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CONTABILIDADE PARA

NÃO CONTADORES

INSTRUTOR:

PAULO HENRIQUE FELICIONI

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SUMÁRIO

1. Introdução

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2. Relatórios Contábeis

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3. Patrimônio

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3.1 Balanço Patrimonial

6

4. Demonstração de Resultado do Exercício

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5. Plano de Contas

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6. Livros Contábeis

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7. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

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8. Demonstração o Valor Adicionado

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9. Demonstração do Fluxo de Caixa

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10. Introdução a Análise de Balanço

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11. Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício

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12. Exercício de Fixação

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13. Bibliografia

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1. INTRODUÇÃO

Por que um Curso de Contabilidade para não Contadores

É necessário desenvolver um estudo para profissionais ou pessoas que se interessam pela

Contabilidade como um instrumento para exercer sua profissão. Profissionais que interessam-se em entender a Contabilidade, os Relatórios Contábeis aplicando as informações extraídas para tomada de decisão e interpretar melhor a situação econômico-financeira das empresas. Este profissional não precisa estar preocupado em fazer a Contabilidade, os Lançamentos Contábeis, escrituração de livros Razão, Diário, ou fechar balancetes e apurar Resultado e encerrar Balanço, sendo que a ênfase principal é a interpretação dos Relatórios Contábeis e conhecendo como funciona o Ciclo Contábil.

“Ensinar o processo contábil para aquele que não vai exercer a Contabilidade é a mesma coisa que ensinar mecânica de um carro para quem quer apenas dirigir o carro e não quer ser mecânico.” Freqüentemente estamos tomando decisões mais ou menos importantes. Algumas requerem um cuidado maior, uma análise mais profunda sobre os dados disponíveis, sobre os critérios racionais, pois uma decisão importante, mal tomada, pode prejudicar toda sua vida.

A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões, ela

coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões. Várias empresas, principalmente as pequenas, têm falido ou enfrentam sérios problemas de sobrevivência, os empresários que criticam a carga tributária, os juros, etc., fatores que sem

dúvida contribuem para debilitar a empresa, entretanto, descendo a fundo, verifica-se que a má gerência é o grande fator de fracasso. Empresas sem respaldo e informações confiáveis, utilizando uma contabilidade irreal, distorcida, em conseqüência de ter sido elaborada exclusivamente para atender às exigências fiscais.

Objetivos da Contabilidade

O objetivo da Contabilidade pode ser estabelecido como sendo o de fornecer informação

estruturada de natureza econômica, financeira e, subsidiariamente, física, de produtividade e social, aos usuários internos e externos à entidade objeto da Contabilidade.

As operações da entidade à qual se está aplicando a Contabilidade são estudadas minuciosamente, sendo então desenhado o Plano e Manual de Contas para a contabilizarão sistemática das operações rotineiras da entidade, ao mesmo tempo em que são delineados os

principais tipos de relatórios que devem sair do processo contábil, atendendo às necessidades dos usuários internos e externos da Contabilidade.

A Contabilidade Geral ou Financeira tem também um alcance social em termos amplos,

afinal, informando a sociedade quão bem (ou mal) certa entidade utiliza recursos conferidos

pelos sócios ou pelo povo, exerce um papel de grande relevância nessa mesma sociedade.

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Usuários da Contabilidade

Para os usuários internos da entidade, interessam informações expressas nos relatórios para tomar decisões. Os usuários externos procuram extrair informações para sua decisão sobre se vale à pena ou não investir em uma empresa, no caso de compradores de ações; bancos e emprestadores de dinheiro estão interessados em avaliar se a entidade oferece boas perspectivas de retorno para seus empréstimos e financiamentos; o governo, em seus vários níveis, está interessado na informação contábil como base de imposição fiscal e para estudos macroeconômicos; os empregados da entidade procuram informações sobre a capacidade da entidade em pagar maiores salários e benefícios; macroeconomistas e analistas financeiros estão interessados nas agregações contábeis para extrair agregados financeiros (vendas por setor, liquidez etc.), mas ninguém estará tão o interessado quanto o tomador de decisão interno à entidade. Para ele, a informação estruturada, fidedigna, tempestiva e completa pode ser a diferença entre o sucesso

e o fracasso.

Campo de atuação da Contabilidade

O campo de atuação da Contabilidade é o patrimônio de toda e qualquer entidade. Ela

acompanha a evolução qualitativa e quantitativa desse patrimônio.

É importante salientar que entidade, para a Contabilidade, pode ser pessoa jurídica ou física.

Qualidade e características da Informação Contábil

A informação contábil precisa ser compreensiva, isto é, completa, e retratar todos os aspectos contábeis de determinada operação ou conjunto de eventos ou operações.

A fim de ser útil, a informação precisa ser relevante para as necessidades de tomada de

decisões dos usuários. A informação possui a qualidade da relevância quando ela influencia as decisões econômicas dos usuários ajudando-os a avaliar os eventos passados, presentes e

futuros ou confirmando ou corrigindo suas avaliações passadas. Os usuários precisam ter condições de comparar as demonstrações contábeis de uma entidade através dos anos a fim de identificar tendências em sua situação patrimonial e financeira e em seu desempenho. Ter condições de comparar as demonstrações contábeis de diferentes entidades a fim de avaliar sua situação patrimonial e financeira em termos comparativos, seu desempenho e as mudanças na situação financeira. Pode-se afirmar que relevância, principalmente, é afetada pela tempestividade, no sentido de que muito pouco adianta ter informação relevante e fidedigna se ela “passou do ponto”, ou melhor, da hora.

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2. RELATÓRIOS CONTÁBEIS

Relatório Contábil é a exposição resumida e ordenada de dados colhidos pela Contabilidade. Ele objetiva relatar às pessoas que utilizam os dados contábeis os principais fatos registrados por aquele setor em determinado período. Os relatórios obrigatórios são aqueles exigidos por lei, sendo conhecidos como Demonstrações Financeiras. São exigidos na totalidade para as sociedades anônimas e parte deles estendida a outros tipos societários.

Ao fim de cada exercício social (ano), a diretoria fará elaborar, com base na escrituração contábil, as seguintes demonstrações financeiras (ou contábeis):

Balanço Patrimonial (BP). Obrigatório também para Micros e Pequenas Empresas;

Demonstração do Resultado (DR). Obrigatório também para Micros e Pequenas Empresas;

Demonstração do Resultado Abrangente (DRA);

Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido;

Demonstração dos Fluxos de Caixa ;

Demonstração do Valor Adicionado;

Notas Explicativas. Obrigatório também para Micros e Pequenas Empresas.

As Demonstrações Financeiras de cada exercício devem ser publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. Poderão ser publicadas adotando-se como expressão monetária o “milhar” de real (cancelando os três últimos dígitos).

As notas explicativas devem complementar, juntamente com outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis, servindo para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. No momento da publicação das Demonstrações Financeiras, as Sociedades por Ações deverão informar aos usuários desses relatórios os dados adicionais seguintes:

a) Relatório da Diretoria (ou da administração), apresentando dados estatísticos diversos, indicadores de produtividade, desenvolvimento tecnológico, a empresa no contexto socioeconômico, políticas diversas: recursos humanos, exportação, etc. Expectativas com relação ao futuro, dados do orçamento de capital, projeto de expansão, desempenho em relação aos concorrentes etc.

b) Parecer do Auditor Externo, emitindo sua opinião se as Demonstrações Financeiras representam adequadamente a Situação Patrimonial e a posição financeira na data do exame.

As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores e por contabilistas legalmente habilitados.

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3. PATRIMÔNIO

Pode-se dizer que a “espinha dorsal” da Teoria da Contabilidade é o Ativo, Passivo e o Patrimônio Líquido. Estes três itens representam o Patrimônio da empresa, que é o alvo de estudo da Contabilidade. O Patrimônio Líquido é modificado pelas Receitas, Despesas, Perdas e Ganhos. Daí a importância desta parte.

3.1 Balanço Patrimonial

O Balanço Patrimonial reflete a posição financeira em determinado momento de uma empresa. O Balanço Patrimonial é constituído de duas colunas: a coluna do lado direito é denominada Passivo e Patrimônio Líquido. A coluna do lado esquerdo é denominada Ativo. Atribui-se por mera convenção, o lado esquerdo Ativo e o lado direito Passivo e Patrimônio Líquido. A seguir demonstramos o Balanço Patrimonial graficamente:

3.1.1 Ativo

BALANÇO PATRIMONIAL

ATIVO

LADO ESQUERDO

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO LADO DIREITO

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO LADO DIREITO

São todos os bens e direitos de propriedade da empresa, avaliáveis em dinheiro, que representam benefícios presentes ou futuros para a empresa.

Bens: Máquinas, terrenos, estoques, dinheiro (moeda), ferramentas, veículos, instalações etc. Os bens podem ser divididos em tangíveis (quando tem corpo, matéria) e intangíveis incorpóreos (marca, ponto comercial etc.)

Direitos: Contas a receber, duplicatas a receber, títulos a receber, ações, depósitos em contas bancárias, etc.

Para ser Ativo, é necessário preencher quatro requisitos simultaneamente:

1. Bens e direitos;

2. De propriedade da empresa;

3. Mensurável monetariamente;

4. Benefícios presentes ou futuros.

Dinheiro é o ativo por excelência. Temporariamente, nos contentamos em ter ativos sob outra forma, a fim de, no futuro, termos mais dinheiro, que é, em última análise, o que interessa aos acionistas.

3.1.2 Passivo e Patrimônio Líquido

Passivo Exigível: Evidencia toda a obrigação (dívida) que a empresa tem com terceiros:

contas a pagar, fornecedores de matéria-prima (a prazo), imposto a pagar, financiamentos,

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empréstimos etc.

O Passivo é uma obrigação exigível, isto é, no momento em que a dívida vencer será exigida

a sua liquidação.

Patrimônio Líquido (PL) Evidencia recursos dos proprietários aplicados no empreendimento. O investimento inicial dos proprietários é denominado, contabilmente, Capital.

O Patrimônio Líquido não cresce apenas com novos investimentos dos proprietários, mas

também, e isto é mais comum, com os Lucros resultantes do capital aplicado. O Lucro resultante da atividade operacional da entidade, obviamente, pertence, em última análise, aos proprietários que investiram na empresa (remuneração ao capital investido). Do Lucro em determinado período pela atividade empresarial, normalmente, uma parte é

distribuída para os donos do capital (dividendos) e outra parte é reinvestida no negócio.

Origens e aplicações

O lado do Passivo, tanto Capital de Terceiros (Passivo Circulante e Não Circulante) como

Capital Próprio (Patrimônio Líquido), representa toda fonte de recursos, toda a origem de

capital. Nenhum recurso entra na empresa se não for via Passivo ou Patrimônio Líquido.

