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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

PROGRAMA DE ENGENHARIA OCEÂNICA

RESISTÊNCIA ESTRUCTURAL AVANÇADA
COV743

PROFESSOR

:

THEODORO ANTOUN NETTO

ALUNOS

:

CARLOS ABAD ESTRADA QUISPE

JULHO – 2013

1

SUMÁRIO
ENCRUAMENTO ISOTROPICO E CINEMATICO DE UM DUTO SOMETIDO A
FLEXÃO PURA
1.- QUESTÃO:
2.- MATERIAL:
3.- CÁLCULOS
Encruamento Isotrópico
Gráfica Momento – Curvatura
Gráfica Tensão – Deformação
Encruamento Cinemático
Gráfica Momento – Curvatura
Gráfica Tensão – Deformação
4.-CONCLUSÃO
5.-ANEXO
Um código no MATLAB para encontrar os pontos para qualquer
Dado.

ENSAIO DE TRAÇÃO E ENSAIO DE EXPLOSÃO
ENSAIO DE TRAÇÃO
1.- DADOS
2.- CALCULOS
ENSAIO DE EXPLOSÃO
1.- DADOS
2.- CALCULOS
CONCLUSÕES
2

1.- QUESTÃO:
Um ducto com diâmetro externo "?" e espessura "?" é dobrado durante seu
lançamento sobre um carretel com rádio igual a ?? = 6 ?. O material do ducto é
aproximado como inicialmente linear-elástico e isotrópico (? = 3. 106 ???) com
tensão de escoamento igual a ?0 = 65000??? e posterior encruamento linear
( ?? = ? ′ ).
pol

m

D

8

0.2032

Rext

4

0.1016

T

0.6

0.01524

Rint

3.4

0.08636

O problema consiste em determinar a curvatura reversa necessária a ser aplicada
em um duto apões este ser enrolado em um carretel.
Para isso o problema é separado em três partes distintas:
 Enrolamento: O duto é enrolado no carretel até atingir a curvatura do mesmo.
 Descarregamento: O duto é descarregado e fica com uma curvatura residual.
 Retificação: Processo no qual é aplicada uma curvatura reversa no duto para
que fique com curvatura nula.
Serão considerados dois casos em este estudo: Encruamento Isotrópico e
encruamento Cinético. Até o ponto onde o momento é nulo .
2.- MATERIAL:
O material é considerado bi linear com as seguintes propriedades:
Propriedade

Psi

N/m^2

E

30000000

2.06842E+11

E'
σ0

6000000

41368468953
448158413.7

65000

3

?0 ???? = ? ????(?) Aplicando a relação acima na integral para o cálculo do momento e transformando em coordenadas polares: 4 .. para isso deve-se descobrir o momento atuante na seção e no qual a fibra mais externa atinge a tensão de escoamento.3. Aquele valor pode ser determinado através da seguinte expressão: ∫ ??? ? ?? Sabe-se que a tensão varia linearmente na seção e que a altura de cada fibra poder representada pela multiplicação do raio pelo seno do ângulo theta.CÁLCULOS Inicialmente devem ser calculados o momentos ?0 e a curvatura ?0 em a que a plastificarão é iniciada.

58 ? − ? Para determinar a curvatura é necessário uma relação entre esta e o momento. modulo de elasticidade e incercia. vale ressaltar que para diminuir o erro foi suposto um duto de parede fina e considerado o raio médio do mesmo.0022 A partir deste ponto. uma região do duto estará no regime elástico enquanto outra estará no regime plástico. Para determinar a fronteira entre essas regiões é definido o ângulo "?". sendo assim: ?0 = 0. aquele ângulo e representado na figura abaixo e o cálculo do seu valor para quando a fibra mais externa do duo atinge a curvatura desejada também.Esta integral resulta na seguinte expressão e resultado: Então ?0 = 176451.0213 ?−1 0   0 E  0. 5 . Acima é deduzida a equação que relaciona momento com curvatura.

