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Redação Empresarial

Revolucione sua forma de se comunicar.

Redação Empresarial Revolucione sua forma de se comunicar. Material produzido para o site www.scrittaonline.com.br
Redação Empresarial Revolucione sua forma de se comunicar. Material produzido para o site www.scrittaonline.com.br

Material produzido para o site www.scrittaonline.com.br pela

equipe da Scritta no período de 2005 a 2012. Todos os direitos estão reservados, sendo necessária solicitação para reproduzir seu conteúdo.

Conteúdo

 

Introdução

4

Capítulo 1

5

COMUNICAÇÃO EFICAZ: SUA IMPORTÂNCIA NAS ORGANIZAÇÕES Capítulo 2 GARANTA BONS RESULTADOS Capítulo 3

5

7

7

10

 

10

COMUNICAÇÃO ESCRITA NO DIA A DIA CORPORATIVO Capítulo 4

11

A

ARTE DE NEGOCIAR

11

Capítulo 5 EU SOU CONCISO. MAS SERÁ QUE SOU OBJETIVO? Capítulo 6

14

14

16

COMO EU POSSO DESENVOLVER A OBJETIVIDADE? Capítulo 7

16

18

A

IMPORTÂNCIA DA CLAREZA

18

Capítulo 8

20

A

REDAÇÃO EMPRESARIAL COMO FERRAMENTA

20

Capítulo 9 REFINE SEU VOCABULÁRIO CORPORATIVO

22

22

 

Capítulo 10

25

E

COMO SIMPLIFICAR MEU VOCABULÁRIO?

25

Capítulo 11 GRAMÁTICA, O FALSO OBSTÁCULO DOS PROFISSIONAIS Capítulo 12

26

26

28

A

REFORMA ORTOGRÁFICA E AS PROFISSÕES

28

Introdução

Cada vez mais eminente, a preocupação com a comunicação tem sido pauta em diversas reuniões dos boardings das empresas.

Além da inquietação jurídica, já que todo documento escrito é uma prova documentada, a eficácia e a objetividade dos comunicados, dos e-mails e até das atas de reunião, entre outros textos corporativos, têm sido itens de demasiada importância na comunicação empresarial.

Por isso nós, da Scritta, desenvolvemos este e-book para ajudar você a ser um profissional mais completo e um comunicador melhor.

Revolucione a sua forma de se comunicar e seja bem-vindo ao novo e bem sucedido
Revolucione a sua forma de se comunicar e seja bem-vindo ao novo e bem sucedido
rumo da sua carreira.
Atenciosamente,
Laila Vanetti e Equipe Scritta
comunicar e seja bem-vindo ao novo e bem sucedido rumo da sua carreira. Atenciosamente, Laila Vanetti

Capítulo 1

COMUNICAÇÃO EFICAZ: SUA IMPORTÂNCIA NAS ORGANIZAÇÕES

Por Laila Vanetti

Você sabia que se comunicar adequadamente é uma arte? E que dela depende o seu
Você sabia que se comunicar adequadamente é uma arte? E que dela depende o
seu sucesso profissional?
Para Peter Drucker, consultor administrativo, escritor e estudioso, “sessenta por
cento de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia na
comunicação”.
Neste mundo de relações, as pessoas precisam, cada vez mais, compreender e ser
compreendidas. E a transmissão adequada de mensagens é uma das principais
ferramentas para o crescimento de um indivíduo ou de uma organização, levando-os a
atingir uma vantagem competitiva impossível de ser replicada por seus concorrentes.
Para tanto, as pessoas que buscam atingir um alto nível de profissionalismo, precisam
alcançar a excelência na comunicação (escrita e oral) e, é claro, saber se comunicar em
sua própria língua é pré-requisito do mercado de trabalho.
Todavia, comunicar-se bem não é apenas transmitir informação, mas, sim, saber se
ela foi compreendida pelo receptor. Uma mensagem só pode ser
considerada eficaz quando a compreensão do receptor coincide com o
significado pretendido pelo emissor.
O bom comunicador, o bom profissional, precisa saber selecionar
as ideias,esquematizar e planejar o que deseja transmitir. Precisa saber
convencer,dominar o assunto que pretende defender em seu texto. Mas depende
também, conhecer muito bem a sua língua. Precisa de bom senso ao escolher o grau

de formalidade da linguagem utilizada. Precisa de observação, de reflexão e de conhecer o outro. Portanto, escrever e falar bem resulta de uma técnica elaborada, que tem que ser cuidadosamente adquirida e constantemente aperfeiçoada, seja para escrever um simples bilhete, um e-mail ou um documento oficial.

