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JUL 2006

PROJETO 24:301.12-001

 

Líquido gerador de espuma de baixa expansão (LGE) para combate a incêndios em combustíveis líquidos – Requisitos e métodos de ensaio

 

Cópia exclusiva para trabalho da Comissão de Estudo

Origem:

ABNT/CB-24 - Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio CE-24:301.12 - Comissão de Estudo de Líquido Gerador de Espuma Foam Generator Liquid - Requirements and test methods Descriptors: Foam Generator Liquid. Fire protection

 
JUL 2006 PROJETO 24:301.12-001 Líquido gerador de espuma de baixa expansão (LGE) para combate a incêndioswww.abnt.org.br Copyright © 2005, ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados Palavras-chave: Espuma. Incêndio. 18 páginas Sumário Prefácio Introdução 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 5 6 7 Prefácio A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNTONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados. Introdução Esta Norma foi elaborada tendo como base as Normas Petrobras N-2142, ICAO Doc 9137, NFPA 11.... A experiência brasileira em avaliação de Líquidos geradores de espuma para combate a incêndio tem sido baseada principalmente na Norma Petrobras, cuja eficácia foi comprovada pelo sucesso no combate a incêndios reais de grandes proporções. Desta forma, na elaboração desta Norma brasileira, foram tomados os devidos cuidados para manter, no mínimo, os mesmos níveis de desempenho requeridos na Norma Petrobras. A metodologia de ensaio escolhida foi a da ICAO, cujos requisitos atendem as exigências da aviação internacional. NOTA: Em outros textos normativos também é utilizado o termo “espuma mecânica” devido o principio de ação ser totalmente fisico. A espuma química utilizada em extintores de incêndio no passado teve seu uso proibido. " id="pdf-obj-0-24" src="pdf-obj-0-24.jpg">

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas

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Copyright © 2005, ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

 

Palavras-chave:

Espuma. Incêndio.

18 páginas

Sumário

 

Prefácio Introdução

1

Objetivo

2

Referências normativas

3

Definições

4

5

6

7

Prefácio

 

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNTONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.

Introdução

 

Esta Norma foi elaborada tendo como base as Normas Petrobras N-2142, ICAO Doc 9137, NFPA 11.... A experiência brasileira em avaliação de Líquidos geradores de espuma para combate a incêndio tem sido baseada principalmente na Norma Petrobras, cuja eficácia foi comprovada pelo sucesso no combate a incêndios reais de grandes proporções. Desta forma, na elaboração desta Norma brasileira, foram tomados os devidos cuidados para manter, no mínimo, os mesmos níveis de desempenho requeridos na Norma Petrobras. A metodologia de ensaio escolhida foi a da ICAO, cujos requisitos atendem as exigências da aviação internacional.

NOTA: Em outros textos normativos também é utilizado o termo “espuma mecânica” devido o principio de ação ser totalmente fisico. A espuma química utilizada em extintores de incêndio no passado teve seu uso proibido.

  • 2 Cópia exclusiva para trabalho da Comissão de Estudo

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  • 1 Objetivo

Esta Norma estabelece as condições mínimas exigíveis para líquido gerador de espuma (LGE) utilizado no combate à incêndio em combustíveis líquidos em locais como: aeroportos, navios, refinarias, indústrias de petróleo, petroquímicas, químicas e outros onde haja o manuseio, estocagem ou produção destes combustíveis.

 
  • 2 Referência normativa

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

  • 3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

- colocar as definições em ordem alfabética.

  • 3.1 Líquido Gerador de Espuma (LGE)

Líquido que, quando diluído em água e aerado, gera espuma para a prevenção e extinção de incêndios em combustíveis líquidos.

  • 3.2 LGE-HC

LGE para a extinção de incêndios em hidrocarbonetos.

  • 3.3 LGE-AR

LGE para a extinção de incêndios em álcool ou outros solventes polares.

 
  • 3.4 LGE polivalente

É aquele que atende aos requisitos de ensaio previstos nesta Norma para LGE-HC e LGE-AR.

