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João Marecos

Direito Fiscal - Casalta Nabais (CN) e Sérgio Vasques (SV)
1. CN
Conceito de imposto
1. Elemento objectivo: é uma prestação (relação de natureza obrigacional, não real), pecuniária
(concretizada em dinheiro), unilateral (não há contraprestação1), definitiva (sem lugar a reembolso,
restituição ou indemnização) e coactiva (fonte legal).
2. Elemento subjectivo: é uma prestação exigida a detentores de capacidade contributiva
(atendendo à situação económica dos sujeitos), por entidades que exerçam funções públicas para a
realização dessas funções (portanto, não exclusivamente entidades públicas, mas quaisquer
entidades que exerçam funções públicas.
3. Elemento teleológico: desde que não tenham carácter sancionatório (o imposto pode ter vária
finalidades, excepto a de sancionar – não se incluindo nestes casos os impostos que visam modelar
comportamentos).
Divisão binária do sistema fiscal em impostos e taxas2. Para além da questão da
unilateralidade/bilateralidade, distinguem-se igualmente por, no caso dos impostos, se exigir o
cumprimento estrito do princípio da legalidade e da capacidade contributiva, bastando às taxas a
reserva de lei parlamentar (ou DL autorizado) do seu regime geral e a sua medida assenta no princípio
da proporcionalidade taxa/prestação ou taxa/custo causado3.
Existem ainda contribuições especiais (contribuições de melhoria (v.g. encargos de mais valias) e
contribuições por maiores despesas) e contribuições financeiras (), que têm de comum não se ligarem
à capacidade contributiva nem a destinatários específicos de contraprestações, mas antes a grupos de
indivíduos ligados seja por demonstraram uma particular capacidade contributiva decorrente do
exercício de uma actividade administrativa (nas especiais), seja pela partilha de uma específica
contraprestação de natureza grupal (nas financeiras).
As contribuições especiais têm o regime dos impostos, as financeiras, das taxas.
Momentos de vida do Imposto:
1. Instituição do imposto/incidência, 2. Verificação do acto gerador, 3. Aplicação do imposto (3.1.
liquidação em sentido amplo, que engloba 3.1.1 Lançamento subjectivo – identificação do
contribuinte – e objectivo – determinação da matéria tributável e da taxa, 3.1.2 Liquidação em
sentido estrito – aplicação da taxa à matéria tributável, i.e., colecta – e 3.1.3 deduções à colecta, e
por fim 3.2. Cobrança/pagamento, voluntária ou coerciva.
Classificações de impostos:
Directos (tributação do rendimento e do património) e indirectos (do consumo);
Periódicos (duradouros) ou de obrigação única (instantâneos);
Reais (atinge-se a matéria colectável objectivamente determinada, fazendo-se abstracção portanto
da concreta situação económica e social do contribuinte, como acontece no IMI, no IMT, no IVA, no
IRC, etc.) e pessoais (tem-se em consideração a concreta situação económica e social do contribuinte,
ex: IRS);

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CN confronta neste ponto imposto e taxa, dando como critério a unilateralidade/bilateralidade. Alerta que as
Licenças só são taxas quando o obstáculo a remover é real. De outro modo, estamos perante licenças fiscais,
que são impostos (v.g., taxa de publicidade através de anúncios em carros, ou em prédios).
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Há também que fale numa divisão tripartida, acrescentando as contribuições especiais.
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Daí falar-se, como critérios de distinção, do “teste da bilateralidade” e do “teste da proporcionalidade”.

