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Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396.898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/20 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua NORMA ABNT NBR BRASILEIRA 6122 ‘Segunda edigao 20.09.2010 Valida a partir de 20.10.2010 Projeto e execucao de fundacées Design and construction of foundations IGS 91.040; 93.010 ISBN 978-85-07-02271-8 ‘ASSOCIACAO Nuimero de referéncia BRASILEIRA (Yt DENORMAS ABNT NBR 6122:2010 TECNICAS 91 paginas @ABNT 2010 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua ABNT NBR 6122:2010 © ABNT 2010 ‘Todos os diteitos reservados. A menos que especificado de outro modo, nenhuma parte desta publicagdo pode ser reproduzida ou utlizada por qualauer meio, eletrénico ou mecanico, incluindo fotocépia e micrafilme, sem permissio por ‘escrito da ABNT. ARNT Avqreze de Maio, 13 - 28 andar 20031-2901 - Rio de Janeiro - RU Tol: + 55 21 3974-2300 Fax: +85 21 3974-2346 abnt@abntorg.br wwwabntorg br Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ii © ARNT 2010 - Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 Sumario Pagina Prefacio Introdugao. 1 Escopo 2 Referéncias norm: 3 Termos e definicdes 4 Investigagdes geolégicas e geotécnicas .. 44 Reconhecimento inicial 42 Investigacao geolégica 43 Investigagao geotécnica preliminar 44 Investigacao geotécnica complementar 45 Investigagées complementares 4.5.1 Sondagens mistas e rotativas. 4.5.2 Sondagem a percussao com medida de torque. 4.5.3 Ensaio de cone. 45.4 Ensaio de palheta (vane test). 45.5 Ensaio de placa 45.6 Ensaio pressiométrico .. 45.7 Ensaio dilatométrico .. 45.8 Ensaios sismicos 45.9 Ensaios de permeabi 4.5.10 Ensaio de perda d’égua em rocha 48 Ensaios de laboratério .. 4.6.1 Ensaios de caracterizagao 4.6.2 Ensaio de cisalhamento direto 4.6.3 Ensaio triaxial... 4.8.4 Ensaio de adensamento . 4.6.5 Ensaios para caracterizacao de expans! 4.6.6 Ensaio de colapsibilidade 4.6.7 Ensaio de permeabilidade 4.6.8 Ensaios quimicos 5 AgGes nas fundacées 5A Agées provenientes da superestrutur. 52 Agées decorrentes do terreno . 53 goes decorrentes da agua superficial e subterranea. 54 Agées excepcionais 55 Anélise de interago funda¢ao-estrutur: 56 Peso préprio das fundacées 57 Alivio de cargas devido a vigas alavanca.. 58 Atrito negative 5.8.1 Em termos de fator de seguranca global 5.8.2 Em termos de valores de projeto (fatores de seguranga parciais).... ARNT 2010 -Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 6.1 614 6.2 6.241 6.2.2 63 63.1 6.3.2 TA 72 73 734 7.3.2 733 7A 75 751 75.2 753 76 7.64 7.6.2 76.3 W TIA 772 773 14 78 7.84 7.8.2 84 82 8.241 8.2.2 83 84 8.41 Seguranca nas fundagées. Generalidades. Reglao representativa do terreno. Estados-limites.. Verificagao dos estados-limites ultimos (ELU) Verificacao dos estados-limites de servico (ELS) Efeito do vento... Célculos em termos de valores caracteristicos... Calculos em termos de valores de projet Fundagao superficial (rasa ou direta) .. Generalidades...... ee Tensao admissivel ou tensao resistente de projeto . Determinagao da tensao admissivel ou tensao resistente de projeto a partir do estado-limite ultim Prova de carga sobre placa.. Determinagao da tensdo admissivel ou da tensao resistente de projeto a partir do estado-limite de servico.. Casos particulares Fundagao sobre rocha Solos expansivos Solos colapsiveis Dimensionamento geométrico. Cargas centradas Cargas excéntrica Cargas horizontai: Critérios adicionais. Dimensao minima. Profundidade minima. Lastro Fundagées em cotas diferentes. Dimensionamento estrutural Sapata Bloco (fundagao superficial) Fundagées profundas. Generalidades. Carga admi: Determinagao da carga admissivel ou carga resistente de projeto de estacas. Determinacao da carga admissivel ou carga resistente de projeto de tubulde: Efeito de grupo.. Outras solicitacées . Tragao ivel ou carga resistente de projeto. © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 8.4.2 Esforcos transversais 8.4.3 Atrito negativo 8.4.4 feito de carregamento assimétrico sobre solo mole.. 8.4.5 feito de camada espessa de argila mole-estacas pré-moldadas .. 85 Orientagdes gerais.. 85.1 Deslocamento de estacas 85.2 Densificagao do solo... 85.3 Pré-furo 8.5.4 Escavacao para os blocos de estacas 85.5 Preparo da cabeca de estacas 8.5.6 —_Limites aceitdveis de excentricidade de execucao. 8.5.7 Desaprumo de estacas... 86 Dimensionamento estrutural .. 8.6.1 _Efeitos de segunda ordem. 8.6.2 Cobrimento da armadura, meio agressivo e espessura de sacrificio 8.6.3 Estacas de concreto moldadas in loc 8.6.4 Tubuldes encamisadbos.. 8.6.5 Estacas pré-moldadas de concreto.. 8.6.6 —_ Estaca de reacdo (mega ou prensada), 86.7 Estacas metélicas 8.6.8 — Estacas de madeira 9 Desempenho das fundagée: 94 Requisitos. 92 Desempenho dos elementos de fundacao 9.2.1 Fundagdes em sapatas ou tubuldes 9.2.2 Fundacao emestacas ‘Anexo A (normative) Fundagao superficial (rasa ou direta) Procedimentos executivos.. AA Introdugao AZ Escavagéo das cavas As Preparagao para a concretagem Aa Concretagem da sapata. AS Reaterro. Anexo B (normativo) Estacas de mad Ba Introdugao B.2 B3 Equipamento e cravacao.. B4 Preparo da cabeca e ligagdo com 0 bloco de coroamento BS Controle para verificagao e avaliacao dos servigos.. Bs Registro da execugao Anexo C (normativo) Estacas met ‘as ou de aco ~ Procedimentos execu ca Introdugao C2 Caracteristicas gerais. C3 Equipamento .... ARNT 2010 -Todos 08 direitos reservados v Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 C4 Cravacao .. cs Critérios para aceitagao dos perfis .. C6 Emendas e soldas. C7 Comprimento minimo para aproveitamento.. ca Controle para verificagao e avaliagao dos services... cs Preparo de cabegas e ligacao com o bloco de coroamento .. C10 Registro da execugao Anexo D (normativo) Estacas pré-moldadas de concreto — Procedimentos executivos.. Da Introdugao. D2 Caracteristicas gerai Ds Equipamento ...... D4 Cravagao .. DS Critérios de aceitacao das estacas. Ds Emendas .. D7 Comprimento minimo para aproveitamento.. DB Nega, repique e diagrama de cravacao Ds Preparo de cabega e ligacao com o bloco de coroamento D.10 —_-—Registros da execugao Anexo E (normativo) Estacas escavadas com trado mecénico, sem fluido estabilizante — Procedimentos executivos Ea Introdugao. E2 Caracteristicas gerais. E3 Perfuragao. E4 Concretagem . ES Colocagao da armadura. E6 Seqiiéncia executiva E7 Preparo da cabega e ligagao com 0 bloco de coroamento EB Concret cr) Registros da qualidade dos servico: Anexo F (normative) Estacas hélice continua monitorada — Procedimentos executivos. FA Introdugao. F2 Caracteristicas gerais. F3 Equipamento .. Fa Perfuragao. FS Concretagem ... Fé Colocagao da armadura. FT Seqiiéncia executiva Fa Preparo da cabeca e ligacao com o bloco de coroamento Fg Concreto. F.0 Controle do processo executivo. F.11 _ Registros da qualidade dos servigos . Anexo G (normativo) Estacas moldadas in loco Strauss — Procedimentos executivos Gl 56 vi © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 G2 Caracteristicas gerais. Gs Perfuracao. G4 Concretagem Gs Colocagao da armadura. Gs Seqiiéncia executiv: G7 Preparo da cabeca e ligag4o com o bloco de coroamento Gs Coneret G9 Registros da qualidade dos servicos.. ‘Anexo H (normativo) Estacas Franki ~ Procedimentos executivos.. HA Introducao H2 Caracteristicas gerais. HS Cravagao do tubo Ha Execugéo da base alargada HS Colocagao da armadura He Coneretagem do fuste HZ Seqiiéncia executiva Hs Preparo da cabecae HS Conereto .. H.10 —_Registros da qualidade dos servicos.. ‘Anexo | (normativo) Estacas escavadas com uso de fluido estabilizante — Procedimentos executivo: Introdugao Caracteristicas gerais. Escavagao. Colocagao da armadura Concretagem Seqiiéncia executiv: Controle do processo executivo. Controles executivos . Caracteristicas da lama bentonitica isticas do polit 18 Preparo da cabeca e ligagéo com o bloco de coroamento 19 Coneret 110 Registros da qualidade dos servicos.. Anexo J (normativo) Tubuldes a céu aberto ~ Procedimentos executivos Jt Introdugao 2 Caracteristicas gerais. 