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DIVISÃO CELULAR

Biologia e Geologia
Biologia e Geologia

11º Ano

2010-2011

Ciclo Celular

De acordo com a teoria celular, as

células, além de serem as unidades básicas de vida, asseguram a continuidade dessa mesma vida, na medida em que se dividem e

originam novas células.

Quando as células se dividem, cada célula origina, em regra, duas

células-filhas que são geneticamente

iguais à célula-mãe.

Por sua vezes, cada uma das células-

filha vão ser células-mães de uma

outra geração celular.

à célula-mãe.  Por sua vezes, cada uma das células- filha vão ser células-mães de uma
à célula-mãe.  Por sua vezes, cada uma das células- filha vão ser células-mães de uma

Ciclo Celular

Este processo é responsável pela:

Perpetuação da Vida na Terra;

Crescimento multicelulares;

dos

organismos

Relembrar

do

ser

humano (e de todos outros seres multicelulares) o organismos começa a partir de uma única célula.

que

no

caso

Reconstituição de células e tecidos.

o organismos começa a partir de uma única célula. que no caso  Reconstituição de células

Ciclo Celular

Para seres unicelulares como

bactérias, leveduras e alguns protozoários, seres unicelulares, o processo de

divisão celular acaba por

representar uma forma de reproduçãoReprodução Assexuada

uma forma de reprodução … Reprodução Assexuada  Para multicelulares o organismos atingir e manter o

Para

multicelulares

o

organismos atingir e manter o

o

número

constitui.

seres

a

representa

forma

de

de

células

que

 Para multicelulares o organismos atingir e manter o o número constitui. seres a representa forma

Ciclo Celular

Comum tanto aos seres unicelulares

como multicelulares é a precisão como o material genético é distribuído pelas duas células-filhas de cada célula-mãe.

Cada célula filha tem exactamente a mesma informação genética, que por sua vez era exactamente igual

à da mãe.

Como é que moléculas tão grandes se dividem com tanta precisão

entre duas células.

exactamente igual à da mãe.  Como é que moléculas tão grandes se dividem com tanta

Organização do ADN

É mais fácil lidar com um novelo de lã do que com

a

lã toda espalhada.

com este princípio que as células lidam com o problema de mover o ADN no seu interior.

É

Durante os períodos de tempo em que a célula não se está a dividir, o ADN tem tendência em encontrar-se relativamente esticado no núcleo, isso ajuda no processo de transcrição e replicação.

No entanto quando é preciso movimentar o ADN, essa forma não facilita o processo, por isso é necessário “enrolar” o ADN em unidades mais práticas de movimentar.

Organização do ADN

Nos eucariontes as moléculas de

ADN encontram-se no núcleo associado a proteínas as histonas

constituindo estruturas filamentosas

denominados de cromossomas.

estruturas filamentosas denominados de cromossomas.  Os cromossomas podem apresentar- se na forma distendida

Os cromossomas podem apresentar- se na forma distendida ou

condensada

filamentosas denominados de cromossomas.  Os cromossomas podem apresentar- se na forma distendida ou condensada

Organização do ADN

Um cromossoma é então constituído por o ADN e as histonas, as quais constituem 50% do peso do cromossoma.

O ADN contém a informação genética.

As proteínas dão forma aos cromossomas e regulam também a actividade do ADN.

Durante alguns períodos de vida da célula, os cromossomas encontram-se constituídos por uma única molécula de

ADN e as suas proteínas, dizendo-se que

o cromossoma é constituído por um cromatídeo.

por uma única molécula de ADN e as suas proteínas, dizendo-se que o cromossoma é constituído

Organização do ADN

 No entanto, durante a fase de divisão celular, cada cromossoma é constituído por duas
 No entanto, durante a fase de divisão
celular, cada cromossoma é constituído
por duas cópias da mesma molécula
de ADN.
São
então
constituídos
por
dois
cromatídeos.
 Os cromatídeos encontram-se unidos
por uma estrutura sólida e resistente
denominada de centrómero.
É
uma
zona
de
constrição
do
cromossoma, com uma
específica, ao qual se
proteico.
sequência
liga um disco
 Durante a fase condensada o ADN
fica 30000 menor do que quando está
distendido.

Fases do Ciclo Celular

A vida celular é cíclica, de uma

forma geral as células:

Crescem;

Aumentam o seu conteúdo;

Dividem-se.

Por outras palavras a vida de uma célula começa quando ela surge a partir da célula-mãe e

acaba quando ela própria se

divide e origina duas células- filhas.

começa quando ela surge a partir da célula-mãe e acaba quando ela própria se divide e
começa quando ela surge a partir da célula-mãe e acaba quando ela própria se divide e

Fases do Ciclo Celular

Ao conjunto de alterações que ocorrem desde o momento da formação de uma célula até ao momento em que se divide dá-se o nome de ciclo

celular.

que ocorrem desde o momento da formação de uma célula até ao momento em que se
que ocorrem desde o momento da formação de uma célula até ao momento em que se
que ocorrem desde o momento da formação de uma célula até ao momento em que se

Fases do Ciclo Celular

Baseando-se na actividade da célula visível ao microscópio óptico um ciclo celular

divide-se em:

Interfase

 Compreende o período entre o fim de uma divisão celular e o início da
 Compreende o período entre o fim de uma divisão celular e o início da seguinte.

Fase mitótica (Fase M) ou período da divisão celular.



Corresponde ao período durante o qual ocorre a divisão celular.

mitótica (Fase M) ou período da divisão celular.  Corresponde ao período durante o qual ocorre

Fases do Ciclo Celular

Ciclo Celular Fase Interfase Mitótica Período Período Período S Mitose Citocinese G1 G2
Ciclo
Celular
Fase
Interfase
Mitótica
Período
Período
Período S
Mitose
Citocinese
G1
G2

Centríolos

Existem estruturas essenciais para o

normal desenrolar da interfase e mitose, podendo destacar-se os centríolos.

da interfase e mitose, podendo destacar-se os centríolos.  Os centríolos são organelos de forma cilíndrica,

Os centríolos são organelos de forma cilíndrica, constituídos por nove conjuntos de tripletos, que se encontram nas células animais e na

maioria dos protistas.

Encontram-se em pares, fazendo ângulos quase rectos um com o

outro, perto da membrana nuclear.

A

região onde

centríolos

centrossoma.

dá-se

um com o outro, perto da membrana nuclear.  A região onde centríolos centrossoma. dá-se se

se encontram os

de

o

nome

um com o outro, perto da membrana nuclear.  A região onde centríolos centrossoma. dá-se se

Centríolos

Os centríolos são essenciais no processo mitótico.

