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ab (croe Biblicas JOVENS E ADULTOS 3° Trimestre de 1999 é \\\ eas Mees na \ Casa de Deus _/ Recorde de yendas na Bienal do Livro Quebsa de Maldicao Paulo Cesear Limes di Sil Oleg uesim pret do pool vA pests «que fabim do Senos eas obras das suas anil, ute pavem ser vsadas em datas especia sa lye Foams Vito pentecostaig Com aque rade Deus, 0 auior on os alerus sobre comportement esiranhs denro dei [No final colivp, im jnestionstio ajuda o Jelocdiveniicarseassimiou bem n qe leu Poneato, Me 21m Prestigie a livraria da sua cidade! force ts aT ia Moe ELEM deca acs ee eis re Perna Peirsol ack CPE ete sorst) a Ce ara anata oes Bilblicas ~ Comentirio: CLAUDIONOR CORREA DE ANDRADE ~~ Consultor Doutrinario e Teolégico: ANTONIO GILBERTO SUMARIO Licdes do 3° Trimestre de 1999 Ligto1 Malaquias, o peso e a urgéncia da mensagem divina Licho 2 Quando 0 povo duvidla do amor de Deus Ligdo 3 Quando os sacerdotes desonram a Deus Ligao 4 Quando 0s obreiros se cansam de Deus Licao 5 Quando as Bénezos so amaldicondas Licho 6 Quando Deus relembra o seu concerto Licao 7 Quanco os inmaos azem de forma desleal Licio 8 Quando 08 Lagos conjugais sfo dissolvidos Ligao 9 Quando Deus se enfada de seu povo Ligdo 10 Quando a vinda de Cristo é anunciada Ligto 11 Quando os erentes roubamn a Deus Ligao 12 Quando Deus faz © seu memorial Licdo 13 Quendo Dens faz. diferenga entre 0 justo © 0 impio QO a (MME ulede oe MANO DAS ane DD WIE LUNG Publicagdo Trimestral da Casa Publicadora das Assembléias de Deus Avenida Brasil, 34401 — Bangu Telefone: (021) 406-7373 ee CEP 21852-000 — Rio de Janeiro, RJ Presidente da Gonvengao Geral José Wellignton Bezerra da Cosia Presidente do Conselho ‘Administrativo Antonio Dionisio da Silva Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente Financeiro Walter Alves de Azevedo Gerente de Publicacées Claudionor Corréa de Andrade Gerente de Produgao Ruy Bergsten Selor de Educagio Crista Isael de Araujo Marcos Tuler Miriam Anne Liberia Pedrina Helena Trevas Editoragao Eletrénica Oséias Felicio Maciel ‘Olga Rocha dos Santos, Eduardo de Souza e ‘Alexander Diniz R. da Silva Daniel Bonates Setor de Vendas Cicero da Silva Atendimento Actiana F. 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Sante , 1651, 12102, Snopn na Seria Guz hie ds Fora GEP abotstis0 Tal (002) 212-7268 Goran: Denes amos de Olea MATO GROSSO: AV, Rlsens ds Mendon, sy Glens Tempe. cov. Cuabe Get ‘es MINAS GERAIS: uo Fo do J 1205,Cenra,BeleHvizonie 7808-000 Te) (055) 621-1957 Goren Hie ipsa Sis RONOGHA:lualoséde Alencar 3200 Celar Ports Veto -GeP 7aa0?-260 Tel (o69) 224: 5761 - Gorrto: Jazquim Nunes co Olvera Telemaikell GPAD: eI0-217375 | (iseao get) LigGo 1 4 de julho de 1999 MALAQUIAS, O PESO E A URGENCIA DA MENSAGEM DIVINA | TEXTO AUREO LEITURA BIBLICA EM CLASSE | “Porque, se anuncioo evan- gelho, nfo tenho de que me éimposta essa obrigagao; ¢ ai de mim se nao anunciar 0 evangelho” (1 Co 9,16). VERDADE PRATICA Estes tiltimos dias exigem pregadores quesintamo pesoe a urgencia da mensagem divi- na, Somente assim poderemos abalar este sécuilo com 6 evan- gelho de Cristo. LEITURA DIARIA Segunda - Ex 3.16,17 Amensagem de libertagio Terga - 1 Rs 18,22-25 A mensagem da decisto Quarta -\Jw'3.1-5 ‘A mensagem do arrependimento Quinta - He 3.1,2 A mensagem do avivamento Sexta = Mt 3.1,2 A mensagem do Reino Sdbado « At 2.38,39 Amensagem do evangelho completo MALAQUIAS 1.1; JEREMIAS 20.8.9; ROMANOS 1.14-17 Malaquias 1 1 - Peso da palavra do Senhor contra Israel, pelo ministério de Malaqui Jeremias 20 8 = Porque, desde que falo, gri- to e clamo: Violéncia ¢ destrui- cao! Porque se tornou a palavra do Senhor um oprébrio para mim eum ludibrio todo o di 9 - Entiio, disse eu; Nao me lembrarei dele e nfo falarei mais no seu nome; mas isso foi no men coracdo como fogo ardente, encer- rado nos meus assos; ¢ estou fati- gado de sofrer e nao posso. Romanos 1 14 - Eu sou devedor tanto gregos como a bérbaros, tanto a sabios como a ignorantes. 15'- E assim, quanto esté em mim, estou pronto para também yos anunciar 0 evangelho, a vés que estais em Roma. 16 - Porque nao me envergo- nho do evangelho de Cristo, pois € © poder de Deus para salvacao de todo aquele que cré, primero do judeu e também do grego. 17+ Porque nele se descabre a Justiga de Deus de fé em £é, como esid escrito: Mas 0 justo vivera da £6. COMENTARIO INTRODUCAO A partir deste domingo, pass: mos a conviver com um dos prof tas mais enérgicos do Antigo Testa- mento. Sua mensagem foi tie essen- cial sobrevivéncia dos judeus que, sem ela, teriam estes perecido em sua incredulidade e indiferenga quanto 3 justiga ¢ a0 amor de Deus. Malaquis viu-se constrangido a entregar uma mensagem pesada a Israel, Intimou a todos ao arrepen- dimento — dos ministros do altar ao mais obscuro dos adoradores de Jeova. ‘Sua mensagem continua a eco- ar-nos aos ouvidos até os dias de hoje: Nao nos enganemos! Vivemos um periodo semelhante, Neste momento, 0 Senhor Jesus, através de seu Espiri- (0, conclatna o seu poyo a que se yol- te de imediato a uma vida de piedade, justiga, modéstia e temor. A mensagem é urgente! Se nao ouvirmos a yor. do Hspirito Santo as consequéncias disso logo virio, pois Deus nao se deixa zombar. I. MALAQUIAS - A. URGENCIA FO