...1388rad Substituindo os valores: 6 .. O momento atuante no duto quando ele chega na curvatura desejada é determinado pela soma dos momentos da parte elástica e da parte plástica. (2) Equação de deformação na zona elástica.... Depois deste valor sabe-se até onde vai o regime elástico e onde se inicia o regime plástico....... Para   0......(1)   0 E . M elastico   Rext 3   4k1E    r sin( ) 2 drd  0R   int   R 4  Rint 4    sin(2 )  M elastico  4k1E  ext    4 4    2   /2 Rext  M plastico  4     0  E ' (k1  k0 )r sin( )  r 2 sin( )drd   R  int     R 3  Rint 3   Rext 4  Rint 4     sin(2 )   ' M plastico  4  0  ext cos(  )  E ( k  k )     1 0   3 4 4     4 2   M1  M1elastico  M1 plastico ……….1388rad (1) Equação de deformação na zona Plástica......09398m ?1 = 1 1 = ?−1 ?? 6   ky  k1Rm sin( ). R  Rint  Rm   ext  2   Rm  0...(2)  0    Ek1Rm    arcsin    0....

M1 EI  0.112 N  m 7 . Encruamento Isotrópico No encruamento isotrópico a tensão de escoamento do material no carregamento reverso assume o valor negativo da maior tensão sofrida pelo material.38N  m A deformação e tensão obtida neste ponto são: 1  k1Rm 1  0.1172 N  m M1 plastico  479744.27 N  m Então: M1  481302.0649*108 N / m2 Agora o duto deverá ser desenrolado do carretel.M1 elastico  1558.0649*108 N / m2 O momento neste ponto (2) é definido da mesma maneira na qual foi definido M 0 : M2   2  Rext 4  Rint 4    Rext  4  M 2  396283. ou seja:  2  1  10. assumindo assim uma curvatura residual K2.00157  1  E 0  E ' (1   0 )  1  10. Esse valor é simples de ser calculado pois sabe-se que o descarregamento ocorre em uma linha paralela a zona elástica com inclinação E1.01079 A partir de este ponto os cálculos dependem do tipo de encruamento do material.1085m1 kres  k1  kres A deformação neste ponto é:  res  1   res 1 E  0.

A curvatura e a deformação deste ponto são obtidas similarmente ao processo de obtenção da curvatura e deformação residual. isso é necessário pois durante a volta o duto é dividido em três regiões: elástica que antes sofreu apenas deformações elásticas . a magnitude do momento gerado pela parte elástica e o pequeno valor do ângulo “  ” permitiu-nos considerar que a tensão de escoamento fosse a mesma para toda a secção. Seu cálculo e feito de forma semelhante a “  ” : Sabe-se que no trecho da região elástica a tensão de cisalhamento a ser considerada deveria ser “  0 ” porém . 8 .  2   res  k2  kres 2  0.00593 E M  2  0. elástica que antes sofreu deformações plástica. como é visto nos cálculos. O momento atuante é então dado pela soma dos momentos das três partes.06060m 1 EI Para determinar o momento aplicado para que o duto chegue ao ponto (3) faz-se necessária a definição de um novo ângulo “  ” .

 b     .... ou seja .2328 N  m  3  1864116830 N m2  3  0....... deve ser resolvida a seguinte equação: M 3  EIk3.............009012 Gráfica Momento .........  Rext  M 3 elastico  4k3 E    r 3 sin( ) 2 drd  0R   int  M 3 elastico  Rext 4  Rint 4    sin(2 )   4 k3 E     4 4    2 M 3 elasto  plastico   Rext 3   4(k3  kres ) E    r sin( ) 2 drd   R   int   R 4  Rint 4    sin(2 )  sin(2 )  M 3 elasto  plastico  4(k3  kres ) E  ext      4 4 2 4    2   / 2 Rext  M 3 plastico  4     2  E ' (k2  k3 )r sin( )  r 2 sin( )drd    R  int     R 3  Rint 3   Rext 4  Rint 4     sin(2 )   ' M 3 plastico  4  2  ext cos(  )  E ( k  k )     2 3   3 4 4     4 2   M 3  M 3 elastico  M 3 elasto  plastico  M 3 plastico . a  Para encontrar M 3 e k3 é necessário que o ponto gerado por essas duas coordenadas no gráfico M vs k pertença a reta M  EIK que será por onde ocorrerá o descarregamento até a origem ....... 9 . c   E  k3  kres  Rm    arcsin  2 Então de as equações encima é obtida   0.Curvatura O ponto “0” é o ponto onde atua a tensão do escoamento..................25611  rad M 3  793459.....