). 2. Dentro desta categoria encontram-se os devedores de imposto em sentido amplo – que por sua vez engloba o contribuinte. Sobre o rendimento (IRS e IRC). quanto ao rendimento. a susceptibilidade de ser sujeito de relações tributárias e a qualidade de ser titular dos direitos e deveres tributários correspondentes. titularidade da receita dos impostos (quando esta estiver subjectivamente consignada). e é especialmente garantida (que colocam o credor numa posição vantajosa face aos restantes credores). ex contribuição para o Audiovisual) e quota variável (montante varia em função da variação da matéria colectável. IRS. por um lado e os substitutos e responsáveis por outro. IMT. IRC) e acessórios (dependem dos principais na sua existência ou elementos. Sujeito activo: entre as posições activas contam-se o poder tributário (conferido constitucionalmente ao legislador para tributar e disciplinar o tributo). titular da manifestação de capacidade contributiva). emitir factura. recebidos por outras entidades que não fazem parte do Estado ou de outros entes públicos territoriais). declaração mensal ou trimestral de operações efectuadas. Imposto de jogo face ao IRC). derrama face ao IRC). ex. Fiscais (fim fiscal) e Extrafiscais (fins que extravasam os objectivos fiscais). seguindo-lhe as vicissitudes. bem como capacidade tributária de exercício. é pública. e acessórias. Gerais (previstos na lei de modo a aplicarem-se a toda uma categoria de situações homogéneas. IVA quanto ao consumo) e especiais (não obstante dizerem respeito a factos ou situações genericamente abrangidos nos primeiros. de alteração e de cessação de actividade. IRS. respectivamente. obrigações acessórias (obrigações relativas a arquivos e etc. declaração periódica de rendimentos. por se exigir a prestação a pessoa diferente do contribuinte. Estaduais e não estaduais (impostos parafiscais.g: IRS. etc. A obrigação fiscal: é uma obrigação legal. Principais (existem por si. leva à retenção na fonte. etc. Sujeito passivo: Contribuinte (pessoa relativamente à qual se verifica o facto tributário. a competência tributária (administração ou gestão dos impostos.) e no IVA a declaração de início. são objecto de uma disciplina jurídica especial. que se traduz no lançamento. de alteração e de cessação de actividade. IRC e IVA. para além da obrigação de imposto. carecendo de execução e esta não está dependente de qualquer outra pronúncia para além da constituída pelo próprio acto tributário). a quem a lei imponha o dever de efectuar uma prestação tributária. é também autotitulada (o Fisco cria os seus próprios títulos executivos). etc. Total (quando a substituição abrange tanto a obrigação de imposto como a . v. IRC.). uma competência que tradicionalmente cabia à administração fiscal mas que agora cabe também aos particulares). singular e colectiva. Substituição tributária: 20 LGT. Personalidade e capacidade tributária. sobre o património (IMI. obrigações contabilísticas (dever de ter contabilidade organizada. declaração anual de informação).João Marecos Quota fixa (para todos os contribuintes uma mesma taxa definida por lei. é exequível e executiva (não é autoexequivel. CN Relação jurídica fiscal A complexidade: tomando como paradigmas o IRS. e os demais obrigados tributários). medida dos direitos e deveres que cada sujeito pode exercer por si. contribuições especiais de mais valias imobiliárias face ao IRS. no IRS e IRC. devedor de imposto (sujeito passivo que deve satisfazer perante o credor fiscal a obrigação do imposto) e sujeito passivo (toda e qualquer pessoa. IECs). temos. IMT e IS) e sobre o consumo (IVA. na maior parte e nos tribunais tributários). obrigações declarativas (declaração de início. é semi-executória (a execução corre na administração tributária. é indisponível e irrenunciável. seja numa proporção fixa ou variável. liquidação e cobrança dos impostos. capacidade tributária activa (titular dos direitos decorrentes da relação). nomeadamente. declaração de substituição.

