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PUB Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 1 PUB 877 13 outubro 2016

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13 outubro 2016 Ano 15 quinta-feira 0.70 iva incluído Diretor: Luís Baptista-Martins

Câmara falha cedência do terreno do antigo matadouro da Guarda

Único concorrente do concurso público aberto em março passado pela Câmara não entregou a documentação necessária para a proposta ser validada Pág.5

FUNDÃO

Guterres, um beirão na ONU

O recém-eleito secretário-geral

das Nações Unidas tem raízes nas Donas (Fundão) e é apon- tado como um político que «não

esqueceu o interior»

4

GUARDA

ULS com maior tempo de espera para cirurgia da região Centro

Mais de quatro meses foi a mediana do tempo de espera que um utente teve pela frente, no último ano, quando inscrito para cirurgia na Unidade Local

de Saúde guardense

7

UBI

António Salvado homenageado na abertura do ano académico

A Universidade da Beira Inte-

rior é hoje «uma universidade segura de si e respeitada pelos outros», afirmou o reitor An-

tónio Fidalgo na cerimónia _ 6

Assaltantes em fuga fazem três mortos em Aguiar da Beira Um militar da GNR e
Assaltantes em fuga fazem
três mortos em Aguiar da Beira
Um militar da GNR e dois civis morreram e outro militar ficou ferido
com gravidade na terça-feira, na sequência de uma tentativa de assalto
ao hotel em construção junto às termas das Caldas da Cavaca Pág.24

FUNDÃO

CIMD despede 42 pessoas

«Queda abrupta do mercado» motivou despedimento coletivo em empresa de componentes para relojoaria sediada na antiga

ERES

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CULTURA

Peter Murphy no TMG esgotado

Depois de Lloyd Cole, é a vez do ex-vocalista dos Bauhaus subir ao palco do Teatro Municipal da Guarda (TMG) sábado à noite para um

dos quatro concertos agendados para Portugal

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2 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

d a

f i o

n o

n a v a l h a
n a v a l h a

Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo

«Garantir melhor qualidade de vida aos figueirenses» é a intenção da autarquia, que anuncia que irá abdicar da totalidade da receita de IRS que a lei lhe permitia receber, sobre os impostos pagos pelos residentes com domicílio fiscal no concelho. A este pa- cote fiscal acresce a redução da taxa de IMI para o mínimo estabelecido por lei (0,3 por cento). O município de Figueira de Castelo Rodrigo abdica, assim, de receber receitas fiscais com a ambição de atrair pessoas e empresas para o concelho.

Belmonte

A Carta de Pêro Vaz de Caminha saiu pela primeira vez da Torre do Tombo, em Lisboa e está em exposição, no Castelo de Belmonte, até ao final do mês. O documento original com o relato da descoberta do Brasil, escrito a mando de Pedro Alvares Cabral, é agora dado a conhecer na terra natal do descobridor contando um episódio que faz também parte da história de Belmonte e de Portugal.

faz também parte da história de Belmonte e de Portugal. Álvaro Amaro A anulação do concurso

Álvaro Amaro

A anulação do concurso público para

a reabilitação, ampliação, exploração e

gestão do espaço do antigo matadouro da Guarda é uma má notícia para Álvaro Amaro. Em fevereiro deste ano, o presi- dente da Câmara justificava que havia um interessado no negócio, mas passados oito meses o mesmo fracassou… porque o

único investidor concorrente não apresentou documentos essenciais para a sua proposta ser validada. Desinteresse ou amadorismo?

O certo é que o autarca tem mais um prob-

lema para resolver, além do Hotel Turismo,

da criação de emprego e da promessa de dinamização da economia local.

CIMD

Chegou ao Fundão, apoiada pela au- tarquia e com a promessa de criar 250 pos- tos de trabalhos. Os sonhos ambiciosos da CIMD - Companhia Industrial de Materiais Duros, S.A, uma empresa com atividades na área da relojoaria, começam agora a ter travão e na semana passada deu-se um despedimento coletivo. Entre os cerca de 100 funcionários, 42 viram as portas da empresa serem-lhes fechadas, mas com a promessa de que poderão voltar assim que

a conjuntura melhore. Segundo os respon-

sáveis da empresa o despedimento coletivo deve-se a uma «queda abrupta do mercado».

coletivo deve-se a uma «queda abrupta do mercado». ENTRE VISTA CARA A CARA P E R

ENTRE

VISTA

CARA A CARA

P E R F I L
P
E
R
F
I
L

Rogério Cardoso Pires

Naturalidade: Pinhel

Idade: 56 anos

Profissão: professor acompanhador de aulas de dança no Conservatório Nacional de Lisboa

Currículo: Curso de viola dedilhada do Con- servatório Nacional, licenciatura em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, experiência variada em performances englobando música improvisada, música e poesia improvisada, música e dança improvisada, música e poesia. Membro fundador do trio de Guitarras Tactus, recitaisasoloeconcertoscomJoséMedeiros,João Afonso, Michel e Mick Trovoada (Grupo Normal). Participação no filme “Alto Bairro”, de Rui Simões

Livro preferido: “Rei Lear”, de Shakespeare, ou “Crime e Castigo”, de Dostoiesvsky

Filme preferido: “Morangos Silvestres”, de Ingmar Bergman

Hobbies: Caminhada por serras e vales, ténis

«Sinto que os temas deste CD são úteis, que foi bom partilhá-los»

P – Como surgiu a oportunidade

de gravar um álbum a solo?

R – Tenho o prazer e a honra de

fazer parte da banda de José Medeiros, um colosso no panorama artístico português. Também com o criativo e elegante João Afonso, com quem tenho um duo de nome Buganvília. Desde há muito que o primeiro me diz, me re- pete: “Tens de gravar os temas, Rogé- rio!. São tão bonitos!!” Fui ouvindo

e dado o respeito estético que tenho

por este senhor fui pensando

bém o João Afonso me tem dito com ênfase, durante um também já longo tempo, que deveria gravar os meus bonitos temas. E foi este o persona- gem decisivo para a gravação deste disco. Do género: É hoje! Levou-me ao estúdio de um amigo dele e ficou logo ali combinado que esperaríamos por um tempo oportuno.

Tam-

P – Este era um passo necessá-

rio na sua carreira de músico?

R - Não é um passo absolutamente

necessário gravar um disco. Acabo por me considerar músico porque ganho

o meu sustento através da música,

mas, mesmo assim, é relativo

como for, poderia não ter gravado

disco algum.

Seja

P – O que se pode ouvir neste

trabalho? Qual foi o fio condutor?

R - Não existe um fio condutor,

pelo menos consciente. São temas que foram surgindo, mais ou menos espontaneamente por razões diversas. Um acontecimento, um toque emocio- nal, a compreensão de algo fundo, a morte ou o nascimento de alguém Três dos 15 temas do disco surgiram aquando do nascimento de filhos de amigos. Mas o decorrer do disco tem algum sentido, espero.

P - Amanhã toca no TMG, depois

de ter estreado “Bagatelas” em Pi- nhel, a sua terra natal – duas cidades que estão sempre no seu percurso –, tem mais espetáculos agendados? Qual tem sido o “feedback”?

DR
DR

R – A resposta tem sido muito boa. Como disse, não tencionava gravar nenhum disco, mas tenho um disco

em meu nome

por ficar contente por várias pessoas gostarem bastante do “Bagatelas”.

Há vários amigos ou outras pessoas que dizem gostar muito de ter o dis-

co em casa ou no automóvel. Dizem que lhes sabe bem ouvir. Isso é uma

belíssima sensação, sinto que estes pequenos temas são úteis, que foi bom partilhá-los. E sim, vou continuar a gravar, temas não faltam. Foi muito bom ter apresentado o CD em Pinhel. Tive muitos familiares lá e amigos

de Pinhel, da Guarda, de Lisboa

sublinhe-se que o presidente da Câ-

mara estava discretamente presente, ouvindo com a família e me ofereceu a medalha da cidade num discurso surpreendentemente curto. Impecá- vel! Como sou natural de Pinhel de- cidiram apoiar a edição do CD, o que

E

E fico surpreendido

agradeço. Mas não podia deixar de o apresentar na Guarda. Sou um rapaz do Bairro da Caixa e tenho como lugar mais natural para mim, no planeta, o castelo, a 1.056 metros de altitude Gostava que aparecessem colegas da escola primária, do ciclo e do liceu. E outros amigos.

P – Que outros projetos tem em perspetiva? R - O projeto a levar a cabo mais imediatamente é publicar um livro chamado “Historietas de Martim Afon-

so”, com edição da Associação Cultural Calafrio, da Guarda, a que pertenço com muito prazer e honra. Poderia fazê-lo em Lisboa, mas quero fazê-lo cá, no granito. Quero ainda escrever um livro que pretendo chamar “Coisas Boas”. Está a custar-me porque, em grande medida, são pensamentos,

A ideia

episódios em primeira mão é falar das coisas.

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 3

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Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 3 opinião André Barata Demasiado ruído O
opinião André Barata
opinião
André Barata

Demasiado ruído

O diferendo que opõe taxistas e plataformas digitais de transportes, em particular a Uber e a Cabify, é um exemplo tão típico daquilo que são as dinâmicas dos movimentos de opinião e seus atropelos que podia ir diretamente para os manuais. O diferendo é complexo

e ninguém sai dele livre de culpas. Governo, taxistas,

plataformas. E também nós cidadãos comuns. Todos têm algumas razões de queixa e todos perdem alguma razão na queixa. Primeiro, os taxistas. A sua atividade é altamente re- gulamentada e, contudo, o Governo dispôs-se a autorizar, com muito menos regulamentação, a atividade de um competidor direto. Há uma clara distorção concorrencial que não pode ser apagada pelo facto de os taxistas conservarem certas vantagens, como benefícios fiscais ou o direito a praça. O Governo deveria ter procedido a uma regulamentação única que produzisse obrigações idênticas – quer na prestação de serviço, que na forma- ção exigida, quer na prestação de contas – de todos os transportadores automóveis de passageiros. Para garantir igualdade concorrencial certamente, mas não só. E é aqui que os cidadãos em geral deveriam ter mais razões de queixa. A liberalização que deixa simplesmente dependente da lei da oferta e da procura o apuramento do preço de uma viagem, sem que haja uma tabela, pode produzir efeitos chocantes. Por exemplo, a prática de preços demasiados baixos para secar a con-

corrência. Ou a prática de preços demasiado altos quando

a procura sobe. Na cidade de Nova Iorque, em 2012, a

Uber foi fortemente criticada porque os preços galoparam durante o furacão Sandy. O que nós cidadãos temos obrigação de tentar perceber – para lá do ponto de vista

de meros utentes – é se não se está assim a dar cobertura a uma atividade laboral completamente desregulamenta- da. Não por acaso, de forma completamente ingénua e empenhada, o “colaborador” de uma plataforma relatava há dias, em entrevista a um diário nacional, que pegava no trabalho às 6 da manhã e só terminava às 22 horas. Não devemos temer pela segurança dos passageiros e do próprio condutor numa jornada de 16 horas de trabalho? Claro que não faltam razões de queixa contra o grupo profissional dos taxistas. Como é que 13 mil pessoas dotadas de organizações representativas se deixam ainda assim representar tão mal no espaço público? E que procedimentos põe este grupo profissional em curso para penalizar ou mesmo excluir aqueles que infringem as regras de conduta que estão previstas na concessão de “certificação de motorista de táxi”? E sim, restam as razões de queixa de nós próprios, que demasiado facilmente cedemos à tendência de fazer generalizações apressadas, reforçando estereótipos, imergindo na corrente de opiniões e vontades que as redes sociais tão depressa engrossam. Nem nos aperce- bemos de que assim nos zangamos com um outro que na maioria das vezes apenas está a levar por tabela. Boas razões para preferirmos julgar apenas depois da leitura mediada de um jornal feito por jornalistas. Pensar que as plataformas digitais de transportes devam ser interditadas não faz sentido. Não deixariam de operar na sombra. Mas menos sentido faz que se deite fora o património de direitos e deveres na prestação de serviços e nas relações de trabalho só porque a tecnologia permite uma brecha. O resto é ruído, demasiado ruído.

 

editorial

  editorial
 

Luís Baptista-Martins

baptista-martins@ointerior.pt

 

Hossana

 

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«Maior do que Portugal», escreveu Miguel Sousa Tavares sobre António Guterres após a sua no- meação para Secretário-Geral da ONU. A frase até pode parecer excessiva aos olhos de alguns,

mas, na verdade, o antigo primeiro-ministro português é não apenas uma grande personalidade portuguesa, mas um homem do mundo. Um homem de que Portugal se deve sentir orgulhoso, um homem que chega ao cume da diplomacia internacional por mérito próprio, porque o quis, porque se preparou para triunfar, porque foi melhor do que os outros e foi muito melhor do aquilo que nor- malmente se espera de um português… António Guterres vai secretariar o mundo em prol da paz e da harmonia naquela que é a maior e mais importante instituição do mundo. Uma instituição tão grande e tão relevante que tem imensas virtudes e muitos defeitos, e porventura essa

será a primeira grande tarefa do próximo secretário-geral:

reformar as Nações Unidas por dentro, por forma a dar resposta às situações emergentes, para mudar o percurso da história em relação aos refugiados, para recuperarem

sua credibilidade e a sua força, para serem muito mais do que a polícia do mundo sem capacidade de intervir e de mudar o curso dos acontecimentos.

a

Com a nomeação do antigo primeiro-ministro portu- guês é todo um país que se deve orgulhar e em particular

a

nossa região. António Guterres é um beirão, nascido em

Lisboa. É um cidadão do mundo originário das Donas, no concelho do Fundão. É um viajante que viveu a infância na aldeia da Beira Baixa. É um peregrino da humanidade. «É o secretário-geral do mundo».

2 Portugal é um país de brandos costumes… por isso, ou também por isso, a operação de rotina da GNR que se transformou em pesadelo, em Aguiar da Beira, provocou surpresa e consternação

em todo o país. Perseguições, tiroteios, homicídios… Episódios de violência com esta índole não são normais

na Europa, mas menos ainda em Portugal – o tal jardim

à

beira-mar plantado. Isto não é cinema, mas foi um

filme trágico de violência inexplicável, de terror com pânico inaudito, de suspense em cada take, de espanto

e

sobressalto… Na madrugada de terça-feira, próximo

das Caldas da Cavaca, uma patrulha acabou mal para os dois militares da GNR que a efetuavam: um deles foi abatido a tiro e o outro foi ferido com gravidade, mas a tragédia não ficou por aí, com mais um militar ferido na perseguição e a descoberta de dois outros homicídios. Num território por onde deambulou Aquilino e onde a natureza domina a profundidade da paisagem, os tiros e as sirenes irromperam violentamente sobre o silêncio de um concelho dominado pela pacatez, a tranquilidade e o verde, que nessa manhã foi retalhado pela fatalidade da morte. Inexplicável. Inaceitável. Atordoados, enquanto os sinos dobram, temos de homenagear os mortos e dar vivas aos vivos. Portugal não é assim. E a região de Aguiar da Beira ainda menos.

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4 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 E m F oco

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

EmFoco

António Guterres, um beirão na ONU

O recém-eleito secretário- geral das Nações Unidas tem raízes nas Donas (Fundão) e é apontado como um político que «não esqueceu o interior»

apontado como um político que «não esqueceu o interior» Ana Eugénia Inácio A escolha de António

Ana Eugénia Inácio

A escolha de António Gu-

terres para secretário-geral das

Nações Unidas tem motivado

aplausos e elogios por parte de vá- rias personalidades e instituições portuguesas. O ensaísta Eduardo Lourenço não ficou indiferente e considera este acontecimento o «mais importante» para Portugal, «pelo menos desde a Revolução

de Abril». A afirmação foi feita pe-

rante o próprio António Guterres,

na cerimónia em que o filósofo re- cebeu o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva.

A Universidade da Beira

Interior (UBI), que em 2010 distinguiu António Guterres com o doutoramento “honoris causa”, também já felicitou o novo secretário-geral da ONU. O reitor da universidade beirã fala de António Guterres como «um

político de convicções, honran- do no exercício do poder os prin- cípios normativos que defendeu

e praticou dos quais se destacam

a solidariedade social, o enten-

dimento e a cooperação entre os povos, o progresso económico

pela aposta nas pessoas e o diálogo como método de atua-

ção». António Fidalgo vê ainda

o político como o «que mais

promoveu o desenvolvimento da Beira Interior» e lembrou que foi durante o seu governo que «medidas estruturantes para a região foram tomadas». O pro- fessor referiu-se à autoestrada A23, à extensão do gás natural ao eixo Elvas, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, à criação da Faculdade de Ciências da Saúde ou à construção da Barragem do Sabugal, «elemento fundamen-

DR
DR

António Guterres foi eleito secretário-geral das Nações Unidas por unanimidade

tal» do regadio da Cova da Beira.