01566333 1006496669 revs 0.384 revs 0.9 10 .1 0 -0.09589533 -793459.10849777 0 2 0.5845 ( N-m) 200000 -0.00901224 -1864116830 origem 0 0 0 0.01079733 0 2 0.00593133 -1006496669 3 -0.584 Encruamento Isotropico 600000 481302.584 1 0.233 origen 0 0 0 0.9 1 0.112 3 -0.02132546 176451.00216667 448159223.ENCRUAMENTO ISOTROPICO Ponto k (1/m) Momentos 0 0.06060407 -396283.00216667 448159223.05 0 -200000 Momento -0.3836 400000 176451.2 -396283.2328 -800000 -1000000 K (1/m) Gráfica Tensão – Deformação O ponto “0” é o ponto onde atua a tensão do escoamento.02132546 176451.1124 -400000 -600000 -793459.1 0.15 0. Ponto ε Σ 0 0.15 0 0 0.16666667 481302.05 0.

Agora a região completa que antes sofreu deformações plásticas ira plastificar na nova tensão de escoamento e um pedaço da parte que antes era elástica sofrera deformações plásticas. as regiões consideradas anteriormente possuirão equações diferentes. As equações ficam da seguinte forma.1 0.05 0 0.1124 -400000 -600000 -793459.1 -0. 11 .5845 -396283.2 -200000 Momento -0.  2   1  2 0  110178221.3836 400000 ( N-m) 200000 0 0 0 -0.2328 -800000 -1000000 K (1/m) Encruamento Cinemático A diferença deste cálculo o do encruamento isotrópico é que o material fica com tensão de escoamento no ponto 2 igual a  2  1  2 0 é ao invés de assumir o valor equal ao máximo atingido no ponto 1.Encruamento Isotropico M vs k 600000 481302.5 N m2 Ao terminar os cálculos percebeu-se que neste caso o ângulo “  ”angu é inferior ao “  ” .05 0. ou seja .15 176451.15 0.

5845 1 0..02132546 176451.02305455 46897.M 3 elastico   Rext 3   4k3 E    r sin( ) 2 drd  0R   int   R 4  Rint 4    sin(2 )  M 3 elastico  4k3 E  ext    4 4    2 M 3 plastico  novo   Rext 3   k3 E    r sin( ) 2 drd   R   int  '  R 4  Rint 4    sin(2 )  sin(2 )  M 3 plastico  novo  k3 E '  ext      4 4 2 4    2   / 2 Rext  M 3 plastico  4     2  E ' (k2  k3 )r sin( )  r 2 sin( )drd   R  int     R 3  Rint 3   Rext 4  Rint 4     sin(2 )   ' M 3 plastico  4  2  ext cos(  )  E ( k  k )     2 3   3 4 4     4 2   M 3  M 3 elastico  M 3 plastico  novo  M 3 plastico .023054 N m2 1 m  3  0.47 0.3836 2 0...16666667 481302.5845 12 ...11416564 0...02132546 176451.Curvatura O ponto “0” é o ponto onde atua a tensão do escoamento.2361 0 0 3 origen 0 -190758.4697 N  m  3  448159223 k3  0.. d  Resolvendo o problema da mesma maneira que o anterior obtém-se: M 3  190758..002166   0.0431  rad Gráfica Momento .. Ponto k (1/m) Momentos 0 0.

