maiores fluxos em 2012 foram as exportações de fertilizantes (13%).

destaca-se o carvão.84%). lubrificantes e materiais relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Matérias-primas (exceto combustíveis) Alimentos e animais vivos Outros artigos manufaturados Fonte: UNCTAD. O seu crescimento médio anual foi de 2. 2012 104 .Exportações Sul-Africanas para o Brasil As exportações de África do Sul para o Brasil têm muito pouca representatividade no total das importações brasileiras. 5% 8% 33% 18% Ao nível dos combustíveis minerais exportados para o Brasil.Principais exportações Sul-Africanas para o Brasil Brasil 0. cerca de 0.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Exportações Sul-Africanas para o Brasil Figura 20 .84% das exportações sul africanas Fonte: UNCTAD. 33% Combustíveis minerais. Em segundo lugar surgem as exportações de inseticidas e em terceiro materiais plásticos. UNCTADstat.36% entre 2008 e 2012.38% em 2012 e das exportações sul-africanas (0. que liderou em 2012 a pauta alfandegária quando analisada em maior detalhe. UNCTADstat. 2012 Gráfico 57 .

UNCTADstat. 2012 Gráfico 58 . a importação portuguesa de bens alimentares liderou a tabela.Exportações Sul-Africanas para Portugal No que se refere às importações Portuguesas de produtos Sul-Africanos o grau de especialização é superior.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Exportações Sul-Africanas para Portugal Figura 21 . 5% 8% Em 2012.Principais exportações Sul-Africanas para Portugal Portugal 0. sendo este país o principal fornecedor de ouro de Portugal neste mesmo ano. 2012 105 .10% das exportações sul africanas. Alimentos e animais vivos No entanto a relevância proporcional nas importações nacionais e nas exportações sulafricanas é diminuta. Commodities e transações n. 12% 52% 20% As compras de ouro não monetário também merecem destaque. representando 20% do volume de importações de África do Sul. Químicos e produtos relacionados Maquinaria e equipamentos de transporte Bens manufaturados Fonte: UNCTAD. UNCTADstat. com tendência decrescente Fonte: UNCTAD. sendo de destacar as compras de frutas e nozes e de peixe.e.

Tabela 15 . como por exemplo reforço das relações entre vários fabricantes ou fornecedores ligados ao setor da mineração. Diagnóstico dos principais constrangimentos que impedem o crescimento e desenvolvimento do setor mineiro e implementação de um conjunto de medidas de combate aos mesmos. nomeadamente o Lesoto. Identificação de oportunidades que aumentem o envolvimento regional do Cluster (o setor mineiro apresenta-se como um dos setores mais importantes da economia Sul-Africana. e de Portugal em particular . República Democrática do Congo. Moçambique. Promover a I&D. os quais apresentam forte dependência do setor agrícola. Desenvolvimento de serviços e equipamentos associados ao Cluster da indústria extrativa. permitindo a melhoria dos métodos de extração. Maláui. para novos agricultores. “Segurança de investimento”: os agricultores só devem investir em determinada área.” Acresce que as prioridades do Governo. que representa cerca de 10% do PIB da África do Sul e cujo potencial de crescimento mantém-se positivo. Zâmbia e Zimbabué.7. sendo de destacar:    Revista Exame. a nível setorial e a seguir referidas originam um conjunto de oportunidades adicionais de negócio. fiscalização e construção civil e obras públicas. incluindo o armazenamento de água.Prioridades do Governo a Nível Setorial (NDP 2030) Principais Setores Económicos Apostas do Governo Agro . Turismo (de lazer e de negócios). “O pólo agroindustrial de Capanda tem uma área de 411 mil hectares. quando a garantia de retorno seja total. tendo contribuído. promovendo o desenvolvimento agrícola de pequenos e médios negócios agrários. e o retorno do investimento necessário. A importância deste setor resulta do facto da África do Sul ser um país notoriamente rico em recursos minerais). assim como o investimento numa tecnologia de poupança de água. Apoio aos pequenos agricultores (tecnologia e acesso aos mercados). como por exemplo o estabelecimento de contratos com pequenos agricultores com o objetivo de melhorar a gestão da produção. Fontes: NDP 2030 – Governo África do Sul 106 . em particular nos domínios das áreas de projeto. para os países adjacentes e pertencentes à SADC. em regiões com elevado número de recursos naturais. nas mais variadas áreas da Economia. maior eficiência energética e redução do desperdício de água. 2013 Desenvolvimento de tecnologias na área agroindustrial. com alavancagem nos objetivos da África do Sul de se tornar um hub da África Austral para ligações intra e intercontinentais. Desenvolvimento de tecnologia: O crescimento da produção agrícola foi sempre alimentado pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Medidas políticas para estimular o aumento do consumo de frutas e legumes por parte da população. sendo que os retornos do investimento relacionados com I&D neste campo são elevados. portanto. Principais setores de oportunidade As oportunidades decorrentes das necessidades de investimento em infraestruturas e energia já apresentadas podem constituir áreas de oportunidade de negócio para investidores internacionais. A tabela seguinte visa sintetizar as prioridades governamentais nos vários setores de atividade e. A meta é substituir 50% do que Angola gasta a importar alimentos. distribuição pelo país. Esta medida irá garantir a disponibilidade de rendimento para os agricultores existentes. em 2011. Aprofundamento dos vínculos deste setor com os outros setores da economia. Exploração de medidas “inovadoras”. os setores mais favoráveis ao investimento oriundo da SADC em geral.indústria       Indústria extrativa    66 66 Investimentos substanciais em infraestruturas de irrigação. com cerca de 10% para o PIB.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Principais Setores Económicos Apostas do Governo Manufatura    Turismo e Cultura     Setor financeiro  Dar prioridade aos produtos que são mais “dinâmicos” e apresentam maior grau de ligação ao uso doméstico. em 2011. Intensificação do apoio às indústrias fornecedoras. Promoção do país enquanto destino internacional. O setor bancário da África do Sul encontra-se bastante desenvolvido. mais uma vez. aço. ao nível da banca europeia. alojamento e ofertas turísticas.5% do PIB). tendo representado. planeamento a longo prazo e monotorização e avaliação das despesas de construção e outros trabalhos. Fontes: NDP 2030 – Governo África do Sul 107 . bem assim como pela promoção do Turismo. a par naturalmente da exportação do leque total de serviços ligados à construção e às obras públicas . Desenvolvimento do setor e garantia de acesso à população Sul-Africana (em 2030. A aposta nas infraestruturas a seguir mencionada. 14. pela sua biodiversidade. que são mais facilmente acessíveis para as pequenas empresas ou pequenos operadores. é esperado um aumento de cerca de 63% das pessoas com acesso a serviços financeiros). dando prioridade a pequenos projetos regionais. nomeadamente rede de transportes. Desta lista merecem destaque as potencialidades abertas pela necessidade de equipamentos e tecnologia para a agroindústria e indústria regular. Melhoria do nível de infraestruturas. reitera. assim como outras questões relevantes para o setor. a África do Sul classificou-se em 33º lugar (em 148 países) no critério “capacidade de inovação” e em 43º no critério “gastos das empresas em I&D”. beleza e recursos naturais. Intensificação e apoio à I&D. Posicionar o país como um Centro de Negócios. como por exemplo materiais de construção. Tabela 16 . vidro ou cimento. Facilidade de deslocação para os turistas que viajam entre países da região (o setor do turismo apresenta-se como um importante setor da economia do país. Promoção das exportações dos setores da construção civil e indústrias fornecedoras. com o objetivo de promover o desenvolvimento de novos produtos. através da criação de um centro Financeiro para a África e mais apoio nas relações diplomáticas comerciais.Potencialidades ao nível das infraestruturas 67 Principais Setores de Infraestruturas Potencialidades / Apostas do Governo Construção / Infraestruturas     67 Aumento da capacidade do Governo relativa à gestão do Orçamento destinado a infraestruturas. No ranking de competitividade 2013 . a relevância dos equipamentos. inovação e comercialização. Aproveitamento de contratos públicos e privados para promover a localização e a diversificação industrial. Criação de condições para uma indústria cíclica menos volátil. podendo ser visto como estando entre iguais. Promoção do país enquanto destino de conferências e eventos. especialmente no que respeita à gestão de projetos.2014 “Global Competitiveness Report”. que analisa a competitividade de vários países com base numa serie de critérios.

e para a África do Sul.Fluxos de IDE na África do Sul.000) -3. em particular para o resto de África.134 2008 2009 Inward 2010 2011 2012 Pretória: 10 projetos Porto Elizabeth: 9 projetos Outward Fonte: FDI markets De facto o investimento sul-africano no exterior tem vindo a aumentar. Investimento direto estrangeiro na África do Sul O período de 2010 a 2012 reflete um aumento exponencial do IDE Sul-Africano para o exterior. no setor grossista. deve-se sobretudo aos investimentos Sul-Africanos para o exterior.228 2.369 1.000 4.572 Empresas/investidores: 245 4. 2008-2012 Dados referentes aos últimos 24 meses Número de projetos: 277 Fluxos de IDE (milhões US$) 10. a África do Sul surge em 15º lugar no “TNCs’ top prospective host economies for 2013–2015”.000 Principais cidades recetoras de IDE Joanesburgo: 89 projetos - 1. em particular no setor mineiro. Segundo o “World Investment Report 2013”.000) Durban: 13 projetos (4. Adicionalmente. 108 .000 Postos de trabalho criados: 28.037 milhões 8. bem como uma continuação da capacidade de captação da IDE para o país (inward). segundo um estudo desenvolvido pelo UNCTAD. o aumento dos fluxos outward de IDE africanos. mantendo-se um saldo positivo entre os fluxos de IDE de.8.000 6. (cerca de 18 mil milhões de US$). e em produtos do setor da saúde.151 -76 Cidade do Cabo: 42 projetos -257 (2.004 5.006 CAPEX: US$ 13.000 9. em termos de IDE a África do Sul é o país africano que mais investimento chinês recebeu em 2011 (cerca de US$ 16 mil milhões).393 6.365 4. África do Sul Gráfico 59 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. Por outro lado.

6% em termos de depósitos.569 Outros serviços 32.646 Comércio grosso e a retalho 4.708 36. De acordo com o Relatório sobre a Competitividade Global para 2012-2013 do Fórum Económico Mundial. com uma média de 14.199 Construção 275 308 Agricultura 126 140 Serviços de comunicação. Predominantemente local Equilibrada Estrangeira e Governo Predominantemente estrangeira Predominantemente Governo Excluído (Fonte: World Bank Staff Estimates.688 39. para pequenas economias pouco expostas ao exterior. o sistema financeiro da África do Sul é bastante estável. acima dos níveis regulatórios exigidos.115 58.610 Atividades empresariais 31. Os rácios de capitalização dos bancos encontram-se. reiteram a relevância dos setores referidos na secção anterior como setores apetecíveis para IDE no País em função das apostas estratégicas do Governo. 2007) No contexto da SADC.Inward stock de IDE na África do Sul (milhões de US$) Setor 2009 2010 Indústria extrativa 39. sociais e pessoais 77 87 Eletricidade.764 12. FiguraEstrutura 22 . a África do Sul é o país em que se verifica o maior nível de protecionismo do setor financeiro. Fonte: Centro de Comércio Internacional 2.427 Transporte. quanto ao desenvolvimento do mercado financeiro. No entanto. o setor é ainda bastante concentrado.9. telecomunicações 8. armazenagem. com 4 bancos a representarem 86% do total de ativos. O setor bancário da África do Sul é composto por 19 bancos e 12 sucursais de bancos estrangeiros.8% no Tier 1. e em primeiro lugar no quadro jurídico do setor financeiro e da regulamentação dos mercados dos valores mobiliários. e de 26% em termos do crédito concedido (no final de 2011). Destaca-se o “The Standard Bank of South África”. 109 . gás e água 4 4 A indústria mineira lidera a captação de IDE na África do Sul Estes dados. Principais bancos presentes Tendo um sistema regulamentar eficiente. banco que se posiciona no ranking mundial na posição 112.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Tabela 17 .204 5.9. claramente.1% para o rácio de RWC (risk weighted capital) e de 11. Financiamento à Economia 2.1. verificando-se uma predominância de bancos cuja estrutura acionista é fundamentalmente local . o país ficou classificado em terceiro lugar num total de 144 países. com uma quota de 24.Estrutura acionista bancária em África acionista bancária mercados financeiros bem desenvolvidos e instituições financeiras sólidas.

que reflita a demografia do país. < 10% Entre 10% e 20% Existem diferenças significativas entre os níveis de inclusão financeira nas zonas rurais e urbanas: enquanto cerca de três quartos dos adultos (74%) das áreas urbanas têm conta bancária. assumiram o compromisso de "promover ativamente um setor financeiro globalmente competitivo. 2011) O setor bancário tem-se empenhado em melhorar o nível de inclusão financeiro da população Sul-Africana. Global Financial Inclusion Database.org. Figura 24 . refere que 67% da população adulta da África do Sul tem conta bancária. Bancarização da população68 Figura 23 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. além de terem conta bancária. e desses. O setor financeiro em geral e as instituições financeiras. 2010 .9.Contas bancárias (% +15 anos) em África Contas bancárias (% +15anos) O nível de bancarização da África do Sul é dos mais elevados da SADC e de toda a África. tendo-se verificado um aumento da utilização de contas poupança (30% para 39%) e de máquinas eletrónicas e cartões de débito (52% para 61%). O Financial Sector Charter (FSC) e o Black Economic Empowerment Act (BBBEE) têm sido os principais pilares da transformação do setor. O setor informal. O Governo criou ainda canais alternativos para o financiamento das pequenas e médias empresas (PME). apenas 54% dos adultos usam produtos bancários nas zonas rurais. em particular.bna. Assinado em 2003 e implementado em 2004.banking. Entre 20% e 30% Entre 30% and 40% > 40% Não disponível (Fonte: World Bank.ao Fontes: http://www. A maioria dos adultos (70%) usa produtos/serviços não bancários formais e 51% dos adultos usa mecanismos informais. e que contribua para o estabelecimento de uma sociedade justa através de uma eficaz prestação de serviços financeiros acessíveis direcionando investimentos para setores-alvo da economia". utilizam também produtos bancários. cerca de 19% da população não usa produtos nem serviços bancários. OCDE 110 . o FSC é um acordo de transformação voluntária para o setor financeiro. No entanto. Já a utilização de produtos bancários manteve-se nos 25%. mais acentuado nas zonas rurais.za.1. O Finscope Survey 2012.Evolução dos níveis de inclusão financeira. cerca de 72%. Finscope Survey 2012.2012 2010 63 5 9 69 23 Bancários 2011 63 5 5 Formais (não bancários) 27 Informais 2012 67 0% 68 69 20% 40% 6 60% 8 80% 19 Não servido 100% % Fonte: www. desempenha um papel importante em quebrar as barreiras da inclusão financeira.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. 70 Fonte: African Economic Outlook 111 .2. microcrédito. orientação e disciplina.8%. No entanto e apesar de uma taxa de juro historicamente baixa.organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de capacitar as igrejas dos países em desenvolvimento para dar formação aos mais desfavorecidos sobre negócios. bem acima da média a longo prazo de 4.9. das quais se destacam:      Small Enterprise Foundation – é a mais antiga e mais conhecida organização de microcrédito na África do Sul e tem como público-alvo os residentes das zonas rurais do Limpopo e Mpumalanga. Microcrédito O setor do microcrédito na África do Sul surgiu em 1980 e tem sido impulsionado por várias Empresas. entre julho e agosto de 2012 o crescimentoda massa monetária desceu de 8.9%. No entanto. da eletricidade. a eliminação de um mecanismo de cobrança estável e os elevados custos de cumprimento da legislação fizeram com que muitos credores saíssem do mercado. onde os níveis de pobreza são dos mais elevados do país. da educação e da comida. Taxas de juro de financiamentos70 A África do Sul tem um sistema de câmbio flutuante. o Banco Central Sul-Africano (South African Reserv Bank) intervém no mercado cambial. O Banco Central Sul-Africano tem vindo a utilizar a acumulação de reservas como um instrumento de gestão da sua liquidez internacional. A diminuição dos lucros. impulsionada pelos preços do petróleo.4 mil milhões. com a finalidade de regular o microcrédito. tendo-se mantido próximas deste nível (US$ 50 mil milhões) até agosto de 2012. Paradigm Shift .334 permaneciam em 2000 .7% em dezembro de 2012. Marang Financial Services – organização sem fins lucrativos dedicada a melhorar o acesso dos mais pobres aos serviços financeiros. o que levou a uma redução das margens de lucro. Por forma a minimizar o impacto negativo de excesso de fluxos de capitais de curto prazo e de volatilidade cambial. Segundo. Estas reservas atingiram. uma vez que o rápido crescimento das instituições de microcrédito se tornou insustentável. mantendo-se a inflação dentro das taxas previstas (3-6%) na primeira metade de 2012.9%.9. Organizações Não Governamentais e Agências Governamentais. Por outro lado. a inflação de base aumentou significativamente em dezembro de 2012 para 4. WDB Trust e WDB Investment Holdings .3% para 7. Primeiro porque o número limitado de pessoas que necessitavam desses créditos levou a um aumento da competitividade entre as instituições.6% em novembro. A taxa de inflação global anual homóloga (year-on-year inflation). Apesar de ter vindo a crescer ao longo dos anos. ao invés de aplicar esta acumulação numa política cambial ativa. 2. aligeirando os controlos cambiais e acelerando a acumulação das reservas cambiais externas. A política monetária assegurou a estabilidade dos preços.todas trabalham em conjunto para ajudar as mulheres SulAfricanas a encontrar uma solução duradoura para a pobreza. FINCA South Africa – tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população mais desfavorecida através da prestação de serviços financeiros para empreendedores com pouca capacidade financeira. registou uma subida para os 5. em agosto de 2011. a procura de crédito pelo setor privado permanece relativamente baixa.3. depois de se ter mantido nos 5. apenas 1.500 instituições de microcrédito registadas em 1997. em 2000 o setor entrou na chamada “Fase de Consolidação”. o Governo proibiu o crédito consignado e criou um Conselho Regulador das Micro Finanças (Micro Finance Regulatory Council). Considerando que existiam cerca de 3. Women’s Development Businesses – é composta por três organizações: WDB Micro Finance. um máximo histórico de US$ 51.

O investimento na África do Sul deverá igualmente ter em consideração o cumprimento das regras para combater a desigualdade previstas pelo programa “Broad-Based Black Economic Empowerment (BBBEE)” 71 Fonte: Research BPI – África do Sul 2012 112 . tendo a capitalização da bolsa atingido os US$ 734 milhões. As transações em bolsa estão totalmente automatizadas.4. o que representa um crescimento médio anual de 56% desde 2000. a bolsa de valores Sul-Africana ocupa o 19º lugar num conjunto de 54 membros. e o 29º em liquidez de mercado. o 21º em volume de transações.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 2. realizando-se através de um sistema eletrónico de compensação e liquidação. a bolsa de valores de Joanesburgo – JSE – tinha 401 empresas cotadas. Segundo dados da World Federation Exchange disponibilizados pela JSE.9. Bolsa de valores71 Em junho de 2012.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.Moçambique Principal potência no setor do gás natural 113 .

(ii) o elevado custo do crédito. 114 .1. a sua enconomia em 2010. O otimismo é transversal às instituições económicas do país.1. as principais prioridades do Governo de Moçambique.1.3% 6% 2008 2009 2010 Anos PIB (Milhões US$) 2011 2012 Crescimento anual PIB (em %) Fonte: Banco Mundial O crescimento. como se irá ilustrar ao longo do estudo. na agricultura. uma potência emergente no setor do gás natural 3.000 4.24% do PIB da região da SADC. assentou na produção de carvão.3% 7% 7% 8. não permitiu ainda ultrapassar as caraterísticas menos positivas da economia Moçambicana (apontadas de forma consistente pelos principais organizações internacionais): (i) o frágil capital humano. O sólido crescimento dos últimos anos. muito embora generalizado.000 12. especificamente o Banco Central de Moçambique.4% 9. acima de 7%.274 6% 2. No entanto. No passado recente registou algumas das taxas de crescimento do PIB mais elevadas a nível mundial.000 10. representava apenas 2. o que permite perspetivar o desenvolvimento económico com otimismo moderado.588 7% 6% 9.000 7. chamamos a atenção sobre este rápido crescimento económico potenciado por recursos naturais. Gráfico 60 . Estas previsões têm como pressupostos o crescimento da produção de carvão.000 8% 7% 7. sustentado pela contínua capacidade da atração de investimento estrangeiro. Moçambique.891 9.674 14.1% 12. na construção civil e serviços financeiros.568 6. Os obstáculos referidos são. o qual poderá conduzir a enviesamentos estruturais da Economia denominada “doença holandesa” (“dutch disease”). refere que Moçambique atingirá a qualificação de “país de rendimento médio até 2025”. Uma potência no setor do carvão. Macroeconomia 3.Crescimento anual PIB Moçambicano (últimos 5 anos) PIB milhões USD 14.000 6. e (iv) a regulamentação demasiado complexa. As previsões para 2014 apontam para um crescimento de 8%. (iii) as deficientes infraestruturas.8% 7% 6.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. PIB da economia moçambicana Moçambique é um dos países da região em processo de convergência. Não obstante.000 6% 0 Crescimento anual PIB (%) 7.. o desenvolvimento de infraestruturas (“mega projetos”) e o alargamento da concessão de crédito à Economia. no entanto. num misto de previsão e aspiração.

nomeadamente no Sul. aos assuntos económicos (23.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De notar que. Defesa 5.Despesas de natureza económica do OGE 2013 (%) Pessoal 2.4%) Transferências correntes 54. que se iniciou em 2010. os caminhos-de-ferro e linhas de transmissão de eletricidade. medida pelas despesas imputadas no OGE (e sem considerar o papel estratégico do seu setor empresarial) no ano de 2012 atingiu 34% do PIB. tendo-se multiplicando e atingido 50 milhões de toneladas em 2012. Relatório Nacional do FMI n. Gráfico 61 .3% 3.6%) e à educação (17.6% Habitação e desenvolvimento coletivo Saúde Educação Segurança e ação social Fonte: Relatório de execução do Orçamento do Estado 2013 72 African Economic Outlook.0% 7.7% Bens e serviços 17.3% 17. Orçamento Geral do Estado72 As despesas do Orçamento Geral do Estado (“OGE”) constituem um importante indicador do peso e da forma como o Estado influencia (ou pretende influenciar) o desenvolvimento económico. suportando o crescimento.4% Encargos da dívida 19.1. A produção é na sua maioria exportada. no início de 2013.5% Exercícios findos e demais despesas correntes Gráfico 62 . No entanto. dada a materialização do crescimento das exportações de carvão.º 13/1.Despesas de natureza funcional do OGE 2013 (%) Serviços públicos gerais Fonte: Relatório de execução do Orçamento do Estado 2013 28.2% 23. Para ilustrar o referido note-se que produção de carvão. dados de 2013 115 .4% Um dos principais desafios orçamentais consiste na conciliação entre o crescimento da despesa (nomeadamente do sistema de segurança social e de despesas de investimento em infraestruturas) e a capacidade de gerar receitas orçamentais.3%).3% 4.3% A distribuição funcional da despesa do OGE dá prioridade aos serviços públicos gerais (28. Em Moçambique a despesa do Estado. e a implementação dos megaprojetos de infraestruturas. havia atingido 5 milhões de toneladas em 2011.2.2% 4.9% Segurança e ordem pública Assuntos económicos 8. as inundações ocorridas. tal não afetará a tendência de crescimento. danificaram de forma significativa estradas. 3.

onde se incluem dotações para a Segurança Social. A ajuda externa diminuiu para 5. Diminuição da dependência da ajuda internacional e diplomacia política A ajuda internacional foi determinante para assegurar a coesão de Moçambique e para financiar a balança de pagamentos altamente deficitária. O IDE.9% para 71. e ainda um possível financiamento adicional do Banco Mundial com vista a apoiar o programa de investimentos públicos nesta área.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A redução do peso da ajuda externa está a dificultar esta harmonização. estabilizando o seu peso em 5% do PIB.5% da despesa total. e é. com o seu peso no PIB a incrementar-se de 12.5% no período de 2013 a 2018.5% em 2012 para cerca de 14. Número de dadores em Moçambique vs. ultrapassando as ajudas internacionais. dado que: (i) O aumento antevisto das receitas das indústrias extrativas surgirá apenas a médio prazo (os grandes projetos de carvão estão ainda em fase inicial de produção).8% do PIB% em 2011.4% do PIB em 2012. relativamente fragmentada (do ponto de vista dos doadores) no contexto Africano. sobretudo devido aos ganhos de eficiência na cobrança de impostos. face a 7. O FMI prevê que o défice orçamental (incluindo donativos internacionais) se mantenha superior a 5. (ii) As despesas com infraestruturas registarão incrementos significativos entre 2013 e 2014. Esta diminuição foi compensada parcialmente pelo aumento da arrecadação das receitas internas. e (iii) O Plano de Ação para Redução da Pobreza (PARP 2011-2014) estabelece que os gastos em áreas prioritárias sejam aumentados de 66. foi o principal contribuinte para financiar o défice. Médias globais e continente Africano Moçambique Média global Média do continente Africano por país 36 21 24 Fonte: Transformação Económica de Moçambique. Refira-se que a ajuda a Moçambique foi. verificamos o papel ativo que Portugal tem no apoio a Moçambique: Top 10 dadores APD em termos brutos (média 2010-2011) 1 EUA 2 Portugal 3 Instituições UE 4 Reino Unido 5 IDA 6 Canadá 7 Dinamarca 8 Suécia 9 Alemanha 10 Noruega 116 (Milhões US$) 332 170 161 148 136 106 101 97 89 79 . em 2013 e 2014. podendo ser encarada como um entrave à sua eficiência. pela primeira vez em 2011. Discussion Paper 12/2013 Analisando o ranking dos principais doadores em 2011.5%.

este é um dos aspetos que requer melhorias para que o potencial da economia Moçambicana se materialize.4. No entanto.206 0.982 Moçambique 1.5 1. 3. ano em que o FMI aprovou a Iniciativa Multilateral de Alívio da Dívida. e considerando o esforço exigido pelos planos de investimento. referido no ponto anterior.5 mil milhões de US$.7 meses de cobertura de importações. 3.3. É de referir que mais de 80% da dívida é detida por entidades externas.445 1. No entanto. o Governo recorreu apenas a 16% dos empréstimos autorizados. e a um pedido adicional de 100 milhões de US$. a assinatura de contratos relativos a três novos projetos de infraestruturas.829 1.469 2 1. Dívida pública O rácio entre a dívida pública e o PIB tem-se mantido relativamente estável – em 40% desde 2006. retendo Moçambique fortes fatores económicos que sustentam o potencial crescimento das suas reservas.5. os valores nominais de dívida deverão aumentar.Evolução da reserva em moeda estrangeira e ouro Reserva em moeda estrangeira e ouro (US$) 3 2. Gráfico 63 .353 1.5 2. totalizando 1. e desde 2007 que a dívida tem notação correspondente ao segundo maior nível de classificação de investimento especulativo.300 milhões. podendo atingir cerca de 50% do PIB em 5 anos. De referir que até 2012. dado ter resultado de aspetos conjunturais.1.1 meses. Nível de financiamento à Economia Conforme referido. os quais foram previamente acordados com o FMI no âmbito do “Instrumento de Apoio à Política Económica”.1. O valor em 2011 representa 3. conduziram a uma diminuição significativa das reservas internacionais para aproximadamente US$ 2.23 mil milhões de US$. Reservas de moeda estrangeira O gráfico abaixo representa a evolução ocorrida ao nível das reservas de moeda estrangeira e ouro para o período de 2004-2012.1. a diminuição do influxo de ajudas externas. levou à renegociação com o FMI do plafond de crédito para 1. No entanto. estabelecendo-se um perdão parcial da dívida do país.606 1. de acordo com as principais agências internacionais de notação de risco. de acordo com as projeções do FMI. e as cheias de 2013. e em 2012. Segundo o FMI. o sistema bancário tem apresentado crescente liquidez. tendo implícito um rácio de cobertura de importações de 3. totalizando 900 milhões de US$.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. este acréscimo tem sido canalizado de forma limitada para as PMEs e para o setor produtivo em 117 .5 1 1. Não obstante.051 0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: FMI O menor nível de reservas não deverá ser considerado preocupante.

o metical.8 11.7 11.8 22.2 8.Evolução da taxa de juro 2007 Dez.9 0 a 22. seguiu-se a descida das taxas de juro gerais da Economia. a um volume de crédito abaixo do ótimo.5 Bilhetes do Tesouro 14. ou seja.0 9.5 14. Depósitos Crédito 2008 Dez. 2010 Dez.5 11. embora ainda a um ritmo lento. 2012 Jun.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP geral. 91-180 dias 12. relativamente ao dólar norte-americano.8 Fonte: Banco de Moçambique.7 4 a 22.6.1 11.5 6 a 11.6 24.8 181-365 dias 12 11 10 12 13 12 12 12 1-2 anos 7 a 12. Acresce que.8 1-2 anos 22.9 24.7 4 a 23. 2009 Dez.8 11.2 3. não contribuindo para uma adequada diversificação da Economia e melhoria da competitividade. tem apresentado uma valorização nominal em comparação com as restantes moedas de referência para Moçambique. À descida das taxas de referência. a partir de 2012.5 14.5 11.1 2 a 9. Evolução das taxas de juro e variação da liquidez Desde 2012 a autoridade monetária procedeu a uma diminuição da taxa de referência (associada às operações de cedência de liquidez). Apresenta-se de seguida uma tabela que representa a evolução das taxas de juro referente ao período 20072012: Tabela 18 .5 15.2 6 a 11.4 2 a 11.8 14. 118 . 2011 Dez.1.8 8. 3.6 23.2 0 a 21. a moeda nacional de Moçambique. euro e rand sul-africano.7 12.1 20. Fundo Monetário Internacional No que respeita ao regime cambial. registou-se uma desvalorização nominal de cerca de 5% da moeda nacional comparativamente com o rand sul-africano e o dólar norte-americano.7 18.6 10. Porém.5 12. A gestão do risco cambial deverá estar presente na análise de investimento dos diferentes agentes. 22 22 181-365 dias 0 a 22.2 0 a 21. 2012 Jul.3 4 a 13.0 9 a 21.4 2 a 14. 2012 Mar.8 6 a 19.5 11. 24 23. mantendo-se concentrado em grandes empresas e megaprojetos.2 9 a11.1 Taxas de referência Facilidade Permanência de cedência 15.6 4.7 23. A taxa de câmbio real teve um comportamento semelhante.5 15.4 Até 180 dias 23 22 18 22.0 13. se adicionam custos de financiamento elevados.

