Você está na página 1de 21
Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Minas Disciplina: MIN238 – 11
Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Minas Disciplina: MIN238 – 11

Universidade Federal de Ouro Preto

Escola de Minas

Departamento de Minas

Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Minas Disciplina: MIN238 – 11 ENGENHARIA DE

Disciplina: MIN238 – 11 ENGENHARIA DE PROCESSOS (Mineração)

Prof. Miguel G. P. Sánchez - I - Semestre de 2010

INTRODUÇÃO À SIDERURGIA

Introdução à Siderurgia

1 Definição: Siderurgia é a parte da tecnologia metalúrgica que engloba os processos de obtenção de produtos à base de ferro (gusa, ferro esponja, aços comuns e especiais), na forma de graneis (ferro-esponja), lingotes (gusa), laminados planos, tubulares e perfilados (aços comuns e especiais); com características de qualidade requeridos pelo mercado consumidor:

Industria automobilística, eletro-domésticos, construção em geral, química, mecânica, petroquímica e fundições. (entre outros)

Metalurgia é o arte e ciência de obter metais dos minerais (metalurgia extrativa) e adaptar- lhes às necessidades do ser humano (metalurgia física ou metalurgia).

Introdução à Siderurgia

Homem primitivo obteve ferro dos meteoritos

< 2000 AC, sugerem que o ferro foi empregado na China e Índia

1700 AC os hititas utilizaram buracos na terra para aquecer carvão vegetal e minério de ferro para obter uma massa pastosa (reduzida ou ferro esponja), a qual era batida para desprender as impurezas e escórias e logo forjada.

Entre 1100 AC e 500 AC o conhecimento se estendeu e foi evoluindo com as contribuições de cada povo (Egipto, Grécia, Áustria, Itália, França,

Espanha,

)

No século XIV, combinam-se as tecnologias de altos fornos + alternabilidade de camadas de carvão e minério + ar insuflado, obteve-se um metal líquido (ferro gusa), este ferro resulto quebradiço, mas podia-se vazar em lingotes e logo refinado.

XV, se utiliza a força motriz da água

1785, utilização do coque

1856, Bessener / 1878 Thomas

Introdução à Siderurgia

Extração

da Mina

Introdução à Siderurgia Extração da Mina Beneficiamento do minério e e - - REDUÇÃO Me +n

Beneficiamento do minério

Beneficiamento do minério
Beneficiamento do minério
Beneficiamento do minério

ee --

REDUÇÃO Me +n Metal no Minério CorrosãoCorrosão
REDUÇÃO
Me +n
Metal no Minério
CorrosãoCorrosão
- - REDUÇÃO Me +n Metal no Minério CorrosãoCorrosão Me 0 Metal na forma Simples e

Me 0

Metal na forma Simples

ee --

Redução
Redução

Purificação do metal

Conformação

MeO + CO = Me +CO 2 C + CO 2 = 2CO

(Minério + agente redutor) (Carvão, óleo, gás)
(Carvão, óleo, gás)(Minério + agente redutor)

Fornos primitivos utilizados na produção de ferro
Fornos primitivos utilizados na produção de ferro
Fornos primitivos utilizados na produção de ferro
Fornos primitivos utilizados na produção de ferro

Fornos primitivos utilizados na produção de ferro

Introdução à Siderurgia (pré-alto-forno)

Fabricação de forno de secção quadrada o circular (0,5 a 0,90m e entre 4 a 5m de altura).

quadrada o circular (0,5 a 0,90m e entre 4 a 5m de altura). Pré-aquecimento com carvão

Pré-aquecimento com carvão vegetal (CV)

4 a 5m de altura). Pré-aquecimento com carvão vegetal (CV) Carga de minério e escória de

Carga de minério e escória de ferro

carvão vegetal (CV) Carga de minério e escória de ferro Adesão de C.V. + contínuo soprado

Adesão de C.V. + contínuo soprado de ar

escória de ferro Adesão de C.V. + contínuo soprado de ar Nível de ferro Destruição do

Nível de ferro

Adesão de C.V. + contínuo soprado de ar Nível de ferro Destruição do forno ou sangria