M vs k 600000 500000 481302.00216667 448159223.5 3 -0.00216667 448159223.00216667 -448159224 Origem 0 0 0 0.2 -100000 -200000 -190758.01133 110178221.5845 100000 46897.9 1 0.9 13 .05 0.4697 -300000 k (1/m) Gráfica Tensão – Deformação O ponto “0” é o ponto onde atua a tensão do escoamento.2361 0 -0. Ponto ε σ 0 0.05 0 0 0.01566333 1006496669 2 0.1 0.15 0.3836 400000 Momento (N-m) 300000 200000 176451.

01 0.2E+09 1006496669 1E+09 800000000 600000000 448159223.9 -4E+08 -6E+08 ε 14 .008 0.018 -2E+08 -448159223.002 0 0.004 -0.006 0.9 σ ( N-m2) 400000000 200000000 110178221.5 0 0 -0.016 0.002 0.014 0.Encruamento Cinematico σ vs ε 1.012 0.004 0.

b.4. devido a que a tensão máxima de carregamento e muito maior que a tensão de escoamento. 15 . A seguir estão os gráficos dos dois casos plotados de maneira a ser possível comparar os resultados.Se observa no novo tensão de escoamento no caso de encruamento cinemático obtém um valor positivo.. Ao considerar o efeito Bauschinger (encruamento cinemático) é obtida uma curvatura k3 menor que no encruamento isotrópico.Ao terminar a análise pode ser observado que o resultado obtido está de acordo com o esperado.CONCLUSÃO a.. .

pi/2).6*25.^2.0.R. I=((R)^4-(R-t)^4)*pi/4.5.0.momento2).R-t.curx*I*E) momento2=zeros(1. aux = 4*quad2d(fun.y) x. momento2(cont)=aux cont=cont+1 end plot(0:kur_max/nu_paso:kur_max. cont=1 for kur=0:kur_max/nu_paso:kur_max fun=@(x. 16 . for kur=0:kur_max/nu_paso:kur_max fun=@(x. Rc=6000.75729/1e6.4/2. momento(cont)=aux cont=cont+1 end plot(0:kur_max/nu_paso:kur_max. plot(curx. hold on curx=0:kur_max/nu_paso:kur_max.*sin(y). sigma0=65e3*6894.*tensao2(kur_max.kur.R.y) x.nu_paso+1).*sin(y)).75729/1e6.*sin(y). E=30E6*6894.R-t. Et=E*0.^2. aux = 4*quad2d(fun.x.*tensao(kur*x.nu_paso+1).4. defor0=sigma0/E.-ANEXO Um código no MATLAB para encontrar os pontos para qualquer dado e o seguinte: Funcao Principal R=8*25.*sin(y)). t=0.2. cont=1 kur_max=1/6000.pi/2).momento). nu_paso=40 momento=zeros(1.

75729/1e6. Et=E*0. defor_max=kmax*y. bool=defor < defor0. %modelo do material mod_mat=2*tensao_max. sigma_e=(tensao_max-E*(defor_max-k*y)).*defor*E+~bool. end Prova para a função de esforço kur_max=1/6000. sigma0=65e3*6894. sigma_p=(tensao_max-mod_mat-(defor_p-k*y)*Et). sigma=bool. defor0=sigma0/E. Et=E*0.y) E=30E6*6894.*((defor-defor0)*Et+sigma0). tensao_max=tensao(defor_max). defor0=sigma0/E. sigma=~bool.*sigma_p.*sigma_e+(bool). defor_p=defor_max-mod_mat/E. end Função esforço de retorno elástico %retorno elastico function sigma=tensao2(kmax.100) cont=cont+1 17 .75729/1e6. cont=1 y2=zeros(1.k. bool= k*y < defor_p.2.41) for k=0:kur_max/40:kur_max y2(cont)=tensao2(kur_max.Funcao esforços function sigma=tensao(defor) E=30E6*6894. sigma0=65e3*6894.2.75729/1e6.75729/1e6.k.

end plot((0:kur_max/40:kur_max)*100.y2) 18 .tensao((0:kur_max/40:kur_max)*100)) hold on plot((0:kur_max/40:kur_max)*100.

