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AVM FACULDADE INTEGRADA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

O CONSUMISMO INFANTIL E A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL:

UMA ANÁLISE SOBRE HÁBITOS E ATITUDES DE ALUNOS DO 2º SEGMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL/MUNICÍPIO DO RJ

Por: Vera Lúcia A. de Carvalho de Jesus.

Orientador

Prof. Dr. Vilson Sérgio de Carvalho

Rio de Janeiro

2011

AVM FACULDADE INTEGRADA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

O CONSUMISMO INFANTIL E A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL:

UMA ANÁLISE SOBRE HÁBITOS E ATITUDES DE ALUNOS DO 2º SEGMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL/MUNICÍPIO DO RJ

Apresentação de monografia à Universidade

Candido Mendes como condição prévia para a

conclusão do Curso de Pós-Graduação “Lato Sensu”

em Docência do Ensino Superior.

Por: Vera Lúcia A. de C. de Jesus.

AGRADECIMENTOS

Especial à Deus pelo dom da vida e da sabedoria e que me possibilitou subir mais um degrau desta caminhada.

DEDICATÓRIA

Dedico esta monografia ao meu esposo e à minha filha Fernanda, pois nas horas mais difíceis, mostraram a cada instante total dedicação e paciência.

RESUMO

Em uma lauda o educando deve resumir o trabalho de forma clara, objetiva e sucinta. Aportar a situação problema e sua solução. Recomenda-se produzir o resumo ao término da monografia, isso facilita o processo de compreensão do trabalho.

O resumo tem por objetivo, situar o leitor sobre o contexto que o mesmo vai encontrar no corpo do trabalho monográfico. Em uma pesquisa, procura-se ler o resumo e o sumário para averiguar se o conteúdo é satisfatório para uma futura leitura, no momento da coleta de dados e aprofundamento ao tema.

METODOLOGIA

Este trabalho se caracteriza por pesquisa de campo, com questionário aplicado para levantamento de dados e posterior análise, aliada à ampla revisão de literatura de artigos científicos, livros, revistas eletrônicas e trabalhos disponíveis em banco de dados que demonstrem relevância para auxílio no desenvolvimento das questões propostas

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

08

CAPÍTULO I - Definindo consumo & consumismo

10

1.1Da definição de consumo

10

1.2 O consumismo infantil

14

CAPÍTULO II - A degradação ambiental e o consumo

19

2.1 O consumo que degrada

21

CAPÍTULO III – As crianças, o consumo e o meio ambiente

24

CONCLUSÃO

39

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

41

INTRODUÇÃO

Autores como Franco (2007) afirmam que ninguém nasce consumista. Ela continua afirmando que o consumismo é uma ideologia, um hábito mental forjado, que se tornou uma das características culturais mais marcantes da sociedade atual, não importando o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder econômico.

Camargo (2010) esclarece que vivemos em uma sociedade capitalista onde o consumo é um dos fatores que determina as regras das relações sociais, e onde o valor que tem predominado é de posse (o ter), que acaba sobressaindo aos aspectos diretamente relacionados às virtudes ou aspectos morais (o ser). Baptista (2009), apud op cit, descreve como a civilização chegou à organização e ao cenário social que hoje se apresenta.

As crianças são mais vulneráveis ao consumo irresponsável que os adultos e sofrem cada vez mais com as consequências cada vez mais assustadoras relacionadas com os excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool, stress familiar, banalização da agressividade e da violência, entre outras. Os hábitos de consumo, assim como todas as posturas do indivíduo na vida, podem ser trabalhados e direcionados na infância, bem como a conscientização para um consumo responsável.

Dornelles (2005) descreve que as crianças que hoje vivem fazem parte de um mundo em que explodem informações. Então, deve-se direcionar esta quantidade de informação para uma postura mais envolvida com a conservação ambiental.Quanto antes a escola, que é o lugar mais adequado para que certas posturas e atitudes sejam trabalhados, iniciar a conscientização dos alunos nas faixas etárias mais baixas, maior a possibilidade de se evitar uma maior degradação ambiental.

Reigota (2001) lembra que toda atividade de EA deve ser iniciada pelo levantamento, entre os alunos, de suas noções de Ambiente e dos sujeitos envolvidos no processo de Educação Ambiental.

No primeiro capítulo será apresentada a definição de consumo e sua diferenciação de consumismo, e como a sociedade de consumo se tornou de certa forma nociva para o indivíduo, sem contar com a manipulação do consumo infantil. No segundo capítulo irá se analisar a degradação ambiental causada pelo consumo inconsciente e irresponsável, bem como os danos já detectados por esta atividade consumista humana. No terceiro capítulo será analisado os questionários distribuídos entre alunos na faixa etária de 09 a 13 anos, apontando seus consolidados hábitos consumistas e as conseqüências para o meio ambiente.

CAPÍTULO I DEFININDO CONSUMO & CONSUMISMO

“Ao analisarmos o que significa consumir, quais são os objetos que consumimos e em quais circunstâncias históricas consumimos, vemos que o sentido do consumo muda completamente. Consumir, nos séculos XVII, XVIII ou XIX, tem um sentido totalmente diferente de consumir no final do século XX e começo do XXI” ([Jurandir Freire Costa)

1.1)

Da definição de consumo

Camargo (2010) afirma que se costuma confundir consumo e consumismo. O consumo se enquadra na questão do que é necessário à sobrevivência, e o consumismo se tornou uma forma de lazer e satisfação das pessoas. Isto requer atenção para que se possa compreender os efeitos que produzem na sociedade no cenário atual.

O consumo é conseqüência natural das relações humanas desde tempos remotos. O homem sempre consumiu para sua sobrevivência, e com a mercantilização das relações humanas, a partir da Revolução Industrial, tudo começou a receber um valor, seja concreto ou abstrato: desde o valor da mão de obra, ao valor do trabalho proposto, bem como o valor final do produto desejado. Esta valoração também vai determinar novos rumos próprios para o consumo humano. Frente ao enfraquecimento simbólico, o valor passou a ser dado diretamente pela posse do objeto.

Segundo Moina (2007), dependendo da ótica que seja abordada, a sociedade de consumo pode ser compreendida tanto como representação do tempo pós-moderno, o que acaba por despertar a crítica social interligada à discussão de moralização e perda da coletividade, como pode ser analisada pela ótica da expressão social, onde os indivíduos se relacionam e fornecem sentido ao ato de consumir, entre outras perspectivas.

Baudrillard (apud BARBOSA, 2004) lembra que o consumo é a predominância da individualidade sobre coletividade. Consumir, de acordo com

o raciocínio do autor, pode ser considerado um ato individual, pois implica em decidir, em definir, que são práticas subjetivas, mas possuindo uma conotação positiva, pois se acredita que incentivam o indivíduo a pensar e a exercitar práticas de escolha.

todo o mundo pode ser lançado na

moda do consumo; todo o mundo pode desejar ser um consumidor e aproveitar as oportunidades que esse modo de vida oferece. Mas nem todo o mundo pode ser um consumidor”(p.94) Ele segue afirmando que, para a sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria (p. 20).