Já a Assembleia Municipal da Covilhã aprovou por «unan- imidade e aclamação» um voto de congratulação a Guterres, que tem raízes familiares na aldeia de Donas, no Fundão. Na pro- posta apresentada pelo presi- dente da Assembleia Municipal, José Armando Serra dos Reis, e subscrita por todos os eleitos pode ler-se que, «em boa hora o nosso concidadão se candidatou

e com muito brilho defendeu a

sua propositura». Para o presi- dente da Câmara do Fundão, a vitória de António Guterres é «um motivo de orgulho e um dia histórico para o nosso concel- ho». Paulo Fernandes não poupa elogios e refere que o também antigo presidente da Assembleia Municipal do Fundão é «um dos homens mais brilhantes deste país e uma pessoa que se declara de coração como sendo da nossa terra e, em concreto das Donas,

onde ainda vive a sua mãe. Ele é

seguramente o homem certo no momento certo para, numa situ- ação muito complexa, conseguir puxar por todos para existir um mundo com mais paz, justiça, igualdade e desenvolvimento». A casa museu de António Guterres, nas Donas, vai ter no- vas instalações e a cereja no topo do bolo para o edil seria ser o próprio a inaugurá-las. António Guterres foi recomendado para secretário-geral das Nações Unidas pelo Conselho de Segu-

rança desta organização, por unanimidade e aclamação, na quinta-feira passada. O primeiro objetivo do antigo primeiro- ministro já está traçado «olhar para o futuro e que esse futuro tem de ser para unir, não pode ser para dividir», declarou re- centemente. António Guterres fará hoje o primeiro discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, depois da sua aclamação para secretário-geral da organização.

POLÍTICA

António Costa e Passos vão cruzar-se na Guarda

António Costa e Pedro Pas- sos Coelho têm encontro mar-

cado na Guarda, em novembro, mas em locais e dias diferentes.

O primeiro-ministro vai

participar nas Jornadas Parla- mentares do PS que se realiza- rão na cidade mais alta a 19, 20 e 21 de novembro, em local ainda não divulgado pelas estruturas socialistas. Por sua vez, o líder social-democrata e antigo chefe do Governo tem lugar reservado no mesmo fim-de-semana na terceira edição da Academia do Poder Local, organizada pelos Autarcas Sociais-Democratas,

cujo secretário-geral é Álvaro Amaro. O encontro decorre no

Hotel Lusitânia de 17 a 20 de novembro. Ora, por essa altura,

o Orçamento do Estado para

2017 estará em cima da mesa do debate político, já que o documento deverá ser votado na Assembleia da República nos dias seguintes. Já se sabe

que António Costa estará início

e no último dia das Jornadas,

enquanto Pedro Passos Coelho deverá apenas participar num painel da atividade promovida pelos autarcas sociais-demo- cratas.

ECONOMIA

Mais de um terço dos portugueses sem rendimentos para as necessidades

Mais de um terço dos por- tugueses não tem rendimento suficiente para satisfazer as ne- cessidades e 16 por cento recorre

ao crédito para as cobrir, segundo um inquérito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado na terça-feira. Nesta análise sobre literacia financeira, 35 por cento dos por-

tugueses responderam que nem sempre têm dinheiro para cobrir as suas necessidades e 16 por cento admitiram que já recorre- ram ao crédito para as satisfazer. Assim, Portugal fica acima da

média dos países da OCDE, em que 27 por cento dos inquiridos admitem não ter rendimentos suficientes para satisfazer as necessidades básicas e 14 por cento recorreram ao crédito para as cobrir. Portugal fica também acima da média, mas apenas ligeiramente, do conjunto dos 30 países que responderam ao inquérito, em que 34 por cento dos inquiridos responderam não ter rendimento para cobrir as suas necessidades e 20 por cento admitiram recorrer ao crédito. Este é um dos pontos onde Portugal se destaca pela negativa,

mas na avaliação geral de literacia financeira o país fica ligeiramente acima da média geral e da OCDE, embora os níveis gerais sejam «bastante baixos», considera a instituição. Num total de 21 pontos, em áreas que combinam

conhecimento,atitudesecompor-

tamentos, a média do conjunto dos 30 países que responderam ao inquérito é de 13,2 pontos, en- quanto a dos países da OCDE é de 13,7 pontos. Portugal fica acima da média, com 14 pontos, mas, ainda

assim, a OCDE considera que «há uma margem significativa para melhoria» em todos os países.

EmFoco

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

E m F oco Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 5

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ARTE

Obras do SIAC expostas no Museu da Guarda

Abre hoje ao público no Museu da Guarda 18 horas) a iniciativa “Aberto para Obras – Iº Salão de Outono” onde serão expostas as obras produzidas no I Simpósio In- ternacional de Arte Contemporânea Cidade da Guarda (SIAC). Até 30 de novembro estão patentes esculturas, pinturas e serigrafias, complementadas com outras expressões que marcaram presença no SIAC como sessões de poesia, de música e de cinema. No último dia do evento será apresen- tado o Catálogo do Simpósio, que decorreu na Guarda entre maio e junho deste ano com artistas plás- ticos de diferentes países. As obras produzidas integram as coleções do museu, agora sob a tutela do mu- nicípio. Futuramente, estas peças seguirão para outras exposições, nomeadamente em Lisboa e Ma- drid. Esta exposição multifacetada terá visitas guiadas para as escolas do concelho da Guarda mediante marcação prévia.

UBI

“A Lã e a Neve” é tema de colóquio

A biblioteca da Universidade da

Beira Interior (UBI) vai promover, na

terça-feira, um colóquio sobre “A Lã e

a Neve” (1947), de Ferreira de Castro,

integrado no programa das comemo- rações do “Dia da Cidade da Covilhã”. Serão abordadas as perspetivas

literária, social, política, sindical, crí- tica, filosófica, estética, arquitetónica eindustrialevocadasnesteromance. Entre os oradores estão Cristina

Vieira,FranciscoPaiva,GabrielMaga-

lhães, João Morgado, José Maria Silva Rosa, Luís Garra, Manuel Carvalho da Silva, Manuel da Silva Ramos e Ricardo António Alves. Participarão ainda a companhia Quarta Parede com o filme “Os fios que a Lã Tece”

e a ASTA com o filme “Viagem entre

a Lã e a Neve”, no espaço Tentadora.

COVILHÃ

ASTA participa em projeto europeu

Nos próximos dois anos a ASTA (Covilhã) vai desenvolver o

projeto europeu “Tell Me” com duas associações italianas, uma sueca e outra turca.

O atividade visa a pesquisa e in-

vestigação, a criação e experimenta- ção de novos métodos didáticos nas áreas da linguística e da matemática através da educação pelo teatro. A primeira ação está a decorrer desde terça-feira e termina amanhã em Al- catraz, na região italiana de Perugia. O projeto conta com a participação de Dario Fo, dramaturgo italiano distinguido em 1997 com o Nobel da Literatura e um dos fundadores do Comitato Nobel per i Disabili, uma das associações que faz parte do “Tell Me”.

Falhada tentativa para ceder terreno do antigo matadouro da Guarda Único concorrente do concurso público
Falhada tentativa para
ceder terreno do
antigo matadouro
da Guarda
Único concorrente do concurso público
aberto em março passado pela Câmara não
entregou a documentação necessária para a
proposta ser validada

Terreno e edifícios são património da autarquia e foram avaliados em 288.463 euros

património da autarquia e foram avaliados em 288.463 euros Luis Martins Falhou a primeira tentativa da

Luis Martins

Falhou a primeira tentativa da Câmara da Guarda de ceder

o direito de superfície do antigo

matadouro da cidade para a instalação de uma superfície co- mercial. A empresa Resposta Co- erente, Lda., o único concorrente do concurso público aberto em março passado, não entregou a

documentação necessária para a

intenção ser validada, pelo que o

procedimento ficou sem efeito. O objetivo do concurso vi- sava a reabilitação, ampliação, exploração e gestão do espaço do antigo matadouro, no Bairro da Luz, cujo uso definido em PDM destina-se a comércio e serviços. O terreno e edifícios ali existentes são património da autarquia e foram avaliados em 288.463 euros, sendo que

o vencedor do concurso ficava

obrigado a pagar uma renda cal- culada em um por cento desse

valor no primeiro ano, ou seja, 244 euros mensais. Em contra- partida, o município alienava

o direito de superfície por um

período mínimo de 10 anos e máximo de 25. Oito meses o úni- co interessado no negócio não cumpriu os requisitos formais do concurso. «Havia um empre- sário da Guarda interessado, que

abordou a Câmara para o efeito

e chegou a oficializar uma pro-

posta. No entanto, o investidor

não preencheu corretamente

a candidatura na plataforma,

faltando documentos essenciais para o júri adjudicar o imóvel», disse Carlos Chaves Monteiro,

que presidiu à última reunião de Câmara, na segunda-feira, na ausência de Álvaro Amaro. O vice-presidente garantiu que o município e o empresário mantêm «o interesse» no negócio

e que o espaço deverá ir nova- mente a concurso: «A Câmara

quer uma solução para aquela

área e concretizada preferencial- mente pela iniciativa privada», acrescentou. Nesta sessão, as contas do município voltaram a separar maioria e oposição. Carlos Chaves Monteiro anunciou que a dívida global baixou e era de 32 milhões de euros no terceiro trimestre de 2016. Um número logo contestado por Joaquim

Carreira. Para o vereador do PS, «desde o início, o objetivo deste

PS propõe construção de pavilhão multiusos

Joaquim Carreira voltou a insistir na necessidade de um pavilhão multiusos na Guarda e desta vez socorreu-se dos gastos da autarquia com palcos, som, iluminação e estruturas para o justificar. «Com base em números avaliados desde o início do mandato relativamente a gastos com eventos, verificamos que a Câmara já pagou 620 mil euros. Se investisse num pavilhão com cerca de

4.000 metros quadrados gastaria um pouco mais de um milhão de euros», declarou o vereador do PS, que propôs ao executivo a construção deste equipamento com o argumento de que é «uma absoluta necessidade para a Guarda». Joaquim Carreira acrescen- tou de seguida que não fazer esta obra será «um ato de má gestão porque já decorreu tempo suficiente para que este executivo tives-

se investido num pavilhão». Chaves Monteiro reagiu dizendo que essa é «uma solução possível no médio prazo» e que já consta do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano). Contudo, ressalvou que o executivo tem dado «prevalência ao equilíbrio financeiro da Câmara». O vice-presidente não deixando escapar alguma ironia na posição da oposição: «É com satisfação que vemos o PS a querer dar mais estrutura àquilo que temos feito, e bem. Por um lado criticam-se as festa, mas, por outro, quer dar-se

as melhores condições para as realizar», constatou.

executivo foi criar a ideia de uma dívida colossal para agora brilhar. Acrescentaram na altura para agora retirar», criticou o eleito. Na resposta, o vice-presidente afirmou que «se conseguimos pagar é porque temos dinheiro. No passado não havia sequer dinheiro». Chaves Monteiro sublinhou que esta redução deve-se a uma «gestão rigorosa e cuidadosa», em que «se poupou dinheiro, não se esbanjou». E recordou:

«A realidade que encontrámos em 2013 eram três milhões de juros por ano relativos à dívida de curto prazo. Conseguimos poupar esse dinheiro renego- ciando com os fornecedores e isso permitiu-nos amortizar a dívida mensalmente». O autarca afirmou ainda que nestes três anos de mandato a Câmara «não fez um único euro de dívida e baixou em 28 milhões de euros

a dívida global, algo reconhecido

pelas entidades oficiais e pelos

nossos fornecedores». Dizendo que esta «é a nossa marca», o vice- presidente do município desafiou

o PS a «desmentir objetivamente»

estes dados. «Nenhuma entidade oficial avalizou uma dívida de 32 milhões de euros da Câmara da Guarda em 2013. Em setembro desse ano a dívida era de 61 milhões e com as dívidas, provi-

sões, acréscimos e deferimentos esse valor ia para 91 milhões de euros», sustentou o responsável.

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6 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

S
S

Sociedade

GUARDA

Aldeia SOS

comemora

30 anos

A Aldeia das Crianças

SOS da Guarda comemora, no domingo, o 30º aniversário.

A data será assinalada

como uma sessão solene mar- cada para as 14h30, seguida de um lanche de aniversário com atividades de animação.

Pelas 18h30 haverá uma mis-

sa na Sé Catedral. Atualmente

a Aldeia SOS guardense, a

terceira a ser criada em Por- tugal, acolhe 26 residentes, entre os quais cinco grupos de irmãos biológicos. Para além das Mães SOS, a Aldeia conta com 12 colaboradores, diretor, técnicos e auxiliares. Na Guarda funciona ainda a valência do Centro de Apoio Familiar, que chega neste momento a 32 famílias de origem, onde se inserem 53 crianças e jovens.

COVILHÃ

Ruas Floridas do Redondo em exposição

A partir de sábado e até

dia 20, as Ruas Floridas do Redondo vão passar pela Covilhã através de uma “rua móvel” que vai estar em ex- posição nas antigas instala- ções da Nevauto (Largo da Infantaria XXI). A mostra resulta de uma colaboração do município com a autarquia do Redondo para promover aquele evento emblemático do concelho alentejano.

UBI homenageia António

Salvado no início do Ano

Académico

Cerimónia contou com a presença da secretária de Estado que considera que «a UBI colocou a Covilhã no mapa»

que considera que «a UBI colocou a Covilhã no mapa» Ana Eugénia Inácio «Um percurso de

Ana Eugénia Inácio

«Um percurso de esforço

e perseverança, na superação

de obstáculos e na obtenção de sucessos, que nos conduziram ao que somos hoje: uma univer-

sidade segura de si e respeitada pelos outros», afirmou o reitor da Universidade da Beira Inte-

rior (UBI) no discurso da sessão de abertura do ano académico, realizada na segunda-feira.

A UBI assinala este ano o

30º aniversário e António Fidal- go não tem dúvidas que «ensinar

e fazer ciência como cultura da

exigência» é uma das marcas da instituição, garantido que ali «não reduzimos a ciência a um conjunto de conhecimentos certos, demonstráveis e fiáveis». Para o reitor, o caminho está definido e fazer da UBI «ainda mais viva e mais brilhante» é uma das metas, mas para isso será necessário que «os jovens

e os menos jovens que formamos

sintam a fascinação da ciência, a fascinação de entender o que nos rodeia, que nos causa estranheza e nos leva a perguntar ‘porquê». A

cerimónia ficou também marcada pela atribuição de três doutora- mentos “honoris causa”. António Salvado, «uma figura cimeira da cultura e da poesia portuguesa»,

a Elisa Pinheiro, «uma das in-

vestigadoras mais importantes do estudo do património indus- trial da Covilhã», e a professora Ryszard Kowalczyk, pelo seu

«forte dinamismo e liderança

UBI
UBI

António Salvado (ao centro) recebeu o doutoramento “honoris causa”

natural» e porque «ajudou a cons-

truir a história da UBI», salientou

o reitor, foram as personalidades

distinguidas. Três personalidades que, para António Fidalgo, «se dedicam à cultura e à ciência, engrandecendo-as». A sessão contou ainda com

a presença da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que falou em «orgulho» referindo-se ao per-

curso da UBI. Maria Fernanda Rollo lembrou que a instituição beirã «tem um contexto que é preciso reconhecer» e salientou

a importância do Museu dos La-

nifícios, que considerou «é uma

referência nacional». «Sempre na crista da anda», prosseguiu a

governante, a UBI apresenta um

«equilíbrio de disciplinas com prestígio no campo da investiga- ção e formação». A secretária de Estado não se poupou a elogios, tendo mesmo considerado que

a UBI está presente no contexto

social da cidade e «transformou

a Covilhã num laboratório vivo

de ciência e de cultura. Colocou

a Covilhã no mapa e respeitou o

seu património e sua história». As diferenças entre o litoral e o interior também não foram

esquecidas com a secretária de Estado a salientar que «não há

país sem interior e o litoral sem interior não existe». Numa mensagem para o país, Maria Fernanda Rollo de- fendeu que é preciso aumentar

o número de alunos no ensino

superior em Portugal, subli- nhando que é «inaceitável» que

apenas um em cada três jovens, com idade para o efeito, esteja

a frequentar o ensino superior.

«Temos bem consciência de que

essa formação é necessária em termos de realização pessoal e para construirmos um país com mais justiça, mais equidade e mais bem-estar para todos nós», concluiu a governante.