PESO DA. MENSAGEM DIVINA. de Cristo. Ei mente da tribo de Levi. Pelo menos €0 que inferimos de sua intimidade CoM as coisas pertencentes ao culto divino (MI 1.7-13) 2. Malaquias ¢ seu tempo. Malaquias foi chamado a profetizar num dos momentos mais atribulados, da historia de Israel (Dn 9.25). Os judeus, que haviam retomnado do exi- lio babildnico, enfrontavam as mais amargas © duras provagdes (Ed 1.1- 11; Ne 1.1-11), Em conseqtiéncia de seu softimento, comecaram a duyi- dar do amor de Deus e a questionar- Ihe a justiga, Nao bastasse tamanho ceticismo, portavam-se relaxada- mente quanto ao culto divino; da- vam-se ds inigiiidades: entregavam- se 4 opressiio; ja ndo ligavam impor- tancia &s virtudes domésticas (Ed 9.1-15; Ne 5.1-6). Para combater tais pecados, Deus comissiona o profeta Malaquias Missdo semelhante recebemos nds. Seo. mundo jaz. no maligno, Jevantemo-nos como atalaias do Se- nhor, e conclamemos esta gerayao 40 attependimento (Ez 33,1-20). Mi como deve sera nossa mensagem? Eo que veremos a seguir. IL A MENSAGEM TEM DE, SER BIBLICA _ @ 1. A yida de Malaquias. Quase nada sabemos da vida de Malaquias, cujo nome em hebraico significa meu mensageiro, Os poucos infors mes que temos do profeta indicam ter ele vivido no quinto século-antes 4 Nossa mensagem s¢ tera 0 peso necessario para levar 0 mundo ao arependimento se for essencialmen- te biblica. Cabe-nos observar aqui a adverténeia de Isafas: “A leie ao tes- temunho! Se eles nfio falarem segun- do esta palavra, nunea verdo a alva” (Is 8.20), Desventuradamente, o cristianis- mo de nossa época vem sendo mar- cado por desvios ¢ modismos dou- trinérios. Nunca se torceu tanto as Eserituras! Nunca se criou tantos subterfiigios teolégicos! Buscando fugir as suas responsabilidades espi- rituais, vao os que se dizem erentes e salvos criundo seus escapes: “Por- que vird tempo em que nao sofrerio a sa doutrina; mas, tendo comichao nos ouvidos, amontoarao para si doutores conforme as suas préprias concupiscéncias” (2 Tm 4.3) As invengdes teoldgicas sao fér- (eis; so joios que crescem junto ao ttigo (Mt 13,25). Quem ja nao ou- viu falar da teologia da prosperida- de, da confissao positiva eda regres- so espiritual? Nao 6 necessario di- zer que tais doutrinas acham-se di- vorciadas das Sagradas Escrituras. Para combaté-las requer-se uma mensagem que tenha como esséncia a verdade da Palavra de Deus: “Toda Escritura diyinamente inspirada é proveitosa para ensinar, pata redar- gilir, para corrigir, para instruir em justi¢a, para que o homem de Dens seja perfeito ¢ perfeitamente instru ido para toda boa obra” (2 Tm 3.15). Ill. A MENSAGEM TEM DE SER EVANGELICA Além de biblica, noss gem hayera de ser também evangé- lica (Mt 28.19,20). Pois nem todos ‘98 sermées biblicos sao genuinamen- mensa- te evangélicose cristocéntricos. Va- mos dar um exemplo. Se discorrer- mos sobre a historia de Davi, ¢ nao mencionarmos a obra vicdria de Cristo, nossa mensagem certamente serd biblica, mas nfo evangélica. Os pregadores que mais éxito alean ram na seara do Mestre tinham como pressuposto bésico transmitir uma mensagem essencialmente evangé- lica, Em nenhum de seus sermées deixaram de anunciar que Jesus isto morreu para salvar-nos de_ nossos pecado © apéstolo Paulo ressalta, 20s exigentes ¢ inquiridores corintios, 0 cardter de sua pregagio: “E eu, ir- mos, quando fui ter convosco, anunciando-vos © testemunho de Deus, nao fui com sublimidade de palayras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vs, se- nilo a Jesus Cristo e este ciucifica- do! (1 Co 2.1.2). Este foi 0 peso da mensagem de Paulo! Ele pregava a Cristo, ¢ este ciucificado. Se a nossa mensagem nao tiver o mesmo peso ¢ a mesma urgéneia, jamais alcangaremos 0 pe- cador que caminha a passos latgos para o inferno O Senhor Jesus j4 nao suporta as mensagens social ¢ politicamente corretas, Ble exige uma postura au- téntica, corajosa @ ousada de cada um de seus mensageitos (2 Tin 1,7). ‘Temos por missao proclamar uma menisagem simples, porém eficaz. Foi assim que os nossos pioneiros mudaram a histéria religiosa de nos- su nagio, Sua mensagem, conquan= to simples, causava impacto, tinha um enorme peso: “Tesus Cristo-sal- va, batiza no Espirito Santo, cura as enfermidades e em brove vird bus- cara sua igreja!” Pode haver sermio mais elicaz? IY. A MENSAGEM TEM DE SER PROFETICA Além de biblica e evangéliva, nossa mensagem tem de ser também nrofética. O que isto significa? Significa que clatom-de fazer difes renga (Ir 1.10). Havel Ciente peso a fim de revolucionar 6 mundo € mmanifestara gidrla de Dous. Ou sejara Palayra de Deus nao vol tard vazia: “Assim sera palavra que sair da minha boca; ela nao yoltard para mim vazia; antes, far’ o que me apraz e prosperaré naguilo pata que a enviei” (Is $5.11). Para que a mensagem seja bibli- ca, evangélica ¢ profistica é de fon- damental importdncia seja ungida pelo Espirito Santo, Esta é a curac- teristica da pregagao autenticamen- te pentecostal Infelizmente, esse tipo de men- sagem vem desaparecendo de nos 508 puilpitas. Hoje, a palavra volta yazia porque os piilpitos estao vazi 0s; nfo tm mais o peso profético. A maioria de nossos pregadores esta mais preocupada em dizer 0 que 0» povo quer ouvir do que 0 poyo ne- cessita ouvir. O Espirito de Deus, \ 4. Alémdebiblicac evang porém, requer que nos cons- cientizemos de nossa responsabili- dade, Voce nao foi chamado para ser homem do poyo, ¢ sim homem de Deus. Entdo aja como tal! Ponha-se na torte, © assuma a sua posigo como atalaia de Jeové (Bz 3.17). A semelhanga de Malaquias. apresentemos ao pecador impeniten- te as reivindicagdes da Palavra de Deus, 8 assim que nascem os gran- des moyimentos do Espirito Santo CONCLUSAO Neste momento de emergéncia espiritual, urge que nos ergamos como atalaias de Deus, e proclame- mos todo o peso de sua palavra Quer ougam, quer deixem de ou- vir, todos sabero que um auiénti co profeta do Senhor levantou-se nesta geracao. QUESTIONARIO M Em que séeulo profetizou Malaquias? 