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Centro de Animação Bíblico-Catequética Diocese de Ponta Grossa

Centro de Animação Bíblico-Catequética Diocese de Ponta Grossa “Ide… anunciai a Boa-Nova.” (Mateus 28,19)

“Ide… anunciai a Boa-Nova.” (Mateus 28,19)

Centro de Animação Bíblico-Catequética Diocese de Ponta Grossa “Ide… anunciai a Boa-Nova.” (Mateus 28,19)
Prefácio Após mais de 15 anos de utilização da Coleção Sementes – manual de catequese

Prefácio

Após mais de 15 anos de utilização da Coleção Sementes – manual de catequese elaborado na Diocese de Ponta Grossa (PR) – utilizada por catequistas de muitas regiões do Brasil, é para mim motivo de alegria e grande esperança apresentar a nova coleção, totalmente reformulada no espírito do Documento de Aparecida e do processo de Iniciação à Vida Cristã. Compreendemos hoje melhor que a catequese não é uma transmissão de conteúdos de doutri- na (“instrução”), nem apenas preparação para receber este ou aquele sacramento (“etapa de forma- tura”), mas é um processo dinâmico e abrangente de educação da fé, um itinerário de vida, que leva alguém ao encontro de comunhão e intimidade com Jesus Cristo e a aderir à proposta do Reino, que é vivida na Igreja. Duas consequências brotam dessa visão: o catequista precisa ser alguém orante, que experimenta e vive o seu encontro pessoal com o Senhor, e assim é capaz de introduzir os catequizandos no Mistério (mistagogia); esse processo de discipulado se realiza na comunidade eclesial, e toda a comunidade paro- quial é catequizadora, com a participação da família e do sacerdote. A dinâmica toda da Catequese vai inserir o catequizando na vida da comunidade Daí uma grande novidade da nova coleção: a inserção de celebrações litúrgico-catequéticas ou ritos de Iniciação, que vão assinalando as várias etapas e introduzindo o catequizando no Mistério do Ressus- citado, levando-o a assimilar a linguagem dos símbolos, gestos, à vida de oração e contemplação, bem como a participar de maneira ativa e frutuosa na Liturgia e na transformação da sociedade. O primeiro volume começa com uma preciosa apresentação, que expõe de maneira clara a mística da Iniciação à Vida Cristã, sempre iluminada pela atitude de Jesus com os discípulos de Emaús. Respeita a psicologia das idades e os diversos momentos do ano litúrgico. Será muito útil para a preparação dos catequistas, no início das atividades. Parabenizando a Equipe de Animação Bíblico-Catequética da diocese e a Editora Ave-Maria por colocar à disposição dos catequistas e das comunidades do Brasil este precioso instrumento, invoco so- bre todos as bênçãos de Deus uno e trino.

Na Festa de Maria, Mãe da Divina Graça, padroeira da Diocese.

Ponta Grossa, 15 de setembro de 2011.

Dom Sergio Arthur Braschi

Apresentação

Esta edição reformulada do Manual de iniciação para uma vida de comunhão com Cristo na sua Comunidade faz parte da Coleção Sementes e é expressão do amadurecimento da edição publicada em 1995 na Diocese de Ponta Grossa (PR).

Reformulada com a colaboração de catequistas, religiosos, pedagogos, psicólogos e sacerdotes, esta edição alinha o processo catequético com as orientações do Documento de Aparecida, do Diretório Nacional de Catequese, do Estudo 97 sobre iniciação à vida cristã e das diretrizes gerais da Ação Evange- lizadora da Igreja (2011-2015). Deseja oferecer à Igreja um instrumento vivo e dinâmico de transmissão da fé, para auxiliar o “processo de iniciação à vida cristã”, que conduz a pessoa para um mergulho no Mistério de Cristo, formando nela um coração de discípulo missionário.

É preciso tratar com zelo uma importante parcela do povo de Deus confiada à Igreja composta de

crianças e adolescentes. Para eles, a catequese de iniciação à vida cristã é fundamental para o crescimento na fé, porque proporciona um encontro pessoal com Cristo pela escuta da Palavra, da Celebração dos

mistérios da fé e da vida comunitária.

O método de “iniciação” requer cuidado no planejamento para o êxito da ação catequética no

âmbito paroquial. Necessita também de catequistas mistagogos, isto é, que tenham segurança para conduzir ao Mistério pela vivência da fé, da espiritualidade e do testemunho de vida de comunhão na comunidade. Por sua vez, a comunidade também é chamada a realizar essa tarefa, que é “do

conjunto da Igreja”.

A formação e a criatividade de nossos catequistas são sempre uma qualidade a ser valorizada e esti-

mulada. Embora o trabalho dedicado de muitos catequistas seja objeto de nosso respeito e admiração, a iniciação de nossas crianças e adolescentes tem sido fragmentada e, às vezes, insuficiente diante dos

desafios e das urgências desta “mudança de época”.

Esta edição reformulada do manual da Coleção Sementes proporciona a diminuição da distância entre a catequese e a liturgia, que são duas faces do mesmo Mistério, em vista da adesão a Jesus e do discipulado.

A catequese de iniciação à vida cristã favorece a integração entre Anúncio, Celebração e Vivência

Comunitária. Sendo um método mais participativo, fomenta a conexão entre catequista, catequizandos,

família e comunidade.

A Coleção Sementes contém cinco volumes para realizar um processo global de catequese,

instruindo com os quatro pilares da doutrina (crer, celebrar, viver e rezar), favorecem a experiência das primeiras e fundamentais noções da fé. Os três primeiros volumes preparam para a intimidade com Cristo, a inserção e a pertença à Sua comunidade, que se expressará por meio da participação eucarística. Os outros dois volumes confirmam a opção e a adesão a Jesus e à Sua comunidade, consolidando no catequizando um coração de discípulo missionário para atuar, na força do Espírito Santo, como “sal da terra e luz no mundo”. (Mateus 5,13-14)

Este manual inicia-se com uma carta de acolhida aos pais e catequizandos, um texto de capacitação inicial para os catequistas, uma celebração de unção e de envio do catequista e um

encontro de acolhida dos catequizandos. Em seguida, sugere um encontro de reflexão sobre a Campanha da Fraternidade. Neste volume, a 1 a unidade traz cinco temas que possibilitam a reflexão do catequizando sobre si mesmo, sobre a própria história e sobre sua relação com a obra da criação, encerrando com a “Celebra- ção litúrgica do Querigma”. A 2 a unidade, com cinco temas, favorece a experiência da abertura para as relações com os outros, valorizando o dom da amizade e do perdão; conclui-se com a “Celebração litúrgica da entrega do Pai-Nosso”. Também com cinco temas, a 3 a unidade aponta para a relação que somos chamados a ter com Deus, a qual se consolida em Jesus Cristo, ao apresentar a novidade do pro- jeto do Reino. Conduz para a experiência de oração, tendo como base o Pai-Nosso. Na 4 a unidade, há sete temas que convidam para relações fraternas na comunidade de fé, que é assistida pela Virgem Maria. Nessa unidade, acontece a “Celebração litúrgica da Redição do Pai-Nosso”.

Cada encontro apresenta orientações e formação para o catequista e é organizado segundo os quatro passos da metodologia do encontro dos discípulos de Emaús com o Ressuscitado: Acolhida, Fundamen- tação bíblica, Espiritualização e Atividades de fixação para integrar a família e fomentar o compromisso cristão. Este manual apresenta um processo pedagógico dinâmico, cristocêntrico, litúrgico-comunitário, orante e bíblico, que integra a família, o catequista, o catequizando e a comunidade, ajudando o cate- quizando a desenvolver o costume de ouvir a Palavra de Deus dentro e fora da família.

ensinando-os tudo o que vos ordenei” (Mateus 28,19-20). Desejosos

de que esse mandato de Jesus à Igreja aconteça de modo sempre renovado e caracterizado pela alegria, pedimos os auxílios da Mãe da Divina Graça.

“Ide, fazei discípulos meus

Equipe Diocesana de Animação Bíblico-Catequética Diocese de Ponta Grossa, PR

Queridos pais e catequizandos,

Carta de acolhida aos pais e catequizandos
Carta de acolhida aos pais
e catequizandos

A Igreja recebe seu filho com carinho e se alegra em poder compartilhar com vocês deste momento

de especial responsabilidade para uma família cristã, que é o processo de iniciar ou conduzir uma pessoa para a inserção na “vida” da comunidade cristã.

Contando com a participação e o compromisso da família, a Igreja deseja auxiliar nessa tarefa, dando continuidade na missão de iniciação cristã, que significa conduzir para o encontro com o Ressus- citado, formando no cristão um coração de discípulo missionário.

Toda pessoa carrega no coração o “desejo de ser feliz”. O processo de iniciação é a resposta para esse desejo e também a missão da Igreja de conduzir o homem para a “alegria do encontro vivo com Cristo”, inserindo no lugar onde Ele escolheu permanecer vivo: a comunidade cristã. A catequese inicia no ventre materno, que acolheu, com a experiência de amor, com sentimentos de afeto e gratidão, o dom da vida em seus primeiros momentos e se estende pela convivência familiar, que deve ser naturalmente compreendida como um núcleo de relações de amor que formam valores.

É no ambiente de um lar com pais cristãos, permeado de gestos e valores do Evangelho, que são

realizados nos filhos os primeiros e fundamentais traços que imprimirão neles uma fisionomia cristã. A Igreja, por sua vez, aprofundará e dará continuidade a essa tarefa que se inicia na família: “Os pais são os catequistas insubstituíveis dos seus filhos”.

“Nos primeiros anos de vida da criança, lançam-se a base e o fundamento do seu futuro. Por isso mesmo, devem os pais compreender a importância de sua missão a esse respeito. Em virtude do ba- tismo e do matrimônio, são eles os primeiros catequistas de seus filhos: de fato educar é continuar o ato de geração. Nessa idade, Deus passa de modo particular ‘mediante a intervenção da família’. As crianças têm necessidade de aprender e de ver os pais que se amam, que respeitam a Deus, que sabem apresentar o ‘conteúdo cristão’ no testemunho e na esperança ‘de uma vida de todos os dias vivida segundo o evangelho’. O testemunho é fundamental. A Palavra de Deus é eficaz em si mesma, mas adquire sentido concreto quando se torna realidade na pessoa que anuncia. Isso vale de modo particular para as crianças que ainda não têm condições de distinguir entre a verdade anunciada e a vida daquele que a anuncia. Para a criança, não há distinção entre a mãe e o pai que rezam e a oração:

mais ainda, a oração tem especial valor porque é reza da mãe e do pai.” (João Paulo II – discurso em Porto Alegre, RS, 1980)

“Escutai: Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. Outra parte caiu no solo pedregoso e, não havendo terra bastante, nasceu logo, porque não havia terra profunda, mas, ao surgir do sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou.

Outra parte caiu entre os espinhos; os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. Outras caíram em terra boa e produziram fruto, crescendo e se desenvolvendo, e uma produziu trinta, outra sessenta e outra cem por cento.”

(Marcos 4,3-8)

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Essa exposição pretende estimular a família, os sacerdotes, catequistas, catequizandos e toda a co- munidade a tomar consciência da necessidade de olhar sempre para o campo semeado, e a fazê-lo a partir de uma perspectiva de fé e de misericórdia. (Diretório Geral para Catequese n o 14)

Catequizando, a parábola “Saiu o semeador a semear” (Marcos 4,3) é fonte inspiradora para a evangelização. A semente é a Palavra de Deus, que será lançada no seu coração em cada encontro de catequese. O semeador é Jesus Cristo. Ele anunciou o Evangelho na Palestina há 2 mil anos e enviou os seus discípulos a semeá-lo pelo mundo, e assim fazem hoje os catequistas e a “ação do conjunto da Igreja em suas pastorais e movimentos”. (Diretório Geral para Catequese n o 15)

Jesus Cristo hoje, presente na Igreja por meio do Espírito, continua a semear amplamente a Palavra do Pai no campo do mundo. Ele deseja lançar “sementes de vida” em seu coração por meio do seu catequista.

