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Anatomia e Histologia

do Periodonto

Prof ª Glá ucia de Ávila Oliveira

Mestre e especialista em Periodontia SLMandic Campinas, SP Especialista em Ortodontia UCB Bras ília, DF

Professora de Periodontia da FACIPLAC DF

Especialista em Ortodontia – UCB – Bras í lia, DF Professora de Periodontia da FACIPLAC –
Especialista em Ortodontia – UCB – Bras í lia, DF Professora de Periodontia da FACIPLAC –
Especialista em Ortodontia – UCB – Bras í lia, DF Professora de Periodontia da FACIPLAC –

PERIODONTIA

“ O conhecimento da morfologia e da biologia estrutural normais do tecido periodontal é a
“ O conhecimento da morfologia e da biologia estrutural normais do tecido periodontal é a

O conhecimento da morfologia e da

biologia estrutural normais do tecido

periodontal é a premissa para

compreender suas patologias.

KLAUS, RATEISCHAK & WOLF, 1991

DEFINIÇÃO

PERI = ao redor ODONTO = dente
PERI = ao redor
ODONTO = dente

PERIODONTO

Conjunto de tecidos que protegem e suportam o dente, incluindo a gengiva (periodonto de proteção ou de

revestimento), cemento, ligamento periodontal e osso alveolar (periodonto de sustentação).

cemento, ligamento periodontal e osso alveolar (periodonto de sustentação). Glossary of Periodontal Terms, 1992

Glossary of Periodontal Terms, 1992

PERIODONTIA

Especialidade da Odontologia que Compreende:

prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças

dos tecidos que circundam e suportam o elemento

dental ou seus substitutos;

manutenção da saúde, função e estética dessas

estruturas e tecidos;

substituição de dentes perdidos e estruturas de

suporte por enxertos ou implantes de material

natural ou sintético.

Glossary of Periodontal Terms, 1992

TECIDOS PERIODONTAIS

Diferente localização, arquitetura tecidual, composição bioquímica e celular

Funcionamento conjunto como uma unidade funcional

☞ Funcionamento conjunto como uma unidade funcional Alterações patológicas em um componente periodontal podem

Alterações patológicas em um componente periodontal podem interferir na manutenção, reparo e regeneração de outros componentes periodontais

reparo e regeneração de outros componentes periodontais lâmina dental Botão Capuz Campânula Desenvolvimento
reparo e regeneração de outros componentes periodontais lâmina dental Botão Capuz Campânula Desenvolvimento
reparo e regeneração de outros componentes periodontais lâmina dental Botão Capuz Campânula Desenvolvimento
reparo e regeneração de outros componentes periodontais lâmina dental Botão Capuz Campânula Desenvolvimento
lâmina dental Botão Capuz Campânula Desenvolvimento da raiz
lâmina dental
Botão
Capuz
Campânula
Desenvolvimento da raiz
Órgão dental Papila dentária Folículo dentário
Órgão dental
Papila dentária
Folículo dentário
da raiz Órgão dental Papila dentária Folículo dentário FORMAÇÃO DO DENTE E TECIDOS PERIODONTAIS

FORMAÇÃO DO

DENTE E TECIDOS PERIODONTAIS

ESTRUTURAS PERIODONTAIS crista papilar papila interdental epitélio juncional Gengiva marginal gengiva inserida
ESTRUTURAS PERIODONTAIS
crista papilar
papila interdental
epitélio juncional
Gengiva marginal
gengiva inserida
linha mucogengival
mucosa alveolar
cemento
ligamento periodontal
lâmina dura
osso compacto
osso esponjoso
ADAPTAÇÃO: RATEITSCHAK. Periodontology. 1989. p.1.
Carranza, 2006

Carranza, 2006

PERIODONTO DE PROTEÇÃO
PERIODONTO DE PROTEÇÃO

MUCOSA BUCAL

MUCOSA MASTIGATÓRIA

Gengiva e Palato duro

MUCOSA ESPECIALIZADA

Dorso da língua

MUCOSA ORAL DE REVESTIMENTO

Lábio, bochecha, fórnice vestibular, mucosa alveolar, assoalho de boca, palato mole.