Ajudam na construção dos microtúbulos,

uma proteína

tubos

longos

e

ocos

de

chamada tubulina.

Os microtúbulos influenciam a forma celular, movimenta os cromossomas e formam uma estrutura interna funcional para os flagelos e cílios.

Os centrossomas podem-se encontrar em áreas denominadas de Centros Organizadores de Microtúbulos (MTOC).

denominadas de Centros Organizadores de Microtúbulos (MTOC).  Antes duplicam. da divisão celular os Centríolos

Antes

duplicam.

da

divisão

celular

os

Centríolos

denominadas de Centros Organizadores de Microtúbulos (MTOC).  Antes duplicam. da divisão celular os Centríolos
denominadas de Centros Organizadores de Microtúbulos (MTOC).  Antes duplicam. da divisão celular os Centríolos

Interfase

 Cerca de 90% da vida de uma célula é passada em interfase.  É
 Cerca
de 90%
da
vida de uma
célula é
passada em
interfase.
 É um período de intensa actividade biossintética.
 Verifica-se o crescimento e a duplicação do conteúdo celular,
incluindo o conteúdo genético.
 Durante esta fase, os cromossomas encontram-se distendidos,
pelo que não são visíveis ao MOC.
 A replicação do ADN de uma célula ocorre durante uma fase da
interfase, denominada de período S ou de síntese, sendo
precedido e seguido, respectivamente por dois intervalos G1 e
G2 (G de gap ou seja intervalo).

Fase G1

A célula acabou de sair de

uma mitose, é mais pequena do que o normal.

Intensa

actividade

biossintética, nomeadamente

de proteínas enzinas e RNA.

estruturais,

Formam-se

organelos

celulares

e

como

consequência

a

célula

aumenta.

e RNA. estruturais, Formam-se organelos celulares e como consequência a célula aumenta.

Fase S

Tendo dos os organelos suficientes e o

devido tamanho a célula auto-replica cada uma das moléculas de ADN,

passando nesse momento cada

cromossoma a ser constituído por dois cromatídeos ligados pelo centrómero.

Nas células que os apresentam, há duplicação dos centríolos, formando-

se dois pares.

ligados pelo centrómero.  Nas células que os apresentam, há duplicação dos centríolos, formando- se dois

Fase G2

É a etapa final antes da mitose.

Ocorre

actividade

de

necessárias

mitótica.

intensa

biossintética

uma

biomoléculas

divisão

à

A célula aumenta mais um

pouco o seu tamanho.

mitótica. intensa biossintética uma biomoléculas divisão à  A célula aumenta mais um pouco o seu
mitótica. intensa biossintética uma biomoléculas divisão à  A célula aumenta mais um pouco o seu

Fase Mitótica

O processo mitótico pode apresentar algumas diferenças de célula para célula, no entanto, de um modo geral nos eucariontes o processo decorre da

seguinte forma:

Mitose ou cariocinese divisão do núcleo;

Citocinese divisão física do citoplasma.

Mitose

Conjunto de transformações durante os quais os núcleos das

células eucarióticas se dividem.

As células reorganizam os seus microtúbulos na forma de um

fuso bipolar estando o MTOC nos pólos desse fuso.

Podem distinguir-se quatro fases:

Profáse;

nos pólos desse fuso.  Podem distinguir-se quatro fases:  Profáse;  Metafáse;  Anáfase; 

Metafáse;

nos pólos desse fuso.  Podem distinguir-se quatro fases:  Profáse;  Metafáse;  Anáfase; 

Anáfase;

nos pólos desse fuso.  Podem distinguir-se quatro fases:  Profáse;  Metafáse;  Anáfase; 

Telofáse.

nos pólos desse fuso.  Podem distinguir-se quatro fases:  Profáse;  Metafáse;  Anáfase; 
nos pólos desse fuso.  Podem distinguir-se quatro fases:  Profáse;  Metafáse;  Anáfase; 

Prófase

Os filamentos de cromatina condensam-se

tornando-se cada vez mais grossos e curtos.

Formam-se os cromossomas com dois cromatídeos unidos pelo centrómero.

Os dois pares de centríolos começam a

afastar-se em sentidos opostos, formando

entre eles o fuso acromáticos ou mitótico.

Trata-se de um complexo de microtúbulos proteicos.

Quando os centríolos atingem os polos opostos, a membrana nuclear desintegra- se e os nucléolos desaparecem.

 Quando os centríolos atingem os polos opostos, a membrana nuclear desintegra- se e os nucléolos
 Quando os centríolos atingem os polos opostos, a membrana nuclear desintegra- se e os nucléolos

Metáfase

Os

cromossomas

encurtamento.

atingem

o

seu

máximo

O centríolos estão nos polos da célula;

O fuso acromático completa a sua formação.

A

cada

cromossoma

ligam-se

dois

microtúbulos

provenientes de centríolos diferentes.

Os microtúbulos ligam-se, cada um, a um cromatídio diferente.

Os cromossomas dispõem-se com os centrómeros no

plano equatorial, voltados para o centro desse

plano e com os braços para fora. Os cromossomas assim imobilizados e alinhados em placa formam a chamada placa equatorial.

e com os braços para fora. Os cromossomas assim imobilizados e alinhados em placa formam a
e com os braços para fora. Os cromossomas assim imobilizados e alinhados em placa formam a
e com os braços para fora. Os cromossomas assim imobilizados e alinhados em placa formam a

Anáfase

Dá-se a clivagem de cada um dos

centrómeros, separando-se os cromatídios, que passam a constituir que passam a constituir dois cromossomas independentes.

Os microtúbulos ligados aos cromossomas

encurtam-se e estes começam a afastar-se

migrando para pólos opostos.

A este processo dá-se o nome de ascensão polar dos cromossomas-filhos.

dá-se o nome de ascensão polar dos cromossomas-filhos .  No final desta etapa, os dois
dá-se o nome de ascensão polar dos cromossomas-filhos .  No final desta etapa, os dois
dá-se o nome de ascensão polar dos cromossomas-filhos .  No final desta etapa, os dois

No final desta etapa, os dois pólos da célula têm conjuntos completos e equivalentes de cromossomas, logo têm a

mesma informação genética.

dois pólos da célula têm conjuntos completos e equivalentes de cromossomas, logo têm a mesma informação
dois pólos da célula têm conjuntos completos e equivalentes de cromossomas, logo têm a mesma informação

Telófase

A membrana nuclear reorganiza-se à

volta dos cromossomas de cada célula-filha.

