Você está na página 1de 99
NA PONTA DA LINGUA 13. 4. 15, 6. V7. 18, , 1 sees — gervas evn rar da Tiny Alberto Faraco [org] ri, saving cusino Marcos Bagna, Michel Stubbs & Gilles His neisa da Hnguistica, Barbara Weed suis Jean Calvet lingnisticu — ana intredugin evi ita, Charles F ner a figtsticn — episiemoleaia Rohert Martin Inertia estado enlerais, Armand Martelart, Erik Neveu A pragntica, Francoise Armengaud Hiswévia concisa da semis, Anne Hénault 4 srmduiea, Irene ‘Tumba Linguistica conapatacinnal — reovia & prtiea Gabriel de Avila Othera e Sérgio de Moor Menu Linguistica histrice — Una insndugio an est da hist das Hnguas, Carlos Alherto Paraco Lutar com palurras — eves e coeréucia. Lrandé: Antunes Anilive do diseursu — Histiria ¢ praveas, Francine Maciene Mas 0 que € mesma “gramética’?. Carlos Franchi Swuilve da conversagioe principles + mets, Catherine KerbratOreechion nisticas, Louis:Jean Cale As pl Praticas de Carlos Alberto Faraco, Maria do Gilvan Miller de Oliveira, Velma Gimenie, Luiz C elvis da Tingsica: Hing Luiz Percival Leme Britto, Marcos Bi de Jowrdes Saveli, Maria Marta Furlanerte: rsiriy Greg wt, Neva Maia ung, Esmevia Tualn mann devia eserves, Georges Pica , A angamentagin, Cheistian Pantin lrandé Antunes lutar com PALAVRAS coeséo e coeréncia Eorron: Marcos Marcionilo ‘Cama & prosero srArico: Andréia Custédio CConstuno eorromat: Ana Stab! Zilles (Unisinos] Carlos Alberto Faraco {UFPR] Egon de Oliveira Rangel [PUCSP) Gilvan Maller de Oliveira (UFSC, pol) Henrique Monteagudo (Univ. de Santiago de Compostela Kanavilil Rajagopalan (Unicamp) ‘Marcos Bagno |Un8) ‘Maria Marta Pereira Scherr [UFES) Rachel Gazolla de Andrade [PUC SP] ‘Salma Tannus Muchail [PUC-SP] Stella Maris Bortoni-Ricardo [UnB (GP-BRASL. ATALGAGAO MA FONTE SINDIATO NACIONAL OS EDTORES DE LVROS ———— Antunes tan 137 = lutarcm alas ceo ceria Hand Costa tunes Pal Parla ata, 205. (Na pom nga. 13), Inc ibogaa sou 97.95 se. ngsagem elingus 2. Cos (Lingus). 3. nie linguistic. 4 Lngua Portuguesa - Estas ensino | Tula tie 52601 oo:40 covert Ditetos reservados & PARABOLA EDITORIAL us Sussuarana, 216 pianga (04281070 Sio Paulo, SP ‘babs: [111 5061-9262) 5061-8075 | Fax (11) 2589-9263 hhome page: www.parabolaeditora.com.br «e-mail: parabolaaparabolaeditorialcom.br Teflon ae gee oe ‘unugues rssicon ou mecinicincunde orcepo rv! eu arqurada em quiquer stoma ou banc Se datos sm permis presto a Puss Era ISBN: 978-85-60856-42-6 1 edi 5 elenpessbo-maie/2010 © do texto: Mara lrandé Antunes © desta edicao: Pardbola Estoril, Sio Paulo, setembro de 2005 Para Sara e Daniela, os melhores frutos de todas as coesdes e coeréncias de minha vida. A lingua € uma das realidades mais fantdsticas da nossa vida, Ela esta presente em todas as nossas atividades; nds vivemos entrelagados (as vezes soterra- dos!) pelas palavras; elas estabelecem todas as nossas relagdes € nossos limites, dizem ou tentam dizer quem somos, quem so os outros, onde estamos, o que vamos fazer, 0 que fizemos. Nossos sonhos sao povoados de palavras; 0s outros se definem por palavras; todas as nossas emogées € sentimentos se revestem de pala- vras. O mundo inteiro é um magnifico e gigantesco bate-papo, dos chefes de Estado negociando a paz e a guerra as primeiras silabas de uma crianga (...). E pela linguagem, afinal, que somos individuos tinicos: somos 0 que somos depois de um processo de con- quista da nossa palavra, afirmada no meio de milhares de outras palavras e com elas compostas. (Faraco & Tezza, Praticas de texto para alunos universitarios. Petrépolis: Vozes, 2002, p. 9). SUMARIO Apresentagio: Tudo o que vocé queria saber sobre como construir um bom texto sem se estressar Luis A. Marcuschi...... 9 PRA COMECO DE CONVERSA... 16 Capitulo 1 — O ESTUDO DA LINGUA 23 1.1, Em busca de mais qualidade....... 1.2. Velhos rumo: 1.3. O que € 0 processo de escrever? 1.4. O texto, por qué? 1.5. O qué, no texto?. Capitulo 2 — A COESAO DO TEXTO . 43 2.1, O que é a coesao? 43 2.2. Que fungdes tem a coesao do texto? 47 Capitulo 3 — COMO SE FAZ A COESAO? 50 3.1. Relagdes textuais responsiveis pela coesio... 52 Capitulo 4 — PROCEDIMENTOS E RECURSOS DA COESAO.. 4.1, Procedimentos 4.2. Recursos da coesio Capitulo 5 — RECURSOS DA REPETICAO..... 5.1. A pardfrase... see 5.2. O paralelismo.. 5.3. A repetigdo propriamente dita.. LUTAR COM PALAVRAS: COESAO E COERENCIA Capitulo 6 — RECURSOS DA SUBSTITUIGAO...... 86 6.1. A substitui¢ao gramatical.. 86 6.2. A substituigdo lexical 96 6.3. A retomada por elip: u7 Capitulo 7 — A COESAO PELA ASSOCIAGAO SEMANTICA ENTRE AS PALAVRAS. os 125 Capitulo 8 — A COESAO PELA CONEXAO. 140 8.1, A conexao.. es 140 8.2. As relagdes semanticas sinalizadas pela conexao . so 145 Capitulo 9 — A COESAO, O LEXICO E A GRAMATICA . fo 164 Capitulo 10 — A COESAO E A COERENCIA........ 174 Capitulo 11 - QUE A LUTA NAO SEJA VA. 187 FONTES DOS EXEMPLOS APRESENTADOS...... 194 BIBLIOGRAFIA .... 195 APRESENTAGAO TUDO O QUE VOCE QUERIA SABER SOBRE COMO CONSTRUIR UM BOM TEXTO SEM SE ESTRESSAR Este trabalho da professora universitéria e pes- quisadora de lingua portuguesa, Irandé Antunes, é mais do que um trabalho sobre a coesdo e a coeréncia textuais. E, sobretudo, um exercicio de tradugao, em palavras simples e compreensiveis ao leigo, daqueles conceitos tedricos e técnicos que aparecem nos sisudos manuais de linguistica textual. E que muitas vezes passam, sem qualquer mediagao explicativa, para os livros didaticos, e a professora ou o professor sequer conseguem saber do que se trata. A capacidade de dizer de maneira simples 0 complexo é uma das tantas virtudes da obra que vocé esté comecando a ler. De fato, é comum que as professoras € os pro- fessores, no ensino fundamental e médio, e também no nivel universitdrio, assinalem nas margens de redagdes ou de trabalhos de curso expressées como 9 a 7 it wa a TREE Mi gL He i Hi i ul La i Ka ii