O lado do Ativo é caracterizado pela aplicação dos recursos originados no Passivo e

Patrimônio Líquido. Dessa forma, fica simples entender por que o Ativo será sempre igual ao Passivo + Patrimônio Líquido (PL), pois a empresa somente pode aplicar aquilo que tem origem. Conclui-se que: Ativo=Passivo+Patrimônio Líquido.

Dessa forma , obtém-se a Equação Contábil Básica, que algebricamente, definimos:

ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Ou

ATIVO - PASSIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO

3.1.3 TEORIA DAS CONTAS

Conta

É o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (bens, direitos, obrigações e Patrimônio

Líquido) e aos elementos de Resultado (receitas e despesas). Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa, como as compras, as vendas, os pagamentos, os recebimentos, são registrados em livros próprios através das contas. Para representar o dinheiro disponível na empresa e sua movimentação, usamos a conta com o nome de Caixa e/ou Bancos, para representar os direitos a receber de clientes, usamos a conta com o título Clientes ou Duplicatas a Receber, para representar a obrigação que a empresa possui junto a fornecedor, usamos a conta com o título Fornecedores ou Duplicatas a Pagar.

3.1.4 Balanço Patrimonial Grupo de Contas

Se demonstrássemos um Balanço Patrimonial cujo Ativo fosse um amontoado de contas de

Bens e Direitos, teríamos dificuldades em ler, interpretar e analisar. Por isso o Balanço é apresentado agrupando-se as contas de mesmas características, isto é, separando por grupos

de contas homogêneas entre si.

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Duas regras básicas orientam a distribuição de contas no Balanço Patrimonial:

a) Prazo: em contabilidade CURTO PRAZO significa normalmente o período de até um ano e longo prazo superior a um ano.

b) Grau de Liquidez Decrescente: os itens de maior liquidez são classificados em primeiro plano. Os de menor liquidez em último lugar.

No Passivo temos contas que se pagam rapidamente e contas que vão demorar muito tempo para se pagar. Conseqüentemente, o terceiro grupo será de contas que não serão pagas. É o caso do Patrimônio Líquido, enquanto a empresa estiver em um processo de continuidade, não precisa pagar seus donos.

No Ativo, o que recebemos rapidamente está em primeiro lugar, depois, vem o que vamos demorar em receber. Nesta seqüência, em terceiro lugar, vem o grupo dos itens que a empresa não receberá, pois não estão a venda, mas destinados ao uso e à renda. Esses itens permanecem muito tempo dentro da empresa.

ATIVO

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Circulante Será transformado em dinheiro rapidamente

Circulante Será pago rapidamente, no Curto Prazo

Não Circulante Espera-se muito tempo para receber ou normalmente não se vende, não se recebe, pois é para uso.

Não Circulante Demora-se muito tempo para pagar

Patrimônio Líquido Não precisa pagar enquanto a empresa estiver em continuidade

3.1.5 Grupo de Contas do Ativo

Os itens do Ativo são agrupados de acordo com a rapidez com que podem ser convertidos em dinheiro.

Ativo Circulante

O dinheiro (Caixa ou Bancos), que é o item mais líquido, é agrupado com outros itens que serão transformados em dinheiro, consumidos ou vendidos a curto prazo, ou seja, dentro de um ano: Contas a Receber, Investimentos Temporários, Estoques. Este grupo denomina-se Ativo Circulante

Caixa e Equivalente de Caixa: Valores a disposição em caixa e bancos para uso de imediato.

Contas a Receber: são valores ainda não recebidos decorrentes de vendas de mercadorias ou prestação de serviços a prazo. São valores a receber de clientes, também denominados duplicatas a receber.

Estoques: são mercadorias a serem revendidas. No caso de indústria, são os produtos acabados, bem como matéria-prima e outros materiais secundários que compõem o produto em fabricação.

Investimento Temporário: são aplicações realizadas normalmente no mercado financeiro com excedente de caixa. São investimentos por um curto período, pois, tão

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logo a empresa necessite do dinheiro, ela se desfaz da aplicação.

Deduções do Ativo Circulante:

Contas a Receber: a parcela estimada pela empresa que não será recebida em decorrência dos maus pagadores deve ser subtraída de Contas a Receber, com o título Ajuste para Devedores Duvidosos.

Duplicatas Descontadas

Ativo não Circulante

Realizável a Longo Prazo

São os ativos de menor liquidez, transformando-se em dinheiro mais lentamente que o Ativo Circulante. Neste item, são classificados os empréstimos ou adiantamentos concedidos às sociedades coligadas ou controladas, a diretores, acionistas etc. Além dos Títulos a Receber no Longo Prazo.

Investimento, Imobilizado e Intangível

São aqueles ativos que dificilmente serão vendidos, pois sua característica básica é não se destinarem à venda. São itens usados por vários anos e sua reposição, ao contrário do Circulante, é lenta. Seus valores não variam constantemente. Nestes grupos de contas encontram-se prédios, instalações, equipamentos, móveis,

pelo seu valor bruto. Como dedução do valor bruto encontra-se a Depreciação

utensílios

, Acumulada que é a perda da capacidade pelo desgaste ou pela deterioração tecnológica daqueles ativos de produzirem eficientemente. São os grupos:

Investimento: as participações que não se destinam a venda em outras sociedades (investimento em Coligadas e Controladas) e outras aplicações de característica permanente que não se destinam a manutenção da atividade operacional da empresa, tais como: imóveis alugados a terceiros, não de uso, mas para renda), obras de arte etc.

Imobilizado: as aplicações que tenham por objetivo, bens destinados à manutenção da atividade operacional da empresa, tais como: imóvel, instalações, móveis e utensílios, veículos, máquinas e equipamentos, etc.

Intangível: são valores que representam bens incorpóreos, como marcas, patentes, direitos de concessão, direitos de exploração, direitos de franquia, direitos autorais, gastos com desenvolvimento de novos produtos, ágio pago por expectativa de resultado futuro (fundo de comércio, ou goodwill), etc.

3.1.6 Grupos de Contas do Passivo

Há uma analogia com o Ativo em termos de liquidez decrescente, só que naquele caso (Ativo) aparecerão as contas que se converterão mais rapidamente em dinheiro e, por outro lado, no Passivo serão destacadas, prioritariamente, as contas que deverão ser pagas mais rapidamente.

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Passivo Circulante

São as obrigações que normalmente são pagas dentro de um ano (Curto Prazo): Contas a Pagar, Dívidas com Fornecedores de Mercadorias ou Matérias-primas, os Impostos a Recolher, os Empréstimos Bancários com vencimento nos próximos 360 dias, as despesas geradas, ainda não pagas, mas já reconhecidas pela empresa: Imposto de Renda, Férias, 13 Salário, Salários a Pagar, Encargos Sociais a Pagar etc.

Passivo não Circulante

São as dívidas da empresa que serão liquidadas com prazo superior a um ano: Financiamentos bancários, Títulos a Pagar, parcelamentos de tributos etc.

Patrimônio Líquido (PL)

O PL representa os investimentos dos proprietários (Capital), mais o Lucro Acumulado, no decorrer dos anos retido na empresa, ou seja, não distribuído e ainda não incorporado ao Capital e as reservas.

O Patrimônio Líquido está assim dividido: capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.

Capital Social Compreende o Investimento Inicial dos sócios ou Acionistas, bem como os aumentos posteriores, realizados mediante a alteração do instrumento constitutivo (Contrato Social ou Estatuto), podendo ser aumentado por novas subscrições de ações ou através da incorporação de reservas e lucros.

Reservas de Capital - São de modo geral, encontradas nas sociedades por ações, tais como:

- Ágio por Subscrição de Ações: Decorrente da emissão de ações oferecidas aos subscritores a um preço superior ao seu valor nominal ou ao seu valor patrimonial, isto quando se tratar de ações de valor nominal.

- Produto de Alienação de partes Beneficiárias: São títulos negociáveis, sem valor nominal e estranhos ao Capital Social, que conferem aos seus titulares direito de credito eventual contra a Companhia, consistente na participação dos lucros anuais.

- Bônus de Subscrição: São Títulos negociáveis emitidos pela Companhia dentro do limite de aumento de Capitais, autorizado nos estatutos, que conferem aos seus titulares o direito de subscrever ações do Capital Social, que será exercido mediante a apresentação do titulo a Companhia e pagamento do preço de emissão de ações.

Ajustes de Avaliação Patrimonial - enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos em Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.

Reservas de Lucros Compreende os valores constituídos pela apropriação dos lucros da empresa, devendo ter uma destinação especifica. As principais reservas são: Legal, Estatística, para Contingências, de Retenção de Lucros e Lucros a Realizar.

- Reservas Legal: Previstas na legislação.

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- Reservas Estatutárias: Esta modalidade de Reserva de lucro está prevista no Artigo 194 da lei 6.404/76, que dispões: O Estado poderá criar reservas desde que, para cada um, indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade, fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão destinados à sua constituição; e estabeleça o limite máximo da reserva.

- Reservas para Contingências: Há hipóteses de diminuição de lucros decorrentes de perda previsível, cujo valor poderá ser estimado. Nesses casos a Assembléia Geral poderá destinar parte do lucro liquido a formação de reserva com a finalidade de compensar em exercício futuro essa provável diminuição. Deverá ser feita a reversão da reserva no exercício em que deixarem de existir as razões que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda, isto é, na eventualidade de não ser utilizada total ou parcialmente deverá ser revertida em lucro e distribuída aos sócios.

- Reserva de Lucros: A Assembléia Geral, por propostas dos órgãos de administração poderá deliberar reter parcela do lucro liquido do exercício previsto em orçamento de capital por ela previamente aprovado. O orçamento poderá ter a duração de até cinco anos, salvo casos de aplicação, por prazo maior, em projeto de investimentos.

- Reservas de Lucros a Realizar: A Assembléia Geral, por proposta dos órgãos de administração poderá, no exercício em que os lucros a realizar ultrapassarem o total das reservas legal estatuarias, para contingências e retenção de lucros, destinar o excesso à constituição de Reservas de Lucros: esta reserva, como a retenção de lucros, não poderá ser aprovada em prejuízo da distribuição dos dividendos obrigatórios.

Prejuízos Acumulados Compreende os valores provenientes de resultado de exercícios anteriores e atual e poderá ser amortizado com reservas ou constarem no Balanço como elemento retificado, isto é, por dedução.

Respectivos saldos de lucros acumulados precisam ser totalmente destinados por proposta da administração da companhia no pressuposto de sua aprovação pela assembléia geral ordinária. Observe-se que a obrigação de essa conta não conter saldo positivo aplica-se unicamente às sociedades por ações.