Lemos na parábola que a qualidade do terreno é sempre muito variada. A semente do Evangelho cai “à beira do caminho” (Marcos 4,4), quando não é realmente escutada; cai “em solo pedregoso” (Marcos 4,5), sem que possa penetrar profundamente na terra; cai “entre os espinhos” (Marcos 4,7) e é imediatamente sufocada no coração daqueles que se fazem distraídos porque têm outras preocupa- ções. Mas a parábola conta que há sementes que caem “em terra boa” (Marcos 4,8), isto é, no coração aberto e disposto à relação pessoal com Deus, que deseja ser solidário com o próximo, e a semente produz frutos abundantes!

Com qual dessas situações você deseja que seu coração se assemelhe neste ano catequético?

Caríssimos pais e catequizandos, meditando sobre isso, iniciemos com coragem, dinamismo e de- cisão a participação nesse processo.

Seja bem-vindo, catequizando! Junto com seus pais e nossa comunidade, faremos um bonito cami- nho de “iniciação para uma vida de comunhão com Cristo na sua Comunidade”!

para uma vida de comunhão com Cristo na sua Comunidade”! 12 “Conhecer a Jesus é o
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“Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria.” (Documento de Aparecida n o 29)

Equipe Diocesana de Animação Bíblico-Catequética Diocese de Ponta Grossa (PR)

Capacitação inicial para os catequistas
Capacitação inicial para os catequistas

Querido(a) catequista: “Semeai, o resto fará o Senhor!”

Retomando essas palavras, que o saudoso Papa “Beato João Paulo II” dirigiu aos catequistas em determinada ocasião, deixemo-nos animar por esse apelo tão significativo que projeta sobre a ação de catequizar a ação do próprio Deus, o qual generosamente nos inspira a espalhar a semente da Palavra capaz de fazer, misteriosamente, a vida germinar. A capacitação que segue deve ser organizada pela Coordenação Paroquial de Catequese destinada ao grupo de catequistas e contém:

1. Definição de catequese

2. Conteúdo específico de cada tempo

3. Metodologia e pedagogia do manual

4. Desenvolvimento psicológico da criança entre 8 e 9 anos

5. Os quatro pilares para edificação da fé

6. Celebrações litúrgicas com ritos de iniciação cristã

1. Definição de catequese

A catequese é uma ação da Igreja, e também um ressoar da experiência de intimidade com o Senhor

que precisa estar impressa na vida daqueles que se sentem chamados a cumprir a tarefa da transmissão

ensinando-os a observar tudo que

vos ordenei” (Mateus 28,19). “A catequese é um processo dinâmico e abrangente de educação da fé, um itinerário e não apenas uma instrução” (Catequese Renovada 282).

da fé que Jesus nos deu quando disse: “Ide, fazei discípulos meus

“A catequese compreende um ensino da doutrina cristã, de maneira orgânica (viva) e sistemática (processo), com o fim de iniciar na plenitude da vida cristã” (Catechesi Tradendae 18, Catequese hoje). “Ela é em primeiro lugar, uma ação eclesial, pela qual a Igreja transmite a fé que ela mesma vive.

O catequista é um porta-voz da Comunidade e não de uma doutrina pessoal” (Catequese Renovada 45).

Para que fazer catequese?

“A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. A recepção do sacramento é consequência de uma adesão à proposta do Reino, vivida na Igreja” (Diretório Nacional de Catequese 50). O serviço da catequese tem como finalidade “fazer com que alguém se ponha, não apenas em conta- to, mas em comunhão e intimidade com Jesus Cristo”. Fazer catequese é um ato de amor, “é o conjunto dos esforços realizados na Igreja para fazer discípulos” (CT1). O serviço da catequese não é uma simples

instrução a respeito de textos, normas ou regras, afinal a Palavra que transmitimos é Pessoa, é a “Palavra

de Deus” que se fez carne (João 1,14) e, portanto, trata-se de ensinar, com aquilo que está impresso em

nossa vida, um jeito de se relacionar com o Senhor.

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Partilhando com o grupo: • Retomando as afirmações contidas no texto acima, busque palavras que
Partilhando com o grupo: • Retomando as afirmações contidas no texto acima, busque palavras que
Partilhando com o grupo: • Retomando as afirmações contidas no texto acima, busque palavras que

Partilhando com o grupo:

• Retomando as afirmações contidas no texto acima, busque palavras que ajudem a aprofun- dar o sentido do que é catequese e a relação com o “ser catequista”.

• O que vocês podem comentar sobre as expressões do texto: “conjunto de esforços”, “para fa- zer discípulos”, “processo dinâmico”, “intimidade com Jesus”, “ensino de modo orgânico e sistemático”, “transmitir a fé que a Igreja vive sendo porta-voz da Comunidade”, “a Palavra que transmitimos é Pessoa”, “ensinar, com aquilo que está impresso em nossa vida, um jeito de se relacionar com o Senhor”.

• O que há em comum com o jeito de fazer catequese que a Igreja apresenta e o modo de fazer catequese em sua Comunidade?

• No que você acha que sua Comunidade precisa crescer em relação à catequese?

• Depois das reflexões feitas, em sua opinião, quais as atitudes que compõem o perfil do ca- tequista hoje?

Por que utilizar um manual para fazer catequese? Fazer catequese com um manual é realizar “um itinerário educativo que vai além da simples transmissão de conteúdos doutrinais desenvolvidos nos encontros catequéticos. Os manuais oferecem um processo parti- cipativo que dá acesso às Sagradas Escrituras, à liturgia, à doutrina da Igreja, à inserção na vida da comunidade eclesial e às experiências de intimidade com Deus” (Diretório Nacional de Catequese 152).

O manual apresenta um conjunto de passos e operações necessárias para instruir alguém em determinada

etapa do processo. Ele tem como pano de fundo um caminho, porém, ele sozinho não é todo o caminho cate- quético; catequese é muito mais do que apenas aquele momento isolado do encontro. Os momentos de catequese acontecem também na família, na vida em comunidade, nas celebrações e em tantas outras atividades.

O manual é um “ajudante”. A eficácia do processo é facilitada por um bom manual, mas também

exige preparo, formação, criatividade e planejamento do catequista, participação da Comunidade, da família e do sacerdote.

Dinamizando o tema

Formar grupos de até 10 pessoas e entregar 1 kit em embalagem de plástico contendo:

• 3 canudinhos

• 1 folha colorida

• 5 palitos de sorvete

• 1 bexiga

• 1 pedaço de barbante

• 1 pedaço de papel cartão

• 1 pedaço de fita crepe colada no próprio plástico

• 1 guardanapo

Em seguida, pedir a cada grupo que, utilizando o material do kit, monte em equipe “algo que seja útil para percorrer um caminho”. Depois alguns grupos podem apresentar o que montaram explicando o significado.

Conclusão: perceber que a utilidade do manual é como a de um kit, no qual as coisas não estão prontas ou acabadas, mas nele se encontram recursos para que, mediante planejamento, participa- ção e criatividade seja possível expressar o que se deseja.

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2. Conteúdo específico de cada tempo

Conhecendo o itinerário que o processo da Coleção Sementes desenvolve no catequizando nos cinco tempos:

1 o Tempo Conhecer-se e Relacionar-se
1 o Tempo
Conhecer-se e
Relacionar-se
2 o Tempo Ele nos chama a viver este Projeto em Comunidade
2 o Tempo
Ele nos chama a
viver este Projeto
em Comunidade
3 o Tempo Vivendo a Lei do Amor em Comunidade
3 o Tempo
Vivendo a Lei
do Amor em
Comunidade
4 o Tempo O agir do discípulo: vida de oração e cultivo de fé 5
4 o Tempo
O agir do discípulo:
vida de oração e
cultivo de fé
5 o Tempo
Serviço
aos irmãos
1 o Tempo Eu comigo mesmo e com o mundo Eu e o outro Eu
1 o Tempo
Eu comigo mesmo
e com o mundo
Eu e o outro
Eu e Deus
2 o Tempo Jesus anuncia: O Reino e as Bem-Aventuranças
2 o Tempo
Jesus anuncia:
O Reino e as
Bem-Aventuranças
3 o Tempo Crer no Deus Uno e Trino em Comunidade
3 o Tempo
Crer no Deus
Uno e Trino em
Comunidade
4 o Tempo Faço opções, posso servir a comunidade DiSCiPULADO
4 o Tempo
Faço opções, posso
servir a comunidade
DiSCiPULADO
5 o Tempo A força do Espírito na história e na igreja é força para
5 o Tempo
A força do Espírito
na história e na igreja
é força para a missão
1 o Tempo Relações fraternas vividas em Comunidade
1 o Tempo
Relações fraternas
vividas em
Comunidade
2 o Tempo Maria do Sim Jesus, a nova Aliança
2 o Tempo
Maria do Sim
Jesus, a nova
Aliança
3 o Tempo Experimentar os gestos salvíficos de Jesus em Comunidade
3 o Tempo
Experimentar os gestos
salvíficos de Jesus em
Comunidade
4 o Tempo Firmar as convicções de fé na comunidade
4 o Tempo
Firmar as
convicções de fé
na comunidade
5 o Tempo Assumir a vocação e missão para servir a co- munidade e a
5 o Tempo
Assumir a vocação e
missão para servir a co-
munidade e a Sociedade
2 o Tempo Deus se revela: Palavra/Criação
2 o Tempo
Deus se revela:
Palavra/Criação
2 o Tempo Faz Aliança Dá a Lei do Amor Fala pelos profetas
2 o Tempo
Faz Aliança
Dá a Lei do Amor
Fala pelos profetas
4 o Tempo Eu, adolescente: razão e liberdade
4 o Tempo
Eu, adolescente:
razão e
liberdade
4 o Tempo Dialogar em família Respeitar as diferenças
4 o Tempo
Dialogar em família
Respeitar as
diferenças
DiSCÍPULO MiSSiONÁRiO
DiSCÍPULO
MiSSiONÁRiO

Olhando o organograma, podemos compreender o ponto de partida e de chegada que cada um dos manuais desenvolve, e ter uma visão de conjunto do itinerário desenvolvido ao longo de cada tempo.

As áreas do 1 o Tempo representam o manual Sementes de Vida. Ao longo do ano cada encontro realiza um processo, por meio de um conteúdo, que conduz a uma experiência com o Deus, que chama para relações fraternas na comunidade.

As áreas do 2 o Tempo representam o percurso realizado com o manual Sementes de Esperança, o qual lançará as bases da Revelação do Deus da Aliança, que em Jesus nos chama para a experiência de Salvação na Comunidade.

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As áreas do 3 o Tempo ajudam a compreender que o manual Sementes de Comunhão, sintetizando os mandamentos e o símbolo da fé (credo), consolida a inserção na comunidade pela participação no mistério sacramental da presença eucarística do Ressuscitado. Fica claro que ao longo dos três anos acontece um processo de inserção na Comunidade e a expres- são dessa pertença comunitária é a vida eucarística.

Depois podemos ver nas áreas do 4 o e do 5 o Tempo as etapas desenvolvidas pelo manual Sementes de Participação. Já inserido na experiência da comunidade, o catequizando retomará o conhecimento e a compreensão de si nessa fase de pré-adolescência e adolescência, seguindo no processo de maturidade da fé. Firmando suas convicções na comunidade, poderá aprofundar suas opções para o serviço de discipulado e, experimentando a atuação e a força do Espírito, poderá tornar-se também missionário. Esta é a visão de conjunto da catequese de iniciação que a Coleção Sementes realiza por meio da metodologia aplicada nos cinco tempos. Deseja inserir a pessoa no mistério do encontro com o Ressus- citado presente na Comunidade em vista de formar no catequizando um coração de discípulo missioná- rio da Igreja para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Refletindo com o grupo

• Esta visão de conjunto que a Coleção Sementes apresenta contribui de que forma para realização do serviço catequético?

