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Controle de Poluentes: Equipamentos de controle de poluentes atmosféricos

Controle de Poluentes:

Equipamentos de controle de poluentes atmosféricos

Controle de Poluentes: Equipamentos de controle de poluentes atmosféricos

Controle de Poluição do Ar

O controle da poluição do ar visa evitar que

substâncias nocivas consigam alcançar o ar

(prevenir).

- Falhando esta primeira barreira, procura-se

evitar que as substâncias nocivas atinjam ao

homem e lhe prejudiquem (tratamento).

Etapas da Poluição do Ar: a produção, a emissão, o transporte e a recepção dos poluentes.

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Controle da poluição do ar:

a) Planejamento do assentamento de núcleos urbanos e industriais.

b) Sistema viário e ação direta sobre a fonte de emissão.

Medidas utilizadas para controle poluição ar:

a) Medidas Indiretas: ações que visam à eliminação, redução, diluição, segregação ou afastamento dos poluentes.

b)

Medidas

de

poluentes liberada na atmosfera, através da instalação de

equipamentos de controle (“Filtros de Ar”).

Diretas:

ações

que

visam

reduzir

a

quantidade

Medidas Indiretas de Controle de Poluição

a) Planejamento Urbano e Medidas Correlatas

Diminuir

a

concentração

de

atividades

próximas a núcleos residenciais;

poluidoras

Melhorar distribuição espacial das fontes de poluição, aumentando a distância a comunidade receptora;

Melhoria no sistema viário .

Proibir a implantação de fontes altamente poluidoras em

regiões ditas críticas;

Localizar as fontes de emissão à favor dos ventos predominantes na região, em relação a assentamentos residenciais;

b) Diluição da poluição através de Chaminés

altas

- A utilização de chaminés altas visa à redução da concentração do poluente ao nível do solo, sem a

redução da quantidade emitida.

- Recomendável como medida adicional para

melhoria das condições dos poluentes na atmosfera, após o devido controle da emissão na

fonte.

c) Impedir a Geração do Poluente:

- Eliminar pela substituição de matérias-primas e reagentes que entram num processo industrial;

- Mudar equipamentos e processos, substituindo materiais e processos de baixo impacto ambiental conduzindo a tecnologias limpas.

Exemplos:

- Retirada de compostos de Pb da emissão por veículos a

gasolina quando o chumbo tetraetila (aditivo anti-detonante)

foi substituído por etanol anidro.

- Substituição de óleos combustíveis com enxofre por gás natural (sem enxofre) para eliminar a emissão de compostos de enxofre à atmosfera.

d)

Medidas para Reduzir a Geração de Poluentes

Operar equipamentos dentro da sua capacidade normal

(caldeiras, fornos, veículos, etc)

Armazenamento adequado de materiais pulverulentos e/ou fragmentados, evitando a ação dos ventos sobre o mesmo.

Limpeza

e

prédios

adequadamente.

projetados

e

construídos

Utilização de matérias-primas, combustíveis e reagentes de menor potencial poluidor.

Exemplos:

Usar veículos com as especificações da fábrica, não violando o lacre da bomba injetora em caminhões e ônibus, reduzindo com isso a emissão de fumaça preta;

Regulagem adequada do carburador e do motor de veículos a gasolina e a álcool;

Utilização de combustíveis com menor teor de enxofre;

Utilização de combustível gasoso ao invés de combustível sólido

(carvão, lenha, etc) ou líquido que poluem mais;

Utilização de carro a álcool ao invés de carro a gasolina;

Utilização de fornos elétricos para produção de ferro e aço e na

fundição de metais não ferrosos, ao invés de fornos a óleo ou a carvão;

Ruas pavimentadas e limpas reduzem a emissão de poeira para a

atmosfera, o que pode ser reduzido ainda mais pela umectação;

Evitar deixar áreas (solo) sem vegetação, o que contribui inclusive

para reduzir a erosão e o assoreamento.

Medidas Diretas de Controle de Poluição

Retenção dos Poluentes Após a Geração

A decisão pelo uso de equipamentos de controle de

poluentes (filtros) só deve ser feita depois de esgotados

todos os esforços com a aplicação das medidas indiretas.

- Sempre em conjunto com o equipamento de controle de

poluição industrial existe um sistema de ventilação

(captores, dutos, ventilador e chaminé).

- O sistema de ventilação tem a função é captar, concentrar e conduzir os poluentes para serem “filtrados”, com posterior lançamento do residual no ar .