Capítulo 2

GARANTA BONS RESULTADOS

Por Luciano Valente e Giulia Gambassi

Se os funcionários não têm compreensão clara e objetiva de como suas atribuições contribuem para
Se os funcionários não têm compreensão clara e objetiva de como suas atribuições
contribuem para os planos de toda a empresa, quase que certamente seus esforços
não terão o foco necessário para o bom desenvolvimento de suas funções. Assim,
dificilmente as metas são alcançadas, pois falta sinergia aos grupos de trabalho.

Revistas como a Você S/A, já trataram da importância da comunicação para a carreira dos profissionais no mercado, assim como para as empresas. Em um contexto em que a grande maioria das companhias tem um modelo de comunicação top-down — ou de cima para baixo, aportuguesando a expressão em inglês — as decisões estratégicas são tomadas pelo presidente e seus diretores, sendo depois disseminadas por toda a empresa pelos gerentes.

No entanto, esse modelo enfrenta inúmeros desafios. Uma pesquisa publicada na edição de maio de 2009 da revista Você S/A mostra que, em algumas companhias, 60% dos funcionários não sabiam definir claramente suas metas e que 48% deles se diziam insatisfeitos com a comunicação interna.

Impressionantes, esses números foram obtidos pela consultoria DMRH, por meio de 300 entrevistas com profissionais de diferentes empresas e cargos, na cidade de São Paulo. Fatores como o uso excessivo de jargões corporativos, de expressões em outros idiomas, de falta de tempo para se dedicar à comunicação, de falta de

treinamento e de inabilidade para comunicar-se foram responsabilizados pelos resultados do estudo.

Para melhorar esse quadro, os consultores são unânimes: é preciso investir em treinamento constante.

E esta é a bandeira que a Scritta vem levantando ao longo dos últimos oito anos de trabalho, com mais de cinco mil executivos treinados: proporcionar aos profissionais ferramentas que os auxiliem utilizar corretamente a linguagem, de forma objetiva e coesa, desenvolvendo, assim, uma comunicação corporativa eficaz.

Mas não é somente nos treinamentos que a Scritta aborda a importância da linguagem, o site e a newsletter também foram criados com o intuito de reforçar os conceitos aprendidos nos treinamentos, além de trazerem dicas objetivas e de aplicação prática para contribuir ao aprimoramento da comunicação.

Veja algumas dicas observadas na matéria da Você S/A, que muito se alinham com a
Veja algumas dicas observadas na matéria da Você S/A, que muito se alinham com a
visão da Scritta.
1. Planeje e seja objetivo
Mais importante que ser objetivo é ter objetivos. Toda reunião, apresentação,
comunicado, e-mail, enfim, toda comunicação em um ambiente profissional
deve ter objetivos claros a serem expressos. Para isso, é fundamental planejar
cada situação, pensando quais são os pontos que devem ser essencialmente
comunicados, qual é a melhor maneira de apresentá-los e quais argumentos os
justificam.

2. Considere seu interlocutor

No planejamento, outro item importante é o seu ouvinte ou interlocutor. O que deve ser dito que ele não sabe? Qual o conhecimento dele sobre o assunto? Por exemplo, uma apresentação sobre um produto deve ser moldada de acordo com seus ouvintes: deve ser de um modo quando feita para vendedores e de outro, quando feita para uma equipe de técnicos. Cada grupo tem seu interesse e seu foco em um assunto. Isso deve ser considerado sempre.

3. Escute Além de falar bem, ter objetivos definidos e pensar em seu interlocutor no planejamento, é mais do que fundamental saber ouvir. Para isso, é importante estar sempre aberto e escutar seu interlocutor até o fim. Além disso, outro ponto essencial é guardar a informação. Memorize-a ou anote-a. Num ambiente profissional, não é bom esquecer aquilo que já foi dito.

4. Revise seus textos

Quando a comunicação é feita por escrito, seja em e-mails ou em memorandos, além dos itens acima, é preciso considerar que a linguagem escrita é diferente da falada. Ela precisa ser mais clara e correta, pois não permite correções no momento da leitura, como ocorre com a fala. Por isso, é fundamental ler e reler seus textos antes de enviá-los. Se possível, aguarde um tempo antes de remeter a mensagem e revise-a antes de passá-la adiante.

A boa comunicação é essencial para que as empresas atinjam suas metas, pois é fator-
A boa comunicação é essencial para que as empresas atinjam suas metas, pois é fator-
chave para ter grupos de trabalho coesos e focados no mesmo objetivo. Para isso, é
preciso investir em treinamento em âmbito institucional e individual. Atualizar-se
sempre é a melhor ação. Garanta, então, bons resultados.
em âmbito institucional e individual. Atualizar-se sempre é a melhor ação. Garanta, então, bons resultados.