) 3.363 15.8 3.4% para 2013 e 7. é expectável a seguinte evolução da economia: Tabela 19 .Previsões de crescimento para Moçambique As previsões do FMI apontam para um crescimento de 8.0 PIB Per Capita (US$) 606 648 631 680 Taxa de Inflação média anual (%) 2.470 3.1 7.8% 7.811 15.5% 7. 8.2.6 RIL (Meses de Cobertura de import.8 4.5% 2012 2013 Previsões FMI Fonte: FMI / EIU 2014 Previsões EIU Visão do Governo de Moçambique.6 5. Proposta do Plano Económico e Social para 2014 (PES 2014) A visão do governo de Moçambique. expressa no “Quadro Macroeconómico de Referência para 2012-2014” onde se definem as premissas e metas para os principais agregados económicos (bem como o quadro macroeconómico estabelecido na Estratégia de Moçambique) é consistente com os valores apresentados pelos organismos internacionais. 7.0 8.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.760 25.0% 7.Principais Indicadores Macroeconómicos 2012-2014 2012 2013 2013* 2014* Real PL 14.339 23.7 3. a EIU de 7. verificando-se unanimidade nas expetativas e nos pressupostos inerentes a estas.8% para ambos os períodos.558 3.5 6.4% 7. Política Económica Visão do FMI e EIU Gráfico 64 .4 7.774 População (Milhares de Hab) 23.788 4.5% 7.8% 8. 73 Segundo o Plano Económico e Social 2012 – 2014 .2 8.042 PIB Nominal (Milhões de US$) *Previsão 73 Fonte: Proposta do Plano Económico e Social 2014 119 .5% Estas previsões fundamentam-se em expetativas de um aumento da produção no setor da indústria extrativa decorrente da crescente exploração dos recursos naturais e alargamento das atividades financeiras através do aumento da concessão de empréstimos à economia como consequência da expansão prevista no setor produtivo.365 17.7 Exportações (Milhões de US$) 3.4% 8.2% 6.034 Taxa de crescimento (%) 7.0%7.760 23.2% para 2014.

322 0. Melhorar em quantidade e qualidade os serviços públicos de educação. que têm um impacto direto no Índice de Desenvolvimento Humano (“IDH”) publicado pelas Nações Unidas. Em 2013. sendo classificado como “Baixo”. estradas e energia.301 0. sendo no entanto o país que tem vindo a apresentar índices de crescimento mais elevados desde o ano de 2000. uma correta gestão do meio ambiente. nomeadamente em termos de condições de acesso à saúde e educação oferecidas à população.IDH Moçambique (PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Evolução desde 2000) Indicador 2000 2005 2007 2010 2011 2012 IDH 0.0%. salvaguardando. Estabilidade e Regulação Macroeconómica O Governo tem vindo a promover a condução coordenada das políticas fiscais. Taxa de inflação média anual de 5. com níveis de escolaridade mínimos. 6. a Namíbia ou a Suazilândia são exemplos de países que já registam um IDH médio. 3. Moçambique apenas se situa à frente do Níger e da República Democrática do Congo. 4. A África do Sul.774 milhões em exportações de bens. Constituição de reservas internacionais líquidas no montante de US$ 320 milhões. correspondente a 3. 120 . passando para um saldo de US$ 3 mil milhões. Moçambique encontra-se na posição 185. 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Plano Económico e Social Prioridades Estratégicas para o país 1. 2. contemplados nas previsões orçamentais. esperança média de vida e riqueza muito baixos. Prosseguir com a consolidação de uma Administração Local do Estado e Autárquica. Um “IDH médio” é a meta do Governo para 2017 na SADC. Porém. Prosseguir com a criação de oportunidades de emprego e de um ambiente favorável ao investimento privado e desenvolvimento do empresariado nacional. monetária e cambial. no entanto. pautada pelo serviço do cidadão. Tabela 20. Banco Mundial). o que implicarão investimentos por parte do Governo. tal é atestado pelas organizações internacionais que acompanham o desenvolvimento da economia (FMI. correspondendo a um crescimento de 21%. Crescimento económico de 8. O PES (2012-2014) define o enquadramento estratégico de longo prazo estabelecido pela Estratégia Nacional que fixa as Grandes Orientações para o Desenvolvimento de Moçambique.247 0. acentuando o papel da Programação Financeira como instrumento balizador da articulação entre o Ministério das Finanças e o Banco de Moçambique. água e saneamento.327 Fonte: Nações Unidas A melhoria do indicador assenta.287 0. US$ 4. nomeadamente.318 0. o Botsuana. População e desenvolvimento social O Governo pretende diminuir as disparidades económicas e sociais. saúde. destacando-se: 1. 7. no crescimento do PIB. comparativamente ao montante previsto para 2013. dentre 187 países no IDH.6%. Para atingir o objetivo proposto será necessário efetuar investimentos significativos no setor da educação primária e cuidados de saúde primários. 5.7 meses de cobertura das importações de bens e serviços.

5 6. excetuando um incremento de peso da indústria extrativa e dos serviços financeiros no PIB.5 6.1 2 1 0 2012 2013 OE *Previsões Depois de em 2012 a taxa de inflação ter tido uma variação média anual de 2.5 7 6. sendo esses os que gerarão maiores oportunidades . registou-se nos primeiros meses de 2013 a aceleração da taxa de inflação.3% 1.6 6. No entanto.5 2013 2014* 2015* 2016* 6 5 4 3 2.1%.6% 22.2% Ministério da Planificação e Desenvolvimento .3% Pesca 1. As expectativas do Governo são consistentes com a previsão do Banco de Moçambique. podendo vir a verificar-se um maior peso dos setores que suportam a cadeia de valor da indústria extrativa.4% 22.1 Diversificação da Estrutura Económica Nacional As projeções do governo de Moçambique não apontam para alterações muito significativas na estrutura produtiva por setores.valores reais e estimativas Taxa de Inflação Média Anual (%) 8 7. uma política acomodatícia/expansionista. podendo o país alcançar uma inflação média anual de 6.3% 1.4% 1.Ministério das Finanças (Cenário Fiscal de Médio Prazo 2014-2016) 121 . atendendo ao elevado crescimento previsto da Economia. 3.9% 22. Tabela 21 . tal implica uma evolução positiva da globalidade dos setores. demonstrando a existência de oportunidades para diversos agentes privados.Taxa de Inflação .5% determinada pelo desenvolvimento da atividade económica mundial.Objetivo do Ministério da Planificação e Desenvolvimento – Ministério das Finanças: 74 Previsão da contribuição setorial do PIB Indicadores dos objetivos 2016 Ano base Metas Indicadores 2012 74 2013 2014 2015 2016 Agro-pecuário e silvicultura 23. Entende-se que a projeção apresentada é conservadora.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 65 . Promoção do Crescimento Económico.4% 1.5% 22. do Aumento do Emprego e de Diversificação Económica 3. pela pressão de preços na Economia (dado o incremento da procura de recursos) e pela política financeira do Banco Central de Moçambique.

122 .4% 1.5% 4. para incrementar a atratividade de investimento estrangeiro e por permitir minorar o risco de instabilidade social (e acima de tudo. e (iii) a reduzida oferta educativa.5% 3.4% 1.5% 2.8% 3.9% 3.7% 12.2% 11.5% 5.3% 12. no fato dessas estratégias não terem dado prioridade ao setor da agricultura. O modelo económico do país.7% Comércio 11.1% 10. Este desequilíbrio resulta da incapacidade da Economia em gerar postos de trabalho necessários a acomodar (i) o crescimento populacional.9% Eletricidade e água 4.2 Promoção do Emprego e Capacitação e Valorização dos Recursos Humanos Nacionais O crescimento económico que se tem verificado em Moçambique tem permitido a diminuição da pobreza.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Indicadores dos objetivos 2016 Indústria extrativa 1. segundo o INE de Moçambique).0% 2. A Estratégia de emprego e formação profissional em Moçambique 2006-2015 pretende dar uma contribuição para a redução do desemprego e diminuição do nível de pobreza da população moçambicana.6% 3.2% 6. tal como reconhecido nas avaliações.7% 7.1% Alugueres de imóveis e serviços de empresas 5. não produziu nenhum efeito sobre a taxa de desemprego desde a última medição em 2004.4% 12.2% 2.9% 11.5% Construção 3.5% 11. Residindo um dos principais motivos.5% 12. A paz e estabilidade políticas e sociais sentidas presentemente no país são.5% 4.3% 11. permanecendo a taxa em 18. (ii) o elevado abandono escolar.6% 3.4% 4. Acresce que as diversas avaliações do impacto das estratégias de redução da pobreza anteriores revelam que a pobreza não sofreu alterações significativas no período 2005 a 2009.8% 3.1% 11.3% 6.2% 4.5% 4. Em relação ao mercado de trabalho continua a persistir um desequilíbrio entre oferta e procura conduzindo a uma elevada taxa de desemprego (próxima dos 19%.1% 11.6% 6.4% 1.4% 3.7%. Este é um vetor de desenvolvimento fundamental por assegurar uma melhor distribuição do rendimento gerado.6% Administração pública e defesa 3. simultaneamente.4% Transporte e comunicações 12.4% Restaurante e hotéis 1. uma consequência desse processo e um fator de reforço destas circunstâncias. baseado principalmente no investimento direto estrangeiro em indústrias de capital intensivo.9% 3.9% 4.8% 5.9% Serviços financeiros 5.4% Indústria transformadora 12.4% 1.9% 3.0% 11.7% 2. ser a melhor forma de assegurar a melhoria da qualidade de vida da população).

especialmente devido ao aumento na produção de carvão e à correção do problema de falta de crédito para a Economia.1 49.5 37.2 Rural Desempregado Nota: A coluna final indica a diferença absoluta entre 2008/2009 e 1996/1997 Fonte: Poverty is not being reduced in Mozambique.5 39. que o número de postos de trabalho e a estrutura de emprego seja melhorada.6 Sub empregado 37.2 0. Distribuição da força de trabalho por status de emprego 96/97 02/03 Urbano 04/05 08/09 42.8 7.2 5.8 2.9 15.3 36.9 8.7 69.5 46.5 33. Moçambique registou um clima de estabilidade macroeconómica que favoreceu o crescimento económico e o desenvolvimento social. Mas.2 13. O país continua a ter a sua base de emprego em trabalhadores rurais de baixa produtividade e valor acrescentado.9 6. atinge ainda níveis extremamente elevados (40%) tendo tido uma evolução praticamente nula desde 2002/2003 até 2008/2009.6 Desempregado 9. A Agência Francesa de Financiamento contribui também para o PARP.1 34. a promoção do emprego associado ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas (PME) e o investimento em desenvolvimento humano e social. especialmente no longo prazo.7 56. Open Research Online.1 12. Deste modo. Os dados de emprego urbano também não são positivos. Este programa de médio prazo tem como objetivos o aumento da produção agrícola. 123 . A percentagem de população que pode ser considerada pobre. o governo tem vindo adotar desde 2000 uma série de políticas articuladas.9 5.5 -3.7 0. nomeadamente.2 -20.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Emprego em Moçambique O crescimento económico Moçambicano não teve uma proporcional repercussão na criação e na alteração da estrutura de emprego.8 0.5 3.0 ∆ Totalmente empregado 52.5 Trabalho+ Estudos 0.5 7.8 -0. que no âmbito do Crédito de Apoio à Redução da Pobreza (PRSC) vai conceder um empréstimo de € 110 milhões.4 49. Conta com o apoio do Banco de Desenvolvimento Africano e do Banco Mundial. o impacto na redução da pobreza tem sido mínimo. sendo o montante da subvenção entre 20102014 igual a € 10 milhões.9 Totalmente empregado 27.4 57.4 Sub empregado Trabalho+ Estudos -3. 2010 Programa redução da pobreza em Moçambique Nos últimos anos.0 6.4 -2.5 7. o Plano de Ação para a Redução da Pobreza (PARP 2011-14). É no entanto expectável que. em termos de propriedade e consumo.3 42.0 2. apesar do referido. com vista à redução da pobreza.

as projeções do Governo parecem atingíveis (e consequentemente.728 Fonte: Ministério da Planificação e Desenvolvimento.500 1.000 Algodão (7%) 720 USD em milhões 2. Gráfico 66 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.470 3. Tabela 22 .553 4.Evolução das exportações Evolução das exportações por principais produtos 3. pelo que não concilia com a informação da UNCTAD.357 1.452 1.2017: Exportações Indicadores dos Objetivos 2016 Ano base Metas Indicadores Exportações (Milhões de US$) 2012 2013 2014 2015 2016 3.500 Crescimento 2005/2011 3. e dado este assentar no desenvolvimento da indústria extrativa. Não inclui a totalidade dos produtos.000 Camarão (10%) 506 36 71 110 110 178 242 32 38 100 43 142 322 32 62 121 52 240 26 71 152 132 221 570 38 58 78 181 Madeira 5% Açúcar 15% 42 88 153 180 383 66 88 134 153 Gás 7% Tabaco 27% Energia Elétrica 13% 299 277 274 Alumínio 5% 1.PLMJ 124 .021 2005 Alumínio Açucar Outros 2006 2007 Energia Eléctrica Madeira Outros 2008 2009 Tabaco Camarão 2010 2011 Gas Algodão Fonte: INE Moçambique. progresso e desenvolvimento do país). embora com uma tendência crescente.195 4.000 1.480 1.787 4. Atendendo aos valores históricos.160 868 1.500 343 2. crescimento de 9% entre 2005-2011.Ministério das Finanças (Cenário Fiscal de Médio Prazo 2014-2016) Os objetivos propostos pelo governo apontam para um crescimento anual das exportações na ordem de 8%. 75 Moçambique Overview – perspetivas económicas para 2013 .3 Apoio às Exportações 75 Um elemento importante para a sustentabilidade do processo de desenvolvimento de Moçambique reside no seu relacionamento com o exterior. As exportações moçambicanas mantiveram uma estrutura similar entre 2005 e 2011. a materialização do crescimento.Objetivo do PND 2013 .401 500 1.

c) Promover iniciativas para a diversificação de exportações. d) Mobilização de fundos para apoio à produção e promoção das exportações. dando ênfase à sua ambição em ter um papel crítico no desenvolvimento integrado da SADC. e) Reforço da implementação e execução dos acordos comerciais. Moçambique é um dos países da CPLP no qual a estratégia de desenvolvimento formalizada pelo governo dá maior preponderância à sua integração numa comunidade económica regional. o Defesa dos interesses nacionais no âmbito da defesa da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Reforço do Posicionamento de Moçambique no Contexto Internacional e Regional. Os investidores da CPLP deverão alavancar as suas oportunidades na vontade expressa do governo de Moçambique. formarão as bases de um crescimento sustentado. A prossecução dos objetivos da Política de Reforço do Posicionamento de Moçambique no Contexto Internacional e Regional será concretizada através do desenvolvimento das seguintes ações prioritárias: a) Participação no processo de criação da União Aduaneira da SADC. com vista à harmonização de políticas e objetivos de convergência macroeconómica. o Assegurar a implementação dos Protocolos e outros instrumentos da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC). o Estreitamento da cooperação entre o governo e as instituições responsáveis pela segurança interna dos Países Membros da SADC e da CPLP.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. juntamente com o desenvolvimento da sua indústria extrativa. nomeadamente através de:  Reforço da posição na SADC. via: o Aprofundamento da coordenação com os Bancos Centrais da região da SADC. f) Assegurar o envolvimento do setor privado na formulação de posições negociais. 76 Fonte: Plano quinzenal do Governo 2010-2014 125 . b) Identificação das várias potencialidades do país para beneficiar das oportunidades no âmbito da integração regional.  Apoio à inserção competitiva na economia global. Moçambique reconhece que tem um papel relevante na região e que a sua integração. em 76 particular na União Africana e na SADC As opções estratégicas relativas ao posicionamento de Moçambique no contexto internacional e regional encontram-se expressas no plano quinquenal do Governo 2010-2014. desempenhando um papel ativo na prossecução da estratégia definida.

nomeadamente: transportes aéreos e ferroviários. e. em termos de investimento. com crescente integração nos espaços CPLP e SADC. 3.10% 4.50% 29% Transportes e comunicações Alug.60% PwC Serviços financeiros Indústria de extração mineira Outros Fonte: INE de Moçambique. emp. Não são expectáveis privatizações nos próximos anos. pecuária. o Estado exerce um papel preponderante na economia e a dimensão do setor público empresarial assim o atesta. As principais empresas do setor empresarial do estado são:  A MCEL. sendo a sua quota de mercado avaliada em 70%. FMI. combustíveis e seguros. silvicultura e pescas Comércio e serviços de reparação 1. acima de tudo. podendo para o efeito desempenhar uma papel de “role model” neste estudo. para uma economia com maior preponderância da indústria extrativa e serviços financeiros A vantagem de “first mover” pode vir a ser explorado por investidores privados.3. Muitas das empresas públicas operam no mercado em situação monopolista em setores estratégicos. que anteciparão/antecipem as tendências económicas.50% 9. o programa de privatização mais ambicioso de África.70% Eletricidade e água 4.30% “A estratégia de Moçambique assenta no desenvolvimento e incremento da competitividade. de produção nacional e de criação de emprego.40% 3. uma empresa pública no setor de telecomunicações. Imob. uma transformação. Setor empresarial do Estado Conforme referido.40% Indústria transformadora e construção 15.2. energia e água. Estrutura produtiva 3.e serviço prest. Gráfico 67 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. 126 .3. funcionar como facilitador para investidores da CPLP na região. nos anos 90. 2011 3. Estima-se que existam cerca de 130 empresas estatais. os resultados ficaram aquém do esperado. Apesar de Moçambique ter conduzido.” Educação 15. Possui mais de 3 milhões de clientes em todo o País. partindo de uma economia de base agrícola e assente em setores tradicionais. É líder em telecomunicações móveis em Moçambique. para muitos observadores.Produto Interno Bruto por setor – Moçambique Moçambique PIB por setor Agricultura.00% 14.1. PIB por setor Moçambique iniciou uma alteração.3.

como é o caso da Lei das Parcerias Público-Privadas.  A Eletricidade de Moçambique (EDM). 127 . são as próprias empresas públicas que administram e dispõem dos bens que integram o seu património. a sociedade detém cinco centrais hidroelétricas no país e seis centrais térmicas.º6/2012. as empresas públicas passam a estar unicamente sujeitas à tutela setorial e financeira. “LEP”).  A Petromoc. gerindo ainda os bens de domínio público estatal afetos às atividades a seu cargo. Presentemente. a ser ainda aprovada pelo Governo. A tutela setorial fica agora a cabo do Ministro. bem como o modelo e conteúdo dos contratos-programa. no sentido mais tradicional. transporte. Cumpre destacar que a LEP introduz um regime transitório. visou adequar o regime jurídico às prioridades estatais quanto à gestão do setor empresarial. mantendo-se a tutela financeira no Ministro que tem a seu cargo a área das Finanças. uma empresa líder em infraestruturas de distribuição de energia elétrica em todo o país. A recente Lei das Empresas Públicas (Lei n. de 8 de fevereiro.  A Electrotec. responsável por gerir os sistemas ferroviário e portuário moçambicanos. as competências e o funcionamento das tutelas financeira e setorial.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP  No setor dos Transportes. como consequência da descoberta de recursos minerais e a necessidade de desenvolvimento de infraestruturas. O setor empresarial do estado. o regime jurídico do setor empresarial do país será complementado pelos diversos instrumentos disponíveis para a gestão e desenvolvimento das atividades deste setor. Nesta fase encontra-se focalizada na construção e na reabilitação de redes de média e baixa tensão. respondem pelas suas dívidas. A regulamentação. nomeadamente através de contratos de concessão e/ou contratos de parcerias público-privadas. deverá fixar. De notar que a LEP prevê ainda a possibilidade do Conselho de Ministros formular orientações estratégicas para as empresas públicas no seu conjunto. No âmbito do desenvolvimento da sua atividade. encontra-se estabilizado. após o qual prevalecerá o regime previsto pela LEP. com empresas nacionais e internacionais. Lei das empresas Públicas As empresas públicas moçambicanas têm vindo a desempenhar um papel crescente – seja através da gestão direta. entre outros aspetos. o estado detém a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). o Governo tem desenvolvido formas alternativas de manter a sua presença na economia. ou dirigente responsável pela atividade objeto da empresa. distribuição e comercialização de energia elétrica. o modelo de Estatutos a adotar por este tipo de empresas. uma empresa também no setor de energia caraterizada pela exploração dos serviços de produção. e desde de fevereiro de 2012. No entanto. seja através de Parcerias Público-Privadas. distribuidora estatal de derivados do petróleo. com um prazo de 90 dias para a revisão dos atuais estatutos das empresas públicas. afastando-se do regime anterior que estabelecia a subordinação destas ao Estado. Para além das disposições constantes da LEP. Atento o acima exposto.

099 3. 128 “Segundo o presidente do Instituto Nacional de Petróleo. Estudo Realizado pela CESO CI Portugal para a AIP . Gás Natural Moçambique possui mais de 2. a gestão desses recursos naturais determinará o estado de desenvolvimento do país.080. regional e internacional. e também a um aumento da procura interna (atendendo à progressiva eletrificação do território e incremento da base industrial). existem vários projetos em curso para a produção de eletricidade. A inexistência de uma rede de transporte e distribuição com cobertura global do território conduz a um elevado volume de trocas de energia com África do Sul. A EDM detém apenas uma pequena central térmica a gás.522 7. Tabela 23– Energia Energia Mwh Produção 2009 2010 1ºT 2011 16.864 12.953.279. Congressos e Eventos no âmbito do QREN De forma a responder a uma procura crescente de energia por parte de alguns países da região. De acordo com dados oficiais.760.032.123 Exportações Fonte: Manual do Empreendedor_Versão2011.379 16. vocacionado para os mercados nacional.418 4. Arsénio Mabote. e a distribuição à fábrica de alumínio MOZAL. Norte da Província de Cabo Delgado.127. em larga escala. e (4) petróleo (ainda em desenvolvimento) . os rendimentos provenientes do gás natural poderão reduzir substancialmente a dependência da ajuda internacional. particularmente da África do Sul.8 biliões de metros cúbicos de reservas de gás natural. Moçambique possui mais de 2. (3) carvão (Moatize).137. A Eletricidade de Moçambique (EDM) é a empresa pública que adquire a quase totalidade da eletricidade da HCB. que é o maior consumidor de energia no país (cerca de 85% do consumo do setor industrial) é feita através da Motraco.955.273 Importação 7. A dimensão e a qualidade do gás natural descoberto justifica o estudo sobre o desenvolvimento.078.125 Consumo Interno 7.4.8 mil milhões de metros cúbicos de reservas de gás. (2) gás natural.463 2. o país estaria em 14° lugar entre os países mais ricos do mundo em gás natural” . Futuramente. eventualmente no distrito de Palma. de um projeto de GNL. a partir da África do Sul. Aproveitamentos hídricos e recursos naturais Os principais aproveitamentos hídricos e recursos naturais de Moçambique são (1) a produção hidroelétrica (Cahora Bassa). uma área atualmente em desenvolvimento. Recursos hídricos e aproveitamentos hidroelétricos Moçambique tem uma grande capacidade de produção hidroelétrica através da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB).522 7. comparáveis às reservas do Iraque.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.955. perto de Vilanculos. com energia importada da HCB.286 12.083.Feiras. De acordo com estimativas dos organismos internacionais. conforme referido à frente neste estudo.746.701 2.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Moçambique poderá vir a tornar-se. apenas atrás da Nigéria. podendo vir a colocar-se entre os detentores das dez maiores reservas de gás natural à 77 escala mundial. no segundo maior exportador de gás natural de África.Potencial de gás natural em Moçambique Descoberta Anadarko e ENI Bacia do Maniamba Bacia do Lago Niassa Bacia do Rovuma Graben do médio Zzambeze Graben do baixo Zambeze Bacia de Moçambique Campos de Pande e Temane Legenda Fonte: Banco Mundial Região 1 – Costa do Rovuma Norte Região 5 – Costa central Região 2 – Costa do Rovuma Sul Região 6 – Sul e Oeste interior Região 3 – Costa do Rovuma Região 7 – Costa Sul Região 4 – Bacia do Maniamba 77 African Economic Outlook 129 . O mapa seguinte ilustra as regiões com maior potencial: Figura 25 . em 2018.