COVILHÃ

Unidade Móvel de Saúde da Mutualista ganha Prémio BPI Seniores

O projeto da Unidade Mó-

vel de Saúde da Mutualista Covilhanense venceu o pri- meiro prémio da edição deste ano do BPI Seniores, entre 548 candidaturas. Com esta distinção, que premeia projetos inovadores de instituições sem fins lucrati- vos que melhorem a qualidade de vida e o envelhecimento ativo de pessoas, a associação

recebe cerca de 28.400 euros para implementar e pôr a fun- cionar a viatura. Os vencedores foram conhecidos no passado dia 3 numa cerimónia que de- correu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Na quarta edição do BPI Seniores foram

distribuídos 600 mil euros por 29 projetos candidatados por

instituições sociais de norte a sul do país. No total, houve dois primeiros lugares e 27 menções honrosas – uma das quais ao Centro Paroquial de Seia. A Uni- dade Móvel de Saúde destina-se

à prevenção, vigilância e pres-

tação de cuidados primários no concelho da Covilhã, com especial incidência nas fre- guesias rurais. Os parceiros do projeto são o Centro Hospitalar da Cova da Beira, a autarquia, a Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, o Grupo NetGNA do Departamento de Informática da UBI, Juntas de Freguesia e instituições sociais.

GOVERNO

Lojas do Cidadão em Belmonte e Mêda

DR
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Belmonte vai ter Loja do Cidadão até ao final do ano e na Mêda este serviço deverá estar

a funcionar durante o primeiro

semestre de 2017, anunciou a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa. De acordo com Maria Man- uel Leitão, o Governo quer abrir dez novos serviços em diferentes pontos do país. «É um projeto para continuar com apoio de fun-

dos comunitários», afirmou a gov- ernante, acrescentando que este é

o modelo que o Governo escolheu

para modernizar os serviços da administração pública. A ministra falava à margem da inauguração da Loja do Cidadão de Arruda dos Vinhos. Em maio deste ano, a governante tinha anunciado que

até final do ano seriam abertas 11 novas Lojas do Cidadão e 193 Espaços do Cidadão.

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 7 SAÚDE ULS da Guarda com maior

7

SAÚDE

ULS da Guarda com maior tempo de espera para cirurgia da região Centro

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Mais de quatro meses (4,02) foi a mediana do tempo de es- pera que um utente teve pela frente, no último ano, quando inscrito para cirurgia na Uni- dade Local de Saúde (ULS) da Guarda. Este número faz desta uni- dade a pior de toda a região Centro no ano de 2015, se- gundo o “Relatório síntese da atividade cirúrgica programada” divulgado na semana passada pelo Ministério da Saúde. Já no Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), no ano transato, o tempo de espera para cirurgia foi de 3,13 meses e na ULS de Castelo Branco ainda menor, 2,60 meses. No entanto a ULS da Guarda é das três unidades de

saúde da região a que mais pes- soas operou no ano transato. De acordo com o relatório, em 2015 registaram-se 6.304 entradas e foram operados 5.012 utentes. Em lista de espera encontravam-

se 2.382 utentes. Por sua vez na

Covilhã entraram para a lista 5.135 pessoas e foram interven- cionados 4.181. A lista de espera ficou-se pelos 1.478. Olhando para a ULS de Cas- telo Branco, registou 4.497, e foram operados em 2015 4.033. Há espera de uma cirurgia es- tavam 1.209 utentes. O mesmo documento disponibiliza ainda os dados sobre a percentagem de inscritos em lista de espera para cirurgia que ultrapassaram

os tempos máximos de resposta.

Neste caso a Guarda registou 18,6 por cento, enquanto na Covilhã foram 6,8 por cento e em Castelo Branco registaram- se 18,8 por cento. De um ponto de vista global, a mediana do

tempo de espera para cirur- gia fixou-se nos 3,10 meses, sendo nos hospitais da região Centro ligeiramente inferior, 3,03 meses. É na especialida- de de Ginecologia/Obstetrí- cia que os utentes esperam menos tempo, 1,93 meses. No ano passado foram realizadas 48.887 cirurgias e os doentes de Neurocirurgia foram os que mais tiveram de esperar para ser operados, 4,68 meses, com um total de 10.626 cirurgias

realizadas em 2015.

UBI

Infarmed certifica Labfit

A Labfit, empresa sediada no UBIMedical, na Covilhã, vai poder realizar ensaios de se- gurança in vitro de produtos farmacêuticos e cosméticos, através de uma certificação atribuída pelo Infarmed. Este reconhecimento «per- mite à Labfit posicionar-se no mercado como um parceiro estratégico para a prestação de serviços à Indústria Far- macêutica e todas as outras indústrias do sector da saúde ou tecnológico que procuram desenvolvimento de novos pro- dutos e/ou melhoria continua de produtos já existentes», disse Ana Palmeira Oliveira, uma das

responsáveis da empresa. Para a atribuição desta cer-

tificação de aplicação inter- nacional foi necessário «um rigoroso processo de inspeção

a todo o sistema de qualidade e

atividade do laboratório», como

métodos laboratoriais, registos, pessoal técnico envolvido nas tarefas, equipamento, bem como um compromisso evidente com

a qualidade e sua monitorização

contínua, explicou a responsável.

A Labfit é uma empresa que

realiza investigação e desenvol- vimento de produtos, bem como prestação de serviços ao nível do controlo de qualidade e carac- terização de produtos, tendo já

concebido um produto para as dermatoses da pele íntima, que se apresenta como alternativa ao uso de corticoides, e que está em fase de ensaio clínico.

Criada em 2012, esta em- presa resulta de um projeto de duas farmacêuticas investiga- doras e irmãs, Ana Palmeira de Oliveira e Rita Palmeira de Oliveira. Na primeira fase, foi

incubada na Faculdade de Ci- ências da Saúde da UBI, tendo

em março de 2015 transferido a atividade para as instalações do UBIMedical, um centro de investigação científica e tec- nológica para a área da saúde sediado na universidade.

GUARDA

Bento Menni organiza Jornadas “Saber Envelhecer”

As quintas Jornadas “Sa- ber Envelhecer” têm lugar amanhã e sábado na Casa de Saúde Bento Menni, na Guarda. A iniciativa vai abordar

a psicogeriatria, gerontopsi-

quiatria, medicina geriátrica, investigação, reabilitação e ética com intervenções, entre outras, como “A idade e a doen- ça mental” (amanhã às 10h30), por Horácio Firmino, psiquia- tra de Coimbra; “A diabetes no idoso” (amanhã às 14h30), por Rita Fernandes, internista no Bento Menni; e “A arte de

envelhecer” (sábado às 9h30), por Vasco P. Magalhães, do Hospital de São José (Lisboa). «O objetivo é perceber como estas áreas estão diretamente interligadas com o processo

de envelhecimento e em que medida se pode atuar para melhorar a qualidade de vida dos idosos», refere a organi- zação. Durante os dois dias haverá ainda debates sobre diversos assuntos. As jornadas terminam com um concerto do Grupo do Conservatório de S. José da Guarda pelas 11h30 de sábado.

ULS GUARDA

Menos reclamações no Sousa Martins

As reclamações no Hospi- tal Sousa Martins, na Guarda, baixaram nos primeiros nove meses deste ano. De acordo com a Unidade Local de Saúde (ULS), até 30 de setembro registaram-se menos 18 queixas dos utentes comparativamente a igual período do ano anterior (128

em 2015 contra 110 em 2016), o que «contraria a tendência nacional». Por outro lado, «o número de elogios rececio- nados no Gabinete do Utente quase que duplicou em 2016, relativamente ao mesmo pe- ríodo de 2015», adianta a administração hospitalar, sem referir dados.

TMG

Rogério Pires no café-concerto

Rogério Pires toca amanhã

à noite (22 horas) no café-con- certo do TMG para apresentar

o seu primeiro álbum a solo, intitulado “Bagatelas”.

Natural de Pinhel, o gui-

tarrista conta com um vasto leque de experiências na mú-

sica e participação em diversos projetos. A entrada é livre.

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8 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

SEIA

IMI com reduções nas freguesias

Vinte freguesias e oito

zonas delimitadas na União de freguesia de Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros vão benefi- ciar de minorações no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em função das características dos territórios em que se in- serem, anunciou a autarquia.

A taxa do IMI para 2017

será de 0,48 por cento, mas os proprietários terão direito a reduções de 2,5 por cento nas localidades de Tourais e Lajes, Santiago, Santa Comba, Santa Marinha e São Martinho, Pi- nhanços, Paranhos e na União de Freguesia de Seia, São Ro- mão e Lapa dos Dinheiros (Al- deia da Serra, Arrifana, Catraia,

Lapa dos Dinheiros, Senhora

do Desterro, Póvoa Velha, Vales

e Vodra). Um benefício de 5 por

cento será concedido na União de Freguesias de Carragozela e Várzea, em Loriga, Sabugueiro,

Sameice e Santa Eulália, Torro- selo e Folhadosa, Travancinha, Valezim e Vila Cova à Coelhei-

ra. Em Girabolhos Sandomil e Sazes da Beira a redução será de 10 por cento, enquanto em Alvoco da Serra, Teixeira, Vide

e Cabeça será de 20 por cento.

A proposta aprovada na última

Assembleia Municipal contem- pla ainda uma diminuição de 5 por cento do IMI para prédios arrendados para habitação em todas as freguesias do concelho.

FREGUESIAS

Dois novos PT em São Miguel do Jarmelo

A EDP Distribuição, atra-

vés da sua Área Operacional Guarda/Castelo Branco, con- cluiu recentemente as obras de construção de dois novos postos de transformação (PT) na Ribeira dos Carinhos e em Montes/ Valdeiras, localida- des que integram a freguesia de São Miguel do Jarmelo (Guarda). Segundo a empresa, os postos de transformação vieram substituir outros dois cuja remoção ficou a dever-se às «limitações técnicas que já evidenciavam e à sua inade- quação em termos de enqua- dramento paisagístico». As obras levadas a cabo repre- sentaram um investimento total da ordem dos 20 mil euros e vão permitir o reforço da qualidade do serviço pres- tado, bem como um melhor enquadramento paisagístico destes novos PT. «Com estes dois equipamentos foi dado

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mais um contributo significa- tivo na afirmação do serviço de excelência que a EDP Dis-

tribuição disponibiliza a toda

a população do concelho da

Guarda», sublinha a elétrica.

COVILHÃ

Painel do “Jardim do Conhecimento” inaugurado no sábado

O painel que vai integrar

o futuro “Jardim do Conheci- mento”, que resultará da rea- bilitação da zona situada nas traseiras do edifício da Câmara da Covilhã, é inaugurado no sábado (10 horas). Da autoria do Poli Urban Art, o trabalho apresentará esculturas em aço corten que representam quatro covilha- nenses que se distinguiram nas ciências naturais, ciências

humanas, artes plásticas e ciências históricas. Trata-se de António dos Santos Viegas, Manuel Morais da Silva, Ma- nuel Nunes Geraldes e Luís Fernando Carvalho Dias. O mu- nicípio justificou a escolha por serem quatro personalidades que, «não tendo tido ainda o merecido reconhecimento por parte dos seus conterrâneos, tiveram um papel fundamental na história da cidade».

EMPRESAS

NERGA e Almeida assinam protocolo de colaboração

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O NERGA – Associação Em-

presarial da Região da Guarda e

a Câmara de Almeida celebraram

em agosto um protocolo de coo- peração com vista ao reforço da

competitividade e do desenvolvi- mento das empresas do concelho.

O acordo visa promover a

competitividade e o desenvol- vimento do tecido empresarial de Almeida bem como reforçar

a capacidade económica do con-

celho, através da prestação de serviços de informação, consul- toria, formação e apoio à inter- nacionalização, entre outros ati-

vidades previstas. Desta forma, as empresas poderão recolher

apoios do NERGA em diferentes

domínios, com realce para os in- centivos existentes no Portugal 2020, o empreendedorismo, a internacionalização e formação

profissional. O protocolo foi apresentado na segunda-feira

e, para António Baptista Ribeiro,

presidente da Câmara de Almei-

da, «face à sua experiência e o seu reconhecimento, o NERGA surge como o parceiro ideal para apoiar e informar os nossos empresários e empreendedores

nas suas tomadas de decisões». Por sua vez, Pedro Tavares, presidente do NERGA, salientou a importância desta iniciativa, uma vez que se insere na estra- tégia definida pela direção «em estar mais próxima das empre- sas e dos empresários». No âm- bito desta parceria, a Associação

Empresarial vai disponibilizar um técnico que, duas vezes por mês, estará presencialmente no concelho raiano para prestar os esclarecimentos e o apoio que os empresários e outros interessa- dos necessitem.

UBI

Laboratório de Fabricação a funcionar

O novo Laboratório de Fa-

bricação da Universidade da Beira Interior (UBI) foi inaugu- rado na passada quinta-feira. Situada na Faculdade de Engenharia, a estrutura dispõe de alta tecnologia para trabalhar a madeira, o aço ou a rocha, entre outros materiais, o que permite construir os protótipos necessários a projetos de inves- tigação. O laboratório está afeto ao Centre for Mechanical and

Aerospace Science and Tech- nologies (C-MAST), mas poderá prestar apoio a diversas áreas da universidade (como a bioenge- nharia ou biomedicina), além da aeronáutica, engenharia civil ou eletromecânica. O investimento de 600 mil euros, financiado por fundos europeus do programa “Mais Centro” e recursos pró- prios da UBI, era uma aspiração antiga de alguns departamentos da Faculdade de Engenharia.

Para a universidade, esta estru- tura coordenada pelo professor Hélder Correia «vai elevar a investigação feita na UBI a um novo patamar» e abrirá portas à criação de novas parcerias com a indústria. De resto, «já foram re- alizadas candidaturas a projetos com empresas importantes da metalomecânica sedeadas em Portugal que sem o Laboratório de Fabricação não teriam sido possíveis», adianta a UBI.

JOGOS TRADICIONAIS

Associação da Guarda na Indonésia

Dois elementos da Asso- ciação de Jogos Tradicionais da Guarda (AJTG) estão a participar no 6th TAFISA World Sport for

All Festival, em Jacarta (Indoné- sia), um encontro que se realiza este ano sob o lema “Unidade na Diversidade”. Esta participação surgiu de um convite do Governo português

e insere-se na passagem de teste-

munho para a sétima edição do festival que decorrerá em Portu- gal em 2020. O evento, que já teve uma edição na Guarda em 1990, reúne milhares de participantes dos quatro cantos do mundo e ocorre sempre em anos olímpi- cos. Em Jacarta, Carlos Laginhas e Francisco Martins, dois jovens da AJTG, vão apresentar e dinamizar

DR
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o jogo do pau português e a luta

de tração com corda. A delegação portuguesa, composta por dez

elementos, apresentará ainda outros jogos oriundos de várias regiões do país.

Publireportagem

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Publireportagem Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 9

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A Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo vai abdicar da totalidade da receita de IRS em 2017

O Município de Figueira de Castelo Rodrigo vai abdi- car, em 2017, da totalidade da receita de IRS que a lei lhe permitia receber, sobre os impostos pagos pelos residentes com domicílio fiscal naquele concelho. Desta forma, os figuei- renses beneficiarão, no re- sultado final da nota de liquidação, quanto ao valor

a pagar ou a receber em

sede de apuramento do imposto sobre o rendimen- to das pessoas singulares,

aliviando-se, assim, a carga fiscal sobre os orçamentos familiares dos munícipes. Também as empresas

e os empresários em nome individual, com sede na área do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, cujo volu- me de negócios do corrente ano não exceda os 150 mil euros, estarão isentos de derrama.

Acresceaestepacotefis-

cal,queoMunicípiodecidiu

pela taxa mínima de 0,3%

o IMI (Imposto Municipal

sobre Imóveis) a cobrar em

2017, bem como reduziu aquela taxa, até ao máximo legalmente previsto, em função dos dependentes que compõem o respetivo agregado familiar.

dos dependentes que compõem o respetivo agregado familiar. O Município abdica de receber valores resultantes da

O Município abdica de receber valores resultantes da cobrança dos impostos, de forma a que aqueles permaneçamnasbolsasdas famílias, garantindo assim

melhor qualidade de vida aos Figueirenses.

Tais benefícios fiscais permitirão ainda, às empre- sassediadasnoConcelho,um

novofolegofinanceiro,incen-

tivandotambémaquelasque aí se pretendam instalar.

Estes benefícios fiscais justificam-se pela necessi- dade de introdução de me- didas diferenciadoras para combater o elevado custo da interioridade e minimi- zar os desequilíbrios exis- tentesentrelitoraleinterior e permitem melhorar as condições de vida da popula- ção residente no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo bem como atrair residentes de outros concelhos.