125 mm^2 Gage Factor (fg): 2. CALCULOS ENSAIO DE TRAÇÃO 16 14 12 Load (KN) 10 8 6 4 2 0 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 Tempo (s) Figura 1.33 Ω V 2. DADOS: Comprimento Efectivo Largura 100 12.0% Gage resistance 120.5 mm mm Esspesura 3. Carga versus tempo 19 .ENSAIO DE TRAÇÃO 1.3 Ganho 50 Excitação 3.2 ± 0.05 mm Area Inicial 38.09 ± 1.

20 . utilizaremos a seguinte expressão: ?% = 4(? − ?0 ) ∗ 100 ??? ??? σ ing vs ε ing 400 350 σ(N/mm2) 300 250 200 150 100 50 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 εing (%) Figura 2.Assumindo incompreensibilidade do material no regime elasto-plástico: ?0 ?0 = ?? ?? ?? = ?0 ?0 ?? ? ? ?? = =? ?? ? ?0 ?0 0? ? ?(?0 + ∆?) ?? = ?0 ?? = ?? = ?(1 + ?) Área inicial =38.125 mm^2 Para encontrar as deformações. Tensão de engenharia vs deformação de engenharia.

σ T vs ε ln 450 400 σT (N/mm2) 350 300 250 200 150 100 50 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 εln (%) Figura 3. do gráfico mostrado acima.2% da deformação (?). ?0 = 230 ?⁄??2 Sabe se que o modulo de elasticidade (E) é a pendente da parte linear da curva tensão deformação. Tensão de engenharia real vs deformação real. Obtemos a tensão de escoamento (?0 ) da figura 3 que pertence a 0. Observa se que a parte linear se encontra aproximadamente até 150 ?⁄??2 . 21 .

Parte lineal da curva Tensão real versus deformação real.07 0.04 0.02 0. Para encontrar o modulo de elasticidade (E) tomamos a pendente da parte lineal da figura 3.9265 0 0.σ vs ε σ (MPa) σ = 2224ε R² = 0.06 0. ? = 2224 ?⁄??2 Para encontrar o modulo de Poisson (ν) utilizaremos as deformações biaxiais.03 0. ?11 = ?? . Para um estado biaxial.01 0.05 0.09 ε (%) Figura 4. a deformação longitudinal e a deformação axial.08 0. ou seja. ?22 = ?? ??? = (1 + ν) ν ??? − ??? ??? ? ? 22 .

5 0.2 0.8 εy(%) 0. Curva deformação transversal versus deformação longitudinal 23 .6 0.4 0. plotando os dados obtidos no ensaio temos: εyvs εx 1 0.5 0 -0.1 0 0.5 -2 -1.1 -2.7 0.5 εx (%) Figura 6.9 0.5 -1 -0.Para ?? ?? = (1 + ν) ν ?? − (?? + ?? ) ? ? ?? = Para ?? ?? = ?? ν − ? ? ? ? (1 + ν) ν ?? − (?? + ?? ) ? ? ?? = ?? ν − ? ? ? ? Para o ensaio de tração ?? = 0 então: ?? = ?? ? ν ?? = − ?? ? Substituindo ?? em ?? temos: ν ?? = − ?? ? = −ν?? ??(1) ? Logo.3 0.

99 2 0 -35 -30 -25 -20 -15 εx -10 -5 0 5 -2 Figura 6.Sabe se que a equação (1) pertence à zona elástica. Do gráfico se pode observar a linha reta de tendência com sua equação. ao comparar esta com a equação (1). então para encontrar o modulo de Poisson.2928 24 . avaliaremos a curva ate a deformação de escoamento.2928εx R² = 0. tendo a seguinte figura: εy vs εx 10 8 εy 6 4 εy= -0. obtemos o modulo de Poisson: ν = 0. Curva deformação transversal versus deformação longitudinal (zona elástica).