3 Escavagao do fuste jacao com o bloco de coroamento Caracteri ero. wd Alargamento da base. I5 Colocacéo da armadura. I6 Concretagem a7 Seqiiéncia executiv: JB Preparo da cabeca e ligagao com 0 bloco de coroamento ARNT 2010 -Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 J9 Concret: J10 — Registros da qualidade dos servico: Anexo K (normativo) Tubuldes a ar comprimido ~ Procedimentos executivos Ka Introdugao. K2 Caracteristicas gerais. K3 Trabalho sob ar comprimido K4 Escavacao. KS Alargamento da base... Ks Colocagao da armadura. K7 Concretagem . Ka Seqiiéncia executiva.. errr rcrenee Ka Preparo da cabega e ligacéo com 0 bloco de coroamento K10 — Conereto. K.11_ Registros da qualidade dos servigo: Anexo L (normativo) Estacas raiz - Procedimentos executivos La Introdugao. L2 Caracter La Perturagao L3.1 Emsolo L.3.2 Em solos com matacées ou embutimento em rocha. La Colocagao da armadura. Ls Injegao de preenchimento. Le Retirada do revestimento .. L7 Seqiiéncia executiva .. Le Preparo da cabega e ligacao com o bloco de coroamento Le Argamass: L410 —_Registros da qualidade dos servico: Anexo M (normativo) Estaca hélice de desiocamento monitorada — Procedimentos executivos 77 Ma Introdugao. 7 M2 7 Ma 7 ma Perfuracao. 7 Ms Coneretagem .. 7 Ms Colocagao da armadura. 78 M7 Seqiiéncia executiva.. 78 Ms Preparo da cabega e ligacéo com o bloco de coroamento 78 mo Concret 78 M10 Controles do processo executivo.. 73 M11 Registros da qualidade dos servigo: 79 Anexo N (normativo) Estacas cravadas a reacdo (estacas prensadas ou mega) — Procedimentos executivos ... 81 81 NA vill © ABNT 2010 - Todos os dios reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 N2 Caracteristicas gerais. N3 Cravagao .. N4 Carga de cravacao. NS Registros da qualidade dos servicos.. ‘Anexo O (normativo) Estacas trado vazado segmentado — Procedimentos executivos .. o4 Introdugao 02 Caracteristicas gerais 03 Perfuracao. 04 Colocagao da armadura. Os Injegdo de preenchimento 06 Retirada do trado. x O7 ‘Seqiiéncia executiva das estacas.. OB Preparo da cabega e ligagao com 0 bloco de coroamento o9 Argamassa.. 0.10 Registros da qualidade dos servicos.. ‘Anexo P (normativo) Estacas escavadas com injegao ou microestacas — Procedimentos executivo: Pa Introdugao P2 Caracteristicas gerais. P3 Perfuracao. P31 Emsolo P3.2 Em solos com matacées ou embutimento em rocha. Pa Colocacao da armadura. PS Injega PS Seqiiéncia executiva . PT Preparo da cabeca e ligagdo com o bloco de coroamento Ps Calda ou argamassa Pg Registros da qualidade dos servicos. Anexo Q (informativo) Simbologi a4 Letras gregas. a2 Letras minisculas. as Letras maitisculas. Figuras Figura 1 - Movimentos da fundaga Figura 2 — Fundagdes préximas, mas em cotas diferentes Figura 3 - Angulo f nos blocos . Figura 4 — Carga de ruptura convencional Figura 5 — Base de tubuldes. Figura 6 ~ Grupo de elementos de fundacao profunda ARNT 2010 -Todos 08 direitos reservados ix Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 Tabelas Tabela 1 — Fundagées superficiais - Fatores de seguranga e coeficientes de minoragao para solicitagdes de compressao Tabela 2 Valores dos fatores £1 @ £2 para determinacao de valores caracteristicos das resisténcias calculadas por métodos semi-empiricos baseados em ensaios de campo Tabela 3 — Valores dos fatores {3 e £4 para determinagao de valores caracteristicos das resisténcias obtidas por provas de carga estaticas... Tabela 4 — Estacas moldadas in loco: parametros para dimensionamento Tabela 5 — Espessura de compensacao de corrosao. Tabela 6 - Quantidade de provas de carga Tabela F.1 — Caracteristicas minimas da mesa rotativa e do guincho. Tabela H.1 - Peso e didmetro dos pildes Tabela I.1 ~ Lama bentonitic: Tabela |.2 - Parametros para o fluido Tabela L.1 - Didmetros nominais e diametros dos revestimento: x © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 Prefacio A Associacao Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalizacao. As Normas Brasileiras, cujo contetido é de responsabilidade dos Comités Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalizagao Setorial (ABNT/ONS) e das Comissées de Estudo Especiais (ABNT/CEE), sao elaboradas por Comissées de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratérios e outros), Os Documentos Técnicos ABNT sao elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2. A Associagao Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atengao para a possibilidade de que alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT nao deve ser considerada responsavel pela identificagao de quaisquer direitos de patentes. A ABNT NBR 6122 foi elaborada no Comité Brasileiro da Construgao Civil (ABNT/CB-02), pela Comis- so de Estudo de Obras Geotécnicas e de Fundagdes (CE-02:152.08). 0 Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital n® 03, de 09.03.2010 a 07.05.2010, com o ntimero de Projeto ABNT NBR 6122 Esta segunda edigao cancela e substitui a edigao anterior (ABNT NBR 6122:1996), a qual foi tecnica- mente revisada. © Escopo desta Norma Brasileira em inglés 6 0 seguinte: Scope This Standard specifies the requirements to be followed in the design and construction of foundations of all civil engineering structures. NOTE 1 _ Its acknowledged that foundation engineering is not an exact science and that risks are inherent to any activity that encompasses nature's phenomena or materials. The criteria and procedures contained in this standard are intended to set out a balance of technical, economical and of safety requirements usually accepted by society on the date of publication. NOTE 2 This technical documentation does not include foundation types that have restrict use (pile rafts. compaction piles, soil improvement etc.) and those which are out of use nowadays(air compressed box caissons etc.).These foundation types may be used with all necessary adaptations from the foundation types presented herein. ARNT 2010 -Todos 08 direitos reservados xi Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 Introdugao Esta Norma trata dos critérios gerais que regem 0 projeto e a execugao de fundagdes de todas as estruturas convencionais da engenharia civil, compreendendo: residéncias, edificios de uso geral, pontes, viadutos etc. Obras especiais, como plataformas offshore, linhas de transmissao etc., sao também regidas por esta Norma no que for aplicavel, todavia obedecendo as Normas especificas para cada caso particular. Esta Norma apresenta uma grande diferenga em relacao & Norma anterior, ja que foi separada a parte de projeto da parte de execupdo das fundagdes. Tudo que se refere a projeto esta concentrado nas segdes de fundacao direta e de fundagdo profunda, Ja a parte de execugao esté apresentada na forma de Anexos separados para cada tipo de fundacao. xii @ABNT 2010 -Todos 0s drsitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 6122:2010 Projeto e execu¢do de fundagées 1 Escopo Esta Norma estabelece os requisitos a serem observados no projeto e execugao de fundagées de todas as estruturas da engenharia civil. NOTA 1 Reconhecendo que a engenharia de fundagdes ndo é uma ciéncia exata e que riscos sdo inerentes a toda e qualquer alividade que envolva fenémenos ou materiais da natureza, os eritérios © procedimentos constantes nesta Norma procuram traduzir 0 equilibrio entre condicionantes técnicos, econémicos e de seguranga usualmente aceitos pela sociedade na data da sua publicagao. NOTA2 Esta Norma ndo contempla aqueles tipos de fundacdo que tém aplicagdo restrita (sapatas esta- queadas, radier estaqueados, estacas de compactacao, melhoramento do solo etc.) e aqueles que estéo em desuso (caixdes pneumaticos etc.). Tais fundagdes podem ser utilizadas com as adaptagdes que sejam ne- cessarias a partir dos tipos aqui apresentados. 