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União Europeia Europa Guia do professor
União Europeia Europa Guia do professor

União Europeia

Europa

Guia do professor

Os símbolos nas caixas representam o seguinte:

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!

Informação

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Solução

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Recomendações

O presente guia do professor e a revista «Europa: Revista do conhecimento para jovens» estão disponíveis no sítio Internet:

http://europa.eu/teachers-corner/index_en.htm

http://bookshop.europa.eu

Comissão Europeia Direção-Geral da Comunicação Informação dos cidadãos 1049 Bruxelas

BÉLGICA

Manuscrito concluído em novembro de 2014. Texto: Eckart D. Stratenschulte, Academia Europeia de Berlim

A brochura Europa. Das LehrerheftzumJugendmagazin («Europa: Revista do conhecimento para

jovens») foi originalmente publicada pela «aktion europa» (Governo Federal, Parlamento Europeu, Comissão Europeia) na Alemanha, tendo sido revista e atualizada pela Direção-Geral da Comunicação da Comissão Europeia. O layout original foi concebido pela Zeitbild Verlag und Agentur für Kommunikation, Berlin/MetaDesign AG, Berlim. A série de fotografias com os jovens Alice, Jeanette, Jello, Motian e Patricia foi igualmente criada pela Zeitbild.

Luxemburgo: Serviço das Publicações da União Europeia, 2015

Versão impressa

ISBN 978-92-79-40276-0

doi:10.2775/38316

NA-04-148-42-PT-C

PDF:

ISBN 978-92-79-40253-1

doi:10.2775/33155

NA-04-148-42-PT-N

12 p. — 21 × 29,7 cm

© União Europeia, 2015

Reprodução autorizada. Para a utilização ou reprodução de fotografias é necessário obter uma autorização direta dos titulares dos direitos de autor.

2 | Europa: Guia do professor

1. A Europa no dia-a-dia

O objetivo deste capítulo é familiarizar os alunos com a intervenção da União Europeia no nosso dia-a-dia. Pretende- -se, assim, despertar a curiosidade sobre o tema «UE».

!

A que distância fica «Bruxelas»?

p.

5

?

Formação e estudos noutros países da União Europeia

p. 8

       

A

Comissão Europeia realiza, duas vezes por ano, uma sondagem

 

de opinião que fornece informações sobre os pontos de vista dos cidadãos da União Europeia (UE) relativamente às questões europeias. Estas sondagens estão disponíveis no seguinte sítio

Internet:

http://ec.europa.eu/public_opinion/index_en.htm.

A página inicial está redigida em inglês e francês, mas os relatórios estão geralmente disponíveis nas diferentes línguas nacionais da União Europeia.

Como funciona a União Europeia?

A nível europeu, cerca de 52%, ou seja, mais de metade, dos cidadãos da União Europeia afirmam perceber como a União funciona.

A sondagem de opinião pública realizada periodicamente pela

Comissão Europeia, denominada «Eurobarómetro», inclui sempre também algumas perguntas para testar o conhecimento real dos inquiridos.

Setenta por cento sabem que os deputados do Parlamento Europeu

são eleitos pelos respetivos cidadãos. Catorze por cento pensam que

a Suíça é membro da União Europeia e 13% afirmam «não saber».

Fonte: Eurobarómetro, n.° 81 (primavera de 2014).

(http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/eb/eb81/eb81_publ_en.pdf).

?/*

Breve questionário sobre a Europa

p.

5

A

União Europeia é constituída por 28 Estados-Membros desde

a

adesão da Croácia, em julho de 2013.

Os deputados do Parlamento Europeu são eleitos diretamente pelos cidadãos, por sufrágio universal e secreto.

Desde janeiro de 2015, o euro é utilizado como moeda em 19 países da União Europeia.

O

orçamento total da União Europeia representa 1% do produto

interno bruto (PIB) dos países da União Europeia. O PIB é o valor total dos bens e serviços produzidos num ano.

Ver: http://ec.europa.eu/budget/index.cfm.

O Tribunal de Justiça da União Europeia tem sede no Luxemburgo,

a sede da Comissão Europeia é em Bruxelas, a sede do Parlamen-

to Europeu é em Estrasburgo (apesar de também se reunir em breves reuniões plenárias em Bruxelas) e a capital portuguesa, Lisboa, é a cidade onde foi assinado o tratado atualmente em vigor.

Ao analisar as respostas dos alunos, deverá ter em atenção em que medida os alunos não estão informados ou possuem um nível de conhecimento desatualizado.

*

O que tem a União Europeia a ver com

p.

6

 

a nossa vida? Dez exemplos.

Após este exercício, é recomendável deixar os alunos apresentarem as suas observações e experiências próprias.

Os alunos encontram certamente motivos a favor e contra um período de formação no estrangeiro. Os motivos a favor poderão incluir: reunir novas experiências; conhecer novas pessoas; perceber como os outros resolvem certas questões; melhorar os conhecimen- tos de línguas; alargar os horizontes

Poderão apresentar-se os seguintes motivos contra: afastamento dos amigos e família; dificuldade de aprendizagem numa língua estrangeira (e, por conseguinte, classificações piores); perda da ligação ao ambiente familiar; problemas de relacionamento com o parceiro; elevados custos das viagens, para manter o contacto com a família e os amigos

?

Símbolos europeus

p. 9

1.

Passaporte da União Europeia (identifica o titular como cidadão da União Europeia).

2.

Carta de condução da União Europeia, válida em toda a Europa. Desde 2012, os cerca de 110 modelos diferentes de cartas de condução na União Europeia foram substituídos por uma carta de

condução europeia única, segundo a legislação da União em vigor.

A

partir dessa data, a carta de condução europeia passou a ser

obrigatória para as novas emissões destes documentos. As antigas cartas de condução ainda serão válidas até 2033. Só então se

tornará obrigatória a sua substituição pela nova carta de condução.

3.

O

rótulo energético da União Europeia avalia o consumo de energia

de água dos aparelhos, atribuindo uma classificação de A (os mais eficientes do ponto de vista energético) até G (os menos eficientes).

e

4.

A

marcação CE é uma marcação em conformidade com a legis-

lação da União Europeia utilizada para determinados produtos

e

relacionada com a respetiva segurança. Não é um rótulo de

qualidade. A marcação CE foi essencialmente criada para garantir que os produtos vendidos aos consumidores finais no Espaço Económico Europeu (EEE) são seguros. O EEE compreende os países da União Europeia e da EFTA (mas não a Suíça). A marcação CE

muitas vezes referida como o «passaporte» para o mercado interno europeu.