Destruição do forno ou sangria do ferro

ar Nível de ferro Destruição do forno ou sangria do ferro Separação a martelo da escória
ar Nível de ferro Destruição do forno ou sangria do ferro Separação a martelo da escória

Separação a martelo da escória e ferro esponja

do ferro Separação a martelo da escória e ferro esponja Laminação Ferro Gusa Balística, grades Carburização

Laminação

Ferro Gusa

a martelo da escória e ferro esponja Laminação Ferro Gusa Balística, grades Carburização do ferro a

Balística,

grades

Carburização do ferro a temperaturas entre 1000 e 1300 °C:

3Fe + 2 CO = Fe 3 C + CO 2 Temperatura de fusão da fundição: 1150 a 1350°C Temperatura do forno: 1300 a 1400°C

Introdução à Siderurgia

a) Fe 3 O 4 + ganga separação manual da ganga

b) Fe 3 O 4 concentrado + carvão vegetal carregados em forno de argila

c) Combustão incompleta do carvão redução dos óxidos ferro metálico

d) Precipitação de uma escória rica em FeO (60%) e SiO 2 retirada e reaproveitada

e) Manutenção pelo menos 24 horas a temperaturas entre 1100 e 1150°C

f) Ruptura das paredes de argila obtenção de massa esponjosa de ferro e impurezas (ganga + restos de carvão)

g) Trituração (martelo) Separação manual do carvão e ganga moagem fina (almofariz) separação de areia, escória e carvão

h) Ferro esponja é colocado em um crisol (fechado para evitar oxidação)

1000 °C bloco de ferro forjados recosido ao ar forjado e temple produtos

(fechado para evitar oxidação) 1000 °C bloco de ferro forjados recosido ao ar forjado e temple

Introdução à Siderurgia (primitivo alto forno)

Obtenção de fundição em fornos de maior altura (3, 5 e 7m)

< carga de carvão < altura de carga

Redução direta

Ferro esponja 5 a 50Kg, < C

de carga Redução direta Ferro esponja 5 a 50Kg, < C > carga de carvão >

> carga de carvão > altura de carga > soprado

Alta temperatura Redução do minério > Absorção de carbono

Redução do minério > Absorção de carbono Fundição carburada Material % aprox. de carbono

Fundição carburada

Material

% aprox. de carbono

Temperatura de fusão (°C)

Ferro

0,10

1.539

Fe2O3 ; Fe3O4

 

1.583

a 1.597

Escória silicatadas de ferro

 

1.180

a 1.205

FeO

 

1.371

Aço

1,00

1.465

Ferro Gusa (Arrabio, Fundição, Pig Iron)

3,50

1.230

Ferro Gusa 300 a 500Kg, > C

Refino em fornos baixos < C

Introdução à Siderurgia

Obtenção de ferro em dois etapas:

1. Fundição em alto forno.

Fe 2 O 3 + 3 CO = 2 Fe + 3 CO 2 (redução do minério e obtenção do ferro)

3Fe + 2 CO = Fe 3 C + CO 2 (Carburização do ferro e fundição)

2. Obtenção de ferro em estado pastoso por afino oxidante da fundição em fornos baixos de afino. A oxidação é produzida pelo oxigênio do ar e do FeO da escória.

C

+ O 2 = CO 2 (oxidação do carbono da fundição pelo oxigênio do ar)

C

+ FeO = CO + Fe (Oxidação do carbono da fundição pelo oxido de ferro da escória)

Nos fornos baixos, a temperatura alcançava > 1.400°C onde a fundição gotejava, escoando às áreas de maior temperatura (janelas de soprado) oxidando-se a fundição diminuição do “C” massa metálica pastosa.

Nos procedimentos de redução-direta, o ferro mantinha-se durante todo o processo na forma pastosa (t < 1539°C)

Introdução à Siderurgia

Obtenção de ferro durante afino

1. Em seqüência de redução: Si Mn Fe

2. Mas por abundancia:

2 Fe + O 2 = 2 FeO

C + FeO = CO + Fe

Si + 2 FeO = SiO 2 + 2 Fe

Mn + FeO = MnO + Fe

(desde o inicio)

3. A Si, alongava o período de formação da fundição e parte do Fe passava à escória: fundição branca (<0,80% Si) e fundição cinza (aprox. 3% Si).