  • 3.5 Solução de espuma (pré-mistura)

Resultado da mistura homogênea do LGE com água em uma dada proporção em volume.

  • 3.6 Espuma

Agregado de bolhas, formado após a incorporação de ar na solução de espuma, através de um dispositivo apropriado.

  • 3.7 Fator K

Fator de proporcionalidade característico do esguicho de ensaio, obtido matematicamente pela expressão:

Q K = ----------------

÷

P

Onde: Q é a vazão obtida P é a pressão aplicada

  • 3.8 Tempo de Extinção

Tempo em que a espuma extingue totalmente as chamas, contado a partir de seu contato inicial com a superfície do combustível.

 
  • 3.9 Resistência a Reignição

Capacidade de uma espuma em resistir à propagação do fogo provocado no centro do tanque de ensaio.

  • 3.10 Expansão

É a razão entre o volume da espuma e o volume da solução que a gerou.

  • 3.11 Tempo de drenagem 25%

Tempo em que 25% do conteúdo líquido de uma espuma é drenado, contado a partir de sua formação.

  • 3.12 Espuma de baixa expansão

Espuma cuja expansão é menor ou igual a 20.

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3

3.13 Dosagem

 

É o percentual em volume de LGE adicionado à àgua para obtenção da solução de espuma. Os percentuais mais comuns são 1%, 3% e 6%.

4 Marcação

 

Os LGEs devem ser fornecidos em embalagens apropriadas contendo, no mínimo, as seguintes informações:

  • a) fabricante

 
  • b) uso (para hidrocarbonetos e/ou solventes polares)

 
  • c) dosagem de uso especificada pelo fabricante

  • d) número desta Norma

 
  • e) lote e data de fabricação

  • f) volume (em l) e peso bruto (em kg)

_______________________________________

-falta definir em qual item serão incluidas estas notas

Nota 1: A escolha do tipo de LGE é função do uso (hidrocarboneto ou solvente polar) e dos equipamentos proporcionadores, geralmente disponíveis para prover concentrações de 6%, 3% ou 1% de LGE.

Nota 2: Os parâmetros de ensaio utilizados nesta Norma, tais como taxa de aplicação e tempo de aplicação, são intencionalmente baixos com o propósito de avaliar o desempenho de um LGE nos limites críticos de aplicação, portanto não devem ser utilizados no dimensionamento de sistemas. Em projetos de sistemas de espuma, as taxas e tempos de aplicação são relativamente maiores devido aos coeficientes de segurança empregados.

Fim da revisão 17/10/05

 

5 Ensaio de fogo em hidrocarbonetos

5.1

Geral

O LGE submetido aos ensaios conforme procedimento descrito no item 5.6 deve atender aos seguintes parâmetros:

  • a) Tempo de extinção : máximo 60 s. ( à confirmar através de ensaios; data e local a serem definidos)

 
  • b) Resistência à reignição : a espuma deve restringir a expansão do fogo, a uma área não superior a 25% da área do

tanque, durante no mínimo 5 minutos.

 
  • 5.2 Amostra litros de LGE. (suficiente para 3 ensaios, possivelmente 1 bombona de 20 L)

 
  • 5.3 Aparelhagem

 

A aparelhagem necessária para a execução do ensaio é a seguinte :

 
  • a) tanque de ensaio, de seção circular, feito de aço. Dimensões: (fazer figura; definir altura de pés entre 300 e 400mm)

 
  • - diâmetro interno: (2 400 ± 25) mm

  • - profundidade: (200 ± 15) mm

  • - espessura nominal da parede: 2,5 mm

 
  • - área: aproximadamente 4,52 m 2

  • b) esguicho de ensaio conforme figura

do anexo

, calibrado conforme anexo

.

  • c) recipiente cilíndrico para reignição, de seção circular, feito de aço. Dimensões:

 
  • - diâmetro interno: (300 ± 5) mm

(fazer figura; com alça)

  • - profundidade: (250 ± 5) mm

  • - espessura nominal da parede: 2,5 mm

 
  • 4 Cópia exclusiva para trabalho da Comissão de Estudo

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  • d) vaso de pressão de aço com capacidade mínima de 40 litros e pressão de trabalho de 981 kPa (10kgf/cm²), dotado de

manômetro, bocais que permitam seu enchimento com solução de LGE, sua pressurização e saída de solução. No bocal de saída deve ser instalada válvula de abertura rápida , com malha de tela filtrante com abertura máxima de 3,8 mm.