é

5.

novo selo biológico da União Europeia, obrigatório desde 2010 para produtos biológicos, garante, segundo as informações da Comissão Europeia, que:

O

pelo menos 95% dos ingredientes de origem agrícola foram produzidos de modo biológico;

o produto cumpre as regras do sistema oficial de controlo;

o produto veio diretamente do produtor ou do transformador numa embalagem selada;

o produto tem indicado o nome do produtor, do transformador ou do vendedor e o nome ou código do organismo de controlo.

Fonte:http://ec.europa.eu/agriculture/organic/consumer-confidence/logo-

labelling_pt.

2. Mas o que é afinal a União Europeia?

O

objetivo deste capítulo é apresentar aos alunos os Estados-Membros da União Europeia e tornar claro que a UE

e

a Europa não são conceitos idênticos. Esta unidade visa, em primeiro plano, familiarizar um pouco mais os alunos

com a União Europeia. Deve salientar-se o motivo original da constituição da UE: o de garantir a paz entre os Estados-

-Membros. Recomendamos que, nas aulas, se chame a atenção para o facto de a configuração inicial da União Euro- peia, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), ter sido criada poucos anos após a Segunda Guerra Mundial.

O Tratado CECA foi assinado em 1951 e entrou em vigor em 1952. Nessa altura, a desconfiança entre as partes

signatárias era ainda relativamente elevada. O Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia (CEE) e o Trata- do que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom) foram celebrados em 1957 e entraram em vigor em 1958. São igualmente conhecidos como os «Tratados de Roma».

?

Que países fazem parte da União Europeia?

p. 11

Estados-Membros da União Europeia

País

Ano de adesão

População (2014)

Capital

Bélgica

Membro fundador 1952/1958

11,2 milhões

Bruxelas

França

Membro fundador 1952/1958

65,9 milhões

Paris

Alemanha

Membro fundador 1952/1958

80,8 milhões

Berlim

Itália

Membro fundador 1952/1958

60,8 milhões

Roma

Luxemburgo

Membro fundador 1952/1958

0,5 milhões

Luxemburgo

Países Baixos

Membro fundador 1952/1958

16,8 milhões

Amesterdão (*)

Dinamarca

1973

5,6 milhões

Copenhaga

Irlanda

1973

4,6 milhões

Dublim

Reino Unido

1973

64,3 milhões

Londres

Grécia

1981

11,0 milhões

Atenas

Portugal

1986

10,4 milhões

Lisboa

Espanha

1986

46,5 milhões

Madrid

Áustria

1995

8,5 milhões

Viena

Finlândia

1995

5,4 milhões

Helsínquia

Suécia

1995

9,6 milhões

Estocolmo

Chipre

2004

0,8 milhões

Nicósia

República Checa

2004

10,5 milhões

Praga

Estónia

2004

1,3 milhões

Taline

Hungria

2004

9,9 milhões

Budapeste

Letónia

2004

2,0 milhões

Riga

Lituânia

2004

2,9 milhões

Vílnius

Malta

2004

0,4 milhões

Valeta

Polónia

2004

38,5 milhões

Varsóvia

Eslováquia

2004

5,4 milhões

Bratislava

Eslovénia

2004

2,0 milhões

Liubliana

Bulgária

2007

7,2 milhões

Sófia

Roménia

2007

19,9 milhões

Bucareste

Croácia

2013

4,2 milhões

Zagrebe

(*) A capital dos Países Baixos é Amesterdão, apesar de a sede do Governo e a residência da família real se situar em Haia.

Nota: Encontra mais informações em todas as línguas oficiais no seguinte sítio:

http://europa.eu/abc/euslides/index_pt.htm.

Fonte: http://epp.eurostat.ec.europa.eu.

O mapa pode ser marcado ou colorido do seguinte modo: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos a vermelho; Dinamarca,

Irlanda e Reino Unido a castanho; Grécia a rosa; Portugal e Espanha a amarelo; Áustria, Finlândia e Suécia a azul-escuro; Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia e República Checa a verde; Bulgária e Roménia a azul-claro e Croácia a roxo.

*

Que mais sabe sobre estes países… ou o que poderá descobrir?

p. 11

   

A maioria dos alunos já viveu experiências próprias no estrangeiro. Recomenda-se que sejam questionados sobre essas experiências («Que outros conhecimentos tem sobre países europeus?») e que as mesmas sejam estruturadas. Deste modo, pelo menos relativamente

4 | Europa: Guia do professor

a alguns países da União Europeia, poderão ser criadas autênticas «fichas informativas». Poderá solicitar também a realização destas fichas em grupos de dois ou mais alunos. Deste modo, os alunos têm a perceção de que podem contribuir com experiências próprias para o tema em discussão

?

Breve questionário sobre a Europa

 

p.

12

1.

Valeta, em Malta. Segundo o Governo de Malta, a cidade tem 6 675 habitantes.

 

2.

A

temperatura média mais baixa é atingida em Vílnius (Lituânia)

(-8°C em janeiro). Os valores máximos médios são atingidos em Nicósia (Chipre) no verão, nomeadamente 36°C.

3.

A

montanha mais alta na União Europeia é o monte Branco

 

(4 810 metros), situado nos Alpes, na fronteira entre a França

 

e

a Itália.

4.

União Europeia tem fronteiras no mar do Norte, no mar Báltico, no mar Mediterrâneo, no oceano Atlântico e no mar Negro.

A

5. Na União Europeia há sete monarquias (Bélgica, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido e Suécia).

O chefe de Estado na Bélgica, na Espanha, nos Países Baixos e na

Suécia é um rei. A Dinamarca e o Reino Unido são representados por uma rainha. O chefe de Estado do Luxemburgo é um grão- -duque.

6.

Três: neerlandês, francês e alemão.

7.

A Alemanha, com cerca de 80 milhões de habitantes.

8.

A França, com quase 544 000 km².

9.

capital mais oriental é Nicósia, em Chipre, com as seguintes coordenadas 35° 10’ N, 33° 21’ E.

A

Pergunta especial para os peritos:

10. O número de estrelas nada tem a ver com o número de Estados- -Membros. Existem doze estrelas, dado que o número doze é geralmente o símbolo da perfeição, da plenitude e da unidade. Como tal, a bandeira mantem-se inalterada mesmo quando novos países aderem à União Europeia.

Fonte:http://europa.eu/about-eu/basic-information/symbols/flag/

index_pt.htm.

?

Fala «europeu»?

p.

12

As 24 línguas oficiais da União Europeia são: alemão, búlgaro, checo, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, estónio, finlandês, francês, grego, húngaro, inglês, irlandês, italiano, letão, lituano, maltês, neerlandês, polaco, português, romeno e sueco.

?

A História da União Europeia em imagens

p.

15

Coluna da esquerda, de cima para baixo: 6 — 1 — 3. Coluna da direita, de cima para baixo: 2 — 5 — 4 — 7.

