conhecimentos específicos

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo
Serviço e postura de atendimento

Prof. Silvana Guimarães

Observando estas duas condições principais que causam a
vinculação ou o afastamento do cliente da empresa, podemos separar a estrutura de uma empresa de serviços em dois itens:
os serviços e a postura de atendimento.
O SERVIÇO assume uma dimensão macro nas organizações
e, como tal, está diretamente relacionado ao próprio negócio.
Nesta visão mais global, estão incluídas as políticas de serviços, a sua própria definição e filosofia. Aqui, também são tratados
os aspectos gerais da organização que dão peso ao negócio, como:
o ambiente físico, as cores (pintura), os jardins. Este item, portanto, depende mais diretamente da empresa e está mais relacionado
com as condições sistêmicas.
Já a POSTURA DE ATENDIMENTO, que é o tratamento
dispensado às pessoas, está mais relacionado com o funcionário
em si, com as suas atitudes e o seu modo de agir com os clientes.
Portanto, está ligado às condições individuais.
É necessário unir estes dois pontos e estabelecer nas
políticas das empresas, o treinamento, a definição de um padrão
de atendimento e de um perfil básico para o profissional de
atendimento, como forma de avançar no próprio negócio. Dessa
maneira, estes dois itens se tornam complementares e interrelacionados, com dependência recíproca para terem peso.

Graduada em Direito.
Especialização em Gestão Empresarial.
Consultora em Gestão de Projetos e Desenvolvimento Comportamental

1. Qualidade no atendimento ao público. Comunicabilidade, apresentação, atenção, cortesia, interesse,
presteza, eficiência, tolerância,
discrição, conduta e objetividade

As pesquisas revelam que 68% dos clientes das empresas
fogem delas por problemas relacionados à postura de atendimento.
Numa escala decrescente de importância, podemos observar
os seguintes percentuais:
ü 68% dos clientes fogem das empresas por problemas de
postura no atendimento;
ü 14% fogem por não terem suas reclamações atendidas;
ü 9% fogem pelo preço;
ü 9% fogem por competição, mudança de endereço, morte.

O profissional do atendimento
Para conhecermos melhor a postura de atendimento, faz-se
necessário falar do verdadeiro profissional do atendimento.
Os três passos do verdadeiro profissional de atendimento:

A origem dos problemas está nos sistemas implantados nas
organizações, muitas vezes obsoletos. Estes sistemas não definem
uma política clara de serviços, não definem o que é o próprio serviço e qual é o seu produto. Sem isso, existe muita dificuldade em
satisfazer plenamente o cliente.
Estas empresas que perdem 68% dos seus clientes, não contratam profissionais com características básicas para atender o público, não treinam estes profissionais na postura adequada, não criam
um padrão de atendimento e este passa a ser realizado de acordo
com as características individuais e o bom senso de cada um.
A falta de noção clara da causa primária da perda de clientes
faz com que as empresas demitam os funcionários “porque eles
não sabem nem atender o cliente”. Parece até que o atendimento é
a tarefa mais simples da empresa e que menos merece preocupação. Ao contrário, é a mais complexa e recheada de nuances que
perpassam pela condição individual e por condições sistêmicas.
Estas condições sistêmicas estão relacionadas a:
1. falta de uma política clara de serviços;
2. indefinição do conceito de serviços;
3. falta de um perfil adequado para o profissional de atendimento;
4. falta de um padrão de atendimento;
5. inexistência do follow up;
6. falta de treinamento e qualificação de pessoal.

01. Entender o seu VERDADEIRO PAPEL, que é o de
compreender e atender as necessidades dos clientes, fazer com
que ele seja bem recebido, ajudá-lo a se sentir importante e proporcioná-lo um ambiente agradável. Este profissional é voltado completamente para a interação com o cliente, estando sempre com as
suas antenas ligadas neste, para perceber constantemente as suas
necessidades. Para este profissional, não basta apenas conhecer o
produto ou serviço, mas o mais importante é demonstrar interesse
em relação às necessidades dos clientes e atendê-las.
02. Entender o lado HUMANO, conhecendo as necessidades dos clientes, aguçando a capacidade de perceber o cliente. Para
entender o lado humano, é necessário que este profissional tenha
uma formação voltada para as pessoas e goste de lidar com gente.
Se espera que ele fique feliz em fazer o outro feliz, pois para
este profissional, a felicidade de uma pessoa começa no mesmo instante em que ela cessa a busca de sua própria felicidade
para buscar a felicidade do outro.
03. Entender a necessidade de manter um ESTADO DE
ESPÍRITO POSITIVO, cultivando pensamentos e sentimentos
positivos, para ter atitudes adequadas no momento do atendimento. Ele sabe que é fundamental separar os problemas particulares
do dia a dia do trabalho e, para isso, cultiva o estado de espírito
antes da chegada do cliente. O primeiro passo de cada dia, é iniciar
o trabalho com a consciência de que o seu principal papel é o de
ajudar os clientes a solucionarem suas necessidades. A postura é de
realizar serviços para o cliente.

Nas condições individuais, podemos encontrar a contratação
de pessoas com características opostas ao necessário para atender
ao público, como: timidez, avareza, rebeldia...

Didatismo e Conhecimento

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b) deixar a cabeça meio curva e o corpo ligeiramente inclinado. ü vem acompanhado de aceno de cabeça. você deve estar se perguntando: O que causa este brilho nos nossos olhos ? A resposta é simples: Gostar do que faz. O OLHAR Os olhos transmitem o que está na nossa alma. de fazer o outro feliz. ele pode transmitir: Podemos destacar 03 pontos necessários para falarmos de POSTURA. Quando fazemos isso. 03. 02. entendendo que. a impressão de desgosto e dissabor pelo atendimento. traduz fraqueza e desinteresse. 01. ü Ser extrovertido. O olhar nos olhos dá credibilidade e não há como dissimular com o olhar. Um olhar brilhante transmite ao cliente a sensação de acolhimento. Como o olhar revela a atitude da mente. pois só assim conseguimos repassar uma sensação agradável para o cliente. Ela prontamente olha para ele e diz com um sorriso: “bom dia !“ 02. alguns requisitos são essenciais ao atendente. ü tem atenção. no hotel. nos sentimos mais livres do stress. e a sua função social que diz em que condições ocorreu a expressão. querer ver o cliente feliz e satisfeito. que significa interagir com o público. qualquer comportamento inclui posturas e é sempre fruto da interação complexa entre o organismo e o seu meio ambiente. O objetivo com isso. um olhar apático. As EXPRESSÕES FACIAIS: das quais podemos extrair dois aspectos: o expressivo. transmite ao cliente a humildade do atendente. São eles: 01. Desinteresse quando: ü é apático. Didatismo e Conhecimento 2 . ligado aos estados emocionais que elas traduzem e a identificação destes estados pelas pessoas. passa ao cliente um sentimento de receptividade e acolhimento. gostar de ajudar o próximo. o sinal fica verde para o atendimento. Estes requisitos para a interação. dos medos. Interesse quando: ü brilha. mostrando-se sempre disponível para atender e interagir prontamente com o cliente. ü não tem expressão. São eles: Ao analisar a expressão do olhar.. o frentista do posto de gasolina que se aproxima ao ver o carro entrando no posto e faz uma sudação. Através do olhar. seus efeitos sobre o observador e quem a expressa. Ter SINTONIA ENTRE FALA E EXPRESSÃO CORPORAL: que se caracteriza pela existência de uma unidade entre o que dizemos e o que expressamos no nosso corpo. Esta POSTURA DE ABERTURA do atendente suscita alguns sentimentos positivos nos clientes. não vamos nos prender somente a ele. Além do mais. ü Cultivar um estado de espírito positivo. podemos passar para as pessoas os nossos sentimentos mais profundos. nos sentimos mais harmônicos e confortáveis. prontamente. ü Gostar de SERVIR. o caixa de uma loja que cumprimenta o cliente no momento do pagamento. pois quebra o gelo. Para atender ao público. Esta interação ocorre dentro de um espaço físico de 3 metros de distância do público e de um tempo imediato. de vontade de ajudar. traduzem respeito e segurança. como por exemplo: a) postura do atendente de manter os ombros abertos e o peito aberto. alenta um sentimento de afetividade e calorosidade. uma saudação. a arrumadeira está no corredor com o carrinho de limpeza e o hóspede sai do seu apartamento. mentir ou encobrir os nossos sentimentos e eles fluem livremente. 03. mas a fisionomia como um todo para entendermos o real sentido dos olhos. ü é imóvel. Dessa forma. ü Satisfazer as necessidades do cliente. rígido. é preciso que haja interesse e gosto. POSTURA A POSTURA pode ser entendida como a junção de todos os aspectos relacionados com a nossa expressão corporal na sua totalidade e nossa condição emocional. c) o olhar nos olhos e o aperto de mão firme. Esta interação pode se caracterizar por um cumprimento verbal. das doenças.raio de ação. dando ao cliente. gostar de prestar serviços ao outro. A aproximação . Podemos concluir. O olhar desbloqueia o atendimento.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo OS REQUISITOS PARA CONTRATAÇÃO DESTE PROFISSIONAL Para trabalhar com atendimento ao público. Com estes requisitos. de interesse no atendimento das suas necessidades. d) a fisionomia amistosa. A APROXIMAÇÃO do cliente está relacionada ao conceito de RAIO DE AÇÃO. Mas. ü Ter humildade. independente deste ser cliente ou não. Ter uma POSTURA DE ABERTURA: que se caracteriza por um posicionamento de humildade. Alguns exemplos são: 01.. ü Gostar de lidar com gente. Ao contrário. a tornam mais eficaz. Gostar de atender o público significa gostar de atender as necessidades dos clientes. Não precisamos fingir. ü Cuidar da aparência. um aceno de cabeça ou apenas por um aceno de mão. é fazer o cliente sentir-se acolhido e certo de estar recebendo toda a atenção necessária para satisfazer os seus anseios. 02. ou seja. deve ocorrer independentemente do funcionário estar ou não na sua área de trabalho. pois ele reflete o nosso estado de espírito.

O sorriso O SORRISO abre portas e é considerado uma linguagem universal. barba feita. Como tal. Quando as organizações atentam para essa importância. estes coletores de dados nem sempre traduzem a realidade. se esta foi negativa. quase se encostando nele. causam mal-estar aos clientes.. 02. podemos passar vários tipos de sentimentos e acarretar as mais diversas emoções no outro. Imagine que você tem um exame de saúde muito importante para receber e está apreensivo com o resultado. ? O atendente está na linha de frente e é responsável pelo contato. dentes cuidados. ü o garçom que fica de pé ao lado da mesa sugerindo pratos sem ser solicitado. roupas limpas e conservadas. cuidar sempre da higiene pessoal: unhas limpas. que é um certo espaço entre si e os estranhos. pois elas não adotam mecanismos de identificação de reclamações e/ou insatisfações destes clientes. ter uma boa apresentação pessoal. Estes clientes perdem a confiança na empresa e normalmente os custos para resgatá-la. se ele não cuida nem dele. ü seguir o cliente por toda a loja. dar um tapinha nas costas. 04. subjetivas ou pedem a opinião aberta sobre o assunto. visitas. ü o funcionário que transfere a ligação ou desliga o telefone sem avisar. aquele que foi mal atendido ou que não teve os seus desejos satisfeitos. fica difícil mensurar e acaba-se por não colher as informações reais. pois ele compreende que satisfazê-las é fundamental. Quando estes cuidados básicos não são tomados. na qual o atendente faz tudo o que é possível para atender as suas necessidades. Assim. Dessa forma. O sorriso tem a capacidade de mudar o estado de espírito das pessoas e as pesquisas revelam que as pessoas sorridentes são avaliadas mais favoravelmente do que as não sorridentes. Vamos entender melhor isso. também. mas principalmente num espaço pessoal e social. Ir ao encontro do cliente IR AO ENCONTRO DO CLIENTE é um forte sinal de compromisso no atendimento. é um aspecto importante para criar uma relação de proximidade e confiança entre o cliente e o atendente. Neste caso. a aparência. Podemos exemplificar estas invasões com algumas situações corriqueiras: uma piada muito picante contada na presença de pessoas estranhas a um grupo social.. usar o crachá de identificação. o sorriso foi interpretado como um ato de apaziguamento. tomar um banho antes do trabalho diário: além da função higiênica. interagir no RAIO DE AÇÃO não tem nada a ver com INVASÃO DE TERRITÓRIO. por parte do atendente. Para transmitir confiabilidade. da sua aparência pessoal. O sorriso é um tipo de linguagem corporal. São eles: 01. Alguns cuidados são essenciais para tornar este item mais completo. trazer de volta o cliente perdido. 05. ü o funcionário que cumprimenta o cliente com dois beijinhos e tapinhas nas costas. axilas asseadas. pois muitas vezes trazem perguntas vagas. ficar muito próximo do outro. elas deixam escapar as armas que teriam para reforçar os seus processos internos e o seu sistema de trabalho. além de representar a empresa neste momento. Mas.. o que podemos traduzir como a necessidade de privacidade. de manter uma distância ideal entre si e os outros de acordo com cada situação. Com certeza você se sentirá mais seguro e mais confiante. sapatos limpos. 03. de respeito. Dessa forma. o atendente demonstra o seu interesse para com ele. Este território não se configura apenas em um espaço físico demarcado. mas nem sempre são eficazes. Alguns são os exemplos destas atitudes e situações mais comuns: A primeira impressão Você já deve ter ouvido milhares de vezes esta frase: a primeira impressão é a que fica. Apresentação pessoal Que imagem você acha que transmitimos ao cliente quando o atendemos com as unhas sujas.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo A invasão Mas. mala-direta. o cliente se questiona : “ puxa. Todo ser humano sente necessidade de definir um TERRITÓRIO. são altos. se faz necessário. em local visível pelo cliente. cabelos cortados e penteados. Você chega à clínica e é recebido por uma recepcionista que apresenta um sorriso caloroso. os cabelos despenteados. Estas situações não cabem na postura do verdadeiro profissional do atendimento. segurança. Você concorda com ela? No mínimo seremos obrigados a dizer que será difícil a empresa ter uma segunda chance para tentar mudar a impressão inicial. as roupas mal cuidadas . um tipo de comunicação não-verbal . são bastante comuns as invasões de território pelos atendentes. também é revigorante e espanta a preguiça. as verdadeiras opiniões do cliente sobre o serviço e o produto adquiridos da empresa. hálito agradável. na sua maioria. É muito mais difícil e também mais caro. Alguns mecanismos que as empresas adotam são os contatos via telemarketing. diminuindo um pouco a tensão inicial. Didatismo e Conhecimento 3 . Quando estes territórios são invadidos. como é que vai cuidar de me prestar um bom serviço ? “ A apresentação pessoal. A maioria das empresas não têm noção da quantidade de clientes perdidos durante a sua existência. elas passam a aplicar instrumentos de medição. ü insistência para o cliente levar um item ou adquirir um bem. Nas situações de atendimento. pois dificilmente o cliente irá voltar. o que normalmente traz consequências negativas. Indo ao encontro do cliente. ocorrem cortes na privacidade. A saída seria criar medidores que traduzissem com fatos e dados. Este item traduz a importância dada ao cliente no momento de atendimento. expressa as emoções e geralmente informa mais do que a linguagem falada e a escrita. pois são traduzidas por eles como atitudes grosseiras e poucos sensíveis.. ü o motorista de taxi que não pára de falar com o cliente passageiro. bons serviços e cuidado. Estas.

percebemos que a reação do cliente será de compreensão. A agilidade no atendimento transmite ao cliente a idéia de respeito. captando os estímulos que vêm do outro. para isso. os ombros e o peito abertos. poderemos ter um cliente reagindo com raiva. baixa energia. Este aperto de mão demonstra interesse pelo outro. transmitindo calorosidade nas atitudes. Na situação de atendimento. naturalmente nos desculpando pela falha e assumindo uma postura de humildade. É importante lembrar que o cumprimento deve estar associado ao olhar nos olhos. ao invés de trazer uma mensagem positiva. mas por falta de uma peça. Escutar é muito mais do que ouvir. que prenda toda a mão. dividindo a atenção com outras situações . o cumprimento muito forte. E. são mais importantes do que as próprias palavras. falando com calma e num tom amistoso e agradável. AGILIDADE Atender com agilidade significa ter rapidez sem perder a qualidade do serviço prestado. Se dizemos isso com simpatia. Assim. Ela. ríspida. O aperto de mão “ frouxo “ transmite apatia. Ao contrário. O atendente escolhe a condição de atender o cliente e para isto. Precisamos ter em atendimento. Com este efeito. São elas: * os nossos PRECONCEITOS. ela só estará pronta na próxima semana “. ESTA JAMAIS DEVERÁ SER MECÂNICA E AUTOMÁTICA. artificial. vamos perceber reações diferentes do cliente. compreendendo e interpretando a essência. se você atende bem. O tom de voz e a maneira como dizemos as palavras. pois não iremos conseguir atendê-las. gritando. A mais poderosa forma de escutar é a empatia ( que vamos conhecer mais na frente ). desconsideração e hostilidade. totalizando uma sintonia entre fala e expressão corporal. causa um mal estar. firmeza. procurando o gerente. retratam bem a falta de calor do atendente. nós temos DOIS OUVIDOS E UMA BOCA. pois é captar o verdadeiro sentido. Sendo ágil. o atendimento áspero. merecendo ser tratado com diferenciação e apreço. a oportunidade de expressar os seus verdadeiros anseios e necessidades e corremos o risco de aborrecê-lo. pela qualidade do seu aperto de mão. Para interagirmos e nos comunicarmos a contento. desinteresse. é preciso que o atendente esteja sintonizado emocionalmente com o cliente. O EFEITO BUMERANGUE é bastante comum em situações de atendimento. pouca interação. ou não. O CALOR NO ATENDIMENTO O atendimento caloroso evita dissabores e situações constrangedoras. descaso e desrespeito. Podemos dizer ao cliente: “a sua televisão deveria sair hoje do conserto. Se este atende mal. o atendente parece estar pedindo ao cliente que este se afaste. o cliente reage de forma negativa e hostil. vá embora. Atitudes de apatia. ü a atenção ao assunto. estudada. De acordo com a maneira que dizemos e de acordo com o tom de voz que usamos. atividade e compromisso com o contato.interrompendo-o. o atendente satisfaz as necessidades do cliente de estima e consideração. além de ser a comunhão de todos os pontos estudados sobre postura. o cliente que está diante de nós. cada palavra tem a sua vibração especial. transmite ao cliente a sensação de desagrado. precisamos nos despojar das barreiras que atrapalham e empobrecem o processo de comunicação. traduzindo hiperatividade. Quando não sabemos escutar o cliente . o atendente esquece que a sua MISSÃO é SERVIR e fazer o cliente FELIZ. NÃO SE ESQUEÇA: APESAR DE HAVER UMA FORMA ADEQUADA DE CUMPRIMENTAR. fria e com arrogância. pois ele reflete o nível de satisfação. do tipo que machuca a mão. O ideal é ter um cumprimento firme. o conteúdo da comunicação. Esta sintonia se dá através do despojamento das barreiras que já falamos antes. frieza. Tom de voz A voz é carregada de magnetismo e como tal. desapareça da sua frente. do cliente em relação ao atendente. mas. O cliente não está na esteira da linha de produção. falando mais que ele. mas que a deixe livre. ou seja. nos permite escutar de fato. pois ele não é bem vindo. Quando há agilidade. A forma como elas são utilizadas também traz o seu significado e com isso.tiramos dele. ü o saber escutar o cliente.. a cabeça erguida. assumindo uma postura de receptividade e simpatia. é preciso sempre lembrar que o cliente deseja se sentir importante e respeitado. Ao contrário. o cliente busca ser reconhecido e. Com estas atitudes. traz uma onda de intensa vibração. SABER ESCUTAR Você acha que existe diferença entre OUVIR e ESCUTAR ? Se você respondeu que não. precisamos compreender o TODO. você errou. * as DISTRAÇÕES. o cliente se sente bem e trata o atendente com respeito. que é SERVIR AO PRÓXIMO. * as ANTIPATIAS. que façam do ato de atender o seu verdadeiro sentido de vida. sem sufocá-la. se a mesma frase é dita de forma mecânica.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Cumprimento caloroso O que você sente quando alguém aperta a sua mão sem firmeza ? Às vezes ouvimos as pessoas comentando que se conhece alguém. Precisamos querer escutar. as atitudes batem e voltam.. podemos destacar: ü o atendimento personalizado. a sua integridade moral. para percebermos o outro. afinal. * os JULGAMENTOS PRÉVIOS. O QUE NOS SUGERE QUE É PRECISO ESCUTAR MAIS DO QUE FALAR. Didatismo e Conhecimento 4 . O ato de ESCUTAR está diretamente relacionado com a nossa capacidade de perceber o outro. os sentimentos por trás do que está sendo dito. invasão e desrespeito. o atendente reconhece a necessidade do cliente em relação à utilização adequada do seu tempo. fazendo uma leitura completa da situação. passividade. ü cuidar das solicitações e acompanhar o cliente durante todo o seu percurso na empresa. As palavras são símbolos com significados próprios. falta de compromisso com o contato. Por outro lado. bom nível de energia. pessoas descontraídas. agressividade. além de retornar ao atendente como um bumerangue.

* receber presentes do cliente em troca de um bom serviço. Ele se fundamenta na chamada TRÍADE DO ATENDIMENTO OU TRIÂNGULO DO ATENDIMENTO. * desmerecer ou criticar o fabricante do produto que vende. * mascar chicletes ou fumar no momento do atendimento. Este é o momento que separa o grande profissional dos demais. Em relação à postura física. O funcionário tem poucos minutos para fixar na mente do cliente a imagem da empresa e do próprio serviço prestado. tenham poder de decisão. O passado ficou para atrás. para jamais praticá-las. só nos resta o presente como fonte de atuação. No Momento da Verdade. que são: A ) A PESSOA A pessoa mais importante é aquela que está na sua frente. * “ lavar a roupa suja “ na frente do cliente. A nossa tarefa mais importante diante desta pessoa mais importante para nós. Então. Quem as pratica. Então. ou simplesmente não volta mais. podemos ter o efeito bumerangue. o presente... Vamos conhecê-las com mais detalhes. Em relação aos itens mais sutis. é preciso haver uma mudança radical no pensamento e postura do atendente. * se coçar na frente do cliente. indo desde a postura física ao mais sutil comentário negativo sobre a empresa na presença do cliente. * AÍ VEM ELE DE NOVO.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo AS GAFES NO ATENDIMENTO Depois de conhecermos a postura correta de atendimento. ou seja. tentando atender a todas as suas necessidades. dificultando a liberação do lado bom da pessoa que atende o cliente. pessoas. Estas frases geram um bloqueio mental. * gritar para pedir alguma coisa. * usar o cliente como desabafo dos problemas pessoais. Duas são as formas de impressões finais mais comuns do cliente: 1) MOMENTO DA VERDADE: através do contato direto (pessoal) e/ou telefônico com o atendente. sobre a empresa.. é FAZER O CLIENTE FELIZ. * cuspir ou tirar meleca na frente do cliente (estas coisas só devem ser feitas no banheiro). POSTURA INADEQUADA A postura inadequada é abrangente. * fazer críticas a outros setores. Este verdadeiro profissional trabalha em cada momento da verdade. que são: Aqui. denegrindo a sua imagem para o cliente. que atendem os clientes. IMPRESSÕES FINAIS DO CLIENTE Toda a postura e comportamento do atendente vai levar o cliente a criar uma impressão sobre o atendimento e. É necessário que os chefes concedam autonomia aos seus subordinados para atuarem com precisão nos Momentos da Verdade. a pessoa fundamental neste momento é o cliente.. produtos ou serviços na frente do cliente. * lamentar. podemos agir e transformar. o parceiro da empresa. falamos da tarefa. não podendo ser mudado e o futuro não nos cabe conhecer. MOMENTOS DA VERDADE Segundo Karl Albrecht. na hora mais importante que é o aqui e o agora. também é importante sabermos quais são as formas erradas. Citamos aqui. Didatismo e Conhecimento 5 . * o CLIENTE É UM CHATO QUE SEMPRE QUER MAIS. 2) TELEIMAGEM: através do contato telefônico. que torna um círculo vicioso na postura inadequada. o atendente se relaciona diretamente com o cliente.. os mais comuns: C ) A TAREFA Para finalizar. considerando-o único e fundamental para definir a satisfação do cliente. USAR CHAVÕES O mau profissional utiliza-se de alguns chavões como forma de fugir à sua responsabilidade no atendimento ao cliente. Nele. é necessário que os funcionários de linha de frente. Momento da Verdade é qualquer episódio no qual o cliente entra em contato com qualquer aspecto da organização e obtem uma impressão da qualidade do seu serviço. B ) A HORA A hora mais importante das nossas vidas é o agora. * falar mau das pessoas na sua ausência e na presença do cliente. podemos destacar: * se achar íntimo do cliente a ponto de lhe pedir carona. PARE E REFLITA: VOCÊ GOSTARIA DE SER COMPARADO A ESTE ATENDENTE ? * o senhor como cliente TEM QUE ENTENDER . portanto... consequentemente.. o cliente se aborrece e descarrega no atendente. pois somente nele podemos atuar. Para quebrar este ciclo. * colocar problemas salariais. * bocejar (revela falta de interesse no atendimento). Esta tríade se configura no fundamento dos Momentos da Verdade e. atendendo as suas necessidades. * reclamar na frente do cliente. o atendente usa os chavões (pensa dessa forma em relação ao cliente e a situação de atendimento ). o atendente: * se escorar nas paredes da loja ou debruçar a cabeça no seu birô por não estar com o cliente (esta atitude impede que ele interaja no raio de ação). * o senhor DEVERIA AGRADECER O QUE A EMPRESA FAZ PELO SENHOR. Podemos dividi-las em duas partes. por exemplo. que é composto de elementos básicos do processo de interação. * comer na frente do cliente (comum nas empresas que oferecem lanches ou têm cantina). podemos destacar como inadequado. Não existe outra forma de atender. pois. O aqui e agora são os únicos momentos nos quais podemos interagir e precisamos fazer isto da melhor forma. para que estes sejam plenos. LEMBRE-SE: A ÉTICA DO TRABALHO É SERVIR AOS OUTROS E NÃO SE SERVIR DOS OUTROS. a não ser pelo contato direto e. com certeza não é um verdadeiro profissional de atendimento. podemos entender que a pessoa mais importante é o cliente que está na frente e precisa de atenção.

Para percebermos melhor. Ele entrou na sala do gerente. que significa entrar no sentimento. em uma loja de carros. os empáticos são altruístas. consequentemente. dos nossos medos. nossos valores. para entendermos melhor o que o cliente deseja. precisamos nos despojar dos nossos preconceitos e preferências. não conseguimos sair do nosso mundinho . que significa estarmos abertos para conhecermos as nossas emoções. dividir a atenção com outras conversas. Aqui fica expressamente PROIBIDO o uso de termos como: amor. a base dela está nos aspectos psicológicos do atendimento. É aqui que a empatia se deteriora. POIS ELES NÃO TÊM CAPACIDADE DE SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO E ENTENDER OS SEUS SENTIMENTOS E NECESSIDADES. procurando sempre entender as suas necessidades. Com eles. O senhor com muita paciência. se a imagem é negativa. Com eles. benzinho. importante.. das nossas antipatias. pois o todo é muito mais do que a soma das partes. bem. Porém. Quando não somos humildes. impedindo-a de ser feliz. A empatia alimenta-se da autoconsciência. São eles: 01. a facilidade do cliente encaminhar os seus negócios é maior. é uma aptidão pessoal fundamental na relação atendente . ficando assim. vamos observar as situações na sua totalidade. vemos as pessoas de maneira deturpada. chuchu. é a imagem que o cliente forma na sua mente ( imagem mental ) sobre quem o está atendendo e . São INCORRETAS as atitudes de transferir a ligação antes do cliente concluir o que iniciou a falar. Como no atendimento telefônico. Com o orgulho e o egoísmo. Didatismo e Conhecimento PERCEPÇÃO é a capacidade que temos de compreender e captar as situações. camiseta rasgada e calça amarrada na cintura por um barbante. Dessa forma. faz-se necessário usá-la de forma adequada para satisfazer as exigências do cliente. Para concluir. Dessa forma.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo TELEIMAGEM Através do telefone. queridinha. retirou de um saco plástico que carregava. nossos sentimentos. deixar o telefone tocar muitas vezes sem atender. está na capacidade de interpretar os canais não-verbais de comunicação do outro. pois não era permitido “pedir esmolas ali “. Só queremos tudo para nós. Isto requer uma atitude muito sublime que se chama HUMILDADE. Vamos ilustrar com um exemplo real: certa vez. mais hábeis seremos na leitura dos sentimentos dos outros. Ele nos diz o que é e não é harmônico e com ele percebemos a essência dos fatos e situações. O TOM DE VOZ: é através dele que transmitimos interesse e atenção ao cliente. criando uma couraça ao nosso redor para nos proteger. pois ele supõe que a empresa é comprometida com o cliente. nós achamos que somos tudo o que importa e esquecemos de olhar para o outro e perguntar como ele está. Esquecemos de perceber principalmente os seus sentimentos e necessidades. que são: os gestos. TELEIMAGEM. precisamos passar pelo “esvaziamento” de nós mesmos. Isto é empatia.. O orgulho e o egoísmo são dois males que atacam a humanidade. mais próximos do outro. como é isso ? Vamos ficar vazios ? É isso mesmo. EMPATIA O termo empatia deriva da palavra grega EMPATHÉIA. No entanto. só “amamos” a nós mesmos. não sabemos repartir. a chave para perceber os sentimentos dos outros. E. 02. está ligada ao envolvimento: sentir com o outro é envolver-se. classificamos 03 itens básicos ligados a palavra e as atitudes. passamos ao cliente. usando um chapéu de palha. a impressão de educação e respeito. não sabemos doar. dificilmente conseguimos ver os dos outros. pois olhamos através dos óculos do orgulho e do egoísmo. Precisamos ver o TODO e não só as partes. podemos lembrar a frase de Saint-Exupéry no livro O Pequeno Príncipe: “Só se vê bem com o coração. mulherzinha. a idéia de desatenção e desinteresse. o atendente transmite a TELEIMAGEM da empresa e dele mesmo. Vamos ficar vazios dos nossos preconceitos. Quanto mais isto acontece. passar a ligação para a pessoa ou ramal errado ( mostrando com isso que não ouviu o que ele disse ). entra um senhor de aproximadamente 65 anos. Vamos a eles. um “bolo“ de dinheiro e disse: “eu quero comprar aquele carro ali”.. sobre a empresa ( que é representada por este atendente). o tom de voz. pois as raízes da moralidade estão na empatia. é através da palavra e sendo a palavra o instrumento.. Para conseguirmos ser empáticos. satisfazemos as necessidades do cliente de sentir-se assistido. do que ele precisa. Sendo orgulhosos e egoístas não sabemos AMAR. só lembramos de nós.cliente. Mas.. EMPATIA é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Este exemplo. colega . O uso de PALAVRAS ADEQUADAS: pois com elas o atendente passa a idéia de respeito pelo cliente. dos nossos bloqueios. os seus anseios. nos tornamos vaidosos e passamos a ver os outros de acordo com o que estes óculos registram: os nossos preconceitos. que imediatamente se levantou pedindo para ele se retirar. PERCEPÇÃO ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO ATENDENTE Nós falamos sobre a importância da postura de atendimento. como fundamentais na formação da TELEIMAGEM. os seus sentimentos. se falamos com entusiasmo. respeitado. Ao usarmos um tom frio e distante. Esta capacidade de empatizar-se com o outro.. Ao contrário. Portanto. evitando julgar o outro a partir de nossas referências e valores. dar risadas no telefone. 03. de forma decidida e atenciosamente. Sem ela é impossível ser empático. o essencial é invisível aos olhos“. Ao contrário dos egoístas. 6 . o único meio de interação com o cliente. vemos normalmente o cliente fugindo da empresa. o que exige sintonia e é fundamental no processo de atendimento ao público. então. As ATITUDES CORRETAS: dando ao cliente. Quando não temos certeza dos nossos próprios sentimentos. quando os nossos próprios sentimentos são tão fortes que não permitem harmonização com o outro e passam por cima de tudo. OS EGOÍSTAS E ORGULHOSOS NÃO PODEM TRABALHAR COM O PÚBLICO. apesar de extremo. as expressões faciais. valorizado. em que podemos ajudar. Quando a TELEIMAGEM é positiva. com os quais enxergamos apenas o nosso pequenino mundo. desligar sem cumprimento ou saudação. é real e retrata claramente o que podemos fazer com o outro quando pré-julgamos as situações.

egoísmo e vaidade. férias. b) Se estou com muita fome. então. desburocratização. Colocamos aqui porque o consumidor brasileiro ainda se encanta ao encontrar numa loja. É produzir um serviço acima da expectativa do cliente. não estabelecidas nos procedimentos de trabalho. AUTONOMIA Na verdade. TO Mas. A atitude de quem atende o público está diretamente relacionada ao seu estado interior. o que não agrega valor ao trabalho. um balconista que pode resolver as suas queixas sem se dirigir ao gerente. o ideal seria separar os dois tipos de atendimento. Onde existir uma situação na qual o funcionário precise decidir. o estado de espírito diante das situações. sem tensões ou preocupações excessivas. pode até satisfazer as necessidades do cliente. na qual vemos. mas talvez não ultrapasse o normal. é a condição interna.. Se o estado de espírito supõe sentimentos e pensamentos negativos. A AUTONOMIA está diretamente relacionada ao processo de tomada de decisão. as suas atitudes serão mais positivas frente ao cliente. E estes. * Atitudes de rejeição. demonstra que a empresa está totalmente voltada para o cliente. deve haver autonomia. é só com o fulano. obrigando o atendente a dividir o seu trabalho entre atendimento pessoal e telefônico. o estado interior está ligado aos pensamentos e sentimentos cultivados pelo atendente. este percebe com clareza a sua falta de compromisso. muitas vezes. falta de empatia. a autonomia não deveria estar no encantamento do cliente. nem tudo é tão fácil no trabalho de atender. respeito. Em alguns casos. não precisa passear pela empresa. Algumas situações exigem um alto grau de maturidade do atendente e é nestes momentos que este profissional tem a grande oportunidade de mostrar o seu real valor. * Atitudes de exclusão e repulsa. diminuído e ressentido.” A autonomia na ponta. Para o cliente. Às vezes. Às vezes. ATUAÇÃO EXTRA A ATUAÇÃO EXTRA é uma forma de encantar o cliente que se caracteriza por atitudes ou ações do atendente. tudo isso no momento de atendimento ao cliente Estes exemplos. para ter autonomia se faz necessário um mínimo de poder para atuar de acordo com a situação e esse poder deve ser conquistado. As preocupações excessivas. Com ela. organização. posso ter a sensação de um cheiro agradável de comida. Encantar o cliente é exatamente aquele algo mais que faz a grande diferença no atendimento. Como é isso ? Vamos entender: a)Se estou com medo de passar em rua deserta e escura. Um exemplo simples disso é a divisão de atenção por parte do atendente. relacionados ao orgulho. É necessário haver um equilíbrio interno. Alguns exemplos comuns de divisão de atenção são: * atender pessoalmente e interromper com o telefone * atender o telefone e interromper com o contato direto * sair para tomar café ou lanchar * conversar com o colega do lado sobre o final de semana. a autonomia traduz a idéia de agilidade. a própria empresa não oferece uma estrutura adequada para o atendimento ao público. desrespeito com o seu tempo. uma estabilidade. Esta ação traz consequências negativas como: impossibilidade de escutar o cliente. que é uma distorção de percepção. o cliente sente-se desrespeitado. a sombra do galho de uma árvore pode me assustar. O ESTADO INTERIOR O ESTADO INTERIOR. Aqui estão duas destas situações. são fatores que contribuem para uma interação fraca com o cliente. prestando atenção ao cliente e voltando-se inteiramente ao seu atendimento. o cliente não é jogado de um lado para o outro. é o caminho para o verdadeiro sentido de atender. O ENVOLVIMENTO A demonstração de interesse. o produto é o próprio serviço prestado. ENCANTANDO O CLIENTE Fazer apenas o que está definido pela empresa como sendo o seu padrão de atendimento. pois todo o sistema funciona para atendê-lo integralmente. procure outro setor. na linha de frente. um resultado psicológico e pessoal que depende de fatores relacionados com a interação com o outro. sofrerão as suas influências e serão: * Atitudes preconceituosas. pois eu posso percebê-lo como um braço com uma faca para me apunhalar. Didatismo e Conhecimento OS DESAFIOS DO PROFISSIONAL DE ATENDIMEN- 7 . como o próprio nome sugere. * Atitudes de fechamento. que deixa passar apenas o que convém. Neste caso. dão suporte as atitudes frente ao cliente. quando normalmente há um fluxo grande de ambos no setor. para que o atendente consiga manter uma atitude positiva com os clientes e as situações. ouvindo dos atendentes: “Esse assunto eu não resolvo. namorado. O cliente deve ser poupado dele. o trabalho estafante. Quando este divide a atenção no atendimento entre o cliente e os colegas ou outras situações. Mas. compromisso. Dessa forma. nem sempre a realidade é esta. evitando problemas desta espécie. se o atendente mantém um equilíbrio interno. as pressões exacerbadas. escutamos e sentimos apenas aquilo que nos interessa. Esta filtragem está diretamente relacionada com a nossa condição física-psíquicaemocional. No atendimento ao público. devemos ter cuidado com a PERCEPÇÃO SELETIVA.. é fundamental haver autonomia do pessoal de linha de frente e é uma das condições básicas para o sucesso deste tipo de trabalho. Quando o atendente tem um envolvimento baixo com o cliente. posso ouvir a parte mais amena da repreensão e reprimir a mais severa. A sua impressão sobre a empresa é de fraqueza e o Momento da Verdade é pobre. o que se traduz em insatisfação.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Ainda falando em PERCEPÇÃO. as atitudes advindas deste estado. soam ao cliente como um exibicionismo funcional. O poder aos funcionários serve para agilizar o negócio. pouca agilidade. c) Se fiz algo errado e sou repreendida. a percepção seletiva age como mecanismo de defesa. Ou seja. Esta seleção age como um filtro. ela deveria fazer parte da estrutura da empresa. a falta de liderança. Um serviço é. baixo compromisso com o atendimento. Na área de serviços. que se traduz na INTERAÇÃO do funcionário com o cliente. Esta fraqueza de envolvimento não permite captar a essência dos desejos do cliente. Mas. a falta de autonomia se relaciona com fraca liderança do chefe. o nível de burocracia.

o Programa visa a transformação das organizações e entidades públicas no sentido de valorizar a qualidade na prestação de serviços ao público. Foco no Cliente. tais como: ₋ identificar as necessidades dos usuários. indireta e fundacional que atendem diretamente ao cidadão. ₋ analisar as reclamações. à definição de qualidade como busca da satisfação do cliente. a saúde. por outro. O serviço ou produto deve atender a uma real necessidade do usuário. Entre estes. DIMENSÃO SOBRE O TRABALHO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE ATENDIMENTO E QUALIDADE A globalização. ₋ atenuar a burocracia. Este princípio se relaciona à dimensão da validade. ₋ divulgar os diferenciais da organização. também. podem ser destacados a eficiência. ₋ imprimir qualidade à relação atendente/usuário. desrespeito. “Boa-tarde”. a relação com estes clientes e usuários passa ser um novo foco de preocupação e demanda esforços para sua melhoria. de seus setores. checar os passos necessários para a sua execução. Para cumprir este princípio é necessário ter atenção com dois aspectos: ₋ verificar se o que é estabelecido como qualidade atende a todos os usuários. por favor”. O programa estabelece que o cidadão como principal foco de atenção de qualquer órgão público federal. “Sente-se. 2. retirando o foco dos processos burocráticos. O padrão de qualidade mantido ao longo do tempo é que leva à conquista da confiabilidade. Qualidade O conceito de qualidade é amplo e suscita várias interpretações. ₋ evitar informações conflitantes. que. ₋ cuidar da comunicação (verbal e escrita). ₋ fazer uso da empatia.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Usuários/ Clientes Existem dois tipos de usuários ou clientes de uma organização: • externos . a eficácia. entre outros.”. A utilização adequada dessa ferramenta no momento em que as pessoas estão interagindo é fundamental. presteza. Nesse sentido considera-se que o serviço público deve ter as seguintes características: ₋ Adequado: realizado na forma prevista em lei devendo atender ao interesse público. Na mesma vertente. desonestidade. No bom atendimento é importante a utilização de frases como “Bom-dia”. ₋ Eficiente: alcança o melhor resultado com menor consumo de recursos. as pessoas da organização devem responder o seguinte: ₋ Com que pessoas mantenho contato enquanto trabalho? ₋ Quem recebe o resultado do meu trabalho? ₋ Qual o nível de satisfação das pessoas que dependem do resultado dos serviços executados por mim? Princípios para o bom atendimento na gestão da qualidade 1. No setor público. paciência. ₋ O setor público enfrenta os desafios de melhorar (1) a qualidade de seus serviços. Didatismo e Conhecimento 8 . os desafios do desenvolvimento tecnológico e cultural e a competição entre as organizações trazem como consequência o interesse pela qualidade de seus produtos e serviços. Manutenção da qualidade . ₋ fazer bem feito o serviço e. na percepção dos usuários. As mais expressivas se referem. imposição de normas ou exibição de poder tornam o atendente intolerável. a segurança. ao setor público. ₋ cumprir prazos e horários. entre eles: competência. aos conceitos de cidadania. o patrimônio ou os direitos materiais e imateriais do cidadão-usuário. a importância dada a esse princípio se deve principalmente ao fato de que o sucesso da venda (lucro financeiro) depende da satisfação do cliente com a qualidade do produto e também com o tratamento recebido e com o resultado da própria negociação. Para tanto. por um lado. à busca da excelência para todas as atividades de um processo. agregando valor aos serviços a ele destinados. inclusive aos mais exigentes. arrogância. o serviço ou produto deve ser exatamente como o usuário espera. Em face dessa diversidade de significados. Assim. Para identificar esses tipos de usuários. Assim. (3) aumentar a satisfação dos usuários e (2) instituir um atendimento de excelência ao público. participação. No conjunto dessas ações deve ainda ser ressaltada a empatia como um fator crucial para a excelência no atendimento ao público. impaciência. cabe às organizações identificar os atributos ou indicadores de qualidade dos seus produtos e serviços do ponto de vista dos seus usuários. • internos – fazem parte da organização. ou “Aguarde um instante. cortesia. respeito. 3. podem levar o usuário a perceber o tratamento diferenciado que algumas organizações já conseguem oferecer ao seu público-alvo. a questão da qualidade na área pública vem sendo abordada pelo Programa de Qualidade no Serviço Público que tem por objetivos elevar o padrão dos serviços prestados e tornar o cidadão mais exigente em relação a esses serviços. deseja ou necessita que ele seja. Nas empresas privadas. ditas com suavidade e cordialidade. Por outro lado. ₋ Seguro: não coloca em risco a vida. ₋ Contínuo: oferecido sem risco de interrupção. A atuação com base nesses princípios deve ser orientada por algumas ações que imprimem qualidade ao atendimento. transparência e controle social. vemos que: ₋ Os empresários buscam aperfeiçoar o desempenho em suas áreas de atuação (produtos ou serviços) e o relacionamento com os seus clientes. depois. ₋ acatar as boas sugestões. grupos e atividades. a agilidade no atendimento. Essas ações estão relacionadas a indicadores que podem ser percebidos e avaliados de forma positiva pelos usuários. ₋ desenvolver produtos e/ou serviços de qualidade. a ética profissional. e. este princípio se relaciona sobretudo. a qualidade é também considerada como fator de transformação no modo como a organização se relaciona com seus clientes.recebem serviços ou produtos na sua versão final. Define padrões de qualidade do atendimento e prevê a avaliação de satisfação do usuário por todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta. por favor. No Brasil. Deve se lembrar que tais atitudes levam em conta tanto o atendimento do usuário quanto as atividades e rotinas que envolvem o serviço. isto é. Os clientes e usuários das organizações públicas e privadas também se mostram mais exigentes na escolha de serviços e produtos de melhor qualidade. sendo obrigatório o planejamento e a adoção de medidas de prevenção para evitar a descontinuidade. Esse interesse não se restringe às empresas privadas e se estende.

Há uma preocupação / ação contínua em busca do autodesenvolvimento. Raramente. . As evidências sugerem que as equipes são capazes de melhorar o desempenho dos indivíduos quando a tarefa requer múltiplas habilidades. . Quando as organizações se reestruturaram para competir de modo mais eficiente e eficaz. os membros trocam ideias ou oferecem sugestões sobre os processos e métodos de trabalho que podem ser melhorados. . 2.Falta de treinamento e de objetivos. Diferença entre Grupo e Equipe Grupo e equipe não é a mesma coisa.O nível de confiança entre os membros é elevado. . . . . Outras características importantes é que as equipes são uma forma eficaz de facilitar a participação dos trabalhadores nos processos decisórios aumentar a motivação dos funcionários. ela precisa de pessoas com conhecimentos técnicos.Liderança é situacional. .Ausência de comunicação e de liderança. O quadro abaixo ressalta as diferenças entre grupos de trabalho e equipes de trabalho. Segundo.comunicam-se ativamente. Comparação entre Grupos de Trabalho e Equipes de Trabalho Transformando indivíduos em membros de equipe . Não existe uma sinergia positiva que possa criar um nível geral de desempenho maior do que a soma das contribuições individuais. que podem não apenas solucionar os problemas. Trabalho em equipe. Finalmente.desenvolvem respostas coordenadas em benefícios dos propósitos definidos. . Metas específicas ajudam a tornar a comunicação mais clara. Isso deixa a equipe menos dependente de um único membro. as equipes se tornam a forma básica de trabalho nas organizações do mundo contemporâneo. . São grupos de funcionários que realizam trabalhos muito relacionados ou interdependentes e assuem muitas das responsabilidades que antes eram de seus antigos supervisores. Contudo.desenvolvem a cooperação e a integração entre os membros. As empresas descobriram que as equipes são mais flexíveis e reagem melhor às mudanças do que os departamentos tradicionais ou outras formas de agrupamentos permanentes. Didatismo e Conhecimento 9 . . sem radicalismo.Incapacidade de ouvir. Consequentemente. solucionem conflitos e possuam outras habilidades interpessoais. pessoas com habilidades para solução de problemas e tomada de decisões que sejam capazes de identificar problemas.respeitam as individualidades e sabem ouvir. confiança mútua e afetividade nas relações. prestar serviços. a tomada de decisões operacionais e a implementação de ações para solucionar problemas. oferecer aconselhamentos ou tomar decisões. Cada vez mais. .Posturas autoritárias.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo São características das equipes eficazes: .Comprometimento dos membros com um propósito comum e significativo. Equipes de trabalho autogerenciadas: São equipes autônomas. . iniciar seu trabalho. Ajudam também a equipe a manter seu foco sobre o obtenção de resultados.Estrelismo. Assim. redefinir seu foco e se dissolver rapidamente. Uma equipe de trabalho gera uma sinergia positiva por meio do esforço coordenado.Questões comportamentais são discutidas abertamente. deem feedback. Normalmente. estas equipes têm autoridade para implementar unilateralmente suas sugestões. . Um grupo de trabalho é aquele que interage basicamente para compartilhar informações e tomar decisões para ajudar cada membro em seu desempenho na sua área de responsabilidade. 2.Demonstram confiança em seus líderes. seu desempenho é apenas a somatória das contribuições individuais de seus membros. Tipos de Equipe As equipes podem realizar uma grande variedade de coisas.participam do estabelecimento de objetivos comuns. o líder age de acordo com o grau de maturidade da equipe. . que se juntam para atingir um objetivo. uma equipe precisa de três tipos diferentes de capacidades. O desempenho de uma equipe não é apenas a somatória das capacidades individuais de seus membros. as equipes precisam de pessoas que saibam ouvir. tornando a equipe disposta a aceitar e a se comprometer com as metas e as decisões do líder. julgamentos e experiências. As equipes têm capacidade para se estruturar. a delegação de tarefas aos membros. ou seja.constroem respeito.partilham suas ideias para a melhoria do que fazem e de todos os processos do grupo. . mas também implementar as soluções e assumir total responsabilidade pelos resultados.Flexibilidade permitindo que os membros da equipe possam completar as tarefas uns dos outros.1 Personalidade e Relacionamento.O estabelecimento de metas específicas para a equipe que conduzam os indivíduos a um melhor desempenho e também energizam as equipes. Para funcionar eficazmente. o controle coletivo sobre o ritmo de trabalho. gerar alternativas. Os grupos de trabalho não têm necessidade nem oportunidade de se engajar em um trabalho coletivo que requeira esforço conjunto. Equipe de soluções de problemas: Neste tipo de equipe. escolheram as equipes como forma de utilizar melhor os talentos dos seus funcionários. Os esforços individuais resultam em um nível de desempenho maior do que a soma daquelas contribuições individuais. .Os membros defendem suas ideias. estas capacidades determinam parâmetros do que os membros podem fazer e de quão eficientes eles serão dentro da equipe. principalmente as que podem comprometer a imagem da equipe ou organização .Não saber “quem é quem” na equipe. Grupo é definido como dois ou mais indivíduos. . coordenar projetos. avaliar essas alternativas e fazer escolhas competentes. as posições de supervisão perdem a sua importância e até podem ser eliminadas. de acordo com a contingência. isso inclui o planejamento e o cronograma de trabalho.Conflitos são analisados e resolvidos. . As equipes de trabalho totalmente autogerenciadas até escolhem seus membros e avaliam o desempenho uns dos outros. Elas podem fazer produtos. Primeiro. entretanto. negociar acordos. Fatores que interferem no trabalho em equipe . em interação e interdependência.Grande habilidade para ouvir. .

mas ambos estão inter-relacionados e envolve três componentes: cognitivo. As equipes multifuncionais representam uma forma eficaz de permitir que pessoas de diferentes áreas de uma empresa (ou até de diferentes empresas) possam trocar informações. pelo menos. Essa opinião é o componente cognitivo de uma atitude. Didatismo e Conhecimento ou ignorados. Assim. A convicção que “discriminar é errado” é uma afirmativa avaliadora. Dois componentes da competência interpessoal assumem importância capital: a percepção e a habilidade propriamente dita. 10 . se a ideia de cada um é ouvida. os sentimentos despertados podem ser diferentes dos indicados inicialmente e então – inevitavelmente – os sentimentos influenciarão as interações e as próprias atividades. para continuar no exemplo. onde as atividades são predeterminadas. o sentimento pode provocar resultados no comportamento. opiniões. desenvolver novas ideias e solucionar problemas. 2. amizade. experiência anterior. mas de diferentes setores da empresa. As equipes desempenham várias funções (multifunções). videoconferências ou correio eletrônico – quando estão separadas apenas por uma parede ou em outro continente. bom ou desejável. gostos. São criadas para durar alguns dias para a solução de um problema ou mesmo alguns meses para conclusão de um projeto. preconceitos. e isso sofre influência do aspecto emocional de cada envolvido tais como: comunicação. Finalmente. de lidar com outras pessoas de forma adequada à necessidade de cada uma delas e às exigências da situação. os membros compensam entre si as competências e as carências. sentimentos em relação a cada situação compartilhada. fisicamente dispersos. ao afastamento nas atividades. Quando digo “gosto do meu trabalho” estou expressando minha atitude em relação ao trabalho. costumam ser muito trabalhosos e demorados.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Equipes multifuncionais: São equipes formadas por funcionários do mesmo nível hierárquico. e discutida. experiências e perspectivas. O componente comportamental de uma atitude se refere à intenção de se comportar de determinada maneira em relação a alguém ou alguma coisa. afeto e comportamento – é algo muito útil para compreender sua complexidade e as relações potenciais entre atitudes e comportamento. Ela estabelece a base para a parte mais crítica de uma atitude: o seu componente afetivo. Por exemplo: se no grupo há respeito pela opinião do outro. não há especificação para cada membro. Em todo processo onde haja interação entre as pessoas vamos desenvolver relações interpessoais. baseado naquilo que o indivíduo acredita ser correto. de suas variáveis relevantes e respectiva inter-relação. Então. Seus primeiros estágios de desenvolvimento. ou seja. no relacionamento interpessoal. como quando começaram a resolver seus problemas. Essas diferenças passam a constituir um repertório novo: o daquela pessoa naquele grupo. O processo da percepção precisa ser treinado para uma visão acurada da situação interpessoal. A maneira de lidar com diferenças individuais criam certo clima entre as pessoas e tem forte influência sobre toda a vida em grupo. Ao contrário dos valores. 3. conhecimentos. Demora algum tempo até que se desenvolva a confiança e o espírito de equipe. Esse ciclo “atividade-interação-sentimentos” não se relaciona diretamente com a competência técnica de cada pessoa.2 Eficácia no Relacionamento Interpessoal A competência interpessoal é habilidade de lidar eficazmente com relações interpessoais. Por outro lado. não é fácil administrar essas equipes. Evidentemente. Como essas diferenças são encaradas e tratadas determina a modalidade de relacionamento entre membros do grupo. o que traz inevitáveis diferenças de percepções. As equipes virtuais usam a tecnologia da informática para reunir seus membros. crenças e estilo comportamental. À medida que as atividades e interações prosseguem. Habilidade de resolver realmente os problemas de tal modo que não haja regressões. há uma base interna de diferenças que englobam valores. quando não há troca de informações. Valores: Representa a convicções básicas de que um modo específico de conduta ou de condição de existência é individualmente ou socialmente preferível a modo contrário ou oposto de conduta ou de existência. que se juntam para cumprir uma tarefa. alguns comportamentos são precisam ser alinhados a outros. posso decidir evitar a presença de João por causa dos meus sentimentos em relação a ele. Argyris (1968) é a habilidade de lidar eficazmente com relações interpessoais de acordo com três critérios: 1. Soluções alcançadas de tal forma que as pessoas envolvidas continuem trabalhando juntas tão eficientemente. atitudes. estabelece-se uma modalidade de relacionamento diferente daquela em que não há respeito pela opinião do outro. Refletem como um indivíduo se sente em relação a alguma coisa. As atitudes não são o mesmo que os valores. respeito. Eles contêm um elemento de julgamento. bem como coordenar projetos complexos. Encarar a atitude como composta por três componentes – cognição. Profissionais competentes individualmente podem render muito abaixo de sua capacidade por influência do grupo e da situação de trabalho. O afeto é o segmento da atitude que se refere ao sentimento e às emoções e se traduz na afirmação “Não gosto de João porque ele discrimina os outros”. enquanto as pessoas aprendem a lidar com a diversidade e a complexidade. repercutindo favoravelmente nas atividades e ensejando maior produtividade. principalmente nos processos de comunicação. Segundo C. Atitudes: As atitudes são afirmações avaliadoras – favoráveis ou desfavoráveis – em relação a objetos. Equipes Virtuais: Os tipos de equipes analisados até agora realizam seu trabalho face a face. no comportamento organizacional e na produtividade. sentimentos negativos de antipatia e rejeição tenderão à diminuição das interações. com provável queda de produtividade. Percepção acurada da situação interpessoal. as atitudes são menos estáveis. O sentido de equipe é exatamente esse. colegas de trabalho. cooperação. e permitir que eles atinjam um objetivo comum. informações. ao mesmo tempo. afetivo e comportamental. sentimentos positivos de simpatia e atração provocarão aumento de interação e cooperação. Ao pensarmos em ambiente de trabalho. Os valores costumam ser relativamente estáveis e duradouros. superiores e subordinados. quando ideias e sentimentos não são ouvidos. especialmente entre pessoas com diferentes históricos. Elas permitem que as pessoas colaborem on-line utilizando meios de comunicação como redes internas e externas. Não são muito adequadas para tarefas rotineiras e cíclicas. pessoas ou eventos. num aprendizado contínuo. Quando uma pessoa começa a participar de um grupo. 2.

pois os receptores vêm e ouvem seletivamente com base em suas necessidades. interesses. Inteligência intrapessoal: É a habilidade de lidar com o seu próprio comportamento. valores. dispensando informações desnecessárias à situação. que reinventam sua dinâmica produtiva. estaremos falando de um bom relacionamento. no qual a mensagem é transferida integral. Fatores que interferem no trabalho em equipe - Estrelismo. controle emocional.4 . • Automotivação: Capacidade de gerenciar as próprias emoções com vistas a uma meta a ser alcançada. Didatismo e Conhecimento Fatores positivos do relacionamento Comunicabilidade • habilidade de expor as ideias. Nesse contexto. irão contribuir para uma boa qualidade no atendimento interno e externo. rápida e economicamente e sem “ruídos”. as relações humanas no ambiente de trabalho tem sido foco da atenção dos gestores. para que sejam desenvolvidas habilidades e atitudes necessárias ao manejo inteligente das relações interpessoais.3 . na hora certa. Mas zangar-se com a pessoa certa.  O relacionamento entre pessoas é a forma como eles se tratam e se comunicam. - Ausência de comunicação e de liderança. pessoas com alto nível de QI pode ser pilotos incompetentes de sua vida particular. desenvolvendo novas formas de trabalho e de resolução de conflitos. A aptidão emocional é uma capacidade que determina até onde podemos usar bem quaisquer outras aptidões que tenhamos. • é a qualidade do ato comunicativo otimizado.A nas relações interpessoais. gerar autoconfiança. se diz que há um bom relacionamento entre as partes. tendo em vista sempre o direito de cada indivíduo de receber com qualidade a supressão de suas necessidades.atitude . Objetividade • relacionada com a clareza na informação prestada ao usuá- • é importante ser claro e direto nas informações prestadas. As pessoas mais brilhantes podem afogar-se nos recifes das paixões e dos impulsos desenfreados. • Autoconhecimento: Conhecer a si próprio. Inteligência interpessoal: É a habilidade de lidar eficazmente com outras pessoas de forma adequada. • Habilidade em relacionamentos interpessoais: aptidão social DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA 2.A em áreas técnicas específicas. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Qualquer um pode zangar-se.) que na sua manifestação produzem uma atuação diferenciada. 11 . desde que cumpridos ou atendidos requisitos básicos de valorização do outro. correta. e o gostam de fazer. de lidar com outras pessoas de forma adequada as necessidades de cada uma e as exigências da situação. A percepção social: É o meio pelo qual a pessoa forma impressões de uma outra na esperança de compreendê-la. C – conhecimento .QUERER FAZER Chamamos de fatores positivos todos aqueles que. • Reconhecer emoções nos outros: Empatia. Assim. incluindo o intelecto bruto. Exige autoconhecimento. - Falta de treinamento e de objetivos. e pelo menos um deles não gosta de entrar em contato com os outros. - Incapacidade de ouvir. rio. Quando os indivíduos se comunicam bem. Aristóteles Como trabalhar bem com os outros? Como entender os outros e fazer-se entender? A inteligência acadêmica pouco tem a ver com a vida emocional. - Não saber “quem é quem” na equipe.Comportamento receptivo e defensivo. sem rodeios. Os níveis de relacionamento aqui devem ser elevados. experiências. etc. Novas COMPETÊNCIAS começam a ser exigidas pelas organizações. - Posturas autoritárias.SABER H – habilidade – SABER FAZER A . conhecer pontos positivos e negativos.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ELEMENTOS BÁSICOS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL A percepção seletiva é um processo que aparece na comunicação.H.Fatores positivos do relacionamento 2. • Controle Emocional: Capacidade de gerenciar as próprias emoções e impulsos. A COMPETÊNCIA TÉCNICA envolve o C. habilidades e atitudes (C. num somatório geral. Surgem novos paradigmas de relações das organizações com fornecedores. clientes e colaboradores. empatia e compreensão mútua Chamamos de competência a integração e a coordenação de um conjunto de conhecimentos. na medida certa. Isso é fácil.H.H. formação. é um mau relacionamento. Persistir diante de fracassos e dificuldades. A COMPETÊNCIA INTERPESSOAL envolve o C. automotivação e saber reconhecer os sentimentos quando eles ocorrem. Quando se tratam mal.A. Inteligência emocional: É a habilidade de lidar eficazmente com relações interpessoais. observando as emoções e reações evidenciadas no comportamento do outro e no seu próprio comportamento. • clareza na comunicação verbal. pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil.