2 Referéncias normativas Os documentos relacionados a seguir séo indispensdveis a aplicago deste documento. Para refe- réncias datadas, aplicam-se somente as edigées citadas. Para referéncias nao datadas, aplicam-se as edig6es mais recentes do referido documento (incluindo emendas). Portaria 3214, do Ministério do Trabalho e Emprego — Norma Reguamentadora N* 18, Condicées e meio ambiente de trabalho na industria da construgao ABNT NBR 5788, Concreto — Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova ABNT NBR 5739, Concreto — Ensaios de compressao de corpos-de-prova cilindricos ABNT NBR 6118, Projeto de estruturas de concreto ~ Procedimento ABNT NBR 6457, Amostra de solo — Preparacdo para ensaios de compactaao e ensaios de carac- terizagéo ABNT NBR 6459, Solo ~ Determinagao do limite de liquidez ABNT NBR 6484, Solo ~ Sondagens de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio ABNT NBR 6489, Prova de carga direta sobre terreno de fundagao — Procedimento ABNT NBR 6502, Rochas e solos Terminologia ABNT NBR 6508, Graos de solos que passam na peneira de 4,8 mm — Determinagéo da massa especifica ABNT NBR 7180, Solo ~ Determinagao do limite de plasticidade ABNT NBR 7181, Solo ~ Andlise granulométrica ABNT NBR 7190, Projeto de estruturas de madeira ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 1 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 ABNT NBR 7212, Execugao de concreto dosado em central ABNT NBR 8036, Programacao de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundagGes de edificios — Procedimento ABNT NBR 8681, Agdes e seguranca nas estruturas — Procedimento ABNT NBR 8800, Projefo de estruturas de ago ¢ de estruturas mistas de ago e concreto de edificios ABNT NBR 9062, Projeto ¢ execugao de estruturas de concreto pré-moldado — Procedimento ABNT NBR 9603, Sondagem a trado ABNT NBR 9604, Abertura de pogo e trincheira de inspegao em solo, com retirada de amostras deformadas e indeformadas ABNT NBR 9820, Coleta de amostras indeformadas de solos de baixa consisténcia em furos de sondagem ABNT NBR 10905, Solo ~ Ensaios de palheta in situ — Método de ensaio ABNT NBR 10908, Aditivos para argamassa e concreto — Ensaios de caracterizagéo ABNT NBR 11768, Aditivos para conereto de cimento Portland — Especificagao ABNT NBR 12007, Solo ~ Ensaio de adensamento unidimensional ~ Método de ensaio ABNT NBR 12069, Solo - Ensaio de penetragao de cone in situ (CPT) - Método de ensaio ABNT NBR 12131, Estacas — Prova de carga estética - Método de ensaio ABNT NBR 12317, Verificagdo de desempenho de aditivos para concreto — Procedimento ABNT NBR 13208, Estacas - Ensaios de carregamento dinamico ABNT NBR NM 67, Concreto ~ Determinagao da consisténcia pelo abatimento do tronco de cone 3 Termos e definigdes Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos ¢ definigdes, 31 fundacao superficial (rasa ou direta) elemento de fundacao em que a carga é transmitida ao terreno pelas tensdes distribuidas sob a base da fundagao, e a profundidade de assentamento em relacao ao terreno adjacente a fundagao é inferior a duas vezes a menor dimensao da fundagao 32 sapata elemento de fundacao superficial, de concreto armado, dimensionado de modo que as tensdes de tracao nele resultantes sejam resistidas pelo emprego de armadura especialmente disposta para esse fim 2 © ARNT 2010 - Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 3.3 bloco elemento de fundagao superficial de concreto, dimensionado de modo que as tensées de tragao nele resultantes sejam resistidas pelo concreto, sem necessidade de armadura 3.4 radier elemento de fundacao superficial que abrange parte ou todos os pilares de uma estrutura, distribuindo os carregamentos 3.5 sapata associada sapata comum a mais de um pilar 3.6 sapata corrida sapata sujeita & agdo de uma carga distribuida linearmente ou de pilares ao longo de um mesmo alinhamento 37 fundagao profunda elemento de fundagao que transmite a carga ao terreno ou pela base (resisténcia de ponta) ou por sua superficie lateral (resisténcia de fuste) ou por uma combinagao das duas, devendo sua ponta ou base estar assente em profundidade superior ao dobro de sua menor dimensao em planta, e no minimo 3,0 m. Neste tipo de fundagao incluem-se as estacas e os tubules 3.8 estaca elemento de fundagao profunda executado inteiramente por equipamentos ou ferramentas, sem que, em qualquer fase de sua execucao, haja descida de pessoas. Os materiais empregados podem ser: madeira, ago, conereto pré-moldado, conereto moldado in loco ou pela combinagao dos anteriores 3.9 tubuléo elemento de fundacao profunda, escavado no terreno em que, pelo menos na sua etapa final, ha descida de pessoas, que se faz necesséria para executar o alargamento de base ou pelo menos a limpeza do fundo da escavagao, uma vez que neste tipo de fundagdo as cargas sao transmitidas pre- ponderantemente pela ponta 3.10 estaca pré-moldada ou pré-fabricada de concreto estaca constituida de segmentos de conereto pré-moldado ou pré-fabricado e introduzida no terreno por golpes de martelo de gravidade, de explosao, hidraulico ou martelo vibratorio, Para fins exclusiva- mente geotécnicos nao ha distingdo entre estacas pré-moldadas e pré-fabricadas, e para os efeitos desta Norma elas serao denominadas pré-moldadas 3.11 estaca de concreto moldadas in loco estaca executada preenchendo-se, com concreto ou argamassa, perfuragées previamente executadas no terreno ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 3 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 3.42 estaca de reacao (mega ou prensada) estaca introduzida no terreno por meio de macaco hidrdulico reagindo contra uma estrutura ja existente ou criada especificamente para esta finalidade 3.13 estaca raiz estaca armada e preenchida com argamassa de cimento e areia, moldada in loco executada através de perfuragao rotativa ou rotopercussiva, revestida integralmente, no trecho em solo, por um conjunto de tubos metélicos recuperaveis 3.14 estaca escavada com injegao ou microestaca estaca moldada in loco, armada, executada através de perfuragao rotativa ou roto-percussiva e injetada com calda de cimento por meio de um tubo com valvulas (manchete) 3.45 estaca escavada mecanicamente estaca executada por perfuragao do solo através de trado mecénico, sem emprego de revestimento ou fluido estabilizante, Um caso particular da estaca escavada mecanicamente é a estaca broca execu- tada, usuaimente, por perfuracdo com trado manual 3.16 estaca Strauss estaca executada por perfuragao do solo com uma sonda ou piteira e revestimento total com camisa metélica, realizando-se o langamento do concrete e retirada gradativa do revestimento com simultaneo apiloamento do concreto 3.17 estaca escavada com fluido estabilizante estaca moldada in loco, sendo