Equipamentos de Controle de Poluição do Ar

São classificados em função do estado físico do poluente a ser considerado e se o mecanismo de controle envolve o uso ou não de água ou outro líquido.

a) Equipamentos de controle para material particulado 10
a) Equipamentos de controle para material particulado
10

b)

Equipamentos

vapores:

de

controle

de

gases

e

Condensadores Absorvedores

Incineradores com chama direta

Incineradores catalíticos

Processos especiais

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Seleção de Equipamentos de Controle de Poluição de Ar

A eficiência de coleta, para todos os tipos de coletores de material

particulado, é dependente da distribuição do tamanho das partículas

presentes no poluente gasoso a ser tratado.

Quadro 1: Valores usuais de eficiência de coleta de partículas versus o

tamanho das partículas comparativamente, pois a eficiência de cada

equipamento depende das condições de projeto e de operação.

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12 12

Fatores

envolvidos

na

escolha

de

equipamento de controle

um

Caracterização do Problema:

a) Identificação da Fonte Emissora e do Tipo de Poluente.

b) Quantidade de poluente emitida: fazer o balanço material (fatores de

emissão e a amostragem em chaminé)

c) Características dos Poluentes Atmosféricos

- Reatividade; concentração; granulometria (se partículas); composição;

densidade; forma da partícula; combustibilidade; abrasividade;

corrosividade; propriedades elétricas; higroscopicidade; solubilidade;

capacidade de se aglomerar (no caso de partículas); reatividade.

d) Condição de lançamento na atmosfera (altura da chaminé; localização

da chaminé)

f) Características da Implantação da Indústria

- Condições meteorológicas da região; localização em relação a áreas

residenciais, parques, áreas verdes em geral, outras industrias mais

sensíveis à poluição; disponibilidade de insumos (água, energia

elétrica e combustível); área disponível para implantação do sistema de controle; condições para disposição de resíduos; necessidade de

recuperação do calor.

g) Prever os Possíveis Efeitos dos Poluentes Atmoféricos

- Danos á saúde; danos á vegetação; danos a materiais; odor;

natureza das reclamações.

h) Grau de Controle Requerido para a Implantação da Indústria.

- Exigências legais; padrão de emissão, de qualidade do ar, de

condicionamento e do projeto; eficiência requerida; exigências da

comunidade; condições previsíveis para o futuro; exigências quanto à disposição de resíduos.

Equipamentos Empregados

no Controle de Poluentes

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Câmara de Sedimentação

- Equipamento simples e de fácil operação.

- Consiste em uma câmara metálica bem maior que o

duto que introduz o ar poluído, a fim de reduzir a

velocidade de escoamento.

- Deposição de partículas relativamente grandes (100 - 200 m),

Câmara de Sedimentação

- Adequada como

pré-limpador de ar poluído.

- Fácil de limpar.

- v < 3 ms -1 para evitar rearraste das partículas.

- Evitar turbulências (mas o regime é turbulento).

- v < 3 ms - 1 para evitar rearraste das partículas. - Evitar turbulências (mas
2020
2020
2020

O ar contaminado é

introduzido no corpo central do filtro, através de antecâmara lateral devidamente dimensionada no

sentido de evitar o choque direto do particulado com as mangas, assim como, reduzir a velocidade do fluxo

e precipitar, por efeito de gravidade,

o particulado de maior granulometria.

O ar, ainda contaminado, é então conduzido para o interior do corpo central e forçado a passar através das mangas de filtragem, local de retenção do particulado ainda em suspensão.

Na seqüência o ar, já isento de impurezas, passa para o plenum superior, saindo do filtro por meio de bocal (ais) localizado(s) em uma de suas laterais

meio de bocal (ais) localizado(s) em uma de suas laterais

http://www.ventec.com.br/downloads/manuais_ventec/alt27-10-08/manual_filtro_de_mangas.pdf

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2121
Os filtros de manga podem ser colocados dentro ou fora da fonte poluidora 2222
Os filtros de manga podem ser colocados dentro ou fora da fonte poluidora 2222
Os filtros de manga podem ser colocados dentro ou fora da fonte poluidora 2222

Os filtros de manga podem ser colocados dentro ou fora da fonte poluidora

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Filtros

São equipamentos usados para separar partículas sólidas de uma corrente de gás carregada de pó, que passa através de um tecido trançado ou feltrado (algodão ou poliester).

- Os filtros de tecido são os mais utilizados, existindo ainda os

filtros de painéis compactados (mantas) e os filtros de carvão

ativado.

- O tipo de tecido depende das condições operacionais (T, degradação física e química, método de limpeza, custo e vida útil).

- Os filtro são normalmente em forma de tubo ou de envelope,

sendo capazes de remover 99% das partículas com até 0,3 m, e

quantidades significativas de partículas com até 0,1 m de

granulometria.