Não apenas nas relações humanas assim como nas relações de trabalho. • É tolerante aquele que admite as diferenças e respeita à diversidade. não espalhar detalhes da vida pessoal nem tampouco detalhes de assuntos que correm em segredo de justiça. A empatia é o primeiro inibidor da crueldade humana: reprimir a inclinação natural de sentir com o outro nos faz tratar o outro como um objeto. • quando afirma suas verdades e não admite contestação transmite a mensagem de que vê a si mesmo como professor. ( Silvia Dias – Diretora de RH da Alcoa) 12 . No primeiro caso a pessoa se caracteriza por estar atento ao que acontece a sua volta. Pode ser de natureza sensorial ou psicológica. Os atos administrativos devem seguir o princípio da publicidade que significa manter a total transparência na prática dos atos da Administração Pública.um pré-requisito para realmente compreender o mundo interior do outro. Suprimir essa inclinação natural de sentir com outro desencadeia a crueldade. ser reservado. considerando todos os outros como aprendizes. Discrição • Ser discreto é ter sensatez. A empatia é um ato de compreensão tão seguro quanto à apreensão do sentido das palavras contidas numa página impressa. A curiosidade é inerente do comportamento receptivo. • Habilidade de reconhecer. O ser humano é capaz de encobrir intencionalmente a empatia. dar e receber afeto no seu grupo de trabalho. • O interesse na prestação do serviço está diretamente relacionado à presteza. Empatia implica certo grau de compartilhamento emocional . Não pressupõe concordância ou discordância. • têm todas as informações. A empatia leva ao envolvimento. à eficiência e à empatia. • faz os ouvintes experimentarem sentimentos de inferioridade. Presteza • Manifestação do interesse em atender às necessidades do usuário. • Habilidade de ouvir e compreender o que os outros dizem. Habilidades necessárias ao bom relacionamento no trabalho • Habilidade de comunicar ideias de forma clara e precisa em situações individuais e de grupo. • acham que estão sempre certos. • Mostrar empenho para lhe apresentar as soluções. • que não admitem ser contestados. • que têm resposta para qualquer pergunta. • Não devemos confundir com o princípio da publicidade. mediante sentimentos e situações vivenciadas. • Tendência a procurar relacionamento mais próximo com as pessoas. • COMPORTAMENTO RECEPTIVO Empatia Colocar-se no lugar do outro. ao altruísmo e a piedade. • Habilidade de modificar o meu ponto de vista e comportamento no grupo em função do feedback dos outros e dos objetivos a alcançar. • Habilidade de percepção e consciência de necessidades. • Ser discreto nas relações de trabalho e nas relações com o cidadão-usuário é preservar a privacidade e a individualidade.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Eficiência • A Administração Pública deve atender o cidadão com agilidade. COMPORTAMENTO DEFENSIVO A empatia nas empresas O servidor não tem comportamento receptivo quando: • parecem saber de tudo. Ver as coisas da perspectiva dos outros quebra estereótipos tendenciosos e assim leva a tolerância e a aceitação das diferenças. não invadir a privacidade. • tendem a colocar os outros na defensiva. No momento em que isso ocorre de forma coletiva. diagnosticar e lidar com conflitos e hostilidade dos outros. Significa perceber e aceitar possibilidades que a maioria das pessoas ignora ou rejeita prematuramente. No segundo a característica é de pessoa de mente aberta e sem preconceitos à novas ideias. • age como o “dono da verdade” . Qual a relação entre empatia e produtividade? Didatismo e Conhecimento “O conceito de empatia está relacionado á capacidade de ouvir o outro de tal forma a compreender o mundo a partir de seu ponto de vista. • nunca têm dúvidas. • Habilidade de aceitar críticas sem fortes reações emocionais defensivas (tornando-se hostil ou “fechando-se”) • Habilidade de dar feedback aos outros de modo útil e construtivo. sentimentos e reações dos outros. mas o entendimento da forma de pensar. sentir e agir do interlocutor. agir e sentir são diferentes de pessoa para pessoa. é capaz de fechar os olhos e os ouvidos aos apelos dos outros. com adequada organização interna e ótimo aproveitamento dos recursos disponíveis. “Sentir com o outro é envolver-se”. • Interesse • É importante mostrar-se interessado pelo problema/ situação do cidadão-usuário. o que produz um comportamento defensivo. a organização dialoga e conhece saltos de produtividade e de satisfação das pessoas”. • sempre têm certeza das coisas. colocar-se no lugar do outro (empatia) garante maior sensibilidade e interesse ao usuário do serviço público. Tolerância • É a tendência em admitir que modos de pensar. recatado e descente.transmite a ideia de que todos os outros são “ignorantes” e não têm nada de útil ou interessante a dizer.

busca de obtenção de resultados. mas compreende a capacidade de conseguir utilizar os recursos existentes (sejam eles: recursos humanos. por sua vez. a Administração vai muito além de apenar “cuidar de uma empresa”. A ORGANIZAÇÃO EMPRESARIAL Segundo Maximiano “uma organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos. um hospital ou uma escola são todos exemplos de organizações. Para isso. Apesar da organização formal possuir um grau de percepção e de compreensão mais elevado e imediato. Embora o termo ORGANIZAÇÃO frequentemente tenha sido empregado como sinônimo e arrumação. recursos.” Uma organização é formada pela soma de pessoas. um tipo de relacionamento onde as partes compreendem bem os valores. finalidades e critérios de departamentalização É quando desenvolvemos a compreensão mútua. pois pressupõe o respeito ao outro. responsabilidades. e controle. máquinas. exige compreensão para liderar com eficiência. comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa. nível de autoridades. A organização da empresa também pode ser definida como a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. como ele trabalha e para que ele existe. podemos destacar que: “Administração é um conjunto de atividades dirigidas à utilização eficiente e eficaz dos recursos. o gestor precisa conhecer cada setor. políticas e procedimentos devam ser definidas por forma a facilitar e incentivar as relações informais e assim proporcionarem um melhor ambiente de trabalho e uma maior motivação dos trabalhadores. No contexto das relações humanas. ordenação. depende o ambiente de trabalho. políticas e procedimentos que regulam a forma como.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo “A empatia é primordial para o desenvolvimento de lideranças e o aperfeiçoamento da gestão de pessoas. eficiência. organização. (Olga Lofredi – Presidente da Landmark ) 3. A organização informal designa o conjunto de relações ou interações que surgem expontaneamente entre os seus membros e que não são previstas ou formalizadas pela organização formal. natureza. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. proporcionar a utilização dos recursos físicos e materiais disponíveis. Uma grande empresa ou uma pequena oficina. como muitos imaginam. constitui uma das mais importantes condicionantes da motivação e dos níveis de produtividade dos trabalhadores. para que esta seja bem definida e possa atender as necessidades e os objetivos estabelecidos de forma integrada com a organização informal e as estratégias estabelecidas na empresa. em grande parte. assim como as regras. as relações informais entre os membros da organização assumem uma importância fundamental pois é delas que. A função básica de organização é o estudo da estrutura organizacional da empresa. envolver atividades de planejamento. gestão de uma empresa ou organização de forma que as atividades sejam administradas com planejamento. direção. pois é esta que explica o que se faz e como se faz. visando o alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. quando e por quem são desempenhadas as diversas tarefas necessárias ao seu funcionamento. direção e controle. A estrutura organizacional é o conjunto ordenado de responsabilidades. Quando há compreensão mútua as pessoas comunicam-se melhor e conseguem resolver conflitos de modo saudável. O ato de administrar é trabalhar com e por intermédio de outras pessoas na busca de realizar objetivos da organização bem como de seus membros. ou seja. 3. deficiências e virtudes do outro. autoridades. estas são divididas em três grupos: • Habilidades Técnicas: são habilidades que necessitam de conhecimento especializado e procedimentos específicos e pode ser obtida através de instrução. um laboratório ou o corpo de bombeiros.…) para atingir os objetivos da empresa. no sentido de alcançar um ou mais objetivos ou metas organizacionais.1 Características das organizações formais: tipos de estrutura organizacional. É devido a esta importância das relações informais que cada vez mais os responsáveis pelas organizações se debruçam sobre o estudo das suas causas e consequências bem como na procura de formas adequadas de facilitá-las e fomentar. relações formais. daí que a estrutura organizacional. Didatismo e Conhecimento 13 . Montana e Charnov   A administração tem uma série de características entre elas: um circuito de atividades interligadas. em uma dinâmica que favorece o aumento da produtividade”.” Ou seja. Conhecimentos básicos da administração Dentre tantas definições já apresentadas sobre o conceito de administração. • Habilidades Conceituais: englobam um conhecimento geral das organizações. • Habilidades Humanas: envolvem também aptidão. financeiros e outros. A Organização Formal corresponde à componente da  organização que estabelece a forma como é efetuada a sua própria gestão e a coordenação e controle de pessoas e atividades. o qual. organização. a ORGANIZAÇÃO deve ser entendida como o quadro estrutural de cargos definidos por (respectivos títulos. materiais. O conceito de administração representa uma governabilidade. Para administrar nos mais variados níveis de organização é necessário ter habilidades. pois interage com as pessoas e suas atitudes. pode-se afirmar que o sucesso dos relacionamentos interpessoais depende do grau de compreensão entre os indivíduos. atribuições básicas e aspectos culturais). financeiros. A própria organização formal tem uma forte influência quer quantitativa quer qualitativa sobre a organização informal. são criadas na organização as estruturas organizacionais e definidas as regras.

da departamentalização. enriquecemo-nos. Para sobreviver. • Quando questionados. Trata-se do desenho que agrupa pessoas com base em suas habilidades e conhecimento ou na utilização de recursos similares. Trabalhar em grupo pode ajudar a multiplicar ideias e para alcançarmos resultados.manuais. da divisão de tarefas. forma gráfica (organograma). a área comercial. para aumentar a efetividade da organização no alcance de seu principal objetivo. dos instrumentos de organização . a área de produção. pessoas que realizam atividades dentro de uma mesma área técnica ou de conhecimento. Elas não são estáticas. • Ás vezes é necessário retroagir para avaliar e corrigir rumos. funcionogramas. As estruturas funcionais são agrupadas na mesma unidade. a área de recursos humanos. TIPOS DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ESTRUTURA FUNCIONAL São estruturas divididas por departamentos pelos critérios funcionais no primeiro nível. Portanto. Para que este trabalho dê certo é preciso disseminar a ideia de que: • Sozinhos somos incompetentes. a estrutura informal é a rede de relações sociais que não é estabelecida ou requerida pela estrutura formal.decorre da interação das pessoas e dos relacionamentos que se estabelecem. ü A circunstância e o clima psicológico (ambiente propícios para realização do trabalho). • Quanto mais sabemos. forma descritiva (descrição dos cargos). instruções. Princípios para o trabalho das duas organizações ü Desafios ü União ü Responsabilidade A Estrutura Formal: É definida na empresa com todas as formalidades e padrões vigentes. Surge da interação social de pessoas. apresenta relações que usualmente não aparecem no organograma. A Estrutura informal: Organizações são conjuntos de pessoas e recursos que trabalham juntos para se alcançar um objetivo comum. entre outras. Elas também possuem duas realidades: a interna e a externa. A necessidade de especialização por áreas técnicas e a existência de pouca variedade de produtos constituem as principais razões para a criação deste tipo de estrutura. Em suma. mais amplo é nosso horizonte do não saber.deriva do organograma.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ü Organização formal . como por exemplo a área financeira. uma vez que são formadas por pessoas. Ela é feita por: manuais de procedimentos ou organização. ü A autoimagem (motivações pessoais). o que significa que se desenvolve espontaneamente quando as pessoas se reúnem entre si. ü A associação. comercialização. etc. finanças e administração. ü Organização informal . reunião de pessoas que partilhem os mesmos interesses. fornecer aos clientes produtos de qualidade a preços razoáveis. comunicados. precisamos da autuação simultânea de forças – sinergia – e para que ocorra o sucesso é preciso observar os seguintes pontos: ü O objetivo do trabalho em equipe. as organizações precisam se readaptar continuamente. Segundo Fayol as funções principais do primeiro nível são: produção. Didatismo e Conhecimento 14 .

etc. A reengenharia envolve repensar e redesenhar radicalmente os processos de negócios para se ter melhorias dramáticas em medidas de desempenho (custo. é preciso um sistema de informação para balancear a necessidade entre centralização e descentralização de autoridade. produtos e serviços requerem informações para medir as contribuições dos grupos funcionais. Nesse estágio as funções são todas divididas por etapas. O foco de atenção está nos processos de negócio. O crescimento e aumento da quantidade e complexidade de funções. visando aumentar a efetividade da organização. por serem de naturezas distintas. “As estruturas funcionais foram criadas com  uma visão voltada para a sua realidade interna. repetitivo e produtivo. o fato de permitir uma eficiente utilização dos recursos em cada área técnica. isto é. para si própria”. ocasionando problemas de comunicação. sinais como: a empresa deixa de ser pequena. agrupando todos aqueles que possuem o mesmo perfil e mesma formação técnica juntos em unidades altamente especializadas e produtivas. 15 . elas também desenvolvem normas e valores. além da especialização técnica. que tem conduzido a organização funcional a mudanças fundamentais. assessoria ao principal executivo. A estrutura funcional não facilita a visão sistêmica da empresa. dando vantagem competitiva à organização. O agrupamento funcional dos grupos de trabalho. Isso faz da organização funcional uma excelente executora de operações. e à medida que vai diversificando seus produtos ou serviços ela irá analisar os sinais que indicam a mudança para outro tipo de estrutura. pois é totalmente focado a sua função. e tende a atrasar as decisões que envolvem coordenação entre funções a ponto de prejudicar a empresa. Assim vão aumentando as habilidades e o conhecimento da organização.Esse tipo de estruturação tem Didatismo e Conhecimento sido padrão nas empresas. isto é. ou seja. ou seja. uma empresa simples adota o modelo de estrutura funcional. existe a possibilidade de desenvolvimento de competências profissionais em tarefas mais específicas. para que este quadro mude são necessárias medidas de inclusão à função principal como: treinamentos especializados. Com o aumento das habilidades da organização para produzir melhores produtos e serviços. O desafio para as organizações é de como controlar o aumento de complexidade das atividades à medida que elas crescem e se diferenciam. Os custos crescem e a pressão para se manter na liderança dos concorrentes causa ainda mais exigência por produtos de mais qualidade. rodízios de funções. ela deixa de comprar para produzir. Trabalhando juntas por um longo período. porém tem sido questionado a partir de iniciativas competitivas como: qualidade total. os problemas estratégicos de longo prazo ficam sem tratamento. redução do tempo de ciclo e aplicação da tecnologia da informação. O termo reengenharia tem sido usado para se referir ao processo de redesenhar como as tarefas são agrupadas em papéis e funções. pelo fato de que cada responsável de cada função estarem mais próximos uns dos outros e até mesmo com o principal executivo. VERTICALIZAÇÃO E HORIZONTALIZAÇÃO Verticalização ou integração vertical é quando a empresa começa a atuar em mais um estágio produtivo. as mais habilidosas podem treinar os novos empregados e serem promovidas a supervisores ou gerentes. Pode também requerer o estabelecimento em regiões geográficas diversas. a não ser por comparações de outros períodos e com descontos para as peculiaridades. Quando as funções se desenvolvem e criam suas hierarquias próprias. o grau da diversidade e alguns sintomas de exaustão do modelo de estrutura funcional. Esse tipo de pensamento dominou e ainda domina a maioria das empresas que conhecemos. O plano de carreira neste tipo de organização é claro e como esses funcionários só possuem um chefe não há conflitos de autoridade. A habilidade dos grupos para trabalharem através das funções é o fator principal para garantir o fornecimento de produtos e serviços com qualidade e custo baixo.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo As diferentes funções surgem em resposta ao aumento de complexidade das tarefas e à medida que as funções aumentam e se especializam. elas podem aprender as melhores técnicas para realização de suas tarefas. sem elas a organização pode não estar fazendo o melhor uso de seus recursos. Na estrutura funcional não é possível comparar o desempenho de uma função com a outra. Desta maneira a estrutura funcional dificulta o controle. trabalho contínuo. as habilidades melhoram e as competências surgem. Esta especialização permite um avanço na aprendizagem e na redução de custos operacionais com o passar do tempo. VANTAGENS DAS ESTRUTURAS FUNCIONAIS A sua grande vantagem é. AS DESVANTAGENS DAS ESTRUTURAS FUNCIONAIS A coordenação das diversas funções é feita no topo. QUANDO USAR A ESTRUTURA FUNCIONAL Geralmente ao iniciar. As organizações são inicialmente organizadas por função para facilitar o gerenciamento do aumento de especialização e divisão do trabalho. qualidade. A organização funcional tenta tirar vantagem do conhecimento dos funcionários. pois. exemplo. os clientes também aumentam suas demandas que por sua vez pressionam ainda mais a capacidade de produzir mais e mais rapidamente. que as tornam membros mais efetivos de uma equipe comprometida com as atividades da empresa e que irá ocorrer a concentração de recursos onde vão resultar um elevado grau de especialização e de controle das atividades. Trata-se de um trabalho individual e voltado a tarefas. Os tipos de clientes atraídos pela empresa podem mudar com o aumento da oferta de produtos e serviços. No caso de empresas pequenas estas desvantagens não costumam ser um problema grave. onde são fragmentados processos de trabalho. mas à medida que elas continuam a crescer e se diferenciar. Outra vantagem dessa estrutura é que pessoas agrupadas por suas habilidades comuns podem supervisionar umas as outras. elas se distanciam umas das outras. os problemas de controle vão surgindo. Se a alta gerência gastar muito tempo para solucionar problemas de coordenação do dia-a-dia. que envolvem atividades entre funções. a substituição de transações de mercado por transações internas. Reunidas em um mesmo grupo funcional. serviço e velocidade). A estrutura funcional é a primeira a se desenvolver porque fornece às pessoas a oportunidade de aprenderem umas com as outras. e pode ser difícil identificar e atender as necessidades de novos clientes numa estrutura funcional. A promoção na carreira tende a ser mais fácil. O redesenho da estrutura permitindo maior integração entre funções pode auxiliar os gerentes a resolver problemas de controle associados à estrutura funcional.. e com mais de uma localização. cada administrador de sua função não esta preparado para assumir a função principal.

quando isto acontece esta estrutura organizacional não é mais adequada. Por último de referir que vai ocorrer o aumento de custos operacionais.. Amplitude de supervisão alta: dificuldade de avaliação de pessoas e resultados. Centralização excessiva no topo. É um tipo de estrutura utilizada quando existe uma elevada diferenciação entre os produtos exigindo um elevado grau de especialização por tipo de produto. através da criação de divisões comerciais para cada grupo de produtos. Por outro lado vai aumentar a complexidade de gestão da empresa e vai ocorrer o conflito de interesses entre as divisões distintas por causa de avaliações internas e pode ocorrer mesmo o caso de competitividade interna o que vai prejudicar a performance da empresa. existem instrumentos para auxiliar a coordenação. a comunicação entre o responsável da função e o principal executivo torna-se mais distante.” (por Stoner e Freeman) E os mesmos autores completam(. Estes responsáveis são voltados exclusivamente em obter a otimização de suas funções e não tem a visão ampla de todas as funções o que causa. grupos de trabalhos..cada unidade acaba por ser semelhante a uma pequena empresa auto-suficiente. 2. A elevada diferenciação entre as diferentes fases do processo e a consequente necessidade de especialização por processo constitui a condição essencial para a utilização deste tipo de estruturas. Neste tipo de estrutura vai ocorrer uma maior motivação nos membros que fazem parte da empresa. é responsável pelos lucrou ou prejuízos. Quando a empresa utiliza de forma excessiva estes instrumentos. Pirâmide alta: excesso de níveis.. Setor Comercial Centro e SeDidatismo e Conhecimento 16 . Marketing. por exemplo. Neste caso para cada região existem todos os demais departamentos envolvidos. Também vai permitir à empresa a diversificação para setores relacionados e não relacionados. Pode ser utilizada. Administração e Produção assim sucessivamente para cada região. ESTRUTURAS DIVISIONAIS O chefe de divisão concentra-se principalmente nas operações de suas divisão. por exemplo. o produto A é composto pelos departamentos de Finanças. a distância geográfica entre as regiões. Estrutura Divisional por Processo: São agrupadas na mesma unidade pessoas que realizam atividades relacionadas com a mesma fase do processo produtivo (como por exemplo a divisão de uma fábrica em setor da fundição. boa coordenação e comunicação. Estrutura Divisional por Produto ou Serviço: São agrupadas numa mesma unidade pessoas que lidam com o mesmo produto ou linha de produto . e pode até mesmo competir com outras unidades da mesma empresa. Estruturas divisionais são caracterizadas pela forma de administração descentralizada. Excesso de especialização. perde-se a visão sistêmica da empresa. As condições mais propícias à criação deste tipo de estruturas são a existência de elevada diferenciação entre regiões que exijam tratamento especializado. por existir apenas profissionais totalmente dedicados as suas funções. se necessário. reuniões. 3. o que permite lidar mais facilmente com os problemas de cada área.. através da criação de áreas ou departamentos específicos para cada região (por exemplo a divisão de um departamento comercial em Setor Comercial Norte. isto ocasiona demora nas decisões e perde-se a agilidade e flexibilidade no que pode gerar muitos problemas como a tomadas de decisões erradas. setor de montagem e seção de pintura). SINTOMAS QUE INDICAM A EXAUSTÃO DO MODELO FUNCIONAL 1. quanto maior a empresa maior são os níveis da estrutura. Nesta situação o planejamento é feito a longo prazo. Estrutura Divisional por Grupo de Clientes: São agrupadas na mesma unidade pessoas que estão relacionadas com o mesmo tipo de cliente (por exemplo a criação de Departamentos Comerciais por tipo de cliente: um para grandes empresas. Nos casos citados poderá haver situações que estes sintomas não são tão graves. As grandes vantagens desta estrutura são o fato de a empresa poder crescer sem constrangimentos organizacionais e ter capacidade de fazer o acompanhamento da evolução de novas linhas de produtos ou de mercados. a empresa usa seu parque de máquinas para produzir produtos que não são insumos dos existentes e nem usar os existentes como insumos.. vários produtos podem florescer enquanto a competência especializada tecnológica da organização como um todo pode continuar subdesenvolvida. num departamento comercial.”Numa estrutura divisional.. mas no caso de haver estes sintomas acreditamos que a estrutura funcional não seja a melhor opção. a existência de volume por região suficiente que justifique a existência de departamentos específicos. Marketing.. neste caso a empresa usa seus recursos para produzir outros produtos/serviços que não é o seu principal. A estrutura divisional justifica-se num ambiente dinâmico onde tem de existir uma rápida adaptação. 5. torna-se mais importante gerir e controlar os níveis do que os próprios resultados das funções e das pessoas. Neste caso para cada produto existem todos os demais departamentos envolvidos. tor Comercial Sul). A principal vantagem deste tipo de estruturas é a elevada especialização por área geográfica. outro para pequenas e médias empresas e um outro para entidades públicas). Vai existir um órgão central que vai gerir divisões individuais assegurando assim o controle e a coordenação global das tarefas. a falta de substituição do executivo principal. É quando a empresa decide que cada setor agirá de forma “livre”. quando a empresa deixa de ser pequena e passa a ser de médio ou grande porte. O excesso de níveis torna-se cada vez mais distante a comunicação ou sentimento do executivo principal com os responsáveis pelas funções. como .. Administração e Produção assim sucessivamente para cada produto. quanto maior a diversidade dos produtos e serviços oferecidos pela empresa. demonstrando independência nas suas tomadas de decisões e forma de gerenciamentos. Deve ser utilizado este tipo de estrutura sempre que se verifique a necessidade de tratamento especializado para cada tipo de cliente. Estrutura Divisional Geográfica: São agrupadas na mesma unidade pessoas que realizam atividades relacionadas com uma mesma área geográfica. A Estrutura Divisional está indicada para empresas com diferentes linhas de produtos e mercados sendo geridas por uma gestão descentralizada. Dificuldade de coordenação. por exemplo.”) Divisional é a separação da estrutura funcional para divisões autônomas que passam a operar com relativa independência. por exemplo. comitês. maior é a dificuldade de coordenar. pelo fato que deste principal executivo estar com excesso de trabalho. etc. eles próprios podem-se tornar novos problemas.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Horizontalização ou integração horizontal. a região A é composta pelos departamentos de Finanças. 4. com esta amplitude de supervisões grandes.

Basicamente. os gerentes das áreas funcionais têm também autoridade com vantagens de serem permanentes. A função comunicação social é o que diz respeito da projeção correta da imagem da empresa. Pelo motivo dos profissionais estarem constantemente na busca por projetos é que as organizações acabam tendo um quadro de profissionais altamente qualificados. ao contrário do controle horizontal. Didatismo e Conhecimento 17 . tem poucos níveis hierárquicos em cada função e autoridade descentralizada. cada grupo-tarefa esta em permanente contato com o órgão de apoio funcional que lhe presta apoio técnico desejado e trocas de informações sobre o projeto. Os participantes destes projetos são geralmente pessoas flexíveis que necessitam de fácil adaptação em qualquer ambiente de trabalho. em muitos casos o duplo comando. apesar dos órgãos de apoio que permanecem permanentes em assuntos especializados. proporcionando redução de custos. Caracterizando. treinamento. Os conflitos podem ser resolvidos pelos gerentes. Modelo de estrutura matricial é o desenho que agrupa as pessoas e recursos simultaneamente por função e por produto. A principal vantagem é evitar a multiplicação de atividades. sob a coordenação de um líder. Com essa estrutura. ESTRUTURAS MATRICIAIS A estrutura matricial designa especialistas de departamentos funcionais específicos para trabalharem em uma ou mais equipes interdisciplinares. e as pessoas que compõem estes projetos ficam neles somente enquanto são necessárias. A função marketing efetua a pesquisa mercadológica. desenvolve atividades visando o resultado definidos em prazos estabelecidos. A empresa que adota este tipo de estrutura esta sempre em constante busca de profissionais especializados para compor seu quadro. A estrutura matricial é temporária e provisória. Quando o projeto chega ao fim os membros dos projetos voltam para seus quadros de origens para redesignação de tarefas. A função informações é de autoridade funcional e demonstrará as informações necessárias através de sistemas operacionais e manutenção e preservação destas informações através de redes. trazendo com isso mão-de-obra de alto nível. as quais são conduzidas por líderes de projetos. Por isso. o poder de barganha é muito maior. A função jurídica ocupa-se de assuntos de origem societários e da orientação às divisões nos casos complexos. se a divisão tiver poucas funções será difícil cobrar apuração de todos os resultados. Isso enfraquece a autoridade linha e obrigam as pessoas a saberem trabalhar de forma eficaz em clima de incerteza e ambiguidade. pois para fazer parte de um projeto os interessados tendem a se especializar cada vez mais. A matriz é uma grade retangular onde no eixo vertical está a responsabilidade funcional e no horizontal. a matriz combina duas formas de departamentalização – funcional e por produto. Na estrutura matricial as pessoas são deslocadas de um projeto para outro de maneira flexível. A organização é a principal unidade da matriz e o principal mecanismo de coordenação e integração. Para a criação de projetos é possível fazer o recrutamento interno de líderes do projeto.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo O QUE CABE ÀS DIVISÕES E À ADMINISTRAÇÃO CENTRAL Os principais executivos de cada função das divisões reportam-se hierarquicamente ao principal executivo da sua divisão. O controle vertical é mínimo. Geralmente esta estrutura contém os chamados grupos-tarefa que mantêm relacionamento intenso e permanente. Na tesouraria ou finanças o responsável também tem autoridade funcional. A estrutura matricial é composta dos órgãos principais de trabalho que atuam até à duração do projeto e dos órgãos de apoio. que as atividades exercidas são totalmente dependentes de projetos. são chamados empregados de dois chefes. Na estrutura matricial existe descentralização quando: • O gerente do projeto tem plenos poderes pelo projeto e pelas pessoas envolvidas. acomodados ou burocratas não tem vez neste tipo de estrutura. O projeto tem prazo estabelecido a partir de sua origem. A função pesquisa é a função que busca informações para melhor atender a suas necessidades de produção e desenvolvimento. a quantificação da demanda. mas no caso de pessoal técnico. tem autoridade funcional e é responsável pelas normas de recursos humanos da empresa. indicação a outros projetos ou dispensa da empresa. e as formas de distribuição. uma vez. a responsabilidade de produto. pois se reportam a dois superiores. por outro lado a busca constante do profissional por projetos cada vez mais desafiadores é o que resulta a não lealdade à empresa. A função compras é que tem o poder de barganha devido ao volume desejado de compras. Embora o gerente do projeto seja autoridade de linha. muitas vezes é necessária a contratação externa de pessoas especializadas para compor o quadro desejado. que é máximo. Função qualidade ou técnica é o padrão desejado de seus produtos ou serviços pela empresa. O projeto é uma unidade organizacional que envolve recursos humanos e materiais. a análise dos competidores. deve ouvir os gerentes dos órgãos permanentes. A estrutura matricial se baseia nos projetos voltados a realizar as atividades por período determinado. • Os gerentes dos projetos decidem quando e como será realizado os projetos. Entretanto existem algumas desvantagens na estrutura divisional. a tesouraria é como um “banco” da empresa e o responsável é quem controla este fluxo. Um especialista que trabalha em um projeto sabe que seu chefe de linha é provisório. Os interesses da divisão podem ser colocados acima das necessidades e dos objetivos da organização como um todo. que ficam orientando permanentemente os projetos em assuntos especializados como prestadores de serviços. somente os mais graves deverão ser encaminhados à direção. O planejamento refere-se ao planejamento estratégico da empresa. além disso as despesas administrativas aumentam. A função controle é responsável pela parte de contabilidade e auditoria da empresa. e também esta em constante busca por novos projetos. Os executivos da administração central tem autoridade funcional sobre os executivos nas divisões VANTAGENS E DESVANTAGENS. Por estar concentrado os setores de compras na administração central. Os empregados funcionais se reportam aos gerentes de suas funções. como a empresa atuará em determinado período. enquanto o gerente da área funcional da sua especialidade é permanente. mas trabalham num time de produto sob a supervisão de um gerente de produto. que podem ser alterados ou decididos também pelos gerentes de órgãos permanentes. Por outro lado. a organização é diferenciada em funções de acordo com seus objetivos. FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL A função de recursos humanos tem responsabilidade pelo pessoal de alto nível.

também. seus talentos são monopolizados e subutilizados e além de ter a vantagem em obter da economia de escala proporcionar à organização os melhores recursos e um modo eficaz de assegurar sua articulação eficiente. A maioria usa a abordagem funcional na cúpula e outras nos níveis mais baixos. facilita a comunicação entre os especialistas dando oportunidade aos membros das equipes de diferentes funções aprenderem uns com os outros podendo produzir inovações. neste caso quando a organização se depara com eventualidades. QUANDO USAR A ESTRUTURA MATRICIAL Quando há projetos de magnitudes. no entanto. A vantagem da matriz reside em sua capacidade de facilitar a coordenação quando a organização possui múltiplas atividades complexas e interdependentes. permite a organização maximizar o uso de competências profissionais. Formas de Departamentalizar: • Função • Produto ou serviço • Território • Cliente • Processo • Projeto • Matricial • Mista Deve-se notar. das atividades e correspondente recursos (humanos. Este tipo de empresas está em melhores condições de captar sinergias estratégicas. Na prática. mas inclusive dos seus empregados. DEPARTAMENTALIZAÇÃO POR FUNÇÕES: A Departamentalização funcional agrupa funções comuns ou atividades semelhantes para formar uma unidade organizacional. VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ESTRUTURA MATRICIAL Vantagens como o máximo aproveitamento do pessoal. e assim por diante. que a maioria das organizações usa uma abordagem da contingência à Departamentalização: isto é. por sempre buscarem projetos que possam realizá-los intelectualmente. Quando uma organização se torna maior sua capacidade de processamento da informação pode ficar sobrecarregada. também tem a falta de contato de especialistas da mesma área porém com projetos distintos. Uma das vantagens da estrutura matricial reside em sua capacidade de facilitar a distribuição eficiente dos especialistas. algo fora da rotina e. a estrutura matricial tem também alguns problemas: • falta de uma estrutura de controle que lidere os empregados diminuindo conflitos e ambiguidades. Para concluir. As grandes empresas tendem a adaptar este tipo de estrutura. a maioria usará mais de uma destas abordagens usadas em algumas das maiores organizações. pois. Existem diversas maneiras básicas pelas quais as organizações decidem sobre a configuração organizacional que será usada para agrupar as várias atividades. quando há projetos interdisciplinares que são estabelecidos prazos e que tenha grande interdependência entre as atividades. o foco duplo para função e produto favorece o cuidado com custo e qualidade. A Estrutura Matricial é adaptada por norma em grandes empresas que oferecem um vasto conjunto de produtos parecidos em vários mercados simultaneamente. Assim todos os indivíduos que executam funções semelhantes ficam reunidos. Poucas organizações dependem exclusivamente de um tipo. e a maioria adapta e combina esses padrões genéricos para refletir as estratégias e pessoal peculiares à sua organização. Por isso esta estrutura funciona melhor quando os membros da empresa têm um elevado grau de formação e de autonomia para poder executar as suas tarefas. Ela precisa ser bem gerenciada para manter sua flexibilidade. todo o pessoal de contabilidade. de acordo com um critério específico de homogeneidade. Também podemos referir que consegue fazer a conciliação entre a flexibilidade organizacional com uma elevada estabilidade operacional. o que ocasiona conflitos entre gerentes dos projetos e gerentes funcionais. com redução nos custos. • falta de uma definição clara da hierarquia de autoridade causando conflito entre as equipes funcionais e de produtos. flexibilidade. 18 . parceiros indispensáveis para uma empreitada bem-sucedida. Outra desvantagem são os conflitos causados pelo motivo de os resultados serem avaliados pelos gerentes do projetos que geralmente não são especialistas em suas áreas. A estrutura matricial combina as estruturas funcionais e divisionais que se cruzam e se complementam. O processo organizacional de determinar como as atividades devem ser agrupadas chama-se Departamentalização. Didatismo e Conhecimento A principal desvantagem deste tipo de estrutura é a pouca lealdade por parte do pessoal de nível técnico. todo o pessoal de secretaria.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo A estrutura matricial tem vantagens significativas: as equipes interfunções devem reduzir as barreiras funcionais e superar os problemas de orientação a subunidade. materiais e equipamentos) em unidades organizacionais. quando os indivíduos com habilidades altamente especializadas são alocados em um departamento funcional ou grupo de produto. estas são as vantagens em se optar pela estrutura matricial. DEPARTAMENTALIZAÇÃO É uma divisão do trabalho por especialização dentro da estrutura organizacional da empresa. na garantia da satisfação não só de sua clientela potencial. O projeto existe quando se tem a necessidade de operar como uma entidade que tenha vida própria e objetivos definidos ao invés de operar dividido em partes entre os órgãos. A vantagem deste tipo de estrutura é que facilita a partilha de recursos e de informação com o objetivo de explorar as sinergias captadas. O controle operacional e o apuramento de responsabilidades nem sempre é feito de maneira rigorosa devido à dualidade de linhas de comando. Por que. Departamentalização é o agrupamento. podemos resumir que os três tipos de estruturas organizacionais têm vantagens e desvantagens. Mas a estrutura matricial não é de rápida implementação em nível das orientações estratégicas pois podem ocorrer diferentes perspectivas entre os membros dando origem a divergências e conflitos de interesses só sendo posteriormente resolvidas com a intervenção de membros da hierarquia superior da empresa. proporcionando-lhe competência na aceitação de desafios e aproveitamento de oportunidades. conseguem garantir a adaptação aos mercados existentes sem perder a eficiência interna da mesma. financeiros. facilidade de apuração de resultados e de controle de prazos e de custos por projetos e o destaque do pessoal técnico de alto nível. todas as enfermeiras. todo o pessoal de vendas. A melhor forma de se organizar uma empresa é aquela que lhe proporcione maior performance de preparo e flexibilidade diante das mudanças do mercado.

Desvantagens: • Exige mais pessoal e recursos de material. • Propicia a alocação de capital especializado para cada grupo de produto. Exemplos de Departamentalização de produto: 1. • Muita especialização do trabalho. As vantagens e desvantagens da Departamentalização territorial são semelhantes às dadas para a Departamentalização de produto. completar o projeto de controle de poluição. • Segurança na execução de tarefas e relacionamento de colegas.A Ford Motor Company tem as suas divisões Ford. e três contadores juniores para uma auditoria que está sendo feita para um cliente. A Departamentalização de cliente é usada principalmente no grupamento de atividade de vendas ou serviços. Desvantagens: • Dificuldade de coordenação. Muitas vezes as filiais de bancos são estabelecidas desta maneira. esmerilamento. É o agrupamento de atividades de acordo com os lugares onde estão localizadas as operações. região Sudeste. 19 . Em cada um destes casos. o administrador de projeto seria designado para chefiar a equipe. soldagem. uma vez que o projeto tem data de inicio e término. Tal grupamento permite a uma divisão focalizar as necessidades singulares de sua área. DEPARTAMENTALIZAÇÃO POR CLIENTE: A Departamentalização de cliente consiste em agrupar as atividades de tal modo que elas focalizem um determinado uso do produto ou serviço. • Pode-se atribuir melhor a responsabilidade quanto ao lucro.Lojas de departamentos 2. • Pode criar uma situação em que os gerentes de produtos se tornam muito poderosos. Desvantagens: • Possibilidade de perda da visão global do andamento do processo. e região Sul. 3. • DEPARTAMENTALIZAÇÃO DE PRODUTO: É feito de acordo com as atividades inerentes a cada um dos produtos ou serviços da empresa. Didatismo e Conhecimento DEPARTAMENTALIZAÇÃO TERRITORIAL: Algumas vezes mencionadas como regional. um especialista em produção. Uma empresa manufatureira. • Permite maior rigor no controle das funções pela alta administração. • Facilita a coordenação de resultados. • Cada gerente fiscaliza apenas uma função estreita • O treinamento de gerentes para assumir a posição no topo é limitado. de área ou geográfica. assistência coronariana. A principal vantagem: • a adaptabilidade uma determinada clientela. • Propicia condições favoráveis para a inovação e criatividade. Entre elas podemos dizer: • A responsabilidade pelo desempenho total está somente na cúpula. DEPARTAMENTALIZAÇÃO POR PROCESSO OU EQUIPAMENTO: É o agrupamento de atividades que se centralizam nos processos de produção ou equipamento. Vantagens: As vantagens principais da abordagem funcional são: • Mantém o poder e o prestígio das funções principais • Cria eficiência através dos princípios da especialização. • A coordenação de funções ao nível da divisão de produto torna-se melhor. • Flexibilidade restrita para ajustes no processo. Uma empresa de grande porte pode agrupar suas atividades de vendas em áreas do Brasil como a região Nordeste. Por exemplo: uma firma contábil poderia designar um sócio (como administrador de projeto). As atividades de uma fábrica podem ser grupadas em perfuração. • Subutilização de recursos e concorrência entre os gerentes para concessões especiais em benefício de seus próprios clientes.Um hospital pode estar agrupado por serviços prestados. Terminado o projeto as pessoas são deslocadas para outras atividades. montagem e acabamento. como cirurgia. • Centraliza a perícia da organização. um engenheiro mecânico e um químico poderiam ser indicados para. Desvantagens: Existem também muitas desvantagens na abordagem funcional. um contador sênior. cada qual em seu departamento. Vantagens: • Maior especialização de recursos alocados. obstetrícia. • Possibilidade de comunicação mais rápida de informações técnicas. Vantagens: Algumas das vantagens da Departamentalização de produtos são: • Pode-se dirigir atenção para linhas especificas de produtos ou serviços. • Aconselhada para empresas que tenham poucas linhas de produtos. • Pode propiciar o aumento dos custos pelas duplicidades de atividade nos vários grupos de produtos. mas exige coordenação e controle da administração de cúpula em cada região. É encontrada com mais freqüência em produção. sob a chefia de um administrador de projeto. • DEPARTAMENTALIZAÇÃO POR PROJETO: Aqui as pessoas recebem atribuições temporárias. • A coordenação entre as funções se torna complexa e mais difícil quanto à organização em tamanho e amplitude. Mercury e Lincoln Continental. o que pode desestabilizar a estrutura da empresa. podendo daí resultar duplicação desnecessária de recursos e equipamento. com plena autoridade sobre seus membros para a atividade específica do projeto.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo A Departamentalização funcional pode ocorrer em qualquer nível e é normalmente encontrada muito próximo à cúpula.

Processo Organizacional: planejamento. envolver atividades de planejamento. • Os ambientes externos são diferentes. pode-se seguir certos princípios: • Princípio do maior uso – o departamento que faz maior uso de uma atividade deve tê-la sob sua jurisdição. • Os objetivos e as estratégias são diferentes. comunicação. Por isso. Segundo alguns autores (Montana e Charnov) o ato de administrar é trabalhar com e por intermédio de outras pessoas na busca de realizar objetivos da organização bem como de seus membros.  pessoas ou recursos. • É um curso de ação escolhido entre várias alternativas de caminhos potenciais. É também uma forma de se evitar a improvisação. No caso da Departamentalização de matriz. • Capacita a organização a responder rapidamente à mudança. proporcionar a utilização dos recursos físicos e materiais disponíveis. • São abordagens orientadas para a tecnologia. em face dos objetivos e metas a serem atingidos. maior razão para ficarem no mesmo departamento. A MELHOR FORMA DE DEPARTAMENTALIZAR Para evitar problemas na hora de decidir como departamentalizar. a empresa deve saber onde está agora (presente) e onde pretende chegar (futuro). com o objetivo de alcançar metas definidas. pois serve de base para as demais. e controle. Outro critério básico para departamentalização está baseado na diferenciação e na integração. cujo princípio estabelece que as atividades diferentes devem ficar em departamentos separados.2. • É mais uma questão de comportamento e atitude da administração do que propriamente um elenco de planos e programas de ação. a fim de poder tomar decisões acertadas. • Principio do maior interesse – o departamento que tem maior interesse pela atividade deve supervisiona-la. Desvantagens: • Pode haver choques resultantes das prioridades. • O planejamento é um processo essencialmente participativo. Diferenciação. de modo que sejam evitados entraves ou interrupções nos processos organizacionais. Exemplos: o chefe de seção dimensiona os recursos necessários (materiais. a organização do administrador de projeto é sobreposta aos vários departamentos funcionais. é tipicamente encontrada em organização de orientação técnica. • É sempre voltado para o futuro. Integração – Quanto mais atividades trabalham integradas. • É uma reflexão que antecede a ação. • É um processo permanente e contínuo. A organização de matriz proporciona uma hierarquia que responde rapidamente às mudanças em tecnologia. PLANEJAR É a função administrativa em que se estima os meios que possibilitarão realizar os objetivos (prever). agrupando atividades correlatas no mesmo departamento. etc. • É interativo. os princípios são: Planejamento: funciona como a primeira função administradora. direção. humanos. organização. dando a impressão de uma matriz. • É uma relação entre as coisas a serem feitas e o tempo disponível para tanto. pois pressupõem avanços e recuos. e todos os funcionários que são objetos do processo devem participar. A diferenciação ocorre quando: • O fator humano é diferente. • DEPARTAMENTALIZAÇÃO MISTA . o administrador de projeto não tem autoridade de linha sobre os membros da equipe. também é usada por empresas com projetos de construção complexos 3.É o tipo mais frequente. • É a busca da racionalidade nas tomada de decisões. direção. Nesta função. cada parte da empresa deve ter a estrutura que mais se adapte à sua realidade organizacional. • Principio da separação e do controle – As atividades do controle devem estar separadas das atividades controladas. A gestão de uma empresa ou organização se faz de forma que as atividades sejam administradas com planejamento. Em lugar disso. alterações e modificações em função de eventos novos ocorridos no ambiente externo e interno da empresa. organização. direção e controle. a montagem de um plano de ação para recuperação de uma área avariada. • Principio da supressão da concorrência – Eliminar a concorrência entre departamentos.). Fator de integração: Didatismo e Conhecimento 20 . controle e avaliação Administração é o ato de administrar ou gerenciar negócios.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo DEPARTAMENTALIZAÇÃO DE MATRIZ: A Departamentalização de matriz é semelhante à de projeto. Vantagens: • Permitem comunicação aberta e coordenação de atividades entre os especialistas funcionais relevantes. • A tecnologia e a natureza das atividades são diferentes. • Para realizar o planejamento. A administração tem uma série de características entre elas: um circuito de atividades interligadas tais como busca de obtenção de resultados. com uma exceção principal. o gerente especifica e seleciona os objetivos a serem alcançados e como fazer para alcançá-los. com antecipação.

econômicas. Analisar a situação atual  Depois de identificados os pontos fortes e pontos fracos e analisadas as oportunidades e ameaças.   Missão  A declaração de missão da empresa deve refletir a razão de ser da empresa. qual o seu propósito e o que a empresa faz. Analisar o ambiente interno Você saberia dizer quais são as qualidades e o que pode ou deve ser melhorado na sua empresa? Esses são os pontos fortes/forças e fracos/ fraquezas do seu negócio. um quadro do que a empresa deseja ser. seus dirigentes devem conhecer as partes do  ambiente que precisam monitorar para atingir suas metas. Deve refletir as aspirações da empresa e suas crenças.    3. concorrentes. Etapas do planejamento 1. juntamente com as oportunidades e ameaças do setor. políticas. fraquezas e ameaças) ou SWOT (strengths. deve dividir o planejamento em sete fases sequenciais. opportunities e threats). pode-se obter a matriz FOFA (força ou fortalezas. Fórmula base para definição da Missão: Fazer o quê + Para quem (qual o público?) + De que forma. sociais e culturais) e os atores microambientais (consumidores. oportunidades. 2.    Ameaças Ameaça ambiental é um desafio decorrente de uma tendência desfavorável que levaria a deterioração das vendas ou lucro. tecnológicas. canais de distribuição. weaknesses. fornecedores) que afetam sua habilidade de obter lucro.Definir: visão e missão do negócio  Visão  É a direção em que a empresa pretende seguir. Analisar o ambiente externo  Uma vez declarada a visão e missão da empresa. legais. Inclua os pontos fortes e fracos de sua empresa. É preciso analisar as forças macroambientais (demográficas. como veremos abaixo.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Para isso. em cada uma das quatro caixas: Didatismo e Conhecimento 21 . Fórmula base para definição da visão: Verbo em perspectiva futura + objetivos desafiadores + até quando. 4. ou ainda.   Oportunidades Um importante propósito da análise ambiental é identificar novas oportunidades de marketing e mercado.

ORGANIZAR É a função administrativa que visa dispor adequadamente os diferentes elementos (materiais. tomar decisões e elaborar planos. Formular e Implementar a estratégia  Até aqui. a empresa precisa rastrear os resultados e monitorar os novos desenvolvimentos nos ambientes interno e externo. eficácia e efetividade. Alguns ambientes mantêm-se estáveis de um ano para outro. recursos e prazos definidos. Didatismo e Conhecimento 22 . deve-se adotar programas de apoio detalhados com responsáveis. Gerar Feedback e Controlar À medida que implementa sua estratégia. Agora. são definidas as metas.   Com esta primeira função montaremos o plano teórico. Para cada meta existe normalmente um plano operacional.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo   A análise FOFA fornece uma orientação estratégica útil. é necessário definir-se um plano para se atingir as metas estabelecidas. As Metas existem para monitorar o progresso da empresa. A partir dos objetivos e de todos os dados levantados acima. você definiu a missão e visão do seu negócio e definiu metas e objetivos visando atender sua missão em direção à visão declarada.   7. O ideal é estar sempre atento à realização das metas e estratégias. a empresa precisa de uma formulação de estratégias para serem implantadas. Toda meta. ou seja. etc.   6. processos. humanos. deve conter a unidade de medida e onde se pretende chegar. que é o conjunto de ações necessárias para atingi-la. 5. áreas envolvidas. Após o desenvolvimento das principais estratégias da empresa. como objetivo de aumentar a sua eficiência. ao ser definida. precisão) II- Princípio da flexibilidade do planejamento (poderá e deverá ser alterado sempre que necessário e possível).   Princípios aplicados ao planejamento   I- Princípio da definição dos objetivos (devem ser traçados com clareza. Definir objetivos e Metas São elementos que identificam de forma clara e precisa o que a empresa deseja e pretende alcançar.) que compõem (ou vierem a compor) a organização. para que sua empresa possa melhorar a cada dia. completando assim o ciclo de planejamento: Estabelecer objetivos.

com que. COORDENAR É a função administrativa que visa ligar. Em situações de emergência. são complexas. ora busca satisfazer outras. podemos citar temas como motivação. Tudo depende da sua carência naquele momento. Para que a função de controle possa efetivamente se processar e aumentar a eficiência do trabalho.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo DIREÇÃO Podemos dividir essa função em duas subfunções: 3. É a forma mais “primitiva” de motivação. O problema das diferenças individuais assume importância preponderante quando falamos de motivação. uma pessoa pode ser fortemente auto motivada a objetivos destrutivos. sem dúvida. Um mesmo indivíduo ora persegue objetivos que atendem a uma necessidade. Com o estudo sistemático do comportamento humano nas organizações. Aqui. estamos falando de “fazer o que os outros fazem para ser aceito. baseada na hierarquia e normalmente utilizando as punições como fator principal de motivação. Não existe motivação “certa”. • Automotivação: a pessoa automotivada age por iniciativa própria. A ideia de hierarquizar os motivos humanos foi. •Poder de propor sanções àqueles que cumpriram ou não ás determinações feitas. É fundamental para quem comanda desfrutar de certo poder: •Poder de decisão. uma norma. mas sim regras esclarecidas após o jogo iniciado. Decidir a respeito de “que” (como. uma unidade de medida. Dois tipos de Coordenação: •Vertical/Hierárquico: É aquela que se faz com as pessoas sempre dentro de uma rigorosa observância das linhas de comando (ou escalões hierárquicos estabelecidos). cultura e clima organizacional. liderança. relações definidas de chefia. • Pressão Social: a pessoa cumpre as atividades porque outras pessoas também o fazem. são impostas determinações para que essa pessoa cumpra. como uma ambição excessiva. A automotivação é a convicção que a pessoa tem de que deseja os frutos das suas ações. Duas pessoas não perseguem necessariamente o mesmo objetivo no mesmo momento. símbolos. harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos através da qual se estabelece um conjunto de medidas. c) Comparação do desempenho com o padrão estabelecido. CONTROLAR Esta função se aplica tanto a coisas quanto a pessoas. normas. Essa coordenação possibilita a comunicação entre as pessoas de vários departamentos e de diferentes níveis hierárquicos. Por outro lado. Didatismo e Conhecimento 23 . claramente explicado. unir. provavelmente a simples obediência seja a ação mais indicada. Entre as principais variáveis estudadas neste campo da administração. que tem por objetivo harmonizar recursos e processos. porém. relatórios. Ela não age por si. liderança. uma linha de atuação. tais como organograma. Trata-se de “fazer o ordenado para não ser punido”. tendo em vista determinados objetivos a serem conseguidos. pouco previsíveis. “cumprir ordens”. onde. trabalho em equipe. Indivíduos motivados tendem a ter um melhor desempenho. d) Ação para corrigir o desvio entre o desempenho atual e o desempenho esperado. Determinar as pessoas. com quem) fazer. podemos identificar elementos que influenciam tal comportamento.” É a função administrativa através da qual se verifica se o que foi estabelecido ou determinado foi cumprido (sem entrar especificamente nos méritos e se deu ou não bons resultados). Existe uma influência tanto individual como pelo contexto em que essa pessoa se encontre. a solução inovadora para que se pudesse compreender melhor o comportamento humano na sua variedade. “O que perturba o bom entendimento não são regras do jogo muito exigentes. É este o objeto de estudo do comportamento organizacional: a dinâmica da organização e suas influências sobre o comportamento humano. Risco Básico: Desmoralização ou destruição das linhas de comando ou hierarquia. desempenho COMANDAR É a função administrativa que consiste basicamente em: Comportamento organizacional As organizações possuem aspectos formais. •Horizontal: É aquela que se estabelece entre as outras pessoas sem observância dos níveis hierárquicos dessas mesmas pessoas. O processo de controle é realizado em quatro fases a saber: a) Estabelecimento de padrões ou critérios. logotipo. •um meio de medir a atividade desenvolvida. e seus comportamentos são influenciados por uma infinidade de variáveis. por exemplo. Motivação Trata-se de processos psíquicos que a pessoa tem que a impulsiona à ação. As pessoas. um critério. Um sistema de controle deve ter: •um objetivo. quando. mas sim. O sucesso de uma ação coletiva pode depender da conformidade das ações individuais à orientação do grupo. •um procedimento para comparar tal atividade com o critério fixado. é fundamental que o estabelecido ou determinado esteja perfeito. fazer parte do grupo”. ou seja. •algum mecanismo que corrija a atividade como critério fixado. b) Observação do desempenho. Podemos identificar os seguintes tipos de motivação: • Motivação Externa: a pessoa realiza determinadas tarefas por ser “obrigada”. •Poder de delegar – a possibilidade de conferir á outro parte do próprio poder. •Poder de determinação de tarefas a outras pessoas. as tarefas que tem que executar. para acompanhar um grupo e cumprir as expectativas de outras pessoas. É “fazer o que creio ser adequado aos meus objetivos”.3 Comportamento Organizacional: motivação. O indivíduo precisa suprir suas necessidades para motivar-se e alcançar seus objetivos. um padrão. em função de objetivos que escolheu. o que faz com que a organização invista em estímulos para promover essa motivação. uma regra “decisorial”.

salário. necessidades de segurança. sólida e coerente. com orientação clara. Estes fatores podem causar a satisfação e a motivação. Satisfeita a necessidade. frustrada (quando a satisfação é impedida ou bloqueada) ou compensada (a satisfação é transferida para objeto). o reconhecimento e a realização. no sentido de satisfazer suas necessidades e manter um equilíbrio emocional. de certas necessidades. Muitas vezes a tensão provocada pelo surgimento da necessidade encontra uma barreira ou obstáculo para a sua liberação. relações de poder. . Exemplos: crescimento. Esse estado de tensão leva o indivíduo a um comportamento ou ação. Com a aprendizagem e a repetição (reforço positivo).As pessoas sentem-se bem consigo mesmas. repercussões cardíacas ou digestivas etc. Os fatores de Higiene são fatores extrínsecos ou exteriores ao trabalho. ou seja. necessidades sociais. apatia. 24 . Um bom ajustamento denota “saúde mental”. política e administração da empresa.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo O ideal seria o alinhamento de todos estes tipos de motivação. internos ao trabalho. ü Teoria da determinação de metas: Considera que a determinação de metas motiva os trabalhadores. não necessariamente causarão a motivação. Isto se dá quando a satisfação de outra necessidade reduz ou aplaca a intensidade de uma necessidade que não pode ser satisfeita. A equipe deve participar na definição das metas (construção conjunta).As pessoas são capazes de enfrentar por si as demandas da vida. particularmente daquelas que estão em posições de autoridade. são forças dinâmicas e persistentes que provocam comportamentos. a necessidade não é satisfeita nem frustrada. Os fatores motivadores são os fatores intrínsecos. Varia dentro de um continuum e pode ser definido em vários graus. Para Herzberg. indiferença etc. a tensão represada no organismo procura um meio indireto de saída.) seja por via fisiológica (tensão nervosa. criando três categorias: Existência (necessidades fisiológicas e de segurança). vida pessoal. pessoas auto motivadas atuando em grupos coesos. Relacionamento (dividiu a estima em duas partes: o componente externo da estima (social) e o componente interno da estima (auto-estima) incluindo nessa categoria as necessidades sociais e o componente externo da estima) e Crescimento (incluindo aqui auto-estima e a necessidade de auto-realização). pelo contrario. se atendidos. Outras vezes. O ajustamento – assim como a inteligência ou as aptidões – varia de uma pessoa para outra e dentro do mesmo indivíduo de um momento para outro. progresso.). As necessidades ou motivos não são estáticos. supervisão. mas é transferida ou compensada. responsabilidade. de satisfação de necessidade. A satisfação de alguma necessidade é temporal e passageira. Uma das maneiras de se definir saúde mental é descrever as características de pessoas mentalmente sadias. mas. desafiadoras mas alcançáveis. Didatismo e Conhecimento ü Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow: Organiza as necessidades humanas em cinco categorias hierárquicas: necessidades fisiológicas. à medida que elas vão surgindo. Isto pode ser definido com um estado de ajustamento. ü Teoria ERC de Alderfer: Tentou aperfeiçoar a hierarquia das necessidades de Maslow. O ciclo motivacional pode alcançar vários níveis de resolução da tensão: uma necessidade pode ser satisfeita. ü Teoria dos dois fatores de Herzberg: Herzberg descobriu que há dois grandes blocos de necessidade humanas: os fatores de higiene (extrínsecos) e os fatores motivacionais (intrínsecos).As pessoas sentem-se bem em relação às outras pessoas. Os seres humanos estão continuamente engajados no ajustamento a uma variedade de situações. portanto. eles podem causar a insatisfação e desmotivação se não atendidos. desconforto e desequilíbrio. tensão emocional. Exemplos: segurança. que devem ser claras. É a frustração dessas necessidades que causa muitos dos problemas de ajustamento. Não encontrando a saída normal. mas do que em tipos. necessidades de auto-estima e necessidades de auto-realização. insatisfação. . causando um estado de tensão. O conceito de motivação – ao nível individual – conduz ao de clima organizacional – ao nível da organização. insônia. Como a satisfação dessas necessidades superiores depende muito de outras pessoas. Tal ajustamento não se refere somente à satisfação das necessidades de pertencer a um grupo social de estima e de auto-realização. O Ciclo Motivacional Existem algumas teorias mais clássicas sobre motivação que veremos abaixo: O ciclo motivacional percorre as seguintes etapas: uma necessidade rompe o estado de equilíbrio do organismo. As características básicas de saúde mental são: . torna-se importante para a administração compreender a natureza do ajustamento e do desajustamento das pessoas. os comportamentos tornam-se gradativamente mais eficazes na satisfação. seja por via psicológica (agressividade. condições de trabalho. o próprio trabalho. status. descontentamento. o organismo volta ao estado de equilíbrio anterior e à sua forma de ajustamento ao ambiente. a motivação humana é cíclica e orientada pelas diferentes necessidades. E quando uma necessidade é satisfeita ela não é mais motivadora de comportamento já que não causa tensão ou desconforto. O comportamento é quase um processo de resolução de problemas. a descarga da tensão provocada por ela’. capaz de descarregar a tensão ou livrá-lo do desconforto e do desequilíbrio. Se o comportamento ‘for eficaz o indivíduo encontrará a satisfação da necessidade e.

aponta para as dificuldades e promove incentivos em relação aos pontos fortes. A Avaliação do Desempenho é um procedimento que avalia e estimula o potencial dos funcionários na empresa. Os estilos de liderança determinam o tipo de relação dos líderes com os grupos. deve ser dirigida à aumentar a satisfação na conquista de determinada meta e na diminuição dos riscos. métodos. valência zero é indiferente e valência negativa é algo que o indivíduo prefere não buscar.decorrente de sua função de autoridade (direito de mandar e de se fazer obedecer).). que não é possível fugir das contradições inerentes à vida. pelo menos. O objetivo final da Avaliação de Desempenho é contribuir para o desenvolvimento das pessoas na organização. é o grau de energia que o indivíduo irá ter que gastar em sua ação para alcançar o objetivo. onde uma boa liderança pode gerar satisfação num grupo de pessoas envolvidas pelo líder. por sua vez. pois sua capacidade de coordenar. A Liderança é necessária em todos os tipos de organização humana. abrangendo todas as maneiras pelas quais se introduzem mudanças no comportamento de pessoas ou de grupos de pessoas. conduzir o grupo a atingir seus objetivos ficam evidentes e o tornam uma espécie de guia representativo do grupo. ü Teorias X e Y: McGregor afirmava que havia duas abordagens principais de motivação e liderança: as teorias X e Y. decidir. A Avaliação de Desempenho é uma importante ferramenta de Gestão de Pessoas que corresponde a uma análise sistemática do desempenho do profissional em função das atividades que realiza. arbitrar. influem no poder de liderança de um administrador: · posição hierárquica (status) . em função da relação entre o esforço que vai ser despendido no evento e o resultado que se busca alcançar. dependendo. O comportamento de Liderança envolve funções como planejar. a Liderança é uma questão de tomada de decisões do grupo. controlar. sobretudo nas empresas. tanto no âmbito profissional como no pessoal. assim como uma má liderança pode gerar separação do grupo não atingindo o mesmo objetivo da organização. Expectativa é o grau de probabilidade que o indivíduo atribui a determinado evento. Um líder inato pode ser facilmente reconhecido perante o grupo. dos resultados alcançados e do seu potencial de desenvolvimento.resultante de seus conhecimentos gerais e especializados (cultura geral e técnica). pois o indivíduo que passa a contribuir mais com orientações e assistência ao grupo (auxiliando para tomada de decisões eficazes) tem maiores possibilidades de ser considerado seu líder. força (instrumentalidade) e expectativa. Três fatores. da forma de administração. punir etc. que modifica o comportamento. gostam de assumir desafios e responsabilidades e irão contribuir criativamente para o processo se tiverem suficientes oportunidades de participação. o líder participa e estimula na equipe os comportamentos desejados. Os objetivos fundamentais da avaliação de desempenho: ü Permitir condições de medição do potencial humano no sentido de determinar plena aplicação. 25 . orientados e controlados para realizarem a contento os trabalhos. principalmente nas empresas. · personalidade dinâmica . das metas estabelecidas. estimular. enfim alguns líderes possuem traços tão marcantes que pode até influenciar a missões importantes como religião ou uma missão militar. A liderança autocrática é aquela em que as decisões são tomadas unicamente pelo líder. precisam ser guiados. pois se a liderança é uma influência interpessoal. Na liderança democrática. Valência positiva atrai o comportamento em sua direção. sem a participação da equipe. é bastante visível nos dias de hoje. A mente de Liderança é ampla. dar informações.A teoria X apresentava uma visão negativa da natureza humana: pressupunha que os indivíduos são naturalmente preguiçosos. Ocorre a comparação entre os resultados alcançados e os esperados e identificam-se as causas para eventuais dissonâncias. A liderança situacional depende da relação entre líder. passando para elas parte das suas ações. ou instrumentalidade. vantagens e desvantagens. deve ajudar o grupo a satisfazer suas necessidades. caráter. ou não. A liderança está baseada no prestígio pessoal do administrador e na aceitação pelos dirigidos ou subordinados. a maneira de agir em determinada situação. A liderança liberal é aquela que praticamente não conta com a participação do líder. levando-os a fazerem aquilo que ele deseja. etc.produto de suas características e qualidades pessoais (aspecto físico. como lidar com pessoas temperamentais.. mas a equipe possui relativa autonomia para. a influência envolve conceitos como poder e autoridade. é a orientação afetiva em direção a resultados particulares. não gostam de trabalhar. A motivação seria influenciada fortemente pela percepção de igualdade e justiça existente no ambiente profissional . Liderança Liderança é uma habilidade que o indivíduo tem para influenciar os outros. A teoria Y é o oposto: diz que os indivíduos são auto-motivados. liderados e situação. esta. obviamente. dependendo da diversidade da situação e das diversas forças que afetam a conduta dos liderados. Seu caráter é fundamentalmente orientador. O líder apresenta traços marcantes pôr meio dos quais pode influenciar o comportamento das pessoas. Assim. ou valor. não estando sujeita a um único estilo. temperamento. Os Líderes autênticos são pessoas que já absorveram a verdade fundamental da existência: Didatismo e Conhecimento Avaliação de Desempenho: objetivos. A Liderança é uma influência interpessoal. Força. ·competência funcional . ü Teoria da expectativa (ou expectância) de Victor Vroom: Construída em função da relação entre três variáveis: Valência.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ü Teoria da equidade: Também conhecida como teoria da comparação social. avaliar. referentes a um determinado objetivo. Liderança é uma questão de redução de incertezas do grupo. a determinados objetivos. ser Líder não é ser o “chefe” ou o “gerente”. com apoio do líder. uma vez que redireciona os desvios. é muito diferente disto. Pode-se traduzi-la como a preferência em direção. direcionar. Valência. Hoje em dia o espírito de Liderança é muito valorizado. A importância da Liderança. recompensar. Avaliação de desempenho é um momento formal no qual o funcionário recebe uma nota ou um conceito que classificará seu desempenho em determinado período. ü Permitir o tratamento dos Recursos Humanos como um recurso básico da organização e cuja produtividade pode ser desenvolvida indefinidamente.

apresenta mais objetividade que os relatórios. de outro. etc. Benefícios para o subordinado: • aprendem quais são os aspectos de comportamento e de desempenho que a empresa mais valoriza em seus funcionários. Cada sistemática atende a determinados objetivos específicos e a determinadas características das várias categorias de pessoal. Vantagens: método simples. médio e longo prazo. oferecendo oportunidades aos empregados (não só de promoções. podem deixar dúvida quanto ao significado dos termos empregados e dificultam a tabulação dos dados obtidos. de um lado. os objetivos organizacionais e. planos de carreira e outros processos de gestão de pessoas. no qual as linhas representam os fatores que estão sendo avaliados e as colunas o grau de avaliação. Vantagens: é um método bastante abrangente. dependendo dos objetivos da avaliação. ou ainda de uma comissão de avaliação. Os graus de variação indicam quão satisfatório é o desempenho do empregado em relação a cada um dos fatores. estágios. Benefícios para o chefe: • melhor avaliar o desempenho e o comportamento dos subordinados.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO A avaliação de desempenho humano pode ser efetuada por intermédio de técnicas que podem variar intensamente. c) Pesquisa de campo: é desenvolvida com base em entrevistas feitas por especialistas em gestão de pessoas aos supervisores. sem oferecer maiores esclarecimentos acerca das necessidades de treinamento e potencial de desenvolvimento.).) e as que ele próprio deverá tomar (auto correção. atuando no sentido horizontal e vertical da organização. ü Promover o autoconhecimento e o autodesenvolvimento dos ü empregados. • pode dinamizar sua política de recursos humanos. em algumas empresas. favorece a livre expressão e deixam documentada a opinião emitida. a avaliação do desempenho pode ser um encargo do supervisor direto do próprio empregado. E relativamente comum encontrar organizações que desenvolvem sistemáticas específicas conforme o nível e as áreas de distribuição de seu pessoal. Vantagens: rapidez. a aplicação do pessoal é definida conforme o nível e as posições dos cargos. Didatismo e Conhecimento 26 . Definir o grau de contribuição de cada funcionário para a organização. Os fatores correspondem às características que se deseja avaliar em cada funcionário e devem ser definidos de maneira clara. • conhece as providências tomadas por seu chefe quanto à melhoria de seu desempenho (programa de treinamento. pois conduz a avaliação a um entrosamento com treinamento. bem como propor ações corretivas. •comunicar-se com seus subordinados. traçados com base uma política de RH. estimulando a produtividade e melhorando o relacionamento humano no trabalho. com suas vantagens e desvantagens: a) Relatório: considerado o procedimento mais simples de avaliação de desempenho. não de uma organização para outra. • propor medidas e providências no sentido de melhorar o padrão de comportamento de seus subordinados. Desvantagens: Apenas classifica os funcionários em bons. 2. maior capricho. Têm lugar quando os chefes são solicitados a dar seu parecer sobre a eficiência de cada empregado sob sua responsabilidade. 1. atribuição de novas responsabilidades. Benefícios para a organização: • mais condições para avaliar seu potencial humano a curto. A partir delas avalia-se o desempenho dos subordinados e procura-se identificar as causas do desempenho deficiente. BENEFÍCIOS Quando um programa de avaliação é bem planejado. de maneira geral. Geralmente a sistemática avaliação de desempenho humano atende a determinados objetivos. Desvantagens: são incompletos. dispensa e identificação de talentos. ü Dar suporte para a tomada de decisão acerca de promoção. • identificação dos empregados que necessitam de reciclagem e/ ou aperfeiçoamento em determinadas áreas de atividade e selecionar os empregados com condições de promoção ou transferências. • fica conhecendo quais as expectativas de seu chefe a respeito de seu desempenho e seus pontos fortes e fracos. APLICAÇÃO A Avaliação de Desempenho é uma sistemática apreciação do comportamento das pessoas nos cargos que ocupam. Assim. remanejamento. os objetivos individuais. 3. favorecem o subjetivismo. geralmente as organizações utilizam mais de uma avaliação de desempenho. médios ou fracos. como as políticas de RH variam conforme a organização. não é de se estranhar que cada organização desenvolva a sua própria sistemática para medir a conduta de seus empregados. • condições para fazer avaliação e crítica para o seu próprio desenvolvimento e controle. ü Fornecer oportunidades de crescimento e condições de efetiva participação a todos os membros da organização. coordenado e desenvolvido. tendo em vista. fácil tabulação. mas principalmente de crescimento e desenvolvimento pessoal). Apesar de ser uma responsabilidade de linha é uma função de Staff. A avaliação com o empregado avaliado constitui o ponto principal do sistema: a comunicação que serve de retroação e que reduz as distâncias entre o superior e o subordinado. Como. mais atenção no trabalho. A quem diga que a avaliação de desempenho no fundo não passa de uma boa sistemática de comunicações. mas dentro da mesma organização quer se trate de níveis diferentes de pessoal ou áreas de atividades diversas. sintética e objetiva. b) Escalas gráficas: É um formulário de dupla entrada. As avaliações de desempenho para serem eficazes devem basear-se inteiramente nos resultados das atividades do homem no trabalho e nunca apenas em suas características de personalidade. médio e longo prazo e definir a contribuição de cada empregado. fazendo-os compreender a mecânica da avaliação do desempenho como um sistema objetivo. traz benefícios a curto. cursos por conta própria. ü Identificar funcionários que necessitam de treinamento. Abaixo uma síntese das principais técnicas e métodos de avaliação de desempenho tradicionais. ü Estimular a produtividade. não exige treinamento intenso dos avaliadores. etc. segundo a avaliação do chefe. remuneração. contando com uma avaliação que elimina a subjetividade.