Entende o Presidente da Câmara Municipal, Paulo

Langrouva,ser,assim,possí-

vel melhorar o nível de vida dos figueirenses, facilitar a

atividade dos agentes eco- nómicos no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e atrair o investimento tão necessário ao território.

e atrair o investimento tão necessário ao território. «É possível melhorar o nível de vida dos

«É possível melhorar o nível de vida dos figueirenses e facilitar a atividade dos agentes económicos», considera Paulo Langrouva, Presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo (à esquerda)

Em destaque IMI: 0,3 % Isenção de Derrama Taxa mínima Para volume de negócios do
Em destaque
IMI: 0,3 %
Isenção de Derrama
Taxa mínima
Para volume de negócios do corrente
ano até aos 150 mil euros

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1 0 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Novo imposto sobre o vinho

não deve avançar

Comissão Vitivinícola da Região da Beira Interior diz que aumento da carga fiscal «levaria a um abandono significativo» do setor

fiscal «levaria a um abandono significativo» do setor Ana Eugénia Inácio Notícias divulgadas na semana pas-

Ana Eugénia Inácio

Notícias divulgadas na semana pas- sada davam conta da possibilidade do próximo Orçamento de Estado incluía um aumento da carga fiscal em alguns produtos, incluindo o vinho. Mas tudo

não terá passado de especulação e apenas os refrigerantes vão ser alvo de um novo imposto, no entanto foi o suficiente para que os produtores da região ficassem alarmados. «Este imposto seria um desastre para

o setor do vinho», considerou o presi- dente da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI). João Carvalho mostrou-se confiante de que esta medida não iria avançar mas lembrou que «mais um encargo para os vinicultores levaria a um abandono significativo das vinhas», sobretudo para a Beira Interior, onde o preço do vinho é inferior. O presidente da Adega Cooperativa de Pinhel partilha da mesma opinião e avisa que um novo imposto sobre o vinho seria «duplamente prejudicial» e ao mesmo tempo «contra- ditório». Agostinho Monteiro recorda que Portugal tem-se mostrado contra

o Imposto Especial sobre o Consumo

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Medida chegou a ser falada para o Orçamento de Estado de 2017

(IEC) que já foi várias vezes debatido em Bruxelas e «não faz sentido agora aprovar um novo imposto», sublinhou o respon- sável. Além disso, para o dirigente esta decisão só poderia chegar de «alguém que não tem conhecimento do mundos dos vinhos, pela complexidade que seria implementar» esta nova regra. Mas o mais grave para Agostinho Monteiro é que os vinhos iriam tornar- se «invendáveis», pelo que seria uma decisão «devastadora para a agricultura do interior». A Associação Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas (ANDOVI) também reagiu assim que saíram os primeiros rumores e em co- municado considerou que o lançamento de um imposto sobre o vinho seria uma medida «da mais elementar injustiça», uma vez que prejudica diretamente os agricultores. Os valores baixos a que as uvas são pagas foi também apontado como uma razão, com a ANDOVI a lem- brar que as «empresas e cooperativas que estão a fazer um esforço de investimento duríssimo para tentarem abrir mercados de exportação e, assim, reduzirem a de- pendência do mercado nacional, serão altamente prejudicadas». Recentemente o Imposto sobre o

álcool e bebidas alcoólica foi aplicado na Grécia com um valor de 0,20 euros por litro, o que a nível nacional poderá re- presentar um valor entre os 0,17 euros e os 0,24 euros por garrafa, ao que acresce ainda a taxa de IVA em vigor.

Adega da Covilhã «deve manter-se no meio»

A situação vivida pela Adega da Covilhã preocupa João Carvalho, que considera que a instituição «se deve manter no meio». Para o também produtor de vi- nhos, é das cooperativas que os pe- quenos produtores dependem. Caso a adega covilhanense venha a encerrar será «uma perda para o setor empre- sarial da região», lamenta o presidente da CVRBI. Recorde-se que este ano, devido à difícil situação económica e financeira da Adega da Covilhã, não houve receção de uvas e a instituição viu-se obrigada a avançar para um Plano Especial de Revitalização.

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ESPECIAL

Quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Especial Carta de Pêro Vaz de Caminha Belmonte

Quinta-feira, 13 de outubro de 2016 E special Carta de Pêro Vaz de Caminha B elmonte

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de 2016 E special Carta de Pêro Vaz de Caminha B elmonte 1 Belmonte mostra Carta
de 2016 E special Carta de Pêro Vaz de Caminha B elmonte 1 Belmonte mostra Carta
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Belmonte mostra Carta

de Pêro Vaz de Caminha

de 2016 E special Carta de Pêro Vaz de Caminha B elmonte 1 Belmonte mostra Carta

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2 E special Carta de Pêro Vaz de Caminha B elmonte Quinta-feira, 13 de outubro de

Especial Carta de Pêro Vaz de Caminha Belmonte

Quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Uma Carta inestimável no castelo de Belmonte

Documento original de Pêro Vaz de Caminha com o relato da descoberta do Brasil está em exposição até ao final do mês

do Brasil está em exposição até ao final do mês Carta de Pêro Vaz de Caminha

Carta de Pêro Vaz de Caminha data de 1 de maio de 1500

Tem uma oportunidade única para ver, em Belmonte, um dos documentos históricos mais relevantes dos Descobrimentos portugueses. Trata-se da “Carta a El-Rei Dom Manoel sobre o Achamento do Brasil”, de Pêro Vaz de Cami- nha, que está patente na Sala Pedro Álvares Cabral, no castelo, até ao final deste mês. Esta exposição do um documento inscrito desde 2005 pela UNESCO no Registo da Me- mória do Mundo celebra a ligação de Belmonte a este episódio ímpar na história universal, enquanto berço do capitão da expedição que

realizou este feito. A carta é o primeiro teste- munho da existência de um mundo até então desconhecido dos povos e o primeiro relato dessa nova realidade, (d)escrita no período crucial dos Descobrimentos, quando a ciência

náuticafinalmentetornoupossívelfazerreconhe-

cimento do nosso planeta. De valor inestimável, a Carta de Pêro Vaz de Caminha nunca foi exposta ao público em Portugal fora da Torre do Tombo. Dali apenas saiu para as comemorações do Descobrimento do Brasil em 2000. «Não se trata de um relato de viagem, uma narrativa de um conjunto de peripécias com um

viagem, uma narrativa de um conjunto de peripécias com um Visitantes tentam ler documento histórico fim

Visitantes tentam ler documento histórico

fim e uma moral adjacentes, nem uma tentativa de exaltar os autores da gesta ou o seu suse- rano, nem ainda uma tentativa de relevar uma qualquer supremacia tecnológica ou racial. O que se encontra neste documento burocrático

ou racial. O que se encontra neste documento burocrático O presidente António Dias Rocha (à direita

O presidente António Dias Rocha (à direita na foto) na Torre do Tombo, aquando do anúncio da exposição

foto) na Torre do Tombo, aquando do anúncio da exposição Sala Pedro Álvares Cabral, no castelo

Sala Pedro Álvares Cabral, no castelo

da exposição Sala Pedro Álvares Cabral, no castelo Virgem com Menino, atribuída a João Afonso, da

Virgem com Menino, atribuída a João Afonso, da Oficina de Coimbra (séc. XV)

e que se insere na tradição dos cronistas me-

dievais portugueses é a descoberta do “outro”», lê-se no texto de apresentação da exposição.

A carta é um manuscrito original de 1500, en-

viada ao rei D. Manuel I. Segundo o município de Belmonte, a mostra pretende fazer «um contraponto entre o caráter efabulatório da cartografia pré-era dos Descobrimentos e o levantamento exaustivo efetuado» pelos por-

tugueses nas suas incursões por África, Índias Orientais e no Novo Mundo, do qual o relato de Pêro Vaz de Caminha é o momento inaugural. Acontextualização histórica é feita através da incorporação de peças que integram o acervo de dois museus nacionais e das mais relevantes coleções privadas de arte antiga. Esta opção expositiva permite ao público o contacto visual com objetos coevos de Pêro Vaz de caminha e Pedro Álvares Cabral. As imagens religiosas, similares às figuras devocionais presentes nas residências reais ou nas grandes casas da nobreza europeia, e os azulejos do Palácio de Sintra exprimem as grandes realizações estéticas dos séculos XV

e XVI. Promovida pela Câmara de Belmonte,

Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e Direção-Geral de Cultura do Cen- tro, a exposição intitulada “O Novo Mundo e a Palavra” tem curadoria de D. André de Quiroga.

Quem era Pêro Vaz de Caminha

Pouco se sabe sobre Pêro Vaz de Caminha, fidalgo, escrivão e vereador na Câmara do Porto, que junto a Mestre João, cosmógrafo da armada de Pedro Álvares Cabral, descreveu a gesta da chegada ao território que é hoje Porto Seguro. O primeiro fê-lo de forma literária e o segundo num registo científico, onde aparece pela primeira vez sinalizado o Cruzeiro do Sul. Pêro Vaz de Caminha nasceu no Porto em 1450 (em dia e mês desconhecidos) e morreu em Calecut (Índia) a 15 de dezem- bro de 1500. Ficou conhecido pela carta que dirigiu ao rei D. Manuel, datada de 1 de maio de 1500, onde relata o “achamento” do Brasil. O documento foi descoberto na Torre do Tombo em 1773 por José de Seabra da Silva, tendo sido publicada por Aires do Ca- sal na Corografia Brasílica em 1817. Jaime Cortesão publicou-a em fac-símile em 1943.

Horário e preços

A exposição pode ser visitada das 9 às 12h30 e das 14 às 17h30 na Sala Pedro Álvares Cabral, no castelo de Belmonte. Os preços dos bilhetes variam dos 5 euros (bilhete individual, só à exposição da carta de Pêro Vaz de Caminha) a 3,5 euros (para reformados, só à exposição da carta de Pêro Vaz de Caminha). O município disponi- biliza ainda pacotes que incluemvisitas aos cinco museus de Belmonte por 10 (público em geral) e 8,5 euros (reformados).

Quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Especial Carta de Pêro Vaz de Caminha Belmonte

Quinta-feira, 13 de outubro de 2016 E special Carta de Pêro Vaz de Caminha B elmonte

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«A exposição da Carta de Pêro Vaz de Caminha foi um reencontro de Belmonte com a sua própria história»

António Dias Rocha, presidente da Câmara de Belmonte, a propósito de um acontecimento cultural e histórico único

P – A exposição da Carta de Pêro Vaz de Ca-

minha é um acontecimento cultural e histórico

na região e no país porque documento nunca foi exposto ao público em Portugal fora da Torre do Tombo. Que argumentos invocou o município para o trazer para Belmonte?

R - É um documento da Humanidade, mas é

muito nosso… A Carta foi escrita a mando de Pe- dro Álvares Cabral para dar conhecimento a el-rei D. Manuel I do achamento daquelas terras. Uma carta que, certamente, esteve nas mãos dele… É

o mais próximo que podemos chegar junto do herói

desta terra. Há assim uma há uma ligação histórica, mas também sentimental. A “Carta de Pêro Vaz de Caminha” é um documento classificado como património nacional, inscrito pela Organização das NaçõesUnidasparaaEducação, CiênciaeCultura (UNESCO), no Registo da Memória do Mundo, que apenas saiu uma vez de Lisboa, para o Brasil, no âmbito das comemorações do quinto centenário do seu descobrimento. Que outro lugar para expor a “carta” que não fosse Belmonte?

P - Qual o impacto desta exposição da Carta de Pêro Vaz de Caminha em Belmonte?

R - É um documento valioso que nos narra

a chegada de Cabral às terras do novo mundo,

terras de Vera Cruz, hoje Brasil… E é de uma qua- lidade literária para a altura perfeitamente notável. Descrições fantásticas das terras e, sobretudo, das gentes. E que nos permite também traçar um perfil humanista de Cabral! Esta exposição foi um reencontro de Belmonte com a sua própria história.

P - Quantos visitantes já foram ver a ex- posição?

R - Em finais de setembro tínhamos oito mil

visitas, mas esperamos chegar às 10 mil até final deste mês. Recordo que, por motivos de seguran- ças, para manter a temperatura da sala, só são possíveis visitas de grupos com o máximo de seis pessoas. O que nos limita muito nas marcações de grupos grandes, como é o caso das escolas!

P-Aautarquiatemprevistaalgumaativida-

de com as escolas no âmbito desta exposição?

R - Belmonte sempre teve uma preocupação

pedagógica em apresentar a sua história. É um orgulho do passado mas um foco de conhecimento quequeremostransmitiraosmaisnovos.Queremos contribuir para que as novas gerações gostem de história e se interessem por estes temas…Areação tem sido boa. Escrevemos a todas as escolas do país, convidámosprofessoresealunosparaquenos visitassem e têm sido muitos os que responderam ao convite. Há também uma campanha de promoção que inclui “outdoors”, publicidade, informação para escolas e universidade com o objetivo de divulgar este acontecimento único… Estamos até ao momento a ter uma boa resposta do público, esperemos que este número siga em crescimento até ao final do mês. É um momento único de cultura e ligação entre os dois povos, mas também um símbolo da história universal que ninguém deve perder!

um símbolo da história universal que ninguém deve perder! P - Na vila de Pedro Álvares

P - Na vila de Pedro Álvares Cabral, onde há

o Museu dos Descobrimentos, este é o docu-

mentoquefaltaparacompletaroentendimento

da descoberta do Brasil. O que pode ficar depois

desta atividade?

R - O Museu é, em si, um centro interpretativo

das Descobertas, com um foco especial na viagem de Cabral. A “Carta” já está lá evidenciada, mas é claro que ter entre nós o “original” dá uma sensação

forte. Uma coisa é falar de alguém distante, outra é poder abraçá-la – é quase o que sentimos com esta exposição. Depois da exposição oficial, ficará um “fac simile” para perpetuar o documento em Belmonte!

Álvares Cabral, filho de Belmonte. Temos o Mu- seu das Descobertas ligado à grande epopeia de Cabral e um sem número de atividades, como já referi. Temos por isso uma divulgação constante de Belmonte como um todo, a “Carta” foi mais um

incentivo, e realmente as visitas foram em grande número. É a “certidão de Nascimento” do Brasil, tem por isso um significado grande para todos os brasi- leiros. Quando fomos à Torre do Tombo, levámos connosco um representante da tribo Pataxó, que

habita ainda o monte Pascoal, descrito na “Carta”….

P - Qual a expressão do turismo brasileiro em Belmonte. Recebem muita gente? Qual a nacionalidade, além da portuguesa, mais presente? R - Todo o brasileiro sente uma emoção ao chegar à terra de Belmonte. Começa por encontrar a bandeira do Brasil no torreão do Castelo e depois há a ligação afetiva pelo facto de aqui ter nascido Cabral. Contudo, gostaríamos de ter um poder de atração maior, pois o grande turismo do Brasil fica muito no litoral de Portugal. É preciso cativar mais ainda a sua atenção. Temos ainda muitas visitas, mas muitas mesmo, de grupos de Israel, pois Bel- monte tem uma outra vertente muito rica – a sua comunidade judaica, que aqui tem permanecido durante séculos.

P - Com esta exposição, Belmonte quer afirmar-se como polo de referência nas rotas do turismo cultural e histórico? Que outros projetos poderão surgir nestas áreas? R - Podemos definir em Belmonte o Turismo Documental como uma vertente inovadora em todo o país. E desde já posso afirmar que esta- mos a negociar com a Torre do Tombo uma nova exposição que será inaugurada, em princípio, a 13 de novembro no torreão do castelo de Belmonte. Daremos conta da novidade em breve!

P - O tem feito o município para divulgar o concelho junto do mercado brasileiro
P - O tem feito o município para divulgar
o concelho junto do mercado brasileiro e com
que efeitos?
R - Dizemos com orgulho que “Em Belmonte
nasceu o Brasil”. É claro que se trata de uma
metáfora, mas serve para assinalar esta ligação
umbilical que nos liga àquelas terras via Pedro
«Ter entre nós o “original” dá
uma sensação forte. Uma coisa é
falar de alguém distante, outra é
poder abraçá-la
– é quase o que
sentimos com esta exposição.»
«

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4 E special Carta de Pêro Vaz de Caminha B elmonte Quinta-feira, 13 de outubro de

Especial Carta de Pêro Vaz de Caminha Belmonte

Quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Belmonte, terra de histórias e de museus

Terra de Pedro Álvares Cabral, a vila de Belmonte justifica plenamente as caracter- ísticas que lhe terão dado o nome. Diz a tradição que “Belmonte” provém do lugar onde a vila se ergue (monte belo ou belo

monte). No entanto, há quem lhe atribua o

título de “belli monte” – monte de guerra.