Essa conta continuará nos planos de contas, e seu uso continuará a ser feito para receber o resultado do exercício, as reversões de determinadas reservas, os ajustes de exercícios anteriores, para distribuir os resultados nas suas várias formas e destinar valores para reservas de lucros.

Desta forma, para as sociedades por ações, o saldo respectivo deverá ser composto apenas pelos eventuais prejuízos acumulados (saldo devedor), não absorvidos pelas demais reservas.

Contas Retificadoras Do Patrimônio Líquido São contas redutoras de saldo devedor. As principais são:

- Capital a Integralizar: Refere-se a parte do Capital Social subscrita pelos Sócios ou Acionistas, mas que ainda não foi realizada, isto é, não foi paga a empresa.

- Ações em tesouraria: São aquelas ações adquiridas pela própria empresa.

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3.1.9 Visão Sintética do Balanço Patrimonial

 

ATIVO

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Circulante São contas que estão constantemente em giro - em movimento sendo que a conversão em dinheiro será, no máximo em 12 meses após a data do balanço ou balancete.

Circulante São obrigações exigíveis que serão liquidadas no próximo exercício social, nos próximos 12 meses após o levantamento do balanço ou balancete.

Não Circulante

 

Não Circulante

Realizável à Longo Prazo São Bens e Direitos que se transformarão em dinheiro um ano após o levantamento do Balanço.

São as obrigações exigíveis que serão liquidadas com prazo superior a um ano, Dívidas a longo prazo.

Investimento São as inversões financeiras de caráter permanente que geram rendimentos que não são necessários à manutenção da atividade fundamental da empresa.

Patrimônio Líquido São os recursos dos proprietários aplicados na empresa. Os recursos significam o Capital mais o seus rendimentos: Lucro e Reservas.

Imobilizado São itens de natureza permanente que serão utilizados para a manutenção da atividade básica da empresa.

Intangível:

 

São

valores

que

representam

bens

incorpóreos.

 

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4. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

É a expressão máxima juntamente com o Balanço Patrimonial, da evidenciação contábil emanada da aplicação criteriosa dos procedimentos de escrituração e ajuste, tudo obedecendo aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, prioritariamente à Competência.

A Demonstração de Resultado do Exercício é um resumo ordenado das Receitas e

Custos/Despesas da empresa em determinado período. É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado

(lucro ou prejuízo).

A preocupação na elaboração de Relatório Contábil é a riqueza de detalhes, sem

complicações, no sentido de propiciar um maior número de informações para a tomada de decisões. Os valores deduzidos, chamados de custos/despesas, são agrupados de acordo com suas características.

4.1 Critérios de Classificação das Contas de Resultado

As contas de Resultado compreendem dois elementos. De um lado temos as Receitas que

representam ganho (faturamento), ou seja, fontes de recursos para a empresa. De outro lado temos as Despesas/Custos que representam gastos ocorridos em um determinado período, correspondentes a realizações de receitas. Esses gastos podem ocorrer com a fabricação do produto, vendas, administração, etc. As Despesas/Custos correspondem a Aplicações de Recursos.

As contas de Resultado são apresentadas em um quadro chamado “Demonstração do Resultado do Exercício”.

A Demonstração do Resultado do Exercício discriminará:

1. A Receita Bruta das Vendas e Serviços, as Deduções das Vendas, os Abatimentos e os Tributos (Impostos e Contribuições) sobre vendas;

2. A Receita Liquida das Vendas e Serviços, o Custo das /Produtos/Serviços e o Lucro Bruto;

3. As Despesas com Vendas, as Despesas Gerais e Administrativas, e outras Despesas Operacionais;

4. Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras;

5. Receitas e Despesas Financeiras;

6. Resultado antes dos Tributos s/Lucros;

7. Despesas com tributos sobre os Lucros;

8. Resultado Líquido das Operações Continuadas;

9. Vendas/Custos (Vendas de itens do não circulante) Resultado de Operações Descontinuadas;

10. Lucro ou Prejuízo Líquido do Período.

Na determinação do resultado do exercício serão computados:

a) As Receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda;

b) Os Custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.

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4.2 Detalhes de Informação da Demonstração do Resultado do Exercício.

A preocupação na elaboração de um Relatório Contábil é a riqueza de detalhes, sem

complicações, no sentido de propiciar um maior numero de informações para a tomada de

decisões. As parcelas dedutivas (subtrativas), que chamamos de custo e despesas, são agrupadas

de acordo com suas características.

Vamos admitir uma indústria elaborando o resultado para os usuários dos relatórios contábeis:

Receita Bruta

Total Geral das Vendas

(-) Deduções

neste grupo incluem-se todos os valores que não representam sacrifícios financeiros (esforços) para a empresa, mas que são meros ajustes para se chegar a um valor mais indicativo que é Receita Liquida, como, por exemplo, Impostos cobrados do momento da venda.

Receita Líquida (-) Custos do Período são somente os gastos da fábrica (gastos de produção), incluindo matéria-prima, mão-de-obra, depreciação de bens da fábrica, aluguel da fábrica, energia elétrica da fábrica etc.

Lucro Bruto

(-) Despesas

são os gastos de escritório, gastos para administrar (despesas administrativas) a empresa como um todo: desde

 

esforço para colocar os produtos ao cliente (despesas de vendas: propaganda, comissão).

o

Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (-/+) Receitas e

Despesas Financeiras

são valores de aplicações financeiras ou despesas financeiras.

Resultado antes dos Tributos s/Lucros (-)Despesas com tributos

sobre os Lucros

são valores de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre

o lucro.

(=) Resultado Líquido das Operações Continuadas

(-/+)Vendas/Custos

Descontinuadas;

(Vendas

de

itens

do

não

circulante)

Resultado

de

Operações

(=) Lucro ou Prejuízo Líquido do Período

Veremos grupo por grupo da Demonstração do Resultado:

a) Receita Líquida

Receita Bruta

Deduções

Receita Líquida

(-)

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A Receita Bruta é o total bruto vendido no período. Nela estão inclusos os impostos sobre vendas (os quais pertencem ao governo) e dela não foram subtraídas as devoluções (vendas canceladas) e os abatimentos (descontos) ocorridos no período. Impostos e contribuições esobre vendas são aqueles gerados no momento da venda; variam proporcionalmente à venda, ou seja, quanto maior for o total de vendas, maior será o imposto. São os mais comuns:

IPI Imposto sobre Produtos Industrializados (governo federal);

ICMS

Imposto

Sobre

Circulação

de

Mercadorias

e

Serviços

(governo estadual);

municipal);

ISS

Imposto

Sobre

Serviços

de

qualquer

natureza

(governo

PIS Programa de integração Social taxa sobre o faturamento (governo federal);

Admita-se que uma empresa, indústria, tenha emitido uma nota fiscal de venda cujo preço do produto seja de $ 10.000.000 mais 30% de IPI. O ICMS está incluso no preço do produto (aparece no rodapé da Nota Fiscal):

Nota Fiscal

 

Cia. R S/P São Paulo

Preço do Produto + IPI Preço Total

 

10.000.000

3.000.000

13.000.000

ICMS incluso no preço 18% x

 

$

10.000.000

= 1.800.000

 
 

DRE

Receita Bruta

 

$ 13.000.000

 

(-) Deduções

IPI

$

(3.000.000)

ICMS

$

(1.800.000)

Receita Líquida

$

8.200.000

Na verdade, os impostos e contribuições sobre vendas não pertencem à empresa, mas ao governo. Ela é mera intermediaria que arrecada impostos junto ao consumidor e recolhe ao governo; por isso, não devem ser considerados como receita real da empresa (uma vez que, normalmente, quem paga esses impostos é o consumidor final e não a empresa). Devoluções (vendas canceladas) são mercadorias devolvidas por estarem em desacordo com o pedido (preço, qualidade, quantidade, avaria). O comprador, sentindo-se prejudicado, devolve total ou parcialmente a mercadoria. Às vezes, a empresa vendedora, na tentativa de evitar devolução, propõe um abatimento no preço (desconto) para compensar o prejuízo ao comprador. Tanto a devolução como o abatimento aparece deduzindo a Receita Bruta na Demonstração de Resultado. Suponha que a Companhia Desequilibrada tenha vendido $ 5.000.000 de mercadorias de má qualidade, metade para o comprador A e metade para B. A empresa A devolveu 20% do lote e a empresa B aceitou a proposta da Companhia Desequilibrada de 10% de abatimento para evitar devolução.

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DRE

Receita Bruta

$ 5.000.000

(-) Deduções

Devolução

$ (500.000)

Abatimentos

$ (250.000)

Receita Líquida

$ 4.250.000

Portanto, deduções são ajustes (e não despesas) realizados sobre a Receita Bruta para se apurar a Receita Líquida. O que interessa para a empresa é efetivamente a Receita Líquida,

que é o que sobra em termos de receita. Ajuste significa que não houve sacrifício financeiro

ou

esforço para obter a receita.

b)

Lucro Bruto

Receita Bruta

(-)

Deduções

(-)

Receita Líquida Custo das Vendas_

Lucro Bruto

Lucro Bruto é a diferença entre a Venda de Mercadorias e o Custo dessa Mercadoria Vendida, sem considerar despesas administrativas, de vendas e financeiras. Para uma empresa

prestadora de serviços o raciocínio é o mesmo: Lucro Bruto é a diferença entre a Receita e o Custo do Serviço Prestado sem considerar aquelas despesas referidas supra.

O Lucro Bruto, após cobrir o custo de fabricação do produto (ou o custo da mercadoria

adquirida para revenda, ou o custo do serviço prestado), é destinado à remuneração das despesas de vendas, administrativas e financeiras, bem como à remuneração do governo (imposto de renda) e dos proprietários a empresa (Lucro Líquido).

c) Custo das Vendas

A expressão custo das vendas é bastante genérica, devendo, por essa razão, ser especificada

por setor na economia:

Para empresas industriais o custo das vendas é denominado Custo do Produto Vendido (CPV);

Para empresas comerciais o custo das vendas é denominado Custo das Mercadorias Vendidas (CMV);

Para empresas prestadoras de serviços o custo das vendas é denominado Custo dos Serviços Prestados (CSP).

É importante ressaltar que só aparece aqui o custo referente aos bens ou serviços vendidos. Dessa forma, existe o chamado confronto, ou seja, a associação entre o bem vendido e o quanto custou aquele bem.

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d) Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras

Receita Bruta

(-)

Receita Líquida

(-)

Lucro Bruto

(-)

Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras

Deduções

Custo das Vendas

Despesas Operacionais

Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras é obtido através da diferença entre o Lucro Bruto e as despesas operacionais.

