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Engenharia de Dutos Módulo - Iteração Solo-Duto Eng. Gavassoni, M.Sc. gavassoni@petrobras.com.br Engenheiro Civil Engenheiro de Terminais
Engenharia de Dutos
Módulo - Iteração Solo-Duto
Eng. Gavassoni, M.Sc.
gavassoni@petrobras.com.br
Engenheiro Civil
Engenheiro de Terminais e Dutos
Porto Alegre, RS – Agosto de 2012
Introdução Modos de falhas em dutos Interferências de terceiros Geotecnia
Introdução
Modos de falhas em dutos
Interferências de terceiros
Geotecnia
Introdução Perguntas: 1 - Que solicitações são geradas quando alguma dessas interferências acontecem? Comboios, ES, MAIO
Introdução
Perguntas:
1 - Que solicitações são geradas
quando alguma dessas
interferências acontecem?
Comboios, ES, MAIO
2001 (A Gazeta)
Introdução Perguntas: 1 - Que solicitações são geradas quando alguma dessas interferências acontecem? Comboios, ES, MAIO

3

Introdução 2 - Que esforços experimentam os dutos quando essas solicitações são geradas?
Introdução
2 - Que esforços experimentam os
dutos quando essas solicitações
são geradas?
Introdução 3 - Qual a suportabilidade do duto a esses esforços?
Introdução
3 - Qual a suportabilidade do duto a
esses esforços?
Introdução O que acontece quando – O nível de água sobe até cobrir a geratriz do
Introdução
O que acontece quando
O nível de água sobe até cobrir a geratriz do duto?
Que cargas o solo transmite ao duto?
O solo é fonte de carga somente ou colabora com
resistência às cargas externas?
Como o solo transmite os esforços provenientes de
carregamento externo ao duto enterrado?
E se houver no deflexão no duto?
E se o solo não for compactado?
E se for compactado?
Introdução Por que enterrar os dutos? Vantagens: Evitar Congestionamento de linhas:
Introdução
Por que enterrar os dutos?
Vantagens:
Evitar Congestionamento de linhas:
Introdução Por quê enterrar os dutos? Vantagens: Minimiza Interferência e comprimentos mais curtos: Viabiliza travessia de
Introdução
Por quê enterrar os dutos?
Vantagens:
Minimiza Interferência e comprimentos mais curtos:
Viabiliza travessia de proprietários:
Falha por atividades de terceiros
função da cobertura
HSE, 2001
Introdução Vantagens: Variações de temperatura – Menor rota: Proteção de carregamentos externos: tráfego, vento, ... www.alaskaroads.com
Introdução
Vantagens:
Variações de temperatura – Menor rota:
Proteção de carregamentos externos: tráfego,
vento, ...
www.alaskaroads.com
Introdução Desvantagens: Proteção Catódica mais onerosa: Reparos mais difíceis; Dificuldade de detecção de vazamentos; Ação de
Introdução
Desvantagens:
Proteção Catódica mais onerosa:
Reparos mais difíceis;
Dificuldade de detecção de vazamentos;
Ação de terceiros por atividades de escavação.
Dimensionamento demanda entendimento das condições do
solo.
Introdução Duto aéreo x enterrado – atuação das tensões é diferente: Forças de Atrito: Forças reativas
Introdução
Duto aéreo x enterrado – atuação das tensões é
diferente:
Forças de Atrito:
Forças reativas de atrito nos apoios atingem
um valor máximo de 30% do peso do duto e
seu conteúdo – duto aéreo
Forças reativas de atrito no solo é muitas vezes
maior que o peso do duto e seu conteúdo
Dutos enterrados tem restrição de
deslocamento longitudinal (temperatura e
outros efeitos)
Introdução Esforços: Aéreos predominam as flexão e torção – sendo desprezíveis a compressão e tração axial
Introdução
Esforços:
Aéreos predominam as flexão e torção – sendo
desprezíveis a compressão e tração axial
Dutos Enterrados predominam a flexão nos
trechos curvos e as forças axiais (temperatura)
nos trechos retos.
Introdução Flexibilidade: Aéreos tem flexibilidade – trechos curvos e retos – suficiente para limitar tensões decorrentes
Introdução
Flexibilidade:
Aéreos tem flexibilidade – trechos curvos e retos –
suficiente para limitar tensões decorrentes da
dilatação térmica
Dutos Enterrados – não tem flexibilidade no
sentido longitudinal e a variação de temperatura
submete a esforços longitudinais.
Introdução Suporte: Sistema de apoios, guias, batentes e ancoragens, etc. Contínuo yellowairplane.com
Introdução
Suporte:
Sistema de apoios, guias, batentes e ancoragens, etc.
Contínuo
yellowairplane.com
Escopo 1. Introdução 2. Histórico 3. Revisão Mecânica dos Solos 4. Revisão Mecânica dos Dutos 5.
Escopo
1. Introdução
2.
Histórico
3.
Revisão Mecânica dos Solos
4.
Revisão Mecânica dos Dutos
5.
Iteração Solo Estrutura
6.
Considerações de Projeto
7.
Considerações Especiais
8.
Elementos Finitos
2. Histórico História dos dutos enterrados – 2500 – Chineses usaram dutos feitos de bambu para
2. Histórico
História dos dutos enterrados
2500 – Chineses usaram dutos feitos de bambu para
transporte de água para consumo.
Gnanats – Antiga Pérsia, dutos excavados
manualmente em rocha através das montanhas por 50
km para transporte de água.
Wikipedia, 2011
2. Histórico História dos dutos enterrados – Dutos cerâmicos utilizados na região do mediterrâneo – Pompéia
2. Histórico
História dos dutos enterrados
Dutos cerâmicos utilizados na região do mediterrâneo –
Pompéia
540 A.C Sistema de aquedutos de Peisistratos
Wikipedia, 2011
Estação
de Metrô -
Atenas
17
Pompéia
Wikipedia, 2011
2. Histórico História dos dutos enterrados – Aquedutos de chumbo- 100 A. D. – Império Romano
2. Histórico
História dos dutos enterrados
Aquedutos de chumbo- 100 A. D. – Império Romano -
fonte de envenenamento, mortes e casos de demência.
Wikipedia, 2011
Wikipedia, 2011
2. Histórico História dos dutos enterrados – Dutos cerâmicos para esgoto começaram a ser utilizados durante
2. Histórico
História dos dutos enterrados
Dutos cerâmicos para esgoto começaram a ser utilizados
durante a renascença em cidades como Paris e Londres.
Wikipedia,
2011
2. Histórico História dos dutos enterrados – Dutos de Madeira – 1900 – EUA e Europa
2. Histórico
História dos dutos enterrados
Dutos de Madeira – 1900 – EUA e Europa
clerk.ci.seattle.wa.us
2. Histórico História dos dutos enterrados – Dutos de Madeira – 1900 – EUA e Europa