Lindhe, 2010

MUCOSA QUERATINIZADA (GENGIVA)

Tecido de revestimento fibroso, coberto por

epitélio queratinizado, que circunda o elemento

dental e recobre a porção coronária do osso

alveolar.

JCE
JCE

GENGIVA

ANATOMICAMENTE:

gengiva marginal (não inserida)

gengiva interdental

gengiva inserida

GENGIVA

HISTOLOGICAMENTE

epitélio gengival, ricamente celular

conjuntivo gengival, menos celular, composto

primariamente por uma rede integrada de proteínas fibrosas e não fibrosas, fatores de

crescimento, minerais, lipídeos e água

GENGIVA MARGINAL

GENGIVA MARGINAL Estreita faixa de gengiva, de 0,5 a 2 mm, localizada ao redor do colo

Estreita faixa de gengiva, de 0,5 a 2 mm, localizada ao redor do colo dos dentes, de margem arredondada

Limites anatômicos

Epitélio Juncional

Epitélio Sucular

Ranhura gengival

Ponto mais apical: zênite gengival

GENGIVA LIVRE E PAPILAR

cor rósea, superfície opaca, consistência firme

GENGIVA INSERIDA

cor rósea, superfície opaca, consistência

firme, pontilhados tipo casca de laranja

em 40% dos pacientes adultos

MUCOSA ALVEOLAR

cor avermelhada, frouxa, lisa e móvel

pontilhados tipo casca de laranja em 40% dos pacientes adultos MUCOSA ALVEOLAR cor avermelhada, frouxa, lisa
MUCOSA ALVEOLAR cor avermelhada, frouxa, lisa e móvel RANHURA GENGIVAL ☞ Presente em 30 a 40%

RANHURA GENGIVAL

☞ Presente em 30 a 40% dos pacientes adultos ☞ Sua presença não está relacionada
☞ Presente em 30 a 40% dos
pacientes adultos
☞ Sua presença não está
relacionada com saúde
gengival
☞ Posicionada em um nível
correspondente à junção
cemento esmalte

MUCOSA QUERATINIZADA

Gengiva marginal + gengiva inserida

Maxila e mandíbula:

mais larga nos incisivos e mais estreita nos pré-

molares e molares

Sua largura tende a aumentar com o avanço da idade

e em dentes supraerupcionados

nos pré- molares e molares ☞ Sua largura tende a aumentar com o avanço da idade
nos pré- molares e molares ☞ Sua largura tende a aumentar com o avanço da idade
nos pré- molares e molares ☞ Sua largura tende a aumentar com o avanço da idade
nos pré- molares e molares ☞ Sua largura tende a aumentar com o avanço da idade
PAPILA INTERDENTAL região anterior f orma piramidal PAPILA INTERDENTAL região posterior – ÁREA DE COL
PAPILA INTERDENTAL região anterior f orma piramidal PAPILA INTERDENTAL região posterior – ÁREA DE COL

PAPILA INTERDENTAL

região anterior

PAPILA INTERDENTAL região anterior f orma piramidal

forma piramidal

PAPILA INTERDENTAL região anterior f orma piramidal

PAPILA INTERDENTAL

região posterior – ÁREA DE COL região entre as papilas vestibular e lingual

L V
L
V

ÁREA DE COL

Concavidade que se

estabelece nas

superfícies proximais de molares e pré-molares

Epitélio delgado não

queratinizado

que se estabelece nas superfícies proximais de molares e pré-molares ☞ Epitélio delgado não queratinizado

Fatores que Influenciam no Estabelecimentoda Área de Col

largura da área proximal

ponto ou área de contato entre os dentes

no Estabelecimento 
 da Área de Col ☞ largura da área proximal ☞ ponto ou área

COL

ÁREA DE Clínicas Implicações
ÁREA DE Clínicas
Implicações
COL ÁREA DE Clínicas Implicações
entre os dentes COL ÁREA DE Clínicas Implicações SULCO GENGIVAL Espaço virtual entre o dente e
entre os dentes COL ÁREA DE Clínicas Implicações SULCO GENGIVAL Espaço virtual entre o dente e