Despesas operacionais

São esforços/sacrifícios que empresa faz, no período para obter a receita. As despesas operacionais são as necessárias para vender os produtos, administrar a empresa e financiar as operações. Enfim, são todas as despesas que contribuem para a manutenção da atividade operacional da empresa. Os principais grupos de Despesas Operacionais são especificados a seguir:

Despesas de vendas: Abrangem desde a promoção do produto até sua colocação junto ao consumidor (comercialização e distribuição). São despesas com o pessoal da área de venda, comissões sobre vendas, propaganda e publicidade, marketing, estimativa de perdas com duplicatas derivadas de vendas a prazo (provisão para devedores duvidosos) etc.

Despesas administrativas: São aquelas necessárias para administrar (dirigir) a empresa. De maneira geral, são gastos nos escritórios que visam à direção ou à gestão da empresa. Pode-se citar como exemplos: honorários administrativos, salários e encargos sociais do pessoal administrativo, aluguéis de escritório, materiais de escritório, seguro de escritório, depreciação de moveis e utensílios, assinaturas de jornais etc.

e) Resultado antes dos Tributos sobre Lucros

Receita Bruta

(-)

Receita Líquida

(-)

Lucro Bruto

(-)

Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (-/+)Receitas e Despesas Financeiras Resultado antes dos Tributos s/Lucros

Deduções

Custo das Vendas

Despesas Operacionais

Resultado antes dos Tributos sobre lucros é obtido através da diferença entre o Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras e as Receitas e Despesas Financeiras.

Despesas financeiras: São as remunerações aos capitais de terceiros, tais como: juros pagos ou incorridos, comissões bancárias, descontos concedidos, juros de mora pagos etc.

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As despesas financeiras devem ser compensadas com as Receitas Financeiras, isto é, estas receitas são deduzidas daquelas despesas, havendo indicação de cada uma delas. As receitas de natureza financeira são as derivadas de aplicações financeiras (no mercado financeiro), juros de mora recebidos, descontos obtidos etc.

Variações Monetárias: Como próprio título já indica, variações monetárias significam variações da moeda. Se Uma empresa, inicialmente, possui uma dívida de 100.000 (cem mil) dólares, no final do ano, em termos reais, continua devendo cem mil dólares. Raciocine, agora, em reais: se o dólar fosse cotado a R$ 3,00 no início, a dívida seria de R$ 300.000; admita que no fim do ano o dólar estivesse cotado a R$ 5,00, totalizando a dívida em R$ 500.000. Observa-se que o acréscimo nominal da dívida foi de R$ 200.000, embora, em termos reais, a divida continue a mesma: US$ 100.000. Este acréscimo nominal, em virtude da variação da moeda nacional, é contabilizada no subgrupo Variação Monetária, com o título da Variação Cambial, de forma destacada, no item Despesa Financeira. Esta variação monetária é conhecida como “passiva”, pois decorre de uma dívida (passivo). Se fosse o contrário, uma cifra a receber em dólar (ou qualquer moeda estrangeira), teríamos a Variação Monetária Ativa. Nesse último caso, seria tratado como receita, aumentando o resultado.

f) Resultado líquido das Operações Continuadas

Receita Bruta

(-)

Receita Líquida

(-)

Lucro Bruto

(-)

Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (-/+)Receitas e Despesas Financeiras Resultado antes dos Tributos s/Lucros (-) Despesas com tributos sobre os Lucros Resultado Líquido das Operações Continuadas

Deduções

Custo das Vendas

Despesas Operacionais

Resultado Líquido das Operações Continuadas é obtido através da diferença entre o Resultado antes dos Tributos sobre Lucros e as despesas com Tributos sobre Lucros.

Calcula-se o valor de imposto de renda e Contribuição Social a pagar e deduz-se tal valor do Resultado antes dos Tributos sobre lucros. Ressalte-se que a base de cálculo destes Tributos não é exatamente o lucro apurado pela Contabilidade, mas aquele lucro ajustado às disposições da legislação, podendo ser calculado pelo Lucro Real ou Lucro Presumido.

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g) Resultado Líquido do Período

Receita Bruta

(-)

Receita Líquida

(-)

Lucro Bruto

(-)

Resultado antes das Receitas e Despesas Financeiras (-/+)Receitas e Despesas Financeiras Resultado antes dos Tributos s/Lucros (-) Despesas com tributos sobre os Lucros Resultado Líquido das Operações Continuadas (-/+) Vendas/Custos de Operações Descontinuadas Resultado Líquido do Período

Deduções

Custo das Vendas

Despesas Operacionais

Resultado Líquido do Período é obtido através da diferença entre o Resultado Líquido das Operações Continuadas e as Vendas e/ou Custos de Operações Descontinuadas

.

As vendas e custos não relacionadas diretamente com o objetivo do negócio da empresa são classificadas como Vendas e/ou Custos de Operações Descontinuadas. Normalmente, trata-se de ganhos ou perdas e são aleatórias.

São exemplos:

Ganhos ou Perdas de Capital: São os lucros ou prejuízos na venda de itens do ativo:

venda de um veículo (imobilizado), com lucro ou prejuízo; venda de máquinas e equipamentos (imobilizado), com lucro ou prejuízo; venda com lucro ou prejuízo de ações (investimentos) etc.

A sobra pertencente aos proprietários (ou à entidade). Após a apuração do Lucro Depois do Imposto de Renda, faz-se as deduções das participações, previstas nos estatutos: de debêntures, de empregados, de administradores e partes beneficiárias e das contribuições para instituições ou fundos de assistência de empregados. Após essas deduções, encontra-se o Lucro Líquido que é a sobra líquida a disposição dos sócios ou acionistas.

Participação no Lucro

Debêntures. As companhias podem solicitar empréstimos ao publico em geral pagando juros periódicos e concedendo amortizações regulares. Para tanto, emitirão títulos a longo prazo com garantias: são as debêntures. A debênture poderá assegurar ao seu titular, além de juros e correção monetária, participação no lucro da companhia. Empregados e administradores. É um complemento à remuneração de empregados e administradores. Normalmente, é definido no estatuto ou contrato social um percentual sobre o lucro. Partes Beneficiárias. Normalmente, são concedidas às pessoas que tiverem atuação relevante nos destinos da sociedade (tais como fundadores, restauradores, etc). São títulos negociáveis, sem valor nominal, que a companhia pode criar a qualquer tempo. Os titulares desse título tem direito à participação (prevista em estatutos) nos lucros anuais. Doações. Contribuições para instituições ou Fundos de Assistência ou Previdência de Empregados. São as doações às constituições de fundações com a finalidade de assistir ao seu

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quadro de funcionários, às previdências particulares, no sentido de complementar aposentadoria etc. que, definidas no estatuto, serão calculadas e deduzidas como uma participação nos lucros anuais.

Lucro Líquido por ação

Depois de deduzidas do resultado as participações e contribuições, o que remanescer é o Lucro Líquido. Divide-se o Lucro Líquido pela quantidade de ações em que está dividido o capital da empresa, obtém-se o Lucro Liquido por Ação do Capital Social.

Distribuição do lucro e demonstração de lucro ou prejuízo acumulados

Como já vimos, o lucro Líquido é a sobra Líquida à disposição dos proprietários da empresa. Os proprietários decidem a parcela do lucro que ficará retida na empresa e a parte que será distribuída aos donos do capital (Dividendos). Essa distribuição aparece nas demonstrações seguintes: Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.

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5. PLANO DE CONTAS

Um Plano de Contas deve registrar as contas que serão movimentadas pela contabilidade em decorrência das operações da empresa ou, ainda, contas que, embora não movimentadas no presente, poderão ser utilizadas no futuro.

Na prática, o Plano de Contas é numerado ou codificado de forma racional, o que facilita a contabilização. O elenco de contas e o grau de pormenores num plano de contas dependem do volume e da natureza dos negócios de uma empresa.

O Plano de Contas proposto foi codificado da seguinte maneira:

Inicia-se com a unidade 1 para todas as contas do Ativo; com a unidade 2 para todas as contas do Passivo; com a unidade 3 para todo as contas do Patrimônio Líquido; 4 para todas as contas de Receita e Deduções das Receitas; e 5 para as contas Dedutivas no Resultado (Custo, Despesas, Participações etc.).

Em seguida adiciona-se um segundo número que representa o grupo de contas do Ativo, Passivo, e assim por diante.

O terceiro digito significa a conta do grupo.

A seguir sugere-se um miniplano de contas, relativo a uma indústria:

BALANÇO PATRIMONIAL

1- ATIVO

2- PASSIVO

1.1

Ativo Circulante

2.1

Passivo Circulante

1.1.1

Caixa e Equivalente de Caixa

2.1.1

Fornecedores

1.1.1.1

Caixa

2.1.1.1

Fornecedor A

1.1.1.2

Bancos

2.1.1.2

Fornecedor B

1.1.2

Duplicatas a Receber

2.1.2

Obrigações Trabalhistas e Encargos Sociais

1.1.2.1

Duplicatas a Receber

2.1.2.1

Salários a Pagar

1.1.2.2

(-) Ajustes Devedores Duvidosos

2.1.2.2

Décimo Terceiro

1.1.2.3

(-) Duplicatas Descontadas

2.1.2.3

INSS

 

2.1.2.4

FGTS

1.1.3

Estoques

 

1.1.3.1 Matérias Primas

2.1.3

Obrigações Tributárias

1.1.3.2 Produtos Acabados

2.1.2.1

ICMS

2.1.2.2

Imposto de Renda

1.2

Ativo Não Circulante

 

2.1.4

Empréstimos

1.2.1

Realizável a Longo Prazo

2.1.4.1

Banco do Brasil

1.2.1.1

Empréstimos a Empresas

2.1.4.2

Banco Real

1.2.1.2

Empréstimos a Diretores

 
 

2.1.5

Contas Diversas

1.2.2 Investimento

2.1.5.1

Aluguel

1.2.2.1 Aplicações em Cias. Coligadas e Controladas

2.1.5.2

Energia

1.2.2.2 Imóveis para Renda

 

1.2.2.3 Terrenos

2.2

Passivo Não Circulante

1.2.3

Imobilizado

2.2.1

Empréstimos

1.2.3.1 Imóveis em uso

2.1.4.1

Banco do Brasil

1.2.3.2 (-) Depreciação Acumulada de Imóveis em Uso

2.1.4.2

Banco Real

1.2.3.3 Veículos

 