1- Dobrar o colarinho do filtro de manga em “U” 2- Efetuar o encaixe do

1- Dobrar o colarinho do filtro de manga em “U” 2- Efetuar o encaixe do anel das mangas no espelho (figura 2). 3-5- Se formar “botão” (3), não pressionar do mesmo lado (4), mas do lado oposto (5).

6- O encaixe deve ser perfeito para que não haja vazamentos.

7- Encaixar os conjuntos gaiolas/venturis, dentro das mangas.

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Filtros

Filtros são dispostos em baterias ou conjuntos até a obtenção da área filtrante desejada.

Característica dos filtros separadores de partículas:

Alta eficiência de separação de partículas.

Não polui as águas.

Não apresenta corrosão.

Ácidos e altas temperaturas reduzem a vida útil.

Mangas para altas temperaturas são caras.

Alguns pós podem queimar ou explodir as mangas.

Manutenção e troca de mangas aumentam os custos de

manutenção.

Manutenção dos filtros: agitação, raspagem, ar comprimido em sentido contrário. Ou simples troca dos mesmos (normalmente preferido).

Materiais usados na Fabricação de Filtros Industriais

Materiais usados na Fabricação de Filtros Industriais 26
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http://www.inf.ufes.br/~neyval/Gestao_ambiental/Tecnologias_Ambientais2005/Poluicao _do_Ar/Rec_Atm%28moduloVI%292005.pd
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- Ciclone conjugado com filtros de manga. - Também podem ser colocados dentro ou fora

- Ciclone conjugado com filtros de manga.

- Também podem ser colocados dentro ou fora da fonte poluidora.

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Precipitador Eletrostático

Os precipitadores eletrostáticos vem sendo utilizados há muitos anos como um meio efetivo para o controle de emissões atmosféricas particuladas.

Hohlfeld, em seus experimentos iniciou o uso de precipitadores

conseguindo tornar límpido cilindros contendo névoas utilizando para

tanto um ponto eletrificado no seu interior.

1850 - Guitard, em experimento análogo consegue o mesmo efeito

1824 -

utilizando fumaça de tabaco.

1907 - Frederick Gardner Cottrell constrói um precipitador eletrostático e

patenteia o mesmo o qual foi usado com sucesso em uma fábrica de ácido sulfúrico da Califórnia EUA.

1907 a 1920 - Instalações industriais pioneiras.

Tipos de Precipitadores

Filtro Eletrostático seco:

Os precipitadores eletrostáticos são utilizados para remover material particulado extrafino de gases em processos industriais, com temperaturas de até 650°C, por meio de carga eletrostática artificial.

Aplicação típica na remoção de partículas em gases quentes nas plantas de combustão,

incluindo caldeiras de biomassa e

processamento de metais.

Filtro Eletrostático Úmido:

O método de remoção úmida é efetivo para partículas com características

aglomerantes.

Tem

a

finalidade

de

eliminar

contaminantes líquidos como aerossóis e

nuvens de ácido sulfídrico.

Precipitadores Eletrostáticos: baseiam-se no princípio de que um campo eletricamente carregado atrai corpos eletrostáticos.

Trata-se de um principio físico segundo o qual uma partícula contida num fluxo

gasoso é carregado elétrica e separada da corrente gasosa.

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Princípios de funcionamento

(1) O mecanismo de coleta principal é a força elétrica.

(2) A precipitação eletrostática se inicia com a formação de íons

gasosos pela descarga do corona de alta voltagem no eletrodo de descarga.

(3) As partículas sólidas e/ou líquidas são carregadas eletricamente

pelo bombardeamento dos íons gasosos ou elétrons.

(4) O campo elétrico existente entre o eletrodo de descarga e o

eletrodo de coleta faz com que a partícula carregada migre para o eletrodo de polaridade oposta e descarregue a sua carga, ficando

coletada.

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Precipitador Eletrostático

Precipitador Eletrostático 40 40
Precipitador Eletrostático 40 40
Precipitador Eletrostático 40 40

40 40

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Equipamentos de controle de gases e vapores:

Condensadores

Lavador para coleta de partículas.

Absorvedores e adsorvedores

Incineradores de gás

Incineradores

outros

Lavador de Gases

O gás residual é forçado a circular por uma dispersão de partículas líquidas que colidem com o material particulado, aglomerando as partículas e tornando a coleta mais fácil, seja por gravidade ou por inércia.

Os lavadores de gases podem neutralizar gases

ácidos ou básicos,

adequados para isto, reduzindo a sua

periculosidade.

com gases

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reagir

ou

Lavador de Gases

Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica

Lavador de Gases Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica 49 49
Lavador de Gases Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica 49 49
Lavador de Gases Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica 49 49
Lavador de Gases Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica 49 49

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Absorvedores e Adsorvedores

Baseiam-se em que alguns gases são

seletivamente capturados por superfícies ou

poros de materiais sólidos.