SULCO GENGIVAL

Espaço virtual entre o dente e a gengiva, formado por uma invaginação da margem gengival livre. Em uma gengival clinicamente sadia o sulco gengival tem profundidade variando entre 0,5 e 3 mm

margem gengival livre. Em uma gengival clinicamente sadia o sulco gengival tem profundidade variando entre 0,5

MUCOSA ALVEOLAR

☞ móvel ☞ fibras elásticas frouxamente inseridas no periósteo
☞ móvel
☞ fibras elásticas
frouxamente inseridas
no periósteo

JUNÇÃO MUCOGENGIVAL

MUCOSA ALVEOLAR ☞ móvel ☞ fibras elásticas frouxamente inseridas no periósteo JUNÇÃO MUCOGENGIVAL
inseridas no periósteo JUNÇÃO MUCOGENGIVAL TECIDO EPITELIAL GENGIVAL ☞ Epitélio oral externo: JMG

TECIDO EPITELIAL GENGIVAL

☞ Epitélio oral externo: JMG até a margem gengival - queratinizado ☞ Epitélio sulcular –
☞ Epitélio oral externo: JMG até a margem
gengival - queratinizado
☞ Epitélio sulcular – não queratinizado, com
potencial de queratinização
☞ Epitélio juncional: adesão ao dente do tecido
epitelial – não queratinizado
com potencial de queratinização ☞ Epitélio juncional: adesão ao dente do tecido epitelial – não queratinizado
Epitélio oral: •Queratinócitos • Células de Langerhans •Células de Merkel •Melanócitos Papel ativo na
Epitélio oral:
•Queratinócitos
• Células de Langerhans
•Células de Merkel
•Melanócitos
Papel ativo na defesa
inata do hospedeiro
EPITÉLIO JUNCIONAL Erupção Dental Mucosa oral se une ao epitélio reduzido do órgão do esmalte
EPITÉLIO JUNCIONAL
Erupção Dental
Mucosa oral se une ao
epitélio reduzido do
órgão do esmalte
Epitélio Juncional

Distância biológica: 1,0 a 1,5 mm

Lindhe, 2004
Lindhe, 2004
ao epitélio reduzido do órgão do esmalte Epitélio Juncional Distância biológica: 1,0 a 1,5 mm Lindhe,

EPITÉLIO JUNCIONAL

Epitélio Pavimentoso Estratificado Não Queratinizado

Promove a união do conjuntivo gengival ao dente

Determina a separação do meio externo do meio interno

Espessura : 15 a 30 camadas de células na porção coronária

1 camada de célula na porção apical

Alto Turnover Celular (esfoliação)

EPITÉLIO JUNCIONAL

☞ Constituição: fibroblastos, mastócitos, linfócitos, macrófagos e PMN. ☞ Unido ao dente por: hemidesmossomos
☞ Constituição: fibroblastos, mastócitos, linfócitos,
macrófagos e PMN.
☞ Unido ao dente por:
hemidesmossomos
membrana basal
☞ Maiores espaços entre as células – maior permeabilidade
Epitélio Juncional

Epitélio

Juncional

Epitélio Juncional

FUNÇÕES DO EPITÉLIO GENGIVAL

Epitélio gengival oral

Epitélio do sulco gengival

FUNÇÕES DO EPITÉLIO GENGIVAL ☞ Epitélio gengival oral ☞ Epitélio do sulco gengival Proteção

Proteção

FUNÇÕES DO EPITÉLIO GENGIVAL

EPITÉLIO JUNCIONAL

forma o aparato de adesão epitelial ao dente: adere-se ao esmalte e ao cemento

proporciona um fluxo de movimento bidirecional de substâncias entre o tecido conjuntivo gengival e a cavidade oral

defesa frente à infecção bacteriana

papel importante na adesão celular e na regulação da difusão de água, nutrientes e materiais tóxicos

TECIDO CONJUNTIVO GENGIVAL

☞ Origem mesenquimal ☞ Componente tecidual predominante da gengiva e do ligamento periodontal ☞ Componentes
☞ Origem mesenquimal
☞ Componente tecidual predominante da gengiva e do ligamento periodontal
☞ Componentes do Tecido Conjuntivo:
Fibras colágenas (60%)
Vasos, Nervos, Matriz (35%)
Fibroblastos (5%)