Os nucléolos reaparecem.

Dissolve-se o fuso mitótico.

Os cromossomas descondensam-se e alongam-se.

A célula fica assim constituída por dois núcleos e com uma constrição na zona da placa equatorial.

alongam-se.  A célula fica assim constituída por dois núcleos e com uma constrição na zona
alongam-se.  A célula fica assim constituída por dois núcleos e com uma constrição na zona

Citocinese

Corresponde a divisão do citoplasma e consequente

individualização das células-filhas.

Este processo inicia-se aquando do final da anáfase quando se

forma um anel contráctil de filamentos proteicos, ao nível do plano

contráctil de filamentos proteicos, ao nível do plano equatorial.  O sulco de clivagem prossegue até

equatorial.

O

sulco de

clivagem prossegue até as duas células estarem

completamente individualizadas.

do plano equatorial.  O sulco de clivagem prossegue até as duas células estarem completamente individualizadas.

Divisão Celular

Divisão Celular

Divisão Celular em células vegetais

O

apresenta

entre

vegetais.

de

divisão

celular

vegetais O apresenta entre vegetais. de divisão celular  processo algumas células diferenças animais as e

processo

algumas

células

diferenças

animais

as

e

Tais

diferenças

assentam

essencialmente

apresentadas

células.

diferenças

as

nas

entre

duas

Embora ambas sejam eucariontes, apresentam diferenças estruturais e mesmo funcionais.

Divisão Celular em células vegetais

Célula animal

Célula vegetal

MTOC apresenta centríolos visíveis, isto é,

MTOC sem centríolos visíveis, isto é, o

o centrossoma é visível.

centrossoma não é visível.

Citocinese por anel de constrição.

Citocinese por deposição de vesículas do Complexo de Golgi (1) .

(1) Nas células animais a Citocinese ocorre por estrangulamento da célula pelo plano equatorial. No entanto as células vegetais apresentam uma parede celular, que por se rígida não consegue sofrer estrangulamento. Assim neste caso, vesículas derivadas do Complexo de Golgi alinham-se na região equatorial e fundem-se.

As membranas das vesículas vão formar a membrana plasmática das células-filhas

e o conteúdo das vesículas contem percursores da parede celular.

vão formar a membrana plasmática das células-filhas e o conteúdo das vesículas contem percursores da parede

Regulação do Ciclo Celular

As células possuem mecanismos de regulação que actuam em três fases distintas, na fase G 1 , G 2 e durante a mitose.

No final da fase G 1 as células fazem uma avaliação, para verificarem se a célula possui todas as condições internas necessárias para prosseguir para a fase S.

Se a avaliação for negativa a células permanece num estado denominado de G 0 .

O tempo de permanência em G 0 depende não só das condições internas mas também das externas.

As células normalmente possuem um período de G 0 muito reduzido.

Algumas como as células cerebrais e as musculares perdem a capacidade de se dividirem permanecendo nesta fase durante anos ou mesmo até morrerem.

Sob o estimulo correcto as células podem passar da fase G 0 seguindo assim o ciclo celular.

mesmo até morrerem.  Sob o estimulo correcto as células podem passar da fase G 0

Regulação do Ciclo Celular

Se após a fase G 1 o material genético não estiver nas devidas condições, a célula desencadeia um processo de apoptose celular ou morte celular.

genético não estiver nas devidas condições, a célula desencadeia um processo de apoptose celular ou morte

Regulação do Ciclo Celular

No

final

da

verificação.

fase

G 2

ocorre

nova

 No final da verificação. fase G 2 ocorre nova  Se o DNA tiver sido

Se o DNA tiver sido bem replicado, o

processo de divisão celular prossegue.

Caso contrário, se o DNA não tiver sido

todo replicado ou se estiver danificado

por Raios X ou Raios Solares o processo

termina.

Também durante a mitose ocorre nova

verificação.

Se

a efectuada, isto é, de forma equitativa o processo termina.

não tiver sido bem

cariocinese

Regulação do Ciclo Celular

Os mecanismos de regulação de extrema importância para o normal funcionamento do ciclo celular.

importância para o normal funcionamento do ciclo celular.  Estando as células expostas a tantas agressões

Estando as células expostas a tantas agressões quer internas

como externas, não são incomuns

situações que levam ao anormal funcionamento das células.

Os cancros ou neoplasia malignas são situações que surgem por um descontrolo do ciclo celular.

das células.  Os cancros ou neoplasia malignas são situações que surgem por um descontrolo do
das células.  Os cancros ou neoplasia malignas são situações que surgem por um descontrolo do

Regulação do Ciclo Celular

Nas neoplasias as células perdem a capacidade de se controlarem, dividindo-se interminavelmente.

Por essa razão cria-se uma massa de células que de divide continuamente.

Estas células podem invadir outros tecidos à medida que crescem ou entrar na corrente sanguínea e alugarem-se em outros órgãos. Neste caso diz-se que ocorreu metastização.

Estabilidade do programa genético

Durante

o

programa genético é transmitido às

células filhas com precisão, o que

do

permite

programa genético.

a

divisão

celular,

a

estabilidade

Durante a fase S, a célula-mãe, duplica o material genético duplica, passando os cromossomas a serem constituídos por dois cromatídeos.

Isto

duplicada.

é,

a informação genética foi

Este fenómeno ocorre com vista a

que cada célula-filha receba uma

cópia do programa genético exactamente igual.

Essa separação ocorre na anáfase.

cada célula-filha receba uma cópia do programa genético exactamente igual.  Essa separação ocorre na anáfase.

Estabilidade do programa genético

Se este processo ocorrer sem falhas, a mesma informação genética é perpetuada ao longo de inúmeras gerações.

genética é perpetuada ao longo de inúmeras gerações.  E os indivíduos serão geneticamente idênticos.
genética é perpetuada ao longo de inúmeras gerações.  E os indivíduos serão geneticamente idênticos.
genética é perpetuada ao longo de inúmeras gerações.  E os indivíduos serão geneticamente idênticos.
genética é perpetuada ao longo de inúmeras gerações.  E os indivíduos serão geneticamente idênticos.

E os indivíduos serão geneticamente idênticos.

genética é perpetuada ao longo de inúmeras gerações.  E os indivíduos serão geneticamente idênticos.
genética é perpetuada ao longo de inúmeras gerações.  E os indivíduos serão geneticamente idênticos.

Crescimento e regeneração celular

Os organismos multicelulares iniciam o seu

desenvolvimento a partir da célula-ovo que através inúmeras divisões celulares permite atingir o número

final e total de células do organismo.