Feiras. a Índia. a Eta Star do Dubai (Moatize). devido à sua grande procura no mercado internacional. Estudo Realizado pela CESO CI Portugal para a AIP . Congressos e Eventos no âmbito do QREN Carvão No setor do carvão. Estudo Realizado pela CESO CI Portugal para a AIP . Minas de Revubuè – Talbot/Nippon Steel (Revubué) estão a operar em Moçambique. Os recursos de carvão existem dentro de três bacias: Moatize. e áreas de Magoe dentro da província de Tete. particularmente pela China. Congressos e Eventos no âmbito do QREN Petróleo O potencial do setor petrolífero em Moçambique encontra-se ainda por explorar. o Japão e a Coreia do Sul.Feiras. Recentemente. Moçambique é considerado um dos países com maior potencial a nível mundial. estando também referenciados nas províncias de Manica e Niassa. sendo uma das bases da estratégia do setor energético do país. a nível mundial.Principais Multinacionais com Investimentos na Indústria Extrativa . a australiana Rio Tinto (Benga e Zambeze). a JSPL da Índia (Changara). Tabela 25 . como resultado da recente atividade de exploração. as britânicas Ncondezi Coal Company (Ncondezi) e Beacon Hill Resources – Minas de Moatize (Moatize).Carvão Empresa Mineral Vale Moçambique Ltd Carvão Minas Moatize Carvão Rio Tinto Carvão Fonte: Manual do Empreendedor_Versão2011. baixo Zambeze. O carvão é considerado um recurso de extrema importância para o país. mas no entanto não se sabe se este recurso tem ou não viabilidade comercial.Principais Multinacionais com Investimentos na Indústria Extrativa . A maioria dos recursos Moçambicanos de carvão está localizada na província de Tete. 130 . a ENRC (Cahora Bassa).Hydrocarbons Gás ENI East Africa SPA Gás Fonte: Manual do Empreendedor_Versão2011. e Mucanha-Vusi.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Tabela 24 . Depósitos de carvão foram igualmente confirmados nos distritos de Changara. Brasil. Cahora Bassa. Moçambique é considerado um dos países com maior potencial.Gás Empresa Mineral Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) Gás Sasol Petroleum Temane Gás Empresa Nacional de Hidrocarbonetos Gás Anardarco Moçambique Petróleo / Gás Buzi . a empresa americana Anadarko Petroleum Corporation detetou a existência de hidrocarbonetos na bacia do Rio Rovuma. “Na área do carvão. e tudo indica que em breve terá uma posição de relevo na arena internacional como produtor e exportador deste recurso mineral” Grandes empresas internacionais como a brasileira Vale (Moatize).

PwC 2013 131 . ao sul. Figura 26 . com o Zimbabué a oeste. Moçambique possui uma localização privilegiada e estratégica. Infraestruturas e energia O estado das infraestruturas em Moçambique Em termos geográficos. a leste.5. a norte. que faz fronteira com a Tanzânia. Foi localizado a 30 kms da costa do Oceano Índico. e é banhado pelo Oceano Índico. Moçambique está localizado na costa oriental de África e partilha fronteira com a Tanzânia. com a África do Sul e Suazilândia. 3. com a Zâmbia e Maláui.O Estado das Infraestruturas em África .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O petróleo encontra-se localizado a mais de 5 mil metros de profundidade.Moçambique Fonte: Africa gearing up. equivalente à da camada do pré-sal na costa Brasileira. a noroeste. na província de Cabo Delgado.

O efeito na população. A deterioração das infraestruturas devido i) a manutenção imprópria. O governo terá um papel primordial em gerir os impactos na economia. e iii) o acréscimo de procura das infraestruturas por uma indústria extrativa em crescendo. vitais à Africa Austral. exige de Moçambique uma alocação de recursos aos denominados megaprojetos. será expectável um enviesamento da estrutura produtiva do país. Tendo como comparativo a evolução das economias semelhantes. através do aumento de rendimento dependerá da velocidade do efeito de “trickle down”.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A sua posição estratégica é atestada pela pelo número de “corredores”. 132 . em favor da exploração dos recursos naturais e um claro desenvolvimento das infraestruturas e serviços de apoio (materialização da “dutch disease”) e consequentemente uma pressão sobre os preços. ii) danos provocados pela guerra civil nunca reparados. que cruzam o território (e que se entram desenvolvidos nesta seção). Fonte: Banco Mundial “A descoberta recente de abundantes recursos naturais com elevada procura nos mercados internacionais poderá ditar o desenvolvimento de Moçambique nos próximos anos.

Gráfico 13 . localizados sobretudo nas zonas Sul-Centro e Sul do país. data da aprovação do Plano Estratégico de Eletrificação (2001-2019). coincidentes com as regiões onde existem aglomerados populacionais.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Energia78 Moçambique tem efetuado investimentos no setor energético desde 2001. Março 2011 Baseado em Briceño-Garmendia e Shkaratan (2010-). tornando-se assim um dos países da SADC que lidera os esforços na utilização da energia renovável. É um setor a continuar a explorar. “A melhoria da atratividade do setor para potenciais investidores implicará a definição de uma regulamentação credível. ainda subsiste uma parte muito considerável da população que não possui acesso à eletricidade. assente num regulador eficiente que assegure o seu efetivo cumprimento. Desafios do setor Os principais desafios que se colocam no setor energético são a criação de condições para aumentar o acesso a formas de energia de modo a contribuir para a diminuição da pobreza e para melhorar das condições de vida dos moçambicanos.As Infraestruturas de Angola: Uma perspetiva continental.” PwC 78 Fontes: African Infrastructure Country Diagnosis (AICD) . como seguidamente se descreve melhor:  Desenvolvimento do acesso à energia. baseado em dados de 2005 –06. O Ministério da Economia de Moçambique está a desenvolver uma estratégia de desenvolvimento de energias novas e renováveis (EDNR) para o período de 2011-2025. Possui diversas zonas geográficas onde se concentra a produção de energia.Os custos de produção de energia elétrica em Moçambique em perspetiva 79 Apesar de Moçambique possuir um grande potencial hidroelétrico.As Infraestruturas de Angola: Uma perspetiva continental. que poderá constituir o ponto de partida para o desenvolvimento do mercado energético regional. Os custos com energia comparam positivamente na região Subsaariana. Para o crescimento da produção de energia têm contribuído a construção de infraestruturas de transporte e de distribuição. Março 2011 Proposta do PES 2014 79 Fonte: Áfrican Infrastructure Country Diagnosis (AICD) . sendo a presença em Moçambique relevante. Os custos de Angola são baseados em estimativas feitas pela SFI e relativos a 2010. kWh = kilowatt-hora 133 . As empresas Portuguesas apresentam competências significativas na cadeia de valor.

muito embora se tenha registado uma melhoria de cobertura nas zonas urbanas.2 7. ferroviários e dos serviços de auxílio aos transportes (manuseamento portuário.6 8. as infraestruturas de transportes continua a ser um dos setores que apresenta mais desafios em Moçambique. Este aspeto é fundamental para permitir maior equidade entre as populações e regiões.8 25 26 Acesso rural à eletricidade % da população 2. serviços de dragagem e serviços portuários). Ministério da Energia O das populações rurais à energia é praticamente inexistente. Tabela 27 .3 (49.4 African Infrastructure Country Diagnosis (AICD) .7 13. através de um modelo de regulação apropriado  Aproveitamento das oportunidades oferecidas pelo comércio energético na região dependendo da capacidade de interligação com as redes elétricas das restantes Economias Transportes80 A posição geoestratégica de Moçambique só poderá ser efetivamente explorada.0 36. e desta forma o comércio regional incentivado. e de forma a incentivar o desenvolvimento das zonas rurais:  Melhoramento da sustentabilidade financeira do setor.Transportes e comunicações – Taxa de crescimento 81 Designação BL 2012 Ferroviária 96. No entanto. nomeadamente aquelas que servem os denominados corredores. Proposta do PES 2014 134 .3 8.7 Fonte: República de Moçambique. com infraestruturas de transporte adequadas e recorrentemente mantidas.1 Transportes por água 80. Março 2011.9 Rodoviário 8. O Plano Económico e Social 2014 (PES 2014) prevê uma taxa de crescimento de 13.4 Acesso nacional à eletricidade % da população Acesso urbano à eletricidade % da população 25.5 4.Indicadores de energia elétrica de Moçambique Unidade 1997 2003 2006-07 6.1 9.6% ao nível do setor dos transportes rodoviários.7 73.9 Oleodutos e gasodutos 28.2) 80 Prev 2013 PL 2014 0.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Tabela 26 .As Infraestruturas de Angola: Uma perspetiva continental.1 1.1 1.

no aeroporto internacional de Nampula. Ethiopian Airlines e a Qatar Airways.7 13.8 Comunicações 15. o número de passageiros transportados pela LAM atingiu 612. através da aquisição de dois aviões em 2013 (Aviões Embraer 145) em Tete e Nampula.9 1. no aeroporto internacional de Vilanculo. Encontra-se previsto igualmente o reforço das Linhas Aéreas de Moçambique (“LAM”) e a abertura do tráfego internacional no aeroporto de Nacala. 135 .3 24. a South African Airlines.4 TOTAL 14. 5 dos quais internacionais. Kenya Airways.3% no setor dos transportes aéreos como consequência do reforço da frota de aviões. existem 10 aeroportos em Moçambique. todos os 486 voos internacionais realizados em 2010 tiveram como partida. Maputo.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Designação BL 2012 Prev 2013 Transportes aéreos 6. Tal permitindo o reforço das ligações ao nível regional. a TAP.5 PL 2014 21. EP.2 6. De acordo com a Aeroportos de Moçambique. As principais companhias aéreas a operar no aeroporto de Maputo são a LAM (a companhia aérea de bandeira). Através da Aeroportos de Moçambique. EP. com obras realizadas no aeroporto internacional de Maputo. entre outros. tem sido realizada uma aposta na modernização e melhoramento das infraestruturas aeroportuárias.765. Apesar disso.0 Transportes aéreos O PES 2014 prevê um crescimento de 21. ou destino.6 59.2 19. a South African Express.7 2. um acréscimo de 9% face a 2011. Em 2012.0 Serviços anexos e auxiliares dos transportes 25.

Suazilândia. e Zâmbia (linha reaberta em outubro de 2013. Figura 27 .130 Km.Corredor de Lichinga. a linha de Limpopo.Corredor do Libombo. do Porto de Maputo até ao Zimbabué e a linha de Goba que liga Maputo à linha Ferroviária Suazilandesa. Zimbabué. como abaixo se descreve:  Corredor de Nacala que compreende o Porto de Nacala e a linha ferroviária de Nacala que liga o porto de Nacala aos caminhos-de-ferro da África Central e Oriental do Maláui. após 25 anos de inatividade) e a linha do Sena que liga o Porto com os campos de carvão de Moatize. O setor ferroviário é constituído por 3. conduzem à oportunidade/necessidade de uma forte integração das redes de transportes. a linha Ressano Garcia que liga Maputo a África do Sul. . da Beira até Harare.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Desafios do setor O Setor da indústria aérea enfrenta desafios recorrentes como seja a elevada rivalidade dos players e o aumento do preço dos combustíveis.  Corredor de Maputo que compreende o Porto de Maputo. exige-se análise conjunta destas redes. e por fazer fronteira com vários países sem ligação marítima (Maláui. Portos e transportes ferroviários As condições geográficas de Moçambique. Zimbabué. Desta forma. a linha de Machipanda.Corredores ferroviários em Moçambique Fonte: Banco Mundial Os corredores já existentes pretendem ser complementados com 3 novos corredores. Beira no Centro e Maputo no Sul). especialmente no que diz respeito aos portos e transportes ferroviários. via Maláui) por outro. junto à costa. liga Maputo à Africa do Sul. A abertura de um segundo aeroporto internacional em Moçambique poderá libertar capacidade do aeroporto de Maputo e incrementar o nível de eficiência das operações aeroportuárias. conforme ilustrado no mapa anterior. Cada uma destas redes serve um dos três principais portos marítimos do país (Nacala no Norte. . via terrestre que liga o porto de Pemba a Lichinga . com a sua extensa costa marítima por um lado. complementa os corredores de Lichinga e Nacala 136 . e também com a Zâmbia.Corredor de Mueda. existindo três redes ferroviárias fundamentais.  Corredor da Beira que compreende o Porto da Beira.

em variados projetos. Rubricaram os acordos o ministro dos Transportes e Comunicações.” Jornal “O País”.  Construção de um porto de águas profundas na Zambézia. e Premchai Karnasuta. Esta diminuição poderá ter ocorrido devido à deterioração das linhas ferroviárias e à falta de capacidade dos vagões. Gabriel Muthisse.  Construção de um troço de 250 quilómetros. na província central de Tete. “O governo moçambicano e a empresa Thai Moçambique Logística assinaram (…).Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Para suportar os corredores referidos. na linha de Goba. dois contratos de concessão para a construção do terminal portuário de Macuse. com arranque previsto para 2016 e duração de cinco anos. na província de Tete. 137 . em representação do governo moçambicano. Uma aspiração legítima. Desafios do setor O desafio que se tem colocado neste setor tem sido a diminuição do número de passageiros e de carga transportada que se tem verificado. e da linha férrea que liga aquela região à bacia carbonífera de Moatize. 16 de Dezembro 2013 A integração dos corredores. funcionando Moçambique como plataforma em competição com a África do Sul. diminuirá de forma significativa as distâncias na região e aproximará as economias. e Macuse na costa da Zambézia. em pleno funcionamento. pela companhia Thai Moçambique Logística.  Duplicação da capacidade de escoamento de carga da linha do Sena. Linhas férreas Tabela 28 . A linha-férrea terá uma extensão de 525 quilómetros. O valor total de ambas as obras está orçado em cinco biliões de dólares.Principais linhas férreas de Moçambique Região Linha Porto Destino Linhas (km) Sul Ressano Garcia Maputo África do Sul 88 Sul Goba Maputo Suazilândia 74 Sul Limpopo Maputo Zimbabué 534 Centro Machipanda Beira Zimbabué 314 Centro Sena Beira Moatize 625 Norte Cuamba Nacala Maláui 600 Fonte: Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique Investimentos no setor Estão a ser realizados significativos investimentos no setor. as principais infraestruturas existentes são: A. e reparação de 580 quilómetros da linha de caminho-deferro de Nacala.  Construção de uma nova ponte sobre o rio Umbeluzi. dos quais se destacam:  Construção de uma nova linha entre Moatize. na província central da Zambézia.

d.750. Uma manutenção adequada.000 100. assim como a diminuição das atuais barreiras não alfandegárias poderão dinamizar as trocas comerciais na região.000 950.000.000 500. Em junho de 2010 a concessão para exploração do porto de Maputo foi estendida por mais 15 anos.000 2.000 100.895 1.000 50. um setor com elevadas oportunidades em Moçambique.5 3 4.d.5 n.d.000 400. este tem tido um papel fundamental na economia moçambicana.000 n. e mesmo o seu desenvolvimento. 15 25 138 .000 Capacidade de carga geral (toneladas/ano) 1.000 1. parte integrante dos corredores. 6. bem como permitir uma maior eficiência no desenvolvimento das cadeias de valor na região. n.000 1. Moçambique possui sete portos dos quais se destacam três : Tabela 29 .d. poderão ser um fator determinante no processo de integração da SADC. 18 15 Produtividade de grua (toneladas/hora) 11 7.8 5 Produtividade de grua (contentores/hora) 11 10 n.d.d. à atividade portuária.d.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Os corredores ferroviários demostram a relevância geoestratégica de Moçambique na região. Em termos de eficiência e de competitividade de preços.100. devido não só.000 4.000 n.d.899.500.065 Capacidade do contentor (TEU*/ano) 100. A linha ferroviária. B. 1. Tempo de espera do contentor (dias) 22 20 20 12 8 8 6 4 Tempo de processamento de camião (horas) 4 6. nos mesmos.000 100.d. Portos Relativamente ao setor marítimo.000 n.8 6. se adequadamente explorada.456 690.Comparação da capacidade e eficiência dos portos da região País Eficiência Capacidade Porto Moçambique Maputo Angola Madagáscar Namíbia África do Sul Beira Nacala Luanda Toamasina Walvis Bay Durban Cidade do Cabo Capacidade movimentados (TEU*/ano) 44. os portos moçambicanos competem bem com os restantes portos do sudeste africano.d.000 1.5 14 3.500.000 2. n. Os principais portos do país encontram-se a ser operados por consórcios privados.200.450.000.000 500.529 71.000 1.000 377. Capacidade de carga a granel (toneladas/ano) 410.000. n.000 70. mas também ao setor das pescas.000. sendo que os Caminhos de Ferro de Moçambique detêm uma participação de 49%.5 n. 16 9 n.000 7.208 92.

5 mil milhões para a construção de um troço de 250 quilómetros e reparação de 580 quilómetros da linha de caminho-de-ferro de Nacala.5 6 15 n.1 metros. 5 3 5 6. Maláui e RD Congo.0 0. n. Complementarmente.5 n. na proporção de 68% para a Vale e 32% para a Rio Tinto. 2 0.d.d. Porto de Nacala Atualmente. Durante 2013 o porto da Beira sofreu com o desvio de cargas de empresas do Zimbabué. Porto de Maputo O Porto de Maputo é o segundo maior porto da costa oriental de África. Durante 2012 foram finalizadas as obras de construção de um novo terminal de carvão mineral. Zâmbia. O objetivo para 2020 é que esse valor atinja 40 milhões de toneladas.4 n. para escoar o carvão de Moatize pelo porto de Nacala.3 milhões de toneladas por ano.4 Secos a granel ($/tonelada) 2-3 2. mais especificamente no porto da Beira. 139 . responsável pela exploração das minas de carvão de Moatize anunciou que irá investir cerca de US$ 4. empresa do grupo brasileiro Vale. estão a ser realizadas obras de construção de um novo porto de águas profundas. devido à exigência de garantias bancárias na declaração de importações . O investimento ascendeu a US$ 200 milhões e vai permitir a viabilização das exportações do carvão. A carga manuseada passou de 10 milhões de toneladas em 2010 para 15 milhões de toneladas em 2012. Porto da Beira Estima-se que o terminal possua uma capacidade instalada de processamento de 6 milhões de toneladas por ano.3 1. Estas empresas irão partilhar a capacidade útil daquela infraestrutura. No entanto. A sua importância é especialmente relevante para o comércio internacional com a Suazilândia e para duas das principais cidades industriais da África do Sul (Joanesburgo e Pretória).5 6. a Vale Moçambique.4 0.5-1.8 1 n. A obra RESULTA de uma parceria entre a Vale Moçambique e a Rio Tinto. Desafios do setor O desafio que se tem colocado neste setor tem sido principalmente a baixa capacidade dos portos na obtenção de tráfego. $/TEU*) 155 125 138 320 N/A 110 258 258 Carga geral ($/ tonelada) 6 6. Líquidos a granel ($/tonelada) Fonte: AICD Mozambique Country Report *TEU – Unidade equivalente a 6.7 8.d. o porto de Nacala processa cerca de 1. 8. que permitirão aumentar a capacidade de processamento para 18 milhões de toneladas por ano.Manuseamento Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Carga de contentor (navio até ao portão. Entre os principais bens e mercadorias manuseados contam-se o alumínio (Mozal) e viaturas.d.d.

Este é um aspeto muito relevante dado o impacto que tem no bem. O PES 2014 prevê um crescimento de 13.450 kms.As Infraestruturas de Angola: Uma perspetiva continental. Tal como no sector ferroviário.Indicadores hídricos e de saneamento Unidade Acesso à água canalizada % da população Acesso a pontos de água % da população 140 1997 2003 2008 7. março 2011 Desafios do setor O desafio que se tem colocado neste setor é a baixa extensão territorial da rede rodoviária e a baixa qualidade das estradas rurais.7 .Condições da rede rodoviária principal na África subsariana Fonte: African Infrastructure Country Diagnosis (AICD) .500 kms e tem sido notável a melhoria deste setor nos últimos anos.estar da população e. Água e saneamento Moçambique tem feito importantes progressos neste setor.0 20. na possibilidade de melhores resultados ao nível de saúde pública e melhoria de classificação no IDH.0 8.6 16.3% no setor dos transportes rodoviários como consequência do aumento na procura. e em 2013 os projetos em curso cobriam uma extensão de cerca de 1. Tabela 30 . No entanto a margem de progressão é ainda significativa. conforme resulta da tabela seguinte.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Transportes rodoviários O setor rodoviário é composto por uma rede de estradas na extensão de 32. as obras realizadas e programadas visam dar suporte ao desenvolvimento dos três corredores estratégicos de Moçambique.7 19. Gráfico 68 . consequentemente.0 8. O esforço de melhoria mantem-se.

pois não têm conseguido acompanhar o crescimento e exigência da população.  A TDM ( Empresa de Telecomunicações de Moçambique) é o principal operador fixo (empresa de capitais públicos). qualidade e preço. com o objetivo destas promoverem os seus produtos mais eficazmente. criando um fundo para suportar o serviço universal e liberalizando progressivamente o mercado das telecomunicações. 141 . No entanto.0 Fonte: Banco Mundial Desafios do setor: Moçambique registou melhorias neste setor nomeadamente no que toca às formas de abastecimento de água e de saneamento.7 59. estas melhorias pretendiam-se mais céleres.0 54.5 47.9 15. domina a rede móvel. Esta é uma área onde estão previstos investimentos e onde as empresas portuguesas têm competências adquiridas. O regulador exigiu a separação entre as operações fixa e móvel. em 2001.6 5. Telecomunicações Apesar dos progressos referidos a cobertura das comunicações móveis em Moçambique continua aquém dos restantes países da África Austral. que criou uma política para este setor estabelecendo um órgão regulador (o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique ou INCM). que resultou da cisão da Empresa Pública de Telecomunicações (“TDM”) por imposição do regulador. através da criação de um ambiente de negócio propício ao aparecimento de privados que operem eficazmente nesta área.6 Acesso a fossa céticas % da população 4. O papel facilitador do governo proporcionou a entrada de novos prestadores de serviços e um aumento da competitividade que originou uma melhoria dos serviços em termos de cobertura. esta indústria conta com 3 grandes players que disputam entre si o mercado:  A Mcel. com o objetivo primário de melhorar não só o acesso mas também a qualidade deste tipo de serviços.4 2. subsidirária do gigante de comunicações inglês Vodafone.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Acesso a poços/furos % da população Acesso a água de superfície % da população 27. através da privatização da TDM. Potencial privatização da TDM Está atualmente em curso no país uma profunda reforma apoiada pelo Banco Mundial no setor das comunicações.  A Vodacom. que durante muitos anos funcionou como monopolista. Atualmente. É também intenção do governo moçambicano que seja reforçada a cobertura nas zonas rurais. utilizando novas tecnologias.2 16. em parte devido à ação do governo moçambicano. Tecnologias de informação O setor das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é um setor emergente em Moçambique.

com campanhas publicitárias competitivas.5 16. e consequentemente a promoção da inclusão social.5 7.1 7.3 Assinantes de internet de banda larga fixa. por 100 hab 0.7 30. e que permite que a banda larga chegue efetivamente a Moçambique.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Atualmente. Tabela 31 .4 6.4 1. acima de tudo.7 milhões de utilizadores.1 0. aumentando a qualidade do serviço de internet prestado aos subscritores e.2 6. permitindo uma redução do preço (que pode chegar até aos 90%).6 Fonte: Angola . aumento de exportações. que demonstra que a liberalização do setor e consequente aumento da competitividade.Indicadores de acesso às TIC em 2010. com o baixo preço da mão-de-obra local. um aumento das ligações de internet de banda larga permite a criação de emprego.5 Subscrições ativas de banda larga móvel por 100 habitantes 5. Tabela 32 . visto que esta tecnologia serve de base a serviços tais como call-centers ou indústrias baseadas nas comunicações que. fatores estes que produziram um efeito positivo em termos de número de utilizadores. Este será um desafio muito importante para Moçambique. se poderão estabelecer no país.4 Telemóveis por 100 habitantes 46.1 0. na medida em que se encontra pouco desenvolvida especialmente no que diz respeito à receção da Internet e também ao nível da Banda Larga Internacional.2 100.Indicadores de acesso às TIC em 2010.6 0.7 8.9 67.5 Fonte: Angola .4 18. Encontra-se em planeamento e desenvolvimento a construção de um cabo subaquático de fibra ótica que liga a parte oriental e meridional de África à Europa e à Ásia. Moçambique e outras regiões – telefones Indicador Angola Moçambique Namíbia África do Sul Telefones fixos por 100 habitantes 1.Perfil do Sector Privado do País 2012 (Áfrican Development Bank) Internet Um dos grandes desafios que Moçambique tem enfrentado no setor das tecnologias de informação tem sido a internet.3 Percentagem de agregados familiares com computador 7. Segundo estudos do Banco Mundial. É importante também referir o crescimento do setor móvel. O Banco Mundial tem apoiado um projeto de informatização e ligação à rede dos serviços governamentais (programa de EGovernment).6 1. Moçambique e outras regiões – internet Indicadores Angola Moçambique Namíbia África do Sul Utilizadores de internet por 100 hab. 10 4.5 15.5 12.Perfil do Sector Privado do País 2012 (Áfrican Development Bank) 142 . a rede fixa conta com 70 mil assinantes e a rede móvel com 2. e uma competição ao nível do fator preço elevada.

Espírito Santo Research. Zimbabué. República Democrática do Congo e Botsuana. Em geral. Suazilândia. embora haja ainda margem para diversas melhorias. Projetos estruturantes de iniciativa pública83 Energia Tabela 33 . devido a acordos comerciais existentes. mostrando-se particularmente premente o investimento em zonas onde existam potencialidades em termos de recursos minerais e agrícolas. junho 2012 83 Plano Diretor do Desenvolvimento de Infraestrutura Regional da SADC 143 . dadas as competências dos investidores estrangeiros.Expansão da capacidade de produção e de distribuição de energia elétrica Objetivo Fazer com que a escassez de energia não constitua um obstáculo ao potencial crescimento da economia. Este poderá ser um setor a dinamizar. 3. até porque a população moçambicana ultrapassou ou 25 milhões de habitantes. Há também um acordo com a União Europeia. É importante referir que. Maláui. Conjunto Internacional de Oportunidades de Apoio. por forma a poder potenciar os investimentos efetuados e o respetivo impacto sobre o tecido económico e empresarial moçambicano. Este tipo de infraestruturas propulsiona ainda o desenvolvimento do interior do país.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Desafios Desde o início do processo de liberalização do mercado de TIC em Moçambique que se assiste a um crescimento exponencial neste sector. e a taxa de penetração é de cerca de 1/3. uma vez que estas possibilitam o acesso ao mar dos países vizinhos sem costa – Zâmbia.6. Grandes projetos de investimento previsto em infraestruturas 82 O crescimento económico que se tem verificado reclama investimentos em infraestruturas (principalmente em torno dos três principais corredores logísticos moçambicanos – Maputo. A identificação de um parceiro local com competências complementares é crítica. Beira e Nacala). visto que estas estão demasiado centradas na capital. as várias infraestruturas do país precisam de ser melhoradas para fazerem face ao crescimento do país. as importações de países da SADC estão sujeitas a uma taxa de importação de 0%. Medidas Políticas     Aumentar a proporção da população com energia elétrica Desenvolver as infraestruturas de distribuição elétrica Reforço significativo da capacidade atual do sistema elétrico Desenvolver as energias renováveis (Governo aprovou estratégia com este intuito em maio de 2011) 82 Plano Diretor do Desenvolvimento de Infraestrutura Regional da SADC. A importância das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias moçambicanas deve ser salientada. segundo o qual a importação de telefones para redes móveis e outras redes não está sujeita a tributação aduaneira. BES. Moçambique. É ainda importante que seja feita uma aposta crescente na utilização de tecnologias de informação por parte das populações fora de Maputo.