Este princípio é aplicável tanto à criação como à extinção ou diminuição de impostos (TC 48/84. SV: Princípio da legalidade – exigência formal de reserva de lei parlamentar e material de tipicidade e determinabilidade. Extensão da reserva: 103/2: incidência subjectiva (quem?) e objectiva (sobre o quê?). Art. Caducidade: do poder de a administração liquidar. 26. seja esta uma intervenção material a fixar a própria disciplina dos impostos. Interrompe-se com a citação. impugnação e pedido e revisão oficiosa da liquidação. o que integra. até pode. Há aqui que considerar também o princípio da praticabilidade. devendo “lei”. etc. contados. mas também de regime geral de taxas e contribuições financeiras (165 (SV diz que se Governo criar taxas sem regime. 28 LGT. . ou uma intervenção de carácter meramente formal. ali. a incidência. O regime jurídico concretiza numa relação triangular entre substituto. Prescrição: 48 e 49 LGT. 21/2. A reserva de lei parlamentar é não só reserva integral de imposto. 118 do CIRC e etc. Pagamento: 40 LGT. 103/2 CRP. autorizando o Governo-legislador a estabelecer. todos da LGT. 24º (responsabilidade dos administradores). por serem já aspectos instrumentais. liquidação e cobrança não se inserem. já contribuições não. não fosse o art. prescrição de dividas tributárias em 8 anos. Salvo disposição especial. Não abrangeria liquidação e cobrança (numa interpretação controversa do art. nos moldes da autorização. os benefícios fiscais e as garantias dos contribuintes (estas últimas só quando se tratem de restrições). porque são paracomutativas e não comutativas). 103/3). relativamente a cada imposto. 1ª parte CRP). taxa (quanto?). Solidariedade tributária: Quando o credor pode exigir o cumprimento integral da dívida tributária (22/1 LGT) tanto ao devedor como ao responsável (hipóteses do 21/1. essa disciplina (165/1 i). Para CN. recurso hierárquico. Impõe a definição dos elementos essenciais de forma tal que se torne possível ao contribuinte prever com razoável segurança quanto terá que pagar. 27. garantias dos contribuintes. Princípios constitucionais fiscais Princípio da legalidade fiscal: funda-se na ideia do auto-consentimento dos impostos por parte dos contribuintes. deve ser exercido no prazo de 4 anos. caso da retenção da fonte com carácter definitivo do imposto) e Parcial (pagamentos por conta). nos termos do art. que pode justificar a utilização de conceitos indeterminados. porque sempre se fez e toda a gente aceita. 25º.João Marecos generalidade das obrigações acessórias. benefícios fiscais.) Responsabilidade tributária: 22/3 e 23 da LGT. natureza subsidiária face ao devedor originário. nos impostos periódicos. 45 a 47 LGT. a taxa. 8/2 a) da LGT. territorial (onde?) e temporal (quando?). O princípio da reserva material (de lei) que exige que a lei contenha a disciplina tão completa quanto possível da matéria reservada. que implica que haja uma intervenção de lei parlamentar. Cardoso da Costa). a partir do termo do ano em que se verificou o facto tributário. Este princípio desdobra-se noutros dois: O princípio da reserva de lei (formal). 3. reclamação. pagamento por conta não é verdadeira substituição. ler-se como referente a qualquer tipo de acto legislativo e não somente acto parlamentar. administração fiscal e substituído/contribuinte. Cumprir. Revela-se aqui também a intensidade da reserva de lei a impor que se defina a incidência lato sensu e em termos determinados ou determináveis de cada imposto. A intensidade da reserva: tipicidade e determinabilidade – exigência de densificação.

