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Módulo - Nutrição animal
Módulo - Nutrição animal
Luiz Gustavo Ribeiro Pereira
Luiz Gustavo Ribeiro Pereira

Coronel Pacheco, 05 de novembro de 2012

Módulo - Nutrição animal
Módulo - Nutrição animal

Pecuária e Meio Ambiente Nivelamento em conceitos de nutrição Volumosos, concentrados, minerais Aditivos e água para os animais

COMISSÃO INTERNACIONAL DE ESTRATIGRAFIA

Nova Época Geológica: ANTROPOCENO OU IDADE DO HOMEN

Biomassa Humana 100 x maior que a de outras espécies animais

Nova Época Geológica: ANTROPOCENO OU IDADE DO HOMEN Biomassa Humana 100 x maior que a de
Nova Época Geológica: ANTROPOCENO OU IDADE DO HOMEN Biomassa Humana 100 x maior que a de

31 de Outubro de 2011 7.000.000.000,00 pessoas

31 de Outubro de 2011 – 7.000.000.000,00 pessoas
31 de Outubro de 2011 – 7.000.000.000,00 pessoas

Taxas de Crescimento da População Mundial

Taxas de Crescimento da População Mundial

Evolução da Produtividade

Em 1977 o Brasil produziu 47 mi t grãos em 37 mi de ha

150 %

Em 2010 o Brasil produziu 154 mi t grãos em 49 mi de ha

Evolução da Relação Agricultor/pessoas alimentadas

Em 1940 um agricultor produzia alimento para 19 pessoas

8 X

Em 2010 um agricultor produzia alimento para 155 pessoas

Produção de Leite - Brasil

Ano Produção (Kg/vaca/ano) 1980 676 1985 710 1990 759 1995 801 2000 1.105 2005 1.183
Ano
Produção (Kg/vaca/ano)
1980
676
1985
710
1990
759
1995
801
2000
1.105
2005
1.183
2008
1.261

87 %

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Gado de Leite

MAPA 2012: Em 20 anos o Brasil será o mario produtor de alimento do Mundo

MAPA 2012: Em 20 anos o Brasil será o mario produtor de alimento do Mundo

Pode o crescimento explosivo da agricultura intensiva Brasileira ser um modelo para alimentar uma população
Pode o crescimento explosivo da
agricultura intensiva Brasileira ser
um modelo para alimentar uma
população mundial crescente, sem
destruir o ambiente?

Magnitude da mudanças Globais de 1890 a 1990

Variável

Coeficiente de Aumento

População Humana

4

Produção de Gado

4

Área Irrigada

5

Uso da Água

9

Uso da Energia

14

Emissões de CO2

17

Taxas de Extinção

200

Adpatado de McNeil (2000)

de CO2 17 Taxas de Extinção 200 Adpatado de McNeil (2000) Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle

BAIXA EMISSÃO DE “C” = PECUÁRIA SUSTENTÁVEL

Métricas de

Sustenabilidade

Métricas de Sustenabilidade

MITO: PECUÁRIA BRASILEIRA CRESCE ÀS CUSTAS

DA EXPANSÃO DA ÁREA DE PASTAGEN

MITO : PECUÁRIA BRASILEIRA CRESCE ÀS CUSTAS DA EXPANSÃO DA ÁREA DE PASTAGEN

Índice de crescimento relativo (1975 = 100) da produção de

carne bovina, área de pastagem e produtividade

crescimento relativo (1975 = 100) da produção de carne bovina, área de pastagem e produtividade Martha

Martha Jr. et al, 2011

O que explica o crescimento da produção pecuária no Brasil?
O que explica o crescimento da produção pecuária no Brasil?
Expansão da área de pastagens 21% 79% Ganho em Produtividade
Expansão
da área de
pastagens
21%
79%
Ganho em
Produtividade

Efeito poupa-terra

de 525 mi de ha

sem estes ganhos para obter a mesma produção: Área 25%

superior ao Bioma

Amazônia

Ganho de Produtividade de 6,6% ao ano Área de pastagens recuou em 19 mi ha

O que compõe esta ganho em produtividade?

Taxa de lotação (cabeças por hectare) 35% 65% Desempenho animal (kg EC/cabeça)
Taxa de
lotação
(cabeças
por hectare)
35%
65%
Desempenho animal
(kg EC/cabeça)

Pecuária e Gases de Efeito Estufa: Mitos e Realidades

Pecuária e Gases de Efeito Estufa: Mitos e Realidades
Pecuária e Gases de Efeito Estufa: Mitos e Realidades

"Não existe aquecimento global"

“Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas”

“Quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta”

“O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um

período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima”

“ Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol

esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20.”

“Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade”

VAMOS TER RESFRIAMENTO GLOBAL!!!

Aumento GEE

Aumento GEE

Aumento GEE

Consequencias:

- Aumento da temperatura

- Aumento do nível do mar

- Redução na cobertura de gelo

Consequencias: - Aumento da temperatura - Aumento do nível do mar - Redução na cobertura de

Tendências 1900-2005

Aumento da precipitação: Américas, Norte Europeu e Centro da Ásia

precipitação: Américas, Norte Europeu e Centro da Ásia › Redução das chuvas no Saara, mediterraneo e

Redução das chuvas no Saara, mediterraneo e sul da Africa e Asia

Outros Levantamentos:

Dias frios, noite fria e geadas menos frequentes Ondas de calor mais frequente (Campo)

Aumento da frequencia de tempestades

Aumento na frequencia e intensidade de ciclones tropicais no Atlantico Norte

Mais de 29.000 observações (série de dados)

> 80 estudos

PECUÁRIA E AQUECIMENTO GLOBAL

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle
Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle
Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle
Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle
Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?language=en&type=IM-PRESS&reference=20091130IPR65643

“Todo mundo pode combater a mudança climática deixando de comer carne um dia por semana, pediu Sir Paul McCartney ao Parlamento Europeu”

No Saci, experimentamos o Dia Sem Carne no mês de agosto por acreditarmos ser uma
No Saci, experimentamos o Dia Sem Carne no mês de
agosto por acreditarmos ser uma prática viabilizadora
de maior conscientização de que a ação de cada um
de nós tem conseqüência para todos. De que SOMOS
parte do ecossistema TERRA e essa é a essência da
educação para a PAZ.

Impostos sobre o C

Impostos sobre o C • Finlândia: US$89 /ton C; Suécia $ 150 ton C • Reino

Finlândia: US$89 /ton C; Suécia $ 150 ton C

Reino Unido, Nova Zelândia e EUA

CONSTRUINDO UMA AGENDA DE AÇÃO GLOBAL

PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PECUÁRIA

CONSTRUINDO UMA AGENDA DE AÇÃO GLOBAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PECUÁRIA http://www.livestockdialogue.org/

http://www.livestockdialogue.org/

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle
Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle

EXISTEM PARÂMETROS CONFIÁVEIS E METODOLOGIAS PADRONIZADAS?

EXISTEM

PARÂMETROS

CONFIÁVEIS E

METODOLOGIAS

PADRONIZADAS?