Capítulo 3

COMUNICAÇÃO ESCRITA NO DIA A DIA CORPORATIVO

Por Giulia Gambassi

Chegou a hora de parar de seguir modelos na hora de redigir textos corporativos. Por mais que possamos confiar em determinados padrões, precisamos ter confiança e conhecimento para elaborar textos eficazes.

“Mas parece que está tudo bem na minha empresa quanto à comunicação. Ninguém elogia, mas ninguém reclama”. De uma maneira bem geral, aparentemente as empresas estão satisfeitas, mas muitas vezes, além de contratar terceiros para cuidar da comunicação, elas desconhecem o foco do problema e as melhorias que poderiam acontecer se mudassem a forma de encarar a comunicação empresarial.

Raramente conseguimos localizar empresas que tenham uma maneira própria de se comunicar com o cliente,
Raramente conseguimos localizar empresas que tenham uma maneira própria de se
comunicar com o cliente, com um estilo único que reforça sua marca. Claro que esse é
um trabalho muito extenso e específico, mas se nós da Scritta conseguirmos mostrar
que os textos podem ficar melhores no que tange a eficácia, a objetividade e outras
características que um bom comunicado corporativo deve apresentar, podemos nos
aproximar desse resultado.

A escolha vocabular, o tom implícito e a clareza que o seu texto transmite são elementos do início dessa “revolução comunicativa”, que queremos apresentar neste e-book. Vamos lá?

Capítulo 4

A ARTE DE NEGOCIAR

Por Laila Vanetti e Giulia Gambassi

Após alguns anos ministrando cursos in company sobre comunicação em todos os níveis, pude concluir
Após alguns anos ministrando cursos in
company sobre comunicação em todos os
níveis, pude concluir que o homem de
negócios, o executivo moderno, às voltas
com telefonemas, e-mails, cotações,
relatórios, ofícios, almoços com
representantes e outras situações em que
a comunicação é chave, é um artista por
excelência.
Afinal de contas, é preciso dominar todo
um intrincado conjunto de
estratégias para que o objetivo final, a satisfação do cliente, seja alcançado. E entre
todas as estratégias a serem dominadas e utilizadas com absoluta precisão, estão, com
certeza, o “bem falar” e o “bem escrever”.
Arrisco dizer que, a exemplo do jornalista, que precisa encontrar o termo adequado
para relatar os fatos com a mais profunda exatidão, o executivo necessita de uma
relação íntima com as palavras para não acabar dando com “os burros n’água”. Insisto
nessa questão e, indo mais além, afirmo que: quem não estiver preparado, não estiver
iniciado na arte da palavra, estará sujeito a não fechar negócios com tanta facilidade.

No mundo competitivo dos dias atuais a eficiência é imprescindível. Diante de tantas empresas, de tantas opções, o cliente vai escolher aquela que melhor atender suas necessidades, é óbvio. No entanto, deve figurar no meio dessas necessidades o relacionamento, a cordialidade, tudo aliado a uma imagem de solidez. Assim, o cliente se sentirá mais seguro ao sentar e conversar. Os resultados de se ter essas qualidades são mais negócios e poder ter a certeza de que ambas as partes envolvidas saem contentes.

Todavia, tão importante quanto o produto oferecido pela empresa é o acompanhamento deste produto. Em outras palavras, a embalagem pode chamar a atenção, só que se o conteúdo não for bom, se afastar o cliente, a coisa começa a se complicar. Digo isso pelo simples fato de existirem negociadores e negociadores, ou seja, há os que dispõem de um leque de opções sedutoras, mas que não conseguem transmitir toda essa atratividade no ato de negociar. E por quê?

Dentre outros fatores, isso ocorre devido a uma comunicação deficiente utilizada pelo negociador, por dizer algo que o cliente não entende. E, se o cliente não entende, não

se sente seguro para fechar a parceria. Por sua cabeça passam mil e uma questões. De repente ele pede ao representante à sua frente: “Você poderia me explicar melhor as vantagens de assinarmos este contrato? Ainda não compreendo”. Aqui começa a se destacar o artista. Se, em vez de atender prontamente à solicitação, o negociante começar a gaguejar, demonstrar impaciência, o cliente, que já não estava muito inclinado a ceder, termina por não assinar o contrato, quem dirá o “cheque”. Afinal de contas, investir em algo não compreendido em sua totalidade é uma tremenda insensatez.