2. Qual a primeira Caracteristica de uma mensagem divina? 3. Oguetornaumamensagemevan- gélica? ica, qual outra caracteristica da mensa- gem divina? f 5. O gue significa uma mensagem profitica’ heelo ey Ua ONT ee ea QUANDO © POVO DUVIDA DO AMOR DE DEUS TEXTO AUREO LEITURA BIBLICA EM CLASSE “Porque Deusamouomun- dodetalmaneira que deuosen Filho unigénito, para que todo aquele ue nele cré nfo perega, mas tenha a vida éterna” (Jo 3.16), VERDADE PRATICA Duyidardoamorde Deus é colocar em risco todos os beneficios da salvagao. LEITURA DIARIA Segunda - SI 91.14 Deus nos ama encarecidamente Terga - Jr 31.3 Deus nos ama com amor eterno Quarta - Dt 10.5 Deus nos ama prazenteiramente Quinta - Jo 3.16 Deus nos ama de tal maneira Sexta + Rm 8.37 Deus nos ama para sermos vencedores Sdbado - 2 Ts 2.16 Dens nos ama, e nos dé eterno consolo MALAQUIAS 1.2-5; JOAO 3.16 Malaquias t 2 - Eu vos amei, diz 0 SE- NHOR; mas yés dizeis: Em que nos amaste? Nao foi Esad iro de Jacé? disse 0 SENHOR; toda-” via amei a Jaco 3- © aborreei a Esati; e fiz dos seus montes uma assolacio e dei a sua heranga aos dragoes do deser- to. 4- Ainda que Edom diga: Em- pobrecidos somos, porém torna- remos a edificar os lugares deser- tos, assim diz 0 SENHOR dos Exéreitos: Eles edificariio, ¢ eu destruirei, e hes chamarao Ter- mo-de-Impiedade ¢ Poyo-Contra- Quem-O-SENHOR-Esté-Irado- Para-Sempre, 5~ Ei 0s yossos olhios 0 vero, ¢ direis; O SENHOR seja engran- decido desde os termos de Israel. Jodo 3 16 - Porque Deus amou o mun- do de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aqnele que nele cré n&o pereca, mas tenha a vida eterna, COMENTARIO: INTRODUCAO Hoje, estudaremos sobre um povo que, apesar dos muitos beneti- dios tecebidos de Deus, veio a duvi-) dar de seu amor, Por isso € repreen- dido enérgica, mas ternamente, por Malaquias Mosira-lhe 0 profeta que, no obstante sua ingratidio, continuava a ser objeto do amor de Deus (S1124.1- 8), Caso coniratio: teria jé desapareci- do como os povos que o Senhor des- frujra quando da conquista de Canad por Josué (S] 135.8-12), Sera que nao estamos a cometer ‘© mesmo pecatio? Embora hajamos recebido tanto de Deus, porfiamos em murmurar contra as circunstan- cias e as provagdes, Recusamo-nos a aceitar que, neste mundo, seremos em tudo afligidos, Nilo obstante, 0 amoroso Deus est uo nosso lado Jamais nos abandona. Eniao, por que duvidar de seu amor? Nao nos en- tregou Ele 0 proprio Filho para que mortesse em nosso lugar? 1.0 QUE E O AMOR DE DEUS Numa de suas definieses essen- de Deus, afirmow Joao: “Deus amor” (1 Jo 4.8), Embora a Ver- sto Almeida e Corrigida ainda per- sista em usar a palayra earidade a0 invés de amor, nfo resta davida de que esta tltima € a mais adequada ¢ forte para designar a alvigao que nos tem o Senhor. O’amor 6 0 sentimento que mais possui implicagoes teol6gicas. Sem ele, nenhuma alianca teria sentido: nenhum testamento’ seria firmado sem ele, pois (dos 08 atos de Deus io. amorosos, O amor é um atributo fund: E tale essencial de Deus, através do “quale se da arevelar As suas crin~ “Turas, dispensindo-Thes todoo bom. ,~ Foi com base neste atributo que o Pai estabeleceu © plano de salyagio (Rm 5.8). IL. POR QUE OS JUDEUS DUVIDAVAM DO AMOR DE DEUS f Por que foram os judeus induzi- dos a duvidar do amor de Deus? sa_primaria foia incredulidade que Ihes ia cegando de tal forma o “entendimiento, qué ja néo podiam Tembrar-se das altangas passadas ~ nenrdas intervengoes divinasem sua hist6ria (Ir 2.32), Como atravessas= sem um dos perfodos de maior deol{nio de sua histéria, entregaram- se de vez ao ceticismo. Por que, sendo eles o povo de Deus, acham-se a enfrentar tao du- ras provagdes? Nao haviam re- tornado de Babilénia a fim de recons- truir a casa de Deus e os muros de Jerusaléin® Entao por que as Tatas? Vooé nao tem feito a mesma per- gunta? As mesmas diividas nao Ihe sobem a6 corigtio? Antes de prosse- guirinos, queremos deixar-the algo bem claro: apesar das Tutas © das pro- yages, voce continua a seralvo'da amor de Deus. Este € 0 nosso conso= lo (Na 1.7). Por isso, naio-se entre- gue 20 ceticismo, Como um abismo chama outro, abismo, os judeus passaram a trans- NX ©) gredir as leis divinas. A essas altu- ras, achavam eles que nao valia a pena servir a Deus. Por que guardar ‘os mandamentos divinos se temos de ofrer tantas provagoes? Esta 8 a pore gunta que muitos erentes ainda fa- zem em seu crisol (SI 73). Todavia, no nos esquecamos: apesar da ar- déncia das provas, 0 amoroso Deus ndlo nos deixard ser tentados além de nossas forgas (1 Co 10.13), Em meio ao ceticismo dos repa- triados, d4-Ihes o Senhor uma prova de seu eterno amor. Til. DEUS PROVA O SEU AMOR POR ISRAEL Ao apresentar a prova de seu amor por Israel, 6 Senhor comega com uma declaragao forte e unica na Histéria Sagrada: “En yos amei” (MI 2.1), Bm que outro lugar da Biblia faz Ble semelhante declaragao? Bo proprio Deus que esta dizendo: “Eu te amo!” Este versiculo € tao impor- tante quanto Joao 3.16, tido como texto dureo da Biblia. (3e ).