4. O Manganês produzia escórias pouco reativas.

Introdução à Siderurgia

Ferro Gusa (ferro de primeira fusão)

Atualmente corresponde à maior parte do ferro empregado na produção de aço.

Obtido como primeira fusão da redução de óxido de ferro (minério, sinter e/ou pellets) em alto-forno.

Contem em torno de 4% de carbono “C” sob forma de cimentita (Fe 3 C) Possui como principais impurezas o silício (0,3 a 2%), o enxofre (0,01 a 1%), o fósforo (0,05 a 2%) e o manganês (0,5 a 2%).

A principal característica física é ser duro, porém com baixa resistência mecânica com poucas aplicações onde não se precise muito esforço mecânico.

Minério de Ferro

Alto teor Baixo teor Graúdos finos (lump) Beneficiamento Conduto Sinterização, Pelotização de pó Redução
Alto teor
Baixo teor
Graúdos
finos
(lump)
Beneficiamento
Conduto
Sinterização, Pelotização
de pó
Redução em Alto Forno
GUSAGUSA
Sucata
Refinamento
Forno Siemens – Martin
(open hearth furnace)
Refinamento em Conversor
a oxigeno soprado (LD) ou
Bessemer
Fumaça

Rejeitos

Coque + Fundentes

Escória de resíduo

Escória de resíduo

Aço S-M básico

Aço LD ou Bessemer

Fluxograma de uma Usina Integrada

Fluxograma de uma Usina Integrada

Siderurgia - - Processos ProcessosSiderurgia

Siderurgia - - P r o c e s s o s Processos Siderurgia

Introdução à Siderurgia

Preparação

Introdução à Siderurgia Preparação Redução Refino Conformação A Industria Siderúrgica esta compostas por três

Redução

Refino

Conformação

à Siderurgia Preparação Redução Refino Conformação A Industria Siderúrgica esta compostas por três tipos de
à Siderurgia Preparação Redução Refino Conformação A Industria Siderúrgica esta compostas por três tipos de

A Industria Siderúrgica esta compostas por três tipos de empresas produtoras de aço:

- Usinas Integradas: operam todas as fases do processo – preparação, redução, refino e conformação.

- Semi-integradas: processam sucata, gusa ou ferro-esponja, nas fases de refino e conformação.

- Não-integradas: operam na fase de redução

Introdução à Siderurgia

INDUSTRIA SIDERURGICA INTEGRADA SEMI – INTEGRADA
INDUSTRIA SIDERURGICA
INTEGRADA
SEMI – INTEGRADA
INDUSTRIA SIDERURGICA INTEGRADA SEMI – INTEGRADA Minério Redução Aço liquido Moldagem Conformação

Minério Redução Aço liquido Moldagem Conformação

Redução

Aço liquido Moldagem Conformação

Processos de redução de minério de ferro

Processos de redução de minério de ferro

Processos de conformação mecânica

Processos de conformação mecânica

Usina Integrada a Coque - Fluxograma Simplificado

Usina Integrada a Coque - Fluxograma Simplificado Granulado AF ALTO FORNO Minério de Ferro CONVERSOR E

Granulado AF

Integrada a Coque - Fluxograma Simplificado Granulado AF ALTO FORNO Minério de Ferro CONVERSOR E /
Integrada a Coque - Fluxograma Simplificado Granulado AF ALTO FORNO Minério de Ferro CONVERSOR E /

ALTO

FORNO

Minério de Ferro
Minério de Ferro
Simplificado Granulado AF ALTO FORNO Minério de Ferro CONVERSOR E / OU Ferro Gusa Aço Líquido

CONVERSOR

Granulado AF ALTO FORNO Minério de Ferro CONVERSOR E / OU Ferro Gusa Aço Líquido Sinter

E / OU

Ferro

Gusa

AF ALTO FORNO Minério de Ferro CONVERSOR E / OU Ferro Gusa Aço Líquido Sinter Feed

Aço LíquidoAF ALTO FORNO Minério de Ferro CONVERSOR E / OU Ferro Gusa Sinter Feed Sinter SINTERIZAÇÃO

Minério de Ferro CONVERSOR E / OU Ferro Gusa Aço Líquido Sinter Feed Sinter SINTERIZAÇÃO LINGOTAMENTO