Por outro lado, o artista do mundo dos negócios, domina a palavra. Consegue, por meio dela, seduzir o cliente. Pode até parecer bobagem, porém, uma linguagem adequada, uma boa capacidade de comunicação, saber o que dizer e, sobretudo, a hora em que dizer, são diferenciais, contam pontos a favor.

Engana-se quem estiver pensando que os clientes não prestam atenção a esses detalhes. Imagine se
Engana-se quem
estiver pensando
que os clientes não
prestam
atenção
a
esses
detalhes. Imagine se o
gerente de marketing diz: “Nossa companhia é uma das
melhores a nível de mundo?” Continua achando bobagem? Pois continuemos com
alguns exemplos:
- Eu, enquanto representante de vendas, garanto que o senhor só tem a
ganhar;
- A gente fizemos uma minuta do contrato e gostaríamos que o senhor desse
uma
examinada;
- Desculpe. Não percebi que o senhor tinha chego.
Se passarmos para o texto escrito, a situação pode se agravar, acredite:
- Viemos por meio desta;
- Vossa Senhoria só terá benefícios com a parceria;
- Enviamos em anexo;
- Acusamos o recebimento;

Além dos erros cometidos no que cerne à gramática e à adequação linguística, há outra modalidade de erro, gravíssima por sinal, um verdadeiro pecado. Considere uma correspondência enviada a um cliente em potencial. No primeiro parágrafo, lê-se:

“Encontro-me aqui em suas presenças, a fim de falar-lhes de um assunto de inestimável importância: o programa de apoio aos novos empresários da Metrum, uma empresa criada com o foco na qualidade de seus serviços e sempre preocupada em satisfazer o cliente antes de tudo”.

A Metrum pode até ter a preocupação de satisfazer os clientes. Entretanto, falhou ao escolher o redator desta carta. Note que o parágrafo comete erros primários, como introduzir um tópico, o do programa de apoio, e não desenvolvê-lo. E o que dizer do “Encontro-me aqui em suas presenças”? O leitor deste documento irá, no mínimo, rasgá-lo, visto que a função primordial da linguagem, a comunicação, não foi

cumprida. O que interessava na realidade, nem chegou a ser mencionado no corpo do texto.

Estamos diante de um precário comunicador, de alguém que não elabora um projeto de texto. Mais do que isso: estamos diante de um indivíduo que não dá a mínima para a posição que ocupa, para a companhia que representa. Em suma, estamos diante de um sujeito despreparado, desconhecedor de suas próprias limitações e que conta com a incapacidade dos outros para o seu sucesso, erro fatal no cenário corporativo atual.

E como mudar isso? Com treinamentos e muito estudo. Tudo é possível no campo da comunicação, basta ter interesse e estar aberto a conhecer novos conhecimentos.

. Tudo é possível no campo da comunicação , basta ter interesse e estar aberto a
. Tudo é possível no campo da comunicação , basta ter interesse e estar aberto a

Capítulo 5

EU SOU CONCISO. MAS SERÁ QUE SOU OBJETIVO?

Por Luciano Valente e Giulia Gambassi

Com a informação viajando a velocidades cada vez mais altas e tornando-se mais acessível a
Com a informação viajando a velocidades cada vez mais altas e tornando-se mais acessível a
cada dia, a objetividade passou a ser a maior exigência para a comunicação. Seja em jornais,
na televisão, em apresentações de negócio e em inúmeras outras situações, o que vale é ir
direto ao ponto. No entanto, muitas pessoas têm dificuldade para selecionar ideias, escolher
as palavras e o tom certo na hora de comunicar-se. Não são tarefas fáceis, mas, felizmente,
podem ser praticadas.
Sentir-se seguro ao expressar-se por escrito ou oralmente é um privilégio de poucas pessoas.
Muitos profissionais competentes acabam se enrolando com as ideias no momento de
desenvolvê-las em uma apresentação ou negociação. Não saber o que dizer, o que deixar de
dizer e em que tom fazer isso são queixas muito comuns e falhas destrutivas em um
profissional.
A objetividade é a qualidade mais desejada por qualquer comunicador moderno − o sucesso
do Twitter é a maior prova disso. Porém, a busca por ela pode induzir a alguns erros. Não se
pode confundir concisão com objetividade. Ser objetivo não é falar pouco, mas sim falar tudo
o que é preciso para atingir seu objetivo no menor tempo possível. Não devemos omitir
informações importantes apenas para falarmos menos.
Opostamente, outro erro comum é pecar pelo excesso. Muitos brasileiros (e os povos latinos
em geral) têm uma crença de que a prolixidade é uma qualidade do bom orador. Nessa época
de debates é fácil observar esse problema, que acontece quando o enunciador fala muito para
mostrar que tem domínio sobre um assunto e, muitas vezes, acaba não respondendo ao que
lhe é perguntado.
A comunicação objetiva, portanto, não é nem lacônica nem exagerada. Precisamos cumprir nossos objetivos em
A comunicação objetiva, portanto, não é nem lacônica nem exagerada. Precisamos cumprir
nossos objetivos em cada fala, mas não devemos nem omitir informações relevantes nem
abusar de contextualizações excessivas.
em cada fala, mas não devemos nem omitir informações relevantes nem abusar de contextualizações excessivas.