Depois da partilha em grupo, os catequistas se reúnem conforme os tempos nos quais ministrarão catequese e leem o que segue.

3. Metodologia e pedagogia do manual

Este manual foi preparado com carinho para você, que acredita no serviço catequético e faz do encontro de catequese uma ocasião festiva de convivência, de partilha e de encontro vivo com o Senhor, tornando a “catequese um caminho que, pelo Encontro com Jesus, forma discípulos”.

No início de cada encontro você encontrará os objetivos a serem alcançados, o material de apoio a ser utilizado para dinamizar o encontro e um texto de formação e preparação, que servirá para seu aprofunda- mento pessoal e sua preparação espiritual sobre o tema a ser desenvolvido em cada encontro.

Você perceberá que cada um dos encontros possui quatro passos: Acolhimento (VER), Fundamentação (ILUMINAR), Espiritualização (CELEBRAR) e Atividades de fixação (AGIR CRISTÃO). Se olharmos para a pedagogia que Jesus utilizou no episódio de Emaús (Lucas 24) identificamos que os quatro passos realizados nos

encontros são inspirados nesse processo, que servirá para levar os catequizandos à experiência de um encontro vivo

e transformador. O catequizando precisa perceber na atividade do catequista os mesmos gestos de Jesus.

O Senhor encontrou os discípulos no caminho e se pôs a caminhar com eles, perguntando dos fatos da vida (é a ACOLhIDA-VER), em seguida iluminou os anseios e a vida deles a partir da Palavra (é a FUNDAMENTAÇÃO-ILUMINAR). Isto despertou nos discípulos o desejo de permanecerem juntos,

a ação de graças (é a ESPIRITUALIZAÇÃO-CELEBRAR). A experiência foi tão marcante e signifi-

cativa, que reorientou e enviou os discípulos para a missão (é a ATIVIDADE, o AGIR CRISTÃO). Nossos encontros conservam a mesma pedagogia de Jesus. É importante compreender e desenvolver bem o passo a passo que propomos. Além disso, remetemos o catequizando para uma reflexão e vivência de fé com a família e também para uma prática de discipulado que pedirá um compromisso concreto

no intervalo da semana.

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No desenvolvimento do encontro aparecem traços da espiritualidade e metodologia da “Leitura Orante da Palavra”, que o catequista poderá utilizar para introduzir progressivamente o catequizando num mergulho mais profundo no Mistério, através das questões:

• O que Deus falou para mim neste texto? (após a fundamentação)

• O que sinto vontade de dizer a Deus? (após a espiritualização)

• Transformando a oração em compromisso de ação cristã (na atividade e compromisso do “agir cristão”)

Como desenvolver a metodologia dos quatro passos em um encontro?

1 o passo – Acolhimento: esse passo tem por finalidade fazer presente os fatos da vida dos catequi- zandos para compreender a realidade deles (“Jesus aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles pergun- tando: sobre o que conversais pelo caminho?”, Lucas 24,15-17). Aplicando os métodos sugeridos e as técnicas de entrosamento, pode durar em torno de 10 a 15 minutos. 2 o passo – Fundamentação: depois de perceber a realidade através do acolhimento, o catequista iluminará os fatos da vida com a Palavra de Deus ( “explicava-lhes a Escritura”, Lucas 24, 27). Ela re- conduz nossa história para Deus e para o serviço. Esse passo precisa ser participativo e de construção do conhecimento, e leva por volta de 20 minutos para ser desenvolvido. 3 o passo – Espiritualização: a experiência fará brotar neles o reconhecimento da bondade de Deus, conduzindo-os para espiritualização. Será o momento de experimentar a relação comunitário-pessoal com o Deus da Vida (“Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhes”, Lucas 24, 30). As técnicas para esse momento sugerem um período de 15 minutos. 4 o passo – Atividades de fixação: para concluir o ciclo desse processo, é preciso que a experiência de fé seja assimilada por eles em vista de lançá-los na integração com a família e no compromisso de atividades transformadoras (“levantaram-se na mesma hora e foram a Jerusalém”, Lucas 24, 33). Esse momento pode acontecer num período de 15 minutos. O intuito do processo é levar os catequizandos para a experiência de Encontro vivo com Jesus. O catequista perceberá no desenvolvimento do tema o modo de realizar cada passo, gerando uma relação viva entre eles, sem tornar cansativo ou vazio cada momento do processo e ainda sem trabalhar mecani- camente em função do relógio.

Refletindo com o grupo

• Você já havia percebido a relação existente entre a pedagogia que Jesus utilizou com os dis- cípulos de Emaús e a metodologia que desenvolvemos em cada Encontro?

• Na sua opinião, é importante desenvolver no encontro catequético os quatro passos da metodologia que o manual apresenta? Por quê?

4. Desenvolvimento psicológico da criança entre 8 e 9 anos

Para lançar as sementes do ensino da fé neste tempo é preciso considerar “o terreno” que as aco- lherá. Este subsídio desenvolve o aprendizado considerando o desenvolvimento psicológico da criança entre 8 e 9 anos e seu modo de aprender. Esses catequizandos têm por referência a convivência com pai e mãe, contudo, já demonstram uma tendên- cia em descobrirem-se e abrirem-se para novas relações. A criança gosta e já é capaz de pensar. Quando lhes são oferecidos meios para estimular seu raciocínio, surgem oportunidades para desenvolver seu potencial.

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Nessa fase do desenvolvimento da criança acontece a estruturação do caráter: a índole, a firmeza de vontade, da individualidade ou do seu jeito de ser. Os alicerces do caráter são assentados nos primeiros sete anos de vida. Essa é também a fase da descoberta de suas habilidades pessoais e relacionais. A criança deseja fazer parte do grupo, anseia “tornar-se grande, cooperando na realização de coisas em conjunto”; chamamos isso de “fase da indústria”. Para estimular as crianças desse Tempo é importante:

• Iniciar o encontro com um diálogo, percebendo a realidade deles e o que já sabem sobre o as- sunto relacionado àquele tema, estimulando o pensar (momento do Acolhimento – Ver).

• Aproveitar o “erro” da criança para estimular o raciocínio, a construção de pensamentos e a participação no grupo (momento da Fundamentação – Iluminar).

• Compreender que elas aprendem o conteúdo quando são utilizados recursos como: gestos, sím- bolos, gravuras e recortes – dinamismo (momento da Espiritualização – Celebrar).

• Incentivar a criatividade, estimular suas construções (momento das Atividades de Fixação – Agir).

• Reforçar a cooperação, fazendo trabalhos em duplas, trios ou grupos maiores. Compreendendo o processo realizado por essas crianças com atividades que necessitam de tempo e paciência, identificamos o perfil do catequista deste Tempo.

Refletindo com o grupo

• Com referência ao desenvolvimento psicológico da criança a partir de 8 anos, comente com o grupo o que mais lhe chamou atenção.

• Conhecendo os estímulos desta fase da criança, você se identifica com o perfil de catequista para este Tempo?

5. Os quatro pilares para edificação da fé

É importante que o catequista saiba que o conjunto dos temas deste manual procura apresentar progressivamente conteúdos que fazem parte dos quatro pilares que a Igreja nos apresenta para edificar a fé. Por meio desses quatro pilares ou grandes temas, desenvolvemos com a metodologia do manual uma catequese bíblica, litúrgica, celebrativa, vivencial e orante, ajudando a pessoa a sistematizar ou compreender a fé revelada na Escritura. Os quatro pilares são:

1 o Crer (temas sobre a Revelação – no organograma com o coração) 2 o Celebrar (temas sobre Liturgia e Sacramento – no organograma com a estrela) 3 o Viver (temas sobre mandamentos para o agir – no organograma com a seta) 4 o Rezar (temas sobre Oração – no organograma com a cruz)

ViVER CELEBRAR CELEBRAÇÕES CRER MANDAMENTOS REZAR LiTURGiA E BEM- LiTÚRGiCO- REVELAÇÃO ORAÇÃO SACRAMENTO
ViVER
CELEBRAR
CELEBRAÇÕES
CRER
MANDAMENTOS
REZAR
LiTURGiA E
BEM-
LiTÚRGiCO-
REVELAÇÃO
ORAÇÃO
SACRAMENTO
AVENTURANÇAS
CATEQUÉTiCAS
AGiR CRiSTÃO

6. Celebrações litúrgicas com ritos de iniciação cristã

Uma novidade nesta edição reformulada do manual são as celebrações litúrgico-catequéticas ou ritos de iniciação (no organograma com o sol). Elas contêm elementos inspirados no processo da “Ini-

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ciação à vida cristã”, aproximando a catequese da celebração litúrgica, afinal, aquilo que é ensino da catequese torna-se “vida celebrada” na liturgia. Elas ajudam a iniciar progressivamente nas celebrações litúrgicas e a descobrir a linguagem dos ritos, dos símbolos, dos gestos e das posturas, dando acesso à vida de oração e contemplação. Também permi- tem acompanhar o Ano litúrgico para vivência eclesial e uma participação mais ativa, plena e frutuosa na liturgia. Integram o catequizando, a família e a comunidade, proporcionando que todos compreendam a vitalidade e a força que esses mistérios possuem de atualizar no tempo a presença viva de Deus. As celebrações litúrgico-catequéticas são excelentes oportunidades para compreensão do processo feito pois, além de colaborarem na inserção do catequizando na vida da comunidade, permitem salientar seu papel catequizador. O catequista pode avaliar, pela convivência entre os catequizandos, se as atitudes deles estão sendo permeadas pelos valores do Evangelho. Tudo isso substitui as insuficientes “provas”, porque a catequese não é um curso sobre fé e religião, mas deseja imprimir na vida as atitudes cristãs, para que a pessoa saiba proceder tendo o Evangelho como critério de ação.

Partilhando com o grupo:

• O que você compreendeu sobre a importância das celebrações dos ritos de iniciação?

• Em grupos de duas pessoas, verifique abaixo o conjunto de temas que será trabalhado neste Tempo e identifique, conforme os símbolos, para qual dos quatro pilares cada um deles pertence. Verifique os momentos onde estão as celebrações de ritos de iniciação.

