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DIREITO DO TRABALHO – RESUMO II

REMUNERAÇÃO
Art. 457 CLT- Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos
legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como
contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.

Remuneração: soma de contraprestação pg pelo empregador ( pecúnia e/ou


utilidades) com quantia recebida, pelo obreiro, de terceiros, a título de gorjeta.

Remuneração = Salário + Gorjeta

SALÁRIO
1) Retribuição ( bilateral /sinalagmático);
2) Contraprestação ( onerosidade)
Elementos definidores
3) Pagamento direto;
4) Motivação ( prestação de serviços / tempo à
disposição).

1) Preço;
Natureza Jurídica 2) Indenização;
3) Verba alimentar;
4) Contraprestação por serviços prestados;
5) Dever de retribuição

1) Essencialidade;
2) Reciprocidade;
Características 3) Sucessividade;
4) Periodicidade.

CLT . ART 452. § 2o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como
salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.243,
de 19.6.2001)
I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados
no local de trabalho, para a prestação do serviço; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001)
II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os
valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; (Incluído pela
Lei nº 10.243, de 19.6.2001)
III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido
ou não por transporte público; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001)
IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante
seguro-saúde; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001)
V – seguros de vida e de acidentes pessoais; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001)
VI – previdência privada; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001)

SUM-367 TST UTILIDADES "IN NATURA". HABITAÇÃO. ENERGIA ELÉTRICA. VEÍCULO.


CIGARRO. NÃO INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO (conversão das Orientações Jurisprudenciais
nºs 24, 131 e 246 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005
I - A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado, quando
indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda que, no caso de

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veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. (ex-Ojs da
SBDI-1 nºs 131 - inserida em 20.04.1998 e ratificada pelo Tribunal Pleno em 07.12.2000 - e
246 - inserida em 20.06.2001)
II - O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde

SUM-241 TST SALÁRIO-UTILIDADE. ALIMENTAÇÃO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e


21.11.2003
O vale para refeição, fornecido por força do contrato de trabalho, tem caráter salarial,
integrando a remuneração do empregado, para todos os efeitos legais.

1) Data de vencimento ( 30 dd);


Proteção 2) Periodicidade máxima ( 1mês);
3) Irredutibilidade;
4) Impenhorabilidade (Art 649-CPC)

a) Tempo (dia, hora, mês);


1) Qt ao parâmetro de pagto b) Obra;
c) Tarefa.

Classificação
a) Em espécie ( moeda nacional);
2) Qt à forma de pagto b) Em benefícios (in natura).
Semana = 44 h
Dia = 8 h
Mês = 220 h

a) Fixo;
3) Qt ao valor b) Variável;
c) Misto.

4) Qt ao critério de fixação a) Sl. Mínimo;


b) Sl. Profissional;
c) Sl. Normativo (norma coletiva,
dissídio coletivo

Parcelas sobre-salário: gratificações, comissões, percentagens, ad he, ad noturno, ad


insalubridade, ad periculosidade, ad tempo de serviço, abono e diárias (esta desde que
maior que 50% do salário e não sujeita à prestação de contas). Ajuda de custo não
tem natureza salarial e sim indenizatória

Adicionais: HE, transferência, periculosidade, insalubridade, noturno, tempo de


serviço

EQUIPARANDO E PARADIGMA

• O trabalhador deve exercer a mesma função que o paradigma;


• A prestação de serviço deve necessariamente, ser na mesma localidade;

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• O salario recebido pelo trabalhador deve ser menor do que o percebido pelo
paradigma.
• Em caso de trabalho igual, conta-se o tempo de serviço na função e não no
emprego.
• Diferença de tempo na função inferior a dois anos.
• Simultaneidade na prestação de serviços;
• Inexistência de quadro organizado de carreira.
ITENS QUE COMPÕEM A REMUNERAÇÃO

1) Comissões:

• Devida a partir do aceite do pedido pela empresa;


• O pagamento das comissões e percentagens não poderá exceder a um
trimestre

2) Gratificações:

• Natureza diversa, mera liberalidade, habitual, natureza salarial;


• Natalina – 13º. Salário
 Lei 4090/62, Dec 57.155/65, Lei 4749/65;
 Pago em 2 parcelas ( 1ª. entre fev e nov, 2ª. até 20/dez);
 Base: salário dez ( fixo) e média dos sls dos meses do ano
(variável);
 Pagto proporcional;

3) Gorjetas:
Art 457 CLT 3º - Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada
pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao
cliente, como adicional nas contas, a qualquer título, e destinada a distribuição aos
empregados.