  • e) manômetro com fundo de escala de no mínimo 981 kPa (10kgf/cm²) e resolução de 20 kPa (0,2 kgf/cm²).

 
  • f) suporte que permita a fixação do esguicho na horizontal em relação ao seu eixo, a uma altura de (1 ± 0,05) m

até a cota da borda superior do tanque.

 
  • g) cilindro de nitrogênio ou ar comprimido, dotado de válvula reguladora de pressão.

 
  • h) mangote com comprimento (10 ± 1) m e diâmetro interno nominal recomendado de 12,7 mm (1/2”) e conexões para

ligação do mangote à válvula de saída do vaso e ao esguicho de ensaio, compatível com a pressão de trabalho do vaso de

pressão.

 
  • i) mangote e conexões para ligação da válvula reguladora do cilindro de nitrogênio ou ar comprimido ao vaso de pressão, compatíveis com a pressão de trabalho do vaso de pressão.

  • j) cronômetro com resolução máxima de 0,2 s.

 
  • k) anemômetro com resolução máxima de 0,2 m/s.

  • l) termômetro com fundo de escala de no mínimo 50 ºC e resolução de 1 ºC.

  • m) trena com resolução de 0,01 m.

 

5.4

Condições de ensaio

  • a) velocidade de vento não superior a 3 m/s e sem precipitação pluvial.

 
  • b) temperatura do ar: 15 ºC a 30 ºC.

 
  • c) temperatura da solução de espuma: 15 ºC a 30 ºC.

 

5.5

Combustível

Querosene de iluminação com as seguintes especificações:

 

Faixa de destilação:

a __ºC

Diferença máxima entre ponto inicial e final de ebulição: __ºC.

 

Densidade a

 

3

5.6

Procedimento

  • 5.6.1 Instalar o esguicho de ensaio em seu suporte de fixação, à (1 ± 0,05) m de altura em relação à borda do tanque de

ensaio, posicionado na horizontal, na direção do vento, de modo que a extremidade de descarga fique a uma distância necessária para o jato de espuma cair no centro do tanque, conforme figura ____.

  • 5.6.2 Posicionar o vaso de pressão e o cilindro de nitrogênio ou ar comprimido em posição segura.

 
  • 5.6.3 Carregar o vaso de pressão com o volume de água e o volume de LGE

conforme a tabela

(usar a dosagem

indicada para hidrocarboneto na embalagem).

 

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fracas ou transitórias.

  • 5.6.8 Pressurizar o vaso de pressão até atingir a pressão operacional do sistema correspondente à taxa de aplicação de

  • 5.6.7 Executar a ligação do vaso de pressão ao esguicho de ensaio, através de mangote.

de pressão e mangote.

  • 5.6.6 Executar a ligação do cilindro de nitrogênio ou de ar comprimido ao vaso de pressão, através da válvula reguladora

  • 5.6.5 Fechar o vaso de pressão.

  • 5.6.4 Misturar a água com o LGE até se obter uma mistura homogênea.

2,5 l/min/m 2 , obtida conforme anexo

Dosagem

 

Volume ( L)

Água

LGE

Total

6%

28,2

1,8

30

3%

29,1

0,9

30

1%

29,7

0,3

30

a) Tempo de extinção : máximo 120 s. ( à confirmar através de ensaios; data e local a serem definidos)

O LGE submetido aos ensaios conforme procedimento descrito no item 6.6 deve atender aos seguintes parâmetros:

6.1 Geral

6 Ensaio de fogo em álcool

Fim da revisão 07/11/05

NOTA - Os ensaios de fogo apresentam diferentes níveis de dificuldades e riscos operacionais. É recomendada uma análise prévia de cada uma delas, para verificação dos cuidados requeridos à segurança de seus executantes.