EXISTEM PARÂMETROS CONFIÁVEIS E METODOLOGIAS PADRONIZADAS?

http://www.idf-lca-guide.org/Files/media/Documents/445-2010-A-common-carbon-footprint-approach-for-dairy.pdf

DIFICULDADES OPERACIONAIS NAS ESTIMATIVAS DE EMISSÕES ENTÉRICAS

PEGADA DE CARBONO LIMITADA A UNIDADE PRODUTIVA

ENTÉRICAS PEGADA DE CARBONO LIMITADA A UNIDADE PRODUTIVA Emissão CH4 (kg CH4/cabeça/ano)= EBi x Ym x
ENTÉRICAS PEGADA DE CARBONO LIMITADA A UNIDADE PRODUTIVA Emissão CH4 (kg CH4/cabeça/ano)= EBi x Ym x

Emissão CH4 (kg CH4/cabeça/ano)= EBi x Ym x 365 dias/ano/ 55,65

MJ/kg CH4

“Ebi” = ingestão de energia bruta (MJ/cabeça/dia)

“Ym” = fração da energia bruta perdida como metano (0,06)

AÇÕES DE PESQUISA

AÇÕES DE PESQUISA Dinâmica de GEEs em sistemas de produção da agropecuária brasileira Avanço Conceitual em

Dinâmica de GEEs em sistemas de produção

da agropecuária brasileira

GEEs em sistemas de produção da agropecuária brasileira Avanço Conceitual em diagnóstico e estratégias de

Avanço Conceitual em diagnóstico e

estratégias de mitigação de metano entérico em ruminantes no Brasil

brasileira Avanço Conceitual em diagnóstico e estratégias de mitigação de metano entérico em ruminantes no Brasil
AÇÕES GOVERNAMENTAIS NAMAs 1 Brasil- agropecuária 2010 - 2020 Área (milhões ha) Potencial de mitigação

AÇÕES GOVERNAMENTAIS

AÇÕES GOVERNAMENTAIS NAMAs 1 Brasil- agropecuária 2010 - 2020 Área (milhões ha) Potencial de mitigação
AÇÕES GOVERNAMENTAIS NAMAs 1 Brasil- agropecuária 2010 - 2020 Área (milhões ha) Potencial de mitigação

NAMAs 1 Brasil- agropecuária 2010 - 2020

Área

(milhões ha)

Potencial de mitigação

(milhões t CO 2eq )

Tecnologia

Recuperação de pastos

Integração Lavoura- pecuária-floresta

Plantio direto

Fixação biológica de

Nitrogênio

Florestas Plantadas

15,0

83 104

4,0

18 22

8,0

16 20

5,5

16 20

3,0

Fonte: Adaptado de MRE (2010) nota n o 31 29/01/2010 1 Ações de mitigação nacionalmente apropriadas

AÇÕES GOVERNAMENTAIS
AÇÕES GOVERNAMENTAIS

Criado em 2010 incentivo adoção de técnicas agrícolas sustentáveis

R$ 3,150 bilhões safra 2011/2012 (Plano Agrícola e Pecuário)

Processos que neutralizem ou minimizem os efeitos dos GEE

R$ 1 milhão (produtor ou cooperativa), taxa de juros 5,5 % ao ano, prazo de 5 a 15 anos.

Adequar às questões mundiais: aquecimento global (Gases de Efeito Estufa)
Adequar às questões mundiais: aquecimento global
(Gases de Efeito Estufa)

Emissões Entéricas de CH4 por bovinos

Países

Emissão Anual CH4 (Tg)

Brasil

9,6

India

8,6

China

4,7

USA

5,1

Argentina

2,5

Países em desenvolvimento

43,76

Países desenvolvidos

17,55

Thorpe (2009)

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Gado de Leite

O Efeito Estufa Parte da energia é refletida de volta para o espaço A superfície
O Efeito Estufa Parte da energia é refletida de volta para o espaço A superfície
O Efeito Estufa
Parte da energia
é refletida de
volta para o
espaço
A superfície da Terra é
aquecida pelo sol e reflete o
calor de volta para o espaço
Energia
proveniente do
sol passa pela
atomosfera
Concentração de gases
eleva a retenção de calor
= efeito estufa
Principais gases de efeito estufa 72% do efeito estufa total • Vapor de água (H
Principais gases de efeito estufa
72% do efeito estufa
total
• Vapor de água (H 2 O)
• Dióxido de carbono (CO 2 )
• Metano(CH 4 )
• Óxido Nitroso (N 2 O)
•Hidrofluorcarbonos (HFC)
• Perfluocarbonos (CFC)
• Exafluoreto de Enxofre (SF6)
Antrópica = 74%
dos GEE total

Principais gases de efeito estufa (GEE) de

origem antrópica (agropecuária)

Gases de efeito estufa

CO 2

CH 4

N 2 O

Tempo de vida na atmosfera (anos)

5-200

12

114

Concentração Atual (ppbv)

388.000

1.788

314

Concentração Pré-Industrial

280.000

700

314

Taxa de crescimento anual (%)

0,5

0,5

0,25

Potencial de aquecimento global

1

25

296

Contribuição relativa de gases para o efeito estufa de origem antrópica

5% 8% 12%
5%
8%
12%

60%

Fonte: IPCC, 2006

de origem antrópica 5% 8% 12% 60% Fonte: IPCC, 2006 15% Ozônio CFCs Metano CO2 Óxido

15%

Ozôniode origem antrópica 5% 8% 12% 60% Fonte: IPCC, 2006 15% CFCs Metano CO2 Óxido nitroso

CFCsantrópica 5% 8% 12% 60% Fonte: IPCC, 2006 15% Ozônio Metano CO2 Óxido nitroso Luiz Gustavo

Metano5% 8% 12% 60% Fonte: IPCC, 2006 15% Ozônio CFCs CO2 Óxido nitroso Luiz Gustavo R.

CO25% 8% 12% 60% Fonte: IPCC, 2006 15% Ozônio CFCs Metano Óxido nitroso Luiz Gustavo R.

Óxido5% 8% 12% 60% Fonte: IPCC, 2006 15% Ozônio CFCs Metano CO2 nitroso Luiz Gustavo R.

nitroso

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Gado de Leite

Fontes globais de emissão de metano provenientes de atividades antrópicas

4% 16% 8% 7% 10% 7%
4%
16%
8%
7%
10%
7%
de atividades antrópicas 4% 16% 8% 7% 10% 7% 15% 22% 11% 15% x 22% =

15%

22%

11%

15% x 22% = 3,3% of total GHG

Outros8% 7% 10% 7% 15% 22% 11% 15% x 22% = 3,3% of total GHG Carvão

Carvão10% 7% 15% 22% 11% 15% x 22% = 3,3% of total GHG Outros Gás natural

Gás natural e óleo15% 22% 11% 15% x 22% = 3,3% of total GHG Outros Carvão Queima de biomassa

Queima de biomassa= 3,3% of total GHG Outros Carvão Gás natural e óleo Aterros Esgoto doméstico Esterco animal

AterrosGHG Outros Carvão Gás natural e óleo Queima de biomassa Esgoto doméstico Esterco animal Fermentação entérica

Esgoto domésticoCarvão Gás natural e óleo Queima de biomassa Aterros Esterco animal Fermentação entérica Cultivo de arroz

Esterco animalGás natural e óleo Queima de biomassa Aterros Esgoto doméstico Fermentação entérica Cultivo de arroz irrigado

Fermentação entéricaOutros Carvão Gás natural e óleo Queima de biomassa Aterros Esgoto doméstico Esterco animal Cultivo de

Cultivo de arroz irrigadoOutros Carvão Gás natural e óleo Queima de biomassa Aterros Esgoto doméstico Esterco animal Fermentação entérica

Participações das espécies de ruminantes na

emissão de metano entérico no Brasil

1% 1% 1% 1%

na emissão de metano entérico no Brasil 1% 1% 1% 1% Gado de Leite 14% 82%

Gado de Leite

14% 82%
14%
82%

Gado de Corte

Gado de Corte Gado de Leite Bufalos Ovinos Caprinos outros
Gado de Corte
Gado de Leite
Bufalos
Ovinos
Caprinos
outros

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle

Evolução adaptativa dos Ruminantes

Evolução adaptativa dos Ruminantes
Rúmen Rúmen
Rúmen
Rúmen

Alimento (CHO´s)

Rúmen Rúmen Alimento (CHO ´ s) Energia AGV Ácidos Graxos Voláteis : (acetato, propionato, butyrato) CO
Energia
Energia

AGV

Ácidos Graxos Voláteis:

(acetato, propionato, butyrato)

CO 2

Dióxido de carbono:

Metanogênese
Metanogênese

Hidrogênio

CH 4

Rúmen Rúmen
Rúmen
Rúmen

Por dia:

20 kg MS 6 kg Perda 700 Litros energia CH 4 500 litros (200-700 L)
20 kg MS
6 kg
Perda
700 Litros
energia
CH 4
500 litros
(200-700 L)

Alimentos

AGV

CO 2

H 2

Evolução adaptativa dos Ruminantes

Evolução adaptativa dos Ruminantes

Evolução adaptativa da espécie

Evolução adaptativa da espécie Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Dairy Cattle

Evolução adaptativa da espécie

Evolução adaptativa da espécie

Evolução adaptativa da espécie

Evolução adaptativa da espécie

IMPACTO AMBIENTAL

Sinto muito! Mas não posso atender às suas reivindicações!
Sinto muito! Mas
não posso atender
às suas
reivindicações!