-Aprovado amor de.Dens por Iss. rael_consiste tanto em gua chamada _ _-utanto. em. sua preservagiio.,, eet 0 povo hebreu foi escolhido dentre todas as nagGes da terra para ser uma heranga peculiar de Deus (Ly 200,26). Pode haver prova de amor maior que esta? Eo que lhes redar- gti o-profera. Israel nfo era um poyo grande nem forte, mas aprouve a Deus escolhié-lo (Is 43.1). De maneita tao especial, fo- ram 0s israelitas vocacionados para ser uma béneao as demais familias da terra (Gn 18.18). Querido leitor, Detis também o ainou de tal mangita que o chamou para set uma béngko, Isto € amor! Sempre que vocé se achar abalado pelas intempéries¢ lutas, nao se apa- yore. Deus 0 ama: Ele est no co- mando de todas as coisas. 2. A preservacao de Israel. A fim de mostrar o quanto Deus ama © seu povo, © profeta traga agora um paralelo entre as hist6rias de Is- rael e Esad. Nao eram ambos ir- maos? Todavia, aprouve ao Senhor amat © primeiro e aborrecer 0 se~ gundo (MI 1.2.3). Nisto nao ha ne- nhum capricho divin. Niio pode- mos usar esse exemplo para respal- dar a doutrina da predestinagao. Pois Hsaii nao veio a este mundo para ser odiado, nem Jacé para ser amado. Mas cada um deles receben 0 justo tratamento de Deus conso- arite &s suas obras Tendo em vista a disposigao de ambos, resolvewo Senhor, soberana- mente, preservar a Israel, ¢ apagar a meméria de Esa (MI 1.4). Malaquias mostra aos judeus que, naa fora 0 amor divino, eles de ha’ muito teriam desaparecido. Far-se- iam semelhantes a Sodoma! Bem 0 confessou Jeremias: “As misericér~ dias do SENHOR sao a causa de nao. sermos consumidos; porque as suas misericérdias ndio 18m. fim” (Lm 3.22). Tao grande é o amor de Deus por Israel que, apesar de suas muitas an- aiistias e tragédias, 0 Senhor nfo permitiu fosse ele extinto. Hoje, quando nos voltamos para o Oriente Médio, louvamos a Deus pelo veis conseqiiéncias advindas deste pecado: o questionamento quanto ao amor divino. Y. AS CONSEQUENCIAS DE SE DUVIDAR DO AMOR DE renascimento de Israel. E quanta. a 7>) DEUS Edom? Seu territério nao passa de “2/ puvidar do amor de Deuis 6 c morada de chacais. Veremos a seguir como o Senhor manifestou o seu amor pela Igreja, em particular por vocé, leitor, IV. DEUS PROVA O SEU AMOR PELA IGREJA O Senhor Deus provou o sew amor pela Tgreja, ou melhor, por todo © mundo, enviando 0 seu Unigenito para que nos resgatasse de nossos pecados (Jo 3.16). Ao referir-se a este ato amoroso e soberano de Deus, Paulo faz uso de palavras fortes € indeléveis: “Mas Deus provao seu_ _amor para conosco em que Cristo _ morreu por nés, sendo nésiainda pe- cacdores” (Rm 5,8), Nao pode haver prova maior que esta! © apdstolo apresenta-nos ainda outro argumen- 1o imtecorrivel: “Aquele que nem mesmo a seu préprio Filho poupou, antes, 0 entregou por todos nds, como nos nao dard também com ele todas as coisas?” (Rm 8.32). Como duvidar do amor de Deus? Se antes os contemporineos de Malaquias nao tinham qualquer ra~ zo em questionar 0 amor divino, quanto mais nds! Afinal, temos a verdade completa do evangelho. A seguir, constataremos as terri- 10. _ locar enirisco todos os benefici IvacdoaSem diivida, foi este 0” “Fame pal DUE eleDanes Sua trajet6ria pelo Sinai, em diregao a Canaa, outra coisa nao fizeram os israclitas que murmurar contra o Se nhor (Ex 17.3). Aparentemente, tra- tava-se apenas de uma murmuracao ocasionada por necessidades imedi- atas, Na esséncia, porém, estavam os judeus questionando nao somente o amor como a prépria justiga divina. Tao grayfssimo ¢ esse pecado que levou toda uma geragiio a cair no deserto, ¢ a perder os beneficios da salyagiio. A adverténcia do autor da epistola aos Hebreus é severa e no deve ser desconsiderada (ver Hb 3.7-10). O pecado de Israel foi cha- mado de a provocacio do deserto. Tantas foram as murmurag6es dos israclitas, que acabaram por provo- car airado amoroso, mas justo Deus. As suas transgressées nao pararam. ‘af; da provocacio passaram a idola- tria (Nm 25.1-18). A murmuragio, ow a divide quanto ao amor divino, reeebe um outro nome: coragao endurecido. Vejamos mais esta adverténcia do autor sagrado: “Enquanto se di Hoje, se ouvirdes a sua voz, endurecais 6 Yosso coracio, como na provacacao” (Hb 3.15). Ajamos, com todo 0 cuidado a fim de que jamais venhamos a perder os be- neficios de nossa salvacao. CONCLUSAO Nao ajamos como os eontempo- raneos de Malaquias, Apesar de to- dos os beneficios recebidos do Se- hor, yieram a endurecer os seus co- rages e aignorar todas as provas de sua morosa benignidade, O Senhor concedeu-nos as mais elogiientes ¢ irrecorriyeis provas de amor. Ele enviou-nos 0 proprio Fix Iho para que morresse em nosso lu- j gar. Nao pode haver prova maior que estal Sejamos-Lhe figis. Desfrute- mos de seu amor, pois com amor eterno nos amou. QUESTIONARIO 1. Nesta li¢do, qual foi o pecado