  • 5.6.13 Registrar o tempo de extinção.

  • 5.6.17 Registrar o tempo para que 25% da área do tanque fique tomada por chamas sustentáveis, ignorando chamas

  • 5.6.16 Provocar a ignição no recipiente cilindrico 120 s após o término da aplicação da espuma.

  • 5.6.15 Colocar 2 l de gasolina no recipiente cilindrico de reignição e colocá-lo no centro do tanque.

  • 5.6.14 Decorrido o tempo de aplicação de 120 s, interromper a aplicação fechando a válvula de saída do vaso de pressão.

b) Resistência à reignição : a espuma deve restringir a expansão do fogo, a uma área não superior a 25% da área do tanque, durante no mínimo 5 minutos.

.

  • 5.6.9 Limpar o tanque de ensaio. Colocar 100 l de água, acrescentando-se o necessário de modo que toda a superfície do

fundo fique coberta.

  • 5.6.10 Após a realização das etapas anteriores, colocar 100 l de querosene.

  • 5.6.11 No intervalo máximo de 5 minutos após a colocação do combustível, provocar a ignição deste (pode-se espalhar 1 l

de gasolina na superfície para auxiliar a ignição). No momento em que as chamas tomarem toda a superfície líquida do tanque, acionar o cronômetro. Após 60 s da ignição, abrir a válvula de saída do vaso de pressão, cronometrando o tempo tão logo se inicie a saída da espuma através do esguicho. Desta forma, inicia-se o registro dos tempos de extinção e de aplicação da espuma.

NOTA - Caso o intervalo acima seja ultrapassado, o combustível deve ser substituido.

  • 5.6.12 Aplicar continuamente a espuma por 120 s, mantendo a pressão operacional do sistema.

__

  • 6 Cópia exclusiva para trabalho da Comissão de Estudo

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  • 6.2 Amostra litros de LGE. (suficiente para 3 ensaios, possivelmente 1 bombona de 20 L)

 
  • 6.3 Aparelhagem

A aparelhagem necessária para a execução do ensaio é a seguinte :

 
  • a) tanque de ensaio, de seção circular, feito de aço. Dimensões: (fazer figura; definir altura de pés entre 300 e 400mm)

  • - diâmetro interno: (2 400 ± 25) mm

  • - profundidade: (200 ± 15) mm

  • - espessura nominal da parede: 2,5 mm

  • - área: aproximadamente 4,52 m 2

  • - chapa defletora vertical, de aço, com arco de (1 ± 0,05) m e altura de (1 ± 0,05) m, ajustado à curvatura do costado interno do tanque de ensaio, conforme a figura ______.

  • b) esguicho de ensaio conforme figura

do anexo

, calibrado conforme anexo

.

  • c) recipiente cilíndrico para reignição, de seção circular, feito de aço. Dimensões:

  • - diâmetro interno: (300 ± 5) mm

(fazer figura; com alça)

  • - profundidade: (250 ± 5) mm

  • - espessura nominal da parede: 2,5 mm

  • d) vaso de pressão de aço com capacidade mínima de 40 litros e pressão de trabalho de 981 kPa (10kgf/cm²), dotado de

manômetro, bocais que permitam seu enchimento com solução de LGE, sua pressurização e saída de solução. No bocal de saída deve ser instalada válvula de abertura rápida , com malha de tela filtrante com abertura máxima de 3,8 mm.

  • e) manômetro com fundo de escala de no mínimo 981 kPa (10kgf/cm²) e resolução de 20 kPa (0,1 kgf/cm²).

Diâmetro do mostrador 100 mm (ou digital).

  • f) suporte que permita a fixação do esguicho na horizontal em relação ao seu eixo, a uma altura de (1 ± 0,05) m

até a cota da borda superior do tanque.

  • g) cilindro de nitrogênio ou ar comprimido, dotado de válvula reguladora de pressão.

 
  • h) mangote com comprimento (10 ± 1) m e diâmetro interno nominal de 9,5 mm (3/8”) e conexões para ligação do mangote

à válvula de saída do vaso e ao esguicho de ensaio, compatível com a pressão de trabalho do vaso de pressão.