clerk.ci.seattle.wa.us

clerk.ci.seattle.wa.us

2. Histórico História dos dutos enterrados – Dutos de Madeira – 1900 – EUA e Europa

clerk.ci.seattle.wa.us

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2. Histórico História dos dutos enterrados – – – Dutos de ferro - aço – 1830
2. Histórico
História dos dutos enterrados
Dutos de ferro - aço – 1830 – 1905
Avanços nos processos de soldagem 1930-1940
Avanços nos equipamentos de instalação – Pós Guerra
www.tycoflowcontrol.com.au
ASCE, 2009
2. Histórico Pioneiros na Análise de Dutos Enterrados – – – Tentativa e Erro 1913 –
2. Histórico
Pioneiros na Análise de Dutos Enterrados
Tentativa e Erro
1913 – O início do dimensionamento de dutos enterrados
Professor Anson Marston – decano de Engenharia na
universidade de Iowa
22

ASCE, 2009

2. Histórico Pioneiros na Análise de Dutos Enterrados – Marston desenvolveu a carga de solo sobre
2. Histórico
Pioneiros na Análise de Dutos Enterrados
Marston desenvolveu a carga de solo sobre dutos
enterrados numa vala aberta.
As motivações eram substituir os canais de irrigação por
dutos e melhorar as condições das estradas por meio de
drenagem adequada
2. Histórico Pioneiros na Análise de Dutos Enterrados – M. G. Sprangler (então aluno de Marston)
2. Histórico
Pioneiros na Análise de Dutos Enterrados
M. G. Sprangler (então aluno de Marston) em 1941
introduziu o conceito de iteração solo-duto
Sprangler também desenvolveu a fórmula de Iowa para
prever as deformações laterais de um duto enterrado.
ASCE, 2009
3. Revisão Mecânica dos Solos a. A natureza dos solos: b. Propriedades de engenharia do Solo
3. Revisão Mecânica dos Solos
a.
A natureza dos solos:
b.
Propriedades de engenharia do Solo
c.
Compactação de solos
d.
Tensões no solos
e.
Tensões induzidas por carregamentos externos
3.a - A natureza dos solos Definição (Engenharia): “Qualquer material não consolidado compostos de partículas de
3.a - A natureza dos solos
Definição (Engenharia): “Qualquer material não
consolidado compostos de partículas de origem
mineral cujos vazios são ocupados por água e ar.”
(Sowers and Sowers, 1970)
Natureza Trifásica: sólido+líquido+gás
3.a - A natureza dos solos Sólido + ar Natureza Trifásica: sólido+líquido+gás Sólido + ar +
3.a - A natureza dos solos
Sólido
+ ar
Natureza Trifásica: sólido+líquido+gás
Sólido
+ ar +
água
Modelo
Idealizado
www.meioambiente.pro.br
Diagrama de Bloco
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Mitchell and Songa, 2005