Patrimonio 4. medidos numa medida comum . Vantagem: aplicação simples. Direitos: contas a receber.a moeda. a avaliação dos pares. imobilizado e da maneira como foram adquiridos. O funcionário costuma ser avaliado também por pessoas externas à organização. Desvantagem: 1. no momento em que a dívida vencer será exigida (reclamada) a liquidação da mesma.São todos os bens e direitos de propriedade da empresa mensuráveis monetariamente. As frases são selecionadas por meio de um procedimento estatístico que visa verificar a adequação do funcionário à empresa.1 Conceito 4. Esse método. Sob o aspecto quantitativo é analisado pelo valor dos bens. aplicado experimentalmente. Deixa o avaliador sem noção alguma do resultado da avaliação que faz a respeito de seus subordinados. Assim.000 e um Passivo de $ 15. este representa um bem que a empresa possui. No formulário com blocos de significados positivo e negativo. O Patrimônio Líquido de uma empresa pode ser proveniente de Investimentos efetuados pelos proprietários e dos Lucros Acumulados. Sua elaboração e montagem são complexas. 2. Se a empresa paga uma certa quantia pela patente de uma invenção. patentes. isto é. Desvantagens: muito baseado em comparação. 4. Vantagem: 1. Pode assumir a forma de relatórios. estoque. Discrimina apenas empregados bons. sem informações maiores. Quando utilizado para fins de desenvolvimento de RH necessita de uma complementação de informações de necessidade de treinamento. a posse do veículo representa um ativo. • Patrimônio Líquido . Logo. escolhendo a frase mais descritiva do desempenho do avaliado. 3. ferramentas. o Patrimônio Líquido será de $ 5. Desvantagem: custo elevado para manutenção dos especialistas que realizam as entrevistas e lentidão do procedimento.000. ocorre também uma auto-avaliação. Em cada bloco. terrenos. vinculado a uma pessoa física ou jurídica. Pode ser analisado sob dois aspectos: qualitativo e quantitativo. É um método fundamentalmente comparativo e discriminativo e apresenta resultados globais. Se a empresa tem um Ativo de $ 20. Assim a empresa adquiriu um veículo a prazo. distorcer o resultado da avaliação. no formulário com blocos de significado apenas positivo.Definimos como sendo a diferença entre o valor do Ativo e do Passivo de uma empresa. empréstimos.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo g) Incidentes críticos: consiste no destaque de características ou comportamentos extremos (incidentes críticos). h) Avaliação 360º Nos métodos de avaliação tradicionais o funcionário é avaliado apenas pelo seu chefe imediato. Ele consiste em avaliar o desempenho dos indivíduos por intermédio das frases descritivas de determinadas alternativas de tipos de desempenho individual. etc. fornecedores e parceiros. impostos a pagar. Só apresenta validade quando aplicado a grupos com notório grau de maturidade profissional. fornecedores. dinheiro (moeda). os pontos fortes e fracos de cada funcionários são levantados a partir de seus incidentes críticos. como os clientes. O avaliador escolhe a frase que mais se aplica e a que menos se aplica ao desempenho do avaliado. Componentes básicos São três os componentes básicos do balanço patrimonial: o ativo. Didatismo e Conhecimento 4. a) Dentro de cada bloco há duas frases de significado positivo e duas de significado negativo. • Ativo . se circulante. pois elimina o efeito da estereotipação (hallo effect). direitos e obrigações. isto é. b) Em cada bloco há quatro frases de significado apenas positivo. Assim. a presença de frases com um único sentido dificulta a avaliação dirigida. médios e fracos. 27 . f) Auto-avaliação: é o método pelo qual o empregado avalia seu próprio desempenho. São escolhidas as frases que mais se aplicam ao desempenho do avaliado. quatro ou mais frases. que representa um passivo com terceiros. ou conjunto composto de duas. esclarece pouco a respeito dos comportamentos que caracterizam as diferenças individuais no trabalho. Se a empresa compra um veículo. O passivo é uma obrigação exigível. escalas gráficas e até frases descritivas. • Passivo . ações. sejam eles bons ou ruins. subordinados e superiores. preocupa-se apenas com os excepcionais. Sua aplicação e simples e não exige preparo intenso ou sofisticado dos avaliadores. no entanto a empresa tem uma dívida para com a empresa que vendeu o veículo. Propicia resultados mais confiáveis e isentos de influencias subjetivas e pessoais. é mais adequado chama-lo Passivo Exigível. além da autoavaliação. que são desempenhos altamente positivos ou negativos. possibilitou resultados amplamente satisfatórios. exigindo um planejamento muito cuidadoso e demorado. veículos. Sob o aspecto qualitativo o patrimônio é analisado da maneira pela qual os bens estão distribuídos na empresa.3 Variações e configurações Patrimônio é um conjunto de bens.Representa toda a obrigação (dívida) que a empresa tem com terceiros. o avaliador deve escolher obrigatoriamente apenas uma ou duas que mais se aplicam ao desempenho do avaliado. em um determinado momento. d) Método da Escolha Forçada: Desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial para a escolha de oficiais a serem promovidos. etc. O método não leva em conta o desempenho normal. 2. o passivo e o patrimônio líquido. No entanto. financiamento. Já a avaliação 360 graus inclui. depósitos em contas bancárias. podendo assim. potencial de desenvolvimento etc. Exemplo de passivo: contas a pagar. levando o avaliador a refletir e ponderar sobre cada bloco. ela passa a ter um direito sobre essa patente. e) Comparação binária: método em que cada indivíduo do grupo é comparado com cada um dos outros elementos do grupo em relação a diversos fatores de desempenho. sendo posteriormente adaptado e implantado em várias empresas.000.2 Componentes 4. o avaliador localiza as frases que possivelmente contam pontos. Exemplos de ativos: Bens: máquinas. Quando muito. ela tem uma obrigação.

trazendo-lhe variações qualitativas e/ou quantitativas. Em toda organização formal existe uma hierarquia que divide a organização em camadas ou níveis de autoridade. a organização precisa também de uma estrutura hierárquica para dirigir as operações dos níveis que lhe estão subordinados. Quanto maior a organização. remessa de títulos para cobrança bancária. Também denominada de insubsistência ativa Fatos Contábeis São as ocorrências havidas no patrimônio. pode surgir duas variáveis: os Atos e Fatos Administrativos.Provocam diminuição e pode ser: • Insubsistência do ativo – diminui o ativo (variação patrimonial passiva) Ex: Ocorrência de incêndio. entre outros. ü Nem todo fato contábil é um fato administrativo. • Fato contábil modificativo . Quase sempre (e não obrigatoriamente) provêm de uma ação da gestão. • Superveniência passiva – Diminui o patrimônio líquido (despesa).Aumento do passivo (variação patrimônio passiva). herança ou legado doação. tais variações patrimoniais são resultantes de fatos contingentes. ü Todo fato administrativo é um fato contábil. provenientes de decisão judicial ou de outros casos fortuitos.Aumento do ativo (variação patrimonial ativa). • Superveniência passiva . são as alterações sofridas pelo patrimônio. Por não provocarem alterações no Patrimônio não precisam ser contabilizados. Hierarquia e Autoridade Classificação dos Fatos Contábeis • Fato contábil permutativo (ou compensativo) . furto. Diferentemente dos atos. Organograma: é um gráfico que representa a estrutura formal de uma organização. determinando uma variação quantitativa do patrimônio (variação patrimonial quantitativa). maior tende a ser o número de níveis hierárquicos da estrutura. portanto objeto de contabilização. sendo. controlar e interpretar os fenômenos ocorridos nesse patrimônio.São os que provocam alterações no valor do Patrimônio Líquido (PL) ou Situação Líquida (SL). • Insubsistência do passivo – diminui o passivo (variação patrimonial ativa). determinando variação qualitativa e quantitativa do patrimônio. Pode ser: diminutivo aumentativo. • Insubsistência do passivo  – Aumenta o patrimônio líquido (receita). determinam uma variação específica do patrimônio (variação patrimonial qualitativa). Também denominada de insubsistência passiva.São os que não provocam alterações no valor do Patrimônio Líquido (PL) ou na Situação Líquida (SL). como: remessa ou recebimento de bens a terceiros para industrialização e conserto ou como empréstimo. Ex: Reconhecimento de dívidas anteriormente não registradas no passivo. da gestão do patrimônio da entidade. podendo ser: • Superveniência ativa – Aumenta o patrimônio líquido (receita). trazendo-lhes variações quantitativas. Ex: Recebimento de valores provenientes de prêmios. e que independem dos atos da gestão. Os Atos Administrativos são aqueles que ocorrem na empresa e que não provocam alterações no Patrimônio. • Fato contábil misto (ou composto) .conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Variações patrimoniais A atividade econômica desenvolvida em qualquer entidade leva a seu patrimônio variações que devem ser registradas pela Contabilidade. exceto alguns atos que poderão traduzir no futuro modificações do Patrimônio. com as quais as mesmas buscam atingir os objetivos visados. • Insubsistência do ativo – Diminui o patrimônio líquido (despesa). Superveniência . sejam estas operações identificadas como fatos contábeis ou meramente atos administrativos. loterias. A organização consiste em um conjunto de posições funcionais e hierárquicas orientado para o objetivo econômico de produzir bens ou serviços. Ocorre que. decorrentes ou não da administração.São os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos. ou variação patrimonial mista. temos os Fatos Administrativos são aqueles que provocam modificações no Patrimônio. Didatismo e Conhecimento Além de uma estrutura de funções especializada. mas podem modificar a composição dos demais elementos patrimoniais. aumenta o volume de autoridade do administrador. imprevistos ou fortuitos.Provocam aumento e pode ser: • Superveniência ativa . Insubsistência . 28 . com o objetivo de fornecer informações sobre a composição patrimonial e as variações nele ocorridas em determinado período. Superveniências e insubsistências São as ocorrências havidas no patrimônio. perda de rebanho por morte. para que esta possa estudar. Ex: Redução no valor das obrigações por motivo de prescrição ou baixa da dívida correspondente Variações Patrimoniais Efeitos no Patrimônio Líquido Conforme vimos. Na medida em que se sobe na escala hierárquica. Observação: Gestão é o conjunto de operações que ocorrem durante a vida das empresas. 5.

apresentando-se. Para os autores neoclássicos. enquanto a responsabilidade é a obrigação exigida do subordinado para que realize tais deveres. hábitos e tradições.quem tem autoridade tem poder mas quem tem poder não necessariamente teria autoridade. O princípio da eficiência é o da relação entre esforço e resultado. Os subordinados aceitam a autoridade dos superiores porque acreditam que eles têm o direito legítimo. sendo fundamentada nas regras e normas estabelecidas por um regulamento reconhecido e aceito por uma determinada comunidade. A legitimação deste tipo de autoridade decorre dos mitos. já que própria de alguém. A principal característica é o patrimonialismo. Sua legitimidade decorre da lei. ou seja. seu desempenho pode ser medido pelos objetivos realizados e pela forma em que os recursos são utilizados. O grau de autoridade é proporcional ao grau de responsabilidade assumida pela pessoa. exércitos. Autoridade flui abaixo por meio da hierarquia verticalizada. Os administradores têm autoridade devido às posições que ocupam. não é uma autoridade estável ou constante. herdada ou delegável. Eficiência. quanto menor o esforço mais eficiente. sendo melhor representada pelas figuras de patriarcas. propriamente. Eficiência e eficácia são dois conceitos tradicionalmente usados para fazer essa avaliação. etc) tem como base este tipo de autoridade. anciãos. Uma organização é eficaz quando realiza seus objetivos e eficiente quando utiliza seus recursos corretamente. assumindo características impessoais. A autoridade se distingue por três características: 1. 3) A autoridade racional-legal Esta é a única autoridade considerada racional por Weber. que cria “figuras de autoridade” com direitos e obrigações.. Desempenho das organizações • administração de alto desempenho • eficiência no uso dos recursos • eficácia na realização dos objetivos • competitividade. a responsabilidade provém da relação superior-subordinado e do fato de alguém ter autoridade para exigir determinadas tarefas de outras pessoas. baseado no carisma. de dar ordens e esperar o seu cumprimento. grupo ou sociedade. não propriamente as qualificações do indivíduo. a Autoridade poderia se manifestar sobre três formas: Para Max Weber a Autoridade ou Dominação se manifesta quando há a influência de alguém sobre outrem de forma legítima. 1) A autoridade tradicional Baseia-se nos costumes e tradições culturais de um determinado grupo ou sociedade. É o que ocorre quando: • mais recursos são usados do que os necessário para realizar um objetivo. Outros administradores nas mesmas posições têm a mesma autoridade. desempenho superior ao dos concorrentes 2) A autoridade carismática Sua fonte decorre dos traços pessoais de um indivíduo. sem erros e sem atrasos. 2. guerreiros. mas. líderes. Didatismo e Conhecimento 29 . mas no sentido de serem projeções “utópicas”. da justiça. místico.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Os três tipos expostos são ideais. • produtos e serviços desnecessários são realizados. Autoridade Para Max Weber. • consomem-se recursos e nenhum objetivo é alcançado. é algo personalístico. com o mínimo de esforço e com o melhor aproveitamento possível de recursos. ou pelo senhor feudal na Idade Média ou mesmo pela família. Tão logo essas características não sejam mais reconhecidas como legítimas. O oposto da eficiência é o desperdício. Autoridade é aceita pelos subordinados. possibilitando uma melhor compreensão da Sociedade em que vivemos. A autoridade emana do superior para o subordinado. seria a capacidade de influência de alguém sobre outrem. heróis. exagerando alguns aspectos da realidade. partidos políticos. produtividade e competitividade As organizações são sistemas de recursos que perseguem objetivos. não no sentido de que deveriam ser estes os existentes na realidade. a autoridade é perdida. nações em revolução. 3. Nesse ponto cabe uma distinção sutil com o conceito de Poder. Eficiência e desperdício A eficiência de uma organização depende de como os recursos são utilizados: Eficiência significa: • realizar atividades ou tarefas da maneira certa. Autoridade é alocada em posições da organização e não em pessoas. Devido à essas características. que passam de geração para geração ou é delegado. A autoridade flui do topo até a base da organização e as posições do topo têm mais autoridade do que as posições da base. Portanto. costumes.  6. que. que acabam por se manifestar em grupos revolucionários. que não podem ser encontradas de forma pura na realidade. sem. de uma forma bem simplificada e reduzida. clãs em sociedades antigas. transmitido pela organização. Não é racional. arbitrário. dependente da crença na santidade dos hábitos. empresas. • realizar tarefas de maneira inteligente. formais e meritocráticas. frequentemente. Quem melhor representa este tipo de autoridade são profetas. combinados. eficácia. É a base do Estado moderno. ou seja. pois a lealdade decorre da devoção ou reconhecimento de que os traços pessoais são legítimos e. Toda organização formal (Estado. O propósito de Weber era fazer uma construção intelectual. legitimidade .

A aprendizagem é resultado do processo de tomar decisões para resolver problemas. cabe à pessoa que vai tomar a decisão elaborar todas as alternativas possíveis sobre o problema em questão. produção de peças.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Competitividade As empresas tem natureza competitiva. • maximizar ganhos. enquanto seu colega produziu 500. (. organização ou sistema é a produtividade. possibilitando à empresa crescer e desenvolver-se nesse contexto de competitividade tão agressiva. Mas há vários fatores a serem levados em conta quanto à competitividade. Alguns dos indicadores de desempenho final da organização são os seguintes: Nos dias de hoje. Satisfação dos clientes É o objetivo prioritário para as organizações. 7.” (Sobral) • “A tomada de decisão ocorre em reação a um problema. afinal de contas não adianta produzir muito se não for produção com qualidade. também é conhecido como tomada de decisão. mas também dos produtos que são aproveitados em relação ao total fornecido. poderemos ter a alternativa de adotar ou não essa opção. a existência da organização fica comprometida. Uma organização eficiente e eficaz tem alta propabilidade de ser competitiva. A eliminação de desperdício diminui os custos de produção sem que o valor final fique comprometido. Impacto na sociedade Tornou-se tema obrigatório quando surgiram o orgãos de defesa do consumidor e do meio ambiente. como uma escolha entre alternativas ou possibilidades com o objetivo de resolver um problema ou aproveitar uma oportunidade. Podemos citar como indicadores: • satisfação dos clientes • fidelização dos clientes e novos clientes • reclamações (volume / atendimento) • assistência aos clientes Quando a eficácia é considerada. o gestor julgue que haverá um ganho entre o estado em que se encontra a organização e o estado em que irá se encontrar depois de implementada a decisão. existe uma discrepância entre o estado atual das coisas e o estado desejável que exige uma consideração sobre cursos de ação alternativos. PROCESSO DECISÓRIO Eficácia É o conceito de desempenho que envolve a comparação entre objetivos e resultados. mede-se o desempenho não apenas da quantidade total produzida.. Agora imagine que das suas 1000 peças. a todo momento necessitamos tomar decisões sempre que estamos diante de um problema que apresenta mais de uma alternativa de solução. Seu aproveitamento foi de 50% e seu colega 100%.. 50% estavam defeituosas e o seu colega 0% defeituosas. naquela circunstância. Ex: quantidade de pessoas atendidas por hora. Mesmo quando possuímos uma única opção para solucioná-lo. e • alcançar uma situação em que. visando escolher o melhor caminho para otimizar a opção pela qual se decidiu. Por que sem clientes satisfeitos. a definição de qualidade se amplia. Alguns indicadores são: • nível de treinamento • patentes e direitos autorais • capacidade de trabalhar em equipe • delegação de autoridade e poderes aos empregados • competitividade Didatismo e Conhecimento 30 . obter lucro e sobreviver com isso. Elas concorrem entre si disputando a preferência dos mesmos clientes. Para que se tome a melhor decisão em determinadas situações de problema. de forma simplista. comparativamente.”(Caravantes) • “Uma decisão pode ser descrita.) O conhecimento sobre a existência de um problema e sobre a necessidade de uma decisão depende da percepção da pessoa. A produtividade é definida como a relação entre os recursos utilizados e os resultados obtidos. isto é.” (Robbins) Aprendizagem organizacional O desempenho da organização pode ser avaliado pela capacidade de obtenção e utilização do conhecimento. com a competitividade cada vez mais acirrada entre as organizações. como por exemplo: Vantagens competitivas • qualidade do produto ou serviço • domínio de fontes de matéria-prima • domínio de tecnologia • posse de capital • imagem positiva junto aos clientes e à sociedade • sistema eficaz de distribuição • sistema eficiente de produção Eliminar desperdícios significa reduzir ao mínimo a atividade que não agrega valor ao produto. Os administradores devem ter como objetivo em suas tomadas de decisão: • minimizar perdas. Produtividade O critério mais simples para avaliar a eficiência de um processo. Ex: se você produziu 1000 peças por hora. A empresa mais competitiva é aquela que consegue transformar um grande número de pessoas em seus clientes. quantidade de alunos por professor. Produtividade e qualidade combinadas Quando se consideram produtividade e qualidade simultaneamente. O processo de escolher o caminho mais adequado para a empresa. parece que você é mais eficiente. Alguns indicadores são: • respeito às normas ambientais • apoio a empreendimentos comunitários • punições por acidentes ambientais O que significa decidir • “Tomar decisões é o processo de escolher uma dentre um conjunto de alternativas. O papel e o impacto social das organizações traduzem-se em tendências como a responsabilidade social e ambiental da empresa.

. Naturalmente. deve ser dominada por todas as partes envolvidas dentro de uma organização. Embora o MASP derive do ciclo PDCA. determinação e planejamento de um conjunto de ações que consistem uma solução. verificação do resultado da solução e realimentação do processo para a melhoria do aprendizado e da própria forma de aplicação em ciclos posteriores. O MASP é um caminho ordenado. Partindo também do pressuposto de que em toda solução há um custo associado. A construção do MASP como método destinado a solucionar problemas dentro das organizações passou pela idealização de um conceito. Para respondê-las é preciso fazer escolhas. um ponto ideal para a solução.” (Sobral) Administrar é. ou seja.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo • “(. alcançar seus objetivos. para incorporar um conjunto de ideias inter-relacionadas que envolve a tomada de decisões. é preciso decidir! Técnicas de análise e solução de problemas O MASP — Método de Análise e Solução de Problemas é um método gerencial que é utilizado para a criação. É uma metodologia para se manter e controlar a qualidade. é um método que tem como característica a racionalidade utilizando lógica e dados. aproveitar oportunidades e. é o conjunto dessas decisões que permite à organização resolver problemas. a solução que se pretende descobrir é aquela que maximize os resultados. o que pode ser definido como decisão ótima (BAZERMAN).) Embora tudo aquilo que um administrador faz envolva a tomada de decisões. mas os administradores tomam muitas pequenas decisões todos os dias.. Para atingir os resultados organizacionais de forma eficiente e eficaz. as decisões estratégicas têm mais visibilidade. Aliás. minimizando os custos envolvidos. dentre outros. quase sempre as decisões gerenciais são de rotina. Qual o negócio da organização? Qual estratégia vai ser utilizada? Qual tecnologia vai ser empregada? Que fonte de recursos financeiros vai ser utilizada? A máquina será comprada ou alugada? Estas e inúmeras outras perguntas precisam ser respondidas durante a gestão de uma organização. isso não significa que todas as decisões sejam complexas e demoradas. e deve ser de amplo conhecimento de todos. análise de suas causas. em que se pode obter o maior benefício para o menor esforço. O MASP é formado por oito etapas: Didatismo e Conhecimento 31 . manutenção ou melhoria de padrões. o ciclo PDCA. Esse método apresenta duas grandes vantagens: • permite a solução de problemas de modo eficaz. No entanto. com isso. tomar decisões. • permite que os indivíduos de uma organização se capacitem de maneira a solucionar os problemas que sejam de sua responsabilidade. pois: O MASP é um método eficaz. é preciso fazer escolhas. é importante que não se confunda os dois métodos. o que lhe confere um caráter sistêmico. Há portanto. composto de passos e sub-passos pré-definidos para a escolha de um problema. em última análise. a objetivação da análise dos fenômenos. ele procura resolver problemas de forma rápida e objetiva e com menor custo a empresa. ou seja. a formulação e comprovação de hipóteses.

Didatismo e Conhecimento Passos da Etapa 3 . que estão sendo causadas pelo problema em questão. (d) situação que oferece escolhas. Para Kume a análise se compõe de duas grandes partes que é a identificação de hipóteses e o teste dessas hipóteses para confirmação das causas. Quais podem ser os custos do aumento do número de ocorrências de reclamações dos clientes? Quais serão os custos para a imagem da organização. Na abordagem do autor Maximiano. Falconi afirma que nesta fase se deve responder. Lembramos que quando nos referirmos a perdas de natureza qualitativa temos grande dificuldade para medir seu custo para a organização ou até mesmo podemos dizer que isso seja impossível. A identificação do problema tem pelo menos duas finalidades: (a) selecionar um tópico dentre uma série de possibilidades. entre as quais é necessário escolher uma ou mais”. e (f) desvios do comportamento esperado. mas. provocados pela perda de credibilidade em decorrência de algum defeito existente em um determinado produto? Outro exemplo: Imaginemos uma produção de parafusos. Observação A observação do problema é a segunda etapa do MASP e consiste averiguar as condições em que o problema ocorre e suas características específicas do problema sob uma ampla gama de pontos de vista. Perceba que solucionar um problema não significa. Análise A etapa de análise é aquela em que serão determinadas as principais causas do problema. as formas de eliminá-las devem então serem encontradas Para Hosotani esta etapa consiste em definir estratégias para eliminar as verdadeiras causas do problema identificadas pela análise e então transformar essas estratégias em ação. assim como os potenciais ganhos que o MASP pode trazer. Se não identificamos claramente as causas provavelmente serão perdidos tempo e dinheiro em várias tentativas infrutíferas de solução. é possível que possa existir um conjunto de possíveis soluções. necessariamente. ma • • • póteses • • Passos da Etapa 1 . Considera-se normal a existência de 10 defeitos por milhão de parafusos fabricados.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo 1. (b) situação adversa. (e) obstáculos ao tentar atingir metas.Identificação do problema • Identificação dos problemas mais comuns • Levantamento do histórico dos problemas • Evidência das perdas existentes e ganhos possíveis • Escolha do problema • Formar a equipe e definir responsabilidades • Definir o problema e a meta Escolha das causas mais prováveis (hipóteses) Coleta de dados nos processos Análise das causas mais prováveis. Identificação do problema A identificação do problema é a primeira etapa do processo de melhoria em que o MASP é empregado. portanto. um problema é sempre um resultado indesejável (Falconi). Se feita de forma clara e criteriosa pode facilitar o desenvolvimento do trabalho e encurtar o tempo necessário à obtenção do resultado. O que é um problema? Não é fácil explicar precisamente o que é um problema. basicamente. mas geralmente a solução implica o retorno a um desempenho anterior aceitável. ser priorizadas. Nesse sentido. Essa etapa consiste em fazer uma análise das perdas que estão ocorrendo. Conforme a complexidade do processo em que o problema se apresenta. Por isso ela é a etapa mais importante do processo de solução de problemas. Na abordagem desse autor. Admite-se a ocorrência de um problema apenas quando for constatado um número de defeitos que ultrapasse a razão de mais de 10 parafusos defeituosos por milhão produzido. a duas coisas: o que se está perdendo e o que é possível ganhar. confirmação das hiTeste de consistência da causa fundamental Foi descoberta a causa fundamental? 2. Plano de Ação Uma vez que as verdadeiras causas do problema foram identificadas. A identificação das causas deve ser feita de maneira “científica” o que consiste da utilização de ferramentas da qualidade. e (b) aplicar critérios para que a escolha recaia sobre um problema que mereça ser resolvido. podemos dizer que é uma questão que nos propomos resolver. As ações que eliminam as causas devem. Kume compara esta etapa com uma investigação criminal observando que “os detetives comparecem ao local do crime e investigam cuidadosamente o local procurando evidências” o que se assemelha a um pesquisador ou equipe que buscam a solução para um problema. informações. “um problema é uma situação que exige uma decisão ou solução. • um conjunto de ações pré-pensadas para resolvê-lo. Então. O item “quanto” da fase anterior pode subsidiar a presente. concentrando o esforço para a obtenção do maior resultado possível. fatos e dados que dêem ao processo um caráter objetivo. 1. pois somente elas podem evitar que o problema se repita novamente. e para tanto oferece um conjunto de possibilidades. Exemplo: – Uma pessoa enfrenta problemas para alcançar certos objetivos e não sabe que ações deve tomar para conseguir solucioná-los.Análise • Levantamento das variáveis que influenciam no proble- 32 . os problemas podem ser caracterizados por: (a) diferença entre situação real e ideal. ou pelo menos as causas mais relevantes entre várias. de maneira geral. O ponto preponderante da etapa de Observação é coletar informações que podem ser úteis para direcionar um processo de análise que será feito na etapa posterior. (c) missões e objetivos. ao resolver um problema identificamos os seguintes componentes: • um objetivo a ser alcançado. e • a situação inicial do problema. 2. ter-se um método para solucioná-lo.

que pode ocorrer pela ação ou pela falta da ação humana. Primeiro. portanto. transferidos ou temporários) se envolverem com o trabalho. Hosotani também enfatiza este ponto ao afirmar que os resultados devem ser medidos em termos numéricos. possibilitando aumento da auto-estima. o que levaria à reincidência. O MASP é um método que permanece atual e em prática contínua. Passos da Etapa 8 . Assim. É nesta etapa que se verifica se as expectativas foram satisfeitas. o monitoramento e medição da efetividade da solução implantada são essenciais por um período de tempo para que haja confiança na solução adotada. Didatismo e Conhecimento ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 33 . afirma o autor. passando pela execução propriamente dita. • Auditar cumprimento do padrão 3. incluindo aí a da Gestão da Qualidade Total. o retorno às condições ideais anteriores à ocorrência do problema.Padronização • Elaboração ou alteração de documentos • Registro e comunicação • Definir mudanças que devem ser incorporadas ao Procedimento Padrão Operacional — PPO. o que inclui a educação e o treinamento. Verificação Essa etapa do MASP representa a fase de check do ciclo PDCA e consiste na coleta de dados sobre as causas. 4.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Passos da Etapa 4: Plano de ação • Definir estratégia de ação. aplicar a lições aprendidas em novas oportunidades de melhoria. Conclusão A etapa de Conclusão fecha o método de análise e solução de problemas.Conclusão • Identificação dos problemas remanescentes • Planejamento das ações anti-reincidência • Balanço do aprendizado • Concluir MASP e elaborar relatório sobre o mesmo. Passos da Etapa 5 . sobre o efeito final (problema) e outros aspectos para analisar as variações positivas e negativas possibilitando concluir pela efetividade ou não das ações de melhoria (contramedidas). ela esteja sob controle e apresente uma melhoria em performance”. comparados com os valores definidos e analisados usando ferramentas da qualidade para ver se as melhorias prescritas foram ou não atingidas. está o desenvolvimento das tarefas e atividades previstas no plano. Parker observa que “nenhum problema pode ser considerado resolvido até que as ações estejam completamente implantadas. ANOTAÇÕES Passos da Etapa 6 – Verificação • Comparar resultados obtidos com os previstos. Os padrões devem ser incorporados para se tornar “uma dos pensamentos e hábitos dos trabalhadores” (KUME). a reincidência do problema. • Listar efeitos colaterais não previstos. Passos da Etapa 7 .Ação • Divulgação e alinhamento • Execução das ações • Acompanhamento das ações 6. de maneira geral. e terminando com o acompanhamento dessas ações para verificar se sua execução foi feita de forma correta e conforme planejado. Os objetivos da conclusão são basicamente rever todo o processo de solução de problemas e planejar os trabalhos futuros. • Comunicação clara e adequada dos motivos do treinamento. Esta etapa do MASP consiste em nomear os responsáveis pela sua execução. crescimento pessoal e a descoberta do prazer e excitação que a solução de problemas pode proporcionar às pessoas (HOSOTANI). o objetivo é. A preocupação neste momento é. A padronização não se faz apenas por meio de documentos. sendo aplicado regularmente até progressivamente por organizações de todos os portes e ramos. Essa fase consiste no estabelecimento de metas a atingir. isto é. iniciando-se por meio da comunicação do plano com as pessoas envolvidas. • Verificar nível do bloqueio observado (grau de eficácia do plano de ação) ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 5. Segundo. Parker reconhece a importância de fazer um balanço do aprendizado. o problema provavelmente acontecerá novamente quando novas pessoas (empregados. • Treinar pessoal (no PPO revisado). Padronização Uma vez que as ações de bloqueio ou contramedidas tenham sido aprovadas e satisfatórias para o alcance dos objetivos ela podem ser instituídas como novos métodos de trabalho. • Elaborar plano de ação. resistindo às ondas do modismo. Na maioria dos MASPs de manutenção. • Revisar padrão (Modificar / Comunicar). elas devem ser alcançadas com o método MASP. sem padrões o problema irá gradativamente retornar à condição anterior. De acordo com Kume existem dois objetivos para a padronização. Ação Na sequência da elaboração do plano de ação.

autoridade e responsabilidade do tomador de decisão. de acordo com os riscos que estamos dispostos a assumir. viabilidade das soluções. sabemos quais são os fatores potencializadores e restritores. temos informações sobre custos. Chiavenato destaca três condições sob as quais a decisão pode ser tomada: Certeza: É a situação em que temos sob controle todos os fatores que afetam a tomada de decisão. mas que tomamos diferentes decisões. estrutura de poder da organização etc. quantidade de informações disponíveis. Risco: É a situação em que sabemos a probabilidade de ocorrência de um evento. objetivos. Didatismo e Conhecimento 34 . fatores políticos.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo FATORES QUE AFETAM A DECISÃO São inúmeros os fatores que afetam a decisão. tais como custos envolvidos. Sabemos quais são os riscos e probabilidades de ocorrência de eventos. tempo disponível para decidir. temos estudos de viabilidade das alternativas etc. riscos que podem ser assumidos. Incerteza: Situação em que o tomador de decisão tem pouca ou nenhuma informação a respeito da probabilidade de ocorrência de cada evento futuro.

cada uma com suas vantagens e desvantagens. As decisões táticas ou administrativas são tomadas nos níveis das unidades organizacionais ou departamentos. As decisões são escolhas necessárias para a resolução de problemas ou aproveitamento de oportunidades. onde já há um roteiro de etapas a serem seguidas. São tomadas nos níveis mais altos da hierarquia e possuem consequências de longo prazo. pois todo o estudo da melhor rota de fuga já foi feito com antecedência. O processo de tomar decisões. tendo para isso a informação. decisões estratégicas são aquelas mais amplas. O tomador de decisão deve ser um gerente ou alguém com responsabilidade e autoridade para tal. Essas decisões são sempre semelhantes. referente a quem é o tomador de decisões: Decisões autocráticas: São decisões tomadas sem discussões. são mais comuns no nível operacional. Isso certamente inviabiliza a clareza das alternativas e traz consigo riscos inerentes. referentes à organização como um todo e sua relação com o ambiente. com base nas experiências anteriores por que passou. rotineiros.ou participativa. a definição de tomador da decisão. Basta seguir as ações que já foram exercidas com sucesso nas ocasiões anteriores. ou estratégicos. fazendo com que a decisão tomada se torne mais difícil de ser operacionalizada. pois são repetitivas e rotineiras. Por este motivo são mais comuns no nível institucional ou estratégico da organização. Para estes tipos de problemas. Estas situações exigem uma análise mais profunda. As decisões não programadas ou não estruturadas são necessárias em situações em que as decisões programadas não conseguem resolver. Como exemplo podemos citar os gerentes. Vimos. As decisões delegadas não precisam ser aprovadas ou revistas pela administração. de acordo com sua natureza. nos elementos da decisão. Por essa razão. Decisões compartilhadas: São aquelas decisões tomadas de forma compartilhada. podendo influenciar estratégias organizacionais. A pessoa ou grupo assume plena responsabilidade pelas decisões. repetitivos e para cuja solução podemos utilizar procedimentos e regras sistemáticos. acordos e debates. ao longo do tempo. Pelo fato de as decisões não programadas serem tão importantes para as empresas e tão comuns para a gerência. são “pobres” de estruturação. para resolver problemas que já foram enfrentados antes e que possuem um comportamento semelhante. que muitas vezes necessitam tomar decisões não programadas durante o curso de definição de metas e estratégias de uma empresa e em suas atividades diárias. Como exemplo podemos citar uma situação de incêndio. Os problemas que exigem esse tipo de decisões serão solucionados a partir da habilidade dos gerentes em tomar decisões. dentro do conceito de elementos da decisão o item de: Certeza. tendem a ser singulares e não se prestam aos procedimentos sistêmicos ou rotineiros. mas sempre levando em consideração que as metodologias de solução de problemas passados podem não ser aplicáveis no caso em questão. Maximiano nos ensina uma outra tipologia. como entrar ou não no mercado internacional. Decisões operacionais. procurando princípios e soluções que possam ser aplicados à situação. tais como o debate. Podemos considerar decisões programadas aquelas que tomamos quando percebemos os problemas como bem compreendidos. sejam elas relativas a aspectos operacionais. ou processo decisório. são aquelas tomadas no dia-a-dia. na base da pirâmide hierárquica. a eficiência de um gerente muitas vezes será julgada de acordo com a qualidade de sua tomada de decisão. Têm características marcantes. portanto. Didatismo e Conhecimento 35 . um diagnóstico para o perfeito entendimento do problema até a tomada de decisão que vai levar à ação. entre gerente e equipe.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Tipos de decisões Maximiano ensina que uma decisão é uma escolha entre alternativas ou possibilidades. É uma forma rápida de tomada de decisão e não deve ser questionada. Todos sabemos que o tipo e a qualidade de decisões tomadas nas organizações afetam todo o seu contexto. Por este motivo. Em muitas ocasiões eles utilizam sua própria experiência na solução desse tipo de problema. Muitas vezes. Decisões delegadas: “São tomadas pela equipe ou pessoa que recebeu poderes para isso. que vão da identificação da questão a ser resolvida até a ação. Também há tipos de decisão quanto ao nível organizacional em que ela é tomada. no momento da tomada de decisão. poderão se defrontar com dois tipos de situação que. são mais comuns no nível operacional. São utilizadas. os gestores vêm se apoiando em diversos fatores para que a tomada de decisão seja o mais assertiva possível e o tomador de decisão possa estar mais seguro diante de possíveis e prováveis problemas que possam surgir. quando uma alternativa de solução é colocada em prática. já se sabe qual caminho os ocupantes de cada andar do prédio devem seguir. já que não existem soluções rotineiras. políticas ou até mesmo uma determinada parcela da sociedade onde elas estejam inseridas. o estoque de soluções armazenadas pela organização.a maturidade. não há necessidade de criação de alternativas de solução e escolha da mais adequada. são decisões de cunho estritamente técnico.Podemos chamar de incerteza aquela situação que. As decisões nas organizações se dividem em duas categorias principais: as programadas e as não programadas. Por este motivo. Assim. altamente estruturados. como comprar ou alugar uma máquina. quando a decisão é tomada após a consulta. se configura por existirem informações insuficientes e dúbias para os tomadores de decisão. no topo da pirâmide hierárquica. Quando nos referimos a decisões não programadas nos referimos àquelas que resultam de problemas que não são bem compreendidos. São situações inesperadas. participação e busca de consenso. De maneira geral. As decisões programadas ou estruturadas compõem o acervo. terão e abordagem diferente para se alcançar as soluções adequadas. principalmente nos níveis mais altos da organização. Esses são exemplos de decisões programadas. na base da pirâmide hierárquica. por sua vez.Podem ser consultivas. se compõe de uma sequência de etapas. muitas vezes. podemos dizer que os gestores. quando a decisão é tomada de forma conjunta. risco e incerteza . relacionadas a tarefas e aspectos cotidianos da realidade organizacional. que a organização está enfrentando pela primeira vez e que admitem diferentes formas de resolução. as qualificações e as atitudes suficientes para decidir da melhor maneira possível”  Identificamos ainda.

os objetivos setoriais. eficácia e efetividade: O planejamento deve procurar maximizar os resultados e minimizar as deficiências. os propósitos. nossas ações. Como consequência. trabalha com decomposição dos objetivos e políticas estabelecidas no planejamento estratégico. No processo de planejamento devem-se hierarquizar os objetivos estabelecidos e procurar alcançá-los em sua totalidade. para escolher a alternativa mais eficaz. e com maneiras e ações que.proposição de caminhos para a empresa chegar ao estado futuro desejado • Planejamento organizacional – esquematização dos requisitos organizacionais para poder realizar os meios propostos • Planejamento dos recursos – dimensionamento de recursos humanos. o planejamento assume uma situação de maior importância no processo administrativo. direção e controle). missão. Portanto. projetos e planos de ação necessários ao alcance do futuro desejado. Partes do Planejamento • Planejamento dos fins – especificação do estado futuro desejado: a visão. e não a empresa como um todo. Sob condições de risco. executar. inclusive. • decisão em condições de competição ou em condições de conflito – ocorre quando a estratégia e a situação em si do processo de tomada de decisão são determinadas pela ação de competidores. A situação é pouco conhecida. de maneira geral. ao tomar uma decisão. podem-se distinguir três tipos de planejamento: Planejamento Estratégico – é conceituado como um processo gerencial que possibilita ao executivo estabelecer o rumo a ser seguido pela empresa com o seu ambiente. eficácia e efetividade. sempre. abaixo uma conceituação feita por Djalma de Oliveira. Dentro do conceito Planejamento. Mas. Princípio da contribuição aos objetivos: o planejamento deve. Princípio da maior eficiência. Estabelece-se programas. nossos compromissos. para melhor entendermos esses princípios. Através desses aspectos. Didatismo e Conhecimento Na prática. Planejamento é a primeira das funções administrativas. Relaciona-se a objetivos de longo prazo e com maneiras e ações par alcança-los. Princípio da universalidade: prevê que abrange toda a organização e pode provocar mudança em todas suas esferas. visar aos objetivos  máximos da empresa. Planejamento Tático – relaciona-se a objetivos de curto prazo. e está relacionada com tudo aquilo que a organização pretende fazer. Tem como eixo central otimizar determinadas áreas de resultados. sua intuição ou informações secundárias para mensurar as chances de acerto de alternativas ou resultados. • Planejamento da implantação e do controle – corresponde à atividade de planejar o acompanhamento da implantação do empreendimento 8. • decisão em condições de incerteza ou em condições de ignorância – ocorre quando não se obtiveram informações e dados sobre as circunstâncias do processo decisório ou em relação à parcela dessa situação. alcançar. • decisão em condições de certeza – ocorre quando há total conhecimento de todos os estados da natureza do processo decisório. conhecendo seus concorrentes e a capacidade organizacional deles. o planejamento “do que é e como vai ser feito” aparece na ponta do processo. nossas prioridades. o gestor precisa possuir também um conhecimento aprofundado do mercado em que atua. Para decidir numa situação dessas deve-se recorrer à intuição e à criatividade. afetam somente uma parte da empresa. Agindo assim poderá planejar de maneira estratégica possíveis ações futuras que poderão dar à sua empresa vantagem competitiva em relação às concorrentes. prever que não haverá nenhum resultado não previsto. o gestor utiliza a experiência pessoal. encontramos alguns princípios. os desafios e as metas • Planejamento dos meios . Podemos considerar o planejamento como “o ato de determinar as metas da organização e os meios para alcançá-las”. É assim que são geridas empresas bem estruturadas e administradas. Chamamos de certeza saber 100% sobre a situação que está ocorrendo no instante em que se está tomando a decisão. Planejamos nosso dia. tendo em vista a interligação entre eles. • decisão em condições de risco – ocorre quando não são conhecidas as probabilidades associadas a cada um dos estados da natureza do processo decisório. Se prestarmos atenção. Esse grupo é composto especialmente pelas organizações de grande porte. 36 . Quando ocorre de um gestor. Na realidade é difícil separar e sequenciar as funções administrativas. além de ser necessário identificar claramente qual é o problema e de se ter em mãos informações de qualidade. nossas compras. “Planejar” é algo muito comum em nossa rotina. É importante que o gestor decida com rapidez e que reduza a incerteza. a certeza irá variar entre 0% e 100%. geralmente. classificamos essa decisão como uma decisão programada.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Princípio da precedência: corresponde a uma função administrativa que vem antes das outras (organização. Planejamento Administrativo e Operacional A partir de agora falaremos sobre o princípio do Planejamento e tudo o que ocorre em função dele. planejamento dentro da gestão é elemento vital. Nas organizações também não poderia ser diferente. o planejamento procura proporcionar a empresa uma situação de eficiência. Para a tomada de decisão em condições de risco. tecnológicos e materiais. o planejamento está presente em quase toda situação. mas pode-se considerar que. enfim. que afetam a empresa como um todo. os objetivos.

e devem conter com detalhes: os recursos necessários a seu desenvolvimento e implantação. Portanto. Didatismo e Conhecimento 37 . tem-se basicamente os planos de ação. Ciclo básico dos três tipos de planejamento Em resumo: • O PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO cuida do relacionamento e da integração interna da organização (atribuição de Recursos Humanos e de Finanças).conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Desenvolvimento de planejamentos táticos Planejamento Operacional – pode ser considerado como a formalização. Os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento tático. os prazos estabelecidos e os responsáveis pela sua execução e implantação. Vendas e Produção). principalmente através de documentos escrito das metodologias de desenvolvimento e implantações estabelecidas. os procedimentos básicos a serem adotados. • O PLANEJAMENTO OPERACIONAL cuida das operações da empresa (atribuição de Compras. ou planos operacionais. nesta situação. os produtos ou resultados finais esperados.

Mais difícil de ser avaliada por ser um tanto quanto subjetiva. gestão de carreira e avaliação de desempenho. desempenha algo que é necessário e útil para si e para as outras pessoas.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo da organização. Divisão do trabalho Trata-se da decomposição de um processo complexo em pequenas tarefas. Uma das mais conhecidas definições é a que diz ser competência um conjunto de conhecimentos. a saber: • Padronização e simplificação das atividades dos operários e posteriormente do pessoal de nível mais elevado. Competência técnica é pré-requisito de qualquer colaborador. Essa inteligência precisa apoiar-se nos conhecimentos adquiridos. Não importa o ramo Didatismo e Conhecimento 38 . habilidade com o Excel. que a organização mantenha um clima de trabalho sadio. tornando-se muito limitado. Então por que colaboradores altamente capacitados tecnicamente podem não apresentar bons indicadores de performance? Porque o diferencial está na atitude. Por exemplo: § Busca feedbacks constantemente? § Desenvolve planos de ação para seus pontos de melhoria? § Auxilia o gestor a identificar potenciais/talentos na equipe? § Assume responsabilidade pelo autodesenvolvimento? Zarifian define a competência como sendo a inteligência prática. ou seja. pode contribuir para o alcance desse objetivo. principalmente os de mão-de-obra e de materiais diretos. técnicas de redação. é a divisão do trabalho corresponde à especialização de tarefas com funções específicas. uma agilidade maior e com isso fique “treinado” na execução de seus movimentos. Exemplos de competência técnica: fluência em inglês. habilidades e atitudes que credenciam um indivíduo a exercer uma determinada função. o que favorece a flexibilização funcional.  A especialização delimitada de funções e tarefas nas etapas produtivas industriais é derivada.  Apesar de esse processo organizacional produzir um aumento na produtividade. que podemos resumir pela sigla: 9. também. flexíveis e capazes de enfrentar novos desafios. o resultado é o aumento da produção em todo período de trabalho.  A aceitação da divisão do trabalho deveu-se a vários fatores. A divisão do trabalho favorece a vida em sociedade. uma vez que o mercado de treinamento está repleto de boas soluções para esse fim. Exemplo de competência comportamental: § Desenvolvimento de pessoas e da organização. pois cada indivíduo tem sua função na estrutura social. • Maior especialização e detalhamento das tarefas. aplicada na solução dos problemas que surgem. Controle e avaliação Gestão por Competência Num mundo onde as decisões. inovadoras e entusiasmadas.  A divisão do trabalho faz com que o trabalhador adquira. • Melhor aproveitamento do trabalho especializado por meio de departamentalização. não na técnica. 10. A gestão por competências. Para o exercício da sua função. visionárias. Ele simplesmente precisa conhecer o seu negócio. Esse processo produz eficiência e rapidez ao sistema produtivo. Cada órgão ou cargo passa a ter funções e tarefas específicas e especializadas. se quiser prosperar ela precisará de pessoas bem formadas. treinamento. • Maior eficiência da organização. procurando constantemente revê-los e atualizá-los. ocasiona também o surgimento de trabalhadores alienados quanto ao processo produtivo. ao viabilizar o contínuo desenvolvimento das pessoas. ele deve carregar consigo essa capacitação e estar constantemente atualizado sobre novas técnicas que o mercado demanda. isso quer dizer que o trabalhador conhece somente uma única etapa da produção. motivador. Sua adoção implica em redirecionamento das ações tradicionais da área de gestão de pessoas. Assim. empreendedoras. que nos dizem como ela deve ser avaliada e desenvolvida. • Redução dos custos de produção. como resultante do item anterior. do capitalismo e impulsionada pela intensificação da produção industrial. principalmente.  O ideal é possuir funcionários dotados de capacidades distintas. do crescimento do comércio. matemática financeira etc. As consequências que a divisão do trabalho trouxe no curto prazo foram: • Maior produtividade e melhor rendimento do pessoal envolvido. São elas que ajudarão novos negócios a atravessar os obstáculos da nova economia. As competências técnicas são sempre mais fáceis de serem gerenciadas. É possível “medir” o quanto o colaborador possui dessas competências no dia-a-dia e a capacitação técnica acaba sendo sempre uma tarefa mais fácil de ser administrada pelo RH das empresas. A Especialização veio como uma consequência da divisão do trabalho. provocando assim uma diminuição no tempo gasto. com muito talento e alto poder de realização. voltado ao progresso. Mas como medir se o colaborador entrega ou não esse comportamento? Através das evidências que são esperadas para essa competência. Os neoclássicos passam a se preocupar com a especialização dos órgãos que compõem a estrutura organizacional. Para atrair e reter talentos em uma organização é fundamental. Também implica na formalização de alianças estratégicas para capacitação e desenvolvimento das competências necessárias ao alcance de seus objetivos. A gestão por competências deve ser um processo contínuo e estar alinhada com as estratégias organizacionais. com a tarefa repetitiva. uma vez que são avaliadas de forma mais objetiva. os processos e as atitudes devem ser rápidas e agressivas. são criadas as evidências de comportamento para cada competência. uma boa competência comportamental deve ser elaborada de tal sorte que traga alto grau de objetividade. o diferencial de uma organização são as pessoas que lá trabalham com seus talentos e ideias. amistoso. de modo a adaptá-los aos desafios cotidianos. A gestão das ações está contemplada nas competências comportamentais. tais como: recrutamento e seleção. Pessoas que possam resolver problemas. com finalidade de dinamizar e otimizar a produção industrial.

2- Identificação das competências: após a definição do rumo que delineamos para a nossa empresa. 1- Sensibilização: Devemos integrar e informar toda a empresa de uma forma clara e inequívoca. Didatismo e Conhecimento 39 . assim sendo. 6- Avaliações de desempenho: verificar se as lacunas de competências e de desempenho foram superadas. Esta formação poderá ser de caráter comportamental ou técnico tendo sempre como objetivo permitir que os colaboradores da empresa alcancem as competências pretendidas. 5- Avaliações de qualificações: verificar a eficácia das ações de capacitação e de desenvolvimento que foram implantadas. devemos então analisar quais as competências existentes. Somente com toda a empresa focada neste tipo de gestão e reconhecendo a importância da mesma se consegue alcançar os objetivos pretendidos. conforme figura abaixo. estando os responsáveis sempre abertos a questões ou sugestões. ou seja. 4- Treinamento: torna-se necessário implantar e realizar ações de capacitação e de desenvolvimento conforme as necessidades identificadas. devemos procurar pessoas com as competências necessárias. É no entanto bem provável que não se consiga obter todas as competências necessárias através da formação. implementar processos de recrutamento e seleção por competências.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo C H A Agora vamos analisar as etapas que envolvem a gestão por competências. 3- Reavaliação dos cargos: Após analisarmos quais as competências existentes e necessárias para obtermos o sucesso pretendido. devemos procurar formação para atender as necessidades. antes de qualquer ação dentro da empresa devemos analisar o que já existe para sabermos de que ponto partimos.

porém. conjunto de fatores psicológicos. e seus motivos são pessoais .Segurança . mas que trazem prestígio. já que a motivação é uma força intrínseca. conscientes ou não. mas tal termo é erroneamente empregado. são adquiridas ao longo da vida. intransferíveis e estão dentro da sua cabeça (e do coração também) . Didatismo e Conhecimento 40 . Maslow organiza tais necessidades da seguinte forma: . mas que não consegue motivá-los. Para McClelland. as necessidades fisiológicas são as iniciantes do processo motivacional. Dessa forma. o que quer dizer que o processo não é engessado. afiliação e realização. Segundo Abraham Maslow.  Motivação vem de motivos que estão ligados simplesmente ao que você quer da vida . e sim flexível. que está dentro de cada pessoa de forma particular erramos em dizer que alguém nos motiva ou desmotiva. a motivação é alcançada através de dois fatores:Fatores higiênicos que são estímulos externos que melhoram o desempenho e a ação de indivíduos. ou seja. Sendo assim Motivação está intimamente ligado aos Motivos que segundo o dicionário é fato que leva uma pessoa a algum estado ou atividade. pois ninguém é capaz de fazê-lo. logo seus motivos são abstratos e só têm significado pra você . Existem pessoas que pregam a automotivação. que determinam um certo tipo de conduta em alguém. ou seja. Fatores motivacionais que são internos. status e outras sensações que o ser humano gosta de sentir. Já David McClelland identificou três necessidades que seriam pontos-chave para a motivação: poder. é ser persistente.Autoestima . é o que?  Motivação segundo o dicionário é o ato de motivar. A motivação é uma força interior que se modifica a cada momento durante toda a vida. Teoria dos Dois Fatores .Sociais . é acreditar nos seus sonhos. Motivação e desempenho Motivação Afinal o que é motivação? É ser feliz? É enxergar o mundo com outros olhos? É conquistar resultados. exposição de motivos ou causas . de ordem fisiológica. cada indivíduo pode sentir necessidades acima das que está executando ou abaixo. são sentimentos gerados dentro de cada indivíduo a partir do reconhecimento e da autorrealização gerada através de seus atos. intelectual ou afetiva. quando dizemos que a motivação é algo interior. ou seja.Autorrealização . onde direciona e intensifica os objetivos de um indivíduo. o homem se motiva quando suas necessidades são todas supridas de forma hierárquica. porque vêm de dentro. ou seja. é superar obstáculos.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo 11. interior e o emprego desse prefixo deve ser descartado.Fisiológicas Tais necessidades devem ser supridas primeiramente no alicerce das necessidades escritas. por isso motivação é algo tão pessoal . tais necessidades são “secundárias”.Para Frederick Herzberg.

Esse estado de tensão leva o indivíduo a um comportamento ou ação.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Em relação às teorias. insatisfação. que se dividem em Teorias de Conteúdo e Teorias de Processo. onde. identificamos as correntes pertencentes. portanto. o organismo volta ao estado de equilíbrio anterior e à sua forma de ajustamento ao ambiente. Didatismo e Conhecimento 41 . Ainda sobre motivação. desconforto e desequilíbrio. podemos ainda citar as linhas teóricas. conforme mostra o Ciclo Motivacional. Satisfeita a necessidade. a descarga da tensão provocada por ela’. O Ciclo Motivacional O ciclo motivacional percorre as seguintes etapas: uma necessidade rompe o estado de equilíbrio do organismo. causando um estado de tensão. precisamos entender o processo que leva o indivíduo a tomar uma ação em busca de um objetivo. em cada uma delas. Se o comportamento ‘for eficaz o indivíduo encontrará a satisfação da necessidade e. capaz de descarregar a tensão ou livrá-lo do desconforto e do desequilíbrio.

. . As características básicas de saúde mental são: . ou seja. O ciclo motivacional pode alcançar vários níveis de resolução da tensão: uma necessidade pode ser satisfeita. de satisfação de necessidade. à medida que elas vão surgindo. tensão emocional. e que se sintam satisfeitos com o retorno do investimento em recompensa. Outras vezes.As pessoas sentem-se bem em relação às outras pessoas.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo As necessidades ou motivos não são estáticos. indiferença etc. seja por via psicológica (agressividade. a motivação humana é cíclica e orientada pelas diferentes necessidades. Remunerar as pessoas é um dos fatores mais importantes na gestão de pessoas. O ajustamento – assim como a inteligência ou as aptidões – varia de uma pessoa para outra e dentro do mesmo indivíduo de um momento para outro. em cada um desses níveis. descontentamento. a necessidade não é satisfeita nem frustrada.Quando uma pessoa ingressa em uma determinada organização. ela cria uma série de expectativas quanto aos retornos pretendidos pelo trabalho que irá executar. Não encontrando a saída normal. insônia. pelo contrario. identificamos a necessidade a ser suprida. Para remunerar bem os funcionários a organização deve ter uma boa administração para trabalhar com essas variáveis de modo que a equipe perceba que esta sendo recompensada na mesma medida que a sua contribuição para organização. Didatismo e Conhecimento 42 . torna-se importante para a administração compreender a natureza do ajustamento e do desajustamento das pessoas. mas é transferida ou compensada. O comportamento é quase um processo de resolução de problemas. Tal ajustamento não se refere somente à satisfação das necessidades de pertencer a um grupo social de estima e de auto-realização. Isto se dá quando a satisfação de outra necessidade reduz ou aplaca a intensidade de uma necessidade que não pode ser satisfeita.As pessoas sentem-se bem consigo mesmas. mas do que em tipos. são forças dinâmicas e persistentes que provocam comportamentos. particularmente daquelas que estão em posições de autoridade. Como a satisfação dessas necessidades superiores depende muito de outras pessoas. É a frustração dessas necessidades que causa muitos dos problemas de ajustamento. Isto pode ser definido com um estado de ajustamento. Uma das maneiras de se definir saúde mental é descrever as características de pessoas mentalmente sadias. Um bom ajustamento denota “saúde mental”. A satisfação de alguma necessidade é temporal e passageira. O conceito de motivação – ao nível individual – conduz ao de clima organizacional – ao nível da organização. apatia. os comportamentos tornam-se gradativamente mais eficazes na satisfação. Muitas vezes a tensão provocada pelo surgimento da necessidade encontra uma barreira ou obstáculo para a sua liberação. Os seres humanos estão continuamente engajados no ajustamento a uma variedade de situações. com suas respectivas características de ação.) seja por via fisiológica (tensão nervosa. repercussões cardíacas ou digestivas etc. Varia dentro de um continuum e pode ser definido em vários graus. frustrada (quando a satisfação é impedida ou bloqueada) ou compensada (a satisfação é transferida para objeto). de certas necessidades. a tensão represada no organismo procura um meio indireto de saída. E quando uma necessidade é satisfeita ela não é mais motivadora de comportamento já que não causa tensão ou desconforto. Com a aprendizagem e a repetição (reforço positivo).). no sentido de satisfazer suas necessidades e manter um equilíbrio emocional. Abaixo uma tabela que demonstra os sete níveis de motivação onde.As pessoas são capazes de enfrentar por si as demandas da vida.