SUM-354 TST GORJETAS. NATUREZA JURÍDICA. REPERCUSSÕES (mantida) -


Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas
espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo
de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e
repouso semanal remunerado.

• Integram a remuneração do empregado;


• Natureza salarial
• Não servem como base de cálculo para aviso prévio, horas extras, repouso
semanal remunerado, adicional noturno.

4) Adicionais:

Art . 193 CLT - São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da


regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza
ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou
explosivos em condições de risco acentuado. (Redação dada pela Lei nº 6.514, de
22.12.1977)

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§ 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um
adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de
gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. (Incluído pela Lei nº
6.514, de 22.12.1977)

§ 2º - O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe


seja devido. (Incluído pela Lei nº 6.514, de 22.12.1977)

4.1) Insalubridade:

As atividades que são consideradas insalubres são aquelas que, por sua natureza,
condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à
saúde, acima dos limites de tolerância, fixados em razão da natureza e da intensidade
do agente nocivo e do tempo de exposição aos seus efeitos (Art. 189 da CLT
Consolidação das Leis Trabalhistas).

SUM-289 TST INSALUBRIDADE. ADICIONAL. FORNECIMENTO DO APARELHO DE


PROTEÇÃO. EFEITO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento
do adicional de insalubridade. Cabe-lhe tomar as medidas que conduzam à diminuição ou
eliminação da nocividade, entre as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo
empregado.

SUM-228 TST ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO (redação alterada na


sessão do Tribunal Pleno em 26.06.2008) - Res. 148/2008, DJ 04 e 07.07.2008 - Republicada
DJ 08, 09 e 10.07.2008
A partir de 9 de maio de 2008, data da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo
Tribunal Federal, o adicional de insalubridade será calculado sobre o salário básico, salvo
critério mais vantajoso fixado em instrumento coletivo.

SUM-47 TST INSALUBRIDADE (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003


O trabalho executado em condições insalubres, em caráter intermitente, não afasta, só por
essa circunstância, o direito à percepção do respectivo adicional.

 Trabalho exposto a agentes nocivos ;


 Hospitais, laboratórios;
 Valor : Grau máximo: 40% SM;
o médio : 20% SM
o mínimo: 10% SM
 Natureza salarial ( férias, FGTS, 13º.m aviso prévio)

4.2) Periculosidade:

São periculosas as atividades ou operações, onde a natureza ou os seus métodos de


trabalhos configure um contato permanente com substancias inflamáveis ou
explosivos, em condição de risco acentuado ou que ofereçam risco de morte. Exemplo:
frentista de posto de combustível, operador em distribuidora de gás, etc.

 Valor : 30% Sb;


 Explosivos
 Inflamáveis
 Energia Elétrica

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 Radiação Ionizante;
 Natureza salarial ( férias, FGTS, 13º.m aviso prévio).

4.3) Atividade penosa:

Conforme jurisprudência majoritária, o artigo 7º, XXIII, da Constituição Federal, que


prevê adicional para o labor em atividades penosas, necessita de regulamentação
(conforme parte final do artigo em questão: “…na forma da lei.”), de modo que, nessas
condições, não haveria pagamento de qualquer adicional no salário do empregado que
labore em atividades penosas (por exemplo, labor a céu aberto, sob o sol escaldante).

No entanto, por força do artigo 5º, V, da Constituição Federal, para todo agravo cabe
respectiva reparação, moral e material, de modo que é plausível a condenação do
empregador em valor equivalente ao trabalho penoso prestado.

Nesse sentido, a previsão do artigo 192 da CLT, por analogia, pode servir como norte
para eventual arbitramento de indenização respectiva.

4.4) Transferência:

Art. 469 CLT- Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua anuência, para
localidade diversa da que resultar do contrato, não se considerando transferência a que não
acarretar necessariamente a mudança do seu domicílio .

§ 1º - Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os empregados que exerçam


cargo de confiança e aqueles cujos contratos tenham como condição, implícita ou explícita, a
transferência, quando esta decorra de real necessidade de serviço. (Redação dada pela Lei nº
6.203, de 17.4.1975)

§ 2º - É licita a transferência quando ocorrer extinção do estabelecimento em que


trabalhar o empregado.