3.a - A natureza dos solos Índices Físicos do Solo: Relações de Massa (Peso) e Volume
3.a - A natureza dos solos
Índices Físicos do Solo: Relações de Massa (Peso) e Volume
entre as fases do solo – Essas relações e inter-relações
Como o engenheiro obtém um primeiro entendimento das
propriedades e comportamento de um determinado solo .
Peso
Volume
de vazios
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3.a- A natureza dos solos Inter-relações – pesos específicos Peso específico Total (kN/m 3 ): O
3.a-
A natureza dos solos
Inter-relações – pesos específicos
Peso específico Total (kN/m 3 ):
O peso específico do solo é muito importante para se obter as
tensões no solo e no duto. Em geral as normas na falta de
ensaios recomendam 19,6 kN/m 3 no mínimo; O peso
específico total varia em função do grau de saturação,
quando S=100% o γ t é máximo – γ sat (Peso específico
saturado). Quando o solo está seco (S=0%) o γ t é mínimo é
conhecido como peso específico seco, γ d .
3.a- A natureza dos solos Textura – Granulometria (tamanho dos Grãos) Ensaios de Peneiramento: Bacellar, 2000
3.a-
A natureza dos solos
Textura – Granulometria (tamanho dos Grãos)
Ensaios de Peneiramento:
Bacellar,
2000
Mitchell and Soga, 2005
3.a- A natureza dos solos Solos Granulares (Areia e Pedregulho) O tamanho, formato dos grãos (arredondado,
3.a-
A natureza dos solos
Solos Granulares (Areia e Pedregulho)
O tamanho, formato dos grãos (arredondado, angular,etc),
distribuição desses tamanhos (uniforme, bem graduado,etc.)
é importante no comportamento do solo.
Solos Finos (Argilas e siltes)
A iteração dos minerais das partículas dos solos com a água é
importante. O engenheiro “mede” essa iteração por meio de
correlações indiretas – Índices de consistência – liquidez,
plasticidade.
3.a- A natureza dos solos Classificação dos solos varia em função do país e é feita
3.a-
A natureza dos solos
Classificação dos solos varia em função do país e é feita quase
sempre com base na granulometria (porção grossa) e
plasticidade (porção fina) dos solos.
Características:
Granulometria – Pedregulho, areia, silte e argila
Graduação – Bem graduado, mal graduado, Uniforme e
Graduação aberta
Compacidade – Muito fofo, fofo, medianamente denso, muito
denso
Consistência – mole, muito mole, rija, muito rija
Matéria orgânica - turfa
3.b- Propriedades de Engenharia dos Solos Elasticidade: O solo não é um material elástico; A relação
3.b-
Propriedades de Engenharia dos
Solos
Elasticidade:
O solo não é um material elástico;
A relação entre tensão e deformação não é constante
Por falta de alternativa admite-se o comportamento linear
elástico para muitos problemas de Engenharia.
E é definido para um certo valor de tensão – em geral metade
da ruptura
O módulo de Elasticidade do solo depende da pressão a que o
solo está confinado. Na natureza isso dificulta ainda mais a
análise do problema já que a medida com que a
profundidade aumenta o confinamento aumenta.
3.b- Propriedades de Engenharia dos Solos Elasticidade: Ordem de Grandeza de E para alguns solos (Pinto,
3.b-
Propriedades de Engenharia dos
Solos
Elasticidade:
Ordem de Grandeza de E para alguns solos (Pinto, 2002)
Argilas (consistência):
Muito mole <2,5MPa
Mole 2,5 – 5,0 MPa
Consistência Média 5,0 – 10,0 MPa
Rija 10,0 - 20,0 MPa
Muito Rija 20,0 – 40,0 MPa
Dura > 40,0 MPa
Areia (tipo de grãos e compacidade)
Grãos frágeis, angulares – 15 (fofa) – 35 MPa (densa)
Grãos duros, arredondados – 55 (fofa) -100 Mpa (densa)
3.b- Propriedades de Engenharia dos Solos Coeficiente de Poisson: Um material com Coef. Poisson igual a
3.b-
Propriedades de Engenharia dos
Solos
Coeficiente de Poisson:
Um material com Coef. Poisson igual a 0,5 implica num material
elástico, onde não há redução de volume quando carregado
(gelatina);
Um material com Coef. Poisson igual a 0 implica em nenhuma def.
lateral como cortiça,
3.b- Propriedades de Engenharia dos Solos Fluência A resposta do solo ao carregamento, geralmente é dependente
3.b-
Propriedades de Engenharia dos
Solos
Fluência
A resposta do solo ao carregamento, geralmente é
dependente do tempo.
As deformações continuam a aumentar no tempo, mesmo
se a carga é mantida constante.
Modelos Reológicos combinando – molas elásticas (
resposta imediata na compressão) com amortecedores
viscosos ( resposta a longo prazo se a carga for mantida)
para representar o comportamento real da massa de
solo.
3.c- Compactação dos Solos Definição: Processo de aumentar a densidade de um solo agrupando as partículas
3.c-
Compactação dos Solos
Definição: Processo de aumentar a densidade de um solo
agrupando as partículas com uma redução do volume de ar
com uso de equipamentos mecânicos.
Num aterro de engenharia solo é colocado em camadas que
podem varia de 7,5 a 45 cm, e cada camada é compactada
por equipamentos como rolos compressores, vibradores ou
soquetes.
Em geral quanto maior o grau de compactação, maior a
resistência do solo e menor sua compressibilidade.
3.c- Compactação dos Solos O controle da compactação é geralmente feito por meio do peso específico
3.c-
Compactação dos Solos
O controle da compactação é geralmente feito por meio do
peso específico aparente seco (Massa de sólidos por
volume total).
Observa-se para que alguns tipos de solo (com
comportamento de argila) há um valor de teor de umidade
do solo em que o peso específico aparente seco é
máximo, esse valor é conhecido como umidade ótima.
3.c- Compactação dos Solos Curva de Compactação Solos com w<w ot tendem a ter comportamento rijo
3.c- Compactação dos Solos
Curva de Compactação
Solos com w<w ot tendem a ter
comportamento rijo e são difíceis de
compactar, aumentando a umidade
o solo se torna mais maleável, mais
fácil de compactar e o peso
específico aparente seco se
aproxima de um valor máximo, além
do umidade ótima, o peso específico
cai já que uma porção dos vazios do
solo vai sendo ocupadas por água
que não é expulsa pela
compactação.