)

Bauman (2008) afirma que “(

Há uma explicação bem-humorada que ensina de modo prático e resumido a questão do consumo e do consumismo: Consumo é quando se compra uma blusa nova, para combinar com uma calça diferente que se acabou de ganhar; já o consumismo é quando se compra cinco blusas novas, sabendo que já não tem mais lugar para guardar, e depois se acaba descobrindo, já em casa, que se tem outras muito parecidas mofando no fundo do armário 1 .

Campbell (2002) explica que a sociedade de consumo foi erguida sob a base sagrada da “liberdade individual de escolha”, o que acaba conflitando com opinião de Bauman (2000) que acredita que o aumento da liberdade individual notadamente coincidiu com o aumento da impotência coletiva, “na medida em que as pontes entre a vida pública e privada são destruídas ou, para começar, nem foram construídas” (p.10).

É óbvio que os objetivos do consumo não são mais apenas uma questão econômica. Canclini (2006, p.60) explica o consumo como um conjunto de processos socioculturais em que se realizam a apropriação e o uso de produtos.

A palavra “consumo”, de acordo com Gomes (2009), até o início do século passado possuía uma conotação negativa, relacionada à destruição,

1 Extraído de http://www.igf.com.br/aprende/dicas/dicasResp.aspx?dica_Id=173

saques, subjugamento, exaustão (RIFKIN, 1995). Rifkin (apud Gomes, 2009) acredita que o consumo se transformou de vício em virtude foi devido à necessidade do setor empresarial americano de transformar trabalhadores em consumidores de sua produção em larga escala, que seria um consumo realizado em função da experiência proporcionada. Este novo sentido de consumo ultrapassa a procura por satisfazer necessidades funcionais e passa a buscar o prazer, a sensação que o bem ou serviço confere.

Pela ótica meramente econômica, consumo pode ser definido como “tentativa funcional de aumentar o bem-estar individual e coletivo através da provisão de bens e serviços necessários para satisfazer necessidades e desejos das pessoas.” (JACKSON, 2004, p.6).

As sociedades humanas possuem padrões de comportamento considerados como sendo resultado da interação entre predisposições genéticas, influências ambientais, fatores culturais e necessidades situacionais. Gomes (2009) lembra que, então,como parte de um modelo de comportamento, cada pessoa possui um sistema de valores, que se desenvolve através da interação com outras pessoas, e este sistema é influenciado por impulsos do ambiente social, pressão pública ou de grupos e também por sua história de vida e educação. (ZABEL, 2005).

Kotler (apud Andreassa, 2008) esclarece que as pessoas possuem diferentes necessidades, com valores diferentes para um. Ele foi um dos muitos autores que descreveu a teoria de Abraham Maslow, psicólogo americano que, em meados da década de 50 revolucionou estudos sobre o comportamento humano estudou e formulou a chamada “pirâmide de Maslow”.

Maslow observou que os padrões pelos quais as pessoas se motivam são diferenciados (ver Figura I), e então estabeleceu que a motivação estava intimamente ligada às necessidades. Andreassa (2008) esclarece que ele criou então uma escala de 5 níveis para classificar cada um desses níveis em ordem de prioridade, ou seja, criou-se uma hierarquia das necessidades.

Figura 1: Pirâmide das necessidades de Maslow. (fonte: http://www.merkatus.com.br/10_boletim/112.htm) Tais necessidades

Figura

1:

Pirâmide

das

necessidades

de

Maslow.

(fonte:

http://www.merkatus.com.br/10_boletim/112.htm)

Tais necessidades são classificadas por Maslow em necessidades:

fisiológicas, de segurança, sociais, da estima e auto-realização. Ele organizou em forma de pirâmide para explicar como as necessidades se sucedem. Estas necessidades, associa ainda Andreassa (2008), determinam os hábitos de consumo humano.

Então, a lógica é simples: dependendo da importância destinada para o alcance de determinadas “necessidades”, sejam elas físicas ou psicológicas, o consumo irá crescer em certas áreas de produtos e/ou serviços.

Outro fato que deve ser ressaltado é que a pirâmide de Maslow já foi invertida há tempos, ou seja, as necessidades fisiológicas, apesar de serem cada vez mais prementes, foram adaptadas pela indústria,e outras “necessidades” citadas passaram a ser prioritárias,estimulando mais ainda uma vertente de consumo que se mostra, além de altamente predatória, poluente e comprometida com uma possível degradação ambiental.

Portilho (2003) afirma que nas atividades que são voltadas para a atividade de consumo os indivíduos costumam agir pensando em si próprios, sem a preocupação com as conseqüências e repercussões de suas escolhas, que tanto podem ameaçar a integridade dos ecossistemas quanto à integridade

de

distantes.

outras

pessoas,

na

maioria

das

vezes

geográfica

e

temporalmente

Autores com Habermas (2000) e Bauman (2000) enfatizam que a maior parte dos setores da vida humana viraram mercadoria, em um processo pelo qual serviços, relações sociais, a própria natureza, o tempo e o corpo humano se transformam em mercadorias comuns.

Moina (2007) esclarece que

a consolidação do capitalismo e o movimento de desterritorialização de produção dos bens reformulam interações sociais e permitem a possibilidade do estudo das sociedades atuais a partir das práticas de consumo, uma vez que o ato de consumir perpassa algumas dimensões da vida contemporânea.

1.2)

O consumo infantil

Camargo (2010) descreve como o consumismo vem fazendo parte do cotidiano das crianças contemporâneas, causando diferentes conflitos entre elas. A autora continua explicando que o conflito em si não é negativo, pois é a possibilidade que se tem para trabalhar valores, regras e tolerância assim como o processo para sua resolução, visando à autonomia através da tomada de consciência. Mas entendendo o contexto histórico do sistema em que atualmente se vive, pode-se afirmar que as crianças são alvos cada vez mais fáceis dessa cultura consumista.

As crianças e o consumo há tempos são uma parceria assegurada, e as crianças preconizam uma história bem-sucedida como atores econômicos e como consumidores. Mas há pelo menos duas diferenças atuais dessa relação, de acordo com Gomes (2009), A primeira é que, no passado, o consumo era singela ação de adquirir um ou outro brinquedo inovador, e, atualmente, as atividades infantis estão rodeadas de produtos e serviços, de personagens e marcas. A segunda diferença é que as crianças são lançadas à exposição e envolvidas no mundo adulto mais precocemente, tendo mais responsabilidades e poder de decisão na família (Schor apud Gomes, 2009). As posições sociais,

que anteriormente era garantido pelas malhas da filiação, hoje são dadas a partir das possibilidades que o sujeito tem de ter e de consumir. Para Teixeira (1997), este declínio simbólico age sobre as relações entre os sujeitos e provoca os mais variados efeitos.