A história da vila surge normalmente as-

sociada à história da família dos Cabrais

e dos judeus. Foi terra natal de Pedro

Álvares Cabral, o navegador que, no ano de 1500, comandou a segunda armada com destino à Índia e que acabou por descobrir o Brasil. Esta Aldeia Histórica possui diversas atratividades que esperam pela sua visita.

Ecomuseu do Zêzere

que esperam pela sua visita. Ecomuseu do Zêzere O Ecomuseu do Zêzere, o espaço museológico mais

O Ecomuseu do Zêzere, o espaço museológico mais antigo da vila, abriu em 2001 e dispõe de recursos digitais e de novas tecnologias, tendo sido renovado em 2005. À entrada, é possível observar fotos de paisagens do rio Zêzere, com destaque para as paisagens do concelho atravessadas por este rio. Esta coleção compõe um mosaico que dá forma ao logótipo do Ecomuseu. Mais à frente, o visitante é convidado a interagir com um friso

cronológico original que conta, em quatro idiomas, a história dos diferentes períodos geológicos do planeta e algumas das alterações ocorridas no Vale do Zêzere. Finalmente, num terceiro momento acontece uma ceifa interativa, onde se recorda a prática ancestral da ceifa manual do centeio nas margens do Zêzere. Estas novidades tecnológicas foram introduzidas pela IS2you

e marcam o início da renovação do Ecomuseu de Belmonte e, posteriormente, dos restantes museus da vila, apostando na criatividade e inovação tecnológica.

Museu do Azeite

na criatividade e inovação tecnológica. Museu do Azeite Um novo espaço de memória e tradição abriu

Um novo espaço de memória e tradição abriu também as portas em 2005 para preservar

as mós, as prensas, as termobatedeiras e os restantes materiais que produziram o azeite da vila até 1995. Trata-se do Museu do Azeite, edificado no antigo lagar adquirido pela Câmara em 1991, que

é, após o Ecomuseu do Zêzere e o Museu Judaico, o terceiro de cinco museus temáticos que a

autarquia desenvolveu para preservar o património da vila. O principal objetivo deste equipamento

é dar a conhecer ao visitante as técnicas da produção do azeite e a importância que este teve

na economia local. O museu desenvolve-se em três pisos, contando no exterior com uma área de lazer, com a preservação de um olival e onde se localizam a maioria dos suportes informa- tivos. Estamos perante um espaço multifuncional, pois no seu interior funciona um restaurante panorâmico e uma cafetaria, para além de serem abordados temas ligados à “Explicação do Processo Produtivo Local”, “Tipos de Azeite” e “O Futuro do Azeite - Experiências de Valorização”.

Museu Judaico

do Azeite - Experiências de Valorização”. Museu Judaico Com vista à recuperação e melhoramento do centro

Com vista à recuperação e melhoramento do centro histórico, a autarquia de Belmonte levou a cabo uma intervenção em 2005, inserida no Plano das Aldeias Históricas de Portugal. Com incidência no turismo religioso e cultural, foi implementada uma rede de museus que integra, além do Ecomu- seu, o Museu Judaico e o Museu do Azeite. O Museu Judaico, instalado no edifício onde funcionou o primeiro Colégio de Belmonte, dá especial atenção aos hábitos quotidianos dos judeus portugueses, nomeadamente os referentes à alimentação, vestuário, profissões e seus utensílios, à habitação, bem como às práticas cerimoniais. É possível encontrar objetos de culto e religiosos, vestuário, instrumen- tos de trabalho e domésticos, livros e numerosa informação sobre a vivência desta comunidade no nosso país. Trata-se de um projeto que liga Belmonte (onde estão concentrados a maior parte dos judeus da região), Covilhã, Guarda, Fundão, Pinhel, Gouveia, Linhares da Beira, Trancoso, Celorico da Beira e Penamacor, cujos centros históricos escondem inúmeros vestígios do protagonismo dessa comunidade na região. Em Belmonte, a história dos judeus remonta ao século XIII (1297) e subsiste ainda hoje com organização e cumprindo os principais ritos religiosos. O Museu Judaico vai ser alvo de obras de remodelação e renovação de conteúdos que de- verão ficar concluídos até 26 de abril, Dia do Concelho. Até lá, será organizada uma exposição temporária noutro espaço da vila para onde serão transferidas as suas peças.

Museu dos Descobrimentos

serão transferidas as suas peças. Museu dos Descobrimentos Em terras de Pedro Álvares Cabral, a autarquia

Em terras de Pedro Álvares Cabral, a autarquia não podia deixar de valorizar os Descobri- mentos, pelo que revitalizou o Solar dos Cabrais transformando-o num Centro de Interpretação dos Descobrimentos. Desde 2008, Belmonte usufrui de um novo espaço museológico “À Descoberta do Novo Mundo”, que representa uma homenagem da autarquia a um dos principais descobridores lusos e senhor da vila. Como não poderia deixar de ser, o novo museu nasce no histórico Solar dos Cabrais, um edifí-

cio construído no século XVIII que foi a segunda residência da família Cabral para substituir o Paço do Castelo que havia sido afetado por um incêndio. O equipamento tem por base a Descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral no ano de 1500, sem esquecer todos os aspetos relacionados com

a Época dos Descobrimentos. Trata-se de uma verdadeira viagem ao século XV, onde o visitante

pode contemplar, de forma interativa e com o recurso às novas tecnologias multimédia, as músicas,

a paisagem, o clima, os costumes e tradições da época, tanto portuguesas como brasileiras.

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 1 5

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MANTEIGAS

Nova biblioteca municipal vai custar mais de 189 mil euros

SEIA

Abertas candidaturas para bolsas de estudo no ensino superior

A Câmara de Seia abriu a fase de candidaturas, que decorre até ao final do mês, para a atribuição de bolsas de estudo aos alunos do concelho que fre- quentam o ensino superior. Neste ano letivo a autarquia atribuirá 13 bolsas a estudantes com maiores carências eco- nómicas, das quais dez serão para alunos deslocados e três para estudantes da Escola Superior de Turismo e Hotelaria.

A Câmara de Manteigas consignou

na segunda-feira à Biosfera as obras de modernização da biblioteca municipal, um empreitada orçada em 189.740 euros, anunciou a autarquia.

O concurso público, que decorreu

nestes últimos meses, teve como base um projeto de requalificação do centro cívico da vila serrana onde funcionava a antiga biblioteca e da sua interligação com o au- ditório municipal, designadamente com a instalação de um elevador panorâmico para acesso do público aos dois equipamentos. «Trata-se de um novo conceito de biblio- teca, denominado “Centro de Criatividade, d’Inovação Social e Biblioteca de Mantei- gas”, que terá, entre outras, as valências de multimédia, escola “charter”, oficina de “co- working” social, Leitura Digital, biblioteca, espaço de criatividade infantil, informática, zona de pesquisa e desenvolvimento e uma área “lounge”», adianta o município em co- municado. A conclusão dos trabalhos está prevista para o final do primeiro trimestre de 2017, prevendo-se que possa abrir ao público ainda durante o presente ano letivo.

SEIA

Abertas candidaturas à comparticipação de medicamentos

Está aberto até ao final do mês, em Seia, um novo período de candidaturas ao Programa Municipal de Comparticipação em Despesas com Medicamentos. A medi- da destina-se a apoiar munícipes idosos e pensionistas por invalidez. De acordo com a autarquia, esta seg- unda fase procura alargar a resposta para além dos pedidos rececionados em março deste ano. O programa tem como objetivo apoiar a compra no concelho de medica- mentos prescritos em receita médica e comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde através do reembolso de despesas, em 50 por cento, na parte que cabe ao utente. Para 2016 foi aprovada uma verba de 5 mil euros até um limite de 50 benefi- ciários. Os interessados devem efetuar o seu pedido de comparticipação junto do Balcão Único, mediante preenchimento de formulário próprio.

LONGROIVA

“O poder da comunicação para os territórios” em debate

Ricardo Costa, diretor-geral de infor- mação do Grupo Impresa, proprietário do “Expresso” e da SIC, entre outros meios de comunicação, é o orador do jantar debate

sobre “O poder da comunicação para os ter- ritórios”, a realizar dia 28 no Hotel Termal & SPA Longroiva (Mêda).

A iniciativa é promovida pela Terri-

tórios do Côa - Associação de Desenvolvi- mento Regional, com o apoio do município local. Os promotores consideram o tema muito oportuno, «tendo em conta que perante uma atuação à escala globalizada e, por isso, mais exigente e desafiante, é fulcral os agentes locais comunicarem o seu território, os seus produtos e serviços de forma estratégica e concertada a fim de se afirmarem positivamente».

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1 6 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Despedimento coletivo na CIMD

Empresa de componentes para relojoaria dispensou 42 trabalhadores em consequência da «queda abrupta do mercado»

DR
DR

A CIMD labora atualmente nas antigas instalações da ERES

Quarenta e dois trabalha- dores de um total de 100 foram despedidos da CIMD - Compa- nhia Industrial de Materiais

Duros, S.A, empresa localizada do Fundão que desenvolve ativi- dade na área da relojoaria.

A medida foi anunciada na

marcas têm vindo a dispensar

colaboradores e fornecedores». Os responsáveis da CIMD asseguram ainda que traba- lharam «no sentido de manter

a carteira de encomendas e

clientes», mas adiantam que

a empresa «não está imune às

fábrica de confeções ERES. O acordo mantém-se «inalterado» garantiram os responsáveis. Contactado por O INTE-

RIOR, Paulo Fernandes, presi-

dente do município, lamenta

a despedimento coletivo, mas

compreende que se deva a uma

quinta-feira e este despedimen-

condições do mercado e com a

«alteração do mercado mundial»

to coletivo foi a única solução

queda tão abrupta do mercado

e

«é natural que a empresa vá

encontrada «para manter os

também foi atingida». A CIMD

ajustando o funcionamento de

postos de trabalho para a maio-

é

uma empresa com capital

acordo com o mercado». O autar-

nas uma fase», pois a CIMD «está

ria dos colaboradores», disse a empresa em comunicado, expli-

francês e desenvolve atividades na área da relojoaria, no fabri-

ca está confiante que será «ape-

cando que «somente desta for- ma se mantêm os restantes pos-

co de componentes para esta indústria e também numa nova

a

direcionados para outras áreas

trabalhar em novos projetos

tos de trabalho e se salvaguarda

área denominada UMD, onde

dentro da indústria de luxo», pelo

a

perenidade da empresa». «A

são fabricadas peças de média

que não tem dúvidas que «o mer-

queda abrupta do mercado» foi

precisão destinadas a diversos

cado vai melhorar». Nessa altura

justificação apresentada para esta decisão. No mesmo comu-

a

tipos de indústria. Há cerca de três anos a empresa celebrou

será possível voltar a contratar os funcionários agora despedidos,

nicado a empresa faz referência

um acordo com a Câmara do

pois a empresa já deixou a garan-

à

«conjuntura complicada que

Fundão que levou à mudança

tia de que «quando estivermos

a

relojoaria suíça atravessa»

da empresa para novas e requa-

recuperados da situação, também

e

acrescenta que «as grandes

lificadas instalações, na antiga

iremos recuperar muitos deles».

BELMONTE

Assembleia Municipal defende regresso da freguesia do Colmeal da Torre

A última Assembleia Muni-

cipal (AM) de Belmonte apro- vou, por unanimidade, uma

moção que apela à Assembleia da República para que seja re- vogada a extinção da freguesia do Colmeal da Torre.

O documento apresentado

pelo PS defende que a reversão da decisão ocorra antes das pró- ximas eleições autárquicas, em 2017. «A extinção da freguesia do Colmeal da Torre foi feita à margem dos verdadeiros inter- esses das populações», pelo que

a reposição do estatuto de fre-

guesia seria um «ato de justiça», lê-se na moção apresentada pelo deputado Carlos Pinheiro. Os so- cialistas argumentam ainda que «a existência de uma estrutura administrativa, como são as Jun-

tas de Freguesia, que, em zonas

rurais, são, muitas vezes, a única relação de proximidade com

o poder público, é de enorme

significado para a população», defende a moção. Esta reivin- dicação foi apoiada pelo presi- dente da Câmara de Belmonte,

que recordou que o Parlamento inviabilizou uma proposta do PCP para a revogação da extinção de freguesias ser discutida. «Esse grupo parlamentar foi o único que nos contactou tendo o município respondido que era favorável à constituição da freguesia do Col- meal da Torre», afirmou António Dias Rocha. A localidade integra

atualmente a União de Freguesias de Belmonte e Colmeal da Torre, tendo a extinção da freguesia ocorrido contra a vontade de autarcas e população local.

PINTURA

Isabel Matos expõe em Fornos de Algodres

Isabel Matos expõe no CHIAFA (Centro de Interpre- tação Histórica e Arqueoló- gica de Fornos de Algodres), no âmbito do ciclo “Pinturas Fornenses”.

A mostra está patente até

7 de novembro. A pintora é natural de Figueiró da Granja, onde reside atualmente após

ter emigrado para França. Os trabalhos manuais, a pintura

e o artesanato sempre a fas-

cinaram e quando regressou

a Portugal frequentou vários

cursos de pintura em tecidos

e artes decorativas. Começou a

pintar em tela por curiosidade,

tendo apurado a técnica com

a professora Maria da Graça

Almeida. «Foi para a homena- gear que aceitou expor os seus

trabalhos nesta exposição», adianta o CHIAFA.

BELMONTE

Inaugurado Gabinete de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e de Género

Abriu na sexta-feira, em

Belmonte, o Gabinete de Aten- dimento a Vítimas de Violência Doméstica e de Género.

O atendimento é assegu-

rado pela CooLabora todas as terças-feiras à tarde ou noutro horário por marcação prévia através do telemóvel 963 603 300. A abertura deste serviço acontece no âmbito do protocolo celebrado entre a Se-

cretaria de Estado, as autarquias de Belmonte, Covilhã e Fundão,

a CooLabora e cerca de duas

dezenas de entidades. Neste

caso, o município de Belmonte

é o responsável concelhio pela

iniciativa que funciona em insta- lações cedidas pela Misericórdia local. A sessão inaugural contou com a presença da secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino.

MÊDA

Herança judaica evocada em colóquio

DR
DR

A “Herança Judaica, patri-

mónio a preservar e a valorizar” foi o tema do colóquio realizado no passado dia 3 no auditório da Casa Municipal da Cultura da Mêda. Os diferentes oradores revelaram as conclusões de trabalhos de investigação e de levantamento de marcas da presença judaica, bem como da análise de lápides, inscrições e de processos da Inquisição cujos arguidos eram naturais ou residentes de judiarias da re- gião, como Trancoso e Marialva.

Os intervenientes defenderam ainda a necessidade de apro-

veitamento do património rela- cionado com a herança judaica

e a sua integração em rotas tu-

rísticas. Na sessão de abertura,

o autarca local Anselmo Sousa

justificou a pertinência do even- to e recordou que o município aderiu recentemente à Rede de Judiarias de Portugal. No âmbito do colóquio foi inaugurada na Biblioteca Municipal a exposi- ção “Magen David” (“A estrela de David”), vista por pintores, fotógrafos e “quilters” de Israel.

BENDADA

Passeio de clássicos em Rebelhos

Realiza-se no domingo a quarta edição do passeio de

automóveis clássicos de Rebe- lhos (Sabugal).

O ponto de encontro está

marcado para o largo do cas- telo de Belmonte, onde a ati- vidade terá início pelas 9h30. Os participantes vão partir em

direção a Peraboa (Covilhã) e rumam depois até à anexa da Bendada, local do almoço. O passeio é organizado pelo Gru-

po Desportivo Cultural e Recre- ativo de Rebelhos e as inscrições terminam amanhã através dos contactos 960 057 405/ 275 912 836 ou 936 579 874.