Santos, 2008

3.d- Tensões no Solo Num ponto no interior de uma massa de solo quais são as
3.d-
Tensões no Solo
Num ponto no interior de uma massa de solo quais são as
tensões atuantes devido ao próprio peso do solo?
Hipóteses:
Solo sem variação horizontal
Sem carregamento externo próximo à região
considerada
Superfície Horizontal do terreno
Não há tensões cisalhantes e um ponto
qualquer a uma profundidade z encontra-se
num estado principal de tensões
3.d- Tensões no Solo Tensões Verticais Souza Pinto, 2002
3.d-
Tensões no Solo
Tensões Verticais
Souza Pinto, 2002
3.d- Tensões no Solo – Solo estratificado, n camadas – Variação conhecida do peso específico com
3.d-
Tensões no Solo
Solo estratificado, n camadas
Variação conhecida do peso específico com a
profundidade
3.d- Tensões no Solo Água no Solo – – Infiltração, Percolação Ocorrência da água no solo
3.d-
Tensões no Solo
Água no Solo
Infiltração, Percolação
Ocorrência da água no solo
Pinto, 2002
3.d- Tensões no Solo Água no solo Maciço saturado com água em condições hidrostáticas – não
3.d-
Tensões no Solo
Água no solo
Maciço saturado com água em condições hidrostáticas – não
existe fluxo.
A profundidade onde a água está sob pressão atmosférica é
chamada nível de água ou lençol freático.
Abaixo do nível da água a pressão na água, poro pressão ou
pressão neutra, é positiva e é igual a:
3.d- Tensões no Solo Nível de água na superfície Pinto, 2002
3.d-
Tensões no Solo
Nível de água na superfície
Pinto, 2002
3.d- Tensões no Solo Nível de água abaixo da superfície Pinto, 2002
3.d-
Tensões no Solo
Nível de água abaixo da superfície
Pinto, 2002
3.d- Tensões no Solo Princípio das Tensões Efetivas – Proposto por Terzaghi (1925) Tensão efetiva –
3.d-
Tensões no Solo
Princípio das Tensões Efetivas
– Proposto por Terzaghi (1925)
Tensão efetiva – contato grão a grão
Tanque com solo saturado e água – experiência de
Terzaghi – aumentando o nível de água no tanque a
tensão total também aumentava, entretanto o solo não
alterava o volume – o mesmo acontece com uma esponja
3.d- Tensões no Solo Princípio das Tensões Efetivas – Nos solos saturados parte da tensão é
3.d-
Tensões no Solo
Princípio das Tensões Efetivas
Nos solos saturados parte da tensão é suportada pelo
esqueleto sólido e parte pela fase líquida:
Todos os efeitos mensuráveis resultantes de variações de
tensões nos solos: compressão, distorção, resistência são
devido às tensões efetivas.
3.d- Tensões no Solo Exemplo - Calcule as tensões total, neutra e efetiva nos pontos abaixo
3.d-
Tensões no Solo
Exemplo - Calcule as tensões total, neutra e efetiva
nos pontos abaixo
Pinto, 2002
3.d- Tensões no Solo A tensão efetiva não varia com a lâmina de água em solos
3.d-
Tensões no Solo
A tensão efetiva não varia com a lâmina de água em solos submersos
Pinto, 2002
3.d- Tensões no Solo Tensões Horizontais Coeficiente de tensão lateral ou horizontal no repouso (k 0
3.d-
Tensões no Solo
Tensões Horizontais
Coeficiente de tensão lateral ou horizontal no repouso (k 0 )
depende do solo
3.d- Tensões no Solo Superfícies Inclinadas – surgem tensões de cisalhamento, e as tensões verticais são
3.d-
Tensões no Solo
Superfícies Inclinadas – surgem tensões de cisalhamento, e as
tensões verticais são menores que na superfície plana.
Pinto, 2002
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3.d- Tensões no Solo A abertura de vala modifica as tensões no solo? Teoria de Marston
3.d-
Tensões no Solo
A abertura de vala modifica as tensões no solo?
Teoria de Marston – Presença de Valas
Desenvolvida em 1913 com variações para várias condições
de instalação de dutos.
Equação do carregamento de Marston
Desenvolve-se na parede das valas um efeito conhecido
como “efeito de silo” – em função da ruptura de várias
estruturas no século XIX, quando o efeito foi identificado.
Se a vala tiver uma largura muito grande o efeito pode ser
desconsiderado.
3.d- Tensões no Solo Parte da carga da coluna de solo da vala é suportada pelas
3.d-
Tensões no Solo
Parte da carga da coluna de solo da vala é suportada pelas
paredes por atrito lateral entre duas massas de solos com
características diferentes depois da abertura de vala.
Moser e Folkman, 2008
3.d- Tensões no Solo Condição de Vala – Simples V – tensão vertical (Força por comprimento)
3.d-
Tensões no Solo
Condição de Vala – Simples
V – tensão vertical (Força por comprimento)
Tensão lateral - σ h =k 0 V/B d
Tensão lateral causa uma força de
Atrito entre a parede da vala e o material de
Fs =k 0 (V/Bd)(µµµµ) dz
Aterro
é o coeficiente de atrito,B d é a largura
da vala, z é uma profundidade qualquer
Equilíbrio
µ
Moser e Folkman, 2008
3.d- Tensões no Solo Solução da Teoria de Marston – EDO – Primeira ordem, coeficientes constantes
3.d-
Tensões no Solo
Solução da Teoria de Marston
EDO – Primeira ordem, coeficientes constantes
e não homogênea
S=SH+SP – Problema de valor de contorno
V(h=0)=0
z=H, resulta na carga total de peso de solo
3.d- Tensões no Solo Moser e Folkman, 2008 V(z=H)=W d Valores determinados experimentalmente por Marston C
3.d-
Tensões no Solo
Moser e Folkman, 2008
V(z=H)=W d
Valores determinados experimentalmente por
Marston
C d = Constante de
Marston
3.d- Tensões no Solo Gráficos A carga de solo é maior para Solos argilosos e menor
3.d-
Tensões no Solo
Gráficos
A carga de solo é maior para
Solos argilosos e menor para
Solos granulares
Quanto maior a largura da vala
Maior a carga de solo
Aumentando muito a largura
Da vala a expressão não é mais válida