3) e tenha em conta as necessidades e rendimento do agregado.g. dentro de limites. 3º corolário: tributação de rendimentos reais (104/2). SV defende que a proibição do 103/3 abrange indistintamente os dois tipos. SV: 1º corolário: tributação do rendimento global. Nele se fundamentam o:  Princípio da equivalência (em sede de taxas e contribuições). Tipke e Lang. previsibilidade da lei fiscal. que se afasta do figurino constitucional. estando cada vez mais longe de um imposto sobre o rendimento disponível. que estabelece como critério o custo ou valor da contraprestação.  E o Princípio da capacidade contributiva. . que exclui soluções impossíveis de levar à prática e soluções economicamente insuportáveis. centrando a questão da retroactividade também no âmbito da segurança jurídica. 81 b) e 103/1 CRP. Devem assim os impostos sobre os rendimentos contemplar deduções objectivas (despesas necessárias à angariação do rendimento) e subjectivas (despesas de sobrevivência digna). IRS e IRC). sugerem igualmente que a proibição é dos dois tipos. SV. tutela da confiança. pressuposto (exige que o objecto tributário sejam bens fiscais. Engloba: Princípio da não retroactividade da lei fiscal: (103/3 CRP e 12 LGT). 18/2011) entende. Princípio da igualdade fiscal: igualdade material (igual imposto para os que têm capacidade contributiva igual. CN critica recentes alterações ao regime das deduções à colecta. Quanto a impostos periódicos (v. sem contudo exigirem a ponderação in casu. numa interpretação que SV diz não ter “sustentação material”. inautêntica ou imprópria. 4º corolário: a base tributária possui natureza ad valorem e não ad rem. Daqui decorre a ilegitimidade constitucional das presunções absolutas de tributação ou das sanções impróprias. Garantia de vida condigna e redistribuição da riqueza. Fornece ainda a concreta medida dos mínimos existenciais. já que o bruto não exprime a verdadeira capacidade que os contribuintes possuem para suportar o imposto. autêntica ou própria). indiciando antes a opção por impostos proporcionais. v. ideia da unicidade do imposto (104/1). os conceitos indeterminados dão margem interpretativa. O TC (v. SV: Princípio da Segurança Jurídica: 2º CRP. O princípio do estado social: em sede fiscal. 2) progressivo. entrada em vigor a meio do ano. a atribuição de certas margens de livre apreciação. i. Exige do legislador fiscal que escolha apenas como factos tributários aqueles que emanam de revelações de capacidade contributiva. a tributação do capital. que só existe proibição de retroactividade forte. É de admitir. vedando discriminações qualitativas do rendimento (104/1 CRP). de todo o acréscimo patrimonial (teoria do rendimento acréscimo). art 12/2 LGT). 5º corolário: exigência de taxas uniformes de imposto. pode projectar-se retroactivamente de dois modos: sujeitando a tributação acrescida os rendimentos do ano anterior. pelo contrário.e.João Marecos A discricionariedade. Imposto sobre rendimento pessoal: deve ser 1) único. seja ao nível dos resultados) (e. diferente imposto para os que a têm diferente). 2º corolário: tributação do rendimento líquido. por não se poder tributar para lá da capacidade). impõe que a determinação do lucro tributável das empresas deve assentar fundamentalmente na respectiva contabilidade. a extrafiscalidade e a tributação das prestações sociais. abre a possibilidade para a administração ponderar as circunstâncias do caso concreto. limite. excluindo o mínimo essencial e o máximo confiscatório) e critério de tributação (rejeitando que o conjunto dos impostos e cada um dos impostos de per si tenham por base qualquer outro critério. Limites aos limites da tributação: o princípio da praticabilidade. v. não podendo haver impostos selectivos quanto às manifestações de riqueza a tributar. já plenamente formados (retroactividade forte.. Suporta a progressividade. Não constitui suporte da progressividade. a lei nova. ou sujeitando a tributação acrescida os rendimentos do ano em curso (retroactividade fraca. seja ao nível das normas.g.