No entanto é normal ao longo da vida o organismo perder inúmeras células, pelo que têm que ser repostas.

No corpo humano os eritrócitos vivem em média 120 dias, pelo que diariamente a medula óssea produz cerca de 150 a 200 mil milhões destas células para repor as células perdidas.

Tal como estas as células da epiderme, do fígado e dos intestinos são continuamente repostas.

É também através deste processo que organismos conseguem regenerar tecidos.

Organismos de maior complexidade são capazes de regenerar tecidos em menor escala.

Por exemplo, os anfíbios são capazes de regenerar membros, tal como as estrelas-do-mar.

tecidos em menor escala.  Por exemplo, os anfíbios são capazes de regenerar membros, tal como
tecidos em menor escala.  Por exemplo, os anfíbios são capazes de regenerar membros, tal como

Diferenciação celular

Diferenciação celular  Todas as células de um organismo se formaram a partir da célula-ovo, pelo

Todas as células de um organismo se

formaram a partir da célula-ovo, pelo que têm exactamente a mesma informação.

No entanto quando observamos as células dos diferentes tecidos desse organismo verificamos que elas diferem em forma e em função.

No corpo humano calcula-se que existam cerca de 200 tipos diferentes de células.

Diferenciação celular

A organização de diferentes tipos de células permite obter estruturas complexas especializadas em diferentes funções.

estruturas complexas especializadas em diferentes funções.  Ao longo do desenvolvimento do

Ao

longo

do

desenvolvimento

do

organismo

ocorre

um

conjunto

de

processos

através

dos

quais

células

geneticamente

idênticas

são

especializadas

no

sentido

de

desempenharem diferentes funções.

A

esta

especialização

bioquímica

e

morfológica

 

denomina-se

de

diferenciação celular.

  denomina-se de diferenciação celular.  Descobriu-se que, num determinado momento da vida de

Descobriu-se que, num determinado momento da vida de uma célula, apenas 5 a 10% do ADN de uma célula está activo.

Diferenciação celular

Inicialmente os biólogos colocaram a hipótese de as células perdiam parte dos seus genes, retendo aqueles que eram funcionais num determinado órgão.

Página 55 Actividade 13

num determinado órgão. Página 55 – Actividade 13  Os estudos sobre a diferenciação celular estão

Os estudos sobre a diferenciação celular estão na origem do desenvolvimento da técnica de clonagem.

Através da clonagem obtêm-se clones, que podem ser ao nível do gene, célula ou indivíduos celulares, geneticamente idênticos entre si e que são descendentes de um único ancestral.

gene, célula ou indivíduos celulares, geneticamente idênticos entre si e que são descendentes de um único
gene, célula ou indivíduos celulares, geneticamente idênticos entre si e que são descendentes de um único

Diferenciação celular

Durante os estudo os investigadores verificaram

que em determinadas circunstâncias, as células diferenciadas, podem perder a sua especialização transformando-se em células indiferenciadas.

Estas células recuperam assim a capacidade de originarem todos os tipos de células de uma organismoreadquirem a totipotência.

células de uma organismo … readquirem a totipotência.  Verifica-se células diferenciadas conservam toda o seu

Verifica-se

células

diferenciadas conservam toda o seu ADN, já que

a

do

podem

organismo.

assim

que

mesmos

as

dar

origem

qualquer

célula

No entanto em cada tipo de célula, apenas um pequeno número de genes encontra-se “ligados”.

qualquer célula  No entanto em cada tipo de célula, apenas um pequeno número de genes
qualquer célula  No entanto em cada tipo de célula, apenas um pequeno número de genes

Utilidade da técnica de clonagem

O

Guerra das Estrelas puderá

ainda estar longe mas

da

exercito

de

clones

A clonagem e o estudo das

células totipotentes é hoje em

dia uma das áreas de investigação mais importantes da biologia.

Não para obter indivíduos

completos mas sim tecidos e

órgãos específicos.

mais importantes da biologia.  Não para obter indivíduos completos mas sim tecidos e órgãos específicos.

Utilidade da técnica de clonagem

As células totipotentes têm permitido obter

tecidos com vista ao tratamento de doenças como o Parkinson ou o Alzheimer.

Existem duas linhas de investigação neste momento

Recorrendo às células estaminais embrionárias ou células-tronco embrionárias.

Nesta linha, as células são separadas e após o devido estímulo elas dividem-se no tipo de

células pretendido.

Outra processo consiste em utilizar células estaminais presentes em alguns órgãos

adultos, como por exemplo a medula óssea ou o cordão umbilical dos recém-nascidos.

presentes em alguns órgãos adultos, como por exemplo a medula óssea ou o cordão umbilical dos
presentes em alguns órgãos adultos, como por exemplo a medula óssea ou o cordão umbilical dos

Regulação da diferenciação celular

O mecanismo que regula quais os genes que estão ou não activos ainda não é bem conhecido, mas tem sido alvo de diversas investigações.

Admite-se que o controlo ocorra em diferentes níveis de expressividade do ADN e com intervenção de moléculas do

ambiente celular.

O controlo pode ocorrer que ao nível da transcrição como ao nível da tradução e é influenciado por elementos provenientes do ambiente.

É

determinado tipo de célula que é substituído por outro tipo de célula.

das metaplasias, mudanças reversíveis num

o

caso

célula. das metaplasias, mudanças reversíveis num o caso  No caso dos fumadores, o fumo do

No caso dos fumadores, o fumo do tabaco actua ao nível do

ADN das células da parede dos brônquios e traqueias, fazendo

que as células passem de uma forma colunar e ciliada para uma forma paralelepipédica e sem cílios.

Admite-se também que determinados medicamentos influenciem o embrião de uma mulher grávida e que como tal alterem o processo de diferenciação fazendo surgir malformações.

o embrião de uma mulher grávida e que como tal alterem o processo de diferenciação fazendo
o embrião de uma mulher grávida e que como tal alterem o processo de diferenciação fazendo

Reprodução assexuada

Reprodução assexuada

Reprodução assexuada

Na reprodução assexuada todos os

indivíduos são iguais entre si, pois o processo base deste tipo de reprodução é a mitose.

Há assim continuidade e estabilidade genética ao longo das gerações.

É um processo rápido e que permite a obtenção de muitos indivíduos em pouco tempo.