  • i) mangote e conexões para ligação da válvula reguladora do cilindro de nitrogênio ou ar comprimido ao vaso de pressão, compatíveis com a pressão de trabalho.

  • j) cronômetro com resolução máxima de 0,2 s.

  • k) anemômetro com resolução máxima de 0,2 m/s.

 
  • l) termômetro com fundo de escala de no mínimo 50 ºC e resolução de 1 ºC.

 
  • m) trena com resolução de 0,01 m.

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  • 6.6.8 Colocar 200 L de álcool.

ensaio, posicionado na horizontal, na direção do vento, de modo que a extremidade de descarga fique a uma distância necessária para o jato de espuma atingir o centro do anteparo, conforme figura ____.

  • 6.6.2 Posicionar o vaso de pressão e o cilindro de nitrogênio ou ar comprimido em posição segura,

a favor do vento,

protegendo-os adequadamente contra tombamento e irradiação proveniente da queima do combustível de ensaio.

  • 6.6.3 Colocar no vaso de pressão as quantidades de água e LGE conforme a tabela 1_ , em função da dosagem indicada

para solvente polar na embalagem do LGE a ser ensaiado.

Tabela 1

  • 6.4 Condições de ensaio

    • a) velocidade de vento não superior a 3 m/s e sem precipitação pluvial.

      • 6.6.1 Instalar o esguicho de ensaio em seu suporte de fixação, à (1 ± 0,05) m de altura em relação à borda do tanque de

        • c) temperatura da solução de espuma: 15 ºC a 30 ºC.

          • 6.5 Combustível

Álcool etílico anidro.

  • 6.6 Procedimento

    • b) temperatura do ar: 15 ºC a 30 ºC.

2,5 l/min/m 2 , obtida conforme anexo A .

  • 6.6.9 No intervalo máximo de 10 minutos após a colocação do combustível, provocar a ignição deste. No momento em que

as chamas tomarem toda a superfície líquida do tanque, acionar o cronômetro. Após 120 s da ignição, abrir a válvula de saída do vaso de pressão, cronometrando o tempo tão logo se inicie a saída da espuma através do esguicho. Desta forma, inicia-se o registro dos tempos de extinção e de aplicação da espuma.

NOTA - Caso o intervalo acima seja ultrapassado, o combustível deve ser substituido.

  • 6.6.7 Limpar o tanque de ensaio removendo os resíduos de combustível e espuma de ensaios anteriores.

    • 6.6.11 Registrar o tempo de extinção.

    • 6.6.12 Decorrido o tempo de aplicação da espuma de 120 s, fechar a válvula de saída do vaso de pressão.

Nota: complementar anotação do tempo total da carreta para determinação da taxa de aplicação.

  • 6.6.13 Colocar 2 L de gasolina no recipiente cilindrico de reignição e colocá-lo no centro do tanque.

  • 6.6.10 Aplicar continuamente a espuma por 120 s, mantendo a pressão operacional do sistema.

Dosagem

 

Volume ( L)

Água

LGE

Total

6%

28,2

1,8

30

3%

29,1

0,9

30

1%

29,7

0,3

30

  • 6.6.14 Provocar a ignição no recipiente cilindrico 120 s após o término da aplicação da espuma.

Nota: para dosagens não indicadas na tabela 1, calcular os valores.

  • 6.6.4 Misturar o LGE com a água até se obter uma mistura homogênea.

  • 6.6.5 Fechar o bocal de enchimento do vaso de pressão até sua total vedação.

  • 6.6.6 Pressurizar o vaso de pressão até atingir a pressão operacional do sistema correspondente à taxa de aplicação de

  • 8 Cópia exclusiva para trabalho da Comissão de Estudo

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6.6.15 Registrar o tempo para que 25% da área do tanque fique tomada por chamas sustentáveis, ignorando chamas fracas ou transitórias.

NOTA - Os ensaios de fogo apresentam diferentes níveis de dificuldades e riscos operacionais. É recomendada uma análise prévia de cada uma delas, para verificação dos cuidados requeridos à segurança de seus executantes.