Moser e Folkman, 2008

58

3.d- Tensões no Solo – Exemplo Qual é o valor da máxima carga de solo de
3.d-
Tensões no Solo
Exemplo Qual é o valor da máxima carga de solo
de uma vala de um duto rígido enterrado de 18”
enterrado numa vala com 30 cm de cada lado do
duto - escavada em areia seca o topo do duto
encontra-se a uma profundidade de 8’:
1´=12”
Considere peso específico igual a 19,6KN/m3
3.d- Tensões no Solo – Outras condições de enterramento – Nas condições de aterro não há
3.d-
Tensões no Solo
Outras condições de enterramento
Nas condições de aterro não há mais o efeito do
cisalhamento na parede da vala do duto
Moser e Folkman, 2008
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Ao se carregar a superfície os acréscimos de tensão se
3.e-
Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Ao se carregar a superfície os acréscimos de tensão se
propagam através do maciço de solo em sua profundidade,
como se dá essa propagação?
Medições mostraram que o acréscimo de tensões não se dá
exclusivamente na projeção vertical da carga
Existe um espraiamento de tensões a medida que a
profundidade aumenta
Como o acréscimo total nos planos verticais é sempre
constante as tensões vão reduzindo a medida que a
profundidade aumenta
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Espraiamento – Boca de Sino Pinto, 2002
3.e-
Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Espraiamento – Boca de Sino
Pinto, 2002
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Hipótese do espraiamento uniforme Ângulo de espraiamento
3.e-
Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Hipótese do espraiamento uniforme
Ângulo de espraiamento
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Hipótese do espraiamento uniforme Quanto mais resistente o solo maior
3.e-
Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Hipótese do espraiamento uniforme
Quanto mais resistente o solo maior é o ângulo de espraiamento
O método não se verifica experimentalmente
As tensões se distribuem em forma de sino, sendo maiores na
projeção da aplicação do centro do carregamento
Só válidas para grandes profundidades onde o diagrama de
acréscimo de tensões se achata e fica mais próximo ao
uniforme – não é o caso das profundidades usuais de
enterramento de dutos.
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Solução de Boussinesq (1885 – matemático Francês – 1842- 1929)
3.e-
Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Solução de Boussinesq (1885 – matemático Francês – 1842-
1929)
Baseada na teoria da elasticidade
Massa elástica, isotrópica, homogênea
Carga pontual – concentrada
Semi-espaço infinito
Superfície horizontal
Aplicado para solos por Jurgenson, 1954
Wikipedia, 2011
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Solução de Boussinesq Pinto, 2002
3.e-
Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Solução de Boussinesq
Pinto, 2002
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Exemplo Calcule o acréscimo de tensões verticais no solo na
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Exemplo
Calcule o acréscimo de tensões verticais no solo na
profundidade de um duto enterrado a 3m de acordo com
o perfil abaixo
(Pinto, 2002)
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Aplicabilidade da Solução de Boussinesq • O solo não é
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Aplicabilidade da Solução de Boussinesq
O solo não é homogêneo, isotrópico nem elástico
Entretanto os resultados obtidos pela solução de Boussinesq
não causam problemas nas aplicações práticas desde que
observadas:
As cargas aplicadas não devem provocar tensões próximas à
resistência ao cisalhamento do solo, FS>3
E é assumido constante com a profundidade o erro é menor em solos
argilosos que arenosos por causa do confinamento
Solos muito heterogêneos aplicar solução de Westergaard (1938)
Somente utilizar para cargas na superfície – cargas enterradas utilizar
outras teorias – Teoria de Mindlin
Somente para cargas concentradas – erros não grosseiros até z>3d
(carga circular) e z>2.5 d (carga retangular- lado menor)
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Boussinesq x Carregamentos nos dutos
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Boussinesq x Carregamentos nos dutos
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Boussinesq x Carregamentos nos dutos 69

69

3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Carregamentos Distribuídos – Lineares Solução de Melan (1932) Baseado no
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Carregamentos Distribuídos – Lineares
Solução de Melan (1932)
Baseado no princípio da superposição dos efeitos – regime linear
Pinto, 2002
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Carregamentos Distribuídos – Retangulares Solução de Newmark (1942) Integração da
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Carregamentos Distribuídos – Retangulares
Solução de Newmark (1942)
Integração da solução de Boussinesq
b
a
Pinto, 2002
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Carregamentos Distribuídos – Retangulares - Uso de ábacos I –
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Carregamentos Distribuídos –
Retangulares - Uso de ábacos
I – Fator Influência