Eficiência de conversão de energia e proteína

 

Output/Input

Output/Input

Output/Input

Output/Input

Energia

Energia

Proteína

Proteína

(consumível

(consumível

Humanos)

Humanos)

Leite

0,25

1,07

0,21

2,08

Bovinos

0,07

0,65

0,08

1,19

Suínos

0,21

0,30

0,19

0,29

Aves

0,19

0,28

0,31

0,62

GILL et al., 2010

The Economist (Fev-2011): 30-50% do alimento produzido no mundo é perdido

antes de ser consumido

Densidade de Nutrientes em Relação ao Impacto Climático

Bebida

% da RNN

No Nutrientes ≥ 5% RNN

Densidade de Nutrientes

Emissão

Index

GEE

Leite

12,6

9

53,8

99

0,54

Refrigerante

0,7

0

0

109

0,00

Suco Laranja

9,0

4

17,2

61

0,28

Cerveja

1,8

0

0

101

0,00

Vinho Tinto

2,4

1

1,2

204

0,01

Água Mineral

0,2

0

0

10

0,00

Bebida de Soja

5,3

3

7,6

30

0,25

Bebida de Aveia

3,2

1

1,5

21

0,07

RNN: Recomendações Nórdica de Nutrição Densidade de Nutrientes = % RNN No de Nutriente que contribuem com mais de 5% da RNN Index de Densidade de Nutrientes em Relação ao Impacto climático (IDNIC = densidade de nutriente/ Emissões de GEE)

Smedaman et al. 2010

Avanço conceitual em diagnóstico

Avanço conceitual em diagnóstico Sistemas in vitro Câmaras respirométrica Sistemas de Túneis “Feeding hood

Sistemas in vitro

Câmaras respirométrica

Sistemas de Túneis

“Feeding hood system”

Métodod do gás Traçador SF6

Métodos de Micro Meteorologia

Métodos in vitro

Métodos in vitro Gases Massa Microbiana Alimento Indigestível AGV

GasesMétodos in vitro Massa Microbiana Alimento Indigestível AGV

Métodos in vitro Gases Massa Microbiana Alimento Indigestível AGV

Massa

Microbiana

Alimento

Indigestível

AGVMétodos in vitro Gases Massa Microbiana Alimento Indigestível

Métodos in vitro Gases Massa Microbiana Alimento Indigestível AGV
Métodos in vitro Gases Massa Microbiana Alimento Indigestível AGV

Câmaras Respirométricas

Câmaras Respirométricas

Feeding hood system

Feeding hood system

Métododo do gás Traçador SF6

Métododo do gás Traçador SF6
Métododo do gás Traçador SF6

Adaptação Metodologia do gás traçador SF6

Adaptação – Metodologia do gás traçador SF6
Estratégias de Mitigação
Estratégias de Mitigação
Estratégias de Mitigação Eficiência de Produção
Estratégias de Mitigação
Eficiência de Produção

VISÃO SISTÊMICA

Animal, mão de obra, água, energia, impactos sociais, alimento e meio ambiente

Relação entre a emissão total de gases causadores de efeito estufa e a produção de leite por vaca

Produção por vaca, kg de leite (corrigido P e G) por ano de leite (corrigidoKg
Produção por vaca, kg de leite (corrigido P e G) por ano
de leite (corrigidoKg
de Equivalente
P e G)CO2/kg

Fonte: Gerber et al., 2011

Leite no Canadá

1,500 11,000 População de vacas leiteiras Produção de Leite 1,300 10,000 Após 1990: 26% de
1,500
11,000
População de vacas leiteiras
Produção de Leite
1,300
10,000
Após 1990: 26% de aumento na produtividade
1,100
9,000
Após 1990: 26% de redução no
número de
vacas
900
8,000
Redução
de 14%
nas emissões de
CH4
700
7,000
500
6,000
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
de Vacas Leiteiras (x 1000)População
Produção de Leite (kg cab/ano)

LEITE NO BRASIL

~ 6,0 L/vaca/dia ~ 5,0 L/vaca/dia ~ 3,5 L/Vaca/dia
~ 6,0 L/vaca/dia
~ 5,0 L/vaca/dia
~ 3,5 L/Vaca/dia

Source: IBGE (2009) Censo Agropecuário 1970/2006

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Gado de Leite

GIR LEITEIRO
GIR LEITEIRO

1985 - Produção média de 1900 kg

2011- Produção média de 4390 kg

1985 - Produção média de 1900 kg 2011- Produção média de 4390 kg Luiz Gustavo R.
1985 - Produção média de 1900 kg 2011- Produção média de 4390 kg Luiz Gustavo R.

Luiz Gustavo R. Pereira/ Embrapa Gado de Leite

Melhoramento Genético como estratégia de Mitigação
Melhoramento Genético como
estratégia de Mitigação

Dados de 548 Novilhas: - Emissão de metano estimada (PME) - Consulo alimentar Resudual (CAR)

Herdabilidade:

PME (0.35) CAR (0.40)

Possibilidade de Redução de 11 a 26% em 10 anos

(HASS et al., 2011)

REDUÇÃO DA IDADE DE ABATE

500 450 400 350 300 250 44 m 200 30 m 26 m 150 20
500
450
400
350
300
250
44
m
200
30
m
26 m
150
20
m
14
m
100
50
0
Peso Corporal, kg
outubro
novembro
dezembro
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro
novembro
dezembro
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro
novembro
dezembro
janeiro
fevereiro
março
abril
maio
junho
julho
agosto
setembro
outubro
novembro
dezembro
janeiro
fevereiro
março
abril
maio

REDUÇÃO DA IDADE DE ABATE

7000 Consumo Produção Fecal 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 44 30 26 20
7000
Consumo
Produção Fecal
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0
44
30
26
20
14
kg MS, do nascimento ao abate

Idade ao abate, meses

Produção de metano

IPCC 2006: fatores de emissão de metano,

Dieta = 6,5% e fezes = 2%

180 160 Metano fecal Metano entérico 140 120 100 80 60 40 20 0 44
180
160
Metano fecal
Metano entérico
140
120
100
80
60
40
20
0
44
30
26
20
14
de metano, do nascimento ao abatekg

idade ao abate, meses

Produção de GEE: alimento

Ingredientes

g CO2-eq. por kg

Milho

434-440

Farelo de soja

224-930

Silagem de milho

40-43

Mistura mineral

111-123

4500 Eq. CO2, animal Eq. CO2, ração 4000 3866 3500 2963 2661 3000 1912 2500
4500
Eq. CO2, animal
Eq. CO2, ração
4000
3866
3500
2963
2661
3000
1912
2500
1252
2000
1500
1000
1113
500
1082
951
756
0
7
44 m
30 m
26 m
20 m
14 m
Eq. CO2, kg total
Estratégias Nutricionais para Mitigação Complementar a Melhoria da Eficiência de Produção!
Estratégias Nutricionais para Mitigação
Complementar a Melhoria da Eficiência de Produção!