3. Como funciona a União Europeia?

O objetivo deste capítulo é apresentar aos alunos as instituições da União Europeia e dar-lhes uma ideia de como funciona a União Europeia.

?

Quem faz o quê na União Europeia?

p.

19

 

Conselho da

Tribunal de

Banco

Tribunal de

Descrição

Conselho

Europeu

União

Europeia

Parlamento

Europeu

Comissão

Europeia

Justiça da

União Europeia

Central

Europeu

Contas

Europeu

Apresenta propostas de regulamentos da UE

Apresenta propostas de regulamentos da UE x
Apresenta propostas de regulamentos da UE x
Apresenta propostas de regulamentos da UE x

x

Apresenta propostas de regulamentos da UE x
Apresenta propostas de regulamentos da UE x
Apresenta propostas de regulamentos da UE x

É

composto por um

 
     

representante/membro

x

x

representante/membro x x x x x

x

x

x

por Estado-Membro

 

Fixa as taxas de juro de referência

Fixa as taxas de juro de referência x
Fixa as taxas de juro de referência x
Fixa as taxas de juro de referência x
Fixa as taxas de juro de referência x
Fixa as taxas de juro de referência x

x

Fixa as taxas de juro de referência x

Controla as despesas da UE

Controla as despesas da UE x
Controla as despesas da UE x
Controla as despesas da UE x
Controla as despesas da UE x
Controla as despesas da UE x
Controla as despesas da UE x

x

É

eleito pela população

É eleito pela população x
É eleito pela população x

x

É eleito pela população x
É eleito pela população x
É eleito pela população x
É eleito pela população x

Decide as leis (regulamentos/ /diretivas) da UE

Decide as leis (regulamentos/ /diretivas) da UE x x

x

x

Decide as leis (regulamentos/ /diretivas) da UE x x
Decide as leis (regulamentos/ /diretivas) da UE x x
Decide as leis (regulamentos/ /diretivas) da UE x x
Decide as leis (regulamentos/ /diretivas) da UE x x

Nomeia o presidente da Comissão Europeia

x

Nomeia o presidente da Comissão Europeia x x

x

Nomeia o presidente da Comissão Europeia x x
Nomeia o presidente da Comissão Europeia x x
Nomeia o presidente da Comissão Europeia x x
Nomeia o presidente da Comissão Europeia x x

Gere a UE

Gere a UE x
Gere a UE x
Gere a UE x

x

Gere a UE x
Gere a UE x
Gere a UE x

Representa os interesses dos cidadãos

Representa os interesses dos cidadãos x
Representa os interesses dos cidadãos x

x

Representa os interesses dos cidadãos x
Representa os interesses dos cidadãos x
Representa os interesses dos cidadãos x
Representa os interesses dos cidadãos x

Representa os interesses dos Estados-Membros e dos seus governos

x

x

Representa os interesses dos Estados-Membros e dos seus governos x x
Representa os interesses dos Estados-Membros e dos seus governos x x
Representa os interesses dos Estados-Membros e dos seus governos x x
Representa os interesses dos Estados-Membros e dos seus governos x x
Representa os interesses dos Estados-Membros e dos seus governos x x

Decide sobre a interpretação das leis europeias

Decide sobre a interpretação das leis europeias x
Decide sobre a interpretação das leis europeias x
Decide sobre a interpretação das leis europeias x
Decide sobre a interpretação das leis europeias x

x

Decide sobre a interpretação das leis europeias x
Decide sobre a interpretação das leis europeias x
 

x

  x
  x
  x
  x
  x
  x

Determina as prioridades e as orientações políticas gerais

?

Os órgãos da União Europeia

p.

20

Conselho Europeu

Conselho Europeu Representa os chefes de Estado e de Governo
Conselho Europeu Representa os chefes de Estado e de Governo

Representa os chefes de Estado e de Governo

Conselho Europeu Representa os chefes de Estado e de Governo
Conselho Europeu Representa os chefes de Estado e de Governo

Fixa objetivos e prioridades, trata litígios do Conselho da União Europeia

prioridades, trata litígios do Conselho da União Europeia Apresenta propostas Comissão Europeia Conselho de
Apresenta propostas Comissão Europeia Conselho de Ministros Gestão da União Europeia Representa Toma decisões,
Apresenta propostas
Comissão Europeia
Conselho de Ministros
Gestão da União
Europeia
Representa
Toma decisões, aprova diretivas e
regulamentos (isto é, leis)
os governos

Parlamento

Europeu

Representa

os cidadãos

Tribunal de Justiça da União Europeia

Jurisprudência

Banco Central Europeu

Controlo monetário

Tribunal de Contas Europeu

Tribunal de Contas Europeu Controlo das receitas e despesas
Tribunal de Contas Europeu Controlo das receitas e despesas

Controlo das receitas e despesas

Tribunal de Contas Europeu Controlo das receitas e despesas
Tribunal de Contas Europeu Controlo das receitas e despesas

?/*

Saiba mais sobre a iniciativa de cidadania europeia

p.

21

   

Desde a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, existe um novo instrumento de intervenção, a iniciativa de cidadania europeia.

É necessário reunir o apoio de 0,2% da população, ou seja, um milhão de pessoas, para obrigar a Comissão a abordar um tema, sendo

necessário que os participantes desta iniciativa de cidadania sejam oriundos de, pelo menos, sete Estados-Membros diferentes da União.

É exigido um número mínimo de subscritores em cada um dos

referidos sete Estados-Membros. Assim, não é suficiente que 999 994 cidadãos sejam originários de um só país e os restantes seis de seis países diferentes.

Deverá ter-se em atenção que a iniciativa de cidadania europeia apenas poderá dizer respeito a questões que são da competência da União Europeia e que não sejam contrárias aos valores fundamentais da UE. A título de exemplo, não é autorizada uma iniciativa de cidada- nia para introdução da pena de morte, uma vez que contradiz a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Uma iniciativa de cidadania para a organização de escolas não seria igualmente admissível, uma vez que a educação é um domínio que é da com- petência dos Estados Membros. A iniciativa de cidadania não pode

?/*

O que é uma petição?

p.

22

Uma petição (do latim petitio: «pedido escrito» ou «solicitação») é um requerimento (pedido ou queixa), apresentado a uma entidade competente ou a um órgão representante do povo. Geralmente, trata-se de pedidos de cidadãos dirigidos aos respetivos parlamentos, com vista à alteração ou adoção de leis. A possibilidade de redigir petições é um elemento reconhecido dos direitos fundamentais democráticos. As petições dirigidas aos parlamentos são encaminha- das para a respetiva comissão de petições, que as examina e lhes dá resposta.