Funções do Tecido Conjuntivo

Sustentação mecânica

Troca de metabólitos

Armazenamento

Proteção

Reparo

Conjuntivo ☞ Sustentação mecânica ☞ Troca de metabólitos ☞ Armazenamento ☞ Proteção ☞ Reparo

Células do Tecido Conjuntivo Gengival

☞ Fibroblastos (65%) ☞ Mastócitos ☞ Macrófagos ☞ DEFESA Neutrófilos ☞ Linfócitos
☞ Fibroblastos (65%)
☞ Mastócitos
☞ Macrófagos
☞ DEFESA
Neutrófilos
☞ Linfócitos

Plasmócitos

Células Mesenquimais Indiferenciadas

☞ Macrófagos ☞ DEFESA Neutrófilos ☞ Linfócitos ☞ Plasmócitos ☞ Células Mesenquimais Indiferenciadas

FIBROBLASTOS

Capacidade de quimiotaxia

Adesão a vários substratos (reparo, regeneração ou transformação maligna)

Fibras Gengivais

☞ Colágenas (predominantes) ☞ Reticulares (adjacentes a membrana basal e vasos) ☞ Elásticas (mucosa alveolar
☞ Colágenas (predominantes)
☞ Reticulares (adjacentes a membrana basal e vasos)
☞ Elásticas (mucosa alveolar e vasos)
☞ Oxitalâmicas (função desconhecida)

Fibras Gengivais - Funções

Abraçar a gengiva contra o dente

Rigidez no ato mastigatório

União da gengiva ao cemento

Sustentar o epitélio juncional

Fibras circulares

Feixes de fibras na gengiva livre que circundam o dente

Fibras dentogengivais

Inseridas no cemento da porção supra- alveolar da raiz e no tecido gengival livre

Fibras dentoperiostais

Inseridas no cemento da porção supra- alveolar da raiz e na gengiva inserida

Fibras transeptais

Estendem-se entre o cemento supra-alveolar de dentes vizinhos

alveolar da raiz e na gengiva inserida Fibras transeptais Estendem-se entre o cemento supra-alveolar de dentes

Circulares

Transeptais

Dentogengivais

Dentoperiosteais

☞ Circulares ☞ Transeptais ☞ Dentogengivais ☞ Dentoperiosteais
☞ Circulares ☞ Transeptais ☞ Dentogengivais ☞ Dentoperiosteais

ESPAÇO BIOLÓGICO

Espaço necessário para manter a saúde periodontal. Vai da crista óssea até a base do sulco gengival.

Epitélio juncional: 1,0 a 1,5 mm

Inserção conjuntiva: 0,9 a 1, 5

. ☞ Epitélio juncional: 1,0 a 1,5 mm ☞ Inserção conjuntiva: 0,9 a 1, 5 mm

mm Espaço biológico: 2,4 a 3,8 mm

Gargiulo et al., 1961

Gargiulo et al., 1961

SULCO GENGIVAL

“Depressão rasa entre o dente e a gengiva, estendendo-se da superfície livre da margem gengival
“Depressão rasa entre o dente e a gengiva,
estendendo-se da superfície livre da margem
gengival até o epitélio juncional.”
Schroeder, 1977
“Espaço virtual em forma de V existente entre a
vertente interna da gengiva e dente”
Distância Biológica: 0,5 a 0,8 mm.
EPITÉLIO JUNCIONAL Distância Biológica: 1 a 1,5 mm INSERÇÃO CONJUNTIVA Conjunto de fibras colágenas localizadas
EPITÉLIO JUNCIONAL Distância Biológica: 1 a 1,5 mm INSERÇÃO CONJUNTIVA Conjunto de fibras colágenas localizadas
EPITÉLIO JUNCIONAL Distância Biológica: 1 a 1,5 mm INSERÇÃO CONJUNTIVA Conjunto de fibras colágenas localizadas

EPITÉLIO JUNCIONAL

EPITÉLIO JUNCIONAL Distância Biológica: 1 a 1,5 mm
EPITÉLIO JUNCIONAL Distância Biológica: 1 a 1,5 mm