- alterar os itens correspondentes no ensaio de hidrocarboneto.

Fim da revisão 05/12/05

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ANEXO A

Determinação da pressão operacional do sistema.

A.1 A determinação da pressão operacional do sistema deve ser realizada com o esguicho calibrado. O esguicho deve ser calibrado conforme dimensões e tolerâncias da figura E.1. Esta calibração deve ser realizada uma única vez, porém deve ser mantido o certificado de calibração.

A.2 Abastecer o vaso de pressão com 30L de água.

A.3 Fechar o bocal de enchimento do vaso de pressão até sua total vedação.

A.4 Executar a ligação do cilindro de nitrogênio ou de ar comprimido ao vaso de pressão, através da válvula reguladora do pressão e mangote.

A.5 Executar a ligação do vaso de pressão ao esguicho de ensaio, através de mangote.

A.6 Pressurizar o vaso de pressão com aproximadamente 700 kPa (7kgf/cm²).

A.7Abrir a válvula de saída do vaso de pressão, acionando o cronômetro simultaneamente.

A.8 Manter a pressão estabelecida em A.6 com uma tolerância de +/- 0,2 kgf/cm² até o final da descarga.

A.9 Registrar o tempo de descarga total da água, percebido pelo ruído de saída de ar ou nitrogênio pelo esguicho.

A.10 Calcular a vazão em L/min.

 

A.11 Calcular o fator K do sistema.

K =

Q

onde Q = vazão em L/min

Pv

Pv = pressão do vaso = 7 kgf/cm²

A.12 Calcular a pressão operacional do sistema em kgf/cm²

Pop = (

Q

)

² ,

( K ) ²

onde Q =

11,4 L / min

A.13 Repetir o procedimento de A.2 a A.12 porém com a pressão Pop e com LGE. Caso a nova vazão difira de (11,4 +/- 0,3) L / min, calcular nova Pop com a formula de A.12 e repetir o procedimento desse item. Nota: Enquanto não houver substituição de qualquer elemento do sistema (esguicho, mangote, conexões, manômetro), a pressão operacional se mantém, portanto não há necessidade de realizar este procedimento a cada ensaio.

  • 10 Cópia exclusiva para trabalho da Comissão de Estudo

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ANEXO B

Informações gerais

B.1 Tipos de LGE

LGE HC - indicado para extinguir incêndios classe B, envolvendo derivados de petróleo como gasolina, querosene, óleo diesel, toluol, xilol, etc.

LGE AR - indicado para extinguir incêndios classe B, envolvendo derivados de petróleo como gasolina, querosene, óleo diesel, toluol, xilol, etc. e também solventes polares, como álcool, acetona, éter, etc.

B.2 Instruções de uso

A escolha do tipo de LGE é função do uso (hidrocarboneto ou solvente polar) e dos equipamentos proporcionadores, geralmente disponíveis para prover concentrações de 6%, 3% ou 1% de LGE.

É importante verificar se a dosagem de LGE é compatível com os equipamentos a serem utilizados, por exemplo, para o uso de LGE 1%, os equipamentos devem estar dimensionados para esta dosagem.

Os LGEs não são apropriados em incêndios de classe C (equipamentos energizados), em incêndios de classe D (metais combustíveis) e em gases pressurizados (propano, butadieno, butano, etc).

B.3 Vida útil do LGE

É o termo usado para descrever o tempo que o LGE permanece estável, sem alteração significativa em suas características de desempenho. Este tempo pode ser longo desde que armazenado em suas embalagens originais ou em tanques especialmente projetados para o armazenamento do LGE e ainda na faixa de temperatura recomendada pelo fabricante, e desde que não tenha sido contaminado com água do próprio sistema.