dos juder \ 2. O que é 0 amar de Deus? ~ 3. Em que consistia a prova do amor de Deus por Israel? ~ 4. Que prova.o apéstolo Paulo apre= sentou do amor de Deus? ~ 5. Qual a maior conseqiiéncia de se duvidar do amor de Deus? i Licao 3 18 de julho de 1999 QUANDO OS SACERDOTES DESONRAM A DEUS TEXTO AUREO “Agora, diz 0 SENHOR: porque sos que me honram: honrarei, porém os quemedes- prezam serao envilecidos” $m 2.30). VERDADE PRATICA Os ministros que desonra- rem ao evangelho, nflo ficarao impunes no Tribunal de Cristo, LETURA DI Segunda - Bx 31.10 O sacerdote honra a Deus com as suas vestes Terga - Ly 4.5 O sacerdote honraa Deus coma sua ungdo Quarta = Ly 6.12 O sacerdote honraa Deus como seu trabalho Quinta - Ly 21.16 O sacerdote honraa Deus coma sua postura Sexta - Nin 3.32 O sacerdote honra a Deus guardan- do 0 santudrio Sabado - Nm 6.23 O sacerdote honra a Deus abenco- ando 0 povo A 12 LEITURA BIBLICA EM CLASSE MALAQUIAS 1.6-12 6 - 0 filho honrard o pai, co servo, ao scu senhor; e, se eu sou Pai, onde esté a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde est o meu temor? diz o SENHOR dos Exér- citos a vos, 6 sacerdotes, que desprezais 0 meu nome e dizeis: Em que desprezamos nés 0 teu nome? 7- Ofereceis sobre o meu altar pao imundo ¢ dizcis: Em que te ? Nisto, que 8- Porque, quando trazeis ani- mal cego para 0 sacrificardes, nao faz mal! E, quando ofereceis 0 coxo on 0 enfermo, nao faz malt Ora, apresenta-o ao feu principe; teré ele agrado em ti? Ou aceitard ele a tua pessoa’ diz o SENHOR dos Exéreitos. 9 - Agora, pois, suplicai o fa- yor de Deus, ¢ ele tera piedade de nds; isto yeio da vossa mio; acei- tara ele a vossa pessoa? diz 0 SE- NHOR dos Exército 10 - Quem h4 também entre vos que feche as portas e nio acenda debalde o fogo do meu altar? Eu nao tenho prazer em v6s, diz. 0 SENHOR dos Exérci- tos, nem aceitarei da yossa mio a oblacfio. 11 - Mas, desde o nascente do sol até ao poente, sera grande en- tre as naces 0 meu nome; e, em todo lugar, se oferecera ao meu nome incense e uma oblacio pura; porque © meu nome ser grande entre as nagdes, diz 0 SENHOR dos Exércitos. 12 Mas v6s 0 profanais, quan- do dizeis: A mesa do SENHOR ¢ impura, ¢ 0 seu produto, a sua comida, é desprezivel. COMENTARIO, INTRODUGAO. Se na ligao passada encontramos © povo de Jud questionando o amor de Deus, nesta seremos constrangi- doy ante uma situagéio bem pior. De~ parar-nos-emos com os sacerdotes a desonrar o nome do Todo-Poderoso Deus. Ao invés de Lhe santificarem © nome,.os ministros do altar, em conseqtiéncia de sua atitnde impia e profana, induziam os judeus a se portarem inreverentemente diante do Senhor. Histo estava trazendo a maldigao sobre toda a congregacio hebréia. Infelizmente, no sto poucos os ministros do evangelhio que, em vez. de glorificar a Cristo, desonram-no com asta vida, Embora se declarem homens de Deus, néo passam de emissérios de Satands, Com a sua postura infqua e sacrilega, vem des- viando a muitos da verdade. Mas, cuidado! Deus nae se deixa escarne- cer. TL. AINSOLENCIA DOS MINISTROS DE DEUS Exteriormente, os judens tributa- vam a Deus as mais elevadas honras e deferéncias, Chamavam-no de Pai ide Amo, Na pritica, todavia, viz nham profanando-Lhe 0 nome. Tal sacrilégio, desgragadamente, partia de quem mais deveria zelar pela santificagao do augusto ¢ sublima- do nome do Senhor: a classe sacer- dotal (MI 1.6). Nao bastasse o seu descaso para com as coisas de Deus, os sacerdo- tes ainda se faziam de desentendidos. Repreendidos pelo profeta, haviam- se com insoléneia: “Em que despre- zamos nés 0 teu nome?” Desta for- ma, argui-lhes Malaquias, desonra- vam a Deus tanto como Pai quanto como Amo. Ser que no estamos agindo da mesma forma em relagao ao Cristo de Deus? Tratamo-Lo como Senhor e Mestre (Mt 7.21). Com as nossas agdes, porém, negamo-Lo tanto como, © Senhor de todas as coisas quanto como o Mestre por excelén- cia (Is 29,13). Preferimos seguir nos- 508 préprios caminhos a submeter- ‘nos sua soberania. Persistamos ne; sa inigiiidade, ¢ certamente petece- remos; 0 Senhor nao negocia nem a sua gldtia nem a sua soberania is 42.8) Il. O DESCASO DOS MINISTROS DE DEUS: Além de sua insoléneia, vinkam os ministros do altar quebrantando 13 eseandalosamente os preceitas leviticos. Sobre o altar divino, ofe- teciam pao imundo (Ly 21,6). Que palo era esse? ra a oferenda prepa- rada sem os ingredienies que 0 Se- nhor recomendara a Aro e a seus filhos (Bx 23.18). Os sacerdotes também apresen- {ayam ao Senhor animais cegos, de- feituosos ¢ enfermos)(MI 1.7), con trariando abertamente a preserigao levitica: “Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque nao seria aceita a vosso favor. O cego, ou quebrado, ou aleijado, ou verttigoso, ou samoso, ou cheio de impigens, este nao oferecereis ao SENHOR e deles nao poreis oferta queimada ao SENHOR sobre 0 al- tar’*(Lv 22.20,22), Buscando justificar seu deseaso, saiam-se eles com esta desculpa: “A mesa do Senhor €impura”. Ora, sea mesa (ol! 0 altar) tomnara-se impura 36 havia um responsdvel: 0 sacerdo- te profano, insolente ¢ impio que, embora fosse honrado como minis: tro de Deus, nao passava de um agente do infétno tia congresagho dos santos. Sua consciéncia achava- sé de tal forma cauterizada que nao ligava ele mals importincia