Distância Biológica: 1 a 1,5 mm

INSERÇÃO CONJUNTIVA

Conjunto de fibras colágenas localizadas entre o limite apical do epitélio juncional e osso alveolar,
Conjunto de fibras colágenas localizadas entre o
limite apical do epitélio juncional e osso alveolar, e
que possuem pelo menos uma de suas extremidades
inseridas em cemento

Distância biológica: 1,0 a 1,5 mm

Sulco Gengival 0,69 mm Epitélio Distância Juncional 0,97 mm Biológica Inserção 2,04 mm Conjuntiva 1,07
Sulco Gengival
0,69 mm
Epitélio
Distância
Juncional
0,97 mm
Biológica
Inserção
2,04 mm
Conjuntiva
1,07 mm
Gargiulo et al., 1961
Tristão, 1992
“Distâncias
Biológicas
Sagradas”

ESPAÇO BIOLÓGICO

☞ Se mantém ao longo da vida ☞ Sulco gengival e epitélio juncional podem variar
☞ Se mantém ao longo da vida
☞ Sulco gengival e epitélio juncional podem variar
☞ Inserção conjuntiva normalmente não varia

INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO

INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO 

e epitélio juncional podem variar ☞ Inserção conjuntiva normalmente não varia INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO 


INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO

INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO 


INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO

INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO 

INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO 
 INVASÃO DO ESPAÇO BIOLÓGICO 
 PERIODONTO DE SUSTENTAÇÃO

PERIODONTO

DE

SUSTENTAÇÃO

PERIODONTO DE SUSTENTAÇÃO ☞ Cemento radicular
PERIODONTO DE SUSTENTAÇÃO
☞ Cemento radicular
☞ Ligamento periodontal ☞ Osso alveolar
☞ Ligamento periodontal
☞ Osso alveolar
cemento radicular ligamento periodontal osso alveolar

cemento radicularligamento periodontal osso alveolar

ligamento periodontalcemento radicular osso alveolar

osso alveolarcemento radicular ligamento periodontal

cemento radicular ligamento periodontal osso alveolar CEMENTO RADICULAR Tecido calcificado fino de origem

CEMENTO RADICULAR

Tecido calcificado fino de origem ectomesenquimal que cobre as superfícies

radiculares dos dentes e, ocasionalmente,

pequenas porções coronárias.

CEMENTO RADICULAR

FUNÇÕES

Promover ancoragem às fibras de Sharpey

Reparo de danos à superfície radicular

Proteção da superfície radicular

Não possui vasos sanguíneos, linfáticos, inervação e não é remodelado, mas permanece em contínua deposição.

Tipos de cemento 1) Acelular afibrilar 2) Acelular de fibras extrínsecas 3) Celular de fibras
Tipos de cemento
1) Acelular afibrilar
2) Acelular de fibras
extrínsecas
3) Celular de fibras
intrínsecas
1)Acelular afibrilar
- não possui função de ancoragem radicular
- pode recobrir pequenas porções de esmalte e dentina
2)Acelular de fibras extrínsecas
- densa rede de fibras colágenas do tipo I
- orientadas perpendicularmente à superfície da raiz
- importante função de ancoragem
- fibras de Sharpey
- localizado nos 2/3 radicares (cervical e médio)

3) Cemento celular de fibras intrínsecas

- localizado no terço apical e áreas de furca

- fibras colágenas intrínsecas (produzidas pelos cementoblastos) e cementócitos

- paralelas ao longo eixo da raiz

- relacionado a reparação e adaptação

LIGAMENTO PERIODONTAL Tecido conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e celular, que circunda as raízes dos dentes

LIGAMENTO PERIODONTAL

Tecido conjuntivo frouxo, ricamente vascularizado e celular, que circunda as raízes dos dentes e une o cemento radicular ao osso alveolar.