- Uso de concentrado

- Uso de volumosos de melhor qualidade

- Uso de extratos vegetais

- Uso de Lípideos nas dietas

- Uso de leguminosas e silagem

- Aceptores de H (Nitrato e ácidos orgânicos)

Porcentagem de conversão da energia do alimento em metano em ruminantes alimentados com diferentes dietas
Porcentagem de conversão da energia do alimento em metano
em ruminantes alimentados com diferentes dietas
> 90% Concentrado > 70% Concentrado Forragem de Alta qualidade Forragem de Média Qualidade Forragem
> 90% Concentrado
> 70% Concentrado
Forragem de Alta qualidade
Forragem de Média Qualidade
Forragem de má qualidade
0
5
10
15

% energia bruta perdida na forma de CH4

Redução de 5,6% na produção de metano para cada 1% de adição de lipídio Ácido
Redução de 5,6% na produção de metano para
cada 1% de adição de lipídio
Ácido mirístico (5%)  58,3% de redução
Gráfico. Efeito da adição de diferentes fontes de lipídeos sobre a redução da
metanogênese. Fonte: Beauchemin et al . (2008)
Nitrato como aceptor de elétrons (Leng e Prestom 2010)
Nitrato como aceptor de elétrons (Leng e Prestom 2010)

Nitrato

como aceptor de elétrons (Leng e Prestom 2010) Nitrato nitrito Reduções média de 23 % de

nitrito

aceptor de elétrons (Leng e Prestom 2010) Nitrato nitrito Reduções média de 23 % de redução

Reduções média de 23 % de redução na produção de metano

2-4% de Nitrato de

Cálcio

amônia (potente aceptor de elétrons)

média de 23 % de redução na produção de metano 2-4% de Nitrato de Cálcio amônia

Emissão de metano / kg produto

800kg/vaca/ano 57kg CH4/vaca/ano 2.250kg/vaca/ano  81kg CH4/vaca/ano 4.200kg/vaca/ano  100kg CH4/vaca/ano
800kg/vaca/ano
57kg CH4/vaca/ano
2.250kg/vaca/ano 
81kg CH4/vaca/ano
4.200kg/vaca/ano 
100kg CH4/vaca/ano

Mudança de visão: Balanço de “C” do sistema

Mudança de visão: Balanço de “C” do sistema

Manejo e recuperação de pastagens

Acumulam C no solo (matéria orgânica)

Podem absorver grande parte do CO 2 emitido pela pecuária

Práticas adequadas de manejo possibilitam o acúmulo de C no solo a uma taxa de 0,3 t C/ha/ano = ~ 1,1 t CO 2eq /ha/ano (IPCC, 2000)

– GRANDE POTENCIAL CONDIÇÕES TROPICAIS!
– GRANDE POTENCIAL CONDIÇÕES TROPICAIS!

Potencial de seqüestro de carbono global a partir da melhoria de práticas de manejo

Dreno de carbono

Seqüestro potencial

(Bilhões t C/ano)

Terras aráveis

Biomassa de culturas para produção de biocombustíveis

Pastagens

Florestas

0,85 0,90

0,5 0,8

1,7

1 - 2

culturas para produção de biocombustíveis Pastagens Florestas 0,85 – 0,90 0,5 – 0,8 1,7 1 -

Fonte: FAO (2006)

Potencial de mitigação global até 2030 de acordo com práticas

de manejo agrícola, mostrando o impacto em cada GEE

Brasil = 101,4 milhões de Ha pastagens cultivadas (Censo agropec. - IBGE 2006) Estima-se que
Brasil = 101,4 milhões de Ha
pastagens cultivadas (Censo
agropec. - IBGE 2006)
Estima-se que pelo menos 50
% estejam em algum estádio
de degradação
Potencial de mitigação!!!

Fonte: IPCC (2007), a partir de dados de Smith et al. (2007)

Estoque de C no solo (ton C/ha)

Profundidades

Cerrado

Agricultura

Plantio direto

Pastagem

do solo

convencional

bem

manejada

0-20 cm

39

36

47

55

21-40 cm

30

28

34

42

40-100 cm

63

61

74

77

Total 0-100 cm

132

124

155

174

   

- 6%

+17%

+32%

61 74 77 Total 0-100 cm 132 124 155 174     - 6% +17% +32%
61 74 77 Total 0-100 cm 132 124 155 174     - 6% +17% +32%

Corazza et al., 1999

61 74 77 Total 0-100 cm 132 124 155 174     - 6% +17% +32%
61 74 77 Total 0-100 cm 132 124 155 174     - 6% +17% +32%
Balanço de Carbono negativo
Balanço de Carbono negativo

O excesso de pastoreio causa a degradação das pastagens

Baixa proteção ao solo favorece a perda de nutrientes e a erosão

Em um hectare, a diminuição em 1% da MO nos primeiros 30 cm de solo, implica a emissão de cerca de 166 t de CO2 para a atmosfera!

SISTEMAS INTEGRADOS DE PRODUÇÃO (SINERGIA)
SISTEMAS INTEGRADOS DE PRODUÇÃO (SINERGIA)

Adota práticas conservacionistas: uso mais eficiente dos recursos naturais

Recuperação pastagens degradadas: menor custo de

formação do pasto Maiores produtividades/ha → Efeito

“poupa terra”

Componente florestal

Dreno de CO 2 Eucalipto 30 - 40 t m 3 madeira ha/ano = 12t C ha/ano

= 43 t CO 2eq ha/ano

Ambiência, cerca viva, etc.

Estamos colhendo os frutos que Plantamos !!!

Estamos colhendo os frutos que Plantamos !!!
Estamos colhendo os frutos que Plantamos !!!
Estamos colhendo os frutos que Plantamos !!!
Estamos colhendo os frutos que Plantamos !!!
Estamos colhendo os frutos que Plantamos !!!

Repensar o que plantar!!!

Sistemas sustentávies com base em métricas
Sistemas sustentávies com base em métricas
Repensar o que plantar!!! Sistemas sustentávies com base em métricas
Sistemas sustentávies com base em métricas
Sistemas sustentávies com base em métricas
Sistemas sustentávies com base em métricas
Sistemas sustentávies com base em métricas
Sistemas sustentávies com base em métricas

Sistemas sustentávies com base em métricas

Sistemas sustentávies com base em métricas
Sistemas sustentávies com base em métricas
Sistemas sustentávies com base em métricas

Sistemas sustentávies com base em métricas

Sistemas sustentávies com base em métricas

Sistemas sustentávies com base em métricas

NUTRIÇÃO

ESTRATÉGIAS DE ALIMENTAÇÃO PARA GADO DE LEITE

Que animal alimentar ? Diferença entre animais que estão sendo alimentados

Qual a exigência nutricional dos animais a serem alimentados ?

Quais alimentos estão disponíveis ? (Volumoso e Concentrado)

Por que Utilizar concentrados?

Quanto colocar de alimentos e como alimentar os animais ?

Quanto custa e quanto de lucro a alimentação pode gerar ?

Que animal alimentar ?

Por dia:

Rúmen Rúmen
Rúmen
Rúmen
20 kg MS 6 kg Perda 700 Litros energia CH 4 500 litros (200-700 L)
20 kg MS
6 kg
Perda
700 Litros
energia
CH 4
500 litros
(200-700 L)

Alimentos

AGV

CO 2

H 2

O PLANEJAMENTO ALIMENTAR

COMO ESTRATÉGIA PARA AUMENTO

DA EFICIÊNCIA NOS SISTEMAS DE

PRODUÇÃO DE LEITE

Que animal alimentar ?

Que animal alimentar ?
Que animal alimentar ?
Que animal alimentar ?
Que animal alimentar ?
Que animal alimentar ?

Que animal alimentar ?

Que animal alimentar ?

Qual a exigência dos animais a serem alimentados ?

Quais as demandas:

Água Ingestão de Matéria seca Energia Proteína

Minerais

Vitaminas

Onde obter estas informações ?

Qual a exigência dos animais a serem alimentados ?

Qual a exigência dos animais a serem alimentados ? AFRC (Inglaterra) NRC (USA ) CSIRO (Austrália)

AFRC (Inglaterra) NRC (USA ) CSIRO (Austrália) INRA (França) Esforços Nacionais

animais a serem alimentados ? AFRC (Inglaterra) NRC (USA ) CSIRO (Austrália) INRA (França) Esforços Nacionais

Quais alimentos estão disponíveis ?