B.4 Estocagem / Manuseio

No caso de almoxarifados recomenda-se o armazenamento do LGE em suas embalagens originais, tomando-se os seguintes cuidados:

  • § verificar as bombonas quanto ao estado físico: não deve haver fissuras, trincas, amassamento, vazamento, lacre rompido ou qualquer outra irregularidade;

  • § empilhar no máximo duas bombonas, não permitindo a colocação de nenhum outro peso sobre as mesmas;

  • § atentar para as alças superiores das bombonas, que sempre devem estar fechadas quando é feito o empilhamento;

  • § armazenar as bombonas sempre sobre superfície lisa, horizontal e isenta de irregularidades;

  • § armazenar em áreas cobertas, protegidas da incidência de raios solares em ambientes cuja temperatura esteja dentro da faixa recomendada pelo fabricante.

  • § o manuseio deve ser feito por pessoal treinado e, deve ser evitado qualquer tipo de impacto;

  • § o lacre deve ser retirado apenas no momento do uso.

Reservatórios, adequadamente construídos, oferecem boas condições de armazenamento por longos períodos. Reservatórios, usualmente atmosféricos, são largamente utilizados em sistemas fixos ou montados sobre equipamentos móveis. O contato do LGE armazenado com o ar contido no reservatório é prejudicial ao produto e deve ser evitado. Recomenda- se, portanto, a aplicação de um agente inibidor (em geral um tipo de óleo mineral) na superfície do LGE (camada de 5mm para tanques estáticos e camada de 10mm para tanques de viaturas). O contato do LGE com a atmosfera também pode ser evitado com a utilização de tanques com um domo de expansão com capacidade de, no mínimo, 2% do volume do tanque. Recomenda-se a instalação de uma válvula de pressão e vácuo no domo de expansão do tanque, regulada para aproximadamente 45 mm.c.a. e que deve ser periodicamente inspecionada. O nível de LGE do tanque deve ser mantido na metade do domo de expansão, com o objetivo de diminuir a superfície do líquido em contato com o ar, minimizando a evaporação do produto.

Os materiais recomendados para a construção de tanques atmosféricos são: aço inox (304 ou 316), fibra de vidro (resina poliéster isoftálica, resina epóxi ou resina viniléster) ou polietileno de alta densidade. Quando, por razões econômicas, forem utilizados tanques atmosféricos em aço-carbono (ASTM A-283 ou 289 Gr. C), são recomendados revestimento interno adequado e instalação de filtro na linha de LGE, o qual deverá ser inspecionado a cada três meses para garantir o livre fluxo do LGE.

B.5 Inspeção e Ensaios periódicos

O LGE deve ser inspecionado e ensaiado, como parte do programa regular de manutenção do sistema de combate a incêndios pelo menos uma vez por ano, conforme Anexo C.

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ANEXO C

Controle Periódico de LGE em uso

C.1. O LGE armazenado, seja em tanques ou viaturas, sofre deterioração e alteração de suas propriedades, incluindo a sua capacidade de extinção. Certos elementos aceleram este processo: temperatura, revestimentos ou materiais de tanques e contaminações diversas. Sendo assim, deve haver um controle periódico do LGE a fim de garantir o seu desempenho ao longo de sua vida útil.

C.2. Os ensaios laboratoriais devem incluir, no mínimo:

  • - massa específica

  • - pH

  • - índice de refração

  • - viscosidade

  • - capacidade de vedação

  • - expansão

  • - drenagem

C.3. Ensaio de referência (inicial)

C.3.1. Antes de ser colocado em uso, o LGE deve possuir um certificado ou relatório contendo os resultados dos ensaios laboratoriais de referência (iniciais) e de fogo.

C.3.2. Os resultados do ensaio de fogo devem atender os dispostos nos itens _______________

C.3.3.Os resultados dos ensaios laboratoriais de referência (iniciais) devem atender:

a) Massa específica:

Sem limites para o ensaio de referência (inicial). Este valor será utilizado como referência (VR) em ensaios futuros.

  • b) pH Deve estar compreendido entre 7,0 e 8,5

  • c) Índice de refração Sem limites para o ensaio de referência (inicial). Este valor será utilizado como referência (VR) em ensaios futuros.

  • d) Viscosidade Sem limites para o ensaio de referência (inicial). Este valor será utilizado como referência (VR) em ensaios futuros.

  • e) Capacidade de vedação

Deve ser positivo.