A8'¢oi sas sagradas. Para a nossa vergonha, nao sao poucas os obreiros que, ao invés de honrar 0 evangelho de Cristo, insul- tam ao Senhor, apresentande- um pio imunde e profunudo. Eles lidam coma Obrade Deus com des caso, relaxo (48.10), Algrejas trae Lhe 4 tam-na como se fora uma fonte de renda qualquer; usam-na como base dé langamento para as stais ambicoes mercantis e politicas (2 Pe 2.1-4) Quanto As ovethas, entregam-nas aos mercendrios; abandonam-nas aos lobos (Jo 10.12). Fsses obreiros da iniqilidade pro- fanam no somente a Casa de Deus como a prdpria cruz de Cristo. Os seus coragdes jd foram tomados pe- las trevas. Ill. 0 DESAFIO AOS MINISTROS DE DEUS Como os sacerdotes persistissem em seu erro, langa-lhes 0 Senhor o desafio: “Porque, quando trazeis mal cego para 0 sactificardes, nao faz mal! B, quando ofereceis 0 coxo oit 0 enfermo, nao faz mal! Ora, apresenta-o ao teu principe; tera ele agrado em ti? Ou accitard ‘ele a tua pessoa? diz 0 SENHOR dos Exérci- tos (MI 1.8) Sabes 0 que isto significa? Sig- nifiea que aqneles sacerdotes esta~ yam mais preocupados em agradar aos homens do que a Deus. Eles ja- mais ousariam apresentar tais oferendas aos seus governadores. No entanto, compareciam diante do Se- nie hor com ofertas imundas, inaceitd- veis, Ai’ dos obreiros que se aehami comprometides com o mundo! Em- ada os pos derisos. recusarn-se a honrar aquicle eh Cuijas mios uchasse toda dutori- Cristo Jesus (Mt 28.18) hora tudo fugum por dade Obreiro do Senhor, foste chamado para agradar a Deus, somente a Deus, Portanto, ndo te embaraces com as coisas desta vida (2 Tm 2.4). Procura militar legitimamente, por- que todos seremios chamados a pres tar contas ante o Tribunal de Cristo — (2 Co 5,10), Naquele dia, haverd muita vergonha e confusao. Mas ain da hd tempo. Volta ao primeiro amor! Nao te envergonhes da cruz do Filho de Deus (Fp 3.18). TY. O APELO AOS MINISTROS DE DEUS E chegado o tempo de se dirigir apelos aos ministros de Deus a fim de que se arrependam de seus pe- cados (Ap 3.19). Foi 0 que fez Malaquias aos sacerdotes de seu tempo: “Agora, pois, suplicai o fa- vor de Deus, ¢ ele ter piedade de ns; isto velo da vossa mio; aceita- 14 ele 4 vossa pessoa? diz 0 SE- NHOR dos Exércitos” (MI 1.9) A situagio € dificil; exige>peni- téncia e reconciliagao, Quantos escdndalos nao tém sido ‘ocasionados por aqueles que deve- riam set exemplo na irrepreensi- bilidade? (Tt 1.7). Quantas blasfémi- ‘48 08 maus ministros nfo tém leva- do os gentios a proferirem contra 0 santissimo Deus? (Rm 2.24), Volta a0 Senhor, Artepende-te de tuas mas obras. $@ de fato um homem de Deus, ¢ no um joguete nas mfios do Diabo, Caso conirario: serds rejeita- do pelo Senhor. V. A REJEICAO DOS MINISTROS DE DEUS ‘O Senhor estava tao enfadado de seus ministros, que ja nao os supor- tava. Agora, deseja que alguém cer- templo e nao mais “ac do altan (MI-1.10). ‘Assim, haveria menos inigiidade, o nome do Deus de Israel nao seria {fio profanado, Sera que Cristo nao estd desejan- do © mesmo em relaciio a muitas de nossas igrejas? Infelizmente, ha igre~ jas que, caso encerrassem suas ati- yidades, pouco ou nenhum prejuizo trariam ao Reino de Deus; niio sioa luz do mundo; no sao o sal da ter- ra; nfio ganham almas nem fazem missdes. Que prejufzos trariam se fossem fechadas? Mas isto no pre- cisa acontecer necessariamente, Enquanto ha tempo, clama por um ayiyamento; luta por um aviva- mento. Abre as portas a fim de que © Senhor Jesus entre, € passe a rei- nar sobre 0 rebanho que Ble te con- fiou. Se nfo compreenderes a urgén- cia divina, com certeza seras rejei- tado pelo Senhor: “Assim, porque és momo ¢ nfo és frio nem quente, vo- mitar-te-ei da minha boca” (Ap 3.16). Observa ainda 0 que 0 Deus de Israel disse Aqueles sacerdotes: “Eu nao tenho prazer em vés, diz o SENHOR dos Exércitos, nem acei- tarei da vossa mao a oblagio” (M1 1.10). Qudo tristes sio estas pala- vras! Representam elas a rejeigao formal daqueles que deveriam ser 15 conhecidos por todos comb honiens de Dens, ¢ ja no passam de obrei- ros da inigtiidade CONCLUSAO O Senhor, agora, deixa bem cla~ 10 que, apesar do desleixo de seus saverdotes. o seu nome haveria de ser lorificado além dos termos de Isra: de seu Reino, Tedavia, se recusur- mos ‘ao sublime missao, o santfssimo Deus prescindird de nos- so servigo, ¢ convocard outros a fim de quo Lhe levem o nome além de todas as fronteiras. Ble jamais ficard Vivamos, pois, como seus ministros, Para isto fomos chamados. ‘Mas, desde o nascente do sol até a0 poente, sera grande entre as na- ges 0 meu nome; e, em todo lugar, se oferecerd ao meu nome incenso e uma oblacao pura; porque o meu nome serd grande entre as nagdes, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ml 111) Por conseguinte, cube aos minis- tros do evangelho (também a todos os demais crentes) @ elevada missio de glorificar o nome do Senhor por intermédio de uma vida santa e dig- na,e plenamente voltada 3 expanso 16 QUESTIONARIO |. Como os sacerdotes desonrayam a Deus? 2. Os sacerdotes reconheceram pron- tamente 0 seu pecado? 3. Como eles encuravam a mesa do Senhor? 