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6-12 MESES

Olá Mamã!
Olá Papá! P R O J E C T O “ U M A J A N E L A A B E R TA À F A M Í L I A ”

O vosso bebé cresce e aprende rapidamente, deixando os

Introdução
papás naturalmente deliciados.
Aqui estão presentes as principais mudanças que surgem
durante esta fase de desenvolvimento.
No entanto, chamamos a atenção para o facto de cada um
ter o seu próprio ritmo, ritmo este que deve ser respeitado.
Para os papás de bebés prematuros, é importante que
compreendam que o seu filho terá uma dificuldade natural
em acompanhar este ritmo, que será ultrapassado e
minimizado com o tempo e com o vosso carinho.

DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR
Dos 6-8 meses:
-Senta-se com apoio mínimo;
- Agarra objectos com as duas mãos com
que bate;
- Riso voluntário e sorrisos de
“reconhecimento” (ao ver figuras familiares,
como o pai e a mãe).
bebé:
tím u lo s a dar ao seu ;
Dos 8 aos 10 meses: E s ele
r e ler para
cantar, fala r e falar;
- Rasteja ou gatinha; ra z e r e m o uvi-lo canta
te p
- Reconhece o seu nome; O bebé sen
:
- Presta maior atenção ao que se passa à ocalizações
Primeiras v
sua volta. imitação; os;
- Através da m e ro d e sons repetid
n ú
Dos 10 aos 12 meses: - Aumenta o issílabas
ol
- Primeiras p ”).
- Põe-se de pé sozinho agarrado aos “mamã”, “olá
móveis e dá os primeiros passos ainda (ex: “papá”,
com apoio;
- Bate palmas;
- Faz adeus.
O SONO
Por esta altura, o seu bebé dormirá entre 12 a 14
horas.
Geralmente, os bebés saudáveis de seis meses
conseguem dormir a noite toda, fazendo duas
sestas de cerca de uma ou duas horas, geralmente
pela manhã e à tarde.
Chegou então o momento dele ter um espaço
físico próprio, o seu quartinho. Esta mudança será
importante no seu processo de individualização,
devendo manter-se a rotina diária na hora do deitar
através de ritmos regulares.
Segurança

As “aranhas” são desaconselhadas pelos perigos que oferecem ao seu


bebé, para além de atrasarem o seu desenvolvimento psicomotor. A
alternativa poderá ser: o “parque”.

Os brinquedos deverão ser adequados à idade, sendo importante que


respeitem as regras de segurança.

Atenção aos espaços perigosos: piscinas, varandas, escadas e degraus,


assim como às tomadas, que deverão estar devidamente protegidas.

COMPORTAMENTO
Na recusa de certos alimentos, se
necessário, peça apoio ao pediatra.

Será comum o “choro” para obter


o que deseja.

Angústia de separação - os pais


não deverão reagir com demasiada
ansiedade, pois faz parte de mais
nte por uma etapa do desenvolvimento do
d e n te su rg ir á sensivelme seu filho na conquista pela
O 1º or isso, o
d o s 6 m e se s, podendo p autonomia, não havendo motivos
volta ueixoso,
é fic a r m a is rabugento e q para alarme.
be b rturbações
d e n d o h a ve r inclusive pe
p o gustie em Normalmente, esta dificuldade de
no. Não se an
ao nível do so separação coincide com a entrada no
demasia. infantário, sendo que os objectos, tais
como: a chucha, a fralda ou o
boneco, poderão ajudar a criança,
devendo ser entendidos como
tranquilizadores, nesta fase.
6-12 MESES

À introdução de novos alimentos denomina-se alimentação complementar, porque


complementa o leite materno, oferecendo outros nutrientes necessários após o 6º mês de
vida. Segundo a OMS estes alimentos devem ser seguros (em termos de higiene
alimentar) e adequados em paladar e de consistência à idade da criança.

A diversificação tem como principal objectivo fornecer à criança os nutrientes


necessários, de uma forma equilibrada, de modo a permitir-lhe um crescimento e
desenvolvimento adequados, evitando tanto excessos como carências.

Consiste num período de transição entre a alimentação exclusivamente láctea - leite


materno ou substituto de leite materno (fórmulas para lactentes) e o momento em que a
criança fará as refeições semelhantes à da sua família. Esta mudança será
necessariamente progressiva.

A diversificação alimentar não se apoia na maioria dos casos em provas científicas


irrefutáveis, por isso existem várias teorias. No entanto, algumas regras são, aceites pela
maioria dos profissionais.

Os novos alimentos devem ser oferecidos um de cada vez (repetindo o mesmo


alimento durante 3 a 5 dias seguidos), para que caso haja intolerância/alergia se possa
identificar o alimento responsável. Acresce que as crianças nem sempre aceitam bem os
novos sabores e a sua repetição facilita esta aceitação. Devemos respeitar a rejeição de
um ou outro alimento se reconhecemos que a criança não gosta, à semelhança do que se
passa com todos nós.