95833 72.90833 72.95 72.09 3.90 72.95 Promedio total 72.15 150° 3.240° 72.925 72. DADOS: Dados a partir do lado A.104167 Esspesura Promedio 3.330° 72.001028 0.85 72.00 72.90 72.90 72.07 Esspesura Promedio 3.95 72.90 72.95 72.0892 Total Exentricidade (Ξθ) 0.91667 72.074167 3.000685 Ângulo Espessura (mm) Lado A Lado B 0° 3.95 Promedio 72.06 3.08 3.95 72.95 60° .90 73.09 3. 1.95 73.180° 72.09 3. Diâmetro externo (mm) Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Seção 5 Seção 6 Seção 7 0° .00 72.10 3.06 330° 3.85 72.95 72.270° 72.90 72.09 270° 3.950 73.85 72.90 72.16 120° 3.09 3.00 72.ENSAIO DE EXPLOSÃO.90 72.00 72.90 72.05 3.14 90° 3.90833 72.000686 0.90 72.300° 72.95 90° .90 72.10 3.05 3.95 73.019355 25 .95 150° .07 240° 3.12 30° 3.210° 72.000686 0.90 72.00 72.95 72.10 210° 3.000343 0.90 73.10 180° 3.93333 72.90 72.00 120° .001028 0.95 72.15 60° 3.000343 0.03 3.95 73.92857 mm Ovalização (Δθ) 0.06 3.95 72.90 72.90 30° .011419 0.04 300° 3.85 72.

CALCULOS Para obter a pressão de escoamento utilizaremos os critérios de Von Mises. . Pressao vs Tempo 7000 6000 Pressao (Psi) 5000 4000 3000 2000 1000 0 0 500 1000 1500 -1000 2000 2500 3000 3500 4000 Tempo (s) Figura 7.Mostra-se a relação carga versus tempo neste ensaio. Pressão versus tempo Comprimento da amostra: 752 mm 2. Tensão circunferencial ??????? = ?? ?? = ???? ∫ ????????? = ∫ 2??1 26 .

utilizaremos a seguinte expressão: ?% = 4(? − ?0 ) ∗ 100 ??? ??? 27 .50 ?⁄??2 3? ?0 = 3263 ??? Para encontrar as deformações.? ???????| 2? = 2?1 −2 ? ???????| 2? = 2???? −2 ?11 = ?? = ?? ? Tensão longitudinal ?? 2 ? = ? ?? 2 ? = 2?? ??? ?? ?22 = ?? = 2? ?? = ?? 2 Pelo critério de Von Mises ?02 ≥ ??2 − ?? ?? + ??2 ?02 ≥ ??2 − ?? ?? ?? 2 + 2 2 ?02 3 2 3 ?? 2 3?2 ? 2 ≥ ?? = ( ) = 4 4 ? 4? 2 ?= 2√3 ∙ ? ∙ ?0 = 22.

08 0.02 0.1 0.3 0.07 0. Pressão versus deformação longitudinal (?? ) 28 .2 0.03 0.04 0.05 0.06 0.6 εθ (%) Figura 8.1 εx (%) Figura 9.4 0. Pressão versus deformação transversal (?? ) PRESSÃO VS DEFORMAÇÃO LONGITUDINAL Θ=120° 4000 3500 3000 Pressao (Psi) 2500 2000 1500 1000 500 0 0 -500 0.PRESSÃO VS DEFORMAÇÃO TRANSVERSAL Θ=120° 4000 3500 Pressao (Psi) 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 -500 0 0.5 0.01 0.09 0.

04 0.02 0. Pressão vs deformação transversal (?? ) 29 .09 Título del eje Figura 11.06 0.1 0.03 0.4000 3500 3000 Pressao (Psi) 2500 2000 1500 1000 500 0 0 0.05 0.08 0. Pressão vs deformação longitudinal (?? ) (linha vermelha).2 0.5 0.6 εx (%) Figura 10.3 -500 0.4 0.07 0.01 0. Pressão vs deformação transversal (?? ) PRESSÃO VS DEFORMAÇÃO TRANSVERSAL Θ=300° 4000 3500 3000 Pressao (Psi) 2500 2000 1500 1000 500 0 -500 0 0.