No entanto se um morrer por alguma situação adversa, então todos morrem.

de muitos indivíduos em pouco tempo.  No entanto se um morrer por alguma situação adversa,
de muitos indivíduos em pouco tempo.  No entanto se um morrer por alguma situação adversa,

Reprodução assexuada

Seres

seres

eucariontes unicelulares, reproduzem-se assexuadamente.

procariontes,

bem

como

Existem também muitos multicelulares que podem também apresentar reprodução assexuada.

Em todos os processos de reprodução assexuada um único organismo origina

descendentes geneticamente idênticos entre si e ao seu progenitor.

Este processo pode também denominar-se de clonagem e os indivíduos assim formados por clones.

ao seu progenitor.  Este processo pode também denominar- se de clonagem e os indivíduos assim
ao seu progenitor.  Este processo pode também denominar- se de clonagem e os indivíduos assim

Reprodução assexuada

Bipartição

Divisão de um organismo em dois de igual tamanho.

Amiba, Paramécia, Planária.

Gemulação

Formação

ou mais

saliências, gomos ou gemas, que

ao se desenvolverem se separam

e originam novos organismos.

de

uma

Leveduras, Hidra e Anémonas.

gomos ou gemas, que ao se desenvolverem se separam e originam novos organismos. de uma 
gomos ou gemas, que ao se desenvolverem se separam e originam novos organismos. de uma 

Reprodução assexuada

Esporulação

Formação de células reprodutoras, os esporos, os quais podem originar um novo indivíduo.

Bolor

Multiplicação vegetativa

Formação de novos seres

partir do

desenvolvimento de certas estruturas vegetativas como raízes, caules e folhas.

a

Fragmentação

Separação de um fragmento do corpo, originando cada fragmento um novo

indivíduo por regeneração.

Estrela-do-mar e plantas.

de um fragmento do corpo, originando cada fragmento um novo indivíduo por regeneração.  Estrela-do-mar e
de um fragmento do corpo, originando cada fragmento um novo indivíduo por regeneração.  Estrela-do-mar e

Clonagem

Devido

capacidade de

regeneração das plantas, os investigadores descobriram uma forma de se propagar as melhores plantas.

a

grande

A partir do século XX com o desenvolvimento de tecnologias laboratoriais avançadas, a clonagem, esta capacidade das plantas foi aplicada aquilo que se chama a cultura in

vitro (micropropagação).

que se chama a cultura in vitro (micropropagação). com a qual  Técnica possível obter rapidamente

com

a

qual

Técnica

possível obter

rapidamente milhares de plântulas a partir de uma planta original.

é

Esta técnica tem permitido a recuperação de espécies em vias de extinção.

a partir de uma planta original. é  Esta técnica tem permitido a recuperação de espécies
a partir de uma planta original. é  Esta técnica tem permitido a recuperação de espécies

Clonagem

Clonagem

Clonagem

A clonagem em animais é um processo bastante mais recente.

A ideia surgiu quando se separaram as primeiras células da divisão mitótica do ovo, que permitiu obter vários indivíduos geneticamente

idênticos.

 Este estudo parte da compreensão da formação dos gémeos idênticos.  Em 1997 consegue-se
 Este estudo parte da compreensão da formação dos gémeos idênticos.
 Em 1997 consegue-se obter o primeiro mamífero clonado.
 O processo é ainda complexo e com bastantes obstáculos científicos e
morais.
 A possibilidade de clonar um indivíduo a partir de um núcleo de uma
células especializada mostra a potencialidade da técnica e o processo de
totipotência.

Reprodução assexuada

Partenogénese

Formação de novos indivíduos exclusivamente a partir do desenvolvimento de gâmetas femininos.

 Pulgões e Rotíferos
 Pulgões e Rotíferos

Reprodução sexuada

Divisão Meiótica

Reprodução sexuada Divisão Meiótica
Reprodução sexuada Divisão Meiótica

Reprodução sexuada

A reprodução sexuada por sua vez, um processo praticamente comum a todos os seres vivos.

Neste processo as sucessivas gerações não apresentam uniformidade de informação

genética.

não apresentam uniformidade de informação genética.  Os descentes provêm de dois progenitores, possuindo

Os descentes provêm de dois

progenitores, possuindo por isso

caracteristicas de ambos.

Reprodução sexuada

A reprodução

sexuada

implica

obrigatoriamente a fusão de dois gâmetas.

Um masculino e um feminino.

A células resultante denomina-se de ovo e é

constituido geneticamente por uma porção

de cada progenitor.

Assim cada indivíduo vai possuir um

cromossoma paterno e outro materno.

São os cromossomas homólogos. Estes cromossomas têm forma e estrutura semelhantes e são portadores de genes para os mesmos caracteres.

 Estes cromossomas têm forma e estrutura semelhantes e são portadores de genes para os mesmos
 Estes cromossomas têm forma e estrutura semelhantes e são portadores de genes para os mesmos
 Estes cromossomas têm forma e estrutura semelhantes e são portadores de genes para os mesmos

Reprodução sexuada

 Todos os ovos/zigotos são portadores de cromossomas homólogos, por isso designam-se de células diplóides.
 Todos
os ovos/zigotos são portadores de
cromossomas homólogos, por isso designam-se de
células diplóides.
 Nestes casos a constituição cromossómica representa-
se por 2n.
 Verifica-se assim que a fecundação leva a uma
duplicação do material genético.
Bom ou mau?

Reprodução sexuada

Verifica-se que na reprodução sexuada

há constância do número de cromossomas ao longo da geração.

Assim, de alguma forma, terá que ocorrer uma divisão em que ocorra um fenómeno de redução para metade dos cromossomas.

Dessa forma criam-se células que têm apenas um cromossoma de cada par de cromossomas homólogo.

Forma-se assim células háploides.

Ou seja, células com n quantidade de cromossomas.

cromossomas homólogo.  Forma-se assim células háploides.  Ou seja, células com n quantidade de cromossomas.

Meiose

O

processo

que

cria

células haplódes a partir

de células diplóides,

denomina-se de Meiose.

a partir de células diplóides, denomina-se de Meiose. decorrer deste  No processo ocorre uma

decorrer

deste

No processo

ocorre

uma

redução cromática.

células diplóides, denomina-se de Meiose. decorrer deste  No processo ocorre uma redução cromática.
células diplóides, denomina-se de Meiose. decorrer deste  No processo ocorre uma redução cromática.

Meiose… aspectos gerais

Divisão I

Divisão reducional, ocorre aqui a passagem de células diplóides a haplóides.

Os cromossomas homólogos emparelham-se, gene por gene, formando os bivalentes.

emparelham-se, gene por gene, formando os bivalentes.  Os cromossomas pode tocar-se formando os pontos de

Os cromossomas pode tocar-se formando os pontos de quiasma.