Continuação da construção do aeroporto internacional de Nacala n. Tabela 36.d. 144 . prevendo a construção de uma linha ferroviária entre Moatize e Nacala.Projetos previstos em Moçambique no setor energético Projeto Montante (US$ Milhões) Fase I e II das linhas de transmissão da ‘estrutura dorsal’ em Moçambique 1.Intervenção profunda ao nível das infraestruturas logísticas em Moçambique Objetivo Melhorar a qualidade e a eficiência das infraestruturas logísticas do país Medidas Políticas  Aumentar a capacidade ferroviária e recuperação das principais linhas ferroviárias Construção e modernização dos aeroportos do país  Os principais projetos identificados pretendem responder aos objetivos traçados.Projetos previstos em Moçambique no setor dos transportes Montante (US$ Milhões) Projeto Modernização e expansão do Porto de Nacala 200 Memorando de entendimento assinado com o governo do Maláui. Negociação com o Banco de Desenvolvimento da China para desenvolver o Porto de Nacalaa-Velha n.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Os principais projetos identificados pretendem responder aos objetivos traçados.700 Central de energia da margem esquerda de Cahora Bassa 800 Central Hidroelétrica de Mphanda Nkuwa 2. Tabela 34 . atravessando o sul de Maláui n.d.d. Modernização do aeroporto internacional de Maputo n.000 Transportes Tabela 35 .d. Construção de dois novos aeroportos (de Pemba e de Tete) n.d.

Centro de Promoção de Investimento Privado 145 PwC . médio e longo prazo). de entre os quais se destacam a implementação de critérios para a alocação racional da água.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Água e saneamento Tabela 37 . não foram identificados projetos significativos. bem como a mitigação dos impactos das cheias e das secas. o desenvolvimento e a correspondente manutenção das infraestruturas hidráulicas. A Estratégia Nacional prevê também a expansão dos serviços de saneamento a uma maior percentagem da população. Gráfico 69.” IDN 57% 84 Bloomberg.200 milhões). Este é um aspeto em que uma CPLP economicamente ativa se deverá posicionar.Investimento privado por fonte. assegurando do uso efetivo e sustentável deste tipo de recursos. Investimento privado por fonte. o investimento privado aprovado pelo Centro de Promoção de Investimento subiu 11% (totalizando US$ 3. à semelhança da tendência identificada em outras economias Africanas abundantes em recursos naturais.Abastecimento de água e saneamento básico Objetivo Medidas Políticas  Garantir o abastecimento de água e de saneamento básico a um maior leque de cidadãos  A Estratégia Nacional de Gestão de Recursos Hídricos tem em vista vários objetivos (a curto. Projetos estruturantes de iniciativa privada84 Em 2012. prevendo-se um aumento para os anos subsequentes. 1999-2011 (em % do investimento privado total aprovado) 37% 6% Empréstimos IDE “A influência da China em Moçambique é incontornável. 1999-2011 Muito embora esta seja uma área muito sensível.

88% -17. A sua economia é relativamente aberta e integrada.09% -19.49% -18.67% 73.47% Balança Corrente (em % do PIB) -12.33% 3. tendo vindo a aumentar o seu peso no total das importações moçambicanas.84% Taxa de câmbio ($ /MNZ) 24.52 33.5% Fonte: BES Research 2012 e 2013 – base FMI. que não lhe permite usufruir na plenitude deste posicionamento. Trading Economics. Portugal e Brasil são os países que mais exportam para Moçambique.40% -25. No entanto. O crescimento das importações do Brasil deve-se. conforme evidenciado no capítulo anterior apresenta ainda um défice de infraestruturas. faseadamente. O Banco Central de Moçambique tomou ainda a decisão “formal” de acabar com as práticas de taxas de câmbio diferenciadas. Banco Mundial.62% 68. fluxo que em 2012 disparou graças à inauguração de uma destilaria com capacidade de produção de 2 milhões de litros de etanol de mandioca.07 28. Bloomberg / African Economic Outlook 2012. que necessita de financiar .Abertura da economia moçambicana Moçambique 2008 2009 2010 2011 2012 Abertura da economia 78. essencialmente. sendo financiado através de atividades mineiras e relacionadas (por fontes privadas) e também por ajuda internacional.78% 75.69% -16.10% 70. Em Maio de 2011 as autoridades moçambicanas anunciaram a aceitação das obrigações previstas no artigo VIII dos Estatutos do FMI. às importações de mandioca (83%). beneficia de uma localização estratégica na SADC. prosseguindo. Abertura da economia e relações comerciais A economia de Moçambique.35% 4.96 29.34% Balança Comercial (em % do PIB) -13. o que constitui um aspeto diferenciador das economias da região O défice da conta corrente externa é elevado e perspetiva-se que assim continue. O peso de Portugal é também crescente (crescimento médio anual das importações de 28% no período em análise).72% -14.25% 12. embora relativamente pequena.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. Importações No âmbito da CPLP. Tabela 38 .7.37 Inflação 10. mas com um constante défice ao nível da balança comercial. o qual influencia consideravelmente o défice externo do país.25% -21.07% -12.3 27. 146 . com especial destaque para o crescimento do Brasil. podendo assumir-se como um facilitador do desenvolvimento do comércio regional e da integração económica na região.70% 10. assim como um nível de burocracia. com a eliminação efetiva de todas as restrições cambiais existentes sobre pagamentos e transferências relacionadas com transações correntes.

78% 5. 6. em 2012.46% das importações moçambicanas. 2012 147 .05% 37 200 3. UNCTADstat Figura 28 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Os restantes países da CPLP não têm um peso significativo nas exportações moçambicanas.46% Importações (milhões US$) 400 5.58% 350 74 300 250 5.Importações moçambicanas da CPLP 500 450 6. com preponderância do Brasil 126 143 2008 2009 2010 Portugal 2011 2012 Brasil Fonte: UNCTAD.97% 150 333 74 276 30 195 100 50 104 A CPLP representou. UNCTADstat.Principais importações moçambicanas de Portugal Portugal 5% das importações moçambicanas Fonte: UNCTAD. Gráfico 16 .

aço e alumínio (incluindo para o setor energético).Principais importações moçambicanas do Brasil Brasil 2% das importações moçambicanas Fonte: UNCTAD. Gráfico 70 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O grupo das máquinas e equipamentos liderou em 2012 as importações moçambicanas de Portugal. seguido pelos livros e brochuras. 2012 Impostações moçambicanas do Brasil Figura 29 . Químicos e produtos relacionados 18% Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco Fonte: UNCTAD. quando comparada com Angola. onde os bens de consumo em geral têm um peso mais significativo. Destaca-se a diferença significativa da estrutura de exportações de Portugal para Moçambique. Em terceiro lugar surgem as partes e estruturas de ferro. UNCTADstat.Importações moçambicanas de Portugal Maquinaria e equipamentos de transporte 7% Bens manufaturados 3% 9% 44% Outros artigos manufaturados 17% Os investidores Portugueses deverão antecipar o esperado acréscimo de rendimento disponível em Moçambique e posicionarem-se no sentido de diversificarem a base de exportação. nas quais Portugal não apresenta vantagens competitivas. Note-se que 50% das importações se relacionam com energia (gasóleo e energia elétrica) e automóveis. UNCTADstat. nomeadamente ao nível de bens de consumo e agroindustrial. 2012 148 .

na indústria extrativa e no setor agroalimentar. O Brasil.000 Países Baixos 1.Importações moçambicanas do Brasil Maquinaria e equipamentos de transporte Alimentos e animais vivos Outros artigos manufaturados 4% 3% Bens manufaturados 8% Óleos vegetais e animais.000 Portugal China 5. gorduras e ceras 38% 9% Químicos e produtos relacionados Combustíveis minerais. Fonte: UNCTAD. UNCTADstat.763 70% 60% 50% 40% 4% 1% 3% 4% 1% 7% 3% 4600.Evolução das importações de Moçambique e principais países de origem.000 Peso nas importações totais de Moçambique 90% 6800.000 Bahrein 7% 9% 3. Destacam-se também as exportações brasileiras de trigo e de carne de galinha congelada.647 4007. Gráfico 72 . consubstanciada não apenas através de trocas comerciais. UNCTADstat 149 2012 Emirados Árabes Unidos 2. adquiridas e nas sólidas relações desenvolvidas entre os estados tem uma presença significativa na economia Moçambicana.0 80% 6305. 2012 Em 2012 as importações moçambicanas do Brasil mais relevantes foram as aeronaves. baseado nas suas competências. mas também pelo desenvolvimento de “green field projects”. UNCTAD.000 África do Sul 2008 EUA Importações . muito devido à vendas de aviões pela Embraer à companhia aérea moçambicana LAM.000 6% 6% Reino Unido 4.0 3764. 2008-2012 100% 8.207 4% 1% 4% 5% 1% 0% 2% 13% 5% 1% 4% 6% 4% 2% 6% 2% 1% 4% 4% 2% 3% 1% 18% 11% 17% 4% 5% 5% 6% 7.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 71 .e. lubrificantes e materiais relacionados Matérias-primas (exceto combustíveis) Bebidas e tabaco 36% Commodities e transações n.000 Brasil 6.000 30% 20% 29% 35% 34% 34% 31% 10% 0% 2009 2010 2011 Fonte: International Trade Center.

Impostações moçambicanas – Top produtos Gráfico 73 . Globalmente Moçambique tem vindo a registar um crescimento médio anual das suas importações na ordem dos 14%. Todos exportam petróleo para Moçambique. a África do Sul. As importações dos Países Baixos consistem na sua maioria em alumínio (98%). Por outro lado. Em termos de maquinaria. 150 . 2012 A importação de combustíveis tem como principais fornecedores o Bahrein. UNCTADstat. Os principais produtos importados de África do Sul são máquinas e equipamento de transporte (27%) combustíveis (20%). explicam o facto da África do Sul ser também um importante fornecedor de Moçambique. bens manufaturados (18%) – onde se destacam as importações de metais. i) a proximidade. enquanto a África do Sul exporta energia elétrica. O elevado peso dos Países Baixos na estrutura das exportações moçambicanas deverá refletir o chamado efeito “Roterdão”. cidade que acolhe um porto onde desembarca uma parte considerável das mercadorias destinadas à União Europeia (UE). e claramente se apresentar como um concorrente da CPLP. os Emirados Árabes e o Reino Unido. máquinas e o alumínio. ii) o desenvolvimento do país e iii) a posição dominante na SADC.Importações moçambicanas . entre 2008 e 2012. o principal fornecedor é a África do Sul.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP São a África do Sul e os Países Baixos os principais parceiros ao nível das importações de Moçambique – em conjunto representaram 41% do total. em 2012.Top produtos Maquinaria e equipamentos de transporte 2% 7% Combustíveis minerais. Os produtos que mais contribuíram para o crescimento das importações moçambicanas neste período foram os combustíveis minerais. lubrificantes e materiais relacionados 27% 10% Bens manufaturados Alimentos e animais vivos 13% Químicos e produtos relacionados Outros artigos manufaturados 20% 18% Óleos vegetais e animais. gorduras e ceras Fonte: UNCTAD. embora tenham vindo a crescer a um ritmo acelerado as importações de peças com origem nos Estados Unidos da América e no Reino Unido.

emprea que também construiu o Centro de Conferências Joaquim Chissano em 2003.35% das exportações moçambicanas . apresentando uma taxa média de crescimento anual de 11%. demonstrando capacidade de competir com a influência da China. construído em 1999. destacando-se Portugal. UNCTADstat 2010 Portugal Brasil 2011 Angola 151 2012 A CPLP representou.CPLP Exportações (milhões US$) 120 2. em países com abundantes recursos naturais. novos valores disponibilizados para a reabilitação de infraestruturas. O apoio do governo Chinês alastrou-se também à construção de equipamentos sociais em regiões menos desenvolvidas.Exportações moçambicanas . as linhas de crédito foram reforçados. pelo governo Moçambicano e com base em fundos próprios. De entre as principais empresas a operar em solo Moçambicano destacam-se: (i) A China Henan International Cooperation Group (CHICO). no setor das telecomunicações (subconcessões para operar nas zonas rurais) e nos transportes (por exemplo em 2007.08% 3 2 80 4 2. alavancado na CPLP deveria ser uma força de equilíbrio nesta contenda. resultou de um a doação do governo Chinês.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Relações Sino-Moçambicanas Desde a independências nacional que as relações entre a China e Moçambique se têm vindo a desenvolver e intensificar. Neste aspeto o governo Português. e com relativo sucesso. em 2012. Angola e Brasil.87% 10 0 40 16 20 9 2 80 75 51 46 2008 2009 Fonte: UNCTAD. com a visita do presidente Chinês. O número de empresas Chinesas com sede em Maputo ultrapassa as 3 dezenas. Os investimentos efetuados são financiados não só por bancos chineses. Em 2007. que tem uma presença significativa na construção de estradas.64% 1. a estratégia de expandir a sua influência económica. Gráfico 74 . inicialmente ao nível de infraestruturas militares a projetos de abastecimento de água. 2. outros aproveitamentos hidroelétricos. assim como na exploração de concessões florestais para a extração de madeira (esta última tendo gerado problemas diplomáticos entre os dois países). os Transportes Públicos de Maputo iniciaram operações com 4 autocarros a gás fornecidos pela empresa Chinesa Yutong). pontes e outras infraestruturas. que tem financiado projetos hidrelétricos (barragem de Moamba. Exportações As exportações moçambicanas para os países da CPLP têm oscilado em termos de volume e peso no total. bem como no perdão de dívidas ao estado Moçambicano. (ii) China EXIM Bank.80% 60 40 20 2. Outros interesses significativos podem ser identificados na agricultura (no Zambéze). mas também pelo Banco Mundial. A China prossegue. Refira-se que o Parlamento Moçambicano. tendo sido construído pela Anhui Foreign Economic Construction Corporation (AFECC).35% 100 6 2. e o edifício que alberga o Ministério dos Negócios Estrangeiros. e foram efetuadas doações às forças armadas Moçambicanas. pavimentação da pista do aeroporto).

representando 17% do total. essencialmente crustáceos e açúcar. 71% Alimentos e animais vivos Bebidas e tabaco Matérias-primas (exceto combustíveis) Bens manufaturados Fonte: UNCTAD. UNCTADstat.Exportações moçambicanas para Portugal Em 2012.Principais exportações moçambicanas para Portugal Portugal 2% das exportações moçambicanas Fonte: UNCTAD. na categoria de alimentos. Moçambique exportou para Portugal. representando estas duas categorias de produtos 70% das exportações para Portugal. 2012 152 . 4% 5% 17% Em segundo lugar surgem as exportações de tabaco. UNCTADstat. enquanto matéria-prima.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Principais exportações moçambicanas para Portugal Figura 30 . 2012 Gráfico 75 .

As exportações para os Países Baixos revestiram-se essencialmente em exportações de alumínio (93%). para a África do Sul. representando cerca de 37% das exportações para este país. entre outros. feixes ou cabos de fibra ótica. a África do Sul e a China representaram 64% do total das exportações moçambicanas em 2012.15% das exportações moçambicanas Fonte: UNCTAD. conetores. assentos com armação de madeira. circuitos integrados monolíticos. 153 . os Países Baixos. consistindo essencialmente em exportações de carvão (68% do total das exportações para a China) e madeira (17%). Moçambique tem vindo a exportar gás de petróleo liquefeito (GPL). seguindo-se a energia elétrica (29%). Em 2012 a presença chinesa ganhou peso nas exportações moçambicanas. UNCTADstat. Em conjunto.Principais exportações moçambicanas para o Brasil Brasil 0.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Figura 31 . 2012 Os produtos mais comprados pelo Brasil a Moçambique foram equipamentos associados à aeronáutica transístores montados.

147 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Evolução das exportações de Moçambique e principais países de destino Gráfico 76 . Gráfico 77 . gás de petróleo liquefeito e energia elétrica.500 40% 30% 56% 1.653 70% 3% 4% 3% 3% 3% 2% 4% 1% 2% 21% 10% 60% 3.500 Peso nas exportações totais de Moçambique 4.500 Itália Reino Unido China África do Sul 53% 42% 20% Suiça Índia 2. UNCTAD.604 6% 5% 21% 50% 2% 3% 4% 5% 18% 16% 3.000 80% 2. lubrificantes e materiais relacionados 9% Alimentos e animais vivos 10% 48% Matérias-primas (exceto combustíveis) Bebidas e tabaco 24% Maquinaria e equipamentos de transporte Fonte: International Trade Centre. 2008-2012 100% 4.Exportações Moçambicanas .000 2.100 90% 4. UNCTADstat Em termos globais. que foram também os produtos que mais contribuíram para o crescimento das exportações moçambicanas entre 2008 e 2012 . as exportações de Moçambique apresentam um volume mais elevado ao nível do alumínio.Top produtos Bens manufaturados 4% 3% Combustíveis minerais.000 3.500 Zimbabué 3.Evolução das exportações de Moçambique e principais países de destino.000 19% EUA 1.000 39% 27% 10% 0% Países Baixos Exportações 500 - 2008 2009 2010 2011 2012 Fonte: International Trade Center. 2012 154 .

Exportações moçambicanas de alumínio (US $milhões) 100% Países Baixos 857 80% 60% 40% 20% Suiça . Gráfico 79 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A Mozambique Aluminium Smelter (Mozal) é uma das maiores fábricas de alumínio a nível mundial. a International Development Corporation (IDC) (24%) e o Governo da República de Moçambique (4%). que explica o peso significativo das exportações de alumínio na economia moçambicana. alvo de inúmeros “case studies” que começou a operar em 2000. O GPL viu o seu peso crescer exponencialmente nas exportações moçambicanas desde 2008.Exportações moçambicanas de combustíveis (US$ milhões) Quota nas exportações de Moçambique de combustíveis 60% 50% China 455 África do Sul 434 40% 30% 20% Resto do mundo 74 10% 0% (10%) (500%) 0% 500% 1000% 1500% 2000% Crescimento médio entre 2008-2012 da exportação de combustíveis de Moçambique Fonte: International Trade Centre 155 2500% . Este foi um dos megaprojetos no continente africano. Quota nas exportações de Moçambique de alumínio Gráfico 78 . 84 Reino Unido 147 Resto do mundo 1 0% (20%) (30%) (25%) (20%) (15%) (10%) (5%) 0% 5% 10% Crescimento médio entre 2008-2012 da exportação de alumínio de Moçambique Fonte: International Trade Centre Moçambique exporta essencialmente gás de petróleo liquefeito (GPL) e energia elétrica para a África do Sul e carvão para a China. situada na província de Maputo. e que resultou de uma joint-venture entre a BHP Billiton (47%). a Mitsubishi Corporation (25%).

a maioria dos quais relacionados com a indústria extrativa. Em 2011.7% do PIB foi absorvido pelo setor da indústria extrativa e cerca de 76% direcionado para grandes projetos 156 . 83% do IDE líquido. China e Índia. Investimento direto estrangeiro de. Tal como muitos dos países africanos. Em 2012. seguida pela África do Sul e Portugal. Portugal foi o maior investidor em Moçambique entre 2005 e 2010. Reino Unido. Maurícias.8. foram desenvolvidos cerca de 10 “mega projetos” em Moçambique. que representaram cerca de 70% dos fluxos de entrada de IDE. a China foi a maior fonte de investimento direto estrangeiro (ver caixa na secção anterior).127 milhões 2009 775 2010 -2834 2011 2012 Postos de trabalho criados: 14. destacando-se ainda a África do Sul. 2008-2012 (African Economic Outlook) Dados referentes aos últimos 24 meses 8000 Fluxos IDE (milhões US$) 6004 5365 6000 4572 4000 2000 0 -2000 -4000 Moçambique Número de projetos: 50 1228 592 -44 2008 CAPEX: US$ 17. Desde 1992 até 2010. Emirados Árabes Unidos. Noruega. Moçambique atrai os investidores em grande parte devido aos seus recursos naturais. o equivalente a 35. e para Moçambique Gráfico 80 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3.Fluxos de IDE em Moçambique. Estados Unidos da América.201 Empresas/investidores: 42 -3382 -6000 -8000 Top cidades recetoras de IDE -8511 -10000 Inward Maputo: 14 projetos Outward Tete: 2 projetos Beira: 2 projetos Chimoio: 1 projeto Matola: 1 projeto Fonte: fDI markets De acordo com informação publicada pelo CIP.

a 1.000 2008 Índia 1. destacam-se:  Exploração de Carvão em Moatize (província de Tete. Indústria e Comércio Exterior do Brasil Tabela 39. anunciados entre 2003-2010 Criação de postos de trabalho estimada Ano País de origem 5. petróleo e gás natural Carvão.200 kms de Maputo). a 17 km da cidade de Maputo. tendo como alternativas a zona do Porto da Matola ou Beluluane.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O investimento direto estrangeiro tem sido crítico para o desenvolvimento económico de Moçambique.400 2003 África do Sul Comunicação TIC e infraestruturas de internet Vale 250 59 2008 Brasil Carvão.  Projeto da Zona Franca Industrial da Beira e de Ferro e Aço de Beira (700 kms ao norte de Maputo).  Projeto de Ferro e Aço de Maputo (MISP): Investimento total no valor US$ 2 bilhões para a produção de placas de aço com localização ainda a ser definida. petróleo e gás natural Carvão. petróleo e gás natural Indústria produtiva/transformadora Metais Extração Austrália Carvão. petróleo e gás natural Carvão. petróleo e gás natural Extração ArcelorMittal 223 448 2008 Luxemburgo Metais ArcelorMittal 223 448 2007 Luxemburgo Metais Cimpor 211 260 2008 Portugal Kenmare Resources Riversdale Mining 157 Construção Extração Extração Eletricidade Extração Extração Extração Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Indústria . petróleo e gás natural Carvão. A Companhia Brasileira Vale do Rio Doce já investiu cerca de US$ 202 milhões em atividades preliminares. amônia e metanol. com investimentos previstos no valor US$ 950 milhões.587 171 2008 Índia Vale 1.267 2008 EUA 2.IDE em Moçambique: projetos greenfield de maior dimensão.  Complexo Petroquímico da Beira: para a transformação de gás natural em diesel.000 2010 Portugal 2.  MOZAL: Investimento total no valor US$ 1.000 3.  Investimento de € 470 milhões em exploração e produção de petróleo entre 2008 e 2011 pela petrolífera portuguesa Galp Energia.500 1.300 3. petróleo e gás natural Extração 2009 Maurícias Comunicação TIC e infraestruturas de internet 536 2004 Irlanda Metais Extração 260 1. petróleo e gás natural Papel.209 308 2007 Brasil SASOL 1.Ministério do Desenvolvimento. petróleo e gás natural Carvão.200 238 2004 África do Sul Vale 749 120 2009 Brasil Norsk Hydro 522 215 2006 Noruega Riversdale Mining 522 215 2008 Austrália SASOL 522 215 2008 África do Sul 500 734 2007 Irlanda 481 289 2010 Seacom 468 131 Kenmare Resources 365 Telkom Investimento Empresa estimado (US$ milhões) Ayr Logistics Portucel Soporcel Group Rashtriya Chemicals & Fertilizers Jindal Organisation Setor Função de negócio chave Carvão.3 biliões para a produção de alumínio. impressão e embalagem Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Químicos Indústria produtiva/transformadora Carvão.  Investimentos de US$ 900 milhões em estradas rurais e de US$ 42 milhões em saneamento. Fonte: Moçambique . petróleo e gás natural Carvão.

343 Materiais de construção Retalho Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Fonte: UNCTAD. Esta evolução positiva explica-se também pelas condições oferecidas a nível de incentivos fiscais e pela estabilidade política e social sentida nos últimos anos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Empresa Investimento estimado (US$ milhões) Criação de postos de trabalho estimada Ano País de origem Setor Função de negócio chave produtiva/transformadora BHP Billiton 204 447 2003 Austrália Metáis Indústria produtiva/transformadora Dubai World 200 564 2008 Emirados Árabes Unidos Hotelaria Construção Galp Energia 171 152 2009 Portugal Energias renováveis Indústria produtiva/transformadora Tongaat-Hulett 159 383 2007 África do Sul Alimentação e tabaco Extração 128 211 2008 Bélgica Rezidor Hotel Group Elsewedy Electric Kenmare Resources African Queen Mines Svensk Etanolkemi Moncada Costruzioni Ayr Logistics Hotelaria Construção Carvão. “Foreign Direct Investment in LCDs: Lessons Learned from the decade 2001-2010 and the way forward De acordo com dados do FMI.600 2006 EUA Alimentação e tabaco Tongaat Hulett 52 345 2003 África do Sul Alimentação e tabaco PescaNova 52 345 2009 Espanha Alimentação e tabaco African Medical Investments 48 172 2010 Reino Unido Saúde Lonrho 47 399 2009 Reino Unido Alimentação e tabaco Nestle 47 260 2010 Suíça Alimentação e tabaco Massmart 43 230 2004 África do Sul Produtos de consumo Construção TIC e infraestruturas de internet Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Construção Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Retalho Logística. devido às operações de sondagem de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Oceano Índico. 158 . os fortes fluxos de IDE registados surgem graças a vários “mega projetos”. nomeadamente. distribuição e transporte Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Nestle 33 171 2010 Suiça Cotton Company (Cottco) 31 561 2003 Zimbabué Textêis Bakhresa 30 167 2010 Tanzânia Alimentação e tabaco Grupo Visabeira 30 85 2003 Portugal Hotelaria Construção Jaipuria Group 30 261 2010 Índia Bebidas Indústria produtiva/transformadora Pick n Pay 24 275 2010 África do Sul SABMiller Capital Africa Steel Yu Xiao Real Estate TOTAL Alimentação e tabaco Indústria produtiva/transformadora Indústria produtiva/transformadora Alimentação e tabaco 21 262 2009 Reino Unido Bebidas 21 100 2009 África do Sul Maquinaria 20 25 2007 China 21.151 22. petróleo e gás natural Eletricidade 100 12 2010 Egito 100 147 2008 Irlanda Metáis Extração 93 994 2008 Canadá Minerais Extração 90 166 2008 Suécia Energias renováveis 90 166 2008 Itália Energias renováveis 80 703 2008 EUA Imobiliário Vodafone 60 86 2010 Reino Unido Comunicação Universal Leaf 55 1. no norte do país. onde foram identificadas grandes reservas de gás natural.