Fibra:

Pastos (Contínuo ou Rotacionado)

Volumosos suplementares (Silagem, Fenos, Cana com Uréia)

Proteína: concentrados protéicos = farelo de soja

Energia: concentrados energético = milho

Minerais e vitaminas

Águas: 145 g H2O / kg PV0,75 + 100% para temperatura 30 C

“Lei do mínimo” Potencial de produção Produção
“Lei do mínimo”
Potencial de
produção
Produção
“Lei do mínimo” Potencial de produção Produção
“Lei do mínimo” Potencial de produção Produção

Alimentos Volumosos

Fonte mais barata de alimento;

Não existe forrageira milagrosa - é necessário resgatar as potencialidades regionais;

Quanto melhor o volumoso, menor a necessidade

de uso de concentrados;

O próprio animal busca o alimento (pasto);

Potencialidades das condições tropicais;

Ainda é fator limitante nos sistemas de produção

ALÉM DE SER PRODUTOR DE LEITE SER AGRICULTOR

Por que usar concentrado ?

Atender exigências nutricionais

Exemplo 1: Vaca 500kg produzindo 10 kg leite/dia Exigências Ingestão de matéria seca = 13 kg

Nutrientes digestíveis totais = 61% Proteína bruta = 13%

Exemplo 2: Vaca 500kg produzindo 15 kg leite/dia Exigências Ingestão de matéria seca = 15 kg

Nutrientes digestíveis totais = 63%

Proteína bruta = 14%

Exemplo 3: Vaca 550kg produzindo 20 kg leite/dia Exigências Ingestão de matéria seca = 16 kg

Nutrientes digestíveis totais = 66%

Proteína bruta = 15%

Conteúdo de proteína bruta (PB) e nutrientes

digestíveis totais (NDT) de diferentes forrageiras de

acordo com a época do ano

PB

NDT

Forrageiras

Águas

Seca

Águas

Seca

B. Decumbems

8

4

58

45

B. Brizantha

9

6

60

46

Colonião

12

7

62

42

Tanzania

11

8

61

50

Fonte: Adaptado de Euclides (2001)

Exigências em proteína bruta (PB) e nutrientes digestíveis totais (NDT) de vacas produzindo 15 ou
Exigências em proteína bruta (PB) e nutrientes digestíveis totais (NDT) de vacas
produzindo 15 ou 20 kg/leite/dia e quantidade da exigência suprida pelo pasto de
colonião na época das águas e na seca, com os respectivos déficits
ÁGUAS
ÁGUAS
SECA
SECA
 

PB

NDT

PB

NDT

15 kg/leite/dia

Exigência

2100

9450

2100

9450

Suprido pelo pasto

1800(86%)

9300(98%)

1050 (50%)

6300 (67%)

Déficit

300

150

1050

3150

20 kg/leite/dia

Exigência

2400

10560

2400

10560

Suprido pelo pasto

Déficit

1920(80%)

480

9920(93%)

640

1120(47%)

1280

6720(64%)

3840

SORGO MILHETO MILHO F. ARROZ POLPA CITROS F. TRIGO 123 MELAÇO RASPA MANDIOCA GRÃO ÚMIDO
SORGO
MILHETO
MILHO
F. ARROZ
POLPA CITROS
F. TRIGO
123
MELAÇO
RASPA MANDIOCA
GRÃO ÚMIDO

MILHO GRÃO

MILHO

MILHO

Estruturas do grão de milho

Estruturas do grão de milho

Estruturas do grão de milho

Pericarpo Casca Farináceo Endosperma Vítreo Testa Camada de Cél. tubulares Células Aleurona Cél. cruzadas
Pericarpo
Casca
Farináceo
Endosperma
Vítreo
Testa
Camada de
Cél. tubulares
Células
Aleurona
Cél. cruzadas
Endosperma
Mesocarpo
Epiderme
Plúmula
Escutelo
Gérmen
Radícula
Ponta

Utilização do milho grão

Alimento energético padrão

Formas de processamento podem alterar o valor nutritivo

Utilizado principalmente na forma de fubá ou quirera

Concentrados de bovinos leiteiros: o milho fubá pode ser a

base energética

Limite de inclusão = 3,0 kg/dia/UA

Limites maiores = necessidade de manipulação ruminal

1% da IMS de HCO 3 + Oxido de Magnésio (3:1)

NDT do MILHO, % (NRC,2001)

95

90

85

80

75

84,94

84,94 88,68 9 1 , 5 91,68

88,68

84,94 88,68 9 1 , 5 91,68

91,5

84,94 88,68 9 1 , 5 91,68

91,68

84,94 88,68 9 1 , 5 91,68

Quebrado

Moído

Alta Umidade

Floculado

FARELO DE TRIGO

FARELO DE TRIGO Endosperma casca pericarpo Gérmen • Farelo e farelinho de trigo = Farelo de

Endosperma

FARELO DE TRIGO Endosperma casca pericarpo Gérmen • Farelo e farelinho de trigo = Farelo de

casca

FARELO DE TRIGO Endosperma casca pericarpo Gérmen • Farelo e farelinho de trigo = Farelo de

pericarpo

Gérmen

FARELO DE TRIGO Endosperma casca pericarpo Gérmen • Farelo e farelinho de trigo = Farelo de

Farelo e farelinho de trigo = Farelo de trigo comercial Triguilho: trigo quebrados com baixa qualidade, sementes chochas, outras sementes contaminantes

FARELO DE TRIGO

Valor nutritivo variável

10% menos energia que o milho (

Qualidade x % casca (Restrição do consumo)

Boa fonte de PB

Efeito laxativo

Boa fonte de niacina,tiamina e ferro

Alto teor de Fósforo, Potássio, niacina, riboflavina

laxativo • Boa fonte de niacina,tiamina e ferro • Alto teor de Fósforo, Potássio, niacina, riboflavina

FDN)

FARELO DE TRIGO

Recomendações:

30 a 40% do concentrado adultos

10 a 20% do concentrado bezerros

Vacas 15kg = 100% do milho

Boa fonte de PDR

Redução de Farelo de soja

FARELO DE TRIGO R$ 0,56 /kg de milho R$ 0,40 /kg de F. Trigo
FARELO DE TRIGO
R$ 0,56 /kg de milho
R$ 0,40 /kg de F. Trigo
MILHO x FARELO DE TRIGO Diferença de R$ - 0,04 x 20 vacas x 2
MILHO x FARELO DE TRIGO Diferença de R$ - 0,04 x 20 vacas x 2
MILHO x FARELO DE TRIGO
Diferença de R$ - 0,04 x 20 vacas x 2 kg/dia x 365 dias
R$ 584,00 de gasto a mais em 01 ano
MILHO x FARELO DE TRIGO Diferença de R$ - 0,04 x 20 vacas x 2 kg/dia

Endosperma

vítreo

SORGO

Endosperma vítreo SORGO Pericarpo (6%) Endosperma Farináceo Gérmen (10%) Fonte: Chandrashekar e Mazhar (1999) Testa
Endosperma vítreo SORGO Pericarpo (6%) Endosperma Farináceo Gérmen (10%) Fonte: Chandrashekar e Mazhar (1999) Testa
Endosperma vítreo SORGO Pericarpo (6%) Endosperma Farináceo Gérmen (10%) Fonte: Chandrashekar e Mazhar (1999) Testa
Endosperma vítreo SORGO Pericarpo (6%) Endosperma Farináceo Gérmen (10%) Fonte: Chandrashekar e Mazhar (1999) Testa

Pericarpo (6%)

Endosperma vítreo SORGO Pericarpo (6%) Endosperma Farináceo Gérmen (10%) Fonte: Chandrashekar e Mazhar (1999) Testa

Endosperma

Farináceo

Gérmen (10%)

Fonte: Chandrashekar e Mazhar (1999)

Testa

Fração

% do grão

% PB

% amido

% óleo

(%) proporção do grão na matéria seca

Endosperma

75

62,88

92,60

6,31

Gérmen

17

31,31

4,90

86,89

Pericarpo

8

5,81

2,50

6,70

135

Utilização:

SORGO

Substituição total do milho em dietas vacas leiteiras,

novilhas e bezerras

Processamento melhora o valor nutritivo

MILHETO

MILHETO Grão pequeno (1/3 do sorgo) Endosperma córneo Endosperma Farináceo Pericarpo Gérmen Fração % do grão
MILHETO Grão pequeno (1/3 do sorgo) Endosperma córneo Endosperma Farináceo Pericarpo Gérmen Fração % do grão