pelos mesmos fundamentos. Coloca-se com acuidade no domínio dos benefícios fiscais. Fase analítica do imposto: 1. Determinar se face às normas de incidência real. in concreto. de crédito de imposto por dupla tributação internacional (81). o rendimento é tributado. a proibição de retroactividade pode ser excepcionada se outros valores. (CN concorda). Unidos de facto podem escolher entre tributação conjunta ou separada (art. Por categoria. art. existe tributação conjunta. é tudo uma questão de ponderação. não há um rendimento. isto não se aplica. No que toca a taxas e contribuições. Perante um rendimento. permitida. Âmbito da sujeição. a lei permite que sejam subtraídos ao rendimento bruto para se apurar o líquido colectável. havendo agregado familiar. incluindo os obtidos fora desse território. Retrospectividade da lei fiscal: lei nova sobre factos futuros que lesa expectativas fundadas no passado. o 103 não foi pensado para elas mas. 13º/2. 86 e 88)  = Imposto a pagar . são estes sujeitos a englobamento para determinar o rendimento total líquido:  Rendimento ilíquido de cada categoria  . salvo quando a lei der outra saída. É assim a retrospectividade.Dedução de perdas (55)  = Rendimento colectável / rendimento global líquido  x Taxa  = Colecta  . O contribuinte não tem direito à tutela de qualquer expectativa: só quando a alteração legislativa lhe seja particularmente gravosa face ao que ele poderia razoavelmente esperar. de impostos já suportados (80 e 81). No fundo. incide sobre a totalidade dos seus rendimentos. podendo através de ponderação considerar-se proibida por. incluindo nele as mais-valias e todas as receitas irregulares ou ganhos fortuitos). mas várias categorias de rendimentos. no caso concreto. 14º).Deduções à colecta (79). atendendo contudo ao princípio da proporcionalidade. o Residente e o Não Residente que obtém rendimentos em território português.João Marecos Naturalmente.Deduções específicas (25 e ss)  = Rendimento líquido de cada categoria  Englobamento (22)  = Rendimento englobado  . há que qualificá-lo como integrando uma categoria. ser desproporcionada a medida entre o agravo e o beneficio. é à mesma protecção da confiança. Art. assim o ditarem. são permitidas deduções específicas para identificar os valores que. à partida. IRS – Rui Duarte Morais (RDM) Incidência pessoal: 13/1 CIRS. 10º LGT diz que carácter lícito ou ilícito do rendimento é indiferente para efeitos de tributação. Fase sintética: uma vez apurado o rendimento líquido de cada categoria. 15º. pensão de alimentos (83-A) e benefícios fiscais (85. em cada caso. 84 a 87). A concepção que vigora é a do rendimento-acréscimo (alarga a base de incidência a todo o aumento do poder aquisitivo. sendo que em regra há proibição de retroactividade. No que toca a alterações retroactivas favoráveis. 2. Rendimento tributável: fruto da concepção cedular do IRS. deve-lhe ser aplicado na generalidade dos casos. 3. deduções com despesas sociais (82. Quanto é o rendimento colectável? Vigora um princípio de tipicidade da lei tributária: só são dedutíveis custos ou valores expressamente previstos na lei. o que para RDM e CN é inconstitucional por violar o princípio da não discriminação. No fundo.

de capitais e mais-valias. . A (caem no art. desde que efectivamente por ele suportadas e devidamente documentadas (41º). Não há deduções específicas. ter carácter provisório (31/1). Incluem-se igualmente os rendimentos provenientes da propriedade intelectual. pelo que as prestações de serviço que só na forma (i. Categoria E: Rendimentos de capitais (5º. 6º). 25º que permitia majorar para 75% a percentagem dedutível em caso de custos com formação profissional. B que sejam feitas só a uma entidade podem ser tributadas na Cat. Cuidado com os recibos verdes: primado da substância sobre a forma. enumeração exemplificativa) não parecem estar sujeitas a retenção na fonte (99/1). ainda sob autoridade e direcção de outrem) estejam na Cat. ou colocação à disposição. quer em dinheiro.e. Benefícios: profissões de desgaste rápido (27º CIRS) e outras no Estatuto de Benefícios Fiscais (EBF). 