1.2.3.4 (-) Depreciação Acumulada de Veículos

3. Patrimônio Líquido

1.2.3.5 Móveis e Utensílios

1.2.3.6 (-) Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios

3.1

Capital

3.1.1

Capital Realizado

3.2

Reservas de Lucros

3.2.1

Reserva Legal

3.2.2

Reserva Estatutária

3.2

Prejuízos Acumulados

3.2.1

Prejuízo do Exercício

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

3 - RECEITAS

3.1 RECEITAS OPERACIONAIS

3.1.1 Receitas de Vendas

3.1.1.001 Venda de Produtos

3.1.1.002 - ( - ) Vendas Canceladas

3.1.1.003 - ( - ) ICMS sobre Vendas

3.1.1.004 - ( - ) PIS sobre Faturamento

4 - CUSTOS

4.1 - CUSTOS DE PRODUÇÃO

4.1.1 - Produtos em Elaboração

4.1.1.001 - Produto em Elaboração - A

4.1.1.002 - Produto em Elaboração - B

4.1.1.003 - Produto em Elaboração - C

4.1.2 - Materiais

4.1.2.001 - Matéria-prima

4.1.2.002 - Materiais Secundários

4.1.2.003 - Materiais de Embalagem

4.1.3 - Mão de Obra Direta

4.1.3.001 - Salários

4.1.3.002 - Encargos Sociais

4.1.3.003 - Décimo Terceiro Salário

4.1.3.004 - Férias

4.1.4 - Mão de Obra Indireta

4.1.4.001 - Salários

4.1.4.002 - Encargos Sociais

4.1.4.003 - Décimo Terceiro Salário

4.1.4.004 - Férias

4.1.5 - Gastos Gerais de Fabricação

4.1.5.001 - Energia Elétrica

4.1.5.002 - Aluguéis

4.1.5.003 - Depreciação

4.1.5.004 - Prêmios de Seguro

5 - DESPESAS

5.1 DESPESAS OPERACIONAIS

5.1.1 Despesas com Vendas

5.1.1.001

- Comissões sobre Vendas

5.1.1.006

- Fretes e Carretos

5.1.1.007

- Material de Embalagem

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5.1.2 Despesas Administrativas

5.1.2.001 - Aluguel

5.1.2.002 - Energia Elétrica

5.1.2.003 - Água

5.1.2.004 - Correios

5.1.3 Receitas Financeiras

5.1.3.001 - Rendimentos de Aplicações Financeiras

5.1.3.002 - Descontos Obtidos

5.1.3.003 - Juros Ativos

5.1.4 Despesas Financeiras

5.1.4.001 - Despesas Bancárias

5.1.4.002 - Juros Passivos

5.1.4.003 - Descontos Concedidos

5.1 Utilização do Plano de Contas na Contabilidade e os Lançamentos Contábeis

Vamos admitir a constituição de uma empresa e normalmente, na constituição os proprietários se reúnem para estruturar um contrato que regerá as regras da sociedade. Numa empresa Ltda., esse contrato é denominado contrato social; numa S.A., chama-se estatuto. Uma das regras fundamentais refere-se ao valor do capital que os proprietários se responsabilizam em conceber a empresa. O compromisso assumido pelos proprietários é real, pois assinam o contrato. Por isso, o montante de capital assumido por todos os proprietários de conceder à empresa denomina-se Capital Subscrito (capital prometido). Dessa forma, se os sócios se comprometem a dar $ 900.000 (em dinheiro ou em bens) para a empresa, esta tem direito de receber dos proprietários esse valor. Contabilmente, ocorre a seguinte situação:

ATIVO

PASSIVO E PL

Direito Capital a Receber (dos proprietários)

900.000

Obrigações Capital Subscrito (uma promessa)

900.000

“Capital a Receber” pode ser chamado também Capital a Integralizar ou Capital a Realizar:

significa cumprir a promessa, integralizar (realizar) em bens ou dinheiro. Quando os proprietários integralizam todo o capital, a conta Capital a Integralizar desaparece.

Como exemplo vamos considerar uma Companhia Transportadora, onde na 1ª operação, a seguir, será considerado todo capital já integralizado.

Constituição do capital

1ª Operação: Depósito inicial de $ 300.000 por sócio no Banco do Brasil S.A., em 02-12-X1 (a empresa é formada por três sócios). Foi visto que o investimento Inicial realizado pelos sócios é denominado de Capital; que o Capital é uma origem de recursos derivada dos próprios sócios ou acionistas (Capital

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Próprio); que toda origem de recursos deve ser classificada no lado do Passivo e PL (obrigações exigíveis e não exigíveis, respectivamente); que toda aplicação de recursos deve ser classificada no lado do Ativo (Bens + Direitos). Assim, há bons motivos para classificar Bancos Conta Movimento no Ativo: (1) é uma aplicação de recursos; (2) é um direito que a empresa adquire de sacar o dinheiro no momento em que assim desejar. Por outro lado, nas Demonstrações Financeiras (Balanço Patrimonial), o Capital é uma conta do PL e Bancos do Ativo Circulante. Então:

BALANÇO PATRIMONIAL EM 02-12-x1

ATIVO (Aplicação)

PASSIVO E PL (Obrigações) (Origem)

Circulante Bancos c/Mavimento

900.000

Patrimônio Líquido Capital

900.000

Total

900.000

Total

900.000

Nesta operação, ocorre um aumento do PL (que era zero) e um aumento do Ativo e, pelo plano de contas apresentado, são utilizadas as contas 1.1.2 e 3.1.1.

Aquisição de bens a vista

2ª Operação: em 10-12-X1, a empresa adquire a vista (paga em cheque), um veiculo por

$800.000.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 10-12-X1

ATIVO (Aplicação)

PASSIVO E PL (Origem)

Circulante Bancos c/Movimento

100.000

Patrimônio Líquido Capital

900.000

Não Circulante

 

Imobilizado

Veículo

800.000

Total

900.000

Total

900.000

Observe-se que o veículo adquirido foi pago (a vista) e o dinheiro, obviamente, foi tirado de bancos; por isso o seu novo saldo passou para $ 100.000 (900.000-800.000). Por outro lado, veiculo é uma aplicação, é um bem, por isso classificado no Ativo. É importante lembrar o conceito de Balanço que se origina de balança de dois lados (deve-se pensar, evidentemente, em balança de dois pratos). De fato, os totais são $ 900.000, tanto no Ativo como no Passivo +PL. Tem-se então, $ 900.000 de origem e $ 900.000 de Aplicação: a Aplicação será sempre igual à Origem, uma vez que a empresa não pode aplicar aquilo que não tem. Observe-se ainda que o valor do Capital não se alterou com a compra de veículos, pois o Capital representa o valor nominal aplicado pelos proprietários, ou seja, o valor da dívida (não exigível) da empresa para os sócios.

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Têm-se, veículos nesta operação, um aumento de uma conta do Ativo Veículos e a diminuição de outra conta do Ativo - Bancos, pelo mesmo valor. Portanto, houve apenas uma permuta entre duas contas do Ativo.

Aquisição de bens a prazo

3ª Operação: em 12-12-X1, a empresa adquire Moveis e Utensílios (maquinas de escrever, calcular, escrivaninhas etc.) a prazo, com pagamento em seis parcelas iguais de $ 20.000, mediante a emissão de uma Nota Promissória.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 12-12-X1

ATIVO

PASSIVO E PL

Circulante Bancos c/ Movimento Não Circulante Imobilizado Veículo Móveis e Utensílios Total do Não Circulante

100.000

Circulante Títulos a Pagar Patrimônio Líquido Capital

120.000

900.000

800.000

 

120.000

920.000

Total do Ativo

1.020.000

Total Passivo e Pl

1.020.000

Na aquisição de Moveis e Utensílios, houve a entrada de mais um bem (Aplicação de Recursos) na empresa. Por outro lado, quem originou a aplicação foi uma dívida com o fornecedor de móveis e utensílios. Como a dívida terá o prazo de pagamento de seis meses, foi classificada no Passivo Circulante (Curto Prazo: até 365 dias). Observe-se que, embora não houvesse ainda pagamento, Móveis e Utensílios já era propriedade da empresa e na Contabilidade era registrado pelo seu custo total de aquisição. Nessa operação de aquisição de Moveis e Utensílios, adiciona-se uma conta de Passivo e uma conta de Ativo.

Financiamento a longo prazo

4ª Operação: em 15-12-X1, a empresa adquire um financiamento, por três anos, no valor de $

200.000.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 15-12-X1

ATIVO

PASSIVO E PL

Circulante Bancos c/Movimento Não Circulante Imobilizado Veículo Móveis e Utensílios Total do Não Circulante

300.000

Circulante Títulos a Pagar Não Circulante Financiamentos

120.000

200.000

800.000

 

120.000

Patrimônio Líquido Capital

 

920.000

900.000

Total do Ativo

1.220.000

Total Passivo e PL

1.220.000

Normalmente, Empréstimos Bancários e Financiamentos obtidos pela empresa são depositados em sua conta bancária. Nesta operação ocorreu uma aplicação de $ 200.000 (ativo) e uma origem de idêntico valor. A origem (dívida) de recursos foi classificada no Passivo não Circulante, pois se trata de uma obrigação cujo vencimento supera 365 dias.

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5ª Operação: em 31-12-X1, a empresa adquiriu Materiais de Escritório (lápis, clipes, grampeadores, etc,) por $ 50.000. Metade desse material foi pago a vista (em cheque) e metade será paga em 60 dias.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31-12-X1

ATIVO

PASSIVO E PL

Circulante Bancos c/movimento Mat. De Escritório Total A. Circulante

 

Circulante

275.000

Fornecedores 25.000

50.000

Títulos a Pagar Total do Circulante

120.000

325.000

145.000

Não Circulante Imobilizado Veículos Móveis e Utensílios Total do Não Circulante

Não Circulante Financiamentos

200.000

800.000

 

120.000

Patrimônio líquido Capital

 

920.000

900.000

Total do ativo

1.245.000

Total do Passivo e Pl

1245.000

Com o pagamento de $ 25.000 (metade do valor da aquisição de Materiais para Escritório), do deposito em bancos é diminuída aquela quantia. A outra metade refere-se à promessa de pagamento no futuro. A conta da dívida escolhida foi Fornecedores (poderia, no entanto, ser Contas a Pagar).

Nesta operação, movimentam-se três contas:

Pela aquisição (aplicação):

Pelo pagamento (origem):

$ 50.000 Materiais p/ escritório

$ 25.000 Bancos c/Movimento $25.000 Fornecedores (2.1.1)

5.2 Lançamentos Contábeis

a) Método das partidas dobradas Este método foi desenvolvido pelo Frei Luca Paciolo, na Itália, século XV e é universalmente aceito. O método consiste no fato de que para qualquer operação há um débito e um crédito de igual valor ou um débito (ou mais débitos) de valor idêntico a um crédito (ou mais créditos). Portanto, não há débitos sem créditos correspondentes. Toda operação no mundo dos negócios é uma “estrada de mão dupla”. Por exemplo, quando se compra uma mercadoria, recebe-se um bem (a mercadoria). Como contrapartida, dá-se outro bem (dinheiro) ou uma promessa de pagamento no futuro. Todas as operações, assim, envolvem aspectos duplos.