Grão pequeno (1/3 do sorgo)

Endosperma córneo

MILHETO Grão pequeno (1/3 do sorgo) Endosperma córneo Endosperma Farináceo Pericarpo Gérmen Fração % do grão

Endosperma Farináceo

Pericarpo

do sorgo) Endosperma córneo Endosperma Farináceo Pericarpo Gérmen Fração % do grão % PB % amido
do sorgo) Endosperma córneo Endosperma Farináceo Pericarpo Gérmen Fração % do grão % PB % amido

Gérmen

Endosperma córneo Endosperma Farináceo Pericarpo Gérmen Fração % do grão % PB % amido % óleo
Endosperma córneo Endosperma Farináceo Pericarpo Gérmen Fração % do grão % PB % amido % óleo

Fração

% do grão

% PB

% amido

% óleo

(%) proporção do grão na matéria seca

Endosperma

75

62,88

92,60

6,31

Gérmen

17

31,31

4,90

86,89

Pericarpo

8

5,81

2,50

6,70

137

FARELO DE ARROZ

FARELO DE ARROZ Farelo: 8,5 a 15% do grão Pericarpo, Tegumento, Aleurona, Gérmen  Farelo de
FARELO DE ARROZ Farelo: 8,5 a 15% do grão Pericarpo, Tegumento, Aleurona, Gérmen  Farelo de

Farelo:

8,5 a 15% do grão

Pericarpo,

Tegumento,

Aleurona,

Gérmen

Farelo de arroz integral: máx.10% Mineral e 12% fibra Farelo de arroz desengordurado: mín. 16%PB; máx. 12% fibra e 2% EE Quirera de arroz:

FARELO DE ARROZ

Valor nutricional variável (Análise laboratórial)

Qualidade x Casca (Restringir consumo)

Casca altos teores de sílica

(Restringir consumo) • Casca altos teores de sílica • Baixa PDR - aporte aminoácidos intestinos •

Baixa PDR -

aporte aminoácidos intestinos

Maior teor de lisina

Boa fonte de niacina, tiamina e riboflavina, fosforo

Farelo arroz integral =

tiamina e riboflavina, fosforo • Farelo arroz integral = Energia (EE) – Limitante - armazenamento e

Energia (EE)

Limitante - armazenamento e inclusão na dieta

FARELO DE ARROZ

Recomendações:

Farelo arroz integral (30% do concentrado) Fonte de gordura e PNDR

Farelo arroz desengordurado (40% do concentrado) Fonte de PNDR

Quirera de arroz (30% do concentrado)

Inclusão: limite de 5-7% EE na dieta total

POLPA DE CITROS CASCA DE SOJA

Fonte: ABECITRUS

141

POLPA DE CITROS

Extrator de suco

100 kg
100 kg
POLPA DE CITROS Extrator de suco 100 kg 52,1 kg cascas, polpas e sementes 82% umidade

52,1 kg cascas, polpas e sementes 82% umidade

suco 100 kg 52,1 kg cascas, polpas e sementes 82% umidade 47,9 kg suco “in natura”
suco 100 kg 52,1 kg cascas, polpas e sementes 82% umidade 47,9 kg suco “in natura”

47,9 kg suco

“in natura”

7,3 kg 8,0% umidade Evaporador
7,3 kg
8,0% umidade
Evaporador

secador

Cura e prensagem

0,3 a 0,6% calcário= pH com ou sem melaço (3,7 kg)

8,5 kg suco concentrado

28,0 kg polpa prensada

76% umidade

= pH com ou sem melaço (3,7 kg) 8,5 kg suco concentrado 28,0 kg polpa prensada

POLPA DE CITROS

Exportações Época de safra favorável

Maio a janeiro

Suplemento energético

Entressafra Milho e Sorgo: ↑ cotações

Escassez de forragem

Qualidade nutricional

Matéria prima

% Cascas e sementes

Conservação e umidade

POLPA DE CITROS

Alimento concentrado energético (85-90% milho)

Características energéticas = concentrados

Características fermentação ruminal = volumosos

↓ [ ] Proteína

Temp. processamento

Baixa digestibilidade (52% x 74% milho)

Rico em Cálcio e pobre em Fósforo

Relação Ca/P (10:1)

POLPA DE CITROS

Pectina (25%) Carboidrato parede celular

Elevada taxa (30 50%/h) e extensão de degradação (90 a 100%)

(30 – 50%/h) e extensão de degradação (90 a 100%) – Fermentação lática – Manutenção pH

Fermentação lática

de degradação (90 a 100%) – Fermentação lática – Manutenção pH rúmen acética + efeito tamponante

Manutenção pH rúmen

acética + efeito tamponante (20Kg leite)

pH rúmen acética + efeito tamponante (20Kg leite) – Prevenção acidose e queda digestibilidade da fibra

Prevenção acidose e queda digestibilidade da fibra (pH < 6,3)

↑ Acetato/propionato (2,5:1)

Teor de gordura do leite

Utilização da polpa em sistemas intensivos de produção
Utilização da polpa em sistemas intensivos de produção

POLPA DE CITROS

RECOMENDAÇÕES :
RECOMENDAÇÕES :
 Bovinos de leite:
 Bovinos de leite:

3,0 4,0Kg vaca/dia ou 20-30% MS total da dieta

< 20 litros : Substituição total milho

30 litros : Substituição parcial milho- até 50%

 30 litros : Substituição parcial milho- até 50%  Produção de leite,% proteína do leite

Produção de leite,% proteína do leite (< PB mic ), IMS


leite,% proteína do leite (< PB m i c ), IMS  Bezerros: < 60 dias:

Bezerros: < 60 dias: 10% MS > 60 dias: 30% MS dieta

Casca de Soja

Obtenção da casca de soja:

Classificação e limpeza do grão

Secagem (10% umidade)

Quebra → casca de soja → moagem

e limpeza do grão – Secagem (10% umidade) – Quebra → casca de soja → moagem

Casca

e limpeza do grão – Secagem (10% umidade) – Quebra → casca de soja → moagem
e limpeza do grão – Secagem (10% umidade) – Quebra → casca de soja → moagem

78% peso do grão

LIMITAÇÕES DE USO

↓ Níveis de energia dieta total quando substitui concentrados

Menor estímulo a ruminação e salivação quando substitui volumosos

NÍVEIS DE INCLUSÃO

Vacas de leite:
Vacas de leite:
a ruminação e salivação quando substitui volumosos NÍVEIS DE INCLUSÃO Vacas de leite:  20 –
a ruminação e salivação quando substitui volumosos NÍVEIS DE INCLUSÃO Vacas de leite:  20 –

20 30% MS dieta

MANDIOCA

MANDIOCA Mandioca Mansa x Brava (Valor HCN>50mg/kg de polpa fresca) • Raiz mandioca integral fresca ou

Mandioca Mansa x Brava (Valor HCN>50mg/kg de polpa fresca)

Raiz mandioca integral fresca ou ensilada

Farelo de casca da mandioca (Baixa qualidade)

Farelo ou raspa integral de mandioca

Farinha de varredura (Farinha desclassificada)

Mandioca 250.000 cal/ha/dia x Milho 200.000 cal/ha/dia

x Arroz 176.600 cal/ha/dia

Mandioca produz até 6t de PB/ha/ano

Mandioca 250.000 cal/ha/dia x Milho 200.000 cal/ha/dia x Arroz 176.600 cal/ha/dia Mandioca produz até 6t de
Mandioca 250.000 cal/ha/dia x Milho 200.000 cal/ha/dia x Arroz 176.600 cal/ha/dia Mandioca produz até 6t de
Mandioca 250.000 cal/ha/dia x Milho 200.000 cal/ha/dia x Arroz 176.600 cal/ha/dia Mandioca produz até 6t de
Mandioca 250.000 cal/ha/dia x Milho 200.000 cal/ha/dia x Arroz 176.600 cal/ha/dia Mandioca produz até 6t de

Raiz de Mandioca - Raspa

Semi-Árido
Semi-Árido
Semi-Árido
Semi-Árido
Semi-Árido
Semi-Árido
Semi-Árido
Semi-Árido
Semi-Árido

Alimentos protéicos

Alimentos protéicos F. de soja F. de algodão F. de glúten Uréia F. de girassol F.