Marin et al (2006) esclarecem que:

A lógica do consumo está entrelaçada a dinâmicas culturais em que a aquisição de determinados produtos se deve ao seu valor de dotar o consumidor de sinais de diferenciação. São estabelecidas redes sociais a partir de grupos de pertencimento que se distinguem pela capacidade de consumo. O consumo de produtos específicos funciona como comunicação social e um fator cultural importante para a afirmação da identidade.

Gomes (2009) observa que as crianças estão entre uma sucessão de mensagens de consumo e bens de consumo, e acabam, como os adultos são impulsionadas a consumir “como o preço a pagar pela prosperidade e pelo tempo livre” (KARSAKLIAN, 2000, p.218).

Moina (2007) analisou em seu estudo que dentro do contexto de

imediatismo desenvolvido na sociedade contemporânea, as crianças acabam crescendo e convivendo com a volatilidade na ação do consumo, pois são acostumadas desde novas com diferentes produtos e serviços – dirigidas ao público infantil ou não – que são substituídos rapidamente, e isto influencia sua relação com o consumo na mesma proporção em que a liquidez com que esse

processo se apresenta desperta nas crianças “(

fenômenos de desejo e

capricho citados por Bauman, ou seja, a sensação de incompletude e busca pela saciedade através do consumo pode se apresentar cada vez mais cedo

como uma possibilidade na vida dessas crianças”(MOINA, 2007).

)os

Moina (2007) afirma que práticas de consumo, enquanto elemento cultural, sempre são transmitidas aos sucessores da sociedade de consumo, e isto significa que são passadas de geração em geração, e segundo a autora, partindo desta premissa existe a possibilidade real de que as crianças contemporâneas cresçam em sociedades em que o consumo se faz presente como elemento central.

Ele prossegue constatando que ainda que a sociedade de consumo sofra pressões de ordem social e econômica, para que renovações no modo de se organizar ocorram e que, antes de mais nada o ato de consumir se mostre como um processo dinâmico, que sofra mudanças ao longo do tempo, as tradições e os hábitos passados entre gerações possivelmente se fazem presentes de alguma forma.

As crianças da atualidade estão inseridas em um contexto onde se confrontam com um cenário de tecnologias cada vez mais diferenciadas, que podem ser tanto as que criam as chamadas horas de lazer (os computadores, a internet, os games) até os que facilitam ações simples do dia-a-dia (o self- service, o controle-remoto e os próprios transportes).

Porém, o consumismo acaba destacando as desigualdades entre as pessoas, pois segue a tendência da globalização e os fatores que a cercam, então na maioria das vezes as crianças repudiam aqueles que não conseguem manter o padrão imposto pela sociedade consumista, ou até mesmo aqueles que pertencem ao grupo “dos excluídos do mercado, do consumo, dos jogos, dos sites, dos quartos/informatizados, dos games” (DORNELLES, 2005, p.90).

A maioria dos educadores, diante deste fato, procura minimizar ou até mesmo criticar diretamente a banalização de que consumo é rotulo de poder, onde “quem tem mais, pode mais”, desconsiderar esse modelo de sociedade consumista, e tentar fazer com que dentro do ambiente escolar, todos sejam tratados igualmente, independentemente das diferenças de classes.

Bauman (2008) expõe a hipótese de que, independentemente do período de tempo ou da sociedade, pode-se considerar a ação do consumo de diferentes pontos de vista. Um exemplo é o que ele utiliza que se refere às atividades cotidianas e necessárias à sobrevivência, quando, para ele, o consumo passa ser algo trivial e até mesmo uma condição.

Ele segue analisando que, por toda a história humana, atividades de consumo sempre existiram, mas estas vêm se modificando de acordo com o que ele reconhece como “inventividade cultural”. Ele ainda assinala que dentro da História existe um ponto de ruptura que marca a passagem do consumo

para o “consumismo”, quando não se trata a ação mais de apenas uma característica nem de uma ocupação dos seres humanos, mas sim de um atributo da sociedade, que impõe uma nova ordem social aos indivíduos.

Baptista (2009) constata que, quando a criança atribui menos valor a uma outra criança ou simples ser humano semelhante a ela, acaba optando por brincadeiras individuais, e acaba privada de experiências que implicam alteridade, e como conseqüência desta ação está o fato de crianças se espelharem em pessoas “famosas” que estampam as capas de revistas e a mídia televisiva.

Isto, conclui autora, induz as crianças a decidirem ser vistas e desejadas pelas outras crianças que olham para elas como se estivessem olhando para qualquer outro objeto que desejam como roupas, calçados ou brinquedos, e Meira (apud Baptista, 2009) afirma que tal característica é observada majoritariamente nas classes ditas mais favorecidas, e representa “uma busca incessante por objetos, como condição de pertencimento ao grupo, reflete algo que se repete no discurso contemporâneo e que fala de uma forma automatizada de consumo.”(MEIRA, 2004)

Os indivíduos se mobilizam pelo consumo de modo diferenciado, mas quando pais e mães já transmitem a idéia de que a felicidade pode vir de algo que se possa comprar, as chances das crianças crescerem utilizando esta lógica aumenta consideravelmente.

Baptista (2008) esclarece que os pais, de modo equivocado, oferecem aos filhos aquilo que a mídia impõe como moderno e melhor, como se oferecendo estivessem aos filhos aquilo que lhes faltou, ou que não existia, como no caso dos brinquedos eletrônicos, e que com este ato traduzissem amor e segurança aos filhos. Só que, continua a autora, tudo que conseguem é estimular o egoísmo, a futilidade e o apego das crianças aos tempos do “ter e não ser”.

Os pais, de acordo com autora, não pretendem assumir um lado algoz por negarem algo para seus filhos,como se estivessem suprindo carências, e ela cita Freud, em sua obra “Narcisismos”(1969), para corroborar

sua tese.Entretanto,ela também esclarece que, amparado no excesso de amor narcísico, não transmitem através do diálogo os valores que constituem uma lei simbólica, própria da função paterna, o que acaba dificultando a interdição em relação às crianças: “Neste sentido, o pensamento parental se apresenta invertido, isto é, a interrogativa que deveria ser: por que dar? Transforma-se em: se tenho dinheiro por que não dar?”(BAPTISTA, 2009)

Outro autor, Lipovetsky (2007), cita o termo criança hiperconsumidora para se referir à criança atual, participante ativa em mundo de consumno até outra década dedicada aos adultos. A maior característica desse indivíduo é que a criança compra, decididamente, tendo o dinheiro da “mesada” para pequenas despesas, e influiu no mercado com seus hábitos de consumo, ou vice-versa. (p.120).

O autor segue afirmando que esta postura é resultado da desqualificação de um modelo autoritarista e de uma noção de que tornando a criança consumidora ela desperta e de desenvolve sua autonomia, e também se relaciona ao fato do sentimento que os pais desenvolvem de proporcionar momentos de alegria e compensação aos filhos por meio de atividades de consumo. (LIPOVETSKY, 2007)

Gomes (2009) destaca que por representar uma lucrativa fatia do mercado, o público infantil passou a ter atenção especial dos profissionais de marketing, pois não consomem apenas produtos direcionados tradicionalmente para crianças, tais como alimentos e brinquedos, e diversos segmentos, com bancos, hotéis, fabricantes de veículos, de produtos de higiene e cosméticos incluem em suas campanhas ganchos para conquistar a simpatia das crianças, pois já se comprovou que as crianças influenciam nas decisões dos adultos e são possíveis consumidores para o futuro.