§ 3º - Em caso de necessidade de serviço o empregador poderá transferir o empregado


para localidade diversa da que resultar do contrato, não obstante as restrições do artigo
anterior, mas, nesse caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25%
(vinte e cinco por cento) dos salários que o empregado percebia naquela localidade, enquanto
durar essa situação. (Parágrafo incluído pela Lei nº 6.203, de 17.4.1975)

 Valor : 25% Sb;


 A partir de 3 meses
 Possibilidade:
1) Quando o empregado exercer cargo de confiança, entendendo-se como tal
aquele investido de mandato em forma legal, exercer poder de mando
amplamente, de modo a representar o empregador nos atos de sua
administração, e pelo padrão mais elevado de vencimento
2) Quando nos contratos de trabalho a transferência seja condição implícita ou
explícita e a transferência decorra de real necessidade de serviço. Condição
implícita é inerente a função, como, por exemplo, no caso de vendedor-
viajante. Condição explícita é a que consta expressamente no contrato de
trabalho, devendo, para tanto, ser apontada na ficha ou livro de registro e na
CTPS.

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3) Quando ocorrer a extinção do estabelecimento em que trabalhar o
empregado. Neste hipótese, é lícito ao empregador transferir o empregado
para outra filial ou novo estabelecimento.
 Supressão: Retorno ao local de origem ou qd a transferência torna-
se definitiva.

4.5) Noturno:

Art. 73 CLT- Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá
remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de
20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. (Redação dada pelo Decreto-lei nº
9.666, 28.8.1946)

§ 1º - A hora do trabalho noturno será computada como de 52 (cinqüenta e dois) minutos


e 30 (trinta) segundos. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 9.666, 28.8.1946)

§ 2º - Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22


(vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte.(Redação dada pelo
Decreto-lei nº 9.666, 28.8.1946)

§ 3º - O acréscimo a que se refere o presente artigo, em se tratando de empresas que não


mantêm, pela natureza de suas atividades, trabalho noturno habitual, será feito tendo em vista
os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. Em relação às empresas
cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades, o aumento será calculado sobre
o salário mínimo geral vigente na região, não sendo devido quando exceder desse limite, já
acrescido da percentagem.(Redação dada pelo Decreto-lei nº 9.666, 28.8.1946)

§ 4º - Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e


noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus
parágrafos. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 9.666, 28.8.1946)

SUM-60 TST ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM


HORÁRIO DIURNO (incorporada a Orientação Jurisprudencial nº 6 da SBDI-1) - Res.
129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005

I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os
efeitos. (ex-Súmula nº 60 - RA 105/1974, DJ 24.10.1974)II - Cumprida integralmente a jornada
no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas
prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. (ex-OJ nº 6 da SBDI-1 - inserida em
25.11.1996)

 Supressão : Sim, SUM-265 TST ADICIONAL NOTURNO. ALTERAÇÃO DE


TURNO DE TRABALHO. POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO (mantida) - Res. 121/2003,
DJ 19, 20 e 21.11.2003A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda
do direito ao adicional noturno.

Empregado Horário Adicional Tempo de 1h Fundamento legal


noturno noturna
Urbano 22 às 5 horas 20% 53’ 30” Art 73 da CLT
Rural –agricultura 21 às 5 horas 25% 60’ Lei 5889/73, art7º.
Rural – pecuária 20 às 4 horas 25% 60’ Lei 5889/73, art7º.
Advogado 20 às 5 horas 25% 60’ Lei 8906/94, art 20,§ 3º.

4.6) Hora extra:

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Art. 59 CLT - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em
número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado,
ou mediante contrato coletivo de trabalho.