Capacitação inicial para os catequistas Celebração de unção e envio do catequista Encontro de Encontro
Capacitação
inicial para os
catequistas
Celebração de
unção e envio
do catequista
Encontro de
Encontro sobre
Celebração litúrgica
acolhida dos
a Campanha
de apresentação
catequizandos
da Fraternidade
dos catequizandos
Quemsou eu? Deus
me conhecer e me
chama pelo nome
Quem sou eu?
Sou pessoa,
vivo em família
Eu e minha identidade cristã Sou batizado, tenho uma missão O cristão tem uma relação
Eu e minha
identidade
cristã
Sou batizado,
tenho uma
missão
O cristão tem uma
relação especial
com a obra da Criação
Celebração
Litúrgica
do Querigma
Conhecer-se
e dar-se a
conhecer
Ter um amigo
é encontrar
um tesouro
Vivendo a amizade, encontramos o amigo Jesus! Amizade O perdão Riqueza que consolida se partilha
Vivendo a amizade,
encontramos
o amigo Jesus!
Amizade
O perdão
Riqueza que
consolida
se partilha
a amizade
Celebração Litúrgica
da entrega do
Pai-Nosso
Deus me
Deus me
fala-posso
fala-posso
ouvir
responder
Jesus nos apresenta Deus como nosso Pai Pai Nosso: nossos 3 compromissos com o Pai
Jesus nos
apresenta Deus
como nosso Pai
Pai Nosso: nossos
3 compromissos
com o Pai
Pai Nosso: nossos
4 compromissos
com os irmãos
igreja - Jesus
vivendo no
meio de nós
Celebração Litúrgica
da Redição
do Pai Nosso
Sou igreja,
vivo em
Comunidade
A igreja- Esperando o Anexo Celebração Corpo Conhecendo a identidade e a Minha igreja tem
A igreja-
Esperando o
Anexo
Celebração
Corpo
Conhecendo a
identidade e a
Minha igreja
tem uma
Maria de
tantos
nascimento
litúrgico-
de Natal
de Cristo
missão da igreja
Mãe - Maria
nomes
de Jesus
catequético

Objetivo do conjunto dos encontros do 1 o Tempo: percorrer pedagógica e mistagogicamente (com espírito orante e segurança) um caminho que favoreça “abertura nas relações”, proporcionando um encontro pessoal através da relação com Deus Pai em Jesus. Destacar que a inserção na experiência do Mistério da vida cristã na comunidade amadurece essas relações. Essa experiência deve ser adquirida com alegria e entusiasmo. O verdadeiro cristão só existe quan- do a pessoa for equilibrada e harmônica. Para isso é importante conhecer no que cremos, celebrar com a

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comunidade aquilo que cremos, viver de acordo com a fé e manter a esperança da fé pela oração. Medite sobre isso! Os catequizandos devem ser incentivados na troca de experiências, na convivência com simplicida- de e naturalidade. A eficácia do trabalho fundamenta-se na experiência de fé, no testemunho e participação comuni- tária do catequista, na busca permanente de formação e na criatividade para preparar e desenvolver os encontros, virtudes próprias de quem ama. Para concluir a formação, vamos meditar no que segue:

Grupo 1: não se faz catequese com a soma dos conteúdos dos encontros ou através de “provas”. O fundamental é acompanhar o catequizando ao longo do caminho e perceber no processo o conjunto de ações cristãs que estão sendo gravadas no coração e nos gestos do catequizando. Grupo 2: a catequese não se resume somente ao momento do encontro com o catequista, ou ao manual, outras atividades catequéticas são necessárias para que aconteça o Encontro pessoal com Jesus:

a vida da comunidade deve ser catequizadora, a ação dos pais cristãos deve catequizar, o testemunho pessoal do catequista deve ser coerente, enfim, a catequese não vai bem quando o “conjunto da vida e do testemunho cristão da Comunidade dos batizados vai mal”. Todos: catequese é um processo dinâmico, não se resume a fórmulas mágicas, ela depende também de um catequista orante, mistagogo, que experimenta e vive o encontro pessoal com o Senhor, capaz de conduzir com segurança os catequizandos para o mistério de Cristo presente na Comunidade. Que tenhamos um coração dócil e disposto para um aprendizado constante, e o Espírito do Senhor nos con- duzirá, Amém!

Desejamos a todos um ano catequético repleto da luz e da sabedoria de Deus.

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Equipe Diocesana de Animação Bíblico-Catequética Diocese de Ponta Grossa – PR

Celebração de unção e envio do catequista Sugerimos que essa celebração seja realizada prefe- rencialmente
Celebração de unção e envio do catequista Sugerimos que essa celebração seja realizada prefe- rencialmente
Celebração de unção e envio do catequista Sugerimos que essa celebração seja realizada prefe- rencialmente
Celebração de unção e envio do catequista Sugerimos que essa celebração seja realizada prefe- rencialmente

Celebração de unção e envio do catequista

Sugerimos que essa celebração seja realizada prefe- rencialmente em um horário de missa com a comunida- de, pais e catequizandos. Poderá ser adaptada se não for possível contar com a presença de um sacerdote.

Material de apoio:

• cópia desta celebração para dirigente, sa- cerdote e catequistas

• velas para todos os catequistas

• círio pascal aceso

• Bíblia (cada catequista deve levar a sua)

• óleo (para o padre abençoar e ungir os ca- tequistas)

(Combinar os cantos antecipadamente com a equipe da celebração litúrgica.)

Após o Oremos, depois da Comunhão

O sacerdote, diácono, ministro, comentarista

ou coordenador(a) de catequese convida os cate- quistas para que se dirijam o mais próximo possí- vel da mesa da Palavra (Ambão). (Enquanto eles se emcaminham ao local, o dirigente explica à comunidade:)

Dirigente:

– Queridos irmãos e irmãs, alegremo-nos,

pois hoje é um dia especial para nossa comuni- dade. Neste momento os catequistas receberão da Igreja e de nossa comunidade a oração de envio para que cumpram com a graça de Deus a sua missão de introduzir nossos catequizandos no co- nhecimento da fé, favorecendo o encontro vivo com Cristo. (O catequista, com a sua Bíblia aberta, se aproxima.)

Sacerdote ou diácono (impondo a mão sobre os catequistas, reza):

– Pai de bondade, abençoai nossos catequistas, a fim de que, movidos pelo Vosso Espírito Santo,

cumpram fielmente a sua missão de anunciar a Tua Palavra. Que eles possam introduzir nossos catequi- zandos, adolescentes e adultos, no conhecimento e no encontro vivo com o Vosso Filho para melhor participarem dos Mistérios da Fé. Concedei tam- bém que nossa comunidade seja uma “comunidade catequizadora”, na qual as pessoas possam encon- trar, pelo nosso testemunho, a presença de Jesus Cristo, que dá sentido para a vida. Isso Vos pedimos em nome do Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Dirigente:

– Cantemos todos juntos:

“Vem, vem, vem, vem Espírito Santo de Amor, vem a nós, traz a Igreja um novo vigor”. (2 vezes)

Dirigente:

– Agora os catequistas voltados para a Palavra de

Deus no Ambão, segurando sua Bíblia, colocam uma das mãos sobre ela e rezam.

Catequistas:

– Senhor, com o batismo nos tornastes mensageiros de Vossa Palavra. Nós, catequistas, acolhemos com gratidão e alegria o convite que nos fizestes para colaborarmos no crescimento do Corpo de Cristo. Dai-nos a Vossa graça para educarmos na fé e animarmos nossa comuni- dade. Que o Teu Espírito seja nossa força para que, como profetas, anunciemos Tua presença pela Palavra. “Vem, Espírito Santo, vem, vem iluminar!” (2 vezes) (O Círio deve estar aceso e ao redor deve haver uma vela para cada catequista.)

Dirigente:

– Agora os catequistas se dirigem para perto do Cí-

rio Pascal e estendem a mão em direção a ele, rezando.

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Catequistas : – Cristo Ressuscitado, dai-nos a luz do Teu Espírito e imprime em nós
Catequistas : – Cristo Ressuscitado, dai-nos a luz do Teu Espírito e imprime em nós

Catequistas:

– Cristo Ressuscitado, dai-nos a luz do Teu Espírito e imprime em nós os Teus pensamentos,

a Tua maneira de ver a história, de compreender e

julgar a vida, de amar sem medida, de agir como servos sempre em favor da vida. Ajuda-nos a pro-

mover os pequenos e fracos, a anunciar a esperança, para que, unidos na comunidade, possamos realizar

o projeto da fraternidade, da justiça e da paz onde vivemos, levando Tua Palavra como luz para o mun- do. Amém. (Os catequistas pegam suas velas segurando também a Bíblia.)

Dirigente:

– Agora o sacerdote acende uma vela no Círio

e transmite desta luz para a vela da coordenadora, que a comunicará para os catequistas. Enquanto isso, acompanhemos esse gesto cantando.

Canto:

“Dentro de mim existe uma luz, que me leva por onde deverei andar ”

Dirigente:

– Neste momento o sacerdote, junto com a

comunidade, estende as mãos sobre os catequistas para proferir a Oração da unção e envio para o ser- viço de educar na fé e de promover o encontro dos catequizandos com Cristo Ressuscitado.

(Os catequistas, com as mãos livres, se ajoelham.)

Sacerdote e comunidade:

– Pai de bondade, que ungistes Vosso Filho

com o Espírito Santo, nós Vos pedimos que, volven- do Vosso olhar em favor dos nossos catequistas, der- rame sobre eles Vossa unção para que eles anunciem com vigor, coragem e entusiasmo Vossa Palavra que é Vida, fazendo-nos vitoriosos em todo combate.

(Enquanto isso, unge as mãos dos catequistas e o povo canta.)

Canto:

“Envia teu Espírito Senhor / A nós descei di- vina luz”. (ou outro canto oportuno) (Bênção para toda a comunidade e canto final.)

Ei, catequista! Não se esqueça de começar a preparar junto com o padre, os pais
Ei, catequista!
Não se
esqueça de começar a preparar
junto com o padre, os
pais e catequizandos a
próxima celebração!
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Encontro de acolhida dos catequizandos Objetivos: • Acolher os catequizandos para criar um am- biente
Encontro de acolhida
dos catequizandos
Objetivos:
• Acolher os catequizandos para criar um am-
biente familiar.
• Ajudá-los a compreender os valores que apren-
derão nos encontros da catequese.
Material de apoio:
• Bíblia
• flores
• vela
• 1 balão colorido para cada catequizando
(verde, amarelo, azul, branco e vermelho)
• 1 cartão verde com a palavra ESPERANÇA
• 1 cartão amarelo com a palavra ALEGRIA
• 1 cartão vermelho com a palavra
AMOR
• 1 cartão azul com a palavra AMIZADE
• folha A4 (para cada catequizando)
• 1 cartão branco com a palavra PAZ
• giz de cera para uso comum
Preparação do ambiente:
• Preparar a sala, deixando-a com um ambiente alegre e festivo, destacando a Bíblia com a vela
e as flores.
início do encontro:
• Receber os catequizandos com alegria e um abraço carinhoso de acolhida, desejando-lhes
boas-vindas.

Dinâmica de acolhida

1 a parte – desenhando a família

Objetivo: “quebrar o gelo” para criar um ambiente familiar.

Desenvolvimento: (orientado pelo catequista)

1. Pedir para que todos se sentem em círculo.

2. Dizer o nome e em seguida explicar a todos para que façam (inclusive o catequista) um desenho de si próprios com sua família.

3. Distribuir as folhas A4 para cada catequizando e deixar no centro a caixa de giz de cera para uso comum.

4. Após terminar a atividade, cada um, começando pelo catequista, mostra ao grupo o de- senho que fez apresentando a si e sua família.

2 a parte – descobrindo os valores da catequese Objetivo: ajudá-los a compreender o que é um encontro de catequese e os valores que aprenderão.

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Desenvolvimento: (orientado pelo catequista)

1. Continuar em círculo.

2. Distribuir 1 balão para cada catequizando, com as cores sugeridas no material de apoio,

e colocar no centro do círculo os cartões, voltados para baixo, já confeccionados com as palavras: ALEGRIA, AMOR, PAZ, AMIZADE e ESPERANÇA.

3. Dizer a todos: “nestes encontros de catequese vamos experimentar a presença viva de Jesus, vamos conhecer seus ensinamentos e aprender a colocar em prática na nossa vida o que Ele

(o catequista

pede que alguém desvire o cartão amarelo e que todos leiam a palavra que apareceu – ALEGRIA).

4. Pedir para que os catequizandos que estiverem com o balão amarelo encham, amarrem e segurem seu balão.

5. Prosseguir com a seguinte fala: “além da alegria, em nossos encontros vamos ouvir falar

(o catequista pede que alguém desvire o cartão vermelho

nos pedir. Vamos procurar fazer dos nossos encontros momentos cheios de

que Jesus nos ensinou a ter muito

e que todos leiam a palavra que apareceu – AMOR).

6. Pedir para que os catequizandos que estiverem com o balão vermelho encham, amarrem

e segurem seu balão.

7. O catequista deve continuar motivando o encontro e pedindo que alguém vá desvirando os cartões, sempre associando a palavra que aparecer com aquilo que experimentarão em cada encontro.

8. Ao desvirarem o cartão branco com a palavra PAZ, pedir para que os catequizandos que estiverem com o balão branco encham, amarrem e segurem seu balão. Desvirando o AZUL com a palavra AMIZADE, pedir para que os catequizandos que estiverem com o balão azul encham, amarrem e segurem seu balão; desvirando o VERDE com a palavra ESPERANÇA, pedir para que os catequizandos encham, amarrem e segurem seu balão verde.