Capítulo 6

COMO EU POSSO DESENVOLVER A OBJETIVIDADE?

Por Luciano Valente e Giulia Gambassi

A busca pela objetividade se inicia com uma

série de questionamentos. O primeiro e mais óbvio é definir quais os objetivos de um
série de questionamentos. O primeiro e mais
óbvio é definir quais os objetivos de um
discurso oral ou escrito. Qual é
a informação mais relevante a ser dita? Quais
as consequências e os resultados dela?
Questionar-se sempre sobre o objetivo de
cada enunciado é o primeiro passo para
conquistar a objetividade. Somente com as
metas em mente é que é possível atingi-las.
O próximo passo também envolve muitas perguntas. Conhecer e estudar a fundo o assunto a
ser tratado e procurar colocar-se no lugar de seus interlocutores é fundamental. O que eles
querem saber? O que eles já sabem? Qual a faixa etária deles? Qual é o nível intelectual?
Um bom comunicador é aquele que consegue selecionar, dentre uma gama enorme de
informações, aquilo que é o mais importante para seus interlocutores.
Veja abaixo seis dicas que são úteis na busca pela objetividade na comunicação:
1. Ter o objetivo em mente
Como dito acima, o comunicador precisa ter clareza do objetivo de sua fala. Para isso,
é importante selecionar argumentos concretos (evitando opiniões subjetivas).

2. Introduzir, desenvolver e concluir. Em qualquer situação, explicitar o assunto tratado logo no início é essencial. A fala deve sempre seguir a ordem: assunto, resultados, consequência e, somente então, a contextualização. A conclusão deve sempre retomar ao objetivo principal da fala.

3. Estar preparado Estudar a fundo o assunto tratado é importantíssimo. Não é preciso usar todo o conhecimento no discurso, pois isso pode fazer com que ele se perca do objetivo. No entanto, um conhecimento mais amplo ajuda na hora de selecionar argumentos na exposição.

4. Dar exemplos Eles são importantíssimos para facilitar a compreensão de um argumento. Só é preciso estar atento ao quão adequados eles são para os interlocutores. Quanto mais próximos eles forem da realidade deles, mais efetivos serão.

5. Ouvir Em uma entrevista, por exemplo, é fundamental ouvir atentamente ao que lhe é perguntado. Em momentos de ansiedade, algumas pessoas passam mais tempo imaginando o que irão dizer e, na hora de responder, as perguntas acabam falando de outra coisa.

6. Evitar a prolixidade Por exemplo: “a cada seis semanas, o Conselho de Política Monetária
6.
Evitar a prolixidade
Por exemplo: “a cada seis semanas, o Conselho de Política Monetária (Copom), do
Banco Central, reúne-se para decidir a taxa básica de juros da economia, informação
vital para diversas transações.” Ao fim da reunião, qual informação queremos saber? O
valor nominal da taxa. No entanto, muita gente, principalmente na linguagem escrita,
insiste em fazer contextualizações desnecessárias, como em “o Conselho de Política
Monetária do Banco Central do Brasil foi criado em 1996 para decidir sobre (
),
por
isso, considerando todos os fatores acima, em sua 8ª reunião no ano de 2010, decidiu
que a taxa Selic vigente será de 10% ao ano.” Esse tipo de construção faz com que a
informação mais importante fica no fim do texto, o que dificulta a leitura.
Esse tipo de construção faz com que a informação mais importante fica no fim do texto,
Capítulo 7 A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA Por Gabriel Castelar e Giulia Gambassi Comunicar-se bem, antes
Capítulo 7
A IMPORTÂNCIA DA CLAREZA
Por Gabriel Castelar e Giulia Gambassi
Comunicar-se bem, antes de qualquer outra coisa, é escrever e falar de maneira clara, simples
e objetiva, sem abrir brechas para interpretações dúbias do leitor ou do ouvinte.
A comunicação escrita tem o poder de aproximar e de afastar as pessoas. É bastante difícil
colocar em palavras e expor de forma teórica o que caracteriza um texto bom. Mais fácil é
expor o que o transforma em um texto com problemas. Fácil, mas complexo. Esta análise deve
passar por alguns aspectos. Vários mesmo. Mas vale a pena destacar o aspecto
argumentativo.
Confira algumas sugestões para melhorar na comunicação e na redação empresariais:
- Evite o uso desnecessário de palavras comuns no dia a dia corporativo que já estão
desgastadas na hora de escrever e até de falar como “resiliência”, “assertividade” e
“sinergia”;
- Evite também os chamados anglicismos, termos que costumamos usar em inglês,
mas que podem ser ditos em português (como board – conselho administrativo,
deliberativo entre outros);
- Não exagere com as palavras em inglês que foram aportuguesadas, como printar,
startar e linkar;