Art. 7º CF São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:...
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do
normal;
...
§ 4o Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras

 Comissionados: SUM-340 TST COMISSIONISTA. HORAS EXTRAS


(nova redação) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003O empregado,
sujeito a controle de horário, remunerado à base de comissões, tem
direito ao adicional de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento) pelo
trabalho em horas extras, calculado sobre o valor-hora das comissões
recebidas no mês, considerando-se como divisor o número de horas
efetivamente trabalhadas.
 Banco de horas : ART 59 CLT § 2o Poderá ser dispensado o acréscimo
de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o
excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente
diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo
de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem
seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. (Redação dada
pela Medida Provisória nº 2.164-41, de 2001)
 § 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha
havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma do
parágrafo anterior, fará o trabalhador jus ao pagamento das horas extras
não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da
rescisão. (Incluído pela Lei nº 9.601, de 21.1

5) Ajuda de custo: natureza indenizatória

6) Diárias : natureza indenizatória e natureza salarial se > 50% do salário e não sujeita
à prestação de contas

7) Salários família e maternidade: Benefício previdenciário

8) Participação nos lucros: não tem natureza salarial

JORNADA DE TRABALHO
Tempo efetivamente trabalhado + tempo à disposição do trabalhador + tempo in
itenere (somente em local de difícil acesso com transporte cedido pela empresa)
Súmula 90 do TST:

I - O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo empregador, até o local
de trabalho de difícil acesso, ou não servido por transporte público regular, e para o seu retorno
é computável na jornada de trabalho.

II - A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do


transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere".

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III - A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere".

IV - Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da


empresa, as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte
público.

V - Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho, o tempo
que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o
adicional respectivo.

Horas in itiniere. Ônus da prova. O ônus da prova do direito às horas in itinere é do


reclamante, por se tratar de fato constitutivo em que se torna necessária a
comprovação de local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte
público regular, conforme descrito no Verbete 90 da Súmula desta Corte (TST, E-RR
158.684/95.1, Cnéa Moreira, Ac. SBDI-1

CF ART. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou
convenção coletiva de trabalho;

Art. 59 CLT- A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em
número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado,
ou mediante contrato coletivo de trabalho.

a) Normal ( 8h/dia e 44 h/sem)


1) Qt à duração
b) Extraordinária
Classificação

a) Diurno
2) Qt ao período b) Noturno
c) Mista

SUM-291 TST HORAS EXTRAS (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003


A supressão, pelo empregador, do serviço suplementar prestado com habitualidade, durante
pelo menos 1 (um) ano, assegura ao empregado o direito à indenização correspondente ao
valor de 1 (um) mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis
meses de prestação de serviço acima da jornada normal. O cálculo observará a média das
horas suplementares efetivamente trabalhadas nos últimos 12 (doze) meses, multiplicada pelo
valor da hora extra do dia da supressão.

Jornadas especiais

PROFISSÃO LIMITE DE HORAS DIA


Bancários 6 horas
Telefonista 6 horas
Operadores cinematográficos 6 horas
Jornalista 5 horas
Médico 4 horas
Radiologista 4 horas
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Empregados sem jornada fixa de trabalho:

CLT Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: (Redação dada pela Lei
nº 8.966, de 27.12.1994)

I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário


de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e
no registro de empregados; (Incluído pela Lei nº 8.966, de 27.12.1994)

II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se


equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou
filial. (Incluído pela Lei nº 8.966, de 27.12.1994)

Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados
mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo
a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido
de 40% (quarenta por cento). (Incluído pela Lei nº 8.966, de 27.12.1994)

Contrato por tempo parcial: Jornada reduzida até 25 h/sem com salário proporcional.

Turno ininterrupto de revezamento : 6h, salvo negociação coletiva (acordo coletivo)

INTERVALO INTER / INTRA JORNADA


1) > 6 horas : mín 1 hora. Máx 2 horas, salvo acordo ou
convenção coletiva, não sendo computado o intervalo na
Intrajornada duração da jornada. Poderá ser menor que 1 hora, desde
que autorizado pelo Mt.

2) > 4 e < 6 horas: 15 minutos, não sendo computado o


intervalo na duração da jornada

Interjornada : 11 horas

Inobservância dos intervalos : multa administrativa e pagamento de horas extras

REPOUSO SEMANAL REMUNERADO OU DESCANSO HEBDOMADÁRIO

Interrupção semanal do contrato de trabalho, com a sustação pelo prazo de 24 horas


da prestação de serviços pelo obreiro, sem prejuízo da remuneração e demais
vantagens, preferencialmente exercidos aos domingos.

Não concessão: Folga compensatória ou pagto em dobro

Obrigatório, irrenunciável , duração mínima de 24 h

FÉRIAS ANUAIS REMUNERADAS

Valor : corresponde ao de um mês de trabalho, mais um terço

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Prazo para o pagamento : até dois dias antes do início do respectivo período.