4. O que o Senhor desejava que os sacerdotes fizessem com 0 tem- plo? 5. Apesar da agda dos sacerdotes, 0 queaconteceria ao nome de Deus? 4 ie 25 de julho de 1999 QUANDO OS OBREIROS SE CANSAM DE DEUS TEXTO. AUREO “Levantai-vos e andai, por- que nao serd aqui 0 vosso d eanso” (Mq 2.10). VERDADE PRATICA O Reino de Deus exige que cada um de seus filhos eumpra © seu dever, trabalhando ¢ es- forgando-se enquanto é dia, LEITURA: DIARIA Segunda - Ne 6.3 A obra de Deus é grande Terca - Hb 6.10 Deus naa se esquece do nosso trabalho Quarta-feira - 1 Co 15.58 Nosso irabalho nao é yao Quinta-feira - Ec 11.6 Sejamos incansiiveis no trabalho Sexta - Jo 4.38 O Senhor nos frangieia o trabalho Sdbado - G16.4 Prove cada unro seu trabalho LEITURA BIBLICA EM CLASSE MALAQUIAS 113,14; JOAO. 5.17; 1 CORINTIOS 15.57,58 Malaquias L 13 -E dizei is aqui, que ean- seira! Bo lancastes ao desprezo, diz o Senhor dos Exércitos: vés ofereceis 0 roubado, e 0 coxo, e 0 enfermo; assim fazeis a oferta; ser: me-A aceito isto de vossa mio? di 0 Senhor. 14 - Pois maldito seja o enga- nador, que, tendo animal no seu rebanho, promete e oferece ao Se- nhor uma coisa vil: porque eu sou grande Rei, diz 0 Senhor dos Exér- (os, 0 meu nome serd tremendo entre as nacoes. Joao 5 17 - E Jesus thes respondeu: ‘Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. 1 Corintios 15 57 - Mas gracas a Deus, que nos di a vit6ria por nosso Senhor Jesus Cristo. 58 - Portanto, meus amados ir- milos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que 0 yosso tra- balho nao é vaio no Senhor. COMENTARIO INTRODUGAO Na li¢do passada, vimos com que desprezo os sacerdotes da época de Malaguias tratavam as coisas de Deus. Sobre 0 altar, ofereciam eles: alimento iiundo, @ imolavam ani- mais enfennios, Conos e cegos. Hoje, 17 encontraremos estes mesmos minis- tros.a se queixarem do culto divino. Bles tinham o exercicio de sua funco como um enfado, desonran- do assim o Senhor dos Exércitos que os chamara a um ministério tio glo- tioso ¢ sublimado, Por que se porta- yam dessa maneiza? Por causa de suas graves © continuadas inigitida- des, Serd que nao estamos incorren- do nas mesmas faltas? O texto bibli- co de hoje exige facamos um imedi- ato exame de consciéncia. E chega- da a hora de reavaliarmos 0 nosso ministério, A quem estamos procu- rando agradar? Ao Senhor da Seara, que jamais deixou de trabalhar? Ou a nés mesmos? Em primeiro lugar, yeremos 0 que tem levado os obreiros a0 can= sago espiritual. 1, O OBREIRO SE CANSA QUANDO PERDE A PERSPECTIVA DE SUA VOCACAO Um dos maiores flagelos que vém assolando os ministros do evan- gelho é, som dtivida alguma, o desa- nimo. Quantos missionarios, pasto- Tes e eyangelistas nao abandonaram suas lides alegando cansago, enfado, estresse! Mas todo esse desalento, que também atingia os sacerdotes da época de Malaquias, tinha uma cau- sa primdria: « perda da perspectiva: do chamamen nio ministerial. Lf A partir do momenta que o obrei- lade espiritual de 18 sua chamada, nada mais Ihe resta. Foi o que aconteceu a Eli (1 Sm3.1). Embora ministro, achava-se alheio 0 ministério; nao mais ouvia a voz de Deus. © mesmo se pode dizer de Saul. Apesar de reinar, nao agia como rei (I Sm 16.14). Era ungido, mas essa ungiio era agora algo do pasado, Se o obreiro jé nfo possui a un- io, como poderd se haver com o seu ministério? Palta-lhe a perspectiva da chamada, @ urgéneiu do Reino de Deus. E por isso que muitos de nos- SOS ministros esto a se queixar como os sacerdotes do tiltimo perfo- do da historia sagrada do Antigo Testamento: “Eis aqui, que cansei- ra!" (MI 1.13). Se te sentes cansado, roga ao Se- nhor da Seara que te torne a dar a real visto do servico divino (Is 40.31). Ele é 0 teu refrigério! I. O OBREIRO SE CANSA QUANDO PERDE A PERSPECTIVA DA OBRA DE DEUS Levyemos em conta também a erspectiva sobrenatural da Obra de Deus, sem a qual 0 obreiro acaba por perder o ritmo até ficar completa- mente exausto. O que vem a ser esta perspectiva? 5 a visao da Igreja nao. como uma mera organizacao, mas como a agéncia por exceléncia do Reino de Deus. O obreiro, pois, deve ter em mente que: 1. A obra é realmente de Deus. Este ponto € tio dbvio, é tho claro, que até nos atriscamos a cair numa imperdoavel redundancia. Todavia, hd muitos ministros de Cristo que ja perderam esta perspectiva. Esquece- ram-se eles de que a obra, na qual acham-se empenhados, niio € deles pertence a Deus (Ne 6.16). E um negocio divino Se perdermos tal perspectiva, cansarsiios-emos alé nos esgotarmos fisica, mental ¢ espiritualmente. Qual a razao desse esgotamento? Isto acontece porquey aoinvés de nos darmos a0 Deus’ da obra, damo-nos d Ora de Deus. Esta inverstio é 0 petigosa, é tao nociva, que acabard por minar-nos completamente as for- gas. Fo que acontecia com o pastor de Efeso. Ele dava-se tanto 2 obra, que ja ndo tinha tempo de se dar a Deus, Histo evidenciava uma s6 coi- sa; a perda do primeiro amor (Ap 2.4). A petda do primeiro amor € algo gravissimo; leva a exaustio espiri- tual; ¢ a exaustdo espiritual induz- nos & soberba ¢ aos mais grosseiros pecados. Se jé perdeste o primeiro amor; arrepende-te agora, Entrega- te ao Deus da Obra; somente assim a Obra de Deus prosperaré em tuas mios (1 Rs 2.3). 