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DEFINIÇÕES DE ESW 2

a) Outras definições de ESW costumam omitir a vertente


Metodologias de gerencial. Concentram-se apenas no aspecto tecnológico do
problema. Os aspectos gerenciais do desenvolvimento de
Desenvolvimento SW devem receber uma atenção cada vez maior nessa
disciplina. [PRESSMAN, 2005]
de Sistemas
b) A ESW envolve questões técnicas e não técnicas, tais como
a especificação do conhecimento, técnicas de projeto e
implementação, conhecimentos dos fatores humanos pelo
engenheiro de SW e ainda, gestão de projetos.
[SOMMERVILLE, 1992]
CICLO DE VIDA de um SW
Prof. Sergio Medina / Profa. Franciele c) “O estabelecimento e o uso de princípios sólidos de
engenharia, com o intuito de obter, economicamente, SW
que seja confiável e funcione eficientemente em máquinas
1 reais.”[Fritz Bauer, 1969]

Problema
A gerência é a primeira 3 4

camada do processo de ESW... Suponha que o presidente da empresa da qual você é


um gerente de vendas pede que você descubra uma
a) Após várias décadas de promessas não maneira melhor de obter informações para os
cumpridas sobre ganhos de produtividade e vendedores.
qualidade na aplicação de novas metodologias e
a)Como você começaria ?
tecnologias,
b)O que você faria ?
b) organizações da indústria e do governo estão c)Como saberia se a solução era uma boa solução
concluindo que o problema fundamental é a falta para a empresa ?
de habilidade em gerenciar processos de SW.
d)Existe uma maneira sistêmica para ajudar você a
desenvolver uma boa solução ?

Abordagem Sistêmica na 5 ESW 6

Solução de Problemas
1. Eng. de Software
2. Planejamento
3. Métricas
4. Qualidade (Produto/Serviço)
5. Focaliza uma equipe de profissionais(TE),
atribuição de tarefas/responsabilidades
6. Objetivo: Sistema integrado de SW
7. Objetivos da ESW
a)Sistematizar o Desenvolvimento
b)Sistematizar a Manutenção
c)Sistematizar a Evolução e Reconhecimento de
Produtos

1
ESW 7 FASES 8

a) Definição ( “o que fazer ”)


1. ESW é uma metodologia de desenvolvimento e
manutenção de sistemas modulares, com as  Etapa de Análise do Sistema
seguintes características:
 Etapa de Planejamento do Projeto de SW
• Processo (roteiro) dinâmico, integrado e  Etapa de Análise de Requisitos
inteligente.
• Adequação aos requisitos funcionais do negócio
b) Desenvolvimento (“ como fazer” )
• Efetivação de padrões de qualidade,
produtividade  Projeto de SW
• Fundamentação na Tecnologia da Informação
 Codificação
• Planejamento e Gestão das Atividades,
recursos, custos e datas.  Testes

9 Pesquisa Standish Group 10

Item 1994 2001


O QUE? Cancelados – antes da 31% 23%
conclusão
Excedem o custo previsto > 50% 53% 45%
Definição
Entregue no tempo e custo 9% 28%
COMO? previsto

Desenvolvimento As principais causas de falhas nos projetos estão


associadas a dificuldades com os seguintes temas:

POR QUE NÃO? a) apoio da alta gerência;


b) envolvimento do usuário;
Manutenção c) experiência do gerente do projeto;
d) definição clara das regras do negócio;
e) escopo do projeto.

Magnitude das Mudanças 11 Roteiro para um projeto 12

de SW
Pressman (2006),

1) o escopo do SW;
2) os riscos envolvidos;
3) os recursos necessários;
4) as tarefas a serem realizadas;
5) os indicadores a serem acompanhados;
Definição Desenvolvimento Manutenção
6) os esforços ;
FASES CUSTO DE MANUTENÇÃO 7) custos aplicados;
DEFINIÇÃO 1x
8) a sistemática a ser seguida.
DESENVOLVIMENTO 1.5 - 6x
MANUTENÇÃO 60 - 100x

2
3 Elementos fundamentais 13 2) FERRAMENTAS 14

a) Apoio Automatizado ou Semi-automatizado


b) Case CAD
1) Métodos, 2) Ferramentas e 3) Procedimentos c) Analise Estruturada
d) Orientado a Objeto
e) Banco de Dados (BD)
1) Métodos f) Ling. Prog.
1. Como fazer? (Ciclo de Vida)
2. Planejamento (Estimativa) 3) PROCEDIMENTOS
3. Analise de Requisitos do SW  elo (ligações) entre Métodos e Ferramentas
4. Projeto de Estrutura de Dados  Define a seqüência em que os métodos são
5. Arquitetura de Programação aplicados:
6. Algoritmos de Processamento a) os Produtos a serem entregues
7. Codificação, Teste e Manutenção b) Controle de Qualidade
c) Avaliação
d) Antecedem e Sucedem o SW