Férias coletivas: permitindo o fracionamento em ate dois períodos anuais, desde que
nenhum seja inferior a 10 dias. Necessária, no entanto, prévia comunicação à DRT e
ao Sindicato de Trabalhadores, com antecedência mínima de 15 dias.

Art. 133 CLT- Não terá direito a férias o empregado que, no curso do período
aquisitivo: (Redação dada pelo Decreto-lei nº 1.535, de 13.4.1977)

I - deixar o emprego e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subseqüentes à


sua saída; (Incluído pelo Decreto-lei nº 1.535, de 13.4.1977)

II - permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por mais de 30 (trinta)


dias; (Incluído pelo Decreto-lei nº 1.535, de 13.4.1977)

III - deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de 30 (trinta) dias, em virtude
de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa; e (Incluído pelo Decreto-lei nº 1.535,
de 13.4.1977)

IV - tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de


auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, embora descontínuos.

AVISO PRÉVIO

É a comunicação da rescisão do contrato de trabalho por uma das partes, empregador


ou empregado, que decide extingui-lo, com a antecedência que estiver obrigada por
força de lei.

Nas relações de emprego, quando uma das partes deseja rescindir, sem justa causa,
o contrato de trabalho por prazo indeterminado, deverá, antecipadamente, notificar à
outra parte, através do aviso prévio.

Concessão:
por escrito, em 3 (três) vias, sendo uma para o empregado, outra para o empregador e
a terceira para o sindicato.

Prazo de duração: atualmente a duração do aviso prévio é de 30 (trinta) dias,


independente do tempo de serviço do empregado na empresa e da forma de
pagamento do salário.

Art. 487 CLT - Não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o
contrato deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de:
I - 8 (oito) dias, se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior; (Inciso II
renumerado pela Lei nº 1.530, de 26.12.1951)
II - 30 (trinta) dias aos que perceberem por quinzena ou mês, ou que tenham mais de 12 (doze)
meses de serviço na empresa. (Inciso III renumerado e alterado pela Lei nº 1.530, de
26.12.1951)

Pagamento:

ART 477 CLT§ 6º - O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou


recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: (Incluído pela Lei nº 7.855, de
24.10.1989)

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a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou b) até o décimo dia, contado da
data da notificação da demissão, quando da ausência do aviso prévio, indenização do mesmo
ou dispensa de seu cumprimento.

Cabimento:
Ct p/ prazo indeterminado
Ct de aprendizagem
Ct em domicílio

Formas de concessão:
Escrita ou verbal
Trabalhado ou indenizado

Efeitos:
Tempo de serviço
Redução da jornada de trabalho
Extinção do ct

Justa Causa:
Aviso prévio. Dispensa sem justa causa. Renúncia do empregado. Impossibilidade. Cabe ao
empregador conceder aviso prévio ao empregado na rescisão sem justa causa do contrato
de trabalho. Se o empregado não comparece ao serviço durante o período, cabe o desconto
das faltas no término do aviso prévio, momento em que são devidas as verbas rescisórias.
Ademais, "o direito ao aviso prévio é irrenunciável pelo empregado", de forma que "o pedido
de dispensa de cumprimento não exime o empregador de pagar o respectivo valor, salvo
comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego", nos exatos termos da
Súmula 276 do C. TST. Recurso Ordinário não provido. (TRT/SP - 00892200707602001 - RO -
Ac. 12aT 20090756147 - Rel. Davi Furtado Meirelles - DOE 18/09/2009)

Estabilidade:
Entende o Tribunal Superior do Trabalho ser inviável a aquisição de qualquer tipo de
estabilidade durante o curso do aviso prévio, limitando os efeitos de referido período do
contrato de trabalho, conforme as Orientações Jurisprudenciais de números 35 e 40 da
SDI-I abaixo transcritas:
“DIRIGENTE SINDICAL. REGISTRO DE CANDIDATURA NO CURSO DO
AVISO PRÉVIO. NÃO TEM DIREITO À ESTABILIDADE PROVISÓRIA (ART.
543, § 3º, CLT).”