9. Terminada a dinâmica, pedir que todos joguem os balões para o alto como sinal de que

desejamos espalhar estes sentimentos. 10. Para encerrar o momento, pedir que cada um segure um balão e diga: “para que possamos

ser contagiados por estes sentimentos vamos estourar nossos balões”.

Compromisso para o catequizando realizar com sua família

Compromisso para o catequizando realizar com sua família O catequista explica que cada catequizando deve trazer

O catequista explica que cada catequizando deve trazer para o encontro se- guinte uma caixinha pequena vazia (creme dental, sabonete ou chá) encapada com papel de presente.

Dentro dela os pais devem colocar uma mensagem dirigida a seu filho e a todos os catequizandos de sua turma e uma lembrança (à sua escolha), que deve servir para todo o grupo de catequizandos.

Oração final:

(Orientar os catequizandos para que peguem as cinco palavras dos cartões que foram utilizadas na dinâmica e se dirijam até a mesa na qual está a Bíblia. Explicar que irá dizer a frase de início da oração e em seguida todos deverão completar a oração, lendo as palavras do cartão e colocando-as sobre a Bíblia.)

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Catequista:

– Jesus, nestes encontros de catequese, ajuda-nos a viver a/o (Os catequizandos leem cada uma das palavras escritas nos cartões e os colocam sobre a Bíblia.)

Envio:

Encerrar o encontro com um abraço em cada catequizando, convidando-os a voltar com alegria para a próxima catequese. Lembrá-los de trazerem a atividade proposta e que vão realizar em casa com os pais.

LEMBRETE Catequista, não se esqueça de se reunir com os outros catequistas do 1 o Tempo para preparar a Celebração de Acolhida dos Catequizandos. Por meio de um bilhete, um telefonema ou pessoalmente, avise os pais a respeito da data e horário da celebração e verifique as informações da celebração para poder orientar os catequizandos.

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Encontro sobre a Campanha da Fraternidade Objetivos: • Descobrir o tema e o lema da
Encontro sobre a Campanha
da Fraternidade
Objetivos:
• Descobrir o tema e o lema da Campanha da
Fraternidade do ano corrente, refletir sobre a
questão e definir ações concretas.
• Mobilizar-se para uma vida mais cristã e fraterna.
• Concluir que fraternidade é algo que se cons-
trói no dia a dia.
Material de apoio:
• Bíblia
• livros (para pesquisa)
• 1 mala ou caixa (para abrigar material so-
bre a Campanha da Fraternidade)
• tesoura
• papel bobina ou cartolina
• cópia da oração da Campanha da Frater-
nidade (para cada catequizando)
• CD com o hino e o cartaz da campanha
do ano corrente
• 1 rádio
• gravuras e revistas (sobre o tema, para recorte)
• cola
(Há um subsídio fornecido pela CNBB cha-
mado Encontro Catequético com Crianças e
Adolescentes, que possui várias dinâmicas para
reflexão sobre o tema. Pode ser previamente adqui-
rido em livrarias católicas.)
Preparação do encontro:
• Colocar dentro de uma mala ou caixa grande materiais referentes ao tema da Campanha
(livros, gravuras, recortes, símbolos e o cartaz da Campanha do ano corrente).
• Decorar a sala do encontro com símbolos que remetam ao tema da campanha.

Acolhimento – ver a realidade

“Jesus aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles.” (Lucas 24,15)

aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles.” (Lucas 24,15) Dinâmica: descobrindo a família dos meus amigos

Dinâmica: descobrindo a família dos meus amigos

Objetivo: interação dos catequizandos entre si e com as famílias para gerar um ambiente mais comunitário na catequese. Desenvolvimento: (orientado pelo catequista)

1. Motivar, com carinho, os catequizandos a partilhar o compromisso da acolhida da catequese anterior que realizaram com a família.

2. Orientar cada catequizando, um de cada vez, a pegar a caixinha que en- capou com papel de presente e ler a mensagem que foi escrita pelos seus pais a todos.

3. Depois de ler a mensagem para o grupo, devem também mostrar a lem- brança que seus pais enviaram.

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4. Após a partilha de todos, motivar os catequizandos a trocar as mensagens entre si e cada deve anotar um recadinho de agradecimento atrás da men- sagem que os pais escreveram.

5. Cada catequizando pega novamente a mensagem que seu pai escreveu, coloca na caixinha e levará aos pais para que leiam o agradecimento que seus amigos escreveram.

Fundamentação – iluminar

“Explicava-lhes as Escrituras.” (Lucas 24,27)

iluminar “Explicava-lhes as Escrituras.” (Lucas 24,27) Desde 1962, a Igreja convida as comunidades do Brasil a

Desde 1962, a Igreja convida as comunidades do Brasil a refletir, no decorrer da Quaresma, sobre alguma questão social, ambiental, religiosa ou econômica, propondo a elas um gesto concreto de testemunho da fraternidade cristã, de con- versão e de mudança de vida.

A Campanha da Fraternidade provoca nas comunidades cristãs um sentimento profundo de solida-

riedade, considerando que existem muitas necessidades com as quais podemos ser mais fraternos. Desde então, em cada ano que chega é proposto um tempo de reflexão que se fundamenta num apelo profundo de conversão na vida de cada cristão e de gestos concretos em relação a uma temática proposta. Estamos vivendo com a Igreja o tempo da Quaresma. O espírito quaresmal acentua a necessidade de fraternidade, estimula um compromisso com um novo tipo de evangelização e nos faz olhar com carinho para as necessidades apresentadas. Cada cristão é chamado a refletir sobre as ações concretas que podem ser realizadas em favor do próxi- mo e em relação às temáticas apresentadas na Campanha da Fraternidade. Para isso, faz-se necessária uma conversão do coração, acrescida de um esforço, a fim de beneficiar a própria vida, a do outro ou a realidade.

O amor cristão não é puramente sentimento interior; é, sim, um comportamento expresso por atitudes con-

cretas, dentro e fora da comunidade, de hospitalidade, solidariedade, respeito, testemunho (Mateus 25,37-40).

Quando o cristão vive os ensinamentos de Jesus e os leva a sério, ele se transforma e se compromete com a comunidade e a sociedade. Sabe colocar generosamente em comum os dons que tem e aquilo que lhe pertence. Consequentemente, acontece a justiça, a verdadeira fraternidade, e aparecem ações que amenizam a pobreza e a miséria e, sobretudo, promovem a dignidade do ser humano, porque um cristão supre a necessidade do outro, partilhando livre e conscientemente o que possui.

Dinâmica: cenário da Campanha da Fraternidade

Objetivo: descobrir o tema, o lema e a reflexão proposta pela Campanha do ano. Desenvolvimento: (orientado pelo catequista)

1. Aos poucos, retirar da mala o material que irá compor um cenário so- bre a campanha daquele ano e conversar com eles para descobrirem juntos o tema, o lema e a reflexão proposta.

2. Depois de compor o cenário e refletir, ouvir e cantar, juntos, o hino da campanha do ano em curso.

O que Deus falou para mim neste texto?

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Espiritualização – celebrar

“Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhes.” (Lucas 24,30)

pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhes.” (Lucas 24,30) (Convidar os catequizandos para se aproximarem do cenário
pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhes.” (Lucas 24,30) (Convidar os catequizandos para se aproximarem do cenário

(Convidar os catequizandos para se aproximarem do cenário que já foi composto.

Rezar a oração da Campanha da Fraternidade, que deve ser distribuída a cada um pelo catequista, motivando o grupo para que se una à Igreja do Brasil em gestos concretos que manifestem a fraternidade.

Este momento será concluído com um dos cantos da Campanha da Fraternidade, que poderá ser escolhido a critério do catequista.)

O que sinto vontade de dizer a Deus?

Atividades de fixação – agir cristão

“Levantaram-se na mesma hora e foram a Jerusalém.” (Lucas 24,33)

na mesma hora e foram a Jerusalém.” (Lucas 24,33) 1. O catequista divide a turma em

1. O catequista divide a turma em três grupos.

2. Cada grupo ficará responsável por uma das atividades abaixo:

a) fazer uma manchete para o jornal relacionada com o tema da Campanha.

b) recortar imagens que ilustrem o tema da Campanha;

c) elaborar uma pequena matéria ou reportagem com as atitudes concretas que podem ser de-

senvolvidas em relação ao tema da campanha.

3. Após o término da atividade nos grupos, e com o auxílio do catequista, todos organizarão a montagem do jornal no papel de bobina ou na cartolina.

Atenção: o catequista poderá dar continuidade às reflexões sobre a Campanha da Fraternidade em outros encontros, utilizando outros materiais ou o subsídio da CNBB que foi indicado no material de apoio.

Vivendo a fé em família – transformando a oração em compromisso de ação cristã

transformando a oração em compromisso de ação cristã Rezar com sua família a oração da Campanha

Rezar com sua família a oração da Campanha da Fraternidade e comentar com eles o que a Campanha pede para estarmos atentos, relembrando a experiência vivida na monta- gem do jornal. Procurar colocar em prática as atitudes concretas sugeridas no jornal confeccionado no encontro.

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Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos Aos pais, sacerdotes e catequistas Na realização do processo
Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos Aos pais, sacerdotes e catequistas Na realização do processo
Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos Aos pais, sacerdotes e catequistas Na realização do processo
Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos Aos pais, sacerdotes e catequistas Na realização do processo
Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos Aos pais, sacerdotes e catequistas Na realização do processo
Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos Aos pais, sacerdotes e catequistas Na realização do processo

Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos

Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos Aos pais, sacerdotes e catequistas Na realização do processo
Celebração Litúrgica de apresentação dos catequizandos Aos pais, sacerdotes e catequistas Na realização do processo

Aos pais, sacerdotes e catequistas

Na realização do processo de iniciação à vida cristã, a Igreja propõe dentro do Ano Litúrgico um momento para o início do processo e um momen- to para a recepção sacramental. Lembrando que a finalidade deste processo é uma vida de intimidade com Cristo e a inserção na Sua Comunidade que se expressa na vida sacramental, seguem algumas pistas e sugestões pastorais para a celebração litúr- gica de apresentação dos catequizandos, inspirada nos elementos do processo catecumenal da inicia- ção à vida cristã. A celebração que se segue é uma maneira de inspirar nossa catequese nos ritos que fazem parte do processo da iniciação à vida cristã. Lembrando que iniciação vem da palavra latina in-ire, que in- dica a maneira, o modo, a forma ou o jeito pelo qual conduzimos uma pessoa que deseja fazer a ex- periência de um encontro vivo com Cristo. Iniciação não é tanto o que se diz, ou ensina. Antes, é o modo como se diz a fé, a qual deve estar impressa no coração e nos gestos de quem conduz aquele que deseja crescer no mistério de Cristo. “A Iniciação Cristã é um desafio que devemos encarar com decisão, coragem e criatividade, visto que em muitas partes a Iniciação Cristã tem sido po- bre e fragmentada. Ou educamos na fé, colocando

as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e

convidando-as para seu seguimento, ou não cumpri- remos nossa missão de Evangelizar” (Doc. Ap. 287).

Esta celebração deseja contribuir na compreen-

são da comunidade, dos pais e dos catequizandos a respeito do papel de cada um nessa tarefa – junto com a Igreja – em educar mediante o testemunho do primeiro anúncio que desperta a fé (querigma).

A comunidade que já recebeu esse anúncio agora o

transmite pelos seus gestos. Iniciação não se limita a um período de preparação imediata para a recep- ção deste ou daquele sacramento. Claro que uma boa catequese conduz a isso, mas não como ponto de chegada, e sim como força para desenvolver um caminho no discipulado.

Tudo isso deve ser realizado visando a uma melhor compreensão do processo que a catequese deseja realizar por meio de um caminho que con- duza ao discipulado. Sendo assim, o que se segue pode ser reela- borado ou simplificado ou, ainda, feito de modo espontâneo, desde que aquilo que for feito contri- bua para o encantamento com a fé dos envolvidos.