a estabilidade da parede da perfuracdo assegurada pelo uso de fluido estabilizante ou Agua quando tiver revestimento metalico. Recebe a denominacao de estaca escavada quando a perfuracdo é¢ feita por uma cagamba acoplada a uma perfuratriz, e estaca barrete quando a se¢do for retangular e escavada com utilizagao de clam-shell 3.18 estaca Franki estaca moldada in loco executada pela cravagao, por meio de sucessivos golpes de um pildo, de um tubo de ponta fechada por uma bucha seca constituida de pedra e areia, previamente firmada na ex- tremidade inferior do tubo por attito. Esta estaca possui base alargada e ¢ integralmente armada 3.19 estaca mista estaca constituida por dois segmentos de materiais diferentes (madeira, ago, concreto pré-moldado, concreto moldado in loco etc.) 3.20 estaca metalica ou de aco estaca cravada, constituida de elemento estrutural produzido industrialmente, podendo ser de perfis laminados ou soldados, simples ou multiplos, tubos de chapa dobrada ou calandrada, tubos com ou sem costura e trilhos 4 © ARNT 2010 - Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 e continua monitorada estaca de concreto moldada in loco, executada mediante a introducao, por rotagao, de um trado heli- coidal continuo no terreno e injegao de concreto pela prépria haste central do trado simultaneamente com a sua retirada, sendo que a armadura é introduzida apés a concretagem da estaca 3.22 estaca hélice de deslocamento monitorada estaca de concreto moldada in loco que consiste na introdugao de um trado apropriado no terreno, por rotagao, sem que haja retirada de material, o que ocasiona um deslocamento do solo junto ao fuste e a ponta. A injegao de concreto ¢ feita pelo interior do tubo central em torno do qual estao colocadas as aletas do trado simultaneamente a sua retirada por rotacao 3.23 estaca trado vazado segmentado estaca moldada in loco executada mediante a introdugao no terreno, por rotagao, de um trado helicoidal constituido por segmentos de pequeno comprimento (aproximadamente 10 m) rosqueados e injegao de conereto pela propria haste central do trado simultaneamente a sua retirada 3.24 cota de arrasamento nivel em que deve ser deixado 0 topo da estaca ou tubuldo, de modo a possibilitar que o elemento de fundagao e a sua armadura penetrem no bloco de coroamento 3.25 nega medida da penetragao permanente de uma estaca, causada pela aplicagao de um golpe de martelo ou piléo, sempre relacionada com a energia de cravagao. Dada a sua pequena grandeza, em geral 6 medida para uma série de dez golpes 3.26 repique parcela eldstica do deslocamento maximo de uma estaca decorrente da aplicagao de um golpe do mar- telo ou pilao 3.27 tensdo admissivel tenso adotada em projeto que, aplicada ao terreno pela fundagao superficial ou pela base de tubulao, atende com coeficientes de seguranga predeterminados, aos estados-limites ultimos (ruptura) e de servigo (recalques, vibragées etc.). Esta grandeza é utilizada quando se trabalha com agées em valores caracteristicos 3.28 carga admissivel de uma estaca ou tubuléo forga adotada em projeto que, aplicada sobre a estaca ou sobre o tubuldo isolados atende, com coe- ficientes de seguranga predeterminados, aos estados-limites ultimo (ruptura) e de servigo (recalques, vibragées etc.). Esta grandeza é utilizada quando se trabalha com agées em valores caracteristicos 3.29 tensao resistente de projeto tensao de ruptura geotécnica dividida pelo coeficiente de minoragao da resisténcia Ultima. Esta gran- deza é utilizada quando se trabalha com agées em valores de projeto ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 5 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 3.30 carga resistente de projeto carga de ruptura geotécnica dividida pelo coeficiente de minoragao da resisténcia titima. Esta grandeza 6 utilizada quando se trabalha com agdes em valores de projeto 3.31 carga de trabalho de estacas carga efetivamente atuante na estaca em valores caracteristicos 3.32 tensdo de trabalho de sapatas ou bases de tubuldes tensdo efetivamente atuante no solo em valores caracteristicos 3.33 ito de grupo de estacas ou tubuldes processo de interagao entre as diversas estacas ou tubuldes constituintes de uma fundagao quando transmitem ao solo as cargas que Ihes sao aplicadas 3.34 movimentos da fundagao ‘conforme Figura 1 Legenda: (s) recalque ou levantamento total de um ponto da estrutura (A) deflexdo relativa (8s) recalque diferencial entre dois pontos da estrutura (All) razao de deflexdo (8) rotagao relativa entre dois pontos da estrutura (0) rotagao ou desaprumo quando o edificio se comporta como corpo rigido (q) deformagao angular de um trecho da estrutura (8) distorgéo angular Figura 1 — Movimentos da fundagao 6 © ARNT 2010 - Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 3.35 levantamento movimento vertical ascendente de uma fundagao 3.36 viga alavanca ou de equilibrio elemento estrutural que recebe as cargas de um ou dois pilares (ou pontos de carga) e é dimensionado de modo a transmiti-las centradas as fundagées. Da utilizacao de viga de equilibrio resultam cargas nas fundagées diferentes das cargas dos pilares nelas atuantes 3.37 valores representativos das agdes agées quantificadas por valores representativos, que podem ser caracteristicos, caracteristicos nomi- nis, reduzidos de combina¢ao, convencionais excepcionais, reduzidos de utilizacao e raros de utiliza- 40. Os significados de cada um destes valores so aqueles definidos na ABNT NBR 8681 3.38 valores caracteristicos de parametros geomecanicos parametros geomecanicos determinados a favor da seguranca 3.39 carga de ruptura de uma fundacao carga aplicada a fundacao que provoca deslocamentos que comprometem sua seguranca ou desem- penho 3.40 tensdo de ruptura de uma fundacao tensao aplicada pela fundacdo ao solo que provoca deslocamentos que comprometem sua seguranca ‘ou desempenho 3.41 método de valores admissiveis método em que as cargas ou tensées de ruptura sao divididas por um fator de seguranga global acim < Rutt/FSy © Radm > Ak onde adm €a tensdo admissivel de sapatas e tubuldes e carga admissivel de estacas; Rut representa as cargas ou tensdes de ruptura (iltimas); Ax representa as agées caracteristicas; FSq 60 fator de seguranga global. 3.42 método de valores de projeto método em que as cargas ou tensées de ruptura sao divididas pelo coeficiente de minoracao das resisténcias e as agées sao multiplicadas por fatores de majoracao a= Rut! tm, Aa= Axx @ Raz Aa ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 7 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 ‘onde Rg &atensdo resistente de projeto para sapatas ou tubuldes ou carga resistente de projeto para estacas; Ag representa as agdes em valores de projeto. 