- Elimine os gerundismos como “vou estar apresentando”, ”vamos estar demonstrando", entre outros;

- Não complique. Em qualquer tipo de comunicação, oral ou escrita, formal ou informal, desenvolva um vocabulário simples e objetivo para apresentar suas ideias;

- Na hora de falar, lembre-se de pronunciar bem as palavras. Não corte o “s” e o “r” finais nem o “i” intermediário;

- Fuja dos cacoetes no meio do raciocínio, como “tá”, "ok”, “é assim”, “né”, “bem”, “então”, “certo", “é o seguinte” e todas as outras expressões que você usa em frequência demasiada na hora de falar.

A comunicação e a redação nas empresas são fundamentais para que possam conquistar espaço no mercado. Comunicar-se bem abre portas para o desenvolvimento e, principalmente, evita constrangimentos e mal entendidos.

mercado . Comunicar-se bem abre portas para o desenvolvimento e, principalmente, evita constrangimentos e mal entendidos.
mercado . Comunicar-se bem abre portas para o desenvolvimento e, principalmente, evita constrangimentos e mal entendidos.

Capítulo 8

A REDAÇÃO EMPRESARIAL COMO FERRAMENTA

Por Fernanda Miguel e Laila Vanetti.

A redação empresarial é uma ferramenta essencial a todos os tipos de negociação, pois, na
A redação empresarial é uma ferramenta essencial a todos os tipos de negociação,
pois, na maioria das vezes, o texto escrito é a expressão concreta de um fechamento
de contrato, recibo ou correspondência confirmando o que foi conversado entre o
negociante e o cliente. Nesses casos, embora a fala seja importante, o que sempre
prevalece é o que está escrito.
Com a evolução das tecnologias digitais e maior rapidez na comunicação, a redação
profissional ganhou destaque e maior exigência de elaboração e qualidade técnica,
principalmente por parte das grandes empresas. As características essenciais de um
bom texto empresarial passam necessariamente pela clareza da comunicação e da
informação a ser transmitida.

Sem dúvida, um bom domínio da língua portuguesa é uma primeira ferramenta importante no momento da elaboração do texto e para as demais formas de comunicação. A recomendação essencial é a tentativa de construção de um texto coeso, coerente, objetivo e bem redigido. A criatividade e o humor também podem ser elementos interessantes no momento de produção da mensagem, desde que bem utilizadas.

Os

produtores

ou

emissores

de textos

empresariais devem

estar

cientes

da

importância

da

comunicação,

sobretudo

nas

empresas,

e

do

alto

grau

de

responsabilidade da informação segura, precisa e ágil. Portanto, a credibilidade é outra característica indispensável a toda redação empresarial de qualidade.

É importante saber que uma boa produção textual exige um bom domínio técnico da língua, além de prática, reelaborações e releituras constantes.

Capítulo 9

REFINE SEU VOCABULÁRIO CORPORATIVO

Por Luciano Valente

Muita leitura e um dicionário sempre à mão na hora de escrever são as principais dicas para quem deseja refinar o vocabulário.

Quer ver um exemplo prático de como um vocabulário extenso pode lhe ajudar? Pois bem.