Inicia-se com a papa de cereais com glúten a partir do 6º mês (uma vez ao dia) que
pelo seu paladar e consistência é mais facilmente aceite e permite o treino da colher.
A colher quando toca na ponta da língua da criança provoca uma resposta reflexa - deita a
língua para fora, pelo que é necessário algum treino e paciência para que a criança
consiga comer à colher.
- Papa não láctea é reconstituída com água para os lactentes alimentados a leite materno
(não queremos introduzir uma fórmula láctea no lactente amamentado).
- Papa láctea é reconstituída com água para os lactentes que tomam fórmula para
lactentes.

Sopa de legumes deverá ser introduzida pouco a pouco (uma ou duas colheres inicialmente)
aumentando progressivamente até que se possa substituir uma das refeições lácteas por volta dos
7 meses. Deve inicialmente ter uma consistência grossa e macia, passando a grumosa (10-12
meses).
batata (branca ou doce) ou arroz
cenoura ou abóbora
1ª sopa cebola
frango cozido e picado - 10gr
azeite - uma colher de café
Pode-se cozinhar uma dose suficiente para 3 a 5 dias (150/200ml dose) que se congela em
recipientes separados.
Os vários legumes são introduzidos um a um, substituindo um já oferecido à criança, para
que cada sopa tenha 3 a 4 legumes diferentes. Inicia-se com legumes menos fibrosos
alface, alho, beringela, courgete, nabo, couve-flôr, bróculos.
Por volta dos 11-12 meses a sopa já pode conter leguminosas (ervilhas, feijão, grão de
bico, lentilhas ou favas) sem a pele que recobre o grão.

O excesso de sal é um dos erros comuns na alimentação da nossa população e associa-


se ao desencadear de hipertensão. Não se adiciona sal à comida da criança pequena, a
imaturidade renal nem sempre permite eliminar os excessos.

Em relação à carne são inicialmente recomendadas a carne de frango, peru e borrego.


A fruta deverá ser oferecida como sobremesa, após a sopa. É preferível a fruta fresca, da
época, ralada e em consistência de papa. As primeiras frutas são habitualmente banana,
pêra, maçã. De cada vez deverá oferecer-se um tipo de fruta, repeti-la 3 a 5 dias, após o
que pode oferecer outra qualidade.

A introdução de ovo, peixe e citrinos (laranjas,etc.) habitual entre os 7-9 meses,


em caso de antecedentes familiares de alergias poderá ser após os 12 meses.

A OMS recomenda que o leite materno se mantenha até aos dois anos ou mais. Quando
isso não é possível ou não for essa a decisão da mãe, a criança deverá tomar uma fórmula
para lactentes até aos 12 meses.
O leite de vaca em natureza “gordo” pode ser introduzido (em crianças não amamentadas)
após os 12 meses de vida.

Com um ano de vida a criança deve ter 5 a 6 refeições, duas a três refeições lácteas
(cerca de 500ml de leite), pelo menos uma refeição com proteína animal, duas com
legumes (2 sopas) e uma de cereais.

Deverá imperar o bom senso e respeito pelo ritmo de cada criança, tornando a refeição
um período de prazer, para a criança e para quem dela cuida, em família, porque é na
família e com ela que vamos construindo os nossos saberes.

Factos científicos são importantes para reflectirmos:


- A obesidade infantil é cada vez mais frequente e relaciona-se com o excesso de açúcar e
gordura na alimentação das nossas crianças; a hipertensão surge em idades cada vez
mais precoces e tem relação com a obesidade e o excesso de consumo de sal.
É imprescindível que as nossas crianças cresçam em ambientes protectores que lhes
permitam uma alimentação saudável e equilibrada e uma actividade física diária, de acordo
com as suas competências físicas e motoras.

Colaboraram nesta newsletter:


Equipa Coordenadora do Projecto: Cristina Gouveia - Pediatra
António Pina - Médico de Saúde Pública Joana Gomes - Psicóloga Clínica
Helena Coelho - Psicóloga Clínica Maria José Fernandes - Psicóloga Clínica

CONTACTOS:
“Uma Janela aberta à Família” Administração Regional de
Equipa de Prevenção de Faro Saúde do Algarve, I.P

Travessa Castilho, nº 35 ,2º | 8000-457 Faro


telf. 289 805 830 - fax 289 805 831 I.D.T., I.P.
site: www.janela-aberta-familia.org I n s t i t u t o d a D r o g a e d a To x i c o d e p e n d ê n c i a , I .P.

email: pais@arsalgarve.min-saude.pt Ministério da Saúde