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Os recursos vitais para o desenvolvimento

Osmar Dias

Nesse dia 5 de junho comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente.


Tema discutido e debatido em todo o mundo, e que só se tornou importante
porque as pessoas não tiveram no passado o cuidado que deveriam ter com os
recursos naturais. Atualmente há países na Europa com apenas 3% de matas
nativas preservadas. É muito pouco.

Durante as minhas viagens pelo Paraná, o meio ambiente, a


preservação dos recursos naturais e leis como o novo Código Ambiental são
assuntos recorrentes. Prova de que o meio ambiente é um tema atualíssimo e
presente no dia-a-dia de todos, seja numa grande metrópole ou numa pequena
cidade do Paraná.

E aqui no nosso Estado, precisamos manter a mata original preservada,


assim como formular regras e projetos em busca do correto uso dos recursos
naturais. Pelo menos, 20% das matas paranaense devem ser preservadas. E
preservando o solo, preservaremos também a água, um dos mais importantes
insumos do Planeta.

Hoje vejo que grande parte dos produtores rurais tem a consciência da
importância de preservar os recursos hídricos no campo, sob pena de ter seu
sustento prejudicado. Por isso defendo a criação de leis e ações
governamentais para garantir que os rios sejam preservados, bem como a
integração dos produtores rurais paranaenses para a retomada de ações de
preservação ambiental.

Com o Paraná Rural, o nosso Estado deu exemplo ao mundo ao


conservar seis milhões de hectares de terras e evitar a poluição dos rios. Com
o indispensável trabalho dos técnicos do sistema de agricultura do Paraná
integramos os produtores rurais, as cooperativas e as prefeituras num grande
mutirão. Se foi possível naquela época executar o maior programa de
preservação ambiental do nosso Estado é possível fazer agora para garantir a
preservação do meio ambiente.

No ano passado, protocolei parecer favorável ao projeto de lei 483/09,


aprovado pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), que prevê
pagamento a produtores rurais de áreas vizinhas a unidades de conservação
que mantiverem cobertura florestal em suas terras. Conforme a proposta, os
recursos serão pagos como compensação ambiental, mecanismo criado pelo
Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.

Trata-se de um avanço, pois precisamos ter uma lei no País que


compense os produtores que preservam uma fonte, uma mina d’água ou um
rio. Porque se toda a sociedade quer a preservação, toda a sociedade deve
ajudar a pagar por essa preservação. E a forma de ampliarmos e estimularmos
a conservação dos recursos hídricos é compensando e não somente punindo.
Hoje o produtor rural paga sozinho para preservar a água utilizada por toda a
sociedade. Mas isso é apenas um começo. A lei tem que ser ainda mais ampla.
Um dia o produtor vai receber pela preservação dos mananciais.

E as ações do poder público são ainda mais importantes nas grandes


cidades. Não só a questão do esgoto, mas do crescimento desordenado dos
municípios e, especialmente, do tratamento e coleta de resíduos. O lixo é um
grande problema das metrópoles e, infelizmente, na nossa capital não é
diferente. Ao contrário, é um assunto que já passou da hora de ser resolvido. E
o poder público pode e deve agir com firmeza e seriedade.

No Paraná temos autoridade para falar de meio ambiente, porque aqui


não houve uma propriedade sequer em que não houvesse a adequação do
solo e das estradas. No Paraná, surgiu o plantio direto que evita que milhares
de toneladas de terra e de nutrientes assoreiem os nossos rios e também o
lago de Itaipu. O Paraná deu exemplo de que é preciso preservar para produzir
sem tirar o direito do agricultor de que sua terra seja produtiva e viável
economicamente.

Osmar Dias é líder do PDT no Senado Federal


e pré-candidato ao Governo do Paraná