Os cromossomas pode tocar-se formando os pontos de quiasma.  Pode haver troca de fragmentos de
Os cromossomas pode tocar-se formando os pontos de quiasma.  Pode haver troca de fragmentos de

Pode haver troca de fragmentos de cromatídeos entre cromossomas hómologos, fenómeno designado como crossing- over.

Divissão II

Cada cromossoma é ainda constituidos por dois cromatídeos, pelo que ainda tem que acontecer uma nova divisão celular. Esta agora muito semelhante a uma mitose normal.

Por esta razçaõ equacional.

denomina-se a esta divisão a divisão

Esta agora muito semelhante a uma mitose normal.  Por esta razçaõ equacional. denomina-se a esta

Meiose

A divisão I é reducional, pois o número de cromossomas, por célula,

fica reduzido a metade.

Por seu lado a divisão

II

é apenas

equacional,

tal

como

qualquer

mitose.

Este processo é sequencial, podendo

ocorrer entre as diferentes divisões

interfases mais ou menos longas.

Ocasionalmente os núcleos passam de telófase I para metáfase II.

divisões interfases mais ou menos longas.  Ocasionalmente os núcleos passam de telófase I para metáfase

Meiose

Meiose

Alterações ao nível dos cromossomas

Durante ocorrer

meiose

podem

fenómenos

a

diferentes

que

levam

a

alterações

na

estrutura

ou

número

de

cromossomas

das

células

resultantes.

Estas alterações são conhecidas como mutações cromossómicas.

Estruturais

alterarem

estrutura dos cromossomas.

se

a

Numéricas se alterarem o número de cromossomas.

Estruturais alterarem – estrutura dos cromossomas. se a  Numéricas – se alterarem o número de
Estruturais alterarem – estrutura dos cromossomas. se a  Numéricas – se alterarem o número de

Mutações numéricas

Anomalias em que há alteração do número de cromossomas.

Estas mutações podem ocorrer em diferentes etapas da meiose:

Durante a divisão homólogos.

I,

pela

não separação de

cromossomas

Durante a divisão II, pela não separação de cromatídeos de cada cromossoma.

A alteração do número de cromossomas ao nível dos

gâmetas pode originar situações graves de mal formação.

Trissomias

Trissomias  Síndrome de Down  Trissomia do 21. cromossoma  Síndrome de Edwards  Trissomia

Síndrome de Down

Trissomia

do

21.

cromossoma

Síndrome de Edwards

Trissomia

do

cromossoma

18

Síndrome da Super-mulher.

Trissomia do cromossoma X

Síndrome de Klinefelter

Cariótipo XXY

Síndrome do Super-homem

Cariótipo XYY

Monossomias

Síndrome de Turner

Cariótipo 44X

Síndrome de cri-du-chat

Também conhecido como grito de gato, devido ao

choro característico das

crianças que apresentam esta mutação.

Falta

uma cromossoma 5

porção

do

gato, devido ao choro característico das crianças que apresentam esta mutação. Falta  uma cromossoma 5
gato, devido ao choro característico das crianças que apresentam esta mutação. Falta  uma cromossoma 5

Mutações estruturais

Resultam de alterações no número ou arranjo dos genes, mas o número de cromossomas mantém- se.

Estas

situações

surgem

essencialmente

devido

ao

fenómeno de

crossing-over,

pois

levar

ao

aparecimento

de

sequências anormais de genes.

Devido a ruptura da estrutura linear

do

reparação deficiente.

seguida

cromossoma

de

uma

anormais de genes.  Devido a ruptura da estrutura linear do reparação deficiente. seguida cromossoma de

Mutações

As mutações podem ser espontâneas ou induzidas por

diferentes agentes exteriores como por exemplo os raios

X.

A

maior

parte

das

mutações

são

prejudiciais

aos

organismos, mas ocasionalmente algumas acarretam

alguma vantagem perante os outros.

No entanto, as mutações são uma importante fonte de variabilidade genética que tem permitido a evolução das espécieis.

Mitose e Meiose aspectos comparativos

Mitose e Meiose – aspectos comparativos

Mitose e Meiose aspectos comparativos

Mitose e Meiose – aspectos comparativos  Em ambos os processos ocorre apenas uma interfase. 

Em ambos os processos ocorre apenas uma interfase.

A mitose é um processo rápido que permite a constância do material genético.

Por sua

vez

a

meio permite

variabilidade genética.

a redução cromática

e

o

aumento da

Reprodução sexuada e a variabilidade genética

Na reprodução sexuada a meiose e a fecundação asseguram a manutenção do número de cromossomas.

No entanto permitem o aumento da variabilidade genética de geração para geração.

Desse

modo

gerações

não iguais.

são

sucessivas

mas

as

semelhantes

genética de geração para geração.  Desse modo gerações não iguais. são sucessivas mas as semelhantes

Reprodução sexuada e a variabilidade genética

As quatro células haplóides resultantes da meiose, embora

tenham o mesmo número de cromossomas, não possuem entre si a mesma informação genética.

Durante a Anáfase I, os diferentes pares de cromossomas

homólogos separam-se independentemente uns dos outros.

Assim

diferentes

combinações

de

cromossomas

de

origem

maternal e paternal podem ocorrer nas células haplóides.

Isto aumenta a variabilidade genética das células resultantes.

O número de combinações possíveis dos cromossomas de origem paterna e materna nas células haplóides depende do número de cromossomas da célula diplóide.

De modo geral p número de combinações possíveis é calculado pela seguinte fórmula: 2 n . (Sendo n o número de pares de cromossomas).

Reprodução sexuada e a variabilidade genética

Desta forma as combinações possíveis,

resultantes apenas da separação dos bivalentes, na espécie humana, podem ascender aos 8 milhões.

Isto quer dizer, que um ser humano, pode desta forma gerar cerca de 8 milhões de gâmetas geneticamente diferentes.

No entanto a variabilidade é mais elevado devido ao fenómeno de crossing-over que ocorre durante a

Prófase I.

 No entanto a variabilidade é mais elevado devido ao fenómeno de crossing-over que ocorre durante

Reprodução sexuada e a variabilidade genética

A troca de segmentos entre cromatídios não irmãos, isto é, entre cromatídios de cromossomas de origem paterna e materna, permite a formação de novas combinações de genes paternos e maternos no mesmo

cromossoma.