PARADIGMAS - CV 15 Ciclo de Desenvolvimento de 16

Sistemas
Para quê serve um ciclo de vida (CV)?
 para definir as atividades a serem conduzidas no
projeto.
 para manter a consistência entre sistemas
 desenvolvidos em uma mesma empresa.
 para viabilizar pontos de controle para a gerência.

Características do Ciclo de vida


a) Especifica os Requisitos
b) Estabelece Objetivos, Critérios
c) Padroniza atividades
d) permite o uso de Método/Ferramentas

Tipos de Atividades do CV 17
Tipos de Atividades do CV 18

a)Viabilidade: Determina se o desenvolvimento proposto g)Cronograma: Constrói o cronograma para o


é viável. desenvolvimento.
b)Análise de mercado: Determina se existe mercado h)Garantia da qualidade de SW: Determina
potencial para esse produto. atividades que irão ajudar a garantir a qualidade do
c) Requisitos: Determinam quais as funcionalidades o produto.
SW deve ter. i) Estrutura de decomposição de trabalho: Determina
d)Elicitação dos requisitos: Obtém os requisitos do as sub-tarefas necessárias para o desenvolvimento
usuário. do produto.
e)Análise de domínio: Determina quais tarefas e j) Projeto: Determina como o SW deverá prover as
estruturas são comuns ao problema. funcionalidades.
f) Planejamento do projeto: Determina como k) Projeto arquitetural: Projeta a estrutura do sistema.
desenvolver o SW. l) Projeto de interface: Especifica as interfaces entre
g)Análise de custos: Determina a estimativa dos custos. as partes do sistema.

3
Tipos de Atividades do CV 19
Documentos Típicos do CV 20

j) Projeto detalhado: Projeta os algoritmos para cada 1) Contrato de trabalho: Descrição preliminar das
parte. funcionalidades desejadas, geralmente produzidas pelo
k) Implementação: Construção do SW. usuário.
2) Especificação dos requisitos de SW:Descreve o que o SW
l) Teste: Execução do SW com dados para ajudar a
final irá fazer.
garantir que o SW funcione corretamente. 3) Modelo de objetos: Apresenta as classes e os objetos
m) Entrega: Prover ao cliente uma solução de software principais.
eficiente. 4) Cenários de casos de uso: Mostram a seqüência de possíveis
n) Instalação: Torna o SW disponível no ambiente comportamentos do ponto de vista do usuário.
operacional do cliente. 5) Cronograma do projeto: Descreve a ordem das tarefas e as
estimativas de tempo e esforço necessários.
o) Treinamento: Ensina o usuário como operar o SW
6) Plano de teste de SW: Descreve como o SW será testado
p) Help desk: Responde a questões do usuário. para garantir o comportamento apropriado.
q) Manutenção: Atualização e evolução do SW para 7) Testes de aceitação: Testes elaborados pelo cliente para
garantir usabilidade constante. determinar a aceitabilidade do sistema.
8) Projeto de SW: Descreve a estrutura do SW.

Documentos Típicos do CV 21 22

9) Projeto arquitetural: Estrutura de alto nível com as


interconexões.
10)Projeto detalhado: Projeto de baixo nível dos módulos ou
Modelos
objetos.
11)Plano da garantia da qualidade do SW (SQA): Descreve as
atividades que serão desenvolvidas para garantir a
qualidade.
12)Manual do usuário: Descreve como usar o SW pronto.
13)Código fonte: O código do produto atual.
14)Relatório de teste: Descreve como os testes foram feitos e
como o sistema se comportou.
15)Relatório de falhas: Descreve as insatisfações do cliente
com os comportamentos específicos do sistema,
geralmente falhas ou erros do mesmo.