Pinto, 2002

72

3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Ponto dentro de área retangular carregada a b c d
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Ponto dentro de área retangular carregada
a
b
c
d
f
e
g
i
h
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Ponto fora de área retangular carregada a b c d
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Ponto fora de área retangular carregada
a
b
c
d
f
e
g
i
h
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Carregamentos Distribuídos – Retangulares de grandes dimensões • O maior
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Carregamentos Distribuídos – Retangulares de grandes
dimensões
O maior valor de I – 0,25 e é atingido com dimensões das
cargas muito maiores que a profundidade
Carregando-se toda a superfície o valor de I – Influência seria
igual a 1.
Cargas de aterro – os acréscimos são integrais
Aterros em geral são mais críticos que cargas pontuais
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Boussinesq x Newmark – Roda – área de contato 0,20x0,50
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Boussinesq x Newmark – Roda – área de contato 0,20x0,50
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Boussinesq x Newmark – Roda – área de contato 0,20x0,50
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Boussinesq x Newmark – Roda – área de contato 0,20x0,50
2,5*d
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Carregamento Distribuído - Circular Solução de Love (1929) (Pinto, 2002)
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Carregamento Distribuído - Circular
Solução de Love (1929)
(Pinto, 2002)
78
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Teoria de Mindlin (1936) - Cargas Enterradas Concentrada - Sapatas
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Teoria de Mindlin (1936)
-
Cargas Enterradas
Concentrada
-
Sapatas individuais e outras
Fundações rasas
Mindlin, 1936
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Teoria de Mindlin x Boussinesq
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Teoria de Mindlin x Boussinesq
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Teoria de Mindlin x Boussinesq Coef. De Poisson – quanto
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Teoria de Mindlin x Boussinesq
Coef. De Poisson – quanto menor o Poisson maior a diferença
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Solução de Skopek (1961) - Cargas Enterradas Distribuída - Integração
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Solução de Skopek (1961)
-
Cargas Enterradas
Distribuída
-
Integração da solução de Mindlin
-
Lajes enterradas,
radier e outras
Fundações rasas
Skopek, 1961
Cargas Móveis – Tráfego
Cargas Móveis – Tráfego
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Cargas Móveis Rodovias Ferrovias Aeroportos
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Cargas Móveis
Rodovias
Ferrovias
Aeroportos
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos • • Cargas Rodoviárias – Norma Pontes Rodoviárias NBR 7188:84
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Cargas Rodoviárias – Norma Pontes Rodoviárias NBR 7188:84
Três tipos de veículos – Trens-Tipo
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos • • • • NBR 7188:84 Tabela 2 NBR 7189
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
NBR 7188:84
Tabela 2
NBR 7189
Pontes Ferroviárias
86
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Fatores de Impacto As cargas móveis devem ser multiplicadas por
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Fatores de Impacto
As cargas móveis devem ser multiplicadas por fatores de
impacto que incluam os efeitos dinâmicos das mesmas
por imperfeições na pista de rolamento, o fator de impacto
depende das seguintes propriedades:
Velocidade do veículo – quanto maior a velocidade maior
o fator de impacto;
Tensão transmitida ao pavimento – quanto maior a tensão
maior o fator de impacto;
Rugosidade do pavimento – quanto maior a rugosidade
(imperfeições), maior o fator de impacto.
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Recomendações gerais para fator de impacto 1,25 para veículos lentos
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Recomendações gerais para fator de impacto
1,25 para veículos lentos com pequenas pressoes de
contato (<<200KPa), o da norma NBR É 735 KPa
1,5 para tráfego normal em pavimentos flexíveis
1 para pavimentos rígidos (lajes de concreto também)
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Fatores de Impacto Deve-se multiplicar a solução obtida para carregamento
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Fatores de Impacto
Deve-se multiplicar a solução obtida para carregamento estático pelo fator de
Impacto – Guidelines ASCE:2001
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Pistas de pouso e decolagem Ventania, São Luís, 14 abr
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Pistas de pouso e decolagem
Ventania, São Luís, 14 abr 2011
(folhasp)
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Pistas de pouso e decolagem Ventania, São Luís, 14 abr