Sinter FeedMinério de Ferro CONVERSOR E / OU Ferro Gusa Aço Líquido Sinter SINTERIZAÇÃO LINGOTAMENTO E /

Ferro CONVERSOR E / OU Ferro Gusa Aço Líquido Sinter Feed Sinter SINTERIZAÇÃO LINGOTAMENTO E /

Sinter

SINTERIZAÇÃO

LINGOTAMENTO

E / OU

Sinter Feed Sinter SINTERIZAÇÃO LINGOTAMENTO E / OU Pelota AF . . . PLACAS Bobinas Tubos

Pelota AF

.

.

.

PLACAS

Bobinas Tubos c/ Costura Chapas LAMINAÇÃO TARUGOS . BARRAS
Bobinas
Tubos c/ Costura
Chapas
LAMINAÇÃO
TARUGOS
.
BARRAS

FIO MÁQUINA

.

. VERGALHÕES

LAMINAÇÃO TARUGOS . BARRAS FIO MÁQUINA . . VERGALHÕES BLOCOS . PERFIS ESTRUTURAIS . TRILHOS E

BLOCOS

.

PERFIS ESTRUTURAIS

.

TRILHOS E TALHAS

. BARRAS FIO MÁQUINA . . VERGALHÕES BLOCOS . PERFIS ESTRUTURAIS . TRILHOS E TALHAS Carvão
Carvão COQUERIA
Carvão
COQUERIA
. BARRAS FIO MÁQUINA . . VERGALHÕES BLOCOS . PERFIS ESTRUTURAIS . TRILHOS E TALHAS Carvão

Coque

Usina Integrada Redução Direta - Fluxograma Simplificado

Granulado RD REDUÇÃO DIRETA E / OU Pelota RD Gás Natural Gás Redutor Minério de
Granulado RD
REDUÇÃO
DIRETA
E / OU
Pelota RD
Gás Natural
Gás Redutor
Minério de Ferro

FORNO

Sucata ELÉTRICO Ferro Esponja
Sucata
ELÉTRICO
Ferro
Esponja

Aço Líquido

REFORMADOR

Sucata ELÉTRICO Ferro Esponja Aço Líquido REFORMADOR PLACAS . BOBINAS . TUBOS C/ COSTURA .

PLACAS

.

BOBINAS

.

TUBOS C/ COSTURA

.

CHAPAS

. BOBINAS . TUBOS C/ COSTURA . CHAPAS LINGOTAMENTO LAMINAÇÃO TARUGOS . BARRAS . FIO

LINGOTAMENTO

LAMINAÇÃO

TUBOS C/ COSTURA . CHAPAS LINGOTAMENTO LAMINAÇÃO TARUGOS . BARRAS . FIO MÁQUINA , VERGALHÕES
TUBOS C/ COSTURA . CHAPAS LINGOTAMENTO LAMINAÇÃO TARUGOS . BARRAS . FIO MÁQUINA , VERGALHÕES
TUBOS C/ COSTURA . CHAPAS LINGOTAMENTO LAMINAÇÃO TARUGOS . BARRAS . FIO MÁQUINA , VERGALHÕES

TARUGOS

.

BARRAS

.

FIO MÁQUINA , VERGALHÕES

BLOCOS

.

PERFIS ESTRUTURAIS

.

TRILHOS E TALHAS

TARUGOS . BARRAS . FIO MÁQUINA , VERGALHÕES BLOCOS . PERFIS ESTRUTURAIS . TRILHOS E TALHAS

Introdução à Siderurgia

Tipos básicos de fornos:

 

CARGA MISTA

 

CHAMA DIRETA

I

Forno de cuba

IX

Fornos de reverbero

II

Fornos rotativos

X

Fornos de tanque

III

Convertidores

XI

Fornos de câmara

RECIPIENTE FECHADO

XII

Fornos de galeria

IV

Fornos de mufla

XIII

Fornos rotativos

V

Fornos de galeria

XIV

Fornos de andares

VI

Fornos de potes

XV

Fornos de cuba

VII

Fornos de retortas

 

CALDEIRA ABERTA

VIII

Caldeiras de vapor

XVI

Fornos de fusão e concentração