F. de soja

Alimentos protéicos F. de soja F. de algodão F. de glúten Uréia F. de girassol F.

F. de algodão

Alimentos protéicos F. de soja F. de algodão F. de glúten Uréia F. de girassol F.

F. de glúten

Alimentos protéicos F. de soja F. de algodão F. de glúten Uréia F. de girassol F.

Uréia

protéicos F. de soja F. de algodão F. de glúten Uréia F. de girassol F. de

F. de girassol

F. de soja F. de algodão F. de glúten Uréia F. de girassol F. de amendoim

F. de amendoim

F. de soja F. de algodão F. de glúten Uréia F. de girassol F. de amendoim

Resíduo úmido

cervejaria

F. de soja F. de algodão F. de glúten Uréia F. de girassol F. de amendoim

F. de mamona

SOJA

FARELO DE SOJA

Base protéica da dieta animal

Excelente fonte de proteína, lisina e energia

Sem limitações de uso

Excelente palatabilidade

Subproduto

de uso • Excelente palatabilidade • Subproduto Extração óleo da soja   Matéria Matéria

Extração óleo da soja

palatabilidade • Subproduto Extração óleo da soja   Matéria Matéria Proteína Extrato
 

Matéria

Matéria

Proteína

Extrato

Processamento

orgânica

mineral

bruta

FDN

FDA

etéreo

NIDN

NIDA

Solvente

Expeller

92,70

7,30

51,80

11,50

6,30

0,90

4,00

1,80

92,90

7,10

47,80

29,50

13,80

4,20

29,50

13,80

11,50 6,30 0,90 4,00 1,80 92,90 7,10 47,80 29,50 13,80 4,20 29,50 13,80 PNDR 158

PNDR

Algodão

FARELO DE ALGODÃO

FARELO DE ALGODÃO Línter SEMENTE Mecânica ou Solvente (Casca + amêndoa) Gorda= 5%EE Magra= 2%EE 160

Línter

SEMENTE

Mecânica ou Solvente
Mecânica ou
Solvente

(Casca +

amêndoa)

Gorda= 5%EE

Magra= 2%EE

FARELO DE ALGODÃO

2ª Principal substituto do Farelo de soja

Boa palatabilidade

Qualidade é variável (inclusão de casca)

28% ou 38% PB

Fração nitrogenada (% PB) Sistema de Cornell (CNCPS)

Farelo de

Farelo de

soja 1

algodão 2

A

16,6%

18,3%

B

1

18,7%

4,2%

B

2

58,1%

71,7%

B

3

4,4%

0,8%

C

2,3%

5,1%

1 Geron et al. (2007) 2 Pereira et al. (2000)

%PNDR

2% Tx passagem 8%

1 Geron et al. (2007) 2 Pereira et al. (2000) %PNDR 2% Tx passagem 8% 28%PB=

28%PB= 6 para 14% 38%PB= 14 para 32%

161

FARELO DE ALGODÃO

Recomendação:

Vacas leite: cerca de 3kg/dia

Vacas < 20kg FA28%-Substituição parcial (50%)

- FA38%- Substituição total (100%)

Vacas > 30 kg FA38%- Substituição parcial (50%)

Novilhas: 100% substituição F. Soja

Bezerras: 30% do concentrado

Torta de algodão:

Respeitar limite: 5-7% EE e o nível de gossipol livre.

CAROÇO DE ALGODÃO

CAROÇO DE ALGODÃO Boa opção condições de estresse térmico Baixo incremento calórico. 163

Boa opção condições de estresse térmico Baixo incremento calórico.

CAROÇO DE ALGODÃO

CAROÇO DE ALGODÃO 164

CAROÇO DE ALGODÃO

Utilizado como fonte:

Energia

Proteína

Fibra (característica de volumoso)

Níveis de inclusão na dieta

25% MS dieta ou 2-3 kg

Liberação lenta da gordura no rúmen Sem efeitos negativos digest. Fibra

> 30% - redução linear no consumo

lenta da gordura no rúmen • Sem efeitos negativos digest. Fibra • > 30% - redução
lenta da gordura no rúmen • Sem efeitos negativos digest. Fibra • > 30% - redução

CAROÇO DE ALGODÃO

Recomendações uso:

Animais jovens (pré-ruminantes): não fornecer

Reprodutores: não recomendado

 Vacas de leite: 10 – 20% MS total da dieta (~2,0 kg/ U.A./dia) –
 Vacas de leite: 10 – 20% MS total da dieta
(~2,0 kg/ U.A./dia) – 600kg = até 3,5 kg/dia

Novilhas: 2,0/U.A./dia = 1 a 2 kg/animal/dia

GLÚTEN DE MILHO

Farelo proteinoso de milho

GLÚTEN DE MILHO • Farelo proteinoso de milho – Refinazil ® ou Promil ® (75% NDT;
GLÚTEN DE MILHO • Farelo proteinoso de milho – Refinazil ® ou Promil ® (75% NDT;

Refinazil ® ou Promil ® (75% NDT; 21% PB-PDR)

– Refinazil ® ou Promil ® (75% NDT; 21% PB-PDR) • Farinha de glúten de milho

Farinha de glúten de milho

(75% NDT; 21% PB-PDR) • Farinha de glúten de milho – Protenose ® ou Glutenose ®
(75% NDT; 21% PB-PDR) • Farinha de glúten de milho – Protenose ® ou Glutenose ®

Protenose ® ou Glutenose ® (86% NDT, 60%PB-PNDR)

Farelo de gérmen de milho

11% PB (gérmen de milho) e 5-6% óleo.

Farelo proteinoso de milho

(Refinazil ® ou Promil ® )

RECOMENDAÇÃO:

Vacas em lactação: 15 a 30% da MS da dieta 4 Kg/dia

Novilhas: 20% da MS da dieta

Atenção no Balanço de Ca:P

Farinha de glúten de milho (Glutenose ® ou Protenose ® )

92 95% valor energético milho Baixa Palatabilidade Elevado teores de Fósforo (Relação Ca:P dieta) Fonte de PNDR Baixa qualidade (Perfil aminoácido)

Ca:P dieta) • Fonte de PNDR Baixa qualidade (Perfil aminoácido) • Atenção aos Níveis de PDR

Atenção aos Níveis de PDR da dieta.

Farinha de glúten de milho (Glutenose ® ou Protenose ® )

Recomendação:

Vacas leite: cerca de 3 a 6% da MS dieta total

Vacas < 20kg Não econômico e desnecessário

Vacas > 30 kg Substituição parcial (25%) do F. Soja

URÉIA

Uréia 45%N 280%PB

Fonte barata de PB

Proteína 100% solúvel

Não fornece energia ao animal

Uréia

solúvel • Não fornece energia ao animal • Uréia polpa cítrica, F. mandioca, cana-de-açúcar, palma

polpa cítrica, F. mandioca, cana-de-açúcar, palma forrageira

• Não fornece energia ao animal • Uréia polpa cítrica, F. mandioca, cana-de-açúcar, palma forrageira 171

URÉIA

Uso misturas proteinadas:

Uréia = 10 a 25% da mistura

40 a 50%PB, consumo de 200 a 300g/dia

URÉIA • Uso misturas proteinadas: Uréia = 10 a 25% da mistura 40 a 50%PB, consumo

URÉIA

Uso misturas concentradas:

URÉIA • Uso misturas concentradas: Efeito da adição de uréia sobre as proporções de milho e

Efeito da adição de uréia sobre as proporções de milho e soja no concentrado.