Exemplos de Partidas Dobradas. Aquisição a vista de uma máquina por $ 350.000:

Bancos c/Movimento

350.000

Máquinas

350.000

por $ 350.000: Bancos c/Movimento 350.000 Máquinas 350.000 Débito Crédito 350.000 350.000 Prof. Paulo Henrique

Débito

Crédito 350.000

350.000

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27

b) Razonete

É uma representação gráfica em forma de T bastante utilizada pelos contadores. É um

instrumento didático para desenvolver o raciocínio contábil. Por meio do razonete são feitos

os registros individuais por conta.

Como o balanço, o razonete tem dois lados; a parte superior do razonete, coloca-se o titulo da conta que será movimentada.

Balanço Patrimonial

 

Razonete

Ativo

Passivo

Título da Conta

   

Para cada conta do Balanço Patrimonial abre-se um razonete e nele realiza-se a movimentação. De um lado dele registram-se os aumentos, de outro, as diminuições. A natureza da conta determina que lado deve ser utilizado para aumentos e que lado deve ser utilizado para diminuições.

c) Débito e crédito

Tecnicamente, seria inadequado denominar lado esquerdo e lado direito da conta (ou

do razonete). O lado esquerdo chama-se débito e o lado direito de crédito.

Razonetes

 

Contas

de Ativo

Contas

de Passivo e PL

Débito

Crédito

Débito

Crédito

lado esquerdo

lado direito

lado esquerdo

lado direito

Dessa forma, resumindo-se, debitar significa lançar valores no lado esquerdo de um razonete, creditar significa lançar valores no lado direito de uma conta (ou razonete).

Regras Gerais

Todo aumento de Ativo (lança-se no lado esquerdo do razonete): debita-se.

Toda diminuição de Ativo (lança-se no lado direito do razonete): credita-se.

Todo aumento de Passivo e PL (lança-se no direito do razonete): credita-se

Toda diminuição de Passivo e PL (lança-se mo lado esquerdo do razonete): debita-se.

Regras para Conta de Resultado : Receita/Custo/Despesa

A contabilização das contas de resultados, como será visto adiante, é decorrente da própria

contabilização das contas de balanço. Daí a necessidade de rápida recordação.

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BALANÇO PATRIMONIAL

Contas de Ativo

Contas de Passivo e PL

Qualquer conta de Ativo

Qualquer conta de Passivo e PL

Débito

Crédito

Débito

Crédito

Aumento de

Diminuição

Diminuição de conta de Passivo e PL

Aumento de conta de Passivo e PL

Conta de

de conta

Ativo

de Ativo

Observe que, conhecendo a regra de contabilização das contas do Ativo, automaticamente sabe-se a regra das contas do Passivo e do PL, que é exatamente o oposto. Para conhecer a regra de contabilização das contas de Ativo basta lembrar que o Ativo é o lado esquerdo do balanço; o débito é do lado esquerdo da conta (razonete); portanto, aumentando o Ativo, por coerência registra-se o valor do acréscimo no lado esquerdo da conta; debita-se, e assim sucessivamente. É fácil compreender que toda receita aumenta o lucro: quanto maior a receita, maior o lucro; que todo lucro não distribuído aumenta o Patrimônio Líquido; quando maior o lucro, maior o reinvestimento pelos proprietários, maior o PL. Assim:

Ora foi visto no item anterior, nas regras de contabilização, que o Passivo e o PL deveriam ser creditados pelos aumentos e debitados pelas diminuições. Se toda receita aumenta o PL, toda receita será creditada. A regra primeira, portanto, é: toda receita ou ganho deve ser creditado. Inversamente à receita, toda despesa reduz o lucro e, conseqüentemente, o Patrimônio Líquido. Se, toda despesa diminui o PL, toda despesa deve ser debitada. A segunda regra,

portanto, é: toda Despesa, Custo, Perda

será debitada.

RESUMO GERAL

Natureza das contas

Débito

Crédito

Contas de ativo Contas de Passivo e PL Contas de Resultado

Aumento

Diminuição

Diminuição

Aumento

Despesa

Receita

Apuração contábil do resultado

Em cada período (exercício social) se apura o resultado (Lucro ou Prejuízo). Dessa forma, confronta-se toda a despesa que compete a determinado período com toda a Receita que, igualmente, compete a este determinado período. Então, não se pode confundir Despesa consumida (incorrida) em 20X1 com despesa consumida (incorrida) em 20X2. Da mesma forma será tratada a Receita. Em cada final de período contábil, somam-se todas as despesas e as receitas. No ano seguinte, próximo período contábil, inicia-se do zero o novo computo das Despesas e Receitas. Por isso se fala em “Independência Absoluta de Períodos Contábeis” relacionada com o Princípio da Competência de Exercícios. Encerram-se agora essas contas, igualando-se o saldo a zero (assim, para o ano seguinte).

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6. LIVROS CONTÁBEIS

a) Razão Razão é um livro exigido pela legislação brasileira. Em virtude de sua eficiência, é

indispensável em qualquer tipo de empresa: é o instrumento mais valioso para o desempenho

da Contabilidade. Por isso, do ponto de vista contábil, é um livro muito importante.

Consiste no agrupamento de valores em contas de mesma natureza e de forma racional. Em outras palavras, o registro no Razão é realizado em contas individualizadas; tem-se assim um controle por conta. Por exemplo, abre-se uma conta Caixa e registram-se todas as operações que, evidentemente, afetam o Caixa; debitando-se ou creditando-se nesta conta, a qualquer momento apura-se o saldo.

Pela descrição anterior pode-se concluir que a Razão e o Razonete são a mesma coisa. Na realidade, o Razonete deriva do Razão; o Razonete é uma forma simplificada, uma forma didática do Razão.

a. Exemplo de Razão

Com base em um Razonete, observar o que é e como funciona uma ficha Razão. A Cia K.

Nova tem $ 1.000.000 em caixa e compra, a vista, em 20-02-XX, Equipamentos por $

800.000.

 

Caixa

 

Equipamentos

 

D

 

C

 

D

C

SI

1.000.000

800.000

 

800.000

 
   

200.000

 
 

Saldo

 

Saldo

 

Devedor (D)

Devedor (D)

 

Um Modelo Simples De Ficha Razão

 
 

Conta: Caixa

 

Código: 1.1.1 (Plano de Contas)

 
         

Saldo

Data

Histórico

 

Débito

Crédito

D/C

Valores

-

Saldo já existente

-

 

-

D

1.000.000

20-02-XX

Compra Equipamentos

-

800.000

D

200.000

Conta: Equipamentos

 

Código: 1.3.8 (Plano de Contas)

         

Saldo

Data

Histórico

 

Débito

Crédito

D/C

Valores

20-02-XX

Aquisição a Vista

800.000

 

-

D

800.000

20-02-XX Aquisição a Vista 800.000   - D 800.000
 

O Razão, portanto, engloba as contas Patrimoniais (Ativo e Passivo) e as contas de

Resultados (Receita e Custos/Despesa), de forma individual, havendo controle conta por conta.

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b) Diário

É um livro obrigatório (exigido por lei) em todas as empresas. Registra os fatos contábeis em partidas dobradas na ordem rigorosamente cronológica do dia, mês e ano. O livro Diário deve ser encadernado com folhas numeradas seguidamente, devendo os registros ser feitos diariamente. Portanto, o Diário registra oficialmente todas as transações de uma empresa. O livro diário devem conter termos de abertura e de encerramento e ser submetidos à autenticação do órgão competente do Registro do Comércio.

Os registros básicos de um livro Diário Geral são:

Data da operação (transação)

Título da conta de Débito e da Conta de Crédito

Valor do débito e do crédito.

Histórico: alguns dados fundamentais sobre a operação em registros:

numero da nota fiscal, cheque, terceiros envolvidos etc.

a. Exemplo de escrituração no Diário

Suponha-se que em fevereiro de 20XX a empresa Bascos & Cia. faça as seguintes operações:

20/02: compra de equipamento a vista da Calígula & Cia. Conforme Nota Fiscal serie B nº 25.451, por $ 800.000.

26/02: deposita no Banco do Brasil S.A. a quanta de $ 900.000.

Caixa

Equipamentos (20/02) 800.000

$$$$

800.000 (20/02) 900.000 (26/02)

Bancos c/ Movimento

(26/02) 900.000

(20/02) 900.000 (26/02) Bancos c/ Movimento (26/02) 900.000 Data Títulos das Contas e Histórico Código
(20/02) 900.000 (26/02) Bancos c/ Movimento (26/02) 900.000 Data Títulos das Contas e Histórico Código

Data

Títulos das Contas e Histórico

Código

Débito

Crédito

da Conta

20XX

         

Fev.

20

Equipamentos Caixa N.F.25.451 Serie B Calígula &Cia

-

800.000

-

800.000

26

Bancos c/ Movimento Caixa

-

900.000

-

900.000

-

Deposito no Banco do Brasil S.A.

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7. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, dada sua amplitude, inclui a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Evidencia a movimentação de todas as contas do Patrimônio Líquido ocorrida durante o exercício. Assim, todo acréscimo e toda diminuição do Patrimônio Líquido são evidenciados por essa demonstração, bem como a formação e utilização das reservas, inclusive aquelas originadas por Lucro. A técnica de elaboração desta demonstração é bastante simples:

Indicaremos uma coluna para cada conta do Patrimônio Líquido. Nas linhas Horizontais indicaremos as movimentações das contas, a seguir serão feitas as adições e/ou subtrações de acordo com as movimentações.

Vejamos um exemplo prático:

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

31-12-X0

31-12-X1

Capital Reservas de Lucro Reserva Legal Reserva Estatutária Reserva p/ Contingência Reserva Orçamentária Reserva de Lucros a Realizar Lucros Acumulados

7.000

8.000

50

200

1.500

800

100

280

20

275

10

105

950

2.350

Total do PL

9.630

12.010

No final do período houve um Aumento de Capital com Reserva Estatutária.

 

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Empresa:

 

Movimentações

Capital

Reserva

Reserva

Reserva p/

Reserva

Lucros a

Lucros

Total

Realizado

Legal

Estatutária

Contingência

Orçamentária

Realizar

Acumulados

Saldos em 31-12-X0 Ajustes de Exercícios Anteriores Aumento de Capital Lucro Líquido do Exercício

7.000

50

1.500

100

20

10

950

9.630

280

280

1.000

(1.000)

0

3.000

3.000

Proposta da Administração de Destinação do Lucro Reserva Legal Reserva Estatutária Reservas p/ Contingência Reserva Orçamentária Reserva de Lucros a Realizar Dividendos

 

150

       

(150)

0

300

(300)

0

180

(180)

0

255

95

(255)

0

(95)

0

(900)

(900)

Saldos em 31-12-X1

8.000

200

800

280

2275

105

2.350

12.010

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8. DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

Demonstração do valor adicionado é o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.