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 1 7 Opinião OVO DE COLOMBO “Illuminate”,

17

Opinião OVO DE COLOMBO “Illuminate”, de Shawn Mendes DR Susana Nevado Este mês falo do
Opinião
OVO DE COLOMBO
“Illuminate”, de Shawn
Mendes
DR
Susana Nevado
Este mês falo do ar-
tista Shawn Mendes e
do seu novo álbum,
“Illuminate”. O can-
tor canadiano, filho
de mãe britânica e pai
português, começou a
sua carreira na aplicação
“vine”, através da qual se
tornou conhecido mundial-
mente. Esta fama na Inter-
net levou-o, mais tarde, a
assinar um contrato com a editora
Island Records, tendo lançado um
EP (Extended Play) e dois álbuns
completos, intitulados “Handwrit-
ten” e “Illuminate”.
Este último foi editado em se-
tembro passado e tem um som pa-
recido com o anterior, transmitindo
um sentimento de relaxamento,
pois a maior parte das músicas
são calmas. “Treat you Better” foi
“Three Empty Words” e
“Mercy” vieram a seguir. O primei-
ro transmite um sentimento mais
feliz do que as músicas referidas
anteriormente e é, simplesmente,
um tema bonito. Já “Mercy” é mais
pesado e podemos ouvir a voz do
cantor acompanhada ao piano. Ou-
tro dos temas que acho importante
referir é “No Promisses”, uma
canção calma e com um refrão
energético. Esta é uma daquelas
o primeiro tema a ser lançado por
Shawn Mendes e fala sobre uma
relação abusiva entre um casal, e
músicas que só precisamos ouvir
uma vez para nos viciarmos nela.
Podemos encontrar diversas notas
o quão inútil o artista se sente por
não poder ajudar a rapariga pela
qual se importa.
Já “Ruin” foi o primeiro sin-
gle promocional de “Illuminate”,
apresentando-se como uma mú-
sica calma e cheia de emoção.
Podemos ouvir a voz emocional do
cantor ao som de suaves acordes
de guitarra, o que torna este tema
simples e arrepiante.
altas do artista ao som de um
instrumental de viola.
Concluindo, “Illuminate” é
um disco tão bom como o projeto
anterior de Shawn Mendes, com
vários temas consistentes que se
interligam entre si e que formam
um álbum bem conseguido. O
cantor e compositor vai atuar em
Portugal a 10 de maio de 2017, na
Meo Arena, em Lisboa.

TEATRO

Teatro das Beiras volta à cena

DR
DR

“Operários da Utopia”, uma criação coletiva encenada por Marco Ferreira, é a 95ª produção do Teatro das Beiras. A peça foi estreada anteon- tem no auditório da companhia covilhanense e fica em cena até dia 27 com sessões para escolas (3º cicloesecundário)eparaopúblico em geral. O ponto de partida desta dramaturgia é a ideia de utopia queinspirouThomasMore,Aldous HuxleyeGeorgeOrwell,tendosido perguntado aos alunos das escolas secundárias da Covilhã para que serve a utopia nos dias de hoje. O material recolhido foi trabalhado

teatralmente e o resultado foi uma nova pergunta: Para que serve o teatro? «Estas são as duas perguntas-chave para as quais não temos, nem queremos ter resposta, antes esperamos a partir delas provocar um debate necessário acerca da dicotomia existente entre a sociedade e a arte, o teatro e a utopia, a imagi- nação e a realidade. Afinal todos somos os operários da utopia», adianta a produção. A interpre- tação é de Marco Ferreira, Miguel Telmo, Sónia Botelho, Flávia Cas- tro (acordeão), Inês Leitão (cla- rinete) e João Morgado (violino).

MÚSICA

A vez de Peter Murphy

no TMG

Depois de Lloyd Cole, é a vez de Peter Murphy subir ao palco do Teatro Municipal da Guarda (TMG) sábado à noite para um dos quatro concertos agendados para Portugal. O ex-vocalista dos len- dários Bauhaus volta a pisar território nacional, depois de ter atuado no festival Vilar de Mouros, em agosto, e de em maio ter passado pelo Porto e Lisboa. O motivo desta mini digressão é “Stripped”, um concerto que inclui te- mas da banda britânica e da sua posterior carreira a solo, num total de 40 anos. Peter Murphy (1957) é um dos no- mes referência do rock gótico dos anos 80, tendo marcado uma geração com temas como “Bela Lugosi is Dead”, “Kick in the Eye” ou “Strange Kind of Love”. Em 1984, o músico encetou um projeto chamado Dali’s Car com Mick Karn, ex- membro dos Japan. Após esta

Dali’s Car com Mick Karn, ex- membro dos Japan. Após esta Ex-vocalista dos Bauhaus está em

Ex-vocalista dos Bauhaus está em Portugal com a digressão “Stripped”

breve experiência, em 1986 Peter Murphy iniciou uma

promissora carreira a solo com

o primeiro álbum “Should the

world fail to fall apart”, em que se afastou do estilo musical dos Bauhaus e explorou uma via mais pop que lhe granjeou

DR novos admiradores em todo

o mundo. Dois anos depois

atingiu o auge da popularidade com o segundo álbum a solo, intitulado “Love Hysteria”, que incluiu singles como “All night

long”, “Indigo Eyes” e “Cuts you Up”, temas que consagraram Peter Murphy com um compo- sitor talentoso. Neste concerto intimista na Guarda o britânico terá dois convidados muito especiais:

Emilio Zeff China (baixo e vio- lino) e John Andrew (guitarra).

O espetáculo está marcado para

as 21 horas e está esgotado há algum tempo mas o TMG adianta que hoje (dia 13) poderá haver «alguns bilhetes» à venda na bilheteira do Teatro Municipal. Antes da cidade mais alta, o mú- sico atua amanhã no Convento

São Francisco, em Coimbra. No domingo sobe ao palco da Casa da Música, no Porto, e na segunda-feira estará na Aula Magna, em Lisboa.

BMEL

Livros e colóquio dedicado a Sacadura Cabral

Este mês há um colóquio dedicado a Sacadura Cabral e a apresentação de livros na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), na Guarda. “Toleimas e paranoias nos arrabaldes da Sé”, de Jorge Mar- garido, é o título da obra que será lançada no dia 22, realizando-se três dias depois a apresentação do livro infantil “Papá, eu estou apaixonado?”, de Odete Ferreira, com duas sessões para a comu-

nidade escolar. No dia 26 será revelado “O mundo à volta das letras”, uma edição da Câmara da Guarda/BMEL com o traba- lho desenvolvido no projeto “A Terra da Escrita”, de divulgação

das obras e autores locais junto da comunidade escolar. A 28 de outubro a biblioteca vai evocar

o aviador Sacadura Cabral, nas-

cido em Celorico da Beira, com um colóquio em que participam os oficiais José Cirne de Castro,

António Costa Canas e Bruno Gonçalves Neves, bem como o cientista Fernando Carvalho Rodrigues. No dia seguinte será estreada no TMG a peça de tea- tro “Sancho Pança, governador da ilha dos lagartos”, de António José da Silva. Trata-se do re- sultado da oficina de teatro do

Estabelecimento Prisional da Guarda dinamizada pela BMEL com encenação de Américo Rodrigues.

MÚSICA

Quarto álbum de Kubik sai no final do mês

Kubik, o alter ego musical de Victor Afonso, vai lançar o seu quarto álbum no final deste mês. Intitulado “Rock Extrava- ganza”, o disco terá uma edição de autor em CD limitada a 200 cópias numeradas à mão e estará também disponível gratuitamen- te em formato digital (via Band- camp). Este trabalho surge depois de “Oblique Musique” (2001), de “Metamorphosia” (2005) e de “Psi- cotic Jazz Hall” (2011). Constituído pordeztemas,“RockExtravaganza” reafirma o lugar único de Kubik na música moderna portuguesa numa nova incursão estética livre pelo seu peculiar e eclético uni- verso musical. O guardense Victor Afonsocontacomlargaexperiência musical no rock, na improvisação, na música experimental e na ele- trónica. A sua música cruza vários

DR
DR

géneros, da manipulação eletrónica ao free-rock, passando pelo jazz, hip-hop, ambient, world-music, metal e breakbeat.

“Oblique Musique” e “Meta- morphosia” foram consagrados pela crítica, tendo o primeiro cha- mado a atenção do plurifacetado Mike Patton (Faith No More, Mr. Bungle, Fantômas) que convidou Kubik para abrir o concerto dos Fantômas na Aula Magna em 2004. Este projeto de Victor Afon- so tem merecido o aplauso da crítica desde 1998, após a edição

de duas maquetas intituladas “Cry

Sound” e “Radio Mutation”, que lhe valeram inúmeros Prémios Maqueta, instituídos pela editora Deixe de Ser Duro de Ouvido. Na década de 80, o músico integrou o grupo guardense Nihil Aut Mors, de que foi um dos fundadores.

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1 8 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 Publicidade

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

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Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 1 9

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Segunda vitória do Sp. Covilhã

Serranos deixaram zona de despromoção graças a vitória sobre o Famalicão por 2-1

O Sp. Covilhã alcançou no

domingo a segunda vitória na IIª Liga e a primeira em casa ao derrotar o Famalicão por 2-1.

j o g o e m a t ra s o

da nona jornada teve uma primeira parte morna, com as equipas a não arriscarem muito. O Famalicão, há três jogos sem ganhar, apostou numa estratégia defensiva que possibilitou à equipa de Filipe Gouveia chegar mais

facilmente ao meio campo ad- versário, embora em jogadas quase sempre inconsequentes

e em que faltou objetividade.

Aos 5’, Mércio impediu que Zarabi inaugurasse o marcador e, depois, Gilberto e David- son atrapalharam-se na área. Aos 20’ o árbitro assinalou falta de Gilberto sobre Chico

na área e, na conversão do penálti, Medeiros abriu o ativo. Dez minutos depois, os locais chegaram à igualdade num cabeceamento de Harramiz, ao segundo poste, a finalizar um canto de Chaby.

O segundo tempo começou

com os covilhanenses ao ataque

e o avançado são-tomense po-

dia ter marcado novamente, mas o seu remate saiu ao lado do poste. O Famalicão respon- deu com um pontapé de Feliz por cima da barra e, aos 54’,

o Covilhã podia ter marcado

não fosse a boa intervenção do guardião Gabriel perante Mike.

A pressão deu resultado aos

83’ numa grande penalidade assinalada por derrube de Da-

Filipe Pinto - Foto Académica
Filipe Pinto - Foto Académica

Davidson selou resultado na transformação de grande penalidade

vidson na área, que o próprio

se encarregou de converter. Já perto do apito final, o avançado brasileiro podia ter aumentado a vantagem, só que a bola pas- sou por cima da barra. Com esta vitória o Sp. Covilhã de-

ixou a zona de despromoção (é agora 17º com 9 pontos), tendo ainda um jogo em atraso.

Na passada quarta-feira, os serranos empataram (0-0) em casa frente à Académica.

Ficha de Jogo

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora) Árbitros assistentes: José Braga e Valter Rufo

E. José Santos Pinto, Covilhã

Sp. Covilhã

2

Igor Rodrigues, Mike, Zarabi, Joel, Ofori, Djikine, Gilberto (Diarra, 60’), Davidson, Chaby (Medarious, 80’), Luís Pinto (Ponde, 68’) e Harramiz Treinador: Filipe Gouveia

Famalicão

1

Gabriel, Dani, Nuno Diogo (Quichini, 75’), Vilaça, Jorge Miguel, Lima, Fred (Feliz, 46’), Perre (Diogo Cunha, 63’), Mércio, Medeiros e Chico Treinador: Ulisses Morais

Golos: Medeiros (20’, g.p.), Harramiz (30’) e Davidson (83’, g.p.)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Gilberto (20’), Fred (24’), Dani (39 e 93’), Joel (77’), Chico (78’), Vilaça (82’) e Jorge Miguel (86’). Cartão ver- melho para Filipe Gouveia (74’) e Dani (93’), por acumulação de amarelos.

E s te

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FUTEBOL DISTRITAL

Trancoso e Sabugal lideram campeonato

Sabugal e Trancoso parti- lham a liderança do Distrital da Iª Divisão da AF Guarda após três jornadas, somando ambas sete pontos graças a duas vitó- rias e um empate. No domingo, os tranco- senses ganharam 3-0 em Vilar Formoso e os raianos vence- ram 1-0 no difícil terreno do Manteigas. Na terceira posição classificativa está o Aguiar da Beira, com cinco pontos, que

recebeu e derrotou o Estrela de Almeida por 3-0. A jornada ficou marcada por mais duas vitórias das equipas visitantes, caso do Figueirense, que ganhou 2-1 em Vila Cortês do Mondego, e do recém-promovido São Romão, que conseguiu resultado igual no Soito. O único empate do dia aconteceu no jogo Vilanoven- ses-Mêda e saldou-se num 3-3. Nesta jornada folgou o Fornos de Algodres.

JUDO

Emanuel Martins terceiro no Open da Lousã

A Lousã foi palco no sábado

da primeira prova da temporada

de judo de juniores, tendo parti- cipado mais de uma centena de judocas de todo o país.

A secção do Sp. Sabugal

esteve presente com Emanuel Martins na categoria de -55 quilos. O jovem, que treina atu-

almente em Aveiro por causa da universidade, foi o único repre- sentante do distrito da Guarda mas a prova não lhe correu de feição. Contudo, o judoca conse-

guiu vencer os combates neces- sários para chegar à medalha de bronze e consolidar o seu lugar no Top 5 nacional do escalão.

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Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 2 1

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CAMPEONATO DE PORTUGAL

Gouveia sobe ao quarto lugar

DR
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O Desportivo de Gouveia

recebeu e venceu no domingo a frágil Académica SF – a secção de futebol da Associação Académica de Coimbra – por 4-0 em encontro da sexta jornada da série D do Campeonato de Portugal. Num jogo onde a diferença de recursos e de objetivos das duas equipas foram demasiado óbvios, os locais adiantaram-se no marcador aos 16’ por Diego. Num primeiro tempo de quase sentido único, em direção à baliza

dos estudantes, os gouveenses dominaram e voltaram a marcar perto do intervalo, com Lanzinha a fazer o segundo golo aos 43’. O 3-0 surgiu aos 55’ com Ambrose a sentenciar literalmente a partida. Contudo, Abdoulaye ainda mar- cou o quarto aos 69’ – o avançado já conta seis golos na prova – e estabeleceu o resultado final. O Desportivo de Gouveia alinhou com Bolas, Edson, Tuca, Oumar, Elvis, Diego (Dany, 62’), Copas, Otávio, Ambrose (Ednilson, 73’),

Lanzinha (Helder Teodoro, 73’) e Abdoulaye. A equipa do distrito da Guar- da ocupa agora a quarta posição da geral em igualdade com o Anadia, ambas com 10 pontos. Na próxima jornada, agendada para dia 23 em virtude de nova eliminatória da Taça da Liga, os comandados de Jorge Cardoso

têm um teste importante, já que viajam até à Gafanha, o líder da série D com apenas uma derrota

e cinco vitórias.

ATLETISMO

Grande prémio e milha urbana do Bairro do Pinheiro

O 32º Grande Prémio e

a milha urbana do Bairro do Pinheiro, na Guarda, corre-se no sábado. As provas para todos os escalões etários começam pelas 10 horas. O percurso da milha (1.609,34 metros) foi traçado nas ruas daquele bairro da cidade

mais alta. Já o grande prémio, com 9,7 quilómetros, realiza-se no bairro e no parque urbano do Rio Diz. A competição é orga- nizada pelo Centro de Desporto, Cultura e Solidariedade Social do Pinheiro - Guarda (CDCP), que está a comemorar 30 anos de atividade, com a colaboração

da Associação de Atletismo da Guarda (AAG) e do seu Conselho de Arbitragem. No final haverá um almoço convívio com porco no espeto. As inscrições termi- nam hoje (dia 13) na AAG (271 221 721ou aaguarda@aag.pt) ou no CDCP (271 230 912 ou cdcpinheiro@gmail.com).

ESGRIMA

Nicolas Matias assina pelo Penta Clube da Covilhã

Nicolas Matias, esperança olímpica da esgrima nacional na modalidade do sabre, vai repre- sentar o Penta Clube da Covilhã na próxima época 2016-17.

O esgrimista luso-descen-

dente, a residir em França, tem raízes covilhanenses e optou pelo projeto da coletividade da “cidade-neve” «em detrimento de várias propostas aliciantes apresentadas por outros clubes de relevo nacional», refere o clube. Nicolas Matias é «uma aposta para o Penta Clube da Covilhã, que quer enaltecer a experiência e visibilidade que o

DR
DR

atleta pode trazer para o clube e para a dinamização da esgrima na região», acrescenta a coleti- vidade. O esgrimista vai integrar

o projeto olímpico da Federação

Portuguesa Esgrima com vista à sua qualificação para os Jogos de

2020, em Tóquio, uma tarefa para

a qual o Penta Clube espera poder

contribuir pelo que apela ao apoio das entidades competentes da Covilhã. Entretanto, os técnicos e

atletas José Pedro e José Godinho participaram no fim-de-semana, em Vendas Novas, nas Jornadas Técnicas de Sabre dirigidas pelo mestre Jószef Navarrete.