90

3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos • • Fator de Impacto (F i ) – API
3.e-
Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Fator de Impacto (F i ) – API 1102
Rodovias
H<1,5 m – Fi=1,5
6,5m>H>1,5m – Fi=1,5-0,1(H-1,5)
– H>6,5m – Fi =1,0
Ferrovias
H<1,5 m – Fi=1,75
6,5m>H>1,5m – Fi=1,75-0,1(H-1,5)
H>6,5m – Fi =1,0
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos Fator de Impacto – GPTC 1998/2000 American Gas Association •
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Fator de Impacto – GPTC 1998/2000
American Gas Association
Função do Pavimento
Fi=1,5 para pavimentos não rígidos;
Fi=1,0 para pavimentos rígidos.
Fator de Impacto – CSZ Z662
Só estabelece para ferrovias
3m < H < 0m – Fi = 1,4 – 0,133H
H >3m – Fi = 1
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos • Fator de Impacto – AS/NZS 2566.1:1998 • Rodovias –
3.e- Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Fator de Impacto – AS/NZS 2566.1:1998
Rodovias
– F i =1.4-0,15H
– Nunca menor que 1,1
Outras Normas possuem
Ábacos e gráficos com as tensões
Em função da profundidade
3.e- Tensões Induzidas por Carregamentos Externos • Solo+Veículo Fig 7- BS9295 • Profundidades menores – crítico
3.e-
Tensões Induzidas por
Carregamentos Externos
Solo+Veículo
Fig 7-
BS9295
Profundidades menores – crítico é o carregamento
externo – Profundidades maiores – crítico é o
carregamento de solo
4. Mecânica dos Dutos a. Modelo Matemático: b. Tensões de Anel c. Deformações de Anel d.
4. Mecânica dos Dutos
a.
Modelo Matemático:
b.
Tensões de Anel
c.
Deformações de Anel
d.
Rigidez de Anel
e.
Análise Combinada de Tensões
f.
Colapso
4.a Modelo Matemático Mecânica do Duto – 3D Análise Longitudinal – 1D Análise de Anel (Radial
4.a Modelo Matemático
Mecânica do Duto – 3D
Análise Longitudinal – 1D
Análise de Anel (Radial e Circunferencial) – 2D
4.a Modelo Matemático Análise Longitudinal – Problema Unidimensional – Axial – Efeitos de Temperatura, Tensão de
4.a Modelo Matemático
Análise Longitudinal – Problema Unidimensional
Axial – Efeitos de Temperatura, Tensão de catenária, Cargas
devido ao fluxo do fluído (válvulas e mudanças de direções),
e o efeito de Poisson da tensão radial.
Flexão – Cargas transversais (comportamento de viga)
Não é determinante na maior parte das aplicações
4.a Modelo Matemático Análise de Anel – Problema Bidimensional Análise da seção Transversal quanto a –
4.a Modelo Matemático
Análise de Anel – Problema Bidimensional
Análise da seção Transversal quanto a
Tensões
Deformações
Estabilidade
4.a Modelo Matemático • Vasos de Pressão – Cilindros courses.washington.edu • Pressões interna e externa, raio
4.a Modelo Matemático
Vasos de Pressão – Cilindros
courses.washington.edu
Pressões interna e externa, raio externo e interno
Estado de Tensões : Radial, Tangencial ou circunferencial e
Longitudinal ou axial (se fechado)
4.a Modelo Matemático • – – – Paredes Finas As tensões não variam na espessura r/t
4.a Modelo Matemático
Paredes Finas
As tensões não variam na espessura
r/t >=10
Espessura (t) é uniforme e contínua
courses.washington.edu
4.a Modelo Matemático • Paredes Finas – Tensão Longitudinal » =
4.a Modelo Matemático
Paredes Finas
Tensão Longitudinal
»
=
4.a Modelo Matemático • – Paredes Finas Tensão Tangencial ou Circunferêncial (Hoop)
4.a Modelo Matemático
Paredes Finas
Tensão Tangencial ou Circunferêncial (Hoop)
4.a Modelo Matemático • – Paredes Finas Tensão Tangencial ou Circunferencial (Hoop)
4.a Modelo Matemático
Paredes Finas
Tensão Tangencial ou Circunferencial (Hoop)
4.a Modelo Matemático • Paredes Finas – Tensão Radial
4.a Modelo Matemático
Paredes Finas
Tensão Radial
4.b Tensões de Anel • Tensão Hoop (tração) – Pressão Interna • Tensão de Compressão de
4.b Tensões de Anel
Tensão Hoop (tração) – Pressão Interna
Tensão de Compressão de Anel – carregamento
externo – Esmagamento da parede.
Hipóteses:
• Paredes finas D/t>10
Material do duto – comportamento elástico
Pequenas deformações da seção circular, <5%
do diâmetro
ASCE, 2001
4.b Tensões de Anel • Carregamento equivalente ao caso hidrostático ASCE, 2009 • Só valido quando
4.b Tensões de Anel
Carregamento equivalente ao caso hidrostático
ASCE, 2009
Só valido quando a reação com o solo também e
distribuída - simetria
Fator de segurança em geral é igual a 1,5.
4.b Tensões de Anel Reações de apoio concentradas • Solução utilizando métodos de energia – Teorema
4.b Tensões de Anel
Reações de apoio concentradas
Solução utilizando métodos de energia – Teorema
de Castigliano (Eng. Civil Italiano 1847-1884)
A derivada do trabalho realizado pelas forças
internas em relação a uma determinada força resulta
no deslocamento na direção aplicada por essa força.
4.b Tensões de Anel Reações de apoio concentradas Hipótese conservadora – a reação do solo é
4.b Tensões de Anel
Reações de apoio concentradas
Hipótese conservadora – a reação do solo é sempre menor que Q,
pois é distribuída
Anderson, 2000
4.b Tensões de Anel Reações de apoio concentradas (Tc) x distribuídas(Td) A condição do solo é
4.b Tensões de Anel
Reações de apoio concentradas (Tc) x distribuídas(Td)
A condição do solo é intermediária
4.b Tensões de Anel Deformações modificam as tensões Se o diâmetro aumentar de d=∆/D (deformação de
4.b Tensões de Anel
Deformações modificam as tensões
Se o diâmetro aumentar de d=∆/D (deformação de
anel) a tensão é dada por:
4.c Deflexão de Anel – – – – Sob ação de qualquer carregamento transversal, há uma
4.c Deflexão de Anel
Sob ação de qualquer carregamento transversal, há uma
deformação na seção do duto
Essa deformação é em alguns casos pequena o suficiente
para ser desprezada
Em alguns casos, principalmente para grandes
carregamentos e problemas de instabilidade, ela tem de ser
considerada
A deformação de anel tende a ovalizar o duto
4.c Deflexão de Anel Ensaio de Carga - Ovalização Após ensaio (Smith et al.) Antes ensaio
4.c Deflexão de Anel
Ensaio de Carga - Ovalização
Após ensaio
(Smith et al.)
Antes ensaio
(Smith et al.)
4.c Deflexão de Anel Modelo Matemático • Se um anel está inscrito num meio infinito (solo)