8.1 Demonstração do Valor Adicionado.

2014

2013

1

- RECEITAS

9.007.703

7.920.152

1.1. Vendas de mercadorias, produtos e serviços

9.016.759

7.922.884

1.2. Outras Receitas

5.399

7.349

1.3. Provisão com perda com crédito de clientes

(14.455)

(10.081)

2

- INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS

(4.934.805)

(4.292.444)

2.1. Custo dos produtos e serviços, energia, serviços de terceiros e outros

(4.928.949)

(4.263.837)

 

2.2. Outros

(5.856)

(28.607)

3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)

4.072.898

3.627.708

4 - DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃO

(250.477)

(218.279)

5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE

3.822.421

3.409.429

6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA

785.503

599.974

6.1. Resultado de equivalência patrimonial

-

-

6.2. Receitas financeiras

785.503

599.974

7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)

4.607.924

4.009.403

8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

4.607.924

4.009.403

8.1.

Pessoal

1.743.761

1.456.866

8.1.1 Remuneração Direta

1.504.548

1.249.742

8.1.2 Benefícios

166.736

141.500

 

8.1.3 F.G.T.S

72.477

65.624

8.2.

Impostos, Taxas e Contribuições

1.213.743

1.148.954

8.2.1 Federais

1.097.306

1.034.349

8.2.2 Estaduais

106.178

106.907

8.2.3 Municipais

10.259

7.698

8.3.

Remuneração de Capitais de Terceiros

688.104

558.279

8.3.1 Juros

649.430

524.536

8.3.2 Alugueis

38.674

33.743

 

8.3.3 Outras

-

-

8.4.

Remuneração de Capitais Próprios

962.316

845.304

8.4.1 Juros Sobre o Capital Próprio

228.331

183.937

8.4.2 Dividendos

292.829

277.952

8.4.3 Lucros Retidos

433.566

381.578

8.4.4 Lucros Retidos não controladores

7.590

1.837

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9. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

As demonstração dos fluxos de caixa são as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três)

fluxos:

a) das operações;

b) dos financiamentos; e

c) dos investimentos;

A contabilidade se utiliza duas maneiras distintas para Apuração de Resultado. A estas duas

maneiras distintas de apurar resultado denominamos Regimes de Competência e Caixa. São eles:

Regime de Competência

Este regime é universalmente adotado, aceito e recomendado. Evidencia o Lucro ou Prejuízo de forma mais adequada e completa. As regras básicas para a contabilidade pelo regime de competência são:

A receita será contabilizada no período em que for gerada, independentemente do seu recebimento.

A despesa será contabilizada como tal no período em que for consumida, incorrida, utilizada, independentemente do pagamento.

Regime de Caixa

O regime de caixa é uma forma simplificada de contabilidade, as regras básicas para este

regime são:

A receita será contabilizada no momento de seu recebimento, ou seja, quando entrar dinheiro no caixa.

A despesa será contabilizada no momento do pagamento, ou seja, quando sair dinheiro do caixa.

Exemplo de Regime de Caixa e Competência.

A Cia X vendeu em 20X1 $ 20.000.000 e só recebeu $ 12.000.000 (o restante receberá no

futuro); teve como despesa incorrida $ 16.000.000 e pagou até o último dia do ano $

10.000.000.

DRE

Regime de Competência

Regime de Caixa

Receita

20.000.000

12.000.000

(-) Despesa

(16.000.000)

10.000.000

Lucro

4.000.000

2.000.000

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9.1 Fluxo De Caixa

É a técnica do Regime de Caixa que dá base para a estruturação de um instrumento

indispensável para tomar decisões para todos os tipos de empresa.

Esta demonstração vai muito mais longe que a simples apuração de resultado no período (receita recebida menos despesa paga). Considera ainda investimentos, amortização de financiamentos, dividendos etc. De forma condensada, a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) indica a origem de todo o dinheiro que entrou no Caixa, bem como a aplicação de todo dinheiro que saiu do Caixa em determinado período e, ainda, o Resultado do Fluxo Financeiro.

A DFC esclarece situações controvertidas na empresa, por exemplo, através da comparação

com a Demonstração de Resultado, o porquê de a empresa ter lucro considerável e estar com Caixa baixo, não conseguindo liquidar todos os seus compromissos. Ou, ainda, embora seja

menos comum, o porquê de a empresa este ano não ter dado lucro, embora o Caixa tenha pago todas as contas. Somente através do conhecimento do passado poder-se-á fazer uma boa projeção do Fluxo de Caixa para o futuro (próxima semana, próximo mês, próximo trimestre etc.) A comparação do Fluxo Projetado com o Real vem indicar as variações que, quase sempre, demonstram as deficiências nas projeções.

a) Principais Transações que afetam o Caixa

A seguir, relacionamos, em dois grupos, as principais transações que afetam o Caixa.

Transações que aumentam o Caixa

Integralização do Capital pelos Sócios ou Acionistas. São os investimentos realizados pelos proprietários. Se a integralização não for em dinheiro, mas em bens permanentes, estoques, títulos etc., não afetará o Caixa.

Empréstimos Bancários e Financiamentos. São os recursos financeiros oriundos das Instituições Financeiras. Normalmente, os Empréstimos Bancários são utilizados como Capital de Giro (Circulante) e os Financiamentos para aquisição de Ativo Fixo.

Venda de Itens do Ativo Imobilizado. Embora não seja comum, a empresa pode vender itens do Ativo Fixo. Neste caso, teremos uma entrada de recursos financeiros.

Vendas a Vista e Recebimento de Duplicatas a Receber. Normalmente, a principal fonte de recursos do Caixa, sem dúvida, é aquela resultante de vendas.

Outras Entradas. Juros recebidos, dividendos recebidos de outras empresas, indenizações de seguros recebidas etc.

Transações que diminuem o Caixa

Pagamentos de Dividendos aos Acionistas. Se os investimentos dos proprietários da empresa representam entrada de Caixa, os dividendos pagos, em cada exercício, significam diminuição de Caixa.

Pagamento de Juros e Amortização da Dívida. O resgate das obrigações junto às Instituições Financeiras bem como os encargos financeiros (juros, comissão etc.) significam saída de dinheiro do Caixa.

Aquisição de Item do Ativo Imobilizado, Investimentos e Intangível. São as aquisições, a vista, de Imobilizado e de itens do subgrupo Investimentos (ações etc.).

Compra a vista e Pagamentos a Fornecedores. São aquelas saídas de numerários referentes à matéria-prima e material secundário.

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Pagamentos de Despesa/Custo, Contas a Pagar e Outros. São os desembolsos com despesas administrativas de vendas, com itens do custo e outros.

Transações que não afetam o Caixa

Vejamos algumas transações que não afetam o caixa, isto é, não há encaixe e nem desembolso:

Depreciação, Amortização e Exaustão. São reduções de Ativo, sem afetar o Caixa, no exercício em que são contabilizadas.

Provisão para Devedores Duvidosos. Estimativa de prováveis perdas com clientes que não representa desembolso para a empresa, no momento.

Reavaliação. Embora haja normalmente aumento do valor dos ativos e do Patrimônio Líquido (PL), pela atualização dos valores não representa desembolso ou encaixe.

Acréscimos (ou Diminuições). De itens de investimentos pelo método de equivalência patrimonial, poderá haver aumentos ou diminuições em itens de investimentos sem significar que houve vendas ou novas aquisições.

b) Modelo de fluxo de Caixa Mensal Direto

DESCRIÇÃO 01/2013 02/2013 03/2013 04/2013 TOTAL MÉDIA Venda à vista e recebimentos (-) Impostos (=)
DESCRIÇÃO
01/2013
02/2013
03/2013
04/2013
TOTAL
MÉDIA
Venda à vista e recebimentos
(-) Impostos
(=) Caixa Líquido
(-) Caixa Despendido na
Produção/Custo
(=) Caixa Bruto
(-) Despesas Operacionais Pagas
- Vendas
- Administrativas
(=) Caixa Gerado nos Negócios
Não Operacionais
(+) Outras Receitas
(-) Outras Despesas
(=) Caixa Líquido Após os Fatos
não Operacionais
(+)Receitas Financeiras
(-) Despesas Financeiras
(-) Dividendos
9=) Caixa Após Remuneração ao
Capital
(-) Pagamento de Empréstimos
(=) Caixa Após Pagamento de
Empréstimos
(+) Novos financiamentos
(+) Aumento de Capital
(+) Outras Entradas
(=) Caixa Após Novas Fontes
(-) Aquisição de Bens
(=) Caixa Líquido Final

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9.2 Demonstração dos Fluxos de Caixa Indireto

 

2015

2014

ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido antes dos impostos (IR/CS) Depreciações e amortizações Equivalência patrimonial Provisões:

Participação no resultado - Colaboradores Juros s/ capital próprio Outros Aumento/redução nas contas a receber Aumento/redução nas contas a pagar Aumento/redução nos estoques

674.187

726.798

206.081

156.633

(3.237)

(2.539)

86.246

86.634

113.810

98.227

8.705

32.785

(553.390)

(243.671)

158.677

(401.932)

427.947

(177.033)

(274.461)

(207.405)

Imposto de renda e contribuição social pagos Pgto da Participação nos resultados - Colaboradores

(95.485)

(85.384)

Caixa líquido proveniente das atividades operacionais

(80.799)

812.992

ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS Investimentos Imobilizado Intangível Baixa do Ativo Permanente Recebimento de dividendos/juros s/ capital próprio Diferido Ajuste Acumulado de Conversão

(4.868)

(37.851)

(457.168)

(349.486)

(5.930)

(29.628)

1.245

592

-

-

-

-

89.829

-

Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos

(376.892)

(416.373)

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS Financiamento de capital de giro Financiamento de longo prazo Pgto de dividendos/juros s/ capital próprio

126.567

220.570

302.909

99.250

(297.279)

(257.970)

Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos

132.197

61.850

Aumento/redução líquido de caixa e equivalentes de caixa

(325.494)

458.469

Saldo de Caixa:

Saldo de caixa e equivalentes de caixa no início do período Saldo de caixa e equivalentes de caixa no final do período

2.174.972

1.716.503

1.849.478

2.174.972

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10. INTRODUCÃO A ANÁLISE DE BALANÇO

Todas as Demonstrações Financeiras devem ser analisadas, mais ênfase é dada ao Balanço Patrimonial (BP) a Demonstração do Resultado (DR), uma vez que através delas é evidenciada de forma objetiva a situação financeira identificada nestas Demonstrações Financeiras. Uma das técnicas mais conhecidas na Análise de Balanços é a Análise Horizontal, seguida da Análise Vertical.

a) Análise Horizontal

Uma vez padronizadas as demonstrações financeiras, a análise horizontal é facilmente realizada estabelecendo o ano inicial da série analisada como índice básico 100 e expressando

as cifras relativas aos anos posteriores, com relação ao índice básico 100. Exemplo: suponha

um determinado item do Balanço Patrimonial com os seguintes valores:

 

ANO 2013

ANO 2014

ANO 2014

Valores

$ 358.300

$ 425.000

$ 501.000

Índices

100

119

140

Assim, comparando os índices na base 100, o item analisado teve um crescimento de 19% de 2010 para 2011 e de 40% de 2011 para 202.