BTT

Manteigas coroou José Borges no nacional de enduro

DR
DR

José Borges sagrou-se campeão nacional de enduro BTT ao vencer a corrida de elite disputada em Manteigas no domingo. Esta vitória foi construída com superioridade sobre os rivais, já que o novo campeão nacional terminou as cinco especiais cronometradas com

19m21s063’, deixando toda a concorrência a uma margem

significativa. A luta pelas res- tantes posições do pódio foi, essa sim, intensa. Emanuel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo) foi o segundo clas- sificado, a 26s817’ do vencedor, enquanto o terceiro, Marco Fi- dalgo (Maiatos/Reabnorte/Bike Zone), gastou mais 27s070’ que

o vencedor. Na quarta posição,

a 29s853’ do primeiro, mas a pouco mais de dois segundos

do pódio, ficou Gonçalo Gaspar (Penacova DH/UD Lorvanense).

A corrida feminina teve apenas

três participantes, com Ana Cos-

ta (Venda do Sócio/Mel de Cana

Ribeiro Seco) a vencer seguida de Joana Monteiro (ASC/Focus Team/Vila do Conde) e Daniela Pereira (Tomatubikes/Toyota Macedo & Macedo). Miguel Quintino (Maiatos/ Reabnorte/Bike Zone) triun- fou em juniores e Miguel Sousa (CRC/Garbo/Vegas Cosmetics) venceu em cadetes. Nos ve- teranos os melhores foram o master 30 Cláudio Loureiro (Enduro BTT de Braga), o mas- ter 40 Bruno Morais (Enduro BTT de Braga) e o master 50 José Salgueiro (MCF/Xdream/

Município de São Brás). O Ciclo

Madeira Clube Desportivo con- quistou o título por equipas.

FUTSAL

Portugal defronta Polónia em novembro na Guarda

A Guarda vai ser palco, em novembro, de um jogo de

preparação da seleção portu-

guesa masculina de futsal para

o Europeu de 2018. O anúncio foi feito no final

da última reunião do executivo, na passada segunda-feira. O encontro terá lugar no pavi- lhão de S. Miguel a 1 e 2 de novembro e o adversário será

a Polónia, numa iniciativa da

responsabilidade da Federação Portuguesa de Futebol. O vice- presidente da Câmara da Guar-

da e vereador com o pelouro do Desporto, Carlos Chaves Monteiro, revelou também que um mês depois a cidade

será palco do torneio zonal de natação de juvenis organizado pela Associação de Natação do Interior Centro (ANIC). A competição vai decorrer nas piscinas municipais de 2 a 4 de dezembro, sendo esperados

300 participantes dos 14 aos 17 anos em representação de clubes da região Centro e Alentejo.

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22

2 2 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

J o r g e N o u t e l * crónica POLÍTICA A

Jorge Noutel * crónicaPOLÍTICA

A verdade, a mentira, a fé e os Pókemons

Há muitas formas de se olhar para a verdade e a menti- ra. Para Picasso, sem mentira não havia arte, já que a mesma não passava de uma mentira que nos permitia conhecer a verdade. De forma bem mais utilitária, Onassis achava que não se ser descoberto numa mentira era o mesmo que se dizer a verdade. Para Oscar Wilde havia simplesmente que viver no meio das duas. Pouca sinceridade era uma coisa perigosa e muita sinceridade era absolutamente fatal. Para mim, verdade e mentira convivem com a fé. Eu explico. Deu à estampa mais um escândalo envolvendo a ULS da Guarda, a propósito de um inédito raide noturno ao ser- viço de Urgência para determinar se havia médicos que lá deveriam estar a trabalhar e não estavam. Como foi a única vez que algo parecido algum dia aconteceu em Portugal, a Guarda

ganhou uma espécie de Nobel da parvoeira e logo nasceram umas 20 mil teorias da conspiração acerca do que se passou. Como ninguém se entende acerca dos acontecimentos e eu não quero fazer parte da boateira que se instalou por aí, desejo vincar publicamente a minha fé sobre o sucedido. Não acredito que seja verdade que havia mesmo um médico que há mais de um ano costuma ir dormir a casa quando deveria estar na Urgência. Nem que imensa gente sabia do vício há muito. Nem que esse médico é assessor da direção clínica. E que por isso mesmo o diretor clínico não foi previamente informado do raide. Nem acredito que

o diretor clínico se tenha sentido enxovalhado por tal ma- nifesta desconsideração e que tenha colocado o seu cargo

à disposição. E que o médico, para justificar não ter sido

encontrado por ninguém na noite do raide, tenha inventado

a desculpa de que ficou sem bateria no telemóvel. E que

o diretor clínico tenha sido instruído a retirar a demissão. Também não acredito que tenha sido criada, de há uns meses a esta parte, na escala da Urgência do serviço de Ci- rurgia, uma posição especial para a existência de um terceiro cirurgião de serviço quando, desde sempre, foram só dois ou até menos. E que isto tenha sido feito para que a Ordem dos Médicos volte a atribuir ao serviço a idoneidade para formar internos (os novos critérios assim o exigem). Nem que, devido ao número de doentes que cada vez mais fogem da Guarda devido à má qualidade da assistência médica, já reconhecida até pela própria Ordem dos Médicos, esse terceiro cirurgião, pago com o dinheiro de todos nós, seja ali tão necessário como gelo no frigorífico de um esquimó. Nem acredito que por isso mesmo, por não ser preciso para coisa nenhuma, o tal médico pudesse dar-se ao luxo de dormir fora do hospital, mas como se estivesse lá dentro. Também não acredito que tenha sido uma médica do mesmo serviço, cujos conflitos com o médico passeador são notórios, a denunciar em estilo “bufo” tal situação. Nem

acredito que Carlos Rodrigues, o presidente da administra- ção, tenha autorizado o raide para fragilizar o diretor clínico e que acreditasse que conseguia manter tudo em família. Nem acredito que quando promete mais raides do género, porque os considera a forma normal e rotineira de fiscalizar a assiduidade dos funcionários, não esteja no seu perfeito juízo e a desres- peitar as chefias intermédias por si nomeadas. Nem acredito que quando a coisa deu a bronca que se viu, Carlos Rodrigues tenha recebido instruções para recuar

e

abafar tudo e inventado a teoria de que estava tudo bem

e

que os médicos são afinal uma classe exemplarmente

cumpridora. E que a promessa que fez de mais raides é tão disparatada como a insistência de Sísifo em empurrar repetidamente uma pedra pela montanha acima. Muito menos acredito que Álvaro Amaro tenha trazido Carlos Rodrigues para a Guarda sobretudo para arranjar uns empregositos para os amigos, ali na ULS, porque a Câmara já rebentava pelas costuras. Nem que Álvaro Amaro olhe furioso para tudo isto, perguntando a si próprio que mal é que fez a Deus. Também não acredito que aquele hospital se tenha transformado numa espécie de manicómio. No que eu acredito mesmo, para que conste, é em gambuzinos… Ou, para ser mais moderno, em Pókemons. Quer vocês creiam, quer não.

agora digo EU

agoradigoEU

 
 

opinião

 

Bomba

Albino Bárbara

Ao lembrar Chernobyl vêm-me à memória uma série de

desastres: Three Mile Island, Fukushima, Erwin, Tricastin e isto sem esquecer a cidade secreta do regime bolchevique, que ainda hoje continua fechada devido aos sucessivos acidentes

suscetíveis de terem impacto ambiental transfronteiriço. As partes devem, quanto antes, estabelecerem um calendário

para o encerramento definitivo desta central. Um reator tem

Seversk, na Sibéria.

 

vida máxima de 30 anos. Após isto é considerado obsoleto e extremamente perigoso.

 

E

depois é a utilização em Arrocampo da água do Tejo

Vem isto a propósito do processo inadmissível da maldita central nuclear de Almaraz, junto à nossa fronteira, a mais antiga de Espanha, construída em 1972 tendo o primeiro reator entrado em funcionamento em 1981, com encerra- mento, desmantelamento e selagem em 2010. O governo de José Maria Aznar prolongou-lhe a vida até 2020 a pedido dos interesseiros acionistas. Em Almaraz estão a ser utilizadas peças em alumínio e manganésio com visível falta de qualidade reconhecidas pela Comissão Técnica de Segurança Nuclear “os componentes são aceitáveis”.

que serve para arrefecer o reator, e a análise que temos aqui de fazer dos célebres resíduos… De acordo com a Agência Internacional de Energia Atómica os resíduos estão ainda hoje

serem arrumados na chamada Fossa do Atlântico, colocados

em bidões de aço e betão lançados em 30 locais no Oceano Atlântico (650 km da Galiza e a uns 800 do norte de Portugal). Dizem os adeptos que não há perigo pois o material dos bidões resiste à corrosão durante milhares de anos e à profundidade

de 5 km ou mais as águas são perfeitamente calmas. Os re-

síduos de um reator por ano são na ordem dos 50 m3. Isto a

a

 

O

reator para trabalhar necessita de urânio enriquecido.

O

seu potencial é tão grande que uma simples grama produz

multiplicar pelos 400 reatores em funcionamento em todo o

uma quantidade de energia correspondente à explosão de 1.000

globo… e, isto sem esquecer que o mineral, mesmo depois de servir fica ativo pelo menos mais 2.000 anos!!!

quilos de trinitrotolueno, mais conhecido por TNT.

É

ou não verdade que, com a passividade completa das

 

O

mineral enriquecido é volátil e corrosivo. Por ser volátil

entra facilmente no organismo por inalação. Por ser corrosivo vai causando desgaste. A inalação vai destruir todos os tecidos. As células reproduzem-se rapidamente e dividem-se. Quando

autoridades portuguesas, a mina de urânio a céu aberto fun- cionou entre 1974 e 2001 na pequena localidade de Saelices el Chico, a escassos quilómetros do nosso distrito? E que houve acidentes e descargas que puseram em causa o rio Águeda e

são apanhadas pela radiação morrem instantaneamente, po- dendo haver uma maior incidência de cancro e o aparecimento de malformações congénitas em homens e animais. O limite admissível de radiação é de 500 roentgens por ano. Os habi- tantes de Kiev, após o desastre de Chernobil, absorveram uma

consequentemente o riquíssimo e quase único ecossistema do Douro Internacional? E já agora é pertinente perguntar se as minas de urânio na Guarda, Sabugal, Gouveia, Pinhel, Trancoso, Fornos, Seia, Almeida, Aguiar estão definitivamente fechadas, seladas

vigiadas. E se a água que bebemos bem como o espaço que

e

dose na ordem dos 150 milroentgens. A radiolesão passa a ser uma das doenças mais recentes e perigosas da humanidade.

habitamos é seguro. Se há estudos nesse sentido e se o cancro

do intestino e do estômago que na nossa zona atinge números

 

A

central nuclear de Almaraz teve até 2016 mais de 2.500

avarias. Este ano já parou duas vezes por problemas técnicos

que ainda não foram devidamente esclarecidos. Perante isto

significativos tem alguma coisas a ver com isto? Almaraz é a bomba atómica, o cutelo que temos apontado

o

que fazer? O fator sorte tem existido e o governo portu-

ao nosso pescoço em distritos como Évora, Portalegre, Castelo

guês pode e deve (antes que seja demasiado tarde) acionar

Branco e Guarda. Aquilo está velho, podre, acabado, degrada-

a

Convenção de Espoo de 1991 que estabelece avaliações

do. É tempo de alguém dizer que o rei vai nu. Não se lembrem

obrigando os Estados a pronunciarem-se pelos projetos

somente de Santa Bárbara quando ouvirem os trovões. É que, dia menos dia, pode ser tarde. Muito tarde…

Theatru m m undi   O PSOE perante o seu futuro

Theatrum mundi

 

O PSOE perante o seu futuro

 

opinião

 

Marcos Farias Ferreira

marcosff@iscsp.utl.pt

 

O

Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) é o segundo

partido político mais antigo de Espanha, fundado clandestinamente em 1879 por um núcleo de intelectuais e tipógrafos, embora só

país – a crise, as desigualdades, a corrupção – como se impôs rapidamente como competidor político de PSOE e IU. O bloqueio político que se vive há quase um ano em Espanha – ou seja, a

em 1910 tivesse conseguido obter representação parlamentar. Com a transição para a democracia e as primeiras eleições democráticas em 1977, o PSOE torna-se uma força determi- nante no novo sistema político, e em poucos anos atinge a hegemonia junto do eleitorado de esquerda. As alterações ideológicas que levaram ao abandono do marxismo e a acei- tação da monarquia, apesar de uma forte tradição republicana, permitiram ao partido conquistar finalmente o eleitorado de centro e chegar ao poder em 1982, com Felipe González. O

primeiro ciclo de poder do PSOE duraria 14 anos, até 1996,

dificuldade de formar governo após duas eleições legislativas, ou gerais, como se diz por lá – está diretamente relacionado com esta alteração de forças na esquerda espanhola. Por enquanto, o PSOE mantém-se como segunda força nacional e lidera a esquerda, mas as sondagens para umas ter- ceiras eleições afiançam o ‘sorpasso’, ou seja, a substituição do PSOE pelo Podemos como principal força da esquerda. Perante esta possibilidade, que há muito é avançada, o agora ex-líder dos socialistas Pedro Sánchez procurou manter-se firme na es- tratégia traçada. Temendo a fuga do eleitorado de esquerda para

o

Podemos, negou-se a facilitar no Parlamento a aprovação de

interrompido pelo reagrupamento da direita espanhola em torno do Partido Popular (PP) mas em 2004, no seguimento de uma campanha crispada e marcada pelos atentados terroristas de Madrid, Zapatero consegue de novo levar os socialistas ao poder. A nível autonómico, a Andaluzia depressa se impôs como bastião do PSOE, o que garante aos socialistas andaluzes primazia na organização federal do partido. Ao conquistar a fidelidade do eleitorado de esquerda, o PSOE foi garantindo uma base importante para a conquista do

um governo (de minoria) do PP. Com isso, tornou umas terceiras

eleições mais prováveis e aumentando a ansiedade dos barões regionais do PSOE, descontentes com Sánchez e desconfiados do que veem como deriva esquerdista. Finalmente os barões deram o golpe de misericórdia e Sánchez demitiu-se. No seu lugar está agora uma comissão que gerirá o partido até novo congresso e cuja tarefa mais urgente será evitar novas eleições e facilitar a aprovação de

poder, à medida que o velho Partido Comunista se ia desgastando

um governo minoritário do PP. Com isto, os barões do PSOE

e

reinventando, em sucessivas alianças falhadas em forma de

Esquerda Unida (IU), sem conseguir atrair o novo eleitorado de esquerda. Contudo, a crise económica e financeira que atingiu fortemente a Espanha viria a produzir forte impacto no sistema

político e partidário, sobretudo. No seguimento do movimento dos indignados, que abalou Madrid em março de 2011, foi criada uma nova força política que rapidamente conquistou espaço político

procuram sobretudo evitar a ascensão do Podemos e empur- ram o problema com a barriga. A ironia é que vão certamente ficar reféns de Mariano Rajoy e do PP. Fragilizado como está após a recente crise, e reveladas as suas ansiedades internas quanto a novas eleições, o PSOE dificilmente poderá escapar a uma legislatura de constantes represálias e ameaças por

parte do PP. Na oposição mas obrigado a suportar um governo

e

representação parlamentar. O partido Podemos, com as novas

elites intelectuais de esquerda à sua frente, não só conseguiu intervir eficaz e publicamente nas questões mais relevantes do

do PP, o PSOE enfrentará o risco de PASOKização, ou seja, o processo de marginalização política sofrido pelos socialistas gregos ao longo dos anos desta crise.

Quinta-feira 13 de outubro de 2016

Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 • • 2 3

23

 
 

opinião

 

Fernando Pereira

 

O lugar do morto

As forças vivas da Guarda,

como obra grande do seu

e

algumas que se julgam vivas

mandato a construção de

e

estão mais que moribundas,

um cemitério na cidade com

vão-se entretendo com alguns jogos florais. Entre o bate e o abate de árvores, de manter ou fazer desaparecer “bucho”, vou olhando com interesse para

o

argumento que os mortos

deixassem de ser sepultados numa cidade vizinha. A exce- lente telenovela tem o seu en- foque na ausência de mortos para o cemitério, que se terá

o

edifício de Vasco Palmeirim

revelado um “elefante branco”, naturalmente aproveitado pela oposição. Odorico tenta tudo mas ninguém morre, e não con- segue inaugurar o cemitério, e contrata um “cangaceiro” para

(Regaleira), o Hotel Turismo,

obra de tomo do Estado Novo no âmbito de um conjunto de hotéis entregues à supervi- são do arquiteto Raul Lino.