Rito de apresentação dos catequizandos

O objetivo desta celebração é auxiliar a co-

munidade, os pais e os catequizandos a perceber

o caminho de fé que a catequese propõe. Os ca-

tequizandos devem perceber que estão iniciando

um processo por meio do qual serão auxiliados

a despertar progressivamente para o significado

da fé, que vão amadurecer passo a passo; uma fé trinitária, a qual possibilitará um encontro vivo com a pessoa de Jesus. Essa experiência é uma ta- refa de conjunto da Igreja comunicada pelos pais, fiéis e catequistas, e necessita ser vivida em uma

comunidade.

O rito de apresentação dos catequizandos é

uma acolhida feita pela comunidade para celebrar

o momento no qual os catequizandos darão os pri-

meiros passos no despertar para a vivência da fé em comunidade, aprendendo os primeiros gestos de conversão. Pressupõem-se o começo da vivência da fé e também o desenvolvimento do sentido de pertencer e agir como membro da Igreja.

Preparando a celebração

1. Combinar com o pároco a data, horário e desenvolvimento da celebração na qual acontecerá o “Rito de Apresentação dos Catequizandos”. Recomenda-se que esse rito seja realizado em um dos horários nor- mais de missa da comunidade.

2. Comunicar com antecedência aos pais e ca- tequizandos a data e horário da celebra- ção, preparando-os sobre seus detalhes,

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orientando-os quanto às ações realiza- das durante o rito. Os catequizandos devem ser informados de
orientando-os quanto às ações realiza- das durante o rito. Os catequizandos devem ser informados de
orientando-os quanto às ações realiza- das durante o rito. Os catequizandos devem ser informados de

orientando-os quanto às ações realiza- das durante o rito. Os catequizandos devem ser informados de que no dia dessa celebração devem chegar com an- tecedência e permanecer em fila na por- ta da Igreja.

3. O catequista confecciona um símbolo que entregará para cada catequizando apresentado, como sinal do caminho que irão trilhar (sugerimos uma pequena san- dália em E.V.A).

4. Prever que o Círio Pascal esteja aceso no presbitério.

5. O catequista deverá reservar o lugar para os catequizandos na Igreja. Os pais po- dem ficar normalmente na assembleia.

6. O grupo de catequistas reúne os catequi- zandos que participarão do rito, se pos- sível na porta da Igreja ou no início do átrio, a fim de que ali esperem ser chama- dos pelo sacerdote para a apresentação.

iniciando a celebração

A missa inicia com o canto e a procissão de entrada normalmente.

Ao chegar ao presbitério, o sacerdote faz o si- nal da cruz, acolhe e esclarece a comunidade:

Caríssimos irmãos, neste dia, nossa comu- nidade se alegra porque acolherá os catequizandos do 1 o tempo, os quais iniciarão sua caminhada na educação da fé cristã, em vista de uma pertença mais efetiva à comunidade. Essa responsabilidade de educar na fé começa desde o ventre materno, prolonga-se em casa com os gestos de fé dos pais, que “são os catequistas insubstituíveis dos seus filhos”, prosseguindo também com o auxílio da comunidade que deve ser catequizadora. Nossos catequistas são enviados em nome da Igreja e de nossa comunidade para acompanhar esses cate- quizandos no processo do despertar da fé. Aco- lhamos os pais, catequizandos e catequistas com uma salva de palmas.

(O sacerdote saúda espontaneamente os catequizandos, que permanecem ainda na porta de entrada, e com afabilidade dirige-lhes a palavra para exprimir a

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alegria e o contentamento da Igreja pelo caminho espiritual que a partir de hoje iniciarão dando agora um passo importante.)

Sacerdote aos catequizandos:

Caríssimos catequizandos, com alegria a Igreja os toma pela mão para que vocês percor- ram um caminho de despertar para o aprendiza- do da fé por meio do encontro vivo com Jesus. Vocês estão dispostos a percorrer esse caminho com a ajuda dos seus pais, da comunidade e dos catequistas?

Catequizandos (Combinar antes para que pos- sam responder algo como o exemplo e, se houver con- dições pastorais, o sacerdote poderá perguntar o nome de cada um dos catequizandos.):

– Sim, estamos dispostos.

Primeira adesão

Sacerdote:

– Catequista, leve até os catequizandos o Círio Pascal, que simboliza a Luz do Céu, pois é a luz do Ressuscitado que acompa- nhará e iluminará o caminho deles. (O catequista, ao pegar o Círio Pascal, se dirige até a porta onde estão os catequizan- dos. Chegando lá, posiciona-se à frente de- les e os convida a entrar, trazendo-os até o presbitério. Enquanto isso, pode-se cantar:

“Deixa a luz do céu entrar” ou outro canto conveniente.)

Sacerdote:

– Estendamos num instante de silêncio nossa

mão, deixando a luz de Deus iluminar nossa vida. (O padre pode adaptar esta oração para melhor compreensão das crianças.) Caríssimos catequizandos, Deus comunica a sua luz a todos os homens que vêm a este mundo, e a partir das coisas criadas manifesta-lhe as suas per- feições invisíveis, para que o ser humano saiba dar graças ao seu Criador. Vós seguistes a luz de Deus e, por isso, agora, abre-se diante de vós o caminho do evangelho. Vocês caminharão para conhecer o Deus

vivo que fala verdadeiramente aos homens, e esse é o ponto de partida de tudo o mais. Guiados pela luz de Cristo, começarão a descobrir a Sua sabedoria. Apoiando cada vez mais sua vida em Jesus, vocês acabarão por acreditar Nele de todo o coração. Aqui vocês vão percorrer o caminho da fé, e Cristo vos conduzirá, na caridade, à posse da vida eterna.

Compromisso para pais e comunidade

Em seguida, dirigindo-se aos pais e a todos os fiéis, o sacerdote interroga-os com estas palavras ou outras semelhantes:

Sacerdote:

– Caríssimos pais, irmãos e irmãs da comuni-

dade, estão dispostos a ajudá-los a encontrar Cris- to e a segui-lo?

Todos:

– Sim, estamos dispostos. (As respostas podem ser

projetadas ou contidas numa folha com esta celebração.)

Ato penitencial

Depois, o sacerdote, dirigindo-se aos pais, convida-os a vir ao presbitério para ficarem ao

lado dos filhos, motivando toda a comunidade a que olhe para o Círio Pascal e examine como tem sido seu caminho de fé, pedindo a luz de Deus pelas vezes que andamos nas trevas. (Ins- tante de silêncio.) Em seguida os pais recebem dos catequistas uma sandália que simbolizará o caminho que seus filhos percorrerão. O sacerdote motiva os pais a entregá-la a seus filhos, dizendo:

– Meu filho(a), caminhe na luz de Deus! Enquanto isso, todos cantam o canto peni- tencial.

Hino de Louvor

Para concluir o rito e continuar a celebração da missa, o sacerdote pede aos pais que entreguem seus filhos aos catequistas, pois eles, em nome da Igreja e da comunidade, os auxiliarão a conduzi-los nesse caminho de fé. Enquanto a comunidade canta o hino de Louvor, os catequistas conduzem os catequizandos aos bancos reservados e os pais retornam aos seus lugares. O sacerdote prossegue a missa normalmente.

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1 a Unidade Eu e minha história
1 a Unidade Eu e minha história
1 a Unidade Eu e minha história

1 a Unidade

Eu e minha história

1 a Unidade Eu e minha história
1 a Unidade Eu e minha história
1 a Unidade Eu e minha história

1 o Encontro

1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome

Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome

1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
1 o Encontro Quem sou eu? Deus me conhece e me chama pelo nome
Objetivos: • Reconhecer-se como pessoa querida, amada, conhecida por Deus e pelos outros. • Valorizar
Objetivos: • Reconhecer-se como pessoa querida, amada, conhecida por Deus e pelos outros. • Valorizar
Objetivos: • Reconhecer-se como pessoa querida, amada, conhecida por Deus e pelos outros. • Valorizar

Objetivos:

• Reconhecer-se como pessoa querida, amada, conhecida por Deus e pelos outros.

• Valorizar o próprio nome e o dos outros.

• Identificar-se pelos nomes.

• Respeitar o nome de Deus.

Material de apoio:

• Bíblia

• frase para o mural: “Bem-vindos”

• cartões em formato de mão com uma mensagem bíblica diferente para cada catequizando

• fita adesiva para colar os cartões-crachás,

• 1 grande coração em cartolina escrito no centro Deus

• uma grande mão recortada pelo catequista, que simbolizará a mão de Deus

• tinta guache

• papel toalha para limpar as mãos

Formando e preparando o catequista para o encontro

Toda a história da Escritura é uma história de conhecimento recíproco, ou seja: Deus se faz co- nhecer por aquilo que é e o homem se deixa conhecer por Deus. Quando na Bíblia se usa a palavra “conhecer”, não se entende isso em sentido de ter informações sobre uma pessoa, mas ter uma rela- ção. Afinal, conhecemos realmente uma pessoa quando vivemos junto com ela. Pois bem, Deus e o homem empreenderam uma longa caminhada de séculos e séculos para construir juntos essa relação de conhecimento recíproco. O homem livremente se abre a Deus e Deus se abre ao homem, o que permite à humanidade ter uma imagem correta sobre Deus, abandonando as imagens erradas (é isso que significa a palavra “idolatria”). A meta de toda a nossa Escritura é bem sintetizada nas palavras de Jesus, quando diz: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas conhecem a mim, assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (João 10,14-15). Para que haja uma história é necessária uma relação de amizade; quando alguém quer ser nos- so amigo, a sua primeira preocupação é saber o nosso nome. Alguém nos chama pelo nome apenas quando não somos só uma entre tantas pessoas; somos alguém diferente, importante. Pois bem, na Escritura notamos que Deus chama sempre pelo nome toda pessoa com a qual deseja ter uma relação especial, um compromisso único. Eis alguns casos:

• o caso de Abraão em ocasião do sacrifício de Isaac: “Deus pôs à prova Abraão e lhe disse:

Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui!” (Gênesis 22,1);

• o caso de Samuel: “o Senhor chamou o menino: Samuel, Samuel! Este respondeu: Eis-me aqui!” (1Samuel 3,4);

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• Deus se dirige ao profeta Isaías com estas palavras: “Eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome” (Isaías 45,3);

• nos Evangelhos a figura de Madalena nos dá o sentido da importância do nome, pois ela reconhe- ce o Senhor ressuscitado quando ouve pronunciar o próprio nome: ”Disse-lhe Jesus: ‘Maria!’ Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: ’Rabbuni!’, que quer dizer: ’Mestre!’” (João 20,16).

Ter um nome é ter uma identidade perante Deus. É conhecer e deixar-se conhecer por aquilo que somos: Deus não quer apenas saber o nosso nome, mas quer conhecer o nosso nome! Na oração que Jesus dirigiu ao Pai disse: “Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles” (João 17,25-26). Viver com Jesus nos dá uma identidade nova, faz de nós pessoas diferentes, como disse certa vez Isaías: “Te darei um nome novo, que a boca do Senhor designará“ (Isaías 62,2). É por isso que Jesus um dia mudou o nome de Simão para “Pedro”, porque ele havia adquirido uma personalidade nova, uma relação mais profunda com Jesus, resistente como uma pedra: Jesus disse-lhe em resposta: “És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja“ (Mateus16,18).

Depois do estudo do texto, procure rezar, meditar e vivenciar a Palavra preparando-se para o Encontro.

Acolhimento – Ver a realidade

“Jesus aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles.” (Lucas 24,15) (Preparar a sala do encontro usando sua criatividade e fixar a frase no mural: “Bem–vindos”.)

criatividade e fixar a frase no mural: “Bem–vindos”.) Dinâmica: conhecendo meu amigo Objetivo: ajudá-los no

Dinâmica: conhecendo meu amigo

Objetivo: ajudá-los no entrosamento, conhecendo melhor o nome dos amigos e um pouco de sua história. Desenvolvimento: (orientado pelo catequista)

1. Receber com alegria os catequizandos e entregar-lhes os cartões em for- mato de mão contendo a mensagem bíblica diferente para cada um pe- dindo que tenham uma caneta em mãos.