Unidades percentuais de

Unidades

% Uréia

milho a serem adicionadas

percentuais de soja a serem retiradas

0,8

5,6

6,4

1,0

7,0

8,0

1,2

8,4

9,6

1,4

9,8

11,2

1,6

11,2

1,28

1,8

12,6

14,4

2,0

14,0

16,0

Recomenda-se não ultrapassar 2% de uréia no concentrado

URÉIA

Uso em silagens e volumosos de baixa qualidade:

(Mistura com uma relação N:S de 14:1) 10 kg mistura: 9kg de uréia +1kg sulfato de amônio) Silagem de milho ou sorgo = 0,5% MN

Cana-de-açúcar = 1,0% MN

ATENÇÃO A ADAPTAÇÃO

URÉIA

USO:

Pode substituir parcialmente o F.soja Vacas terço médio e final de lactação Vacas < 20Kg/dia Novilhas = 40g/100 kg pv

FARELO E TORTA DE GIRASSOL

FARELO E TORTA DE GIRASSOL • Biodiesel • Oferta regionalizada • Boa fonte de PB (PDR=

Biodiesel

Oferta regionalizada

Boa fonte de PB (PDR= 73%; PNDR= 27%)

Inclusão de cascas:

oferta do produto

fonte de PB (PDR= 73%; PNDR= 27%) • Inclusão de cascas: oferta do produto valor energético

valor energético e protéicoOferta regionalizada • Boa fonte de PB (PDR= 73%; PNDR= 27%) • Inclusão de cascas: oferta

FDN e FDA• Boa fonte de PB (PDR= 73%; PNDR= 27%) • Inclusão de cascas: oferta do produto

FARELO DE AMENDOIM

FARELO DE AMENDOIM • Boa fonte de PB • Alta degradabilidade ruminal – Fração A- 67,29%;
FARELO DE AMENDOIM • Boa fonte de PB • Alta degradabilidade ruminal – Fração A- 67,29%;

Boa fonte de PB

Alta degradabilidade ruminal

Fração A- 67,29%; B-32,70%; C-0,01%

Associar com PNDR -resíduo de cervejaria, glúten milho

Ca e Menor % AA essenciais (Metionina)

Ca e Menor % AA essenciais (Metionina)

Boa fonte de niacina e ác.pantotênico

FARELO E TORTA DE AMENDOIM

USO:

Substituição parcial do F. soja

Vacas leiteiras = 20 a 30% do concentrado

Atenção

Níveis de EE da dieta (5-7%)

Teor de PDR da dieta

Novilhas: 15% MS dieta

RESIDUO DE CERVEJARIA

Processo de fabricação da cerveja

Grãos de cevada umedecidos

Conversão do amido em dextrina e açúcares

Adição de milho, arroz ou aveia

Resíduo úmido de cervejaria, “cevada”
Resíduo úmido
de cervejaria,
“cevada”

Parte sólida

Adição de milho, arroz ou aveia Resíduo úmido de cervejaria, “cevada” Parte sólida Cozimento Parte líquida

Cozimento

Parte líquida

Adição de milho, arroz ou aveia Resíduo úmido de cervejaria, “cevada” Parte sólida Cozimento Parte líquida
Adição de milho, arroz ou aveia Resíduo úmido de cervejaria, “cevada” Parte sólida Cozimento Parte líquida

RESIDUO DE CERVEJARIA

1000 L cerveja → 350 kg resíduo úmido de cervejaria

140 Kg de malte e 20kg leveduras

Comercializado sob três formas:

Úmida (14% MS) mais comum (↓ custo p/ indústria)

Prensada (30% MS)

Seca (83 92% MS)

Boa Palatabilidade em bovinos

RESIDUO DE CERVEJARIA

Composição química variável:

Processo utilizado pela fábrica

Origem cevada

Tipo e proporção de inclusão de outros cereais

Concentrado protéico

Baixa degradabilidade rúmen

Boa fonte de proteína sobrepassante (~ 45% - Scarlatelli, 1995)

Boa fonte de energia

Desbalanceamento Ca (0,29 0,79%)/P (0,55%)

RESIDUO DE CERVEJARIA

RESIDUO DE CERVEJARIA 182

RESIDUO DE CERVEJARIA

RECOMENDAÇÕES DE USO :

Boa opção PNDR vacas de alta produção Vacas Leiteiras:

20 a 25% de RCU na MS da dieta ou

15 kg de MN/animal/dia

Novilhas: 20% MS dieta

RCS = até 35% MS da dieta

Mamona

SELO SOCIAL

SELO SOCIAL M A M O N A

MAMONA

SELO SOCIAL M A M O N A
SELO SOCIAL M A M O N A
SELO SOCIAL M A M O N A
SELO SOCIAL M A M O N A

PINHÃO MANSO

PINHÃO MANSO - Adaptabilidade da cultura ? - Cultura perene - Recuperação de áreas degradadas
PINHÃO MANSO - Adaptabilidade da cultura ? - Cultura perene - Recuperação de áreas degradadas

- Adaptabilidade da cultura ?

- Cultura perene

- Recuperação de áreas degradadas

PINHÃO MANSO - Adaptabilidade da cultura ? - Cultura perene - Recuperação de áreas degradadas
PINHÃO MANSO - Adaptabilidade da cultura ? - Cultura perene - Recuperação de áreas degradadas
PINHÃO MANSO - Adaptabilidade da cultura ? - Cultura perene - Recuperação de áreas degradadas
PINHÃO MANSO - Adaptabilidade da cultura ? - Cultura perene - Recuperação de áreas degradadas

Quanto colocar de alimentos e como alimentar os animais ?

FORMULAÇÃO

1. Deve ter como objetivo o melhor balanço bioeconômico 2. Auxilio de Softwares 3. Ração
1. Deve ter como objetivo o melhor balanço
bioeconômico
2. Auxilio de Softwares
3. Ração formulada deve ser próxima da
ração consumida – Manejo Nutricional

Planejamento de compra

Planejamento de compra

Custo do nutriente

Farelo de Soja: R$ 0,80 por Kg de MN

Farelo de Algodão : R$ 0,68 por Kg de MN

Uréia pecuária : R$ 1,30 por Kg de MN

Alimento

PB

MS

PB

Preço (R$/kg MN)

Custo da PB (R$/kg)

(% MS)

(%)

(% MN)

Farelo de Soja

46,0

88,0

40,48

0,80

1,97

Farelo de Algodão

28,0

88,0

24,64

0,68

2,76

Uréia

280,0

100,0

280,00

1,30

0,46

A observação é importante e auxilia na avaliação do êxito ou falha no manejo

Nutricional

A observação é importante e auxilia na avaliação do êxito ou falha no manejo Nutricional
Condição Corporal Desejável ?
Condição Corporal Desejável ?
Condição Corporal Desejável ?

Condição Corporal Desejável ?

ESTRATÉGIAS DE ALIMENTAÇÃO PARA GADO DE LEITE

Quanto custa e quanto de lucro a alimentação pode gerar ?

CAROÇO DE ALGODÃO

Produção de 15kg leite

Produção de 20kg leite

Alimento

Quantidade

(kg)

Quantidade

(kg)

Quantidade

(kg)

Quantidade

(kg)

Cana+uréia 39,53 34,69 - - Sil. Milho - - 39,68 33,94 Milho 2,31 0,78 1,74
Cana+uréia
39,53
34,69
-
-
Sil. Milho
-
-
39,68
33,94
Milho
2,31
0,78
1,74
0,36
F. Soja
1,0
-
1,92
0,69
C. Algodão
-
3,0
-
3,43
Uréia
-
-
0,18
0,18
Calcáreo
0,03
0,08
0,12
0,15
Fosfato bi
0,13
0,07
0,05
-
Custo
2,62
1,97
4,69
3,8
R$/vaca/dia

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Explorar o potencial das pastagens tropicais na época das

chuvas;

Suplementação volumosa estratégica Corrigir a

sazonalidade da forrageira (quantitativa e qualitativa);

Complementar com concentrados de forma racional (R$);

Monitorar cuidadosamente a execução do planejamento nutricional; Aumentar a eficiência do sistema de produção Pecuária de Baixo Carbono.

http://repileite.ning.com/

http://repileite.ning.com/

Luiz Gustavo Ribeiro Pereira luiz.gustavo@cnpgl.embrapa.br

OBRIGADO !