CAPÍTULO II

A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E O CONSUMO

Pizza Júnior (1991) define meio ambiente como “tudo o que circunda”, que não se limita apenas aos espaços produtivos, e tampouco apenas à natureza compreendida como os rios, mares, florestas. É um conceito mais amplo que inclui os seres vivos, os espaços naturais e construídos. Já a degradação ambiental é um conceito de múltiplos significados, pois pode significar, como explica Sánchez (2006) 2 , a perda de capital natural,como solos, vegetação, biodiversidade, ou a perda de funções ambientais, ou até mesmo as alterações da paisagem, que começam pela “ alteração de relevo,alteração da fisionomia da vegetação,feições erosivas ou solo exposto, presença de resíduos, edifícios urbanos sem manutenção,equipamentos urbanos sem manutenção,grafitti, excesso de painéis publicitários” (p.7)

As definições de meio ambientes são de diferentes âmbitos, e não apenas abordando os componentes naturais, e sempre iniciam com o conceito que considera o meio ambiente um sistema no qual interagem fatores de ordem física, biológica e sócio-econômica. O dicionário acadêmico Webster (1976) define meio ambiente como condições, influências ou forças que envolvem e influenciam ou modificam o complexo de fatores climáticos, edáficos e bióticos

“que atuam sobre um organismo vivo ou uma comunidade ecológica e acaba por determinar sua forma

e sua sobrevivência; a agregação das condições sociais

e culturais (costumes leis, idioma, religião e organização política e econômica) que influenciam a vida de um indivíduo ou de uma comunidade".

Santos (1997) define meio ambiente como o conjunto de complexos territoriais que constituem a base física do trabalho humano.

Já Poutrel & Wasserman (1977) apud Coriolano (2006) afirmam que ele é o conjunto dos agentes físicos, químicos, biológicos e de fatores sociais que

2 Disponível em http://www.rc.unesp.br/igce/pos/gma/Palestra.pdf

são suscetíveis de terem “um efeito direto ou indireto, imediato ou a termo, sobre os seres vivos e as atividades humanas".

Comune (1994) apud Coriolano (2006) explica que o meio ambiente está relacionado não apenas aos diversos fenômenos de poluição existentes na sociedade industrial ou somente à conservação de recursos naturais que o definem em sentido restrito, mas que abrange igualmente aos aspectos sociais, não comparáveis aos aspectos físicos e biológicos impondo um tratamento diferenciado e ampliado desta questão ambiental.

Definições não faltam para caracterizar o espaço natural e artificial que o ser humano ocupou, transformou e agora se ocupa em poluir, degradar e remendar.

Coriolano (2006) continua descrevendo meio ambiente como um espaço geográfico simultaneamente natural, social, econômico, político e cultural, espaço que contém todos os seres vivos em interação, e também um espaço político sem neutralidade, visto que está sob o controle do homem. É ainda aquele espaço onde as atividades humanas se desenvolvem, bem como a dos animais e vegetais, e que oferece condições para essa interação natural e social. De certa maneira, conclui a autora, é o espaço que acaba sendo transformado em mercadoria.

Silva (2007), em seu artigo “Sistemas produtivos, desenvolvimento econômico e degradação ambiental” 3 , afirma que com o advento da Revolução Industrial “a concepção mecanicista e materialista de natureza se auto realiza. A idéia de progresso torna-se imperante,todos os recursos naturais passam a ser visto como matéria prima geradora de novos produtos” e daí é que surge o conceito difundido de que a capacidade da natureza de fornecer matéria- prima para as indústrias é inesgotável.

Ele explica que o crescimento populacional e a industrialização acarretam riscos ao meio ambiente urbano e rural, alterando a relação outrora harmônica entre o homem e a natureza, e gerando problemas ambientais permanentes como o retorno para solo e rios de resíduos da produção e do

3 Extraído de Revista Científica Eletrônica de Turismo – Ano IV – Número 6 – Janeiro de 2007

consumo que acabam comprometendo a fertilidade e causando todo tipo de poluição.

2.1) O consumo que degrada

A chamada fase de expansão do modo capitalista de produção,

conhecida por capitalismo comercial, é assinalada pelo domínio do capital

mercantil sobre a produção, e este processo criou acumulação primitiva do capital. Moina (2007) esclarece que, em decorrência disso,

Todo o capital acumulado na circulação das mercadorias começa a ser investido na produção, o que possibilitou o advento da Revolução Industrial na Inglaterra a partir da segunda metade do século XVIII. A sociedade industrial consolidada na era contemporânea pautada nos avanços técnico-científicos, e na expansão do capitalismo industrial, promove efetivamente uma dissociação entre sociedade e natureza, como resultado, temos o acirramento da degradação do ambiente natural.

A autora continua afirmando que a procura cada vez maior por bens e

serviços, inclusive os denominados intensivos, como a produção e consumo de energia, diz respeito à própria lógica do sistema capitalista em curso. O pilar de sustentação deste sistema econômico, que se constitui também em sua causa

e efeito, é o consumo, e o consumismo tem proporcionado graves efeitos para

a sociedade como um todo.

É inegável que o avanço da humanidade, em todos os sentidos, trouxe

benefícios e extremos ao ser humano. A própria sociedade de consumo gerou

muitos benefícios econômicos. Entretanto, de acordo com Gardner, Assadourian e Sarin, (2004, p. 4) apud Coriolano (2006), o aumento do

consumo na última década indica que o mundo está frente a um grande dilema

e um problema ainda maior.

É que o homem, predador e causador da degradação ambiental

constatada, pretextando a sobrevivência e sua manutenção, com seus atos

interfere com isto desde em um fenômeno natural como um raio que atinge

determinada floresta ou até na destruição da mesma por meio de um incêndio,

e o que a maioria dos autores tenta como Sánchez (2008, p. 27), demonstrar é

que fica explícito neste conceito é que a degradação ambiental se caracteriza como um impacto ambiental negativo.

O termo “impacto ambiental” é ambíguo, pois, segundo Coriolano (2006), ainda que associado aos aspectos negativos decorrentes das atividades humanas, pode adquirir conotação positiva, já que um “impacto” pode trazer malefícios na mesma proporção que traz benefícios, respectivamente.

Silva (2007) constata que “a deterioração dos ambientes urbanos e rurais é conseqüência de um modelo de desenvolvimento pautado no crescente aumento da produção, do consumismo, da opulência e do desperdício”.

