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Durante os quatro anos em que Salazar foi Ministro das

Finanças (de 1928 a 1932) os resultados obtidos foram muito


bons o que lhe trouxe muito valor social.

Em 1932 foi nomeado 1º ministro ou, como se dizia


naquela altura, Presidente do Conselho de Ministro, ocupou este
cargo durante 36 anos (de 1932 a 1938).

A sua governação foi tão marcante na vida do país inteiro


que ficou conhecida como Salazarismo.
Para castigar todos aqueles que não obedeciam às leis de
Salazar criou-se uma “polícia” chamada de PIDE.

A PIDE utilizava, para castigar os seus prisioneiros, a tortura


física e psicológica, tinha prisões em campos de concentração.

Mataram centenas de indivíduos Portugueses.

Tudo isto tornou o poder de Salazar muito forte durante


décadas.

A Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) foi uma polícia existente em


Portugal entre 1945 e 1969.

A criação da PIDE e da sua antecessora PVDE vem na sequência das sucessivas


reestruturações do sistema policial, que implicaram a criação, a extinção e a fusão de várias
polícias, algumas das quais vinham já do tempo da Primeira República.
Em 1933 Salazar organizou uma nova constituição com a
qual pôs fim à Ditadura Militar e criou o Estado Novo.

Essa Constituição definia as atribuições do Presidente da República, da


Assembleia Nacional, do Governo e dos Tribunais, previa a divisão dos poderes.

Ao longo da sua governação, Salazar não respeitou a Constituição, nem a


divisão dos poderes, nem a liberdade dos cidadãos e foi concentrando nas suas mãos
os poderes que cabiam ao Presidente da Republica, e à Assembleia Nacional.

Criou um partido único, uma censura, uma polícia política e organizou uma
grande propaganda a favor do seu governo. Com estas medidas o seu governo durou
cerca 40 anos.
Falta de liberdade
Os portugueses não podem discordar do governo sem que lhes
tirem o emprego, a liberdade ou a vida […], nem organizar-se em
partidos políticos […] sem logo sofrerem a acusação de “actividades
subversivas” , nem ter sindicatos para defender os seus direitos […]
, nem fazer greve sem que logo apareça a policia para os prender
[…], nem escrever as suas opiniões na imprensa ou em livros, sem
os cortes da censura, as apreensões e os julgamentos[…].

Álvaro Cunhal, Rumo a Vitória, 1964 (adaptado)

 Propaganda Politica

Enquanto a PIDE e a censura actuavam criavam-se formas de propaganda:

 Nos primeiros anos as crianças eram instruídas sobre os ideais e obras


do Governo através dos livros escolares;
 Dos 11 aos 14 anos os jovens eram obrigados a pertencer à Mocidade
Portuguesa, que os preparava para obedecerem ao chefe e para
aceitarem as ideias defendidas por Salazar;
 Em cartazes afixados por todo o país, davam-se a conhecer as grandes
obras realizadas pelo Estado;
 A imprensa, a rádio e a televisão davam grande importância às
cerimónias públicas e escondiam acontecimentos que poderiam dar a
conhecer outras maneiras diferentes de governar um país.