Segundo o pesquisador Leon Martel (CUNHA. Avaliação de Desempenho A maneira mais eficaz do gestor demonstrar que está a par dos resultados apresentados por seus colaboradores é acompanhando de perto as atividades que esses realizam. qual desses dois modos de motivação é o melhor? Se levarmos em conta o desempenho financeiro. e correm o risco de perdê-los. 43 . Profissionais motivados para o trabalho e que amam o que fazem é o que toda empresa busca. A realização no trabalho inclui mais que salário. do apego à riqueza. o tipo de incentivo a ser oferecido deve estar alinhado ao perfil dos profissionais que a organização gostaria de ter. ou seja. É fato que salário ruim desmotiva o profissional. procurando manter continuamente um alto padrão de motivação e de obtenção de resultados. receber o que o dinheiro não pode comprar!               O ambiente de trabalho perfeito é aquele que preenche nossas necessidades. mas a falta dele o leva rapidinho para a concorrência”. A motivação dos funcionários é tarefa cada vez mais importante para o sucesso empresarial. ainda. aumento de salários. proporcionando um crescimento profissional e pessoal. “as pessoas não querem ser tratadas como um número na multidão. da William Mercer Consultoria (FONTANA. que sinaliza para a necessidade da valorização do maior bem da empresa: o seu capital intelectual. êxitos e insucessos. é claro. A avaliação de desempenho é uma ferramenta da gestão de pessoas que visa analisar o desempenho individual ou de um grupo de funcionários em uma determinada empresa. mas há quem aceite ganhar menos em troca de reconhecimento. as expectativas desejadas e os resultados reais. Mas essa ser a primeira escolha torna-se arriscado. seus progressos e limitações. Além disso. • Identificação e equacionamento imediato dos problemas emergentes. É a possibilidade de as pessoas darem significado ao que fazem. com oferecimento permanente de feedback instantâneo. satisfação pessoal. as duas principais são o bolso e a preocupação com o ser humano. demissões. salários e assistência médica. o processo de  avaliação de desempenho de um colaborador inclui. Segundo Wagner Siqueira. motivar as pessoas é fazer com que sintam orgulho de trabalhar na empresa. A palavra remunerar não significa apenas dinheiro. mas entendidas por suas necessidades específicas”. de reconhecimento e de crescimento profissional. 2004). professora de Harvard (JACOMINO. necessidades de treinamento etc. qualidade de vida. Comprometimento gera comprometimento. o papel principal da avaliação de desempenho é identificar e trabalhar de forma sistêmica as diferenças de desempenho entre os muitos funcionários da organização. porque elas necessitam pagar suas contas e manter-se financeiramente. sua relação com os parceiros de trabalho etc. aqueles que buscam o bem-estar. principalmente com a revolução do conhecimento. É um processo de identificação. é difícil manter-se por muito tempo em uma empresa só por dinheiro. Este método tem por objetivo analisar as melhores práticas dos funcionários. somente os detêm. seu conhecimento técnico. diagnóstico e análise do comportamento de um colaborador durante um intervalo de tempo. A pergunta é: existe uma forma correta para Didatismo e Conhecimento motivar as pessoas? Segundo especialistas. Segundo Shoshana Zuboff. permitindo-lhes trazer seus valores para o ambiente de trabalho. A relação dos profissionais com as empresas mudou drasticamente nos últimos anos. o que importa é a criatividade e a capacidade das empresas de focar as necessidades específicas de seu pessoal. em que avaliador e avaliado analisam os resultados obtidos no período considerado e redefinem novas orientações. é ele quem deve se informar sobre a organização na qual gostaria de trabalhar e compreender sua cultura”. 2001). visando um melhor desempenho de suas funções no ambiente de trabalho. Tendo sempre como base a interação constante entre avaliador e avaliado. não garante a satisfação do funcionário em relação à empresa. Neste processo. é despertar o sentimento de afiliação. aumentando os lucros. Sendo divida em algumas etapas: • Apreciação diária do comportamento do colaborador. e isso sim. mas recebê-lo acima da média de mercado não é suficiente para que a pessoa se sinta estimulada para o trabalho. seduzidas por estabilidade. carreira ou visibilidade na sua área. compromissos recíprocos e ações corretivas. Não há dinheiro que pague a realização pessoal. • Entrevistas formais periódicas de avaliação de desempenho. tratando-as de forma individualizada e da maneira como elas desejam. É o que move boa parte das pessoas a sair de casa para trabalhar. diz Alexandre Gracioso (2002). uma vez que sem os investimentos financeiros é o que vai fazer diferença para os funcionários. Assim. o colaborador sente-se mais motivado quando lhes são atribuídas tarefas significativas e desafiadoras. ou seja. isso seria a transição dos valores materialistas. assim como num casamento. hoje isso já não basta. Elas almejam organizações alinhadas com seus valores em um processo que precisa ser alimentado e renovado todos os dias. em um mercado cada vez mais agressivo e competitivo. para os pós-materialistas.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Há pessoas que preferem trabalhar em uma empresa recebendo pouco pelo simples fato de serem reconhecidas e  bem tratadas. é uma importante ferramenta de auxílio à administração de  recursos humanos  da empresa. analisando sua postura profissional. mas receber algo mais do que isso. O fato é que não existe uma fórmula. diz Jorge Alberto Viani. são realizadoras de sonhos. irá potencializar os efeitos das estratégias de negócio. Assim. buscando identificar pontos de melhoria. pois envolve sentimento de realização. o gestor precisa avaliar as fraquezas e limitações dos funcionários. “Um contracheque gordo pode não segurar um talento. por maior que seja o contracheque. se for o caso. Conforme Chiavenato (2006). O desafio é atender aos anseios das pessoas. 2002). o alinhamento de interesses torna-se fundamental para que a pessoa desenvolva todo o seu potencial e se realize. As empresas que satisfazem essas necessidades conseguem reter seus talentos. dentre outras. os dois lados são igualmente eficazes. Os funcionários precisam ser vistos como pessoas por inteiro. Assim. desafios. necessidade de treinamento ou até mesmo remanejamento do indivíduo para outras funções em que poderia render melhor. existe sim. Assim. não mais apenas como “mão-de-obra”. “Hoje. Há quem busque salário. Dinheiro. uma mudança no mercado de trabalho. conduzido pela motivação a produzir mais e melhor. com certeza. ainda é prioridade para muita gente. as que não perceberam isso. Antes as pessoas “vestiam a camiseta”. E o método mais eficaz de demonstrar este acompanhamento é através da Avaliação de Desempenho do colaborador. pois. A ideia de que o profissional é quem deve se adaptar ao perfil da companhia está acabando. compreende a chance de crescer e ter novos desafios. O que muda é o tipo de profissional que a empresa irá atrair. Mas. alimentando-a com informações que auxiliam a tomada de decisão sobre práticas de bonificação.

Para cada graduação pode haver exemplos de comportamentos esperados para facilitar a observação da existência ou não do indicador. uma vez que tem como resultado informações relevantes. Com ela o gestor pode avaliar melhor seus subordinados. seus pontos fortes. No entanto. conjuntamente com o líder. sólidas e tangíveis para um resultado eficiente. • Pesquisa de campo: baseado na realização de reuniões entre um especialista em avaliação de desempenho da área de Recursos Humanos com cada líder. Todos ganham quando uma equipe é avaliada de forma satisfatória pelos gerentes. • Frases descritivas: trata-se de uma avaliação através de comportamentos descritos como ideais ou negativos. novas possibilidades para remanejamento interno de colaboradores. ou seja. mas que devem ser comunicadas às pessoas que serão avaliadas. • Avaliação de competências: trata-se da identificação de competências conceituais (conhecimento teórico). seja qual for o seu tamanho. •  Avaliação 360 graus: neste método o avaliado recebe feedbacks (retornos) de todas as pessoas com quem ele tem relação. Formas de avaliação de desempenho – Listamos abaixo os métodos mais tradicionais de avaliação: • Escalas gráficas de classificação: é o método mais utilizado nas empresas. É um processo muito simples e pouco eficiente. do desenvolvimento profissional de cada um. É importante ressaltar que durante a avaliação não devem ser levados em consideração aspectos que não estavam previstos nos objetivos. entre as quais o avaliador é forçado a escolher a mais adequada para descrever os comportamentos do avaliado. Por isso. • Auto-avaliação: é a avaliação feita pelo próprio avaliado com relação a sua performance. • Avaliação de potencial: com ênfase no desempenho futuro. trata-se de uma descrição mais livre acerca das características do avaliado. É um método prático. é necessário o registro constante dos fatos para que estes não passem despercebidos. identifica as potencialidades do avaliado que facilitarão o desenvolvimento de tarefas e atividades que lhe serão atribuídas. 44 . faz uma comparação entre o desempenho de dois colaboradores ou entre o desempenho de um colaborador e sua equipe. fazê-los trabalhar de forma mais eficiente etc. melhorando seu desempenho e trazendo vantagens para a empresa. podendo fazer o uso de fatores para isso. clientes. Possibilita a identificação de talentos que estejam trabalhando aquém de suas capacidades. graduados através da descrição de desempenho numa variação de ruim a excepcional. • Avaliação por resultados: é um método de avaliação baseado na comparação entre os resultados previstos e realizados. por meio da análise do comportamento e das qualidades de cada indivíduo. É diferente do método da Escolha e distribuição forçada no sentido da não obrigatoriedade na escolha das frases. entre outros. Avalia o desempenho por meio de indicadores definidos. manter este tipo de avaliação pode trazer muitos benefícios e mudanças positivas na gestão de pessoas de uma organização. investir no treinamento de seus pares. assinala-se “sim” quando o comportamento do colaborador corresponde ao comportamento descrito. também chamados de stakeholders. alinhados aos objetivos organizacionais e negociados previamente entre cada colaborador e seu superior. • Comparação de pares: também conhecida como comparação binária. minimizando a subjetividade da avaliação. mas que depende somente do ponto de vista do supervisor a respeito do desempenho avaliado. • Incidentes críticos: enfoca as atitudes que representam desempenhos altamente positivos (sucesso). dos processos internos e do aprendizado e crescimento. São definidos objetivos estratégicos para cada uma das perspectivas e tarefas para o atendimento da meta em cada objetivo estratégico. é a verificação da existência ou não das competências necessárias de acordo com o desempenho apresentado. fracos. mais formal. melhorar o clima de trabalho. É um meio de obter informações reais e avaliar de perto as implicações de uma possível mudança na gestão de recursos humanos da empresa. mensuráveis. desenvolver os métodos de remuneração. Didatismo e Conhecimento Vantagens da Avaliação de desempenho Por meio da  avaliação de desempenho  é possível identificar novos talentos dentro da própria organização. Gerando. potencialidades e dimensões de comportamento. Permite a elaboração de gráficos que facilitarão a avaliação e acompanhamento do desempenho histórico do avaliado. Outra vantagem é a possibilidade de gerar um feedback mais fácil aos funcionários analisados e gestores. • Avaliação por objetivos: baseia-se numa avaliação do alcance de objetivos específicos. Este feedback faz com que os avaliados queiram investir ainda mais em seu desenvolvimento. • Relatório de performance: também chamada de avaliação por escrito ou avaliação da experiência. Este método permite um diagnóstico padronizado do desempenho. melhorar a produtividade. assim. E ainda. Este método é importante. do cliente. entre outros aspectos. que devem ser realçados e estimulados. ou altamente negativos (fracassos). • Balanced Scorecard: sistema desenvolvido por Robert S. também. que devem ser corrigidos através de orientação constante. Sua desvantagem está na dificuldade de se combinar ou comparar as classificações atribuídas e por isso exige a suplementação de um outro método. Ainda possibilita o planejamento. avalia o desempenho sob quatro perspectivas: financeira. • Escolha e distribuição forçada: consiste na avaliação dos indivíduos através de frases descritivas de determinado tipo de desempenho em relação às tarefas que lhe foram atribuídas. Este método busca minimizar a subjetividade do processo de avaliação de desempenho. mas que se torna muito difícil de ser realizado quanto maior for o número de pessoas avaliadas. para haver sucesso na utilização desse método. para eliminar “achismos” e palpites quando da avaliação de um funcionário. levantando-se os motivos de tal desempenho por meio de análise de fatos e situações. O ideal é que esse sistema seja utilizado conjuntamente a outros sistemas para minimizar o forte viés e falta de sinceridade que podem ocorrer. Kaplan e David P. técnicas (habilidades) e interpessoais (atitudes) necessárias para que determinado desempenho seja obtido. O método não se preocupa em avaliar as situações normais. como pares. para avaliação do desempenho de cada um dos subordinados. deve-se permitir ao colaborador sua autoavaliação para discussão com seu gestor.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo • Padrões de desempenho: também chamada de padrões de trabalho é quando há estabelecimento de metas somente por parte da organização. superior imediato. subordinados. Assim. ou não tivessem sido comunicados ao colaborador. Além de poder oferecer bonificações e premiações aos funcionários que mais se destacarem na avaliação. Norton na década de 90. fornecendo base para a recolocação dessas pessoas. e “não” quando não corresponde. • Avaliação de competências e resultados: é a conjugação das avaliações de competências e resultados.

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo
Aplicações
A avaliação de desempenho presta-se ao exercício de diferentes funções administrativas, motivacionais e de comunicação, como
citados a seguir:
ü Identificação de pontos fortes e fracos dos colaboradores
e, consequentemente, da organização;
ü Identificação de diferenças individuais;
ü Estímulo à comunicação interpessoal;
ü Desenvolvimento do conceito “equipe de dois”, formada
por chefe e subordinado;
ü Informação ao colaborador de como o seu desempenho é
percebido;
ü Estímulo ao desenvolvimento individual do avaliador e
do avaliado;
ü Indicações de promoções e de aumentos salariais por
mérito;
ü Indicações de necessidade de treinamento;
ü Gestão de crises nas equipes e nos processos operacionais
(sistemas técnicos e sociais);
ü Auxílio na verificação de aprendizagens;
ü Identificação de problemas de trabalho em geral, no relacionamento individual, intraequipe ou interequipes;
ü Registro histórico suplementar para ações administrativas
de gestão;
ü Apoio às pesquisas de clima organizacional.

A liderança é um fenômeno tipicamente social que ocorre exclusivamente em grupos sociais e nas organizações. Podemos definir
liderança como uma influência interpessoal exercida numa dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para
a consecução de um ou mais objetivos específicos. Os elementos que
caracterizam a liderança são, portanto, quatro: a influência, a situação, o processo de comunicação e os objetivos a alcançar. A liderança
envolve o uso da influência e todas as relações interpessoais podem
envolver liderança. Todas as relações dentro de uma organização envolvem líderes e liderados: as comissões, os grupos de trabalho, as
relações entre linha e assessoria, supervisores e subordinados etc. Outro elemento importante no conceito de liderança é a comunicação.
A clareza e a exatidão da comunicação afetam o comportamento e o
desempenho dos liderados. A dificuldade de comunicar é uma deficiência que prejudica a liderança. O terceiro elemento é a consecução
de metas. O líder eficaz terá de lidar com indivíduos, grupos e metas.
A eficácia do líder é geralmente considerada em termos de grau de
realização de uma meta ou combinação de metas. Mas, por outro lado,
os indivíduos podem considerar o líder como eficaz ou ineficaz, em
termos de satisfação decorrente da experiência total do trabalho. De
fato, a aceitação das diretrizes e comandos de um líder apoia-se muito
nas expectativas dos liderados de que suas respostas favoráveis os levarão a bons resultados. Nesse caso, o líder serve ao grupo como um
instrumento para ajudar a alcançar objetivos.
Teorias sobre Liderança
Teorias de Traços de Personalidade
As mais antigas teorias sobre liderança se preocupavam em identificar os traços de personalidade capazes de caracterizar os líderes. O
pressuposto era que se poderia encontrar um número finito de características pessoais, intelectuais, emocionais e físicas que identificassem
os líderes de sucesso, como:
• Habilidade de interpretar objetivos e missões;
• Habilidade de estabelecer prioridades;
• Habilidade de planejar e programar atividades da equipe;
• Facilidade em solucionar problemas e conflitos;
• Facilidade em supervisionar e orientar pessoas;
• Habilidade de delegar responsabilidades para os outros.
As críticas à teoria de traços de personalidade residem em dois
aspectos principais. O primeiro é que as características de personalidade são geralmente medidas de maneira pouco precisa. O segundo
é que essa teoria não considera a situação dentro da qual atua a liderança, ou seja, os elementos do ambiente que são importantes para
determinar quem será um líder eficaz. Alguns traços de personalidade
são importantes em certas situações, mas não em outras. Um líder de
empresa pode ser o último a falar em casa. Muitas vezes é a situação
que define um líder. Quando a situação se modifica, a liderança passa
para outras mãos.

12. Liderança

Uma característica essencial das organizações é que elas são
sistemas sociais, com divisão de tarefas. É aí que entra o conceito de
Gestão de Pessoas! Gestão de Pessoas é um modelo geral de como
as organizações se relacionam com as pessoas.
Gestão de Pessoas atua na área do subsistema social, e há na
organização também o subsistema técnico. A interação da gestão de
pessoas com outros subsistemas, especialmente o técnico, envolve
alinhar objetivos organizacionais e individuais.
A gestão de pessoas é uma das áreas que mais tem sofrido mudanças e transformações nos últimos anos.
Profissionais capazes de liderar, de exercer poder e influência
sobre as pessoas, fazem a diferença para muitas organizações. É
uma atividade que, se bem feita, mantém a saúde das relações entre
os indivíduos. Por isso, é muito importante essa atenção dada aos
fundamentos da psicologia.

Teoria Sobre Estilos de Liderança
Um dos mais populares expoentes da teoria comportamental,
Douglas McGregor, publicou um livro clássico, em que procura mostrar com simplicidade que cada administrador possui uma concepção
própria a respeito da natureza das pessoas que tende a moldar o seu
comportamento em relação aos subordinados. Ele chegou à conclusão
de que há duas maneiras diferentes e antagônicas de encarar a natureza humana. Uma delas é antiga e negativa, baseada na desconfiança nas pessoas. A outra é moderna e positiva, baseada na confiança
nas pessoas. McGregor denominou-as, respectivamente, Teoria X
e Teoria Y.

LIDERANÇA
A liderança não deve ser confundida com direção nem com gerência. Um bom administrador deve ser necessariamente um bom
líder. Por outro lado, nem sempre um líder é um administrador. Na
verdade, os líderes devem estar presentes no nível institucional, intermediário e operacional das organizações. Todas as organizações
precisam de líderes em todos os seus níveis e em todas as suas áreas
de atuação.
Didatismo e Conhecimento

45

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo
Teoria X
O administrador que pensa e age de acordo com a Teoria X
tende a dirigir e controlar os subordinados de maneira rígida e intensiva, fiscalizando seu trabalho, pois considera que as pessoas são
passivas, indolentes, relutantes e sem qualquer iniciativa pessoal.
Nesse estilo de liderança, o administrador pensa que não se deve
confiar nas pessoas, porque elas não têm ambição e evitam a responsabilidade. Ele não lhes delega responsabilidades porque acredita
que elas são dependentes e preferem ser dirigidas. Com todas essas
restrições, o administrador cria um ambiente autocrático de trabalho, uma atitude de desconfiança, vigilância e controle coercitivo
que não estimula ninguém a trabalhar. Pessoas tratadas dessa maneira tendem naturalmente a responder com falta de interesse e de
estímulo, alienação, desencorajamento, pouco esforço pessoal e baixa produtividade, situação que vai reforçar o ponto de vista do administrador, fazendo-o aumentar ainda mais a pressão, a vigilância
e a fiscalização. A ação constrangedora do administrador provoca
reação acomodada das pessoas. Quanto mais ele obriga, tanto mais
elas tendem a se alienar em relação ao trabalho.

Desempenho de Tarefas
A liderança exige fazer com que as tarefas sejam desempenhadas. Os comportamentos de desempenho de tarefas são os esforços
do líder para garantir que a unidade de trabalho ou a organização
atinjam suas metas. Essa dimensão é às vezes mencionada como
preocupação com produção, liderança diretiva, estrutura iniciadora ou proximidade de supervisão. Inclui o enfoque na velocidade,
qualidade e precisão do trabalho, quantidade de produção e na obediência às regras.
Manutenção do Grupo
Ao exibir o comportamento de manutenção do grupo, os líderes
agem para garantir a satisfação dos membros do grupo, para desenvolver e manter relações harmoniosas de trabalho e preservar a estabilidade social do grupo. Essa dimensão é algumas vezes chamada
de preocupação com as pessoas, liderança de apoio ou consideração.
Inclui enfoque nos sentimentos e no bem-estar das pessoas, apreciação por elas e redução do estresse.
Líderes positivos e negativos
Existem diferenças entre maneiras pelas quais os líderes focalizam a motivação das pessoas. Se o enfoque enfatiza recompensas
– econômicas ou outras – o líder usa a liderança positiva. Quanto melhor for a educação do empregado, maior é a sua solicitação
de independência, e outros fatores trabalham a favor da motivação,
mais dependente da liderança positiva. Se a ênfase é colocada em
penalidades, o líder está se utilizando da liderança negativa. Este enfoque pode conseguir um desempenho aceitável em suas situações,
mas tem custos humanos altos. Líderes de estilo negativo agem de
forma a dominarem e serem superiores às pessoas. Para conseguirem que um trabalho seja feito, eles submetem o seu pessoal a personalidades tais como perda do emprego, reprimendas frente a outros
e descontos de dias trabalhados. Exibem sua autoridade a partir da
falsa crença que podem amedrontar todos para que atinjam a produtividade. Eles são mais chefes do que líderes. Existe um contínuo de
estilo de liderança que classifica desde o fortemente positivo até o
fortemente negativo. Quase todos os gerentes usam ambos os estilos
indicados em algum lugar do contínuo todos os dias, mas o estilo dominante deve afirmar-se com o grupo. O estilo está relacionado com
o modelo de comportamento organizacional da pessoa. O modelo
autocrático tende a produzir o estilo chamado de negativo, o modelo
protetor é de alguma forma positivo; e os modelos de apoio ou corporativo são claramente positivos. A liderança positiva geralmente
atinge níveis mais altos de satisfação no trabalho e desempenho.

Teoria Y
Já o administrador que pensa e age de acordo com a teoria Y,
tende a dirigir as pessoas com maior participação, liberdade e responsabilidade no trabalho, pois considera que elas são aplicadas,
gostam de trabalhar e têm iniciativa própria. Ele tende a delegar e a
ouvir opiniões, pois acredita que as pessoas sejam criativas e habilidosas. Compartilha com elas os desafios do trabalho, porque pensa
que elas são capazes de assumir responsabilidades, com autocontrole e autodireção no seu comportamento. Esse estilo de administrar
tende a criar um ambiente democrático de trabalho e oportunidades
para que as pessoas possam satisfazer suas necessidades pessoais
mais elevadas através do alcance dos objetivos organizacionais. Pessoas que trabalham com respeito, confiança e participação tendem
a responder com iniciativa, prazer em trabalhar, dedicação, envolvimento pessoal, entusiasmo e elevada produtividade em seu trabalho.
A situação impulsionadora do administrador provoca uma reação
empreendedora das pessoas. Quanto mais ele impulsiona, tanto mais
elas tendem a tomar iniciativa e responsabilidade no trabalho.
Onde se situar? Qual o estilo de liderança a adotar? Essa questão é simples. Em um modelo burocrático, provavelmente a teoria
X seria a mais indicada como estilo de liderança para submeter rigidamente todas as pessoas às regras e regulamentos vigentes. Porém, na medida em que se adota um modelo adaptativo, a teoria Y
torna-se imprescindível para o sucesso organizacional. Contudo, independentemente do modelo organizacional, o mundo moderno está
abandonando a teoria X e trocando-a definitivamente pela teoria Y.

Líderes autocráticos
O líder centraliza totalmente a autoridade e as decisões. Os subordinados não têm nenhuma liberdade de escolha. O líder autocrático é dominador, emite ordens e espera obediência plena e cega
dos subordinados. Os grupos submetidos à liderança autocrática
apresentaram o maior volume de trabalho produzido, com evidentes
sinais de tensão, frustração e agressividade. O líder é temido pelo
grupo, que só trabalha quando ele está presente. A liderança autocrática enfatiza somente o líder. O líder autocrático é tipicamente
negativo, baseia suas ações em ameaças e punições: mas também
podem ser positivos, como foi demonstrado no caso de um autocrata
benevolente que faz escolhas para dar algumas recompensas a seus
subordinados.

Comportamentos de Liderança
A abordagem comportamental tenta identificar o que fazem os
líderes. Os líderes devem concentrar-se em fazer com que as tarefas
sejam cumpridas ou em manter seus seguidores felizes? Na abordagem comportamental, as características pessoais são consideradas
menos importantes que o real comportamento exibido pelos líderes.
Três categorias gerais do comportamento de liderança receberam atenção particular: comportamentos relacionados ao desempenho de tarefas, à manutenção do grupo e à participação do empregado nas tomadas de decisão.
Didatismo e Conhecimento

46

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo
Algumas vantagens do estilo de liderança autocrática é que ele
geralmente satisfaz como líder, favorece decisões rápidas, utiliza
favoravelmente os subordinados menos competentes, oferecendo
segurança e base estruturais para os empregados. A maior desvantagem é que a maioria dos subordinados não gosta desse estilo, especialmente se for usado de maneira extrema a ponto de criar medo
e frustração.
Na liderança autocrática, o líder centraliza o poder e mantém o
controle de tudo e de todos em suas mãos.
Grupos com líder autoritário. Tendia a ser mais agressivo e briguento. Quando se exprimia a agressão, esta tendia a ser dirigida aos
outros membros do grupo e não ao líder. Alguns indivíduos passaram a depender completamente do líder e só trabalhavam quando
ele estava presente. Quando o líder se afastava do grupo, o trabalho não progredia com a mesma intensidade. Nas frustrações, esses
grupos tendem a se dissolver, através de recriminações e acusações
pessoais.

O líder permite total liberdade para a tomada de decisões individuais ou grupais, participando delas apenas quando solicitado pelo
grupo. O comportamento do líder é evasivo e sem firmeza. Os grupos submetidos à liderança liberal não se saíram bem, nem quanto à
quantidade nem quanto à qualidade do trabalho, com fortes sinais de
individualismo, desagregação do grupo, insatisfação, agressividade
e pouco respeito ao líder. O líder é ignorado pelo grupo. A liderança
liberal enfatiza somente o grupo.
Na liderança liberal, o líder omite-se e deixa a situação fluir à
vontade, sem intervir ou mudar o rumo dos acontecimentos.
Grupos com líder permissivo. O trabalho progredia desordenadamente e pouco. Embora houvesse considerável atividade, a maior
parte dela era improdutiva. Perdeu-se um tempo considerável em
discussões e conversas sobre assuntos meramente pessoais entre os
componentes do grupo. Um líder usa todos três tipos de estilos durante um período de tempo, mas um deles tende a ser dominante.
Os pesquisadores notaram diferença na atmosfera de trabalho, no
comportamento dos elementos do grupo e nas realizações no desempenho dos três grupos.

Líderes democráticos
Os líderes participativos ou democráticos descentralizam a
autoridade. As decisões participativas não são unilaterais, como
no caso do estilo autocrata, pois elas saem da consulta aos subordinados, bem como de sua participação. O líder e seus subordinados
atuam como uma unidade social. Os empregados são informados
sobre as condições que afetam seu trabalho e encorajados a expressar suas ideias, bem como a fazer sugestões. A tendência geral é no
sentido de ampliar o uso das práticas participativas, pois elas são
consistentes com os modelos de apoio colegiado do comportamento
organizacional.
O líder é extremamente comunicativo, encoraja a participação
das pessoas e se preocupa igualmente com o trabalho e com o grupo.
O líder atua como um facilitador para orientar o grupo, ajudando-o
na definição dos problemas e nas soluções, coordenando atividades
e sugerindo ideias. Os grupos submetidos á liderança democrática
apresentaram boa quantidade de trabalho e qualidade surpreendentemente melhor, acompanhadas de um clima de satisfação, integração grupal, responsabilidade e comprometimento das pessoas.
Na liderança democrática ou participativa, o líder trabalha e
toma decisões em conjunto com os subordinados, ouvindo, orientando e impulsionando os membros.
Grupos com líder democrático. Os indivíduos convivem amigavelmente. Há mais atitudes amistosas e ligadas às tarefas. As relações com o chefe são mais espontâneas e livres. O trabalho progredia de maneira suave e espontânea, mesmo quando o chefe está ausente. Sob frustrações, originadas na situação de trabalho, responde
o grupo através de ataques organizados às dificuldades.

Como um Líder Deve Agir
A gestão situacional é a habilidade de mudar a situação, quando
for necessário. E para realizar essa mudança, deve o líder ter uma
variedade de comportamentos para adaptar-se à situação. Esse fato
chama-se residência de estilo, que é a capacidade de manter um estilo adequado a cada situação.
Já o repertório de estilos consiste na habilidade do gerente (ou
líder) em variar seu próprio estilo básico de comportamento.
Comportamento do líder
As pesquisas sobre liderança levaram os psicólogos a observar
duas estruturas gerais de comportamento do líder. Vejamos:
• Líder orientado para a tarefa (OT). Dentro dessa estrutura
de comportamento, o líder (gerente) dirige os seus esforços e o de
seus subordinados para a tarefa, visando iniciar, organizar e dirigir
um trabalho.
• Líder orientado para as relações interpessoais (OR). O gerente (líder) voltado para essa orientação tem relações pessoais mais
amplas no trabalho, caracterizado por ouvir, confiar e encorajar.
Baseado nessa orientação, Reddin propôs quatro combinações
de estilos de liderança.
• Líder separado: Esse estilo de liderança dá ao gerente baixa orientação para o trabalho e pouca orientação para as relações
humanas.
• Líder relacionado: Tem apenas alta orientação para as relações humanas.
• Líder integrado: Possui uma elevada orientação para o trabalho e também interesses altos; é voltado para as relações humanas.
• Líder dedicado: Tem apenas alta orientação para o trabalho.

Líderes liberais
Os líderes liberais ou rédeas soltas evitam o poder e a responsabilidade. Eles dependem muito do grupo, quanto ao estabelecimento
dos seus próprios objetivos e resolução dos seus próprios problemas.
São os membros do grupo que treinam a si mesmos e promovem
suas próprias motivações. O líder tem apenas um papel secundário.
Na liderança do tipo rédeas soltas a contribuição do líder é ignorada
aproximadamente da mesma forma que na liderança do tipo autocrática o líder ignora o grupo. Essa forma de liderança tende a permitir
que diferentes unidades da organização elaborem objetivos cruzados, e que pode degenerar num caos. Por essa razão normalmente
não é usada como um estilo dominante, mas mostra-se útil naquelas
situações nas quais o líder pode deixar as escolhas inteiramente por
conta do grupo.
Didatismo e Conhecimento

13. Gestão da Qualidade
A qualidade é hoje a palavra-chave mais difundida dentro das
empresas. Ao mesmo tempo existe muito pouco entendimento sobre
o que é qualidade. Os próprios teóricos da área reconhecem a dificuldade de se definir, precisamente, o que seja o atributo qualidade
de um produto. Esta dificuldade existe principalmente porque a qua47

Segundo Garvin. A adequação ao uso é determinada por aquelas características do produto que o usuário reconhece como benéficas para ele.enfoque baseado no usuário. poderiam ser resumidas em: “a qualidade de um produto é o grau em que o mesmo satisfaz às exigências do consumidor”. um produto extremamente caro. independente do conteúdo ( ou qualidade intrínseca ) da especificação. com predomínio do enfoque baseado na fabricação. que são equivalentes às reduções na porcentagem de defeituosos. um produto construído em conformidade com as especificações seria considerado de boa qualidade. levam a custos menores. e 5. a qualidade é sinônimo de “excelência nata”. que determinam o grau de satisfação que proporciona ao consumidor. a qualidade e o valor. é a definição. principalmente. atributo ou condição das coisas ou das pessoas capaz de distingui-las das outras e de lhes determinar a natureza”. pois teria poucos compradores. Assim. A definição de qualidade. de P. A coexistência desses diferentes enfoques explica os conflitos sobre qualidade entre. é a definição de Juran. Este enfoque não significa. As citações de outros autores basicamente repetem ou são variações das definições apresentadas e. em seu sentido genérico. Assim. as melhorias na qualidade.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Enfoque baseado no usuário Este enfoque parte da premissa oposta de que “a qualidade está nos olhos do observador/consumidor”. “qualidade é conformidade com especificações”. a qualidade seria uma propriedade inerente à pessoa e ao próprio produto. não poderia ser considerado um produto de qualidade. portanto. quando satisfaz às necessidades do usuário. Supõe-se que os bens que melhor satisfazem as preferências do consumidor são aqueles por ele considerados como tendo alta qualidade. Didatismo e Conhecimento 48 . os produtos com qualidade superior serão mais caros. é útil cultivar tais perspectivas diferentes pois são essenciais para a introdução bem sucedida de produtos de alta qualidade. que aprendemos a reconhecer somente através da experiência e observação. Produção. então. Enfoque baseado no valor Aqui se define a qualidade em termos de custos e preços. seja Marketing. já apresentada aqui: qualidade é adequação ao uso. 4.que não possui limites bem definidos e que é difícil de ser aplicado na prática. em geral. que as características objetivas do produto não sejam avaliadas. dependendo se quem a observa é um consumidor. Além disso. As características devem. etc. 3. durante seu uso. Uma vez que uma especificação de projeto tenha sido estabelecida.enfoque transcendental. para esse autor. Crosby. identifica-se excelência com o atendimento de especificações. em relação ao poder de compra do mercado. a qualidade é definida como uma variável precisa e mensurável. e as diferenças na qualidade refletem-se nas características possuídas por um produto.enfoque baseado no valor. e o Enfoque transcendental Segundo este enfoque. uma vez que a qualidade reflete as características que um produto contém e. para bens de consumo. lidade pode assumir diferentes significados para diferentes pessoas e situações. uma qualidade melhor só pode ser obtida a custos maiores. uma vez que prevenir a ocorrência de defeitos é interpretado como sendo mais econômico do que seu retrabalho. a qualidade também assume diferentes significados para cada um dos setores da empresa. como as características são elementos valoráveis na produção. define qualidade como “conformidade com especificações”. um produto de qualidade é aquele que apresenta desempenho a um preço aceitável. No dicionário de Buarque de Holanda. baseada neste enfoque. a par do potencial de conflito. a área de Marketing. Esta visão leva a dois pontos fundamentais: primeiro.Crosby. Feigenbaun define qualidade como o conjunto de características do produto. a qualidade. Enfoque baseado no produto Por este enfoque. é definida como “propriedade. A dificuldade de se empregar esta abordagem estaria na união de dois conceitos correlatos. e mais difundida. tanto de engenharia quanto de fabricação. Garvin procurou sistematizar os conceitos de qualidade e identifica cinco enfoques principais para se definir qualidade: 1. qualquer desvio significa redução na qualidade.enfoque baseado no produto. dentro deste enfoque. Uma definição ode qualidade bastante difundida. Assim. Levou ainda ao conceito de “adequação ao uso”. e a área de Produção. mas distintos.B. um produto tem qualidade quando é adequado ao uso. onde predominam os enfoques baseados no produtos e/ou no usuário. A qualidade estaria associada a uma visão subjetiva. não importando o quão bem feito ele o é. por sua vez. apresentada anteriormente.enfoque baseado na fabricação. a qualidade não poderia ser precisamente definida. predominante na literatura da área de qualidade. De acordo com esse enfoque. Assim. em função das conveniências e estratégias de mercado das empresas. necessariamente. De acordo com o enfoque baseado na fabricação. por exemplo. um produtor ou ainda um órgão governamental. Os conceitos de qualidade apresentados pelos principais autores da área são os seguintes: Juran associa qualidade à ideia de “adequação ao uso”. Enfoque baseado na fabricação As definições baseadas na fabricação identificam a qualidade como “conformidade com as especificações”. Assistência técnica. a palavra qualidade tem assumido diferentes significados ao longo do tempo. As características que definem a qualidade de um produto devem ser inicialmente identificadas através de uma pesquisa de mercado (abordagem baseada no usuário). ser traduzidas em atributos identificáveis de produto (qualidade baseada no produto). a qualidade é uma característica inerente aos produtos e pode ser avaliada objetivamente: segundo. Este enfoque levou ao conceito de “pontos ideais” ( precisas combinações de atributos do produto que dão a maior satisfação a um consumidor específico) e à visão econômica de que as diferenças de qualidade são percebidas através de alterações na curva de demanda do produto. Este enfoque leva a uma dimensão vertical ou hierarquizada da qualidade. ou seja. Entretanto. O resultado é um elemento híbrido . baseada em preferências pessoais.“excelência adquirível “. 2. Dentro de uma organização. Projetos. pois ela é uma propriedade simples e não analisável. Ela é absoluta e universalmente reconhecível. para que os produtos possam ser classificados segundo as características que possuem.

de uma maneira global. ou de “boa” qualidade. Esse documento está focado sobre as necessidades dos gerentes executivos. a qualidade seria um conceito relativo. Nesse sentido. Estética 8. bem como precisão na montagem. durabilidade superior exige o uso de componentes mais duráveis. Nesta perspectiva. bem como a sua desagregação em cada situação empresarial.   Com o crescimento da competição global. A correta conceituação da qualidade. Com isto se justifica a existência de diferentes níveis de qualidade associados aos produtos e. outros termos foram criados na prática para se designar a qualidade propriamente dita dos produtos. ao passo que outras são modificadas pelas várias tendências (modas). Assistência técnica 7. pois cada um define qualidade a partir de um ponto de vista diferente. de acordo com esta lógica. seu desempenho a longo prazo. comunidades locais e para a sociedade como um todo. a gestão da qualidade se tornou intensamente importante para a liderança e para a gestão de todas as organizações. as organizações produzirão benefícios para os clientes. e não uma propriedade inerente que se afirma ou se nega de um produto. independente do conteúdo desta qualidade. a qualidade deixa de ser uma propriedade que os produtos têm ou não têm para estar associada ao conceito da satisfação de necessidades. A diversidade desses conceitos (dimensões) ajuda a explicar as diferenças entre as cinco abordagens tradicionais da qualidade. assim. e ótima assistência técnica requer um sólido departamento de serviços ao consumidor e ativos representantes de campo. Estas questões. características e durabilidade. a qualidade é tratada em relação à questão da concorrência em qualidade. Confiabilidade 4. já a conformidade superior requer rigoroso cumprimento das especificações na produção. culturais e sociais. Conformidade 5. O fator comum em quase todas as tentativas de se conceituar a qualidade é a satisfação das necessidades do consumidor.” Princípios de Gestão da Qualidade Princípio 1 – Organização Focada no Cliente “As organizações dependem de seus clientes e. a qualidade mediria o ajustamento entre as necessidades do consumidor e a satisfação oferecida pelo produto. um produto destituído de qualidade intrínseca seria considerado qualidade adequada para um consumidor pouco exigente em face de suas limitações econômicas. assegurando que os produtos estão seguindo essas especificações (abordagem baseada na fabricação). Assim. continuamente. pela focalização nos clientes e. Há dimensões que envolvem atributos mensuráveis do produto. principalmente no que diz respeito a bens de consumo. Há ainda as que são características inerentes aos produtos. deveriam entender as necessidades atuais e futuras. São inevitáveis os conflitos entre os cinco enfoques. Aplicando os oito Princípios de Gestão da Qualidade. O desempenho e as características podem refletir preferências pessoais. enquanto outras são associadas. uma função diferente assume o papel principal. enquanto a qualidade seria um indicador de grau em que o produto satisfaz às necessidades do consumidor. visando melhorar. a todos os grupos de usuários. Qualidade observada Para os autores. a abordagem baseada no usuário está voltada para a estética e a qualidade observada. portanto. Desempenho 2. entretanto. Em face da subjetividade associada ao termo qualidade e ao emprego bastante genérico da mesma. Características 3. se entenda a lógica das necessidades e da satisfação. A confiabilidade. portanto. ficará claro o porquê dos conflitos. serão abordadas no próximo capítulo quando analisaremos as estratégias de obsolescência planejada.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo processo produtivo pode então ser organizado. a conformidade. e o enfoque baseado na produção busca a conformidade e a confiabilidade. para se entender a lógica da qualidade. além de boa capacidade das áreas de engenharia e de projetos. desde que satisfizesse às necessidades do consumidor. Na literatura de Economia e Marketing. encaminhando as necessidades de todas as partes interessadas. Cada dimensão da qualidade impõe suas próprias exigências à empresa. em face da subjetividade associada à satisfação de necessidades. independente da natureza e do conteúdo desta diferenciação. O raciocínio pelo qual passa essa visão considera o sujeito (consumidor) e o objeto (produto) como entidades autônomas e separadas que se relacionam através da necessidade. ao mesmo tempo. Garvin (1984) identifica ainda oito dimensões com vistas a desagregar a qualidade em seus elementos básicos: 1. pode ser chave para se recorrer à qualidade como uma estratégia de concorrência. Entretanto. fornecedores. a durabilidade e a assistência técnica são dimensões que envolvem atributos mensuráveis do produto e são objetivas. Cada uma das abordagens está implicitamente voltada para uma ou mais dimensões da qualidade: a abordagem baseada no produto preocupa-se com desempenho. Os Princípios de Gestão da Qualidade aplicam-se. os economistas tratam a concorrência empresarial por diferenciação de produto como uma concorrência em qualidade. tais como “desempenho do produto” e “confiabilidade do produto”. Juntas essas oito dimensões da qualidade cobrem vasto conjunto de conceitos. um produto seria considerado qualitativamente correto. sendo necessárias diferentes prioridades para se alcançar a meta pretendida. Em cada caso. Assim. Benefícios da aplicação desse Princípio para: · a gestão operacional – melhorando o desempenho da organização a fim de atender as necessidades dos clientes 49 . Didatismo e Conhecimento Definição de Princípio de Gestão da Qualidade “Um Princípio de Gestão da Qualidade é uma crença ou regra fundamental e abrangente para conduzir e operar uma organização. Alto desempenho requer priorização do projeto. Uma vez que o conceito seja bem entendido e cada dimensão seja considerada separadamente. Todos estes três aspectos são necessários e devem ser conscientemente atacados. Esta questão não é considerada por esses autores e exige que. e esta é entendida e discutida pelos autores dentro do âmbito da diferenciação de produto. De modo geral. acionistas. deixa-se transparecer que a necessidade seria o propulsor da produção e da qualidade desta produção. enquanto a estética e a qualidade observada são as mais subjetivas. Algumas são objetivas e não são influenciadas pelo elemento tempo. atender os requisitos e se esforçarem para exceder as expectativas dos seus clientes. pode-se questionar até que ponto as necessidades são naturais ou são geradas. Durabilidade 6.

” Benefícios da aplicação desse Princípio para: · a gestão operacional – informações e dados são a base para a compreensão do desempenho de sistemas e processos para orientar as melhorias e prevenir problemas futuros. independente da forma ou do suporte. Didatismo e Conhecimento 50 . Um documento é qualquer meio. utilização. instituições culturais etc. desconhecendo ou desqualificando o trabalho deste profissional. processamento. É o responsável pelo gerenciamento da informação. a partir da segunda metade do século XIX. na elaboração de projetos e na implantação de instituições e sistemas arquivísticos. Arquivo é um conjunto de documentos criados ou recebidos por uma organização. Também tem por função a preservação do patrimônio documental de um pessoa (física ou jurídica). Desde o desenvolvimento da Arquivologia como disciplina.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Princípio 2 – Liderança “Líderes estabelecem a unidade de propósitos e a direção da organização. intermediária e permanente. A arquivologia é uma ciência que estuda as funções do arquivo. armazenamento e recuperação de informações. compreender e gerenciar um sistema de processos inter-relacionados para um dado objetivo melhora a eficácia e a eficiência da organização. O arquivista é um profissional de nível superior. Uma grande dificuldade é que muitas organizações não se preocupam com seus arquivos. que comprove a existência de um fato. Princípio 4 – Enfoque de Processo “Um resultado desejado é alcançado mais eficientemente quando as atividades e recursos relacionados são gerenciados como um processo. com formação em arquivologia ou experiência reconhecida pelo Estado. a adoção do enfoque de processos para todas as operações resulta em custos mais baixos. controle da variabilidade. Princípio 8 – Relacionamento Mutuamente Benéfico com o Fornecedor “Uma organização e seus fornecedores são interdependentes. circulação. que os mantém ordenadamente como fonte de informação para a execução de suas atividades. fornecimento. Para tanto. estudos e técnicas de organização sistemática e conservação de arquivos. da recuperação da informação e da elaboração de instrumentos de pesquisa. dentro dos prazos.” Benefícios da aplicação desse Princípio para: · a gestão operacional – criando e gerenciando relacionamentos com fornecedores para garantir fornecimentos sem defeito. produzida ou recebida no decorrer da atividade de uma instituição ou pessoa e que possui conteúdo. organização. Princípio 7 – Enfoque Factual para a Tomada de Decisão “Decisões eficazes são baseadas em análises de dados e informações. comerciais e pessoais. ainda. Ele pode trabalhar em instituições públicas ou privadas. Isto provoca problemas quanto à qualidade do serviço e de tudo o que. em última instância. delegando a outros profissionais as atividades específicas do arquivista. Eles deveriam criar e manter um ambiente interno no qual as pessoas possam se tornar plenamente envolvidas no alcance dos objetivos da organização. Técnicas de Arquivamento: classificação. Documento arquivístico: Informação registrada. firma ou indivíduo. No meio jurídico. conservação. institução e.” Benefícios da aplicação desse Princípio para: · a gestão operacional – uma visão mais ampla da eficácia de processos a qual conduz ao entendimento das causas de problemas e oportunas ações de melhorias. preservação e disseminação da informação contida nos documentos. dando poder e envolvendo as pessoas para alcançar os objetivos da organização. 14.” Benefícios da aplicação desse Princípio para: a gestão operacional – envolvendo as pessoas da organização na melhoria contínua de processos. organização. pessoas sendo envolvidas em decisões apropriadas e em processos de melhorias.” Benefícios da aplicação desse Princípio para: · a gestão operacional. As entidades mantenedoras de arquivos podem ser públicas (Federal.” Benefícios da aplicação desse Princípio para: · a gestão operacional. centros de documentação. prevenção de erros. arquivos correntes e protocolo. talvez nada tenha sido tão revolucionário quanto o desenvolvimento da concepção teórica e dos desdobramentos práticos da gestão. publicação. da sociedade como um todo. Estadual Distrital. gestão documental. arquivos privados ou públicos. direta ou indiretamente. Princípio 6 – Melhoria Contínua “A melhoria contínua deveria ser um objetivo permanente na organização. Princípio 5 – Enfoque Sistêmico para a Gestão “Identificar. e confiáveis. desenvolvimento. no gerenciamento da informação e na programação e organização de atividades culturais que envolvam informação documental produzida pelos arquivos públicos e privados. Princípio 3 – Envolvimento de Pessoas “Pessoas de todos os níveis são a essência de uma organização e o pleno envolvimento delas permite que suas capacidades sejam usadas para o benefício da organização. que são aplicados nos processos de composição. e também os princípios e técnicas a serem observados durante a atuação de um arquivista sobre os arquivos. identificação. técnicas e procedimentos diversos. observando as três idades dos arquivos: corrente. documentos são frequentemente sinônimos de atos. cartas ou escritos que carregam um valor probatório. normas. tempos de ciclo mais curtos e saídas mais previsíveis. Os documentos preservados pelo arquivo podem ser de vários tipos e em vários suportes. análise. sobretudo gráfico. utiliza-se de princípios. e um relacionamento mutuamente benéfico aumenta a capacidade de ambos criarem valor.” Benefícios da aplicação desse Princípio para: · a gestão operacional. institucionais. a exatidão ou a verdade de uma afirmação etc. coleta. O arquivista atua desenvolvendo planejamentos. contexto e estrutura suficientes para servir de prova dessa atividade. Municipal). É a Ciência e disciplina que objetiva gerenciar todas as informações que possam ser registradas em documentos de arquivos. Ocupa-se. depende dela.

Permitem representar de maneira sintética o assunto de um documento e reagrupar as obras nas prateleiras por afinidade de conteúdo. Administrar. um determinado conjunto de elementos. porque assegura que a informação produzida e utilizada será bem gerenciada. que encontram na Tecnologia da Gestão de Documentos uma poderosa aliada para a tomada de decisões e um facilitador para a gestão de suas atividades. Princípio da Indivisibilidade ou integridade: Os fundos de arquivo devem ser preservados sem dispersão. A eficiente gestão dos arquivos públicos municipais contribui para uma melhor administração dos recursos das cidades e municípios. de molde a facilitar a sua posterior identificação. os arquivos devem ser organizados em obediência à competência e às atividades da instituição ou pessoa legitimamente responsável pela produção. A Gestão de Documentos no âmbito da administração pública atua na elaboração dos planos de classificação dos documentos. forma. funções e atividades da entidade produtora/acumuladora em suas relações internas e externas. Com relação à Acreditação. organizar e gerenciar a informação é. portanto. uma preocupação entre as empresas e entidades públicas e privadas de pequeno. acumulação ou guarda dos documentos. garantindo a confidencialidade e a rastreabilidade das informações. se destruírem documentos de valor permanente ou de interesse público e social. que estes estão sujeitos se não cumprirem a legislação em vigor ou ainda. bibliotecas. A organicidade é a qualidade segundo a qual os arquivos espelham a estrutura. tipo ou suporte.639/2002. Princípio da Cumulatividade: O arquivo é uma formação progressiva. A Gestão de Documentos é também um caminho seguro. através de backup ou pela utilização de sistemas que permitam acesso à informação pela internet e intranet. Na classificação de documentos em arquivos pode-se distinguir dois aspectos distintos: • A classificação como ato mental. um ou dois assuntos secundários que se traduzem pelo termo mais apropriado figurando num dos tipos classificatórios. não podem ser descartados sem o devido planejamento de como garantir a preservação das informações. localização e consulta. Na classificação. As linguagens classificatórias (decimal. CDU. do Conselho Federal de Medicina. eficiência e rapidez no desenvolvimento das atividades diárias e o controle do documento desde o momento de sua produção até a destinação final. a partir de conceitos da Gestão Documental. colocando-se os documentos numa ordem previamente estabelecida e de acordo com o sistema de classificação concebido para o efeito. interrupção no processo de deterioração dos documentos e na eliminação do risco de perda do acervo. Por este princípio. e outras) são instrumentos de trabalho muito importantes e que se encontram ligados às necessidades do funcionamento dos arquivos. agrupando o que é semelhante e separando o que é diferente. que pressupõe uma divisão intelectual e sistemática de um conjunto de documentos em grupos e subgrupos. A Gestão de Documentos contribui no processo de Acreditação e Certificação ISO. hoje. Administrar e gerenciar documentos. Arquivos originários de uma instituição ou de uma pessoa devem manter a respectiva individualidade. as operações de descrição de conteúdo de um documento consistem na determinação do seu assunto principal e eventualmente. São eles: Princípio da Proveniência: Fixa a identidade do documento. natural e orgânica. A implantação da Gestão de Documentos associada ao uso adequado da microfilmagem e das tecnologias do GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos). Por outras palavras. Sistemas de Classificação PRINCÍPIOS: Os principais Sistemas ou Tipos de classificação utilizados em arquivos são: Os princípios arquivísticos constituem o marco principal da diferença entre a arquivística e as outras “ciências” documentárias. deve ser efetiva visando à garantia no processo de atualização da documentação. os documentos de arquivo conservam seu caráter único. Princípio da Unicidade: Não obstante. é um método que permite ordenar os vários elementos de um conjunto de acordo com as suas semelhanças e diferenças.  • A disposição material e física desses grupos. relativamente a seu produtor. Didatismo e Conhecimento ü Classificação Alfabética ü Classificação Numérica ü Classificação Alfa-numérica ü Classificação Cronológica ü Classificação Geográfica ü Classificação Ideológica ü Classificação Decimal ü Classificação Decimal Universal (CDU) ü Classificação Automática 51 . mutilação.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Princípio da Organicidade: As relações administrativas orgânicas se refletem nos conjuntos documentais. gênero. onde é definido que os prontuários médicos são de guarda definitiva e. a Gestão de Documentos é fator determinante também para cumprir a Resolução 1. em função do contexto em que foram produzidos. Desta forma é assegurado o acesso rápido à informação e preservação dos documentos. além de proporcionar benefícios como: racionalização dos espaços de guarda de documentos. destruição não autorizada ou adição indevida. Entende-se por classificação: o processo pelo qual se torna possível dispor de uma forma ordenada. alienação. proporciona às empresas privadas e entidades públicas maior controle sobre as informações que produzem e recebem. rápido e eficiente para as empresas se destacarem dos seus concorrentes e conquistarem certificações. centros e serviços de documentação. TTD (Tabela Temporalidade Documental) e comissão permanente de avaliação. não devendo ser mesclados a outros de origem distinta. médio e grande porte de diversos segmentos. dentro de seu contexto orgânico de produção. além de resguardar os mesmos de penalidades civis e administrativas.

• Características do indexador: • Pessoais: objetividade. • Deverá ter em conta a evolução futura das atribuições do serviço deixando espaço livre para novas inclusões. corrigindo os erros ou classificações mal efetuadas. sempre que possível. em transcrever para linguagem documental os conceitos depois de terem sido extraídos dos documentos por meio de uma análise dos mesmos. seleção e uso de equipamento reprográfico. e) Eficácia ü Capacidade de um sistema de informação recuperar a informação relevante. difícil e morosa e deve ser elaborada com o máximo cuidado de forma a não se cometerem erros que se repercutirão na estrutura e bom funcionamento do arquivo. a indexação coordenada e a indexação por temas. A informação contida num documento é representada por um conjunto de conceitos ou combinações de conceitos. Seleção dos conceitos necessários para uma pesquisa pos- b. • Servem ao utilizador para recuperar a informação. desenvolvimento intelectual. preparação e gestão de correspondência.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo A indexação é a operação que consiste em descrever e caracterizar um documento com o auxilio de representações dos conceitos contidos nesses documentos. • Contribuem para a uniformidade e consistência da indexação. são: Os parâmetros a ter em conta para realizar tarefa de indexação a) Exaustividade ü Todos os assuntos (conceitos) de que trata o documento estão representados na indexação. arquivamento intermediário. • A sua construção deve estar de acordo com as atribuições do organismo (divisão de competências) ou em última análise. Nos arquivos e centros. são de uma importância decisiva na elaboração de um plano de classificação que permita um bom funcionamento do arquivo. Um bom plano de classificação deve possuir as seguintes características: • Satisfazer as necessidades práticas do serviço. envolve as seguintes fases: • produção: concepção e gestão de formulários. Especificidade. d) Pertinência ü A indexação deve ser feita sempre em função do utilizador. • destinação: a identificação e descrição das séries documentais. representando para um mesmo conceito a escolha de um mesmo termo. eliminação e recolhimento dos documentos de valor permanente às instituições arquivísticas. • Profissionais: conhecimento técnicos que permitam decisões acertadas. o plano de classificação ou plano do arquivo. fomento de sistemas de gestão da informação e aplicação de tecnologias modernas a esses processos. isto é. A indexação conduz ao registro dos conceitos contidos num documento de uma forma organizada e facilmente acessível. Representação dos conceitos em linguagem documental com o auxílio dos instrumentos de indexação: • Servem ao indexador para indexar o documento. adotando critérios que potenciem a resolução dos problemas. mediante a constituição de instrumentos de pesquisa documental como índices e catálogos alfabéticos de matérias. relativamente aos conceitos expressos no documento. segura e eficaz. Didatismo e Conhecimento 52 . focando a estrutura das entidades de onde provém a correspondência. nele armazenada de uma forma eficaz e com o mínimo de custo. • Ser revista periodicamente. • terior. para alcançar economia e eficácia. produção e manutenção de programas de documentos vitais e uso de automação e reprografia nestes processos. capacidade de síntese. gestão de correio e telecomunicações. É uma tarefa muito importante. estabelecimento de programas de avaliação e destinação de documentos. espírito de análise. ü Procura anular a sinonímia (palavras de significação idêntica ou parecida. mas não tem o mesmo valor e emprego). b)  Uniformidade ü É um parâmetro muito importante ligado a qualidade da indexação. o mais próximo possível. imparcialidade. cultura específica e outras. utilizam-se. análise de sistemas. Por esta razão. A indexação permite uma pesquisa eficaz das informações contidas no acervo documental. gestão de informes e diretrizes. tanto melhor se efetuará a ordenação da documentação. ü A descrição do conteúdo traduz. primordial. a informação que o documento contém. • Identificação dos conceitos que representam esse conteú- Plano de Classificação O objetivo primordial de uma eficaz estruturação dos arquivos consiste na criação de condições para a recuperação da informação de forma rápida. Reconhecimento dos conceitos que contêm informação: • Apreensão do conteúdo total do documento. termos de estrutura idêntica para a representação de conceitos análogos. c)  Coerência ü Aplicação dos mesmos princípios e critérios de escolha para a resolução de casos análogos. ü Utiliza. Quanto mais simples forem as regras de classificação adotadas. • utilização e conservação: criação e melhoramento dos sistemas de arquivos e de recuperação de dados. do. A indexação processa-se em duas fases: a. sociabilidade. conhecimentos profundos acerca do sistema de indexação em que está integrado. implicando uma uniformidade intrínseca ao próprio sistema. se deve estabelecer no início de funcionamento de um arquivo. A função da gestão de documentos e arquivos nos sistemas nacionais de informação. O conceito de classificação e o respectivo  sistema classificativo a ser adotado. segundo o qual um programa geral de gestão de documentos. A qualidade num processo de indexação é influenciada pelos seguintes parâmetros: • Características dos instrumentos de indexação utilizados. ü Não existe seleção de termos. normalmente. e promover a sua atualização sempre que se entender conveniente. cultura geral. ou serviços de documentação. ü Não se utilizam termos de indexação demasiados genéricos ou demasiado específicos.

Sua primeira tarefa foi analisar e discutir a tabela de temporalidade elaborada pelo grupo de trabalho Arquivo Nacional/ SEPLAN. que em seu artigo 9º dispõe que “a eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada mediante autorização de instituição arquivística pública. com vista a garantir o acesso à informação a quantos dela necessitem. A classificação define.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo O código de classificação de documentos de arquivo é um instrumento de trabalho utilizado para classificar todo e qualquer documento produzido ou recebido por um órgão no exercício de suas funções e atividades. A tabela de temporalidade deverá contemplar as atividades-meio e atividades-fim de cada órgão público. de acordo com as seguintes operações. grupos e subgrupos. foi encaminhada. relativos às atividades-meio. Vale ressaltar que a aplicação da tabela deverá estar condicionada à aprovação por instituição arquivística pública na sua específica esfera de competência. A tabela. subclasses. com o objetivo de torná-la aplicável também aos documentos produzidos pelos órgãos públicos nas esferas estadual e municipal. Didatismo e Conhecimento 53 . ainda que restrito à documentação já depositada no arquivo intermediário do Arquivo Nacional. além de um campo para observações necessárias à sua compreensão e aplicação. A classificação deve ser realizada por servidores treinados. quando necessário. a Câmara Técnica de Avaliação de Documentos (Ctad) para dar suporte às atividades do conselho. Posteriormente. para os assuntos secundários. respectivamente. 4. utilizando o índice. ao seu potencial de uso para fins administrativos e de pesquisa. na medida em que define quais documentos serão preservados para fins administrativos ou de pesquisa e em que momento poderão ser eliminados ou destinados aos arquivos intermediário e permanente. desta vez com a preocupação de estabelecer prazos de guarda com vista à eliminação e. do qual constam diretrizes gerais para a realização da avaliação e para a elaboração de tabelas de temporalidade. conseqüentemente. constituindo-se em referencial básico para sua recuperação. em países da Europa. de 8 de janeiro de 1991. Orçamento e Coordenação (SEPLAN). Em outras palavras. identificando o assunto principal e o(s) secundário(s) de acordo com seu conteúdo. partindo-se sempre do geral para o particular. Com o objetivo de elaborar uma tabela de temporalidade para documentos da então Secretaria de Planejamento. esta deverá ser encaminhada à instituição arquivística pública para aprovação e divulgação. à redução do volume documental e racionalização do espaço físico. iniciaram-se as primeiras atividades de avaliação dos acervos de caráter intermediário sob a guarda da então Divisão de Pré-Arquivo do Arquivo Nacional. A classificação por assuntos é utilizada com o objetivo de agrupar os documentos sob um mesmo tema. Os primeiros atos legais destinados a disciplinar a avaliação de documentos no serviço público datam do final do século passado. 3. elaborada com base nas experiências já desenvolvidas pelos dois órgãos. ROTINAS CORRESPONDENTES ÀS OPERAÇÕES DE CLASSIFICAÇÃO 1. um grupo de trabalho composto por técnicos do Arquivo Nacional e daquela secretaria. encontram-se hierarquicamente distribuídos de acordo com as funções e atividades desempenhadas pelo órgão. os quais refletem a hierarquia funcional do órgão. Ler o documento. uma vez que o trabalho arquivístico é realizado com base no conteúdo do documento. nos Estados Unidos e no Canadá. b) CODIFICAÇÃO: consiste na atribuição do código correspondente ao assunto de que trata o documento.159. 5. a) ESTUDO: consiste na leitura de cada documento. 2. servindo como orientação a todos os órgãos participantes do Sistema Nacional de Arquivos (Sinar). recolhimento e acesso a esses documentos. caberá aos mesmos definir a temporalidade e destinação dos documentos relativos às suas atividades específicas. uma Comissão Interna de Avaliação que referendou os prazos de guarda e destinação propostos. A tabela de temporalidade é um instrumento arquivístico resultante de avaliação. em 1993. dentre outras. complementando a tabela básica. mas o primeiro passo para sua regulamentação ocorreu efetivamente com a lei federal nº 8. Receber o documento para classificação. definida através de classes. A avaliação constitui-se em atividade essencial do ciclo de vida documental arquivístico. em novembro de 1994. cujos resultados. os prazos de guarda nas fases corrente e intermediária. O modelo ora apresentado constitui-se em instrumento básico para elaboração de tabelas referentes às atividades-meio do serviço público. na sua específica esfera de competência”. o qual reflete a atividade que o gerou e determina o uso da informação nele contida. isto é. as funções. por meio de ato legal que lhe confira legitimidade. que forneceram as informações relativas aos valores primário e secundário dos documentos. a destinação final – eliminação ou guarda permanente. podendo ser adaptado de acordo com os conjuntos documentais produzidos e recebidos. em 1993. os assuntos recebem códigos numéricos. foi constituída. Com a instalação do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq). Preencher a(s) folha(s) de referência. Desta forma. portanto. e entrevistas com historiadores e servidores responsáveis pela execução das atividades nos órgãos públicos. serviriam de subsídio ao estabelecimento de prazos de guarda e destinação para os documentos da administração pública federal. No código de classificação. foi criada. Localizar o(s) assunto(s) no Código de classificação de documentos de arquivo. segundo o valor e o potencial de uso que apresentam para a administração que os gerou e para a sociedade. atividades. Em 1986. transferência. A referência cruzada é um mecanismo adotado quando o conteúdo do documento se refere a dois ou mais assuntos. a organização física dos documentos arquivados. eliminação. seleção. foi criado. a fim de verificar sob que assunto deverá ser classificado e quais as referências cruzadas que lhe corresponderão. A metodologia adotada à época envolveu pesquisas na legislação que regula a prescrição de documentos administrativos. espécies e tipos documentais genericamente denominados assuntos. à Direção Geral do Arquivo Nacional para aprovação. como forma de agilizar sua recuperação e facilitar as tarefas arquivísticas relacionadas com a avaliação. Concluídos os trabalhos. que tem por objetivos definir prazos de guarda e destinação de documentos. Anotar o código na primeira folha do documento. No Brasil. a preocupação com a avaliação de documentos públicos não é recente. em 1994. Sua estrutura básica deve necessariamente contemplar os conjuntos documentais produzidos e recebidos por uma instituição no exercício de suas atividades. O Arquivo Nacional publicou em 1985 manual técnico sob o título Orientação para avaliação e arquivamento intermediário em arquivos públicos.