De acordo com relatório divulgado pelo Instituto World Watch Institute (WWI) , O Estado do Mundo 2004: Estado do consumo e o consumo Sustentável , 2004 4 . "o consumismo desenfreado é a maior ameaça ao futuro da humanidade" , e não somente pelo esgotamento de recursos naturais disponíveis do planeta, mas também com a conseqüente deterioração da qualidade de vida das pessoas,especificamente as mais pobres.

O IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) desenvolveu uma

série de “cartilhas” para consumidores, e em uma delas, “Manual de educação para o consumo sustentável- 2001”, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, há a defesa do que seria o Consumo ético, o consumo responsável

e o consumo consciente:

“Estas expressões surgiram como forma de incluir a preocupação com aspectos sociais, e não só de compra, um compromisso ético, uma consciência e uma responsabilidade quanto aos impactos sociais e ambientais que suas escolhas e comportamentos podem causar em ecossistemas e outros grupos sociais, na maior parte das vezes geográfica e temporalmente

distantes

(IDEC, 2005,p.18)

4 Disponível em: <http://www.worldwatch.org/topics/consumption>.]

Este exemplo é apenas para ilustrar a preocupação com os índices de consumo da humanidade que, de maneira definitiva, interferem na estrutura do meio ambiente.

Portilho (2003) assegura que o aumento no interesse dos problemas a respeito dos impactos ambientais associados aos padrões de consumo é explicado pelo “deslocamento” discursivo da definição de crise ambiental, da produção para o consumo.

Ross (1996) discorre que, com a expansão do comércio por todo o planeta e necessidades que foram criadas pelas sociedades humanas aumentaram as apropriações dos recursos naturais do planeta (p. 213).

CAPÍTULO III

AS CRIANÇAS, O CONSUMO E O MEIO AMBIENTE

“Muitas das crianças que vivem suas infâncias hoje fazem parte de um mundo em que explodem informações” (Dornelles, 2005, p.72).

Então, já que o consumo é a atividade econômica que se baseia na

utilização direta das riquezas adquiridas e admite racionalidade em sua prática,

o consumismo é o ato de adquirir produtos e serviços de maneira compulsiva,

sem necessidade ou consciência. Enquanto o consumidor responsável adquire

produtos e serviços de modo consciente, o consumidor consumista compra por

impulso, de forma irracional e inconseqüente.

Neste capítulo, será exposto o resultado de uma amostra de perfil de

consumo de crianças na faixa etária de 09 a 13 anos, estudantes de rede

particular de ensino da zona oeste do município do Rio de Janeiro, divididos

entre o 6º e o 9º anos do ensino fundamental. A análise de como hábitos

simples,como andar pequenas distâncias, pode explicar certas posturas

consumistas infantis que já fundamentam um futuro cidadão que auxilia na

degradação ambiental:

Foi aplicado o questionário de 15 perguntas básicas para 50 alunos,

assim distribuídos: 10 para o 6º ano. 10 para o 7º ano, 10 para o 8ºano e 20

para o 9º ano, visto que se tratam de crianças já pré-adolescentes, com hábitos

de consumo já bem consolidados.

Questionário sobre o consumo infantil

(As perguntas 1,8,9 e 12 se referem diretamente à produção de lixo, seja ele orgânico, eletrônico ou doméstico)

1) Quando você come uma bala ou um sanduíche, você:

(

) se tiver uma lixeira espera para jogar os papéis nela; (10%)

(

) joga no chão porque não vê lixeira perto de você;(85%)

( ) se não tiver uma lixeira perto de você, você guarda na sua bolsa ou no seu bolso até chegar em casa.(5%)

8) Em sua casa, quando um aparelho de celular não serve mais, sua mãe ou seu pai:

(

) simplesmente jogam ele fora; (53%)

(

) ele serve para trocar por um mais moderno quando comprarem

outro;(37%)

( ) apenas deixam ele trancado em uma gaveta sem uso.(20%)

“Quantidade de linhas de celular no Brasil é maior do que população: são mais de 194 milhões de linhas de telefones móveis no país, sendo 80% pré-pagos. Os motivos do crescimento são a privatização do setor e o aumento do poder aquisitivo dos brasileiros.” 5

9) Você sabia que pilhas e baterias não podem ser jogadas no lixo de casa?

(

) Sim (25%)

(

) Não (75%)

12) Quando caem muitas folhas no chão da rua, o ideal seria:

(

) queimar todas elas; (15%)

(

) juntar todas elas em sacos de lixo;(25%)

(

) deixar elas no mesmo lugar, pois o tempo tira elas de lá.(60%)

Comentários:

O resultado demonstra que as crianças acabam reproduzindo um ato

que a maioria dos adultos também realiza: jogar lixo no chão, sem se

5

Disponível

em

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/11/quantidade-de-linhas-de-

celular-no-brasil-e-maior-do-que-populacao.html

preocupar com os transtornos que o acúmulo de detritos possa causar ou

mesmo se aquele lixo será recolhido ou irá se decompor ao ar livre.

Kautzmann

et

al

(2009)

em

seu

artigo

expõem

o

tempo

de

decomposição de cada material que vai para o lixo: (Fig. 1)

TIPO DE

TEMPO DE

MATERIAL

DECOMPOSIÇÃ

 

O

Papel

4 semanas

Garrafa de

indeterminado

vidro

Cigarro

1 a 2 anos

Lata de

200 a 500 anos

alumínio

Lata comum

100

anos

Chiclete

500

anos

Plástico

indeterminado

Pneu

6 meses

Fig. 1 – Tempo de decomposição de lixo inorgânico. Fonte: adaptado do SANEP (2008), apud op cit

Os autores também comentam que a produção de lixo doméstico passou

de 200kg por habitante/ano em 1960 para 540kg em 2000, o que significa

1,5kg por dia.

Autores como Torres (2009) 6 afirmam que o lado preocupante do avanço

da tecnologia é seu considerável impacto ambiental. O chamado lixo eletrônico

é um dos tipos de lixo que mais crescem, principalmente pela viabilidade

econômica e social dos aparelhos eletrônicos, e apesar do crescimento na

venda destes produtos, não existe uma legislação nacional que estabeleça seu

destino final ou que responsabilize os fabricantes pelo seu descarte.

Existe a Resolução CONAMA 257 (Conselho Nacional do Meio

Ambiente) 7 que estabelece limites para o uso de substâncias tóxicas em pilhas

6 Extraído de http://intertemas.unitoledo.br/revista/index.php/ETIC/article/viewFile/2141/2335 7 Disponível em http://www.ecolmeia.com/pilhasebaterias/conama.htm

e baterias, responsabilizando os fabricantes a desenvolverem sistemas para a coleta e encaminhamento para reciclagem,mas isto não é o bastante

Rodrigues (2009), no mesmo artigo, enumera os equipamentos elétricos ou eletrônicos: televisores, rádios, telefones celulares, eletrodomésticos portáteis, todos equipamentos de microinformática, vídeos, filmadoras, ferramentas elétricas, DVD’S, lâmpadas fluorescentes, brinquedos eletrônicos

e outros produtos (como controles remotos) idealizados para facilitar a vida moderna e que são praticamente descartáveis uma vez que ficam tecnologicamente ultrapassados em períodos de tempo cada vez mais curtos,

e também na maioria das vezes à inviabilidade econômica de conserto, em comparação com aparelhos novos.