  • f) Expansão Sem limites para o ensaio de referência (inicial). Este valor será utilizado como referência (VR) em ensaios futuros.

  • g) Drenagem

Sem limites para o ensaio de referência (inicial). Este valor será utilizado como referência (VR) em ensaios futuros.

C.4 Ensaios laboratoriais periódicos Os ensaios laboratoriais devem ser realizados no mínimo a cada 12 meses.

C.4.1. Os resultados dos ensaios laboratoriais periódicos devem atender:

a)Massa específica Deve ser igual ao VR +- 2% (valor de referência) b)pH Deve estar compreendido entre 7,0 e 8,5. c)Índice de refração

Deve ser igual ao VR +- 0,0010

  • d) Viscosidade Para LGE polivalentes d.1) Deve ser igual ao VR +- 5% ou 200 cP, o que for maior. d.2) Para LGE-H, deve ser menor que 200 mm/s.

  • e) Capacidade de vedação Deve ser positivo

  • f) Expansão Deve ser igual ao VR +- 20% ou +- 1,0 o que for maior.

  • g) Drenagem Deve ser igual ao VR +- 20%

C.5. Ensaios de fogo Os ensaios de fogo devem ser realizados no mínimo a cada 36 meses.

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ANEXO D

Inspeção em equipamentos

D.1 A eficácia do combate ao fogo é função de vários fatores, entre os quais o LGE e os equipamentos que geram e aplicam a espuma na superfície do liquido em chamas. Os equipamentos ou o sistema de espuma devem ser inspecionados por pessoal qualificado, no mínimo uma vez por ano para garantir a sua adequada operação.

D.2 Equipamentos proporcionadores (dosadores)

A dosagem adequada durante condições normais de operação é fundamental considerando-se que:

  • a) uma dosagem menor que a nominal compromete a eficácia do combate;

  • b) uma dosagem maior que a tolerada também compromete a eficácia do combate, aumentando o gasto de LGE e, conseqüentemente o tempo de aplicação disponível.

A dosagem de LGE em condições normais de operação deve ser no mínimo igual ao valor nominal e no máximo 30% acima do valor nominal ou 1 ponto percentual acima do valor nominal, o que for menor. Nota: as tolerâncias estabelecidas foram baseadas na NFPA11.

A verificação da dosagem deve ser utilizando-se o método do refratômetro.

D.3 Reservatórios de LGE e respectivos acessórios Devem ser inspecionados quanto à possível corrosão, vazamentos e demais funcionalidades de todos os componentes do sistema.

D.4 Câmaras de espuma Devem ser inspecionadas quanto à possível corrosão, integridade do selo de vidro e estado das vedações internas da câmara.

D.5 Canhões monitores, esguichos, equipamentos de detecção e atuação e válvulas de Devem ser testados para verificação da operação normal.

controle.

D.6 Tubulação A tubulação deve ser inspecionada visualmente quanto à corrosão ou danos mecânicos.

Caso haja suspeita, deve

ser realizado um teste hidrostático. Tubulação enterrada deve ser inspecionada, por amostragem, contra deterioração, no

mínimo, a cada 5 anos.

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ANEXO E Figuras Figura E.1.a – Esguicho de ensaio – Conjunto
ANEXO E
Figuras
Figura E.1.a – Esguicho de ensaio – Conjunto
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Figura E.1.b – Esguicho de ensaio - Detalhes
Figura E.1.b – Esguicho de ensaio - Detalhes

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Figura E.1.c – Esguicho de ensaio - Detalhes
Figura E.1.c – Esguicho de ensaio - Detalhes
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Figura E.2 – Recipiente de drenagem para determinação da expansão e tempo de drenagem
Figura E.2 – Recipiente de drenagem para determinação da expansão
e tempo de drenagem

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Figura E.3 – Coletor de espuma
Figura E.3 – Coletor de espuma
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Dimensões em metros D C A – Esguicho de ensaio B – Tanque de ensaio C
Dimensões em metros
D
C
A – Esguicho de ensaio
B – Tanque de ensaio
C – Combustível
D – Água
Figura E.4 – Ensaio de fogo em hidrocarboneto – Esquema típico