Desta

forma

originais.

originam-se

cromatídios

completamente

diferentes

dos

paternos e maternos no mesmo cromossoma.  Desta forma originais. originam-se cromatídios completamente diferentes dos

Reprodução sexuada e a variabilidade genética

Quando ocorre fecundação o número de possibilidades diferentes de combinações genéticas possíveis no ovo é igual ao produto das combinações

genéticas possíveis nos dois gâmetas

que se fundem.

Isto é: 2 n X2 n

No

da

caso

2 23 X2 23 =64X10 12 .

espécie

humana:

Assim é fácil de perceber que embora semelhantes, os organismos das mesma espécie são geneticamente diferentes.

 Assim é fácil de perceber que embora semelhantes, os organismos das mesma espécie são geneticamente

Reprodução Sexuada nos Animais

Reprodução Sexuada nos Animais

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

A reprodução sexuada

resulta do encontro dos

gâmetas masculinos e

femininos.

No mundo vivo, existem as

mais

estratégias que visam

permitir o encontro dos

diferentes

gâmetas.

e femininos.  No mundo vivo, existem as mais estratégias que visam permitir o encontro dos

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

Nos animais os gâmetas (células sexuais) são produzidos em estruturas denominadas de gónadas:

são produzidos em estruturas denominadas de gónadas:  Testículos, nos machos e produzem que

Testículos, nos machos e

produzem

que

espermatozóides.

Ovários, nas fêmeas e que produzem ovócitos II.

 Testículos, nos machos e produzem que espermatozóides.  Ovários, nas fêmeas e que produzem ovócitos

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

Existem animais em que os dois tipos de gónadas ocorrem no mesmo organismo, nesse caso, estamos perante hermafroditas.

mesmo organismo, nesse caso, estamos perante hermafroditas.  Mais frequentemente os sexos, ou seja, as gónadas

Mais frequentemente os sexos, ou seja, as gónadas encontram- se em organismos distintos e

nesse caso estamos perante

animais unissexuados.

distintos e nesse caso estamos perante animais unissexuados.  Muitas vezes macho e fêmeas apresentam diferenças

Muitas vezes macho e fêmeas apresentam diferenças físicas

que nos permitem distinguir um

do outro, isto é, apresentam dimorfismo sexual.

e fêmeas apresentam diferenças físicas que nos permitem distinguir um do outro, isto é, apresentam dimorfismo
e fêmeas apresentam diferenças físicas que nos permitem distinguir um do outro, isto é, apresentam dimorfismo
e fêmeas apresentam diferenças físicas que nos permitem distinguir um do outro, isto é, apresentam dimorfismo

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

Nos casos de animais que vivem isolados,

verifica-se

como

autofecundação.

as

ténias,

Isto é, são hermafroditas em que os gâmetas produzidos por eles próprios se fecundam.

Trata-se de uma caso de hermafroditas suficientes.

Isto é importante para estes espécies pois

os indivíduos encontram-se isolados.

de hermafroditas suficientes.  Isto é importante para estes espécies pois os indivíduos encontram- se isolados.

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

No entanto na maior parte dos

fecundação

hermafroditas

a

dá-se

entre

gâmetas

produzidos

em

organismos

diferentes.

Nesse caso, como por exemplo os caracóis, estamos perante hermafroditos insuficientes.

os caracóis, estamos perante hermafroditos insuficientes.  Este processo aumenta a variabilidade genética, dado

Este processo

aumenta a

variabilidade genética, dado

que os gâmetas provêm de

indivíduos distintos.

 Este processo aumenta a variabilidade genética, dado que os gâmetas provêm de indivíduos distintos.
 Este processo aumenta a variabilidade genética, dado que os gâmetas provêm de indivíduos distintos.

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

Em animais unissexuados a união de espermatozóides dá-se de diferentes formas.

Depende

basicamente

da

forma

de

locomoção

dos

organismo e do meio ambiente em que se encontram.

No entanto e de forma geral distinguem-se dois tipos de fecundação:

Fecundação externa

No entanto e de forma geral distinguem-se dois tipos de fecundação:  Fecundação externa  Fecundação
No entanto e de forma geral distinguem-se dois tipos de fecundação:  Fecundação externa  Fecundação
No entanto e de forma geral distinguem-se dois tipos de fecundação:  Fecundação externa  Fecundação

Fecundação interna

No entanto e de forma geral distinguem-se dois tipos de fecundação:  Fecundação externa  Fecundação
No entanto e de forma geral distinguem-se dois tipos de fecundação:  Fecundação externa  Fecundação

Fecundação externa

Característico de ambientes aquáticos, e comum à maior parte das espécies aquáticas, como os peixes, ou daquelas que procuram a água para se reproduzir como as rãs.

Ambos macho e fêmea lançam os seus gâmetas no meio, local onde o espermatozóide ao encontrar os ovócitos vai fecunda-los.

Este processo tem que ser sincronizado no espaço e

no tempo, de modo a que o encontro entre os

gâmetas seja possível.

A existência de moléculas específicas na membrana dos ovócitos, permite que apenas os

espermatozóides provenientes da mesma espécie

fecundem o ovócito.

na membrana dos ovócitos, permite que apenas os espermatozóides provenientes da mesma espécie fecundem o ovócito.

Fecundação interna

Fecundação interna  Característico das espécies terrestres.  Os gâmetas masculinos são depositados

Característico das espécies terrestres.

Os gâmetas masculinos são depositados directamente no órgão sexual feminino.

Este processo evita que os gâmetas sejam lançados para

o meio terrestre onde acabariam por morrer por

dessecação.

No entanto para tal é necessário o encontro de macho e fêmea para que a fecundação possa ocorrer.

Estas épocas conhecidas como épocas de acasalamento permitiram o desenvolvido uma grande variedade de estratégias, definidas geneticamente, e que como tal só são reconhecidas por indivíduos da mesma espécie, e que permitem a aproximação de macho e fêmea.

Na maior parte dos casos, os machos têm que lutar entre si, ou desenvolver complexos rituais que visam atrair a fêmea. Tais comportamentos denominam-se de paradas nupciais.

si, ou desenvolver complexos rituais que visam atrair a fêmea. Tais comportamentos denominam-se de paradas nupciais.

Paradas nupciais

Paradas nupciais

Reprodução Sexuada nas Plantas

Reprodução Sexuada nas Plantas

Reprodução sexuada nas plantas

Reprodução sexuada nas plantas Nas plantas, as estruturas onde são  formados os gâmetas denominam- se

Nas plantas, as estruturas onde são

formados os gâmetas denominam- se de gametângios.

são  formados os gâmetas denominam- se de gametângios.  Existem gametângios masculinos e femininos. 