Entretanto, como já foi comprovado, apesar das facilidades ao ser humano, os problemas ambientais relacionados aos materiais eletrônicos são notados desde sua fabricação. Os autores dão o exemplo da fabricação de um computador de mesa com um monitor CRT de 17”, de acordo com os estudos do professor Ruediger Kuehr 8 , da Universidade das Nações Unidas, para o qual são necessários para a fabricação, 240 kg de combustíveis fósseis, 22 kg de produtos químicos e cerca de 1500 litros de água.

Reidler&Gunther (2001) citam o exemplo do conforto proporcionado pelo uso de aparelhos portáteis, movidos a pilhas ou a baterias recarregáveis, que tornou o uso dos mesmos prático e econômico. Entretanto, pilhas e baterias são compostas por substâncias tóxicas e materiais danosos à saúde. Tais produtos, ao serem descartados juntamente com o lixo comum, provocam danos ao meio ambiente e representam riscos à saúde pública, pois os metais pesados utilizados em sua composição podem atingir o organismo através da cadeia alimentar. “Os metais pesados, por serem bioacumulativos, acabam depositando-se em determinados pontos do organismo, vindo a afetar suas funções orgânicas”.(op.cit)

8 Disponível em http://www.fateczl.edu.br/TCC/2009-2/tcc-27.pdf

Existe também outro porém: as substâncias tóxicas que formam pilhas e

baterias, quando dispostas inadequadamente, podem atingir e contaminar os

aqüíferos freáticos e chegar ao organismo humano através da ingestão (água

ou alimentos contaminados), da inalação ou contato dérmico.

(As perguntas 2, 10 e 14 referem-se ao uso consciente da água potável)

2) Enquanto você escova os dentes, você:

(

) deixa sua torneira da pia aberta escorrendo água;(78%)

(

) deixa ela fechada e só abre quando termina de escovar os

dentes.(22%)

10) Em sua casa você:

(

) quando bebe água, pega um copo toda vez que vai beber;(76%)

(

) quando bebe água, lava o copo que usou antes e utiliza o mesmo

copo;(14%)

( ) guarda o mesmo copo e nem precisa lavar porque vai usá-lo

novamente.(10%)

14) Enquanto você toma banho e lava os cabelos, você:

(

) deixa o chuveiro ligado enquanto se ensaboa; (85%)

(

) desliga o chuveiro a cada vez que você se ensaboa para ligar depois;

(5%)

( ) deixa ele ligado, mas quando precisa lavar o cabelo desliga.(10%)

TABELA 3: Uso da água e sua quantidade no planeta

Uso da água no mundo

Quantidade de água no planeta

Agricultura 69%

Água salgada 97,30%

Indústria 23%

Calotas polares 2,07%

Uso doméstico 8%

Água doce 0,63%

Fonte: Revista do CREA-RJ 2002- http://www.4eetcg.uepg.br/oral/58_1.pdf

Comentários:

Nosso planeta possui dois terços da superfície coberto por água. Destes, apenas 2,5% é doce, sendo 70% encontrados nas geleiras e restando apenas 0,75% prontamente disponíveis ao consumo. 9

Apesar de o consumo residencial estar a menos de 10% 10 do consumo geral de água no mundo, é neste ambiente que as ações são mais dispersas, onde os pontos de consumo são mais numerosos e variam muito de acordo com o aspecto econômico/social das comunidades envolvidas. Tal consumo ainda reflita a falta de saneamento que é visível em algumas populações. Neste âmbito o levantamento do consumo é muito difícil devido a não constatação do fornecimento.

AOYAMA et al (2007) apontam em suas pesquisas mostram que daqui a

poucas décadas as reservas de água-doce do Planeta não serão o bastante para suprir “as necessidades da raça humana caso os níveis de consumo não sejam controlados desde já” (INMETRO, 2007, apud op cit). Tal carência deste recurso essencial à vida humana irá acarretar problemas de ordem política, econômica, sanitária, e de acordo com especialistas até originar conflitos similares aos causados pelo domínio do petróleo.

De acordo com o relatório anual da Organização das Nações Unidas - ONU-, as perspectivas não são animadoras quando o assunto é disponibilidade hídrica. A previsão é de que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas.

(A pergunta 3 se refere ao uso consciente de energia elétrica)

9 Extraído de http://www.cbmet.com/cbm-files/14-b518db4561a44feb363d9712f2d8278d.pdf

10 Extraído de http://www.4eetcg.uepg.br/oral/58_1.pdf

3) Dentro da sua casa você costuma:

(

) deixar as luzes acesas por onde passa; (42%)

(

) apagar cada luz se você sai de um lugar para outro; (48%)

(

) deixa acesa só a luz de onde você estiver. (10%)

Comentários:

A energia elétrica é uma das que mais requerem cuidados, pois seu

consumo sempre aumenta e há muito desperdício. A energia elétrica é um bem

esgotável, essencial para a sobrevivência dos seres e historicamente

importante no desenvolvimento da humanidade. Pode-se dizer que nada é

totalmente independente da energia elétrica nos dias de hoje,

conseqüentemente a falta dela pode instaurar diversos problemas.

Quanto à disponibilidade de energia elétrica, deve-se levar em conta a

dificuldade de construção de usinas, principalmente as hidrelétricas,

responsáveis pela maior parte da produção de energia elétrica no Brasil.

Usinas hidrelétricas são construções de grande porte, demandando

planejamento antecipado e muitas despesas em sua instalação. Há também o

grande impacto ambiental e social, pois rios são desviados de seus cursos e

áreas enormes são inundadas para compor as represas. Por estes motivos é

tão importante estudarmos e aplicarmos a racionalização de energia elétrica.

(As perguntas 4 e 5 fazem referência ao uso de energia e poluição causada por automóveis e condicionadores de ar)

4) Você prefere:

( ) se você mora perto da escola, ir caminhando; (10%)

( ) se você mora perto da escola, ir de carro ou de ônibus para não chegar atrasado. (90%)

Comentários:

A contaminação do ar 11 se dá por conta da emissão de gases tóxicos e é

gerada por três tipos de combustão: de veículos automotores, que emitem óxido de nitrogênio, monóxido e dióxido de carbono, dióxido de enxofre, derivados de hidrocarbonetos e chumbo, responsáveis por 40% da poluição atmosférica nas grandes cidades; de industriais químicas, siderúrgicas, fábricas de cimento e papel e refinarias de petróleo; e de queimadas e incineração de lixo doméstico e industrial, responsáveis por emissão de fumaça.

A maioria dos cientistas acredita que tal contaminação da atmosfera é a

principal causa da formação de chuva ácida e do efeito estufa. Nos seres humanos, de acordo com estudos, ela provoca distúrbios respiratórios (asma, bronquite), alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso e em órgãos vitais, ardência dos olhos, dor de cabeça e até câncer 12 . Tais sintomas são asseverados no inverno, quando ocorre a inversão térmica e uma camada de poluentes fica presa perto do solo por uma camada de ar frio.