2. Motivar os catequizandos para que formem duplas, ficando um de frente para o outro segurando o cartão que receberam.

3. Cada catequizando deve escrever o nome de seu amigo no cartão que esteja segurando.

4. Em seguida, deve repetir o nome do amigo, lendo para ele a mensagem do cartão e colocando-o no peito do amigo, como crachá.

5. Motivar as duplas para conversarem sobre o que gostam de fazer e por que vieram à catequese.

O catequista conclui, dizendo: vamos criar cada vez mais um espírito de “família”, acolhendo-nos fraternalmente.
O catequista conclui, dizendo: vamos criar cada vez mais um espírito de “família”, acolhendo-nos fraternalmente.

O catequista conclui, dizendo: vamos criar cada vez mais um espírito de “família”, acolhendo-nos

fraternalmente. Deus criou as pessoas para serem amigas. Ele é nosso amigo e nos ama assim como somos. Vamos olhar bem os nossos amigos e perceber que somos diferentes porque cada um de nós é único (alguns segundos de silêncio). Mesmo sendo diferentes, estamos aqui para crescer como pessoas, sendo amigas umas das outras, por isso nos acolhamos, cantando:

Canto: “Tomado pela mão” (repetir o refrão 2 vezes) Tomado pela mão com Jesus eu vou, sigo como ovelha que encontrou o Pastor Tomando pela mão com Jesus eu vou, aonde ele for.

Fundamentação – Iluminar

Jesus eu vou, aonde ele for. Fundamentação – Iluminar “Explicava-lhes as Escrituras.” (Lucas 24,27) Buscaremos

“Explicava-lhes as Escrituras.” (Lucas 24,27)

Buscaremos sempre na Palavra de Deus a luz que iluminará nossos encontros. Vamos recebê-la cantando:

que iluminará nossos encontros. Vamos recebê-la cantando: (Enquanto cantam, o catequista coloca a Bíblia num lugar

(Enquanto cantam, o catequista coloca a Bíblia num lugar de destaque.)

Canto: “Pela Palavra de Deus” (Frei Luiz Turra, Paulinas COMEP, ou outro canto que favoreça a reflexão do tema) Pela palavra de Deus, saberemos por onde andar, ela é luz e verdade, precisamos acreditar. Quando Deus Pai anunciou, por intermédio do anjo Gabriel, o nascimento do seu Filho entre os homens, deu-lhe um nome: Jesus, nome pelo qual o chamamos até os dias de hoje (Lucas 2,1ss). Na convivência entre pessoas, é importante que elas se chamem pelo nome, com respeito e carinho; pois o nome traz consigo sua história, suas virtudes e o jeito de ser de cada pessoa. Na Bíblia, encontramos uma citação na qual o próprio Deus diz que nos conhece pelo nome.

“ nada temas, pois eu te chamo pelo nome. És meu, és precioso a meus olhos. Eu te aprecio e te amo” (Isaías 43,1).

As pessoas que acreditam em Deus não precisam ter medo. Ele nos dá a segurança de que somos

Dele e por isso nos diz: “És meu, és precioso a meus olhos”.

Jesus pronunciará nosso nome com amor. Ele se apresenta como o Bom Pastor que nos conhece e acolhe. “Eu sou o Bom Pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim” (João 10,14). “Eu, o Senhor, chamei-te realmente, e te segurei pela mão” (Isaías 42,6). Neste texto, quando a Bíblia nos fala, “Eu, o Senhor”, ela nos apresenta Deus Pai como Criador, que nos conhece e chama pelo nome. Ele nos ama, por isso nos protege, nos acompanha, conhece toda a nossa vida e “nos segura pela mão”.

Teu

nome está gravado na palma da minha mão” (Isaías 49,16).

O

catequista pergunta aos catequizandos:

– Por que as pessoas escrevem alguma coisa na palma da mão? (Deixar que falem.) Depois da partilha diz:

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– Somente quando desejamos não esquecer aquilo que é muito importante escrevemos na palma

das mãos. Se Deus escolheu escrever nossos nomes na palma de sua mão, então somos importantes, amados por Deus, e Ele não quer esquecer-se de nós.

Dinâmica: na mão de Deus

Objetivo: compreender que todos nós temos nosso nome e nossa vida gravada nas mãos de Deus. Desenvolvimento: (orientado pelo catequista)

1. Colocar no centro a grande mão e convidar os catequizandos a escreve- rem seus nomes nela, simbolizando que todos nós temos nosso nome e nossa vida gravada nas mãos de Deus.

O que Deus falou para mim neste texto?

Espiritualização – Celebrar

“Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhes.” (Lucas 24,30)

pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhes.” (Lucas 24,30) (Apresentar um cartaz representando um coração com a

(Apresentar um cartaz representando um coração com a palavra “Deus” no centro.)

Deus nos conhece e nos chama pelo nome. Ele nos ama com amor eterno, sabe de nossas vidas, está sempre conosco, nos traz no seu coração bondoso de Pai. Devemos gostar do nosso nome e agradecer diariamente ao Senhor, como vamos fazer agora.

Dinâmica: Deus me ama

Objetivo: perceber que estamos no coração de Deus. Desenvolvimento: (orientado pelo catequista)

1. Pegar o cartaz em forma de coração e colocá-lo no centro, próximo da grande mão, convidando os catequizandos a molharem suas mãos em tinta guache e carimbá-las no cartaz, dizendo: “Obrigado, Senhor, por- que me chamo…” (dizer o nome completo).

O amor de Deus por nós é tão grande que em seu coração cabemos todos. Ele nos ama e nos traz no seu coração. Por isso, como seus filhos queridos, agradeçamos o nome que temos. Oração: vamos agora rezar, façamos juntos o sinal da cruz e reflitamos:

Fazendo o sinal da cruz: Em nome do Pai (mão no centro da testa, que pode indicar o Pai que pensou em criar o mundo),

Do Filho (mão no centro do peito perto do coração, lembrando que Jesus é o centro de nossa vida e nos amou dando sua vida por nós),

E do Espírito Santo (mão que vai do ombro esquerdo para o direito indicando que o Espírito Santo

nos envolve e abraça). invocando a proteção do Anjo da Guarda:

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador. Se a ti me confiou a piedade divina, Sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém.

O que sinto vontade de dizer a Deus?

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Atividades de fixação – Agir cristão

“Levantaram-se na mesma hora e foram a Jerusalém.” (Lucas 24,33)

na mesma hora e foram a Jerusalém.” (Lucas 24,33) O grupo pode ler junto este propósito

O grupo pode ler junto este propósito e depois realizar individualmente a atividade:

1. Neste ano, participarei da catequese junto com este grupo tão querido que hoje co- nheci. Cada um de nós se esforçará para criar um espírito de família. Juntos vamos conhecer e amar a Deus Pai, deixando nosso coração aberto para que Deus possa nos amar.

2. Com muito carinho e capricho, desenhe em seu manual o cartaz do “Coração de Deus” e copie o nome de cada um de seus amigos.

Vivendo a fé em família – Transformando a oração em compromisso de ação cristã

1.

Transformando a oração em compromisso de ação cristã 1. Peça que seus pais ou responsáveis leiam

Peça que seus pais ou responsáveis leiam para você o texto que está em Isaías 43,1. Depois pergunte como eles já sentiram essa experiência de Deus que cuida, protege e ama por meio de um fato concreto da vida.

Compromisso do discípulo de Jesus para a semana

da vida. Compromisso do discípulo de Jesus para a semana 1. Para ter sempre presente “Deus

1. Para ter sempre presente “Deus na vida”, durante a semana procure rezar ao ir à escola ou ao voltar dela a oração invocando o nome de Jesus com ternura e respeito. “Jesus meu bom amiguinho, me leve sempre para o bom caminho.”

2. Quem você poderá ensinar a rezar esta oração nesta semana? Faça isso!

Material para o próximo encontro: além do seu material de catequese, levar giz de cera.

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2 o Encontro

2 o Encontro Quem sou eu? “Sou pessoa, vivo em família”
Quem sou eu? “Sou pessoa, vivo em família”
Quem sou eu?
“Sou pessoa,
vivo em família”
Objetivos: • Reconhecer a família como um presente de Deus para nós. • Perceber como
Objetivos: • Reconhecer a família como um presente de Deus para nós. • Perceber como
Objetivos: • Reconhecer a família como um presente de Deus para nós. • Perceber como

Objetivos:

• Reconhecer a família como um presente de Deus para nós.

• Perceber como é minha família, o papel e a missão de cada um.

Material de apoio:

• Bíblia

• ¼ folha de papel A4 branca (para cada catequizando)

• giz de cera

• fita adesiva

• uma imagem ou gravura da Sagrada Família

• um cartaz grande de uma casa (conforme modelo abaixo, para fixar no mural)

de uma casa (conforme modelo abaixo, para fixar no mural) Formando e preparando o catequista para

Formando e preparando o catequista para o encontro

Quando olhamos no mais profundo de nós mesmos, encontramos uma incrível vontade de sermos amados e de poder dar amor a alguém. É esta a raiz mais profunda do homem; ninguém é feliz se não se sente amado ou sabendo que ninguém deseja o seu amor. O amor está na essência de cada um de nós, é isso que nos faz diferentes de todos os seres viventes. Apenas o homem sabe e pode aprender a amar. Um outro ser, um animal, por exemplo, apenas pode se “apegar” a alguém do qual recebeu algum benefício. O homem, ao contrário, é capaz de construir o amor, que não é apenas um sentimento passageiro, mas sim uma relação estável, firme, segura, uma relação que é capaz de superar até as desavenças, as contra-

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riedades e o mal recebido. Jesus nos mostrou como isso é possível; toda vez que aprendemos a perdoar nós também fazemos o mesmo. O amor, embora já esteja presente no homem, deve ser descoberto, alimentado, construído na liberdade para tornar-se consciente. Ninguém nasce amando. Mesmo que a sua vida seja alimentada pelo amor recebido desde o seio da própria mãe, aprendemos a amar! Mas como aprendemos o que é o amor? Onde aprendemos como se ama? Como podemos de- senvolver aquilo que nos fará felizes ao longo da nossa vida?

O amor não se improvisa, se constrói. O sentimentalismo é apenas um impulso afetivo, mas não

é amor. Então, o que é o amor?

Nunca alguém poderá nos dar uma definição de amor, porque todos nós somos diferentes e cada um expressa essa belíssima qualidade de modo diferente; o amor não é algo teórico. Por outro lado, podemos perfeitamente aprender “como” se ama e saber perfeitamente como reconhecer o amor, mesmo em circunstâncias difíceis. Pois bem, a família é a preferencial escola do amor; não é a única, mas a preferencial, aquela que Deus escolheu para o seu próprio Filho. Jesus não podia deixar de nas- cer numa família, porque é na família que cresce o amor e se descobre a sua grandeza. Embora Filho de Deus, embora Amor feito homem, Jesus “aprendeu” a arte de amar com Maria e José, aprendeu “como” se ama através do amor dos dois, assim como nos sugere o Evangelista Lucas: “Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2,52) e também o autor da carta aos hebreus (hebreus 5,8). Deus nos deu a família para aprender como se ama e como Ele ama, porque Deus é comunhão de amor trinitário.

A história, porém nos mostra como foi difícil para o homem descobrir a beleza do amor na fa-

mília “nuclear” (que significa: formada de um núcleo de pai, mãe, filhos) que é a forma mais madura e correspondente ao projeto de Deus. Assim, podemos dizer que a família entendida deste modo não

é apenas a união de duas pessoas quaisquer, mas de duas pessoas unidas conforme a ideia que Deus, fonte de amor, tem como lugar onde se aprende o Seu Amor.