3.43 solos compressiveis solos que apresentam deformagées elevadas quando solicitados por sobrecargas pouco significativas ‘ou mesmo por efeito de carregamento devido ao seu peso préprio 3.44 solos expansivos solos que, por sua composigéo mineralégica, aumentam de volume quando ha acréscimo do teor de umidade 3.45 solos colapsiveis solos que apresentam brusca reducdo de volume quando submetidos a acréscimos de umidade, sob a aco de carga externa 3.46 teracdo solo-estrutura mecanismos de andlise estrutural que consideram a deformabilidade das fundagées juntamente com a super estrutura 3.47 subpressao hidrostética ou simplesmente subpressao esforgo vertical de empuxo hidrostatico atuante sobre estruturas enterradas 3.48 atrito negativo © atrito lateral é considerado negativo quando o recalque do solo é maior que o recalque da estaca ou tubulao. Esse fenémeno ocorre no caso de o solo estar em processo de adensamento, provocado pelo seu peso préprio, por sobrecargas langadas na superficie, por rebaixamento do lencol fredtico, pelo amolgamento da camada mole compressivel decorrente de execugao de estaqueamento etc. 4 Investigagées geolé: as e geotécnicas 4.1 Reconhecimento inicial Devem ser considerados os seg das fundagées’ les aspectos na elaboragao dos projetos e previsdo do desempenho a) visita ao local; b) feigdes topogréficas e eventuais indicios de instabilidade de taludes; ©) _indicios da presenga de aterro (bota-fora) na area; 4) _indicios de contaminagao do subsolo por material contaminante langado no local ou decorrente do tipo de ocupacao anterior; 8 © ARNT 2010 - Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 e) _prdtica local de projeto e execugao de fundagées; f) estado das construgées vizinhas; 9) peculiaridades geolégico-geotécnicas na rea, tais como: presenga de matacées, afloramento rochoso nas imediagées, areas brejosas, minas d’agua ete. 4.2 Investigacao geolégica Em fungao do porte da obra ou de condicionantes especificos, deve ser realizada vistoria geolégica de campo por profissional especializado, eventualmente, complementada por estudos geol6gicos adi- cionais, 4,3 Investigacao geotécnica preliminar Para qualquer edificagao deve ser feita uma campanha de investigagdo geotécnica preliminar, cons- tituida no minimo por sondagens a percussao (com SPT), visando a determinagao da estratigrafia @ classificagao dos solos, a posi¢ao do nivel d'agua e a medida do indice de resisténcia & pene- tracéo Nspr, de acordo com a ABNT NBR 6484. Na classificagao dos solos deve ser empregada a ABN NBR 6502 Em fungao dos resultados obtidos na investigagao geotécnica preliminar, pode ser necessaria uma investigagéo complementar, através da realiza¢ao de sondagens adicionais, instalagao de indicado- res de nivel d'agua, piezmetros, bem como de outros ensaios de campo e de ensaios de laboratério. Em obras de grande extensao, a utilizagao de ensaios geofisicos pode se constituir num auxiliar efi- caz no tragado dos perfis geotécnicos do subsolo. Independentemente da extensao da investigacao geotécnica preliminar realizada, devem ser feitas investigagées adicionais sempre que, em qualquer etapa da execugao da fundagao, forem constatadas diferengas entre as condiges locais e as indicagdes fornecidas pela investigacao preliminar, de tal forma que as divergéncias fiquem completamente esclarecidas. Para a programacdo de sondagens de simples reconhecimento para fundagdes de edificios, deve ser empregada a ABNT NBR 8036. 4.4 Investigacao geotécnica complementar Apés a realizacdo inicial de sondagens a percussao, em funcao de peculiaridades do subsolo e do projeto, ou ainda, caso haja duivida quanto a natureza do material impenetravel a percussao, devem ser realizadas investigages complementares. Neste caso, sondagens adicionais e outros ensaios de campo sero programados. 4.5 Investigagées complementares Os ensaios de campo visam determinar parametros de resisténcia, deformabilidade e permeabilidade dos solos, sendo que alguns deles também fornecem a estratigrafia local. Alguns parametros sao obti- dos diretamente e outros por correlages. A seguir encontra-se uma relagdo dos ensaios mais usuais na prdtica brasileira e outros disponiveis. 4.5.1 Sondagens mistas e rotativas No caso de dtivida quanto a natureza do material impenetravel a percussao, devem ser programadas sondagens mistas (percussao e rotativa). ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 9 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 Em se tratando de macigo rochoso, rocha alterada ou mesmo solo residual jovem, as amostras coleta- das devem indicar suas caracteristicas principais, incluindo-se eventuais descontinuidades, indicando: tipo de rocha, grau de alteragao, fraturamento, coeréncia, xistosidade, porcentagem de recuperacao 20 indice de qualidade da rocha (RQD). Sempre que possivel deve ser feita a determinagao do spr. 4.5.2 Sondagem a percussao com medida de torque Neste tipo de investigago, ao final da medida da penetragao do amostrador, ¢ feita a medida do tor- que necessario para rotacioné-lo (SPT-7). A medida do torque serve para caracterizar o attito lateral entre 0 solo e o amostrador. 45.3 Ensaio de cone Deve ser executado conforme a ABNT NBR 12069. Este ensaio consiste na cravagao continua de uma ponteira composta de cone e luva de atrito. E usado para determinagao da estratigrafia e pode dar indicagao da classificagao do solo, Propriedades dos materiais ensaiados podem ser obtidas por correlagdes, sobretudo em depésitos de argilas moles ¢ areias sedimentares. © ensaio de Piezocone (CPTU) permite a medida da poro-pressao gerada durante o processo de cravagao e, eventualmente, sua dissipagao. 4.5.4 Ensaio de palheta (vane test) Deve ser executado conforme a ABNT NBR 10905. Este ensaio é empregado na determinagao da resisténcia ao cisalhamento, nao drenada, de solos moles. 4.5.5 Ensaio de placa E uma prova de carga direta sobre o terreno, com 0 objetivo de caracterizar a deformabilidade e capa- cidade de carga do solo sob catregamento de fundacdes diretas, conforme ABNT NBR 6489, 4.5.6 Ensaio pressiométrico Este ensaio consiste na expansdo de uma sonda cilindrica no interior do terreno, em profundidades preestabelecidas. Dependendo do modo de insergao do pressiémetro no solo, pode ser classificado ‘como pressiémetro em pré-furo (ou de Ménard), autoperfurante. O ensaio permite a obten¢ao de pro- priedades de resisténcia e tensdo-deformagao do material 4.5.7 Ensaio dilatométrico O ensaio dilatométrico (dilatémetro de Marchetti) consiste na cravagao de uma lamina, que possui um diafragma. Este diafragma 6 empurrado contra o solo pela aplicacao de uma pressao de gas. O ensaio pode ser usado para determinacao da estratigrafia e pode dar indicagao da classificagao do solo. Propriedades dos materiais ensaiados podem ser obtidas por correla¢ao, sobretudo em depésitos de argilas moles e areias sedimentares. 4.5.8 Ensaios sismicos Estes ensaios (crosshole, downhole e cone sismico) sao realizados em profundidades preestabelecidas e fornecem, basicamente, a velocidade de propaga¢ao da onda cisalhante. A partir destes dados 6 possivel estimar o médulo de elasticidade transversal inicial, Go, do solo. 10 © ARNT 2010 - Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 4.5.9 Ensaios de permeabilidade Este ensaio (infltragao ou recuperagao) permite a avaliagdo do coeficiente de permeabilidade in situ do solo. 4.5.10 Ensaio de perda d'agua em rocha Este ensaio permite obter informagdes sobre a capacidade de condugao de agua do macigo rochoso € dé indicagdes sobre o fraturamento da rocha. 4.6 Ensaios de laboratério Estes ensaios visam classificar os solos, determinar parametros de resisténcia, de deformabilidade e de permeabilidade. As amostras representativas das camadas de solos devem ser retiradas através de pogos e trincheiras de acordo com a ABNT NBR 9820 e a ABNT NBR 9604. Para os ensaios de caracterizagao dos solos podem ser obtidas amostras por meio de trado, de acordo com a ABNT NBR 9603. Os ensaios mais usuais sao: 4.6.1 Ensaios de caracterizacéo Estes ensaios compreendem a) granulometria, conforme ABNT NBR 7181; b) _umidade natural (h), para solos argilosos, conforme ABNT NBR 6457; ¢) limite de liquidez (LL), para solos argilosos, conforme ABNT NBR 6459; d) limite de plasticidade (LP), para solos argilosos, conforme ABNT NBR 7180; ©) peso especifico real dos graos, conforme ABNT NBR 6508. 