9. Principais polos de desenvolvimento Os principais polos de desenvolvimento de Moçambique concentram-se em 4 províncias. Gráfico 81 – Moçambique – Peso das Regiões no PIB 14% Nampula Tete De seguida são apresentados os setores mais relevantes por província e os constrangimentos que deverão ser considerados por potenciais investidores: 6% 37% Sofala 12% Maputo (*) Outros 14 % 31% 6% Fonte: Governo Moçambique Província de Tete PIB CAGR 2005-2009 : 6. a gás e a carvão. Prevê-se que represente 15% da receita pública em 2015.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. Aspetos a considerar pelos investidores  Burocracia e coordenação entre os organismos para licenciamento e processos aduaneiros. Nampula. vanádio e titânio Efeitos de “spill over” expectados:  Forte afluência de trabalhadores de outras províncias e países. consequência da emissão de licenças em larga escala:  Concessão à Vale S. Cidade de Maputo e região de Maputo.5% Indústria de extração de carvão como foco dinamizador.A (empresa brasileira) por 35 anos com objetivo de se tornar maior estação de mineração do mundo. Tete. e crie12 mil empregos diretos e indiretos. estações hidroelétricas. ligação às redes de Moçambique e África do Sul).  Melhoria das infraestruturas de transportes (esforços combinados entre Moçambique e Malawi para nova linha férrea entre Moatize e Nancala).  Fator trabalho e capital humano em escassez.  Base de empresas locais reduzida e consequente elevado custo dos fatores de produção.  Prospeção de ouro. 159 .  Melhoria nas infraestruturas energéticas (nova barragem a jusante de Cahora Bassa. Sofala. ferro.

bebidas. O Governo moçambicano aprovou em 2012 a criação da Zona Económica Especial da Manga-Mungassa que visa.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Província de Sofala PIB CARG 2005-2009 : 7.cimento. ver caixa em detalhe.5 %      Centro económico e financeiro do país Inclui o maior parque industrial do país. Principais universidades e escolas técnicas.5% • •  12% Elevado potencial agrícola e de exploração de carvão. 31% Maputo e província de Maputo PIB CARG 2005-2009 : 6. tais como a modernização do Porto e do aeroporto da Beira. a construção de um Centro Logístico Internacional com vista a maximização das potencialidades do Corredor da Beira. • Fator trabalho e capital humano em escassez. (reserva de elefantes e acesso ao parque Kruger) 160 . tendo captado investimentos em larga escala. Aspetos a considerar: • Burocracia e complexidade da regulamentação no licenciamento • Capacidade e eficiência do Porto e custo dos serviços portuários. Doadores internacionais financiaram investimentos em infraestruturas para o comércio da região. Empresas mais relevantes nas áreas de. Investimento significativo no sector do Turismo. Beluluane. alimentação. Incluí benefícios fiscais e não fiscais.

de materiais de construção. nomeadamente: Isenção no pagamento de impostos na importação (Incluindo o Imposto Sobre o Valor Acrescentado). equipamentos. feijão e hortícolas). locomotivas. concessão de terras. entre outras) e agroindustrial (milho. Construção civil e materiais de construção. e apoio do Governo na criação de empresas. gergelim. a 10 minutos do Porto e a 20 minutos do Aeroporto. regime flexível de circulação de pessoas e capital. mandioca. A ZEE e ZFI beneficiam-se de incentivos fiscais e não fiscais. montagem de máquinas e linhas de produção e/ou montagem de viaturas. isenções de impostos. Duas áreas foram projetadas para a implantação da Zona Económica Especial (ZEE) e a Zona Franca Industrial (ZFI) em Nacala. acessórios. com preços dos terrenos bonificados. embarcações. bem como isenção do IVA nas aquisições internas. mas sobretudo para o exercício de atividade industrial. (nomeadamente têxteis e calçado. isenção ou redução de IRPC. peças e outros bens destinados à prossecução da atividade licenciada nas ZEEs. O principal residente é a MOZAL (fábrica de alumínio). com um total de cerca de 500 hectares. como operador de zona franca industrial. amendoim. 161 . 24 hectares já possuem infraestruturas para acomodar pequenas e médias indústrias. Esta zona pretende albergar como projeto-âncora uma refinaria de petróleo com capacidade mínima entre 100 a 300 mil barris por dia.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Zona Económica Especial de Nacala (Nampula) O parque de Beluluane é uma zona industrial e zona franca com uma área total de aproximadamente 700 hectares localizado a 16 km de Maputo. É uma Zona de Comércio Livre e um Parque Industrial com incentivos fiscais. A Zona Franca Industrial encontra-se aberta a oportunidades de investimento (Parcerias) para as áreas de infraestruturas.

com uma extensão de litoral de 2.  País com os recursos costeiros mais fortes da África Austral: o litoral permanece inexplorado e é muito diversificado em paisagem.  Criação de emprego e melhoria das prestações sociais do estado que se consubstanciem na melhoria do IDH. De forma mais detalhada.5 milhões de fogos e respetivas infraestruturas de água. que vai triplicar a capacidade de produção este ano (2013). Hotelaria e Turismo  Caraterísticas naturais atrativas: praias paradisíacas e florestas onde podem funcionar reservas ecológicas.  Promover projetos de pequena e média que potenciarão a economia Moçambicana nos seus diversos setores.10. lagostim. em certo sentido contribuirá. energia e acessibilidade. O Governo moçambicano pretende o envolvimento de investidores privados na área das energias renováveis.Potencialidades a Nível Setorial Setor Potencialidades Agricultura  36 Milhões de hectares de terra arável. destacam-se os setores abrangidos e respetivas potencialidades : Tabela 40 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. para a melhoria generalizada das infraestruturas que dotem a economia Moçambicana dos recursos necessários ao desenvolvimento da 162 .  País dispõe de grandes possibilidades em termos de irrigação.  Grandes bacias hidrográficas permanecem largamente inexploradas. onde a Cimentos Moçambique (Cimpor) tem tido uma posição dominante. flora e fauna.500 MW.  Entrada no mercado empresas da China.  Diversidade de recursos.  Posição de relevo na arena internacional como produtor e exportador de carvão.  Localização costeira. estimando-se um défice de 2.750 km e uma Zona 2 Económica Exclusiva (ZEE) de 586 mil km de superfície oceânica. atualmente atestado pelas enormes reservas identificadas de gás natural. Construção  Potencial de investimento na área da habitação.  No contexto dos países da SADC. lagosta e caranguejo) existe margem para aumentar a produção. saneamento. da Índia e da África do Sul com investimentos que poderão triplicar a produção de cimento em Moçambique. Pescas Indústria extrativa Produção O desenvolvimento dos setores referidos exigirá e. e consequentemente para a melhoria das condições de vida dos Moçambicanos.  Grande diversidade de recursos de pesca.  Na área da pesca de crustáceos de profundidade (gambas. dos quais somente 10% está cultivada. Moçambique é um dos países mais abundantes no fator terra. a vida marinha está presente em grandes quantidades e o mergulho e a pesca correspondem aos padrões internacionais de alta qualidade.  Forte investimento no setor de cimento. Principais setores de oportunidades Podem-se sintetizar os 3 principais objetivos de médio prazo do Governo Moçambicano:  A implementação de novos projetos estruturantes em diversos setores por forma a atingir o nível de crescimento de 8%. Energia  Potencial energético de 12.

Melhoria dos serviços públicos.  No setor marítimo: melhoria através de parcerias público-privadas. O governo de Moçambique para a prossecução dos objetivos propostos terá de efetuar reformas significativas das instituições. 163 .Potencialidades a Nível Infraestrutural Setor Potencialidades Energia  Desempenho dos serviços e boa qualidade dos mesmos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP atividade privada através da redução dos custos de produção e de contexto (tão importantes para os investidores estrangeiros). sendo uma oportunidade para agentes privados (universidades.  No setor ferroviário: atração do setor privado para o desenvolvimento deste setor. Obras previstas neste setor. ferroviário e aéreo):  No setor rodoviário: melhoria ao nível das estradas. Transportes  Melhoria das redes de transporte (rodoviário. Tabela 42 . Fortalecimento da cooperação internacional. furos e latrinas. Pode-se apresentar como áreas que deverão ser ponderadas pelos agentes públicos e privados as referidas seguidamente. Em termos de infraestruturas são identificadas as seguintes potencialidades . Telecomunicações e Tecnologias de informação  Liberalização do mercado das telecomunicações.Potencialidades a Nível Institucional (Fonte: Proposta do PES 2014) Principais Setores Institucionais Potencialidades / Apostas do Governo Setor do estado (key policies)      Combate à pobreza e criação de emprego enquanto prioridade do sistema público.  No setor aéreo: construção de novos terminais em Maputo e Nacala. marítimo. mas também para a própria CPLP que poderia providenciar apoio técnico e “know how” resultante do acumular de experiência dos diversos países. setor tecnológico. Alargamento de poços. Tabela 41 . Combate à corrupção. Implementação de medidas de caráter social e reforço do papel do estado na comunidade através da promoção de acesso aos bens públicos (infraestruturas e outros serviços públicos). Água  Minimização da dependência da água de superfície e da prática da defecação a céu aberto. consultores).

Predominantemente local Equilibrada Estrangeira e Governo Predominantemente estrangeira Predominantemente Governo Excluído Por outro lado. mantém-se como maior banco do país. do acionistaebancária grupo Caixa Geral de Depósitos (51%) e BPI (30%). (BCI) Internacional Comercial Bank (Moçambique). viu em dezembro de 2012 essa posição ser adquirida pelo Estado Moçambicano que passou a assumir a totalidade do capital do banco. O sistema bancário é sólido e.Gestão de Participações na instituição No ano de 2011 verificaram-se algumas movimentações importantes no sistema financeiro moçambicano com a entrada no mercado de um novo player. que contava também com uma participação de 49. que atualmente detêm uma participação de 36. Moza Banco.1% dos bancos apresentavam um adequado rácio de fundos próprios. enquanto o crédito mal parado (vencido) diminuiu para menos de 4% em 2012. transformando este num banco de fomento. Principais bancos presentes Moçambique tem atualmente dezoito Bancos licenciados e a operarem no seu sistema financeiro. o Banco Nacional de (Fonte: World Bank Staff Estimates.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 3. detido pelo grupo português BCP e pelo Tesouro Moçambicano. FNB Moçambique. e do grupo Moçambicano Insitec. African Banking Corporation (Moçambique).4% da instituição após a venda ocorrida em Maio de 2013 de metade da sua participação ao banco sulafricano NedBank. após o recente reforço da sua participação em 18. Banco Comercial e de Investimentos. Standard Bank. Socremo Banco de Microfinanças. Barclays Bank Moçambique.5% da Caixa Geral de Depósitos em representação do Estado por português. Banco Terra. Ao nível da banca comercial os quatro maiores bancos concentram entre si mais de 80% do volume de negócios. nomeadamente: Banco Internacional de Moçambique.9% através da compra da participação da Geocapital . o Banco Único pertencente aos grupos portugueses Visabeira e Amorim. na lista dos maiores bancos moçambicanos. cerca de 40% e maior banco em projetos de expansão da rede de balcões. 164 . ambos com uma quota em volume de negócios acima de 15%. Banco ProCredit. A taxa de rentabilidade dos capitais próprios (“ROE”) dos três principais bancos é de 35%. ao mesmo tempo que 8% respeitavam o rácio mínimo regulamentar. Banco Tchuma. Em 1 de janeiro de 2013. O Millennium BIM (Banco Internacional de Moçambique). uma taxa elevada. oEstrutura Banco Comercial de Investimentos (BCI). O grupo BES. e está prevista a implementação dos regulamentos de Basileia III em 2014. aumentou recentemente a sua participação no Mozabanco para 44% através da sua participada BES Africa. com a maior quota de mercado em volume de negócios. serão implementados os regulamentos bancários recomendados nos Acordos de Basileia I e II. mantém-se acionista maioritária deste banco. até setembro de 2012. 2007) Investimentos (BNI).4%. Financiamento à economia 3. Banco Oportunidade de Moçambique. enquanto a Moçambique Capitais.11. The Mauritius Commercial Bank Moçambique. 19. Banco Único. com 50. grupo de investimentos moçambicanos. United Bank for Africa Moçambique.1. Banco Nacional de Investimento.11. Seguem-se. Banco Mercantil e de Investimentos.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

3.11.2.

Bancarização da população

Figura 32 - Contas bancárias (% +15 anos) em África

O governo, através do Banco Central de
Moçambique, tem envidado esforços criando
politicas comerciais para incentivar e promover a
abertura de mais instituições financeiras, junto dos
distritos localizadas nas zonas interiores do país.
Todas as 12 capitais provinciais têm instituições
bancárias abertas. A expansão da rede bancária
para os distritos em Moçambique continua a ser uma
prioridade do Banco Central, tendo aumentado o
número de distritos com agências bancárias de 27
para 63, entre 2007 e 2013. Atualmente encontramse em funcionamento 502 balcões, estando
autorizados 522.

Contas bancárias (% +15anos)

No entanto, 42 distritos, mantêm-se em situação de
exclusão financeira sem qualquer instituição
financeira. As províncias de Sofala, Inhambane e
Tete foram as que observaram maiores taxas de
crescimento do Índice de Inclusão Financeira (“IIF”)
nos últimos sete anos.

< 10%
Entre 10% e 20%
Entre 20% e 30%
Entre 30% and 40%

Para além dos bancos comerciais, o sistema
financeiro Moçambicano é dotado de outras
Não disponível
instituições financeiras tais como: sete cooperativas
(Fonte: World Bank, Global Financial Inclusion Database, 2011)
de crédito nomeadamente: Cooperativa de
Poupança e Crédito, UGC-CPC - Cooperativa de
Poupança e Crédito, Cooperativa de Crédito dos Micro-empresários de Angónia, Cooperativa de Crédito dos
Produtores do Limpopo, Caixa Cooperativa de Crédito, Sociedade Cooperativa de Crédito das Mulheres de
Nampula, Caixa das Mulheres de Nacala, Cooperativa de Crédito, uma sociedade de investimento, Sociedade
de Gestão e Financiamento para a Promoção de Pequenos Projetos de Investimentos, uma sociedade de
locação financeira: African Leasing Company (Moçambique), e oito micro bancos: AC MicroBanco, Caixa
Financeira de Catandica, Caixa de Poupança Postal de Moçambique, Microbanco NGR, Yingwe Microbanco,
The First Microbank, Caixa Financeira de Caia, Letshego Financial Services Moçambique.
> 40%

Tabela 43- Número de balcões e máquinas automáticas existentes por província
Províncias
Cidade de Maputo
Província Maputo
Nampula
Sofala
Tete
Gaza
Inhambane
Manica
Zambézia
Cabo Delgado
Niassa

Balcões em
Funcionamento
(2013)
186
51
50
46
34
31
30
24
24
16
10

Total ATM (2013)
356
88
92
84
61
58
63
36
54
43
26

Fonte: Relatório anual Banco Central de Moçambique

165

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

3.11.3.

Taxas de juro de empréstimo

As taxas de juro tanto das operações ativas, como das operações passivas, tiveram ao longo do período em
análise uma tendência decrescente. O Banco Central de Moçambique relaxou a política monetária, tendo
baixado a taxa de desconto 8 vezes desde 2011. No entanto, o movimento de descida não se alastrou na
mesma proporção à globalidade dos agentes económicos .
Figura 33 - Taxas de juro em Moçambique

3.11.4.

Bolsa de valores

A Bolsa de valores de Moçambique, denominada BVM, foi constituída pelo decreto n° 49/98, de 22 de
setembro, em resultado do cumprimento de um dos objetivos da política económica e financeira do Governo
Moçambicano. A criação da bolsa de valores tinha como principais objetivos: promover a poupança e a sua
conversão em investimento produtivo e diversificar as alternativas de financiamento para o Estado e para as
empresas.
Empresas admitidas a BVM (Bolsa de valores de Moçambique)

As obrigações do Estado e os títulos das empresas cotados na Bolsa de Moçambique, representam 3% do
PIB. O desenvolvimento do mercado interno de ações e obrigações faz parte dos objetivos da nova estratégia
de gestão da dívida de médio prazo.
Os principais títulos cotados são: Cervejas de Moçambique (CDM), Empresa Nacional de Hidrocarbonetos
(ENH), e a CETA, construções e serviços SA, bem como obrigações do Tesouro de Moçambique.
Os títulos admitidos à cotação na Bolsa de Valores de Moçambique aumentaram de 25 em 2011 para 32 em
2012.
Em Moçambique a Bolsa de Valores tem servido como uma das principais fontes de financiamento do
Orçamento de Estado, assim como das empresas públicas e privadas, tendo sido admitidos à cotação, desde
a sua inauguração, 54 valores mobiliários, no valor conjunto de MZN 24.500 milhões (cerca de US$ 816
milhões).

166

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

A BVM admite também as negociações das Unidades de Participação em Fundos de Investimento, porém
apenas quando estes sejam fechados.
A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e as vantagens oferecidas:




Os títulos negociados em bolsa beneficiam de 50% de isenção do
Imposto sobre o Rendimento (IRPC/IRPS), o que obviamente
aumenta os ganhos que daí advêm;
No ato de emissão e na realização de transações, os valores
mobiliários beneficiam de isenção do imposto de selo;
O custo de financiamento é reduzido em relação ao crédito bancário
(emissão de ações, obrigações, papel comercial, entre outros);
É um meio de acesso a financiamentos internacionais através da
mobilização de investidores internacionais.
Permite tomar conhecimento do valor das empresas, através da
definição de um preço de mercado.

O Estado tem utilizado a bolsa de valores para;

Empréstimos obrigacionistas (obrigações do tesouro);
Privatizações (venda de participações do Estado nas Empresas).

167

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

168

Investir em Moçambique 169 .Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4.

especialmente no que concerne às áreas rurais).000 jovens ingressam no mercado de trabalho anualmente.6% são trabalhadores familiares não remunerados.3. Há um conjunto de indicadores que já revelam avanços em algumas áreas como o número de mulheres no parlamento (39% ) e a paridade no género de alunos inscritos no ensino primário.2. 4.unicef. através do estabelecimento de políticas ativas 4. 85 http://www.7% (apesar de ser estimado um valor mais alto. Promover o emprego. 24. Apoiar a inserção laboral de grupos alvo especiais 5.1% são funcionários públicos. Desemprego A percentagem de desemprego é de 18. direito de família. Breve descrição do mercado de trabalho e do regime de segurança social85 4. Desigualdades Moçambique tem vindo a promover um conjunto de iniciativas para incrementar a igualdade do género e a integração e participação das mulheres na sociedade. Cerca de 300. República de Moçambique. A aplicação da legislação sobre violência doméstica. mas. Apoiar o setor informal pelo seu papel na economia e na criação de emprego 4. boas práticas de negociação e o diálogo social tripartido. têm ajudado a reforçar a agenda de igualdade de género no país.gov. a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos sobre os Direitos das Mulheres em África (mais conhecido como o Protocolo de Maputo).portaldogoverno. apesar de persistirem lacunas significativas do lado da oferta. com o objetivo de estimular o emprego. o empreendedorismo. O principal objetivo é a promoção do crescimento do emprego a curto e a médio prazo por forma a propiciar o desenvolvimento de uma economia pró-emprego.1% são trabalhadoras por conta própria. Cumpre referir que a força de trabalho em áreas urbanas tem vindo a aumentar a uma percentagem anual de 3%. Objetivos da Estratégia de Emprego e Formação Profissional: 1. A população ativa estimada é de cerca de 11 milhões de pessoas – das quais 62. dado os desequilíbrios entre oferta e procura contribuem para um incremento da taxa do desemprego.9% estão empregadas (4.8% trabalham no setor privado). Criar um sistema de informação sobre o mercado de emprego (SIME) 3. Optar por políticas e programas de desenvolvimento económico que maximizem o crescimento do emprego 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4.html. sendo que apenas 10. Promover a criação de emprego qualificado através de micro. e 6.mz/Servicos/segurancaSoc/. o Protocolo da SADC.org/mozambique/media_9464. dos parceiros sociais e da sociedade civil.1. visando a atuação concertada do Governo. Estratégia Nacional de Segurança Básica 2010-2014 170 . pequenas e médias empresas (MPME’s) 6. População Ativa Está a ser implementada desde 2006 a Estratégia de Emprego e Formação Profissional em Moçambique (até 2015). http://www.

a partir do terceiro ano de atividade. Criação e manutenção de emprego direto para. Não obstante. a idade ou estado de saúde. 25 trabalhadores com nacionalidade moçambicana.000 MZN (aproximadamente USD 247. devidamente inscritos no sistema de segurança social a partir do segundo ano de atividade.117).5. 4. O valor mínimo de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) para efeitos de repatriamento de lucros é de MZN 2. antes sendolhes diretamente atribuído tendo em consideração um conjunto de condicionalismos e requisitos como. Exportações anuais de bens ou serviços sejam no mínimo equivalentes a 1. ou aproximadamente USD 82. O direito a transferir lucros para o estrangeiro é também aplicável aos investimentos promovidos em Moçambique que cumpram com um dos seguintes requisitos:    Volume de vendas anual não inferior ao triplo de 7.º 3/93. e ao contrário dos outros dois modelos. através de seguros.º 43/2009. excecionando porém. os investimentos realizados ou a realizar nas áreas de prospeção. é normalmente utilizada no setor privado. nos últimos anos tem-se verificado um incremento das tensões sociais resultado das desigualdades existentes e da persistência de um elevado nível de pobreza.500.4.500. O Programa de Subsídio de Alimentos é um exemplo deste tipo de segurança social. 171 . Segurança social básica Segurança social básica que. não implica qualquer tipo de pagamento pelos seus beneficiários. cuja relação laboral com a entidade patronal esteja formalizada. Como investir? O investimento em Moçambique é regulado pela Lei de Investimentos. Breve descrição do regime de Segurança Social Encontram-se abrangidos pelo sistema de segurança social em Moçambique os trabalhadores assalariados nacionais e estrangeiros residentes. e 4% de responsabilidade da entidade patronal). e cujo rendimento exceda determinado limite. por exemplo. pelo menos. bem como os familiares deles dependentes.000 MZN (aproximadamente USD 49. Lei n. gás e indústria extrativa de recursos minerais.372). pesquisa e produção de petróleo.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4.000. que inclui os trabalhadores por conta de outrem. Existem três modelos de segurança social no país: Segurança social obrigatória Segurança social obrigatória (gerida pelo Instituto Nacional de Segurança Social).432). A taxa de contribuição para o sistema de segurança social é de 7% (3% descontados da remuneração do trabalhador. de 24 de junho e pelo Decreto n. Segurança social complementar Segurança social complementar. de 21 de agosto.500.

 Prestações suplementares de capital. É importante que um investimento seja qualificado de IDE no âmbito desta Lei. o processo de implantação e estabelecimento de investimentos estrangeiros têm sido simplificados evitando deste modo o excesso de burocracia e diminuindo o tempo de espera neste tipo de procedimentos. e Cedência.  Suprimentos.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP O investimento direto estrangeiro (IDE) é definido como qualquer forma de contribuição de capital estrangeiro suscetível de avaliação pecuniária. proveniente do exterior e destinado à sua incorporação no investimento para realização de um projeto de atividade económica. uma vez que a mesma confere um conjunto de benefícios para o investidor e o direito ao repatriamento dos lucros obtidos e do capital investido. O investimento indireto. através de uma empresa registada em Moçambique e a operar a partir do território Moçambicano. 172 .  Marcas registadas. materiais e outros bens importados. compreende. por sua vez.  Assistência técnica e outras formas de acesso à utilização ou de transferência de tecnologia e marcas registadas cujo acesso à sua utilização seja em regime de exclusividade ou de licenciamento restrito por zonas geográficas ou domínios de atividade e/ou comercial. que constitua capital ou recursos próprios ou sob conta e risco do investidor estrangeiro. pesquisa.  Segredos e modelos industriais. isolada ou simultaneamente. Em Moçambique através da lei de investimento. A Lei de Investimentos não se aplica aos investimentos relacionados com prospeção. e produção de petróleo. Formas de investimento O investimento estrangeiro direto em Moçambique pode realizar-se através de qualquer uma das seguintes formas. dos direitos de utilização de tecnologias patenteadas e de marcas registadas.  Tecnologia patenteada. qualquer uma das seguintes formas:  Empréstimos. gás e indústria extrativa de recursos minerais.  Franchising. em determinadas circunstâncias. desde que suscetíveis de avaliação pecuniária:    Moeda externa livremente convertível. Equipamentos e respetivos acessórios.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4.5.000). Decorrida esta fase. quando o projeto de investimentos nacionais avaliados até e não superior a MZN 1. podendo a posição do investidor ser transmitida (mediante transmissão ou 173 .500.000). Numa fase posterior à apresentação da proposta do projeto de investimento.  É da responsabilidade do Diretor Geral do CPI. Projetos de investimento que requeiram a concessão florestal de área superior a 100.1. no prazo de três dias úteis. As propostas de investimentos são apresentadas em formulário próprio. A decisão sobre projetos de investimento recebidos no CPI é da autoria de várias categoria e de órgãos institucionais do pais conforme for o valor que se pretende alocar ao projeto. social. Por fim cabe ao Conselho de Ministros (no prazo de 30 dias úteis). O investidor estrangeiro deve efetuar o registo do investimento direto estrangeiro junto do Banco de Moçambique no período de 90 dias a contar da data da autorização da entidade competente ou da efetiva entrada do valor do investimento. quando o investimento nacionais e/ou estrangeiros em causa estiver avaliadoate MZN 2. ou equivalente.000 hectares. Quaisquer outros projetos com previsíveis implicações de ordem política.  É da responsabilidade do Governador Provincial. económica. o qual deverá tomar a decisão no prazo máximo de três dias úteis a contar da data de receção da respetiva proposta de projeto de investimento.000 (aproximadamente USD 467.000 (aproximadamente USD 52.000.000). o CPI ou o GAZEDA procedem à comunicação aos proponentes dos projetos de investimento a sua decisão. no prazo de três dias úteis.  É do ministro que superintende a área da planificação e desenvolvimento. a decisão sobre os projetos de investimento em regime de ZEE e das ZFI compete ao Diretor-Geral do GAZEDA.000.000. quanto à realização de projetos de investimento nacionais e/ou estrangeiros cujo valor total envolvido não exceda o equivalente a MZN 13. a decisão de autorizar os investimentos nacionais e/ou estrangeiros nos seguintes casos:     Realização de projetos de investimento cujo valor seja superior ou equivalente a MZN 13. financeira ou ambiental. Fases/Etapas a observar no Processo de estabelecimento em Moçambique Para que um investidor efetua um investimento em território Moçambicano deverá apresentar a sua proposta de projeto de investimento ao Centro de Promoção de Investimentos (CPI) ou.500.000). Certidão do registo comercial ou da reserva da denominação social da empresa implementadora do projeto. Planta topográfica ou esboço da localização onde se pretende implantar o projeto. a referida proposta de investimento terá que ser necessariamente apresentada ao Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA).000 (aproximadamente USD 467. a mesma decisão deverá ser tomada num prazo de três dias úteis.000. se o projeto for aprovado. Cópia da licença de representação comercial (apenas quando se trate de projetos a realizar mediante estabelecimento de representação comercial estrangeira).500. em língua portuguesa ou inglesa e acompanhadas da documentação necessária para a sua apreciação:     Cópia do documento de identificação do investidor proponente.000.000.000 (aproximadamente USD 86. se o respetivo investimento a realizar se localizar nas Zonas Económicas Especiais (ZEE) ou nas Zonas Francas Industriais (ZFI). o estatuto de investidor estrangeiro vigora por tempo indeterminado (enquanto se mantiverem inalterados os termos e condições que concorreram para a atribuição desse estatuto).000. a sua implementação deve ocorrer no prazo de 120 dias (se outro prazo não tiver sido fixado na respetiva autorização. Relativamente ao gabinete GAZEDA. Projetos de investimento que requeiram extensão de terra cuja área seja superior a 10. Para efeitos de exportação de lucros e reexportação do capital investido.500.500.000 hectares.