Pressão vs deformação longitudinal (?? ) 4000 3500 3000 Pressao (Psi) 2500 2000 1500 1000 500 0 0 -500 0.06 0.07 0.08 0.03 0.04 0.02 0.PRESSÃO VS DEFORMAÇÃO LONGITUDINAL Θ=300° 4000 3500 3000 Pressao (Psi) 2500 2000 1500 1000 500 0 -500 0 0.06 0.02 0.01 0.03 0.09 εx (%) Figura 12.07 0.04 0.01 0.05 0. mais as duas gráficas são aproximadamente iguais.08 0. 30 .05 0. Pressão vs deformação longitudinal (?? ) (linha vermelha).09 ε (%) Figura 13. Pressão vs deformação transversal (?? ).

Datos Obtenidos de la Prueba de Traccion: 0.122 t= pulg P θescoa = 3263. com os dados do ensaio de tração do material do duto.280 Psi 6.510 σ0 = psi 1.288 E= psi 33358.436 R= pulg 0.Para calcular as curvas ? ?? ?? e ? ?? ?? de forma analítica utilizaremos a teoria de deformação de J2.900 n= Pelo critério de Von Misses ?02 ≥ ??2 − ?? ?? + ??2 ?02 ≥ ??2 − ?? ?02 ≥ ?0 ≥ ?? ?? 2 +( ) 2 2 3 (? )2 4 ? √3 ? 2 ? Para desenhar ? ?? ?? Zona Elástica ??? = ?? = 1+? ? ??? − (??? )??? ? ? 1+? ? ?? − (?? + ?? ) ? ? ?? = ?? (1 − 2?) ? Zona Plástica ? = ?? + ?? 31 .293 ν= 322562.

?? ≤ ? 3 ? ∴ ?? = ? ?? √3 (1 − 2?). ? ≤ ?? 2?? 3? ∴ ?? = ?? √32? (1 − 2?). ? > ? 3? ? { 2?? 32 .??? = 1+? ? 3 1 1 ??? − (??? )??? + [ − ] ? ⏟? ? 2 ?? ? ⏟ ?? ??? = ?? = ?? = ?? 1+? ? 3 1 1 1 ??? − (??? )??? + [ − ] [??? − ??? ??? ] ? ? 2 ?? ? 3 1+? ? 3 1 1 1 ?? − (?? + ?? ) + [ − ] [?? − (?? + ?? )] ? ? 2 ?? ? 3 1+? ? 3 1 1 1 ?? − (?? + 2?? ) + [ − ] [?? − (?? + 2?? )] ? ? 2 ?? ? 3 ?? = ?? (1 − 2?) ? ?? √3 (1 − 2?). ?? > ? 3 ? {? ?? √32? (1 − 2?).

Curva Pressão Vs deformação longitudinal (?? ) .02 -1000 0.03 0.01 0 0.Avaliando a função anterior obtemos a seguinte figura: Pressão vs deformação longitudinal Teoria de j2 7000 6000 Presao (Psi) 5000 4000 3000 2000 1000 0 -0.01 0.05 εx (%) Figura 14.teoria de J2 Para desenhar ? ?? ?? Zona Elástica: ??? = ?? = 1+? ? ??? − (??? )??? ? ? 1+? ? ?? − (?? + ?? ) ? ? ?? = ?? ? (1 − ) ? 2 Zona Plástica: ??? = ?? = 1+? ? 3 1 1 1 ??? − (??? )??? + [ − ] [??? − ??? ??? ] ? ? 2 ?? ? 3 1+? ? 3 1 1 1 ?? − (?? + ?? ) + [ − ] [?? − (?? + ?? )] ? ? 2 ?? ? 3 33 .04 0.