Em março de 2010, o jornalista William Bonner recebeu o prêmio Melhores do Ano da
Em
março
de
2010,
o jornalista William
Bonner recebeu
o
prêmio Melhores
do
Ano da TV Globo na categoria jornalismo. Ao ser perguntado sobre qual era o sabor
daquele troféu, especialmente após substituir um dos maiores ícones do jornalismo
brasileiro – o apresentador Cid Moreira –, Bonner respondeu enfaticamente: “Eu não
substituí o Cid, eu o sucedi. Seria impossível substituí-lo”.
Os verbos “substituir” e “suceder” podem, a princípio, parecer quase sinônimos. No
entanto, para Bonner, a opção por “suceder” foi muito mais feliz. “Suceder” soa mais
natural que “substituir”, enquanto “substituir” é muito mais apropriado para uma
lâmpada do que para uma pessoa. Pequenas sutilezas como essa fazem toda a
diferença na comunicação.
É importante ressaltar a diferença entre “refinar” e “rebuscar”. O primeiro conceito
está muito mais próximo de “lapidar”, trabalhar para escolher as palavras que melhor
exprimem a mensagem desejada. Já o segundo significa “florear, sofisticar sem
necessidade”.
Não faz sentido em um jantar familiar dizer “Por obséquio, passe-me o sal”. Note que
no exemplo de William Bonner, ele não usa nenhum rebuscamento. No entanto, ele
procura a palavra exata para exprimir sua mensagem. O refinamento assemelha-se a
um trabalho mais artesanal.
Em entrevista na Folha de São Paulo, Marina Silva também constrói com palavras a sua
posição na campanha eleitoral para presidente. “O Brasil precisa de um sucessor e não

de um continuador ou de um opositor. O opositor tende a jogar tudo na lata do lixo e o continuador acha que já está tudo pronto.”

Escolher as palavras certas pode ser um diferencial positivo na carreira de um profissional. Por isso, mãos à obra. Veja abaixo alguns exemplos de frases em que é possível optar por um vocabulário mais refinado e preciso.

Confira algumas frases e suas mudanças de sentido com apenas uma palavra trocada:

A sala cabe vinte pessoas.

A sala comporta vinte pessoas.

Eu tenho cinco convites para esse setor. Eu disponho de cinco convites para esse setor.
Eu tenho cinco convites para esse setor.
Eu disponho de cinco convites para esse setor.
Suas observações foram passadas para o gerente.
Suas observações foram encaminhadas ao gerente.
Os documentos têm informações confidenciais.
Os documentos contêm informações confidenciais.
Puseram um aviso no painel.
Afixaram um aviso no painel.
A atendente me passou informações imprecisas.
A atendente me forneceu informações imprecisas.

O

O funcionário faltou porque sofre de asma.

funcionário faltou porque tem asma.

Enviarei a proposta para você ver. Enviarei a proposta para você analisar/apreciar.

Vou r o dinheiro no banco. Vou depositar o dinheiro no banco.

A certificação é a atual meta da empresa.

A certificação representa a atual meta da empresa.

Os gerentes tiveram momentos difíceis. Os gerentes viveram momentos difíceis.

Capítulo 10

E COMO SIMPLIFICAR MEU VOCABULÁRIO?

Por Equipe Scritta

Muitas pessoas pensam que se comunicar adequadamente no mundo corporativo é ser extremamente formal. Por pensar dessa forma, alguns pecam pelo excesso de formalidade.

Veja como deixar a sua comunicação mais simples, porém formal:

No lugar de: Escreva: Acusamos o recebimento de Recebemos Agradecemos a atenção dispensada Agradecemos Acima
No lugar de:
Escreva:
Acusamos o recebimento de
Recebemos
Agradecemos a atenção dispensada
Agradecemos
Acima citado
Citado
Antecipadamente gratos
Gratos
Aproveitamos o ensejo para comunicar
Comunicamos
Através dessa missiva, informamos
Informamos
De acordo com o supracitado
Conforme exposto
Essa missiva tem por finalidade
Nosso objetivo é
Levamos ao conhecimento de
Informamos
No que tange a
Em relação a/Quanto a
Capítulo 11 GRAMÁTICA, O FALSO OBSTÁCULO DOS PROFISSIONAIS Por Bruna Moreno Não são raras as
Capítulo 11
GRAMÁTICA, O FALSO OBSTÁCULO DOS PROFISSIONAIS
Por Bruna Moreno
Não são raras as pessoas que
chegam até a equipe da Scritta
alegando “escrever mal”. Quando
questionadas no que consistiria, de
fato, esse “mal”, a resposta surge
na ponta da língua: não sabem
onde colocar vírgula na frase,
confundem-se com os acentos,
esqueceram o que era colocação pronominal e ainda não conseguiram decorar a
bendita regra do hífen. A gramática da língua mostra-se, portanto, o grande problema
dos profissionais. Mas será mesmo?
Escrever um texto no ambiente de trabalho exige cuidados extras, além daqueles que
tomamos quando, por exemplo, anotamos algo particular ou conversamos em um chat
virtual. Partindo dessa comparação, fica claro que a linguagem nunca é uma só: ela se
molda conforme o contexto, devendo ser adequada de acordo com o nosso público,
com as nossas intenções e com a situação em que nos encontramos.
Nós não falamos, nem escrevemos, frases soltas e pequenas. Quando precisamos nos
dirigir a alguém, normalmente precisamos explicar o histórico que levo à conversação,
apontar as consequências, delimitar prazos, para, aí sim, podermos abordar o ponto
principal (uma solicitação, um agradecimento, uma cobrança, um aviso etc.). Nossa
linguagem pauta-se sempre em um conjunto de frases ― isto é, em um texto, seja
ele oral ou escrito.
Por isso, problemas precisos de gramática, como pontuação ou acentuação, embora
possam ser considerados delimitadores da qualidade de um texto, não são
responsáveis por seu nível de eficiência. É claro que esses “detalhes” fazem a
diferença e não consertá-los implica um texto feio, muitas vezes difícil de ler e que
transmite uma imagem negativa da pessoa que escreve e de quem ela representa.
Porém, a compreensão da mensagem em si depende muito mais do conjunto do que do
Porém, a compreensão da mensagem em si depende muito mais do conjunto do que
do detalhe.
Saber usar elementos de coesão, por exemplo, dará unidade às ideias expostas;
estruturar de maneira correta e coerente os argumentos garantirá a efetiva
transmissão da mensagem; identificar a “força” das palavras para estrategicamente
posicioná-las trará o efeito desejado. De nada adianta saber as novas regras da
Reforma Ortográfica se elas forem aplicadas em m texto truncado, sem objetividade,
com dados não visualizáveis e com excesso de gírias e de jargões: o interlocutor jamais
entenderá realmente o que se quer dizer (ou, por vezes, poderá até se sentir agredido)
e a mensagem certamente será ignorada.
Por isso, quando pensar em Língua Portuguesa, não se fixe à ideia de regras
decoradas e de conceitos abstratos; pense nela como a ferramenta necessária e mais
natural para o alcance de seus propósitos. O grande problema dos profissionais não é
a gramática, é saber reconhecer a importância da comunicação escrita.
O grande problema dos profissionais não é a gramática, é saber reconhecer a importância da comunicação
Capítulo 13 A REFORMA ORTOGRÁFICA E AS PROFISSÕES Por Juliana Bortolai e Bruna Moreno A
Capítulo 13
A REFORMA ORTOGRÁFICA E AS PROFISSÕES
Por Juliana Bortolai e Bruna Moreno
A reforma ortográfica prevê mudanças na língua portuguesa, como o fim do trema, a
supressão de consoantes mudas, as novas regras para o emprego do hífen, a inclusão
das letras w, k e y ao idioma, além de alterações em algumas regras de acentuação.
Embora pareça só atrapalhar, essa medida, segundo o MEC (Ministério da Educação),
serve, na verdade, para facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os
países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.
Claro que isso implica em mudanças mais visíveis no dia a dia: todo e qualquer texto a
ser escrito, principalmente no ambiente de trabalho, deverá estar adequado à nova
ortografia até o final de 2016. Estar atualizado é fundamental para não cometer gafes
e não manchar a imagem nem a carreira quando o assunto é redação empresarial. Por
isso, a Scritta preparou uma lista especial com as principais palavras mais usadas por
cada profissão. Nosso foco é no hífen, já que ele é o maior motivo de dificuldades.
Confira abaixo o quadro com as palavras e, se você sentir falta de alguma relacionada à
sua profissão, não deixe de nos avisar pelo scritta@scrittaonline.com.br.
Engenharia
Entre-eixo, hidroelétrico, infraestrutura,
macroestrutura, mal-acabado, inter-
resistente, cosseno, agroindustrial.
Direito
Decreto-lei,
desumano,
extraoficial,
coerdeiro.
Arquitetura
Criado-mudo, zigue-zague.
Jornalismo Coautor, dia a dia, mesa-redonda, pé-de- meia, ponto e vírgula, recém-eleito, vice- presidente.
Jornalismo
Coautor, dia a dia, mesa-redonda, pé-de-
meia, ponto e vírgula, recém-eleito, vice-
presidente.
Produção gráfica
Autoadesivo
Medicina
Anti-hemorrágico,
antigênico,
anti-
infeccioso,
anti-
inflamatório,contraindicação,
intramuscular,
intraocular,
médico-
cirurgião.
Economia
Anti-inflacionário, contracheque.
Psicologia
Antissocial, antirreligioso, autoajuda,
autoestima, bem-estar, auto-observação,
extraescolar.
Nutrição
Couve-flor, micro-ondas.
Dramaturgia
Contrarregra.
Moda
Tomara que cole, minissaia.
extraescolar. Nutrição Couve-flor, micro-ondas. Dramaturgia Contrarregra. Moda Tomara que cole, minissaia.
http://www.scrittaonline.com.br
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