Paralisação da implementação ou exploração do empreendimento por um período contínuo superior a três meses sem que tenha havido uma comunicação prévia à entidade competente. na parte respeitante à atividade desenvolvida no âmbito do projeto (durante cinco exercícios fiscais). sendo que os mesmos podem ser agrupados em duas categorias: benefícios genéricos e benefícios específicos. sociedades anónimas. sem que esta se tenha iniciado.permite-se a reintegração acelerada dos imóveis novos utilizados na prossecução do projeto de investimento. do total de investimento efetivamente realizado na coleta do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC). até à concorrência deste. 4. Verificação de situações de incumprimento quer da Lei de Investimentos e do Regulamento da Lei de Investimentos quer das condições previstas na respetiva autorização ou noutros instrumentos legais aplicáveis. Incentivos e benefícios ao investimento Ainda no âmbito dos incentivos decorrentes do investimento em Moçambique podem também mencionar-se os benefícios fiscais consagrados no Código dos Benefícios fiscais (CBF). Termo do prazo estabelecido para o início da implementação do projeto.  Deduções à matéria coletável e à coleta . aprovado pela Lei n.1. Por outro lado a lei do investimento permite a revogação da autorização concedida para realização do investimento quando se observe uma das seguintes situações: 1. sociedade em comandita simples. sociedade por quotas.  Amortizações e reintegrações aceleradas . O investidor externo pode implementar o seu negócio em Moçambique através de formas societárias previstas na legislação comercial Moçambicana (Código Comercial). quando devidas. que consagra vários benefícios aplicáveis ao investimento estrangeiro em Moçambique. Pedido fundamentado dos investidores. 4. sociedade em comandita por ações. O Código Comercial prevê os seguintes tipos societários: sociedade em nome coletivo. 174 . seja notificada a entidade decisória competente (e obtida a consequente autorização) e seja comprovado o cumprimento de obrigações fiscais e legais.6.6. que consiste em incrementar em 50% as taxas normais legalmente fixadas para o cálculo das amortizações e reintegrações consideradas como custos imputáveis ao exercício na determinação da matéria coletável do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC) ou Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS). 2. Benefícios genéricos O código de benefícios fiscais (CBF) considera benefícios genéricos aplicáveis ao investimento estrangeiro os seguintes:  Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA (na importação de bens): sobre os bens de equipamento classificados na classe «K» da pauta aduaneira e respetivas peças e acessórios que os acompanhem (durante os primeiros 5 anos de implementação do projeto). de 12 de janeiro.º 4/2009. 4. respetivamente (durante os primeiros cinco anos).possibilidade de os custos com (i) a modernização e introdução de novas tecnologias e com (ii) a formação profissional de trabalhadores moçambicanos poderem ser deduzidos à matéria coletável até ao limite de 10% ou 5%.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP cessão de participações sociais detidas pelos respetivos investidores) desde que a transmissão ocorra em território nacional.  Crédito fiscal por investimento (CFI) . 3.possibilidade de os investimentos beneficiarem de uma dedução de 5% ou 10%. consoante o investimento ocorra na Cidade de Maputo ou nas restantes províncias.

 Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. energia elétrica. bem como as ações que contribuam para o desenvolvimento desta. telecomunicações abastecimento de água. escolas.  Isenção do pagamento de direitos aduaneiros na importação de matérias-primas e de equipamentos destinados ao processo de produção industrial que demonstrem e assumam o compromisso de manter a faturação anual não inferior a 3.     175 . aeroportos.2.000.6. Benefícios complementares: o Dedução de despesas realizadas com a formação profissional de trabalhadores moçambicanos. de 22 de dezembro). Benefícios Específicos São considerados benefícios específicos no âmbito do investimento efetuado em determinados setores de atividade considerados de grande relevância para o crescimento e o desenvolvimento do país . aeroportos. bem como de outros indispensáveis à prossecução da atividade. para património próprio de obras consideradas de arte e outros objetos representativos da cultura moçambicana.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP  Outras despesas consideradas custos fiscais . Redução em 80% da taxa de IRPC nos primeiros 5 exercícios fiscais. Descrição da Área de Investimento Infraestruturas Básicas de utilidade pública (exemplo: estradas. 4. Indústria transformadora e de montagem Agricultura e Pescas (Aquacultura) Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. Redução em 80% da taxa de IRPC até 31/12/2015.000 MZN. nos termos da Lei de Defesa do Património Cultural (Lei n. Redução da taxa de IRPS. correios. e cujo o valor final acrescentado ao produto corresponda a um mínimo de 20%. abastecimento de água) Comércio e indústria nas zonas rurais Incentivos atribuídos       Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. o Dedução de determinadas despesas como custos fiscais.º 10/88. hospitais e outras obras consideradas de utilidade pública (durante cinco exercícios fiscais).os investimentos elegíveis para efeitos da atribuição dos benefícios fiscais ao abrigo do Código dos Benefícios Fiscais (CBF) podem ainda considerar como custos para a determinação da matéria coletável do IRPC os seguintes limites: a) 110% (para os investimentos na cidade de Maputo) e 120% (para os investimentos nas restantes províncias) das despesas realizadas na construção e na reabilitação de estradas e caminho-de-ferro. Redução em 60% da taxa de IRPC do 6º ao 10º exercício fiscal. Redução em 25% da taxa de IRPC do 11º ao 15º exercício fiscal. Redução da taxa de IRPS. b) 50% Das despesas realizadas na compra. Redução em 50% da taxa de IRPC entre 2016 e 2025.

Benefícios Complementares: o Dedução de despesas realizadas com a formação profissional de trabalhadores moçambicanos. Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de materiais e bens. Reintegração acelerada.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Hotelaria e Turismo      Parques de Ciência e Tecnologia Projetos de grande dimensão (que excedam 12. Isenção de direitos aduaneiros e do IVA na importação de materiais e equipamentos. Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de materiais e bens. em regime de concessão)         Zonas de Rápido Desenvolvimento (ZRD):    Zonas francas Industriais (ZfI):      Zonas Económicas Especiais (ZEE):   Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. consoante seja operador de ZEE ou empresa de ZEE. o Dedução de determinadas despesas como custos fiscais. Isenção de IRPC nos primeiros 10 exercícios fiscais. investimentos em infraestruturas de domínio público. Lei n. Isenção de IRPC nos primeiros 5 exercícios fiscais.º 4/2009. Crédito fiscal por investimento (5% ou 10% consoante a localização do investimento). Benefícios complementares: o Dedução de despesas realizadas com a modernização e introdução de novas tecnologias. Fonte: Código dos Benefícios Fiscais. Redução em 50% da taxa de IRPC do 6º ao 10º exercício fiscal ou do 4º ao 10º exercício fiscal. Crédito fiscal por investimento (20%). Redução em 50% da taxa de IRPC do 11º ao 15º exercício fiscal. o Dedução de determinadas despesas como custos fiscais. Isenção e reduções igualmente aplicáveis em sede de IRPS. o Dedução de despesas realizadas com a modernização e introdução de novas tecnologias. o Amortizações e reintegrações aceleradas. Benefícios complementares: o Crédito fiscal por investimento.milhões e 500 MNZ. Dedução de determinadas despesas como custos fiscais Isenção do pagamento de direitos aduaneiros e do IVA na importação de bens de equipamento classificados na classe «K» da Pauta Aduaneira. 176 . bem como de determinados bens considerados indispensáveis à prossecução da atividade nas quantidades necessárias para a construção e apetrechamento do projeto. Redução em 50% da taxa de IRPC do 6º ao 10º exercício fiscal. Redução em 25% da taxa de IRPC pela vida do projeto ou entre o 11º e o 15º exercício fiscal. consoante seja operador de ZEE ou empresa de ZEE. Redução em 25% da taxa de IRPC pela vida do projeto. de 12 de janeiro. Isenção de IRPC nos primeiros 5 ou nos primeiros 3 exercícios fiscais. Redução em 25% da taxa de IRPC do 11º ao 15º exercício fiscal. Isenção de direitos aduaneiros e do IVA na importação de material e equipamento. consoante seja operador de ZEE ou empresa de ZEE.

em conjunto. Portugal dispõe de linhas de crédito específicas de apoio à internacionalização das empresas e à exportação. Acresce que muitos países. Em Portugal a Instituição Financeira de Apoio ao Desenvolvimento SOFID (que integrará o futuro banco de fomento) dispõe de um fundo específico de apoio ao investimento em Moçambique designado por InvestimoZ. sendo que só no ano de 2012 foram aprovados 4.edfi. e demais entidades da APD (como sejam as agências bilaterais). Acesso EU/Africa Infrastructure Trust Fund (ITF).7. com o apoio da Caixa Geral de Depósitos e outros mecanismos de apoio às empresas exportadoras. Participações de Capital. reestrurado em Março de 2014 De acordo com o Relatório Anual EDFI 2012. através do fundo investimoZ. nalguns casos. o Banco Africano de Desenvolvimento. na Europa existem as Instituições Financeiras ao Desenvolvimento (IFD) que podem financiar projetos de investimento em países em desenvolvimento desde que cumpridos um conjunto de requisitos. Em Portugal a Instituição Financeira ao Desenvolvimento é a SOFID. Uma das principais fontes de financiamento estrangeiro consubstancia-se na ajuda pública ao desenvolvimento (APD) proveniente de entidades multilaterais financeiras. permitindolhes financiar projetos de internacionalização de pequenas e médias empresas a condições de mercado mais competitivas. Cabo Verde e Guiné Bissau. por prazos mais longos e com outros instrumentos alternativos para diminuição dos riscos da operação. Para além destas entidades. acessível: http://www. sendo que alguns dos bancos comerciais que operam em Moçambique recorrem a financiamento junto de instituições multilaterais financeiras. sendo de salientar a linha de crédito ao importador do bem com origem em Portugal. como o Banco Mundial. entre eles Portugal. São Tomé e Principe. o O ITF tem por objetivo captar e mobilizar recursos financeiros e competências técnicas FMO . que lhes concedem financiamento para concederem crédito à economia e às empresas. Acesso ao Fundo Português de Apoio ao Investimento em Moçambique (InvestimoZ). o Banco de Desenvolvimento Africano.Netherlands Development Finance Company é uma das maiores Instituições Financeiras de apoio ao desenvolvimento. como por exemplo. As IFD europeias constituíram uma associação designada por European Development Finance Institutions (EDFI). entre os quais contribuir para o desenvolvimento económico do país do investimento. têm disponibilizado linhas de crédito a fim de facilitar e promover as suas próprias exportações para Moçambique e. Mas nem todas as áreas ou setores de atividades são elegíveis para efeitos de atribuição de financiamento.html 177 . detinham um portfolio de 4. Estas instituições poderão constituir um importante mecanismo de financiamento aos investimentos das empresas nos países em desenvolvimento.be/component/downloads/downloads/92. uma vez que beneficiam de apoios do estado europeu da sua origem e podem aceder a fundos de comunitários orientados para o apoio ao desenvolvimento.705 projetos num total de cerca de 26 mil milhões de euros. que no final do ano de 2012.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. Principais mecanismos de financiamento Existem vários mecanismos alternativos para investir em Moçambique.7 mil milhões de euros em 714 86 novos projetos . que disponibiliza:      86 Empréstimos. Para grandes projetos de investimento com impacto económico em países em desenvolvimento e cujo plano de investimento permita desenvolver a economia existem instrumentos financeiros em algumas destas instituições multilaterais financeiras para apoiar o investimento diretamente às empresas. com um portfolio de projetos de 6.280 milhões de euros sendo que deste montante cerca de 67% são empréstimos concedidos para investimentos em países em desenvolvimento. para efetuar investimentos. o Banco Europeu de Investimento e o Banco Mundial. Estas instituições também financiam projetos em outros países da CPLP como Angola. Garantias Bancárias.

Acesso Neighbourhood Investment Facility (NIF). promovidos por empresas portuguesas ou por parcerias Luso-Moçambicanas A SOFID. Prazo: até 10 anos. máximo de 2.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP    para apoiar o investimento em infraestruturas transfronteiriças com impacto regional. Apoio à realização de estudos de sustentabilidade do projeto. Moeda: Euro. receitas do projeto. Garantias. Taxa de Juro: variável indexada à Euribor. Produtos de gestão de risco. nomeadamente:          Montante mínimo por promotor do projeto de investimento de 250 mil euros. Participações de capital. (que será integrada no futuro banco de fomento português). Empréstimos de longo prazo. Comissões de acordo com o preçário em vigor. Regra geral. como sejam o ITF. Donativos destinados ao financiamento de atividades específicas nos países de menor rendimento. Utilização: total ou por tranches (em função da natureza do projeto e sua evolução). Reembolso: em prestações trimestrais. semestrais ou anuais. o NIF e o LAIF. apresenta condições de financiamento específicas de apoio a projetos de internacionalização. Garantias dos promotores: garantia internacional ou local. de acordo com o preçário da SOFID no momento. em 47 países da África Subsariana. Fundo InvestimoZ . Carência: até 3 anos. neles se incluindo todos os PALOP. com possibilidade de outras divisas com curso internacional. 178 .Fundo Português de Apoio ao Investimento em Moçambique que financia projetos de investimento de iniciativa pública ou privada em Moçambique. garantias pessoais ou outras cauções. Financiamento “mezzanine”. com taxas a juros bonificados. hipoteca ou penhor sobre ativos do projeto. os produtos financeiros disponibilizados pelas IFD são:         Empréstimos de longo prazo. o A LAIF é um instrumento criado pela Comissão Europeia que visa mobilizar financiamentos adicionais para apoiar investimentos na América Latina.5 milhões de euros. com taxas a juros de mercado. Acesso Latin America Investment Facility (LAIF). podendo ocorrer eventuais bonificações associadas à mobilização de fundos nacionais ou internacionais disponíveis para ajuda ao desenvolvimento.

Este fundo. 179 . No que se refere aos veículos de investimentos. admite-se ainda investimentos de quase capital (instrumentos híbridos de capital e obrigações convertíveis). Os montantes máximos de investimento em cada projeto são determinados pela equipa de gestão do fundo e podem variar entre 5 e 20 milhões de USD. tais como ações ordinárias de empresas ou projetos. O acesso a este fundo faz-se através do preenchimento da candidatura por parte da empresa ou investidor interessado. disponibiliza um total de mil milhões de USD para projetos de investimento que promovam a melhoria da qualidade de vida das populações e o desenvolvimento social e económico dos países destinatários do financiamento. o fundo admite a utilização de diversos instrumentos. Um dos critérios elegíveis para obtenção do financiamento é a aposta na utilização de tecnologia industrial avançada. criado em 2010 com intuito de fortalecer a cooperação e as relações de investimento entre a China e os países de língua Portuguesa.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 82 . adaptados em função das características das empresas e da natureza dos projetos. Nesse sentido. composta por membros da equipa de gestão do fundo.Percentagem do valor dos projetos por modalidade de financiamento e setores de atividade Setores de atividade Modalidades de financiamento EDFI 3% 13% 33% Financeiro 6% 46% 51% Infraestruturas Indústria Agroindústria Outros 22% Participações de capital e equiparáveis Empréstimos 26% Subvenções Fonte: Relatório Anual EDFI 2012 Outro instrumento disponível para o financiamento de investimentos de grande dimensão e com reconhecido impacto económico é o Fundo de Cooperação China-Países de Língua Portuguesa. para além dos instrumentos de capital diretos. e depende da decisão da comissão de investimento.

Zimbabué e da Republica Democrática do Congo.8. à frente do Maláui. Atratividade de Moçambique no contexto regional No conjunto de relatórios e indicadores que procuram caraterizar os mercados dos vários países mundiais. A título exemplificativo o relatório do Banco Mundial sobre a facilidade de fazer negócio indica que Moçambique se encontra na posição 146.Doing Business 2013 – Posição por país da SADC Facilidade de se fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Obtenção eletricidade Registo de propriedade Obtenção de crédito Maurícias 19 14 62 44 60 53 África do Sul 39 53 39 150 79 1 Botsuana 59 99 132 90 51 53 Seicheles 74 117 57 144 66 167 Namíbia 87 133 56 87 169 40 Zâmbia 94 74 151 151 96 12 Suazilândia 123 165 41 156 129 53 Tanzânia 134 113 174 96 137 129 Lesoto 136 79 140 133 157 154 Madagáscar 142 17 148 183 147 180 Moçambique 146 96 135 174 155 129 Malawi 157 141 175 179 97 129 Angola 172 171 124 113 131 129 Zimbabué 172 143 170 157 85 129 Congo 181 149 81 140 106 176 Países 180 . Angola. Moçambique encontra-se classificado na parte inferior do ranking. Tabela 44 .1. Competitividade de Moçambique 4.8.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Identificam-se como aspetos positivos a rapidez e facilidade na constituição/abertura de uma empresa e a facilidade na obtenção de crédito. Há um conjunto de novos indicadores que sustentam a manutenção de valores elevados de IDE. dos quais 13 na zona Económica Exclusiva de Nacala. representando um investimento 400 milhões de USD por parte de empresas exportadoras. uma empresa de telecomunicações da propriedade do Ministério da Defesa do Vietname e a SPI (Gestão e Investimentos). 181 . GS Cimento e Bill Wood) e da África do Sul. A descoberta de extensas reservas off-shore de gás natural. Foram vários os fatores que contribuíram para o crescimento do Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Moçambique. que resulta de uma joint-venture entre a Viettel. nomeadamente:    Um forte investimento no setor de cimento estimando-se que a produção triplique até 2013. No entanto os custos de contexto mantêm-se significativos. o investimento do setor privado atingiu mais de 1. na sua maioria canalizado para as indústrias extrativas. Moçambique é o primeiro destino de fluxo de IDE da SADC com cerca de 29% do total de IDE para a região que é revelador da atratividade que a sua economia tem vindo a gerar. Pretoria Portland Cement com um investimento global de 450 milhões de USD. como resultado do IDE em mega projetos do carvão. indicam que os valores oficiais de IDE atingiram em 2012 o montante de 5.000 novos empregos foram criados pelos 285 novos projetos. Movicel com investimento recente no montante de USD 400 milhões. Na SADC. Os fluxos do IDE em Moçambique indicados pela UNCTAD. Um total de 30. através do investimento realizado por empresas chinesas (África Great Wall Cement Manufacturer. comparando de forma muito positiva com os restantes países da SADC. Um novo operador móvel. em 2011.9 mil milhões de USD. juntamente com o forte crescimento agrícola e o investimento em infraestruturas. Já no ano anterior.2 mil milhões de dólares. China International Fund.2 mil milhões de em 2012. de USD 5.

9. barreiras não tarifárias. Licenciamento das Importações para Moçambique Moçambique faz parte da Organização Mundial do Comércio e tem vindo a adotar medidas que visam harmonizar a importação de produtos em linha com as orientações da OMC. ouro. são sujeitas a devolução ou destruição. consoante o caso. cimento. são sujeitas a inspeção pós-desembarque e ao pagamento da multa de 10% sobre o valor da importação ou. Por outro lado. alguns dos produtos exportados para Moçambique estão sujeitos ao procedimento de Inspeção Pré-Embarque de acordo com a respetiva restrição indicada por produto na posição pautal. à data da aceitação da declaração aduaneira pelas Alfândegas. Moçambique tem ainda um conjunto de regimes aduaneiros especiais que permitem soluções diferenciadas para os investidores em Moçambique ou na SADC. prata e platina. como sucede com algumas carnes. pneus novos e usados e veículos. outros impedimentos 4. atendendo a que as mercadorias sujeitas à inspeção pré-embarque que não sejam submetidas à mesma no processo de importação. Além da taxa de direitos aduaneiros e de outras obrigações da responsabilidade do importador ou do exportador é devida uma Taxa de Serviços Aduaneiros (TSA). notas e moedas estrangeiras. produtos químicos. 4.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. quando não respeitem as especificações técnicas e outros requisitos previstos na lei.1.º 34/2009. São regimes aduaneiros especiais os de: exportação 182 . a restrições especiais. armas. fixada no valor de cerca de USD 85 por cada operação de importação com isenção de direitos aduaneiros e é cobrado em todos DU. tais como medicamentos. são as constantes da Pauta Aduaneira. O documento necessário para o Despacho Alfandegário das mercadorias que entram ou saem de Moçambique é designado por Documento Único (DU) e o processamento de toda a informação e despachos é realizado através de uma plataforma informática designada por JUE – Janela Única Eletrónica. nos termos do Decreto n. mas existem produtos cuja importação estão proibidos. que estabelece as regras de desembaraço aduaneiro de mercadoria. Há empresas privadas que estão devidamente licenciadas para procederem às inspeções pré-Embarque. As taxas de direitos aduaneiros e demais imposições aplicáveis no caso de importação.9. correndo por conta do importador e exportador todas as despesas inerentes à realização da operação de devolução ou destruição. A declaração aduaneira é submetida às Alfândegas diretamente pelo importador ou exportador ou pelo seu representante legalmente habilitado. medicamentos. de 10 de março.1. farinhas. É importante para o exportador conhecer quais os produtos sujeitos a esta classificação. A importação não está sujeita. prevista na Lei n. Alfândegas – Barreiras aduaneiras: tarifas.9. selos e valores selados. por regra. Principais constrangimentos ao IDE e Exportação No que diz respeito às principais dificuldades e/ou constrangimentos à exploração do mercado interno e ao investimento direto estrangeiro em Moçambique pode enumerar-se um conjunto de constrangimentos. Existe igualmente um conjunto de mercadorias sujeitas a um regime especial. pré-embarque.1. fósforos. com algumas exceções.º 6/2009. de 6 de julho.

Todas as mercadorias importadas devem ter uma fatura comercial com os seguintes requisitos:  Número e data da fatura.  Descrição completa da mercadoria.  Acordos/termos de pagamento. entre outros previstos por lei. Direitos aduaneiros As mercadorias exportadas para Moçambique por qualquer via estão sujeitas ao pagamento dos direitos e ao regime pautal em vigor no dia em que sejam desembaraçadas da acção fiscal.  Nome completo e endereço do vendedor e do comprador.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP temporária. desde que satisfeitas as condições determinadas em legislação específica.  Número de ordem ou «de encomenda». Todas as mercadorias objeto de importação /exportação devem apresentar etiqueta que identifique o País de fabrico.  Nome completo do consignatário se for diferente do comprador. (preço unitário vezes o número de unidades) por extenso. mesmo que se encontrem depositadas em entrepostos ou armazéns de regime aduaneiro ou livre. Nota: Quando as faturas vierem emitidas em língua estrangeira as Alfândegas podem solicitar a sua tradução para a língua portuguesa. tendo sido fixada uma taxa única no valor de 17%. os animais reprodutores.  Preço total e a moeda utilizada na emissão da fatura. como o Zinco) e 20% (bens de consumo não essenciais).  País de origem.  Preço por unidade (preço unitário). transferência.  Quantidades de mercadorias fornecidas.  Outros custos (encargos adicionais e particulares). Um dos regimes especiais. seguro e frete) das mercadorias e variam de acordo com a pauta aduaneira de Moçambique. zonas francas. ferramentas e máquinas para utilização temporária em atividades agrícolas. os aparelhos. lojas francas. utensílios. No que respeita aos direitos aduaneiros estes são calculados numa base ad valorem sobre o valor CIF (custo. industriais e de construção e outros. a prestação de garantia em percentagem do valor da importação.  Acordos/termos de venda. entre outras.5% (matérias-primas. permite a suspensão no pagamento de direitos aduaneiros e demais imposições. 183 . os produtos importados estão sujeitos a outros impostos:  Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) . reimportação.  Preço total. Entre as mercadorias elegíveis para o regime de importação temporária estão. armazéns de regime aduaneiro. entre outros.  Autenticação. reexportação.Estão submetidas a IVA as transmissões de bens e as prestações de serviços efetuadas em território nacional e as importações de produtos. trânsito aduaneiro. o de importação temporária para futura reexportação (por exemplo para outro estado da SADC). O período de suspensão varia entre 30 a 360 dias consoante a mercadoria. Além dos direitos alfandegários. entre 2.

nomeadamente. Sendo o direito de propriedade titularidade do estado. A forma de concessão do direito e uso aproveitamento da terra (DUAT) segue regras bastante complexas que por vezes tornam o processo bastante moroso e burocrático. com taxas variáveis. e os incentivos fiscais e aduaneiros.9. o direito ao repatriamento do capital investido e dos lucros obtidos. 184 . vinho (55%). este facto origina alguns constrangimentos. como por exemplo: cerveja (10%). não podendo ser vendida. a terra é propriedade do Estado. 4.  Amortizações e juros de empréstimos contraídos no mercado financeiro internacional e aplicados em projetos de investimento realizados em Moçambique. independentemente da elegibilidade ou não do respetivo projeto de investimento à exportação de lucros nos termos da regulamentação da Lei de Investimentos .  Formas de atribuição do DUAT As condições de uso e aproveitamento da terra são determinadas pelo Estado.1.Imposto aplicável a um conjunto diferenciado de bens. a garantia de segurança e proteção pelo Estado aos investimentos e à propriedade privada.2.  Royalties ou outros rendimentos de remunerações de investimentos indiretos associados à cedência ou transferência de tecnologia.9. hipotecada ou mesmo penhorada.1. visto a Constituição da República atribuir um direito real menor o direito de uso e aproveitamento da terra (DUAT). Direito e Uso de Aproveitamento da Terra (DUAT) em Moçambique Em Moçambique.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP  Imposto sobre Consumos Específicos (ICE) . e cigarros (75%). Entrada e saída de capitais Repatriamentos dos lucros No ordenamento jurídico Moçambicano os investidores estrangeiros (sejam eles pessoas singulares ou coletivas) podem beneficiar das garantias e incentivos previstos na Lei de Investimentos.3. 4. Transferência de fundos para o exterior A Lei de Investimentos atribui ao investidor estrangeiro o direito de transferir para o exterior os fundos obtidos em consequência da sua atividade em Moçambique desde que verificado o cumprimento de alguns requisitos. No âmbito do investimento estrangeiro qualquer investidor que pretenda realizar o investimento tem de se estabelecer em solo Moçambicano por forma a desenvolver a sua atividade.  Capital estrangeiro investido e reexportável. O direito de uso e aproveitamento da terra é conferido às pessoas singulares ou coletivas tendo em conta o seu fim social. nomeadamente:  Lucros exportáveis resultantes de investimentos elegíveis à exportação de lucros nos termos da regulamentação da Lei de Investimentos.  Produto de indemnizações que resultem da nacionalização ou expropriação de bens e direitos que constituam investimento autorizado.

essencialmente causado pela massificação do ensino. O regime geral da contratação de estrangeiros encontra-se regulado pelo Decreto n. salvo havendo reserva legal ou se a terra tiver sido legalmente atribuída a outra pessoa ou entidade. um novo pedido deve ser apresentado. pesqueiras e mineiras e à proteção do meio ambiente). O direito de uso e aproveitamento da terra para fins de atividades económicas está sujeito ao prazo máximo de 50 anos. o Estado reconhece e protege os direitos adquiridos por herança ou ocupação.1. Tal princípio não afasta. Falta de mão-de-obra qualificada e a contratação de mão-de-obra estrangeira A falta de mão-de-obra qualificada em setores técnicos específicos como o de petróleo. A aprovação do pedido do DUAT não dispensa a obtenção de licenças ou outras autorizações exigidas por legislação aplicável ao exercício de atividades económicas pretendidas (agropecuária ou agroindustriais. porém. comerciais. nacionais e estrangeiros. o contrato de trabalho celebrado com cidadão estrangeiro obedece às seguintes regras: a) b) c) Deve revestir a forma escrita. renovável por igual período a pedido do interessado.  Contratação de mão-de-obra estrangeira A Lei do trabalho em Moçambique prevê expressamente a possibilidade de contratação de trabalhadores estrangeiros. podendo ser renovado mediante a apresentação de novo pedido. carvão. turísticas. de criar condições para a integração de trabalhadores moçambicanos nos postos de trabalho de maior complexidade técnica e em lugares de gestão e administração da empresa e a possibilidade de. independentemente do número de renovações. 4. de 30 de Dezembro. É sempre celebrado a termo certo e por período não superior a dois anos. industriais. O direito de uso e aproveitamento da terra. Os constrangimentos ainda existentes tornam necessário o recurso por parte do investidor à contratação de mãode-obra estrangeira como forma de solucionar o problema. É convertido em contrato de trabalho por tempo indeterminado. independentemente do prazo autorizado para o exercício do direito de uso e aproveitamento da terra. visto tratar-se de zonas de domínio público (zonas destinadas à satisfação do interesse público). Nos termos do decreto-lei anteriormente referido. Apesar disso. Nestas zonas só é permitido o exercício de determinadas atividades mediante emissão de licenças especiais.4. As referidas licenças terão o seu prazo definido de acordo com a legislação aplicável. a qual se rege pelo princípio da igualdade de tratamento e oportunidades. não pode ser concedido nas zonas de proteção total e parcial. o Estado moçambicano reservar exclusivamente a cidadãos nacionais determinadas funções ou atividades.9.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Na titularização do direito de uso e aproveitamento da terra.º 55/2008. O exercício de uma atividade profissional remunerada em Moçambique por parte do trabalhador estrangeiro está condicionado à atribuição prévia do visto de entrada adequado a esse fim. que prevê os termos e os regimes admissíveis de contratação de trabalhadores estrageiros que pretendam trabalhar em Moçambique. 185 . o dever que impende sobre os empregadores. Após o período de renovação. gás. nomeadamente de interesse público. por razões ponderosas. tem-se verificado um abrandamento destes constrangimentos. saúde e outros setores essenciais para o desenvolvimento do país apresenta-se como um dos maiores constrangimentos ao investimento estrangeiro em Moçambique.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

No caso de cessação, por qualquer motivo, o empregador deve comunicar o fato à entidade que superintende
a área do trabalho e aos serviços de migração da província do local de trabalho no prazo não superior a 15
dias a contar da data da cessação.
Nos termos do regime geral, a contratação de estrangeiros obedece a vários regimes alternativos:

Regime de contratação
de estrangeiros

Contratação no âmbito
do regime de quotas

Caracterização

Nas grandes empresas, 5% da totalidade dos trabalhadores;

Nas médias empresas, 8% da totalidade dos trabalhadores;

Nas pequenas empresas, 10% da totalidade dos trabalhadores, com o limite
mínimo de um trabalhador.