Modelo Clássico - Cascata 23 Modelo Clássico - Cascata 24

(Waterfall Model)
(Waterfall Model)

a) 1 º Modelo (Espinha dorsal)

a) Vantagens/Desvantagens

b) organização técnica e gerencial

c) Seqüencial

d) Saída de uma fase > entrada da próxima


fase
ESOF – PROF. SGMP
24

4
Desvantagens do Ciclo 25
MODELO PROTOTIPAÇÃO 26

Clássico
1) Os projetos reais raramente seguem o fluxo sequencial
que o modelo propõe. Alguma iteração sempre ocorre e a. Modelo da Interface de usuário (em papel ou
traz problemas na aplicação do paradigma. tela)

2) Muitas vezes é difícil para o cliente declarar todas as a. Implementação de parte das funções
exigências explicitamente. O ciclo clássico tem (Protótipo de trabalho) -
dificuldade de acomodar a incerteza natural que existe
no começo de muitos projetos. a. Subconjunto (Partes)

3) Uma versão de trabalho do(s) programa(s) só estará b. Programa ou Sistema existente


disponível em um ponto muito tardio do cronograma do
projeto. O cliente deve ter paciência. c. Programa (Sistema) todas as funções

MODELO PROTOTIPAÇÃO 27 PROCESSO DE PROTOTIPAGEM 28

INICIO
FIM
Coleta e
refinamento de
requisitos
Eng. do Produto
Projeto Rápido

Refinamento
do protótipo Construção
do protótipo
Avaliação do
protótipo
(cliente)

DESVANTAGENS com ciclo 29 MODELO ESPIRAL 30

de Prototipação Boehm (1988)

1) Planejamento: determinação dos objetivos,


alternativas e restrições
1) Cliente acha que Protótipo é Produto
2) Análise de riscos: análise de alternativas e
identificação/resolução dos problemas
2) Projetista incorpora soluções Inadequadas
3) Engenharia: desenvolvimento do produto do
nível seguinte
3) Convergência do Protótipo
4) Avaliação do cliente: avaliação do produto

5
MODELO ESPIRAL 31
Técnicas de 4a. Geração 32

Planejamento Análise dos Riscos


a) Ferramentas de descrição do SW em alto nível

b) Tipos de Ferramentas
Coleta inicial
 Gerenciadores de BD´s
de dados
Decisão de Continuar  Linguagens de Consulta não-procedurais
ou não  Geradores de Relatórios
 Construtores de Telas (Interfaces)
Planejamento
 Geradores de código
baseados no na direção de um
cliente sistema concluído
c) cada Ferramenta tem a sua Linguagem

ESOF – PROF. SGMP


Avaliação do Cliente Engenharia

Técnicas de 4a. Geração 33


DESVANTAGENS de 4GT 34

Coleta de
requisitos 1) Número de Ferramentas é explosivo
Estratégia de
projeto
Implementação 2) Evolução das Ferramentas x Obsolescência
usando 4GL
Testes
3) Dependência do Fornecedor

4) Royalties na Distribuição (Custo)

5) Confiabilidade

As novas ferramentas CASE agora suportam o uso das 4GT. 6) Auto-Documentação


Geração de Código Automática

Combinando Paradigmas
DESVANTAGENS de 4GT 35 36

Obtenção dos requisitos

Análise de Prototipação 4GT Modelo


Demanda
requisitos Espiral
Global
Aplicações Projeto
de 4GT Prototipação
4GT
n- iteração
Codificação

4GT Modelo
Espiral
Métodos convencionais n- iteração
Testes

S. O

1970 1980 1990 2000


Manutenção

6
O Processo de Implementação 37
Métodos de Conversão 38

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CONCLUSÃO 40

“Não se pode gerenciar o que não a) Estabelecimento de um esquema de


se pode medir”. (Braga, 1996) manutenção da informação:

é muito importante para se obter um conjunto


a) As medidas são uma forma para se estimar consistente de informações, independentes de
prazos, custos e avaliar a produtividade do esforços pessoais;
desenvolvimento de SW.
b) Importante integrar a métrica de SW ao b) Estabelecimento de critérios e procedimentos
Planejamento/Gerenciamento de projetos, como para o uso das ferramentas,
forma de viabilizar informações consistentes para a
tomada de decisão pertinente ao gerenciamento definindo padronização de produtos finais e
de projeto. intermediários, para extrair maior eficiência
das atividades do trabalho.

BIBLIOGRAFIA 41

1) Software engineering – a practitioner’s approach –


Roger Pressman –Mcgraw Hill – 2000

2) Engenharia de software – teoria e prática –


James F. Peters/ Witold Pedrycz – campus – 2001

1) Engenharia de software- fundamentos, métodos e


padrões - Wilson de Padua p. Filho – ltc –2001

2) Engenharia de software e Sistemas de Informação


– Denis Alcides Rezende – Brasport – 1999