7º. 3 CIRS: rendimentos empresariais e profissionais. ou presunção de vencimento. A tudo o que o trabalhador recebe. 8º. art. As prestações de serviço da Cat. Rendimento não sujeito a tributação: atenção às excepções constantes nas normas do 2/3 e o 2/8. desde o vencimento do direito ao rendimento. Rendimento tributável: com base na contabilidade (a matéria colectável corresponde ao resultado contabilístico da actividade empresarial. Dupla tributação económica dos dividendos que são tributados na esfera da Sociedade (IRC) e depois na distribuição aos sócios (IRS). Deduções específicas A: art. art. + as presunções do art. B caem aqui. porque não significam um acréscimo patrimonial. ou liquidação ou desde a data do apuramento do respectivo quantitativo. quando obtidos em conexão com actividades empresariais ou profissionais (3/2). bem como IMI e Imposto de Selo (IS) Categoria G: Incrementos patrimoniais. aceitando em princípio como reais os proveitos apurados pelo contribuinte. Esta categoria “atrai” ainda os rendimentos prediais. presumir um rendimento mínimo tributável e dispensa de algumas obrigações acessórias. Art 3/30 + 30º: acto isolado.João Marecos Incidência Real: Categoria A: art. pelo que o rendimento tributável corresponde ao bruto. Deduções específicas: despesas impostas ao senhorio. dispensa cumprimento de obrigações acessórias do 112 e ss. presumir os custos. Cuidado que RDM está desactualizado: em 2012 foi revogada a disposição inserida no nº4 do art. As vantagens acessórias (2/3 b). Não inclui indemnizações meramente ressarcitórias (12º). nos termos do art. art. bem como o 2/4 (+ 2/3 e). retenção na fonte). Categoria B: art. os custos do exercício da actividade profissional são integralmente suportados pela entidade patronal. 33º + remissão do 32 para as regras do CIRC ) e regime simplificado (quando se verificar o 28/4) que se carateriza por ser opcional (28/3). espécie ou qualquer outra vantagem. máxime. Categoria F: Rendimentos prediais. É rendimento de Cat. Estes rendimentos estão sujeitos a imposto. é ler aquilo tudo. na Cat.. 2 CIRS: rendimentos obtidos no quadro de relações de trabalho subordinado ou equivalentes (equivalência determinada em considerações de natureza económica mas também na aplicação das técnicas de lançamento e de pagamento previstas nesta categoria. 3/1 b)) é que estão sujeitos a retenção na fonte. A se o sujeito passivo quiser (28/8). 2/1 b) CIRS). sobre indemnizações por extinção do contrato). 9º. Só os rendimentos profissionais (do art. 25º.

78ª. RDM diz que o IRS sofre limitações na concretização da sua ambição de ser um imposto pessoal. correspondente ao limite máximo do maior escalão a ficar plenamente preenchido. (Ex: Rendimento de 50 000. 70º. Taxas: Taxas gerais. 72-A. é ler. há que acrescer aos rendimentos das várias categorias de que o sujeito é titular outros rendimentos que. preenche na totalidade o escalão anterior. tributa certas despesas dos contribuintes da Cat. Cai no escalão de 40 000 a 80 000. Imputação de lucros de sociedades não residentes sujeitas a regime fiscal privilegiado e 3. Mantém-se a opção pelo englobamento. bens que geraram custos fiscalmente dedutíveis. encaixa no 9/1 c). que através das despesas tributadas o sujeito passivo utilize. a que se aplica a taxa A do escalão seguinte. Xavier de Basto discorda. são titulados por outras entidades: 1. As deduções à colecta funcionam assim: ao imposto liquidado (por aplicação das pertinentes taxas ao rendimento colectável total) subtrai-se um valor fixo por cada membro IRC – Casalta Nabais (CN) Incidência pessoal: art. 68º. ou seja. Atenção ao art. art. Deduções à colecta: art. porque grande parte do rendimento está sujeito a uma tributação separada feita a taxas proporcionais (liberatórias e especiais). a que se aplica a taxa B. 2º CIRC. Deduções específicas: 53º Fase analítica Englobamento: No IRS. não são taxas liberatórias na medida em que se mantém a obrigação do sujeito fazer constar o rendimento da respectiva declaração. Dedução de perdas: o rendimento líquido negativo apurado em cada uma das categorias também é dedutível ao conjunto dos rendimentos líquidos. valor do rendimento colectável e onde se enquadra. 