No âmbito do regime de quotas, a admissão de trabalhadores estrangeiros não
carece de autorização ministerial, mas apenas de comunicação ao ministro que
superintende a área do trabalho ou entidade a quem este delegue, acompanhada de todos
os documentos legalmente exigidos

Contratação ao abrigo
de projetos de
investimento
aprovados pelo
Governo


Em projetos de investimento aprovados pelo Governo nos quais se preveja a
contratação de trabalhadores estrangeiros em percentagem inferior ou superior às quotas
acima indicadas, é igualmente dispensada a autorização de trabalho;

Apenas é suficiente a comunicação ao ministro que superintende a área do
trabalho ou à entidade a quem este delegar;

Também a contratação de trabalhador estrangeiro para prestação de trabalho de
curta duração (não superior a 30 dias, seguidos ou interpolados) não carece de autorização
ministerial, sendo suficiente a comunicação dos elementos legalmente exigidos à entidade
provincial competente, podendo o seu período ser prorrogado, desde que obtida a
competente autorização e a sua duração total não exceda 90 dias.

Trabalho em regime
de curta duração


Considera-se curta duração o período de trabalho não superior a 30 dias. Não
carece de autorização de trabalho.

Contratação mediante
autorização de
trabalho (fora do
regime de quotas)


Os trabalhadores estrangeiros poderão ainda ser contratados fora de quota, desde
que, após requerimento acompanhado de todos os documentos legalmente exigidos, a
entidade patronal consiga a necessária autorização do Ministro que superintende a área do
trabalho ou da entidade a quem este delegar;

Neste último caso, a contratação do trabalhador estrangeiro só é admissível
quando este possua as qualificações académicas ou profissionais necessárias e não haja
cidadãos nacionais que possuam tais qualificações ou, havendo, o seu número seja
insuficiente e determine a indisponibilidade no mercado de trabalho;

A contratação de trabalhadores estrangeiros para prestar serviço nas zonas francas industriais e setores de
atividade específicos, tais como função pública e setor de petróleos e minas, é regulada por regimes especiais.
No que respeita ao setor mineiro e petrolífero, a contratação de trabalhadores estrangeiros não difere, no
essencial, do regime geral descrito (Decreto n.º 63/2011, de 7 de dezembro), com exceção da qualificação do
regime de trabalho de curta duração como aquele que não excede 180 dias, seguidos ou interpolados, no
mesmo ano civil, ainda que o cidadão estrangeiro se encontre vinculado por contrato com a empresa titular,
concessionária, operador, subcontratado ou suas representadas sediadas num outro país.
Regra geral, a contratação de trabalhadores estrangeiros está sujeita ao pagamento de taxas legalmente
fixadas e o incumprimento das respetivas normas legais sujeita o empregador a sanções várias, tais como
suspensão e multa.

186

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

4.9.2. Estabilidade legal e fiscal – Barreiras legais, fiscais e regulamentares
O Governo de Moçambique tem vindo a realizar esforços significativos para melhorar a eficiência fiscal,
encontrando-se em curso a reforma fiscal.
O sistema fiscal Moçambicano é composto por diversos impostos e taxas, nomeadamente os seguintes:
Tabela 45 - Quadro resumo com os principais impostos de Moçambique
Imposto

Taxa

Sujeito passivo/base tributável


Imposto Único
sobre o Rendimento
(Pessoas
Singulares)

Taxas
Progressivas
(entre 11,67% e
35%)




Imposto Único
sobre o Rendimento
(Pessoas Coletivas)

32% /10%




SISA

2%/10

Imposto sobre o
Valor Acrescentado

17%

Imposto do Selo

Variável (0,03%
a 2%)

Imposto sobre
Sucessões e
Doações

Variável (2% a
10%)

Imposto sobre
Consumos
Específicos

Taxas ad
valorem variam
de 5% a 75%)

Pessoas singulares residentes em Moçambique (nomeadamente os que
permanecem em Moçambique por mais de 180 dias ou que mantenham
uma residência permanente em Moçambique) sobre o valor global anual
dos rendimentos;
Pessoas singulares não residentes que obtenham rendimentos em
Moçambique;
Rendimentos obtidos em Moçambique, excluindo-se aqueles que foram
obtidos fora do território do país;
Os rendimentos obtidos por pessoas singulares dividem-se pelas
seguintes categorias: 1ªCategoria – rendimentos trabalho dependente,
pensões ou outros equiparáveis; 2ªCategoria – rendimentos
empresariais e profissionais; 3ªCategoria-rendimentos de capitais e
mais-valias; 4ªCategoria- rendimentos prediais; 5ª Categoria –
incrementos patrimoniais, ganhos efetivamente pagos ou colocados à
disposição provenientes, nomeadamente de sorteiros e lotarias
Pessoas coletivas residentes em Moçambique e pessoas coletivas não
residentes mas que aí possuam estabelecimento estável, ou que
obtenham rendimentos no território;
Mais-valias – incluídas no lucro tributável; diferimento de tributação em
caso de reinvestimento;
Isenção de tributação da totalidade dos dividendos distribuídos por
subsidiárias no estrangeiro (20%, 2 anos consecutivos);
Reporte de prejuízos fiscais: 5 anos;
Crédito de imposto sujeito à existência de convenção para evitar a dupla
tributação – CDT);
Taxa reduzida 10% aplicável : agricultura; criação de gado.


Transmissões onerosas – taxa normal (2%);
10% (Residentes em países com regime fiscal privilegiado)

Transmissão de bens, prestação de serviços e importação de bens;

Financiamento, hipotecas e outras garantias, juros e comissões de
contraprestação de serviços bancários, transmissões de imóveis.

Transmissões gratuitas de bens, incluindo heranças ou legados,
doações ou transações judiciais;

Bebidas alcoólicas, tabaco, produtos de cosmética, joalharia e pedras
preciosas, veículos automóveis, entre outros.

187

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Comparabilidade do sistema fiscal de Moçambique no contexto da SADC
Moçambique, comparativamente com outras economias a nível mundial, encontra-se classificado em 105º
lugar, a meio da tabela em termos mundiais, no que diz respeito à tabela de competitividade do Relatório do
Banco Mundial, o “Paying Taxes”.
Este indicador mede não só a complexidade do sistema fiscal do país, associada ao número de pagamentos a
efetuar e ao tempo despendido anualmente no cumprimento das obrigações fiscais por parte das empresas,
mas também a taxa de imposto total que incide sobre as empresas a atuar no território.
No contexto da SADC, conclui-se que a posição mediana de Moçambique nesse ranking deriva da elevada
média de números de pagamentos, associado à elevada carga de imposto sobre os lucros.
Tabela 46 - Paying Taxes - SADC
Imposto
sobre os
lucros (%
lucros)

Contribuições
e impostos
sobre o
trabalho (%
lucros)

Outros
impostos
(% lucros)

Total (%
lucros)

Rank

Pagamentos
(número)

Tempo
(horas
por
ano)

Maurícias

12

7

161

11,6

9,6

7,3

28,5

Seicheles

20

27

76

23,3

1,7

0,7

25,7

África do Sul

32

9

200

24,3

4,1

4,9

33,3

Botsuana

39

32

152

21,7

0,0

3,6

25,3

Zâmbia

47

37

132

1,1

10,4

3,7

15,2

Maláui

58

26

175

23,6

7,7

3,5

34,7

Swazilândia

58

33

104

28,1

4,0

4,7

36,8

Madagáscar

68

23

201

14,0

20,3

1,6

36,0

Lesoto

95

33

324

13,1

0,0

3,0

16,0

Moçambique

105

37

230

27,7

4,5

2,1

34,3

Namíbia

112

37

350

17,2

1,0

4,5

22,7

Tanzânia

133

48

172

20,2

18,0

7,1

45,3

Zimbabué

134

49

242

20,5

5,1

10,1

35,8

Angola

154

31

282

24.6

9.0

19.5

53.2

Congo

171

32

336

58.9

7.9

272.8

339.7

Países

188

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP

Tabela 47 - Paying Taxes – CPLP
Imposto
sobre os
lucros (%
lucros)

Contribuições
e impostos
sobre o
trabalho (%
lucros)

Outros
impostos
(% lucros)

Total (%
lucros)

Rank

Pagamentos
(número)

Tempo
(horas
por
ano)

61

18

276

14,9

0,0

0,2

15,1

Portugal

77

8

275

14,5

26,8

1,4

42,6

Cabo Verde

102

41

186

18,0

18,5

0,7

37,2

Moçambique

105

37

230

27,7

4,5

2,1

34,3

São Tomé e
Príncipe

144

42

424

22,1

6,8

3,6

32,5

Guiné-Bissau

146

46

208

14,9

24,8

6,1

45,9

Angola

154

31

282

24,6

9,0

19,5

53,2

Brasil

156

9

2,6

24,6

40,8

3,8

69,3

Países

Timor-Leste

4.9.3. Obtenção de vistos, disponibilidade de mão-de-obra
A dificuldade de obtenção de vistos de entrada tem sido um dos grandes entraves ao investimento direto
estrangeiro (IDE).
Para a entrada no território Moçambicano é exigido qualquer um dos seguintes documentos:

Passaporte ou documento equiparado válido para o país e visto de entrada emitido pelas autoridades
moçambicanas competentes, igualmente válidos;
Outros documentos estabelecidos em convenções ou acordos internacionais a que Moçambique se
encontre vinculado.

Acordos de supressão de vistos
Os países com os quais Moçambique assinou acordos de supressão de vistos até a data são os seguintes:
África do Sul, Botsuana, Maláui, Maurícias, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué.
No âmbito da CPLP, Moçambique é signatário de um acordo que visa a supressão de vistos para os cidadãos
desses países, titulares de passaportes especiais (diplomáticos ou de serviço).

Visto de entrada em Moçambique – Tipos e requisitos gerais de obtenção
Os vistos de entrada para Moçambique podem ser obtidos nas Missões Diplomáticas e Consulares de
Moçambique no estrangeiro, nos postos fronteiriços autorizados para o efeito, nos Serviços de Migração e no
Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.
189

visto de visita. Esta garantia pode ser concedida diretamente ou indiretamente através do financiamento público de sociedades de garantia mútua. motins.). Estado tem procurado reduzir os custos dos seguros de crédito através da minimização do risco das entidades seguradoras. O visto pode revestir qualquer das modalidades previstas no regime que regula a entrada e permanência de estrangeiros em Moçambique. diminuindo o risco de incumprimento em matéria de pagamento das mercadorias exportadas.  Risco Político: Como por exemplo o risco da ocorrência de atos como nacionalizações. substituindo-se em parte ao devedor. etc. entraves à atividade exportadora e à concretização de oportunidades de negócio. Pagamento da taxa devida. Modelos de cobertura de risco – Financeiros. Os seguros de crédito possibilitam aumentar a confiança nos negócios com os agentes compradores. anexações e riscos derivados (confisco de bens. A concessão. São dois os principais riscos cobertos pelos seguros de exportação:  Risco comercial: Como por exemplo o risco de falência ou insolvência do devedor.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP A escolha do visto deve ser adequado às finalidades de deslocação a esse país. a concessão depende dos seguintes requisitos.    Regra geral. operacionais. visto de trânsito. atraso de pagamento (mora). 4. ou seja. sob pena de o estrangeiro ficar sujeito às penalidades previstas pelo regime em caso de incumprimento. concordata ou moratória. Atualmente a segunda opção é a mais utilizada 190 . incentivando assim as transações. logo dependentes de plafonds que as empresas têm no sistema financeiro e sujeitas a taxas indexadas ao risco que o seu perfil determina. Comprovativo de meios de subsistência. nomeadamente os seguintes: Visto de residência. sem prejuízo da documentação específica que poderá ser requerida em função da natureza do visto solicitado: Passaporte ou documento equiparado com prazo de validade igual ou superior a 6 meses. Os seguros de crédito à exportação são importantes instrumentos críticos na promoção e sucesso das exportações.9. e número de entradas permitidas no país. simples ou múltiplo. dificuldades de transferência/conversão. entre outros previstos na lei. guerras. Este objetivo é conseguido através da criação de linhas de seguro de crédito com garantia do Estado. A concessão de seguro às empresas exportadoras materializa-se com operações de empréstimo às empresas. No momento da entrada. O visto de entrada pode ser individual ou coletivo. propriedade Apesar de não ser obrigatório é recomendável estabelecer um contrato de seguro sobre as mercadorias e bens com destino a Moçambique.4. dos seguros e o seu preço são. visto turístico. ou não. insuficiência de meios. em função do número de pessoas a quem é concedido. respetivamente A entrada no país deve ser feita pelos postos fronteiriços oficialmente estabelecidos para o efeito. por vezes. revoluções. o cidadão estrangeiro está sujeito aos procedimentos migratórios das autoridades competentes. visto de negócios. que poderá ser realizado por empresas seguradoras privadas. visto de estudante.

5. Nessa situação. da seguinte forma: Tabela 48 – Tribunais judiciários em Moçambique. fundamentalmente. Além destas soluções.Tribunais Administrativos . Existe igualmente uma linha de seguro de créditos à exportação para para Países Fora da OCDE. há instrumentos que visam assegurar o risco cambial e outros riscos associados ao investimento que poderão ser devidamente avaliados em fase de decisão de internacionalização ou exportação.Agrega o tribunal de contas.9. tribunal de polícia): 1. por protocolo com o Estado Português. é a empresa Companhia de Seguro de Créditos (COSEC) que. Os Tribunais judiciários podem ser descritos.Tribunal Supremo. 4.Tribunal Constitucional . o operador único.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP No caso dos seguros de créditos com Garantia do Estado. Familiar e criminal 191 - . Sistema jurídico e judicial O sistema judiciário de Moçambique está estruturado em 3 categorias principais para além das estruturas tradicionais como os tribunais comunitários e os tribunais que surgiram recentemente (tribunal superior de recursos. 2. Turquia e México com Garantia do Estado.Tribunais Judiciários . para além do seguro de crédito à exportação dispõe de um mecanismo de garantias de seguro de caução. Tribunais Provinciais e Tribunais Distratais. 3.Anterior conselho constitucional. existem um conjunto de outros instrumentos financeiros que estão disponíveis não só na banca comercial como em fundos de investimento que visam mitigar o risco do investimento estrangeiro. Tipos de Tribunais Judiciários Competência Tribunal Supremo O tribunal Supremo é o mais alto órgão da hierarquia dos tribunais judiciários e tem jurisdição em todo o território nacional Tribunais Superiores de Recurso Tribunais Provinciais Tribunais Distritais Organização Nº de Tribunais Constituído pelo Plenário e Secções de competência/Especializadas 1 Os tribunais superior se recursos são por essência tribunais de recursos Secções de competência genérica e Secções de competência especializadas 3 Os tribunais de província têm competência cível e criminal Os tribunais provinciais podem organizar-se em Secções de competências genéricas ou especializadas a estabelecer por despacho do presidente do tribunal supremo 11 Os tribunais distritais são tribunais por regra de competências genéricas podendo organizar de forma especializada quando assim for necessário - São tribunais de primeira e segunda instancia Competência genérica em matéria cível.

192 .6.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Ao Tribunal Administrativo compete a fiscalização da legalidade dos atos administrativos e da execução de normas regulamentares emitidas pela Administração Pública. desde que não haja disposição legal imperativa em contrário.9. a possibilidade de recurso à arbitragem comercial internacional nos termos das seguintes regras:  Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional. e tem jurisdição em todo o território Moçambicano. Conciliação e Mediação (Lei n. com sede em Paris. sobre a Resolução de Diferendos Relativos a Investimentos entre Estados e Nacionais de Outros Estados e do Centro Internacional para a Resolução de Diferendos Relativos a Investimentos entre Estados e Nacionais de Outros Estados (ICSID). que estabelece equivalência entre a decisão tomada por um Tribunal Arbitral a uma sentença de um Tribunal Judicial de Primeira Instância. aprovado a 27 de setembro de 1978 pelo Conselho de Administração do ICSID. Resolução extrajudicial de litígios em Moçambique Em Moçambique. A Lei do Investimento admite que em caso de diferendo entre um investidor estrangeiro e o Estado Moçambicano.º 11/99. 4.  Regras da Convenção de Washington. assim como das contas do Estado e da despesa pública. O Conselho Constitucional tem competência nas matérias de âmbito constitucional e eleitoral. de 8 de julho). reconhecendo-lhe igualmente a respetiva força executiva necessária à sua execução Moçambique aderiu à Convenção de Nova Iorque sobre o reconhecimento e execução de sentenças arbitrais estrangeiras. se a sociedade estrangeira não preencherem as condições de nacionalidade previstas no artigo 25 da Convenção de Washington. de 15 de março de 1965. a resolução de litígios através da arbitragem encontra-se regulada na Lei de Arbitragem.  Regras do Regulamento do Mecanismo Suplementar.

Qualidade.Protocolos da SADC e posicionamento de Moçambique face aos mesmos Nome do Protocolo/Tratado/ Acordo/ Memorando de entendimento Data da Assinatura Data da entrada em vigor Tratado da SADC 17 de agosto 1992 30 de setembro 1993 Protocolo sobre Imunidades e Privilégios 17 de agosto 1992 30 de setembro 1993 Protocolo sobre Sistemas de Cursos de Água Partilhados 28 de agosto 1995 28 de setembro 1998 Protocolo sobre Energia 24 de agosto 1996 17 de abril 1998 Protocolo sobre Transportes. Processo de implementação dos vários protocolos da SADC em Moçambique No âmbito da integração regional em curso na SADC. Moçambique é membro de pleno direito da SADC desde a criação desta organização regional em 1990. Acreditação Meteorologia SADC 193 .1.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. Comunicações e Meteorologia 24 de agosto 1996 6 de julho 1998 Protocolo sobre Combate a Drogas Ilícitas 24 de agosto 1996 20 de março 1999 Protocolo sobre Comércio 24 de agosto 1996 25 de janeiro 2000 Protocolo sobre Educação e Formação 8 de setembro 1997 31 de julho 2000 Protocolo sobre Minas 8 de setembro 1997 10 de fevereiro 2000 14 de setembro 1998 26 de novembro 2002 18 de agosto 1999 30 de novembro 2003 9 de novembro 1999 16 de julho 2000 Protocolo sobre Tribunais e Normas de Procedimento 7 de agosto 2000 22 de setembro 2003 Protocolo Revisto sobre Recursos Hídricos Comuns 7 de agosto 2000 7 de agosto 2000 Protocolo sobre Desenvolvimento do Turismo Protocolo sobre Conservação da Fauna Brava e Policiamento Memorando de entendimento Cooperação na Padronização.10. Segurança. Protocolos existentes e posicionamento de Moçambique face aos mesmos O Tratado da Fundação da SADC e a adesão da República de Moçambique. o Tratado da SADC como um instrumento legal inicial que permitiu a cooperação politica numa primeira fase entre os países da SADC. Principais características dos acordos Moçambicanos no domínio do comércio e investimento 4. Tabela 49 .10. a República de Moçambique assinou e ratificou quase todos os Protocolos da SADC e outros instrumentos jurídicos que visam facilitar a cooperação e integração sócio-económica entre os países da SADC.

194 . os Estados Membros iniciaram um processo de eliminação de taxas de importação. Neste âmbito. O Protocolo do Comércio entrou em vigor a 25 de janeiro do ano 2000. permitindo desta forma a livre circulação das pessoas entre estes países. República Democrática do Congo e Seicheles.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Nome do Protocolo/Tratado/ Acordo/ Memorando de entendimento Data da Assinatura Data da entrada em vigor Acordo sobre Emenda ao Tratado da SADC 14 de agosto 2001 14 de agosto 2001 Protocolo sobre Cooperação em Política. e tem como Estados a adesão de quase todos os Estados Membros da SADC com a exceção de Angola. Maláui. No âmbito do Protocolo da SADC. estando previsto para os próximos anos a assinatura de acordos de livre circulação para os restantes países da região. Maurícias. Zâmbia.  Protocolo sobre o comércio na SADC África Austral e a SADC A SADC para além de pretender a abolição das barreiras tarifárias e não tarifárias (Zona de Comércio Livre) cuja implementação passa pela constituição de um Regime Geral de Origem "regras de Origem" – ela assume também as características de um Mercado Comum (Livre circulação dos fatores de produção e de União Económica) Coordenação e harmonização das Políticas Económicas. Zimbabué. uma adenda à Declaração sobre Género e Desenvolvimento  A implementação do Protocolo de livre circulação de pessoas e bens em Moçambique Moçambique ratificou o acordo de supressão de vistos no quadro jurídico do protocolo da livre circulação da SADC com 8 Estados Membros nomeadamente: África do Sul. as negociações com a Namíbia e Angola estão numa fase mais avançada. Botsuana. Suazilândia. Defesa e Segurança 14 de agosto 2001 2 de março 2004 Protocolo sobre Pescas 14 de agosto 2001 8 de agosto 2003 Acordo sobre Emenda do Protocolo sobre Tribunais e Normas de Procedimentos 3 de outubro 2002 3 de outubro 2002 Memorando de entendimento sobre Cooperação em Impostos e Matérias Afins 8 de agosto 2002 8 de agosto 2002 ME sobre Convergência Macroeconómica 8 de agosto 2002 8 de agosto 2002 Carta dos Direitos Sociais Fundamentais 26 de agosto 2003 26 de agosto 2003 14 de setembro 1998 Não requer ratificação A Prevenção e Erradicação da violência contra mulheres e crianças. Tanzânia.

Liberalização gradual (O Princípio de Assimetria)  Adiantamento – liberalização gradual pela SACU (União Aduaneira dos Países da Africa Austral) – as linhas tarifárias são reduzidos em prestações iguais desde o 1º ao 8º ano (desde o ano 2000 ate 2008). os acordos de promoção e proteção recíproca de investimentos e os acordos para evitar a dupla tributação. Maláui. Tanzânia e Zâmbia (MMTZ) têm dispensa especial para os artigos de vestuário e tecidos exportados para África do Sul e para os países da SACU (união aduaneiras dos países da africa austral) parceiros do Botsuana. Maláui. aos mercados: os acordos comerciais de investimento. Categoria C .  Normalização – liberalização gradual pelas Maurícias e Zimbabué – as linhas tarifárias são reduzidas por prestações iguais desde 4º ao 8º ano. Maláui. tais como armas de fogo. Acordos críticos estabelecidos (PTA.  A redução tarifária de tais mercadorias só começa depois do período de 8 anos.Lista de exclusão Na lista de exclusão entram mercadorias. DTT. 195 . Lesoto.11.  Representam 15 % ou menos das linhas tarifárias.Liberalização imediata Todas as linhas tarifárias dentro desta categoria são imediatamente reduzidas a 0 % desde a data de implementação. Desde janeiro de 2008. em regime de reciprocidade. Categoria E . Zâmbia) . quando a SADC atingiu o estatuto de ZCL. Moçambique.  Acordos Bilaterais celebrados por Moçambique Há um conjunto de acordos bilaterais que são essenciais para compreender os mecanismos que poderão facilitar o acesso dos investidores estrangeiros.as linhas tarifárias são reduzidas por prestações iguais desde o 6º ao 8º ano. Tanzânia. nomeadamente Portugueses. Os Acordos de Promoção e Proteção Recíproca de Investimentos são importantes instrumentos de regulação e proteção do investimento entre investidores dos vários Estados. As linhas tarifárias restantes serão quase totalmente eliminadas até 2015. Estes acordos oferecem maior flexibilidade e facilitam as transações comerciais entre países da região. os produtores e os Consumidores não pagam taxas de importação em aproximadamente 85 % de todo o comércio de bens de primeira necessidade nos 12 países iniciais.mercadorias Sensíveis Este refere-se às mercadorias de importância económica aos Estados-membros.  Atraso – liberalização gradual pelo MMTZ (Moçambique. Face aos riscos acrescidos que o investimento no exterior envolve é importante que o investidor tenha conhecimento dos mercados em que o investimento é seguro e com relativa proteção da ordem jurídica local. Categoria B . assegurando.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Programa de Eliminação de Taxas de importação na SADC Categoria A . BTA e BIT)  Acordos especiais MMTZ (Moçambique. Namíbia e Suazilândia. 4. Tanzânia e Zâmbia) Ao abrigo das Regras de Origem da SADC.