Os materiais utilizados são: o carvão ativado

(adorve compostos causadores de odor), sílica

gel (absorvedores) e alumina.

São regenerados após o uso, com tratamentos

físicos e químicos adequados.

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Incineradores

Formados por uma câmara através da qual o

poluente combustível é forçado a passar.

A combustão ocorre no interior do catalisador,

sem chama, a temperaturas são relativamente baixas: 300-400 o C.

ocorre no interior do catalisador, sem chama, a temperaturas são relativamente baixas: 300-400 o C. 51

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Tochas (ou Flares)

Exposição direta do fluxo gasoso a uma chama. Conversão de hidrocarbonetos a CO 2 e H 2 O.

Flares ) Exposição direta do fluxo gasoso a uma chama. Conversão de hidrocarbonetos a CO 2

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Biofiltros

A corrente gasosa contaminada é conduzida à

parte inferior do reator biológico, após pre-

umidificação.

Atravessa então, o meio suporte com a biomassa

em fluxo ascendente, onde é biodegradado.

suporte com a biomassa em fluxo ascendente, onde é biodegradado. Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica

Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica

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Biofiltros

Um biofiltro consiste de um recipiente de material

orgânico ou inorgânico cheio de microrganismos, através

do qual são passados os gases poluídos em fluxo

ascendente ou descendente.

Usados para tirar odor de compostos (os odores são absorvidos, compostos orgânicos ou tóxicos.

Podem ser constituído por material orgânico (turfa,

poliestirenos, lodo desidratado de ETE) ou inorgânico

(pozolana, argila e zeolita).

A umidade deve estar em 50-80%.

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Biofiltros

Biofiltros 55 55

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Ar Interno

Principais Poluentes e suas Fontes

Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica

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Ar Interno

Fumaça de Cigarro

Ar Interno Fumaça de Cigarro 57 57
Ar Interno Fumaça de Cigarro 57 57

57 57

Ar Interno

Ácaros

100m

Ar Interno Ácaros 100  m Vírus – Bactéria – Ácaro – Inseto - Homem 58

Vírus Bactéria Ácaro Inseto - Homem

Ar Interno Ácaros 100  m Vírus – Bactéria – Ácaro – Inseto - Homem 58

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Ar Interno

Síndrome do Edifício Doente

- É um termo originado na década de 70, com a introdução de edifícios climatizados, herméticos ao ar externo, motivando reclamações de seus usuários quanto à

qualidade do ar interno.

- Os ocupantes sofrem de sintomas de doenças ou sentem-se mal sem haver motivo aparente para tal.

Resulta:

- Em diminuição substancial do desempenho no trabalho e

nas relações interpessoais.

- Perda de produtividade.

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Ar Interno

Síndrome do Edifício Doente

- Sintomas mais conhecidos: rinite, congestionamento nasal, garganta seca, lacrimejamento, irritação ou ressecamento ocular, irritação da pele, eritema,

sonolência e cefaléia. As mulheres são mais

suscetíveis.

- Causas: insuficiente renovação do ar interno, má distribuição do ar, mau controle da temperatura, projeto inadequado do ar condicionado e falta de limpeza do mesmo.

- Poluentes: poeiras e fibras, fungos, bactérias e vírus,

COVs (especialmente formaldeído), fumaça de cigarro,

etc.

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Legislação

Ar Interno

- Resolução RE n o . 9 da Anvisa: estabelece padrões de referência para a qualidade do ar

interior, em ambientes climatizados

artificialmente, de uso público e coletivo.

- Apresenta os valores máximos permitidos para:

contaminação microbiológica, dióxido de carbono,

aerodispersóides (Micro Particulas), além de

temperatura, umidade, velocidade do ar, taxa de

renovação do ar e grau de pureza do ar.

Veja o Video:

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Links interessantes:

1) http://ianalitica.wordpress.com/aplicacoes-com-analisadores-insdustriais/cems-em- siderurgia/mitigacao/

2) http://www.lcqar.ufsc.br/adm/aula/Cap%207%20MetControle%20PATM.pdf

3) http://www.inf.ufes.br/~neyval/Rec_Atm%28moduloVI%29.pdf

4)http://www.inf.ufes.br/~neyval/Gestao_ambiental/Tecnologias_Ambientais2005/Poluicao_d

o_Ar/Rec_Atm%28moduloVI%292005.pdf

5) Lisboa HM. Controle da Poluição Atmosférica (material disponibilizado pelo professor em pdf)