A melhor escola de amor a encontramos na Família de Nazaré: José e Maria têm tudo para afas-

tar-se um do outro; têm todas as motivações para desacreditar; mas escolhem acreditar um no outro e, os dois juntos, acreditar em Deus e no Seu desejo. É a família que sabe olhar para Deus e encontra, neste olhar, a própria unidade. Não faltam as incompreensões: “Filho, por que fizeste assim conosco?

Eles não compreenderam as palavras que Jesus lhes

dissera” (Lucas 2, 48.50). As incompreensões servem sempre como uma escada para subir até o ponto

Teu pai e eu, aflitos, estávamos à Tua procura”

mais alto do amor.

Depois do estudo do texto, procure rezar, meditar e vivenciar a Palavra preparando-se para o Encontro.

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Acolhimento – Ver a realidade

“Jesus aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles.” (Lucas 24,15)

aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles.” (Lucas 24,15) É agradável e realmente muito bom encontrá-los

É agradável e realmente muito bom encontrá-los novamente. Estamos unidos para refletir sobre as coisas lindas do amor de Deus e construir a grande família dos filhos de Deus. Vendo-os tão dispostos, fico feliz e os convido para que, de mãos dadas em ciranda, possamos cantar.

Canto: Amigo, que bom! Que bom que você veio! Amigo, ô, ô, que bom que
Canto: Amigo, que bom! Que bom que você veio! Amigo, ô, ô, que bom que
Canto: Amigo, que bom! Que bom que você veio! Amigo, ô, ô, que bom que

Canto:

Amigo, que bom! Que bom que você veio!

Amigo, ô, ô, que bom que você veio, ô, ô!

Foi Jesus quem o chamou, ô, ô!

e você aceitou.

Amigo, que bom! Que bom que você veio! (bis)

Dinâmica: minha família, nossa família Objetivo: perceber como cada catequizando enxerga sua família e levá-lo a refletir que a família de todos nós forma a família de Deus.

Desenvolvimento: (orientado pelo catequista)

1.

Colocar, no mural, um grande cartaz de uma casa, onde serão colocados, posteriormente, os desenhos que os catequizandos fizerem de sua família, simbolizando os tijolos da parede.

2.

Distribuir ¼ folha A4 e o giz de cera para cada catequizando.

3.

Orientá-los para que façam uma moldura em torno da folha e desenhem a sua família.

4.

Pedir para que cada um apresente o desenho que representa sua família.

5.

Após a apresentação, cada um coloca o desenho que fez de sua família como se fossem os tijolos da parede do desenho da casa fixada no mural, formando a família de Deus.

da casa fixada no mural, formando a família de Deus. Fundamentação – Iluminar “Explicava-lhes as

Fundamentação – Iluminar

“Explicava-lhes as Escrituras.” (Lucas 24,27)

Iluminar “Explicava-lhes as Escrituras.” (Lucas 24,27) Deus Pai nos criou para relacionarmo-nos com outras pessoas,

Deus Pai nos criou para relacionarmo-nos com outras pessoas, que convivem conosco diariamente, que nos ajudam e nos orientam, partilham conosco os bons e os maus mo- mentos, passando a fazer parte de nossa família.

A família é a primeira comunidade na qual ingressamos desde o momento em que nascemos. In-

dependentemente das características próprias das pessoas que a compõem, precisamos amar, respeitar e honrar nossa família, pois ela é o lugar de acolhida, encontro, participação, doação, amor e perdão.

A família de Jesus nos dá um lindo exemplo.

(O catequista coloca no mural o cartaz da Sagrada Família ou uma imagem na mesa.) Pedir aos catequizandos que digam juntos:

– Jesus, Maria e José, a minha família, vossa é.

Vamos ler a palavra e refletir:

“Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa” (Lucas 2,41).

Olhando para a família de Jesus, podemos aprender que eles eram unidos e sabiam viver e celebrar juntos os momentos festivos. Na vida de família é muito importante que os pais e responsáveis participem das celebrações e atividades da Igreja, assim como Maria e José fizeram quando levaram Jesus ao templo.

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Vamos refletir juntos e depois partilhar:

– Quais as atividades que vocês realizam juntos em família?

“ Maria e José voltaram da festa e o Menino Jesus ficou sem que seus pais percebessem. Pensando que ele estivesse com seus companheiros de viagem, andaram o caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos, mas não o encontraram e voltaram a Jerusalém a procura Dele” (Lucas 2,43-45).

Deus Pai havia confiado Jesus a Maria e José. Jesus sabia disso e valorizava isso; e Ele tinha uma grande missão. Nessa ocasião, não ter voltado com seus pais não significa que Jesus tivesse sido desobe- diente. Ao ficar em Jerusalém, Ele estava fazendo a vontade de Deus, o seu Pai.

– Alguma vez vocês já se envolveram tanto com algo que naquele momento era importante e se

esqueceram de comunicar antes os seus pais, deixando-os preocupados? Também podemos perceber que na família de Jesus há um grande amor e preocupação de uns para com os outros.

“Quando Maria e José encontraram Jesus novamente, sua mãe lhe disse: Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição” (Lucas 2,48).

Como Jesus era um grande presente de Deus Pai confiado a Maria e José, eles cuidavam dele com muito zelo e preocupação; e até sentiram medo e angústia quando sentiram a sua ausência.

– O que você acha que seus pais sentem quando vocês estão ausentes? Por quê?

Quando saíram do templo, Jesus ficou lá com os doutores, e seus pais nem perceberam. Andaram muito: Maria pensava que Ele estava com José, e José achava que o menino estava com Maria. Quan- do notaram sua falta, ficaram preocupados e foram à sua procura. Nossos pais também se preocupam conosco, fazem tudo para sermos felizes e para nos encaminhar bem na vida. (Exemplo: preocupação quando ficamos doentes, quando viajamos, preocupação com a nossa vida estudantil, procurando nos ensinar a amar a Deus e a respeitá-Lo etc.)

Quando encontraram Jesus, Maria disse:

– Meu filho! Por que você fez isso conosco?

“Jesus voltou para casa e ali viveu com humildade e obediência a seus pais” (Lucas 2,51). Jesus ajudava nas tarefas que podia e sabia executar: buscar água para a mãe, pegar os materiais para José, estudar as Escrituras. Gostava de estar junto dos amigos. Enfim, vivia o verdadeiro espírito de família com José e Maria. Jesus fez questão de ter uma família. Nasceu e viveu entre os homens. Sua família sempre o ajudou, respeitou, acolheu, incentivou e educou. Em nosso convívio humano e familiar, existem pessoas que nos são tão queridas que fazem por nós tudo o que José e Maria faziam por Jesus. Quem são essas pessoas? Vamos identificá-las e escrever o nome delas. Nem sempre nossa família é constituída como a família de Nazaré, com o pai, a mãe, mas todos temos pessoas que nos amam e nos acolhem: avós, professores, catequistas, parentes, amigos, pessoas que nos criam e nos educam. Essas pessoas são as que constituem também nossa família. Independentemente das pessoas que constituem nossa família, todos precisamos aceitar nossa his- tória e nossa família. Respeitá-la, honrá-la, pois a família é o lugar de acolhida, encontro, amizade, aju- da, participação, amor e doação.

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Marque um X naquilo que você aprende com sua família: Na família, aprendemos a (
Marque um X naquilo que você aprende com sua família: Na família, aprendemos a (
Marque um X naquilo que você aprende com sua família: Na família, aprendemos a (

Marque um X naquilo que você aprende com sua família:

Na família, aprendemos a

(

X ) conviver e respeitar pais e irmãos;

(

X ) assumir as dificuldades com tranquilidade;

(

) não atender aos pedidos dos nossos pais;

(

X ) construir novos conhecimentos;

(

X ) dividir trabalhos e responsabilidades;

(

) não respeitar as pessoas da nossa família;

(

X ) perdoar e cultivar amigos;

(

X ) conhecer e amar nosso Deus.

O que Deus falou para mim neste texto?

Espiritualização – Celebrar

“Ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhes.” (Lucas 24,30)

pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lhes.” (Lucas 24,30) É na família e em família que aprendemos a

É na família e em família que aprendemos a amar nosso Deus. Peçamos com muita fé a Deus Pai que abençoe nossa família e que nos faça estimados

e

obedientes como Jesus. Rezemos juntos:

(O catequista convida os catequizandos a estenderem a mão direita em direção ao cartaz da casa com o desenho das famílias e rezar.)

– JESUS, MARIA E JOSÉ, A MINhA FAMíLIA, VOSSA É.

Oração:

– Jesus, meu bom amigo, tu, que tiveste uma família exemplar, atende, Senhor, o meu pedido.

Todos:

– Abençoa e protege as famílias do mundo inteiro, cuida de meus pais, protege sempre meus irmãos

e

a mim também. Ajuda-me a ser um filho educado, amável e obediente. Amém.

Oração pela família: (Pe. Zezinho, SCJ)

Sol nascente, sol poente

1. Que nenhuma família comece em qualquer de repente. Que nenhuma família termine por falta de amor. Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente. E que nada no mundo separe um casal sonhador.

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Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte.

Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois.

Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte.

Que eles vivam do ontem no hoje em função de um depois.

Que a família comece e termine sabendo aonde vai.

E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai.

Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor.

E que os filhos conheçam a força que brota do amor.

Abençoa, Senhor, as famílias. Amém!

Abençoa, Senhor, a minha também!

2. Que marido e mulher tenham força de amar sem medida.

Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão. Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida. Que a família celebre a partilha do abraço e do pão. Que marido e mulher não se traiam nem traiam seus filhos. Que o ciúme não mate a certeza de amor entre os dois. Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho… Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois!

O que sinto vontade de dizer a Deus?

Atividades de fixação – Agir cristão

“Levantaram-se na mesma hora e foram a Jerusalém.” (Lucas 24,33)

1. Localize no quadro abaixo:

a Jerusalém.” (Lucas 24,33) 1. Localize no quadro abaixo: a) três palavras que identifiquem o bom

a) três palavras que identifiquem o bom filho (obedecer – respeitar – amar);

b) os nomes dos pais de Jesus (Maria – José);

c) duas tarefas importantes para seus pais ou responsáveis (catequizar – educar).

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Vivendo a fé em família – Transformando a oração em compromisso de ação cristã

Transformando a oração em compromisso de ação cristã Em nossa família existe amor, respeito, perdão, trabalho,

Em nossa família existe amor, respeito, perdão, trabalho, momentos de oração etc.

1. Convide seus pais para ler em família o texto de Lucas 2,41-52.

seus pais para ler em família o texto de Lucas 2,41-52. 2. Depois de lerem o

2. Depois de lerem o texto, ensine-os a rezar a oração que você aprendeu no encontro da catequese:

– JESUS, MARIA E JOSÉ, A MINhA FAMíLIA, VOSSA É.

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3.

Agora, com a ajuda dos pais e de seus irmãos, descubra em que sua família se parece com a Sa- grada Família: Jesus, Maria e José.

se parece com a Sa- grada Família: Jesus, Maria e José. Compromisso do discípulo de Jesus
se parece com a Sa- grada Família: Jesus, Maria e José. Compromisso do discípulo de Jesus

Compromisso do discípulo de Jesus para a semana

Num momento em que sua família estiver reunida, assuma o compromisso de ler esta oração para eles a cada dia desta semana:

de ler esta oração para eles a cada dia desta semana: Senhor, ensina-nos a viver bem

Senhor, ensina-nos a viver bem em família. Que os pais do mundo inteiro sejam como José; as mães, como Maria; e os filhos cresçam queridos e obedientes como Jesus. Fica conosco, Senhor, para que juntos possamos formar a grande família dos filhos de Deus neste mundo. Amém.

– JESUS, MARIA E JOSÉ, A MINhA FAMíLIA, VOSSA É.

Material para o próximo encontro: trazer escrito para o próximo encontro os nomes dos avós paternos e dos avós maternos.

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