. desde que o prazo total de guarda não seja alterado. Os principais Sistemas ou Tipos de classificação utilizados em arquivos são: Método alfabético: É o sistema mais simples. orientações quanto à alteração do suporte da informação e aspectos elucidativos quanto à destinação dos documentos. estas instituições tiveram mais ou menos o mesmo objetivo. Assim. para os legar às gerações futuras. e até quitação da dívida. as unidades organizacionais são responsáveis pelo arquivamento corrente e o arquivo central funciona como arquivo intermediário. podendo ser transferido para depósito em outro local. o homem.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Apresentam-se a seguir diretrizes para a correta utilização do instrumento: III – Órgãos que não possuem arquivo central e contam com serviços de arquivamento intermediário: Nesta variável. exigindo sua permanência junto às unidades organizacionais. foram empregadas funções. do Distrito Federal e municipais). A fase intermediária relaciona-se ao período em que o documento ainda é necessário à administração. transmite ordens. há necessidade de redistribuição dos prazos. 3. evita repetição desnecessárias de experiências. Didatismo e Conhecimento 4. transferindo os documentos – após cessado o prazo previsto para esta fase – para o arquivo intermediário. necessárias à correta aplicação da tabela. Incluem-se. que corresponde ao arquivo da unidade organizacional). Isto nada mais é do que registrar e guardar. II – Órgãos que possuem arquivo central e não contam com serviços de arquivamento intermediário: Nos órgãos situados nesta variável. estadual e municipal). seja ao nível da administração (fases corrente e intermediária). informação e pesquisa. Como instrumento auxiliar. Eram elas depósitos de tudo o que se produzira a mente humana. que corresponde ao setor de arquivo geral/central da instituição). seguindo orientação técnica dos arquivos públicos. Por sua vez. preferencialmente. diminui a duplicidade de documentos. talvez na ânsia de se perpetuar. espécies e tipos documentais. obedecendo aos prazos previstos para esta fase e efetuando o recolhimento ao arquivo permanente. pode ser expresso a partir de uma ação concreta que deverá necessariamente ocorrer em relação a um determinado conjunto documental. A necessidade de comunicação é tão antiga como a formação da sociedade humana. estaduais e municipais que se enquadram nesta variável. 2. . Por muito tempo reinou uma completa confusão sobre o verdadeiro sentido da biblioteca. a distribuição dos prazos de guarda nas fases corrente e intermediária foi definida a partir das seguintes variáveis: I – Órgãos que possuem arquivo central e contam com serviços de arquivamento intermediário: Para os órgãos federais. IV – Órgãos que não possuem arquivo central nem contam com serviços de arquivamento intermediário: Quanto aos órgãos situados nesta variável. Outras instituições poderão manter seus arquivos permanentes. Indiscutivelmente. de forma a contemplar os seguintes setores arquivísticos: . que corresponde ao depósito de arquivamento intermediário. 54 . o qual deverá assumir tais funções.arquivo setorial (fase corrente. seja no âmbito dos arquivos públicos (permanentes ou históricos). fácil. até homologação da aposentadoria. hierarquicamente distribuídos de acordo com as funções e atividades desempenhadas pela instituição. deve ser objetivo e direto na definição da ação – exemplos: até aprovação das contas. Prazos de guarda: Referem-se ao tempo necessário para arquivamento dos documentos nas fases corrente e intermediária. lógico e prático. quando as informações contidas no documento são consideradas importantes para fins de prova. que contém os conjuntos documentais ordenados alfabeticamente para agilizar a sua localização na tabela. Destinação final: Neste campo é registrada a destinação estabelecida que pode ser a eliminação. em anos. do resultado do trabalho intelectual e espiritual do homem. teve sempre a preocupação de registrar suas observações. Constitui fonte de pesquisa para todos os ramos administrativos e auxilia o administrador a tomada de decisões. as unidades organizacionais são igualmente responsáveis pelo arquivamento corrente. embora à disposição desta. isto é. considerando-se as características de cada fase. Excepcionalmente. Para possibilitar melhor identificação do conteúdo da informação. Entretanto. garantindo o intercâmbio de informações sobre os respectivos acervos. museu e arquivo. agrupados segundo um código de classificação. revela o que está por ser feito. cujos conjuntos constituem o referencial para o arquivamento dos documentos. mencionado. 1. segundo a particularidade dos conjuntos documentais avaliados. O arquivo. nem para a procura do documento desejado. O prazo estabelecido para a fase corrente relaciona-se ao período em que o documento é freqüentemente consultado. Assim começou a escrita. ainda. seu pensamento. responsáveis pela preservação dos documentos e pelo acesso às informações neles contidas. Observações: Neste campo são registradas informações complementares e justificativas. A guarda permanente será sempre nas instituições arquivísticas públicas (Arquivo Nacional e arquivos públicos estaduais. porque obedecendo à ordem alfabética pode-se logo imaginar que não apresentará grandes dificuldades nem para a execução do trabalho de arquivamento. quando o documento não apresenta valor secundário (probatório ou informativo) ou a guarda permanente. porém com menor frequência de uso. geralmente subordinado à instituição arquivística pública nas esferas federal. atividades. genericamente denominados assuntos. que promoverá o recolhimento ao arquivo permanente. ficando a guarda intermediária a cargo das mesmas ou do arquivo público. Na sua essência. pode ser utilizado o índice. quando bem organizado.arquivo central (fase intermediária I. o que já foi feito e os resultados obtidos. A realidade arquivística no Brasil aponta para variadas formas de concentração dos arquivos. Assunto: Neste campo são apresentados os conjuntos documentais produzidos e recebidos.arquivo intermediário (fase intermediária II. pois a consulta é direta. visando atender exclusivamente às necessidades da administração que os gerou. guardar é arquivar. no seu sentido mais simples. por anos e anos. as unidades organizacionais também funcionam como arquivo corrente.

uso. é um dos mais difíceis processos de arquivamento.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Método numérico simples: Consiste em numerar as pastas em ordem da entrada do correspondente ou assunto. e no outro são arquivadas numericamente. porque assegura que a informação produzida e utilizada será bem gerenciada. Método simplificado: Este a rigor não deveria ser considerado propriamente um método. tendo alcançado seu objetivo. de acordo com o numero que recebeu o cliente ou o assunto. por sua vez. sabemos qual é o ultimo numero preenchido e assim destinaremos o numero seguinte a qualquer novo cliente que seja registrado. Para obter o certificado. Temos o vocabulário todo da língua à nossa disposição e justamente o fato de ser tão amplo o campo da escolha nos dificulta a seleção acertada. e assim por diante. não podem ser descartados sem o devido planejamento de como garantir a preservação das informações”. de acordo com os países. No Brasil. Método alfabético numérico: Como se pode deduzir pelo seu nome. Muitos documentos de valores legais e probatórios podem ser vistos amontoados e expostos a riscos e danos de destruição.639/2002. avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária. onde é definido que os prontuários médicos são de guarda definitiva e. assistências de saúde e a segurança da informação estão sendo realizados de maneira correta e com excelência. “Com relação à Acreditação. com a finalidade de reunir num só móvel as vantagens de todos eles. Gestão de Documentos uma poderosa aliada para a tomada de decisões e um facilitador para a gestão de suas atividades. muito interessante. fora publicado em 1876. ao entrar para o arquivo. graças a ele. Nos departamentos de vendas. nada mais é do que a utilização de vários métodos ao mesmo tempo. além de resguardar os mesmos de penalidades civis e administrativas. A eficiente gestão dos arquivos públicos municipais contribui para uma melhor administração dos recursos das cidades e municípios. Para o bom êxito deste método. além de proporcionar benefícios como: racionalização dos espaços de guarda de documentos. deve ser efetiva visando à garantia no processo de atualização da documentação. representado por palavras dispostas alfabeticamente. eficiência e rapidez no desenvolvimento das atividades diárias e o controle do documento desde o momento de sua produção até a destinação final.º 8. definindo que a Gestão de Documentos é o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção. pois. Vários documentos se encontram armazenados de maneira indevida. é um método que procurou reunir as vantagens dos métodos alfabéticos simples e numérico simples. se subdividiram em outras dez. Método geográfico: Este método é muito aconselhável quando desejamos ordenar a documentação de acordo com a divisão geográfica. visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. nesta seleção. os serviços de saúde são avaliados e devem garantir e assegurar aos usuários e profissionais que os procedimentos médicos. portanto. Método decimal: Este método foi inspirado no Sistema Decimal de Melvil Dewey. a Gestão de Documentos é fator determinante também para cumprir a Resolução 1. graças à sua base decimal. A Gestão de Documentos é também um caminho seguro. gerenciados e ter rastreabilidade. municípios etc. na realidade. Administrar e gerenciar documentos. numas fichas serão arquivadas alfabeticamente. rápido e eficiente para as empresas se destacarem dos seus concorrentes e conquistarem certificações como Acreditação Hospitalar e Certificação. cidades. garantindo a confidencialidade e a rastreabilidade das informações. Dividiu ele os conhecimentos humanos em dez classes. Método específico ou por assunto: Indiscutivelmente o método especifico. pois. disse Mário Pinho. não obstante a Lei Federal N. para que se saiba que numero recebeu o correspondente ou assunto desejado. sendo infinita essa possibilidade de subdivisão. Este ultimo índice pode ser considerado tombo (registro) de pastas ocupadas e. podendo causar perdas e prejuízos irreparáveis ao Município. do outro. estados. A realidade dos arquivos da administração pública reflete a necessidade da implantação de uma gestão documental. A Norma NBR ISO 9001:2000 estabelece que os documentos requeridos pelo Sistema de Gestão da Qualidade devem ser controlados. A ONA (Organização Nacional de Acreditação) é responsável pelo processo permanente de avaliação e certificação da qualidade dos serviços de saúde nos hospitais e clinicas que almejam conseguir a Acreditação. do Conselho Federal de Medicina. devemos organizar dois índices em fichas. no arquivamento. tramitação. é de especial utilidade para agrupar os correspondentes de acordo com as praças onde operam ou residem. as quais. dispensando assim qualquer planejamento anterior do arquivo. que estes estão sujeitos se não cumprirem a legislação em vigor ou ainda. interrupção no processo de deterioração dos documentos e na eliminação do risco de perda do acervo. apresenta a dificuldade de se escolher o melhor termo ou expressão que defina o assunto. a partir de conceitos da Gestão Documental. proporciona às empresas privadas e entidades públicas maior controle sobre as informações que produzem e recebem. A Gestão de Documentos contribui no processo de Acreditação e Certificação ISO. pesquisas recentes revelaram que apenas 30% dos arquivos municipais brasileiros possuem condições ao menos razoáveis. através de backup ou pela utilização de sistemas que permitam acesso à informação pela internet e intranet. pois desta combinação resultou um método que apresenta ao mesmo tempo a simplicidade de um e a exatidão e rapidez. o qual conseguiu um grande sucesso. além do que entra muito o ponto de vista pessoal do arquivista. por exemplo. É conhecido também pelo nome de numeralfa e alfanumérico. É importante ainda estabelecer uma sistemática para remoção dos documentos obsoletos e a preservação dos documentos de valores históricos a partir da implantação da Gestão de Documentos. Dewey organizou um sistema de classificação para bibliotecas. consistindo em agrupar as pastas por assunto. sem nenhuma consideração à ordem alfabética dos mesmos. A implantação da Gestão de Documentos associada ao uso adequado da microfilmagem e das tecnologias do GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos). Didatismo e Conhecimento 55 .159 estipula normas rígidas quanto à preservação e gerenciamento dos acervos. se destruírem documentos de valor permanente ou de interesse público e social. isto é.

ou ao “limbo” de um depósito intermediário. lembrando que é um dos princípios básicos da arquivística conservar. São os conjuntos documentais custodiados em caráter definitivo. O uso de documentos para fins de pesquisa depende da maneira pela qual foram originariamente ordenados. lutando para limitar sua criação. São Arquivos que aguardam em depósito de armazenamento temporário. os documentos mais valiosos são os que se referem às origens. sendo comum fazer-se essa separação após perderem os documentos o valor para as operações correntes. Apresenta pequena frequência de uso pela administração. tramitação. Cabe ressaltar que tal aumento teve sua importância para a área da arquivística. registro. Os documentos importantes. distribuição. São muito usados pela administração. tramitação e expedição de documentos. Assim. que nada mais é que um  conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo A Gestão de Documentos no âmbito da administração pública atua na elaboração dos planos de classificação dos documentos. quando são inicialmente expedidos. uso. à organização e ao desenvolvimento funcional de um órgão. ou ao “céu” de um arquivo permanente. c) E quando nenhum documento é reservado por tempo maior do que o necessário a tais atividades. além disso. Protocolo é a denominação geralmente atribuída a setores encarregados do recebimento. visando a sua eliminação ou recolhimento para a guarda permanente. mais difícil se torna administrá-los. É de conhecimento comum o grande avanço que a humanidade teve nos últimos anos. Quanto mais importantes ou valiosos. Referem-se antes à direção do que à execução das funções da repartição. A organização de arquivos pode ser desenvolvida em várias etapas ou fases: a) levantamento de dados. d) implantação e acompanhamento. Para tentar sanar esse e outros  problemas. muitas vezes. tomarão espaço estorvando o bom andamento das atividades correntes. Os que fixam uma política nem sempre podem ser identificados como tal. 56 . Essa fase se diz na Arquivologia que tem relação com a VIGÊNCIA do documento (a razão de ser do documento). legal. Basta identificar qual o procedimento mais adequado para cada circunstância. em função do seu valor. fiscal) dos documentos deixe de existir. nos arquivos de custódia. Essas massas acabam por inviabilizar que os arquivos cumpram suas funções fundamentais. As orientações neles continuam. recolhidos ao arquivo de custódia ou transferidos a um arquivo intermediário. Os documentos de importância são difíceis de ser retirados de circulação uma vez terminado seu uso corrente. e concorrer para a destinação adequada dos mesmos. c) planejamento. avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária. porque muitos deles têm que ser segregados de uma grande massa de documentos insignificantes onde se acham submersos. Geralmente. A tarefa mais difícil da administração de documentos prende-se aos documentos mais valiosos. a menos que tenham valor contínuo para pesquisa e outros fins. Função do Protocolo: recebimento. São conjuntos de documentos estreitamente vinculados aos objetivos imediatos para os quais foram produzidos e que se conservam junto aos órgãos produtores em razão de sua vigência e frequência de uso. Então o ciclo pode ser categorizado em três fases ou arquivos: Arquivo Corrente ou de Gestão – também conhecido como de Primeira Idade ou Ativo. de tal forma que possa determinar os que devem ser destinados ao “inferno” do incinerador. depois que tenham servido a seus fins. Os objetivos de uma administração eficiente de arquivos só podem ser alcançados quando se dispensa atenção aos documentos desde a sua criação até o momento em que são transferidos para um arquivo de custódia permanente ou são eliminados. Assim que o valor primário (administrativo. e aos seus programas essenciais. caso contrário. o arranjo original. os Arquivos também têm ciclo de vida e este é contado a partir da produção do documento e do encerramento do ato. enquanto que os documentos sobre operações de rotina são facilmente classificáveis. em vigor. a acumulação de massas documentais desnecessárias foi um problema que foi surgindo. b) Quando conservados a um custo mínimo de espaço e manutenção enquanto indispensáveis às atividades correntes. b) análise dos dados coletados. A qualidade da administração irá determinar a exatidão com que podem ser fixados os valores da documentação recolhida. avanços esses que contribuíram para o aumento da produção de documentos. distribuição e movimentação dos documentos em curso. Para que todo esse processo acima seja desenvolvido é necessário trabalhar com a gestão de documentos. Logo. seja por descaso ou mesmo por falta de conhecimento. Os documentos são eficientemente administrados quando: a) Uma vez necessários podem ser localizados com rapidez e sem transtorno ou confusão. Os métodos de administração de arquivos permanentes desenvolvem-se em função dos utilizados na administração dos arquivos correntes. ação ou fato que motivou a sua produção e da sua frequência de uso. Os documentos importantes são difíceis de classificar para uso corrente. são difíceis de reunir para serem preservados num arquivo de custódia permanente. deverão ser descartados. sua destinação final. Desta forma é assegurado o acesso rápido à informação e preservação dos documentos. Arquivo Permanente – também conhecido como de Terceira Idade ou Histórico. para a história da administração ou mesmo para tomadas de decisões pautadas nas ações do passado. da maneira mais eficiente e econômica possível. Didatismo e Conhecimento Arquivo Intermediário – também conhecido como de Segunda Idade ou Semi-Ativo. registro. que é recomendável o uso de um sistema de protocolo. Aqueles que estabeleceram diretrizes e normas não se tornam obsoletos ou não-correntes tão logo cessam as atividades que os originaram. a administração dos arquivos correntes oficiais tem por objetivo fazer com que os documentos sirvam às finalidades para as quais foram criados. TTD (Tabela Temporalidade Documental) e comissão permanente de avaliação. A administração de arquivos preocupa-se com todo o período de vida da maioria dos documentos. Depois de destituído dessa vigência o documento pode ser guardado em função da importância das informações nele contidas. no sentido de ter despertado nas pessoas a importância dos arquivos. O acesso é público. quando já se tornou obscura a sua identificação. Determinará ainda o grau de facilidade com que os documentos de valor podem ser selecionados para retenção num arquivo permanente. Entretanto.

ü Tomar conhecimento das correspondências de caráter ostensivos por meio da leitura. A desagregação do estado romano traduz-se no fim do conceito grego-romano de cidadania. Didatismo e Conhecimento 57 . bem como administrar problemas que facilmente poderiam ser destaca-se: ü Receber as correspondências. Idade Média. de forma que se faça o registro dos documentos assim que eles cheguem às repartições. Todos os demais habitantes da cidade. que em latim significa cidade. A tramitação de um documento dentro de uma instituição depende diretamente se as etapas anteriores foram feitas da forma correta. ü Classificar o documento de acordo com o método da instituição. verificando a falta de anexos e completando dados. com vários sentidos. Em seu lugar aparece o conceito de submissão. entende-se por cidadão “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado. acompanhar o desenrolar de suas funções dentro da instituição. cada instituição desenvolverá os processos próprios. ü Separar as correspondências de caráter ostensivo das de caráter sigiloso. Estes direitos eram iguais para todos e estavam consignados em leis escritas. o direito de viver decentemente. O mais levado dos direitos era o da participação dos cidadãos nas decisões da cidade. Como alternativa para essa questão. requisitando a existência de antecedentes. No sentido etimológico da palavra. como data de entrada. enfim. É nesta etapa que a expedição de documentos torna-se importante. Há detalhes que parecem insignificantes. agora com os dados das fichas de protocolo. não se podendo assim. como as mulheres ou os estrangeiros (metecos) estavam afastados desses direitos. pelo simples fato de serem originário de uma dada cidade-estado.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo É sabido que durante a sua tramitação. Por trás desse comportamento está o respeito ao outro. onde somente 10% da população determinava os destinos de toda a Cidade (eram excluídos os escravos. um importante conceito começa a difundir-se nesta altura: Algumas rotinas devem ser adotadas no registro documental.  No entanto. processos que anteriormente encontravam dificuldades. seus dados principais. afinal. Histórico da cidadania Grécia. ü Encaminhar as cópias ao Arquivo. carimbando-o em seguida. independentemente da sua origem ou condição social anterior. se existirem. distribuindo as de caráter particular a seus destinatários. É importante citar que essas rotinas são apenas sugestões. Cidadania é a pertença passiva e ativa de indivíduos em um estado . cidadania é o direito da pessoa em participar das decisões nos destinos da Cidade através da Ekklesia (reunião dos chamados de dentro para fora) na Ágora (praça pública. Os nossos conceitos atuais de cidadania começaram a forjar-se na antiga Grécia. ü Separar as cópias. De praticar uma religião sem se perseguido. No sentido ateniense do termo. “cidadania é a qualidade ou estado do cidadão”. expedindo o original. mulheres e artesãos). Dentro desta concepção surge a democracia grega. encaminhado as de caráter sigiloso aos seus respectivos destinatários. usá-los no sentido de valor probatório. destacam-se: ü Receber a correspondência. os documentos devem ter seu destino decidido. mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no transito. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. movimentação e expedição de documentos). afim de que não se perca o controle. O direito romano definiu a cidadania como um estatuto jurídico-político que era conferido a um dado indivíduo. 15. com o auxílio do protocolo.  Dentre as recomendações com relação à expedição de documentos. ou mesmo não serem orientadas sobre como proceder para que o documento cumpra a sua função na instituição. por exemplo. É poder processar um médico que age de negligencia. Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. em essência. onde se agonizava para deliberar sobre decisões de comum acordo). Império Romano. As revoluções políticas que aqui ocorreram após o século VI a. podendo ser escolhido ou nomeado para qualquer cargo público. sistemas de base de dados podem ser utilizados. não destruir telefones públicos. É o direito de ser negro. saber sua exata localização. ü Arquivar as fichas de protocolo. fica mais fácil. e que tem seu correlato grego na palavra politikos – aquele que habita na cidade. seja este a sua eliminação ou recolhimento. acelerando assim.nação com certos direitos e obrigações universais em um específico nível de igualdade (Janoski. ü Rearquivar as fichas de procedência e assunto. ou no desempenho de seus deveres para com este”.C. como a não localização de documentos. se inspira os conceitos mais modernos de cidadania. mulher sem ser descriminado. cidadão deriva da palavra civita. daí a denominação comum de alguns órgãos como Protocolo e Arquivo. Trata-se de uma palavra usada todos os dias. pode acontecer de as pessoas que lidam com o recebimento de documentos não saberem. setores por que já passou. ü Elaborar um resumo e encaminhar os documentos ao protocolo. Os direitos do individuo passam a estar dependentes da vontade arbitrária do seu senhor. o destino do documento. em duas vias. È poder votar em quem quiser sem constrangimento. ü Preparar a ficha de protocolo. distribuição. Após cumprirem suas respectivas funções. Isso agiliza as ações dentro da instituição. não jogar papel na rua. forma no sentido de definirem o cidadão como aquele que tinha um conjunto de direitos e deveres. Se feitas. Noções de Cidadania É muito importante entender bem o que é cidadania. Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. homossexual. A cidadania confundia-se com a naturalidade e encontrava a sua expressão na Lei. Malgrado este panorama. pois por meio dela. podendo-se assim decidir de uma forma mais confiável. anexando a segunda via da ficha ao documento. É neste estatuto que. Este estatuto (status civitas) uma vez adquirido atribuia-lhe um conjunto de direitos e deveres face à lei do Império. índio. fica mais fácil fazer uma avaliação do documento. a aplicação dessas rotinas inquestionavelmente facilita todo o processo de protocolo e arquivo. separando as de caráter oficial da de caráter particular. registro. Mas hoje significa. no entanto. 1998). os arquivos correntes podem exercer funções de protocolo (recebimento.

saber dizer obrigado. a consciência que todos os homens eram iguais. Exercer a cidadania é ter consciência de seus direitos e obrigações e lutar para que sejam colocados em prática. A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua. Exercer a cidadania é estar em pleno gozo das disposições constitucionais. Direitos do cidadão • Direito à saúde. • Os bens de uma pessoa. Época Contemporânea. como a liberdade. ficar ou sair do país. instalação e configuração. em fins do século XVII os cidadãos colocam fim ao próprio poder absoluto dos reis e consagram o principio da igualdade de todos face à lei. no seu pensamento e na sua ação na cidade. 1) Na maioria dos países a centralização do Estado. assegurados pela sociedade de pertença. apoiados num sólido corpo de funcionários públicos. Os combates sociais avançam no sentido de uma melhor distribuição da riqueza coletivamente gerida. gerenciar. Século XX. O Estado enquanto instituição. a igualdade e a propriedade. lazer. nomeadamente para assegurar condições de vida mínimas para todos os cidadãos. 58 . como os de comunicação audiovisual. Nos segundos reclamam o acesso aos bens e patrimônio coletivamente produzidos e acumulados. 2) Em Inglaterra. Preparar o cidadão para o exercício da cidadania é um dos objetivos da educação de um país. implicou o fim do poder arbitrário dos grandes senhores. • O cidadão é livre para praticar qualquer trabalho. porque filhos de um mesmo Deus. A cidadania confere automaticamente um vasto conjunto de direitos econômicos. trabalha com os pedidos de manutenção. e esse direito passa para os seus herdeiros. sociais. • Educar e proteger seus semelhantes.” (Juarez Távora . Didatismo e Conhecimento 16. não pichar os muros. que tem como objetivo atender às necessidades no que diz respeito ao correto uso e manuseio de equipamentos de informática e outros. são as circunstâncias do nascimento ou os acasos da vida é que ditam as diferenças entre os homens. moradia. educação. só se justifica como garante dos seus direitos fundamentais. trabalho. respeitar os sinais e placas.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo A Constituição da República Federativa do Brasil foi promulgada em 5 de outubro de 1988.Militar e político brasileiro) Cidadania é o exercício dos direitos e deveres civis. administrar e operar os equipamentos de uso comum aos usuários. Século XIX. passam para seus herdeiros. entre outros. surgiu o Departamento de Suporte e Manutenção. Os cidadãos passam a reportar-se ao Estado e não a uma multiplicidade de senhores. Deveres do cidadão • Votar para escolher os governantes. não destruir telefones públicos. previdência social. por favor. qualquer pessoa pode ir de uma cidade para outra. composta por 559 congressistas (deputados e senadores). instalação e configuração de equipamentos obedecendo programação e avaliação dos serviços. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.. vão mais longe e proclamam que todos os homens independentemente do estado nação a que pertençam. como Jhon Locke. desenvolvem-se em toda a Europa três importantes movimentos políticos que conduzem a uma nova perspectiva sobre a cidadania. Além disso. Os direitos e deveres de um cidadão devem andar sempre juntos. enquanto seres humanos possuem um conjunto de direitos inalienáveis. O que é cidadania? Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. desculpe. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. bem como prestar suporte aos usuários nos serviços oferecidos e auxiliar na implantação e execução da política de operação e zelo. 3) Alguns teóricos. As lutas sociais que varrem a Europa no século XIX procuram consagrar os direitos políticos e os direitos econômicos. Ninguém é por natureza escravo ou senhor. respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas). • O cidadão é livre para escrever e dizer o que pensa. obedecendo à lei feita para isso. mas a lei pode pedir estudo e diploma para isso. Nos primeiros os cidadãos reclamam a possibilidade de elegerem ou substituir quem os governem. publicá-la e tirar cópia. Manutenção: A Função de Manutenção tem por objetivo prover a manutenção e assistência técnica dos equipamentos. • Só o autor de uma obra tem o direito de usá-la. permitindo a qualidade dos mesmos e a adequação de transporte. A cidadania está relacionada com a participação social. Noções de uso e conservação de equipamentos de escritório Diante da necessidade de organizar. políticos e sociais estabelecidos na constituição. pela Assembleia Nacional Constituinte. • Todos são respeitados na sua fé. Época Contemporânea. “A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre buscar. • Proteger o patrimônio público e social do País.. até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas. uma vez que ao cumprirmos nossas obrigações permitimos que o outro exerça também seus direitos. • Proteger a natureza. Nascia deste modo o conceito de direitos humanos e da própria cidadania mundial. após os anos da ditadura militar no Brasil. A Seção de Suporte tem como objetivo gerenciar. para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos. • Cumprir as leis. porque remete para o envolvimento em atividades em associações culturais (como escolas) e esportivas. culturais. mas precisa assinar o que disse e escreveu. quando ela morrer. Este processo foi quase sempre precedido pelo reforço do poder dos reis. e bom dia quando necessário. • Em tempo de paz. ofício ou profissão. os recursos de suporte e manutenção utilizados pelos usuários. A Constituição consolidou a democracia. o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso mundo. Entre os séculos XVI e XVIII. Idade Moderna. etc.

A tendência do mundo atual é das pessoas passarem mais tempo em seu ambiente de trabalho do que no aconchego do seu lar. os critérios adotados deverão ser de suma importância para a administração em si na busca de aumento de lucros dentro menor custo possível. sejam eles para compras de recursos materiais. • Negociar condições de compra. O computador utilizado no serviço deve ser usado exclusivamente para o auxílio e para o desempenho de suas tarefas durante a carga horária de trabalho.1 Licitações e contratos 17. A ocorrência mais comum é o monitoramento do histórico de navegação. Os equipamentos têm sofrido ao longo dos tempos evoluções importantes: . os prazos devem ser cumpridos de maneira rígida tanto na entrada como na saída de insumos. tendo unicamente o objetivo de garantir a produtividade e impedir a contaminação por vírus ou o extravio de documentação e informações confidenciais. promovendo uma vida útil por mais tempo aos mesmos através das aplicações devidas conforme características de cada equipamento. Por mais que o ambiente de trabalho se torne quase como uma segunda “casa”. parágrafo 1º da CLT) para efetuar descontos nos salários “em caso de dano causado pelo empregado. pelo segmento junto ao fornecedor. O insumo vindo de outros departamentos é necessário para a busca e a avaliação das fontes de suprimento. é responsabilidade de todos. com a entrega correta (tempo e lugar). mais complexos e são utilizados de forma mais intensa. • Obter mercadorias e serviços ao menos custo. • Garantir o melhor serviço possível e pronta entrega por parte do fornecedor • Desenvolver e manter boas relações com fornecedores. Compras na Administração Pública 17. Com a crescente utilização da internet em práticas ilícitas. desde que o mesmo esteja ciente disso. Portanto.”. Didatismo e Conhecimento Este ciclo pode ser melhor observado conforme o diagrama abaixo: 59 . Comprar. desde que esta possibilidade tenha sido acordada (termo de responsabilidade pela integridade dos bens da empresa assinado no ato da contratação) ou na ocorrência de dolo de sua parte”. • Administrar pedido de compra. a empresa pode monitorar os passos do funcionário. o funcionário não deve confundir como deve se comportar ou utilizar os equipamentos da empresa. tudo deve seguir uma linha profissional. a empresa está amparada pela lei (artigo 462. 17..Os equipamentos são cada vez mais automatizados. podem ser visto com desconfiança pelas empresas.A exigência imposta por novos métodos de gestão da produção.2 Princípios da Licitação 17. etc. . ou seja.3 Legislação Pertinente CICLO DE COMPRAS São todas as partes que se fazem necessárias para dar andamento ao processo de aquisição de materiais. . se realizada com eficiência. A função é muito mais ampla e. fotos pessoais. Vale lembrar que. auxiliando também o departamento de compras na negociação dos preços. em caso de mau uso dos equipamentos. pois podem contaminar o equipamento com qualquer tipo de vírus ou fazer com que a máquina se torne mais lenta por causa do excesso de arquivos. nesse sentido amplo. pois poderão gerar sérios problemas dentro do ciclo.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Esta função ainda tem como objetivo a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos. Tornam-se mais compactos. Segundo Arnold “essa função é responsável pelo estabelecimento do fluxo dos materiais na firma. O departamento de compras tem a responsabilidade principal de localizar fontes adequadas de suprimentos e de negociar preços. da fonte correta e no preço certo são todas as funções de compras. as empresas estão dispensando um cuidado maior para que esse tipo de prática não ocorra em suas dependências. quanto recursos patrimoniais. Para alcançar tais objetivos. filmes. • Fonte certa (fornecedores). Diante ao exposto. um centro de despesas e não um centro de lucros. o “Just-in-Time” exige a eliminação total dos problemas e avarias das máquinas. Utilizar os equipamentos da empresa para fins pessoais como gravar músicas. parte integrante da cadeia de suprimentos (suplly chain). A função compras é vista hoje como uma parte do processo de logística das empresas. Esta função pode ser dividida em quatro categorias: • Obter mercadorias e serviços na quantidade e com qualidade necessárias. envolve todos os departamentos da empresa. em especial nos departamentos de produção e vendas. quebra-se então uma visão preconceituosa de que era uma atividade burocrática e repetitiva. Sua influência é de caráter direto nos processos produtivos em uma empresa. Obter o material certo.Os equipamentos são mais “caros” (investimentos mais elevados) com períodos de amortização mais pequenos. A gestão de compras assume papel verdadeiramente estratégico nos negócios de hoje em face do volume de recursos. nas quantidades certas. tais argumentos servirão para dar continuidade ao ciclo produtivo. tendo em vista que dentro desta pasta. e pela agilização da entrega. devem ser desempenhadas certas funções básicas: • Tempo e lugar (especificações de compra). principalmente financeiros.

deverá ser projetado para tirar proveito das economias de escala. se em grande escala. • Exigências de preço. EXIGÊNCIAS DE QUANTIDADE A demanda de mercado é quem vai determinar a quantidade necessária a ser adquirida. vários fatores estão incluídos. A quantidade adquirida terá influência direta no custo da produção do bem. Na compra de um item ou serviço de um fornecedor. o fabricante não esta disposto a pagar um preço muito pelo item.” Didatismo e Conhecimento 60 . Na situação de um item ser vendido a um preço baixo. se em pequena escala ocorrerá um preço mínimo. com que frequência e quanto estará disposto a pagar. quanto se está disposto a pagar. EXIGÊNCIAS DE PREÇO Representa o valor econômico em que o comprador atribui ao item. o qual tem relevância com a demanda de mercado. Segundo Arnold (1999. A decisão de comprar deve ser considerada de que forma o produto será utilizado. p 212) “O valor econômico atribuído ao item deve relacionar-se com a utilização do item e com seu preço antecipado de venda. embora pareça.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ESPECIFICAÇÕES DA COMPRA Muitas dúvidas pairam na hora de efetuar uma compra. devem ser considerados quando as especificações estão sendo desenvolvidas. • Exigências funcionais. podem ser divididos em três categorias: • Exigências de quantidade. sendo que influenciará o modo como o produto será utilizado. satisfazendo assim às necessidades funcionais a um preço melhor. não é uma tarefa muito fácil.

). seu sucesso depende da forma em que satisfazer a necessidade real do item. este tipo de fonte oferece concorrência que ocasionam preços mais acessíveis ou melhores serviços. deve se levar em consideração se o seu fornecedor tem uma estrutura adequada para atender a solicitação.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo EXIGÊNCIAS FUNCIONAIS Relacionam-se com a forma final utilizada do item e seu desempenho esperado. o departamento de compras deve identificar através de catálogos. Fonte única . pois governa todas as categorias. são utilizados critérios que exerçam reflexo direto na produção (baixo custo e qualidade). Podemos citar um exemplo que reflete todas as especificações que foram citadas para este grande e complexo sistema. cor. ESCOLHA DE FORNECEDORES Levando em consideração de que o departamento de compras busca em sua função preço e qualidade junto aos seus fornecedores. localização. estilo. quais fornecedores se enquadram no perfil do produto a ser produzido. visa a criação de uma parceria à longo prazo. a forma de produção e a utilização do produto. Nesta ferramenta de classificação. Atlas 1999 p. o qual ditará o tipo de qualidade. os mesmo devem atender a especificações técnicas que dêem suporte ao que a empresa almeja para confeccionar seus produtos. Para alcançar a tão almeja qualidade. sendo planejada pela organização com o intuito de selecionar um fornecedor para um item quanto existem vários fornecedores. 1. bem como prazo de entrega satisfatório e preço acessível. ou responsáveis. cita-se ainda a escolha quando se escolhe um fornecedor. com baixo índice de defeitos e com controle de qualidade e quantidade exigidas.R. Fator Peso Fornecedores Pontuação de Fornecedor Classificação de fornecedor A B C D A B C D Função 10 8 10 6 6 80 100 60 60 Custo 8 3 5 9 10 24 40 72 80 Serviço 8 9 4 5 7 72 32 40 56 Assistência Técnica 5 7 9 4 2 35 45 20 10 Termos de Crédito 2 4 3 6 8 8 6 12 16 219 223 204 222 Total (classificação dos fornecedores) Fonte: Administração de Materiais. lista telefônica especializada ou até mesmo de informação obtida junto ao pessoal de vendas. etc.fornecedor que atenda de forma exclusiva devido ao tipo de produto patenteado. sendo assim desta forma cria-se um vínculo de confiabilidade. a qual gira em torno da satisfação das necessidades do usuário. o desempenho. matéria-prima. A funcionabilidade do produto esta ligada ao desempenho do produto junto ao consumidor final. 2. o preço e o volume de vendas esperado. sempre levar em consideração a redução de tempo de entrega a fim de evitar falta de matéria-prima ou itens. 3. isto para que o fornecimento seja devidamente garantido dentro dos prazos firmados. para isto a habilidade técnica para produzir ou fornecer a matéria-prima ou item deve ser questionada. o planejamento é o principal fundamento para se obter os resultados esperados. IDENTIFICAÇÃO E SELEÇÃO DO(S) FORNECEDOR (ES) Inicialmente para efetuar a seleção de seus fornecedores. que atendam a necessidade da empresa seja em qualidade da matéria oferecida. ou seja. Fonte simples – esta é uma decisão mais elaborada. podem utilizar de fontes que melhor se adaptam ao produto que se deseja produzir. o mesmo deve ser reputado e sólido monetariamente. Quando da realização de uma possível compra. J. SELEÇÃO DE FORNECEDORES A busca para produzir um produto de melhor qualidade e que esteja apto a concorrer no mercado. especificações técnicas. O departamento de compras tem a função primordial de aferir junto ao mercado de fornecimento de materiais. para tal. A capacidade de produção e confiabilidade com relação aos produtos que sejam necessários deve ser cuidadosamente vistos pelo comprador. para isto utiliza-se o projeto do produto. quais são as melhores opções. são atribuídos pontos de peso para cada característica que devam fazer parte do controle de compras. Tais fontes podem ser chamadas de: única. Para tal recomenda-se a utilização de um método de classificação e exclusão de possíveis fornecedores. múltipla e simples. conforme a tabela abaixo. Funcionabilidade e qualidade As características funcionais de um item estão intimamente ligadas a qualidade do produto. Assim. que seriam as grandes montadoras de veículos automotores. Fonte múltipla – são utilizados mais de um fornecedor. pois a produção do fornecedor deve satisfazer as especificações do produto. 221 Didatismo e Conhecimento 61 . Tony Arnold – ed. é a exigência mais importante. a localização do fornecedor (preferencialmente próximo do comprador). pela pasta compra. a aparência. revistas especializadas. Estudos mercadológicos contribuem para delimitar. o responsável. faz-se necessário ter bons fornecedores. Embora sejam mais difíceis de serem definidas. Outras características que devem ser lavadas em consideração são os serviços pôs-venda (sistema de suporte). seus fornecedores em sua grande maioria circundam ou estão a uma distância relativamente pequena da área de produção. ocasiões em que será utilizado. sendo esta necessidade tendo seus aspectos estéticos e práticos (como serão utilizados.

sem informações gerenciais. e a cinquenta vezes. De outro. empresa ou representante comercial exclusivos. Territórios e autarquias estão obrigados a licitar. Diante do exposto. de modo a otimizar os volumes os das compras. as condições preestabelecidas. pessoas de direito público interno ou entidades sujeitas ao seu controle majoritário. Na aquisição de materiais. O método de classificação é uma tentativa de quantificar coisas que não podem ser quantificadas naturalmente. entendidos como tal os que envolverem importância inferior a cinco vezes. O planejamento de estoques é uma atividade de importância fundamental e deverá ser integrado tanto com produção como também com as vendas. O problema que se põe é saber se as sociedades de economia mista e empresas públicas também se sujeitam ao dever de licitar.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo LICITAÇÕES Para o setor público o instrumento utilizado para compras é a licitação. 62 . Quando sua realização comprometer a segurança nacional. A integração dos estoques com as finanças permite uma melhor gestão do fluxo de caixa. bem como na contratação de serviços com profissionais ou firmas de notória especialização. Licitação é o procedimento administrativo pelo qual uma pessoa governamental pretendendo alienar. Didatismo e Conhecimento b) Inexigibilidade De Licitação A obrigatoriedade somente não se aplica em determinados casos descritos a seguir conforme decreto-lei Nº 200 de 25 de fevereiro de 1967: Art. para tal. no caso de compras e serviços. As compras. Nas compras ou execução de obras e serviços de pequeno vulto. Municípios. adquirir ou locar bens. • Mantenha os estoques em local estratégico. Na aquisição ou arrendamento de imóveis destinados ao Serviço Público. A administração de estoques tem o objetivo de permitir que a empresa consiga produzir e comercializar seus produtos de forma eficiente e com a menor utilização do capital de giro. os métodos acima descritos. Quando não acudirem interessados à licitação anterior. em obediência às pertinentes leis de licitação. • Efetue o planejamento constante das necessidades de estoques baseadas em previsões de vendas. a) Quem Está Obrigado A Licitar União. • Mantenha separação física entre a recepção e o almoxarifado. convoca interessados na apresentação de propostas. Nos casos de emergência. Este procedimento visa garantir duplo objetivo: De um. outros métodos desenvolvidos pela empresa ou adaptados a ela poderão ser usados. Estados. devem ser apreciadas de forma a ficar o mais próximo possível de um grau de confiabilidade. dependendo do fator mais crítico para cada item. • Mantenha controle rigoroso do estoque físico com os lançamentos diários. mínimo e máximo) para cada produto. • Mantenha os itens fisicamente ordenados em prateleiras e devidamente classificados e identificados por etiquetas. Distrito Federal. A licitação só será dispensada nos casos previstos nesta lei. o valor do maior salário mínimo mensal. as compras. Ele não é um método perfeito. desde que sejam confiáveis. no tempo necessário. o que é ponto incontroverso. Ele procura aplicar valores com base em julgamento subjetivo. a identificação e seleção de fornecedores.0. obras. neste caso. segundo condições por ela estipuladas previamente. Para tal devem ser seguidos alguns requisitos imprescindíveis para esta atividade: • Mantenha constantemente atualizado o custo de cada produto. Esta exigência encontra fundamento na Constituição Federal. CONTROLE DE COMPRAS E ESTOQUE O gerenciamento das informações é o instrumento eficiente e eficaz que fundamenta o processo decisivo da empresa. • Mantenha os controles para reduzir estoques ultrapassados/arcaicos. • Mantenha controle permanente sobre a disponibilidade do estoque para suprir as faltas rapidamente. Isto irá otimizar o planejamento dos estoques e. • Mantenha sistemas de informações integrados para acesso e consulta imediata da quantidade disponível de cada material em estoque. 126. mantidas. bens ou equipamentos. • Determine o período de compra e o tamanho de lote de cada produto para cada fornecedor. § 1. Sem controles e. consequentemente. onde possa satisfazer a necessidade da empresa. no caso de obras. Quando a operação envolver concessionário de serviço público ou. lado proporcionar às entidades governamentais possibilidade de realizarem o negócio mais vantajoso. § 2. • Determine o custo de falta de cada produto e compare com o seu custo de estocagem. obras e serviços efetuar-se-ão com estrita observância do princípio da licitação. realizar obras ou serviços. grave perturbação da ordem ou calamidade pública. assegurar aos administrados ensejo de disputarem entre si a participação nos negócios que as pessoas administrativas entendam de realizar com os particulares. de como deve se proceder nesta seleção.0. exclusivamente. mas leva a empresa compradora a considerar a importância de vários fatores. a fim de selecionar a que se revele mais conveniente em função de parâmetros antecipadamente estabelecidos e divulgados. torna-se impraticável decidir acertadamente e. Na aquisição de obras de arte e objetos históricos. É dispensável a licitação: Nos casos de guerra. • Realize inventários físicos periódicos para conferi-lo com os dados do controle de estoques. são apenas uma pequena parcela. • Estabeleça políticas de cobertura (estoque de segurança. como forma de dar transparência à compra pública. • Estabeleça uma codificação dos materiais para maior facilidade de consulta. a juízo do Presidente da República. • Evite almoxarifados abertos. • Fique alerta para evitar estoques dormentes. no seu artigo 37 inciso XXI. consequentemente. equipamentos ou gêneros que só podem ser fornecidos por produtor. caracterizada a urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas.

cada um. estendendo-se automaticamente aos demais cadastrados da mesma categoria. registrados ou não. contendo as informações essenciais da licitação e o local onde pode ser obtido o edital. i) Procedimento Da Licitação Apesar dos atos que compõem o procedimento terem. tendo em vista o valor estimado da contratação. De quinze dias para: .000. da igualdade. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço ou compra de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez.00. eles têm um objetivo comum: a seleção da melhor proposta. ou execução por empreitada integral.Concurso. Atendimento ao princípio de padronização. se houver. em que se admite a participação de quaisquer interessados.00. determina que cópia do instrumento convocatório seja afixada em local apropriado.000. Especificação adequada do produto a ser adquirido. no Diário Oficial do Estado. dispõe no artigo 3º que as licitações serão processadas e julgadas na conformidade com os seguintes princípios: da legalidade. devidamente autuado. O convite não exige publicação. da impessoalidade. convocados com a antecedência mínima prevista na lei. em casos especiais.000.é a modalidade de licitação mais simples. também de imóveis. tomada de preços. finalidade específica. da vinculação ao instrumento convocatório. por uma vez no Diário Oficial da União.000. Normalmente. e) Publicação Dos Editais Os editais de concorrência. Indicação dos fatores a serem considerados e expressamente declarados no Edital. no mínimo. diferentemente do contrato. Indicação do recurso próprio a ser onerado. Além dos princípios arrolados na Lei 8.666/93.Convite. Hely Lopes Meirelles acrescenta outros como sigilo na apresentação das propostas: adjudicação compulsória e procedimento formal.500.é espécie de licitação utilizável na venda de bens móveis e semoventes e.000. 22 (O § 8’ veda a criação de outras modalidades licitatórias ou sua combinação): Concorrência . de 21 de junho de 1993. publicado no Diário Oficial da União em 28/05/98 com os seguintes valores: Didatismo e Conhecimento 63 .8-666. : valores acima de R$ 650. desde que manifestem seu interesse até vinte e quatro horas antes da apresentação das propostas. quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. Concurso . em jornal de circulação no Município. e ao qual serão juntados oportunamente. 9. Convite .000.00. da probidade administrativa. Este ato derradeiro do procedimento é um ato unilateral que se inclui dentro do próprio certame.Tomada de preços. A lei nova. Para Obras e Serviços de Engenharia: Convite: valores de até R$ 150.00 Tomada de Preços: valores de R$ 80. protocolado e numerado. do jul gamento objetivo e dos que lhe são correlatos.00 a R$ 1. observada a necessária habilitação. nos casos não especificados acima. há atribuição de prêmio aos classificados. dependendo da estância da licitação.618.art.é a licitação realizada entre interessados previamente registrados. que é externo ao procedimento. h) Prazos Para Publicação Do Edital O prazo mínimo que deverá mediar entre a última publicação do edital resumido ou da expedição do convite e o recebimento das propostas será: De quarenta e cinco dias para: . desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. ou em jornal de grande circulação no Estado e também.00 Tomada de Preços: valores de R$ 150. sempre que possível for. Leilão . porque é feito diretamente aos escolhidos pela Administração através de carta-convite.00). destinada às contratações de pequeno valor. g) Dispensa de Licitação O Artigo 24 define que a Licitação é dispensável nos seguintes casos: Para obras e Serviços de Engenharia: até o valor de 10% do limite previsto no caso da modalidade Convite (R$ 15. porém. nos casos não especificados acima. . d) Modalidades Da Licitação Cinco são as modalidades de licitação previstas na lei . . por aviso publicado na imprensa oficial e em jornal particular. exigindo a publicação do aviso e permitindo o cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. para que apresentem suas propostas no prazo mínimo de cinco dias úteis. Para Compras e outros Serviços: até o valor de 10% do limite previsto no caso da modalidade convite (R$ 8. Concorrência: valores acima de R$ 1.Concorrência. predominantemente de criação intelectual.000. A nova lei aproximou a tomada de preços da concorrência. endossada pelo titular do órgão.00 a R$ 650. . contendo a autorização respectiva. a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa.é a modalidade de licitação destinada à escolha de trabalho técnico ou artístico. “O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo.00. com ampla publicidade pelo órgão oficial e pela imprensa particular.000. Concorrência. consistindo na solicitação escrita a pelo menos três interessados do ramo.é a modalidade de licitação própria para contratos de grande valor. devidamente confirmado pela Seção de Contabilidade da unidade requisitante.Tomada de preços. Para Compras e Serviços não referidos no tópico anterior: Convite: valores de até R$ 80. concurso e leilão deverão ser publicados com antecedência. f) Limites Das Licitações O artigo 23 define 3 modalidades de Licitação em função dos tipos de serviços solicitados. que satisfaçam as condições do edital. da publicidade. Estes limites foram recentemente alterados pelo Decreto n.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo c) Princípios De Licitação A Lei Nº.” Da Requisição de Compra deverá constar obrigatoriamente: Justificativa do pedido. Tomada de preços .500.000.00). para fins de julgamento das propostas. da moralidade. De trinta dias para: .000.Leilão. cadastrados ou não. mas a lei admite também a oferta de remuneração.Concorrência: do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. convocados com a antecedência mínima prevista na lei. De cinco dias úteis para: .

666/93). eventual interessado. Adjudicação e homologação. Entende-se por aptidão a qualificação indispensável para que sua proposta possa ser objeto de consideração. O critério do menor preço é . fixa as condições de sua realização e convoca os interessados para a apresentação de suas propostas. deve-se concentrar esforços e subordinar as outras atividades à restrição para se otimizar ao máximo o processo. Fixa cláusulas do futuro contrato. 4. Habilitação dos licitantes. combinam-se os dois fatores: técnica e preço. é feita a priori pelo próprio órgão licitante que escolhe e convoca aqueles que julga capacitados a participar do certame. após selecionar as propostas que vierem a alcançar certo índice de qualidade ou de técnica. ocorre a abertura dos envelopes “proposta” entregues pelos participantes do certame. irrisórios ou de valor zero. classificam-se as propostas e escolhe-se o vencedor . de tomada de preços. A modalidade em que todas as fases da licitação se encontram claramente definidas é a concorrência. que consiste geralmente de um processo longo e extremamente burocrático com grande quantidade de documentação. Bandeira de Mello) Após se confrontar as ofertas. j) Conclusão O processo de compras públicas se assemelha em quase sua totalidade ao do sistema privado. Licitação de melhor técnica . o serviço. Regula atos e termos processuais do procedimento. ma is durável. É usual na contratação de obras singelas.nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso (art. As propostas que estiverem de acordo com o edital serão classificadas na ordem de preferência. Edital ou convite de convocação dos interessados. Licitação de maior lance ou oferta . Recebimento da documentação e propostas. Ela é presumida.é a mais comum. por isso é um processo rígido com pouca flexibilidade o que dificulta o desenvolvimento de inovações. ponderação aos resultados da parte técnica e ponderação ao preço. que serão considerados em conjunto. ainda que o instrumento convocatório não tenha estabelecido limites mínimos (v. Não se pode aceitar proposta que apresente preços unitários simbólicos. na escolha conforme o tipo de licitação. não convidado. O que a Administração pretende é a obra. Esse critério pode consistir em que a técnica e preço sejam avaliados separadamente. o material mais eficiente. sem dúvida. mas cadastrado. possibilitando a redução dos estoques.Habilitação A habilitação. sendo assim. há o julgamento das propostas. também. de serviços que dispensam especialização. § 3’ do art. por vezes denominada “qualificação”. admitindo. sendo que o licitante pode ser habilitado ou não pelo órgão competente. 3. seguindo o que foi visto neste trabalho. (Celso A.Classificação “É o ato pelo qual as propostas admitidas são ordenadas em função das vantagens que oferecem. A licitação visa evitar fraudes e vícios do sistema. na compra de materiais ou gêneros padronizados.esse critério privilegia a qualidade do bem.Edital “É o instrumento pelo qual a Administração leva ao conhecimento público a abertura de concorrência. Obs: Na modalidade de licitação chamada “convite” inexiste a fase de habilitação. 3 . que deve ser objetivo e em conformidade com os tipos de licitação. Certamente este método não deve ser adotado pelas empresas privadas pois já está garantido o controle do emprego do dinheiro pelo dono do capital. Os envelopes são abertos em ato público. Licitação de técnica e preço . o edital: Dá publicidade à licitação. 45 § 1’ da Lei 8.666/93). Funções do edital Segundo a lição de Celso Antônio Bandeira de Mello.” A classificação se divide em duas fases: Na primeira. esta é a fase interna da licitação à qual se segue a fase externa. a partir das vantagens que oferecem. de modo a que. previamente designado. Aquelas que não se apresentarem em conformidade com o instrumento convocatório serão desclassificadas. Na segunda. ou seja. Umas das atividades com enorme relevância neste sentido é a de planejar rigorosamente a aquisição dos materiais para que o estoque dos mesmos não termine antes da adjudicação de um novo lote. o preço será o fator de decisão. é a fase do procedimento em que se analisa a aptidão dos licitantes. Como lei interna da licitação. obra ou serviço propostos em função da necessidade administrativa a ser preenchida. de concurso e de leilão. Identifica o objeto licitado e delimita o universo das propostas. 2. Licitação de menor preço . Sua utilização pode se r explicada pela preocupação de se garantir a ética no que se trata ao uso do dinheiro público. Critérios de classificação Existem quatro tipos básicos de licitação (4 critérios básicos para avaliação das propostas): Didatismo e Conhecimento 64 . na conformidade dos critérios de avaliação estabelecidos no edital a quem deverá ser adjudicado o objeto da licitação. na conformidade dos critérios de avaliação estabelecidos no edital”. Julgamento das propostas (classificação) 5. proporcionando menores custos e melhores resultados à empresa. por este motivo. 2 .neste tipo de licitação. O fator diferencial para compras públicas é o uso do instrumento para a efetivação da compra: a licitação. Estabelece os critérios para análise e avaliação dos proponentes e das propostas. Pode-se. que se desenvolve através dos seguintes atos. 44 da Lei 8. o mais objetivo. ainda atribuir pesos. mais adequado aos objetivos a serem atingidos. todas as técnicas de compras devem ser observadas e sempre que possível aplicadas. 1 . gozando então do benefício de utilizar processos mais flexíveis e eficientes. do qual se lavrará ata circunstanciada. nesta ordem: 1. Na verdade o que realmente deve-se fazer é tomar a licitação como a restrição do sistema e. Estes fatores vêm a reforçar os argumentos para que geralmente se compre em grandes quantidades (gerando aumento no custo final da mercadoria).conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Segundo Hely Lopes Meirelles. vincula a Administração e os participantes. Circunscreve o universo dos proponentes.

representar todas as informações necessárias.). número de folhas e formato idênticos contribuem para que haja a normalização. pois sem ele não poderia existir um controle eficiente dos estoques.Catalogação A Catalogação é a primeira fase do processo de classificação de materiais e consiste em ordenar. Classificar um material então é agrupá-lo segundo sua forma. formam grupos ou classes que comumente constituem a classificação de materiais. ainda. suficientes e desejadas por meios de números e/ou letras. b) Materiais de manutenção São os materiais utilizados pelo setor específico de manutenção da organização. IMPORTÃNCIA DA CLASSIFICAÇÃO O sistema de classificação é primordial para qualquer Departamento de Materiais. a) Objetivos da codificação Desenvolver métodos de codificação que por um modo simples. de acordo com a previsão de consumo. aos serviços administrativos e à produção de bens e serviços.Quanto À Sua Aplicação a) Materiais de consumo geral São materiais que a empresa utiliza em seus diversos setores. até sua utilização. ou do tipo de demanda. todo um conjunto de dados relativos aos itens identificados. Aconselha-se o sistema de renovação automática. dimensão. etc. contudo. 2 . c) Materiais de estocagem permanente São materiais mantidos em nível normal de estoque. Assim. b) Materiais não-estocáveis São materiais não destinados à estocagem e que não são críticos para a operação da organização. Por isso. a opção pelo uso de uma delas. como também o desempenho daqueles que se servem do material. É utilizada para facilitar a localização de materiais armazenados no almoxarifado. Sua aquisição se dá mediante solicitação dos setores usuários. em outras palavras. Estes grupos recebem denominação de acordo com o serviço a que se destinam (manutenção. deve ser feita de maneira que cada gênero de material ocupe seu respectivo local. Didatismo e Conhecimento PRINCÍPIOS DA CLASSIFICAÇÃO A classificação de materiais está relacionada à: 1 . quando a quantidade de itens é muito grande. reduzimos as despesas ou evitamos que elas oscilem. identifique-se os materiais. Ao simplificarmos um material. Por exemplo: produtos químicos poderão estragar produtos alimentícios se estiverem próximos entre si. para garantir o abastecimento ininterrupto de qualquer atividade. normalização. passou-se a adotar de uma ou mais letras o código numérico). Facilitar o controle de estoques. Ao requisitar uma quantidade desse material. ferragens. costuma-se dividir os materiais segundo os seguintes critérios: 1 . que é uma descrição minuciosa para possibilitar melhor entendimento entre consumidor e o fornecedor quanto ao tipo de material a ser requisitado. simplificação. Os sistemas de codificação mais comumente usados são: o alfabético (procurando aprimorar o sistema de codificação. Estes materiais. também chamado “decimal”. estocagem. que não gere confusão e evite interpretações duvidosas a respeito do material. peso.). tipo. A escolha do sistema utilizado deve estar voltada para obtenção de uma codificação clara e precisa. reduzir a grande diversidade de um item empregado para o mesmo fim. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO Entre outros. ou seja. se este um dia apresentar uma forma e outro dia outra forma de maneira totalmente diferente. e sua utilização geralmente é imediata. especificação. aconselha-se a simplificação. etc. uso etc. para fins diretos ou indiretos de produção. por meio de números e/ou letras. pois a não simplificação (padronização) pode confundir o usuário do material. 3 . significa ordená-lo segundo critérios adotados. favorecemos sua normalização. mesmo sendo semelhante. racional. poderemos partir para a codificação do mesmo. codificados e cadastrados. causar confusão ou dispersão no espaço e alteração na qualidade. necessários à manutenção. de modo a facilitar a sua consulta pelas diversas áreas da empresa. metódico e claro. alfanumérico e numérico. não se pode garantir um bom funcionamento e um padrão de atendimento desejável. ou à natureza dos materiais que neles são relacionados (tintas. OBJETIVO DA CLASSIFICAÇÃO O objetivo da classificação de materiais é definir uma catalogação. Simplificar material é.Quanto À Sua Estocagem a) Materiais estocáveis São materiais que devem existir em estoque e para os quais serão determinados critérios de ressuprimento.Codificação É a apresentação de cada item através de um código. ou seja.. armazenagem adequada e funcionamento correto do almoxarifado. A classificação. agrupando-o de acordo com a semelhança. por exemplo. Por exemplo. d) Materiais de estocagem temporária Não são considerados materiais de estoque e por isso são guardados apenas durante determinado tempo. limpeza. etc. de forma lógica. com as informações necessárias e suficientes. seu ressuprimento não é feit o automaticamente. o usuário irá fornecer todos os dados (tipo de capa.Normalização A normalização se ocupa da maneira pela qual devem ser utilizados os materiais em suas diversas finalidades e da padronização e identificação do material. Classificar material. 65 . Facilitar as comunicações internas da organização no que se refere a materiais e compras. medida e formato. Em função de uma boa classificação do material. 2 – Especificação Aliado a uma simplificação é necessária uma especificação do material. Este processo ficou conhecido como “código alfabético”. cadernos com capa. ou seja. sem. número de folhas e formato). A normalização é aplicada também no caso de peso. no caso de haver duas peças para uma finalidade qualquer. Evitar duplicidade de itens em estoque. o que facilitará sobremaneira não somente sua aquisição. 4 . um produto não poderá ser classificado de modo que seja confundido com outro. A classificação não deve gerar confusão.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Classificação O QUE É CLASSIFICAÇÃO Sem o estoque de certas quantidades de materiais que atendam regularmente às necessidades dos vários setores da organização. padronização e codificação de todos os materiais componentes do estoque da empresa. de modo que tanto o usuário como o almoxarifado possam requisitar e atender os itens utilizando a mesma terminologia. Entre as inúmeras vantagens da codificação está a de afastar todos os elementos de confusão que porventura se apresentarem na pronta identificação de um material.