“ESTABILIDADE. AQUISIÇÃO NO PERÍODO DO AVISO PRÉVIO. NÃO


RECONHECIDA.
A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão do aviso prévio
indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período
de pré-aviso, ou seja, salários, reflexos e verbas rescisórias.”

ESTABILIDADE

Art. 492 - CLT - O empregado que contar mais de 10 (dez) anos de serviço na mesma
empresa não poderá ser despedido senão por motivo de falta grave ou circunstância de força
maior, devidamente comprovadas.

Parágrafo único - Considera-se como de serviço todo o tempo em que o empregado esteja à
disposição do empregador.

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Estabilidade provisória:
Período em que o empregado tem seu emprego garantido, não podendo ser
dispensado por vontade do empregador, salvo por justa causa ou força maior.

 Cipa
O empregado eleito para o cargo de direção de comissões internas de prevenção de
acidentes, desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu
mandato, não pode ser dispensado arbitrariamente ou sem justa causa.

 Gestante
Desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

SUM-244 TST GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA (incorporadas as Orientações


Jurisprudenciais nºs 88 e 196 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005I - O
desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da
indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, "b" do ADCT). (ex-OJ nº 88 da SBDI-1 - DJ
16.04.2004 e republicada DJ 04.05.2004)II - A garantia de emprego à gestante só autoriza a
reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia
restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. (ex-
Súmula nº 244 – alterada pela Res. 121/2003, DJ 21.11.2003)III - Não há direito da empregada
gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência,
visto que a extinção da relação de emprego, em face do término do prazo, não constitui
dispensa arbitrária ou sem justa causa. (ex-OJ nº 196 da SBDI-1 - inserida em 08.11.2000)

 Dirigente Sindical
A partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou
representação, de entidade sindical ou associação profissional, até um ano após o final
do seu mandato, caso seja eleito, inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave
devidamente apurada nos termos da legislação.

 Acidente Do Trabalho
Pelo prazo de 12 meses, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independente
de percepção de auxílio-acidente. Significa dizer que tem garantido o emprego o
empregado que recebeu alta médica, após o retorno do benefício previdenciário.

FGTS

No início de cada mês, as empresas devem depositar, em contas abertas na Caixa


Econômica Federal (CEF) em nome dos seus empregados, o valor correspondente a
8% do salário de cada funcionário.

Hipóteses de saque:

• Dispensa sem justa causa


• Término do contrato de trabalho
• Aposentadoria
• Suspensão do trabalho avulso
• Falecimento do trabalhador
• Quando o trabalhador for portador do vírus HIV
• Quando o trabalhador ou seu dependente for acometido de neoplasia maligna
(câncer)

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• Permanência de conta sem depósito por três anos ininterruptos para os
contratos rescindidos até 13/07/90. Para os demais, permanência por igual
período fora do regime do FGTS.
• Rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior
• Utilização na compra da casa própria
• Compra de ações da Petrobrás ON (ordinária) até a metade do valor total do
saldo. O comprador terá 20% de desconto na compra se mantiver as ações por
um ano antes da revenda.

* Hoje em dia, só é permitido ao trabalhador sacar o FGTS em por motivo de doença


no caso de portadores do vírus HIV e pacientes com câncer. A Superintendência
Nacional do Fundo de Garantia por tempo de serviço (FGTS) da Caixa Econômica
Federal está analisando a possibilidade de ampliar a lista de situações em que seria
permitido o saque. Porém, enquanto não saem as alterações, a única chance de
conseguir o saque em outros casos de doença grave não previstos é a Justiça, que
tem reconhecido o direito do trabalhador de retirar o saldo em casos de urgência.

Proteção ao trabalhador:
O pagamento da multa de 40% é devido ao empregado demitido sem justa causa,
como determina o art. 18, § 1.º, da Lei 8.036/90.

Prazo prescricional e competência:


SUM-362 TST FGTS. PRESCRIÇÃO (nova redação) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e
21.11.2003
É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não-recolhimento da contribuição para
o FGTS, observado o prazo de 2 (dois) anos após o término do contrato de trabalho.

STJ Súmula nº 82 - 18/06/1993 - DJ 02.07.1993


Competência - Feitos Relativos a Movimentação do FGTS - Processo e Julgamento
compete à Justiça Federal, excluídas as reclamações trabalhistas, processar e julgar os feitos
relativos a movimentação do FGTS.

Correção do FGTS : Justiça do trabalho

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