?≤ ? ? ?. ? > ? ? 7 2. ? ? {4?. ? 2 3. ?? > ? 7 2 ?? 3 ? {4? ?.?? = 1+? ? 3 3 1 1 1 3 ?? − ( ?? ) + [ − ] [?? − ( ?? )] ? ? 2 2 ?? ? 3 2 ?? = ?? 1 − 2? 3 [ + ] 4 ? ?? Utilizando a aproximação de Ramberg Osgood ?= Para ? > ?0 → ??? = ? 3 ??? ?−1 [1 + ( ) ] ? 7 ?? √3 ? 2 ? ? = ?? ? ?? = ?? = ? ? 3 ??? ?−1 [1 + ? 7 ( ?? ) ] ? ?−1 3 √3 ? [1 + 7 ( 2 ?? ) ? ] ?−1 ?? 1 − 2? 3 3 √3 ?? ?? = [ + [1 + ( ) 4 ? ? 7 2 ?? ]] ?−1 ?? 9 √3 ?? ?? = [4 − 2? + ( ) 4? 7 2 ?? ] ?? ? 2√3 (1 − ) . ?? ≤ ? ? 2 3 ? ?−1 ∴ ?? ?? 9 √3 ?? 2√3 [4 − 2? + ( ) ] . ? 9 √3 ?. ? ? ?−1 ∴ ?? ?. ? ?? 3. ? 2√3 [4 − 2? + ( ) ]. ? ? 2√3 (1 − ) . ? 34 .

5 -0.1 0.Encontrando o valor do expoente “n” de Ramberg Osgood: ? 3 ??? ?−1 ? = [1 + ( ) ] ? 7 ?? ?? = ? − ?? = ? ? 3 ?0 ? ? ( )( ) 7 ? ?0 ln ? ? = ? + ? ln ? ?0 ?? (2) Avaliando a função anterior obtemos a seguinte figura: Grafica Ln(εp) vs ln(σ/σo) 0 0 0.15 0.2 0.7371ln(σ/σo) .5 -1 Ln(εp) = 7.25 0.5 -4 Figura 15.35 0.5 -2 -2. Curva ??(?? ) ?? ??(?/?? ) 35 .4.05 0.3386 -1.4 0.5 -3 -3.45 0.3 0.

5 3 3.5 1 1. Curva pressão Vs deformação transversal (?? ) – teoria J2 36 5 .5 εθ (%) Figura 16.5 -1000 0 0. Pressão vs deformação transversal TEORIA DE J2 7000 6000 5000 Pressão (Psi) 4000 3000 2000 1000 0 -0.Do gráfico se pode observar a tendência da linha reta.5 2 2. ao compará-la com a equação (2) obtemos o expoente “n” de Ramberg Osgood: n = 7.5 4 4.737 Avaliando a função (?? ) obtemos a seguinte figura.

e onde a espessura do tubo e muito menor. modulo de Poisson e modulo de elasticidade que se empregaram no desenvolvimento do ensaio do explosão. Na curva Pressão vs Tempo se observa que se tem valores negativos de pressão e alguns irregularidades depois de aproximadamente uma pressão de 3600 Psi que em o cálculo se obtinha valores errôneos de deformação. na junta soldada. Isso é devido a que a teoria de J2 se estuda para casos idealizados. isso então os esforços nesta region.  Observando as curvas obtidas pela teoria de deformação J2. são altos e pode suceder aquela anomalia.  Não se chego a colapsar a pressão que se esperava. 37 .  Na curva Pressão vs deformação transversal e Pressão vs deformação experimental (para θ=300°). isso poderia ser a causa de os dados muito variáveis na final do ensaio.  Nas curvas pressão vs deformação se observa que se tem uma grande diferencia entre as curvas experimentais e as curvas obtidas pela teoria de deformação J2. também por que em aquela region. conclui-se que as deformações crescem rapidamente com relação às pressões.CONCLUSÕES:   Através do ensaio de tração obtivemos as propriedades do material.. se observa que as duas gráficas tem a mesma tendência. mais este colapso em seu extremo.