LIGAMENTO PERIODONTAL

FUNÇÕES ☞ Suporte: - transmissão de forças oclusais ao osso - absorção de choque -
FUNÇÕES
☞ Suporte:
- transmissão de forças oclusais ao osso
- absorção de choque
- inserção do dente ao osso
- regulagem do volume do osso alveolar
☞ Sensorial (propriocepção)
☞ Nutricional (cemento)
☞ Formativa (regenerativa)

LIGAMENTO PERIODONTAL

CARACTERÍSTICAS

rápido turnover

habilidade de se adaptar a alterações de carga mecânica

único ligamento a unir dois tecidos duros diferentes

vasos sanguíneos e linfáticos

inervação

LIGAMENTO PERIODONTAL

CONSTITUIÇÃO

fibras colágenas

células

matriz intercelular

vasos sanguíneos e linfáticos

inervação

LIGAMENTO PERIODONTAL

FIBROBLASTOS

Osteoblastos

Osteoclastos

Células Nervosas

CÉLULAS

Células Epiteliais (restos epiteliais de Malassez)

Células Mesenquimais Indiferenciadas

FIBROBLASTOS DO LP

Rápida síntese e degradação de colágeno pela fagocitose

de fibroblastos, propiciando um alto turnover de colágeno

Regulação precisa do remodelamento em um compartimento

reduzido

Podem proliferar, migrar e, em última instância, produzir células mais diferenciadas, capazes de sintetizar osso e

cemento

LIGAMENTO PERIODONTAL

Colágeno

FIBRAS COLÁGENAS

Ausência de Oclusão (finas e desorganizadas)

Em Oclusão (feixes de fibras + espessas)

Fibras de Sharpey (osso e cemento)

Bainha calcificada - Núcleo não calcificado

LIGAMENTO PERIODONTAL FIBRAS COLÁGENAS ☞ Fibras da crista alveolar (cresto-dentais) ☞ Fibras horizontais

LIGAMENTO PERIODONTAL

FIBRAS COLÁGENAS

Fibras da crista alveolar (cresto-dentais)

Fibras horizontais

Fibras oblíquas (2/3 das fibras)

Fibras apicais

Interradiculares

☞ Fibras horizontais ☞ Fibras oblíquas (2/3 das fibras) ☞ Fibras apicais ☞ Interradiculares

Fibras do Ligamento Periodontal

Fibras do Ligamento Periodontal ☞ Fibras da crista alveolar (cresto-dentais) ☞ Fibras horizontais ☞ Fibras

Fibras da crista alveolar (cresto-dentais)

Fibras horizontais

Fibras oblíquas (2/3 das fibras)

Fibras apicais

Interradiculares

(cresto-dentais) ☞ Fibras horizontais ☞ Fibras oblíquas (2/3 das fibras) ☞ Fibras apicais ☞ Interradiculares

LIGAMENTO PERIODONTAL

FIBRAS DE SHARPEY

Fibras do ligamento periodontal inseridas no osso alveolar e no cemento

LIGAMENTO PERIODONTAL FIBRAS DE SHARPEY Fibras do ligamento periodontal inseridas no osso alveolar e no cemento

OSSO ALVEOLAR

PROCESSO ALVEOLAR Parte da maxila e mandíbula que formam e dão suporte aos alvéolos OSSO
PROCESSO ALVEOLAR
Parte da maxila e mandíbula que formam e dão suporte aos
alvéolos
OSSO ALVEOLAR
Parte especializada da maxila e mandíbula que forma a
estrutura de suporte primária dos dentes
que forma a estrutura de suporte primária dos dentes OSSO ALVEOLAR Osso Alveolar Propriamente Dito

OSSO ALVEOLAR

Osso Alveolar Propriamente Dito
Osso Alveolar Propriamente Dito

Fasciculado (fibras de Sharpey)

Laminado

Propriamente Dito Fasciculado (fibras de Sharpey) Laminado Osso Alveolar de Suporte Osso esponjoso Lâminas corticais

Osso Alveolar de Suporte Osso esponjoso

Lâminas corticais

Dito Fasciculado (fibras de Sharpey) Laminado Osso Alveolar de Suporte Osso esponjoso Lâminas corticais

OSSO ALVEOLAR

Estrutura Macroscópica

Compacto

massa sólida e contínua

Esponjoso

trama de trabéculas ocupadas por medula óssea

OSSO COMPACTO E OSSO ESPONJOSO
OSSO
COMPACTO
E
OSSO
ESPONJOSO
OSSO COMPACTO E OSSO ESPONJOSO
☞ Esponjoso trama de trabéculas ocupadas por medula óssea OSSO COMPACTO E OSSO ESPONJOSO Lindhe, 2004
Lindhe, 2004

Lindhe, 2004

TECIDO ÓSSEOEmbora seja um dos tecidos mais duros do corpo humano, biologicamente é um tecido altamente

Embora seja um dos tecidos mais duros do corpo humano, biologicamente é um tecido altamente
Embora seja um dos tecidos mais duros do corpo humano,
biologicamente é um tecido altamente plástico.