4.6.2 Ensaio de cisalhamento direto Este ensaio visa determinar os parametros de resisténcia ao cisalhamento do solo (coesao e Angulo de atrito), 46.3 Ensaio triaxial Este ensaio visa a determinagao dos parémetros de resisténcia e de deformabilidade do solo. De- pendendo das condigées de drenagem, seja na fase de adensamento sob a tensdo confinante seja nna fase de aplicagdo da tensdo desviadora, o ensaio pode ser classificado como: ensaio adensado drenado (CD), ensaio adensado nao drenado (CU) e ensaio nao adensado nao drenado (UU). Se no segundo tipo de ensaio forem feitas medidas das poro-pressées (ensaio CU), 6 possivel a obtengao de parametros de resisténcia em termos de tenses efetivas. 4.6.4 Ensaio de adensamento Este ensaio determina as caracteristicas de compressibilidade dos solos sob a condigao de confina- mento lateral, conforme ABNT NBR 12007. ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados "1 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 4.6.5 Ensaios para caracterizagao de expansibilidade Ha varias formas para se caracterizar o solo quanto sua expansibilidade. © ensaio mais comum é 0 ‘que emprega o equipamento utilizado no ensaio de adensamento. Outros ensaios de laboratério, como os citados a seguir, também podem fornecer informagées sobre a expansibilidade do solo: a) granulometria (pela porcentagem da fragéo argila); b) indice de plasticidade; ©) difragao de raios X (pela caracterizagao do mineral argilico); d) adsorgao de azul-de-metileno; e) anélise termodiferencial; f)_ espectrometria infravermetha. 4.6.6 Ensaio de colapsibilidade E indicado no caso de solos nao saturados que possam apresentar colapso com o aumento de umidade. O ensaio mais simples é feito no mesmo equipamento utiizado no ensaio de adensamento, medindo- se a deformagao vertical sofrida pela amostra, em uma determinada tensdo, ao ser inundada, 4.6.7 Ensaio de permeabilidade Este ensaio permite determinar os coeficientes de permeabilidade vertical e horizontal de uma amostra de solo. 4.6.8 Ensaios quimicos Estes ensaios permitem avaliar a contaminagao do solo e da agua subterranea, visando 0 estudo de sua influéncia no comportamento das fundagoes. 5 Agoes nas fundagées 5.1. Agées provenientes da superestrutura Os esforgos, determinados a partir das agées e suas combinagées, conforme prescrito na ABNT NBR 8681, devem ser fornecidos pelo projetista da estrutura a quem cabe individualizar qual © conjunto de esforgos para verificagao dos estados-limites tilimos (ELU) e qual 0 conjunto para verificagaéo dos estados-limites de servigo (ELS). Esses esforgos devem ser fornecidos em termos de valores de projeto, jA considerando os coeficientes de majoracao conforme ABNT NBR 8681. Para 0 caso do projeto de fundagées ser desenvolvido em termos de fator de seguranga global, de- vem ser solicitados ao projetista estrutural os valores dos coeficientes pelos quais as solicitacses em termos de valores de projeto devem ser divididas, em cada caso, para reduzi-las as solicitagses caracteristicas. 12 © ARNT 2010 - Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 Os esforgos devem ser fornecidos no nivel do topo das fundagées (no caso de edificios 0 topo das cintas, no caso de pontes o topo dos blocos ou sapatas) ou ao nivel da interface entre os projetos (superestrutura e fundagdes/infra-estrutura), devendo ficar bem caracterizado este nivel. As agées devem ser separadas de acordo com suas naturezas, conforme prevé a ABNT NBR 8681 a) _agées permanentes (peso préprio, sobrecarga permanente, empuxos etc); b) agées varidveis (sobrecargas varidveis, impactos, vento etc.); ©) agées excepcionais, 5.2 Agdes decorrentes do terreno Devem ser considerados os empuxos de terra e empuxos de sobrecargas atuantes no solo. Caso es- tejam previstos aterros contra a estrutura ou vizinhanga da obra, o projetista das fundagées deve ser informado. Esses esforcos devem ser informados ao projetista da estrutura © empuxo de terra deve ser considerado de forma compativel com a deslocabilidade da estrutura {ativo, repouso, passivo). Este empuxo, quando assimétrico, influi na estabilidade da estrutura. Outros esforgos atuantes sobre elementos de fundacao profunda que devern ser considerados, quando for © caso, sao: atrito negativo e carregamentos laterais devidos a sobrecargas assimétricas. 5.3. Agées decorrentes da agua superfici e subterranea Devem ser considerados os empuxos de Agua, tanto superficial quanto subterranea. No caso de fluxos de agua deve ser considerada a possibilidade de erosdo. O efeito favoravel da subpressao no alivio de cargas nas fundagées nao pode ser considerado. 5.4 Agdes excepcionais Em fungdo da finalidade da obra e quando previamente conhecidas, devem ser consideradas as agdes excepcionais no projeto das fundagées: a) alteracao do estado de tensdes causadas por obras nas proximidades (escavagées, aterros, tu- neis etc.); b) _tréfego de vefculos pesados e equipamentos de construgao; c) carregamentos especiais de construgao; d) explosao, incéndio, coliséo de veiculos, enchentes, sismos etc. 5.5 Andlise de interacao fundacao-estrutura Em estruturas nas quais a deformabilidade das fundagées pode influenciar na distribuigao de esforgos, deve-se estudar a interagao solo-estrutura ou funda¢ao-estrutura. 5.6 Peso proprio das fundacées Deve ser considerado 0 peso préprio de blocos de coroamento ou sapatas ou no minimo 5 % da carga vertical permanente. ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 413 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 5.7 Alivio de cargas devido a vigas alavanca Quando ocorre uma reducao de carga devido & utilizagao de viga alavanca, a fundagao deve ser dimensionada considerando-se apenas 50 % desta redugo. Quando a soma dos alivios totais puder resultar em trago na fundagéo do pilar aliviado, sua fundagao deve ser dimensionada para suportar a tragao total e pelo menos 50 % da carga de compressao deste pilar (sem o alivio). 5.8 Atrito negativo A agao do atrito negativo, quando atuante, deve ser considerada no dimensionamento geotécnico e estrutural do elemento da fundagao. A agao do atrito negative também pode ocorrer em blocos de coroamento, vigas enterradas, reservatérios enterrados etc. Quando o atrito negative for uma solicitagao de valor significativo, 6 recomendavel que sua determinagao seja mais bem avaliada através da realizagao de provas de carga em estacas de comprimento tal que © attito positivo possa ser considerado igual ao atrito negativo nas estacas da obra. Nestes casos as provas de carga podem ser feitas & tragéo, desde que a estaca tenha armadura suficiente para suportar os esforgos. Podem ser utilizados recursos (como, por exemplo, pintura betuminosa), visando minimizar os efeitos do atrito negativo. 5.8.1 Em termos de fator de seguranca global No caso de estacas ou tubuldes em que se prevé a acao do atrito negativo, a carga admissivel (Pam) deve ser determinada pela expressao: Padm = ((Pp + Pi) | FSg] — Pan onde Padm 6 a carga admissivel; P, @aparcela correspondente a resisténcia de ponta na ruptura; P| é aparcela correspondente a resisténcia por atrito lateral positivo, na ruptura; Pan € @ parcela correspondente ao atrito lateral negativo na ruptura. O ponto onde ocorre a mudanga de atrito negativo para positivo é chamado de ponto neutro; FS, 60 fator de seguranga global. 