4.c Deflexão de Anel
Modelo Matemático
Se um anel está inscrito num meio infinito (solo) e o meio é comprimido
uniformemente em uma direção somente, o círculo se torna uma elipse
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel • Modelo Matemático No lugar do círculo considera-se um anel flexível •
4.c Deflexão de Anel
Modelo Matemático
No lugar do círculo considera-se um anel flexível
Para pequenas deformações o anel se deforma numa
elipse
Se a circunferência do círculo permanece constante – a
elipse deve se expandir em relação ao meio
Surgem tensões de compressão entre o anel deformado e o
meio
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel • • Modelo Matemático O anel deformado se aproxima de uma elipse
4.c Deflexão de Anel
Modelo Matemático
O anel deformado se aproxima de uma elipse
Esses exemplos representam dois casos extremos ideais
A forma do anel deformado é também afetada por não
uniformidades no meio
Caso haja uma reação concentrada na diretriz inferior do duto,
surge um abaulamento.
No geral para deflexões <10% do diâmetro do duto, o modelo
da elipse pode ser utilizado sem grandes problemas.
4.c Deflexão de Anel Modelo Matemático - Elipse Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel
Modelo Matemático - Elipse
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel Deflexão de Anel - Modelo Matemático – Com a deflexão – a
4.c Deflexão de Anel
Deflexão de Anel - Modelo Matemático
Com a deflexão – a área da elipse formada diminui em
relação à área do círculo inicial
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel Modelo Matemático – As deformações verticais (dy) e horizontais (dx)são levemente diferentes
4.c Deflexão de Anel
Modelo Matemático
As deformações verticais (dy) e horizontais (dx)são
levemente diferentes
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel Pressão Interna – A pressão interna, tende por meio da tensão circunferencial,
4.c Deflexão de Anel
Pressão Interna
A pressão interna, tende por meio da tensão circunferencial,
expandir o duto, logo o diâmetro do duto aumenta, e a
deflexão de anel é igual ao percentual do aumento do raio
A tensão circunferencial é igual a
aquela para dutos de Paredes finas
Combinando as duas equações:
4.c Deflexão de Anel Pressão Interna Exemplo : Qual a deflexão provocada pela máxima pressão de
4.c Deflexão de Anel
Pressão Interna
Exemplo : Qual a deflexão provocada pela máxima pressão de
operação (70 kgf/cm2) de um gasoduto num trecho onde o
duto tem uma espessura de 0,25”?
Dados D=8”, E=210GPA (1 MPa=10,19 kfg/cm2)
Qual a deflexão provocada pela máxima pressão de operação
(100 kgf/cm2) do Trans Alaska num trecho onde o duto tem
uma espessura de 0,5”?
Dados D=48”, E=210GPA (1 MPa=10,19 kfg/cm2)
A deflexão provocada pela pressão interna é proporcional a
relação r/t
4.c Deflexão de Anel Deflexão de Anel – Carregamento Externo Métodos de Energia – Princípio dos
4.c Deflexão de Anel
Deflexão de Anel – Carregamento Externo
Métodos de Energia – Princípio dos trabalhos Virtuais
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel Carregamento Externo Alguns casos importantes: Anderson, 2000 122
4.c Deflexão de Anel
Carregamento Externo
Alguns casos importantes:
Anderson, 2000
122
4.c Deflexão de Anel Carregamento Externo Alguns casos importantes: Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel
Carregamento Externo
Alguns casos importantes:
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel – O duto ovalizado após instalação é depois pressurizado – D i
4.c Deflexão de Anel
O duto ovalizado após instalação é depois pressurizado – D i
– Diâmetro interno deformado, P’ pressão Interna, t
espessura
A tensão circunferencial não é mais constante, e seu valor
máximo é no diâmetro máximo.
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel Redistribuição de Tensões Exemplo: d=10% r r =1,83 P x =1,83P y
4.c Deflexão de Anel
Redistribuição de Tensões
Exemplo:
d=10%
r r =1,83
P x =1,83P y
Anderson, 2000
125
4.c Deflexão de Anel – Nos dutos a pressão interna tende a desfazer a ovalização do
4.c Deflexão de Anel
Nos dutos a pressão interna tende a desfazer a ovalização
do duto.
Anderson, 2000
4.c Deflexão de Anel – A tensão circunferencial (σ θ ) resultante é a soma das
4.c Deflexão de Anel
A tensão circunferencial (σ θ ) resultante é a soma das
parcelas:
1. De pressão Interna (p)
2. Da flexão das paredes do duto por causa da
deflexão de anel
r raio; t espessura; E – Módulo de Elasticidade
A deformação circunferencial (ε θ ) , depende das
cargas e da pressão interna, para dutos
enterrados a análise é ainda mais complexa
ASCE, 2001
4.d Rigidez de Anel – – Resistência à deformação. Para dutos a rigidez de Anel é:
4.d Rigidez de Anel
Resistência à deformação.
Para dutos a rigidez de Anel é:
Material
Geometria
– A rigidez de anel é inversamente
proporcional ao cubo da relação D/t
– Quanto maior D/t mais flexível é o duto.
Anderson, 2000
4.e Análise combinada – As tensões podem ser combinadas no caso de dutos utilizando-se o critério
4.e Análise combinada
As tensões podem ser combinadas no caso de dutos
utilizando-se o critério de Von Mises – estado principal
de tensões
Tensões radiais = pressão interna
Tensões circunferenciais = pressão interna,
carregamento externo, Efeito de Poisson
Tensões longitudinais – cargas de viga (externos),
temperatura.
4.f Estabilidade Análise de Estabilidade Perda de estabilidade é um evento repentino e catastrófico. Entretanto o
4.f Estabilidade
Análise de Estabilidade
Perda de estabilidade é um evento repentino e catastrófico.
Entretanto o carregamento deve atuar de modo persistente:
1. Pressão interna – falha devido à pressão interna é por
ruptura, visto que no escoamento o diâmetro aumenta e
a espessura diminui.
2.
Carregamento transversal – Fratura ou flambagem,
causada por momento fletor excessivo.
3.
Pressão externa - colapso
4.f Estabilidade
4.f Estabilidade
4.f Estabilidade 131

131

4.f Estabilidade Pressão Externa – colapso
4.f Estabilidade
Pressão Externa – colapso