Composição

Células

20% água

Osteoblastos

45% sais inorgânicas 35% substâncias orgânicas

Osteoclastos

Osteócitos

TECIDO ÓSSEOComposição Orgânica 95% colágeno 4% proteínas 3% glicosaminoglicanas

Composição Orgânica
Composição Orgânica

95% colágeno

4% proteínas

3% glicosaminoglicanas

95% colágeno 4% proteínas 3% glicosaminoglicanas OSSO ALVEOLAR FUNÇÕES ☞ Sustentar os dentes ☞

OSSO ALVEOLAR

FUNÇÕES ☞ Sustentar os dentes ☞ Inserção das fibras de Sharpey
FUNÇÕES
☞ Sustentar os dentes
☞ Inserção das fibras de Sharpey

OSSO ALVEOLAR

CARACTERÍSTICAS ☞ Alto metabolismo ☞ Alta taxa de renovação celular ☞ Muito vascularizado ☞ Facilmente
CARACTERÍSTICAS
☞ Alto metabolismo
☞ Alta taxa de renovação celular
☞ Muito vascularizado
☞ Facilmente reabsorvido frente a estímulos

OSSO ALVEOLAR

Sistema Harversiano ( perfurações por onde penetram vasos e nervos)

Canais de Volkman

Fibras de Sharpey

Periósteo (externo) / Endósteo (interno) fibras colágenas + osteoblastos + osteoclastos

(Ross & Rowrell, 1993)
(Ross & Rowrell, 1993)
Periósteo (externo) / Endósteo (interno) fibras colágenas + osteoblastos + osteoclastos (Ross & Rowrell, 1993)

DEISCÊNCIAS E FENESTRAÇÕES

DEISCÊNCIAS E FENESTRAÇÕES
DEISCÊNCIAS E FENESTRAÇÕES

DEISCÊNCIAS E FENESTRAÇÕES

DEISCÊNCIAS E FENESTRAÇÕES
DEISCÊNCIAS E FENESTRAÇÕES
REMODELAMENTO ÓSSEO
REMODELAMENTO ÓSSEO
REMODELAMENTO ÓSSEO

OSTEBLASTOS

OSTEOBLASTOS

presos na matriz

OSTEBLASTOS OSTEOBLASTOS presos na matriz OSTEÓCITOS OSTEÓIDE matriz orgânica MINERALIZAÇÃO hidroxiapatita

OSTEÓCITOS

OSTEBLASTOS OSTEOBLASTOS presos na matriz OSTEÓCITOS OSTEÓIDE matriz orgânica MINERALIZAÇÃO hidroxiapatita

OSTEÓIDE

matriz orgânica

OSTEBLASTOS OSTEOBLASTOS presos na matriz OSTEÓCITOS OSTEÓIDE matriz orgânica MINERALIZAÇÃO hidroxiapatita

MINERALIZAÇÃO

hidroxiapatita

OSSO ALVEOLAR

Remodelação Contínua

Aposição e Reabsorção Simultânea

Linha de Reversão (reabsorção seguida de aposição)

“ O CONHECIMENTO DA MORFOLOGIA E DA BIOLOGIA ESTRUTURAL NORMAIS DO TECIDO PERIODONTAL É A
“ O CONHECIMENTO DA MORFOLOGIA E DA
BIOLOGIA ESTRUTURAL NORMAIS DO TECIDO
PERIODONTAL É A PREMISSA PARA COMPREENDER
SUAS PATOLOGIAS ” .


KLAUS, RATEITSCHAK & WOLF, 1991
KLAUS, RATEITSCHAK & WOLF, 1991
CARRANZA, NEWMAN, TAKEI, 2014

CARRANZA, NEWMAN, TAKEI, 2014

Dúvidas???

Traumas???

Complexos???

Nunca se dê por vencido!!!!!

Nunca se dê por vencido!!!!!