O Parlamento Europeu criou uma Comissão das Petições que se

ocupa das petições dos cidadãos. Quem residir num Estado-Membro da União Europeia e se sentir lesado nos seus direitos de cidadão da União, se quiser apresentar uma queixa individual ou solicitar ao Parlamento Europeu a tomada de uma posição relativamente a um

6 | Europa: Guia do professor

legislar diretamente, não sendo um referendo, mas pode influenciar ou incentivar decisões. Neste sentido, a iniciativa de cidadania europeia pode modelar o processo de elaboração de decisões (decision shaping), mas não afeta o processo decisório em si (decision making).

Para reunir um milhão de assinaturas, que também podem ser entregues por via eletrónica, os promotores têm o prazo de um ano. Estão atualmente em curso diversas iniciativas de cidadania. Poderá encontrar uma lista atualizada das iniciativas, em todas as línguas oficiais, no seguinte endereço Internet: http://ec.europa.eu/ citizens-initiative/public/welcome.Por?lg=pt

Por um lado, este exercício poderá ser utilizado para os alunos apresentarem ideias próprias sobre temas que gostariam de ver regulamentados e que consideram importantes para si. Por outro lado, podem também adquirir-se assim informações sobre as competências da União Europeia (e perceber que a UE não é, de modo algum, uma instituição responsável por decidir sobre todas as matérias).

tema de interesse público, pode dirigir-se (individualmente ou em conjunto com outros cidadãos) a esta Comissão de Petições, tanto por escrito como através das páginas na Internet do Parlamento Europeu.

A maioria das petições tratadas pela referida Comissão diz respeito

à área da segurança social, da proteção do ambiente, da harmoni- zação fiscal, da liberdade de circulação e do reconhecimento de diplomas.

Regra geral, os parlamentos nacionais também têm comissões de petições ou provedores de justiça, aos quais os cidadãos se podem dirigir para apresentarem as suas queixas. Para mais informações, consulte a página da Internet do Provedor de Justiça Europeu, que documenta igualmente a Rede Europeia de Provedores de Justiça:

http://www.ombudsman.europa.eu/home.faces.

?

Os nossos deputados em Estrasburgo e Bruxelas

p. 22

Grupos políticos no Parlamento Europeu

Quanto deputados tem este grupo?

PPE — Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos)219

219

S & D — Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu191

191

ECR — Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus71

71

ALDE — Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa68

68

GUE/NLG — Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde52

52

Verdes/ALE — Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia 50

Verdes/ALE — Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia

50

EFDD — Grupo da Europa da Liberdade e da Democracia Direta 48

EFDD — Grupo da Europa da Liberdade e da Democracia Direta

48

NI

Não Inscritos

52

Nota: A dimensão dos grupos altera-se ocasionalmente, devido a entradas e saídas de deputados.

Pode obter informações sobre todos os deputados do Parlamento Europeu e sobre os respetivos grupos partidários no seguinte endereço Internet:

http://www.europarl.europa.eu/meps/pt/map.html.

?

Breve questionário sobre a Europa

p.

23

Quem é o atual presidente do Parlamento Europeu? E quem são as outras pessoas nas fotografias?

1.

social-democrata alemão Martin Schulz é o presidente do Parlamento Europeu.

O

2.

Federica Mogherini, italiana, é a alta-representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e vice-presi- dente da Comissão Europeia. O cargo de «alto-representante para

a Política Externa e de Segurança Comum» foi criado pelo Tratado

de Amesterdão, que entrou em vigor em 1999. Passados dez anos,

o Tratado de Lisboa acrescentou-lhe novas competências

importantes. Assumindo desde então a designação de «alto-repre- sentante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança», o cargo foi também alargado de modo a incluir

a função de vice-presidente da Comissão.

3. Jean-Claude Juncker, ex-primeiro ministro do Luxemburgo, é o presidente da Comissão Europeia.

4. Donald Tusk, ex-primeiro-ministro da Polónia, é o presidente do Conselho Europeu.

*

Deputados europeus de visita

p.

23

Os deputados do Parlamento Europeu procuram dialogar precisa- mente com os jovens. Considere a possibilidade de convidar um deputado europeu do seu círculo eleitoral para um debate na sua escola.

Todos os deputados do Parlamento Europeu têm, além do seu gabinete em Bruxelas, um gabinete no seu círculo eleitoral. Por

conseguinte, é fácil contactá-los. Para mais informações, visite

o sítio Internet:

http://www.europarl.eu.

4. O que faz exatamente a União Europeia?

O objetivo deste capítulo é apresentar aos alunos os domínios políticos mais importantes da União Europeia.

?

Breve questionário sobre a Europa

p.

26

A resposta correta é 9 de maio de 1950. Foi neste dia que o ministro

dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman apelou à criação de uma comunidade europeia como forma de garantir a paz na Europa de forma duradoura. Desta iniciativa nasceu a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), que iniciou o seu trabalho em 1952. Foi a primeira das três comunidades europeias, à qual se seguiriam, em 1958, na sequência da celebração dos Tratados de Roma de 1957, a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comuni- dade Europeia da Energia Atómica (Euratom). Por força do Tratado de Maastricht, estas comunidades fundiram-se na União Europeia (UE).

A nível político, a data de nascimento da União Europeia é o dia 9 de maio de 1950 ― precisamente cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Encontra mais informações sobre este tema no seguinte sítio Internet:

http://europa.eu/about-eu/eu-history/founding-fathers/index_pt.htm.

!

Quem deve decidir sobre a moeda comum?

p.

28

Este exercício de discussão pode ser um «tema quente» em termos políticos. Os 19 Estados-Membros que utilizam o euro tomam muitas decisões no Eurogrupo diretamente relacionadas com a moeda comum, mas que, naturalmente, também têm impacto nos outros países da União Europeia. Por este motivo, é necessário ponderar sempre com cuidado as decisões que são tomadas em cada domínio. O Eurogrupo tem um presidente próprio, o ministro das Finanças neerlandês, Jeroen Dijsselbloem, e um grupo de trabalho próprio, sendo composto pelos ministros das Finanças dos 19 Estados da área do euro, tendo como

função coordenar a política económica dos Estados envolvidos, de modo

a

obter um nível máximo de estabilidade e coerência na área do euro.

O

Eurogrupo empenha-se na procura de consenso com os restantes

países da União Europeia, especialmente com aqueles que, na qualidade de «pré-participantes», desejem adotar a moeda comum nos próximos anos. A título de exemplo, refira-se o «Pacto Euro+» (Euro Mais) em que os Estados participantes se obrigam a adotar medidas de fortalecimento da competitividade. Este pacto é assim designado porque abrange os Estados da área do euro mais outros países da União Europeia (Bulgária, Dinamarca, Polónia e Roménia).

Encontra mais informações sobre o Eurogrupo no seguinte sítio Internet http://eurozone.europa.eu. O seguinte sítio web sobre o euro pode ser igualmente interessante:

?

Breve questionário sobre a Europa

p.