10º. Taxas liberatórias: art. Abatimentos: Só sobrevive o da pensão de alimentos. Tributação autónoma: art. Ver bem o art. Categoria H: Pensões. art. Taxas especiais: art. A especialidade está em. juridicamente. O lucro das sociedades sujeitas a regime de transparência fiscal. que remete para arts. divide-se o rendimento em dois: um. e o remanescente.João Marecos RDM entende que rendimentos provenientes de indemnizações por obrigação de não concorrência deveriam estar na categoria a que respeita o exercício da actividade objecto dessa obrigação. 3º e 4º. o englobamento não é o rendimento total. Sobretaxa extraordinária: art. v. Quando este for superior ao limite do primeiro escalão. Os redimentos das heranças indivisas. sistema de progressividade por escalões. tabela do 68º. À colecta composta pela aplicação das taxas gerais aos rendimentos englobados irão ser feitas as deduções enumeradas no art. 2. Portanto. se . anulando ou atenuando a vantagem fiscal que daí possa decorrer. Incidência real: art. B com contabilidade organizada. 72. para fins não empresariais. se for uma empresa. 78º. Imposto = (40 000 x 30. tem por objectivo. Assim. Aplica-se então a taxa B para esse escalão ao valor de 40 000. Sobram 10 000. Imputação de rendimentos: para efeitos de englobamento. considerando-se a obrigação de imposto cumprida com a retenção na fonte. o rendimento global líquido pode não corresponder ao rendimento total do sujeito passivo. 73º. 11. Modo de cálculo: v. liberatórias porque libertam das obrigações de declaração.300%) + (10 000 x 45%)). a base de imposto é o lucro (diferença entre os valores do património líquido no fim e no início do período de tributação). é ler.5%. mínimo de existência e à tributação conjunta se for um casal. que vão ser tributados à taxa A do escalão seguinte. Norma residual de incidência (9/1 d)). rendimento colectável sujeito a englobamento + rendimentos sujeitos a taxas especiais – valor anual da retribuição mínima mensal garantida = rendimento sujeito a sobretaxa de 3. tentar evitar. dando-se uma substituição fiscal total. da LGT. parece. 20 000 a 40 000. englobamento e pagamento pelo contribuinte. 71.

o valor do imposto liquidado deve ser adicionado ao valor da factura ou no valor do preço. a prestação de serviços e a aquisição intracomunitária de bens.Deduções à colecta (90 e 91)  = Colecta líquida  .g. Apuramento da matéria colectável: após deduções (de lucros já tributados (51/ b) do CIRC). Se for uma entidade não residente. São rendimentos os constantes no art. a base é constituída por cada um dos rendimentos das diferentes categorias. pagamentos por conta e retenções na fonte (93 a 98 e 104)  = Imposto a pagar V. durante determinado período e o montante do imposto suportado nas aquisições efectuadas durante o mesmo período. 53 e ss CIVA. IVA – Casalta Nabais (CN) Imposto geral sobre o consumo. é ler. a base é o lucro que lhe é imputável.Pagamento especial por conta. em que se tributam as transmissões de bens. correspondente à soma dos rendimentos das várias categorias de IRS. Isto justifica-se ao entender o IVA como um imposto indirecto. tendo por base os métodos indirectos regulados nos 87 a 89 da LGT.correcções fiscais (45 e ss. Veja-se: segundo o art 37/ 1 e 2 do CIVA. a base é o rendimento global. 60 e ss. neutral relativamente à actividade económica dos sujeitos passivos.. Existem uns regimes especiais (de isenção. art. o reporte de prejuízos (52 e 71 do CIRC) e os benefícios fiscais dedutíveis).Gastos (23) = Resultado contabilístico + variações positivas (21) – variações negativas (24) +/. também tributação autónoma. A determinação da matéria colectável: 3 métodos (16º): 1. Assim.João Marecos for uma entidade não empresarial. 