A concentração atmosférica de gases como o dióxido de carbono se eleva em média 1% ao ano. As ações de queimadas nos países subdesenvolvidos aumenta em cerca de 25% da emissão total de tais gases, e por conseguinte aumentam os transtornos de saúde causados por tal tipo de poluição

5) Você sabia que carros com ar condicionado gastam mais energia?

(

) Sim (40%)

(

)Não (60%)

Comentários:

11 Dados obtidos no site http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1999_A0264.PDF

12 Op.cit

Batista (2008) cita que o tráfego congestionado de veículos, as construções, os desmatamentos, as atividades industriais e o uso de condicionadores de ar, principalmente em cidades tropicais e que se tornaram peças essenciais devido às elevadas temperaturas, são os efeitos colaterais apresentados em áreas densamente construídas e urbanizadas. A autora segue afirmando que tais efeitos estão relacionados com a contaminação de ambientes internos, que é agravada por questões urbanas, sociais e industriais e que causa preocupações com a condição de saúde ambiental e humana, principalmente nas sociedades em desenvolvimento.

Estudos realizados demonstram a existência de poluentes em proporções maiores no ambiente interno que no externo, apesar do ar interno originar do ar externo, o que ocorre pelo fato do sistema de ar condicionado operar com baixa troca de ar.

Um dos principais componentes da poluição atmosférica, continua a autora, o gás ozônio é um gás incolor e altamente reativo, formado quando o oxigênio reage com outros elementos químicos. Mesmo sendo frequentemente associado com o ar externo, o ozônio também está presente em ambientes como casas e escritórios.

O Ozônio 13 costuma ser liberado através do funcionamento de diversos tipos de impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e por alguns sistemas de purificação do ar. De acordo com pesquisas recentes, as populações em países industrializados ficam mais de 80% do tempo em ambientes fechados, e tal poluição tem sido encarada como problema para a saúde pública.

Os ambientes que são aclimatados artificialmente possuem uma infinidade de componentes químicos (substâncias tóxicas, carcinogênicas, radioativas) e biológicos (microrganismos patogênicos) emitidos por fontes diferentes, e dependendo das condições físicas (umidade do ar, temperatura

do ar, ventilação inadequada) do ambiente, podem interagir entre si. (LEE, 2006,

apud op cit)

13

Extraído

de

http://www.new-digital.net/poluicao-e-reciclagem/o-ozonio-a-poluicao-

atmosferica-e-a-saude-em-risco/

De acordo com Eickoff (1994, apud op cit), o ar condicionado é

contaminado por partículas, poeira ou filtros colonizados pois tais partículas

são geradas em sua maioria por hospedeiros animados, e as bactérias e os

fungos disseminados são capazes de sobreviver em ambientes secos por

longos períodos.

O ar interior dos ambientes fechados pode ser mais poluente do que o ar

exterior (LEE, 2006, apud op cit).

(As questões 6 e 7 são relacionadas diretamente ao consumo de energia por

eletrodomésticos)

6) Destes eletrodomésticos, qual você acha que gasta mais energia?

(

) geladeira (20%)

(

) televisão (15%)

(

) rádio (5%)

(

) computador (60%)

7) Dos aparelhos abaixo, coloque nos parênteses a quantidade que existe em sua casa:

(

) geladeira (+1, 2%)

(

) freezer (+1, 8%)

(

) máquina de lavar (1,98% - nenhuma, 2%)

(

) televisão (+1,65%)

(

) rádio (+1,75%)

(

) computador (+1, 55%)

Comentários:

Não há como calcular o consumo exato dos aparelhos, o que é feito é

uma média aproximada. Alguns aparelhos consomem mais eletricidade que

outros. Alguns aparelhos ficam mais tempo ligados. 14

A energia elétrica 15 é rum dos recursos essenciais para a realização de

diferentes atividades diária em uma residência, principalmente localizada em

14 Dados disponíveis em : http://www.ebanataw.com.br/roberto/energia/ener15.htm

grandes centros urbanos. Nota-se que desde a crise energética ocorrida em

2001, o setor residencial aumentou seu consumo, muito em parte pela

facilitação na hora da compra de diversos eletrodomésticos, ultrapassando no

ano de 2010 os altos índices que antecederam o período do já conhecido

“apagão”.

Aparelhos como a geladeira, embora ligados permanentemente, só

consomem energia quando o motor estiver funcionando, e o motor só funciona

para repor o frio. A geladeira em que a porta é aberta toda hora consome mais

energia, e uma geladeira em que se coloca uma dúzia de cervejas para gelar

gasta mais até conseguir gelar todas as garrafas. Durante a noite, como não é

comum se abrir a geladeira, então o consumo é menor.

O aparelho de ar condicionado, mesmo ligado 24 horas, não funciona

todo o tempo, pois ele liga o compressor quando precisa resfriar o ar interno,

então, nos dias em que a temperatura externa estiver quente, o condicionador

vai ligar mais vezes. Em ambientes com poucas pessoas, ele vai ligar muito

pouco. Em ambientes sem nenhuma pessoa o condicionador só vai ligar uma

poucas vezes, se as paredes, teto e piso tiverem um bom isolamento térmico.

TABELA 2: Gasto médio de eletrodoméstico comum

APARELHO

Consumo

kW/ hora

por mês

Aparelho de som completo, baixa potência (200 watts) funcionando 2 horas por dia.

4

Aparelho de som completo, alta potência (1.000 watts) funcionando 2 horas por dia.

10

Aspirador de pó doméstico.

4

Cafeteira Elétrica doméstica

4

Chuveiro Elétrico de 4.000 Watts, banhos de

80

15

Extraído

de

20100903221411.pdf

http://www.anppas.org.br/encontro5/cd/artigos/GT17-266-239-

10 minutos

 

Condicionador de ar de 10.000 BTU com 2 pessoas no ambiente, ligado 8 horas por dia.

136

Condicionador de ar de 20.000 BTU com 5 pessoas no ambiente, ligado 8 horas por dia.

342

Ferro Elétrico doméstico, bastante roupa

60

Forno de Microondas completo

20

Freezer grande

72

Geladeira Duplex

55

Lâmpada incandencente 100 Watts

15

Lâmpada florescente (luminária com 2 lâmpadas de 40 Watts)

10

Lavadora de Roupa simples

7

Microcomputador em configuração completa, com monitor cor de 14”, impressora, modem e scanner. (4 horas por dia)

52

Secador de Cabelo potente

7

Secador de Roupa bastante roupa uso

34

Televisor Preto e Branco, ligado das 19 às 23 horas.

10

Televisor Cor 30 polegadas

50

Torneira Elétrica de 2.000 Watts, na cozinha

10

Torradeira Elétrica

3

Ventilador grande (40 cm), de mesa funcionando 4 horas por dia.