29

Quais são os países que pertencem à área do euro? Dezanove países da União Europeia utilizam o euro como moeda. As moedas de euro reproduzidas são dos seguintes países (da esquerda para a direita): Áustria, Eslovénia, Estónia, Grécia, França, Itália, Alemanha, Letónia, Países Baixos, Lituânia, Irlanda, Malta, Finlândia, Eslováquia, Luxemburgo, Portugal, Chipre, Espanha e Bélgica.

*

Medidas destinadas a combater as alterações climáticas — Considera esta política correta?

p.

31

   

O

combate às alterações climáticas é um tema importante e atual.

Por este motivo, o quadro com diferentes opiniões sobre o tema constitui um suporte ideal para prosseguir o debate com os alunos.

Sugestão de exercício: repartir os alunos em grupos para discutir os três objetivos de combate às alterações climáticas que o Conselho Europeu adotou em março de 2007. Os alunos devem informar-se

sobre vias concretas para atingir estes objetivos, refletir sobre o modo como cada cidadão pode contribuir pessoalmente neste sentido

e considerar igualmente os problemas que podem dificultar uma

realização rápida dos objetivos. Discuta os resultados na sala de aula.

!

Discussão sobre a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia

p.

32

   

A

Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia foi elaborada

no âmbito de uma Convenção, na qual participaram os representantes do Parlamento Europeu, dos parlamentos nacionais, dos governos nacionais e da Comissão Europeia. Em dezembro de 2000, a mesma foi proclamada solenemente por ocasião da cimeira de Nice, tendo-se tornado parte integrante do direito da União Europeia com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, em 2009. O objetivo da convenção

*/?

A árvore da política europeia

p.

33

não era «inventar» uma nova constituição, mas sim salvaguardar os direitos fundamentais já consagrados nos Estados-Membros e, deste modo, reforçar a identidade europeia. A Carta dos Direitos Fundamen- tais é, por conseguinte, uma síntese dos direitos do Homem e dos direitos fundamentais já vigentes na União Europeia. Não obstante, assume igualmente importância do ponto de vista jurídico, dado que

vincula todas as instituições europeias. Além disso, os tribunais nacionais têm ainda de ter em consideração a Carta dos Direitos Fundamentais ao interpretarem o direito da União Europeia. O Reino Unido e a Polónia reservaram-se o direito de exclusão ou derrogação (opt-out), que só é aplicável quando se trata de avaliar em que medida se pode recorrer à Carta dos Direitos Fundamentais ao

deliberar no âmbito de processos judiciais nacionais, bem como sobre

a delimitação da competência do Tribunal de Justiça da União

Europeia em matérias jurídicas nacionais. Foi igualmente concedido

à República Checa um direito de exclusão.

Pelo facto de a Carta dos Direitos Fundamentais ter tido origem nos anos 90 do século passado — e, por conseguinte, mais tarde do que

a maioria das constituições dos Estados-Membros — o seu teor

é muito atualizado. Inclui, por exemplo, a proibição da clonagem

reprodutiva de seres humanos [artigo 3.°, n.° 2, alínea d)], o direito

à proteção dos dados pessoais (artigo 8.°, n.° 1), disposições específi- cas sobre a não-discriminação com base em diversas características, incluindo a orientação sexual (artigo 21.°) ou a garantia de um elevado nível de defesa dos consumidores (artigo 38.°). Estão igualmente previstos o direito a uma boa administração (artigo 41.°), bem como o direito de acesso aos documentos (artigo 42.°). Aos cinquenta direitos fundamentais, agrupados nos capítulos «Digni- dade», «Liberdades», «Igualdade», «Solidariedade», «Cidadania»

e

«Justiça», seguem-se quatro outros artigos que regulam a aplicação

e

o âmbito da Carta dos Direitos Fundamentais.

Não está previsto, na Carta dos Direitos Fundamentais, por exemplo,

o direito ao trabalho (apesar de contemplado o direito a poder

trabalhar). Não existem também disposições específicas para a pro- teção das minorias étnicas, que são, todavia, explicitamente referidas no contexto da proibição da discriminação (artigo 21.° da Carta).

Encontra mais informações sobre este tema em: http://bookshop.

europa.eu/en/charter-of-fundamental-rights-of-the-european-union-

pbNE8010299/.

Política externa Mercado interno Normas sociais mínimas obrigatórias Política económica Moeda única Política
Política externa
Mercado interno
Normas sociais
mínimas obrigatórias
Política económica
Moeda
única
Política comum em matéria de asilo
Normas alimentares
obrigatórias
Defesa do consumidor
Cooperação em matéria de
processos civis e penais
Redução do tarifário
das comunicações
móveis em roaming
Política agrícola e estrutural
Proteção do ambiente
Redução das
Política estrutural de apoio
às regiões
alterações climáticas
Normas ambientais
UE
comuns

Se houver tempo disponível, recomenda-se examinar mais pormenorizadamente a árvore da política europeia. Poderia solicitar-se aos alunos que analisassem se os temas abordados no diagrama são tratados nos jornais e nas revistas. Deste modo, seria possível completar a árvore com manchetes atuais.

8 | Europa: Guia do professor

5. A Europa avança: o alargamento da União Europeia

O objetivo deste capítulo é familiarizar os alunos com o processo de alargamento, mostrando-lhes que a União Europeia é uma comunidade baseada em valores, que impõe requisitos correspondentes aos seus potenciais membros.

?

Quem pode tornar-se membro?

p.

35

 

pode tornar-se membro da UE

não pode

Um Estado

tornar-se membro

da UE

que não concede liberdade de imprensa

que não concede liberdade de imprensa x

x

que aplica a pena de morte

que aplica a pena de morte x

x

que permite aos seus cidadãos protestar contra o Governo

x

que permite aos seus cidadãos protestar contra o Governo x

no qual é regularmente eleito o Parlamento

x

no qual é regularmente eleito o Parlamento x

em que governa um presidente até à sua morte e sucessão pelo(a) respetivo(a) filho(a)

em que governa um presidente até à sua morte e sucessão pelo(a) respetivo(a) filho(a) x

x

em que homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais têm os mesmos direitos que os heterossexuais

x

em que homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais têm os mesmos direitos que os heterossexuais x

em que a liderança do exército determina a política e, se necessário, intervém na política interna através do poder militar

do exército determina a política e, se necessário, intervém na política interna através do poder militar

x

em que as pessoas são consideradas inocentes até um tribunal constatar a sua culpa

x

em que as pessoas são consideradas inocentes até um tribunal constatar a sua culpa x

em que há apenas um partido político, que, por conseguinte, está sempre no Governo

em que há apenas um partido político, que, por conseguinte, está sempre no Governo x

x

que protege as minorias, mesmo que a maioria gostasse de exercer mais pressão sobre as minorias

x

que protege as minorias, mesmo que a maioria gostasse de exercer mais pressão sobre as minorias

!