88 CIRC. No caso de empresas. obtém-se a matéria colectável. e 63 a 68) – deduções para eliminar dupla tributação (51)  = Lucro tributável  .prejuízos fiscais (15/1 a e 52) – benefícios fiscais dedutíveis ao lucro tributável  = Matéria colectável (15/1)  x Taxa  = Colecta  .     Rendimentos (20) . Isenções: 9º e ss. Autoliquidação: é a regra. o lucro tributável é constituído por rendimento menos gastos. tributa-se: 1. e transmissões de bens em segunda mão ou objectos de arte e agências de viagens). v. Se tiver estabelecimento estável. um revendedor intermediário liquida IVA ao fornecedor e deduz o IVA . diferença entre o activo líquido no fim do período e o activo líquido no início (3/2 CIRC): nos termos do 17/1. 3. 20 e gastos os do 23. mais variações patrimoniais positivas e negativas e não reflectidas naquele resultado. 2. Excepcionalmente. O montante da dívida de cada sujeito é obtido através do método de dedução imposto do imposto (a diferença entre o montante que resulta da aplicação da taxa ao valor das vendas ou prestações de serviços. 2. De referir o fenómeno da repercussão: só suporta economicamente o imposto o consumidor final. Se não tiver EE. o contribuinte determina-a na declaração-liquidação. Incidência subjectiva: 2º CIVA. Determinação pela AT. É ler. dos pequenos retalhistas. quando não haja declaração. tem-se por base o resultado contabilístico corrigido.

o transmissário. Incidência real: 1º e ler os 3º. Excepções ao princípio da obrigação de repercussão do imposto – art. no caso da venda. em que se fala de regimes de restituição de imposto (Isenção do consumidor. constituindo receita do município onde eles se localizam. o que. 1.º/3 f) e 4. que suporta esse imposto. contratos. a título oneroso. mas mantém-se inalterado o direito à dedução do imposto suportado na aquisição de bens ou serviços.João Marecos ao vender ao consumidor final.e. Isenções concretizadas junto do sujeito passivo do IVA (Isenção simples. intermédia de 13% e reduzida de 6%. na sua falta. Imposto de Selo: dupla dimensão. de 0. Incidência real: todos os actos. Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis: Incidência objectiva e territorial: transmissões. e outros factos previstos na Tabela Geral do Imposto de Selo.8% e urbanos. Incidência subjectiva: sujeitos passivos de IMI. Taxa: Taxa única para prédios rústicos. Incidência subjectiva. as pessoas singulares ou colectivas que sejam proprietárias. Ela é processada pelos serviços de administração do IVA a requerimento dos próprios interessados com base em). aquele que recebe os bens transmitidos. sendo concretizada através da restituição do imposto suportado por certos adquirentes de bens e serviços. concretiza-se na não liquidação de imposto na venda ou na prestação de serviços e na não permissão de dedução do imposto suportado nas aquisições. de 23%. não sendo o imposto liquidado na venda ou na prestação de serviços.. i. Incidência subjectiva: os indicados no art. opera junto do consumidor final ou do destinatário das prestações de serviços. . títulos . 18º. documentos. 36. Isenções que operam junto do suportador do imposto. sobre bens imóveis situados em território nacional. Imposto de selo sobre as transmissões gratuitas. de taxa variável. incluindo as transmissões gratuitas de bens. normal.º/3 + 3. Impostos sobre o património (só para não dizer que não li nada) Imposto Municipal Sobre Imóveis: incidência real: imposto de receita municipal que incide sobre o valor patrimonial tributário dos prédios rústicos e urbanos situados em território português. usufrutuárias ou superficiárias do prédio a 31/12 (e constarem da matriz naquela data ou. Isenção completa. Imposto de selo propriamente dito e 2. 4º e 5º CIVA. 2º. No 7º e 8º distingue-se o facto gerador de imposto e o momento em que se torna exigível.etc. do direito de propriedade ou de figuras parcelares desse direito. o que leva a que a carga económica nos estádios económicos anteriores seja anulada) 2. pelo que temos um IMI rústico e um IMI urbano. Taxas: art.º a) e b). corresponde ao comprador. isenção com direito a dedução. quem tiver a posse do prédio). Isenções: 1. sendo vulgarmente designada por IVA à taxa zero.