Existem gametângios masculinos e femininos.

Estas estruturas permitem a

reprodução sexuada nas plantas, e

desenvolveram as mais diversas formas como por exemplo as flores

que permitem o desenvolvimento

das sementes.

Reprodução sexuada nas plantas

Nas angiospérmicas, isto é, nas

plantas

diversidade/estratégias

reprodutivas é imensa.

flor,

com

a

As flores distinguem-se pela forma, tamanho, cor, quantidade de pétalas e sépalas, a forma como estas se inserem

órgãos reprodutivos

masculinos são os estames, já os

Os

inserem …  órgãos reprodutivos masculinos são os estames, já os Os femininos são os carpelos.

femininos são os carpelos.

Carpelo Estames
Carpelo
Estames

Reprodução sexuada nas plantas

As flores

podem

ser

hermafroditas ou unissexuadas.

Nas flores hermafroditas

ocorrem, no mesmo indivíduo,

estames e carpelos.

Nas flores unissexuadas, ou existem estames (masculino) ou carpelos (feminino).

indivíduo, estames e carpelos.  Nas flores unissexuadas, ou existem estames (masculino) ou carpelos (feminino).
indivíduo, estames e carpelos.  Nas flores unissexuadas, ou existem estames (masculino) ou carpelos (feminino).

Estames

Antera Filete
Antera
Filete

Nos

estames

diferencia-se a

antera

superior) e o filete

(parte inferior).

(parte

Na antera existem sacos polínicos, estruturas

pluricelulares onde

se formam os grãos de pólen.

(parte  Na antera existem sacos polínicos, estruturas pluricelulares onde se formam os grãos de pólen.
(parte  Na antera existem sacos polínicos, estruturas pluricelulares onde se formam os grãos de pólen.
(parte  Na antera existem sacos polínicos, estruturas pluricelulares onde se formam os grãos de pólen.
(parte  Na antera existem sacos polínicos, estruturas pluricelulares onde se formam os grãos de pólen.

Carpelos

O carpelo é constituído por três partes:

Estigma

O carpelo é constituído por três partes:  Estigma  Estilete  Ovário – ao nível
O carpelo é constituído por três partes:  Estigma  Estilete  Ovário – ao nível

Estilete

constituído por três partes:  Estigma  Estilete  Ovário – ao nível do ovário desenvolvem-se
constituído por três partes:  Estigma  Estilete  Ovário – ao nível do ovário desenvolvem-se

Ovário ao nível do ovário desenvolvem-se estruturas pluricelulares denominadas

– ao nível do ovário desenvolvem-se estruturas pluricelulares denominadas de óvulos. Estigma Estilete Ovário

de óvulos.

– ao nível do ovário desenvolvem-se estruturas pluricelulares denominadas de óvulos. Estigma Estilete Ovário

Estigma

– ao nível do ovário desenvolvem-se estruturas pluricelulares denominadas de óvulos. Estigma Estilete Ovário

Estilete

– ao nível do ovário desenvolvem-se estruturas pluricelulares denominadas de óvulos. Estigma Estilete Ovário

Ovário

– ao nível do ovário desenvolvem-se estruturas pluricelulares denominadas de óvulos. Estigma Estilete Ovário

Polinização

Para que ocorre reprodução, nas plantas, tem que ocorrer polinização, isto é, transporte de grãos de pólen para os carpelos.

Se a polinização ocorrer entre pólen e carpelos da mesma planta diz-se que a polinização é directa ou autopolinização.

Se a polinização ocorrer entre pólen e carpelos de plantas diferentes a polinização

é indirecta.

 

Pelo vento (anemófila)

Pelo vento (anemófila)

Pelos

animais,

normalmente

insectos

 

(entomófila).

(entomófila).

A polinização cruzada permite uma maior

variabilidade genética.

insectos   (entomófila).  A polinização cruzada permite uma maior variabilidade genética.

Polinização

Polinização  Se as condições forem favoráveis, os grãos de pólen que caem no estigma germinam

Se as condições forem favoráveis, os grãos de

pólen que caem no estigma germinam e formam um uma estrutura denominada de tubo polínico.

e formam um uma estrutura denominada de tubo polínico.  O tubo polínico cresce ao longo

O tubo polínico cresce ao longo do estilete até ao ovário, graças a existência de substâncias nutritivas do estigma.

Ao chegar ao ovário o tubo polínico funde-se com o óvulo e os gâmetas masculinos formados no tubo polínico fecundam os gâmetas femininos existentes no óvulo.

Forma-se assim um ovo que ao desenvolver-se dá origem a um embrião.

Polinização

Os óvulos depois de fecundados

dão origem as sementes.

As paredes do ovário desenvolvem-

se, muitas vezes, em conjunto com

outras peças florais, formando o pericarpo, que envolve as sementes.

florais, formando o pericarpo, que envolve as sementes.  O conjunto do pericarpo e da semente(s)

O conjunto do pericarpo e da semente(s) constitui o fruto.

Se o pericarpo contiver substâncias nutritivas constitui um fruto carnudo.

 Se o pericarpo contiver substâncias nutritivas constitui um fruto carnudo.  Se desidratar forma um

Se desidratar forma um fruto seco.

 Se o pericarpo contiver substâncias nutritivas constitui um fruto carnudo.  Se desidratar forma um
 Se o pericarpo contiver substâncias nutritivas constitui um fruto carnudo.  Se desidratar forma um

Dispersão de sementes

Por vezes formam-se estruturas que facilitam a dispersão das sementes.

Estruturas que facilitam a dispersão pelo Cores vivas para atrair vento. animais. Flutuação para a
Estruturas
que
facilitam
a
dispersão
pelo
Cores vivas
para atrair
vento.
animais.
Flutuação para
a
facilitam a dispersão pelo Cores vivas para atrair vento. animais. Flutuação para a dispersão pela água.

dispersão pela água.

facilitam a dispersão pelo Cores vivas para atrair vento. animais. Flutuação para a dispersão pela água.
facilitam a dispersão pelo Cores vivas para atrair vento. animais. Flutuação para a dispersão pela água.
facilitam a dispersão pelo Cores vivas para atrair vento. animais. Flutuação para a dispersão pela água.

Germinação

As sementes são uma forma de resistência, germinando apena quando se reúnem as

condições necessárias.

Durante

período o

embrião permanece num

estado de vida latente em que a actividade vital está

reduzida ao mínimo.

esse

Durante período o embrião permanece num estado de vida latente em que a actividade vital está