Onde se situam as fronteiras da Europa?

p.

36

Em determinadas alianças e organizações o conjunto de membros

é muito diferente. À Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) pertencem, entre outros, os países da Ásia Central

(Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Usbequistão)

e, devido ao seu significado político e de segurança como membros da

Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), até os Estados Unidos e o Canadá. Nos jogos de qualificação para o campeonato europeu de futebol participaram igualmente o Cazaquistão e Israel.

*

Onde termina a Europa?

p.

36

Numa discussão sobre esta questão, torna-se claro desde o início que não existe um critério objetivo com base no qual se possa delimitar

a

Europa. Assim, devem ter-se em conta diversos aspetos, tais como

a

geografia, a história, a cultura e o sentimento de pertença.

O

Conselho da Europa define a Europa como o conjunto de países

«que querem ser europeus». Poderia complementar-se esta definição indicando que a Europa é o conjunto de países que querem ser europeus e que os outros aceitam como sendo europeus.

?

Os Estados dos Balcãs Ocidentais — Onde se situam os Estados?

p.

37

Ver o mapa à direita.

?

Etapas da adesão à União Europeia

p.

38

0. O processo de adesão ainda não começou.

1. Celebração de um acordo de estabilização e de associação

2. Ratificação do acordo de estabilização e de associação pelos Estados-Membros e o país parceiro

3. Transposição (implementação) do acordo

4. Pedido de adesão

5. Parecer positivo da Comissão Europeia relativamente ao pedido de adesão

6. Reconhecimento como país candidato

7.

Início das negociações de adesão

 

8.

Conclusão bem-sucedida das negociações de adesão

9.

Ratificação do tratado de adesão em todos os Estados-Membros e no país parceiro (através dos parlamentos ou de referendos)

10.

Ratificação pelo Parlamento Europeu

 

11.

Adesão

?

 

Em que etapa se encontram os Estados dos Balcãs Ocidentais?

p. 38

   

Croácia: etapa 11. A Croácia tornou-se membro de pleno direito em 1 de julho de 2013. Montenegro: etapa 7. As negociações de adesão estão em curso desde janeiro de 2012.

Sérvia: etapa 7. As negociações de adesão tiveram início em janeiro de 2014. Antiga República jugoslava da Macedónia: etapa 6. Albânia: etapa 6. Bósnia-Herzegovina: etapa 1.

O Kosovo não é reconhecido por cinco Estados-Membros da União

Europeia (Chipre, Eslováquia, Espanha, Grécia e Roménia) e não está

incluído neste processo. Assim, tem de ser registado na fase 0 da «escala», ou seja, antes do início do processo de adesão. Se houver tempo, poderá pedir-se aos alunos, repartidos em grupos, que procurem mais informações sobre um dos países dos Balcãs, recolhendo dados sobre

a geografia, a história,

a economia e a política

desse pais, por exemplo.

história, a economia e a política desse pais, por exemplo. Pode, em seguida, solicitar-se aos alunos

Pode, em seguida, solicitar-se aos alunos que façam uma exposição

e

sua opinião, quais são os principais argumen-

respondam à seguinte pergunta: «Na

tos a favor e contra a adesão do país em causa

à União Europeia?»

!

Turquia

p.

39

Uma questão que preocupa bastante a opinião pública e, certamente, também será do interesse dos alunos é a eventual adesão da Turquia à União Europeia. A Turquia, com a qual existe um acordo de asso- ciação desde 1963, foi oficialmente nomeada país candidato em 1999. As negociações de adesão estão em curso desde 2005, mas suscitam controvérsia na União Europeia.

Para cada argumento a favor da adesão, existe um argumento contra — e vice-versa. A população jovem e dinâmica da Turquia, que usufruiria assim de liberdade de circulação na União Europeia, seria um enriquecimento para a competitividade da UE ou um ónus para os nossos mercados de trabalho? A Turquia, enquanto Estado-Membro da União Europeia, seria uma força estabilizadora para o Médio Oriente, pela sua localização geográfica, ou uma fonte de desestabili- zação para a União, devido às suas fronteiras com o Irão, Iraque

e Síria? Dada a sua população muçulmana, a Turquia seria uma ponte para o mundo islâmico ou uma ameaça à identidade europeia?

Estas questões, lançadas para o debate público, podem ser discutidas com os alunos. Pode também pedir-se aos alunos que pesquisem notícias atuais sobre este tema na Internet.

O relatório intercalar da Comissão Europeia, de outubro de 2014,

fornece informações atualizadas sobre a Turquia e o processo de adesão. Pode encontrá-lo na Internet no seguinte endereço:

A Islândia apresentou também o seu pedido de adesão à União

Europeia (em julho de 2009) e é agora um país candidato. As negociações de adesão tiveram início em julho de 2010 e foram suspensas pelo Governo islandês em maio de 2013.

6. A Europa no mundo

O objetivo deste capítulo é posicionar a Europa no contexto global e esclarecer os alunos sobre o papel da União Europeia no palco internacional.

?

Os continentes do mundo

p.

41

Comparação da dimensão, do número de habitantes e das áreas dos continentes.

 

Superfície

Ordem

PIB ( 1 ) per capita em dólares dos EUA (USD)

Ordem hierárquica por PIB ( 1 )

Continente

Área (em km²)

(percentagem

População

hierárquica

da superfície

segundo a

 

terrestre)

população

 

Ásia

44,5 milhões

30,0%

4 298 milhões

1

2 941

5

África

30 milhões

20,3%

1 111 milhões

2

1 576

6

América do Norte

24,2 milhões

16,3%

565 milhões

4

32 077

2

América do Sul

17,8 milhões

12,00%

407 milhões

5

9 024

4

Europa

9,9 milhões

6,7%

742 milhões

3

25 434

3

Austrália/Oceânia

7,6 milhões

5,2%

38 milhões

6

39 052

1

( 1 ) PIB nominal per capita (2010). Nesta coluna, a América do Sul inclui a América Central e as Caraíbas.

Fontes:

1) World Population Prospects (2012) das Nações Unidas. 2) PIB nominal per capita (2010), estimativas do Fundo Monetário Internacional.

?

Desafios globais

p.

42

Os números não são tão exatos quanto possam parecer. A par de imprecisões estatísticas, existem também diferenças a nível das definições. Neste exercício, trata-se sobretudo das tendências e do posicionamento da Europa.