e suponhamos que tenha a seguinte divisão: 05 . basta que informemos os números das três classificações que obedecem à seguinte ordem: Nr da classificação geral. 1º Grupo-00 .Exemplo Suponhamos que uma empresa utilize a seguinte classificação para especificar os diversos tipos de materiais em estoque: Matéria-prima. Para comparação com o exemplo anterior. Este método embora simples. É uma classificação bem geral. basta que tomemos os números: 05 da classificação geral. cor preta Esta nova classificação é chamada de “codificação definidora” e. Por esta razão. quando as máquinas que não aceitam símbolos alfabéticos já são tão largamente aceitas nas empresas modernas. Por exemplo.Caracterizador: descreve os materiais pertencentes ao 2º grupo. Didatismo e Conhecimento Podemos verificar que todos os materiais estão classificados sob títulos gerais. que. Permite certa flexibilidade porquanto as letras que antecedem os números poderão indicar lotes ou representar a inicial do material codificado. a classificação geral seria o grupo. de forma definitiva. a fim de torná-los inconfundíveis. ele pode ser subdividido em subgrupos e subclasses. da classificação individualizadora. esta classificação torna-se necessária e chama-se classificação individualizadora. sendo geralmente adquiridas em pequenas quantidades.XX ---.Material de Escritório lápis canetas esferográficas blocos pautados papel carta Devido ao fato de um escritório ter diversos tipos de materiais. cor vermelha. indispensáveis ao bom desempenho das unidades da empresa. Esta codificação ainda não é suficiente. e suponhamos que seja classificada da maneira seguinte: 02 . grupo e código indicador) . e escrevemos: 05 .Método Alfanumérico ou Misto Este método caracteriza-se pela associação de letras e algarismos. Definir instruções.Individualizador: identifica cada um dos materiais do 1º grupo. pela sua simplicidade e com possibilidades de itens em estoque e informações incomensuráveis. da classificação geral. uma simplificação de seu sistema. Normalmente é dividido em grupos e classes.canetas esferográficas marca alfa. cor azul marca gama. É um sistema bastante limitado especialmente hoje. sendo utilizado um conjunto de letras suficientes para preencher toda a identificação do material. cada título da classificação individualizadora recebe uma nova codificação. Pelo seu limite em termos de quantidade de itens e uma difícil memorização. de acordo com a necessidade da empresa e volume de informações que se deseja obter de um sistema de codificação. No sistema alfabético o material é codificado segundo uma letra. etc. apresenta o problema da não aceitação das letras pelos sistemas mecanizados.Classificador: designa as grandes “Classes” ou agrupamentos de materiais em estoque. Produtos em processos. O sistema alfanumérico é uma combinação de letras e números e permite um número de itens em estoque superior ao sistema alfabético. Nr da classificação definidora. Dentro desta conceituação de padronização estabelecem-se padrões de medição. Sendo o mais usado nas empresas. e os quatros dígitos faltantes do código de identificação serviriam para qualquer informação que se deseja acrescentar. qualidade. assim: A C --.Padronização É o processo pelo qual se elimina variedades desnecessárias. 02 da classificação individualizadora. . Apesar de ser o método mais difundido no Brasil. para exemplificar tomemos o título 05 – materiais de escritório. especialmente em empresas de pequeno e médio portes.Método decimal (simplificado) Este método de codificação apoia-se na “Decimal Classification”. quando necessitamos referirmos a qualquer material.XXXXXX ---. Óleos. 5 . quando quisermos referir-nos a “caneta esferográfica marca alfa. o subgrupo a classificação individualizadora. sendo uma delas o sistema americano “Federal Supply Classification” que tem a seguinte estrutura: XX ---. dimensão do material. e 003 da classificação definidora. .Número Sequencial É o método pelo qual se distribui sequencialmente números arábicos a casa material que se deseja codificar. É o método mais utilizado nos almoxarifados para a codificação dos materiais. temos o título 02 . combustíveis e lubrificantes. Material de escritório. escrita fina”. b) Métodos de codificação . Produtos acabados. com todas as suas características. não deixa de ser bastante eficaz. 3º Grupo-000 . técnicas de controle de estoques e compras. 66 . Cada um dos títulos da classificação geral é submetido a uma nova divisão que individualiza os materiais. . este sistema esta em desuso. Nr da classificação individualizadora.caneta esferográfica. É uma adaptação de ideia genial de Dervey.3721 (classe. Consiste basicamente na associação de três grupos e sete algarismos. 2º Grupo-00 . escrita fina. encarecem sobremaneira os materiais de uso normal.X Dígito de controle Código de identificação Classe Grupo Assim mesmo. escrita fina. e a classe. do famoso bibliotecário norte americano Melville Louis Kossuth Dervey. por faltar uma definição dos diversos tipos de materiais. por exemplo. para a identificação dos materiais. de acordo com suas características. peso.02.003 O sistema numérico pode ter uma amplitude muito grande e com enormes variações.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Permitir atividades de gestão de estoques e compras.Método Alfabético A codificação pelo sistema alfabético é a que utiliza letras em vez de números. Material de limpeza. a classificação definidora.

etc. A identificação por lotes é uma espécie de intermediário entre o número de série e o número de parte. • Diminui os custos de estocagem. Nos produtos serializados o lote fica facilmente identificado pela faixa de números de série. Informações dos Fornecedores. ANSI. consideremos as latas de cerveja de 330 ml em uma caixa de latas de um supermercado. deve-se atentar para os organismos de padronização em geral (ABNT. devem ser identificados por lotes de fabricação. Uma empresa que fabrica parafusos. Didatismo e Conhecimento A embalagem com que o material é comercializado. etc. ISO. • Permite a obtenção de melhores preços. número de catálogo. As Normas para Padronização seguem algumas recomendações previamente utilizáveis na aplicação da técnica de padronização de materiais: Consulta de Catálogos. álcool em embalagens de 1 litro é um item diferente de álcool em embalagens de ½ litro. A padronização deve ser de acordo com o padrão de mercado. nome. por exemplo). O número do chassi de um automóvel é um número de série típico. dependendo de onde é utilizada: código interno.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo No estudo de padrões. descrição. data de validade etc. As características que definem essa lata (volume líquido. c) Desvantagem da padronização Um programa de padronização. pode detectar uma incidência muito grande de refugos no processo de fabricação. para cada marca tem-se um item diferente. a) Objetivo da padronização Eliminar as variedades desnecessárias. procurando-se normas impostas por legislação e de maior uso no mercado fornecedor. o álcool comum é um item. modelo. uma espécie de detalhamento do número de parte. à confiança na marca. com maior número de fornecedores. como se fossem utilizados imediatamente após a aquisição). 6 – Identificação a) Conceito de item O termo item de material é aplicável a um conjunto de objetos (materiais) que possuem as mesmas características. Como exemplo típico. Informações do Setor Usuário. Essa identificação pode ser feita no próprio produto ou em sua embalagem e visa localizar todos os produtos (peças. NEMA. especificação. Um item pode especificar. se não for sabiamente realizado. Análise dos Estoques existentes. marca. “itens de estoque“e “itens não de estoque”. Neste caso. economizando tempo. O número de série individualiza o material. Os códigos de identificação de itens de material são geralmente conhecidos. produtos metalúrgicos. código internacional de produtos (código de barras) etc. para fins contábeis. de peso. portanto. pode determinar a existência de itens diferentes para o mesmo material básico. número de desenho. tipo de cerveja. amostra. a um conjunto de peças iguais em uma embalagem (uma caixa de borracha escolar com várias borrachas) ou a um conjunto de peças diferentes (um “kit” de ferramentas. um produto vendido a granel. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas é o organismo oficial de normalização no Brasil. porém possuem números de série diferentes. aplicação.) tornam necessária a identificação de cada peça isoladamente. facilitando sua aquisição e minimização dos custos. espaço e dinheiro. desde que o produto tenha a qualidade requerida. composição. Como exemplo. também. A lata de cerveja do exemplo acima é um item de material (o código de barras que identifica o produto é o mesmo para as diversas latas). Essa identificação é feita por um código denominado “número de série”. com algum tipo de problema detectado tanto pelos clientes como pela própria empresa. Apesar de poder haver diferença entre uma lata e outra (pequenas diferenças dimensionais. Quando colocamos combustível em um posto. Essa característica de “rastreabilidade” é muito importante no processo de fabricação para se poder ter garantia de qualidade do processo. habitualmente. Geralmente são denominados. os itens que possuem garantia (televisores. por ser uma característica que pode ser importante para o cliente. Pela padronização se adquire a certeza de não haver confusão entre os tipos de materiais que se assemelham sem se equiparem. nesse caso. protótipo. à forma da embalagem etc. No comércio costuma-se dar a denominação de “código do produto”. código do fornecedor. Numa empresa existem itens que são estocados e itens que são utilizados imediatamente após a aquisição (ou que se comportam. representando-o nos organismos internacionais. Na fábrica de automóveis todos os chassis com as mesmas características correspondem ao mesmo item. b) Conceito de número da parte A identificação de itens de material em uma organização pode ser feita de diversas formas. ASTM. que o controle de produção permita rastrear o processo de fabricação até a identificação do lote da matéria prima utilizada no processo. alimentos. Um item pode se referir. para as várias marcas tem-se um só item. para o cliente que adquire uma lata da caixa essas diferenças praticamente não têm interesse algum. para poder pesquisar as possíveis causas do problema. distintamente classificados pela própria especificação. código do fabricante. norma técnica. ainda. como “número de parte”. Às vezes são denominados “número de peça”. c) Conceito de número de série Há situações em que se torna importante a distinção de cada uma das peças de um item. Como exemplo. tanto por necessidade legal como por interesse de controle de qualidade. poderá acarretar muita confusão. tipo de lata. No supermercado. remédios. na indústria. como “serializados”. • Reduz o trabalho de compras. O número de série é.). • Simplifica o trabalho de estocagem. É importante. respectivamente. b) Vantagens da padronização • Favorece a diminuição do número de itens. d) Identificação de lotes Certos materiais. A marca do produto é uma característica importante para o cliente em um supermercado. 67 .). máquinas em geral. devido ao preço. o que nem sempre é adequado. Os itens onde há necessidade de utilização de número de série são conhecidos. Em um setor de manutenção de uma empresa a marca do álcool utilizado para a limpeza não é importante.). excluindo desta forma os desperdícios e as sobras. por exemplo. ficando. • Permite a aquisição dos materiais com maior rapidez e economiza com consertos e substituições de peças. etc.) são as mesmas para as diversas latas da caixa. portanto. principalmente para materiais vendidos a granel (exemplo: mangueira vendida em metros) ou vendidos em caixas com várias peças (exemplo: caixa com 4 velas para um motor de automóvel). etc.

isto é. É desta relação. Uma nomenclatura padronizada é formada por uma estrutura de nomes ou palavras-chaves (nom e básico e nomes modificadores). deve-se imputar a ele o que cometeu por imperícia.Código de Hammurabi (1750 aC) já regulava os direitos e obrigações dos médicos. A licitação visa à igualdade de condições a todos os participantes e a escolha da proposta mais vantajosa à Administração. É conhecida. da violação de um dever jurídico. poderá ser responsabilizado tanto na ordem penal quanto na ordem civil e ética Na atualidade. Licitação e contratos para: 1) obras. Um nome básico pode estar associado a vários modificadores. em computador. dos materiais com todos os dados identificadores. ofício ou profissão. embalagem. tão necessárias para consultas e análise econômico-administrativas. conhecida por “nome”. fundações. para facilidade de se encontrar o código de identificação a partir do nome ou vice-versa. código. de modo a torná-lo inconfundível (ou seja. poderá ainda. Estado. Conduta ética dos profissionais da área de saúde Responsabilidade ética e legislação na área da saúde Assim como para viver em sociedade importa necessariamente observar e cumprir determinadas normas de conduta individual. o material é cadastrado. CONTRATO Todo e qualquer ajuste entre órgãos e ou entidades de Administração e particulares. administração direta e indireta(autarquias. de interesse da empresa. inclusive serviços de publicidade. ou então para se encontrar o material pretendido a partir de características conhecidas. a um ordenamento legal e ético. características químicas. uma vez que a assistência de qualidade é um dever ético.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo e) Identificação pelos atributos A descrição de um item através de suas características (atributos. 5º. É altamente interessante a padronização da nomenclatura. quando transgride a lei civil. como: nome. em especial da área da saúde. E as institutas já diziam naquele tempo que. Esses mandamentos quer emanados por normas gerais ou específicas imposta pelo Estado. propriedades). O “nome básico” é a denominação inicial da descrição (exemplo: arruela. A Constituição Federal em seu art. pois o profissional. etc.). pois na violação da norma de direito também está presente falta ética. aplicação. a moralização.5 mm. compras. unidade. diz-se responsabilidade civil. dimensões. sociedade de economia mista. O termo especificação é.).autorização para concessões. ou seja. é uma das formas de identificação de materiais. etc. punindo-o então pela negligência ou imperícia. enquanto o “nome modificador” é um complemento do nome básico (exemplo para arruela: pressão. com acordo de vontades para formação de vínculo e obrigações recíprocas. em geral. serviços. a lei maior consagrou o direito ao livre exercício de profissão como norma de eficácia contida. “nomenclatura”. a boa imagem da profissão perante a sociedade e promover a saúde. deve atuar conforme as orientações normativas específicas inerentes ao exercício da atividade profissional. etc.julgamento objetivo e demais correlatos. diz-se de responsabilidade disciplinar que. cobre. etc. vem desde a Antiguidade. Isto significa que o seu descumprimento pode acarretar sanções de natureza jurídica e ético-disciplinar. essas esferas da responsabilidade se encontram. Distrito Federal... Entretanto. parafuso. permissões. também. ”denominação”. inciso XIII que “é livre o exercício de qualquer trabalho. gregos e romanos. cor. isto é. não pode ser responsabilizado pela eventual morte do paciente. ser de natureza técnico-administrativa. além do dever de observância as regras gerais aplicadas a todos os cidadãos. quando há infração as normas definidas nos Códigos de ética. Municípios. O Cadastramento é o registro. segue as mesmas preocupações no exercício da medicina e demais profissões que atual na área da saúde. LICITAÇÃO Para garantir isonomia (igualdade de condições a todos) e selecionar proposta mais vantajosa para a Administração atendendo aos princípios do Art. específico). Desta forma. Se ele não tomar essas mesmas cautelas. Os egípcios. distinguiam nitidamente o erro resultante de prática ilícita e o decorrente da falta ética cometida pelo médico. atendidas as qualificações profissões que a lei estabelece”. vinculação ao instrumento convocatório.) A nomenclatura deve ser apresentada em catálogos em diversas ordens. espessura 0. Reguladoras. CADASTRAMENTO DE MATERIAIS Uma vez identificado e codificado. Exemplo: arruela lisa de cobre. etc. principalmente para fins de aquisição. constando inclusive essas recomendações já nas institutas de ‘Upiano’. diâmetro interno 6 mm. assim como não se deve imputar ao médico o evento da morte. cujo objetivo é resguardar a disciplina. 18. lisa. OSCIP.. alienação. cobre. 37.organismos sociais. Existe no ordenamento jurídico e ético-disciplinar. se tomar às cautelas que sejam necessárias no exercício do seu trabalho. igualdade. pois previu a possibilidade da edição de leis específicas relativas as qualificações do exercício das profissões. exercer uma profissão implica duplamente obediência às normas. De maneira que há uma necessidade de submeter o exercício das profissões liberais. são normas de cumprimento obrigatório. locação. ” especificação”. inciso XXI. institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. diâmetro externo 14 mm (nome básico = arruela e modificadores = lisa. “descrição”. e serviços sociais autônimos). 37 daCF/88 (LIMPE). da Constituição Federal. da inobservância dos preceitos descritos nos códigos de ética e das demais normas disciplinadoras que nasce a noção de responsabilidade profissional. Vide Anexo I – Lei 8666 Didatismo e Conhecimento 68 . Os §§ 215 a 240 do mais antigo Código de Ética da humanidade . Quando a ação do agente fere a lei penal. quer estabelecida por atos normativos dos Órgãos de Fiscalização Profissional. etc. diz-se de responsabilidade ética e quando implicam em desobediências aos demais atos normativos dos Órgãos disciplinadores do exercício das profissões. características físicas em geral (tensão. probidade. diz-se responsabilidade criminal. Essência da licitação é a competição. como “nomenclatura estruturada”..). empregado com o significado de identificar precisamente o material.. De posse do cadastro de materiais. um conjunto normas que devem ser observados por aquelas que cuidam da saúde. “designação”. a Lei 8666 de 21/06/93 Regulamenta o art. A preocupação com a responsabilidade ética. empresas públicas) e entidades controladas direta ou indiretamente (Agências Executoras. a organização terá facilmente à mão as listagens de materiais. O conjunto de descrições de materiais forma a nomenclatura de materiais da empresa. 2) âmbito União. em especial na medicina.

No plano ético responde pela transgressão dos preceitos estabelecidos no Código de Ética e no plano normativo legal pelo prejuízo causado ao cliente. Médicos veterinários. Código de Ética dos Profissionais de Fisioterapia: “Art. Responsabilidade profissional A responsabilidade profissional de um modo geral reflete um sentido jurídico. diante do que é lícito e devido eticamente. Farmacêuticos. segundo a Confederação Nacional das Profissões Liberais e certamente outras poderão surgir (quiropraxia). Didatismo e Conhecimento Embora. Portanto. não só no sentido ético ou moral. essas esferas da responsabilidade sejam autônomas elas se interpenetram. hoje estão sendo compartilhadas com outros profissionais. Assim como. 11. não pode haver uma infração penal ou ressarcimento de um dano a vítima sem haver também a falta ética. assim como surgiram diversos ramos de especialidades profissionais. Isto significa que o dever ético de prudência e diligência na prestação da assistência à saúde poderá ter consequências também no âmbito normativo legal. Cada uma dessas atividades tinha seu espaço de trabalho definido institucionalmente sem haver muito conflito em relação à interferência entre os campos de atuação. negligência ou imprudência [. são exercidas com autonomia e sem qualquer subordinação hierárquica a um empregador ou a outra categoria profissional. todas se encontram reguladas por Leis Federais e com seus Órgãos Fiscalizadores constituídos. contudo. odontologia. inciso XVI3. Dificilmente os profissionais que atuam na área da saúde serão penalizados se suas ações não envolverem algumas destas modalidades de culpa. para executar a inspeção e estabelecer as condições necessárias ao exercício da profissão em sua área específica. espontaneamente. sendo acolhido não só pela lei maior. portanto. Há um chamado ao Direito para definir com segurança o que é lícito e o que é ilícito. essas profissões foram reconhecidas legalmente a partir desta lei. Quando o médico. que possam ser caracterizados como imperícia. iniciando pelo Código de Ética Médica que se destaca pelo maior número de artigos destinados às vedações .Praticar atos profissionais danosos ao paciente. independente ou não de absolvição do respectivo Órgão de Fiscalização Profissional. hoje há um número significativo de profissões que prestam serviços na área da saúde e em algumas situações há conflitos nos diversos campos de atuação. sem. farmacêutico. A responsabilidade profissional significa o encargo de assumir o ônus decorrente da violação do dever ético de prudência e diligência na prestação da assistência à saúde. esse sistema adotado pelo Código de ética das profissões no campo da saúde. Biomédicos. sendo exemplos: Código de Ética Médica: “É vedado ao médico: Art. Portanto.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo formação acadêmica e registro do título no Conselho de Supervisão Profissional respectivo.].377/1931). Embora algumas surgiram recentemente. Responsabilidade ética É desta relação. a responsabilidade é contratual.931/32). o dever de zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético de prudência e diligência está presente em todos os Códigos de Éticas. farmácia e enfermagem. A normatização da responsabilidade ético-disciplinar seguiu esse sistema de positivação deontológica nos Códigos de Ética das Profissões liberais. parteira e enfermeira (Departamento Nacional de Saúde Pública . Em 1932 surgiu o primeiro Órgão de fiscalização do exercício da Medicina. sentido moral e sentido ético. na área ética. Assim. detêm inegável autoridade. a inobservância das normas éticas pode também envolver aspectos legais pertinentes as ações imprudentes. Odontólogos.” 69 . Psicólogos e Terapeuta Ocupacional. 21. 20 até o artigo 140. Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem: “Art. Essa característica é observada em todos os Códigos de ética. como também pelo sistema normativo das legislações profissionais e pelo mandamento da ética profissional. No âmbito jurídico se fundamenta na responsabilidade civil e penal. em um conjunto de deveres e obrigações. A partir deste momento o profissional se obriga a usar de prudência e diligência na prestação da assistência à saúde visando atingir um resultado. isto é. fundamentado na responsabilidade deôntica. portanto. encontra a sua lógica na deontologia. Ou seja. A observância do dever de zelo e diligência é evidenciada em todos os preceitos éticos. Com a evolução da ciência. exceto a farmácia que possuía legislação própria (Dec. isto é. estabelece-se de imediato uma obrigação contratual tácita inquestionável. Fonoaudiólogos. mas também dentro de um sistema de obrigações e deveres. inciso XXIV e art. de conformidade com o art.Decreto-Lei 20. Todas são consideradas profissões liberais4. Dessa forma a liberdade do exercício profissional é um direito reconhecidamente consagrado.desde o art. A responsabilidade ética na verdade é subjacente as demais. Sendo. a saber: Biólogos. Portanto. parece haver uma maior consciência entre os profissionais da área da saúde que a lógica da ética deontológica sozinha não é mais suficiente para legitimar a prática científica. porque está baseada na confiança que inspira no profissional. Numerosas são as profissões na área da saúde que estão regulamentadas por leis federais e com seus Órgãos de Fiscalização constituídos. Tradicionalmente até o início do Século passado só existiam basicamente três profissões na área da saúde . o enfermeiro. Tal fato ensejou projeto de Lei nº 25/2002 do Senador Geraldo Althoff que trata do “ato médico”. negligência ou imprudência”. Fisioterapeutas.medicina. Enfermeiros.DNSP . no âmbito moral na obrigação natural com base na consciência individual e no terreno ético-profissional. Legislação pertinente ao exercício das profissões da saúde Inúmeras são as profissões liberais que atualmente prestam serviços na área da saúde. o dentista ou outro profissional atende a um cliente que o procurou. a começar pela longa anunciação das vedações. negligentes ou imperitas. isto é. Atualmente existem cerca de 11 (onze) categorias profissionais de nível superior na área da saúde. 29 . os Órgãos de Fiscalização Profissional. imprudência ou negligência”. da tecnologia e das novas necessidades de atenção a saúde surgiram outras profissões. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional protegem o cliente e a instituição em que trabalham contra danos decorrentes de imperícia.16 Assegurar ao cliente uma Assistência de Enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia. da violação dos mínimos preceitos ético-deontológicos que nasce a noção de responsabilidade ética. De forma que até a década de 50 só havia cinco categorias profissionais atuando no campo da saúde. uma vez que está sempre presente nas infrações penais e civis. se vincular a obrigação de obtê-lo. medicina veterinária. 22.. É o que se denomina de obrigação de meios. cumprindo o encargo constitucional de fiscalizar o exercício das profissões. Hoje. nº 20. daí a queixa de que atividades e procedimentos médicos estão sendo invadidos por outras profissões. É ainda o conhecimento do que é justo e necessário. Atividades que antes eram exclusivas da área médica. Nutricionistas.

Singelo exame radiológico revelaria a fratura”. ao tempo da ação ou omissão.] Art. Ao final da sindicância. Instaurado por sua vez o processo será o denunciado notificado para defesa no prazo processual. Após a instrução processual. não significa que estará isento da responsabilidade civil ou penal. com rigor científico.. 5º . com base na defesa do denunciado será feito o julgamento pelo Órgão Colegiado do Conselho de Fiscalização Regional.. [. No exercício de sua atividade. 15 . o amparo deve ser feito. Também não pode ser punido sem que seja assegurada a oportunidade de ampla defesa. Uma preliminar de sindicância objetivando a apuração dos fatos denunciados. ressalvando que neste caso a instância competente é o Conselho Federal de Fiscalização da Profissão. Geralmente os Códigos de Ética destinam um capítulo as penalidades correspondentes às infrações..utilizar todos os conhecimentos técnicos e científicos a seu alcance para prevenir ou minorar o sofrimento do ser humano e evitar o seu extermínio”. conduta assentada no descaso. qualquer tipo de medicina alternativa. o biomédico deverá.Órgão de 2º instância. Mesmo que a vítima seja a própria causadora.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Código de Ética dos Profissionais da Biomedicina: “Art. sob o diagnóstico de bursite. outra de instrução e julgamento.] Art. coletividade e do desenvolvimento da profissão”. 57. o objetivo é mais de dar exemplo e não de condenar. a condenação do médico. do enfermeiro.] Art. recorrerem da decisão.. X . 70 .]. multa.Empregar o seu zelo e diligência na execução de seus misteres”. em especial quanto à atenção primária à saúde”. cumprimento ao devido processo legal.. e desde que não se configure erro médico. A aplicação das penalidades submete-se aos mesmos princípios do Direito Penal comum: anterioridade de norma. visando o bem público e à efetiva prestação de serviços ao ser humano.268. [. c) Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem Das responsabilidades: “Art. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional atualizam e aperfeiçoam seus conhecimentos técnicos. procurando melhorar a assistência ao paciente.] IV . impõem uma série de conduta ao profissional.] Art.. é agir como se não houvesse qualquer regra ou limite nas suas ações. O paciente estava como o úmero quebrado. exceto o Código de Ética Médica. Como se observa os códigos vedam as condutas inconvenientes. O processo administrativo de apuração das faltas e as punições desenvolvem-se de acordo com o Código de Processo Ético.] .. Didatismo e Conhecimento Códigos de Ética. Ressaltando que é facultado o direito das partes. 5º. ou de “acontecimento” infelizes ou de infortúnio.] É vedado ao médico: [. citado pelo referido autor: O “médico tratou paciente três meses. censura. culminando com procedimentos técnicos imperfeitos (imperícia).21. O eminente magistrado Miguel Kfouri Neto. Sanções disciplinares Preliminarmente é preciso ressaltar que a repreensão ética disciplinar tem um fim social. 4. científicos e culturais em benefício do cliente e do desenvolvimento de suas profissões. de 30 de setembro de 1957. ao contrário dos efeitos da condenação criminal pela Justiça comum. A punição deve ser compreendida como educação social e não como uma condenação. mas com dedicação insatisfatória. que não atentam para as consequências ou quando o profissional despreza aos riscos (imprudência). d) Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional Das responsabilidades: “Art.Deixar de utilizar todos os meio disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance em favor do paciente”. suspensão temporária do exercício profissional e a mais grave cassação do direito ao exercício profissional. Daí a punição individual ser compreendida como uma natural educação profissional e não como uma condenação. A inobservância desses deveres poderá resultar no empenho insatisfatório e imperfeição técnica resultado em prejuízos na assistência a saúde. nos casos de erro de diagnóstico. omissão dos cuidados devidos ou erro técnico de profissão (negligência) e procedimentos profissionais sem o devido conhecimento técnico da profissão.. 7º .Atualizar e ampliar seus conhecimentos técnico-científicos e sua cultura geral. Responde o médico por erro de diagnóstico[negligência]? Sim. O processo administrativo disciplinar é constituído de duas fases. Como preleciona o eminente magistrado Jurandir Sebastião “a imperfeição técnica profissional do médico ou a perfeição.É dever do farmacêutico: [. caso contrário será arquivado. [. Se se preconiza em certos casos que se apliquem punições correspondentes à ação humana irrefletida. observadas às práticas.. há um limite onde o profissional tem plena liberdade para atuar. 18. denunciante e denunciado. científicos e culturais. ora de proibição. o que não é admissível.. portanto. como por exemplo. Manter-se atualizado ampliando seus conhecimentos técnicos.. descreve outras situações que a inobservância do dever de prudência e diligência podem incidir tanto em responsabilidade ética como responsabilidade civil.indicar o procedimento adequado ao paciente. do fisioterapeuta e dos demais profissionais por seus respectivos Órgãos de Fiscalização. Com maior razão deve ser amparada do chamado “azar”. Como diz Zajdsznajder: “a ética é uma compreensão e não uma condenação”. Em geral as penas são de advertência verbal. ora de obrigação e um rol de prerrogativas individuais ou coletivas a serem observados por todos. Em uma breve análise poderão ser também evidenciados os deveres éticos inerentes ao empenho de aprimoramento profissional e de colocar todos os recursos da ciência em benefício do paciente.É direito do médico: [. As sanções disciplinares estão prevista no art..O médico deve aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente.. através do voto da maioria de seus membros. observando as normas e princípios do sistema Nacional de Saúde. Entretanto.. São deveres do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional nas respectivas área de atuação: [. tipificação do fato. Na verdade. poderá levar malefícios à saúde do paciente pela perda da chance de debelar prontamente a doença ou de simplesmente deixar de evitar sofrimento desnecessário”.. I . O eminente magistrado Jurandir Sebastião lembra que nenhum ser humano pode ficar ao desamparo.Observar sempre. IX . b) Código de Ética do Farmacêutico Do exercício profissional: “Art. E nem a absolvição impedirá a ação de reparação civil e responsabilidade penal. não havia proibição ou obrigação a cumprir. A título de ilustração segue uma caso típico de negligência no exame físico. reconhecidamente aceitas e respeitando as normas legais vigentes no País. Isso significa que nenhum profissional pode ser punido por condutas pretéritas se. julgado procedente à denúncia será instaurado o processo. a) Código de Ética Médica [. Votação não unânime caberá recurso ao próprio Órgão da primeira instância e independente disto caberá recurso ao Conselho de Fiscalização Federal da respectiva categoria profissional . em benefício da clientela. individualização da pena etc. deixando o paciente sem qualquer ampara ético e humanístico.. 22 da Lei 3.

626/2001: Art. 1º A punibilidade de profissional liberal. No mesmo sentido. 3º Todo processo disciplinar paralisado há mais de 3 (três) anos pendente de despacho ou julgamento. para a obtenção da autorização de funcionamento. Prescreve a punibilidade em cinco (5). 4º O prazo prescricional. em geral. laboratório. b) Número de leitos. Por determinação da lei nº 6. De acordo o art. por força da Lei n. através de órgão em que esteja inscrito. nos termos dos art. 2º. As instituições de saúde possuem obrigações perante os Conselhos Federais e Regionais de Medicina e perante a Vigilância Sanitária Municipal. As demais categorias profissionais.839. será arquivado ex. de acordo com o § 1º do mesmo dispositivo. entre outros requisitos. casa de saúde. a partir da vigência da presente Lei”. de acordo com legislação local. n) Número de inscrição no CNPJ do Ministério da Fazenda. comprovar o registro nos Conselhos Regionais de Medicina. instituição. com as seguintes documentações: a)Instrumento de constituição (contrato social. f)Alvará da Vigilância Sanitária.947-A. por falta sujeita a processo disciplinar. o) Licença de funcionamento da Prefeitura Municipal. contados da data de verificação do fato respectivo. a partir da data do conhecimento do fato. d)Comprovante de pagamento das taxas de inscrição. A pretensão punitiva das infrações ético-disciplinares prescreve em cinco (5) anos. hospitais após o registro do responsável técnico no respectivo Órgão de fiscalização da categoria profissional. que os estabelecimentos hospitalares e de saúde. Estadual e Federal. dentre outros). não fogem essas regras.º 9. 64 do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. b)Cópia do cartão de inscrição no CNPJ do Ministério da Fazenda. 63 do CPECFM33. 2º O conhecimento expresso ou a notificação feita diretamente ao profissional faltoso interrompe o prazo prescricional de que trata o artigo anterior.CRM estabelece em seu regulamento. estatuto. dentre outros). Trata-se da Lei nº 6. contados da data da constatação oficial do fato e. bem como suas autarquias e fundações públicas.CPECFM todo processo disciplinar que ficar parado por mais de três (3 ) anos será arquivado “ex-offício” ou sob requerimento da parte interessada. de 3 de junho de 1998. j) Nome e número de CRM do profissional médico responsável técnico. f )Natureza jurídica. segundo o art. anuidade e certificado. e) Endereço completo. Art. nos casos em que o processo ficar pendente de despacho ou julgamento. k) Nome e número de CRM do profissional médico diretor clínico eleito.838. habilitado legalmente para responder por sua área de atuação. quando for o caso. a partir de quando recomeçará a fluir novo prazo prescricional. h) Capital social.Do requerimento. ou a requerimento da parte interessada. de 29 de outubro de 1980 que dispõe sobre o prazo prescricional para a punibilidade de profissional liberal. de 30 de outubro de 1980 as instituições que prestam assistência à saúde serão obrigadas a requerer o registro nos Conselhos Regionais de sua jurisdição para fins de fiscalização do exercício profissional.6 da Resolução 1.offício . Determina o art. e)Ata da eleição do diretor clínico e Comissão de Ética. 6º . cinco (5) anos para pretensão punitiva das infrações e para a pretensão executória de pena. por inércia processual. delas encarregados. para as faltas já cometidas e os processos iniciados. devem constar as seguintes informações: a) Relação de médicos componentes do Corpo Clínico. segundo o art. 62 do Código de Processo Ético do Conselho Federal de Medicina . 1º -”O registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados. d) Nome e/ou razão social. c) Nome fantasia. m)Qualificação do responsável pela escrita fiscal. por exigência do Decreto nº 49. Responsabilidade técnica A responsabilidade técnica origina-se de cargos administrativos e da obrigação de responder pela instituição hospitalar perante os Órgãos de Fiscalização Profissional e de Vigilância Sanitária. no mínimo. prescreve em 5 (cinco) anos. conforme o art. de 21 de janeiro de 1961 (Código Nacional de Saúde) somente será expedido o alvará de funcionamento das instituições de saúde. O cadastro da empresa. ora fixado. clínica. a ser aplicada por órgão competente. isto é. Para pretensão punitiva o prazo é contado a partir do conhecimento do fato e no caso da pretensão executória a partir da data da publicação oficial do acórdão. p)Alvará da Vigilância Sanitária. c)Alteração do instrumento de constituição. devem. entidade ou estabelecimento deverá ser requerido pelo profissional médico responsável técnico.O requerimento a que se refere o “caput” deste artigo deverá ser instruído. serão obrigados nas entidades competentes Didatismo e Conhecimento para a fiscalização do exercício das diversas profissões. caso haja. caso haja.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Em relação aos prazos prescricionais é de três (3) anos por inércia processual. em requerimento próprio. em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros”. Para o cumprimento dessas exigências a Resolução nº 1. Art. prescreve em três (3) anos. Da mesma forma. devendo. Parágrafo primeiro . portanto ser apurado a responsabilidade. ata de fundação. mesmo porque existe uma lei específica que disciplina os prazos prescricionais para a punibilidade de profissionais liberais. de 23 de outubro de 2001 do Conselho Federal de Medicina . Por exigência do poder público e de Atos normativos dos Conselhos cada área profissional deve ter um responsável técnico.656. Art. 60 do CPECFM. g) Tipo de estabelecimento (hospital. g)Licença da Prefeitura Municipal para funcionamento.626. por falta sujeita a processo disciplinar. deverão se cadastrar nos Conselhos Regionais de Medicina de sua respectiva jurisdição. mantidos pela União. Parágrafo único. Inclusive as operadoras de planos privados de assistência à saúde. Estados e Municípios. enquanto a pretensão da execução da pena aplicada prescreverá em cinco (5) anos. O conhecimento expresso ou a notificação de que trata este artigo ensejará defesa escrita ou a termo. caso haja. contados a partir do termo inicial a data de publicação do acórdão. 71 . estabelece o caput art. dirigido ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição territorial. nos seguintes termos: “Art. l) Qualificação do corpo societário. i) Especialidades desenvolvidas. começa a correr.

Morais. os Conselhos de Fiscalização Profissional. com base na Lei nº 7. inciso XXIV . divisão ou subdiretorias das diversas categorias profissionais. Portanto. competente para baixar atos normativos. Néri da Silveira. à vida e a integridade física. em seu art. conforme determina a Constituição da República Federativa do Brasil nos art. científicas e os preceitos éticos inerentes à respectiva área profissional. na forma estabelecida em Regulamento”.Pleno Adin nº 1. inclusive. têm o poder legal para verificar as condições de capacidade para o exercício profissional sendo. 17 mar. sejam em cargos de direção geral.cometer o exercício de encargos relacionados com a promoção. jamais qualquer requisito discriminatório ou abusivo.organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões”. respondem pela Instituição perante os Órgãos de Fiscalização e perante a legislação sanitária. envolvendo valores fundamentais. 10: São infrações sanitárias: XXV .“Compete à União: [. O parágrafo único do art. uma atividade típica do Estado. 21. moralização profissional. XXVI . citando jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal) ressalta que: A legislação somente poderá estabelecer condicionamentos capacitatórios que apresentem nexo lógico com as funções a serem exercidas. 788)..“exercer profissões e ocupações relacionadas com a saúde sem a necessária habilitação legal: Pena interdição ou multa. Apenas o poder estatal designou esta função aos Conselhos. no resguardo aos princípios éticos.Medida cautelar . p. de 20 de agosto de 1977. 72 . o responsável técnico. A Resolução nº 183/1993 do Conselho Federal de Enfermagem. Cumprindo o encargo constitucional.2 – Princípios de ergonomia no trabalho 19. nos termos do art. 20 determina: “É obrigatório o registro nos Conselhos Regionais das empresas cujas finalidades estejam ligadas às Ciências Biológicas. somente poderão estabelecer normas direcionadas aos respectivos requisitos capacitatórios que apresentem relação lógica com as atividades técnicas.965. independente da responsabilidade penal e civil. Atribuições dos Conselhos de fiscalização profissional As profissões liberais na área da saúde por prestarem um serviço de grande relevância a sociedade. 5. 12.Rel. determina nos arts 1º e 2º que o enfermeiro que exerça cargo de chefia de Serviço de Enfermagem. tem o dever ético de zelar não somente pelo patrimônio. Finalizando. Seção I. por delegação. 19. parágrafo único26 e a Lei n. cabe inclusive fiscalizar no âmbito interno as condições necessárias para o exercício das profissões da saúde. Os Conselhos de Fiscalização Profissional são autarquias especiais. Entretanto.040/DF . Pena: interdição e/ou multa”. onde exista atividade de Enfermagem. executivo e judiciário. como à saúde. criadas por leis específicas para cumprir. de 25 de junho de 1986.º 6. em seu art. a fim de que se mantenha a ordem jurisdicional e Judiciária quando julga através de processo ético os profissionais que transgridem as normas ético-disciplinares. pela qualidade dos serviços prestados. Diário da Justiça.684. manter e executar a inspeção do trabalho” e o art. alínea a e b. de 17 de dezembro de 1975 que dispõe sobre a criação dos Conselhos Federal e Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Os dirigentes das Instituições de saúde. nos estabelecimentos prestadores de assistência à saúde. Atuam de forma semelhante aos poderes legislativo. que tem força de lei sobre os profissionais inscritos.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Parágrafo segundo . de 3 de setembro de 1979 que regulamenta as profissões de Biólogo e de Biomédico.A alteração do cadastro ou registro somente será efetuada após a emissão do documento de liberação pelo Setor de Fiscalização do CRM.498. de 09 de dezembro de 1981que regulamenta a profissão de Fonoaudiólogo. art.347.1 – Prevenção e causas dos acidentes do trabalho 19. segue idêntica exigência a Lei nº 6. 1995. pelo bem-estar e integridade moral e física dos usuários dos serviços de saúde como também pelo cumprimento das normas éticas e sanitárias.3 – Códigos e símbolos específicos de Saúde e Segurança no Trabalho Segurança Conjunto de ações e medidas adotadas em um processo de trabalho e que tem como finalidade prevenir acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. No mesmo sentido determina a Lei nº 6. uma vez que a má prática dos profissionais poderá refletir tanto em prejuízos para a qualidade da assistência. Executivo. Princípios gerais de segurança no trabalho 19. Finalizando. quanto pode ensejar demandas judiciais e com isso comprometer o prestígio da Instituição e a imagem da profissão. proteção e recuperação da saúde a pessoas sem a necessária habilitação. executa-los e aplicar as sanções disciplinares administrativas às faltas ético-profissionais.. sob pena de ferimento do princípio da igualdade (STF.. 17. obrigatoriamente deverá requerer anotação de responsabilidade técnica ao Conselho Regional de sua jurisdição. em comentário sobre o consagrado direito do livre exercício das profissões. da rede pública ou privada. Esse mesmo procedimento deve ser observado pelas demais categorias em relação aos profissionais que exerçam cargos de responsabilidade técnica.] [inciso] XVI .316. segundo a Lei nº 6.] organizar. inciso I. inerente às irregularidades praticadas em nome do estabelecimento. na qualidade de responsável técnico. parágrafo único. valorização do Diploma e prioritariamente. Didatismo e Conhecimento Na verdade a fiscalização das condições para o exercício das profissões é de competência privativa da União. 22 da “Compete a privativamente à União legislar sobre: [. os Conselhos de Fiscalização das Profissões Liberais tem o dever de zelar pelo prestígio da profissão. psíquica e social demandam um certo controle do Estado e supervisão pelos respectivos órgãos disciplinadores. cabe a função precípua de executar os atos normativos do exercício profissional.que dispõe sobre as infrações à legislação sanitária federal. São instituições dotadas de personalidade jurídica de Direito Público e gozam de autonomia administrativa e financeira. 11.. Legislativo quando baixa normas disciplinadoras para o exercício da profissão. Jamais poderão legislar sobre atos que por sua natureza incube a outros Órgãos ou sobre matérias disciplinadas por leis ordinárias. perfeito desempenho técnico e científico dos que exerce a profissão.

. educativas. de engenharia. O termo higiene é utilizado no sentido de evitar doenças. • Acidente causado por caso fortuito ou força maior. • Aposentadoria especial –(Na CLT e RJU) Higiene: Termo utilizado para expressar um conjunto de fatores que visam a preservação da saúde no ambiente de trabalho. diabetes. em caso de acidente por mais de 15 dias. • As Doenças onde não é possível estabelecer o “nexo causal”entre a doença e o tipo de trabalho executado. Didatismo e Conhecimento RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR: • Em situação de risco iminente onde possa vir a ocorrer uma condição de ameaça à vida deve-se garantir aos trabalhadores a interrupção imediata de suas atividades. perturbação funcional ou doença que cause a morte. estabelecer ou comprovar o nexo causal entre a doença e o tipo de trabalho que a originou. Perigo: É qualquer situação que tenha potencial de causar um dano.É pago pela Previdência Social quando ocorre redução permanente da capacidade para atividade normal de trabalho. provocando lesão corporal. • A auto-lesão provocada pelo trabalhador com o fim de colher vantagens pessoais. • Pensão por morte–Paga ao pensionista em caso de morte do trabalhador. 73 . a serviço da empresa. Pneumoconiose –provocada por minério de carvão. Bissinose –causada pela fibra de algodão. DEFINIÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO Acidente de trabalho:É aquele que ocorre pelo exercício do trabalho.Daí ser muito comum a expressão: “Segurança e Higiene Ocupacional” ou também “Segurança e Higiene do Trabalho”. • Acidente durante a execução de ordem fora do local da empresa. Assim. • O tempo de exposição frente ao risco:Eventual / Esporádico /Ocasional / Habitual / Intermitente / Permanente • Eficácia das medidas de controle. Surdez profissional –causada por máquinas ruidosas.cardiopatias. • Estabilidade no emprego – No regime da CLT. • Acidente de Trajeto – ocorrido no percurso da residência para o trabalho ou vice-versa. • Verificar a intensidade ou concentração. • Auxílio-acidente . Dermatoses profissionais –causadas por substâncias químicas São desencadeadas devido as condições especiais que são relacionadas com o trabalho que está sendo executado. Doença Profissional:São desencadeadas pelo exercício do trabalho e peculiares a determinados ramos de atividades. Exemplos: Saturnismo –provocado pelo chumbo. avaliar riscos é portanto. • Aposentadoria por invalidez – É paga quando acontece a incapacidade total e permanente do trabalhador.do envolvimento de todas as chefias ou lideranças e da cooperação de cada trabalhador. Observações:Não é considerado “Acidente de Trabalho”: Estimar o grau de potencialidade ou criticidade: Parâmetros: Pequeno –Médio –Grande Tolerável –Leve –Moderado –Grave –Crítico • Aquele que provoca somente danos materiais.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo As ações ou medidas preventivas adotadas podem ser de caráter técnico.. Processo de análise ou avaliação de riscos envolve as seguintes etapas: • Identificar o agente nocivo de risco. podendo o trabalhador exercer outra atividade. • A forma de exposição do trabalhador. • Possíveis danos ou consequências para a saúde BENEFICIOS DECORRENTES DOS ACIDENTES DE TRABALHO • Auxílio-doença – É pago pela Previdência Social ao trabalhador celetista que fica impossibilitado de trabalhar por mais de 15 dias. Silicose –provocado pela poeira da sílica. ou a perda ou redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho. • Acidente sofrido nos horários de refeição e descanso durante o horário de trabalho. conforme regulamentadas pelo Ministério da Previdência Social. malária. etc. ambientais. organizacionais. Quem é responsável pelas ações de Segurança do Trabalho? É responsabilidade de todos e depende da efetiva participação da empresa. Ainda é considerado acidente de trabalho: • Acidente causado durante a prestação espontânea de um serviço para a empresa. Ex: LER/DORT/Escoliose. • Estimar o grau de potencialidade dos riscos. caso este evento venha a ocorrer. etc. Risco = exposição ao perigo x gravidade do dano • Acidente em viagem a serviço da empresa. etc. Avaliação de Riscos: É um processo de estimativa da magnitude do risco. cuja metodologia pose ser qualitativa ou quantitativa. • Exemplos: miopia. identificar e estimar todas as situações de “Não conformidades” referentes ao processo de trabalho. • Doenças degenerativas e as doenças típicas de determinadas regiões. administrativas. lesão ou doença ou avaria. o trabalhador tem direito a um ano de estabilidade após o seu regresso às atividades laborativas. Risco: É a combinação da probabilidade da ocorrência de um evento perigoso e da gravidade do dano ou prejuízos que poderão resultar. Definições de alguns termos utilizados em Segurança do Trabalho É necessário portanto.

Aumento da pressão arterial. Problemas digestivos. digitadores e outras funções em produção. adequado a o risco da atividade ou serviço. Ergonômico Repetitividade LER / DORT RISCO Ocorre em indústrias farmacêuticas. principalmente com repercussão operam serra circular. Substituir materiais ou equipamentos (querosene por aguarrás. Monitoramento do ruído (ex: dosímetro) Programa de treinamento (Palestras. AIDS. periódicos. Pianistas. automobilíscefaléia. observando e relatando às suas chefias imediatas ou superiores situações de risco no ambiente de trabalho que possam ser causas de acidentes. siderúrgicas. etc. tes de suas partes girantes nos membros superiores. laboratórios de análises químicas e físico-químicas. cabe ao trabalhador informar.ticas.Máquinas sem proteção Acidentes. Clínicas odontolóHepatite. mecânicas. Promover exaustão . irritação das vias aéreas supeProdutos Químicos Tó. Bactérias Hospitais.Modificar o modo operatório ou forma de execução de um serviço ou tarefa. capacitação e reciclagem) Equipamentos de proteção individual (EPIs) Didatismo e Conhecimento 74 . can. sempre que as medidas de ordem coletivas não oferecerem adequada proteção. álcool líquido por gel). Laboratório de lose. e outros. petroquímicas. etc. Controle na TRAJETÓRIA (Neste caso atua-se no meio-ambiente de trabalho). dermatite de contato. Stress. • Não se expor a situações de riscos que possam ser causas de acidentes. policorte. demissionais e outros conforme definido no PCMSO–Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional RESPONSABILIDADES DOS EMPREGADOS: • Observar as instruções de prevenção e as normas de segurança do trabalho de forma a evitar acidentes e doenças. Químico Intoxicações. • Fornecer gratuitamente aos trabalhadores os EPIs-Equipamentos de Proteção Individual. irritabilidade. Capela para manipulação de agentes químicos tóxicos. Revestimento acústico em paredes para diminuir o ruído para os ambientes adjacentes.do qual poderá resultar acidente de trabalho grave ou lesão incapacitante. serralherias. Raiva. tupia. talúrgicas. marcenarias. insônia tratores. FORMA DE CONTROLE DOS RISCOS Controle na FONTE (atua-se diretamente no processo de produção visando eliminar ou reduzir a formação de agentes prejudiciais para a saúde). meauditivo.doenças do aparelho xicos respiratório. Instalar biombos do tipo meia parede. Micoses.desengrosso.surdez. • Adotar comportamento preventivo durante a realização de seu trabalho. Modificar o modo operatório ou forma de execução de um serviço ou tarefa. Tubercugicas. imediatamente. Diarreias. Neste caso. Melhoria das condições de ventilação. • Utilizar de forma obrigatória os EPIs fornecidos. Infecções e Outros análises clínicas. sobre a condição de risco para sua chefia para que sejam providenciadas as medidas de segurança cabíveis O AMBIENTE DE TRABALHO E SEUS RISCOS TIPO DE AGENTE POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS PARA A TIPOS DE EMPRESAS OU TISAÚDE POS DE SERVIÇOS Físico Ruído Comprometimento do sistema Industrias têxteis. veterinárias. • Proporcionar exames médicos admissionais. Rubéola.riores. Marceneiros e serralheiros que Riscos de Aciden. • É direito do trabalhador não se expor à condição de risco grave e iminente. Controle no TRABALHADOR (Ações aplicadas diretamente sobre o trabalhador). operações com saço. UBS. • Colaborar com a empresa na aplicação das normas de segurança do trabalho.taquicardia. Biológico Vírus. reações alérgicas. pela empresa. Criar mecanismos de proteção para as partes girantes das máquinas. Cabeleireiros.PCMSO –Exames clínicos complementares Controle médico.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo • Proteger as partes perigosas das máquinas que ofereçam riscos de acidente. e outros males. informando para sua chefia imediata situações de riscos em seu ambiente de trabalho. etc. gratuitamente. químicas.

P. mesas e instalações ajustadas ao tamanho das pessoas e ferramentas que reduzam a necessidade de esforço físico humano 4-Saúde ocupacional: ausência de doenças por meio da assistência médica preventiva. temperatura e ruídos 2-Ambiente psicológico: os relacionamentos humanos agradáveis. Proteção do corpo inteiro: • Macacão para temperaturas extremas. ventilação. • Trabalhos moderados: Bancada na altura do cotovelo.C. coletes e blusas. consequentemente. A ergonomia é uma área da ciência econômica que aborda tópicos relacionados com o contexto moderno de trabalho. • Respiradores autônomos. que significa “trabalho” e “nomos”. O principal objetivo da ergonomia é desenvolver e aplicar técnicas de adaptação do homem ao seu trabalho e formas eficientes e seguras de o desempenhar visando a otimização do bem-estar e. A ergonomia também determina horários de trabalho. luvas e botas em uma só peça com fechamento de zíper. Ergonomia é um termo que deriva do grego “ergon”. • Atividades muito pesadas: Posto um pouco abaixo do pú- . Quais são os objetivos da higiene no trabalho? A higiene do trabalho tem caráter eminentemente preventivo. Ergonomia designa o conjunto de disciplinas que estuda a organização do trabalho no qual existe interações entre seres humanos e máquinas.Posição Vertical: • O corpo deve trabalhar na vertical. Os principais objetivos são: Didatismo e Conhecimento bis. coletes e blusas • Macacão para transporte de produtos radioativos Princípios de Ergonomia no trabalho O que é higiene no trabalho? Higiene do trabalho é um conjunto de normas e procedimentos que visa à proteção da integridade física e mental do trabalhador. O conceito de Ergonomia se aplica à qualidade de adaptação de uma máquina ao seu operador. As lesões por esforço repetitivo (LER) são um dos problemas físicos mais comuns que pode causar limitações ou mesmo incapacidade de trabalhar. Dois temas cruciais no âmbito da ergonomia são a segurança no trabalho e a prevenção dos acidentes laborais. e por isso a ergonomia sugere a criação de locais adequados e de apoios ao trabalho. Proteção do tronco: • Aventais e capas.Prevenção de agravamento de doenças e de lesões • 4 . evitando que adoeça e se ausente provisória ou definitivamente do trabalho. • Calçados de proteção Proteção para a cabeça: • Capacetes. estudo do trabalho). Proteção contra quedas: • Mosquetão • Cinto de segurança. tipos de atividade agradável e motivadora. Proteção para os membros inferiores: • Botas. proporcionando um eficaz manuseio e evitando um esforço extremo do trabalhador na execução do trabalho. • Trabalhos leves: Bancada a 30 cm dos olhos.Manutenção da saúde dos trabalhadores e aumento da produtividade por meio de controle do ambiente de trabalho Proteção para os membros superiores: • Luvas de proteção. cria métodos laborais e sistemas de retribuição de acordo com o rendimento (valorização. • Jaquetas. Proteção auditiva: • Protetores auriculares. • Baixo nível de tensão nos músculos.Podem ser de dois tipos: Equipamento de proteção individual – E. • Perneiras. e contempla tudo através de uma perspectiva humanitária da empresa e das relações que se estabelecem nela. 75 Princípio 01 . preservando-o dos riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas. aumento da produtividade.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO São dispositivos destinados a proteger a integridade física do trabalhador . • Trabalhos de escrita: Na altura do cotovelo. sobretudo na economia industrial. que significa “leis ou normas”. pois objetiva a saúde e o conforto do trabalhador. O que envolve a higiene no trabalho? O programa de higiene no trabalho envolve: 1-Ambiente físico de trabalho: a iluminação.P. Creme protetor para as mãos.Redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos • 3 . • Vestimentas especiais(avental plumbífero para proteção radiológica). Utilizar soluções ergonômicas no local de trabalho é uma iniciativa que pode aumentar significativamente os níveis de satisfação. • Botinas. Adequar nível de bancada: • Trabalhos pesados: Bancada na altura do púbis. • Máscaras de procedimentos. eficácia e eficiência do trabalhador. incluindo capacete com viseira. • Protetores faciais. Proteção Respiratória: • Máscaras contra contaminantes químicos. • 1 . • Óculos de Segurança. • Talabarte.Eliminação das causas das doenças profissionais • 2 . estilo de gerência democrático e participativo e eliminação de possíveis fontes de estresse 3-Aplicação de princípios de ergonomia: máquinas e equipamentos adequados às características humanas. • Trava quedas.I Equipamento de proteção coletiva – E. • Macacão para manuseio de produtos tóxicos. assim como a sua nacionalização. • Jaquetas.

• Possuir 5 pés. • Assento e encosto anatômicos e com regulagem de altura. Princípio 02 . • Regulagem de largura de assento. • Eliminar sustentação estática de cargas pesadas.Reduzir ou eliminar esforços estáticos (esforço dinâmico sim. • Na dúvida entre instalar um equipamento mais alto ou baixo deve instalá-lo mais alto. • Medida da empresa – Proibir entrada de materiais. • Quando é necessário andar com freqüência. • Apertar pedais estando de pé mais que três vezes por minuto – colocar o trabalhador sentado ou utilizar botoeiras manuais. • • • • • • • • • • • Trabalho semi-sentado: • Quando o trabalho exige ficar parado. assim promovendo a estabilidade corporal. por longo período. • Sistema de rolamento – Manual / Elétrico.Cadeira de Trabalho: • Tronco apoiado. • Não ter arco inferior evitando assim a hiperflexão de joelhos. exceto para escrever.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Observação: • Trabalho pesado: Visualiza a contração muscular. em pé. • Trabalho moderado: Visualiza a contração muscular. • Em pé com a posição parada por alguns períodos. Didatismo e Conhecimento 76 . Plataforma. • NIOSH – 23 Kg. • Quando é necessário realizar operações em locais muito altos. • Necessário fazer força para baixo. Considerações: • Quando o trabalhador envolver mais de uma tarefa a bancada deverá ser proporcional a atividade realizada por mais tempo. diminuição de sobrecarga sobre a coluna – inclinação posterior de encosto em 10º ou 20º. Remanejamento de funcionários. esforço estático não) • Eliminar posturas inadequadas estáticas (tronco encurvado). Atividades que geram vibração: • Cadeira com assento com inclinação posterior entre 5º e 15º. Bancada inclinada anteriormente – caixa funda. • Empilhadeira – Frontal / Lateral. • Assento acolchoado e anatômico. • Trabalho leve: Não visualiza a contração muscular. • Borda anterior de assento arredondada. Princípio 04 . • Cadeira giratória – evita a rotação de tronco. • Encosto lombar. Bancada giratória. • Regulagem de altura de assento. • Rodízios. Seleção de biótipo. • Quando existirem situações não indicadas para trabalho em pé. • Escrita – inclinação anterior do assento em 10º. Inclinação 100º tronco/coxa: • Diminuir peso sobre os discos intervertebrais. Trabalho em pé: • Atividade exigir esforço físico de levantamento e manuseio de cargas mais pesadas que 2 kg. • Assento pneumático com molas. • Talhas. com tecido preso à vácuo. • Apoio de antebraço com comprimento de 1/3 do antebraço. • Atividade exigir alcançar ou pegar comandos ou peças que estejam a distância maior que 35 cm. • Encosto com regulagem de inclinação. Adaptações: Regulagem na bancada. Níveis de piso diferenciados. recomendados para obesos e pessoas de quadril largo. • Ventosas. Escorregador. Banco semi-sentado: • Borda anterior de assento arredondada. Trabalho sentado: • Quando a atividade exigir precisão em movimentos. • Ponte rolante. Há mudança da expressão facial. • Base horizontal e vertical. • Utilização de apoio de antebraço com regulagem de altura. • Sem costura aparente. • Assento e encosto acolchoados – Diminuir pressão sobre tuberosidade isquiática e proporcionar conforto. • Hudson Couto – 25 Kg. • Atividade exigir esforço muscular significativo. • Ângulo tronco-coxa = 100º. Não há mudança da expressão facial. Não há mudança da expressão facial. Mesa pantográfica / Sistema de molas. • Assento com inclinação anterior em 20º. caixas ou pacotes acima de 25 Kg (a serem pegos manualmente). • Abaixo de 25 Kg a chance de lesão é pequena. acima de 25 Kg a  movimentação deve ser feita por equipamento mecânico. • Grades laterais móveis ou fixas. • Altura e formato da pega. • Dotar o posto de trabalho com regulagem de altura. • Suporte com acionamento. • Encosto lombar e torácico baixo.Diminuição de peso dos objetos: • CLT – Artigo 198 – 60 Kg. de preferência acolchoado. Utilização de meios de transporte auxiliares: • Carrinhos. Princípio 03 . • Revestimento que permita transpiração: algodão ou couro. • Paleteira – Manual / Elétrica. Escada.

Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho SSST . 5ª tiragem. Riode Janeiro.Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares SSMT .Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho DSST . ferramentas e controles de uso freqüente e ocasional devem estar dentro da área de alcance normal das mãos. Tapete Ergonômico • Trabalho em pé. • Fotos. 2006.Evitar torcer e fletir o tronco ao mesmo tem- • Eliminar obstáculos às cargas que tenham que ser manuseadas. • Ferramentas específicas para canhoto ou destro. almoxarifados. • Verificar precisão e força necessária em atividade. Elsevier. • Acionamento: indicador / polegar / 4 dedos / automático. Stephen P. Plano vertical: • Todos os comandos de uso regular devem estar entre o púbis e o ombro.Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção PCMSO . Fonte: Por.Chiavenato. métodos e proces- Princípio 09 .Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos PGRS – Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PGRSS . • Talha. Administração Geral e Pública.Manuseio de Peças – “PEPLOSP” • P: perto do corpo (evitar obstáculos entre trabalhador e carga). Observação: Cada situação exige uma solução diferente e uma análise minuciosa do problema. • P: pequena distância vertical entre origem e destino da carga. O: ocasionalmente (freqüência de levantamento). • Material EVA (não ser muito macio nem muito duro). • Medida.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo • Braços acima do nível dos ombros.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho PRINCÍPIO 06 . referências e Adaptações: Robbins.Manter os objetos dentro da área de alcance das mãos • Todos os objetos. • Dinamômetros. 2007. • Diâmetro: 20 a 25 mm para mulheres e 25 a 30 mm para homens. • Peças pesadas devem ser colocadas em caixas rasas e sobre bancadas ou cavaletes (de preferência inclinado – 25º). P: pega adequada para as mãos. Sistemas.Agente de Higiene e Segurança do Trabalho CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes DORT . • Mudança de layout. Tadeu.punho neutro. 77 . Princípio 08 . Introdução à Teoria Geral da Administração/ Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização – GesPública)/ Chiavenato. • Reposicionar locais de armazenamento (prateleiras.Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho SESMT .Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico PCMAT . Administração: teoria. • Melhora circulação sanguínea e dores em trabalho em pé.Fazer análise (biomecânica) nas tarefas Pode-se utilizar: • Observação.Brasil da Caliper Estratégias Humanas/ CHIAVENATO. processo e prática. • Tamanho do cabo da ferramenta: aumentar ou reduzir. Princípio 05 . Se as peças a serem pegas tiverem acima de 15 Kg e forem transportadas manualmente. Comportamento Organizacional / Heidy Ruth de Oliveira . Recursos humanos na empresa/CHIAVENATO. Códigos e Símbolos Específicos de SST Principais siglas utilizadas em Segurança do Trabalho AHST . • Afiar ferramentas com freqüência. Didatismo e Conhecimento L: leves (máximo 25 Kg). • Trabalho em pé. • Substituir o levantar por empurrar – a favor da gravidade. • • • • Princípio 10 . posição parada – base inferior a bancada para apoio de um dos pés – 15 a 20 cm. • E: elevada (75 cm do chão). S: simetricamente – sem rotação do tronco. Elsevier.Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde PPR – Programa de Proteção Respiratória PPRA .Criar facilidades mecânicas no trabalho (menor esforço e menor sobrecarga biomecânica) • Sistema de polia. • Posicionamento.Cruz. po Princípio 07 .International Organization for Standardization LER – Lesão por Esforço Repetitivo LTCAT .Programa de Acidente Zero PCA – Programa de Conservação Auditiva PCIP . • Sistema de molas. as mesmas nunca deverão estar abaixo de 75 cm.Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho EPC – Equipamento de Proteção Coletiva EPI – Equipamento de Proteção Individual FAP – Fator Acidentário Previdenciário ISO . Idalberto. depósitos). • Pega cilíndrica – emborrachada. • Ferramentas simétricas.Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRS . • Cronômetros. Idalberto. posição estática. Idalberto. • Filmagens.Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho OS – Ordem de Serviço PAZ .Melhorar alavanca de movimento (melhoria do projeto das ferramentas manuais): • Cabos angulares em 20º . Rio dejaneiro.

restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo.geração de emprego e renda. as empresas públicas. da (Vide Decreto nº 99.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo sos.349. São Paulo: Atlas.349. ressalvado o disposto nos §§ 5o a 12 deste artigo e no art. III - produzidos ou prestados por empresas brasileiras.709. 3o da Lei no 8. inciso XXI. poderá ser estabelecido margem de preferência para produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras. análise retrospectiva de resultados. a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade. da moralidade.546. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço  saber  que  o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Capítulo I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Dos Princípios Art. que levem em consideração: (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 11. Parágrafo único. 3o  A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia.com. Gilberto. será assegurada preferência. incluir ou tolerar. (Incluído pela Lei nº 12. de 2011)        (Vide Decreto nº 7. de 2012) I . de 2010) II - estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial. 2008/ Dimenstein.     (Redação dada pela Lei nº 12. serão necessariamente precedidas de licitação. nos atos de convocação. Teoria geral da Administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada/WEBER. de 2010)    (Vide Decreto nº 7. ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no art. aos bens e serviços:         I - (Revogado pela Lei nº 12.efeito na arrecadação de tributos federais. mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais. Tradução de Gabriel Cohen. Art. 2o  As obras. da probidade administrativa.sipatshow. compras.598.349. do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Incluído pela Lei nº 12. institui normas (Vide Decreto nº 7. de 23 de outubro de 1991. adolescência e os DireitosHumanos no Brasil. as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. estaduais e municipais. Distrito Federal e Municípios.  (Incluído pela Lei nº 12.349.666 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 8. da vinculação ao instrumento convocatório. previdenciária ou qualquer outra. Didatismo e Conhecimento 78 . prever. DE 21 DE JUNHO DE 1993 Regulamenta o art. em prazo não superior a 5 (cinco) anos. inclusive no que se refere a moeda. de 1994)         § 5o  Nos processos de licitação previstos no caput. de 2010) V . 3o da Lei no 8. inclusive de publicidade. trabalhista. em que haja um acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas. Max.  (Incluído pela Lei nº 12. 2005/MAXIMINIANO. concessões. de 1990) Constituição Fede(Vide Decreto nº 1. como critério de desempate. (Redação dada pela Lei nº 12.349. Parágrafo único. da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato. serviços. cláusulas ou condições que comprometam. de 2010) ANEXO I – LEI 8. Antonio Cesar Amaru. (Incluído pela Lei nº 8. IV . inclusive nos casos de sociedades cooperativas. de 1994) ral. § 4º (Vetado). Martins/Monica Cavalcanti/ Guilherme Alves Pereira/Roberto Cesar) Art. legal.196. as autarquias. de 2010) IV .desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País.756.054. de 2010) para licitações e (Vide Medida Provisória nº 544. salvo quanto ao conteúdo das propostas. as fundações públicas. Rio de Janeiro: VGuedes Multimídia.em suas revisões. de 2005) § 3o  A licitação não será sigilosa.666.349. de 2010)         II - produzidos no País.349.174.admitir. de 2010) III . da igualdade. modalidade e local de pagamentos. O cidadão de papel. entre empresas brasileiras e estrangeiras.713. de 2012)       (Vide Decreto nº 7. de 2012)        (Vide Decreto nº 7. seja qual for a denominação utilizada. quando contratadas com terceiros.349. de 2010) II . de 2012) dá outras providências. permissões e locações da Administração Pública. compras.  Subordinam-se ao regime desta Lei. e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade. de 23 de outubro de 1991. da publicidade. Os Três Tipos Puros de Dominação Legítima.br/Por: Amarildo Ferreira Júnior/Antônio Macena de Figueiredo/Filipe S. de 2010) § 6o  A margem de preferência de que trata o § 5o  será estabelecida com base em estudos revistos periodicamente. até a respectiva abertura.349. além dos órgãos da administração direta. sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento.248. do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela Lei nº 12. Mensagem de veto 37. dos Estados. inclusive de publicidade.349. sucessivamente. § 2o  Em igualdade de condições. A infância. considera-se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares. alienações.custo adicional dos produtos e serviços. alienações e locações no âmbito dos Poderes da União.883. os fundos especiais. 20º Edição/www. Estados.248.produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País. serviços. da impessoalidade.658. de contratos da Admi2011) nistração Pública e (Vide Lei nº 12. ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei. e (Incluído pela Lei nº 12. 1o   Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras. de 2010)      (Regulamento)      (Regulamento )       (Regulamento) § 1o  É vedado aos agentes públicos: I .  Para os fins desta Lei.

transporte. sem prejuízo do que dispõe seu parágrafo único.  Os editais de licitação para a contratação de bens. de 11 de janeiro de 2001. locações. para cada fonte diferenciada de recursos. pelos próprios meios.  Nas contratações destinadas à implantação. 11 e 12 deste artigo. publicidade. quando for o caso. 79 .546.349. 7o. (Incluído pela Lei nº 12. e) empreitada integral - quando se contrata um empreendimento em sua integralidade. contados da apresentação da fatura.648.546. locação de bens. de 2011) § 8o  As margens de preferência por produto. 42 desta Lei. 23 desta Lei. V - Obras. de 2010)    (Vide Decreto nº 7. (Incluído pela Lei nº 12. seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública. manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e comunicação. industrial. § 2o  A correção de que trata o parágrafo anterior cujo pagamento será feito junto com o principal.883. serviços e compras de grande vulto - aquelas cujo valor estimado seja superior a 25 (vinte e cinco) vezes o limite estabelecido na alínea “c” do inciso I do art.ao quantitativo fixado com fundamento no § 7o do art.  A margem de preferência a que se refere o § 5o poderá ser estendida. realizada por execução direta ou indireta. de 2010)    (Vide Decreto nº 7. realização de obras e prestação de serviços. VII - Execução direta - a que é feita pelos órgãos e entidades da Administração. tecnológica ou acesso a condições vantajosas de financiamento. considerados estratégicos em ato do Poder Executivo federal. § 1o  Os créditos a que se refere este artigo terão seus valores corrigidos por critérios previstos no ato convocatório e que lhes preservem o valor. desde que não interfira de modo a perturbar ou impedir a realização dos trabalhos.176. reforma. tais como: demolição.349. ressalvado o disposto no art. Art. compreendendo todas as etapas das obras. de 2010) § 10. 23 desta Lei.  deverão ser efetuados no prazo de até 5 (cinco) dias úteis. total ou parcialmente. (Redação dada pela Lei nº 8. na forma estabelecida pelo Poder Executivo federal. no pagamento das obrigações relativas Didatismo e Conhecimento ao fornecimento de bens. operação. com indicação do volume de recursos destinados a cada uma delas. Parágrafo único. de 1994) d) tarefa - quando se ajusta mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo. 10. de 1994) a) empreitada por preço global - quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e total.à quantidade a ser adquirida ou contratada. (Redação dada pela Lei nº 8. (Incluído pela Lei nº 12. adaptação. c) (Vetado). ou  (Incluído pela Lei nº 12. II - Serviço - toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração. VI - Seguro-Garantia - o seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas por empresas em licitações e contratos. VIII - Execução indireta - a que o órgão ou entidade contrata com terceiros sob qualquer dos seguintes regimes: (Redação dada pela Lei nº 8. aos bens e serviços originários dos Estados Partes do Mercado Comum do Sul .546. (Incluído pela Lei nº 12. O procedimento licitatório previsto nesta lei caracteriza ato administrativo formal. medidas de compensação comercial. em favor de órgão ou entidade integrante da administração pública ou daqueles por ela indicados a partir de processo isonômico.Mercosul. devendo cada unidade da Administração. exigir que o contratado promova.546. instalação. com ou sem fornecimento de materiais. IV - Alienação - toda transferência de domínio de bens a terceiros.349.883. de 2010) Art.349. serão definidas pelo Poder Executivo federal. a licitação poderá ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o processo produtivo básico de que trata a Lei no  10. mediante prévia justificativa da autoridade competente.349. poderá ser estabelecido margem de preferência adicional àquela prevista no § 5o. considera-se: I - Obra - toda construção. de 2010)    (Vide Decreto nº 7.546. salvo quando presentes relevantes razões de interesse público e mediante prévia justificativa da autoridade competente. a estrita ordem cronológica das datas de suas exigibilidades. de 2011) § 12. fabricação. 6o  Para os fins desta Lei. não podendo a soma delas ultrapassar o montante de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros. a relação de empresas favorecidas em decorrência do disposto nos §§ 5o. b) empreitada por preço unitário - quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo de unidades determinadas. conservação. conserto. 5o   Todos os valores.349. preços e custos utilizados nas licitações terão como expressão monetária a moeda corrente nacional. (Incluído pela Lei nº 12.349. manutenção.  (Incluído pela Lei nº 9. grupo de produtos ou grupo de serviços. 1º têm direito público subjetivo à fiel observância do pertinente procedimento estabelecido nesta lei. atendidos os requisitos técnicos e legais para sua utilização em condições de segurança estrutural e operacional e com as características adequadas às finalidades para que foi contratada. correrá à conta das mesmas dotações orçamentárias que atenderam aos créditos a que se referem. sob inteira responsabilidade da contratada até a sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação. de 2010)    (Vide Decreto nº 7. obedecer. recuperação ou ampliação. devidamente publicada.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo § 7o  Para os produtos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País.546. serviços e obras poderão. de 2011) § 11. de 2011) § 9o  As disposições contidas nos §§ 5o  e 7o  deste artigo não se aplicam aos bens e aos serviços cuja capacidade de produção ou prestação no País seja inferior: (Incluído pela Lei nº 12. de 2010)    (Vide Decreto nº 7. de 2010)   (Vide Decreto nº 7. de 2011) § 13. serviços e instalações necessárias. podendo qualquer cidadão acompanhar o seu desenvolvimento. 24. (Incluído pela Lei nº 12. seguro ou trabalhos técnico-profissionais.  (Incluído pela Lei nº 12. 4o Todos quantos participem de licitação promovida pelos órgãos ou entidades a que se refere o art. serviço. de 1994) § 3o  Observados o disposto no caput. a que se referem os §§ 5o e 7o.883.349. de 2011) I . de 2010) II . cumulativamente ou não. montagem. a cada exercício financeiro.349.  Será divulgada na internet. reparação. de 1998) Seção II Das Definições Art. III - Compra - toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente. os pagamentos decorrentes de despesas cujos valores não ultrapassem o limite de que trata o inciso II do art.

349. de 2010) Seção III Das Obras e Serviços Art. com nível de precisão adequado. exceto nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de concessão. previsto e discriminado no ato convocatório. à seguinte seqüência: I - projeto básico. X - Projeto Executivo - o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra. segurança e confidencialidade.        XVII . sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução. d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos. sendo para a União o Diário Oficial da União. de fornecimento de materiais e serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo.produtos manufaturados. III - execução das obras e serviços.produtos manufaturados nacionais . do Distrito Federal e dos Municípios. que será calculada pelos mesmos critérios estabelecidos obrigatoriamente no ato convocatório. compreendendo a sua programação. nos termos da legislação específica. f) orçamento detalhado do custo global da obra.serviços prestados no País. § 2o  As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando: I - houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório. suficientemente detalhadas. 7o  As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e. de acordo com o respectivo cronograma. à exceção do projeto executivo.883. dos Estados. de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem. nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo federal.349. quando for o caso.serviços nacionais . para os Estados. as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso. § 1o  A execução de cada etapa será obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação. que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento. § 5o  É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas. sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução. § 6o  A infringência do disposto neste artigo implica a nulidade dos atos ou contratos realizados e a responsabilidade de quem lhes tenha dado causa. XII - Administração - órgão.bens e serviços de tecnologia da informação e comunicação cuja descontinuidade provoque dano significativo à administração pública e que envolvam pelo menos um dos seguintes requisitos relacionados às informações críticas: disponibilidade. confiabilidade. de 1994) XIV - Contratante - é o órgão ou entidade signatária do instrumento contratual. XVI  -  Comissão  -  comissão. para fins de julgamento das propostas de preços. II - existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários. para caracterizar a obra ou serviço. permanente ou especial.(Redação dada pela Lei nº 8. devendo conter os seguintes elementos: a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza. desde que também autorizado pela Administração. de 2010) XVIII . e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra. criada pela Administração com a função de receber. § 3o  É vedado incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para sua execução. de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. produzidos no território nacional de acordo com o processo produtivo básico ou com as regras de origem estabelecidas pelo Poder Executivo federal. 165 da Constituição Federal. a estratégia de suprimentos. instalações provisórias e condições organizacionais para a obra. ou ainda quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime de administração contratada. o qual poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços. II - projeto executivo. ainda. pela autoridade competente. desde a data final de cada período de aferição até a do respectivo pagamento. salvo nos casos em que for tecnicamente justificável. em particular. elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares.sistemas de tecnologia de informação e comunicação estratégicos . § 7o  Não será ainda computado como valor da obra ou serviço.349. bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento. entidade ou unidade administrativa pela qual a Administração Pública opera e atua concretamente. a atualização monetária das obrigações de pagamento. dos trabalhos relativos às etapas anteriores. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo IX - Projeto Básico - conjunto de elementos necessários e suficientes. a inclusão.  (Incluído pela Lei nº 12. qualquer que seja a sua origem. abrangendo inclusive as entidades com personalidade jurídica de direito privado sob controle do poder público e das fundações por ele instituídas ou mantidas. de 2010) Didatismo e Conhecimento XIX . e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução. b)  soluções técnicas globais e localizadas. § 4o  É vedada. fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados. e. características e especificações exclusivas. o Distrito Federal e os Municípios. o que for definido nas respectivas leis. no objeto da licitação. c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra. 80 . XV - Contratado - a pessoa física ou jurídica signatária de contrato com a Administração Pública. ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação. III - houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso. (Incluído pela Lei nº 12. IV  -  o produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art. (Incluído pela Lei nº 12. XI - Administração Pública - a administração direta e indireta da União. XIII - Imprensa Oficial - veículo oficial de divulgação da Administração Pública.

  As obras e serviços poderão ser executados nas seguintes formas: (Redação dada pela Lei nº 8. planejamentos e projetos básicos ou executivos.883. 12. exceto quando o projeto-padrão não atender às condições peculiares do local ou às exigências específicas do empreendimento. (Redação dada pela Lei nº 8. 15. (Incluído pela Lei nº 8. nos seguintes regimes:  (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. Art. que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho. Seção IV Dos Serviços Técnicos Profissionais Especializados Art. gerente. Seção V Das Compras Art. as condições de manutenção.883. II - funcionalidade e adequação ao interesse público. supervisão ou gerenciamento. Art. no que couber. de 1994) § 1o  Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação. ser celebrados mediante a realização de concurso. Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do capital com direito a voto ou controlador. 8o  A execução das obras e dos serviços deve programar-se. V - facilidade na execução. (Redação dada pela Lei nº 8.  As obras e serviços destinados aos mesmos fins terão projetos padronizados por tipos. sempre. aos casos de dispensa e de inexigibilidade de licitação. As compras. consideram-se serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a: I - estudos técnicos. comercial. 13.  É proibido o retardamento imotivado da execução de obra ou serviço. 111 desta Lei. Nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços serão considerados principalmente os seguintes requisitos: (Redação dada pela Lei nº 8. sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa. os contratos para a prestação de serviços técnicos profissionais especializados deverão. VI - adoção das normas técnicas. sempre que possível. tecnologia e matérias-primas existentes no local para execução. VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico. b) empreitada por preço unitário. II  -  execução indireta. § 2o Aos serviços técnicos previstos neste artigo aplica-se. § 4o  O disposto no parágrafo anterior aplica-se aos membros da comissão de licitação. básico ou executivo. direta ou indiretamente.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo § 8o  Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os quantitativos das obras e preços unitários de determinada obra executada. III - servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação. 81 . II - pareceres. de 1994) VII - impacto ambiental. Parágrafo único. 26 desta Lei. deverão:     (Regulamento)     (Regulamento)     (Regulamento)  (Vigência) I - atender ao princípio da padronização. (Redação dada pela Lei nº 8. conservação e operação. 10. V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas. de 1994) IV - fiscalização.883. materiais. IV - possibilidade de emprego de mão-de-obra. a existência de qualquer vínculo de natureza técnica. § 3o A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente relação de integrantes de seu corpo técnico em procedimento licitatório ou como elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de licitação. § 2o  O disposto neste artigo não impede a licitação ou contratação de obra ou serviço que inclua a elaboração de projeto executivo como encargo do contratado ou pelo preço previamente fixado pela Administração. Parágrafo único. 9o  Não poderá participar. categorias ou classes. VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal. III - economia na execução. se existente previsão orçamentária para sua execução total. salvo insuficiência financeira ou comprovado motivo de ordem técnica. o disposto no art.  Para os fins desta Lei. de 1994) I - segurança. em sua totalidade. exclusivamente a serviço da Administração interessada. de 1994) d) tarefa. ficará obrigada a garantir que os referidos integrantes realizem pessoal e diretamente os serviços objeto do contrato.  (Redação dada pela Lei nº 8. VIII . econômica.883. fornecimentos e obras. § 1o  É permitida a participação do autor do projeto ou da empresa a que se refere o inciso II deste artigo. III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias. de 1994) Art. § 9o  O disposto neste artigo aplica-se também. incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários. perícias e avaliações em geral. observadas. de 1994) Art. 11. financeira ou trabalhista entre o autor do projeto. pessoa física ou jurídica. ou na execução. Didatismo e Conhecimento Art.883. pessoa física ou jurídica. conservação e operação. supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços.883. assistência técnica e garantia oferecidas. 14. sem prejuízo da durabilidade da obra ou do serviço. e) empreitada integral. como consultor ou técnico.883. no que couber. § 3o  Considera-se participação indireta. de 1994) a) empreitada por preço global. da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários: I - o autor do projeto.883.883.(Vetado). isoladamente ou em consórcio. de 1994) I - execução direta. conservação e operação. nas funções de fiscalização. com estipulação prévia de prêmio ou remuneração. Art. para fins do disposto neste artigo. II - empresa. responsável pela elaboração do projeto básico ou executivo ou da qual o autor do projeto seja dirigente. previstos seus custos atual e final e considerados os prazos de sua execução. justificados em despacho circunstanciado da autoridade a que se refere o art. ou de suas parcelas. responsável técnico ou subcontratado. quando for o caso. preferencialmente. de saúde e de segurança do trabalho adequadas. c) (Vetado). (Vetado). na licitação de obra ou serviço. e o licitante ou responsável pelos serviços.

permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. III - validade do registro não superior a um ano. (Redação dada pela Lei nº 11. d) investidura. aforamento. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência. § 7o Nas compras deverão ser observadas. subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. respeitada a legislação relativa às licitações. h e i. para a modalidade de convite. III - as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. observadas as seguintes condições: I - seleção feita mediante concorrência. § 8o O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. mensalmente. V - balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo II - ser processadas através de sistema de registro de preços. visando economicidade. sem utilização previsível por quem deles dispõe.481. quando possível. gratuita ou onerosa. no mínimo.883. vedada a sua alienação pelo beneficiário. ficando-lhe facultada a utilização de outros meios. ressalvado o disposto nas alíneas f. observada a legislação específica. de 2005) h) alienação gratuita ou onerosa.500ha (mil e quinhentos hectares). de 2009) c)  permuta.  (Redação dada pela Lei nº 8. cuja estimativa será obtida. a quantidade adquirida. de 1994) f) alienação gratuita ou onerosa. (Incluído pela Lei nº 11. seu preço unitário. reverterão ao patrimônio da pessoa jurídica doadora. na forma da legislação pertinente. para fins de regularização fundiária. II - a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis. (Incluído pela Lei nº 11. de 2007) g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art.952.  A alienação de bens da Administração Pública.481.  O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX do art. de 1994) Parágrafo único. 3 (três) membros. (Incluído pela Lei nº 11. atendidas as peculiaridades regionais. dispensada esta nos seguintes casos: a) dação em pagamento. de qualquer esfera de governo. relativamente à escolha de outra forma de alienação. 16. c) venda de ações. § 2o  Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração.383. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. Será dada publicidade. 24. § 1o  Os imóveis doados com base na alínea «b» do inciso I deste artigo. de maneira a clarificar a identificação do bem comprado. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. ainda: I - a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. II - estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados.883. (Redação dada pela Lei nº 11. atendidos os requisitos legais. de 2009) II - quando móveis. de 1994) I - quando imóveis. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública. que poderão ser negociadas em bolsa. locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. na imprensa oficial. o nome do vendedor e o valor total da operação. à relação de todas as compras feitas pela Administração Direta ou Indireta. para todos. § 6o  Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado. IV  -  ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado.883. Art. III - submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. dispensada esta nos seguintes casos: a) doação. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. b) doação. inclusive as entidades paraestatais. sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. § 1o O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. e. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art.  (Incluído pela Lei nº 8. cessadas as razões que justificaram a sua doação. § 4o A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. de qualquer esfera de governo. mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação. podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa e inexigibilidade de licitação. em órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público. § 5o O sistema de controle originado no quadro geral de preços. sempre que possível. de 2007) i) alienação e concessão de direito real de uso. Seção VI Das Alienações Art. será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: Didatismo e Conhecimento 82 . concessão de direito real de uso. em virtude de suas finalidades. § 3o O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto. mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição. (Incluída pela Lei nº 8.952. d) venda de títulos. de 7 de dezembro de 1976. concessão de direito real de uso. b) permuta. deverá ser informatizado. 24 desta Lei. deverá ser confiado a uma comissão de. 23 desta Lei. dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. aforamento. 29 da Lei no 6.196. 17. dependerá de avaliação prévia e de licitação. de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1. f)  venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública.

de 2009) § 2º-A. respectivamente. 20. de 2008) III .196. o prazo de seu cumprimento e cláusula de reversão. de 1994) 83 . nas leis de destinação de terras públicas. aos legítimos possuidores diretos ou. 21. de 1998) II . ou necessidade pública ou interesse social. em quantia não superior ao limite previsto no art. de 2005) § 2o-B. de 2007) Art. de 1994) § 7o  (VETADO). sob pena de nulidade do ato. de 1994) I - no Diário Oficial da União.  O disposto neste artigo não impedirá a habilitação de interessados residentes ou sediados em outros locais.196.648. de 2005) IV – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.763. de 2009) I . 23 desta lei. Art. devidamente justificado. (Incluído pela Lei nº 11. por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a 50% (cinqüenta por cento) do valor constante da alínea “a” do inciso II do art. quando se tratar de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública Federal e.883.  Os bens imóveis da Administração Pública. ou do Distrito Federal quando se tratar.196.a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública. de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública Estadual ou Municipal. a cláusula de reversão e demais obrigações serão garantidas por hipoteca em segundo grau em favor do doador.883. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão. alienado ou alugado o bem.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo § 2o  A Administração também poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis. (Incluído pela Lei nº 11. ou do Distrito Federal. conforme o vulto da licitação. embora realizados no local da repartição interessada.só se aplica a imóvel situado em zona rural. de 1994) § 6o   Para a venda de bens móveis avaliados. até o limite previsto no inciso II deste parágrafo. utilizar-se de outros meios de divulgação para ampliar a área de competição. de 2005) II . Limites e Dispensa Art.196.196. qualquer que seja a localização do imóvel. Parágrafo único. dispensada notificação.submissão aos demais requisitos e impedimentos do regime legal e administrativo da destinação e da regularização fundiária de terras públicas.vedação de concessões para hipóteses de exploração não-contempladas na lei agrária.  Os avisos contendo os resumos dos editais das concorrências. fornecido. a fase de habilitação limitar-se-á à comprovação do recolhimento de quantia correspondente a 5% (cinco por cento) da avaliação. 23. dos concursos e dos leilões. inciso II. para os fins desta lei: (Redação dada pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 11. cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento. deverão ser publicados com antecedência.  As licitações serão efetuadas no local onde se situar a repartição interessada. de 2005) I . vedada a dispensa de licitação para áreas superiores a esse limite.952. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas.500ha (mil e quinhentos hectares).883.883.883.a alienação. ou nas normas legais ou administrativas de zoneamento ecológico-econômico. (Redação dada pela Lei nº 11. (Incluído pela Lei nº 11. ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre área rural situada na Amazônia Legal. (Redação dada pela Lei nº 8.648. de 2005) II . de 1994) II - no Diário Oficial do Estado. 19. prestado o serviço. regulamento ou ato normativo do órgão competente. (Incluído pela Lei nº 8. haja implementado os requisitos mínimos de cultura. III - adoção do procedimento licitatório. salvo por motivo de interesse público. na falta destes.196.196. de 1994) Art.pode ser cumulada com o quantitativo de área decorrente da figura prevista na alínea g do inciso I do caput deste artigo. não sujeito a vedação. (Redação dada pela Lei nº 8. observadas as seguintes regras: I - avaliação dos bens alienáveis.a pessoa natural que. área esta que se tornar inaproveitável isoladamente. de 2008) § 3o  Entende-se por investidura. de 1994) Capítulo II Da Licitação Seção I Das Modalidades. dispensada licitação.883. de 1998) I .196. (Incluído pela Lei n] 11. de 2005) III . sendo dispensada a licitação no caso de interesse público devidamente justificado. quando o uso destinar-se:  (Redação dada pela Lei nº 11. II - comprovação da necessidade ou utilidade da alienação. ao Poder Público. (Incluído pela Lei nº 8. por uma vez: (Redação dada pela Lei nº 8. impedimento ou inconveniente a sua exploração mediante atividades agropecuárias.883. obrigatoriamente os encargos.883. alínea «b» desta Lei. de 2005) I . (Redação dada pela Lei nº 8. a Administração poderá permitir o leilão. de 1994) § 5o   Na hipótese do parágrafo anterior. A hipótese do inciso II do § 2o  deste artigo: (Incluído pela Lei nº 11.196. porém submetem-se aos seguintes condicionamentos: (Redação dada pela Lei nº 11.  Na concorrência para a venda de bens imóveis. 18.previsão de rescisão automática da concessão. superior a 1 (um) módulo fiscal e limitada a 15 (quinze) módulos fiscais. das tomadas de preços. caso o donatário necessite oferecer o imóvel em garantia de financiamento. ainda. em caso de declaração de utilidade. desde que não exceda 1. de 1994) III - em jornal diário de grande circulação no Estado e também.952. em jornal de circulação no Município ou na região onde será realizada a obra. de 2005) IV .  As hipóteses do inciso II do § 2o ficam dispensadas de autorização legislativa. (Redação dada pela Lei nº 8. (Incluído pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 11. nos termos da lei. podendo ainda a Administração. e (Incluído pela Lei nº 11. Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 11. de 1998) Didatismo e Conhecimento § 4o  A doação com encargo será licitada e de seu instrumento constarão.481. (Redação dada pela Lei nº 8. desde que não exceda mil e quinhentos hectares. (Incluído pela Lei nº 11.883.763. isolada ou globalmente. de 2005) II – fica limitada a áreas de até quinze módulos fiscais.a outro órgão ou entidade da Administração Pública.648. sob a modalidade de concorrência ou leilão. (Incluído pela Lei nº 9. se houver. no mínimo. (Revogado pela Lei nº 8. poderão ser alienados por ato da autoridade competente. quando se tratar de obras financiadas parcial ou totalmente com recursos federais ou garantidas por instituições federais.aplicação exclusivamente às áreas em que a detenção por particular seja comprovadamente anterior a 1o  de dezembro de 2004.

 (Incluída pela Lei nº 8. mais um interessado. ou ainda da efetiva disponibilidade do edital ou do convite e respectivos anexos. (Redação dada pela Lei nº 8.648. II - tomada de preços. realizado para objeto idêntico ou assemelhado. preservada a modalidade pertinente para a execução do objeto em licitação. 22.  (Redação dada pela Lei nº 8. parceladas nos termos do parágrafo anterior. (Incluída pela Lei nº 8. IV - concurso. ou leilão.  As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos seguintes limites. III - convite.883. tendo em vista o valor estimado da contratação: I . escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa.  (Redação dada pela Lei nº 9. em local apropriado.648. tanto na compra ou alienação de bens imóveis. de 1994) § 4o   Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original. sob pena de repetição do convite. de 1994) III - quinze dias para a tomada de preços. § 2o  O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou da realização do evento será: I - quarenta e cinco dias para: (Redação dada pela Lei nº 8.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo § 1o  O aviso publicado conterá a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação.883. de 1994) II - trinta dias para: (Redação dada pela Lei nº 8. serviço ou compra. é obrigatório o convite a. § 4o   Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico. (Redação dada pela Lei nº 9.000.  (Redação dada pela Lei nº 9.883. nos casos não especificados na alínea “b” do inciso anterior. de 1994) a) concurso. de 1998) II  -  para compras e serviços não referidos no inciso anterior:(Redação dada pela Lei nº 9.  (Redação dada pela Lei nº 9. de 1994) Art. observada a necessária qualificação. serviços e compras efetuadas pela Administração serão divididas em tantas parcelas quantas se comprovarem técnica e economicamente viáveis. de 1998) b) tomada de preços - até R$ 650. Didatismo e Conhecimento § 5o   Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. de 1994) § 2o  Na execução de obras e serviços e nas compras de bens. exceto quando. por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados. que comprovem  habilitação compatível com o objeto da licitação. V - leilão. de 1998) b)  tomada de preços  -  até R$ 1. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado e à ampliação da competitividade sem perda da economia de escala. quando a licitação for do tipo «melhor técnica» ou «técnica e preço».883.883. na fase inicial de habilitação preliminar. § 8o  É vedada a criação de outras modalidades de licitação ou a combinação das referidas neste artigo. de 1994) § 3o  Os prazos estabelecidos no parágrafo anterior serão contados a partir da última publicação do edital resumido ou da expedição do convite. ou para a alienação de bens imóveis prevista no art.000.00 (um milhão e quinhentos mil reais). qualquer que seja o valor de seu objeto. essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no processo. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. admitindo-se neste 84 . nos casos não especificados na alínea “b” do inciso anterior. a cada etapa ou conjunto de etapas da obra.  (Redação dada pela Lei nº 8. for impossível a obtenção do número mínimo de licitantes exigidos no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 8.000.  (Redação dada pela Lei nº 9. reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido. de 1998) c)  concorrência  -  acima de R$ 650. existindo na praça mais de 3 (três) possíveis interessados. de 1994) § 7o  Quando.648. de 1998) a) convite - até R$ 80.648. cadastrados ou não. de 1998) a) convite - até R$ 150. (Redação dada pela Lei nº 9.000. de 1994) § 3o  A concorrência é a modalidade de licitação cabível. científico ou artístico.00 (oitenta mil reais). de 1998) c)  concorrência: acima de R$ 1.500. ressalvado o disposto no art. (Incluída pela Lei nº 8. 19. inqüestionavelmente.883. enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações. § 3o   Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto. a administração somente poderá exigir do licitante não cadastrado os documentos previstos nos arts. a qual afixará. conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. no mínimo. (Redação dada pela Lei nº 8.00 (seiscentos e cinqüenta mil reais). de 1994) § 6o  Na hipótese do § 3o deste artigo. de 1998) § 1o As obras. § 1o  Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que. 23.883.883.648.500. § 9o  Na hipótese do parágrafo 2o deste artigo.648. de 1994) IV - cinco dias úteis para convite.883.648. 19. a alteração não afetar a formulação das propostas. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. igual ou superior ao valor da avaliação.  (Redação dada pela Lei nº 8. mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores.00 (um milhão e quinhentos mil reais).00 (cento e cinqüenta mil reais).00 (seiscentos e cinqüenta mil reais). 27 a 31.648. a cada novo convite. cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. Art. de 1994) b)  tomada de preços.para obras e serviços de engenharia: (Redação dada pela Lei nº 9. prevalecendo a data que ocorrer mais tarde.000. quando o contrato a ser celebrado contemplar o regime de empreitada integral ou quando a licitação for do tipo «melhor técnica» ou «técnica e preço». nos termos do edital.883.883.883. como nas concessões de direito real de uso e nas licitações internacionais. de 1994) a) concorrência.883. há de corresponder licitação distinta.  São modalidades de licitação: I - concorrência. a quem oferecer o maior lance. de 1994) b) concorrência. § 2o   Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. (Incluída pela Lei nº 8.883.000.

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo último caso. pão e outros gêneros perecíveis. (Redação dada pela Lei nº 8. em conseqüência de rescisão contratual.883. VII - quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional. (Regulamento) X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração. de 1994) § 4o  Nos casos em que couber convite.   (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor. respectivamente. realizadas diretamente com base no preço do dia. persistindo a situação. e de edições técnicas oficiais. nos casos previstos nesta Lei.883.  É dispensável a licitação:  Vide Lei nº 12. de formulários padronizados de uso da administração. devidamente corrigido. ou de instituição dedicada à recuperação social do preso.     (Vide § 3º do art. 24. IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública. desde que para a aquisição de materiais aplicados exclusivamente na manutenção.883. compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez.883. de 1994) XI - na contratação de remanescente de obra. de 1994) XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado.  (Redação dada pela Lei nº 9. de 1994) XV - para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos. para parcelas de uma mesma obra ou serviço.883. ouvido o Conselho de Defesa Nacional. quando formado por maior número. será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços.(Redação dada pela Lei nº 8. equipamentos e outros bens. observado o parágrafo único do art. e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos.107. em face de suas peculiaridades. de 1994) IX  -  quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional. observados os limites deste artigo. obedecerão aos limites estabelecidos no inciso I deste artigo também para suas compras e serviços em geral.883. com vistas a ampliação da competitividade. segundo avaliação prévia. quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País. de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei. criados para esse fim específico.883. do ensino ou do desenvolvimento institucional. desde que o preço seja compatível com o valor de mercado. ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes. de 1998) § 8o No caso de consórcios públicos. ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos. de 1994) § 7o Na compra de bens de natureza divisível e desde que não haja prejuízo para o conjunto ou complexo. não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração. nos termos deste artigo.(Incluído pela Lei nº 8. a concorrência. ou dos serviços. de 1994) 85 . § 5o   É vedada a utilização da modalidade «convite» ou «tomada de preços». serviços.  (Incluído pela Lei nº 8. quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público. justificadamente. a Administração poderá utilizar a tomada de preços e.648. é permitida a cotação de quantidade inferior à demandada na licitação. cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha. inclusive quanto ao preço. (Redação dada pela Lei nº 8.(Redação dada pela Lei nº 8. em qualquer caso. reparo ou fabricação de meios operacionais bélicos pertencentes à União. serviço ou fornecimento. 48) VIII - para a aquisição. de 1994) XIV  -  para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional. de 1994) § 6o  As organizações industriais da Administração Federal direta. de 2. de 1998) II - para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea “a”. exceto para as parcelas de natureza específica que possam ser executadas por pessoas ou empresas de especialidade diversa daquela do executor da obra ou serviço. mantidas.188.648. Didatismo e Conhecimento V - quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta.  (Incluído pela Lei nº 9. obras. aplicar-se-á o dobro dos valores mencionados no caput deste artigo quando formado por até 3 (três) entes da Federação. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. vedada a prorrogação dos respectivos contratos.648. de 1998) III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem. por valor não superior ao constante do registro de preços.883. por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública. quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas. (Incluído pela Lei nº 11. no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes. XVI - para a impressão dos diários oficiais. neste caso. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço. e o triplo. VI - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento.   (Redação dada pela Lei nº 8. todas as condições preestabelecidas. nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República. XII  -  nas compras de hortifrutigranjeiros. bem como para prestação de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno. conforme o caso.010  Vigência I - para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea “a”. podendo o edital fixar quantitativo mínimo para preservar a economia de escala. do inciso II do artigo anterior e para alienações. casos em que. quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de fornecedores ou o convite.883. contados da ocorrência da emergência ou calamidade. a tomada de preços. sempre que o somatório de seus valores caracterizar o caso de “tomada de preços” ou “concorrência”. 48 desta Lei e. de 2005) Art. por pessoa jurídica de direito público interno. de autenticidade certificada. (Redação dada pela Lei nº 9. públicos ou particulares. do inciso I do artigo anterior.

 (Incluído pela Lei nº 12.883.648.188. vedada a preferência de marca. que envolvam. aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes. conforme elencados em ato da direção nacional do SUS. pela Finep.na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica . de 1994) XIX  -  para as compras de material de uso pelas Forças Armadas.715.648.715. inclusive por ocasião da aquisição destes produtos durante as etapas de absorção tecnológica. alta complexidade tecnológica e defesa nacional. produzidos ou prestados no País. (Incluído pela Lei nº 11. de 2010) XXII . de 1994) XXI .973. com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas.   (Incluído pela Lei nº 12.484.(Incluído pela Lei nº 10. em especial: I - para aquisição de materiais. de 1994) XX - na contratação de associação de portadores de deficiência física.para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais. XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços. de 2012) XXXIII . pública ou privada. (Redação dada pela Lei nº 12. junto ao fornecedor original desses equipamentos. ou. Federação ou Confederação Patronal.  É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição. qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. quando a exiguidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das operações e desde que seu valor não exceda ao limite previsto na alínea “a” do inciso II do art. quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais. aéreos e terrestres. de 1994) XVIII - nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios. 4o. (Incluído pela Lei nº 9. de 1998) XXIII - na contratação realizada por empresa pública ou sociedade de economia mista com suas subsidiárias e controladas. 25. obras e serviços contratados por consórcios públicos. (Incluído pela Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 12. sociedade de economia mista. efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas Didatismo e Conhecimento de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis. prestação ou obtenção de serviços. pelas entidades equivalentes. de 2012) Art. empresa pública e por autarquia ou fundação qualificadas. (Incluído pela Lei nº 11.na contratação de entidades privadas sem fins lucrativos. como Agências Executivas. de 2. (Incluído pela Lei nº 8.349.nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. no âmbito da Lei no 8. em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo. ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor.ICT ou por agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida.883.010)  Vigência XXXI . mediante parecer de comissão instituída por decreto.na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário.715. para atividades contempladas no contrato de gestão.783.080. para a aquisição ou alienação de bens. embarcações. processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis. de 19 de setembro de 1990.973.873. no âmbito da Lei no  8. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação. (Incluído pela Lei nº 8. necessários à manutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica. 23 desta Lei: (Incluído pela Lei nº 8. 5o e 20 da Lei no 10. para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária. (Incluído pela Lei nº 8. necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha do fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da Força. por órgãos ou entidades da Admininistração Pública.883. para a implementação de cisternas ou outras tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano e produção de alimentos. (Incluído pela Lei nº 12. de 1998) XXIV . de 2004) XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com entidade de sua administração indireta. de 2008). para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo XVII - para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira. de 2005) XXVII . observados os princípios gerais de contratação dela constantes. de 2 de dezembro de 2004. unidades aéreas ou tropas e seus meios de deslocamento quando em estada eventual de curta duração em portos.para a aquisição de bens e insumos destinados exclusivamente à pesquisa científica e tecnológica com recursos concedidos pela Capes. ainda.SUS. 86 .na contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde . (Incluído pela Lei nº 11. de 2007). mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão. por motivo de movimentação operacional ou de adestramento. ambientais e de saúde pública. permissionário ou autorizado. com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo. sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade. de 2013) § 1o  Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para compras.648. conforme elencados em ato da direção nacional do SUS. (Redação dada pela Lei nº 11. para beneficiar as famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou falta regular de água.na contratação da coleta. equipamentos. segundo as normas da legislação específica.445. de 19 de setembro de 1990. empresa ou representante comercial exclusivo. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço. na forma da lei. XXIX – na aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos contingentes militares das Forças Singulares brasileiras empregadas em operações de paz no exterior. com ou sem fins lucrativos. pelo CNPq ou por outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas pelo CNPq para esse fim específico. instituído por lei federal. de 2007). pelo Sindicato.na contratação de instituição ou organização.080. cumulativamente. (Incluído pela Lei nº 9. 3o. de 2010) XXXII . quando tal condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia.349. (Incluído pela Lei nº 12. de 2012) § 2o  O limite temporal de criação do órgão ou entidade que integre a administração pública estabelecido no inciso VIII do caput deste artigo não se aplica aos órgãos ou entidades que produzem produtos estratégicos para o SUS.107. de 1998) XXV . (Incluído pela Lei nº 12.883. XXX .

aparelhamento. sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis. IV  -  documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados. V - decreto de autorização.883.     (Redação dada pela Lei nº 12. de que tomou conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da licitação. exclusivamente.440. devidamente registrados nas entidades profissionais competentes. de 2011)   (Vigência) I - prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC). se houver. 27. As dispensas previstas nos §§ 2o e 4o do art. para ratificação e publicação na imprensa oficial. 26. de 1o de maio de 1943. III - para contratação de profissional de qualquer setor artístico. em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no País.883. IV  -  prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). de 1994) § 3o  Será sempre admitida a comprovação de aptidão através de certidões ou atestados de obras ou serviços similares de complexidade tecnológica e operacional equivalente ou superior. 8o desta Lei deverão ser comunicados. no caso de empresa individual. serão definidas no instrumento convocatório. no que couber. no caso de sociedades civis. ou de outros requisitos relacionados com suas atividades. e indicação das instalações e do aparelhamento e do pessoal técnico adequados e disponíveis para a realização do objeto da licitação. 87 . § 2o  Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa.440. com os seguintes elementos: I  -  caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa. demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei.  O processo de dispensa. vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação.452. (Redação dada pela Lei nº 8. conforme o caso.883. IV – regularidade fiscal e trabalhista. será instruído. desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. previsto neste artigo.      (Incluído pela Lei nº 12. em se tratando de sociedades comerciais.883. de 1994) I - capacitação técnico-profissional: comprovação do licitante de possuir em seu quadro permanente. à autoridade superior. na data prevista para entrega da proposta. 17 e no inciso III e seguintes do art. mediante a apresentação de certidão negativa. III - comprovação. permita inferir que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. de natureza singular.  (Incluído pela Lei nº 8. como condição para a eficácia dos atos. estudos. decorrente de desempenho anterior. de 1994) II - (Vetado).107. no prazo de 5 (cinco) dias. relativo ao domicílio ou sede do licitante. limitadas as exigências a: (Redação dada pela Lei nº 8. equipe técnica. II - razão da escolha do fornecedor ou executante. II  -  prova de inscrição no cadastro de contribuintes estadual ou municipal.883. (Incluído pela Lei nº 8. se comprovado superfaturamento. as situações de inexigibilidade referidas no art. limitadas estas exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor significativo do objeto da licitação. 24. 29. na forma da lei. pertinente ao seu ramo de atividade e compatível com o objeto contratual. de 2011)   (Vigência) Art. necessariamente justificadas.440. e. de que recebeu os documentos. 28.  Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados. (Incluído pela Lei nº 9. organização. IV - inscrição do ato constitutivo. detentor de atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou serviço de características semelhantes. II - registro comercial. de 2005) Parágrafo único. quantidades e prazos com o objeto da licitação. Didatismo e Conhecimento Art.  A documentação relativa à qualificação técnica limitar-se-á a: I - registro ou inscrição na entidade profissional competente. ou outra equivalente. de 1998) Seção II Da Habilitação Art. documentação relativa a: I - habilitação jurídica. quando for o caso. de 1994) § 2o   As parcelas de maior relevância técnica e de valor significativo. III - prova de regularidade para com a Fazenda Federal. e ato de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. quando for o caso. Estadual e Municipal do domicílio ou sede do licitante. conforme o caso. (Incluído pela Lei nº 8. 25. nos termos do Título VII-A da Consolidação das Leis do Trabalho.  A documentação relativa à regularidade fiscal e trabalhista. II - qualificação técnica. devidamente registrado. estatuto ou contrato social em vigor. II - comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e compatível em características. 7o da Constituição Federal .883.854. de 1994) V –  prova de inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho. experiências. (Incluído pela Lei nº 8. consistirá em:      (Redação dada pela Lei nº 12. dentro de 3 (três) dias.  (Incluído pela Lei nº 9. de 1994) a) (Vetado). de 2011)   (Vigência) V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. (Redação dada pela Lei nº 8.648.  A documentação relativa à habilitação jurídica. quando a atividade assim o exigir. consistirá em: I - cédula de identidade. 13 desta Lei. § 1o  Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua especialidade. diretamente ou através de empresário exclusivo. no caso das licitações pertinentes a obras e serviços. III - ato constitutivo. III - qualificação econômico-financeira. respondem solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável. Art. acompanhada de prova de diretoria em exercício. profissional de nível superior ou outro devidamente reconhecido pela entidade competente. fornecida pelo órgão licitante. aprovada pelo Decreto-Lei no5. III - justificativa do preço. quando exigido. será feita por atestados fornecidos por pessoas jurídicas de direito público ou privado. e. § 1o  A comprovação de aptidão referida no inciso II do «caput» deste artigo. mencionadas no parágrafo anterior. IV - prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial. de 1994) b) (Vetado).883. de inexigibilidade ou de retardamento. acompanhado de documentos de eleição de seus administradores. vedadas as exigências de quantidades mínimas ou prazos máximos. publicações. 30. (Redação dada pela Lei nº 11. no caso de sociedades por ações. bem como da qualificação de cada um dos membros da equipe técnica que se responsabilizará pelos trabalhos. de 1999) Art. com profissionais ou empresas de notória especialização. e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art.

883. a relação dos compromissos assumidos pelo licitante que importem diminuição da capacidade operativa ou absorção de disponibilidade financeira. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1998) § 3o  A documentação referida neste artigo poderá ser substituída por registro cadastral emitido por órgão ou entidade pública. índices de rentabilidade ou lucratividade. sob as penas cabíveis. III - garantia.883. de 1994) Art.  A documentação relativa à qualificação econômico-financeira limitar-se-á a: I  -  balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. de 1994) § 8o  No caso de obras.883. prévio recolhimento de taxas ou emolumentos.883. desde que para este caso tenha havido prévia autorização do Chefe do Poder Executivo. serão atendidas mediante a apresentação de relação explícita e da declaração formal da sua disponibilidade.  (Redação dada pela Lei nº 9. tanto quanto possível. de 1994) II - (Vetado). nas compras para entrega futura e na execução de obras e serviços. poderá estabelecer.883. atenderão. que comprovem a boa situação financeira da empresa. não se aplica às licitações internacionais para a aquisição de bens e serviços cujo pagamento seja feito com o produto de financiamento concedido por organismo financeiro internacional de que o Brasil faça parte. sob as penalidades legais. ou que possa comprometer a continuidade da prestação de serviços públicos essenciais. Os documentos necessários à habilitação poderão ser apresentados em original. (Incluído pela Lei nº 8. de 1994) § 11. 28 a 31. já exigíveis e apresentados na forma da lei.   Os profissionais indicados pelo licitante para fins de comprovação da capacitação técnico-profissional de que trata o inciso I do § 1o  deste artigo deverão participar da obra ou serviço objeto da licitação. § 4o   Poderá ser exigida. de 1994) Art. fornecimento de bens para pronta entrega e leilão. § 6o   As exigências mínimas relativas a instalações de canteiros. como fator de extrema relevância para garantir a execução do objeto a ser contratado. expedida no domicílio da pessoa física. com os seus elementos constitutivos. para a habilitação de que trata este artigo. § 4o  As empresas estrangeiras que não funcionem no País. como dado objetivo de comprovação da qualificação econômico-financeira dos licitantes e para efeito de garantia ao adimplemento do contrato a ser ulteriormente celebrado. a exigência de capital mínimo ou de patrimônio líquido mínimo. § 2o  O certificado de registro cadastral a que se refere o § 1o do art. desde que previsto no edital e o registro tenha sido feito em obediência ao disposto nesta Lei. antecederá sempre à análise dos preços e será efetuada exclusivamente por critérios objetivos. limitada a 1% (um por cento) do valor estimado do objeto da contratação. (Vetado). 33 e no o  § 2 do art. será feita através de atestados fornecidos por pessoa jurídica de direito público ou privado. limitados ao valor do custo efetivo de reprodução gráfica da documentação fornecida. 32. equipamentos e pessoal técnico especializado. quando solicitado. vedada a sua substituição por balancetes ou balanços provisórios. podendo ser atualizados por índices oficiais quando encerrado há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta. salvo os referentes a fornecimento do edital. §  10. máquinas. no § 1o  do art. § 7º (Vetado). II - certidão negativa de falência ou concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica. vedada a exigência de índices e valores não usualmente adotados para correta avaliação de situação financeira suficiente ao cumprimento das obrigações decorrentes da licitação. (Incluído pela Lei nº 8. (Incluído pela Lei nº 8. § 1o  A exigência de índices limitar-se-á à demonstração da capacidade financeira do licitante com vistas aos compromissos que terá que assumir caso lhe seja adjudicado o contrato. a comprovação de aptidão. desde que aprovada pela administração. através do cálculo de índices contábeis previstos no edital e devidamente justificados no processo administrativo da licitação que tenha dado início ao certame licitatório. nas licitações internacionais.883.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo § 4o  Nas licitações para fornecimento de bens. ou por agência estrangeira de cooperação. para efeito de sua aceitação ou não. 56 desta Lei.648. ainda.883. de 1994) I - (Vetado). de 1994) § 6º (Vetado).883. obrigando-se a parte a declarar. poderá a Administração exigir dos licitantes a metodologia de execução. 36 substitui os documentos enumerados nos arts. concurso. nos casos de convite. a superveniência de fato impeditivo da habilitação. quando for o caso. nem nos casos de aquisição de bens e serviços realizada por unidades administrativas com sede no exterior. cuja avaliação. na forma da lei. (Vetado). nas mesmas modalidades e critérios previstos no “caput” e § 1o do art. vedada a exigência de valores mínimos de faturamento anterior. calculada esta em função do patrimônio líquido atualizado e sua capacidade de rotação. 28 a 31 desta Lei poderá ser dispensada. § 5o  A comprovação de boa situação financeira da empresa será feita de forma objetiva.  31. vedada as exigências de propriedade e de localização prévia. no todo ou em parte. (Redação dada pela Lei nº 8. quanto às informações disponibilizadas em sistema informatizado de consulta direta indicado no edital. que inibam a participação na licitação. 55. serviços e compras de grande vulto. de 1994) § 1o  A documentação de que tratam os arts. ou quaisquer outras não previstas nesta Lei. (Redação dada pela Lei nº 8. admitida a atualização para esta data através de índices oficiais. ou ainda as garantias previstas no § 1o  do art. nem nos casos de contratação com empresa estrangeira. devendo a comprovação ser feita relativamente à data da apresentação da proposta. por qualquer processo de cópia autenticada por cartório competente ou por servidor da administração ou publicação em órgão da imprensa oficial. considerados essenciais para o cumprimento do objeto da licitação. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) § 2o  A Administração. de 1994) § 12. (Incluído pela Lei nº 8. Didatismo e Conhecimento § 3o  O capital mínimo ou o valor do patrimônio líquido a que se refere o parágrafo anterior não poderá exceder a 10% (dez por cento) do valor estimado da contratação. admitindo-se a substituição por profissionais de experiência equivalente ou superior. no instrumento convocatório da licitação. (Redação dada pela Lei nº 8. ou de execução patrimonial. devendo ter representação legal no Brasil com poderes expressos para receber citação e responder administrativa ou judicialmente. de alta complexidade técnica. para a compra de equipamentos fabricados e entregues no exterior. § 9o   Entende-se por licitação de alta complexidade técnica aquela que envolva alta especialização. § 5o  É vedada a exigência de comprovação de atividade ou de aptidão com limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos. 88 . autenticados pelos respectivos consulados e traduzidos por tradutor juramentado.883.883. § 5o  Não se exigirá. às exigências dos parágrafos anteriores mediante documentos equivalentes. 56 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 8. § 6o  O disposto no § 4o  deste artigo.

 39. através da imprensa oficial e de jornal diário.  Os inscritos serão classificados por categorias. antes da celebração do contrato. no mínimo anualmente. relatórios e deliberações da Comissão Julgadora. com uma audiência pública concedida pela autoridade responsável com antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis da data prevista para a publicação do edital. 23. por micro e pequenas empresas assim definidas em lei. inexigível este acréscimo para os consórcios compostos. acordos. um acréscimo de até 30% (trinta por cento) dos valores exigidos para licitante individual. na forma regulamentar. a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa. 30 e 31 desta Lei. II - indicação da empresa responsável pelo consórcio que deverá atender às condições de liderança. § 1o   No consórcio de empresas brasileiras e estrangeiras a liderança caberá. § 2o  A atuação do licitante no cumprimento de obrigações assumidas será anotada no respectivo registro cadastral. o regime de execução e o tipo da licitação. consideram-se licitações simultâneas aquelas com objetos similares e com realização prevista para intervalos não superiores a trinta dias e licitações sucessivas aquelas em que. 27 desta Lei. na proporção de sua respectiva participação. um ano. III  -  ato de designação da comissão de licitação. VI - pareceres técnicos ou jurídicos emitidos sobre a licitação. em descrição sucinta e clara. bem como as dos contratos. contendo a autorização respectiva. o seguinte: I - objeto da licitação. VII - atos de adjudicação do objeto da licitação e da sua homologação. o somatório dos quantitativos de cada consorciado. ou do responsável pelo  convite. e indicará.883. para efeito de qualificação técnica. segundo a qualificação técnica e econômica avaliada pelos elementos constantes da documentação relacionada nos arts.  Sempre que o valor estimado para uma licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas ou sucessivas for superior a 100 (cem) vezes o limite previsto no art. V - atas. II - comprovante das publicações do edital resumido. como previsto no art.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Seção IV Do Procedimento e Julgamento Art. XI - outros comprovantes de publicações. convênios ou ajustes devem ser previamente examinadas e aprovadas por assessoria jurídica da Administração. 64 desta Lei. do leiloeiro administrativo ou oficial. XII - demais documentos relativos à licitação. (Regulamento) § 1o  O registro cadastral deverá ser amplamente divulgado e deverá estar permanentemente aberto aos interessados. (Redação dada pela Lei nº 8. admitindo-se. ou atualização deste. (Redação dada pela Lei nº 8. alínea “c” desta Lei.   O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual. a qualquer tempo. tendo-se em vista sua especialização. dia e hora para recebimento da documentação e proposta. de 1994) Art. em sua totalidade. 37.  Para os fins deste artigo. também com objetos similares. 36. observado o disposto no inciso II deste artigo. dispensa ou inexigibilidade. a modalidade. protocolado e numerado. Art. a menção de que será regida por esta Lei. § 2o  É facultado às unidades administrativas utilizarem-se de registros cadastrais de outros órgãos ou entidades da Administração Pública. obrigatoriamente. 35. na forma do art. inciso I. obrigatoriamente fixadas no edital. VIII  -  recursos eventualmente apresentados pelos licitantes e respectivas manifestações e decisões. ou as estabelecidas para classificação cadastral. conforme o caso. pelos mesmos meios previstos para a publicidade da licitação. o edital subseqüente tenha uma data anterior a cento e vinte dias após o término do contrato resultante da licitação antecedente. § 1o  Aos inscritos será fornecido certificado. suspenso ou cancelado o registro do inscrito que deixar de satisfazer as exigências do art. o nome da repartição interessada e de seu setor. IV - impedimento de participação de empresa consorciada. obrigandose a unidade por ele responsável a proceder. nos termos do compromisso referido no inciso I deste artigo. IX - despacho de anulação ou de revogação da licitação. 34. Art. 38. obrigatoriamente. obrigatoriamente. e divulgada.883. tanto na fase de licitação quanto na de execução do contrato. devidamente autuado. bem como para início da abertura dos envelopes. 27 desta Lei.  As minutas de editais de licitação. o somatório dos valores de cada consorciado.  Quando permitida na licitação a participação de empresas em consórcio. à qual terão acesso e direito a todas as informações pertinentes e a se manifestar todos os interessados. quando for o caso. renovável sempre que atualizarem o registro.  Para os fins desta Lei. no máximo. observar-se-ão as seguintes normas: I - comprovação do compromisso público ou particular de constituição de consórcio. o interessado fornecerá os elementos necessários à satisfação das exigências do art. X - termo de contrato ou instrumento equivalente. subscrito pelos consorciados. para efeito de qualificação econômico-financeira. de 1994) Art. Parágrafo único. § 2o  O licitante vencedor fica obrigado a promover. o local. e ao qual serão juntados oportunamente: I - edital ou convite e respectivos anexos. Seção III Dos Registros Cadastrais Art. com a antecedência mínima de 10 (dez) dias úteis de sua realização. V - responsabilidade solidária dos integrantes pelos atos praticados em consórcio. fundamentado circunstanciadamente. a chamamento público para a atualização dos registros existentes e para o ingresso de novos interessados. 33. 21 desta Lei. para execução do contrato e para entrega do objeto da licitação. 28 a 31 desta Lei por parte de cada consorciado. III - apresentação dos documentos exigidos nos arts.  A qualquer tempo poderá ser alterado.  40. IV - original das propostas e dos documentos que as instruírem.  O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo. através de mais de um consórcio ou isoladamente. na mesma licitação. Didatismo e Conhecimento 89 . Art. podendo a Administração estabelecer. válidos por. para o consórcio. subdivididas em grupos. ou da entrega do convite. à empresa brasileira. II - prazo e condições para assinatura do contrato ou retirada dos instrumentos. quando for o caso. os órgãos e entidades da Administração Pública que realizem freqüentemente licitações manterão registros cadastrais para efeito de habilitação. o processo licitatório será iniciado. III - sanções para o caso de inadimplemento. a constituição e o registro do consórcio.  Ao requerer inscrição no cadastro. Parágrafo único. Art. e.

poderão ser dispensadas:  (Incluído pela Lei nº 8. IX - condições equivalentes de pagamento entre empresas brasileiras e estrangeiras. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) § 3o  As garantias de pagamento ao licitante brasileiro serão equivalentes àquelas oferecidas ao licitante estrangeiro. no caso de licitações internacionais. permitida a fixação de preços máximos e vedados a fixação de preços mínimos. § 2o  Constituem anexos do edital. § 4o  Nas compras para entrega imediata. (Redação dada pela Lei nº 8. as falhas ou irregularidades que viciariam esse edital. ou a realização de leilão. (Redação dada pela Lei nº 8. poderão ser admitidas. de 1994) § 3o  A impugnação feita tempestivamente pelo licitante não o impedirá de participar do processo licitatório até o trânsito em julgado da decisão a ela pertinente. de 1994) b)  cronograma de desembolso máximo por período. (Redação dada pela Lei nº 9. ao qual se acha estritamente vinculada. critérios estatísticos ou faixas de variação em relação a preços de referência. § 5o  Para a realização de obras.648. § 1o  Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar edital de licitação por irregularidade na aplicação desta Lei.  Nas concorrências de âmbito internacional. (Redação dada pela Lei nº 8. desde a data prevista para apresentação da proposta. 113.883. 42. e) exigência de seguros. protocolos. em conformidade com os arts. igualmente o poderá fazer o licitante brasileiro. V - se há projeto executivo disponível na data da publicação do edital de licitação e o local onde possa ser examinado e adquirido. o edital deverá ajustar-se às diretrizes da política monetária e do comércio exterior e atender às exigências dos órgãos competentes. § 4o   Para fins de julgamento da licitação. convenções ou tratados internacionais 90 . devendo protocolar o pedido até 5 (cinco) dias úteis antes da data fixada para a abertura dos envelopes de habilitação. desde a data final do período de adimplemento de cada parcela até a data do efetivo pagamento. com todas as suas partes. de 1994) XIII - limites para pagamento de instalação e mobilização para execução de obras ou serviços que serão obrigatoriamente previstos em separado das demais parcelas. IV - as especificações complementares e as normas de execução pertinentes à licitação. que deverá retratar a variação efetiva do custo de produção. de 1994) XII - (Vetado). por eventuais antecipações de pagamentos. conforme o caso. e descontos. VI - condições para participação na licitação. de 1998) XI - critério de reajuste. XIV - condições de pagamento.883. e forma de apresentação das propostas. bem como qualquer outro evento contratual a cuja ocorrência esteja vinculada a emissão de documento de cobrança. dele fazendo parte integrante: I - o projeto básico e/ou executivo. § 2o  O pagamento feito ao licitante brasileiro eventualmente contratado em virtude da licitação de que trata o parágrafo anterior será efetuado em moeda brasileira. especificações e outros complementos.  A Administração não pode descumprir as normas e condições do edital. horários e códigos de acesso dos meios de comunicação à distância em que serão fornecidos elementos. até a data do adimplemento de cada parcela. de 1994) d)  compensações financeiras e penalizações. VIII - locais. § 4o  A inabilitação do licitante importa preclusão do seu direito de participar das fases subseqüentes. ressalvado o dispossto nos parágrafos 1º e 2º  do art. em conformidade com a disponibilidade de recursos financeiros. de 1994) II - a atualização financeira a que se refere a alínea “c” do inciso XIV deste artigo. a abertura dos envelopes com as propostas em convite. por eventuais atrasos. contado a partir da data final do período de adimplemento de cada parcela. (Incluído pela Lei nº 8. correspondente ao período compreendido entre as datas do adimplemento e a prevista para o pagamento. devendo a Administração julgar e responder à impugnação em até 3 (três) dias úteis. de 1994) Art. prestação de serviços ou aquisição de bens com recursos provenientes de financiamento ou doação oriundos de agência oficial de cooperação estrangeira ou organismo financeiro multilateral de que o Brasil seja parte.883. rubricado em todas as folhas e assinado pela autoridade que o expedir. de 1994) III - a minuta do contrato a ser firmado entre a Administração e o licitante vencedor. II - orçamento estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários. prevendo: a) prazo de pagamento não superior a trinta dias.883. § 1o  O original do edital deverá ser datado. quando for o caso. desde que não superior a quinze dias. na respectiva licitação. XVII - outras indicações específicas ou peculiares da licitação. ou do orçamento a que essa proposta se referir.883. a entrega do bem ou de parcela destes. VII - critério para julgamento. considera-se como adimplemento da obrigação contratual a prestação do serviço.883. (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. as propostas apresentadas por licitantes estrangeiros serão acrescidas dos gravames conseqüentes dos mesmos tributos que oneram exclusivamente os licitantes brasileiros quanto à operação final de venda. 27 a 31 desta Lei. Art. tomada de preços ou concurso. sem prejuízo da faculdade prevista no § 1o do art. informações e esclarecimentos relativos à licitação e às condições para atendimento das obrigações necessárias ao cumprimento de seu objeto. (Incluído pela Lei nº 8. à taxa de câmbio vigente no dia útil imediatamente anterior à data do efetivo pagamento. e dele extraindo-se cópias integrais ou resumidas. hipótese em que tal comunicação não terá efeito de recurso. para sua divulgação e fornecimento aos interessados. etapas ou tarefas. as condições decorrentes de acordos.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo IV - local onde poderá ser examinado e adquirido o projeto básico. permanecendo no processo de licitação. § 1o  Quando for permitido ao licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira. § 2o   Decairá do direito de impugnar os termos do edital de licitação perante a administração o licitante que não o fizer até o segundo dia útil que anteceder a abertura dos envelopes de habilitação em concorrência. assim entendidas aquelas com prazo de entrega até trinta dias da data prevista para apresentação da proposta.883. Didatismo e Conhecimento § 3o   Para efeito do disposto nesta Lei.883. 48. X - o critério de aceitabilidade dos preços unitário e global. admitida a adoção de índices específicos ou setoriais.883. a realização da obra. c) critério de atualização financeira dos valores a serem pagos. desenhos. com disposições claras e parâmetros objetivos. (Redação dada pela Lei nº 8. XV - instruções e normas para os recursos previstos nesta Lei. de 1994) I - o disposto no inciso XI deste artigo. 41.883. XVI - condições de recebimento do objeto da licitação.

vedado qualquer outro processo. incompatíveis com os preços dos insumos e salários de mercado. os critérios previamente estabelecidos no ato convocatório e de acordo com os fatores exclusivamente nele referidos.  Os tipos de licitação “melhor técnica” ou “técnica e preço” serão utilizados exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual. de 1994) § 6o  As cotações de todos os licitantes serão para entrega no mesmo local de destino. contendo as respectivas propostas. os quais deverão ser devidamente registrados na ata de julgamento. inclusive financiamentos subsidiados ou a fundo perdido.  (Incluído pela Lei nº 8. devendo a Comissão de licitação ou o responsável pelo convite realizá-lo em conformidade com os tipos de licitação.883.(Redação dada pela Lei nº 8. de 23 de outubro de 1991 . II  -  devolução dos envelopes fechados aos concorrentes inabilitados. a classificação se fará. § 1o  Para os efeitos deste artigo. outros fatores de avaliação. assinada pelos licitantes presentes e pela Comissão. Art. Art. de 1994) § 4o   O disposto no parágrafo anterior aplica-se também às propostas que incluam mão-de-obra estrangeira ou importações de qualquer natureza. além do preço. III - abertura dos envelopes contendo as propostas dos concorrentes habilitados. ao concurso. não cabe desistência de proposta. no caso de empate. IV - verificação da conformidade de cada proposta com os requisitos do edital e. de 1994) I - a de menor preço - quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e ofertar o menor preço. constituem tipos de licitação. ou após o julgamento dos recursos interpostos. entre os licitantes considerados qualificados a classificação se dará pela ordem crescente dos preços propostos. em qualquer fase da licitação. (Redação dada pela Lei nº 8. o qual poderá contemplar. ou tenha havido desistência expressa. secreto. § 4o  O disposto neste artigo aplica-se à concorrência e. § 6o  Na hipótese prevista no art.883. e que também não conflitem com o princípio do julgamento objetivo e sejam objeto de despacho motivado do órgão executor do contrato. conforme o caso.883. a Comissão levará em consideração os critérios objetivos definidos no edital ou convite. à tomada de preços e ao convite. e sua apreciação. § 2o  Todos os documentos e propostas serão rubricados pelos licitantes presentes e pela Comissão. para os quais ele renuncie a parcela ou à totalidade da remuneração. IV - a de maior lance ou oferta - nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso. 45. (Redação dada pela Lei nº 8. em ato público. obrigatoriamente. ao leilão. despacho esse ratificado pela autoridade imediatamente superior. permitido o emprego de outro tipo de licitação nos casos indicados em decreto do Poder Executivo. 3o da Lei no 8. § 6o   Após a fase de habilitação. § 3o  É facultada à Comissão ou autoridade superior. III - a de técnica e preço. do qual se lavrará ata circunstanciada. desde que por elas exigidos para a obtenção do financiamento ou da doação. subjetivo ou reservado que possa ainda que indiretamente elidir o princípio da igualdade entre os licitantes. fiscalização. critério ou fator sigiloso. de 1994) § 2o  No caso de empate entre duas ou mais propostas. exceto quando se referirem a materiais e instalações de propriedade do próprio licitante. II - a de melhor técnica. a promoção de diligência destinada a esclarecer ou a complementar a instrução do processo.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo aprovados pelo Congresso Nacional. inclusive quanto ao critério de seleção da proposta mais vantajosa para a administração. 46. (Redação dada pela Lei nº 8. 23.  A licitação será processada e julgada com observância dos seguintes procedimentos: I - abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação dos concorrentes. promovendo-se a desclassificação das propostas desconformes ou incompatíveis.  (Incluído pela Lei nº 9. levando em conta os fatores especificados em seu parágrafo  2o  e adotando obrigatoriamento o tipo de licitação “técnica e preço”. ainda que o ato convocatório da licitação não tenha estabelecido limites mínimos. de 1998) Art. para o qual todos os licitantes serão convocados.883. acrescidos dos respectivos encargos. e após obedecido o disposto no § 2o  do art. § 1o  É vedada a utilização de qualquer elemento. com os preços correntes no mercado ou fixados por órgão oficial competente. vedada a inclusão posterior de documento ou informação que deveria constar originariamente da proposta. exceto na modalidade concurso: (Redação dada pela Lei nº 8. no que couber. V - julgamento e classificação das propostas de acordo com os critérios de avaliação constantes do edital. 3o  desta Lei. serão selecionadas tantas propostas quantas necessárias até que se atinja a quantidade demandada na licitação. por sorteio. bem como as normas e procedimentos daquelas entidades. supervisão e gerenciamento e de 91 . § 3o  Não se admitirá proposta que apresente preços global ou unitários simbólicos. exclusivamente o critério previsto no parágrafo anterior. de maneira a possibilitar sua aferição pelos licitantes e pelos órgãos de controle. os quais não devem contrariar as normas e princípios estabelecidos por esta Lei.883.  O julgamento das propostas será objetivo. § 3o   No caso da licitação do tipo «menor preço». de 1994) § 5o  É vedada a utilização de outros tipos de licitação não previstos neste artigo.883. desde que não tenha havido recurso ou após sua denegação. 43.  No julgamento das propostas. Didatismo e Conhecimento § 2o  Não se considerará qualquer oferta de vantagem não prevista no edital ou no convite. (Redação dada pela Lei nº 8. irrisórios ou de valor zero. desde que transcorrido o prazo sem interposição de recurso. não cabe desclassificá-los por motivo relacionado com a habilitação. VI - deliberação da autoridade competente quanto à homologação e adjudicação do objeto da licitação. ou ainda com os constantes do sistema de registro de preços. (Redação dada pela Lei nº 8. § 1o  A abertura dos envelopes contendo a documentação para habilitação e as propostas será realizada sempre em ato público previamente designado. de 1994) § 4o  Para contratação de bens e serviços de informática. cálculos. salvo em razão de fatos supervenientes ou só conhecidos após o julgamento. de 1994) Art. 44.648.248. § 7º.883. prevalecendo. salvo por motivo justo decorrente de fato superveniente e aceito pela Comissão.883. de 1994) § 5o  Ultrapassada a fase de habilitação dos concorrentes (incisos I e II) e abertas as propostas (inciso III). em especial na elaboração de projetos. a administração observará o disposto no art. nem preço ou vantagem baseada nas ofertas dos demais licitantes.