12

Ventilador grande (60 cm), de parede ou pedestal, 4 horas por dia.

16

Fonte:Disponível em http://www.ebanataw.com.br/roberto/energia/ener15.htm

Goldemberg e Villanueva (2003) 16 avaliam que grande parte dos

problemas ambientais é diretamente relacionada com a questão energética,

16

Citados

20100903221411.pdf

em

http://www.anppas.org.br/encontro5/cd/artigos/GT17-266-239-

sendo destacada a produção de eletricidade, que é responsável por algo em torno de um terço do consumo de energia primária5 mundiais.

Graças ao alvoroço causado pelo aquecimento global e outros graves impactos ambientais, está sendo procurada uma nova alternativa de

desenvolvimento que atenda às necessidades das gerações atuais evitando comprometer a capacidade das futuras gerações terem suas próprias

necessidades atendidas.

Oliveira (2003), citado no mesmo artigo, acredita que entre as principais

metas a serem alcançadas pela humanidade encontram-se, além do desenvolvimento de tecnologias que possibilitem o uso de fontes energéticas

consideradas limpas, a redução do consumo de energia, em todos os setores.

11) Quantos pares de sapato mais ou menos você tem?

(

) mais de 3; (10%)

(

) mais de 10; (52%)

(

) mais de 20. (38%)

Comentários:

13) Você prefere:

(

) beber suco natural ou em caixinha; (25% )

(

) beber refrigerante e achocolatados.(75% )

Comentários:

Lixo é palavra derivada do termo em latim lix que significa “cinzas”,

significado este extraído de uma época onde o costume era incinerar restos de

comida ou qualquer outro resto ou detrito. Na linguagem técnica, ”lixo” é sinônimo de resíduos sólidos e é representado por materiais descartados pelas

atividades humanas. Na Antiguidade, e até meados do século XVIII, período da Revolução Industrial européia, o lixo era produzido em pequena quantidade e

basicamente formado de sobras de alimentos.

Com a Revolução Industrial, começaram a produzir embalagens, recipientes e outros tantos objetos que antes não faziam parte da rotina dos indivíduos, o que aumentou bastante o volume e a diversidade de resíduos gerados nas áreas urbanas. Chega-se então à era dos descartáveis, onde a maior parte dos produtos - desde guardanapos de papel e latas de refrigerante, até computadores - são inutilizados e jogados fora com enorme rapidez.

Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado das metrópoles fez com que as áreas disponíveis para colocar o lixo se tornassem escassas. A sujeira acumulada no ambiente aumentou a poluição do solo, das águas e piorou as condições de saúde das populações em todo o mundo, especialmente nas regiões menos desenvolvidas. Até hoje, no Brasil, a maior parte dos resíduos recolhidos nos centros urbanos é simplesmente jogada sem qualquer cuidado em depósitos existentes nas periferias das cidades.

Um dos materiais descartáveis que mais preocupa pela sua lenta decomposição é o plástico.O plástico surgiu em 1862, inventado pelo inglês Alexander Parkes, reduziu custos comerciais e incentivou os impulsos consumistas da civilização moderna. Após sua utilização, é reciclado ou descartado na natureza. (FERNANDES, 2006).

Só que como seu material é derivado do petróleo, pode levar até 500 anos para se decompor naturalmente, e tal material, além de poluir o ambiente, ainda causa transtornos para a população como entupimento de bueiros, alagamentos e focos para proliferação de doenças emergentes. Os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornaram o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções.

TABELA 3: TEMPO APROXIMADO DE DECOMPOSIÇÃO DO LIXO DE ALGUNS ELEMENTOS

Matéria Orgânica

2

meses a 1 ano

Papel e Papelão

3

meses a 2 anos

Chiclete

5

anos

Filtro de cigarro

3 a 5 anos

Plásticos em geral

Alguns levam até 500 anos, outros não se "desmancham"

Lata de aço

10 anos

Alumínio

Tempo indeterminado

Vidro

Tempo indeterminado

Borracha

Tempo indeterminado

Fonte: Grippi 2001, Lixo 2003.

15) Na escola, quando você erra feio uma cópia, você prefere:

(

) tentar apagar e consertar o seu erro na folha; (20%)

(

) arrancar a folha e faz tudo de novo.(80%)

Comentários:

A questão do lixo que a humanidade despeja a cada hora no mundo e

sua conseqüente poluição por descarte irregular se tornou um dos problemas

mais graves da atualidade. A reciclagem é uma forma inteligente de

racionalizar o gerenciamento de resíduos, pois transforma o lixo em insumos,

com diversas vantagens ambientais. Pode contribuir para a economia dos

recursos naturais, assim como para o bem estar da comunidade.

CONCLUSÃO

São muitas as atividades humanas responsáveis pelas causas mais diretas dos problemas ambientais: o desmatamento, as atividades industriais, o uso indevido do solo e sua contaminação por lixo, assim como a contaminação das águas e do ar. Estas atividades são muito variáveis no tempo e no espaço

e encontram-se muito influenciadas por aspectos sócio-econômicos, políticos e

culturais. Tudo isto é muito evidente e torna urgente que toda a sociedade comece a agir para a melhoria da qualidade de vida. Não de forma equivocada, confundindo isso com o aumento do padrão de vida de alguns de seus segmentos, como vem sendo feito até agora, mas sim se evidenciando situações sócio-econômicas governáveis, legítimas e igualitárias.

A alteração e a inclusão de certos conteúdos curriculares presentes nos PCN’s pode ser a possibilidade para tornar o aluno de faixa etária inferior a 15 anos, e que ainda possui hábitos e atitudes para se consolidarem em sua formação, pode significar contribuição significativa na tomada de consciência de uma sociedade a respeito da questão ambiental, visto que a criança poderá se tornar multiplicadora na comunidade em que vive do que aprender na escola

a respeito de consumo consciente e meio ambiente.

A sociedade de consumo nasceu de uma crença individualista

romanceada enquanto o consumismo moderno esteve associado, nas suas origens, aos ideais de liberdade individual e à valorização da intimidade e do convívio familiar pelo aconchego material dos lares. Neste sentido, a sociedade de consumo foi erguida sob a base da “liberdade individual” de escolha.

Assim, mesmo que não seja correto afirmar que a criança-consumidora será capaz de mudar a sociedade em direção a uma linha mais sustentável, pode-se considerar a possibilidade de politização e ambientalização da esfera escolar, considerado-a uma necessária extensão das novas práticas políticas.

Se as propostas de mudança dos padrões de consumo fazem parte do

projeto e da utopia da “sociedade sustentável”, os consumidores – individuais ou organizados – podem ser pensados como um dos portadores desse projeto, construindo novas formas de ação política e fortalecendo a cidadania e o

interesse pelo espaço público. A partir da hipótese da ambientalização e politização do consumo, busca-se ressaltar os aspectos promissores dos novos espaços emancipatórios, destacando a possibilidade de uma novas possibilidades para um sociedade onde o consumo seja consciente, adequado e adaptado às necessidades, e não predatório.

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