Desafios globais

Solução proposta

Guerras e conflitos internos

Garantia da paz através da intervenção militar Apoio da democracia noutros países

Pobreza

Perdão da dívida aos países subdesenvolvidos Abertura dos mercados europeus a produtos dos países em desenvolvimento

Doenças

Melhoria dos sistemas de saúde nos países menos desenvolvidos

Subdesenvolvimento

Ajuda ao desenvolvimento em África

Escassez dos recursos

Preservação das reservas de água do planeta

Dependência energética da Europa

Cooperação em matéria de energia além das fronteiras da Europa

Envelhecimento da população europeia

Imigração controlada

Terrorismo

Diálogo com o mundo islâmico Combate ao terrorismo internacional Segurança na Internet

Proliferação de armas de destruição maciça

Acordos internacionais de controlo de armas e de desarmamento

Criminalidade organizada

Cooperação policial a nível internacional

Ameaças para o meio ambiente

Combate às alterações climáticas Luta contra a poluição dos oceanos a nível mundial

10 | Europa: Guia do professor

?

A

política de cooperação para

p.

44

 

o desenvolvimento da União Europeia

 

Coluna da esquerda, de cima para baixo:

10 — 7 — 3 — 8 — 5 — 4 — 1 — 2 — 9 — 6.

Coluna da direita, de cima para baixo:

2 — 6 — 1 — 5 — 8 — 10 — 7 — 4 — 9 — 3.

Encontrará uma panorâmica geral sucinta sobre a política de desenvolvimento da União Europeia no seguinte sítio Internet:

http://europa.eu/pol/dev/index_en.htm.

?

Discussão sobre a migração

p. 45

Uma questão bastante controversa é a de saber como atuar em

relação às pessoas que entram ilegalmente nos nossos países e aí permanecem durante vários anos (e que, na sua maioria, ganham

a vida com trabalhos precários e clandestinos). Estas pessoas

deveriam ser detidas e repatriadas, mesmo que já vivam aqui há algum tempo, ou deveriam ser legalizadas, isto é, deveria ser-lhes concedida a possibilidade de uma residência permanente?

Sugestão de exercício: forme dois grupos, um que defenda o repatria- mento e outro a favor da legalização da situação dos imigrantes ilegais.

Apresente aos alunos os seguintes argumentos (a favor e contra)

e peça-lhes que os debatam, procurando igualmente acrescentar os seus próprios argumentos.

Argumentos a favor do repatriamento de imigrantes ilegais:

Argumentos a favor da integração de imigrantes ilegais:

Quem entrou de forma ilegal não pode permanecer aqui legalmente. A ordem jurídica seria posta em causa.

As pessoas vêm por motivos de pobreza e desespero. Mesmo não sendo possível acolher todos os que chegam, deveríamos integrar as pessoas que já cá estão.

Os imigrantes ilegais trabalham clandestinamente e não pagam impostos e contribuições, prejudi- cando assim os sistemas de segurança social e o Estado.

Se concedermos os documentos obrigatórios aos ilegais, estes poderão também trabalhar legalmente. Assim passam a pagar impostos e contribuições, o que é positivo para todos.

Os imigrantes ilegais são especialmente vul- neráveis à criminalidade, uma vez que têm de sobreviver de algum modo.

A ilegalidade persistente empurra os imigrantes para a criminalidade. A legalização da sua situação reduziria a taxa de criminalidade dos imigrantes ilegais.

No nosso país já existem estrangeiros suficientes. Não podemos acolher mais estrangeiros, caso contrário nunca controlaremos o desemprego.

Atualmente a escassez de mão-de-obra qualificada já se faz sentir no nosso país, sendo que esta escassez aumentará nos próximos anos, devido ao envelhecimento demográfico. Precisamos, pois, de toda a mão-de-obra possível. Mas apenas os imigrantes legais residentes no nosso país se poderão qualificar adequadamente e proporcionar aos seus filhos uma formação adequada.

7. O futuro da Europa

O objetivo deste capítulo é debater o futuro da União Europeia para que os alunos possam formar as suas próprias ideias sobre a evolução do processo de integração europeu.

*

O ano de 2030 e eu

p.

47

Pode-se pedir aos alunos que comparem os seus resultados com os

dos seus colegas e, por exemplo, que enumerem as suas exigências

a nível das políticas.

!

A

União Europeia do futuro

p.

48

A crise que emergiu no ano de 2008 conduziu a uma série de

reformas na Europa, em especial no setor financeiro e bancário. Além disso, desencadeou um debate importante em torno do futuro da União Europeia, tanto a nível dos Estados-Membros como a nível

europeu. O debate foi incentivado, entre outros, por meio de relatórios

e discursos dos presidentes das instituições europeias. Com o material apresentado na revista do aluno, poderá discutir com os seus alunos

o futuro que eles desejam para a Europa. Deve a União Europeia

evoluir no sentido de se tornar um Estado federal europeu? Ou

a opinião dos seus alunos é a de que o seu país deveria antes tornar menos rígida a sua ligação à União Europeia? Ou deverá tudo manter-se tal e qual como está agora?

Pode encontrar mais informações sobre este tema em:

«Por que precisamos agora dos Estados Unidos da Europa?» — dis- curso proferido por Viviane Reding, vice-presidente da Comissão Europeia, na Universidade de Passau, em novembro de 2012: http://

europa.eu/rapid/press-release_SPEECH-12-796_en.htm.

Plano pormenorizado para uma União Económica e Monetária efetiva

e aprofundada — Comissão Europeia, novembro de 2012:

http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=COM:2012:0777:

FIN:EN:PDF.

«Rumo a uma verdadeira União Económica e Monetária» — Relatório de Herman VanRompuy, presidente do Conselho Europeu, dezembro de 2012:

http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cms_data/docs/pressdata/en/

ec/134069.pdf

Neste exercício não existem respostas certas ou erradas.

O objetivo não é a apresentação de propostas definitivas, mas antes chamar a atenção dos alunos para as questões em aberto e para

o facto de a União Europeia não ser um «produto acabado», podendo

e devendo, pelo contrário, ser moldada e alterada pelas decisões políticas dos cidadãos.

A situação atual é a seguinte:

Dimensão: quanto a este ponto, existem opiniões divergentes.

A União Europeia tem 28 Estados-Membros desde a adesão da

Croácia. Já se iniciaram as negociações de adesão com o Montenegro

e

a Sérvia. Além disso, a UE encontra-se em negociações com

a

Turquia e conferiu estatuto de países candidatos à Albânia

e

à antiga República jugoslava da Macedónia. A Bósnia-Herzegovina

usufrui de um compromisso geral de adesão, quando cumprir os critérios. Este é igualmente válido mutatis mutandis para o Kosovo, que se declarou independente em fevereiro de 2008, mas não foi reconhecido por todos os países da União Europeia.