Apesar de serem os produtos petrolíferos os mais destacados nas trocas comerciais entre os países africanos beneficiários da Lei AGOA e os EUA.1. os países têm vindo a realizar um esforço adicional para alargar a base das trocas comerciais para produtos como o vestuário.11.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP um tratamento mais favorável e a garantia de proteção e segurança plena dos investimentos realizados. Regra geral. expropriação e perdas no investimento e resolução de conflitos. tal como outros países da África Subsaariana. 196 . através de políticas democráticas. produtos agrícolas processados e produtos manufaturados. abrangem quatro grandes áreas: admissão dos investimentos. calçado. beneficia das condições e vantagens proporcionadas pela AGOA na exportação dos produtos para os Estados Unidos. Para beneficiarem deste regime fiscal é necessário que os produtos sejam de origem Africana. representando mais de 90% do volume das importações. África República da Argélia Egito República da Argélia Egito Mundo Bélgica Dinamarca França Portugal Suíça Indonésia Índia Irlanda do Norte Luxemburgo Reino Unido Estados Unidos de América Vietname Bélgica Dinamarca França Portugal Suíça Indonésia Índia Irlanda do Norte Luxemburgo Reino Unido Estados Unidos de América Vietname Acordos entre Estados Unidos e Moçambique – AGOA A Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA). tratamento dos investimentos. e que os países em causa estejam a adotar medidas para a implementação duma economia de mercado livre.Acordos Bilaterais de Moçambique Acordos Bilaterais SADC Acordos Comerciais e de Investimento África do Sul Maurícias Acordos de Promoção e Proteção Reciproca de Investimentos África do Sul Maurícias 4. tem vindo a permitir a exportação de bens e produtos para os Estados Unidos sem estes estarem sujeitas a taxas alfandegárias. aprovada em 2000. Tabela 50. Moçambique.

a dimensão política e os aspetos comerciais. através do acordo designado por “O Documento de Estratégia para Moçambique (2008-2013)”. O Acordo de Cotonu previu a criação de um importante instrumento financeiro de apoio aos seus objetivos. O Acordo Cotonu prevê também a promoção de instrumentos de dinamização do IDE para os países ACP:  Promoção do investimento. Estes mecanismos de apoio às empresas têm vindo a ser promovidos. uma vez ratificado. pelas Instituições Financeiras para o Desenvolvimento. o Lesoto e a Suazilândia na configuração SADC-EU. Botsuana. foi de cerca 622 milhões de euros. a saber:  Acordo de Parceria Económica (APE) interino. Para além do Acordo de Cotonu que regula as relações entre Moçambique e a UE. a promoção de acordos de promoção e de proteção dos investimentos que possam igualmente constituir a base de sistemas de seguro e de garantia. é o principal instrumento para a prestação de assistência da UE em matéria de cooperação para o desenvolvimento com os Estados de África. através da disponibilização e utilização crescentes. cultural e social dos países ACP e O Acordo de Cotonu trouxe uma nova visão da cooperação.5% dos bens. conferindo um regime de isenção de direitos e sem limite de contingentes. O Acordo Cotonu tem por objetivo promover e acelerar o desenvolvimento económico. produtos à base de carne e produtos à base de peixe. empréstimos a partir dos recursos próprios do Banco Europeu de Investimento. de:  Seguros de risco enquanto mecanismo de diminuição do risco. entre outros. bem como alguns produtos químicos e minerais – estão excluídos da liberalização. a todos os bens provenientes de Moçambique. no intuito de aumentar a confiança dos investidores nos Estados ACP.  Fundos de garantia para cobrir os riscos associados a investimentos elegíveis. do qual faz parte Moçambique. Acordos entre a União Europeia e Moçambique O Acordo Cotonu O Acordo de Cotonu. Do lado de Moçambique. das Caraíbas e do Pacífico. o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED).   Apoio e financiamento dos investimentos nos países da ACP através de subsídios para assistência financeira e técnica.  Proteção dos investimentos. O seu principal objetivo é a redução da pobreza nos Estados ACP. capitais de risco para participações no capital ou operações assimiláveis. e de cooperação da UE com os países e territórios ultramarinos. 197 . assinado em junho de 2009. regimes de resseguros destinados a cobrir o investimento direto estrangeiro realizado por investidores elegíveis. nacionais e estrangeiros.2. No âmbito do FED o montante global disponibilizado pela UE a Moçambique durante o período de 2008 a 2013. garantias de apoio a investimentos privados. assinado por 79 países em 2000. bem como empréstimos e linhas de crédito. com Moçambique. há um conjunto de outros instrumentos de APD que permitiram o reforço das relações. A nova parceria combina a ajuda para o desenvolvimento. Criação de instrumentos de garantias de investimento.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 4. entre outros. o acordo vai permitir a liberalização de 80. O APE interino já está a ser aplicado pela EU. em especial. serviços de assessoria e consultoria. Os restantes – principalmente produtos agrícolas incluindo laticínios.11. produtos de madeira.

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 198 .

Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 5.CPLP Atratividade de Moçambique no contexto da CPLP 199 .

Tabela 51 . e relativamente à facilidade de se fazer negócios. às formalidades para registar a propriedade ou obter alvarás. Atratividade de Moçambique no contexto CPLP O valor global dos fluxos de IDE nos países da CPLP ascende a 79.09% 0 No contexto da CPLP.02% Portugal 11.22% Bissau 0. Contudo. sendo que Moçambique apenas representa cerca de 6. às descobertas de gás e a integração que tem vindo a realizar na SADC. este indicador poderia ser potenciado se fossem minimizados alguns constrangimentos. por exemplo. UNCTAD 70000 IDE na CPLP 60000 Outros Guiné0.06% Brasil 82. No contexto da CPLP Moçambique é um dos países com maior potencial de crescimento atendendo à forte riqueza em matérias-primas.5 mil milhões de dólares. à obtenção de eletricidade.56% desse valor. quanto. Gráfico 83 . Moçambique tem adotado uma estratégia de abertura de economia ainda que dependente da exploração do potencial de gás e da requalificação das redes de infraestruturas que permita a exploração adequada da matéria-prima.05% 40000 30000 São Tomé e Príncipe 0.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP 5.Valores (milhões USD) e percentagens de IDE na CPLP no ano de 2012. como o carvão.Doing Business 2013 – Posição por país da CPLP Facilidade de se fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Obtenção de eletricidade Registo de propriedade Obtenção de crédito Portugal 30 31 78 35 30 104 Cabo Verde 122 129 122 106 69 104 Brasil 130 121 131 60 109 104 Moçambique 146 96 135 174 155 129 Países 200 .56% Timor-Leste 0.02% 50000 20000 10000 Cabo Verde 0. Moçambique encontra-se bem posicionado face aos restantes países africanos.20% Moçambique 6.

TCI (Trade Complementary Index) da CPLP e Macau (%) 87 País exportador País importador Angola Brasil Cabo Verde Guiné-Bissau Moçambique Angola Brasil Cabo Verde Guiné-Bissau Moçambique 40 6 2 15 5 5 12 3 13 10 São Tomé e Príncipe 18 13 18 19 5 1 32 2 19 3 4 31 8 4 São Tomé e Príncipe 2 24 4 1 11 19 Timor Leste Portugal Macau 1 23 3 1 10 80 47 2 1 9 0 13 7 0 9 6 3 8 Timor Leste 5 1 5 3 7 4 Portugal 83 48 72 38 66 51 37 Macau 11 8 9 5 12 6 5 1 4 35 1 Fonte: Cálculo realizado pela PwC com base nos dados do UNCTAD. através da comparação das estruturas de exportação e de importação entre países. O índice de complementaridade entre Portugal e Angola (83 pts e 80 pts) revela uma relação potencial biunívoca. excetuando no relacionamento entre Portugal e Angola. TCI nulo é sinónimo de não complementaridade. Por outro lado.4% de 2008 a 2012. Tabela 52 . São Tomé e Príncipe (51 pts) e Timor Leste (37 pts). UNCTADstat O nível de complementaridade comercial das economias da CPLP e Macau é muito baixo. apresentando um grau de complementaridade de 72 pts.9% das exportações dos países da CPLP destinam-se a outros países da CPLP. Verifica-se um elevado potencial de complementaridade recíproco no relacionamento comercial entre alguns países da CPLP. 87 O Trade Complementary Index (TCI) é um indicador utilizado para medir a compatibilidade do perfil comercial. verifica-se uma retoma favorável das exportações intrarregião de 20. Índices mais elevados revelam potenciais de complementaridade superiores e maior correspondência entra a estrutura de exportações/importações dos 2 países.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Facilidade de se fazer negócios Abertura de empresas Obtenção de alvarás de construção Obtenção de eletricidade Registo de propriedade Obtenção de crédito São Tomé e Príncipe 160 100 91 72 161 180 Timor-Leste 169 147 116 40 185 159 Angola 172 171 124 113 131 129 Guiné-Bissau 179 148 117 182 180 129 Países A intensificação das trocas comerciais exige complementaridade industrial das economias. peso relativo que tem vindo a reduzir-se desde 2008. Apesar das exportações intrarregião evidenciarem um decréscimo médio anual 0. De facto apenas 2. Moçambique (66 pts). o índice de complementaridade entre Portugal e Cabo Verde evidencia uma relação potencial unívoca. implicando níveis de especialização diferenciada entre parceiros .8% (crescimento médio anual) a partir de 2010. 201 . Por seu lado a estrutura de importações do Brasil poderá apresentar algum grau de complementaridade com as estruturas exportadoras de Angola (40 pts) e Portugal (47 pts). Guiné-Bissau (38 pts). A estrutura de importações de Portugal poderá também potenciar as suas relações com o Brasil (48 pts).

202 .país com maior relevância nas exportações intrarregião e por Portugal – país CPLP que mais destaca nas importações intrarregião. Moçambique – Valor total das importações US$ 6 mil milhões. perfis e seções Pneus de borracha e câmaras-de-ar Tubos e perfis ocos. UNCTADstat    Estruturas e peças de ferro. assumindo um papel fundamental de porta de entrada para os países da CPLP e destes para a UE. é notório que a alavancagem comercial intra-CPLP poderá ser potenciada fundamentalmente por 2 motores. refinado  Portugal   Fertilizantes Medicamentos (incluindo medicamentos veterinários). Trigo e centeio em grão  Brasil Alimentos  Gorduras vegetais e óleos. aço.Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP De facto. produz matéria prima Alguns dos produtos com potencial de produção local* Maquinaria e equipamento de transporte Produtos manufaturados Alimentos      Máquinas e peças industriais Materiais de construção Ferro e aço Têxtil Vestuário e calçado  Atividade agrícola e da agroindústria *Para mais dados ver setores. alumínio   Brasil Portugal  Mobiliário e peças  Portugal *Indiretamente. 2012 Principais produtos importados  Maquinaria e equipamento de transporte   Brasil Portugal  Equipamento de telecomunicação  Brasil  Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos> óleo de 70% Produtos residuais de petróleo Barras de ferro e aço. Sabonetes. Nesta medida Portugal poderá potenciar-se como hub comercial da CPLP. por Angola . acessórios de ferro e aço    Angola Brasil Timor-Leste*   Brasil Portugal         Maquinaria e equipamento de transporte Potenciais fornecedores CPLP Veículos a motor para transporte de mercadorias Maquinaria especializada Máquinas e peças industriais Máquinas para a construção civil Outras máquinas e aparelhos para as indústrias particulares Eixos de transmissão Máquinas e aparelhos elétricos Equipamentos de aquecimento e refrigeração Veículos automóveis para transporte de pessoas Combustíveis minerais   Produtos manufaturados   Alimentos  Arroz. limpeza e de polimento Alumínio   Brasil Portugal  Brasil Produtos químicos Matéria prima (exceto combustíveis) Matéria prima (exceto combustíveis) Outros artigos manufaturados Fonte: UNCTAD. cantoneiras.

................................................................................Indicadores de acesso às TIC em 2010............................................................... 119 Tabela 20.................................Quadro resumo com os principais impostos de Moçambique ........................Investimento público em infraestruturas......................... 193 Tabela 50... 92 Tabela 13 ....................................................................Potencialidades a Nível Infraestrutural ..................................................................IDH Moçambique (PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Evolução desde 2000) 120 Tabela 21 ....................... 137 Tabela 29 ....................Acordos Bilaterais de Moçambique ............................................................................ 2030 ......Potencialidades a Nível Setorial ............ 92 Tabela 12 .................................................................................... 180 Tabela 45 ............................ 200 Tabela 52 ................................................................. 196 Tabela 51 ....................................Abertura da economia Sul-Africana ................................ 146 Tabela 39.................. 145 Tabela 38 .............................................................................................. 144 Tabela 35 .....................Projetos previstos para a África do Sul no setor dos transportes .................Doing Business 2013 – Posição por país da CPLP................................................................Objetivo do PND 2013 ..........................................................................................................Projetos previstos para a África do Sul no setor energético ..................................... 106 Tabela 16 .......................................Prioridades do Governo a Nível Setorial (NDP 2030) ................Abertura da economia moçambicana ....................................... 189 Tabela 48 – Tribunais judiciários em Moçambique..Projetos previstos na África do Sul no setor da água e saneamento ..... 130 Tabela 26 ..................................................................... 188 Tabela 47 ....................... 130 Tabela 25 .......2015 (US$M) ......................Potencialidades a Nível Institucional (Fonte: Proposta do PES 2014) .............. 142 Tabela 32 ............. 187 Tabela 46 ................................................................................................. anunciados entre 2003-2010 ..............2017: Exportações .................................TCI (Trade Complementary Index) intra-SADC .............................................................................Projetos previstos em Moçambique no setor dos transportes ..........................................................Investimento Direto Estrangeiro nos países-membros da SADC – inward (milhões US$) ....Indicadores de acesso às TIC em 2010................................................................................................... 93 Tabela 14 .......................................................Inward stock de IDE na África do Sul (milhões de US$) .................... 138 Tabela 30 ........ 165 Tabela 44 .................................................................................................................. 144 Tabela 37 .............................................. por setor...................................................................................................................................................Carvão ................SADC.................................................................................................................................Objetivos definidos pelo Governo para o mercado de trabalho................................ 143 Tabela 34 ................ 118 Tabela 19 ......................................Protocolos da SADC e posicionamento de Moçambique face aos mesmos ....Características das Províncias Sul-Africanas .......................Doing Business 2013 – Posição por país da SADC ... 124 Tabela 23– Energia ...............................................................................Paying Taxes ..................... 162 Tabela 41 ..................................................................................................................... 92 Tabela 11 ..Número de balcões e máquinas automáticas existentes por província ....................... 121 Tabela 22 ................ 94 Tabela 15 ...............Comparação da capacidade e eficiência dos portos da região .................... 201 203 ..Paying Taxes – CPLP .............................. 63 Tabela 5 ...Principais Indicadores Macroeconómicos 2012-2014 ...........................................................Comunidades económicas regionais em perspetiva (2012) . 83 Tabela 8 .............................Expansão da capacidade de produção e de distribuição de energia elétrica .... 91 Tabela 10 .Potencialidades ao nível das infraestruturas ..................................................................................... 134 Tabela 27 .......................................Expansão da capacidade de produção e de distribuição de energia elétrica ............................. 107 Tabela 17 ........................................... ...Indicadores hídricos e de saneamento .................... 81 Tabela 6 .....Principais Multinacionais com Investimentos na Indústria Extrativa .............. 163 Tabela 43.......Caracterização dos países membros da SADC .......................................................................................................Eficiência dos transportes .......... 134 Tabela 28 ............................... Moçambique e outras regiões – internet ...............................................................................................................................................Principais linhas férreas de Moçambique ................................................................................................................................................................................................. 142 Tabela 33 ............................................................................... 82 Tabela 7 .................................... 2010 ......................Abastecimento de água e saneamento básico .......................Projetos previstos em Moçambique no setor energético .......................................................................................................Intervenção profunda ao nível das infraestruturas logísticas em Moçambique ............ 144 Tabela 36............... 31 Tabela 2 ...................................... 140 Tabela 31 ............................................................ 157 Tabela 40 ..............TCI (Trade Complementary Index) da CPLP e Macau (%) ...................IDE em Moçambique: projetos greenfield de maior dimensão..............................Evolução da taxa de juro ...................... Moçambique e outras regiões – telefones.....................Objetivo do Ministério da Planificação e Desenvolvimento – Ministério das Finanças: Previsão da contribuição setorial do PIB ...............................Abastecimento de água e saneamento básico .......................... 47 Tabela 4 .................................Transportes e comunicações – Taxa de crescimento ...............................Principais Multinacionais com Investimentos na Indústria Extrativa .......... 163 Tabela 42 ......................... 191 Tabela 49 ........................... 46 Tabela 3 ........... 109 Tabela 18 ........................................................................ 128 Tabela 24 ........................ 91 Tabela 9 .........................................Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Índice de Tabelas Tabela 1 ................Gás .....................................................Indicadores de energia elétrica de Moçambique ............................................................................

....... 91 Gráfico 46 ......................Produto Interno Bruto por setor (%) – Lesoto ........ 43 Gráfico 14 .......................................................................Exportações SADC para o Reino Unido ................IDE na SADC .........................................................Produto Interno Bruto por setor (%) – Maurícias % ................................Produto Interno Bruto por setor (%) ............Produtos transacionados intra-SADC (2012) ............................................................. da taxa de crescimento média do PIB 2008-21012 e do peso do PIB do País no total da SADC ....................inward e outward...............................África do Sul .................................. 41 Gráfico 12 ............................. 58 Gráfico 31 .............. 48 Gráfico 19 ........................................................................................................ 40 Gráfico 8 ..Exportações SADC para a China ..............................................Produto Interno Bruto por setor 2011 – Moçambique % ...............Crescimento anual do PIB (1994-2018).................. 59 Gráfico 34 .......................... 74 Gráfico 41 ................................. 41 Gráfico 10 ...................Importações Sul-Africanas da CPLP .. 98 Gráfico 50 .................................... 95 Gráfico 48 ................................ 2012 ....Produto Interno Bruto por setor (%) ... 100 204 ..................................................................... 2008-2012 .............................................Exportações SADC para Portugal ................................ 55 Gráfico 26 ................ 77 Gráfico 44 ................................ 48 Gráfico 18 ... 49 Gráfico 20 ...Evolução do comércio intra-SADC vs........................Top produtos........................................ 54 Gráfico 24 ...............Produto Interno Bruto por setor (%) – Namíbia............................................ 99 Gráfico 51 ..............................................Produto Interno Bruto por setor 2012 – Angola % ......................................................................................................................................... 57 Gráfico 29 .. 61 Gráfico 36 .................Produto Interno Bruto por setor (%) – Zâmbia .............................Top produtos......... PIB por setor 2011 ........................................................................................................... 44 Gráfico 15 ......... 58 Gráfico 33 .................... 61 Gráfico 37 ......................................................................................................................... 55 Gráfico 25 .......................................Importações Sul-Africanas do Brasil .......................................................................... 52 Gráfico 21 – Importações da SADC ............................... 54 Gráfico 23 ........ 96 Gráfico 49 ........................................................Produto Interno Bruto por setor (%) ... África do Sul ...............................................................................................................................................................................................................................................................Madagáscar ........................ 75 Gráfico 43 ..........................................................Importações Sul-Africanas .....................Produto Interno Bruto por setor 2011 (%) – Seicheles ................Importações SADC a Portugal ................ 41 Gráfico 11 – Produto Interno Bruto por setor (%) – Suazilândia .............. 2008-2012 .......................................................................................................................................................... 62 Gráfico 38 .............Exportações da SADC para a CPLP (valor e crescimento médio) ....África do Sul..................................................................Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Índice de Gráficos Gráfico 1 – Crescimento médio anual países SADC 2008-2012 ..................... 56 Gráfico 27 – Evolução das exportações da SADC e principais países de destino..........................................................................................Importações da SADC aos países da CPLP (valor e crescimento médio) ............................. 95 Gráfico 47 ........................................................................................................................................... 58 Gráfico 32 ....................................................................................................................................................................República Democrática do Congo .. Evolução do PIB da região.......... 34 Gráfico 4 ... 62 Gráfico 39 .............................Exportações SADC para a Índia ...................... 37 Gráfico 6 ................................................................................................................... 79 Gráfico 45 .............................................................................................................................................................Importações Sul-Africanas de Moçambique ..........................Importações SADC dos EUA .................. 39 Gráfico 7 ..... 57 Gráfico 28 – Exportações da SADC ..................Maláui ................................................. 42 Gráfico 13 ....Importações Sul-Africanas de Portugal .........................................................................................Top produtos............................................ 36 Gráfico 5 ........................ 45 Gráfico 17 ............Exportações SADC para o Brasil ..........................................................................................Evolução das importações da SADC e principais países de destino ........................Evolução das importações de África do Sul e principais países de origem.............................................................................. 58 Gráfico 30 ........... 2008-2012 ..................................Produto Interno Bruto por setor (%) – Botsuana ............. 41 Gráfico 9 ..................................... 2012 .................Produto Interno Bruto por setor (%) ................................................................................................................................................................................................Importações SADC do Brasil .............. 53 Gráfico 22 ..................................................................................................................Evolução anual do PIB per capita em US$ ................................................................................Análise do PIB per capita em 2012 de cada um dos países.....................................................Peso das exportações/importações intra-SADC no total da região ..............................................................................Taxa de crescimento anual do PIB ................................................................... 32 Gráfico 2 ......Importações SADC da Índia ...........................................................................Importações SADC da China .................................. 60 Gráfico 35 .... 63 Gráfico 40 – Representação da percentagem do PIB dos EM na SADC ................................Gastos do Governo em infraestruturas (incluindo parcerias público-privadas) ......... 75 Gráfico 42 .....................................Importações SADC da Alemanha ..........................................................Importações SADC do Reino Unido ........................................................... 45 Gráfico 16 .......................................Exportações SADC para os EUA.................................................................................. 33 Gráfico 3 .............................................................................................Relacionamento do crescimento do PIB e variação no índice global de competitividade 2008-2013...................

...................Exportações Sul-Africanas para Moçambique ............................................................................Importações moçambicanas de Portugal ....................................................................CPLP ................................................................................................................... 114 Gráfico 61 .................................................................................................................................................................................................................................... UNCTAD ....................................................................... 154 Gráfico 77 ................................ 100 Gráfico 53 ............................Despesas de natureza funcional do OGE 2013 (%) ................................................. 101 Gráfico 55 .................................................................Evolução da reserva em moeda estrangeira e ouro . 115 Gráfico 63 ................................................................ 149 Gráfico 72 . 2008-2012 (African Economic Outlook) ...................... 115 Gráfico 62 ..Fluxos de IDE na África do Sul..............................................Exportações moçambicanas ......Exportações Sul-Africanas para Angola ........... 148 Gráfico 71 .Exportações Sul-Africanas para o Brasil ...........................................................Previsões de crescimento para Moçambique .........Evolução das exportações de Moçambique e principais países de destino.Evolução das exportações de África do Sul e principais países de destino .......................................... 154 Gráfico 78 .........................Valores (milhões USD) e percentagens de IDE na CPLP no ano de 2012........ 151 Gráfico 75 ...........................Fluxos de IDE em Moçambique......................Condições da rede rodoviária principal na África subsariana .............................. 145 Gráfico 70 ................................... 104 Gráfico 58 ..........................................Despesas de natureza económica do OGE 2013 (%) ............ 103 Gráfico 57 ................ 101 Gráfico 54 .............. 119 Gráfico 65 ................... 159 Gráfico 82 ................ 155 Gráfico 79 .... 105 Gráfico 59 ............ 1999-2011 (em % do investimento privado total aprovado) ............Exportações moçambicanas de alumínio (US $milhões) .......... 108 Gráfico 60 .............................Exportações moçambicanas de combustíveis (US$ milhões) ............................. 149 Gráfico 73 ....................... 121 Gráfico 66 ...........Exportações moçambicanas para Portugal ................... 200 205 .........................................................Importações moçambicanas do Brasil ....... 156 Gráfico 81 – Moçambique – Peso das Regiões no PIB ....................................................... 117 Gráfico 64 ..........................................Exportações Sul-Africanas .............................................Taxa de Inflação ................................. 102 Gráfico 56 .....valores reais e estimativas ...........................................................................................................................Produto Interno Bruto por setor – Moçambique ...................................................................................Percentagem do valor dos projetos por modalidade de financiamento e setores de atividade.....................................................................Evolução das exportações ... 2008-2012 .............................................................................................................. 150 Gráfico 74 .............................Evolução das importações de Moçambique e principais países de origem................................................................................................................................. 140 Gráfico 69................................... 126 Gráfico 68 .........................Investimento privado por fonte............... 2008-2012 ................................... 152 Gráfico 76 . 124 Gráfico 67 ....................................................Exportações Moçambicanas ...................Exportações Sul-Africanas para Portugal .................................................Crescimento anual PIB Moçambicano (últimos 5 anos) .............Top produtos ..............Top produtos ......................................... 2008-2012 ..............................CPLP ...... 155 Gráfico 80 .................................Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Gráfico 52 ..................................................Exportações Sul-Africanas ................................................... 179 Gráfico 83 ............Importações moçambicanas .....Top produtos..............................................

.................Risco dos países da SADC 2013 ............................................ 148 Figura 30 ....Taxas de juro em Moçambique .......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 131 Figura 27 ................................................................... 99 Figura 18 .......................................Moçambique................................................ 97 Figura 15 ............................... 102 Figura 19 ............................................................................................................ 104 Figura 21 ................................................................................................. 2010 ................................................................................Evolução dos níveis de inclusão financeira...Contas bancárias (% +15 anos) em África ..................................... por produto..............Principais redes rodoviárias Sul-Africanas ..................... 51 Figura 7 ............................................................. 103 Figura 20 ..................................... 165 Figura 33 ............................................. 85 Figura 12 ...África do Sul... 110 Figura 24 ..........................Principais destinos das exportações portuguesas para a SADC ........... 33 Figura 5 .................. 98 Figura 17 .................................................................Panorâmica das infraestruturas em África ................. 23 Figura 3 – Índice Global de Competitividade 2013 ................................................Potencial de gás natural em Moçambique ............................................................................................................................................................ 86 Figura 13 .......... 129 Figura 26 .....Principais importações Sul-Africanas de Moçambique ............. 84 Figura 11 ............... 153 Figura 32 ...............................................Principais importações Sul-Africanas do Brasil ..Principais destinos das exportações brasileiras para a SADC ..................... 97 Figura 16 .......................Estrutura acionista bancária em África ........................... 82 Figura 10 ...........................Principais importações moçambicanas de Portugal .....................................Estimativas de crescimento do PIB em 2014 ........Principais exportações de África do Sul intra-SADC......Principais etapas na criação da SADC ............... 105 Figura 22 ............................ por produto ..............Principais importações Sul-Africanas de Portugal ....................................................................................................... 60 Figura 9 ......... 30 Figura 4 ...........................................................................................................................Moçambique – Integração regional na SADC e relacionamento com os países da CPLP Índice de Figuras Figura 1 ..... 147 Figura 29 .......................................Principais exportações moçambicanas para o Brasil ........................ 59 Figura 8 .................................................................Infraestrutura da rede de eletricidade da África do Sul ................................................................................................ 136 Figura 28 ............................................................... 50 Figura 6 .........................................................................................Principais rotas ferroviárias e portos Sul-Africanos ..................................Principais exportações moçambicanas para Portugal ..................O Estado das Infraestruturas em África .......Principais exportações Sul-Africanas para Moçambique .. PwC..........................................................Principais exportações de Angola intra-SADC.........Principais importações moçambicanas do Brasil .....................................Corredores ferroviários em Moçambique .............................Principais importações Sul-Africanas de Angola ............................................ 88 Figura 14 .................................Infraestrutura do Porto de Durban (o maior porto do país) ...........2012 .Principais exportações Sul-Africanas para o Brasil ......................................................... 166 206 ......................... 22 Figura 2 ..... 152 Figura 31 ...................................................................................................................................................................................................Principais exportações Sul-Africanas para Angola........ 109 Figura 23 ...........................................................Contas bancárias (% +15 anos) em África ......................................... 110 Figura 25 ....................................................................................... 2013 .......Principais exportações Sul-Africanas para Portugal ..........

através do SIAC do Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE) pela: Apoio: Projeto Co-Financiado: 207 .Um estudo realizado no âmbito do projeto nº 30030. apoiado pelo QREN.