Assim, análise horizontal é quando comparamos valores ou índices de dois ou mais anos. Nossos olhos fixam um sentido horizontal.

b) Análise Vertical

A análise vertical é realizada extraindo-se relacionamentos percentuais entre itens

pertencentes à mesma Demonstração Financeira.

A finalidade da análise vertical é dar uma idéia da representatividade de um determinado item

ou subgrupo de uma demonstração financeira relativamente a um determinado total ou subtotal tomado como base.

A análise vertical é importante para todas as Demonstrações Financeiras, mas ganha realce

especial na Demonstração de Resultados, quando poderemos expressar os vários itens componentes da DR com relação às vendas, brutas ou líquidas, e, dentro das despesas, representar cada uma delas com relação ao total de despesas e outros relacionamentos

interessantes. Vejamos um exemplo prático:

DRE ANO 2015

VALORES

%

RECEITA LÍQUIDA

$ 1.000.000

100%

DESPESAS

$ 800.000

80%

LUCRO

$ 200.000

20%

Verificamos para esta situação que as despesas significam 80% das receitas e o lucro neste caso de 20%.

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38

10.1 Quocientes Contábeis e Financeiros

A análise de demonstrações financeiras encontra-se seu ponto mais importante no cálculo e

avaliação do significado de quocientes, relacionando principalmente itens e grupos do

Balanço e da Demonstração do Resultado.

O uso dos quocientes tem como finalidade principal permitir ao analista extrair tendências e

comparar os quocientes com padrões preestabelecidos. A finalidade da análise é, mais do que retratar o que aconteceu no passado, fornecer algumas bases para inferir o que poderá acontecer no futuro. É fundamental associar os vários quocientes de liquidez entre si.

10.1.1 Quocientes de Liquidez

a) Quociente de Liquidez imediata (QLI)

QLI = Caixa e equivalentes de caixa Passivo Circulante

Este quociente representa o valor de quanto dispomos, imediatamente, para saldar nossas dívidas de curto prazo.

b) Quociente de Liquidez Corrente (QLC)

QLC = Ativo Circulante Passivo Circulante

Esse quociente relaciona de quantos reais dispomos, imediatamente disponíveis e conversíveis em certos prazos em dinheiro, com relação às dívidas de curto prazo.

c) Quociente de Liquidez Seco (QLS)

QLS = Ativo Circulante - Estoques Passivo Circulante

Esta é uma variante muito adequada para se avaliar conservadoramente a situação de liquidez

da

empresa. Eliminando os estoques estamos eliminando uma fonte de incerteza.

O

quociente apresenta uma posição bem realista e conservadora da liquidez da empresa em

determinado momento, sendo preferido pelos emprestadores de capitais.

d) Quociente de Liquidez Geral (QLG)

QLG = Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante + Passivo Não Circulante

Esse quociente serve para detectar a saúde financeira de longo prazo do empreendimento no que se refere à liquidez.

10.1.2 Quocientes de endividamento

Estes quocientes relacionam as varias fontes de fundos entre si, procurando retratar a posição do capital próprio com relação ao capital de terceiros. São quocientes de muita importância, pois indicam a relação de dependência da empresa com relação a Capital de Terceiros.

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a) Quociente de Participação de Capitais de Terceiros sobre os Recursos Próprios

=

Passivo Circulante e não Circulante + Patrimônio Líquido Este quociente expressa a porcentagem que o endividamento representa sobre os fundos totais. No longo prazo, a porcentagem de capitais de terceiros sobre os fundos totais não poderia ser muito grande, pois isto iria progressivamente aumentando as despesas financeiras, deteriorando a posição de rentabilidade da empresa.

Passivo Circulante + Passivo não Circulante

b) Quociente de Capitais de Terceiros em relação ao Capital Próprio

= Passivo Circulante + Passivo não Circulante Patrimônio Líquido

É outra forma de analisar a dependência de recursos de terceiros. Este quociente é um dos mais utilizados para retratar o posicionamento das empresas com relação aos capitais de terceiros. Grande parte das empresas que vão a falência apresenta, durante um período relativamente longo, altos quocientes de Capitais de Terceiros/Capitais Próprios.

=

c) Quociente

de

Participação

do

Endividamento Total

Passivo Circulante

Endividamento

a

Passivo Circulante + Passivo não Circulante

Curto

Prazo

sobre

o

Verifica do endividamento total, qual a parcela que vence no curto prazo.

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11. BALANÇO PATRIMONIAL

ATIVO

(Em milhares de reais) - Consolidado

3.277.115

1.157.644

7.519

2.545.927

2.009.254

2015

R$

Ativo Circulante

9.589.344

67,24%

18,93%

8.063.213

68,43%

Caixa e equivalentes de caixa

Aplicações financeiras

Instrumentos financeiros derivativos

Clientes

Estoques

 

17,85%

1.704.919

14,47%

1,87%

67,42%

159.446

1,35%

2,28%

88,07%

172.781

1,47%

32,76%

25,62%

3.719.417

31,57%

0,00%

(79,56%)

1.047

0,01%

2,60%

961,38%

34.974

0,30%

0,39%

25,72%

44.394

0,38%

0,92%

135,08%

55.864

0,47%

0,12%

(13,43%)

19.221

0,16%

0,31%

616,26%

6.144

0,05%

0,01%

(83,23%)

8.224

0,07%

22,89%

13,45%

2.877.942

24,43%

5,52%

17,14%

671.607

5,70%

100,00%

21,04%

11.782.630

100,00%

A.V.

22,98%

8,12%

0,05%

17,85%

14,09%

A.H.

(0,22%)

33,81%

(14,23%)

36,30%

2014

R$

3.284.275

865.162

8.766

1.867.864

A.V.

27,87%

7,34%

0,07%

15,85%

 

Passivo Circulante

3.494.850

24,51%

3,43%

3.379.017

28,68%

   

Fornecedores

566.769

3,97%

27,20%

445.577

3,78%

Financiamentos e empréstimos

1.284.633

9,01%

(12,16%)

1.462.493

12,41%

Instrumentos financeiros derivativos

1.438

0,01%

(41,57%)

2.461

0,02%

Obrigações sociais e tributárias

284.378

1,99%

19,99%

237.003

2,01%

Imposto de renda e contribuição social

28.160

0,20%

(66,76%)

84.714

0,72%

Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar

172.484

1,21%

54,41%

111.707

0,95%

Adiantamento de clientes

486.225

3,41%

(17,70%)

590.815

5,01%

Participação nos lucros

143.897

1,01%

29,44%

111.173

0,94%

Contas a pagar - controladas exterior

209.867

1,47%

142,95%

86.384

0,73%

Outros passivos circulantes

316.999

2,22%

28,50%

246.690

2,09%

Passivo Não Circulante

4.610.631

32,33%

41,24%

3.264.350

27,70%

 

Financiamentos e empréstimos

3.868.335

27,12%

47,93%

2.615.049

22,19%

Instrumentos financeiros derivativos

16.248

0,11%

33,76%

12.147

0,10%

Obrigações tributárias

783

0,01%

(91,31%)

9.011

0,08%

Provisões para contingências

339.968

2,38%

31,34%

258.849

2,20%

Impostos diferidos

242.696

1,70%

(14,24%)

282.989

2,40%

Outros passivos não circulantes

142.601

1,00%

65,23%

86.305

0,73%

TOTAL DO PASSIVO

8.105.481

56,83%

22,01%

6.643.367

56,38%

 

Acionistas da companhia

6.029.380

42,28%

19,24%

5.056.385

42,91%

Capital social

3.533.973

24,78%

0,00%

3.533.973

29,99%

Reservas de capital

(55.888)

(0,39%)

(2,46%)

(57.298)

(0,49%)

Plano de opções de ações

2.474

0,02%

36,16%

1.817

0,02%

Ações em tesouraria

(17.069)

(0,12%)

102,77%

(8.418)

(0,07%)

Reservas de lucros

1.299.868

9,11%

91,53%

678.665

5,76%

Ajuste de avaliação patrimonial

493.106

3,46%

(10,14%)

548.750

4,66%

Outros resultados abrangentes

642.362

4,50%

235,61%

191.402

1,62%

Dividendos adicionais propostos

130.554

0,92%

(22,05%)

167.494

1,42%

Acionistas não controladores

126.680

0,89%

52,85%

82.878

0,70%

 

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 2015 2014 (Em milhares de reais) - Consolidado R$ A.V. A.H. R$
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
2015
2014
(Em milhares de reais) - Consolidado
R$
A.V.
A.H.
R$
A.V.
Receita Bruta
11.143.410
100,00%
20,66%
9.235.147
100,00%
Mercado Interno
5.350.844
48,02%
5,45%
5.074.329
54,95%
Mercado Externo
5.792.566
51,98%
39,22%
4.160.818
45,05%
Deduções
(1.383.087)
(12,41%)
(0,81%)
(1.394.390)
(15,10%)
Impostos
(1.203.267)
(10,80%)
2,32%
(1.176.002)
(12,73%)
Devoluções/Abatimentos
(179.820)
(1,61%)
(17,66%)
(218.388)
(2,36%)
Receita Líquida
9.760.323
87,59%
24,48%
7.840.757
84,90%
Custo dos produtos e serviços vendidos
(6.994.735)
(62,77%)
30,59%
(5.356.260)
(58,00%)
Lucro Bruto
2.765.588
24,82%
11,31%
2.484.497
26,90%
Despesas com vendas
(950.252)
(8,53%)
15,82%
(820.471)
(8,88%)
Despesas administrativas
(436.759)
(3,92%)
19,34%
(365.964)
(3,96%)
Honorários dos administradores
(22.194)
(0,20%)
10,15%
(20.148)
(0,22%)
Outras resultados operacionais
(198.138)
(1,78%)
7,94%
(183.562)
(1,99%)
Lucro antes do resultado financeiro
1.158.245
10,39%
5,84%
1.094.352
11,85%
Receitas financeiras
1.345.633
12,08%
71,31%
785.503
8,51%
Despesas financeiras
(1.200.150)
(10,77%)
84,09%
(651.926)
(7,06%)
Lucro antes dos impostos
1.303.728
11,70%
6,17%
1.227.929
13,30%
Impostos correntes
(234.116)
(2,10%)
(13,80%)