Competências: deverá distinguir-se entre as competências exclusivas da União Europeia (por exemplo, as normas aduaneiras a nível das fronteiras externas), as competências mistas (por exemplo, a política dos transportes), que a UE partilha com os Estados-Membros, e as competências que continuam a pertencer apenas aos Estados- -Membros (por exemplo, a organização dos sistemas de ensino). Importa salientar que a União não pode chamar a si competências, podendo estas apenas ser-lhe atribuídas pelos Estados-Membros, ou seja, a competência de atribuir competências cabe aos Estados- -Membros.

Força militar: no âmbito da política comum de segurança e defesa,

a União Europeia desenvolve uma componente militar, tendo criado

os seus próprios «agrupamentos táticos». Neste sentido, colabora

estreitamente com a NATO e utiliza também as suas infraestruturas.

Esta cooperação está regulamentada por um acordo celebrado entre

a União Europeia e a NATO (designado por acordos «Berlim mais»).

Tomada de decisões: a maioria dos atos legais (diretivas e regula- mentos) é aprovada conjuntamente pelo Conselho de Ministros e pelo Parlamento Europeu. As exceções a esta regra foram, na sua maior parte, suprimidas com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa.

A política externa mantém-se, contudo, sob a jurisdição dos Estados- -Membros. A União Europeia desenvolve uma atividade a nível diplomático no âmbito da Política Externa e de Segurança Comum (PESC) e da Política Comum de Segurança e Defesa (PCSD).

Processo de votação: o Tratado define as matérias que são decididas por maioria e as que são decididas por unanimidade. Através do Tratado de Lisboa, aumentou o número de domínios em relação aos quais as decisões são tomadas por maioria.

O Tratado de Lisboa introduziu o conceito de «dupla maioria». Tal

significa que uma decisão do Conselho necessita do apoio da maioria dos Estados-Membros e da maioria da população. Os votos fa- voráveis devem representar, pelo menos:

55%dos Estados-Membros, ou seja, 16 dos 28 países, e

Estados-Membros que representem 65% da população da União Europeia.

Tal corresponde a cerca de 329 milhões de pessoas numa população de aproximadamente 506 milhões. Além disso, para impedir que uma decisão seja tomada, devem votar contra pelo menos quatro Estados-Membros, representando mais de 35% da população. Estas regras significam que todas as decisões tomadas pelo Conselho beneficiam de um amplo apoio de toda a Europa, mas também que as pequenas minorias não podem impedir a tomada de decisões.

Até novembro de 2014 foi utilizado um sistema diferente, em que cada país tinha um determinado número de votos.

Euro: o euro não tem apenas uma função económica, mas também (e talvez acima de tudo) uma função política, nomeadamente a de

manter unida a União Europeia alargada. Nos últimos anos, tornou-se claro que a união monetária só poderá funcionar a par da união política. O verdadeiro significado de tudo isto tem vindo a ser discutido, de forma controversa e intensa, entre os Estados-Membros

e também no exterior.

A moeda única impossibilita os países da área do euro de compensar

as suas debilidades através de uma desvalorização da sua moeda. Se certos países da área do euro não cumprirem os compromissos

assumidos em conjunto, acabam por ser os restantes países a ter de intervir, através de garantias ou perdões parciais de dívida. Por conseguinte, a União Europeia envidou bastantes esforços, nos últimos anos, no sentido de conferir um caráter mais vinculativo à área do euro. O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MME), ao qual só é possível recorrer se forem cumpridas determinadas condições

a nível de reforma da própria economia, e o Pacto Orçamental, que

obriga os Estados-Membros a reduzir a sua dívida, são o reflexo desta política. À perda de soberania nacional contrapõe-se o facto de os Estados-Membros envolvidos disporem de uma divisa internacional, que confere estabilidade. No seio da área do euro não existem

12 | Europa: Guia do professor

despesas de câmbio nem os riscos inerentes, o que facilita as

exportações. A comparabilidade de preços ajuda os clientes a encom- endar mercadorias além das fronteiras nacionais e, deste modo,

a adquirir produtos mais económicos. Este ponto é especialmente

importante na era da Internet. Apesar disso, as medidas para salvar

o euro conduziram a tensões entre os Estados-Membros e, no caso de alguns países, mesmo dentro das fronteiras nacionais, devido aos duros «pacotes de austeridade».

Emprego: embora as restrições orçamentais sejam necessárias para

baixar os elevados níveis de dívida, torna-se claro que a atual crise apenas pode ser resolvida se os Estados-Membros mantiverem ou fortalecerem a sua competitividade. Por motivos económicos, mas também sociais e de política interna, é fundamental diminuir o desemprego nos países da União Europeia. A sondagem de opinião «Eurobarómetro», realizada periodicamente, demonstra claramente que o desemprego é considerado o problema mais grave por muitos europeus. Cerca de metade dos inquiridos tem medo de perder o seu emprego ou de não encontrar um (novo) emprego com a rapidez necessária. Os impactos da crise financeira e económica são sentidos por muitos cidadãos de forma clara. A maioria dos inquiridos consi- dera que a União Europeia é o interveniente mais eficaz para combater a crise (Eurobarómetron.° 78), e tem esperança de que

a União Europeia adote medidas adequadas. No novo período

financeiro de 2014 a 2020, os meios da UE serão aplicados ainda mais intensamente de modo a atingir este objetivo.

Na estratégia «Europa 2020», procura-se de diversas formas pro- mover a criação de postos de trabalho. A título de exemplo, pretende- -se consolidar o mercado único e eliminar entraves ao comércio, melhorando, assim, o acesso essencialmente das pequenas empresas

e promovendo o empreendedorismo. Além disso, os investimentos

específicos, sobretudo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, do Fundo Social Europeu e do Fundo de Coesão, deverão contribuir para a criação de postos de trabalho. AUnião Europeiapre- tende também obter um efeito positivo sobre o mercado de trabalho europeu graças ao alargamento do comércio internacional.

No curto prazo, a migração no interior da União Europeia, que tem

vindo a crescer nos últimos anos, poderá atenuar alguns dos efeitos destes problemas, mas não pode constituir-se como uma alternativa

a medidas políticas ativas no âmbito do mercado de trabalho.

*

Exercício adicional — Speakers’ Corner

* Exercício adicional — Speakers’ Corner p. 52

p. 52

Um eventual exercício adicional para os alunos poderia a apresen- tação dos seus pontos de vista sob a forma de um Speakers’ Corner.

Sugestão de exercício: fale aos alunos do famoso Speakers’ Corner, situado no Hyde Park, em Londres, onde qualquer pessoa pode discursar livremente em público sobre aquilo que quiser. Proponha

a criação de um Speakers’ Corner sobre o tema das eleições euro-

peias! Peça aos alunos que exponham a sua opinião sob a forma de um discurso, numa apresentação breve e divertida. Talvez possam utilizar uma língua estrangeira que estejam a aprender na escola.

Como reagem os ouvintes? Estão de acordo? Se não for o caso, talvez

o motivo sejam os argumentos utilizados?