5.8.2 Em termos de valores de projeto (fatores de seguranca parciais) Pra = [(Pp + A) x1 = Pan x onde Pig 6 acarga resistente de projeto; Pp 6 aparcela correspondente a resisténcia de ponta na ruptura; P| éaparcela correspondent a resisténcia por atrito lateral positivo, na ruptura; Pan @ @parcela correspondente ao atrito lateral negativo na ruptura; 14 © ARNT 2010 - Todos 08 direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 Ye 0 fator de minoragao de resisténcias; yw 60 fator de majoragao das agées. 6 Seguranga nas fundagées 6.1 Generalidades As situagdes de projeto a serem verificadas quanto aos estados-limites tiltimos (ELU) ¢ de servico (ELS) devem contemplar as ages e suas combinagdes e outras solicitagdes conhecidas e previsiveis. Deve ser considerada a sensibilidade da estrutura as deformagées das fundagdes. Estruturas sensiveis a recalques devem ser analisadas considerando-se a interagao solo-estrutura 6.1.1 Regido representativa do terreno O resultado das investigacées geotécnicas deve ser interpretado de forma a identificar espacialmente a composigao do solo ou da rocha, suas propriedades mecanicas, profundidades das diversas cama- das de solo ou caracteristicas da rocha. Dependendo das caracteristicas geolégicas e das dimensdes do terreno, pode ser necessario dividi-lo em regides representativas que apresentem pequena varia- bilidade nas suas caracteristicas geotécnicas. O projetista das fundagées deve definir estas regiées para a eventual programagao de investigages adicionais, elaboragao do projeto e programacao dos ensaios de desempenho das fundagées. 6.2. Estados-limites O projeto deve assegurar que as fundagdes apresentem seguranga quanto aos: a) _estado-limite ultimo (associados a colapso parcial ou total da obra); b) _estado-limite de servigo (quando ocorrem deformagées, fissuras etc. que comprometem o uso da obra), 6.2.1 Verificagéo dos estados-limites tltimos (ELU) Os estados limites ultimo representam os mecanismos que conduzem ao colapso da fundagao. Os seguintes mecanismos podem caracterizar 0 estado-limite ultimo: a)_perda de estabilidade global; b) ruptura por esgotamento da capacidade de carga do terreno; c) _ruptura por deslizamento (fundagées superficiais); d) ruptura estrutural em decorréncia de movimentos da fundagao; €) arrancamento ou insuficiéncia de resisténcia por tragao; f)_ruptura do terreno decorrente de carregamentos transversais; 9) ruptura estrutural (estaca ou tubulao) por compressa, flexéo, flambagem ou cisalhamento, ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 15 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 Para fundacées superficiais, 0 estado-limite ultimo deve ser determinado conforme o disposto em 7.3, e para fundagées profundas conforme o disposto em 8.2. 6.2.1.1 Fatores de seguranga de fundacao superfi al (rasa ou direta) 6.2.1.1.1 Fatores de seguranga na compresso A verificagdo da seguranga pode ser feita por fator de seguranga global ou por fatores de seguranca parciais, devendo ser obedecidos os valores da Tabela 1 Tabela 1 - Fundagées superficiais — Fatores de seguranga e coeficientes de minoracao para solicitacées de compressao Métodos para determinagao | Coeficiente de minoragao da resistencia ultima da resisténcia ultima _ | Fator de seguranca global Valores propostos no proprio | Valores propostos no proprio iempiricos ® ( eer ee ac processo eno minimo 2,15 | proceso e no minimo 3,00 Analiticos > 2,15, 3,00 Semi-empiricos a ou analiticos > acrescidos de duas ou mais provas de carga, necessariamente 1,40 2,00 executadas na fase de projeto, conforme 7.3.1 ® Atendendo ao dominio de validade para o terreno local. © Sem aplicagao de coeficientes de minoragao aos pardmetros de resisténcia do terreno. 6.2.1.1.2 Fatores de seguranga parciais para verificagao de tragéo 6.2.1.1.2.1 Carregamento dado em termos de valores caracteristicos Devem ser adotados fatores de seguranca parciais de minoragao da resisténcia de Ym = 1,2 para a parcela de peso © Ym = 1,4 pata a parcela de resisténcia do solo. Esta composicao resistente deve ser compatada com 0 esforgo caracteristico atuante majorado pelo fator 74 = 1,4. 6.2.1.1.2.2 Carregamento dado em termos de valores de projeto Devem ser adotados somente fatores de seguranga parciais de minoragao da resisténcia de Ym = 1,2 para a parcela de peso e ym = 1,4 para a parcela de resisténcia do solo para a comparagao com 0 esforgo de projeto. 6.2.1.1.3 Fatores de seguranga parciais para verificacao de deslizamento 6.2.1.1.3.1 Carregamento dado em termos de valores caracteristicos Devem ser adotados fatores de seguranga parciais de minoragao da resisténcia de ym = 1,2 para a parcela de peso ¢ Ym = 1,4 para a parcela de resisténcia do solo. Esta composigao resistente deve ser comparada com o esforgo caracteristico atuante majorado pelo fator 74 = 1,4. 16 © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 6.2.1.1.3.2 Carregamento dado em termos de valores de projeto Devem ser adotados somente fatores de seguranga parciais de minoragao da resisténcia de Ym = 1,2 para a parcela de peso e Ym = 1,4 para a parcela de resisténcia do solo para a comparagéo com 0 esforgo de projeto. 6.2.1.1.4 Fator de seguranca global para verificacao de flutuagao Consideradas todas as combinacdes mais desfavoraveis (por exemplo, a elevagao do lengol freético), tanto nos esforgos atuantes quanto nos resistentes, deve ser observado um fator de seguranga global minimo de 1,1 6.2.1.2 Fatores de seguranga de fundagées profundas 6.2.1.2.1 Resisténcia calculada por método semi-empitico fator de seguranga a ser utilizado para determinagao da carga admissivel é 2,0 e para carga resis- tente de projeto é de 1,4. Quando se reconhecerem regides representativas, o cdlculo da resisténcia caracteristica de estacas por métodes semi-empirico baseados em ensaios de campo pode ser deter- minado pela expressao: Rok = Min ((Re,cai)mea/&1 § (Re,cal)min/S2) onde Rok 6a resisténcia caracteristica; (Recalled € a resisténcia caracteristica calculada com base em valores médios dos parametros; (Reallmin 6a resisténcia caracteristica calculada com base em valores minimos dos parametros; Erete so fatores de minoracao da resisténcia (Tabela 2). Tabela 2 - Valores dos fatores £1 e é2 para determinacao de valores caracteristicos das resistén ne 1 2 3 4 5 6 210 | a 1,42 1,35, 1,33 1,31 1,29 1,27 1,27 | b2 1,42 1,27 1,23 1,20 1,15, 1,13 441 | 2] mods por de ios par os epetrae do oman Os valores de £1 ¢ &2 podem ser multiplicados por 0,9 no caso de execugao de ensaios complementares & sondagem a percussao. Aplicados os fatores da Tabela 2, para determinar a carga admissivel deve ser empregado um fator de seguranga global de no minimo 1,4. Se a analise for feita em termos de fatores de seguranga parciais (carga resistente de projeto), ndo pode ser aplicado fator de minoragao da resisténcia. ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 17 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 6.2.1.2.2 Resisténcia obtida por provas de carga executadas na fase de elaboracéo ou adequacao do projeto Para que se obtenha a carga admissivel (ou carga resistente de projeto) de estacas, a partir de provas de carga, é necessario que: a) a(s) prova(s) de carga seja(m) estética(s); b) _a(s) prova(s) de carga seja(m) especificada(s) na fase de projeto e executadas no inicio da obra, de modo que 0 projeto possa ser adequado para as demais estacas; ©) a(s) prova(s) de carga seja(m) levada(s) até uma carga no minimo duas vezes a carga admissivel prevista em projeto. O fator de seguranga a ser utilizado para determinacao da carga admissivel é 1,6 e para carga resistente de projeto é de 1,14. Quando em uma mesma regiao representativa for realizado um niimero maior de provas de carga, a resisténcia caracteristica pode ser determinada pela expresséo: ek = Min [(Ree.cai)mea/$3 (Re,cal)min/&4] ‘onde Fok 6 a resisténcia caracteristica; (Recailmed & a resisténcia caracteristica calculada com base em valores médios dos parametros; (Rocalmin €aresisténcia caracteristica calculada com base em valores minimos dos parametros; E3ek4 sao fatores de minoragao da resisténcia (Tabela 3) Tabela 3 - Valores dos fatores £3 e £ para determinagao de valores caracteris das resisténcias obtidas por provas de carga estéticas ne 1 2 3 4 25 | & 1,14 411 1,07 1,04 100 | & 114 4,10 1,05 1,02 4,00 | eo S| Aplicados os fatores indicados na Tabela 3, para determinar a carga admissivel deve ser empregado um fator de seguranga global de no minimo 1,4. Se a andlise for feita em termos de fatores de seguranca parciais, nao deve ser aplicado fator de minoragao da carga. 6.2.2 Verificagéo dos estados-limites de servigo (ELS) 6.2.2.1 Generalidades A verificagao dos estados limites de servigo em relagao ao solo de fundagao ou ao elemento estrutural de fundagao deve atender a: Esc 18 © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 onde Ex 60 valor do efeito das agées (por exemplo, o recalque estimado), calculado considerando-se 08 parametros caracteristicos e agdes caracteristicas; C éovalor-limite de servico (admissivel) do efeito das agdes (por exemplo, recalque aceitavel) © valor-limite de servigo para uma determinada deformagao 6 o valor correspondente ao comporta- mento que cause problemas como, por exemplo, trincas inaceitaveis, vibragdes ou comprometimentos funcionalidade plena da obra. 6.2.2.2 Valores-limites dos deslocamentos das fundagées A definigao dos valores-limites de projeto para os deslocamentos e deformagées deve considerar: a) a confiabilidade com a qual os valores de deslocamentos aceitaveis podem ser estabelecidos; b) velocidad dos recalques e movimentos do terreno de fundacao; ¢) tipo de estrutura e material de construgao; d) tipo de fundacao; e) natureza do solo; f)finalidade da obra; 9) influéncia nas estruturas, utilidades e edificagdes vizinhas. 6.2.2.2.1 Limites de servico a serem considerados Devem ser considerados: a) recalques excessivos; b) levantamentos excessivos decorrentes, por exemplo, de expansao do solo ou outras causas; ¢) _vibragées inaceitaveis. 6.3 Efeito do vento 6.3.1 Célculos em termos de valores caracteristicos Quando a verificagao das solicitagdes for feita considerando-se as agdes nas quais 0 vento é a agao variavel principal, os valores de tensao admissivel de sapatas e tubuldes e cargas admissiveis em estacas podem ser majorados em até 30 %. Neste caso deve ser feita a verificacdo estrutural do ele- mento de fundagao. 6.3.2 Célculos em termos de valores de projeto Quando a verificagao das solicitagées for feita considerando-se as agdes nas quais 0 vento é a ado variavel principal, os valores de tensao resistente de projeto de sapatas e tubuldes e cargas resistentes de projeto em estacas podem ser majorados em até 10 %. Neste caso deve ser feita a verificagao estrutural do elemento de fundagao. ©ABNT 2010 - Todos o¢ direitos reservados 419 Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 7 Fundagdo superficial (rasa ou direta) 7.1 Generalidades A grandeza fundamental para o projeto de fundagées diretas ¢ a determinacao da tensao admissivel Se 0 projeto for feito considerando coeficiente de seguranga global ou a determinagao da tensao resis- tente de projeto quando se consideram fatores parciais. Estas tenses devem obedecer simultanea- mente aos estados-limites titimos (ELU) e de servigo (ELS), para cada elemento de fundagao isolado @ para o conjunto, O projeto de fundagées consta de memorial de calculo e dos respectivos desenhos executives, com as informagées técnicas necessérias para 0 perfeito entendimento e execugao da obra. A elaboragao do memorial de calculo obrigatéria, devendo estar disponivel quando solicitado. 7.2. Tensao admissivel ou tensio resistente de projeto Devem ser considerados os seguintes fatores na sua determinagao: a) caracteristicas geomecanicas do subsolo; b) _profundidade da fundacao; ¢) _dimensées e forma dos elementos de fundagao; d)__influéncia do lengol d’gua; ) eventual alteracdo das caracteristicas do solo (expansivos, colapsiveis etc.) devido a agentes externos (encharcamento, alivio de tensdes etc.); f) _caracteristicas ou peculiaridades da obra; 9) sobrecargas externas; h) _inclinagao da carga; j) _inclinagao do terreno; i) estratigrafia do terreno. 7.3 Determinagao da tensao admissivel ou tensao resistente de projeto a partir do estado-limite ultimo Atensao admissivel ou tensao resistente de projeto deve ser fixada a partir da utilizacao e interpretagao de um ou mais dos procedimentos descritos em 7.3.1 a 7.3.3 e em 7.4, 7.3.1. Prova de carga sobre placa Ensaio realizado de acordo com a ABNT NBR 6489, cujos resultados devem ser interpretados de modo a considerar a relagao modelo-protétipo (efeito de escala), bem como as camadas influen- ciadas de solo. 20 © ABNT 2010 - Todos os direitos reservados Convénio ABNT - Sistema Confea/Crea/Mutua Exemplar para uso exclusivo - ANTONIO FIGUEIRA PINTO - 396,898,247-91 RNP:2000922260 (Pedido 255769 Impresso: 30/09/2010) ABNT NBR 6122:2010 7.3.2 Métodos teéricos Podem ser empregados métodos analiticos (teorias de capacidade de carga) nos dominios de vali- dade de sua aplicacao, que contemplem todas as particularidades do projeto, inclusive a natureza do carregamento (drenado ou nao drenado). 7.3.3 Métodos semi-empiricos ‘S40 métodos que relacionam resultados de ensaios (tais como o SPT, CPT etc.) com tensdes ad- missiveis ou tenses resistentes de projeto. Devem ser observados os dominios de validade de suas aplicagdes, bem como as dispersdes dos dados e as limitagdes regionais associadas a cada um dos métodos. 7.4 Determinagéo da tensao admissivel ou da tensao resistente de projeto a partir do estado-limite de servico AAs tensGes determinadas em 7.3 devem também atender ao estado-limite de servico. A tensao admissivel ou tensdo resistente de projeto, neste caso, é 0 valor maximo da tensao aplicada ao terreno que atenda as limitagdes de recalque ou deformagao da estrutura. 7.5 Casos particulares 7.5.1 Fundagao sobre rocha Para a fixagao da tensao admissivel ou tensdo resistente de projeto de qualquer elemento de fundagao sobre rocha, deve-se considerar as suas descontinuidades: a) falas; b) fraturas; ©) _xistosidades ete. No caso de superficie inclinada, pode-se escalonar a superficie ou utilizar chumbadores para evitar © deslizamento do elemento de fundagao. Para rochas alteradas ou em decomposigao, devem ser considerados a natureza da rocha matriz 0 grau de decomposigao ou alteragao. Quando necessério, as descontinuidades devem ser tratadas. No caso de caleario ou qualquer outra rocha carstica, devem ser feitos estudos especiais pelo projetista de fundagées 7.5.2. Solos expansivos Nesses solos pode ocorrer o levantamento da fundacao e a diminuigao de resisténcia devido a sua expansao. Essas caracteristicas devem ser consideradas no projeto e no método construtivo. 7.5.3 Solos colapsiveis Deve ser considerada a possibilidade de ocorrer 0 encharcamento (devido a, por exemplo, vazamentos de tubulagées de Agua, elevagao do lengol fredtico etc.). Essas caracteristicas devem ser consideradas no projeto @ no método construtivo. © ABNT 2010 - Todos o¢ direitos re at

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