A

verdade é que há anos que

arranjar uma vítima. O homem, que se cria regenerar, acaba por assassinar o perfeito, que vê o cemitério inaugurado pela oposição graças ao seu próprio cadáver. A Guarda devia ter um local com alguma dignidade para que amigos, familiares

encerrou as portas, depois de um período de morbidez de vários anos e sucessivos exe- cutivos da Camara Municipal da Guarda. Por estar no centro da ci- dade, a sua degradação vai-se evidenciando e fundamental-

mente acentua-se a indefinição do que será o seu futuro! Aguar- demos as cenas dos próximos episódios, e que promessas novas virão abrilhantar a pré- campanha eleitoral que já se começa a viver. Eu não vivo na Guarda, embora tenha no meu quoti- diano a maioria da atividade social na cidade. Ocasionalmente tenho que

e

conhecidos de alguém que

morra lhe possa fazer um velório com a dignidade que qualquer pessoa merece no momento da despedida. Os amortalhados vão para um anexo da Igreja da Miseri-

córdia, onde ficam numa sala exígua, mal iluminada, fria, sem apoio de sanitários decentes num lugar com uma entrada quase clandestina, que dá para

ir

a velórios, de pessoas que

uma rua onde o vento no Inver- no nos «embala e abraça»! A Guarda merecia um local condigno, ventilado no Verão, aquecido no Inverno, com al- gum apoio (águas, cafés, por exemplo) e onde as pessoas pu- dessem confortar os familiares do defunto no féretro. Outro detalhe não negli-

me merecem consideração, seus familiares próximos ou até meus familiares, e confes- so que é confrangedor como a

cidade trata os seus mortos. Sei que os autarcas não gostam de gastar dinheiro com “mortos”, ou melhor enterrar dinheiro em obras que tenham

a

ver com gente que tenha

genciável tem a ver com a falta de um local de recolhimento a defuntos que não professem

religião católica, e que não

a

falecido. A síndroma “Odo- rico Paraguaçu”, da novela brasileira “O Bem-amado” do dealbar dos anos 70 no Brasil,

conseguem ver salvaguardados

e

que foi um êxito em meados

 

os

seus direitos de cidadania na

dos anos 80 na TV portugue- sa, ainda se vai mantendo no subconsciente dos autarcas e recusam ao máximo alterar o que quer que seja que tenha a ver com mortos. Para os que não conhecem a história, ela decorre em Sucupira, cidade do nordeste brasileiro onde Odorico, um prefeito venal, corrupto e demagogo decide

hora do seu passamento. Acho que a Guarda mere- ceria a construção, ou mesmo

adaptação de um centro fune- rário que dignificasse a cidade,

e

não o espaço onde se fazem

quase todos os velórios das ex- freguesias da Sé e S. Vicente.

Acho que era um bom mo- tivo de reflexão e debate com caracter de urgência!

opinião José Carlos Lopes
opinião
José Carlos Lopes

Um pecado mortal

Porque é que a pena de morte foi erradicada de muitos países? Porque a justiça falha mais

do que devia e o ato de tirar a vida a alguém é irreversível e irreparável.

Este raciocínio transferido para seres vivos fantásticos e fundamentais como são as árvores

é igualmente válido. Depois de abatidas não há

mais nada a fazer. É irreparável. Replantar não

é a mesma coisa pois retorna a zero o contador

temporal. Daí a luta de muitos guardenses pela sua manutenção nos espaços públicos. Não se trata de oposição política formal, apenas política, pois, política, significa intervenção na polis que

é a cidade. É dever de qualquer cidadão, perante

algo que considere errado, erguer a voz. Um voto não é um mandato para o desvario do eleito. Se esse eleito pratica atos que o cidadão considera lesivos dos interesses da comunidade, este tem

o dever de se organizar e tudo fazer para impe-

dir a concretização dos mesmos. Pelo exposto, tentar reduzir a ação de um grupo de cidadãos defensores das árvores a pura chicana política,

é falta de honestidade intelectual. As árvores, seres autotróficos e fotossinté- ticos, desempenham papéis basilares num ecos-

sistema. Especialmente nas cidades, para além do papel de sumidouros de dióxido de carbono, têm ainda um papel mais importante – dão-nos

o oxigénio vital, por isso será sempre um ato de

boa gestão da qualidade do ar, logo, da vida de uma cidade, aumentar sempre o seu número. E isso é muito diferente da atitude de abater para substituir, ou nem sequer substituir. Infelizmente é o que vemos por cá. Abates

na Avenida Cidade de Salamanca e substituição por espécies que, ou atrofiam ou morrem; abates no jardim José de Lemos para estacionamento;

abates previstos para o parque da cidade em nome de uma requalificação desnecessária; falta de ma- nutenção arbórea no parque Polis, com dezenas de espécies mortas; podas selvagens (rolagens) perpetradas pela junta e/ou câmara municipal, que

já liquidaram ou vão liquidar a maioria das que pe-

nosamente vão resistindo à violação sazonal. Tudo isto responsabilidade da autarquia. Acresce ainda o abate dos ulmeiros, saudáveis e raros, no quartel da GNR em nome de uma, suposta, falta de segurança;

e a intervenção que irá ocorrer no Parque da Saúde,

estas duas com outros perpetradores. Este cenário dantesco e grotesco da criação de espaços livres de árvores como sinal de progresso, como se estas

não valessem nada, é uma tristeza que não tem fim

à vista na nossa cidade.

Na mente deste executivo, as árvores são, claramente, um alvo a abater em vez de respeitar. Vociferar para as câmaras que as árvores estão todas podres e que os cidadãos que se opõem ao abate são irresponsáveis, forças de bloqueio

e cumprem uma qualquer agenda política da

oposição é, simplesmente, faltar à verdade dos factos e criar uma cortina de fumo em nome de

uma putativa reeleição. Haja betão, muito betão. Esse maravilhoso e

instantâneo instrumento de obra feita, de legado autárquico. As árvores simplesmente não têm essa capacidade. Têm o defeito de demorar muito

a crescer ou de morrer tentando. É esse o seu pecado mortal.

Deliberação da ERC sobre queixa do médico Paulo Correia

Tendo apreciado uma queixa apresentada por Paulo Manuel Alexandre Costa Correia contra o jornal O INTERIOR, em resultado deste periódico ter alegadamente publicado, nas suas edições de 21 de maio, 28 de maio e 11 de junho de 2015, peças jornalísticas suscetíveis de atentar contra o bom-nome do queixoso e que além disso vio- lam os deveres de rigor e isenção inerentes ao exercício da atividade jornalística, o Conselho Regulador, no exercício das suas atribuições e

competências constantes dos artigos 7º, alíneas d) e f), 8º, alíneas a) e d), e 24º, nº3, alínea a), dos Estatutos da ERC, delibera:

1. Considerar parcialmente procedente a queixa apresentada, no tocante à inobservância de uma componente essencial do rigor informativo, uma vez que, no caso vertente, não demonstrou o periódico denunciado ter assegurado as diligências indispensá-

veis ao cumprimento do dever de auscultação prévia do queixoso no âmbito do tratamento jornalístico dispensado às peças contidas nas edições nº 804,

de 21 de maio de 2015, com o título “Diretor da Cirurgia dispensado no Hospital da Guarda. António Ferrão terá sido a primeira vítima do ambiente de guerrilha causado pelas constantes queixas-crimes apresentadas pelo cirurgião Paulo Correia», e nº 805, de 28 de maio de 2015, sob o título “Tribunal força acordo no caso de difamação que opunha cirurgiões do Hospital da Guarda”;

2. Assinalar, em contrapartida, que um tal dever

de auscultação prévia não seria nunca exigível quan-

to às demais peças denunciadas pelo queixoso, uma vez que estas representam a clara expressão de um exercício estritamente opinativo;

3. Sensibilizar o jornal O INTERIOR para o futuro

cumprimento escrupuloso dos ditames inerentes ao princípio do rigor informativo;

4. Sublinhar que pertence ao foro judicial o apu-

ramento de eventuais ilícitos de natureza criminal ou cível que possam resultar do presente caso.

Lisboa, 10 de agosto

Participe no espaço do leitor. Diga de sua justiça.

Apartado 98 6301 Guarda • ointerior@ointerior.pt

Diretor : Luís Baptista-Martins Redação : Luis Martins (Chefe de Redacção) e Ana Eugénia Inácio.
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Diretor: Luís Baptista-Martins Redação: Luis Martins (Chefe de Redacção) e Ana Eugénia Inácio. Conselho Editorial: António Ferreira, Nuno Amaral Jerónimo, Cláudia Quelhas, João Canavilhas, José Carlos Alexandre, Diogo Cabrita e Maurício Vieira. Colunistas e Colaboradores: Albino Bárbara, Américo Brito, António Ferreira, António Costa, António Godinho, Cláudia Quelhas, Cláudia Teixeira, David Santiago, Diogo Cabrita, Fernando Pereira, Frederico Lucas, Hélder Sequeira, Honorato Robalo, Joaquim Igreja, João Canavilhas, Joaquim Nércio, Jorge Noutel, José Carlos Lopes, José Pires Manso, Júlio Salvador, Marcos Farias Ferreira, Miguel Sousa Tavares e Norberto Gonçalves. Desporto: António Pacheco, António Silva, Arlindo Marques, Daniel Soares, José Ambrósio, José Luís Costa e Miguel Machado. Cartoon: Maurício Vieira. Paginação: Jorge Coragem Projeto Gráfico: Maurício Vieira. Departamento Comercial: Joana Santos Impressão: FIG-Indústrias Gráficas, S.A. • Rua Adriano Lucas – 3020-265 Coimbra • Telefone 239 499 922 • Fax 239 499 981 • e-mail: fig@fig.pt Sede, Redação e Publicidade: Rua da Corredoura, 80 - R/C Dto - C • 6300-825 Guarda N.I.P.C. – P-504847422. Nº de registo no ICS: 123436 Depósito Legal:146398/00 Tiragem desta edição: 7.200 exemplares Periodicidade: Semanário Edição Internet: O Interior Propriedade: JORINTERIOR - Jornal • O Interior, Ldª. Detentores de mais de 10% do capital da empresa: José Luís Carrilho Agostinho de Almeida e Luís Baptista-Martins. Estatuto Editorial: http://www.ointerior.pt/jornal/fichatecnica.asp Guarda - Redacção/Publicidade: 271212153 www.ointerior.pt • publicidade@ointerior.pt

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24 • • Quinta-feira • 13 de outubro de 2016 rua da corredoura, 80 -
24 •
• Quinta-feira • 13 de outubro de 2016
rua da corredoura, 80 - R/C Dto - C
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AGUIAR DA BEIRA
dcabrita@iol.pt
Diogo Cabrita
Tentativa de assalto resulta
em três mortos
Três dias, três mortes,
três vidas
DR
Um militar da GNR e dois
civis morreram e outro militar
ficou ferido com gravidade na
terça-feira, em Aguiar da Beira,
na sequência de uma tentativa
de assalto ao hotel em constru-
ção junto às Termas da Cavaca
que ocorreu nessa madrugada.
Tudo terá começado quan-
do os dois militares em patrulha
se
cruzaram com dois suspeitos
na zona industrial da vila. O
encontro fatídico foi «inopi-
nado», tanto que os guardas
foram baleados e não tiveram
a
«oportunidade de usarem
do local onde foi encontrado
atividades criminosas, razão
as próprias armas», segundo
relatou aos jornalistas o major
Pedro Gonçalves, do Comando
Territorial da Guarda. Os assal-
tantes colocaram Carlos Caeta-
no, de 24 anos, natural de Aguiar
da Beira, – o militar que acabou
por falecer em consequência
dos ferimentos – na bagageira
do carro patrulha e fugiram do
local, tendo abandonado o veí-
culo cerca de cinco quilómetros
o
carro da GNR. Trata-se de
um casal, com idades entre os
40 e 50 anos, que apresentava
ferimentos de bala. O homem
morreu no local e a mulher foi
transportada para o Hospital
de Viseu em estado grave, tendo
acabado por falecer mais tarde.
Para o major Pedro Gonçalves,
«haverá um grande grau de pro-
babilidade das duas situações
estarem relacionadas», estando
pela qual são considerados
«perigosos» pelas autoridades.
Pedro Dias, um dos suspeitos,
chegou a ser visto pela GNR na
zona de S. Pedro do Sul (Viseu),
tendo havido uma troca de tiros
da qual resultaram ferimentos
num militar. Contudo, o indivíduo
logrou escapar e continuava a
monte ao princípio da noite de
terça-feira. As populações de
várias aldeias situadas na Serra
depois, no lugar da Quinta das
Lameiras. Já o companheiro de
a
investigação em curso. Até à
hora do fecho de edição, estava
da Freita foram aconselhadas a
permanecer em casa, tendo sido
Conheci três pessoas que nasceram iguais como todas as outras.
Todos nascemos de modo similar, mais natural, mais cirúrgico, mas
sempre nus e pequenos. Somos dependentes na totalidade ao nascer.
Trazemos agarrado a nós uma genética pré definida e forma-nos a
educação e a circunstância. Somos diferentes se nascemos pobres na
Índia ou se nascemos ricos na China.
O Ramão nasceu com uma capacidade de amizade que é rara nas
pessoas normais. O Ramão tinha limites na pré-existência. Como todas
as crianças assim era protegido pela mãe e chegou aos cinquenta e tantos
quase sempre feliz. O Ramão amava os amigos e gostava de os ver. O erro
está em nós que acusamos dificuldades com a diferença. Vi-o menos do
que devia. Morreu pouco depois de fazer um ano do falecimento da mãe.
Costuma ser assim o destino destas pessoas. O Ramão há-de chegar ao
céu sem festa, sem grandes manifestações. Ele era bom, infinitamente à
espera do amor. Raramente resistem à falta da referência.
Morreu também o Professor Pedroso de Lima. Ouvi de outro
Pedroso de Lima uma comovente homenagem e a história do seu
percurso. Leu ainda um texto impressionante sobre o abraço, escrito
pelo falecido, que nos deixou de queixos caídos. Este Senhor era uma
referência na dedicação, na ideia de escola, na força de abrir portas à
ciência. Doutorou 21 pessoas na Faculdade de Medicina e deixou a sua
obra continuar com a Professora Filomena que já doutorou mais 18. Isto é
Universidade. Isto é o processo Escola na plenitude. Ele nunca desistia dos
projetos, não abandonava os sonhos e era no seu corpo grande, sua voz de
respeito, um perfume de solidariedade e amor. Não invejava, não perseguia,
mas empurrava e incentivava. O pai Pedroso de Lima adorava música e
desporto. Ouvia os seus discos exóticos e especiais. Adorava o som na sua
qualidade física. Morreu um cérebro, rodeado de companheiros e amigos.
Há-de chegar ao céu entre bandeiras, fórmulas físicas e hinos académicos.
Morreu outro homem bom. Esse conheci mal, mas vi algumas vezes.
Foi-se mais uma referência de Moçambique no futebol português. Mário
Wilson deu muitas alegrias nos clubes por onde passou e fez parte desse
patrulha, de 41 anos, foi trans-
portado para o Hospital de Viseu
com ferimentos graves.
montada uma “caça ao homem”
com mais de 100 operacionais
mobilizados nos distritos da
Guarda e Viseu, mas também na
fronteira de Vilar Formoso. Um
decretado o recolher obrigatório.
A
meio da tarde, a SIC Notícias, a
As
outras duas vítimas mor-
RTP e o “Expresso” noticiavam
que outro suspeito teria sido
tais foram descobertas durante
detido na zona da Guarda, mas
mundo do espetáculo que são os clubes e os estádios. Três mortes de
três percursos tão diferentes, de três seres humanos tão dissonantes,
mas todos tão fortes no seu espaço. Mário Wilson é a morte mais visível
e chegará ao alto entre adeptos, amigos e cores de clubes.
Fascinou-me esta ideia de como somos diferentes na vida, nós que
as
buscas efetuadas pelas forças
de segurança nas imediações
dos suspeitos já foi identificado
a
informação não foi confirmada
somos tão iguais a nascer e tão únicos na morte.
e
está referenciado por outras
pelas autoridades.
opinião

Funcionário bancário assaltado quando repunha dinheiro em multibanco

O funcionário de um ban-

co foi assaltado na aldeia de Mosteiro (Aguiar da Beira), na terça-feira, quando estava a repor dinheiro numa caixa multibanco. Segundo o Comando Ter- ritorial da GNR da Guarda, o assalto ocorreu por volta das 15 horas, tendo o homem sido surpreendido «por dois indiví- duos encapuzados» que estavam armados com uma caçadeira. Os suspeitos levaram o dinheiro que estava na posse do funcio- nário, numa quantia que não foi especificada, e colocaram-se em fuga numa viatura. Um dos assaltantes, com cerca de 30 anos, terá sido apanhado pouco depois pela GNR para ser inter- rogado pela Polícia Judiciária.

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