2. A obra é 0 Reino de Deus. Se em nosso ministério consien- tizarmos-nos de que estumas ttaba- Thando em prol.da expansao do Rei- no de Deus, jamais seremos venci- dos pelo enfadoe desalento, Oexent- plo.de Davi é mui significativo. Des- de que ungido rei de Israel, envol- veu-se de tal forma nos negécios di- vinos, que jamais veio a reclamar de seus eneargos. Pois sabia que estava a batalhar as batalhas do Senhor (2 Sim 5.10), Ble entrava ¢ saia com as foreas de Istael, eas suas vitdrias eram cada vez mais rerumbantes. Se te sentes eansado, lembra-te: estds a batalhar néo por teu império, mas [pela expansio do’ Reino de Deus. Sempre que ganhares uma alma, ou discipulares uma ovelha, estaris rogando 20 Deus Todo-Po- deroso: “Venha 0 teu Reino” (Mt 6.10). IIL. O OBREIRO SE CANS. QUANDO SE DEIXA CORROMPER PELO PECADO Had um outro motivo, ¢ este gravissimo, qu leva o obreiro a can- sar-se da Obra de Deus. Era o que ocorria com os sacerdotes do tempo do profeta Mulaquius: a prética da inigiiidade: “B dizeis: Eis aqui, que canseiral Eo langastes ao desprezo, diz 0 Senhor dos Exétcitos: vos ofereceis 0 roubada, ¢ © coxo, ¢.0 enfermo: assim fazeis a otert mies aceito isto. de vossa: mio? diz © Senhor” (Ml 1:13) Os tais ministros profanavam o altar do Senhor, sactificando ani coxos, enfermos e até roubados. Eram eles cofruptos e corruptores Muitos sao os obreivos que. por er causade seus pecadas incontessos. acham-se estressades com ay coisas divinas. Esto’ sempre a queisar jd nao suportam 0s encargos minis- teriais, Mas a origem de todas essas Jamirias © queixumes 6 uma sé: a corrupgao no ministério, F claro que nao estamos referin-/9, do-nos 20 cansago natural que nos — acurretam as lides ministeriais, Até © proprio Cristo estressava-se fisica- mente (Jo 4.6). Neste caso, a sabe. doria recomenda-nos auxiliares figis que nos ajudem a levar a carga, ¢ esta ais vezes parece insuportdvel (Bx 18,14-23), A Tigao de hoje, porém, refere-se ao enfado espiritual que induz o obreiro a aborrecer-se das coisas de Deus, ea preferir as do mundo. Este enfado € pecaminoso, fatal, Este € 0 enfado que tem como origem a ini- quiidade, Se o teu problema € a inigiiida. de, roga o perdao divino, Ele quer renovar-te as foreas! IY. JESUS, O OBREIRO PERFEITO Jesus foi o mais perfeito dos obreiros\Com absoluta € consuma- " da perfeidao, exercen os trés oficios sagrados: profeta, sacerdote e rei Nao obstante as dores e paixdes de seu ministério, afirmou: “Meu Pai_ _trabalha até agora, eeu trabalho tam- bém’ Jo 5.17). \ Imitando em tudo @ seu amado Mestre, tornou-se Paulo um grande exemplo de trabalho. No capitulo [1 de sua Segunda Epistola aos Corfntios, faz, ele um inventirio de seus esforgos ¢ angustias em prol do 20 Reino de Deus. E nem por isso quei- xava-se como os contempordineos de Malaquias. Ele sabia perfeitamente _que.o nosso trabalho tem em Cristo uma fiel e eterna recompensa. \ Se Le sentes abatido, olha para o Senhor Jesus. Quantos trabalhos esforgos ndo teve Ele de empreen- der até que todo 0 cronograma de sua obra viedria fosse cumprido! Em apenas tr@s anos, percorreu toda a Judéia, formou uma operosa equipe, langou os fundamentos da Igreja, ensinou, curou, fez maravilhas. Afir- ma Joo que, se todas as suas obras fossem regisiradas, 0 mundo todo seria insuficiente para comportar tantos livros (Ja 21.25), V. O GALARDAO DO OBREIRO Se 0 nosso trabalho em prol do Reino de Deus € arduo, o galardao que do Senhor receberemos € eter- no, imarcescivel, inaudito. Foi o que Paulo deixou bem claro aos corintios: "Mas gragas a Deus, que nos da a vitéria por nosso Senhor Jesus Cristo, Portanto, meus ama- dos irmaos, sede firmes e constan- tes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que 0 vosso traba- Tho nao 6 vio no Senhor” (1 Co. 15.57,58). © apéstolo teria sobejas razdes para reclamar de seu labor, das pro- fundas marcas de scu ministério € das muitas tribulages de sua cha- mada. No entanto, preferia ele glo- tiar-se na cruz de Cristo (Gl 5.17), Sabes por que hé tantos obreiros es. piritualmente vansados ¢ exauridos? Porque ja nao se gloriam no Ima~ culado Cordeiro de Deus. J4 nao encontram mais prazer em se dara @bra de Deus ¢ ao Deus da Obra. Também ja se esqueceram que, no Tribunal de Cristo, todos seremos chamados a prestar contas, ¢ nfo serdio poucos os obreiros que se en- vergonhardo naquele grande dia (1 Co 3.1-15). CONCLUSKO Que nossas maos nio desfale- gam. Se nos afadigamos, afadi- guemo-nos pela Obra de Deus. Se nos esforeamios, esforcemo-nos pelo foubem a gloria do ministétio. Se nos esforgatmos, certatnente Deus nos ajudard, Nao foi o que aconteceu aos herdis da fé? Leia © capitulo 11 da epistola aos Hebreus, e conscientiza- te: apesar de nossas debilidades e mitagdes, hayeremos de fazer gran- des proezas em nome de Jesus. O teu galardfio 6 mais que cerio! O Senhor nao desconhece os teus es- foros. QUESTIONARIO 1, © que diziam os sacerdotes da 6poca de Malaquias com respeito a Obra de Deus? Reino de Deus, Prossigamos a ba- “- 2. Cite uma das razdes que leva o tulhar todas as batathas do Senhor @ nosso trabalho tem nEle una glo- riosa recompensa © préprio Cristo deu-nos um marayillioso exemplo de trabalho & dedicagao. Em nenhum momento queixot-se Fle. Ni canseira e o enfado espirituais nos obreiro a cansar-se da obra de Deus 3, Oquie disse o Senor Jesus quanto ao seu trabalho? 4. Quem foi omais perfeito dos obrei- ros? ) permitamos jamais que a ~ 5.0 que disse o apdstolo Paulo aver- ca de nosso trabalho? 21