 (Redação dada pela Lei nº 8. mediante parecer escrito e devidamente fundamentado. a administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito  dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo.648.   (Incluído pela Lei nº 8.  A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório. de 1998) § 2º Dos licitantes classificados na forma do parágrafo anterior cujo valor global da proposta for inferior a 80% (oitenta por cento) do menor valor a que se referem as alíneas “a” e “b”. § 2o  A nulidade do procedimento licitatório induz à do contrato. adicionalmente ao inciso I do parágrafo anterior. Art. § 1o   A anulação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar. todos os elementos e informações necessários para que os licitantes possam elaborar suas propostas de preços com total e completo conhecimento do objeto da licitação. para fornecimento de bens e execução de obras ou prestação de serviços de grande vulto majoritariamente dependentes de tecnologia nitidamente sofisticada e de domínio restrito. ou (Incluído pela Lei nº 9. para a assinatura do contrato. IV - as propostas de preços serão devolvidas intactas aos licitantes que não forem preliminarmente habilitados ou que não obtiverem a valorização mínima estabelecida para a proposta técnica. as propostas cujos valores sejam inferiores a 70% (setenta por cento) do menor dos seguintes valores:  (Incluído pela Lei nº 9. fica assegurado o contraditório e a ampla defesa. definidos com clareza e objetividade no instrumento convocatório e que considerem a capacitação e a experiência do proponente. de acordo com os pesos preestabelecidos no instrumento convocatório. nos casos em que o objeto pretendido admitir soluções alternativas e variações de execução. com base nos orçamentos detalhados apresentados e respectivos preços unitários e tendo como referência o limite representado pela proposta de menor preço entre os licitantes que obtiveram a valorização mínima. e a qualificação das equipes técnicas a serem mobilizadas para a sua execução.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo engenharia consultiva em geral e. pertinente e suficiente para justificar tal conduta. tecnologias e recursos materiais a serem utilizados nos trabalhos. § 2o   Nas licitações do tipo «técnica e preço» será adotado. 59 desta Lei. produtividade. § 3o   No caso de desfazimento do processo licitatório. de 1998) b) valor orçado pela administração. junto com o edital. a qualidade técnica da proposta.883. ressalvado o disposto no § 4o do artigo anterior. rendimento e durabilidade concretamente mensuráveis. de 1998) a) média aritmética dos valores das propostas superiores a 50% (cinqüenta por cento) do valor orçado pela administração. sucessivamente. de 1994) § 1o   Nas licitações do tipo «melhor técnica» será adotado o seguinte procedimento claramente explicitado no instrumento convocatório. ressalvado o disposto no parágrafo único do art. Art. condições estas necessariamente especificadas no ato convocatório da licitação. procedimento idêntico será adotado. 92 . 47. § 4o  O disposto neste artigo e seus parágrafos aplica-se aos atos do procedimento de dispensa e de inexigibilidade de licitação. de 1994) Didatismo e Conhecimento Art.  A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado. no caso de licitações de menor preço para obras e serviços de engenharia. pela ordem de classificação.883.  Serão desclassificadas: I - as propostas que não atendam às exigências do ato convocatório da licitação. § 3o  Excepcionalmente. sob pena de nulidade. a Administração deverá fornecer obrigatoriamente.648. de acordo com critérios objetivos preestabelecidos no instrumento convocatório. dentre as modalidades previstas no § 1º do art. 48.883. para a elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos. será exigida. a redução deste prazo para três dias úteis. § 4º (Vetado). quando for adotada a modalidade de execução de empreitada por preço global. prestação de garantia adicional. com os demais proponentes.648. assim considerados aqueles que não venham a ter demonstrada sua viabilidade através de documentação que comprove que os custos dos insumos são coerentes com os de mercado e que os coeficientes de produtividade são compatíveis com a execução do objeto do contrato. de 1994) § 1º  Para os efeitos do disposto no inciso II deste artigo consideram-se manifestamente inexeqüíveis. (Incluído pela Lei nº 9. na conformidade dos critérios objetivamente fixados no ato convocatório. e estas puderem ser adotadas à livre escolha dos licitantes. 59 desta Lei. de 1998) Art. até a consecução de acordo para a contratação. por autorização expressa e mediante justificativa circunstanciada da maior autoridade da Administração promotora constante do ato convocatório. II - uma vez classificadas as propostas técnicas.  Nas licitações para a execução de obras e serviços. proceder-se-á à abertura das propostas de preço dos licitantes que tenham atingido a valorização mínima estabelecida no instrumento convocatório e à negociação das condições propostas. 56.648. III - no caso de impasse na negociação anterior. com repercussões significativas sobre sua qualidade. II  -  a classificação dos proponentes far-se-á de acordo com a média ponderada das valorizações das propostas técnicas e de preço. ressalvado o disposto no parágrafo único do art.648. facultada. de ofício ou por provocação de terceiros. atestado por autoridades técnicas de reconhecida qualificação. o seguinte procedimento claramente explicitado no instrumento convocatório: I - será feita a avaliação e a valorização das propostas de preços. 49. em particular. compreendendo metodologia. (Incluído pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1998) § 3º Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas. com a proponente melhor classificada. no caso de convite. igual a diferença entre o valor resultante do parágrafo anterior e o valor da correspondente proposta. organização. 50. devendo anulá-la por ilegalidade. II - propostas com valor global superior ao limite estabelecido ou com preços manifestamente inexeqüiveis. (Incluído pela Lei nº 9. o qual fixará o preço máximo que a Administração se propõe a pagar: I - serão abertos os envelopes contendo as propostas técnicas exclusivamente dos licitantes previamente qualificados e feita então a avaliação e classificação destas propostas de acordo com os critérios pertinentes e adequados ao objeto licitado. os tipos de licitação previstos neste artigo poderão ser adotados.

 (Redação dada pela Lei nº 8. data-base e periodicidade do reajustamento de preços. 22 desta Lei deve ser precedido de regulamento próprio. não inferior a 5% (cinco por cento)  e. nas pequenas unidades administrativas e em face da exigüidade de pessoal disponível. 54. no mínimo. quando exigidas. a Comissão de licitação. 93 .conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Capítulo III DOS CONTRATOS Seção I Disposições Preliminares Art. XIII - a obrigação do contratado de manter.  O leilão pode ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor designado pela Administração. 52. o qual se obrigará ao pagamento do restante no prazo estipulado no edital de convocação. § 2o  Em se tratando de projeto.  Os contratos administrativos de que trata esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público.320. quando for o caso. os critérios. § 2o  A Comissão para julgamento dos pedidos de inscrição em registro cadastral.883. VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. § 1o  Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução. 51. de 1994) § 4o  O edital de leilão deve ser amplamente divulgado. em conformidade com os termos da licitação e da proposta a que se vinculam. serviços ou aquisição de equipamentos. 32 desta Lei. 3 (três) membros. as penalidades cabíveis e os valores das multas. expressas em cláusulas que definam os direitos. durante toda a execução do contrato. a sua alteração ou cancelamento. § 3o  Os membros das Comissões de licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão.  São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: I - o objeto e seus elementos característicos. de observação e de recebimento definitivo.  O concurso a que se refere o § 4o  do art. o julgamento será feito por uma comissão especial integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame. § 2o  Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual. sua alteração ou cancelamento. § 5o  No caso de concurso. II - o regime de execução ou a forma de fornecimento. salvo o disposto no § 6o do art. supletivamente. (Redação dada pela Lei nº 8. sendo pelo menos 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. após a assinatura da respectiva ata lavrada no local do leilão. de conclusão. II - as diretrizes e a forma de apresentação do trabalho. 53. de entrega. (Incluído pela Lei nº 8. servidores públicos ou não. e as propostas serão processadas e julgadas por comissão permanente ou especial de. § 1o  No caso de convite. X - as condições de importação. vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subseqüente. § 2o  Os bens arrematados serão pagos à vista ou no percentual estabelecido no edital. em caso de rescisão administrativa prevista no art. a inscrição em registro cadastral. os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado. Art. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. conforme o caso. 63 da Lei no 4. as características e os valores pagos. § 1º (Vetado). a data e a taxa de câmbio para conversão. III - o preço e as condições de pagamento. aos órgãos incumbidos da arrecadação e fiscalização de tributos da União. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. segundo o disposto no art. § 3o  No ato da liquidação da despesa. § 3o  Nos leilões internacionais. principalmente no município em que se realizará. § 4o  A investidura dos membros das Comissões permanentes não excederá a 1 (um) ano. 77 desta Lei. com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica.  A habilitação preliminar. sob pena de perder em favor da Administração o valor já recolhido. VII - os direitos e as responsabilidades das partes. IX - o reconhecimento dos direitos da Administração. de 1994) Didatismo e Conhecimento Art. Estado ou Município. poderá ser substituída por servidor formalmente designado pela autoridade competente. os serviços de contabilidade comunicarão. a ser obtido pelos interessados no local indicado no edital. imediatamente entregues ao arrematante.883. procedendo-se na forma da legislação pertinente. o pagamento da parcela à vista poderá ser feito em até vinte e quatro horas. III - as condições de realização do concurso e os prêmios a serem concedidos. § 1o  O regulamento deverá indicar: I - a qualificação exigida dos participantes. obrigações e responsabilidades das partes. VIII - os casos de rescisão. o vencedor deverá autorizar a Administração a executá-lo quando julgar conveniente.883. de 1994) § 2o   Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas. IV - os prazos de início de etapas de execução. § 1o  Todo bem a ser leiloado será previamente avaliado pela Administração para fixação do preço mínimo de arrematação. V - o crédito pelo qual correrá a despesa. de 17 de março de 1964 . em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu. será integrada por profissionais legalmente habilitados no caso de obras. aplicando-se-lhes. os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento. Art. inclusive aquelas domiciliadas no estrangeiro. ao convite e à proposta do licitante vencedor. XII - a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos. 55. Art. excepcionalmente.

além de desconstituir os já produzidos. imóveis. (Redação dada pela Lei nº 8. nos casos especificados no inciso I do art. ordinariamente. quando em dinheiro. § 4o   Em caráter excepcional. unilateralmente. as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato. cujos contratos poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses. dos quais o contratado ficará depositário. conforme definido pelo Ministério da Fazenda. ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor desses bens. III - fiscalizar-lhes a execução.883. de 8. e desde que prevista no instrumento convocatório. 56.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Art. de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. II - superveniência de fato excepcional ou imprevisível. em cada caso. serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis.  A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente impedindo os efeitos jurídicos que ele.883. serviços e compras. 58. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis. (Redação dada pela Lei nº 8. em relação a eles. atualizada monetariamente. nos limites permitidos por esta Lei. promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. as cláusulas econômicofinanceiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. de 2010) § 1o  Os prazos de início de etapas de execução. (Incluído pela Lei nº 9. caso haja interesse da administração. VI - omissão ou atraso de providências a cargo da Administração. de 1994) § 3o  Para obras. devendo estes ter sido emitidos sob a forma escritural.(Vetado). mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil e avaliados pelos seus valores econômicos. (Incluído pela Lei nº 12. de 1994) I . demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente. que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração. § 2o  Na hipótese do inciso I deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 11. a prerrogativa de: I - modificá-los.883.  Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. de 1994) IV - ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. 59. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.883. para melhor adequação às finalidades de interesse público. de 2004) II - seguro-garantia. § 1o   As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato. de 1994) § 4o  A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a execução do contrato e.648. de 1994) III - fiança bancária. Didatismo e Conhecimento III - interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da Administração. 60. Art. diretamente. (Redação dada pela Lei nº 9.(Redação dada pela Lei nº 8.883. que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas.648. mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro.  A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados. 94 . o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado para até dez por cento do valor do contrato. unilateralmente.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração. pela Administração. contanto que não lhe seja imputável. inclusive quanto aos pagamentos previstos de que resulte.caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública. poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras.às hipóteses previstas nos incisos IX. estranho à vontade das partes. Seção II Da Formalização dos Contratos Art. 24. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato. devidamente autuados em processo: I - alteração do projeto ou especificações. o prazo de que trata o inciso II do caput deste artigo poderá ser prorrogado por até doze meses. de 1998) III .349. II - rescindi-los. XXVIII e XXXI do art. V . ocupar provisoriamente bens móveis.  A critério da autoridade competente. Parágrafo único. de 1998) Art. deveria produzir. IV - aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato.  A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários. ressalvado o previsto no parágrafo 3o deste artigo. os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório. respeitados os direitos do contratado. impedimento ou retardamento na execução do contrato. II - à prestação de serviços a serem executados de forma contínua. V - impedimento de execução do contrato por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência. devidamente justificado e mediante autorização da autoridade superior. (Redação dada pela Lei nº 8. sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis. 79 desta Lei. XIX. IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. § 2o   Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato. limitada a sessenta meses. V  -  nos casos de serviços essenciais.079.  57. de conclusão e de entrega admitem prorrogação. (Redação dada pela Lei nº 8. § 3o  É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. exceto quanto aos relativos: I - aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual. desde que ocorra algum dos seguintes motivos. § 5o  Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela Administração. Art.6.94) § 2o  A garantia a que se refere o caput deste artigo não excederá a cinco por cento do valor do contrato e terá seu valor atualizado nas mesmas condições daquele.883. § 1o  Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: (Redação dada pela Lei nº 8.

bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação. 62. inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório. dentro do prazo e condições estabelecidos. ressalvado o disposto no art. mantido o valor inicial atualizado. a critério da Administração e independentemente de seu valor. ou. o ato que autorizou a sua lavratura. os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras. na ordem de classificação.883. serviço ou fornecimento. 61. Parágrafo  único. Seção III Da Alteração dos Contratos Art. 95 .conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Parágrafo único. alínea “a” desta Lei. esses serão fixados mediante acordo entre as partes. salvo o de pequenas compras de pronto pagamento. de 1994) § 1o  O contratado fica obrigado a aceitar. o número do processo da licitação. (Redação dada pela Lei nº 8. aceitar ou retirar o instrumento equivalente. dos quais não resultem obrigações futuras. para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data. II - por acordo das partes: a) quando conveniente a substituição da garantia de execução. da dispensa ou da inexigibilidade. quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos. b)  quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. no que couber: I - aos contratos de seguro. 23. respeitados os limites estabelecidos no § 1o deste artigo. nas mesmas condições contratuais. Art. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento.883. Art. d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra. § 1o  O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez.  O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços. ficam os licitantes liberados dos compromissos assumidos. c) quando necessária a modificação da forma de pagamento. sem convocação para a contratação. sem prejuízo das sanções previstas no art. inciso II. § 3o   Decorridos 60 (sessenta)  dias da data da entrega das propostas. § 2o   Em «carta contrato». nos seguintes casos: I - unilateralmente pela Administração: a) quando houver modificação do projeto ou das especificações. nos limites permitidos por esta Lei. para fazêlo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado. a obtenção de cópia autenticada. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. Art. (Incluído pela Lei nº 9. quando solicitado pela parte durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado aceito pela Administração. serviços ou compras. II  -  aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. É permitido a qualquer licitante o conhecimento dos termos do contrato e do respectivo processo licitatório e. objetivando a manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro inicial do contrato. de 1994) § 3o  Aplica-se o disposto nos arts. § 2o  É facultado à Administração. qualquer que seja o seu valor. sob pena de decair o direito à contratação.  A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial. 63. por igual período. inclusive assistência técnica.648. a qualquer interessado.648. o disposto no art.  Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes. no que couber. predominantemente. § 4o  É dispensável o «termo de contrato» e facultada a substituição prevista neste artigo. e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis. caso fortuito ou fato do príncipe. a sujeição dos contratantes às normas desta Lei e às cláusulas contratuais. mediante o pagamento dos emolumentos devidos. de 1998) I . para melhor adequação técnica aos seus objetivos. salvo: (Redação dada pela Lei nº 9. em caso de força maior. até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato. de financiamento. nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos. na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis. de 1998) II . convocar os Didatismo e Conhecimento licitantes remanescentes.  A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. 81 desta Lei. 65. 55 e 58 a 61 desta Lei e demais normas gerais. em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. de 1998) § 3o  Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços.883.as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes. a finalidade. e aos demais cujo conteúdo seja regido. com relação ao cronograma financeiro fixado. feitas em regime de adiantamento. por imposição de circunstâncias supervenientes. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço. «autorização de compra». configurando álea econômica extraordinária e extracontratual.(VETADO) (Incluído pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 8. § 1o  A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação. será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura. que é condição indispensável para sua eficácia. bem como do modo de fornecimento.648. até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos. «nota de empenho de despesa». de 1994) Art. 26 desta Lei. vedada a antecipação do pagamento. 81 desta Lei. b)  quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço. ainda que sem ônus. ainda. (Redação dada pela Lei nº 8.  Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados. de locação em que o Poder Público seja locatário. com as devidas justificativas. por norma de direito privado.  É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. tais como carta-contrato. 64. e. «ordem de execução de serviço» ou outros instrumentos hábeis aplica-se. ou revogar a licitação independentemente da cominação prevista no art. ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis. § 2o   Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. 55 desta Lei. nota de empenho de despesa.

 (Incluído pela Lei nº 8. se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos. Art. § 7o (VETADO) § 8o  A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato. as atualizações. desde que comunicados à Administração nos 15 (quinze) dias anteriores à exaustão dos mesmos. na execução do contrato. b)  definitivamente. dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato. mediante termo circunstanciado.  O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas. § 1o  A inadimplência do contratado. § 5o  Quaisquer tributos ou encargos legais criados.  O contratado deverá manter preposto. pela Administração. 68. 75. para representá-lo na execução do contrato. ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais. conforme o caso. com referência aos encargos trabalhistas.212.883.  67. Art. Art. podendo ser registrados por simples apostila. Art. podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. de 1994) Art. mediante termo circunstanciado. § 1o  O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. de acordo com as cláusulas avençadas e as normas desta Lei. assinado pelas partes. inclusive perante o Registro de Imóveis.  O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros. por servidor ou comissão designada pela autoridade competente. nos termos do art. (Redação dada pela Lei nº 9. nos demais.  A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação. alínea “a”.032.  O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes. por aditamento. nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações. de 24 de julho de 1991. decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato. previdenciários. não caracterizam alteração do mesmo. dispensando a celebração de aditamento. Art. 69. 74. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. Art. nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato. em cada caso. Parágrafo  único.  O contratado é obrigado a reparar. aceito pela Administração. III - obras e serviços de valor até o previsto no art. os ensaios. desde que não se componham de aparelhos. desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 9. O contratado. Art. devidamente justificados e previstos no edital. § 6o  Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado. às suas expensas. equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade. bens ou serviços. até o limite admitido. observado o disposto no art. fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento. de 1995) § 2o  A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato. testes e demais provas exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta do contratado. 70.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo § 4o  No caso de supressão de obras. serviço ou fornecimento.  Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I - gêneros perecíveis e alimentação preparada. o seu objeto será recebido: I - em se tratando de obras e serviços: a) provisoriamente. lavrado ou procedida dentro dos prazos fixados. de 1995) § 3º (Vetado). não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado. mediante recibo. estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamente corrigidos. o equilíbrio econômico-financeiro inicial.   Nos casos deste artigo. 72. § 1o  Nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto. reconstruir ou substituir. o recebimento será feito mediante recibo. o recebimento far-se-á mediante termo circunstanciado e. 73. bem como a superveniência de disposições legais. Didatismo e Conhecimento 96 . § 2o   O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço. a Administração deverá restabelecer. reputar-se-ão como realizados. no total ou em parte. II - serviços profissionais. de comprovada repercussão nos preços contratados. § 4o  Na hipótese de o termo circunstanciado ou a verificação a que se refere este artigo não serem. 71. II - em se tratando de compras ou de locação de equipamentos: a) provisoriamente. b) definitivamente. § 2o  As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. no local da obra ou serviço. bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido. poderá subcontratar partes da obra.  Salvo disposições em contrário constantes do edital. corrigir. salvo em casos excepcionais. após o decurso do prazo de observação. 66. inciso II. do convite ou de ato normativo.032. respectivamente. Art. Seção IV  Da Execução dos Contratos Art. quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. 23. pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização. assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado. 69 desta Lei. remover.  Executado o contrato. § 3o  O prazo a que se refere a alínea “b” do inciso I deste artigo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas. fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. respondendo cada uma pelas conseqüências de sua inexecução total ou parcial. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. desde que regularmente comprovados. alterados ou extintos. após a verificação da qualidade e quantidade do material e conseqüente aceitação. 31 da Lei nº 8.

serviços ou compras. local ou objeto para execução de obra. § 2o  É permitido à Administração. a cessão ou transferência. tendo ainda direito a: I - devolução de garantia. IV - o atraso injustificado no início da obra. e dos valores das multas e indenizações a ela devidos. 65 desta Lei. XI  -  a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. instalações. bem como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto. será este ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido. projetos ou prazos. serviço ou fornecimento executado em desacordo com o contrato. sem prejuízo das sanções penais cabíveis. III - execução da garantia contratual.  Constituem motivo para rescisão do contrato: I - o não cumprimento de cláusulas contratuais. para ressarcimento da Administração. bem como a fusão. por parte da Administração.  A rescisão do contrato poderá ser: I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração. § 2o   Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior. com as conseqüências contratuais e as previstas em lei ou regulamento. § 3º (Vetado). no caso de concordata do contratado. 97 . X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. § 3o   Na hipótese do inciso II deste artigo. o cronograma de execução será prorrogado automaticamente por igual tempo. VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto. assegurado ao contratado. XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Art. § 1o  A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica a critério da Administração. Art. por ordem escrita da Administração. por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias. a associação do contratado com outrem. de obras. o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até que seja normalizada a situação. desde que haja conveniência para a Administração. a seu critério. acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no § 1o do art.(Vetado). levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra.  A Administração rejeitará.  A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão. anotadas na forma do § 1o do art. já recebidos ou executados.(Redação dada pela Lei nº 8. no todo ou em parte. 76. 77.(Redação dada pela Lei nº 8. ou Secretário Estadual ou Municipal. XVIII – descumprimento do disposto no inciso V do art. de 1999) Art. especificações. nos termos da legislação. nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior. IX - a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil. III - pagamento do custo da desmobilização. II - ocupação e utilização do local. material e pessoal empregados na execução do contrato. regularmente comprovada. XIII - a supressão. nesses casos. aplicar a medida prevista no inciso I deste artigo. VII - o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução. VIII - o cometimento reiterado de faltas na sua execução.883. 27.  Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do processo. serviço ou fornecimento. no estado e local em que se encontrar.883. na forma do inciso V do art. salvo em caso de calamidade pública. o ato deverá ser precedido de autorização expressa do Ministro de Estado competente. equipamentos. assim como as de seus superiores. XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras. que prejudique a execução do contrato. Didatismo e Conhecimento XVI - a não liberação. justificadas e determinadas pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato. 79. por parte da Administração. (Incluído pela Lei nº 9. V - a paralisação da obra. necessários à sua continuidade. de área. do serviço ou do fornecimento. nos prazos estipulados. serviços ou fornecimento. conforme o caso. § 4o   A rescisão de que trata o inciso IV do artigo anterior permite à Administração. não admitidas no edital e no contrato. ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo. reduzida a termo no processo da licitação. ou parcelas destes. II - o cumprimento irregular de cláusulas contratuais. por acordo entre as partes. independentemente do pagamento obrigatório de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras previstas. III - judicial. sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei: I - assunção imediata do objeto do contrato. de 1994) § 4º (Vetado). total ou parcial. II - amigável. XII  -  razões de interesse público.883. especificações. nos prazos contratuais.854. IV .  80. de 1994) § 1o  A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente. 78.  A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes conseqüências. grave perturbação da ordem interna ou guerra. paralisação ou sustação do contrato. cisão ou incorporação. por ato próprio da Administração. obra. grave perturbação da ordem interna ou guerra. de alta relevância e amplo conhecimento. II - pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão. 58 desta Lei. de 1994) § 5o  Ocorrendo impedimento. do serviço ou do fornecimento. assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação. podendo assumir o controle de determinadas atividades de serviços essenciais.  (Redação dada pela Lei nº 8. assegurado o contraditório e a ampla defesa. que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. III - a lentidão do seu cumprimento. serviço ou fornecimento. manter o contrato. impeditiva da execução do contrato. 67 desta Lei. salvo em caso de calamidade pública. Parágrafo único. Seção V Da Inexecução e da Rescisão dos Contratos Art. projetos e prazos. Art. IV - retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à Administração. sem justa causa e prévia comunicação à Administração. XIV - a suspensão de sua execução. sem que haja culpa do contratado.

Art. IV - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade. § 2o  A multa. III  -  demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a Administração em virtude de atos ilícitos praticados. por prazo não superior a 2 (dois) anos. aplicar ao contratado as seguintes sanções: I - advertência. sujeitando-o às penalidades legalmente estabelecidas. na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. emprego.  Na mesma pena incorre aquele que. para os fins desta Lei.  Os crimes definidos nesta Lei.  Considera-se servidor público. fundações públicas. dando causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Capítulo IV DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E DA TUTELA JUDICIAL Seção I Disposições Gerais Art. 87. III - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração. (Vide art 109 inciso III) Art. sujeitam os seus autores. ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade: Pena - detenção. § 2o  A pena imposta será acrescida da terça parte. e multa. na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. § 1o  Equipara-se a servidor público.   Frustrar ou fraudar. que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior. Art. Seção II Das Sanções Administrativas Art. Estados. dentro do prazo estabelecido pela Administração. Distrito Federal. e multa. III e IV deste artigo poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II. a qual será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou ainda.  Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei. vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação: Pena - detenção. para si ou para outrem. caracteriza o descumprimento total da obrigação assumida. mediante ajuste.  As sanções previstas nos incisos III e IV do artigo anterior poderão também ser aplicadas às empresas ou aos profissionais que. sociedades de economia mista. beneficiou-se da dispensa ou inexigibilidade ilegal. Art. ou outra entidade controlada direta ou indiretamente pelo Poder Público. II - tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação. além das sanções penais. sem prejuízo das responsabilidades civil e criminal que seu ato ensejar. ainda que simplesmente tentados. no prazo de 5 (cinco) dias úteis. 82. Art. facultada a defesa prévia do interessado. cobrada judicialmente. aplicada após regular processo administrativo. 91. 84. quem exerce cargo. tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade. quando servidores públicos. responderá o contratado pela sua diferença. sociedade de economia mista. com o intuito de obter.  Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá. assim consideradas. aceitar ou retirar o instrumento equivalente. responderá o contratado pela sua diferença. II - multa. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. § 1o  Se a multa aplicada for superior ao valor da garantia prestada. 89. autarquia. será descontada da garantia do respectivo contratado. no respectivo processo. § 1o  A multa a que alude este artigo não impede que a Administração rescinda unilateralmente o contrato e aplique as outras sanções previstas nesta Lei. cargo. emprego ou função em entidade paraestatal.  Patrocinar. e quaisquer outras entidades sob seu controle direto ou indireto.  As infrações penais previstas nesta Lei pertinem às licitações e aos contratos celebrados pela União.  81. empresa pública. empresas públicas e sociedades de economia mista. Art. Municípios. garantida a prévia defesa. além das fundações. o caráter competitivo do procedimento licitatório. por meios dolosos. Art.  O atraso injustificado na execução do contrato sujeitará o contratado à multa de mora. podendo a reabilitação ser requerida após 2 (dois) anos de sua aplicação. interesse privado perante a Administração. inclusive quanto ao prazo e preço. direta ou indiretamente.  90. 64. Art. quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança em órgão da Administração direta. empresas públicas. além da perda desta. fundação pública. nas mesmas condições propostas pelo primeiro adjudicatário. as demais entidades sob controle. direto ou indireto. do Poder Público. quando for o caso.  A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato. e respectivas autarquias. § 3o   A sanção estabelecida no inciso IV deste artigo é de competência exclusiva do Ministro de Estado. 86. § 3o   Se a multa for de valor superior ao valor da garantia prestada. no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista. mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. para os fins desta Lei. de 3 (três) a 5 (cinco) anos.  O disposto neste artigo não se aplica aos licitantes convocados nos termos do art. que não aceitarem a contratação. Seção III Dos Crimes e das Penas Art. § 2o  As sanções previstas nos incisos I. conforme o caso.  85. à perda do cargo. em razão dos contratos regidos por esta Lei: I  -  tenham sofrido condenação definitiva por praticarem. combinação ou qualquer outro expediente. Parágrafo único. Didatismo e Conhecimento 98 . que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou cobrada judicialmente. fraude fiscal no recolhimento de quaisquer tributos. cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário: Pena - detenção. 88. função ou emprego público. Parágrafo único. função ou mandato eletivo. § 2o desta Lei. aquele que exerce. e multa. do Secretário Estadual ou Municipal.  Os agentes administrativos que praticarem atos em desacordo com os preceitos desta Lei ou visando a frustrar os objetivos da licitação sujeitam-se às sanções previstas nesta Lei e nos regulamentos próprios. facultada a defesa do interessado no respectivo processo. para celebrar contrato com o Poder Público. 83. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. além da perda desta.

em número não superior a 5 (cinco). e) rescisão do contrato. por meio de violência. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena - detenção. interponível no prazo de 5 (cinco) dias. assim como nos recursos e nas execuções que lhes digam respeito. Parágrafo único.  Incorre na mesma pena quem se abstém ou desiste de licitar. no que couber. a inscrição de qualquer interessado nos registros cadastrais ou promover indevidamente a alteração. o  Código de Processo Penal e a Lei de Execução Penal. Didatismo e Conhecimento Art. Art. de dois a quatro anos. assinado pelo apresentante e por duas testemunhas. 109. § 1o  Os índices a que se refere este artigo não poderão ser inferiores a 2% (dois por cento). § 2o  O produto da arrecadação da multa reverterá. 104. 105.  Quando a comunicação for verbal.  Dos atos da Administração decorrentes da aplicação desta Lei cabem: I - recurso. tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade. de 3 (três) a 6 (seis) anos. 79 desta Lei. Estadual ou Municipal. (Redação dada pela Lei nº 8. 103. nos casos de: a) habilitação ou inabilitação do licitante. impedir ou dificultar. das modificações ou prorrogações contratuais. como verdadeira ou perfeita.  Fraudar. por qualquer modo.   Obstar. e multa. ainda. para os efeitos desta Lei.  106. à Fazenda Federal. terá este o prazo de 10 (dez) dias para apresentação de defesa escrita. de que não caiba recurso hierárquico. ou. Distrital. e multa. fornecendo-lhe.  Incide na mesma pena o contratado que. Art. grave ameaça. b) julgamento das propostas. no prazo de 5 (cinco) dias úteis a contar da intimação do ato ou da lavratura da ata. subsidiariamente. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.  Da sentença cabe apelação.883. e multa. e conclusos os autos dentro de 24 (vinte e quatro) horas. nem superiores a 5% (cinco por cento) do valor do contrato licitado ou celebrado com dispensa ou inexigibilidade de licitação. no ato convocatório da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais. mandará a autoridade reduzi-la a termo. III - entregando uma mercadoria por outra. 108. Art. Art. fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer tipo: Pena - detenção. II - representação. informações sobre o fato e sua autoria. de 1994) Parágrafo único. licitação instaurada para aquisição ou venda de bens ou mercadorias. Art. Art. injustamente. possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem. Art. e multa. 99 . 107. injustamente. arrolar as testemunhas que tiver. e indicar as demais provas que pretenda produzir. Art.  A pena de multa cominada nos arts. cuja base corresponderá ao valor da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente auferível pelo agente. aplicando-se. contado da data do seu interrogatório.  Recebida a denúncia e citado o réu. IV - alterando substância. e multa. 121 desta Lei: (Redação dada pela Lei nº 8. 101.  Afastar ou procura afastar licitante. sem autorização em lei. d) indeferimento do pedido de inscrição em registro cadastral. Art. durante a execução dos contratos celebrados com o Poder Público. os membros dos Tribunais ou Conselhos de Contas ou os titulares dos órgãos integrantes do sistema de controle interno de qualquer dos Poderes verificarem a existência dos crimes definidos nesta Lei.  (Redação dada pela Lei nº 8.883.  Quando em autos ou documentos de que conhecerem. observado o disposto no art. os magistrados. podendo juntar documentos. cabendo ao Ministério Público promovê-la. o disposto nos arts. 93. no prazo de 5 (cinco) dias úteis da intimação da decisão relacionada com o objeto da licitação ou do contrato. e multa. Parágrafo único. 99. em prejuízo da Fazenda Pública. Art. Art. Capítulo V DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS Art. qualidade ou quantidade da mercadoria fornecida.  Será admitida ação penal privada subsidiária da pública. e multa.  Incide na mesma pena aquele que. além da pena correspondente à violência. 89 a 98 desta Lei consiste no pagamento de quantia fixada na sentença e calculada em índices percentuais. V - tornando. Art.  98.  Qualquer pessoa poderá provocar. em razão da vantagem oferecida. c) anulação ou revogação da licitação. Art.  Devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório. de 2 (dois) a 3 (três) anos. a que se refere o inciso I do art.  Ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa e praticadas as diligências instrutórias deferidas ou ordenadas pelo juiz. injustamente.883. declarado inidôneo. 100. de 1994) Pena - detenção. pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade. ou contrato dela decorrente: I - elevando arbitrariamente os preços. por escrito. Art. inclusive prorrogação contratual. conforme o caso. 102. obtém vantagem indevida ou se beneficia. remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia. mais onerosa a proposta ou a execução do contrato: Pena - detenção. suspensão temporária ou de multa. sucessivamente. abrir-se-á. 97. 95. Art. suspensão ou cancelamento de registro do inscrito: Pena - detenção.  Admitir à licitação ou celebrar contrato com empresa ou profissional declarado inidôneo: Pena - detenção.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo Seção IV Do Processo e do Procedimento Judicial Art. em favor do adjudicatário. II - vendendo. venha a licitar ou a contratar com a Administração.  No processamento e julgamento das infrações penais definidas nesta Lei. o prazo de 5 (cinco) dias a cada parte para alegações finais. se esta não for ajuizada no prazo legal. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 92. perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório: Pena - detenção.   Decorrido esse prazo. de 1994) f) aplicação das penas de advertência. terá o juiz 10 (dez) dias para proferir a sentença. 29 e 30 do Código de Processo Penal.  Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada.  Impedir.  Admitir. 96. mercadoria falsificada ou deteriorada. Parágrafo único. bem como as circunstâncias em que se deu a ocorrência. sua alteração ou cancelamento. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. a iniciativa do Ministério Público. aplicar-se-ão. 94.

ou.  A Administração só poderá contratar. Parágrafo único.  Quando o objeto do contrato interessar a mais de uma entidade pública. IV - plano de aplicação dos recursos financeiros. Art. que poderão impugná-lo no prazo de 5 (cinco) dias úteis. § 4o  O recurso será dirigido à autoridade superior. o qual deverá conter. decorram contratos administrativos celebrados por órgãos ou entidades dos entes da Federação consorciados. ou Secretário Estadual ou Municipal. excluídos os relativos a advertência e multa de mora. § 2o  Na pré-qualificação serão observadas as exigências desta Lei relativas à concorrência. excluir-se-á o dia do início e incluir-se-á o do vencimento. a qual poderá reconsiderar sua decisão. de decisão de Ministro de Estado. (Incluído pela Lei nº 11. comprovação de que os recursos próprios para complementar a execução do objeto estão devidamente assegurados.107. § 1o  A intimação dos atos referidos no inciso I. deste artigo. e no inciso III. «c» e «e». conforme o caso.  110. Capítulo VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. perante a entidade interessada. no prazo de 5 (cinco) dias úteis.  Os órgãos da Administração poderão expedir normas relativas aos procedimentos operacionais a serem observados na execução das licitações. VI - previsão de início e fim da execução do objeto. obrigando-se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que.107. nos termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto. 87 desta Lei. no prazo de 10 (dez) dias úteis da intimação do ato. § 1o   A adoção do procedimento de pré-qualificação será feita mediante proposta da autoridade competente. § 3o  Interposto. nos termos do edital. no que couber. 116. (Incluído pela Lei nº 11. II - metas a serem atingidas. a decisão ser proferida dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis. 115. na forma da legislação pertinente. 113.  Aplicam-se as disposições desta Lei. § 1o  Qualquer licitante. pagar. as seguintes informações: I - identificação do objeto a ser executado. Art. fazê-lo subir.  O sistema instituído nesta Lei não impede a pré-qualificação de licitantes nas concorrências. exceto quando for explicitamente disposto em contrário.   Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Lei. e considerar-se-ão os dias consecutivos. fixação em suporte físico de qualquer natureza e aplicação da obra. atribuir ao recurso interposto eficácia suspensiva aos demais recursos. Art. ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração. «b». VII - se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia. motivadamente e presentes razões de interesse público. devendo. responder pela sua boa execução. à convocação dos interessados. contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei. § 5o   Nenhum prazo de recurso. quando poderá ser feita por comunicação direta aos interessados e lavrada em ata. de 1994) Art. ao procedimento e à analise da documentação.883. salvo se o custo total do empreendimento recair sobre a entidade ou órgão descentralizador. de 2005) Didatismo e Conhecimento 100 .  (Incluído pela Lei nº 8. até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas. V - cronograma de desembolso. no mínimo. § 1o  A celebração de convênio. Parágrafo único. lhes forem determinadas. Parágrafo único. 112. aprovada pela imediatamente superior.  (Redação dada pela Lei nº 8. Art. será feita mediante publicação na imprensa oficial. contado do recebimento do recurso. sob pena de responsabilidade. § 2o   Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame. por intermédio da que praticou o ato recorrido. na hipótese do § 4o do art. representação ou pedido de reconsideração se inicia ou corre sem que os autos do processo estejam com vista franqueada ao interessado. ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução. se presentes os prepostos dos licitantes no ato em que foi adotada a decisão. 114. para os fins do disposto neste artigo. premiar ou receber projeto ou serviço técnico especializado desde que o autor ceda os direitos patrimoniais a ele relativos e a Administração possa utilizá-lo de acordo com o previsto no regulamento de concurso ou no ajuste para sua elaboração. documentos e elementos de informação pertinentes à tecnologia de concepção. 111. caberá ao órgão contratante. § 2o  O recurso previsto nas alíneas «a» e «b» do inciso I deste artigo terá efeito suspensivo. observadas as disposições desta Lei. § 6o  Em se tratando de licitações efetuadas na modalidade de «carta convite» os prazos estabelecidos nos incisos I e II e no parágrafo 3o deste artigo serão de dois dias úteis.  As normas a que se refere este artigo. alíneas «a». fiscalização e pagamento. nesse mesmo prazo. deverão ser publicadas na imprensa oficial.  O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente. de 2005) Art.  Só se iniciam e vencem os prazos referidos neste artigo em dia de expediente no órgão ou na entidade. após aprovação da autoridade competente. em função desse exame. insuscetível de privilégio. § 1o Os consórcios públicos poderão realizar licitação da qual.  Quando o projeto referir-se a obra imaterial de caráter tecnológico. salvo para os casos previstos nas alíneas “a” e “b”. cópia de edital de licitação já publicado. III - etapas ou fases de execução. a ser procedida sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos interessados. acordos. devidamente informado. bem assim da conclusão das etapas ou fases programadas. desenvolvimento. aos convênios.883.conhecimentos específicos/Assistente Administrativo III - pedido de reconsideração. a cessão dos direitos incluirá o fornecimento de todos os dados. neste caso. de 1994) § 2o  É facultado à entidade interessada o acompanhamento da licitação e da execução do contrato. o recurso será comunicado aos demais licitantes. no âmbito de sua competência. acordo ou ajuste pelos órgãos ou entidades da Administração Pública depende de prévia aprovação de competente plano de trabalho proposto pela organização interessada. podendo a autoridade competente.

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo § 2o  Assinado o convênio. separadamente para as obrigações relativas aos contratos regidos por legislação anterior à Lei no 8.   Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. especialmente os Decretos-leis nos 2. Art. II - quando verificado desvio de finalidade na aplicação dos recursos. no âmbito da Administração Pública.7.  Os valores fixados por esta Lei poderão ser anualmente revistos pelo Poder Executivo Federal. serviços. observar-se-á procedimento licitatório específico.883. 57. em que as mesmas ficarão retidas até o saneamento das impropriedades ocorrentes: I - quando não tiver havido comprovação da boa e regular aplicação da parcela anteriormente recebida.1994 e retificado em de 6. 2. § 6o  Quando da conclusão. que os fará publicar no Diário Oficial da União.  125.O. Art. no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias do evento. nas três esferas administrativas. ou em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto lastreada em títulos da dívida pública. empresas e fundações públicas e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União e pelas entidades referidas no artigo anterior editarão regulamentos próprios devidamente publicados. de 1998) Art. (Redação dada pela Lei nº 8.(Renumerado por força do disposto no art.7. após aprovados pela autoridade de nível superior a que estiverem vinculados os respectivos órgãos.194. Parágrafo único. de 21 de novembro de 1986. § 3o  As parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade com o plano de aplicação aprovado. de 24 de julho de 1987. 119.  As exigências contidas nos incisos II a IV do § 2o do art. 124. ficando sujeitas às disposições desta Lei. no que couber. 3º da Lei nº 8. no objeto de sua finalidade. ITAMAR FRANCO Rubens Ricupero Romildo Canhim Este texto não substitui o publicado no D.  122. a entidade ou órgão repassador dará ciência do mesmo à Assembléia Legislativa ou à Câmara Municipal respectiva.348. a ser estabelecido no Código Brasileiro de Aeronáutica.883. denúncia. III - quando o executor deixar de adotar as medidas saneadoras apontadas pelo partícipe repassador dos recursos ou por integrantes do respectivo sistema de controle interno. o Distrito Federal. com suas alterações.  Os contratos relativos a imóveis do patrimônio da União continuam a reger-se pelas disposições do Decreto-lei no 9. acordo ou ajuste. providenciada pela autoridade competente do órgão ou entidade titular dos recursos.  21  de junho  de 1993. de 22. de 16 de setembro de 1987. práticas atentatórias aos princípios fundamentais de Administração Pública nas contratações e demais atos praticados na execução do convênio.220.  (Redação dada pela Lei nº 9. ou o inadimplemento do executor com relação a outras cláusulas conveniais básicas. no que couber.  As obras. Art.  (Incluído pela Lei nº 8. de 21 de junho de 1993. inclusive os provenientes das receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas. Art. a Lei no 8.  (Renumerado por força do disposto no art. 172o  da Independência e 105o da República. de 1994) Art. § 5o  As receitas financeiras auferidas na forma do parágrafo anterior serão obrigatoriamente computadas a crédito do convênio e aplicadas. 123. ressalvado o disposto no art.   O disposto nesta Lei não se aplica às licitações instauradas e aos contratos assinados anteriormente à sua vigência. deverão ser publicados na imprensa oficial. 117.6. sociedades e entidades. Didatismo e Conhecimento Art. os saldos financeiros remanescentes. rescisão ou extinção do convênio. inclusive mediante procedimentos de fiscalização local. observando como limite superior a variação geral dos preços do mercado. no período.300. 2o e 8o do art. de 1994) Art. Art.1994 101 . exceto nos casos a seguir. bem assim o disposto no “caput” do art.760. atrasos não justificados no cumprimento das etapas ou fases programadas. na forma de regulamentação específica. 118.  121. 65. no prazo de noventa dias contados da vigência desta Lei. de 1994) Brasília. os Municípios e as entidades da administração indireta deverão adaptar suas normas sobre licitações e contratos ao disposto nesta Lei. aplicando-se esta Lei. 2. Art. enquanto não utilizados. as repartições sediadas no exterior observarão as peculiaridades locais e os princípios básicos desta Lei.U. devendo constar de demonstrativo específico que integrará as prestações de contas do ajuste. de 4 de setembro de 1991. 5o. de 5 de setembro de 1946. podendo esta ser observada.   Nas concessões de linhas aéreas.  As sociedades de economia mista. e os relativos a operações de crédito interno ou externo celebrados pela União ou a concessão de garantia do Tesouro Nacional continuam regidos pela legislação pertinente. serão devolvidos à entidade ou órgão repassador dos recursos.  126.   Revogam-se as disposições em contrário. no inciso XV do art. (Redação dada pela Lei nº 8. de 1994) Parágrafo único.883. na forma da legislação aplicável. sob pena da imediata instauração de tomada de contas especial do responsável. exclusivamente.883.648. quando a utilização dos mesmos verificar-se em prazos menores que um mês. 78.  Aplicam-se às licitações e aos contratos para permissão ou concessão de serviços públicos os dispositivos desta Lei que não conflitem com a legislação específica sobre o assunto.  Em suas licitações e contratações administrativas. nos parágrafos 1o.360. de 1994) Parágrafo único. serão obrigatoriamente aplicados em cadernetas de poupança de instituição financeira oficial se a previsão de seu uso for igual ou superior a um mês. § 4o  Os saldos de convênio. com relação ao pagamento das obrigações na ordem cronológica. 83 da Lei no 5.883. 3º da Lei nº 8. compras e alienações realizados pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Tribunal de Contas regem-se pelas normas desta Lei. 7o serão dispensadas nas licitações para concessão de serviços com execução prévia de obras em que não foram previstos desembolso por parte da Administração Pública concedente.666.1993 e republicado em 6.  Os regulamentos a que se refere este artigo. e o art. de 24 de dezembro de 1966. realizados periodicamente pela entidade ou órgão descentralizador dos recursos ou pelo órgão competente do sistema de controle interno da Administração Pública. 120.  Os Estados.

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo
Exercícios

04 – (Prova: ESAF - 2013 - DNIT - Técnico Administrativo)
- Parte superior do formulário
Julgue as afirmativas e selecione a opção correta. 
I. A estrutura organizacional é o gráfico que representa as unidades da organização.
II. Hierarquia é sinônimo de cadeia de comando. O poder de
dirigir desce de cada nível para o imediatamente inferior, que tem a
obrigação de obedecer. 
III. A estratégia organizacional orienta a definição da estrutura
organizacional.

01 – (Prova: FCC - 2012 - MPE-AP - Técnico Ministerial Auxiliar Administrativo) - Para o atendimento ao público ser considerado ideal ou próximo ao ideal, existem regras, que inclusive
no caso brasileiro, têm Decreto e Lei regularizando ou estabelecendo regras mínimas.
Um atendente deve estar à disposição do consumidor em até 
a) 180 segundos, obrigatoriamente
b) 90 segundos, obrigatoriamente
c) 90 segundos, se ele assim solicitar
d) 60 segundos, obrigatoriamente
e) 60 segundos, se ele assim solicitar

a) somente I está correta
b) somente II está correta
c) somente I e III estão corretas
d) somente II e III estão corretas
e) todas as opções estão corretas

02 – (Prova: CONSULPLAN - 2012 - TSE - Analista Judiciário) - A qualidade e eficácia do trabalho em equipe estão diretamente relacionadas ao seu desenvolvimento e gerenciamento.
Esse processo envolve alguns princípios básicos: 
I. definir claramente e conjuntamente os objetivos da equipe. 
II. definir claramente o que se espera de cada elemento da equipe,
no desempenho de sua função. 
III. manter os canais de comunicação sob o controle de determinados elementos da equipe. 
IV. avaliar periodicamente os resultados. 

05 – (Prova:  FCC – 2013 – Sergipe Gás S.A. – Assistente
Técnico Administrativo) - Estrutura Organizacional é 
a) o conjunto de tarefas desempenhado por uma ou mais pessoas, servindo como base para a departamentalização
b) a posição hierárquica que uma pessoa ocupa na empresa e o
conjunto de atribuições a ela conferido. 
c) a forma pela qual as atividades de uma organização são divididas, organizadas e coordenadas
d) a cadeia de comando que se inicia nos gestores de topo e
segue até os trabalhadores não gestores, passando sucessivamente
por todos os níveis organizacionais
e) a guia de conduta, estável e de longo prazo, estabelecida para
dirigir a tomada de decisões

Analisando-se os itens anteriores, verifica-se que estão corretos
apenas os itens 
a) I e III
b) I, II e III
c) I e IV
d) I, II eIV

06 – (Prova: IESES - 2013 - CRA-SC - Agente Administrativo) - O modelo de departamentalização que se vale das características das tarefas realizadas nos setores para definir as partes
componentes da estrutura organizacional, é conhecido por: 
a) Departamentalização matricial
b) Departamentalização por produto.
c) Departamentalização funcional
d) Departamentalização regional

03 – (Prova: FGV - 2011 - SEFAZ-RJ - Auditor Fiscal da Receita Estadual) - Uma equipe bem-sucedida requer habilidades
especiais que devem ser inter-relacionadas, mutuamente reforçadas e interdependentes entre si. A articulação dessas habilidades
pode ajudar uma equipe a definir melhor o que ela deve e como
fazer. Clock e Goldsmith propõem habilidades que os membros
de uma equipe devem desenvolver, corretamente listadas nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. 
Assinale-a. 
a) Habilidade de autogerenciamento: a equipe deve, em conjunto, ultrapassar obstáculos por meio da construção de um senso
de propriedade, responsabilidade, compromisso e eficiência de cada
membro, encorajando a total participação e autocrítica para melhorar
incessantemente as condições de trabalho
b) Habilidade de comunicação: a equipe deve trabalhar colaborativamente para comunicar aberta e honestamente, ouvir ativamente
para obter sinergia.
c) Habilidade de liderança: a equipe deve criar oportunidades
para que cada participante sirva como líder. Para tanto, cada membro
deve aprender a organizar, colaborar, planejar, facilitar, relacionar e
servir como coach e mentor.
d)  Habilidade de responsabilidade: cada membro da equipe
é responsável somente pelo seu trabalho. A responsabilidade não é
compartilhada com os demais.
e) Habilidade de apoio à diversidade: quanto mais diversificada
a equipe tanto maior sua capacidade de responder a novos problemas
e apresentar novas soluções. Novas ideias proporcionam diferentes
opiniões que enriquecem o trabalho da equipe. Estereótipos e preconceitos devem ser eliminados
Didatismo e Conhecimento

07 - Prova:  FCC - 2012 - TCE-AP - Analista de Controle
Externo) - Em relação aos processos organizacionais, considere:
I. A função de planejamento numa organização guarda uma relação direta com a função de controle, enquanto a função de direção
tem relação direta com a função de organização do trabalho. 
II. As habilidades técnicas são mais relevantes entre supervisores de 1a linha, as habilidades conceituais maiores na administração
superior e as habilidades humanas, mais requeridas no nível da gerência intermediária. 
III. A organização matricial prevê maior flexibilização dos limites entre departamentos, possibilitando que os funcionários reportem-se a diferentes gestores. 
IV. Um elenco de maneiras para se superar barreiras de comunicação inclui a utilização de feedback, observar sinais não-verbais,
escutar com atenção, simplificar a linguagem, além de conter as
emoções. 
V. Indiferentemente ao controle preventivo, simultâneo ou de
feedback adotados na gestão, os mesmos servem para medir o desempenho real, comparar o desempenho com o padrão, e tomar medidas de ação corretiva. 
102

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo
12 – (Prova: ESAF - 2012 - Receita Federal - Auditor Fiscal
da Receita Federal) - Entre as afirmativas sobre o processo decisório, assinale a opção correta.
a) Em um sistema autoritário benevolente, o processo de decisão é altamente descentralizado, com delegação ampla de autoridade.
b) Em qualquer sistema de gestão, o processo decisório é controlado por políticas e diretrizes e pela delegação de autoridade.
c) Em um sistema participativo, o processo de decisão envolve
decisões tomadas sempre no nível operacional.
d) Em um sistema consultivo, o processo de decisão é participativo-consultivo e a decisão final acontece em qualquer nível hierárquico.
e) Em um sistema autoritário coercitivo, o processo de decisão
é altamente centralizado, sobrecarregando o nível institucional

Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, II, III e IV
b) I, II, IV e V.
c) I, III,IV e V.
d) II,III e IV.
e) II, IV e V
08 – (Prova: IADES - 2013 - EBSERH - Assistente Administrativo) -O patrimônio de uma organização é constituído pelo
conjunto de bens, direitos e obrigações que são vinculados a ela.
Assinale a alternativa que apresenta uma igualdade incorreta.
a) Patrimônio líquido = bens + direitos - obrigações
b) Bens + direitos = ativo
c) Bens + direitos = aplicação dos recursos
d) Patrimônio líquido = ativo - passivo.
e) Ativo = origem dos recursos
09 – (Prova: IADES - 2013 - EBSERH - Assistente Administrativo) -A configuração patrimonial em que o patrimônio
líquido da organização é positivo, ocorre quando o
a) ativo < passivo
b) ativo = passivo
c) ativo > passivo
d) patrimônio líquido = zero
e) ativo = zero
10 – (Prova:  FCC - 2012 - MPE-PE - Técnico Ministerial) - As organizações contemporâneas que se destacam
adotam, quanto à natureza da hierarquia, uma ordem social de classificação,  status  e privilégio distinto daquelas 
organizações mais tradicionais. Dentro dos níveis hierárquicos,
as pressões levam ao aumento do trabalho em equipe, à redução
de tarefas e de exigências de trabalho, bem como maior 
a) ênfase nos procedimentos formais
b) ênfase nos controles internos
c) estruturalismo funcionalista
d) exigência de cargos no nível tático
e) exigência de competências.
11 – (Prova: ESAF - 2013 - MF - Analista Técnico) - Sobre o
processo decisório, é correto afirmar:
( ) a tomada de decisão acontece permanentemente, independente do nível hierárquico. 
( ) independentemente do nível hierárquico, na tomada de decisão existem critérios determinados pela cultura organizacional. 
( ) no processo decisório, a escolha de uma alternativa de decisão leva em consideração que as alternativas encontradas serão
ótimas, não bastando que sejam apenas satisfatórias.
a) C - C - E
b) C - E - C
c) E - C - E
d) C - C - C
e) E - E - E

Didatismo e Conhecimento

13 – (Prova: PUC-PR - 2012 - DPE-PR – Técnico) - Leia as
três afirmativas a seguir:
I. Realização de um trabalho com o mínimo de esforço, custo ou desperdício. 
II. Realização de tarefas que ajudam a cumprir objetivos
organizacionais. 
III. Um funcionário disciplinado desempenha as funções em
acordo com as normativas da sua área. 
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) As afirmativas I e II correspondem respectivamente à eficiência e à eficácia. A afirmativa III exemplifica a eficácia.
b) As afirmativas I e II correspondem respectivamente à eficácia e à eficiência. E a afirmativa III exemplifica a padronização
c) As afirmativas I e II correspondem respectivamente à efetividade e à lucratividade. E a afirmativa III exemplifica a efetividade
d) As afirmativas I e II correspondem respectivamente à eficiência e à eficácia. A afirmativa III exemplifica a eficiência
e) As afirmativas I e II correspondem respectivamente à economia de esforços e à objetividade. E a afirmativa III exemplifica
a eficácia
14 – (Prova: ESAF - 2013 - DNIT - Técnico Administrativo)
- Para Spector (2007) a motivação é um estado interior que leva
uma pessoa a emitir determinados tipos de comportamentos.
Sobre motivação, é correto afirmar:
a) a motivação extrínseca encontra-se no interior de cada pessoa e está normalmente associada a um desejo. O desejo é que impulsiona os indivíduos para uma ação.
b) segundo a definição de motivação intrínseca, as pessoas somente podem ser motivadas por outra pessoa, o individuo não é capaz de motivar-se sozinho.
c) motivos cognitivos são baseados no conhecimento, nas opiniões ou crenças de uma pessoa
d) Maslow define cinco necessidades básicas para o comportamento humano: fisiológicas, segurança, conhecimento, estima e
poder.
e) a necessidade de poder é positiva quando o gerente quer
comandar o grupo pela persuasão e convencimento de suas ideias e
negativa quando utiliza o poder para manipular o grupo.

103

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo
15 – (Prova: ESAF - 2013 - DNIT - Técnico Administrativo)
- Assinale a opção que não representa um fundamento do Modelo de Excelência da Gestão da Fundação Nacional da Qualidade.

GABARITO

a) Pensamento sistêmico
b) Aprendizado organizacional
c) Visão de futuro
d) Valorização de pessoas
e) Desenvolvimento de sistemas de informação
16 – (Prova: COPS-UEL - 2013 - AFPR - Assistente Administrativo) - Sobre sistemas de arquivos e protocolos, considere
as afirmativas a seguir. 
I. O método de arquivamento por assunto ou específico recupera arquivos através de seu conteúdo.
II. Os documentos públicos são identificados como ofício,
recorrentes e fixos. 
III. Os documentos de valor corrente são inalienáveis e imprescritíveis. 
IV. Arquivos Públicos são arquivos de instituições governamentais de âmbito federal ou estadual ou municipal. 
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas
17 – (Prova: ESAF - 2013 - DNIT - Técnico Administrativo)
- São modalidades de compras no setor público:
a) Pregão, Licitação e Concurso
b) Convite, Recrutamento e Leilão
c) Empenhamento direto com dispensa de licitação, Leilão para
compra de imóveis e Pregão
d) Compra por adiantamento, Concorrência e Seleção
e) Recrutamento, Empenho e Pregão

01

E

02

D

03

D

04

D

05

C

06

C

07

C

08

E

09

C

10

E

11

A

12

E

13

D

14

C

15

E

16

B

17

A

18

A

ANOTAÇÕES

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18 – (Prova: ESAF - 2013 - DNIT - Técnico Administrativo)
- Um edital de licitação deve ter obrigatoriamente determinados
elementos. Assinale a opção que cita corretamente três desses
elementos.
a) Objeto da licitação, condições para participação na licitação
e forma de apresentação das propostas.
b) Condições diferenciadas de pagamento entre empresas brasileiras e estrangeiras, forma de apresentação das propostas e preâmbulo.
c) Sanções para o caso de inadimplemento, nome do órgão interessado e critério de fixação de preços mínimos
d) Critérios de julgamento, critérios de ajuste e o cadastro da
comissão de licitação, incluindo nome e e-mail.
e) Forma de apresentação das propostas, critérios de julgamento e critério de fixação de preços mínimos.

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Didatismo e Conhecimento

104

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 105 .

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 106 .

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 107 .

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 108 .

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 109 .

conhecimentos específicos/Assistente Administrativo ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 110 .

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